terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vantagem numérica no Datafolha, mesmo mínima, incendiará militância petista


Blog do Fernando Rodrigues


Fernando Rodrigues

Pesquisa mostra Dilma com 52% e Aécio com 48%
Está em jogo qual campanha negativa será mais eficaz
Petista tenta agora usar crise hídrica de SP contra tucano
Datafolha-20out2014
O cruzamento das curvas e a inversão de posições entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) na pesquisa Datafolha desta segunda-feira (20.out.2014) deve incendiar a militância petista nesta reta final de campanha.

Segundo o Datafolha, numa pesquisa com 4.389 eleitores e realizada integralmente nesta segunda-feira, Dilma aparece com 52% dos votos válidos contra 48% de Aécio. Nas duas pesquisas anteriores, o tucano liderava numericamente com 51% contra 49% da petista.

É evidente que do ponto de vista estatístico nada mudou. Ambos, Dilma e Aécio, continuam empatados no limite da margem de erro –que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Mas nessas horas, numa eleição que será aparentemente decidida “nos detalhes”, como dizem os técnicos de futebol, o aspecto psicológico vale muito. O PT é tido como o partido com a militância mais aguerrida em retas finais de campanha. Os pontinhos a mais que Dilma recebeu hoje no Datafolha serão vitais para motivar os ativistas pró-PT.

É claro que do ponto de vista estritamente objetivo é necessário olhar com cautela esses percentuais do Datafolha. Sobretudo numa campanha com tantas reviravoltas como esta de 2014. Nada impede que ocorram mais inversões de posição até o dia da eleição, domingo, 26.out.2014.

O certo ainda é apenas registrar que o desfecho da corrida presidencial continua indefinido.

Feitas as ressalvas, é preciso também mencionar dois fatos a serem considerados.

Primeiro, a eficácia da campanha negativa de parte a parte.

Aécio falou basicamente em corrupção, Petrobras e incompetência gerencial da atual administração federal. A não ser um brasileiro que tenha chegado agora de Marte, todos já conheciam as histórias de corrupção envolvendo o PT e a Petrobras.

Já Dilma introduziu de maneira viral para o grande público casos considerados novos para parte do eleitorado. Por exemplo o episódio em que Aécio foi barrado por uma blitz, no Rio, e se recusou a fazer o teste do bafômetro –além de estar dirigindo sem carteira de motorista. A petista também enfatizou ao máximo a imagem de elitista do PSDB/Aécio, que não se preocupa com os mais pobres.
Quem foi mais eficaz na campanha negativa? Aécio ou Dilma?

O outro aspecto a ser mencionado a respeito dos últimos dias é o destaque dado à crise hídrica de São Paulo. As emissoras de TV que durante o primeiro turno tratavam com cuidado o assunto (temendo serem partidárias, pois ainda havia uma disputa pelo governo paulista), agora rasgaram a fantasia.

Nesta segunda-feira, 20.out.2014, o “Jornal Nacional” da TV Globo fez longa reportagem sobre a falta de água entre os paulistas. Ontem, 19.out.2014, o programa “Fantástico” também martelou sobre o tema. E todas as outras TVs estão indo na mesma linha.

Para complicar, o Brasil e o Estado de São Paulo enfrentaram um calor incomum nos últimos dias. A vida de milhões de paulistas se degradou. E todos estão se vendo agora –diferentemente do que ocorria no primeiro turno– nos telejornais noturnos.

Dilma Rousseff e sua equipe de marketing estão tentando surfar nessa onda desde domingo, quando o programa da petista falou em tom grave para se solidarizar com os paulistas que sofrem uma situação “muito triste e preocupante”.

De maneira esperta, Dilma não cita o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que foi reeleito no primeiro turno. A petista só fala no “modelo de gestão tucana” que o “adversário [Aécio] defende e representa”.

Dilma sabe que é quase impossível ganhar em São Paulo. Mas sabe também que pode obter alguns pontos extras ali para não perder feio, como o Brasil foi derrotado para a Alemanha na Copa do Mundo de Futebol. De quebra, a petista sabe que todos os eleitores, de norte a sul, estão assistindo às reportagens da TV Globo e de outras emissoras sobre a falta de água em São Paulo. Vai tentar se aproveitar disso.

Vai dar certo? As próximas pesquisas, e, mais importante, as urnas dirão.

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Alckmin ataca ONU por crítica sobre falta de água em São Paulo





Bruno Lupion


Tucano questionou conhecimento e liderança da organização para tratar de mudanças climáticas
Em ofício, governador cobra de Ban Ki-moon que corrija declarações da relatora especial para água e saneamento

Governador paulista reclamou de críticas feitas no meio do processo eleitoral
Racionamento de água em SP pauta última semana da campanha presidencial

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, enviou um duro ofício ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cobrando que a entidade corrija suas conclusões sobre a crise da água no Estado.

O estopim foi a visita da portuguesa Catarina de Albuquerque, relatora especial para água e saneamento, a São Paulo, em agosto último. Ela afirmou que a crise era responsabilidade do governo estadual e apontou falta de investimentos.

O ofício de Alckmin obtido pelo Blog foi enviado a Ban Ki-moon em 9.set.2014 e ainda não havia sido divulgado. O tucano usa a proximidade da Cúpula do Clima, promovida pela ONU em Nova York em 23.set.2014, para fustigar as conclusões de Catarina. Alckmin diz que a relatora incorreu em “erros factuais” e fez uso político do tema ao conceder entrevistas às vésperas da eleição estadual, violando o código de conduta da ONU.

Ao concluir o texto, o governador adota um tom acima do usual em comunicações diplomáticas. Ele afirma que se a ONU não retificar as informações prestadas por Catarina de Albuquerque, ele ficaria em dúvida sobre a habilidade da organização para realizar a Cúpula do Clima e demonstrar “propriedade, criatividade e liderança” sobre o tema. Dá a entender que não participaria do evento que estava prestes a ser realizado.

Abaixo, reprodução de trecho do ofício, em inglês (clique na imagem para ler a íntegra).

oficio4
Uma semana antes, o secretário da Casa Civil de Alckmin, Saulo de Castro, também enviara uma carta ao Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, reclamando das conclusões da relatora.

