terça-feira, 24 de abril de 2012
CASAS DE FESTAS NO PARK WAY
Ofício entregue ao administrador do Park Way:
APWR 19/2012
Brasília, 12 de abril de 2012
Ao Senhor Administrador Regional do Park Way
Jose Benevenuto Estrela
Senhor Administrador
Venho, por intermédio, de esta informar Vossa Senhoria de que a Associação Park Way Residencial é contra a regularização de funcionamento de Casas de Festas no Park Way pelos motivos abaixo
relacionados:
1. Ruído excessivo: durante a noite, impedindo o repouso dos vizinhos adultos e, sobretudo das crianças.
2. Congestionamento das vias internas do Park Way;
3. Vandalismo dos convidados que, devido ao consumo de bebidas alcoólicas quebram garrafas e as arremessam no meio fio ou na casa dos vizinhos quebrando lâmpadas e causando ferimentos graves nos moradores.
4. Brigas entre os convidados as quais muitas vezes ocorrem altas horas da madrugada na rua ou na frente das casas vizinhas;
5. Estacionamento sobre as áreas verdes, acarretando a destruição das mesmas ou na frente das casas dos vizinhos, impossibilitando a entrada ou a saída dos donos de suas próprias residências.
A este respeito recordo da impossibilidade de serem criados estacionamentos DENTRO das casas de festas, uma vez que o Memorial Descritivo do Park Way (ME 119/97) determina que a utilização do lote seja para a construção de casas para FINS RESIDENCIAIS e exige a reserva de área verde arborizada ou ajardinada, dentro dos limites do lote, com taxa mínima de 40% da área total do mesmo.
6. Lixo: O lixo acumulado pelas Casas de Festa é enorme e geralmente se acumula na frente das casas dos vizinhos, na área verde, nas calçadas e na rua. Na época das chuvas esse lixo entope as bocas de lobo ou se acumulam nos córregos
7. Desvalorização dos lotes residenciais vizinhos. Que família comprará uma residência que fica ao lado ou próxima de uma casa de esta sabendo que enfrentará todos os problemas acima?
8. Criminalidade: Segundo informação obtida junto á policia,as residências localizadas próximas às casas de eventos são as mais visadas pelos ladrões os quais muitas vezes “fingem” ser convidados
para roubar as casas vizinhas à do evento.
Agrego, por oportuno que os moradores, em diversas ocasiões, manifestaram seu repúdio ao funcionamento de casas de festas no Park Way seja através de um abaixo assinado com quase 800
assinaturas cuja cópia já foi encaminhada a essa Administração Regional pelo Oficio PWR 07/2012, de 25 de janeiro do corrente ano, seja por queixas registradas na Décima Primeira Delegacia de Policia, copia em anexo, seja por reclamações feitas durante as reuniões do CONSEG devidamente registradas em Ata.
Espero, portanto, que o assunto “regularização de casas de festa no Park Way esteja encerrado e que essa Administração Regional não mais conceda alvarás de funcionamento para tal tipo de evento
que, além de causar contrariedades aos moradores, é extremamente pernicioso ao meio ambiente.
Atenciosamente,
Flavia Ribeiro da Luz
Presidente da Associação Park Way Residencial.
NOVACAP DESMATA PARK WAY
Senhores Associados,
Interpelado pelo Deputado Roney Nemer da Comissão do Meio Ambiente da Câmara Legislativa, representante do Ibram afirmou que a area recentemente desmatada pela TERRACAP, localizada na Quadra 14 do Park Way já estava "degradada e que só teriam sido derrubadas 4 arvores".
Tal afirmação não é verdadeira. O cerrado estava perfeito, sem degradação, como comprova o mapa do Google de 2010, em anexo, e o filme do "you tube" cujo link encaminho no texto desta mensagem.
Vejam o Filme!
Envio igualmente foto de como está a área agora, após o desmatamento ilegal feito pela TERRACAP em duas etapas, a primeira em outubro de 2011 e a segunda em março de 2012.
Interpelado pelo Deputado Roney Nemer da Comissão do Meio Ambiente da Câmara Legislativa, representante do Ibram afirmou que a area recentemente desmatada pela TERRACAP, localizada na Quadra 14 do Park Way já estava "degradada e que só teriam sido derrubadas 4 arvores".
Tal afirmação não é verdadeira. O cerrado estava perfeito, sem degradação, como comprova o mapa do Google de 2010, em anexo, e o filme do "you tube" cujo link encaminho no texto desta mensagem.
Vejam o Filme!
Envio igualmente foto de como está a área agora, após o desmatamento ilegal feito pela TERRACAP em duas etapas, a primeira em outubro de 2011 e a segunda em março de 2012.
Flavia Ribeiro da Luz
Associação Park Way Residencial
quarta-feira, 18 de abril de 2012
APWR é recebida no Ministério Público do DF e Territórios
A APWR foi recebida no MPDFT pela Procuradora Ruth Kicis em seu gabinete no 8º andar
.
Foi feito um relato sobre o desmatamento da TERRACAP no Park Way. Apresentamos a Licença Ambiental que o IBRAM deu para a companhia imobiliaria, em nome do Setor de Areas Especiais do Aeroporto, mas que não tem validade, posto que o Setor de Areas Especiais do Aeroporto não existe ( O TJDFT proibiu sua criação). A Procuradora disse que o caso se caracteriza como CRIME AMBIENTAL e sugeriu que entrássemos em contato com a Promotora Maria Elda para preparar o processo contra a Terracap.
Diretoria APWR
.
Foi feito um relato sobre o desmatamento da TERRACAP no Park Way. Apresentamos a Licença Ambiental que o IBRAM deu para a companhia imobiliaria, em nome do Setor de Areas Especiais do Aeroporto, mas que não tem validade, posto que o Setor de Areas Especiais do Aeroporto não existe ( O TJDFT proibiu sua criação). A Procuradora disse que o caso se caracteriza como CRIME AMBIENTAL e sugeriu que entrássemos em contato com a Promotora Maria Elda para preparar o processo contra a Terracap.
Diretoria APWR
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Moradores denunciam que obras continuam em área de proteção ecológica
Atualizado em: Segunda-feira, 16/04/2012 às 07:27:20
Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
A disputa judicial relacionada com a transferência de um grande
estacionamento de apoio a taxistas que atendem ao Aeroporto
Internacional JK para uma região que compõe a Área de Preservação
Ambiental (Apa) Gama Cabeça de Veado ganha novo capítulo.
