quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Após pesquisas, PT fala pela primeira vez em risco de derrota



O resultado da pesquisa Ibope e de levantamentos informais, que mostraram queda nas intenções de voto de Dilma Rousseff (PT) e uma possível derrota no segundo turno para Marina Silva (PSB), acenderam o sinal amarelo na cúpula da campanha dilmista.
Pela primeira vez, o governo fala em risco de derrota na eleição presidencial deste ano, o que até a entrada de Marina na disputa era visto como improvável. 

Segundo um interlocutor da presidente Dilma, a campanha está alerta porque a expectativa inicial era que apenas Aécio Neves (PSDB) caísse, mas os levantamentos indicaram que a petista também perdeu votos. 

Dilma oscilou no Ibope de 38% para 34%. Aécio, de 23% para 19%. Marina teve 29%.
Agora, petistas avaliam a melhor estratégia para desconstruir a imagem de Marina, visando principalmente a disputa de um segundo turno com a candidata do PSB. No Ibope, Marina vence a petista na reta final, com 45% contra 36%. 

Integrantes da cúpula petista, ministros e secretários executivos foram convocados para uma reunião nesta terça-feira (26) à noite no comitê petista para discutir os rumos da campanha. 

A queda das intenções de voto de Dilma e a subida de Marina levaram lulistas a defender, nos últimos dias, mais uma vez, a troca de candidatura no PT, hipótese rechaçada pelo ex-presidente Lula. 

Defensores do movimento "volta, Lula" dizem que a opção pelo ex-presidente teria sido mais "segura", diante do novo cenário eleitoral. Admitem, porém, que a esta altura dificilmente o petista toparia o desafio. 

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) minimizou o crescimento de Marina. 

"Qualquer pesquisa nesse momento tem que ser tomada como uma coisa muito provisória. Não é por causa desses números, mas eu já tenho dito há alguns dias que lá pelos dias 7 a 10 de setembro nós teremos uma fotografia mais aproximada do embate eleitoral. Porque nós estamos sob a influência, o lançamento da novidade e da exposição enorme que a Marina teve", disse. 


EUFORIA
A campanha de Marina esperava um cenário semelhante ao que foi apontado pelo Ibope. Pessebistas dizem que a ordem agora é não deixar a euforia tomar conta do entorno da candidata. "O clima de já ganhou' nunca é favorável, mas estamos animados, é claro", avalia um aliado. 

Assessores de Aécio afirmaram que a pesquisa não surpreendeu a campanha, que já aguardava um crescimento de Marina. 

Para os aliados do tucano, esta era "a semana" da ex-senadora. Alguns chegaram a manifestar alívio pelo fato de Aécio ter se mantido no patamar de 20% das intenções de voto. Algumas pesquisas internas apontavam um índice menor para o candidato. 




Comentários

boby pai (6534)

(03h26) há 5 horas
'A queda das intenções de voto de Dillma e a subida de Marina levaram lulistas a defender, nos últimos dias, mais uma vez, a Troca de candidatura no P T, hipótese rechaçada pelo ex-presidente Lullla' - Ora, ora, ora, O Criador entrar em 'bola dividida', mas nunca, se não for eleito vai colocar a Culpa em quem??!!. Vamos aguardá-lo em 2018. Rarrarrrá!!!!!!

n/c (312)

Eu vou, eu vou, prá casa agora eu vou!

boby pai (6534)

'Defensores do movimento "volta, Lullla" dizem que a opção pelo ex-presidente teria sido mais "segura", diante do Novo cenário eleitoral. Admitem, porém, que a esta altura dificilmente o pet.ista toparia o desafio' Ora, quer dizer que 'Ronaldinho dos ex-Presidentes' não vai entrar aos 40 minutos do 2º tempo para virar o jogo!!!! Rarrarrrrá!!!!!


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Cientistas consideram extintas três espécies de aves nativas do Brasil


Em Brasília




  • Conservation International/Divulgação
    Caburé-de-pernambuco foi considerado extinto, após anos sem registros no país Caburé-de-pernambuco foi considerado extinto, após anos sem registros no país
 

Três espécies de aves nativas do Brasil foram consideradas extintas depois de vários anos sem registros em nenhum lugar do país, informaram na segunda-feira (25) fontes científicas.

As três espécies são o caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum), o gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) e o limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi), que tinham como habitat a Mata Atlântica da região nordeste do país.

De acordo com estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, não existem registros dessas três aves nos últimos anos, o que faz com que elas possam ser consideradas extintas.




Conheça peixes ameaçados de extinção e com consumo proibido no Brasil



O badejo-tigre (Mycteroperca tigris) vive em águas tropicais do Atlântico. No Brasil, pode ser encontrado principalmente nas regiões norte e nordeste, mas é uma das espécies seriamente ameaçadas de extinção. Seu consumo no Brasil também é proibido Leia mais Reprodução/ fishbase.org
No caso do caburé-de-pernambuco, uma pequena espécie de coruja, o último registro oficial que existe é um "canto gravado em 1990", segundo a nota divulgada hoje pelas instituições responsáveis pela pesquisa.