Catarina de Albuquerque é professora visitante das universidades de Braga e Coimbra, em Portugal. Os relatores especiais da ONU estão vinculados ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, mas têm atuação independente. São nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para mandatos de 3 anos, renováveis por igual período.

Quatro pontos da visita de Catarina incomodaram o Palácio dos Bandeirantes: 1) o momento político de disputa eleitoral; 2) a visita ter sido feita em caráter não oficial; 3) o fato de Catarina não ter procurado a Sabesp (a última vez que ela havia feito isso fora em dezembro de 2013); e 4) as acusações de falta de investimento em obras de captação de água.

Alckmin também questionou afirmação feita por Catarina em entrevista de que as perdas de água estavam “quase em 40%” quando, no Estado de São Paulo, a perda é de 31,2%. Ocorre que o jornal já havia publicado uma correção no dia seguinte, informando que, por erro de edição, a entrevista deu a entender que a taxa se referia à média paulista, quando na realidade se referia à média do país.

O governo paulista, por meio de nota, informou que Alckmin de fato não compareceu à Cúpula do Clima, em Nova York, mas sua ausência não teve relação com o entrevero sobre a crise hídrica. Na data da cúpula, Alckmin comandou solenidade no Palácio dos Bandeirantes para assinar um financiamento de R$ 2,3 bilhões para obras em rodovias estaduais. O governo também informa que ainda não recebeu uma resposta oficial de Ban Ki-moon ao ofício.

Eleição presidencial
A crise no fornecimento de água em São Paulo chegou ao epicentro da campanha presidencial na última semana de campanha. A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, dedicou metade dos 10 minutos de sua propaganda eleitoral de domingo (19.out.2014) ao tema. Em resposta, Aécio Neves, candidato do PSDB ao Planalto, disse na 2ª feira (20.out.2014) que o governo federal não contribuiu para solucionar a questão.

Dilma e sua equipe tentam tirar proveito político da crise. Após o primeiro turno das eleições, as emissoras de TV começaram a cobrir o assunto com mais intensidade e moradores de todos os Estados agora acompanham a falta de água em São Paulo.

No programa de domingo, Dilma não cita Alckmin diretamente, mas diz se solidarizar com os paulistas e critica o “modelo de gestão tucana” que o “adversário [Aécio] defende e representa”.

Brasil tem 2 aeroportos entre piores da América Latina em ranking mundial


21/10/2014 06h00 - Atualizado em 21/10/2014 06h00

Guarulhos e Galeão ficaram entre os piores na lista regional de premiação.
Aeroporto eleito o melhor do mundo parece shopping e o pior, uma prisão.

Do G1, em São Paulo
 
Fila no check-in do Aeroporto de Guarulhos, em SP; terminais lotados foi um dos critérios para eleger os piores Movimentação intensa de passageiros no aeroporto de Cumbica em Guarulhos (SP), durante a manhã. (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Dois aeroportos brasileiros ficaram entre os piores da América Latina em um ranking internacional. Na lista de melhores e piores aeroportos do mundo, feita anualmente pelo site Sleeping in Airports, o Aeroporto Internacional de Guarulhos ficou em terceiro lugar e o do Galeão, no Rio, em décimo na lista que reúne os piores da América do Sul, América Central e Caribe.

A premiação, que usou como base a votação de usuários entre setembro de 2013 e agosto de 2014, levou em conta os serviços, a conveniência, a limpeza e o atendimento ao consumidor.

O aeroporto internacional Simon Bolívar, em Caracas, Venezuela, foi considerado o pior da América Latina e o de Lima, no Peru, o melhor. O Brasil não teve nenhum representante na lista dos melhores.
Na premiação mundial, o Aeroporto de Changi, na Cingapura foi eleito o melhor do mundo e o de Islamabad, no Paquistão, o pior de todos.


VEJA LISTA DOS MELHORES E PIORES NO FIM DA REPORTAGEM.

Segundo o site, ficaram entre os piores aqueles aeroportos com problemas como terminais lotados, opções limitadas e desconfortáveis de assentos, falta de atividades para fazer durante a espera, banheiros e chão sujos e funcionários ineficientes.

Por sua vez, os melhores aeroportos oferecem benefícios como assentos reclináveis, áreas silenciosas, boas opções de comida 24 horas, Wi-Fi grátis, chuveiros e funcionários sorridentes para atender os passageiros.

O melhor e o pior do mundo
Área de relaxamento do Aeroporto de Changi, na Cingapura, eleito o melhor do mundo em 2013 (Foto: Divulgação/Changi Airport Group)Área de relaxamento do Aeroporto de Changi, na Cingapura, eleito o melhor do mundo em 2013

É a 18ª vez que o Aeroporto de Changi, na Cingapura, é escolhido o melhor do mundo na votação. Não é difícil imaginar por quê: o espaço tem jardins temáticos, cinema, piscina, academia, diversas áreas de relaxamento, lojas e spas.
Piscina na cobertura do Aeroporto de Changi, na Cingapura, eleito o melhor do mundo em 2013 (Foto: Divulgação/Changi Airport Group)Piscina na cobertura do aeroporto de Changi



Os passageiros têm direito ainda a um tour gratuito pela cidade enquanto esperam pelo voo. Segundo o site da premiação, o aeroporto mais parece um resort ou um shopping center.

Já o aeroporto internacional de Islamabad Benazir Bhutto, considerado o pior do mundo, foi, segundo o site, comparado a um presídio.

O espaço é criticado por seus terminais lotados, "corrupção generalizada", "controle de segurança agressivo e inconsistente", e falta de limpeza e de tecnologia.

Segundo o site, um novo aeroporto está sendo construído na cidade e deve ser inaugurado em meados de 2016, o que deve melhorar a situação dos passageiros que vão até a cidade.