A associação de moradores do Park Way entrou com novo requerimento na
Justiça para denunciar a continuidade das obras no local por parte da
Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), apesar de várias ordens
judiciais publicadas proibindo construções na área, a fim de evitar um
desastre ecológico.
O imbróglio começou quando, em 2010, a Terracap teria publicado no
Diário Oficial do DF o início de loteamento numa área de aproximadamente
17,2 hectares de mata para a criação do Setor de Áreas Especiais
Aeroporto (SEAE) – segundo moradores da região, desmatando muito para
construção de comércios nas proximidades do Aeroporto.
No meio do impasse, cerca de 1,5 mil taxistas que podem acabar sem
ponto de apoio próximo do terminal, há pouco mais de um ano do início da
Copa das Confederações, em junho de 2013.
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br
sábado, 14 de abril de 2012
Administrador quer implantar Centro Comercial GIGANTESCO nas areas verdes das Quadras 8 a 10
Prezados moradores das 9 e 10.
O Administrador Regional está visitando as quadra 9 e 10 com supostas propostas de revitalização, provavelmente pela seguinte razão:
Alegando que precisa arrumar um local para a Administração Regional que fique dentro do Park Way, ele pretende desafetar alguns milhares de metros quadrados de area entre as quadras 9 e 10 para a construção de uma especie de Hipermercado gigante. Tivemos acesso ao projeto. Não poderia ser mais cafona e menos proprio para o estilo bucolico do Park Way. Estilo modernoso.
Esse Hipermercado gigantesco terá entre 3 a 5 mil metros2 de extensão e terá, alem dos espaços previstos para a Administração, espaço para a construção de lojinhas com todo o tipo de comercio, desde restaurantes, ate casas de chop, boates, etc...
Provavelmente o lucro financeiro para o Governo será imenso, mas o desconforto para os moradores dessas quadras será maior ainda. Já imaginaram o calor, o congestionamento, o aumento da criminalidade, os moradores de rua que vão passar a dormir no local? Se tiver boate provavelmente vai virar ponto de droga e de prostituição. E como evitar a mudança de destinação? Como evitar que uma padaria vire discoteca?
E como evitar a construção de kitnetes dentro desse Hipermercado gigante?
Tenho a impressão de que todos os Administradores do Park Way querem explorar o Park Way, lucrar com nossas areas verdes, nossas matas, nossos corregos.
Não deveria ser assim. Eles foram designados para PROTEGER o PARK WAY, PROTEGER E PRESERVAR, essa deveria ser a meta deles!Flavia Ribeiro da Luz
Presidente da Associação Park Way Residencial.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Restabelecida a vontade dos moradores do Park Way
Prezados
Nossa mobilização deu resultado! A Administração Regional mudou o projeto do Parque da 14. Agora vai ter apenas ciclovias e um local mais limpo e arrumado para a feirinha, com 01 playground, banheiros e estacionamento. Podia não ter nada disso, apenas a ciclovia e muitas arvores, mas os moradores curtem a feirinha e merecem que a mesma fique em um local limpo e organizado.
Não é mesmo? Voces curtem a feirinha, não curtem?
Fui no Ibram hoje.Reiterei ao Paulo Bueno que a comunidade do Parque Way quer um Parque Ecologico com ciclovias apenas e muita arvore ( alem da feirinha). Estilo Parque Olhos d´Agua. Aproveitei a visita para mostrar ao Paulo a parte do Parque que está degradada e pedi sua recuperação. Ele ficou de colocar no orçamento do IBRAM a recuperação da parte degradada do Parque da 14.
É assim que tem de ser. AREA DEGRADADA SE RECUPERA, NÃO SE VERTICALIZA!!!
É tao facil de recuperar, é só plantar e esperar a epoca das chuvas!
Gritaria dá resultado, gente! Não desistam, gritem, chamem a imprensa, falem com os deputados.
Lutem pelo Park Way! Vale a pena lutar pelo nosso paraiso.!!
Flavia Ribeiro da Luz
Presidente da Associação Park Way Residencial
Park Way: proteger e preservar
É inadmissível qualquer intervenção urbanística no Park Way que possa trazer adensamento populacional
*Chico Leite
O meio ambiente e a ordem urbanística não têm corpo nem voz. Por isso, temos de nos erguer para protegê-los, sob pena de criarmos problemas irremediáveis, que podem comprometer direitos coletivos, o meio ambiente ecologicamente sustentável e a ordem urbanística.
É o caso do Park Way, em especial, núcleo urbano com características bastante peculiares: lotes originalmente de 2 hectares (posteriormente fracionados para construção de até oito unidades internas), amplas áreas verdes e baixo índice de compactação do solo, sem áreas de comércio local e sem equipamentos hospitalares e educacionais geradores de tráfego, sem shopping center, sem postos de gasolina nem grandes faixas de rolamento, comuns nas demais regiões administrativas.
Essas características, que conferem baixa densidade populacional e ares campestres ao bairro, têm uma razão muito especial: o Park Way é uma importante fonte de recursos naturais, berço de inúmeras espécies da fauna e da flora do cerrado, com diversas nascentes e cursos d’água que cortam a região, marcada por um solo frágil, com declives acentuados e presença de murundus e charcos. São muitos os pássaros, insetos, árvores, flores e olhos d’água, que auxiliam no processo de compensação dos efeitos perversos da vida urbana, do calor provocado pelo concreto, vidro e asfalto, da emissão de gás carbônico pelos incontáveis automóveis, além de contribuir para a manutenção de condições satisfatórias das águas do Lago Paranoá.
Por essa razão, o bairro foi concebido por Lucio Costa. O propósito foi o de definir um cinturão verde em torno de Brasília, que servisse para amortizar os impactos climáticos, garantindo a vida dos mananciais, a umidade e a temperatura do ar.
É assim que o Park Way deve ser mantido. É fundamental, portanto, que se preservem os atributos do bairro, protegendo-o de ímpetos imobiliários, que já prejudicaram outros núcleos urbanos e que inevitavelmente resultariam na densificação e na ameaça a essa importante amostra do patrimônio ambiental do Distrito Federal.
É preciso atentar que o setor vem sendo, nos últimos anos, comprimido pelo intenso processo de urbanização ocorrido nos seus limites próximos, como a densificação de Águas Claras, a transformação de colônias agrícolas nos parcelamentos urbanos de Vicente Pires e Arniqueiras, a realização de obras de ampliação do terminal aeroportuário, além de ocupações irregulares nas áreas verdes do próprio bairro.