As outras duas aves também não foram avistadas nos últimos dez anos e, por isso, presume-se que estão extintas, disse o cientista Luis Fábio Silveira, da USP.
Entre as possíveis causas do desaparecimento dessas espécies, Silveira citou a degradação do meio ambiente na Mata Atlântica, que possui atualmente apenas 12% de seu tamanho original.

Segundo Silveira, nas áreas do nordeste onde viviam essas três aves houve grande desenvolvimento de indústrias de cana-de-açúcar e outras que elevaram os níveis de poluição e devastaram parte da vegetação, o que põe em perigo outras espécies nativas da região.

"Uma das saídas para evitar a extinção de outras espécies é proteger o que resta da Mata Atlântica através da criação de novas áreas protegidas e corredores ecológicos" que garantam sua sobrevivência, afirmou o cientista






Animais ameaçados de extinção e plantas raras são achados no Paraná



Foto mostra um Bugiu macho na mata nativa da Floresta com Araucária no Paraná. A bióloga Dayane May, doutoranda em Gestão Ambiental na Universidade Positivo, estudou a fauna e a flora da reserva de 128,67 hectares de mata nativa da Floresta com Araucária e confirmou uma grande diversidade de espécies, entre elas plantas ainda não amostradas e animais incluídos no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná. 
Os estudos fazem parte da atualização do Plano de Manejo da reserva, que está sendo desenvolvido em parceria com a SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), que também é a responsável pela gestão da área Divulgação

Últimas de Meio Ambiente

Tese de que comoção pela morte de Campos impulsiona Marina é falsa

Blog do Josias de Souza


Josias de Souza

Veio à luz mais uma pesquisa do Ibope, a primeira desse instituto desde que a morte retirou Eduardo Campos da corrida presidencial. Eis as novidades: Marina Silva (29%) abriu dez pontos sobre Aécio Neves (19%). E está a cinco pontos dos calcanhares de Dilma Rousseff (34%).

Num eventual segundo turno, Marina prevaleceria sobre Dilma com uma vantagem de nove pontos: 45% a 36%.

Atônitos, tucanos e petistas buscam um lenitivo na ilusão. Afirmam que Marina sobe graças à comoção que a morte de seu ex-companheiro de chapa ateou no eleitorado. Nessa versão, a candidatura dela murcharia depois que passasse o choque provocado pela tragédia. A tese é falsa.

Campanha presidencial 2014

26.ago.2014 - A candidata Marina Silva (PSB) abraça a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), ao lado do candidato Aécio Neves (PSDB), no estúdio da TV Bandeirantes, minutos antes do primeiro debate entre presidenciáveis das eleições de 2014 Leia mais Miguel Schincariol/AFP
 
 
 
Marina ostenta agora o mesmo tamanho que exibia em outubro de 2013, quando o Datafolha enviou seus pesquisadores às ruas, nas pegadas do acordo firmado entre Marina e Eduardo Campos. Num cenário em que Marina encabeçava a chapa do PSB, ela amealhava os mesmos 29% que o Ibope lhe atribui agora. Estava 12 pontos à frente de Aécio, que tinha 17%. Dilma aparecia um pouco mais bem posta do que agora: 39%.


Ou seja: o potencial de votos de Marina esperava desde o ano passado para acontecer. Foi sufocado pela falta de registro da Rede Sustentabilidade na Justiça Eleitoral. Sem partido, o fenômeno teve de se contentar com o papel de coadjuvante de um projeto protaginizado por Eduardo Campos. A morte de Campos como que ressuscitou Marina.


De volta ao jogo, ela dá um nó na língua de João Santana.


Também em outubro de 2013, poucos dias antes da veiculação do Datafolha que atribuía a Marina 29% das intenções de voto, o marqueteiro do PT dissera o seguinte ao repórter Luiz Maklouf Carvalho: “A Dilma vai ganhar no primeiro turno, em 2014, porque ocorrerá uma antropofagia de anões. Eles vão se comer, lá embaixo, e ela, sobranceira, vai planar no Olimpo.”


João Santana incluía no rol dos “anões” Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos. Numa entrevista ao blog, Marina comentou na época: “Quando a gente olha de baixo pra cima, a gente vê o que está acima de nós. E o que está acima de nós é o Brasil. Esta é a posição dos anões, pelo menos a minha. Olhar de baixo pra cima pra ver o que está acima de mim. E o que está acima de mim é o Brasil.”


Três meses antes, em julho de 2013, o Datafolha detectara os primeiros efeitos políticos do ronco das ruas de junho. A popularidade de Dilma despencara 21 pontos. E o segundo turno em 2014, antes improvável, ganhara impulso. Só João Santana não acreditava: “Essa pesquisa tem o valor de uma vaia em estádio. Não passa de catarse temporária. Redobro a aposta: Dilma ganha no primeiro turno.”, disse ao Painel na ocasião.