Os piores da América Latina e do Caribe

1° - Aeroporto internacional de Caracas Simón Bolívar (Venezuela)
2° - Aeroporto internacional de Cusco Alejandro Velasco Astete (Peru)
3° - Aeroporto internacional de Guarulhos (Brasil)
4° - Aeroporto internacional de Havana José Marti (Cuba)
5° - Aeroporto internacional de Porto Príncipe Toussaint Louverture (Haiti)
6° - Aeroporto internacional de Varadero Juan Gualberto Gómez (Cuba)
7° - Aeroporto internacional de La Paz El Alto (Bolívia)
8° - Aeroporto internacional de Iquitos Coronel FAP Fancisco Secada Vignetta (Peru)
9° - Aeroporto internacional de Tegucigalpa Toncontín (Honduras)
10° - Aeroporto internacional do Rio de Janeiro - Galeão (Brasil)

Os melhores da América Latina e do Caribe

1° - Aeroporto internacional de Lima Jorge Chávez (Peru)
2° - Aeroporto internacional de Buenos Aires Ministro Pistarini International Airport - Ezeiza (Argentina)
3° - Aeroporto internacional de Guayaquil José Joaquín de Olmedo (Equador)
4° - Aeroporto internacional de Santiago Arturo Merino Benítez (Chile)
5° - Aeroporto internacional de Montevidéu Carrasco (Uruguai)
6° - Aeroporto internacional da Cidade do Panamá Tocumen (Panamá)
7° - Aeroporto internacional de Nassau Lynden Pindling (Bahamas)
8° - Aeroporto internacional de Montego Bay Sangster (Jamaica)
9° - Aeroporto internacional de Santo Domingo Las Américas (República Dominicana)
10° - Aeroporto internacional de San Salvador Monseñor Óscar Arnulfo Romero (El Salvador)

Os piores do mundo

1° - Aeroporto internacional de Islamabad Benazir Bhutto (Paquistão)
2° - Aeroporto internacional de Jeddah King Abdulaziz (Arábia Saudita)
3° - Aeroporto internacional de Kathmandu Tribhuvan (Nepal)
4° - Aeroporto internacional de Manila Ninoy Aquino (Filipinas)
5° - Aeroporto internacional de Tashkent (Uzbequistão)
6° - Aeroporto internacional de Paris Beauvais-Tille (França)
7° - Aeroporto internacional de Frankfurt Hahn (Alemanha)
8° - Aeroporto internacional de Bergamo Orio al Serio (Itália)
9° - Aeroporto internacional de Berlin Tegel (Alemanha)
10° - Aeroporto internacional de New York City LaGuardia (EUA)


Os melhores do mundo

1° - Aeroporto internacional de Singapore Changi (Cingapura)
2° - Aeroporto internacional de Seoul Incheon International (Coreia do Sul)
3° - Aeroporto internacional de Helsinque (Finlândia)
4° - Aeroporto internacional de Munique (Alemanha)
5° - Aeroporto internacional de Vancouver (Canadá)
6° - Aeroporto internacional de Kuala Lumpur (Malásia)
7° - Aeroporto internacional de Hong Kong (Hong Kong)
8° - Aeroporto internacional de Tóquio Haneda (Itália)
9° - Aeroporto internacional de Amsterdam Schiphol (Holanda)
10° - Aeroporto internacional de Zurique (Suíça)

Tucanos preocupados com a inversão de números no Datafolha

 
por Gerson Camarotti

A inversão nos números do Datafolha, com vantagem numérica da candidata petista Dilma Rousseff, acendeu luz amarela no ninho tucano. A maior preocupação no comando da campanha de Aécio Neves é com o resultado na região Sudeste.

Aécio tem vantagem em relação a Dilma no Sudeste (49% a 40%). Mas a diferença diminuiu em relação à pesquisa anterior, onde o tucano tinha 50% e a petista 35%.


Por isso, haverá uma operação nesta reta final para ampliar a dianteira na região com o maior eleitorado do país. No Rio de Janeiro, os tucanos reconhecem que há uma desvantagem de estrutura, já que Dilma tem os dois palanques do segundo turno no estado: o de Pezão (PMDB) e o de Crivella (PRB).


Em São Paulo, a preocupação é com o agravamento da crise hídrica. O temor é que isso possa influenciar na reta final, diminuindo a expectativa inicial da vantagem prevista no estado.
Em Minas Gerais, também há preocupação. Há o reconhecimento entre os tucanos que Aécio tem condições de virar o jogo no estado. Mas que seria preciso abrir uma vantagem de quase 2 milhões de votos no seu estado, o que, hoje, é um número difícil de ser alcançado.

Outra preocupação entre os tucanos é com a rejeição de Aécio. Ele tem um índice (40%) ligeiramente superior ao de Dilma (39%). Na primeira pesquisa Datafolha, 34% diziam que não votariam em Aécio de jeito nenhum contra 43% de rejeição de Dilma.

A pesquisa mostra que tem causado, sim, danos à imagem do tucano Aécio Neves a estratégia de desconstrução feita pelo PT. Segundo o Datafolha, para 56% dos eleitores, Aécio é quem mais defenderá os ricos, caso se torne presidente. Esse índice é de apenas 17% para Dilma.

Já para 57% dos eleitores, Dilma é a candidata que mais defenderá os pobres. Só 26% dos eleitores enxergam em Aécio um defensor dos pobres.

Outro dado negativo para a campanha tucana: entre os indecisos, 31% admitem que poderiam votar na Dilma e 24% em Aécio.

Há o reconhecimento nas duas campanhas que essa eleição será disputada até o último minuto. Por isso mesmo, o cuidado é para evitar erros nesta reta final do segundo turno e conseguir acertar a estratégia regional.

(Atualizada às 21h50)

Maioria afirma que Dilma é candidata dos pobres, e Aécio, dos ricos, diz Datafolha

  • Pesquisa Datafolha mostra que a maioria dos eleitores brasileiros acredita que Dilma Rousseff (PT) é quem mais defenderá os mais pobres, e Aécio Neves (PSDB), os mais ricos.

    Segundo levantamento divulgado na segunda-feira (20), 57% dizem que Dilma é que mais defenderá os mais pobres, contra 26% que apontaram Aécio. Outros 3% acreditam que os dois defenderão os mais pobres, e 8% afirmaram que nenhum dos dois. Além disso, 6% disseram que não sabem.

    pesquisa
    A pesquisa mostrou ainda que 56% dos entrevistas acreditam que o candidato do PSDB é que mais defenderá os mais ricos se for eleito, contra 17% que citaram a candidata do PT. Outros 7% afirmaram que os dois defenderão os mais ricos, e 7% que nenhum dos dois. Além disso, 12% não sabem.

    Em relação à violência, 41% dos eleitores acreditam que Aécio Neves é o mais preparado para combater o problema, contra 36% que citaram Dilma Rousseff. Para 2%, os dois estão preparados, e para 13%, nenhum dos dois. Outros 8% não sabem.

    Sobre a saúde, os entrevistados se dividiram: 41% apontaram o tucano como o mais preparado para cuidar da área, enquanto 40% disseram que é a petista. Para 3%, os dois estão preparados, e para 9%, nenhum dos dois. Outros 7% não sabem.

    No entanto Dilma leva vantagem em relação à educação e à economia. Para 44%, a petista é a mais preparada para cuidar da educação, contra 40% que citaram Aécio. Mesmo percentual (44%) disseram que Dilma está mais preparada para manter a estabilidade econômica, enquanto Aécio soma 40%.

    Na educação, a pesquisa mostrou ainda que 3% acreditam que os dois estão preparados para cuidar da área, contra 7% que disseram nenhum. Outros 6% não sabem. Na economia, 2% destacaram que os dois têm condições de manter a estabilidade. Para 7%, nenhum dos dois. Outros 7% não sabem.

    A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.
  • por Rosanne D'Agostino

    Datafolha para presidente por renda, idade, região, escolaridade e porte do município

    Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (20) mostra Dilma Rousseff (PT), com 52% das intenções de votos válidos, e Aécio Neves (PSDB), com 48%, empatados tecnicamente no segundo turno da corrida eleitoral para a Presidência da República.
    Segundo a pesquisa, Dilma avançou entre eleitores de todas as faixas com renda familiar de até dez salários, enquanto Aécio oscilou negativamente entre aqueles com renda entre cinco e dez salários, e ganhou um ponto na faixa de mais de dez salários.arte renda datafolha






     Dilma avançou entre os eleitores de todas as faixas etárias, enquanto Aécio recuou. arte idade datafolha
    A vantagem de Aécio para Dilma na região Sudeste caiu, se manteve no Sul e também caiu no Centro-Oeste. Dilma avançou ainda mais no Nordeste e no Norte.datafolha regiao
     Dilma avançou entre eleitores com ensino médio e superior. Aécio recuou nessas faixas.arte escolaridade datafolha
     A maior diferença ocorreu em cidades do interior, onde Dilma ultrapassou Aécio.datafolha município
    A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.
  • Candidatos à espera de recurso somam 2,85 mi de votos zerados no 1º turno

    Arte sub judice
    Candidatos que concorreram com o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas que ainda aguardam recurso, conseguiram 2.856.913 votos no primeiro turno, de acordo com informações do tribunal. Os "sub judice" (pendentes) puderam concorrer por sua conta e risco enquanto aguardam a análise de seus recursos, mas, enquanto o TSE não julga os pedidos, eles aparecem com zero voto na apuração final.
    Caso consigam reverter o indeferimento, situação de 680 candidatos em todo o país, os votos passam a contar não só para o postulante, mas para toda a eleição, podendo influenciar a composição das assembleias e do Congresso --candidatos eleitos podem perder suas cadeiras. Ao todo, 404 disputaram uma vaga para deputado estadual, 253 para deputado federal, 15 para deputado distrital, cinco para senador e três para governador. Apenas o Tocantins não tem candidatos "sub judice".
    Segundo o TSE, entre as causas para o indeferimento estão a Lei da Ficha Limpa, falta de quitação eleitoral, entre outros. A Corte informou que deve analisar os recursos até o final de outubro. Um dos casos é o de Paulo Maluf (PP-SP). Oitavo mais votado para deputado federal em São Paulo, seus 250.296 votos aparecem zerados enquanto seu recurso aguarda julgamento. Se concedido, ele será reeleito.
  • por Clara Velasco

    Paulistas lideram pedidos de voto em trânsito no 2º turno das eleições

    Voto em trânsito no segundo turno
    Quase 80 mil eleitores solicitaram à Justiça Eleitoral a possibilidade de votar em trânsito no segundo turno das eleições deste ano. Os paulistas foram os que mais pediram para votar fora de seus domicílios eleitorais, com 17.597 soliticações. Os mineiros aparecem em seguida, com 11.583 pedidos. Os gaúchos completam a lista dos três mais: 6.387 eleitores irão votar “fora de casa” no segundo turno.
    Já Roraima é o estado com menos solicitações - apenas 139. Outros dois estados do Norte do país aparecem em seguida: Amapá (146 pedidos) e Acre (205). Os estados são os mesmos que se destacaram com poucos pedidos no primeiro turno - apenas a ordem é alterada, pois o Acre liderou a lista anterior.
    Os eleitores que votarão em trânsito só poderão escolher o presidente e o vice-presidente da República, mesmo se houver segundo turno para governador em seus estados. Não apenas as capitais, mas todas as 92 cidades com mais de 200 mil eleitores poderão ter urnas especiais para voto em trânsito (desde que haja ao menos 50 interessados na localidade). O prazo para solicitar o voto em trânsito terminou em 21 de agosto.
  • por Rosanne D'Agostino

    De 430 candidatas donas de casa, apenas uma é eleita no país

    arte donas de casa

    De um total de 430 candidatas donas de casa que concorreram a cargos nestas eleições, apenas uma foi eleita, ao cargo de deputada federal, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dulce Miranda (PMDB) foi eleita no Tocantins com um patrimônio declarado de R$ 2,26 milhões. Ela ficou em primeiro lugar no estado, com 75.934 votos.
    Desde 2010, é obrigatório aos partidos respeitar a cota de 30% de candidatas mulheres nas coligações. Naquela eleição, 337 donas de casa concorreram, contra 65 em 2006.
    Na última eleição, de 2012 para vereador, houve um aumento de 131% no número de donas de casa disputando um cargo eletivo em relação a 2008.
    As principais ocupações citadas pelas candidatas nas eleições deste ano foram professora e dona de casa. De acordo com o TSE, das cerca de 7,8 mil mulheres que concorreram a cargos públicos nas eleições deste ano, lideram a lista professoras, donas de casa, empresárias, estudantes, bolsistas e estagiárias, advogadas e servidoras públicas estaduais.
  • por Thiago Reis

    Veja pesquisas Datafolha para presidente no RJ, no RS, no CE e no DF

    EstadosPesquisas Datafolha realizadas no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, no Ceará e no Distrito Federal mostram como está o segundo turno da corrida à Presidência da República nas quatro unidades da federação (que, juntas, abrigam 20% do eleitorado brasileiro). O nível de confiança de todas as pesquisas, realizadas no dia 15 de outubro, é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de três pontos prevista.

    O Datafolha fez a pergunta sobre a eleição presidencial nas quatro unidades da federação onde também foi pesquisada a intenção de voto para governador no segundo turno.
    Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos em branco, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
    Confira todos os números:

    Média nacional
    VOTOS VÁLIDOS
    Aécio Neves (PSDB) - 51%
    Dilma Rousseff (PT) - 49%

    VOTOS TOTAIS
    Aécio – 45%
    Dilma – 43%
    Em branco/nulo/nenhum – 6%
    Não sabe – 6%
    Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou menos

    O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios do país nos dias 14 e 15 de outubro. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-01098/2014. Leia mais
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    Rio de Janeiro – 8,5% do eleitorado brasileiro
    VOTOS VÁLIDOS
    Dilma Rousseff (PT) - 51%
    Aécio Neves (PSDB) - 49%

    VOTOS TOTAIS
    Dilma – 43%
    Aécio – 41%
    Em branco/nulo/nenhum – 9%
    Não sabe – 6%
    Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos

    O Datafolha ouviu 1.486 eleitores em 36 municípios do RJ. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, está registrada no TRE-RJ sob o número 00069/2014.

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    Rio Grande do Sul – 5,9% do eleitorado brasileiro

    VOTOS VÁLIDOS
    Aécio Neves (PSDB) – 51%
    Dilma Rousseff (PT) – 49%

    VOTOS TOTAIS
    Aécio – 45%
    Dilma - 43%
    Em branco/nulo/nenhum – 4%
    Não sabe – 7%
    Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos

    O Datafolha ouviu 1.425 eleitores em 54 municípios do RS. A pesquisa, encomendada pelo Grupo RBS e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, está registrada no TRE-RS sob o número 00028/2014.

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    Ceará – 4,4% do eleitorado brasileiro

    VOTOS VÁLIDOS
    Dilma Rousseff (PT)  – 73%
    Aécio Neves (PSDB) – 27%

    VOTOS TOTAIS
    Dilma– 66%
    Aécio - 25%
    Em branco/nulo/nenhum - 4%
    Não sabe - 5%
    Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos

    O Datafolha ouviu 1.228 eleitores em 52 municípios do CE. A pesquisa, encomendada pelos jornais "O Povo" e “Folha de S.Paulo”, está registrada no TRE-CE sob o número 00032/2014.

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    Distrito Federal – 1,3% do eleitorado brasileiro
    VOTOS VÁLIDOS
    Aécio Neves (PSDB) - 65%
    Dilma Rousseff (PT) - 35%

    VOTOS TOTAIS
    Aécio – 57%
    Dilma – 31%
    Em branco/nulo/nenhum – 7%
    Não sabe – 6%
    Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou menos

    O Datafolha ouviu 1.217 eleitores no DF. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, está registrada no TRE-DF sob o número 00083/2014.

Tucanos planejam auditoria na Caixa e no BNDES


A equipe econômica do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, já escolheu a primeira coisa a fazer, caso ele vença as eleições: uma devassa nas contas da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo auxiliares do candidato, a ordem é começar a trabalhar nisso "já na próxima segunda-feira".

Os integrantes da equipe econômica do tucano estão convencidos de que esses dois bancos públicos acumulam um grande volume de valores a receber do Tesouro Nacional, sem que se saiba exatamente quanto. Esses créditos são fruto de programas que cobram juros abaixo do mercado como o Minha Casa Minha Vida e o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI).

Para manter o juro baixo, governo precisa pagar um subsídio. Ou seja, ele "banca" parte da bondade com recursos públicos, saídos do Tesouro Nacional, que são entregues aos bancos que fazem o empréstimo. Mas, já há alguns anos, a área econômica vem segurando o repasse dos subsídios. Isso é facilitado pelo fato de ficar tudo "em casa", pois quem deixa de receber são bancos públicos.

Especialistas de fora do governo acreditam que o maior volume de subsídios não pagos esteja no BNDES. O economista Felipe Salto, da consultoria Tendências, calcula que sejam R$ 28,8 bilhões. Mas há, na equipe de Aécio, grande preocupação com a Caixa, cuja contabilidade é menos transparente.

Ajuste. "A primeira coisa é saber o tamanho da encrenca", diz um auxiliar tucano. Essa informação é fundamental para dar aos agentes de mercado a informação mais aguardada: o plano de voo do ajuste das contas públicas.

Em outras palavras, o que será feito para atingir o objetivo já anunciado de, no prazo de dois a três anos, produzir um saldo nas contas públicas grande o suficiente para conter o crescimento da dívida pública.

Depois de duas décadas comportada, a dívida começou a aumentar este ano. Em setembro, ela estava em 35,9% do Produto Interno Bruto (PIB), depois de haver iniciado o ano em 33,1% do PIB. Esse crescimento se dá porque a economia que o setor público faz não é suficiente para pagar nem os juros. Para controlá-la, será preciso apertar o cinto ou arrecadar mais.

Pelos cálculos do economista Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica e atual vice-presidente do Insper, a economia, chamada de resultado primário, teria de ser da ordem de 2,5% do PIB. No dado oficial mais recente, o saldo acumulado em 12 meses estava em 0,94% do PIB. Mas há suspeita generalizada entre os especialistas de que, na ponta do lápis, o resultado esteja negativo.
Isso porque o atraso no pagamento de subsídios é apenas uma das manobras a que o governo recorreu para melhorar artificialmente o resultado oficial das contas públicas, segundo demonstraram várias reportagens que o Estado publicou ao longo deste ano. Outra foi exigir dos mesmos bancos, Caixa e BNDES, o pagamento antecipado de dividendos.

Segundo informações da área técnica, a Caixa teria sido levada também a pagar benefícios sociais, como abono e seguro-desemprego, sem haver recebido do Tesouro os recursos para isso - um mecanismo batizado de "pedalada’’. Nos bastidores, a informação é que o fluxo teria sido regularizado em agosto.

Meta
O propósito da equipe de Aécio Neves é limpar as contas públicas de todos os truques desse tipo, conforme consta do programa econômico divulgado pelo candidato. "Esta é uma necessidade absoluta para a construção de um regime macroeconômico robusto e para que se cumpra a Lei de Responsabilidade Fiscal", diz o documento.

Paralelamente ao levantamento da real situação das contas públicas, a ordem é acelerar a elaboração da proposta de reforma tributária, que Aécio prometeu enviar ao Congresso no início de seu mandato. A proposta já está delineada do ponto de vista técnico. Mas como o candidato aparecia em terceiro lugar nas pesquisas às vésperas do 1.º turno, os trabalhos foram desacelerados.

A ideia agora é dialogar com os especialistas que já estiveram envolvidos nas tentativas anteriores. E, assim, saber quais são os principais obstáculos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília

Ao lado de Lula, Dilma reforça discurso contra PSDB



A candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), reforçou o discurso de não voltar ao passado com PSDB, em evento com milhares de militantes, artistas, ao lado do ex-presidente Lula, de ministros e diversos quadros do PT e de partidos de apoio. "É disso que estamos tratando, de não deixar eles voltarem, não deixar que volte esse tipo de política, que olha para o País de forma irresponsável", disse a petista. "Eles nunca nos aterrorizaram, nem nunca nos aterrorizarão", afirmou ela, sobre o PSDB.


No discurso, feito em um teatro na capital paulista, Dilma bateu seguidamente na tecla da crise hídrica que atinge o Estado. Disse que o caso mostra a visão contra o planejamento e postura de irresponsabilidade com o abastecimento, mais fundamental para a população que a eletricidade.


Dilma argumentou que o PT, no governo federal, preparou o País para prover energia e evitar a volta do racionamento, ocorrido no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), enquanto os tucanos em São Paulo não se precaveram para garantir o abastecimento de água. "Eles, quando foram governo, deixaram esse País às escuras, porque não planejaram, porque fizeram aquela privatização maluca, olharam o País e não viram os interesses conjuntos da população, viram interesses de alguns grupos econômicos. No caso da água, é a crônica de uma morte anunciada", afirmou. "A incapacidade de gestão absolutamente às claras de um grupo político que pretende dirigir o pais, que pretende, porque nós não vamos deixar", emendou.


Dilma lembrou a Copa do Mundo, repetindo o discurso de que havia uma visão pessimista sobre a capacidade do País em sediar o evento, sustentado pela mídia. Associou também a crise hídrica à incapacidade do candidato tucano Aécio Neves em conduzir a economia. "Eles fazem com a água o que fizeram com a questão do emprego. Eles cunharam o conceito que chamavam de empregabilidade, tem gente que tem empregabilidade, tem gente que não tem empregabilidade", ironizou.


A petista criticou também a política econômica do PSDB, que, segundo ela, justifica o desemprego e a redução de salários em nome dos "ajustes adequados". Ela afirmou que, em 2002, antes do governo Lula, o Brasil tinha a segunda maior taxa de desemprego do mundo, com 11,4 milhões de desempregados, e só perdia para a Índia. "Esse pessoal que planta inflação para colher juros é que está na oposição."

Dilma associou à oposição também a forte oscilação que tem vivido o mercado financeiro nesse período eleitoral. Dilma criticou também a visão de comércio internacional dos tucanos e disse que eles são "capazes de menosprezar o Mercosul e a América Latina".

Ao falar da Copa e da visão pessimista que avalia guiar a oposição, Dilma disse também que essa é a marca de governar do PSDB. "Tem que acabar com a mania que eles têm de nos condenar, literalmente sempre, como se tivessem esse poder, de dizer que o Brasil é uma catástrofe, que o Brasil não vai dar certo. Não é só para criar barreiras contra nós, é porque eles pensam o Brasil pequeno mesmo."

Em meio às críticas, a presidente brincou com a palavra "estarrecedor", que virou um jargão seu. Ela lembrou a frase "nunca antes nesse País" que virou marca de Lula, justificando a sua escolha. "O nível de desqualificação do Brasil é estarrecedor. E eu uso estarrecedor, porque meu caso é de estarrecimento mesmo."

Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília

Comentarios
albertani

um gambá cheirando o outro, desqualificado é você seu petralha maldito!!!
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Rollemberg (PSB) cai em pesquisas de intenção de voto



Com a proximidade das eleições, Frejat cresce na disputa pelo governo do Distrito Federal. Quantidade de votos brancos, nulos e indecisos também diminuiu

 
Divulgada hoje, pesquisa do Instituto Exata Opinião Pública mostra as intenções de voto para governador do Distrito Federal.

Rodrigo Rollemberg (PSB) lidera a pesquisa com 44% das intenções de voto, seguido de Jofran Frejat (PR) com 37%.


Na pesquisa realizada com 2 mil pessoas entre os dias 16 e 18 de outubro, 11% dos entrevistados se mostraram indecisos e os votos brancos e nulos somam 8% das opiniões coletadas. A margem de erro é de 2%, com nível de confiança de 95%.

Com apuração apenas dos votos válidos, Rollemberg aparece com 54% contra 46% de Frejat. Há oito dias, quando a mesma pesquisa foi feita pela última vez, o candidato ao PSBPSBdetinha 59% das intenções de voto, enquanto seu oponente do PR reunia 41%.


A queda de Rollemberg nas opiniões de voto também fica evidente se comparado com o resultado do primeiro levantamento do Data Folha após o primeiro turno. Apresentada no dia 16 de outubro, a pesquisa mostrava Rollemberg (PSB) com 46% e Jofran Frejat (PR) com 35%. A quantidade de indecisos, votos brancos e nulos também diminuiu.


A seis dias das eleições, o Instituto Exata também avaliou como está a preferência da população de Brasília na disputa pela presidência. Somando-se apenas os votos válidos, o candidato Aécio Neves (PSDB) aparece com 63% das intenções no DF e a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), possui 37% dos votos dos brasilienses.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Aviso colocado em ponto de ônibus denuncia onda de assaltos



Cuidado! Esta parada tem altos índices de assaltos!, alertam os oito cartazes afixados

ludmila.rocha@jornaldebrasilia.com.br


“Cuidado! Esta parada tem altos índices de assaltos!”, alertam os oito cartazes afixados em uma parada de ônibus na Quadra 401 de Samambaia Norte. Segundo os avisos, só na semana passada foram roubados mais de 15 aparelhos celulares no local. Os bilhetes, supostamente colocados por moradores da região, ainda alertam para o fato de o assaltante  não  “despertar suspeitas” e recomendam que, caso necessário, os usuários entrem em contato diretamente com o batalhão de Polícia Militar da área (11º BPM), onde os policiais já estariam avisados sobre a situação.


Ao lado da parada, há muito lixo e um caminho mal iluminado, coberto pelo mato, que dá acesso à rua de cima. O beco seria utilizado como rota de fuga pelos bandidos. De acordo com os cartazes, “o assaltante deixa o carro estacionado na rua de cima, perto de uma serralheria”, e desce para praticar os crimes.


A loja citada fica exatamente atrás do ponto de ônibus, formando uma espécie de paredão. Isso impede a visibilidade de quem passa pela via acima e dificulta a ação da polícia.

Vítimas
Em uma conversa rápida com moradores da região, é fácil encontrar histórias de assaltos e furtos, especialmente de aparelhos eletrônicos, onde os bandidos utilizam técnicas variadas. Isso indica que, ao contrário do que acredita o autor dos avisos, provavelmente há mais de uma pessoa ou grupo atuando na área. Além disso, segundo relatos, o problema não se restringe a parada de ônibus da Quadra 401.

“Essa região anda muito perigosa. Já fui assaltada três vezes na porta de casa e presenciei diversos assaltos em pontos de ônibus. Os bilhetes ajudam porque servem de alerta, mas precisamos de mais polícia nas ruas”, acredita Janaina da Silva, desempregada,  28 anos.

O serralheiro Cícero Ferreira, de 54 anos, concorda. “Há poucos dias eu presenciei um roubo. O rapaz chegou disfarçadamente, como se estivesse esperando o ônibus, se aproximou da garota e anunciou o assalto”, lembra. Cícero conta que sua esposa também  já teve dois celulares roubados em pontos de ônibus da região. “Isso é rotineiro aqui, só muda a parada”, reclama.

Família
O foco dos assaltantes parece ser mesmo os aparelhos celulares. Uma estudante de 16 anos, que preferiu não se identificar, disse que teve o celular roubado em um dia, às 11h, na parada da 401. No dia seguinte, para seu espanto, seu irmão foi assaltado no mesmo local, às 8h.
“Eles assaltam em plena luz do dia, sem o menor pudor. Quando fui roubada, o rapaz estava de bicicleta. Já com o meu irmão, o ladrão parou o carro na rua de cima e desceu. É evidente que o foco deles são os celulares. Para se ter uma ideia, meu irmão estava com R$ 300 em espécie na mochila e eles nem viram, só queriam o celular”, afirma.

Polícia Militar orienta população
De acordo com a Polícia Militar, os cartazes não foram afixados nas paradas por policiais, como acredita parte da comunidade. “As vítimas devem evitar qualquer reação ou embate com o assaltante. Se possível, devem tentar identificar características e materiais do agressor, tais como: tatuagem, cor da roupa, cabelos e veículo utilizado”. Segundo a assessoria de comunicação da PM,  a corporação dispõe de seis a oito viaturas dia, seis motos, policiais a pé e apoio de unidades especializadas atuando na região. Quem observar qualquer movimentação estranha ou for vítima de assalto deve informar   a polícia pelo 190 ou ligar   no 11º batalhão: 3910-1915.

Estatísticas oficiais indisponíveis
A Polícia Civil não soube informar quantos registros de roubos e furtos a celulares foram feitos na 26ª DP, de Samambaia, nos últimos meses, e declarou que números deveriam ser solicitados exclusiva e diretamente à Secretaria de Segurança Pública.

A Secretaria de Segurança Pública, por sua vez, não respondeu a demanda do Jornal de Brasília até o fechamento desta edição. No site do órgão, constam os números de roubos a transeuntes apenas no primeiro quadrimestre do ano passado. De janeiro a abril de 2013 foram registrados 6,7 mil crimes deste tipo. Sendo abril o mês mais violento, com 1,8 mil ocorrências.

Enquanto isso, moradores de Santa Maria temem entrar nas estatísticas. A balconista Raimunda Mesquita, de 32 anos, utiliza a parada todos os dias. Ela e filha, a estudante Vitória Mesquita, 12 anos, estão com medo de frequentar o local. “É difícil ver polícia passando por aqui. Evitamos andar sozinhas”, conta Raimunda.

Ponto de vista
Para George Felipe Dantas, especialista em segurança pública, a preocupação de pessoas da comunidade em alertar os usuários da parada configura uma situação de “pânico moral”: “Esse tipo de demonstração é uma luz amarela, que se acende quando algo não vai bem. O medo afinado com a realidade é positivo, pois atrai a atenção das autoridades e alerta a população. Quando não está afinado, a realidade local, no entanto, pode provocar desespero  e ser prejudicial”.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Esse é o resultado de regularizar invasões aterrando mananciais: População do DF não escapa da falta de água



Não se fala em racionamento, mas vários fatores combinados representam transtorno ao morador

eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br


A palavra “racionamento” tem preocupado os paulistas, que enfrentam o problema da falta de água nos últimos meses. O termo não se adequa à realidade do Distrito Federal, mas várias questões têm sido responsáveis pelo desabastecimento de algumas regiões. Por aqui, a falta d’água é atribuída à grande demanda devido ao calor intenso, à falta de chuvas e às ligações clandestinas.

“Não fui à missa ontem (domingo) porque não pude tomar banho”, conta Maria das Graças, aposentada de 44 anos e moradora do Condomínio Porto Rico, em Santa Maria.  Algumas de suas necessidades básicas, incluindo beber água, se tornaram alvo de atenção, já que seu filtro é embutido na torneira da cozinha, e dela não saiu uma gota durante o fim de semana.

