segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mensagem á Jornalista Miriam Leitão




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Sra Jornalista Miriam Leitão: Assisti, há pouco, sua entrevista com o Ministro Celso Amorim, da Defesa. Não fui surpreendido por seus objetivos, sempre destrutivos, quando se trata da imagem das Forças Armadas. 

A Sra, desta feita, usa como mote as respostas das Forças às demandas da Comissão da Verdade, a respeito de atividades repressivas ao terrorismo realizadas em instalações militares, no período da “luta armada”. 

Eu, ao discordar das suas posições, exerço o direito de transmitir-lhe e de divulgar minha opinião crítica sobre o conteúdo da sua conversa com o Sr Ministro. 

Inicio, lembrando-a de que estávamos, efetivamente, em guerra e que as instalações militares, em quaisquer circunstâncias, servem para albergar recursos humanos e materiais destinados à guerra, bem como para preparar contingentes para que nela sejam empregados! 

No tipo de guerra (Terrorismo) que se travava no Brasil, iniciada por uma minoria de comunistas inconformados com a rejeição de seus planos pela sociedade, os quartéis foram atacados, agregando-lhes a condição de “praças de guerra”. 

No combate ao terrorismo cresce de importância a atividade de inteligência e esta pode e deve ser executada nos quartéis. Portanto, não há ou houve desvio de finalidade dessas instalações no período em que vivíamos em ambiente de guerra. 

Simples e justificável, não lhe parece? 

Em outro ponto de sua entrevista a Sra insiste na divisão das Forças em “de hoje” e “de ontem”. Para, definitivamente, livrá-la desse pensamento, sugiro-lhe um rápido passeio pela história das nossas FFAA, a Sra poderá constatar  que os Militares, desde Guararapes até o "Alemão" e a “Maré”, carregam e continuarão a carregar a herança de feitos e que os mesmos não pertencem ao passado ou aos que lá estiveram naqueles momentos, mas a todos os militares, de ontem, de hoje e de amanhã, porque são heranças de honra, de glória e de responsabilidade! 

Cara Sra Miriam, o que está feito não pode ser mudado e pertence a todos os militares.  Não há como apagar a história nem há como fugir à responsabilidade sem que os soldados deixem de ser eles mesmos. Não há ordem ou desconforto, de quem quer que seja, que os possa fazer esquecer ou ser menos responsáveis ou orgulhosos dos feitos e fatos que compõem a sua história, sob pena de terem que abdicar do orgulho de serem Militares Brasileiros! 

Os militares não têm comemorado, ostensivamente, o 31 de Março porque são disciplinados e cumprem as ordens consideradas pelos Comandantes como compatíveis com os limites da autoridade das pessoas que as emitem, mas isto não significa que tenham qualquer arrependimento da atitude que tomaram naquela data, sob aclamação maciça da Nação, nem tampouco que não se orgulhem da derrota que impuseram aos terroristas. 

Certamente que aí não se incluem os excessos que eventualmente tenham sido cometidos sem a justificativa do interesse maior da segurança coletiva. 

Escarafunchar, desta forma, num passado de meio século, além de perda de tempo, é desconsideração e descaso para com a totalidade dos brasileiros honestos, pacíficos e trabalhadores que, hoje, são torturados e mortos diuturnamente pela insegurança em todos os setores da vida pública e privada sob a responsabilidade do Estado, inclusive no que se refere à própria Defesa Nacional! 

A Sra observou muito bem na entrevista que as FFAA têm sido chamadas em demasia para acudir a Nação. É verdade, mas em um país governado por falsos profetas, corruptos, demagogos e incompetentes, só os militares, mantidos à distância da contaminação, são confiáveis a qualquer hora, para quaisquer missões emanadas de qualquer dos poderes constitucionais. 

Antes de terminar, Sra Jornalista Miriam Leitão, informo-lhe que, nos  Colégios e nas Escolas Militares, modelos de ensino para o Brasil e para o mundo todo, pratica-se não só a verdade, mas a  honestidade, a probidade, a lealdade e a responsabilidade, portanto, não há ranço, vontade ou anseio autoritário que possa impor-lhes versões da história! 

Finalizando, devo, ainda, dizer-lhe que pedido de desculpas é devido por quem deve, não por quem tem crédito, e, copiando a voz do povo, nas ruas e nos estádios, com a censura que me impõe a educação familiar e militar, eu lhe digo: “Ei, Dona Miriam, vá rever os seus valores”! 

Respeitosamente,



Paulo Chagas, General de Brigada na reserva, é Presidente do Ternuma.

Petistas enxergam ameaça concreta de processo nos EUA contra Dilma por mau negócio na Petrobras




Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net



Torna-se cada vez mais concreta a chance de Dilma Rousseff ser denunciada e processada por ter colaborado com a desastrosa decisão da Petrobras em comprar a refinaria Pasadena, no Texas (EUA). A direção da Petrobras vem postergando a entrega à Controladoria Geral da União e ao Tribunal de Contas da União de documentos e do registro de reuniões (atas e áudios) que comprovem o argumento de cada membro do Conselho de Administração para avalizar o negócio que causou um dano de pelo menos US$ 126 milhões aos cofres da petrolífera de economia mista. Depois da Copa, o bicho deve pegar.

 

O caso Pasadena encalacra Dilma Rousseff – política, administrativa e, com certeza, judicialmente. Dilma corre risco de sofrer um pedido de processo feito ao Congresso Nacional, em plena campanha reeleitoral. Mesmo que o parlamento negue, o estrago moral estará feito. A atual Presidenta era a “Presidente” do Conselho de Administração da Petrobras, quando o negócio de Pasadena foi realizado. Embora não haja condições políticas imediatas para um pedido de impeachment de Dilma, fica incinerada sua imagem lendária de “gerentona” e “boa gestora”. Investidores internacionais da Petrobras ameaçam processar Dilma na Corte de Nova York, em cuja bolsa a estatal negocia ações.

Faziam parte do colegiado, apoiando a decisão junto com ela, o ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, o ex-diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró, e o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. Este último é que mais preocupa por estar preso, no Paraná, por causa da Operação Lava Jato - que investiga indícios de desvios e lavagem bilionária de dinheiro em obras da Petrobras. Além deles, o problema atinge outros conselheiros de outrora: Antonio Palocci Filho, Fábio Barbosa, Gleuber Vieira, Jaques Wagner, Arthur Sendas (já falecido), Cláudio Luiz da Silva Haddad e Jorge Gerdau.  

A regra é clara para Dilma se dar mal. Como membros do Conselhão da estatal, todos ficam enquadrados no artigo 158 da Lei das SAs, que prevê dois casos de responsabilização pessoal: quando agir com dolo ou culpa ou quando agir em violação à lei e ao estatuto da companhia, independentemente de culpa ou dolo. Conforme o Art. 23 do Estatuto Social da Petrobras, os membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva responderão, nos termos do art. 158, da Lei nº 6.404, de 1976, individual e solidariamente, pelos atos que praticarem e pelos prejuízos que deles decorram para a Companhia.

Em seu Art. 28, o Estatuto da Petrobras também estipula que ao Conselho de Administração compete: fiscalizar a gestão dos Diretores; avaliar resultados de desempenho; aprovar a transferência da titularidade de ativos da Companhia, inclusive contratos de concessão e autorizações para refino de petróleo, processamento de gás natural, transporte, importação e exportação de petróleo, seus derivados e gás natural. E, em seu Art. 29, o Estatuto determina: compete “privativamente” ao Conselho de Administração deliberar sobre as participações em sociedades controladas ou coligadas.


No caso Pasadena, investidores denunciam, legalmente, como os membros Conselho de Administração da Petrobras falharam no dever de cuidado e descumpriram o dever de diligência previsto para os gestores de companhias abertas no artigo 153 da Lei das Sociedades Anônimas (número 4.604, de 1976). Pela legislação, a diligência consiste em “atenção, cautela, perícia e legalidade de conduta”. Na filosofia escrita da lei, “o administrador da companhia deve empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios”.



 

Investidores apontam pelo menos nove atos-falhos dos conselheiros:
 1) Aprovação, pelo Conselho de Administração, em apenas três dias, da compra da refinaria Pasadena; 
2) Aprovação com base em informações insuficientes;
 3) Aprovação de conteúdo contratual desvantajoso, também com base em informações sabidamente insuficientes; 
4) Avaliação superestimada da segunda metade das ações da refinaria de Pasadena; 
5) Decisão do Conselho de exonerar Nestor Cerveró, dando-lhe outro emprego, sem investigar sua responsabilidade na compra de Pasadena; 
6) Aprovação pelo Conselho da nomeação de pessoa sem competência para gerir a Petrobras América em momento de crise; 
7) Aprovação para descumprir cláusula contratual expressa de “put option”; 
8) Aprovação de não pagar a dívida com a belga Astra, apesar da determinação em sentença arbitral; 
9) Decisão do Conselho de descumprir decisões judiciais contra parecer jurídico da própria empresa.

A Petrobras é o ponto fraco de Dilma, que pode acabar sobrando também para o Presidento Lula. Eis o motivo do grande e concreto pavor petista.

Hoje sai...

Aécio Neves deve desfazer logo mais, às 11 horas, o mistério sobre o nome de quem seria seu candidato ou candidata a vice.

Nomes que despontavam como fortes eram os de Aloysio Nunes Ferreira e de Ellen Gracie Northfleet.

Aécio varou a madrugada fechando a opção, em Brasília, numa reunião que tinha Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin como maiores conselheiros.

Tentou, mas não deu

Henrique Meirelles fez de tudo para ser o vice do Aécio.

Mas foi atrapalhado pelo malabarismo político do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que fingiu que não ia, “mas acabou fondo”, com Dilma Rousseff.

De toda forma, Meirelles, que tem broncas pessoas recíprocas da Dilma, deve dar aquela força ao tucano, sobretudo no tal mercado financeiro (aquele que Lula garante não ter votos).

Risco de fraude



Eleitores de Aécio Neves não entendem por que o candidato presidencial tucano não alerta a Nação sobre a falta de confiabilidade das urnas eletrônicas e por que não contesta, judicialmente, a proibição de auditagem do software das urnas eletrônicas.



A única chance que a impopular Dilma Rousseff tem de se reeleger é na base da fraude – já que ela mesma admitiu, inconscientemente, que tudo é válido para vencer.



O temor é que, em um provável segundo turno, um provável apoio de Eduardo Campos e Marina Silva acabe dando aquela falsa impressão que faça a opinião pública e a publicada acreditarem que Dilma teve sua candidatura “turbinada de votos” legitimamente conquistados”.   


Releia o artigo de domingo: A Pátria chuta o PT, que esgotou-se

Rothschild em todas...

O Banco transnacional britânico Rothschild será o responsável pela megaoperação de recompra de ações que o Banco Santander fará no Brasil.

Especialistas avaliam que banco espanhol se prepara para um fechamento de capital, embora seus dirigentes neguem que isto vá ocorrer no País.

A matriz espanhola do banco quer adquirir 25% dos papéis que não controla.

Apoiando Aécio

O Rothschild seria um dos grandes incentivadores de Aécio Neves.

Em 16 de maio de 2004, durante jantar na famosa Spencer House, mansão do século 18 inspirada na arquitetura grega, Lorde Rothschild fez a previsão de que um de seus convidados de honra, o então governador de Minas Gerais Aécio Neves, seria Presidente da República em 2010...

Aécio Não foi, mas o apoio dos britânicos a ele continua firme...

Quepe violado




Conclusão lógica de um Sargento de Milícias brasileiro ao ler a reportagem de Vivian Oswald, correspondente londrina de O Globo, sobre uma bizarra lei do Reino Unido, em pleno vigor, que permite uma mulher grávida urinar no quepe de um guarda, caso não tenha outra alternativa:

“A Comandanta Dilma e sua Comissão da Inverdade obram e andam na cabeça dos militares, porque pensam que vivem na Inglaterra”.

Se o sargentão estiver raciocinando certo, já dá até para identificar quem seria o “Bobo da Corte da Rainha Dilma”...

Selecionado Político?




Do irônico leitor Mário A Dente, de São Paulo, um irônico comentário brincando com o nome de um craque da seleção da Holanda:



“Descobri que há um político brasileiro jogando na seleção da Holanda. Pelo nome só pode ser político brasileiro: ROBBEN. E joga na ponta esquerda”.


Calma, Dente, senão daqui a pouco os piadistas insolentes vão lançar o slogan: 

“Nossos políticos robben, mas fazem gols”...

Cuidado, Presidenta...

Para quem acha que o governo Dilma é uma bomba, uma boa notícia:

“Armas em situação irregular poderão ser apreendidas nas próximas semanas”.

O problema é que não dá pra acreditar em todas notícias que a gente lê, com o olhar crédulo da Velhinha de Taubaté...

República Sindicalista



A CUT, com 2.283 sindicatos válidos, domina 29,32% do mercado sindical tupiniquim.



A Força Sindical é a segunda maior central sindical do Brasil com 1.633 sindicatos filiados, juntando 20,97% do total de sindicatos.



A UGT reúne 1168 sindicatos (15%).



A NCST junta 1085 (13,93%).



E CTB conta com 698 (8,96%).


Sindicalismo transnacional

As cinco centrais sindicais brasileiras estão querem formar o Brics Sindical.

A entidade deve surgir durante a Cúpula do Brics (bloco integrado Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nos dias 15 e 16 de julho em Fortaleza.

O objetivo é fortalecer uma agenda trabalhista unitária e formas de enfrentamento da crise econômica internacional.

Ataque de fora

As centrais sindicais brasileiras aproveitaram a 103ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, para reclamar ao Departamento de Normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os sindicalistas alegam que o Estado brasileiro viola o direito à livre negociação coletiva, desrespeitando duas convenções (154 e 81, esta sobre fiscalização).

As broncas são direcionadas às decisões dos Tribunais Regionais, do Superior do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Hermanos versus baianos

O jornal argentino La Nacion de ontem fez uma reportagem para brincar sobre a “vingança dos hermanos na eleição deste ano no Brasil”.

A matéria tira onda com o fato de Aécio Neves e Eduardo Campos terem contratado os marketeiros argentinos Guillermo Raffo y Diego Brandy.

A dupla, que sempre foi parceira dos baianos petistas Duda Mendonça e João Santana, agora joga no time dos inimigos...

Limpa com Jornal?




Os jocosos da internet não perdoam e espalham essa montagem que imita e faz uma paródia com a peça publicitária e a marca de um famoso marca de papel higiênico: todos querem limpeza, já...

Haja papel... Mas, se não fizer mal, limpa com jornal...

A dúvida é se realmente valerá a pena dizer: Obrigado, Seu Alfredo...

Jegue com inveja





© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Junho de 2014.

O novo truque de Genoino.


Deu na Mônica Bergamo, a jornalista dos mensaleiros, que apesar da doença gravíssima, Genoino tem trabalhado como nunca. Vejam só!

Os advogados de José Genoino (PT-SP) devem apresentar nesta semana ao STF (Supremo Tribunal Federal) petição para antecipar a saída dele da prisão, de 25 de agosto para o fim de julho. Como faz faxina na Papuda, ajuda a organizar a biblioteca e estuda direito constitucional, ele pedirá que os dias trabalhados sejam abatidos, diminuindo o tempo de permanência na detenção.

SOLIDÃO - A notícia de que os petistas Delúbio Soares e José Dirceu foram autorizados a trabalhar abateu Genoino. Os dois serão transferidos de prédio na Papuda, deixando-o sozinho na cela que agora dividem.

MAIS DIFÍCIL - De acordo com relatos de condenados do mensalão a seus advogados, a solidão, mais do que a limitação da liberdade ou as más condições da prisão, é o que causa mais abatimento no cumprimento da pena.
 
 

Datafolha mostra Haddad no fundo do poço: só 17% acham gestão boa ou ótima.


Prestes a completar um ano e meio de mandato, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), continua mal avaliado pela população. Pesquisa Datafolha concluída na semana passada aponta que só 17% dos entrevistados classificam a gestão do petista como ótima ou boa. O índice é semelhante aos 18% das duas pesquisas anteriores --em junho de 2013, durante a onda de protestos que resultaram na queda da tarifa de ônibus, e em novembro do mesmo ano.

O governo Haddad é ruim ou péssimo para 36% dos ouvidos; em novembro, eram 39%, uma oscilação dentro da margem de erro --de três pontos percentuais. O índice dos que o consideram regular subiu de 40% para 44%.

A pesquisa constatou que, para 77% dos entrevistados, o petista fez menos do que o esperado. Em outra pesquisa, de abril de 2013, ainda no início de mandato de Haddad, 49% pensavam assim. Apenas 4% acham que Haddad superou as expectativas; em abril de 2013, eram 9%.

Agora, o prefeito recebeu nota média de 4,8. Em novembro, a nota era 4,4. O Datafolha ouviu 1.101 pessoas na quarta (25) e na quinta-feira (26). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

DESGASTE

A sucessiva má avaliação coincide com desgastes que Haddad tem enfrentado do fim de 2013 para cá. Em dezembro, a Justiça barrou tentativa de aumentar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em até 20% para os imóveis residenciais e 35% para os comerciais. O prefeito foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão, mas perdeu. Depois, desistiu do reajuste.

Em maio, integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) invadiram um terreno próximo ao Itaquerão, na zona leste. Pressionado, o prefeito se comprometeu a incluir, no Plano Diretor, mudança que torna a área passível de receber moradias populares.

Também em maio, motoristas de ônibus entraram em greve. Apesar de não estar envolvida na questão trabalhista --a negociação dos funcionários é com as empresas de ônibus--, o movimento afetou serviço público essencial.
 

Escândalo! CGU cobra e Petrobras "não localiza" documentos que comprometem Dilma Rousseff na compra de Pasadena. Atas foram entregues com tarjas pretas ocultando informações.


 
 
A Controladoria Geral da União (CGU) cobrou da Petrobras documentos que subsidiaram os integrantes do Conselho de Administração na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, fornecidos pelos assistentes desses conselheiros. O colegiado era comandado pela presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil na ocasião da compra da primeira metade da refinaria, em 2006. 

Num ofício remetido à Petrobras em 17 de abril deste ano, a CGU solicitou provas dos pedidos dos membros do conselho e da diretoria executiva a seus "assistentes ou aos responsáveis" por disponibilizar a documentação de suporte à aquisição da refinaria. Em 27 de maio, a chefia de gabinete da presidente da companhia, Graça Foster, encaminhou o documento com a resposta à CGU: "até o momento", a estatal não localizou os documentos com o teor solicitado e continuará a procurar os papéis.

O pedido da CGU, que abriu auditoria para investigar supostas irregularidades na compra da refinaria, foi mais amplo. Os técnicos cobraram nome, CPF e cargo de todos que participaram da decisão sobre o negócio "em nível de assessoramento". Graça foi instada a fornecer os documentos que esses assessores entregaram aos conselheiros e aos diretores executivos. "A documentação deve referir-se somente ao período de definição da agenda das reuniões/remessa aos conselheiros e até o último minuto de cada reunião", observaram os auditores. A estatal foi provocada também a entregar papéis que comprovem eventuais diligências dos conselheiros, como pedidos de esclarecimentos adicionais às áreas técnica e jurídica.

A Petrobras não forneceu nomes de assessores à CGU. Argumentou que a questão é "objeto de aprofundamento" pela comissão interna instaurada para apurar as circunstâncias do negócio: "Com o intuito de preservar o sigilo do que está sendo apurado no âmbito da comissão, a Petrobras se reserva o direito de prestar os devidos esclarecimentos oportunamente." Sobre os documentos que subsidiaram os conselheiros e os eventuais pedidos de relatórios, a estatal disse: "A companhia continuará nas suas pesquisas e encaminhará prontamente a essa equipe qualquer documento que vier a encontrar."

Em março deste ano, Dilma afirmou que só votou a favor da compra da primeira metade de Pasadena por conta de um parecer "falho" emitido pelo então diretor da Área Internacional Nestor Cerveró. Ele omitiu do sumário executivo levado ao conselho duas cláusulas contratuais: a put option, que obrigava a aquisição integral em caso de litígio, o que acabou ocorrendo; e a marlin, com garantias de dividendos mínimos ao sócio em caso de prejuízos. O relatório da área jurídica da estatal, por exemplo, citava a put option. A CGU quer saber se assessores podem ter fornecido aos conselheiros documentos como esse.

PETROBRAS ENTREGA ATAS COM TRECHOS OCULTOS

A Petrobras forneceu atas tarjadas das reuniões do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva relacionadas à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e de Okinawa, no Japão. Os documentos com informações ocultas foram entregues à Controladoria Geral da União (CGU) dentro do procedimento aberto para investigar suspeitas de irregularidades na compra. Diante de novas cobranças da CGU, feitas diretamente à presidente da estatal, Graça Foster, os documentos foram entregues ao órgão.

A iniciativa de tarjar atas foi objeto, inclusive, de um ofício do ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, à presidente da Petrobras e de uma troca de e-mails entre os dois. Hage encaminhou o ofício a Graça em 27 de março: “As cópias das atas encaminhadas apresentam avultados trechos tarjados (ocultados), o que poderá vir a determinar a necessidade de novos esclarecimentos, na hipótese de que isso venha a dificultar a análise e compreensão pelas nossas áreas técnicas de Auditoria e Corregedoria”.

No dia seguinte ao ofício, às 9h53m, Hage decidiu enviar uma cópia do pedido também por e-mail. O ministro pediu a Graça para que verificasse a informação sobre quem coordenaria a comissão interna instaurada para analisar a compra da refinaria, “com quem nossa equipe deve manter os contatos”. “O meu cuidado consiste em saber quem é (ou quem são) o(s) interlocutor(es) adequados, do seu lado, tendo em vista a delicadeza do tema e a importância que atribuo à nossa principal empresa”, escreveu o ministro. Graça respondeu três minutos depois, às 9h56m: “Estimado ministro Jorge Hage, prepararemos resposta a vosso ofício, imediatamente.”

PF e MPF também investigam

Uma resposta da Petrobras de 27 de maio, com os documentos solicitados pelos auditores da CGU, relacionou as atas das reuniões da diretoria e do conselho que decidiram sobre a compra das refinarias. Desta vez, a julgar pelo teor da resposta, sem as tarjas.

O pedido foi um dos dez da investigação relacionados à “atuação dos membros da diretoria executiva e do Conselho de Administração” na aquisição da refinaria de Pasadena. O empreendimento custou mais de US$ 1,2 bilhão e o processo da aquisição também é investigado pela Polícia Federal (PF), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 
 
 
A CGU cobrou ainda “documento comprovando os argumentos de cada conselheiro sustentando a aprovação do pleito”, além dos áudios das reuniões. A Petrobras informou que os argumentos não são registrados, nem os áudios são mantidos. (O Globo)
 

TCU responsabiliza Dilma e gestores da Petrobras por U$ 126 milhões de prejuízo para o país na compra de Pasadena.



Um relatório inédito da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) indica que os gestores da Petrobras causaram um dano de pelo menos US$ 126 milhões aos cofres da estatal por terem desconsiderado um laudo de avaliação da refinaria de Pasadena, elaborado por uma consultoria contratada pela própria companhia e com apontamento de um preço do empreendimento inferior ao que acabou sendo pago. 

O documento do TCU, obtido pelo GLOBO, cita ainda que a estatal declarou ter pago US$ 170 milhões pela metade de um estoque que não valeria US$ 66,7 milhões.

Os auditores do TCU consideram que, no caso dos estoques, há indício de irregularidade na maneira como a Petrobras tratou do assunto. A estatal informou ao mercado que pagou os US$ 170 milhões por estoques de produtos que estavam na refinaria na época da compra. Mas, ao analisar os detalhes do contrato, os auditores dizem que essa cifra efetivamente paga e declarada ao mercado não tinha relação com os estoques. Era de outra natureza, fazia parte de ajuste de preço na transação comercial.

Os indícios de irregularidades são citados no primeiro parecer técnico elaborado pela Secretaria de Controle Externo (Secex) de Estatais do TCU, responsável pelo amplo pente-fino realizado no processo de compra da refinaria de Pasadena, no Texas. O procedimento foi instaurado em fevereiro de 2013, sob a relatoria do ministro José Jorge. Em 27 de novembro, o diretor da Secex Bruno Lima Caldeira, supervisor da fiscalização, concluiu um documento de 17 páginas com apontamentos de indícios de irregularidades na aquisição de Pasadena.

GESTORES ‘CONHECIAM’ PARECERES

Trata-se de um “exame técnico” preliminar, a partir das primeiras descobertas das equipes de auditoria. As investigações prosseguem até a conclusão do relatório final, que será submetido ao gabinete do ministro para, então, ser apreciado em plenário. A Petrobras continua fornecendo diversos documentos para tentar derrubar os indícios de irregularidades.

No documento, é possível saber pela primeira vez — todo o processo é sigiloso — quem são os gestores listados no rol de supostos responsáveis pelo negócio. Os integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva da Petrobras na ocasião da aprovação da compra, em 2006, são listados como responsáveis a serem investigados. Entre eles, estão a presidente Dilma Rousseff, que presidia o conselho quando era ministra da Casa Civil; o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli; e os ex-diretores Nestor Cerveró, da Área Internacional, e Paulo Roberto Costa, de Abastecimento, este último preso no Paraná por conta de supostos desvios e lavagem de dinheiro de obras da estatal.

O nível de responsabilidade dos conselheiros na compra da refinaria é um dos pontos analisados pelas auditorias. O relatório da Secex Estatais cita, na página 5, que conselheiros e diretores “tinham conhecimento” dos pareceres da Área Internacional sobre a compra da refinaria. Um desses pareceres foi “um dos principais instrumentos técnicos de persuasão que levaram tanto a Diretoria Executiva quanto o Conselho de Administração a aprovarem a primeira oferta para a compra de 70% das ações da refinaria”.

O parecer da Área Internacional mencionava a consultoria Muse Stancil, que avaliou Pasadena por um preço inferior ao valor efetivamente pago. Anexado a esse parecer estava o documento da área jurídica da Petrobras que analisou a compra da refinaria. No documento, é citada a existência da cláusula contratual de put option, que obrigava a aquisição integral do empreendimento em caso de litígio.

A versão da presidente Dilma é de que o aval à compra de 50% da refinaria ocorreu por conta de um “parecer falho” elaborado por Cerveró. Ele omitiu do sumário executivo levado à reunião do conselho a existência da put option e de outra cláusula contratual, a marlim, que garantiria dividendos mínimos à Astra em caso de prejuízos. Dilma alegou não ter tomado conhecimento de nenhuma das duas cláusulas.

A auditoria do TCU sustenta que os conselheiros decidiram pela compra da primeira metade da refinaria com base em estudo de viabilidade técnica e econômica elaborado pela Petrobras, que apontou um valor de US$ 745 milhões a Pasadena. Mas, ressalta o primeiro exame técnico do TCU, eles também tinham conhecimento do parecer da Área Internacional com a citação à consultoria Muse Stancil. O valor a ser pago por 100% da refinaria, no estado em que se encontrava em janeiro de 2006, era de US$ 126 milhões, conforme o laudo de avaliação da Muse citado na auditoria.

“Fica constatado indício de irregularidade grave na prática de gestão de ato antieconômico por parte dos gestores da Petrobras que, ao desconsiderarem laudo elaborado pela Muse, compraram 50% da refinaria por US$ 189 milhões, resultando injustificado dano aos cofres da companhia no montante de US$ 126 milhões”, cita o parecer técnico. Com os estoques, o valor desembolsado na primeira metade de Pasadena foi de US$ 360 milhões. Após uma longa disputa arbitral e judicial, os outros 50% do empreendimento foram adquiridos pela Petrobras, que desembolsou ao todo US$ 1,249 bilhão.

O “erro de estratégia” na compra da primeira metade foi admitido em relatório da área técnica da estatal, conforme o documento do TCU. Os técnicos reavaliaram em 2010 o estudo de viabilidade econômica e concluíram que deveriam ter sido consideradas “possíveis diferenças de pontos de vista entre comprador e vendedor”.

O relatório do TCU considera “inadmissível” a concessão da Petrobras à Astra de uma receita bruta de comercialização dos estoques de US$ 170,2 milhões. “O pagamento dessa alocação especial foi garantido mesmo que as receitas brutas da trading fossem insuficientes”, cita o documento.

Cláusulas contratuais, ainda segundo o parecer, corroboram que o valor pago não correspondia aos estoques da época. "O valor encontrado pela Astra para o inventário líquido a ser pago pela Petrobras seria de US$ 66,7 milhões. Em nenhuma situação haveria pressuposto para um pagamento de US$ 170 milhões por conta da aquisição dos estoques."

O parecer faz duras críticas às condições em que foi estabelecida a cláusula contratual de put option, que teriam sido favoráveis apenas à Astra. Os pagamentos por estoque da refinaria, decorrente da aplicação da cláusula, teriam levado a um prejuízo de US$ 150,2 milhões. Pagou-se por um bem que não existia, segundo a Secex. Ainda conforme o relatório, o valor pago na entrada do negócio chegou a US$ 644 milhões, superior aos US$ 360 milhões informados pela estatal.

O entendimento técnico do TCU é de que a Petrobras deveria ter “partido diretamente para a arbitragem” na compra da segunda metade da refinaria. Uma carta de intenções elaborada por Cerveró fez a proposta de US$ 700 milhões pelos 50% restantes. “O laudo arbitral fixou o valor referente ao put option da refinaria em US$ 300 milhões, menos da metade do que o senhor Nestor Cerveró aceitava pagar pela via negocial.” A segunda metade da refinaria, depois de uma longa disputa judicial, saiu por US$ 820,5 milhões.

TCU QUER MAIS ESCLARECIMENTOS

O relatório conclui que o “elevado grau de complexidade” demanda maiores esclarecimentos por parte da Petrobras, antes de um pronunciamento definitivo da unidade técnica sobre os indícios de irregularidades. Somente depois dessas explicações é que a unidade deliberaria sobre pedido de audiência dos responsáveis ou abertura de tomadas de contas especiais para pedido de ressarcimento aos cofres públicos.

A decisão de realizar uma audiência — o que pode ocorrer com a presidente Dilma — é do ministro relator do processo, José Jorge. A opção pela audiência indica que o responsável não tem culpa por danos financeiros, mas por má gestão ou por uma determinada irregularidade, o que acarretaria a aplicação de multa. A necessidade de ressarcimento, por sua vez, leva à citação dos investigados.

José Jorge tem mantido o silêncio sobre o processo. Não há previsão de quando ele receberá o relatório final, elaborará o voto e levará o processo a plenário. O ministro se aposenta em novembro. Ele é ex-senador pelo PFL (hoje DEM) de Pernambuco, foi candidato a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006 e ministro de Minas e Energia no fim do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ocasião em que presidiu o Conselho de Administração da Petrobras.

Por conta do processo que conduz no TCU, José Jorge entrou no foco dos governistas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras. Eles querem convocá-lo para um depoimento sobre supostas irregularidades cometidas no período em que esteve à frente do conselho da estatal.

O GLOBO procurou a assessoria de imprensa da Petrobras no início da tarde de ontem, mas não houve resposta aos questionamentos até o fechamento desta edição. (Link O Globo)
 
 

Vice de Aécio é Aloysio.



 
 
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) foi avisado por interlocutores do mineiro Aécio Neves que será anunciado como vice na chapa do presidenciável tucano nesta segunda-feira (30). 
 
 
A indicação encerrará meses de especulações sobre quem seria o companheiro de Aécio na disputa presidencial de outubro. A comunicação foi feita no fim da noite deste domingo (29). Ao longo do dia, o senador ainda dizia a aliados ter duas opções: Aloysio Nunes e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie.

Aécio fez um cálculo político para manter o sigilo de sua decisão. Quis criar um fato novo no ambiente eleitoral depois de os principais adversários, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador Eduardo Campos (PSB), terem feito suas convenções e apresentado seus aliados. Com o anúncio tardio, Aécio quer garantir mais exposição na imprensa.

Aloysio sempre foi o mais cotado entre os tucanos. Senador mais bem votado em São Paulo nas eleições de 2010, a escolha de seu nome simboliza que São Paulo é uma prioridade de Aécio em sua campanha e fortalece o discurso de que o partido está unido em torno da candidatura do mineiro. O senador é um dos nomes mais ligados ao ex-governador José Serra, com quem Aécio disputou por anos o protagonismo no PSDB.

SUSPENSE

O último passo para a decisão foi dado por Aécio na noite de domingo, quando ele consultou, pelo telefone, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A interlocutores, disse que "só depois de ouvi-los" bateria o martelo.

Desde a formalização de sua pré-candidatura, pessoas próximas a Aécio apresentaram à imprensa diversos nomes como possíveis candidatos a vice do mineiro. Já estiveram na lista o ex-senador e ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati, o ex-governador José Serra e até FHC, que se apressou em dizer que, aos 83 anos, não seria mais candidato. A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) também foi cotada para a vaga, mas as negociações não prosperaram. Até domingo, ela não havia sido contatada por Aécio para tratar do assunto.

Nos últimos dias, o presidenciável tucano deu pistas de que poderia trazer "uma surpresa". A aliados, chegou a dizer que tinha um terceiro nome "em sua cabeça", além de Aloysio e Ellen Gracie, e depois, em agenda no Nordeste, afirmou que sua vice poderia ser uma mulher. No fim de domingo, no entanto, sinalizou ter feito a opção mais segura e com maior amparo dentro do PSDB e entre os partidos aliados. (Folha de São Paulo)
 

Aécio diz que PT usou o poder para enriquecer


247 – O PSDB decidiu radicalizar seu discurso contra o PT.  E os sinais ficaram claros na convenção que, neste domingo, oficializou o nome do governador Geraldo Alckmin como candidato à reeleição.

Ao falar, o presidenciável tucano Aécio Neves insinuou que o PT conquistou o poder para que seus dirigentes pudessem enriquecer. “Infelizmente, a vitória para eles não significou apenas uma oportunidade de exercer um projeto de poder, mas a possibilidade de ascensão econômica”, afirmou. O senador disse ainda que “o PT vai colher nas ruas o que plantou”.

No mesmo evento, o ex-governador José Serra acusou o PT de fazer “pregação terrorista” contra a oposição. “O PT não tem mais auroras a oferecer, não sabe porque quer governar e nem porque pretende ficar mais quatro anos”.

Principal estrela do evento, o governador Geraldo Alckmin disse que São Paulo “não quer esperteza”, ao ser oficializado candidato. “São Paulo não quer saber de contabilidade criativa, não quer esperteza ou arrogância, mas quer experiência e honestidade”.