sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Na moda, carro branco pode custar mais até com pintura simples


24/01/2014 07h06 - Atualizado em 24/01/2014 07h06

Algumas marcas cobram valor extra pela cor sólida, e não só a metálica.
Taxa varia de R$ 250 a R$ 5 mil, de acordo com a montadora.

André Paixão* Do G1, em São Paulo
 

O carro branco caiu no gosto do consumidor nos últimos anos. Em levantamento da fabricante de tintas automotivas PPG do ano passado, a cor aparece como a mais popular em todo o mundo, escolhida por 25% dos entrevistados, contra 18% do prata.

Na pesquisa de outra fornecedora, a DuPont, em 2012, o branco já possuía 20% da preferência do público, e ocupava, junto com o preto, a segunda colocação, perdendo apenas para o prata, com 29%.

Aproveitando a alta procura, algumas marcas cobram a mais por carros nessa cor, mesmo sólida – geralmente, as montadoras elevam os preços de cores metálicas e perolizadas. Três entre as dez marcas que mais vendem carros no Brasil adotam a prática.
Chevrolet Cruze Sport6 (Foto: Divulgação)Chevrolet Cruze Sport6 branco custa R$ 325
a mais do que nas outras cores sólidas do modelo (Foto: Divulgação)
 
Na Chevrolet, a pintura sólida branca é cobrada como opcional em dez dos 16 modelos da linha. A taxa varia de R$ 250 a R$ 375. 

Em modelos menores, como Onix e Prisma, a cor custa R$ 260 e R$ 280, respectivamente. Já em carros maiores, como Cruze, Cruze Sport6, Tracker, S10 e Trailblazer, a cobrança varia entre R$ 325 e R$ 375. Segundo a Chevrolet, a taxa extra é uma questão comercial, estabelecida pela empresa.

Na Hyundai Caoa, que comercializa os veículos importados da montadora sul-coreana no Brasil, o carro branco é mais caro. A marca explica que o custo envolve negociações com a matriz: como a demanda global é grande e o volume de vendas do país é baixo em relação a outros mercados, é mais difícil trazer veículos nessa tonalidade para o Brasil.

A cobrança pela pintura branca na montadora varia de acordo com o modelo e a época do ano, diz a importadora. Em concessionárias de São Paulo, um i30 branco custa R$ 5 mil a mais do que nas demais cores.
Peugeot 208 (Foto: Divulgação)Peugeot 208 branco custa R$ 500 a mais do que
em outras cores sólidas (Foto: Divulgação)
 
Mesmas cores, preços diferentes

As francesas Citroën e Peugeot pertencem ao mesmo grupo e por isso compartilham plataformas, motores e até a paleta de cores, com algumas tonalidades recebendo a mesma nomenclatura. Uma delas é a sólida Branco Banquise.
Porém, enquanto a Citroën não cobra pelo tom, a Peugeot tem taxa de R$ 500 para os modelos que oferecem tal opção de pintura. Segundo a marca, a cobrança se dá pela alta demanda pelo branco, e ela difere da Citroën por oferecer a opção de pintura branca para todas as versões.

Branco não requer cuidado especial

Ainda existe a fama de que a pintura do carro branco pode amarelar com o tempo ou ficar "encardida". Na internet há empresas oferecendo lavagens especiais para esse tipo de cor. Mas isso é um exagero, dizem especialistas em tintas automotivas.

Dois deles, ouvidos pelo G1, afirmam que as tintas atuais, sobretudo por causa do verniz aplicado sobre elas, apresentam muito mais resistência que antigamente. "A evolução e a tecnologia das tintas permitiram desenvolver produtos preparados para receber as radiações ultra-violeta", explica André de Palma, gerente do laboratório de desenvolvimento de cores de tintas automotivas da Basf. "Nunca vai acontecer de comprar um carro branco [atual] e, 10 anos depois, ele virar bege."

Alex de Amorim, da PPG, que fornece material para Volkswagem, Fiat e Renault, entre outras montadoras, reitera que a base branca e o verniz usados atualmente são muito resistentes. "Testamos com ácidos, condições climáticas como poluição, chuva ácida e até contra cocô de passarinho", detalha. Segundo Amorim, que supervisiona o laboratório de desenvolvimento de tintas da PPG, os produtos que a empresa fornece para as montadoras têm garantia de dez anos contra ferrugem e cinco para o brilho.

Como manter

Os especialistas ouvidos afirmam que a pintura branca não requer nenhum cuidado extra para manutenção. "É apenas água e sabão neutro. No máximo, algum xampu para o carro. Há montadoras que vendem xampus, mas não há necessidade de nada com uma marca específica. Não é muito diferente do que passamos no cabelo", compara Amorim, da PPG.

Ele só alerta contra o excesso de zelo. "Encerar com muita frequência é ruim. O ideal é a cada seis meses, nunca todo mês", diz. Segundo Amorim, cristalização e polimento acabam desgastando um pouco o verniz, que protege a pintura. Também é preciso ficar atento ao processo de enceramento: "Não pode ser muito abrasivo, senão risca", lembra Palma, da Basf.

Amorim também desaconselha o uso de qualquer produto à base de petróleo, como aqueles que contêm querosene, ainda que diluída. "As tintas são testadas para isso também, mas lavar um carro com isso não é recomendável."

Repintura

Se for necessário repintar alguma parte do carro branco, aí, sim, dizem os especialistas, pode haver diferenças em relação à cobertura original. "Pode haver um desvio porque a oficina tem um sistema diferente [das montadoras], outro tipo de verniz, de secagem", explica Palma, da Basf.

"Na nossa empresa, a tinta original tem garantia de 10 anos; a de repintura, a gente garante por 36 meses", exemplifica Amorim, da PPG. "Um carro branco todo repintado pode amarelar um pouco justamente porque a oficina não tem como aplicar como a montadora. Na oficina, ela (a tinta) seca no máximo a 80 graus, e na montadora são 180 graus, para se ter uma ideia."
* Colaborou: Luciana de Oliveira

Contratos vencem e população do DF fica sem diversos serviços públicos



24/01/2014 10h10 - Atualizado em 24/01/2014 10h10

Restaurante comunitário e radares eletrônicos estão sem funcionar.
Contratos serão retomados o mais rápido possível, diz governo.

Do G1 DF
Comente agora
A população do Distrito Federal está sem acesso a diversos serviços públicos porque os contratos entre governo e empresas venceram e não foram renovados.

O restaurante comunitário da Vila São José, em Brazlândia, por exemplo, está fechado desde o dia 30 de dezembro do ano passado.

A Secretaria de Planejamento afirmou nesta sexta-feira (24) que vai anunciar a empresa que ficará responsável pelo restaurante, na próxima semana.

No mesmo local, do outro lado da rua, o Centro Olímpico da região sofre com a falta de manutenção. O contrato de limpeza e conservação do local venceu na primeira semana de janeiro.

De acordo com o GDF, o novo contrato está pronto. Ele ainda não foi assinado porque está parado no Tribunal de Contas devido a questionamentos de uma empresa concorrente que perdeu a licitação.
Contratos do Detran com duas empresas responsáveis pelos radares também estão vencidos. 

Nos Eixos Norte e Sul, os equipamentos foram desligados e não há previsão para retomar o serviço.

O Detran e a Secretaria de Planejamento informaram que estão trabalhando para retomar os contratos o mais rápido possível e que estão tomando medidas emergenciais para que a população não fique prejudicada.

Claudia Leitte, Pitbull, Jennifer López interpretarão a música da Copa



 

Rio de Janeiro, 23 jan (EFE).- Claudia Leitte, Jennifer Lopez, o rapper Pitbull interpretarão a música oficial da Copa do Mundo de 2014, conforme anunciou nesta quinta-feira a Fifa. 
 
A canção, que foi composta com a colaboração dos três artistas, se chama "We are One" (Ole Ola) e tem estrofes em Espanhol, Inglês e Português. O rapper americano e Claudia Leitte participaram hoje do anúncio da canção, em entrevista coletiva no Maracanã. 
 
Também participaram do evento secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke; o presidente do Comitê Organizador Local (COL), José Maria Marin; o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes; o membro do COL e ex-jogador Bebeto e o bicampeão da Copa do Mundo Cafu. 
 
Pitbull explicou que o nome da música faz alusão ao fato de que o futebol serve para "romper barreiras", e para "juntar todo mundo", um propósito ao qual pretende contribuir com a música.
 
 Luis Fernandes destacou na entrevista coletiva "a forte presença latina" da música, já que, além de Claudia Leitte, Jennifer López é americana de ascendência porto-riquenha, Pitbull é de ascendência cubana. 
 
O secretário-geral de a Fifa, Jérôme Valcke, lembrou o "sucesso" que representa a música "Waka Waka (This Time for Africa)" de Shakira, tema oficial da Copa da Africa do Sul 2010.

Caso Curitiba seja excluída, a Fifa terá que reprogramar quatro jogos da primeira fase da Copa, para os quais já foram vendidos ingressos


23 de janeiro de 2014

Assuntos estratégicos | BOL - Notícias | Esportes | BR

"Não há uma solução fácil", diz Valcke sobre Arena da Baixada
 

Rio de Janeiro, 23 jan (EFE).- Os atrasos nas obras na Arena da Baixada, em Curitiba, vêm se tornando uma dor de cabeça cada vez maior para a Fifa, que admitiu nesta quinta-feira, através do secretário-geral, Jerome Valcke, que teria problemas para tirar o estádio da lista das sedes do torneio. 
 
"Estamos pedindo que muitas coisas sejam feitas ao mesmo tempo no estádio, quando ainda estamos trabalhando na própria construção. É um desafio, mas também seria um desafio para a Fifa deslocar (para outros estádios) esses jogos. 
 
Não existe uma solução fácil", admitiu Valcke em entrevista coletiva concedida no Rio de Janeiro. 
 
Caso Curitiba seja excluída, a Fifa terá que reprogramar quatro jogos da primeira fase da Copa, para os quais já foram vendidos ingressos. A entidade deu um ultimato à cidade devido ao atraso nas obras no estádio e definirá a situação do local no dia 18 de fevereiro. 
 
Após uma reunião realizada nesta quinta por autoridades e responsáveis pelas obras, o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, também presente na coletiva, garantiu que o estádio será reformado a tempo. 
 
O acordo obtido estabelece que a obra seja dirigida por um comitê integrado por "pessoas com experiência em obras complexas", de acordo com Fernandes. 
 
Ficou definida ainda a intensificação dos trabalhos, além da apresentação de soluções financeiras para que não faltem recursos. Sobre os outros quatro estádios ainda em obras, os organizadores do Mundial mostraram total confiança. O único problema será a necessidade de trocar o gramado da Arena Pantanal, em Cuiabá, já que o atual foi danificado por uma praga.

Polícia prende 20 pessoas suspeitas de invadir área pública no DF. Parabéns SEOPS!


Homens suspeitos de invasão de área pública são presos nesta quinta (23) no Itapoã, no Distrito Federal (Foto: Flávio Barbosa/Seops).
 
Agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente do Distrito Federal (Dema) prenderam nesta quinta-feira (23) 20 pessoas suspeitas de invadir área pública próximo à quadra 202 da Fazendinha, no Itapoã. ...
 
Entre os envolvidos, dez têm passagem pela polícia, segundo a Dema, por roubo e tráfico de drogas. Contra um deles, havia um mandado de prisão condenatória.
 
A ação, denominada "Operação Itapoã", contou com a participação de servidores da Secretaria de Ordem Pública do DF (Seops).

Fonte: Portal G1DF - 23/01/2014 - - 22:56:15

Tombini diz em Davos que Brasil pode crescer mais

  • 24/01/2014 11h15
  • Brasília
Carolina Sarres - Repórter da Agência Brasil
 
O presidente do Banco Central (Bacen), Alexandre Tombini falou hoje (24) no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça sobre a condução da política monetária no Brasil e disse que a expansão de cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não é suficiente. Apesar disso, Tombini defendeu a condução da economia no país e informou que ainda há espaço para crescer, especialmente na oferta de produtos manufaturados.

“Não foi bom o suficiente. Temos de fazer mais, ir adiante. O governo tem uma ampla gama de áreas para atuar no que se refere à oferta. Temos uma ampla agenda em infraestrutura – aeroportos, grandes jogos em breve [Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016] -, ênfase em educação, em agenda pró-crescimento e de oferta. Estamos muito bem organizados nesta direção”, explicou o presidente do Bacen.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE) houve expansão de 2,2% do PIB brasileiro no terceiro trimestre de 2013.
Em relação à crise internacional, Tombini informou que o Brasil respondeu de forma “clássica” à questão, por meio da flexibilidade de política cambial e do acúmulo de divisas para amortecer déficits.

“Está funcionando. A inflação está tendo redução, estamos nos movendo nesta direção”, disse.

Ao ser questionado sobre o Brasil ter tomado as medidas estruturais necessárias para fazer funcionar a política monetária do país e sobre uma possível má interpretação em relação ao robustecimento da economia brasileira nos últimos anos, o presidente do Bacen defendeu o governo e explicou que o cenário é positivo.

“Estamos próximo no pleno emprego. Para ir adiante, precisamos de uma nova fonte de crescimento para o Brasil. Do lado da demanda, vemos melhores condições para a indústria”, disse ao citar a redução de 10% nos custos do setor no ano passado, por meio das desonerações em folhas de pagamento, incentivos fiscais, redução do preço da energia e diminuição das taxas de juros.

O presidente do Bacen participou, nesta sexta-feira, do painel O Futuro da Política Monetária ao lado do presidente do Conselho do Banco Nacional da Suíça, Thomas J. Jordan; do ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne; e do presidente do Banco do Japão, Haruhiro Kuroda.
Ainda hoje, a presidenta Dilma Rousseff irá fazer um pronunciamento no fórum.


Ministério da Justiça não descarta uso das Forças Armadas durante a Copa

A convocação de militares é uma das possibilidades, mas depende de aprovação da Presidência da República


Agência Brasil

Publicação: 22/01/2014 17:23 Atualização:
 

Rio de Janeiro - Não está descartada a convocação das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança para atuar durante a Copa do Mundo, que começa em junho. A informação foi dada nesta quarta-feira (22/1) pelo coordenador da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, Humberto Freire, após entrevista à imprensa estrangeira, no Rio.

“As Forças Armadas têm seu papel no eixo defesa e uma das atuações nesse eixo é a de ser uma força de contingência”, declarou o coordenador. Segundo ele, a convocação de militares é uma das possibilidades, mas depende de aprovação da Presidência da República. “O plano da segurança é fazer frente a qualquer ocorrência e essa força de reserva é posta como possível”, reforçou.

O coordenador da Sesge, que é delegado da Polícia Federal, esclareceu que as forças policiais vão atuar para dar segurança às delegações e representantes de governos, além de garantir a realização dos jogos do Mundial. No caso de manifestações, ele confirmou que o planejamento leva em consideração dois tipos de protesto: os “legítimos e legais” e os “violentos e ilegais”.

“Atos de vandalismo e violência criminosa que derivem de manifestação merecerão atenção da segurança e serão coibidos”, afirmou Freire.

Como parte do planejamento para a Copa do Mundo, a Sesge investiu mais de R$ 40 milhões na compra de armas de baixa letalidade, como balas de borracha, spray de pimenta e tonfas (tipo de bastão semelhante ao cassetete) . “Realmente estamos comprando esse material para suprir os órgãos de segurança pública”, confirmou. Também estão sendo adquiridos equipamentos de proteção individual para os policiais, como escudos.

Para episódios de abuso policial contra manifestantes e jornalistas, o coordenador informou que os policiais recebem treinamento constante e que todas as denúncias devem ser registradas em delegacias de polícia. Em 2013, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) contabilizou 102 casos de agressão a jornalista durante a cobertura de manifestações, até outubro.

“Atos que, por ventura, sejam realizados com excesso, são apurados e coibidos, como na Copa das Confederações”, disse. Na ocasião, na avaliação do delegado, a atuação das polícias foi eficaz. “Garantimos o evento, a participação dos espectadores e das equipes”, argumentou.

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil chegou a abrir inquéritos para investigar abuso de autoridade por parte de policiais militares do Batalhão de Choque. Entre os casos apurados estão o de uma mulher sozinha que foi atingida no rosto com spray de pimenta e o do confronto em frente a uma delegacia após a detenção de 29 pessoas em manifestação no Palácio Guanabara, sede do governo estadual. À época, o Ministério Público também abriu investigação para apurar as denúncias de excesso policial.
Durante a entrevista, Humberto também não descartou, mediante solicitação prévia, fazer a segurança de jogadores e personalidades fora da agenda oficial de jogos, no horário de lazer, já que eles podem querer fazer passeios pelas cidades. “Caso seja seja verificada a necessidade de deslocamentos extras, isso será reportado aos centros de comando, que avaliarão a estrutura necessária”, explicou.



Delegado faz operação para mudar de sexo e passa a assinar como Laura (!!!).


Thiago vira Laura e vai responder como plantonista da Delegacia da Mulher a partir do mês que vem. Polícia Civil diz que apoiou a decisão de seu profissional

Almiro Marcos
Helena Mader
Maryna Lacerda
Publicação: 23/01/2014 19:19 Atualização: 23/01/2014 19:39 Correio Braziliense

Foto antes e depois mostra a mudança de visual da delegada Laura  ( DM/Reprodução
 Reprodução/Facebook )
Foto antes e depois mostra a mudança de visual da delegada Laura


Operado no fim do ano passado para mudança de sexo, o delegado Thiago de Castro Teixeira, de 32 anos, irá assumir a função de plantonista na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia no mês que vem já com nova identidade: Laura de Castro Teixeira. 
 
Casado e pai de dois filhos, o delegado decidiu fazer a cirurgia em 2012, quando comunicou sua decisâo à família e à cúpula da Polícia Civil de Goiás. "É uma posição de foro íntimo, mas apoiamos e até vamos lotá-la na área que foi solicitada, que é a Delegacia da Mulher", disse ao Correio o delegado-geral adjunto Daniel Felipe Diniz Adorni.

Como Thiago, ele foi delegado de repressão a narcóticos em Porangatu, região Norte de Goiás, e respondeu pela titularidade nos municípios de Senador Canedo e Trindade, na região metropolitana. Essa última cidade, aliás, foi onde Thiago trabalhou pela última vez com a identidade masculina. "Ele sempre foi um profissional exemplar e a polícia goiana não tem vergonha dessa atitude. A postura é corajosa e mostra o caráter da pessoa que ele, e agora ela, é", acrescentou o delegado.

Uma reportagem divulgada nesta quinta-feira (23/1) pelo jornal Diário da Manhã revelou a operação de troca de sexo feita por um delegado no Goiás. Thiago tirou seis meses de licença e viajou para a Tailândia, onde fez cirurgia de mudança de sexo. Laura deve voltar para o cargo assim que acabar o período de recuperação, em fevereiro.

A mudança de nome foi autorizada pela Justiça, então o novo registro civil passou a ser do sexo feminino. Laura já exibe a mudança em fotos nas redes sociais, nas quais mostra o novo rosto com maquiagem e os cabelos hidratados. Nos comentários, vários registros de apoio a atitude de Laura.

E o GDF cria mais bairros do que pode cuidar.E promove o inchaço do DF.

Berço de Brasília, Vila Planalto sofre com a falta de preservação Ação do Ministério Público cobrando providências foi acatada parcialmente pela Justiça, mas o governo recorreu, e muitas construções de madeira, tombadas, se deterioram


Ariadne Sakkis
Publicação: 24/01/2014 06:02 Atualização:


Casas de madeira da Vila Planalto apodrecem em decorrência da falta de manutenção: construções abrigaram operários e engenheiros que ergueram a capital (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Casas de madeira da Vila Planalto apodrecem em decorrência da falta de manutenção: construções abrigaram operários e engenheiros que ergueram a capital


A Vila Planalto é uma testemunha do advento de Brasília. Nela, viveram as mentes e mãos que deram dimensão real às plantas baixas da cidade. Dos setores batizados com os nomes das construtoras, pouco sobrou. Mas o legado do berço da ocupação da nova capital era forte o suficiente para transformar a área, uma vez ocupada por sete acampamentos, em patrimônio histórico do Distrito Federal. Sendo assim tão importantes, é de se admirar que muitas das edificações originais estejam à mercê do tempo e de ninguém mais.

O descaso motivou o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) a mover, no início do ano passado, uma ação cobrando providências do governo para impedir a proliferação de obras irregulares e para a preservação do patrimônio. Em setembro, a Vara de Meio Ambiente acatou parcialmente o pedido e determinou que o DF apresentasse, em 90 dias, um cronograma de revitalização do Conjunto da Fazendinha, sob multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento.

Mas o governo recorreu e, até o momento, a Justiça não deu um desfecho ao processo. Enquanto isso, os efeitos da primeira decisão permanecem suspensos. Além da Fazendinha, a Promotoria de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) incluiu a Escola Classe nº 1 do Planalto, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, o Campo da Rabelo e o Alojamento dos Operários e Engenheiros Solteiros da Rabelo na lista de locais que precisam de revitalização.

Futuro ministro da Saúde transfere cotas de empresa sob investigação do MP para a mulher.

Investigado por consultorias prestadas a prefeituras, Arthur Chioro, passou 98% dos negócios para outro sócio: a esposa


João Valadares
Publicação: 24/01/2014 08:14 Atualização: 24/01/2014 08:22

Chioro: meu vínculo com a empresa nunca foi omitido. Ele é público e notório. Quando fui anunciado, em dezembro de 2008, como secretário de Saúde, no meu currículo constava minha vinculação (Leonardo Soares/Folhapress)
Chioro: meu vínculo com a empresa nunca foi omitido. Ele é público e notório. Quando fui anunciado, em dezembro de 2008, como secretário de Saúde, no meu currículo constava minha vinculação

O futuro ministro da Saúde, Arthur Chioro, alvo de inquérito civil do Ministério Público de São Paulo por ser sócio majoritário de uma consultoria que manteve contratos com administrações públicas, incluindo gestões petistas, enquanto comandava a Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo (SP), recorreu a uma solução caseira para tentar solucionar a questão. Ele colocou a mulher, Roseli Regis dos Reis, como nova dona da empresa. Chioro transferiu 98% das cotas para a esposa. A decisão foi anunciada formalmente ontem, durante entrevista coletiva em seu gabinete na Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo. Os documentos que pedem a alteração no contrato social da Consaúde Consultoria, Auditoria e Planejamento Ltda. foram encaminhados para a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) na quarta-feira.

Durante a entrevista, ao informar que estava deixando a empresa formalmente, o petista não comunicou inicialmente que a mulher assumiria o seu posto. “Dei entrada ontem na Junta Comercial de São Paulo no pedido de afastamento da direção da empresa. Estou saindo formalmente agora, saindo da participação. Estou cedendo as minhas cotas para outro sócio”, disse. Só depois de ser lembrado por uma repórter de que a sócia era a própria esposa, Chioro confirmou: “Isso, isso”.


Ele afirmou que não há nenhuma irregularidade na conduta à frente da Secretaria de Saúde, no entanto, alegou que estava se afastando para “evitar dor de cabeça”. Para ele, mesmo com o questionamento do Ministério Público, tudo foi feito de acordo com a legislação. “Considero que, inclusive para o exercício da minha atividade pública aqui em São Bernardo do Campo, muito embora não tenha sido solicitado pela administração, porque o entendimento não é esse, parece-me muito mais tranquilo, muito mais sereno e muito mais coerente que eu tome essa decisão neste momento”, justificou.

Participação popular terá maior peso na questão de urbanização do DF (Será?)


Um novo Conselho deve ser formado, de acordo com a decisão da Justiça, que pede mais peso da sociedade nas definições em relação ao uso da terra. GDF vai recorrer. PPCub está na pauta do semestre da Câmara Legislativa


Helena Mader
Arthur Paganini

Publicação: 24/01/2014 06:05 Atualização:


A criação do novo aterro sanitário, em Samambaia, é um dos pontos que deverão ser revistos (Elio Rizzo/Esp. CB/D.A Press - 10/9/12)
A criação do novo aterro sanitário, em Samambaia, é um dos pontos que deverão ser revistos


A decisão da Justiça que anulou todos os projetos aprovados pelo Conselho de Planejamento Urbano do DF (Conplan) em 2013 fará com que os processos relativos a vários empreendimentos importantes voltem à estaca zero. Entre as propostas que passaram pelo colegiado e que terão que ser revistas, estão a criação do novo aterro sanitário, em Samambaia, a liberação de lotes para o governo federal na Esplanada dos Ministérios, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico do DF (PPCub) e até a ampliação do Estádio Nacional. A regularização de 11 condomínios, como Vicente Pires, também tinha recebido o aval dos conselheiros, mas ficará suspensa.

Na última terça-feira, a 3ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal declarou a nulidade de todos os atos que passaram pelo Conplan no ano passado. A Justiça atendeu um pedido do Ministério Público do DF, que questiona a participação da sociedade no Conselho de Planejamento. O GDF vai recorrer da decisão e espera reverter a decisão em segunda instância.

Em outubro de 2009, o Ministério Público abriu processo para acompanhar a atuação do Conplan e identificou supostas irregularidades na indicação de integrantes do colegiado. O MP questionou que, dos 10 representantes da sociedade civil no colegiado, todos teriam sido indicados diretamente pelo governador e não pertenceriam a nenhuma associação ou entidade representativa.

Com isso, o Ministério Público recomendou alterações na lei que regulamentava o conselho e mudanças no sistema de indicação dos conselheiros. “A situação transformou o Conplan em um órgão exclusivamente governamental, alijando a sociedade dos debates cruciais para o planejamento do futuro do uso e ocupação do solo da capital”, alegou, à época, o MP, que determinou ao governo a realização de eleições para a escolha dos integrantes.

Onde foi parar a verba destinada a obras?

Em 2013, menos de 2% dos recursos foram gastos. Pendências judiciais são parte do argumento

Patrícia Fernandes
patricia.fernandes@jornaldebrasilia.com.br


A insuficiência das redes de águas pluviais e a falta de drenagem são velhas conhecidas do Governo do DF. De acordo com o Ministério Público (MPDFT), o GDF sabe há mais de 12 anos da necessidade de expansão do sistema. No entanto, até o momento, nenhuma medida efetiva foi adotada. E recurso para isso não faltou. Dados do Sistema de Gestão Governamental Orçamentária (SiGGO) mostram que, em 2013, foram utilizados menos de 2% dos recursos autorizados para obras de drenagem. Ou seja, dos R$ 37,9 milhões disponíveis, foram gastos somente R$ 731 mil.
Em 2012, a disparidade do montante existente e do que realmente foi usado é ainda mais acentuada: de R$ 57,7 milhões, foram gastos  R$ 758 mil, o que representa   1,31%.  Para a especialistas, a falta de providências pode ocasionar uma complicação ainda maior do cenário, já considerado   grave.

Estudo

Segundo a promotora de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), Maria Elda Fernandes de Melo, desde 2001 o GDF sabe da gravidade do cenário. “O governo contratou uma consultoria para fazer o diagnóstico, que apontou problemas no Parque da Cidade, Asa Norte e Ceilândia, entre outros”, explicou. Nesta última cidade, inclusive, ocorreram duas mortes por afogamento em um viaduto no Setor O.
Após 11 anos sem uma solução, em dezembro de 2012, o MP entrou com uma ação na Justiça cobrando providências. “O recurso  existia. O GDF precisa explicar onde essa verba foi parar”, diz a promotora.
Diante das duas mortes, em menos de três meses,  a promotora ressalta que as tragédias poderiam ter sido evitadas. “Após a primeira morte, envolvendo uma criança, em outubro, apresentamos um pedido ao juiz para que ele intime o órgão responsável para apresentar um plano emergencial”, pontua.
As expectativas da promotora não são otimistas. “Estamos à beira de um colapso. O sistema está comprometido em vários aspectos de infraestrutura. É preciso entender que a cidade tem, sim, uma limitação física”, relata.
Versão Oficial
A Secretaria de Obras diz que,  conforme a Lei Orçamentária de 2013, o GDF poderia gastar mais de R$ 206 milhões em obras de urbanização. Mas foram autorizados R$ 134,8 milhões. O principal programa seria o Águas do DF, que prevê a ampliação das redes de drenagem   do Plano Piloto e de Taguatinga. O orçamento também contemplaria o início dos trabalhos para urbanização do Sol Nascente. Os recursos, no entanto, não foram utilizados porque os processos estão com pendências judiciais ou em fase de análise. A pasta destaca que, do montante autorizado, foram empenhados R$ 39,8 milhões e que o restante foi realocado no orçamento deste ano. Ressalta que atualmente estão sendo gastos R$ 24 milhões em obras de drenagem. Este ano, a expectativa é avançar na implementação dos projetos de drenagem e pavimentação dos setores Vicente Pires, Arniqueiras e Buritizinho (Sobradinho).
A cada dia, uma evidência do perigo
Ontem, as consequências de um forte temporal na Estrutural evidenciaram o problema. Na Chácara Santa Luzia, o volume de água ilhou os moradores em suas casas.    A localidade ficou intransitável até por volta das 20h.
E para quem vive em Ceilândia, onde ocorreram as duas mortes dentro do viaduto alagado, a tragédia já vinha dando sinais. Segundo moradores do local, mais pessoas poderiam ter morrido. “Moro em Ceilândia há 30 anos. Já vi cada cena nesse viaduto... Os idosos, especialmente, sofrem muitos riscos ao passar por aqui no momento da chuva”, disse o serralheiro José Barbosa, 53 anos.
Ele relata que desde o primeiro acidente, em outubro, nada foi feito. “Vieram aqui, limparam as bocas de lobo e nunca mais voltaram. Tinha que acontecer de novo para fazerem alguma coisa?”, indaga. 
Motoristas precisam alterar o trajeto
De acordo com o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), são sugeridas rotas alternativas para quem costuma utilizar o viaduto do Setor O, interditado na quarta-feira após a morte de um jovem de 20 anos. Quem trafega no sentido Sul-Norte, pela via N2, deve seguir em frente até a quadra QNN 1, para fazer o retorno e atravessar para o lado Norte. 
Já o condutor que trafega pela via N1 e deseja acessar o lado Sul tem duas opções: na primeira, ele pode seguir até a via NM3 e fazer o balão para retornar pela via N2, percorrendo cerca de 1km até o balão a partir do ponto de interdição. A segunda sugestão, segundo o órgão, é trafegar pela via NM2 até a altura da   EQNN 1/3 e virar à direita.
Embora tenha sinalizado a interdição, o Detran não colocará placas nas proximidades indicando o caminho alternativo. O argumento informado pela  assessoria do órgão é que a maior parte dos condutores é residente  da cidade e, por isso, as pessoas conhecem a via. 
Prioridade é a vida
A situação do viaduto, interditado apenas depois de dois incidentes fatais, repercute em Ceilândia. Para o comerciante Marcos Aurélio Gomes, 40 anos, garantir a vida da população deve ser uma prioridade. “Uso muito aquele viaduto e vou ter que andar um pouco   mais, mas não importo. Acho que essa interdição já deveria ter acontecido há mais tempo”, diz.
Ele ressalta que é importante a realização de obras que resolvam os problemas de forma definitiva. “A situação é muito preocupante. A água que cai no viaduto também atinge o meu estabelecimento. Já perdi, inclusive, muitos produtos”, salienta.
“As pessoas correm risco iminente. Existe um sério risco de serem levadas pela correnteza. Espero que a situação realmente se resolva”, conclui o comerciante.
O autônomo Natan Nascimento, 23 anos, tem ponto de vista semelhante. “Não dá para esperar que morra mais gente. As coisas não podem continuar desse jeito”.
A dona de casa Socorro Albuquerque, 65 anos, complementa: “Essas tragédias foram devastadoras. O governo deveria usar o recurso que existe e salvar as vidas das pessoas que passam por esse local”, alertou.
Troca da tubulação
De acordo com a Secretaria de Obras, no viaduto da QNN 5/7 será feita a troca da tubulação da rede de drenagem pluvial. A tubulação atual é de 1,2 mil milímetros de diâmetro e ela será substituída por outra de, no mínimo, 1,5 metro.
Segundo a pasta, as obras terão início hoje, com o levantamento topográfico. Contudo, a parte prática dos trabalhos começa na segunda, quando as máquinas entram no local para dar início às obras efetivamente. A previsão é de que os trabalhos  terminem em 70 dias. 
Aviso não adiantou
Embora duas manilhas sejam usadas na interdição do viaduto no Setor O, a sinalização não impede totalmente a passagem. Enquanto esteve no local, a reportagem do Jornal de Brasília flagrou motociclistas ignorando o aviso do Detran. Pedestres também não se importaram com o alerta e seguiram pelo viaduto tranquilamente. Moradores argumentam que a passagem encurta o trajeto e as vias alternativas são muito distantes.
Ponte interditada 
A ponte localizada no Bernardo Sayão, entre o Guará e o Núcleo Bandeirante, foi interditada pela Defesa Civil. 
Em novembro de 2011, uma ponte caiu no mesmo local. A pasta interditou e depois foi colocada uma ponte provisória para passagem dos pedestres, com uma chapa de ferro impedindo trânsito de veículos.
No entanto, moradores da região ignoraram a advertência, retiraram as barras de ferro e começaram a passar de carro. 
Depois de mais de dois anos, parte da cabeceira desmoronou. Por isso, o local foi interditado novamente, proibindo a passagem até de pedestres e ciclistas.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

"Desaposentar" para garantir o sustento


Devido ao fator previdenciário, brasilienses permanecem no mercado de trabalho. Em 2011, eram mais de 9,5 mil nesta condição
 
Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br


Duas datas celebradas no mesmo dia, com muito em comum: o Dia do Aposentado e   o Dia da Previdência Social. A escolha do dia  24 de janeiro remete à aprovação da Lei Eloy Chaves, em 1923, que garantiu aposentadoria para funcionários de ferrovias. Em maior escala, esse benefício foi estendido aos trabalhadores em 1960, com a Lei Orgânica da Previdência Social, e depois com a Constituição de 1988. Hoje, porém, não são raras as pessoas que, mesmo após a idade bastante avançada, precisam manter suas atividades para garantir o sustento, tais quais os operários que inspiraram o decreto da década de 1920.

O que sustenta o professor José Almir Verçosa Pereira, 82 anos, é o salário-mínimo recebido da Previdência   e eventuais rendas com cursos que ministra. Ele, cuja formação passa pela economia e jornalismo, já deveria ter parado suas atividades há muito tempo, mas, segundo o próprio, “o governo nem o considera aposentado”.

“Continuo trabalhando, primeiro, porque gosto”, diz o cearense radicado em Brasília desde 1985. “Segundo porque preciso sobreviver”, completa. Ele chegou à capital como assessor parlamentar e hoje mora em Santo Antônio do Descoberto (GO), na Região Metropolitana do DF, onde vive próximo ao hospital no qual se trata de problemas gastrointestinais.

Almir é um dos mais de 9,5 mil aposentados que ainda trabalham no DF, segundo o último levantamento feito pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) em 2011. Esse fenômeno é também conhecido como “desaposentadoria”, e tem, em seu âmago, o fator previdenciário como grande motivador.

“É uma fórmula que leva em consideração a expectativa de vida. Serve para desestimular que o contribuinte se aposente mais cedo”, explica a presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB-DF, Thaís Riedel. “Para tentar aumentar o valor, algumas pessoas chegam a servir até dez anos a mais, pois isso mudaria o cálculo do fator previdenciário”.

Segundo a Codeplan, em 2011  o DF tinha quase 250 mil aposentados. A cozinheira Maria Meire Araújo, 59, em breve deve engrossar essa estatística. Moradora do P Sul, ela já tem mais de 30 anos de carteira assinada e tem perspectiva de receber apenas metade do que ganha atualmente.  A opção para encorpar o salário depois de encerrar as atividades foi abrir uma empresa.

Serviço

O professor José Almir Verçosa Pereira ministra palestras e cursos principalmente sobre oratória e redação de documentos.

O contato do professor é 9372-2975, e ele oferece cursos com aulas teóricas e práticas, em que ele emite apostila e certificado de conclusão.

Saiba Mais

Um dos princípios básicos da Constituição de 1988 é o de que a previdência solidária deve assegurar o sustento do trabalhador e de sua família quando ele não puder se manter, seja por doença, acidente, gravidez, prisão, morte ou velhice.

O teto da Previdência atualmente é de R$ 4.390,24. O trabalhador pode aumentar esse valor se pagar por uma previdência complementar. Com o fim da aposentadoria com salário integral pelos servidores públicos, a tendência é que mais gente invista nesse tipo de serviço.

A cidade que mais abriga aposentados que voltaram a trabalhar é   Ceilândia, com quase 1,7 mil pessoas.

Planejamento pode ser a saída

Raimundo da Silva, 57 anos,  esperará mais três primaveras para encerrar seu serviço como segurança e, para melhorar sua situação quando aposentado, paga a chamada previdência privada. “São 29 anos contribuindo. Eu só quero estar sossegado e não ter mais que trabalhar”, desabafa.

A atitude de Raimundo demonstra um planejamento que muitos brasileiros, por serem ainda jovens, não têm. “Temos que aproveitar o Dia do Aposentado para mudar a mentalidade”, adverte Thaís Riedel,  da Comissão de Seguridade Social da OAB-DF. “O brasileiro tem de pensar mais a médio e longo prazo e não deixar as coisas para em cima da hora”, completa.

A advogada também alerta quem está prestes a se aposentar. Muitas vezes, as pessoas esquecem de contribuir com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou de comprovar isso e, na hora de pedir as contas, se surpreendem com os valores mostrados após o cálculo do fator previdenciário.

Foi assim que Antônio Renato Souto, de 74 anos, foi pego de calças curtas. Ele foi comerciante por mais de 50 anos e, ao cumprir seu tempo de serviço, teve direito a apenas R$ 1,8 mil. “Entrei na Justiça para tentar melhorar esse salário”, afirma o aposentado.

Retorno

Após se aposentar em 1995 e com necessidade de sustentar sua casa na Candangolândia, Antônio voltou ao mercado por mais dez anos. Ele briga com a Previdência para que ela reconheça esse tempo a mais de contribuição e aumente o valor a que ele tem direito. “Deveriam fazer justiça ao que eu trabalhei. Hoje em dia me arrependo de ter me aposentado da maneira como as coisas estão”, critica.


São Paulo debate apoio a usuários de crack


  • São Paulo
Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil  
 
São Paulo - Apesar de adotarem abordagens diferentes no atendimento a usuários de drogas, a prefeitura da capital paulista e o governo estadual esperam trabalhar juntos no enfrentamento à dependência do crack. O município investe em ações de redução de danos no Programa Braços Abertos, iniciado no último dia 14. O estado investe na criação de leitos em hospitais e comunidades terapêuticas para possibilitar a internação dos usuários. A integração foi debatida hoje (23) em um seminário para agentes de saúde que trabalham  nas ruas de São Paulo. Para os gestores, as ações são complementares.

“Não dá para fugir de dizer que a política de álcool e drogas no município é para redução de danos. Não significa que o município não precise de internação. Precisa, sim, mas deve ser curta”, avaliou a médica Myres Maria Cavalcante, coordenadora da área de Saúde Mental, Álcool e Drogas da Secretaria de Saúde do município. Ela destaca que os protocolos médicos orientam que, quanto menos tempo o paciente ficar em hospital, melhor. “Isso vale para qualquer área, doenças físicas, como câncer, e para a mente”, reforçou.

A coordenadora da área na secretaria de Saúde do estado, Rosangela Elias, concorda que o trabalho conjunto é conflituoso. “A diferença conceitual está vinculada à forma do atendimento, à metodologia da atenção, mas o foco da gente é o cuidado com o indivíduo. Temos que nos preocupar em criar consensos”, apontou.

O Programa Recomeço, do governo do estado, dispõe de 2,3 mil vagas em leitos hospitalares e comunidades terapêuticas. De acordo com a secretaria, no ano passado, 84% das internações foram voluntárias, apenas uma foi compulsória e o restante involuntária, com a aprovação da família.
O programa da prefeitura acolhe dependentes químicos em hotéis da região central e oferece uma bolsa para que eles trabalhem no serviço de limpeza de ruas, calçadas e praças no centro da cidade. Cada usuário recebe um salário mínimo e meio, que inclui os gastos com alimentação, hospedagem, além de R$ 15 por dia de trabalho. Os dependentes foram retirados da favela instalada na Alameda Dino Bueno, na região da Cracolândia.

O psicanalista Antônio Lancetti, que presta consultoria ao programa municipal, discorda do sistema de internação. “Ela vem sendo tentada há muito tempo e não funciona. O que foi feito aqui [pela prefeitura] é outra coisa, foi uma intervenção no território. A via pública foi liberada com inclusão e não exclusão. Isso faz parte do tratamento”, disse.

Ele destacou que, na ação da Alameda Dino Bueno, os próprios dependentes desmontaram as barracas e aderiram ao programa.

O coordenador do Programa Recomeço, psiquiatra Ronaldo Laranjeira, que é pesquisador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Droga, da Universidade Federal de São Paulo, avalia que os pacientes apresentam necessidade diferentes e, por isso, a internação é necessária. “Não tenho vergonha de falar que este não é um programa de redução de danos. São formas distintas de intervenção que precisam entender e usar da melhor forma possível para cuidar das pessoas”, declarou.

Entre os agentes de saúde presentes, um questionamento recorrente foi a utilização dos programas como estratégia eleitoral e a possibilidade de que eles sejam interrompidos. Foi questionado também se as ações são feitas com vistas à Copa do Mundo, que ocorre em junho deste ano, com a abertura dos jogos em São Paulo.

“Não tem nada a ver com o calendário da Copa. Ela vai passar longe daqui. O trabalho vai além dos jogos. Vocês vão acompanhar”, prometeu Edson Ortega, assessor do governador Geraldo Alckmin. O secretário adjunto da secretaria de Saúde, Paulo de Tarso Puccini,  garantiu que a ação municipal não será temporária.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou da abertura do encontro, destacou que o problema da dependência química não pode ser enfrentado de forma isolada. “Ninguém vai conseguir combater a realidade com tentativas solitárias. Os três níveis de governo devem atuar juntos”, disse.

Ele destacou que neste ano a capital paulista vai receber R$ 256 milhões a mais de recursos para “abrir mais Centros de Atenção Psicossocial, apoiar as iniciativas de internação do governo do estado e consultórios de rua”.

Policiais civis de SP são suspeitos de comandar tráfico na cracolândia




A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investiga se parte do tráfico na região da cracolândia é comandada por dois policiais civis, um deles do departamento criado unicamente para combater esse tipo de crime: o Denarc.

Ontem, em busca de informações sobre esses policiais, agentes em um carro da Corregedoria da Polícia Civil acompanharam à distância a operação na região.

A Folha apurou que a prisão desses policiais deve ser acelerada porque a presença desse veículo foi notada, o que pode provocar a fuga dos dois suspeitos.

A Polícia Civil confirmou que um carro da Corregedoria esteve no local. Disse, porém, que o órgão foi acionado pelos usuários da cracolândia, durante a ação policial, por causa de supostos excessos.
A operação na cracolândia visava prender traficantes, segundo o Denarc.

A reportagem apurou que, para a cúpula da polícia, a prisão desses suspeitos não tem ligação com os policiais corruptos e, por isso, foi apoiada pela diretoria do departamento e pela Secretaria da Segurança Pública.

A pasta divulgou nota atestando que a ação "legítima".

No texto, o governo também reforçou a versão da polícia de que não foram usadas balas de borracha contra os usuários de crack. Vítimas dizem que houve disparos desse tipo de munição.

Operação na cracolândia

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'DESASTROSA'
 
"Dez carros da Polícia Civil fecharam a via e fizeram um incursão desastrosa com bala de borracha e bomba", disse o secretário municipal da Segurança Urbana, Roberto Porto, que presenciou a ação da polícia. 

A diretora do Denarc, Elaine Biasoli, nega que ação tenha sido desastrada ou que seus policiais tenham utilizado munição de borracha. 

Admite o uso apenas de bomba de efeito moral. 

"Teve esse confronto por quê? Porque eles vieram para cima. Temos viaturas danificadas, policiais feridos." 

Segundo a delegada, as espingardas calibre 12, usadas para disparar balas de borracha, vistas no local estavam descarregadas: "Nós estamos sem bala de borracha. Nós fizemos o pedido, mas elas ainda não chegaram. [A espingarda] Era só para intimidar". 

A delegada rebateu as críticas feitas pelo prefeito Fernando Haddad (PT) e negou que operação tenha sido "surpresa". 

"Não é operação surpresa. Nós temos ação diária, costumeira, rotineira, na cracolândia. Desde dezembro, prendemos 65 traficantes só na cracolândia." 


 
 

Ônibus são incendiados e depredados em protesto em São Paulo

  • 24/01/2014 07h43
  • São Paulo
Fernanda Cruz, Repórter da Agência Brasil 
 
Os alagamentos provocados pela chuva na capital geraram protestos em vários pontos da região do Campo Limpo, na zona sul, e também em Itaquera, na zona leste, na noite de ontem (23). Moradores depredaram e colocaram fogo em pelo menos quatro ônibus, segundo a Polícia Militar (PM). Não houve feridos e ninguém foi detido.

Nas proximidades do Córrego Pirajussara, que transbordou ontem pelo segundo dia consecutivo, pelo menos três ônibus foram alvos da revolta. De acordo com a PM, os moradores colocaram fogo em dois coletivos: um na Rua Terra Portucalense, por volta das 22h, e um na Avenida Comendador Santana, às 18h. Eles também depredaram o terceiro veículo na Rua Bernardino Gomes de Brito, às 23h.

Em Itaquera, zona leste, o protesto contra as enchentes, que também atingiram a região, terminou com o quarto ônibus depredado e incendiado. A ocorrência foi na Rua Damásio Pinto.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências, ontem, quase toda a cidade permaneceu em estado de atenção durante a chuva. Na zona sul, a principal área afetada, os córregos da região de Cidade Ademar, Campo Limpo e M'Boi chegaram a transbordar.