“Tive que buscar na escola. A água que temos aqui agora minha filha trouxe da casa do namorado, que mora em Céu Azul (GO)”, explica.

Faltou água  em outros pontos, como Brazlândia, Vicente Pires e Riacho Fundo,  no fim de semana. Segundo a Caesb, o tempo seco e o calor   levaram ao consumo  elevado, sobrecarregando o sistema.
Fim de semana
De acordo com a Caesb, nos dias de maior consumo, geralmente aos fins de semana, algumas cidades  demandaram 30% a mais  do que a média para o DF. São Sebastião e Santa Maria, afetadas pelo desabastecimento neste fim de semana, são duas das regiões com os maiores índices.

Moradora da QR 417, a dona de casa Berenice Cavalcante,   40, estava prevenida. Ela tem caixa d'água e até ajudou vizinhos. “Ainda não subi para ver o nível do reservatório, mas depois que a água voltou ontem, ainda não chegou com força para chegar à caixa”, diz.

Isso afetou a rotina da pequena Bárbara, que passa o dia na casa da tia Berenice enquanto a mãe trabalha. Para tomar banho, foi preciso encher uma bacia, para evitar desperdício. “Ainda mais nesse tempo seco e com criança pequena, é horrível pensar que pode faltar, né?!”, diz a mulher.

Após a falta de água em sua casa no sábado, a dona de casa ainda avisou a sobrinha Katriane Góis,   19, moradora do   Porto Rico, sobre o problema, para que pudesse se preparar. “Depois que fiquei sabendo, enchi um tanquinho da máquina de lavar para poder usar depois. Não faz muito tempo que já tinha faltado também”, conta.

Tanto ela quanto a tia ficaram irritadas por não terem recebido aviso prévio, mas, agora, o sentimento foi substituído por angústia, afinal elas não sabem quando pode voltar a acontecer. “Temos medo. Sem água, ninguém sobrevive, não é mesmo?”, conclui.

Problema rotineiro
Em Santa Maria,  Maria das Graças (foto) conta que o  filho   não foi à escola por falta de banho. “Está faltando água desde sábado. É a terceira vez que acontece no último mês”, reclama. Por volta das 12h de ontem, a água voltou e ela aproveitou para “fazer tudo rapidinho”, por temer nova interrupção. A obrigatoriedade de o  imóvel ter  reservatório  (caixa d’água) está determinada por lei. Segundo a Caesb, a produção de água no DF atinge, em média, 8,4 m³ por segundo, o equivalente a 8,4 mil litros. Em 2011, o habitante do DF consumia, em média, mais que o dobro   do considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 110 litros por pessoa. O Lago Sul era a região mais “gastadora”, já que cada morador gastava até dez vezes mais que o sugerido.

“Gatos” comprometem a rede
Ao pensar em falta d'água, a associação é imediata com o estado de São Paulo, que convive com o racionamento devido à baixa reserva. Para o engenheiro civil, ambiental e doutor em Recursos Hídricos  Sérgio Koide, o DF vive  uma realidade bem distinta. “Em São Paulo não existe mais onde buscar água, aqui ainda existe”, simplifica.

De acordo com o especialista, o sistema de produção de água fica sobrecarregado por conta das expansões urbanas desorganizadas, que muitas vezes implicam grande número de ligações clandestinas ao sistema da Caesb. “Óbvio que pode ter havido   falha no sistema, mas o problema todo é controlar as invasões. O Setor Sol Nascente, por exemplo, demanda uma quantidade de água enorme. Estão tirando de onde? Lógico que isso sobrecarrega o sistema oficial”, argumenta.

Precariedade
Para o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos (Sindágua-DF), no entanto, existe um segundo motivo: deficiências estruturais. O Sindágua alega existir “sucateamento da empresa” e acusa a Caesb de “não investir adequadamente para prevenir perdas de água”.

Para eles, a solução é tentar diminuir o desperdício com manutenção preventiva de redes e “caçar” ligações clandestinas. Além disso, o sindicato acredita que a proteção dos mananciais é importante para assegurar a captação devida e o planejamento urbano.

Demanda cresce muito
Segundo o gerente de Planejamento e Controle da Produção Água da Caesb, Diogo Gebrim, os mananciais têm plena capacidade de servir ao DF. Os mais importantes, os do Descoberto – na divisa com Águas Lindas (GO), na Região Metropolitana –, e o córrego de Santa Maria, seriam responsáveis por 85% da produção de água e atenderiam a mais de dois terços da população.

“O que ficou no limite foi a rede de distribuição. O sistema não comportou a demanda. Localidades em pontos altos com condições mais desfavoráveis de abastecimento podem ficar sem água”, explica. “Esses eventos podem acontecer, por isso existe a orientação para a instalação de um reservatório domiciliar que dure pelo menos 24h”, completa.

Ele explica que cidades como São Sebastião são abastecidas apenas por poços profundos, e a demanda está muito próxima da capacidade de produzir, o que é motivo de preocupação. “Já estamos trabalhando em interligação para integrá-lo com o sistema do Jardim Botânico ou Lago Sul”, revela.

Vicente pires
Em Vicente Pires, o fim de semana foi ainda mais seco para algumas famílias. Moradora da Rua 4 há mais de um ano, Iolanda Araújo, açougueira de 43 anos, diz ter ficado dois fins de semana sem abastecimento regular. “Não houve aviso. Temos crianças e isso atrapalha muito. A casa é pequena, mas também temos que lavar, tomar banho...”, diz.

Ela costuma cuidar da filha da vizinha, a pequena Érika, de   oito meses. A criança gosta de tomar banhos ao longo do dia principalmente por conta das coceiras provocadas pela catapora. “Tivemos que guardar   água para ela se banhar”, relata.

Agora, o que resta a ela  é a indignação,  pois a conta não repete o produto e “nunca falta”. “Eu me precavi  e enchi uns baldes. Estou com medo de acontecer de novo”, revela. O motivo do problema, além dos picos de consumo da cidade, foi o rompimento de uma adutora, no sábado. A informação oficial  é de que o reparo teria sido concluído no mesmo dia.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília