terça-feira, 16 de outubro de 2018

Le Figaro (França) – «Chaud devant» : un (nouveau) jour de marches pour le climat

Le Figaro (França) – «Chaud devant» : un (nouveau) jour de marches pour le climat


13/10/2018

Au moins 80 marches citoyennes étaient organisées ce samedi dans la capitale et d'autres villes de France et d'Europe. À Paris, 14.500 personnes ont participé au rassemblement.

«L'avenir du climat donne la chair de poule.» Une grande marche citoyenne pour le climat se tenait samedi dans plusieurs villes de France et d'Europe. À Paris, 14.500 personnes ont participé au rassemblement, selon le cabinet Occurence. Avec une banderole «Il est encore temps» en tête de cortège, les manifestants ont débuté la marche parisienne en début d'après-midi alors qu'il fait «27°C [ce] 13 octobre», ont-ils alerté.

Près de 80 marches étaient organisées en France, rassemblant notamment 3200 personnes à Lille selon la préfecture, 2500 à Bordeaux selon la police, 1850 à Strasbourg selon la police (2900 selon les organisateurs), entre 3000 et 4000 à Rennes et 500 à Marseille.

Un mois après la mobilisation inédite du 8 septembre dernier, dans la foulée de la démission de Nicolas Hulot, de simples citoyens appelaient de nouveau à manifester, demandant aux associations et partis politiques de se placer en fin de cortège.

À Paris, le rassemblement était visuellement moins imposant que celui du 8 septembre qui avait réuni 50.000 personnes selon les organisateurs, 18.500 selon la préfecture de police. Place de l'Opéra à Paris, les banderoles «Changeons le système, pas le climat» et «Chaud devant» ont repris du service, pour défiler jusqu'à la place de la République, a constaté une journaliste de l'AFP. «2°C c'est déjà trop», alerte la banderole de WWF.

Comme en septembre, quand un jeune Parisien, Maxime Lelong, avait pris l'initiative d'appeler à descendre dans la rue après la démission surprise de Nicolas Hulot du poste de ministre de la Transition écologique, ces marches sont organisées par des particuliers, avec le soutien d'associations. «Il y a une envie de collectif, de rassembler toutes les bonnes volontés», s'enthousiasme Danièle Migneaux, une des bénévoles chargées de coordonner les manifestations organisées sous le slogan «Il est encore temps».

En un mois, la page Facebook du mouvement avait rassemblé plus de 60.000 abonnés. En parallèle, 700 bénévoles travaillent sur des thématiques précises via le forum de discussion. Vingt Youtubeurs ont aussi lancé à leurs millions d'abonnés, souvent jeunes, un appel assurant qu'on «peut agir pour éviter le pire du changement climatique».

L'avertissement publié lundi par les experts climats de l'ONU, qui prévient que le monde doit engager des transformations «sans précédent» s'il veut limiter le réchauffement à 1,5°C, a créé une nouvelle onde de choc.

Outre une page Facebook dédiée, un site internet «ilestencoretemps.fr», présente les marches mais aussi des pétitions, des actions en cours ou des écogestes. Il relaie ainsi des campagnes d'ONG, comme celle montée contre la banque Société Générale pour qu'elle arrête de financer des énergies fossiles ou une initiative pour changer de mode de vie en 90 jours. «L'objectif d'‘il est encore temps' est de regrouper les forces, d'avoir un lobby citoyen», explique Danièle Migneaux.

À terme, les internautes choisiront trois actions qu'ils jugeront prioritaires. Elles seront présentées aux services de la présidence française «qui s'engage à donner une réponse», assure Maxime Lelong. «Si cette réponse ne nous convient pas, on redescendra dans la rue.»

Des rassemblements étaient prévus un peu partout dans l'Hexagone, ainsi qu'en Guadeloupe, en Martinique, à La Réunion, en Nouvelle-Calédonie et à Tahiti. Hors de France, des marches devaient avoir lieu à Genève, Luxembourg, Namur, Montréal et Montevideo, selon les organisateurs. D'autres actions doivent se dérouler à l'étranger à l'initiative de l'association 350.org. Au Japon ou encore en Australie, des copies du dernier rapport du Giec, paru en début de semaine, doivent être distribuées à des élus.

O Globo – Energia Verde


RAFAEL CISCATI

Quando ratificou o Acordo de Paris — um esforço empreendido por 195 países para evitar a escalada do aquecimento global —, em 2016, o Brasil traçou uma série de metas que poderiam ajudar a reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. Um dos objetivos era ampliar o uso de fontes alternativas de energia e restaurar, ou reflorestar, 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Mas pouco se fez para atingir esse compromisso.

Um estudo inédito do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), ONG que pesquisa emissões de poluentes, sugere que é possível traçar um plano para avançar no cumprimento de duas metas simultaneamente: plantar florestas e aumentar a participação das fontes renováveis de energia. Segundo o relatório, batizado de Florestas Energéticas, o Brasil tem potencial para gerar 11,6 GW por ano — o equivalente a mais de duas usinas hidrelétricas como a de Belo Monte —a partir da biomassa de florestas plantadas, uma fonte de energia renovável. A ideia, grosso modo, é plantar árvores para produzir eletricidade.

—Nossa intenção foi demonstrar que temos alternativas às termelétricas alimentadas por combustíveis fósseis, muito poluentes — diz o pesquisador Munir Soares, um dos responsáveis pelo estudo. —Avaliamos se isso é factível. A conclusão é de que o Brasil tem uma opção de acelerar seu processo de descarbonização.

Descarbonizar, no caso, significa gerar eletricidade sem emitir gás carbônico, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global. Nesse esquema, queima-se a madeira cultivada em florestas de eucalipto, menos poluente que o carvão ou o gás natural usados nas usinas termelétricas. Há outra vantagem ambiental: ao crescer, as árvores de eucalipto absorvem dióxido de carbono em quantidade suficiente para neutralizar os gases emitidos pela queima.

Segundo o instituto, o Brasil tem potencial para ocupar 6,3 milhões de hectares com florestas de eucalipto até 2030. As novas florestas poderiam ocupar áreas hoje destruídas, como regiões de pastagem degradadas. Dos 6,3 milhões, 1,6 milhão comporiam a chamada reserva legal, uma porção dos imóveis rurais destinada a recomposição e preservação da mata nativa.

Essa área de floresta, diz o estudo, poderia absorver 17 vezes a quantidade de gás carbônico produzida pela geração de toda a energia que hoje abastece o Sistema Integrado Nacional (SIN), a infraestrutura responsável por levar eletricidade à maior parte do país.

André Ferreira, professor da USP e presidente do Iema, afirma que o objetivo do estudo não é estimular o Brasil a plantar florestas de eucalipto maciçamente. Mas demonstrar que existem caminhos para a produção de energia mais sustentáveis:

—Se quiser expandir a geração de energia hidrelétrica, o país precisará explorar o potencial da região amazônica, a um custo socioambiental muito alto — diz Ferreira.

A discussão é urgente, segundo o pesquisador, porque, nos últimos anos, o Brasil aumentou a produção de energia a partir de termelétricas fósseis, em reação aos problemas de abastecimento dos reservatórios de hidrelétricas. A biomassa de florestas plantadas é uma alternativa interessante por ser mais controlável, em oposição a alternativas como a energia solar ou eólica, que são intermitentes e variam em função do clima.

Se quiser crescer economicamente nos próximos anos, o Brasil terá de gerar mais energia. Segundo projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), até 2032, o consumo energético brasileiro deverá saltar, dos 465 TWh empregados em 2017, para 787,5 TWh.

ENERGIA PRODUZIDA É CARA

Por ora, a energia produzida a partir de biomassa de florestas plantadas é cara. Há somente 12 projetos do gênero em funcionamento, cuja energia é vendida por cerca de R$ 500 por MWh. Muito mais que os R$ 200 por MWh que se paga pela eletricidade proveniente de termelétricas a gás natural. Políticas públicas adequadas, que valorizem atributos ambientais, poderiam torná-la mais competitiva. Ainda que neutralizem emissões, florestas de eucalipto também causam impacto.

—Produzir energia a partir de eucalipto é algo positivo. Mas é preciso cuidado para que essas árvores não desabasteçam lençóis freáticos e agravem os efeitos das mudanças climáticas nas regiões em que forem plantadas — diz Pedro Brancalion, do Laboratório de Silvicultura Tropical da Esalq/USP.

O Estado de S. Paulo – Orlando desafia Trump e abraça energias renováveis


ORLANDO, FLÓRIDA - Faz tempo que esta cidade, que abriga o Walt Disney World, é um dos destinos mais procurados pelos turistas. Agora, o lugar quer ser conhecido por outra distinção: cidade pioneira na substituição da energia gerada a partir do carbono.

Suas aspirações podem ser observadas nas milhares de poças espalhadas pela cidade, que coletam a água das frequentes chuvas. Painéis solares flutuantes boiam nessa água, alimentando a rede elétrica.

As evidências também são observadas nas ruas da cidade, com painéis solares equilibrados sobre os postes de iluminação para alimentá-los com energia em vez de recorrerem à rede elétrica. Cerca de 18 mil dos 25 mil postes da cidade já foram convertidos em LEDs de alta eficiência.

Até as poças para algas desempenham um papel. É nelas que as autoridades estão testando um sistema para capturar o carbono emitido pela cidade a partir das usinas de energia e do transporte público, em vez de liberá-lo na atmosfera.

Orlando está criando seu próprio caminho para ajudar a limitar os efeitos da mudança climática. Em parte, a cidade está agindo num espaço abandonado pelo governo federal. Está entre as quase 300 cidades e condados americanos que reafirmaram as metas do acordo climático de Paris depois que o presidente Donald J. Trump anunciou no ano passado que pretendia tirar os Estados Unidos do pacto.

"As cidades precisaram assumir a dianteira", disse Chris Castro, diretor de sustentabilidade de Orlando. "Seria de esperar que o governo federal assumisse a liderança, mas o governo parece recuar dia a dia dos compromissos estabelecidos".

Orlando definiu uma nova meta de gerar toda a sua energia a partir de fontes renováveis já em 2050. O prefeito Buddy Dyer reconhece que as metas da cidade exigirão mais do que determinação. "Enquanto comunidade, tivemos sucesso na criação de visões", disse ele. "Acho que todos reconhecemos que precisamos de avanços tecnológicos para alcançar a marca de 100%".

Conhecida como Estado onde Brilha o Sol, o potencial da Flórida para a geração de energia solar é significativo. Já em 2020, a energia solar deve solar deve responder por 8% da eletricidade gerada pela companhia elétrica de Orlando.

A companhia elétrica municipal instalou equipamentos para gerar 20 megawatts de energia solar - o suficiente para alimentar cerca de 3.200 lares. Os 280 mil moradores da cidade contribuem com mais 10 megawatts de energia solar gerada a partir de painéis nos telhados.

Como incentivo, os moradores recebem de volta todo o valor da energia que produzem para a rede elétrica. E a cidade quer trazer um grande painel solar flutuante para as poças d'água de uma usina de tratamento de esgoto.

Mas, sozinha, a energia solar não fará com que Orlando alcance a marca de energia 100% limpa, dizem os especialistas. Como outras cidades, Orlando luta contra a dependência em relação ao carvão. Los Angeles propôs substituir suas usinas de carvão remanescentes por usinas à base de gás natural, que produzem cerca de metade do carbono das usinas à base de carvão. Em Orlando, cerca de 47% da composição energética têm origem no carvão.

Conforme Orlando tenta aumentar o uso de fontes intermitentes, como a energia solar e eólica, o armazenamento em baterias será importante, mas essa tecnologia ainda é cara. Além disso, os críticos argumentam que o foco nas usinas de energia resolve apenas uma parte do problema das emissões de gases estufa. Em 2017, pouco mais de um terço das emissões de gases-estufa dos EUA vinha da indústria elétrica, enquanto os transportes e o setor industrial respondiam por cerca de metade, de acordo com a Agência de Informações Energéticas dos EUA.

O gás natural alimenta o sistema de ônibus, e os caminhões de lixo usam motores híbridos, reduzindo o uso da gasolina (a força policial deu um passo além, usando motocicletas elétricas). Em suas oficinas de veículos, Orlando mantém uma estação de gás natural que mistura o combustível e abastece a frota de caminhões. A instalação recebe 60% de sua energia dos painéis solares. Outros edifícios da cidade adotaram modelos de alta eficiência energética.

Orlando se juntou a Boston, Chicago e Los Angeles na esperança de reduzir o custo dos produtos livres de carbono - incluindo veículos elétricos e baterias para o armazenamento de energia - por meio de compras em grande quantidade.

Os preservacionistas estão acompanhando. "Os moradores de comunidades que se comprometem com o objetivo de usar energia 100% esperam e merecem receber uma energia 100% limpa, e não a continuidade da dependência em relação a usinas de carvão nem a proliferação de usinas à base de gás, mais sujas", disse Michael Brune, diretor-executivo do Sierra Club. "É por isso que vemos líderes em comunidades de todo o país valendo-se desses compromissos para pressionar as companhias elétricas e os políticos a honrarem o que dizem".

E quanto maior o progresso para alcançar a meta, mais esforço é necessário.

"O desafio é cada vez maior conforme nos aproximamos da marca de 100%", disse Ed Smeloff, da Vote Solar, organização sem fins lucrativos da Califórnia que promove a energia limpa. "O futuro que vai nos permitir alcançar a marca de 100% é provavelmente mais diversificado do que aquilo que estamos vendo agora".

Correio Braziliense – América Latina e Caribe fazem história em democracia ambiental / Artigo / Leo Heileman


Viver em um planeta saudável é um direito fundamental de todo ser humano. Não podemos postergar nem mais um minuto os benefícios da democracia ambiental na América Latina e no Caribe. Por isso, a ONU Meio Ambiente convoca todos os países da região a ratificar o histórico Acordo de Escazú. A região pode fazer história depois do dia 27 de setembro, quando no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, os 33 países da região poderão ratificar o acordo, que é o primeiro tratado vinculante do mundo a colocar os direitos ambientais na mesma posição legal que os direitos humanos.

Esse consenso regional, firmado em 4 de março de 2018, em Escazú, Costa Rica, é o resultado de quatro anos de negociações e deriva do Princípio 10 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, adotado durante a Conferência Rio +20, em 2012. Seu conteúdo de vanguarda responde a uma reivindicação autenticamente latino-americana e caribenha: que o desenvolvimento seja produto da participação cidadã e que seja inseparável da proteção do meio ambiente.

O acordo busca, especificamente, garantir o acesso à informação confiável, à justiça e à participação pública em assuntos ambientais. É um tratado-chave para proteger os defensores ambientais, que estão dispostos a dar sua vida por um planeta mais saudável e sustentável. Isso é especialmente relevante neste momento, em que a região é palco de múltiplos crimes e confrontos devido à posse da terra e de recursos.

Só em 2017, 60% dos 207 assassinatos de defensores ambientais ocorreram na América Latina e Caribe, segundo dados da organização Global Witness. Cerca de 25% dos defensores mortos eram de comunidades indígenas, especialmente da Amazônia. Muitas outras pessoas são maltratadas e expulsas de suas casas por defender direitos ambientais intimamente relacionados com outros direitos humanos, como o direito à vida, à saúde e ao trabalho.

Tolerar essas intimidações prejudica o Estado de direito em nossos países. Com o objetivo de proteger esses heróis anônimos, que estão pagando o preço mais alto por defender nosso entorno, a ONU Meio Ambiente lançou a Iniciativa de Defensores Ambientais. Os níveis de violência contra os defensores são paradoxais em uma região que deu lições ao mundo em termos de jurisprudência ambiental e que abriga economias emergentes e promissoras com um incrível potencial “verde”.

Essa contradição precisa acabar. E os Estados se propuseram a fazer isso por meio do Acordo de Escazú, que fortalece os mecanismos de consulta prévia e de participação pública, regula o papel da iniciativa privada e garante que o desenvolvimento seja fruto da democracia. Trata-se de um passo estratégico, ainda mais agora que os eventos climáticos extremos estão se intensificando e que o mundo está acelerando os esforços contra a mudança do clima e contra todas as formas de contaminação.Por meio do Acordo de Escazú, a América Latina e Caribe têm a oportunidade de iniciar uma nova era na relação entre direitos e meio ambiente.

O Globo – O Brasil e a biodiversidade / Artigo / Suzana Kahn

MEIO AMBIENTE E ENERGIA



No fim do ano ocorrerão duas conferências internacionais, nas quais o Brasil usualmente tem protagonismo: a 14ª Conferência das Partes (COP) de Biodiversidade e a 24ª Conferência das Partes (COP) sobre mudanças climáticas. Apesar de os temas serem correlatos, pouca sinergia existe entre as COPs, e raramente o que nelas se discute é incorporado em nossa agenda econômica.

O Brasil, no entanto, é o país que mais teria a ganhar, no médio e no longo prazos, caso atentasse para suas potencialidades de país mais megadiverso do mundo, abrigando seis diferentes biomas (Amazônia, Pantanal, Cerrado, Pampa, Mata Atlântica e Caatinga) e nível de emissão de gases de efeito estufa per capita ainda baixos, com várias alternativas de energia renovável. Enfim, tem um valioso ativo ambiental que deveria estar sendo usado para alavancar seu progresso num mundo que apresenta restrições ambientais crescentes. Portanto, um novo modelo de desenvolvimento que contemple os temas das duas COPs nos favoreceria.

No Brasil estão concentrados 30% das florestas tropicais do mundo, incluindo a Amazônica e a Mata Atlântica. Todos nós dependemos das florestas, mesmo aqueles que vivem distante delas. Elas nos asseguram serviços ambientais essenciais, como a regulação do clima e a manutenção e oferta de água. Sua importância também pode ser traduzida em inúmeras possibilidades econômicas decorrentes de sua utilização de forma sustentável. As multiplicidades de usos acabam por auxiliar em sua própria manutenção. A biodiversidade encontrada na floresta é uma enorme fonte de matérias-primas para alimentação, incluindo agricultura e pesca, medicamentos, cosméticos, energia e construção civil, além de oportunidades para turismo e lazer.

No campo da geração de energia, a biomassa representa hoje a fonte renovável com maior potencial para redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Cenários internacionais mostram que é crescente no mundo o seu uso e o de outros resíduos na produção de eletricidade e que ela pode desempenhar um papel fundamental na descarbonização dos sistemas de eletricidade, fornecendo uma fonte estável de energia com baixo teor de carbono. O Brasil é pródigo em biomassa. Mas, apesar de a bioeletricidade poder ser gerada a partir de várias fontes, só tem expressão no país a bioeletricidade gerada a partir do bagaço e da palha de cana-de-açúcar. Embora outras fontes com potencial de gerar eletricidade ainda sejam incipientes, há enorme capacidade de crescimento na oferta nacional de energia elétrica.

Se o Brasil continuar negligente em relação à conservação e ao uso apropriado de sua biodiversidade e der pouca atenção às metas climáticas, o mundo e o nosso país se ressentirão por conta da perda de benefícios ambientais oriundos de nossas florestas, resultando em cada vez menos segurança alimentar, hídrica e climática. Por outro lado, perderemos a oportunidade de liderar um novo modelo de desenvolvimento.

É importante que, nesses próximos dias, os eleitores analisem as intenções dos candidatos à Presidência da República, de forma a verificar qual deles terá condição de nos colocar na liderança rumo a um desenvolvimento moderno e sustentável. Para isso, é necessário buscar informações e conferir suas propostas. Precisamos saber qual deles está disposto e será capaz de promover ações e aglutinar atores no meio político, acadêmico e empresarial para elaborar estratégias de aproveitamento da potencialidade ambiental do país, alinhando o Brasil com as necessidades mundiais, de forma a enfrentar alguns dos maiores desafios desse século: a redução dos recursos naturais e da biodiversidade e o aquecimento global.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Entenda o que é remediação ambiental e sua importância na recuperação de áreas contaminadas



Entenda o que é remediação ambiental e sua importância na recuperação de áreas contaminadas


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A remediação ambiental visa recuperar áreas contaminadas e danosas ao meio ambiente e à saúde pública.

A chamada remediação ambiental consiste em um conjunto de medidas destinadas a recuperar áreas contaminadas. Isso é feito por meio da eliminação das fontes geradoras de poluição, dos riscos à população e pela diminuição do nível de contaminação da água e do solo.
Essas áreas contaminadas são definidas como locais que contêm substâncias potencialmente danosas ao meio ambiente e à saúde pública. Pode ser um terreno, em ambiente natural, ou espaços ocupados por instalações industriais, comerciais, prédios e outras benfeitorias, nos quais há depósitos de materiais contaminantes. Esses resíduos podem estar legalmente armazenados, ser despejados acidentalmente ou até de maneira criminosa.
Os exemplos mais comuns de áreas contaminadas são os lixões e aterros sanitáriosdesativados — que representam diversos riscos ao meio ambiente.

Como é feita a remediação ambiental?

O processo de remediação ambiental é complexo, pois exige um estudo aprofundado sobre as causas e consequências da contaminação, além da definição das medidas mais eficazes para recuperar o local contaminado e de investimentos públicos e/ou privados para concretizar o plano de ações.
A remediação ambiental de áreas contaminadas compreende as seguintes etapas:
  • Avaliação inicial para verificar a suspeita de contaminação, potencial de contaminação ou se a área já está contaminada;
  • Coleta de amostras do solo e água para confirmar se existe contaminação;
  • Investigação mais abrangente para quantificar a contaminação e delimitar o local afetado;
  • Análise de riscos das substâncias químicas ao meio ambiente e à saúde humana;
  • Planejamento de intervenção e das medidas de remediação ambiental;
  • Execução das medidas planejadas para remediar a área contaminada;
  • Monitoramento da área descontaminada para confirmar os resultados das medidas de remediação.

Técnicas de remediação ambiental de áreas contaminadas

As técnicas de remediação ambiental estão organizadas em dois grupos, in situ e ex situ.

Remediação ambiental in situ

As técnicas in situ correspondem às medidas que são executadas na própria área contaminada, o que geralmente é mais econômico e apresenta baixo risco de gerar contaminações secundárias. Exemplos de técnicas in situ de remediação ambiental:
  • Barreira Hidráulica;
  • Barreira Reativa;
  • Biorremediação;
  • Bombeamento;
  • Extração de vapores;
  • Extração Multifásica;
  • Processo Oxidativo.

Remediação ambiental ex situ

As técnicas ex situ são mais onerosas e arriscadas, uma vez que implicam no transporte dos resíduos contaminantes até o local onde serão submetidos a tratamento, antes da destinação final. Além disso, existe o risco de uma contaminação secundária durante o processo de remoção e transporte desses materiais.
Em operações ex situ de remediação de áreas contaminadas, é feita a escavação do local afetado para remover os resíduos tóxicos, que serão transportados para tratamento antes da destinação final.  Na remediação ex situ, os resíduos contaminados seguem para:
  • Aterro sanitário: local destinado à decomposição final de resíduos domésticos, comerciais e industriais;
  • Biopilhas: técnica que reduz a concentração de hidrocarbonetos de petróleo no solo;
  • Dessorção térmica: processo que elimina ou reduz os níveis de contaminação do solo por hidrocarbonetos de petróleo não recicláveis, como a gasolina e o diesel;
  • Coprocessamento: processamento de resíduos sólidos industriais para gerar energia alternativa às indústrias do setor de cimento.

A importância das abelhas para o planeta

A importância das abelhas para o planeta

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A abelha é um inseto parente das formigas, que pertence à ordem Hymenoptera da superfamília Apoidea e subgrupo Anthophila. Destaca-se como a oriunda das espécies do Velho Mundo, a abelha 

 

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Apis Melífera.

Elas vivem em colmeias naturais ou artificiais. Em seu interior, existe uma rainha mãe de todas, abelha adulta e fértil. Entre elas, existem cerca de 15.000 abelhas obreiras, que usam de cera para construir os favos, onde armazenam mel e pólen.
O mel alimenta as larvas e os insetos adultos. Além disso, há o zangão, que existe para fecundar com a rainha, procriando mais e mais abelhas. As abelhas possuem em média, entre 28 a 48 dias de vida, com exceção da rainha, que pode viver até 5 anos.

Sua importância para o ecossistema

As abelhas são essenciais para o planeta e o equilíbrio do ecossistema. Elas polinizam plantações de legumes, grãos e frutas, o que é indispensável, já que através dela cerca de 80% das plantas se reproduzem.
Einstein mesmo dizia, “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana”.
Estes insetos afetam a vida humana diariamente sem que ninguém perceba. Dois terços, aproximadamente, de alimentos ingeridos são produzidos pela ajuda da polinização das abelhas.
A polinização é o transporte de pólen de uma flor para outra, de modo que através dela as flores são fecundadas, começando a desenvolver frutos e sementes. Feitas pela água, vento e por muitos animais, como borboletas e beija-flores. A abelha é o animal mais famoso pela capacidade de polinização por ser mais rápido, voando de ziguezague.
Esses pequenos insetos são pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para o planeta. Sem as abelhas, o mel acabaria e junto os produtos agrícolas. Além da produção de animais para consumo, que sofreria grandes perdas, já que os animais são herbívoros.
A vida selvagem em um geral sofreria sem elas, já que a vegetação seria reduzida de modo excessivo, e assim a vida em geral.

Extinção da espécie

Desde 2016, a extinção de tal espécie trouxe consequências graves ao equilíbrio de todo o ecossistema, sendo colocadas na lista de espécies extintas pelo US Fish and Wildlife Service (FWS).
Sem as abelhas, o mel desaparecerá, além de boa parte do que comemos deixará de existir, já que cerca de 2/3 do que consumimos vem direta ou indiretamente de vegetais que precisam ser produzidos.
Além disso, as abelhas têm morrido com a utilização excessiva de pesticidas ou agrotóxicos destinados a matar animais que afetam a agricultura. Da mesma forma, outros produtos químicos utilizados para o crescimento de plantas prejudicam a polinização, colocando em risco o próprio ecossistema.
A arte de criar abelhas e aproveitar seus produtos também é uma ameaça para a espécie. O número de apicultores têm aumentado drasticamente, levando as abelhas a competirem entre si, gerando grandes perdas devido à fome e má nutrição.

Como corrigir o problema?

Há diversas maneiras de impedir a extinção das abelhas, dentre elas estão as implementadas na Espanha, que desenvolve a “super abelhas”. Além de outras que podem ter um custo alto, mas que evitaria o problema da extinção.
Conheça algumas espécies:

Abelha européia ou melífera

A abelha melífera é a famosa listrada de preto com amarelo, e a preferida dos apicultores por ser a melhor produtora de mel.

Abelha sem ferrão

Existem muitas abelhas sem ferrão, mas as principais são a irapuã, jataí e a mirim.

Abelha mamangava

Esta espécie não é usada na extração do mel, mas é muito importante para o cultivo de maracujá.

Já elogiou alguma planta hoje?Efeito de bullying em plantas




Efeito de bullying em plantas


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Experimento com crianças revela que as plantas sentem e que reagem de forma diferente dependendo do que se fala para elas

O experimento foi feito em uma escola, com apoio da IKEA, e mostrou que as plantas “ouvem” nossas palavras. Então, se já viu alguém conversar com elas não se preocupe: a ciência diz que dá resultado.
Dois grupos de crianças foram selecionadas para medirem como as plantas reagem ao bullying, e os resultados são impressionantes!
“Plantas têm sentimentos, assim como pessoas. Então, o que acontece quando você alimenta uma planta com elogios e outra com observações negativas”? Pois bem, veja abaixo o vídeo com o que rolou:

Bullying é ruim para todos os seres vivos

Chamado como um “experimento social para aumentar a conscientização sobre os efeitos do bullying” e realmente é uma lição de como as nossas palavras afetam todos.
Enquanto uma das plantas recebeu palavras negativas, a outra foi elogiada e inundada de mensagens positivas durante 30 dias. As crianças até gravaram mensagens que foram reproduzidas para as plantinhas. E o resultado é bem visível: uma floresce e se mantém saudável e com coloração bem viva. A outra, murcha e amarela, com as folhas caídas e com aparência triste.
Os dois vasos tiveram o mesmo tratamento: foram aguadas, receberam o mesmo tipo de fertilizante e iluminação. A única diferença foi o abuso verbal constante.

Seja consciente

Este é um experimento que realmente mostra os efeitos do abuso verbal. As crianças envolvidas no projeto perceberam que as palavras têm poder e que o bullying não é bom: faz quem recebe as palavras “murchar”. Este é um alerta muito importante para a sociedade, que ainda sofre com inúmeras demonstrações de práticas não muito boas, que só contribuem para que efeitos como os sentidos pela planta aconteçam.
Já elogiou (alguma planta) alguém hoje?

Veja o video

https://youtu.be/Yx6UgfQreYY