A 40 dias da eleição, é mais fácil enxergar a empáfia de João Santana do que distinguir Davi de Golias. Sob ameaça de cair do Olimpo, Dilma já não está em posição tão sobranceira. Talvez tenha de se envolver na antropofagia de anões.
Editoria de Arte/Folha

Veja intenção de voto para presidente em SP, RJ, PE, MG e DF, segundo o Ibope



Ibope nos estados - VALE ESTA
Pesquisas Ibope realizadas no Distrito Federal, em Minas Gerais, em Pernambuco, no Rio de Janeiro e em São Paulo encomendadas pela TV Globo mostram como está a corrida à Presidência da República nos estados. O nível de confiança de todas as pesquisas, feitas entre os dias 23 e 25 de agosto, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. As margens de erro variam de pesquisa para pesquisa. Confira os números:


Média nacional

Dilma Rousseff (PT) - 34%
Marina Silva (PSB) - 29%
Aécio Neves (PSDB) - 19%
Luciana Genro (PSOL) - 1%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou menos

O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 175 municípios do país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014. Ela foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Leia mais


São PauloMarina Silva (PSB) - 35%
Dilma Rousseff (PT) - 23%
Aécio Neves (PSDB) - 19%
Pastor Everaldo (PSC) - 2%
Eduardo Jorge (PV) - 1%
Outros com menos de 1% - 2%
Branco/nulo - 9%
Não sabe/não respondeu - 10%
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
O Ibope ouviu 1.512 eleitores em 79 municípios de SP. A pesquisa está registrada no TRE-SP sob o número 00017/2014 e no TSE sob o número 00419/2014.


Rio de Janeiro
Dilma Rousseff (PT) - 38%
Marina Silva (PSB) - 30%
Aécio Neves (PSDB) - 11%
Luciana Genro (PSOL) - 1%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 12%
Não sabe/não respondeu - 5%

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
O Ibope ouviu 1.204 eleitores em 38 municípios do RJ. A pesquisa está registrada no TRE-RJ sob o número 00022/2014 e no TSE sob o número 00418/2014.

Minas Gerais
Aécio Neves (PSDB) - 34%
Dilma Rousseff (PT) - 31%
Marina Silva (PSB) - 20%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 7%
Não sabe/não respondeu - 6%
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ibope ouviu 1.806 eleitores em 103 municípios de MG. A pesquisa está registrada no TRE-MG sob o número 00069/2014 e no TSE sob o número 00423/2014.

Pernambuco
Marina Silva (PSB) - 41%
Dilma Rousseff (PT) - 37%
Aécio Neves (PSDB) - 3%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Outros com menos de 1% - 2%
Branco/nulo - 7%
Não sabe/não respondeu - 11%
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos


 
O Ibope ouviu 1.512 eleitores em 69 municípios de PE. A pesquisa está registrada no TRE-PE sob o número 00019/2014 e no TSE sob o número 00424/2014.


Distrito Federal
Marina Silva (PSB) - 35%
Dilma Rousseff (PT) - 20%
Aécio Neves (PSDB) - 18%
Pastor Everaldo (PSC) - 2%
Luciana Genro (PSOL) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 4%
Não sabe/não respondeu - 19%


Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ibope ouviu 1.204 eleitores. A pesquisa está registrada no TRE-DF sob o número 00034/2014 e no TSE sob o número 00425/2014.

90 das 100 maiores cidades reduzem pouco ou nada o desperdício de água




Informação consta em levantamento elaborado pelo Instituto Trata Brasil.
Há capitais que perdem mais de 70% da água tratada para consumo.

Cida Alves Do G1, em São Paulo
Vazamento de água em rua de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)Vazamento de água em rua de São Paulo
 
 
Gráfico perda de água_versão final_ranking (Foto: Arte/G1)

 

Em época de seca e escassez de água, o ranking de saneamento básico divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Trata Brasil mostra que, das 100 maiores cidades brasileiras, 90 não conseguiram reduzir as perdas de água decorrentes de vazamentos, erros de medição, ligações clandestinas e outras irregularidades, entre os anos de 2011 e 2012. Nestas cidades, a redução das perdas foi nula ou de até 10%.


Os dados do estudo são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades. A última atualização é referente a 2012.


O ranking considera perda aquela água que foi tratada e fornecida para consumo, mas que não foi cobrada porque se perdeu em vazamentos, foi roubada em ligações clandestinas ou teve erros na medição. Sem o retorno do dinheiro gasto com energia e produtos químicos para tratar a água, as empresas investem menos na melhoria do sistema.