Entendo que a comunidade do Distrito Federal deve ter voz ativa no processo de planejamento e gestão urbanística e ambiental das cidades, para que ameaças ao patrimônio ambiental e urbanístico não prosperem. Por esse motivo, apresentei, em 2003, o Projeto de Lei 341 (atual PL 586/2011), que determina a exigência de ampla audiência pública prévia a projetos que tratem de elevação de potenciais construtivos, alterações de uso ou intervenções que provoquem impactos ambientais. Essa é, sem dúvida, uma ferramenta importante na proteção dos direitos coletivos, sobretudo no que tange ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e a cidades sustentáveis. Afinal, a cidade não é do governo, é dos moradores.
*Chico Leite é Procurador de Justiça (licenciado), Professor de Direito Penal e Deputado Distrital pelo Partido dos Trabalhadores.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Terracap e Ibram grilam terras no Park Way!
A compra de terras supostamente griladas no Distrito Federal e
a regularização dessas áreas por meio de pagamentos ilegais a
servidores públicos fazem parte dos negócios ilícitos de Carlos Augusto
Ramos, o Carlinhos Cachoeira, como cita o inquérito que embasou a
Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal (PF)
na semana passada. Os negócios suspeitos no DF são uma sociedade entre
Cachoeira, empresário da jogatina, e Cláudio Dias Abreu, diretor da
Delta Construções, que também foi investigado.
Conforme o inquérito, a grilagem de terras foi possível em razão da
“influência, capacidade de cooptação e penetração que possuem no setor
público”. A investigação cita a participação de servidores da Terracap, a
companhia imobiliária do governo do DF; do Instituto do Meio Ambiente e
dos Recursos Hídricos do DF (Ibram), responsável por licenciamentos
ambientais; e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra).
O inquérito menciona a existência de sociedade entre Cachoeira e
Cláudio e a compra de 35% das terras da Fazenda Gama, “possivelmente
terra grilada localizada no DF”. “A área fora adquirida com a
perspectiva de regularizá-la rapidamente.” Não há menções ao tamanho
dessa área. A Fazenda Gama foi o primeiro lugar visitado pelo presidente
Juscelino Kubitschek na ocasião da construção de Brasília, em 2 de
outubro de 1956 (veja Para saber mais). A sede ficava próxima ao
Catetinho, a primeira residência oficial do presidente. Hoje, a Fazenda
Gama equivale a áreas cobiçadas pelo setor imobiliário no Núcleo
Bandeirante, no Park Way e em parte do Lago Sul.
A grilagem na região consiste na adulteração de documentos e no
registro de escrituras que não condizem com os verdadeiros
proprietários. Nas conversas telefônicas degravadas pela PF, Cachoeira e
Cláudio conversam sobre formas ilícitas de obterem a regularização das
áreas adquiridas. “Tem de deixar muito claro para ver se vai dar para
resolver por baixo. Se não for, nós vamos ter de ir por cima,
Carlinhos”, afirma Cláudio num desses diálogos.
“Que demora”
Numa conversa com Gleyb Ferreira da Cruz, outro investigado na Operação Monte Carlo, Cachoeira cobra os resultados da suposta cooptação no Ibram: “Nós não estamos pagando o cara lá com esse trem, uai? Que demora é essa?”, pergunta. “Estamos pagando para a aprovação. O andar, o tramitar, aí é todo mundo lá”, responde Gleyb. Eles citam que “aparece um monte de dono” da Fazenda Gama e que, por isso, precisam de agilidade na regularização. Sobre a Terracap, os dois comentam a respeito de valores e prazos para pagamentos.
Numa conversa com Gleyb Ferreira da Cruz, outro investigado na Operação Monte Carlo, Cachoeira cobra os resultados da suposta cooptação no Ibram: “Nós não estamos pagando o cara lá com esse trem, uai? Que demora é essa?”, pergunta. “Estamos pagando para a aprovação. O andar, o tramitar, aí é todo mundo lá”, responde Gleyb. Eles citam que “aparece um monte de dono” da Fazenda Gama e que, por isso, precisam de agilidade na regularização. Sobre a Terracap, os dois comentam a respeito de valores e prazos para pagamentos.
Por meio da assessoria de imprensa, a Terracap disse que não foi
comunicada sobre o episódio de grilagem citado no inquérito da Operação
Monte Carlo. “A empresa gerencia esse patrimônio. Toda vez que tem
conhecimento de grilagem, verifica.” A assessoria de imprensa do Ibram
também afirma que o órgão não foi acionado sobre a operação. “Não há
conhecimento sobre o suposto envolvimento de servidores da casa em
nenhum processo relativo ao assunto.” O Ibram diz que já há posição
formada do atual governo de proibir qualquer parcelamento habitacional
na região do Catetinho, pela “sensibilidade ambiental da área”. O Incra
no DF diz não ter sido acionado pela PF e afirma desconhecer a ofensiva
do bicheiro e a suposta participação de servidores.
Fonte: Correio Brasiliense
quinta-feira, 5 de abril de 2012
TERRACAP/NOVACAP DESCUMPREM DECISÃO JUDICIAL
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – MPDFT foi contra a iniciativa da TERRACAP/NOVACAP, em desmatar o último Corredor Ecológico da Reserva da Biosfera do Cerrado, área tão delicada que exige plano de manejo especial, para criar um dormitório/garagem para os taxistas que fazem ponto no aeroporto.
Trata-se de Zona Tampão protegida pela UNESCO, parte do Cinturão Verde que protege Brasília.
Trata-se de Zona Tampão protegida pela UNESCO, parte do Cinturão Verde que protege Brasília.
O Ministério Publico foi contra a iniciativa e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal TJ-DF determinou à TERRACAP que não fizesse tal empreendimento, por se tratar de área pública e bem de uso comum do povo.
O posicionamento contrário dos moradores do Park Way é acompanhado pelo dos taxistas que consideram o novo local muito distante do aeroporto. Os donos das concessionárias, por sua vez, não querem ter uma garagem/dormitório de taxistas perto de suas lojas.
A TERRACAP/NOVACAP, contudo, não aceitou a decisão do Ministério Público a determinação do Tribunal de Justiça, a vontade dos taxistas que não querem ir para lá, o voto contrario dos moradores e o repudio dos donos das concessionárias.
A TERRACAP/NOVACAP sequer se importa com as determinações da UNESCO e a Reserva da Biosfera do Cerrado que cobre áreas do bioma cerrado, onde vivem inúmeras espécies e está sendo completamente desmatada.
Que cidade é essa onde os governantes descumprem a legislação local e federal?
Associação Park Way Residencial
O posicionamento contrário dos moradores do Park Way é acompanhado pelo dos taxistas que consideram o novo local muito distante do aeroporto. Os donos das concessionárias, por sua vez, não querem ter uma garagem/dormitório de taxistas perto de suas lojas.
A TERRACAP/NOVACAP, contudo, não aceitou a decisão do Ministério Público a determinação do Tribunal de Justiça, a vontade dos taxistas que não querem ir para lá, o voto contrario dos moradores e o repudio dos donos das concessionárias.
A TERRACAP/NOVACAP sequer se importa com as determinações da UNESCO e a Reserva da Biosfera do Cerrado que cobre áreas do bioma cerrado, onde vivem inúmeras espécies e está sendo completamente desmatada.
Que cidade é essa onde os governantes descumprem a legislação local e federal?
Associação Park Way Residencial
quarta-feira, 4 de abril de 2012
TERRACAP DESMATA PARK WAY A REVELIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Prezados
Como vocês sabem, a TERRACAP desde 2010 quer desmatar a área verde da Quadra 14 para transformá-la em dormitório de taxistas, que deverão sair do local que ocupam agora ao lado do aeroporto.
A ACPW, que naquela época era liderada pelo Boechat, foi contra. E levou o assunto ao Ministério Publico.
O MPDFT também foi contra a iniciativa da TERRACAP, afirmando ser o local um dos últimos Corredores Ecológico da Reserva da Biosfera do Cerrado, área ambientalmente tão delicada que exige plano de manejo especial.
Como vocês sabem, o Park Way (das 14 a 29) é Zona Tampão da Reserva da Biosfera (“buffer zone”) área protegida pela UNESCO por ser parte do Cinturão Verde que protege Brasília
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou à TERRACAP que não fizesse tal empreendimento pois a área é pública e bem de uso comum do povo.
Os próprios taxistas são contra a mudança, pois acham o local muito distante do aeroporto onde pegam os clientes.
Os moradores do Park Way também são contra a iniciativa da TERRACAP; até as concessionárias localizadas perto da área, ao longo da avenida do aeroporto, relutam em ter um dormitório de taxistas ao lado de suas lojas.
A NOVACAP, contudo, ignorou a decisão do Ministério Publico, a determinação do Tribunal de Justiça, a vontade dos taxistas que não querem ir para lá e foi contra os moradores do Park Way.
Ignorou o PDOT, o PPCUB e a ZEE.
Ignorou a UNESCO.
E começou a desmatar tudo!
Nós, da Associação Park Way Residencial, assim que fomos informados do ocorrido, entramos em contato imediato com o Administrador Regional, com a DEMA, e com o Correio Braziliense. O Administrador Regional trabalhou bem: Acionou a AGEFIS que embargou a obra.
Agora a Associação Park Way Residencial vai entrar com novo processo no Ministério Publico- PROURB contra a Novacap e pedir o reflorestamento da área.
Flavia Ribeiro da Luz
Presidente da Associação Park Way Residencial.
Como vocês sabem, a TERRACAP desde 2010 quer desmatar a área verde da Quadra 14 para transformá-la em dormitório de taxistas, que deverão sair do local que ocupam agora ao lado do aeroporto.
A ACPW, que naquela época era liderada pelo Boechat, foi contra. E levou o assunto ao Ministério Publico.
O MPDFT também foi contra a iniciativa da TERRACAP, afirmando ser o local um dos últimos Corredores Ecológico da Reserva da Biosfera do Cerrado, área ambientalmente tão delicada que exige plano de manejo especial.
Como vocês sabem, o Park Way (das 14 a 29) é Zona Tampão da Reserva da Biosfera (“buffer zone”) área protegida pela UNESCO por ser parte do Cinturão Verde que protege Brasília
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou à TERRACAP que não fizesse tal empreendimento pois a área é pública e bem de uso comum do povo.
Os próprios taxistas são contra a mudança, pois acham o local muito distante do aeroporto onde pegam os clientes.
Os moradores do Park Way também são contra a iniciativa da TERRACAP; até as concessionárias localizadas perto da área, ao longo da avenida do aeroporto, relutam em ter um dormitório de taxistas ao lado de suas lojas.
A NOVACAP, contudo, ignorou a decisão do Ministério Publico, a determinação do Tribunal de Justiça, a vontade dos taxistas que não querem ir para lá e foi contra os moradores do Park Way.
Ignorou o PDOT, o PPCUB e a ZEE.
Ignorou a UNESCO.
E começou a desmatar tudo!
Nós, da Associação Park Way Residencial, assim que fomos informados do ocorrido, entramos em contato imediato com o Administrador Regional, com a DEMA, e com o Correio Braziliense. O Administrador Regional trabalhou bem: Acionou a AGEFIS que embargou a obra.
Agora a Associação Park Way Residencial vai entrar com novo processo no Ministério Publico- PROURB contra a Novacap e pedir o reflorestamento da área.
Flavia Ribeiro da Luz
Presidente da Associação Park Way Residencial.
sexta-feira, 23 de março de 2012
ECO BAIRRO
Foi realizada no dia 19, na sede da
ACPW, por iniciativa da Administração Regional, uma reunião cujo objetivo era
informar a comunidade sobre o projeto de transformação do Park Way em um eco
bairro.
Presentes estavam o Administrador Regional do
Park Way acompanhado por seus funcionários, os membros da diretoria das duas
Associações, moradores do Park Way, Vargem Bonita e feirantes.
A apresentação ficou a cargo da Camila
Coutinho, técnica da Administração Regional, que iniciou sua exibição discorrendo
sobre os vários eco bairros que existem em outros países. Comparou o Park Way
com bairros modelos internacionais e depois informou aos presentes que o
projeto de transformar o Park Way em eco bairro já tinha sido aprovado pelo
IBRAM e que, caso a comunidade estivesse de acordo, em breve seria incluído no
PDOT.
Os apresentadores enfatizaram as vantagens
do eco bairro para a comunidade, com o conseqüente aumento da qualidade de
vida, porém, nenhum documento foi fornecido aos presentes, prejudicando uma
avaliação mais detalhada. O Administrador Regional se comprometeu a fornecer
aos líderes das Associações as minutas dos documentos elaborados até o momento
para críticas e sugestões dos moradores. Informou também que uma audiência
pública oficial seria realizada antes do encaminhamento do projeto à Câmara
Distrital.
No que se refere às mudanças que ocorreriam
no Park Way, caso a transformação em eco bairro fosse implementada, Camila
disse que as áreas verdes seriam transformadas em parques e que nesses parques
seriam criados pólos de atração turística, como museus, escolas de educação
ambiental, serviços públicos.
O primeiro parque a ser criado seria o da quadra
14 onde se encontra, atualmente, a feirinha. Esse Parque seria vivencial e
ecológico e comportaria áreas arborizadas, ciclovias, play ground, coreto,
quatro quadras de vôlei e um campo de futebol.
Comentários:
Com relação à implantação do projeto eco
bairro, a PWR entende que a proposta, conforme apresentada é boa, uma vez que
caminha da direção da preservação da integralidade do Park Way, da conservação
ambiental, da contenção do adensamento demográfico, da proteção do bioma do
cerrado, entre outros pontos destacados.
No entanto, como nenhum documento formal foi
apresentado aos presentes durante a reunião, não nos é possível avaliar
conclusivamente a proposta.
Entendemos que a audiência pública é uma
etapa fundamental para a discussão desse projeto com a sociedade e deve ser
realizada de forma democrática e transparente.
Quanto à implantação do campo de futebol no
parque em frente à quadra 14, entendemos que a medida necessita ser mais bem discutida
tanto pela Administração quanto pela comunidade, já que suscitou reações de divergência
entre os presentes e, em nosso entendimento, tais mudanças só devem ser
implantadas após obtenção de consenso dos envolvidos. Entre as propostas
apresentadas na ocasião, destacamos aquelas que permitem utilização mais
pluralista do espaço, contemplando interesses de várias idades e gostos, com
atividades físicas, intelectuais e lúdicas.
Alguns moradores disseram que seria ótimo
ter um parque como o Pithon Farias (Parque da Cidade) no Park Way. Outros
recordaram esse parque abriga criminosos, vendedores de drogas, prostituição e
que talvez os moradores da quadra 14 não gostassem de ter um parque assim na
frente de suas casas. Isso sem falar no congestionamento que acarretaria. Esses
moradores afirmaram preferir um Parque Ecológico apenas com árvores e
ciclovias.
A reunião terminou com esse impasse. Decidir
o que vai ser colocado no Parque Ecológico e Vivencial da Quadra 14 do Park
Way.
Outras reuniões serão realizadas e seria
muito interessante que a comunidade do Park Way participasse, não apenas para
descobrir o que significa exatamente essa transformação do Park Way em eco
bairro (de acordo com a Administração Regional documentos sobre o assunto serão
distribuídos à comunidade), mas também para decidir que equipamentos colocar no
Parque Ecológico da quadra 14, no caso dele vir a ser efetivamente
implementado.
Flavia Ribeiro da Luz - Associação Park Way
Residencial
segunda-feira, 19 de março de 2012
PRESERVANDO A QUALIDADE DE VIDA
Brasilienses mobilizam-se contra projeto de Magela que reduz o Parque Nacional de Brasília
“A
redução irá afetar as nascentes e as áreas de recarga de água
subterrânea, que mantém a quantidade e qualidade da água” - ressalta
carta enviada à Câmara dos Deputados.
Por Chico Sant’Anna -- Um
projeto-de-lei, de autoria do deputado federal Geraldo Magela, atual
secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF, é o motivo para a
mais nova mobilização de brasilienses contra a redução de áreas verdes
no Distrito Federal. Desta vez, a área ameaçada é o Parque Nacional de
Brasília, que abriga a Água Mineral.
O
projeto, de nº 7999/2010, a título de regularizar uma invasão de terras
públicas, propõe a exclusão de uma vasta área do Parque Nacional de
Brasília em prol de invasões irregulares. O projeto está na Câmara dos
Deputados e aguarda parecer na comissão de Meio Ambiente, que é
presidida pelo deputado Sarney Filho, do Partido Verde.
Trata-se
da área do Núcleo Rural Boa Esperança II. Com 42,3 mil hectares, o
Parque Nacional de Brasília tem um trecho com 24 chácaras irregulares.
Mais do que rural, o Núcleo já começa assumir características de
condomínio urbano, como os existentes para o lado de São Sebastião.
Segundo
dirigentes do Parque Nacional de Brasília, a invasão começou em 2006 e
alguns moradores já contam energia elétrica, salão de festa, lugar para
lazer e até haras para a criação de cavalos. A ambientalista Christiane
Horowitz afirma que a tendência é que, face à pressão da especulação
imobiliária, a área tenha sua destinação rural desvirtuada para urbana.
Vários chacareiros já teriam inclusive parcelado as terras por eles
invadidas.
Criado
em 1961, o parque foi redesenhado em 2006, passando de pouco mais de 30
mil hectares para 42,3 mil hectares. A proposta de Magela altera
justamente a Lei 11.285/06, que redefiniu limites do parque. Ele quer
diminuir em52,57 hectares, o equivalente a 52 campos de futebol, a área
de preservação. Magela alega que a lei de 2006 incluiu equivocadamente
este território que fica às margens da BR-20, que liga o Plano Piloto à
Formosa, em Goiás, e ao Nordeste do Brasil. Diz ainda que se houvesse
invasão no passado, as autoridades deveriam ter impedido à época. Ela
afirma ainda que os processos de urbanização em torno do parque podem
sufocar suas riquezas naturais.
Segundo
os participantes do movimento em defesa do Parque Nacional de Brasília –
alguns dos quais recentemente se mobilizaram pela ampliação do Parque
Olhos d’Água, na Asa Norte – o PL 7.999/2010 propõe a exclusão de área
situada a nordeste do Parque Nacional de Brasília. “Esta região já teve
sua área reduzida pela Lei 11.285/2006, favorecendo na época o interesse
da especulação imobiliária” – informa uma nota postada na Internet.
O
movimento, que se agita nas redes sociais, entende que a redução da
área do Parque Nacional de Brasília – que já é ameaçado de um lado pelo
lixão da estrutural, da própria Vila Estrutural, alçada recentemente ao
status de cidade satélite; e, de outro, pelo Lago Oeste – implicará em
prejuízos na manutenção de ambientes contíguos, como corredor ecológico,
no controle dos impactos ambientais provenientes de ocupações
habitacionais.
Há medo ainda que ele prejudique o manancial de água, já escasso no Distrito Federal.
“Também
haverá prejuízos em um dos maiores benefícios prestados a sociedade
pelo Parque Nacional de Brasília que é o fornecimento de aproximadamente
28% da água consumida no DF. A redução irá afetar as nascentes e as
áreas de recarga de água subterrânea, que mantém a quantidade e
qualidade da água” – ressalta uma carta enviada ao deputado federal
Ricardo Berzoini – PT/SP, até 2011, presidente da Comissão de
Constituição e Justiça, por onde o projeto também tem que passar.
O
projeto de lei fora apresentado na legislatura passada, e chegou a
receber parecer favorável pelo relator na comissão de Meio Ambiente,
deputado Jorge Pinheiro (PRB-GO). Como a legislatura vence e o projeto
não tinha chegado a ser votado, ele foi arquivado, mas em 2011, Geraldo
Magela pediu o seu desarquivamento, o que evidencia o empenho dele em
aprovar a propositura.
Um
elemento curioso na tramitação do projeto, é que o relator na Comissão
de Meio Ambiente, seria o deputado Augusto Carvalho – PPS/DF, suplente
do próprio Magela. Há temores de que Carvalho não elaboraria um parecer
contrário aos interesses do titular da vaga de deputado, com medo de
perde o posto.
No portal da Câmara dos Deputados, que noticia a tramitação do projeto,
existe uma pesquisa junto aos internautas. Até domingo, 18/3, 41,18%
dos internautas eram contra a proposta. 17,65% votaram favoravelmente e
41,18% não souberam se posicionar.
Fonte : Blog Brasília por Chico Sant"anna
sexta-feira, 16 de março de 2012
Park Way na manifestação para a UNESCO.
Prezados
A Associação Park Way Residencial participou de todas as manifestações que foram feitas pela comunidade para a UNESCO. Preparou tambem um dossier com 53 artigos de jornal e fotografias sobre os crimes ambientais que estão sendo cometidos no Park Way.Esse dossier foi entregue aos membros da Delegação da UNESCO (Obrigada Sergio e Francisca pelas maravilhosas fotos).
Como vcs sabem, o Park Way (Apa Gama Cabeça de Veado) pertence à Reserva da Biosfera do Cerrado. É uma região extremamente sensivel onde estão localizados os corregos responsaveis por 1/3 das aguas da Bacia do Paranoá.
Suas matas formam um cinturão verde de proteção à area tombada. Esse cinturão é responsavel pelo clima e pela qualidade do ar dos habitantes de Brasilia.
A proteção desse Cinturão Verde (Buffer Zone) está incluida nas propostas de monitoramento da Missão da UNESCO.
É preciso, portanto, que aqueles Delegados sejam informados da forma inconsequente, irresponsavel e até criminosa com que o GDF trata o Park Way. Serem informados sobre as queimadas criminosas, os aterros ilegais que acarretam assoreamentos nos rios, a especulação imobiliaria que constroi predios gigantescos em Aguas Claras e joga os esgotos dessas construções nos corregos do Park Way. Os mesmos corregos que compõem a Bacia do Paranoá!
Fiz discurso semelhante na Camara Legislativa no dia da avaliação do PDOT. Sei que fui ouvida pelos Deputados presentes e compreendida pela representante do IBRAM que compunham a mesa.
Quero continuar transmitindo nossa mensagem, nosso pedido de socorro nos foruns adequados até sermos ouvidos e o Park Way passe a ser respeitado!
Flavia Ribeiro da Luz
Associação Park Way Residencial.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Brasília receberá mais uma visita da Unesco para verificar tombamento
Max Milliano Melo
“Brasília é o patrimônio em situação mais difícil, o que mais nos preocupa.” O alerta vem de Rosina Parchen, presidente no Brasil do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), que assessora a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a monitorar os Patrimônios Culturais da Humanidade.
Para a entidade, o estado de conservação da capital brasileira, que nos anos 1980 fez história ao ser o primeiro monumento moderno a receber a chancela, alcança um nível crítico, colecionando agressões como puxadinhos, alterações na destinação de áreas e desvios no projeto da cidade. A situação motivou uma série de denúncias de violação do tombamento e, por isso, Brasília receberá, mais uma vez, a visita de uma comitiva de especialistas internacionais que pode resultar na inclusão de Brasília na Lista dos Patrimônios em Risco, grupo dos lugares que podem perder o reconhecimento, já em julho.
Essa é a segunda vez que o Comitê Mundial do Patrimônio (WHC) — conselho que monitora, avalia e aprova a inclusão e a exclusão de patrimônios mundiais — recomenda uma visita técnica à cidade. A primeira ocorreu em 2001, motivada por outras denúncias, e não levou à inclusão de Brasília na lista de patrimônios ameaçados. Ne-nhuma outra cidade brasileira gerou tal preocupação. Ouro Preto também foi visitada, em 2003, mas em uma missão mais simples, que não precisava da aprovação dos membros do comitê internacional.
A Unesco e o Instituto do Patrimônio Histórico e Natural (Iphan) acertam quando deve ocorrer a vistoria, sendo a data mais provável a primeira semana de fevereiro. Um especialista do WHC e um membro do Icomos farão uma série de reuniões com autoridades locais e visitarão pontos da cidade. Caberá a eles elaborar um relatório a ser apresentado na reunião anual do comitê, em julho, quando o destino do tombamento de Brasília será definido.
Na lista a ser verificada, estão velhos problemas, como os puxadinhos das entrequadras da Asa Sul, e projetos novos, como a expansão do Setor Hoteleiro Norte na 901 Norte, uma das iniciativas relacionadas à Copa do Mundo de 2014 (veja quadro). “(O WHC) encoraja o Estado Parte (Brasil) a continuar com a implementação do processo de regularização da área do comércio local sul, bem com um plano de revitalização para a Vila Planalto e o controle e aplicação dos regulamentos ao longo do Lago Paranoá”, afirma o documento aprovado pela Unesco para justificar a visita.
O diretor de Projetos do Icomos Brasil, Henrique Osvaldo, explica que, no caso da orla do Paranoá, o problema é a construção de moradias na área. “Inicialmente, só haveria clubes e parques na região, e posteriormente foi autorizada a construção de hotéis. No entanto, hoje, há presença de flats. A ocupação com essas moradias permanentes torna o setor uma nova área residencial, o que fere o patrimônio”, diz. Segundo ele, o tombamento do Plano Piloto tem um conceito de desenvolvimento constante e permanente. “Trata-se da preservação de uma proposta urbanística, da construção da cidade, que, infelizmente, não vem sendo respeitada.”
Oportunidade
Para o assessor internacional do Iphan Marcelo Brito, o tombamento da cidade tem uma singularidade especial e, por isso, em sua opinião, a situação não é tão grave. “Não é um determinado edifício de uma determinada quadra, se ele está pintado de verde ou de azul ou de amarelo, que importa para o patrimônio mundial”, argumenta. Segundo Brito, o patrimônio de Brasília está associado aos planos da cidade, que distingue as regiões urbana, gregária, monumental e bucólica, que teria atualmente modificações “localizadas” e “pontuais”. “As pessoas precisam entender que o que está aqui reconhecido e valorizado, o que está definido como patrimônio, são as escalas urbanas”, completa.
Assim, ele se mantém otimista quanto ao resultado da missão que visitará a cidade nas próximas semanas. “O que ocorrerá é um monitoramento que acontece de forma sistemática, quando são apresentados alguns questionamentos ou denúncias sobre determinada região. É um dispositivo muito mais técnico do que administrativo”, minimiza.
Para o secretário de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Sedhab), Geraldo Magela, a visita da Unesco é uma oportunidade para a capital se capacitar para gerir o patrimônio criado por Lucio Costa, Oscar Niemeyer e milhares de candangos. “Vamos ouvir o que a Unesco tem a nos dizer e certamente servirá de orientações para a gestão do patrimônio de Brasília, justamente por se tratar de um governo novo, que acredita na proteção do Patrimônio Mundial”, afirma.
Segundo Magela, a grande solução dos problemas apontados será o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub), um projeto em elaboração pela Sedhab que vai estabelecer as áreas que precisam de atenção especial e como elas serão geridas. “O Ppcub incluirá certamente a região de amortecimento para a área tombada, uma das demandas da Unesco”, antecipa o secretário. “Entendemos que, mesmo fora da região de patrimônio, o Guará, as áreas de margem do Paranoá e os lagos Sul e Norte têm influência sobre o urbanismo de Brasília”, completa.
Ele acredita na solução dos demais problemas apontados por organismos internacionais. “Infelizmente a Vila Planalto já está descaracterizada, mas podemos trabalhar para impedir o avanço dessa descaracterização”, diz. “Quanto à 901 Norte, temos certeza de que conseguiremos chegar a um entendimento sobre a destinação de uma área nobre, no centro da cidade, que não pode ficar vazia, mas seja coerente com o patrimônio brasiliense.”
Na visão da Unesco, esse tipo de visita tem uma função primordial na preservação dos patrimônios. “O monitoramento é fundamental. Sem esse tipo de ação, o reconhecimento internacional do patrimônio se resumiria a apenas uma honraria sem nenhuma consequência”, afirma Jurema Machado, coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil. “Já estava mais do que na hora de Brasília receber essa missão, não apenas para fiscalizar, mas para ajudar a melhorar a coordenação dos órgãos de proteção no Brasil, no caso o GDF e o Iphan, além de estabelecer questões mais imediatas, como metas e prazos de ação”, completa.
Para a entidade, o estado de conservação da capital brasileira, que nos anos 1980 fez história ao ser o primeiro monumento moderno a receber a chancela, alcança um nível crítico, colecionando agressões como puxadinhos, alterações na destinação de áreas e desvios no projeto da cidade. A situação motivou uma série de denúncias de violação do tombamento e, por isso, Brasília receberá, mais uma vez, a visita de uma comitiva de especialistas internacionais que pode resultar na inclusão de Brasília na Lista dos Patrimônios em Risco, grupo dos lugares que podem perder o reconhecimento, já em julho.
Essa é a segunda vez que o Comitê Mundial do Patrimônio (WHC) — conselho que monitora, avalia e aprova a inclusão e a exclusão de patrimônios mundiais — recomenda uma visita técnica à cidade. A primeira ocorreu em 2001, motivada por outras denúncias, e não levou à inclusão de Brasília na lista de patrimônios ameaçados. Ne-nhuma outra cidade brasileira gerou tal preocupação. Ouro Preto também foi visitada, em 2003, mas em uma missão mais simples, que não precisava da aprovação dos membros do comitê internacional.
A Unesco e o Instituto do Patrimônio Histórico e Natural (Iphan) acertam quando deve ocorrer a vistoria, sendo a data mais provável a primeira semana de fevereiro. Um especialista do WHC e um membro do Icomos farão uma série de reuniões com autoridades locais e visitarão pontos da cidade. Caberá a eles elaborar um relatório a ser apresentado na reunião anual do comitê, em julho, quando o destino do tombamento de Brasília será definido.
Na lista a ser verificada, estão velhos problemas, como os puxadinhos das entrequadras da Asa Sul, e projetos novos, como a expansão do Setor Hoteleiro Norte na 901 Norte, uma das iniciativas relacionadas à Copa do Mundo de 2014 (veja quadro). “(O WHC) encoraja o Estado Parte (Brasil) a continuar com a implementação do processo de regularização da área do comércio local sul, bem com um plano de revitalização para a Vila Planalto e o controle e aplicação dos regulamentos ao longo do Lago Paranoá”, afirma o documento aprovado pela Unesco para justificar a visita.
O diretor de Projetos do Icomos Brasil, Henrique Osvaldo, explica que, no caso da orla do Paranoá, o problema é a construção de moradias na área. “Inicialmente, só haveria clubes e parques na região, e posteriormente foi autorizada a construção de hotéis. No entanto, hoje, há presença de flats. A ocupação com essas moradias permanentes torna o setor uma nova área residencial, o que fere o patrimônio”, diz. Segundo ele, o tombamento do Plano Piloto tem um conceito de desenvolvimento constante e permanente. “Trata-se da preservação de uma proposta urbanística, da construção da cidade, que, infelizmente, não vem sendo respeitada.”
Oportunidade
Para o assessor internacional do Iphan Marcelo Brito, o tombamento da cidade tem uma singularidade especial e, por isso, em sua opinião, a situação não é tão grave. “Não é um determinado edifício de uma determinada quadra, se ele está pintado de verde ou de azul ou de amarelo, que importa para o patrimônio mundial”, argumenta. Segundo Brito, o patrimônio de Brasília está associado aos planos da cidade, que distingue as regiões urbana, gregária, monumental e bucólica, que teria atualmente modificações “localizadas” e “pontuais”. “As pessoas precisam entender que o que está aqui reconhecido e valorizado, o que está definido como patrimônio, são as escalas urbanas”, completa.
Assim, ele se mantém otimista quanto ao resultado da missão que visitará a cidade nas próximas semanas. “O que ocorrerá é um monitoramento que acontece de forma sistemática, quando são apresentados alguns questionamentos ou denúncias sobre determinada região. É um dispositivo muito mais técnico do que administrativo”, minimiza.
Para o secretário de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Sedhab), Geraldo Magela, a visita da Unesco é uma oportunidade para a capital se capacitar para gerir o patrimônio criado por Lucio Costa, Oscar Niemeyer e milhares de candangos. “Vamos ouvir o que a Unesco tem a nos dizer e certamente servirá de orientações para a gestão do patrimônio de Brasília, justamente por se tratar de um governo novo, que acredita na proteção do Patrimônio Mundial”, afirma.
Segundo Magela, a grande solução dos problemas apontados será o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub), um projeto em elaboração pela Sedhab que vai estabelecer as áreas que precisam de atenção especial e como elas serão geridas. “O Ppcub incluirá certamente a região de amortecimento para a área tombada, uma das demandas da Unesco”, antecipa o secretário. “Entendemos que, mesmo fora da região de patrimônio, o Guará, as áreas de margem do Paranoá e os lagos Sul e Norte têm influência sobre o urbanismo de Brasília”, completa.
Ele acredita na solução dos demais problemas apontados por organismos internacionais. “Infelizmente a Vila Planalto já está descaracterizada, mas podemos trabalhar para impedir o avanço dessa descaracterização”, diz. “Quanto à 901 Norte, temos certeza de que conseguiremos chegar a um entendimento sobre a destinação de uma área nobre, no centro da cidade, que não pode ficar vazia, mas seja coerente com o patrimônio brasiliense.”
Na visão da Unesco, esse tipo de visita tem uma função primordial na preservação dos patrimônios. “O monitoramento é fundamental. Sem esse tipo de ação, o reconhecimento internacional do patrimônio se resumiria a apenas uma honraria sem nenhuma consequência”, afirma Jurema Machado, coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil. “Já estava mais do que na hora de Brasília receber essa missão, não apenas para fiscalizar, mas para ajudar a melhorar a coordenação dos órgãos de proteção no Brasil, no caso o GDF e o Iphan, além de estabelecer questões mais imediatas, como metas e prazos de ação”, completa.
Publicação: 04/01/2012 08:10 Atualização:
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Iphan altera normas de ocupação da área do entorno de Brasília
Publicação: 23/02/2012 06:41
Atualização: 23/02/2012 06:44
| | |
| Para erguer prédios acima de 25 pavimentos em
Águas Claras será preciso autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional |
Para preservar o projeto urbanístico de Brasília e as características do Plano Piloto concebidos por Lucio Costa, o Distrito Federal ganhou ontem novas normas de ocupação. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) criou uma zona de proteção da área tombada da capital federal, que abrange pelo menos 10 cidades do DF, além de unidades de preservação. As regras constam da edição de ontem do Diário Oficial da União. Com isso, projetos de construção de prédios em regiões como os lagos Sul e Norte, Guará, Águas Claras e Riacho Fundo, por exemplo, terão que ser submetidos à análise do Iphan, dependendo da altura das edificações.
A publicação da portaria acontece a menos de um mês da chegada da comitiva da Unesco, que virá a Brasília para verificar a preservação do Plano Piloto e checar as denúncias de agressão ao tombamento. Os especialistas da organização visitarão Brasília entre 13 e 17 de março. Entretanto, as regras já estavam em elaboração há quase dois anos. Em julho de 2010, o esboço do projeto já estava pronto. Mas só agora o Iphan formalizou a mudança, que passa a valer imediatamente.
Pela nova legislação, qualquer projeto dentro do entorno da área tombada que envolva mudança nas normas de parcelamento e uso do solo — incluindo novos loteamentos ou regularização de condomínios — deverá passar obrigatoriamente pelo Iphan. O objetivo da medida, segundo a portaria, é “garantir a leitura do traçado e a preservação do espírito, concepção e ambiência do Plano Piloto, projetado por Lucio Costa”. Além disso, o Iphan quer assegurar a visibilidade do horizonte a partir da área tombada.
A matéria completa você lê na edição impressa do Correio Braziliense desta quinta-feira (23/02)
Iphan cria área de proteção no entorno de Brasília
23/02/2012
Dando continuidade ao processo de preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília - tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, pelo Governo do Distrito Federal e inscrito como Patrimônio da Humanidade pela Unesco – foi criada uma zona de proteção à área tombada. Portaria do Iphan publicada na quarta-feira, 22, no Diário Oficial da União, garante visibilidade do horizonte a partir da área tombada e o inverso, ou seja, a visibilidade do Plano Piloto de mirantes naturais em seu entorno.
De acordo com o superintendente do Iphan no DF, Alfredo Gastal, o objetivo da portaria, assinada pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, foi, entre outros, evitar que o Plano Piloto de Brasília se transformasse “numa ilha cercada de prédios enormes por todos os lados”. Segundo Gastal, a partir de agora não será mais possível se fazer “uma nova Águas Claras”, referindo-se a esta Região Administrativa que abriga gigantescos arranha-céus.
A portaria, de número 68, do Iphan, estabelece ainda que deverão ser preservadas todas as áreas definidas como de conservação ambiental. A área do Entorno fica dividida em seis setores. O setor 1 abrange a área do Parque Nacional de Brasília; o setor 2 a faixa de 500 metros situada no lado externo à Bacia do Lago Paranoá, a partir da Rodovia DF-001, no trecho que acompanha o Parque Nacional.
O setor de Entorno 3 incluiu o Guará, Águas Claras, Setor de Indústria e Abastecimento, Setor de Oficinas Sul e Núcleo Bandeirante. Os proprietários de lotes na faixa de 500 metros paralela à Via EPIA deverão submeter ao Iphan qualquer projeto que ultrapasse o limite de quatro pavimentos, sendo térreo mais três, ou 12 metros de altura, contados a partir da cota de soleira do lote. Na Região Administrativa de Águas Claras, deverá ser submetido ao IPHAN qualquer projeto que ultrapasse o limite de 25 pavimentos ou 80 metros de altura.
O setor de Entorno 4, que abrange o Riacho Fundo I e II, Núcleo Bandeirante; Trecho 2 do Setor de Mansões Park Way. O setor 5 incluiu a APA Gama Cabeça de Veado, Jardim Botânico, Lagos Sul e Norte, Park Way e Paranoá. E o setor de Entorno 6 abrange o Setor Militar Complementar, o Pátio Ferroviário de Brasília, o Setor de Armazenagem e Abastecimento, o Setor de Oficinas Norte, O Parque de Exposição da Granja do Torto; o Parque Tecnológico Capital Digital e, entre outros, a Vila Estrutural.
A Portaria, conforme explica o superintendente Alfredo Gastal já está sendo objeto de reuniões com o Governo do Distrito Federal em função do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) e de outros programas do GDF.
Mais informações
João Carlos
Assessoria de Comunicação do Iphan no DF
Telefone: (61) 2024-6464
Fonte: Ascom - Iphan/DF
Assinar:
Postagens (Atom)