Segundo o levantamento, em 62 das 100 cidades analisadas, se perdeu entre 30% e 60% da água tratada para consumo no ano de 2012. Em cidades como Porto Velho e Macapá, a cada 10 litros de água produzidos, 7 eram perdidos.


Somente quatro cidades conseguiram manter as perdas abaixo de 15%.


“Isso é preocupante vindo de cidades que têm poder econômico para resolver essas perdas e que deveriam impulsionar a melhora deste indicador, que tem uma influência grande na expansão do sistema de saneamento básico”, afirma o presidente-executivo da Trata Brasil, Édison Carlos.


Sobre as cidades com perdas acima de 70%, o presidente executivo do Trata Brasil afirma que o quadro é de “descontrole total”. “Não há controle de vazão, de pressão das linhas. As perdas são altíssimas”.


A Companhia de Água Esgoto do Amapá (Caesa) contesta o dado do ranking e afirma que metade da água tratada e consumida pela população da capital é perdida – o estudo afirma que as perdas são de 73,91%, o maior índice entre as 100 cidades avaliadas.


A Caesa calcula que deixa de faturar R$ 2,5 milhões mensais com as pessoas que não pagam tarifas e desperdiçam. Elas são, em sua maioria, moradores de áreas de periferia que não têm acesso à água encanada, segundo o diretor-presidente da autarquia, Ruy Smith.


Em Porto Velho, a presidente da Companhia de Água e Esgoto de Rondônia (Caerd), Iacira Azamor, confirma que há perda de 70% da água tratada na capital. Segundo ela, um contrato para revitalização da rede de água visando reduzir as perdas será feito em setembro. A previsão é de que a obra seja concluída em um ano, reduzindo as perdas para 20%. “Hoje nosso grande problema são os furtos de água, o que também deve ser resolvido com esta obra”, afirma Iacira.


Desde 2009, o Instituto Trata Brasil elabora o ranking que avalia as condições de saneamento básico em 100 cidades brasileiras com mais de 250 mil habitantes. São analisados critérios como rede de fornecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, além das perdas de água.

Escassez
O presidente executivo do instituto explica que as perdas refletem diretamente no quadro de escassez, porque quanto mais água se perde, mais do recurso precisa ser retirado da natureza. “Esse problema tem de ser o foco das empresas de saneamento”, afirma Édison Carlos.



Cidade que atualmente enfrenta um longo período de seca, sendo abastecida pelo volume morto de reservatórios, São Paulo teve perda de 36% da água – com nenhuma redução das perdas, se comparado com 2011.


Se foram classificados os 100 municípios por ordem dos que mais perdem água, a capital paulista fica em 57º lugar.


A Sabesp rebateu os dados afirmando que, se considerado apenas os vazamentos, a empresa tem índices melhores que o de países desenvolvidos. “Esse indicador era de 20,3% no início de 2014 e já caiu para 19,8% em junho/2014. Nos melhores sistemas do mundo, como Japão e Alemanha, as perdas físicas estão em torno de 8%. No Reino Unido são de 16%, na Filadélfia (EUA) são 25,6%, na França, 26%, e na Itália, 29%”, informou a companhia em nota.


Ranking
Lideram o ranking do saneamento básico das 100 maiores cidades do país Franca (SP), Maringá (PR), Limeira (SP), Santos (SP) e Jundiaí (SP). A maioria das cidades que estão nos 20 primeiros lugares no ranking já universalizaram o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto.  



No outro extremo estão Porto Velho (RO), Ananindeua (PA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Belém (PA) e Macapá (AP), com os piores resultados.


Das 20 cidades com melhor colocação no ranking, 16 estão no Sudeste. Apenas duas são capitais: Curitiba e Belo Horizonte. Entre as 20 piores há seis capitais: Porto Velho, Belém, Macapá, Teresina, Manaus e Natal. Veja o ranking completo aqui.


Metas
Pela primeira vez, o Instituto Trata Brasil fez uma projeção com as 20 piores e as 20 melhores cidades para saber se elas alcançarão a meta do governo de universalização do saneamento básico até 2033 – 92% da população com serviço de coleta e 86% do esgoto tratado.



Caso mantenham o ritmo de poucos avanços no setor, 19 das 20 piores cidades não alcançarão a meta – a exceção é Manaus. Entre as 20 melhores, 14 já atingiram a universalizazção, e outras 6 precisam manter o ritmo de investimento no saneamento para alcançar a meta do governo federal.


As 20 melhores e as 20 piores do ranking do saneamento 


1- Franca (SP)
2- Maringá (PR)
3- Limeira (SP)
4- Santos (SP)
5- Jundiaí (SP)
6- Uberlândia (MG)
7- São José dos Campos (SP)
8- Sorocaba (SP)
9- Curitiba (PR)
10- Ribeirão Preto (SP)
11- Ponta Grossa (PR)
12- Taubaté (SP)
13- Londrina (PR)
14- Niterói (RJ)
15- São José do Rio Preto (SP)
16- Volta Redonda (RJ)
17- Praia Grande (SP)
18- Belo Horizonte (MG)
19- Uberaba (MG)
20- Piracicaba (SP)



 As 20 piores

81- Natal (RN)
82- Manaus (AM)
83- Várzea Grande (MT)
84- Cariacica (ES)
85- Aparecida de Goiânia (GO)
86- Belford Roxo (RJ)
87- Canoas (RS)
88- Juazeiro do Norte (CE)
89- Teresina (PI)
90- São Gonçalo (RJ)
91- Santarém (PA)
92- Gravataí (RS)
93- Duque de Caxias (RJ)
94- São João de Meriti (RJ)
95- Nova Iguaçu (RJ)
96- Macapá (AP)
97- Belém (PA)
98- Jaboatão dos Guararapes (PE)
99- Ananindeua (PA)
100- Porto Velho (RO)

TSE mantém por 6 votos a 1 decisão que barrou candidatura de Arruda


Candidato poderá apresentar recurso ao próprio TSE e ao Supremo.
Para ministros, condenação por improbidade o tornou inelegível.



Mariana Oliveira Do G1, em Brasília


O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por seis votos a um, decisão que barrou a candidatura de José Roberto Arruda (PR) a governador do Distrito Federal. O julgamento começou na noite de terça (26) e terminou somente na madrugada desta quarta (27).
Há duas semanas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal havia decidido rejeitar o registro de candidatura, mas ele recorreu ao TSE.


O ex-governador poderá apresentar recurso ao próprio TSE e também recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Até uma decisão final da Justiça, Arruda pode continuar em campanha.

Arruda lidera as pesquisas de intenção de voto. Mais cedo nesta terça, a revista Época divulgou que Arruda discutiu bastidores e táticas para o julgamento no TSE. Em nota, ele afirmou que conversa informal é "absolutamente normal".



O TRE barrou a candidatura com base na Lei da Ficha Limpa porque Arruda foi condenado no dia 9 de julho por improbidade administrativa, em segunda instância, devido a sua suposta participação no esquema de corrupção conhecido por mensalão do DEM. Arruda chegou a ser preso pelas acusações de corrupção em seu governo.


A Lei da Ficha Limpa proíbe a candidatura de políticos condenados por órgão colegiado (mais de um juiz). Quando apresentou o registro, em 5 de julho, Arruda tinha condenação por decisão individual de juiz, em primeira instância, o que o permitia concorrer. A defesa argumentou que deve ser observada a condição no momento do registro.

Para o TSE, no entanto, a decisão do TRE deve ser mantida porque a condenação, mesmo após o registro, tornou Arruda inelegível.


O relator do recurso, ministro Henrique Neves, citou em seu voto a gravidade das acusações contra Arruda, embora tenha destacado que não cabe à Justiça Eleitoral se pronunciar sobre os fatos.


"Considerando o contexto dos fatos da vida do recorrente [Arruda] não há que se falar em quebra do princípio de confiança. [...] É perfeitamente harmônico considerar que os fatos supervenientes [posteriores ao pedido de registro] devem ser observados", afirmou Henrique Neves.

Os ministros Admar Gonzaga, Luiz Fux, Laurita Vaz, João Otávio de Noronha e Dias Toffoli acompanharam o relator.

Regra para os próximos casos
Ao analisar o caso de Arruda, o TSE criou uma regra geral para os próximos casos de candidatos que, no momento do registro estavam aptos, mas posteriormente ficaram inelegíveis.



Para o TSE, os fatos que ocorrerem após o registro e até o julgamento da candidatura pela Justiça Eleitoral poderão ser considerados para a verificação da elegibilidade. Isso significa que uma condenação posterior ao registro poderá impedir uma candidatura enquanto o registro estiver em discussão na Justiça Eleitoral.


O tribunal decidiu, porém, que, em qualquer caso, será respeitado o "contraditório e a ampla defesa", ou seja, que o candidato poderá prestar esclarecimentos antes de uma decisão.

O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, disse que o critério geral vai melhorar a "efetividade" do tribunal. "É a oportunidade desta Corte de fixar o parâmetro de outros casos que iremos julgar sob pena de outros dias ficarmos virando o dia para debater temas."

A favor do registro
O ministro Gilmar Mendes foi o único a votar a favor da concessão de registro para José Roberto Arruda. Para ele, entendimentos anteriores do TSE fixaram que deveria ser observada a condição no momento do registro. Mendes destacou que mudar o critério agora fere a "segurança jurídica" e indica "casuísmo".




"É preciso que haja de fato uma definição e haja segurança jurídica. E a mim me parece, com toda as vênias, a prevalecer a orientação definida pelo relator, que essa segurança se evapora porque sempre vamos ter uma causa de inelegibilidade. [...] O modelo que se constituiu se afigura muito com uma roleta russa com todas as balas no revólver. Todos aqueles que tem algum tipo de atividade de gestão em algum momento correm o risco de ser atingidos."


Acusação x defesa
 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu no plenário do TSE que a candidatura fosse barrada. Ele citou que vídeo que consta no processo registrou "de forma escandalosa, acintosa e ultrajante a distribuição de recursos públicos indevidamente apropriados para irrigar de forma espúria campanhas eleitorais".



O advogado Francisco Emerenciano, que defende o ex-governador, sustentou que, quando registrou a candidatura, Arruda preenchia todos os requisitos e não estava inelegível. Em nome da coligação de Arruda, o advogado José Eduardo Alckmin citou que diversos entendimentos do TSE autorizam a candidatura do ex-governador.


Relembre as acusações contra Arruda
O esquema do mensalão do DEM de Brasília foi descoberto depois que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a operação Caixa de Pandora, para investigar o envolvimento de deputados distritais, integrantes do governo do Distrito Federal, além de Arruda, que, à época, era governador.



Arruda, que sempre negou envolvimento com o suposto esquema de propina, chegou a ser preso. Ele teve de deixar o DEM para não ser expulso e foi cassado pela Justiça Eleitoral.


Dilma tem 34%, Marina, 29%, e Aécio, 19%, aponta pesquisa Ibope





Em simulação de segundo turno, Marina tem 45% e Dilma, 36%.
Instituto ouviu 2.506 eleitores entre os últimos sábado e segunda-feira.

Do G1, em Brasília
Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26) aponta Dilma Rousseff (PT) com 34% das intenções de voto para presidente da República e Marina Silva (PSB), com 29%. 

O candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 19%, seguido de Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL), com 1% cada um. Os outros seis candidatos somados acumulam 1%.


O levantamento indica que, em um eventual segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva, a ex-senadora teria 45% e a atual presidente, que tenta a reeleição, 36%.
Encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo", a pesquisa é a primeira do Ibope com Marina Silva como candidata do PSB.


No levantamento anterior do instituto, divulgado no último dia 7, o candidato do partido ainda era Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo no último 13. Naquela pesquisa, Dilma tinha 38%, Aécio, 23%, e Campos, 9%. Entre uma pesquisa e outra, a taxa de indecisos passou de 11% para 8%, e a de quem pretende votar em branco ou nulo, de 13% para 7%.

Confira abaixo os números na modalidade estimulada da pesquisa (em que o pesquisador apresenta ao entrevistado um cartão com os nomes de todos os candidatos):

- Dilma Rousseff (PT): 34%
- Marina Silva (PSB): 29%
- Aécio Neves (PSDB): 19%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Pastor Everaldo (PSC): 1%
- José Maria (PSTU): 0%*
- Eduardo Jorge (PV): 0%*
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%*
- Eymael (PSDC): 0%*
- Levy Fidelix (PRTB): 0%*
- Mauro Iasi (PCB): 0%*
- Brancos/nulos/nenhum: 7%
- Não sabe: 8%


* Cada um dos seis indicados com 0% não atingiu 1% das intenções de voto; somados, eles têm 1%

O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 175 municípios entre os últimos sábado (23) e segunda-feira (25). 

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.

Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:


- Dilma Rousseff (PT): 27%
- Marina Silva (PSB): 18%
- Aécio Neves (PSDB): 12%
- Outros: 2%
- Brancos/nulos/nenhum: 12%
- Não sabe: 28%


Segundo turno
O Ibope simulou os seguintes cenários de segundo turno:

- Marina Silva: 45%
- Dilma Rousseff: 36%
- Brancos/nulos/nenhum: 9%
- Não sabe: 11%

- Dilma Rousseff: 41%
- Aécio Neves: 35%
- Brancos/nulos/nenhum: 12%
- Não sabe: 12%


O Ibope não simulou segundo turno entre Marina Silva e Aécio Neves.


Rejeição

 
Dentre os 11 candidatos a presidente, Dilma Rousseff tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Nesse quesito, o entrevistado pode indicar mais de um candidato. Veja os números:



- Dilma Roussef: 36%
- Aécio Neves: 18%
- Pastor Everaldo: 14%
- Zé Maria: 11%
- Marina Silva: 10%
- Eymael: 9%
- Levy Fidelix: 9%
- Luciana Genro: 8%
- Rui Costa: 7%
- Eduardo Jorge: 7%
- Mauro Iasi: 6%



Avaliação do governo
A pesquisa mostra que a administração da presidente Dilma tem a aprovação de 34% dos eleitores – no levantamento anterior, divulgado no último dia 7, o índice era de 32%. O percentual de aprovação reúne os entrevistados que avaliaram o governo como "bom" ou "ótimo".



A pesquisa mostra ainda que o índice dos que desaprovam a gestão, ou seja, consideram o governo "ruim" ou "péssimo", é de 27% (31% no levantamento anterior). Consideram o governo "regular" 36% (na pesquisa anterior, 35%).

O resultado da pesquisa de avaliação do governo Dilma foi o seguinte:


- Ótimo/bom: 34%
- Regular: 36%
- Ruim/péssimo: 27%
- Não sabe: 2%



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Pesquisa Ibope presidencial (Foto: G1)
 

Defensores de Marina Silva criam site para rebater 'mentiras'

Internautas apoiadores da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, criaram uma página na internet para refutar o que eles chamam de "mentiras" sobre a ex-ministra. Intitulado de "Marina de verdade", o site procura esclarecer posicionamentos da candidata sobre temas polêmicos, como casamento gay e aborto. A página nega que a ex-ministra seja contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo e diz que a religião da candidata não influencia sua conduta política.
 
 O site foi feito por marineiros, apoiadores que integraram o Movimento Marina durante sua candidatura presidencial em 2010 e que se reaproximaram da ex-ministra agora. Em nota, a assessoria de imprensa da campanha informou não ter vínculo com a página e que se trata de "uma manifestação de simpatizantes da candidata." O site foi criado na última sexta-feira, 22, dois dias depois de Marina ser confirmada candidata à Presidência no lugar do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo. Não há referências a Campos nos textos.


A publicação traz 12 pontos, os dois primeiros ligados ao posicionamento religioso de Marina. "Marina Silva é evangélica. E tem o direito de ser. (...) Mas antes de tudo é uma defensora da Democracia e do Estado Laico", diz o texto. 


A página publica também entrevistas de Marina em que ela dá sua opinião sobre a regulamentação do consumo da maconha e sobre aborto. Na parte sobre o casamento gay, o site afirma que "ela é favorável, inclusive, à adoção por parte de casais do mesmo sexo."


A página procura ainda desvincular a imagem de Marina aos seus principais partidos adversários, PT e PSDB. "Dizem: 'Marina é petista'. Meu amigo, não se engane", alerta a página.


O último tópico é usado para rebater acusações de que o marido de Marina, Fábio Vaz de Lima, contrabandeava madeira no Acre. O trecho diz que, após Marina entrar com representação no Ministério Público Federal contra a denúncia, o caso foi arquivado em 2013.


Fonte: Estadao Conteudo  Jornal de Brasilia

Vídeo polêmico sai antes da sessão do TSE



Os vídeos foram enviados ao Ministério Público. A Procuradoria-Geral da República pode, em tese, abrir investigação do caso

daniel.cardozo@jornaldebrasilia.com.br


Foto: Elio RizzoA poucas horas do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral foram postados vídeos em que o candidato José Roberto Arruda (PR) diz ter “votos no TSE e no STJ”. 

As gravações foram divulgadas pela revista Época e registraram Arruda em uma conversa com aliados políticos ligados ao ex-governador Joaquim Roriz, afirmando que seria possível reverter uma decisão desfavorável.


Também foi mencionado por Arruda o suposto apoio de Fernando Henrique Cardoso, que estaria tentando convencer o ministro do TSE Gilmar Mendes a votar a favor dele. “É mais difícil conseguir quatro votos (no TSE) do que um milhão de votos (para governador)”, disse Arruda, admitindo adversidades no tribunal.


Os vídeos foram enviados ao Ministério Público. A Procuradoria-Geral da República pode, em tese, abrir investigação do caso.


Em resposta às gravações, FHC afirmou que gostaria que o julgamento ocorresse antes das eleições. “Apenas indaguei ao ministro Gilmar se havia chance de isso ocorrer”, afirmou, admitindo contato com Arruda..


Em resposta às gravações, José Roberto Arruda divulgou um vídeo onde afirma estar passando por uma disputa “entre Davi e Golias” e que seus telefones estão sendo grampeados. A justificativa para a sua fala foi estar atuando junto com seus advogados para conseguir sentença favorável. 


“As minhas palavras são claras. Eu estou acreditando no meu direito. Acredito na Justiça. A jurisprudência nos é amplamente favorável e é por isso que acredito que venceremos no TSE como no Superior Tribunal de Justiça, onde essa sentença de improbidade deve ser reformada”, afirmou.


O que desejo, assegurou Arruda, “ é que me permitam disputar as eleições em alto nível, com propostas, sem baixaria, de quem tem medo de urna e de que eu volte a ser governador”


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Ibope: no PR, Marina tem 29%, Dilma, 28% e Aécio, 24%



Pesquisa Ibope feita apenas com eleitores do Paraná mostra Marina Silva (PSB), Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) em situação de empate técnico no Estado. Marina aparece com 29% das intenções de voto, Dilma Rousseff com 28% e Aécio Neves tem 24%. 


A margem de erro da pesquisa, a primeira feita pelo instituto no Estado depois do registro das candidaturas, é de 3 pontos porcentuais.


Candidato do PSC, Pastor Everaldo tem 2% e é seguido por Eduardo Jorge (PV), que tem 1%. Juntos, Eymael (PSDC), Levy Fidélix (PRTB), Luciana Genro (PSOL), Mauro Iasi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), e Zé Maria (PSTU) somam 1%. Brancos e nulos somam 8% e 8% não responderam.


A pesquisa foi contratada pela RPC TV, afiliada da Rede Globo. Foram ouvidos 1008 eleitores em 59 municípios do Estado entre os dias 21 e 25 de agosto. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00411/2014 e o índice de confiança é de 95%.

Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília



Para analista, Marina surpreendeu positivamente no 1º debate

A candidata do PSB, Marina Silva, alçada à cabeça de chapa após a morte do ex-governador Eduardo Campos, em acidente aéreo em Santos, surpreendeu no primeiro debate entre os presidenciáveis, promovido na noite deste terça-feira, 26, pela TV Bandeirantes. 
 
 
Chamou atenção por sua postura mais incisiva, por não fugir das perguntas e conseguir atacar os adversários do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, Aécio Neves, sem se mostrar agressiva. A avaliação foi feita pelo especialista em pesquisa eleitoral e marketing político Sidney Kuntz. "Quem apostou na fragilidade de Marina Silva perdeu, ela mostrou que está preparada para este embate eleitoral", afirmou o analista.

Na sua avaliação, outro bom desempenho no debate da Band foi o do candidato do PSDB, Aécio Neves. Para Kuntz, o tucano, que participou de seu primeiro debate em uma disputa eleitoral, mostrou segurança, não fugiu das perguntas e conseguiu falar das propostas que vem defendendo neste pleito. Além disso, seguiu na linha de criticar a adversária petista e levantar questionamentos sobre a nova concorrente Marina Silva, que o desbancou do segundo lugar na pesquisa de intenção de voto do Ibope, divulgada na tarde desta terça-feira.


Para o especialista, dos três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas (Dilma, Marina e Aécio), quem mais perdeu no debate da Band foi a petista Dilma Rousseff. No seu entender, a presidente demonstrou nervosismo e pareceu não estar muito à vontade, não olhou diretamente para a câmera (telespectador), talvez pelo fato de ter sido o alvo preferencial dos concorrentes. Tanto que ela nem explorou a boa popularidade de seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando-o apenas uma única vez, nas considerações finais do debate.

Até mesmo Marina Silva, destaca Kuntz, falou dos bons projetos realizados na gestão de Lula e do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. "Ao citar os dois ex-presidentes, Marina reforçou sua tese de que, se eleita, não irá fechar portas para ninguém e irá governar com as melhores cabeças, independentemente de partidos", disse. 

Segundo o analista, a candidata do PSB mostrou também, "na medida certa", sua dor pela perda do companheiro de chapa Eduardo Campos e garantiu que irá respeitar os acordos que firmou com ele. "Outro ponto positivo para Marina foi quando ela disse que não é contra o agronegócio."


Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília


Arruda tem candidatura cassada em decisão do TSE


TSE nega a ex-governador o registro de candidatura, mas campanha deve prosseguir até decisão do STF
 

redacao@jornaldebrasilia.com.br
Foto: Raphael RibeiroEm julgamento que se estendeu pela madrugada de ontem, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram, por maioria, cassar o registro de candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PR), que tentava disputar novamente o Buriti. 

A decisão se choca com a jurisprudência que vinha sendo seguida pelo próprio tribunal. A defesa de Arruda deve recorrer, em um primeiro momento ao TSE, mas também ao Supremo Tribunal Federal. Com o recurso, até uma palavra definitiva, Arruda pode continuar a campanha.


Momento da condenação
Acompanhando o relator, quatro dos sete ministros afirmaram que a Lei da Ficha Limpa deverá ser colocada em prática no momento da condenação de um colegiado e não quando é feito o pedido de registro da candidatura, como alegou a defesa de Arruda. Manteve assim a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, contrária ao ex-governador.

Em um voto longo, o relator destacou que os motivos para cassar o registro de Arruda não tinham relação com o processo judicial, mas com a condenação em segunda instância. “Para a Justiça Eleitoral importa se a pessoa foi ou não condenada. Para ela apenas interessa se o candidato preenche ou não os critérios de inelegibilidade”
Decisão seria “casuística”

O único a votar a favor da manutenção da candidatura de Arruda foi o ministro Gilmar Mendes. Ele declarou que a decisão contra o ex-governador seria casuística. “Não fica bem para um tribunal ficar criando precedentes casuísticos. Se há risco aqui, é de manipulação de pauta. É preciso que haja segurança jurídica e, ao prevalecer o voto do relator, essa causa se evapora”, declarou o ministro.

O ministro Henrique Neves levou em conta o “fato novo”, que foi a condenação de Arruda por um colegiado, mesmo depois do prazo de registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), que o torna inelegível. A jurisprudência considerava como data-limite o último dia do prazo para registro.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília