quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Com proficiência baixa em inglês, Brasil fica estagnado em ranking

12/11/2014 09h00 - Atualizado em 12/11/2014 09h00


País manteve a 38% posição no Índice de Proficiência em Inglês de 2014.
Pontuação brasileira foi de 49,96; no ano passado, o índice foi de 50,07.

Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo
Índice de proficiência em inglês de 2014, feito em 63 países: quanto mais próximo da cor azul, mais fluente é a população ao falar inglês (Foto: Divulgação/EF Education First)Índice de proficiência em inglês de 2014, feito em 63 países: quanto mais próximo da cor azul, mais fluente é a população ao falar inglês (Foto: Divulgação/EF Education First)
 
 
Ranking de proficiência em inglês
 
Veja a posição de alguns dos 63 países do EPI 2014, na ordem das categorias de proficiência "muito alta", "alta", "moderada", "baixa" e "muito baixa"
índice de proficiência em inglêspaís69,368,9967,859,0256,8353,5451,4650,1549,9648,547,8241,8338,021) Dinamarca2) Holanda3) Suécia15) Argentina21) Portugal25) Índia34) Peru37) China38) BRASIL44) Ucrânia48) Tailândia52) Panamá63) Iraque0255075
Fonte: EF Education First
O nível de proficiência em inglês dos brasileiros se manteve estagnado no último ano, segundo dados do Índice de Proficiência em Inglês 2014 (EPI, na sigla em inglês), ranking internacional divulgado nesta quarta-feira (12) pela EF Education First, empresa de educação internacional.



 O Brasil se manteve na 38ª posição na lista, que neste ano mediu o domínio da língua inglesa em pessoas de 63 países. A pontuação do país caiu ligeiramente, de 50,07 na edição 2013 para 49,96 neste ano.


Dessa vez, o país com a proficiência mais alta foi a Dinamarca, com 69,30 pontos, seguida da Holanda (68,99) e da Suécia (67,80). O país com a menor proficiência foi mais uma vez o Iraque, que neste ano alcançou 38,02 pontos.


O EPI é realizado anualmente há três anos (antes, as edições eram divulgadas a cada dois anos). Os dados desta edição foram compilados a partir de exames de inglês feitos em 2013 por 750 mil alunos maiores de 19 anos nos 63 países.


Nas últimas quatro edições (divulgadas em 2010, 2012, 2013 e 2014), o Brasil viu sua pontuação evoluir 2,69 pontos, o suficiente apenas para o país sair da categoria de nações com proficiência em inglês "muito baixa" e ser promovido para a categoria "proficiência baixa".
Evolução: proficiência em inglês
 
 
Veja a comparação entre os índices de proficiência do Brasil, da Espanha e da China nas últimas 4 edições
evolução do EPI desde 201047,2746,8650,0749,9647,6248,7950,7750,1549,0155,8953,5157,18BrasilChinaEspanha201020122014504547,552,55557,560
Fonte: EF Education First
 
 
No mesmo período, porém, outros países tiveram resultados mais expressivos. A Argentina, por exemplo, já estava na categoria "moderada" do domínio do inglês em 2010, mas registrou um aumento de 5,54 pontos e, na edição de 2014, entrou pela primeira vez na categoria de "proficiência alta" (veja a comparação no gráfico ao lado).


Para Beata Schmid, vice-presidente sênior de assuntos acadêmicos da EF, o caso argentino não é comparável ao Brasil por causa do tamanho da população, mas citou países como Índia, com população ainda mais numerosa que a brasileira, como exemplo. "A Índia, especificamente, conseguiu subir 6 pontos", explicou ela em entrevista ao G1.


Apesar de o inglês ser uma das línguas oficiais da Índia, ele não é tão disseminado no país. No EPI divulgado em 2010, os quatro países do Bric estavam no mesmo patamar na proficiência "baixa": a China tinha 47,62 pontos, seguida da Índia (47,35), Brasil (47,27) e Rússia (45,79). Desde então, a Índia deslanchou e atingiu 53,54 pontos, atualmente na categoria de proficiência "moderada". A Rússia ultrapassou Brasil e China e chegou a 50,44 pontos, um aumento de quase 5 pontos. A China tem 50,15 pontos e o Brasil ficou na lanterna do bloco, com pontuação de 49,96.


Beata Schmid, da EF Education First, veio ao Brasil para a divulgação do EPI 2014 (Foto: Divulgação/EF Education First)Beata Schmid, da EF, veio ao Brasil para divulgar o
EPI 2014 
 
 
Formação de professores
Para Beata, não estão claros os motivos para que o Brasil ainda não tenha conseguido avançar significativamente no domínio do inglês. "Talvez as pessoas tenham se distraído, estavam preocupadas com outras coisas. Vocês tiveram a Copa do Mundo, eleições. Aparentemente decidiram não investir em treinamento de professores nesse momento", disse a especialista na área.


Mesmo com a Copa do Mundo no país, ela diz que, em geral, a indústria de turismo não dialoga adequadamente com a de ensino, um problema que afeta outros países, segundo Beata. Ela lembra que o país tem uma segunda chance, já que, em menos de dois anos, o Rio de Janeiro, sede da Olimpíada de 2016, voltará a colocar o Brasil no foco mundial.


A professora explica, porém, que um país com as dimensões do Brasil só poderá aumentar de nível no ensino do inglês se investir adequadamente na formação dos professores da língua, com foco especial nos que atuam na rede pública. "Não estamos falando sobre educação privada, estamos falando de educação pública, que é como você atinge mais pessoas."


Segundo ela, países que ainda oscilam ano a ano na pontuação do EPI costumam ter problemas com a própria fluência dos professores. "Eles não têm um inglês tão maravilhoso, e é esse o inglês que precisam passar para os estudantes. Muitos não se sentem confortáveis em falar inglês na sala de aula. Mas você precisa comandar a sua aula em inglês", explicou.


Tecnologia e imersão
Outro quesito que ajuda os países a melhorar sua proficiência na língua inglesa é o estímulo ao intercâmbio. Luciano Timm, diretor de relações institucionais e acadêmicas da EF, afirma que programas como o Ciência sem Fronteiras, do Ministério da Educação, representam uma "oportunidade única na vida para estudantes viajarem para fora do país".

 
Quanto mais cedo você começa a aprender on-line, mais rápido você aprende, em comparação com pessoas que não tiveram essa exposição anterior"
 
Luciano Timm, diretor da EF
 
No resumo do relatório do EPI, a EF afirma que o programa do MEC fez com que o governo federal descobrisse que "muitos estudantes não se qualificavam para o programa por terem um nível baixo de proficiência em inglês".

O curso Inglês sem Fronteiras, criado no âmbito do CSF, é citado por Luciano como uma forma de tentar solucionar esse problema. Segundo ele, a parte do curso oferecido on-line aos alunos pode ser bem sucedida, especialmente se os estudantes já tiverem algum tipo de contato prévio com o aprendizado pela web. "Quanto mais cedo você começa a aprender on-line, mais rápido você aprende, em comparação com pessoas que não tiveram essa exposição anterior", explicou ele. Mas, segundo o diretor da EF, além do uso da tecnologia, a imersão na língua continua sendo uma das chaves para a aquisição de uma segunda língua.


Beata afirma que experiências da empresa em algumas regiões mostram que incentivos podem ser a chave para combater a alta evasão de cursos on-line de todos os tipos, inclusive os de inglês. Em um caso citado por ela, uma viagem de intercâmbio foi oferecida a professores de inglês que completassem o curso e tirassem nota acima de um nível de qualificação, e o resultado foi positivo. "Se as pessoas estudam por conta própria, há uma tendência de ela não ir tão bem. É preciso ter algum tipo de incentivo e reforço."


Sobre o EPI
O Índice de Proficiência em Inglês (EPI) é divulgado pela EF desde 2007 e coleta dados de dezenas de países. A proficiência da população avaliada é dividida em cinco níveis: muito alta, alta, moderada, baixa e muito baixa. Em 2014, foram consideradas "muito baixas" as pontuações abaixo de 48 pontos, e 19 países ficaram nessa situação. As pontuações entre 48 e 52 encaixaram os países na categoria de proficiência baixa, e 13 nações ficaram neste nível, incluindo o Brasil. Outros 13 países registraram entre 52 e 58 pontos e foram considerados de proficiência moderada, e 11 tiveram pontuação entre 58 e 62, por isso entraram na categoria de alta proficiência. Sete países alcançaram mais de 63 pontos e estão na categoria "muito alta".

Para entrar nos cálculos e comparação internacional, os países precisavam ter pelo menos 400 testes de inglês coletados.

A partir da próxima edição, a EF afirmou que o EPI será realizado a partir do teste padrão desenvolvido pela empresa e já parcialmente aplicado. Luciano Timm explica que o exame é semelhante aos tradicionalmente aplicados por universidades ou instituições privadas, como o Toefl e o Ielts, mas é aplicado gratuitamente pela internet. A EF já aplica o exame nas modalidades de leitura e compreensão, e atualmente desenvolve a avaliação das áreas oral e escrita.

Rollemberg se reuniu com distritais na tentativa de adequar Orçamento

A preocupação do novo governo e da equipe de transição é manter o funcionamento de serviços básicos que estão com pagamentos atrasados

suzano.almeida@jornaldebrasilia.com.br


O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) se reuniu ontem por duas horas com deputados distritais, na Câmara Legislativa, para tratar de adequações no Orçamento de 2015. A preocupação do novo governo e da equipe de transição é manter o funcionamento de serviços básicos, como a coleta de lixo, a alimentação nos hospitais, o funcionamento do transporte público, entre outros serviços que estão com pagamentos atrasados pelo atual governo. Os atrasos levaram diversos setores a entrar em greve.
“Eu vejo a atual situação com preocupação, pois são serviços essenciais. A nossa preocupação é adequar o Orçamento para que possamos garantir os serviços básicos à população desde o primeiro dia de governo. Estamos estudando a peça orçamentária e pediremos apoio ao líderes para que eles possam fazer alterações e garantir a continuidade na prestação de serviços essenciais à população do Distrito Federal”, declarou o governador eleito.
Rollemberg também pretende se reunir com o relator da Lei Orçamentária Anual (LOA), deputado Rôney Nemer (PMBD), para fazer sugestões que viabilizem o início do governo.
Rombo
Rollemberg comentou ainda os números do Tribunal de Contas do Distrito Federal, que mostram que o déficit de caixa que será deixado pela administração petista, que seria de R$ 2,1 bilhões ao fim do atual governo, pode chegar a R$ 3 bilhões. “Nós não temos os dados oficiais, mas o que a gente percebe é que há, sim, um déficit orçamentário grave e essa é uma das razões do porquê nós precisamos sugerir adequações orçamentárias”, disse. De acordo com ele, é necessário buscar alternativas para ampliar a receita.

Na avaliação de Rollemberg, os deputados se mostraram dispostos a ajudar o novo governo, mesmo os que se declararam da oposição. Durante a reunião, um assessor confirmou postura de um distrital petista que reiterou que fará oposição, mas que sua postura será responsável.

Relação de respeito
Mesmo diante das duas matérias que reduzem os poderes do Executivo em relação à  criação e extinção de cargos e secretarias, e à execução de emendas dos parlamentares, Rollemberg garantiu que respeitará a Câmara Legislativa.

“Tenho a convicção que é isso que a população espera de nós, tanto em relação ao governador do Distrito Federal quanto aos parlamentares”, destacou o governador eleito, após a conversa.
 
 
Faltam informações sobre as contas
 
A falta de respostas em relação as contas do Buriti preocupa o time de Rodrigo Rollemberg. Segundo a equipe de transição, há licitações em cursos, mas o novo governo teme que não haja recursos para executá-los. Os projetos que estão garantidos são os que possuem recursos federais e não comprometem as contas do GDF. Sem informações oficiais, a equipe não pode fazer um diagnóstico das condições em que assumirá a partir de janeiro de 2015. As conversas bilaterais com a equipe do atual governo reforçam a preocupação.
 
Nemer: é possível mudar
 
O relator da Lei Orçamentária Anual (LOA), deputado Rôney Nemer, garantiu que telefonará ainda hoje para o governador eleito Rodrigo Rollemberg para falar sobre as modificações pretendidas pela equipe de transição. Segundo ele, as adequações são possíveis, desde que haja “boa vontade”.
 
“Temos que pensar no bem do Distrito Federal. O Orçamento atual foi proposto pelo governo que não se reelegeu. Por isso mesmo é que temos que ouvir o novo governador, pois foi o projeto dele que venceu as eleições”, declara Nemer. 
Rôney Nemer apresentará a Rollemberg os relatórios parciais, onde  já constam parte das emendas dos distritatis. Nemer deverá apresentar o relatório final antes do dia 15 de dezembro, quando se encerra o ano legislativo.
 
Hora das emendas
 
O presidente da Câmara, Wasny de Roure (PT), disse que pretende cooperar com o novo governo. Ele aguarda as propostas de Rodrigo Rollemberg antes da apresentação das as emendas parlamentares que serão entregues ao relator.
 
Quase todos lá
 
1. Apesar de ter sido anunciado como uma reunião de líderes, o encontro com o governador Rodrigo Rollemberg  contou com 15  dos 24 deputados distritais.
 
2. Estiveram na reunião os petistas Wasny de Roure, Arlete Sampaio e Chico Vigilante; Joe Valle e Celina Leão, do PDT; Paulo Roriz e Benedito Domingos, do PP; Wellington Luiz (PMDB); Alírio Neto (PEN); Eliana Pedrosa (PPS); Aylton Gomes (PR); Cristiano Araújo (PTB);  Israel Batista (PV); Agaciel Maia (PTC); e Olair Francisco (PT do B).
 
3. A líder do governo, Arlete Sampaio, afirmou que não dificultará a vida de Rollemberg. Ela declarou que ideologicamente ele não é adversário.
 
4. Joe Valle se colocou  à disposição para fazer a ponte entre a Casa e a equipe de transição.
 
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


GDF quebrou Falta de dinheiro cancela réveillon



A péssima administração de Agnelo Queiroz (PT) trouxe reflexo até para as festividades de fim de ano
Publicado: 11 de novembro de 2014 às 11:42

Sem dinheiro em caixa GDF cancela festividades Foto: Lula Lopes/ GDF )
Sem dinheiro em caixa GDF cancela festividades
Sem dinheiro em caixa o GDF cancelou a festa de réveillon e a tradicional iluminação natalina na Esplanada dos Ministérios.


O governador Agnelo Queiroz (PT) cortou e proibiu novos gastos nas entidades do GDF e nas secretarias.


O cancelamento das festividades é o cumprimento do Decreto nº 35.943, de 24 de outubro de 2014, onde fica suspensa a contratação de fornecedores, produção de ventos, pagamentos de horas extras e antecipação de gratificações.
Esse ano não haverá iluminação natalina Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Esse ano não haverá iluminação natalina

De acordo com a Secretaria de Cultura (Secult) no ano passado foram investidos R$ 4 milhões nas celebrações de fim de ano. Somente com a queima de fogos de artifícios, que durou 18 minutos, foram gastos R$ 499 mil. Devido a falta de verba a Secretaria de Cultura não tem autorização para programar o ano-novo.

A cultura do roubo e da corrupção na era PT


Jorge Oliveira
A cultura do roubo e da corrupção na era PT
Publicado: 10 de novembro de 2014 às 15:51 - Atualizado às 15:52

Brasília – Você pode até não perceber no seu dia a dia se for um dos privilegiados petistas em cargos  comissionados do governo federal que paga as despesas com “dinheiro vivo”. Afinal de contas, como alguns desses servidores estão impregnados por baixos valores morais, fica difícil fazer uma reflexão isenta do que está ocorrendo pelo país afora.


Vamos pegar como exemplo Brasília. Na Capital Federal a corrupção está contaminando tudo, inclusive os restaurantes. Virou moda as contas chegarem ao cliente com os preços acima do que foi consumido. A chiadeira é geral. Em alguns deles, a fraude é feita na própria máquina de calcular sem que o cliente desconfie do acréscimo em cada item da conta. É um escândalo que sempre acaba com o esfarrapado pedido de desculpas. O cliente, normalmente eufórico pela bebida, aceita os esclarecimentos com passividade, quando, na verdade, deveria chamar a polícia.

Na maioria das vezes, os garçons gatunos agem com a complacência do caixa com quem dividem a extorsão no final da noite. Como o erro na conta nunca é para menos, não é difícil imaginar que tudo é feito com a intenção de enganar o cliente. O mais grave é que essa prática está acontecendo nos restaurantes mais chiques da cidade, onde se imagina que o frequentador mais abastado não confere a despesa. Prefere, por educação,  não chamar atenção para a conta errada. Mas a tendência se prolifera porque os petistas pagam a despesa com dinheiro vivo, sem conferir a nota. Disse um garçom do Piantella, quando flagrado com uma conta adulterada: “Se colar, colou”.

É a cultura da corrupção que leva o país à anarquia, à decadência moral. Veja, por exemplo, o que aconteceu com as eleições deste ano. Ganhou quem acumulou mais escândalo, quem esteve envolvido em mais corrupção, quem mentiu para os eleitores e quem fez mais promessas falsas. Lembro que na reeleição do Lula, em plena efervescência do mensalão, uma pesquisa constatou que o brasileiro achava normal votar em um candidato corrupto. A revelação mostrava, entre outras coisas, a institucionalização da corrupção e a leniência do eleitor com o desvio do dinheiro público.

O roubo agora é generalizado: rouba-se nas farmácias, nos supermercados, nos taxis, nos cinemas, nas feiras livres, nos juros, nos alugueis, nas passagens aéreas etc. etc. O honesto virou uma espécie em extinção. Por isso, em tudo que faz exalta-se com orgulho: “Eu sou honesto”. Nas campanhas eleitorais, o candidato se esgoela pra dizer que é honesto.  Não  se elege, portanto, com esse atributo porque o eleitor prefere  o “rouba, mas faz”, o velho e surrado slogan de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo, pré-ditadura, repetido em campanhas eleitorais.

A praga da corrupção no governo petista virou epidemia. Nas empresas estatais ela se propalou de tal forma que os lobistas e empresários estão se apresentando espontaneamente para prestar contas do roubo à Justiça. Fala-se que só do desvio da Petrobrás, eles querem entregar 500 milhões de reais. Como a falcatrua beira os 10 bilhões, os delatores devolvem apenas uns trocados. Temem ser enjaulados, como os petistas do mensalão.

Infelizmente, vive-se aqui a cultura da corrupção que se espalhou para todas as instituições. O exemplo do PT contaminou boa parte dos brasileiros que achou natural reconduzir a Dilma ao governo, mesmo diante de tantas notícias de corrupção nas empresas estatais. Agora, com as promessas de campanha quebradas, não adianta chorar o leite derramado. Se até lá, é claro, o leite não for também adulterado.

Joesley Batista, do Friboi, usou R$253 milhões para eleger de presidente a 32% da Câmara dos Deputados

Quarta-feira, 12 de Novembro de  2014  | Ano 17 nº 6520
Nº 1
Nos EUA, doações da Friboi seriam caso de polícia

Publicado: 12 de novembro de 2014 às 0:09 - Atualizado às 0:51
Joesley Batista, presidente do grupo J&F, controlador do JBS, Friboi. Foto: Jonne Roriz/Estadão Conteúdo

Joesley Batista, presidente do grupo J&F, controlador do JBS, Friboi.

As doações de R$ 253 milhões do Grupo JBS/Friboi na campanha de 2014 não seriam toleradas em qualquer país. Nos Estados Unidos, acabariam na polícia. No Brasil, além de candidaturas majoritárias (presidente, governador e senador), o grupo bancou 163 deputados eleitos. E sem que Joesley Batista, o “rei do gado”, presidente do grupo, explique à Justiça Eleitoral seu interesse em financiar políticos.


Joesley Batista investiu R$ 57,6 milhões para eleger 31,8% da Câmara dos Deputados. Bancada maior que o PT (70) e o PMDB (66) somados.


O milionário Sheldon Adelson provocou escândalo nos EUA ao doar US$25 milhões à campanha do candidato conservador Newt Gingrich.


As doações de pessoas físicas, nos EUA, estão limitadas a US$ 2.600. Doações de pessoas jurídicas são limitadas pela ética e o bom senso.


A explicação do JBS virou motivo de galhofa: seu objetivo com doações eleitorais é “contribuir para o debate e o fortalecimento da democracia”. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

Comentarios

Luiza Helena

Esse irresponsável comprou todos os políticos para conseguir transformar a Amazônia num enorme pasto para os bois dele.E está conseguindo! 


  • Givaldo Batista Medeiros · 
    PEGARAM O NOSSO DINHEIRO VIA BNDES E COLOCARAM ESSES CORRUPTOS NO PODER.
  • marc.cav14 (entrou usando yahoo)
    A JBS/Friboi doou 253 mi a candidatos na campanha deste ano, mas a contrapartida dessa doação é que chama atenção, já que o grupo recebeu 10 bi em forma de "empréstimo", repito, 10 bi, via BNDES.
    Outro fato que causa estranheza é o BNDES ser dono de 25% da empresa e a Caixa ser dona de outros 10%, ou seja, 35% de investimento do Grupo foi feito via cofres públicos.
    Não é a toa que dizem por aí que o Lulinha, fenômeno empresarial, é um dos donos da JBS/Friboi.
    Este é o famoso Brasilzão do PT, do mensalão e do petrolão.
    Fora Dilma, fora Lula e fora PT!
  • Marcos Do Nascimento Pereira ·
    SE VIVO O FUNDADOR DA JBS, JOÃO BATISTA SOBRINHO, TERIA EXCOMUGADO OS FILHOS, PELA ALIANÇA COM PT
  • Marcos Do Nascimento Pereira ·
    JBS/FRIBOI DA FAMÍLIA LULA
  • Regina Cembranelli Aliandro ·
    QUEM SERÁ QUE ESTÁ POR TRÁS DESTE CARA!?!?!?!?!?

Encolhimento Orçamento de 2015 terá cortes de R$ 100 bilhões



Orçamento de 2015 terá cortes de R$ 100 bilhões. Mas sem cortar cargos
Publicado: 12 de novembro de 2014 às 0:00 - Atualizado às 0:12

dilma votacao by antonio cruz
Presidente Dilma Rousseff. Foto: Antonio Cruz/ABr

Enquanto não é “impositivo”, o orçamento da União continuará à mercê de avaliação do governo federal, mesmo depois de aprovado no Congresso. O orçamento de 2015 deverá sofrer cortes de ao menos R$ 100 bilhões para fechar. E o problema está na origem e não nas alterações parlamentares: os técnicos do governo afirmam que o que consta da peça orçamentária enviada ao Congresso é “irreal”.

Desde 2013, técnicos da Receita Federal fazem alertas sobre o risco de as contas públicas não fecharem. E não vão fechar mesmo. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

Deixa essas tontas que só querem aparecer,se exibindo peladas, até aparecer um maniaco louco,arrastar elas para um canto,aprontar de tudo com elas,depois elas vão reclamar da sorte.quem procura acha e todo mundo sabe que tem louco pra tudo.



Mais uma mulher é flagrada correndo nua em Porto Alegre

Por iG São Paulo | - Atualizada às


Corredora se exercitava apenas de tênis, boné e óculos. Nos últimos dias foram registrados 3 casos de nudismo na cidade

Após dois casos de nudez registrados nas últimas semanas, uma terceira mulher foi flagrada correndo completamente nua nas imediações do Palácio Pirantini, no centro de Porto Alegre neste domingo (9).


Mais: Mulher caminha nua por Porto Alegre em protesto contra o governo; assista


Futura Press
Mulher foi flagrada correndo nua no centro de Porto Alegre neste domingo (9)

Sem senhuma roupa, a mulher corria apenas com tênis de corrida, boné e óculos escuros para se proteger do sol forte que fazia na capital. Segundo o 9º Batalhão de Polícia Militar, responsável pela região, foi recebida uma denúncia sobre o caso, mas os policiais não conseguiram localizar a mulher.


Nas redes sociais, mais de 3 mil pessoas confirmaram presença em uma evento que tinha como nome "corrida pelada",  marcada para às 16h deste domingo, porém apenas 15 pessoas compareceram. No final da tarde, um homem tirou a roupa e caminhou nu na avenida Carlos Gomes.


No dia 30 de outubro foi registrado o primeiro caso de nudez pública na capital. Uma mulher foi detida pela Brigada militar enquanto corria nua no Parque Moinhos de Vento. Ela foi levada para uma clínica psiquiátrica.


Na última quinta-feira (6), outra mulher foi flagrada andando nua na chuva em meio aos carros em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Ela foi abordada pela polícia e levada para um posto de saúde.

Comentarios
Silvério Antônio Dos Santos Santos

deixa essas tontas que só querem aparecer,se exibindo peladas, até aparecer um maniaco louco,arrastar elas para um canto,aprontar de tudo com elas,depois elas vão reclamar da sorte.quem procura acha e todo mundo sabe que tem louco pra tudo.
Alexandre Loureiro
Alexandre Loureiro

Protestar contra o governo? Uma mulher toda sarada, se vê que é classe média para cima.Posar nua também não faz sentido pois já está nua. Creio que o objetivo é a vaidade, se expor em redes sociais já não é o bastante pois todos tem essa possibilidade. Algumas pessoas tentam o caminho mais curto para o sucesso, trabalhar duro dá trabalho.
A LOPES RAMA
A LOPES RAMA

Uma mulher com um corpo deste ninguém quer prender!Esta da foto pediria autografo e um selfie. Põe uma baranga para ver o tanto de processo que ela terá!
leandro oliveira

Lubiashiy Bublanski

Essa moça é "sarada", nada de celulite, de culote, de estria... Nada de roupa, também... rsrsrsrs A moda, pelo jeito pegou no Rio Grande do Sul.E já que é pra mostrar, seria melhor que ao invés de correr, ela andasse bem devagar...
MARCONI DOWELL CABRAL DE BRITO
MARCONI DOWELL CABRAL DE BRITO

Com certeza essas Mulheres estão querendo aparecer, imitar algum outro País, ou querem virar alguma espécie de "CELEBRIDADE". Daqui a pouco vão está em capas de revistas ou noticiários de Jornais, ... Ver mais



ONG prevê plantio de 1 milhão de mudas para iniciar recuperação do Cantareira


IG

Por David Shalom – iG São Paulo |


Especialistas são unânimes em dizer que, sem recuperação florestal, chuvas não são suficientes para recuperar reservas

Um milhão de mudas para o Sistema Cantareira. É a proposta de um novo programa lançado nesta semana pela ONG Fundação SOS Mata Atlântica, cujo objetivo é iniciar um processo de reflorestamento para de fato começar a recuperar os reservatórios que fazem parte do maior sistema de abastecimento hídrico da América Latina, atualmente responsável por prover água a 6,5 milhões de pessoas em São Paulo.

AFP
Erosão no solo de um dos reservatórios do sistema, que abastece 6,5 milhões de pessoas

"Quando falamos da seca, os governantes sempre batem na tecla das grandes obras, das transposições, das construções de mais sistemas e reservatórios. 


Talvez essas ações sejam necessárias, mas precisamos começar cuidando do que já existe", diz ao iG Rafael Fernandes, coordenador de Restauração Florestal da ONG. "Tratamos muito mal a água no Brasil. Toda cidade do País tem um riozinho ou um córrego que normalmente está poluído. Temos de mudar isso."


O projeto bate de frente com todos os discursos enaltecidos pelo governo paulista e pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) ao longo do ano para justificar a crise atual. 


Segundo eles, somente a falta de chuvas em 2014, já prevista desde o ano passado, seria a responsável pela ausência de água na região. Não que ela não tenha sua parcela de culpa, mas o fato de os primeiros temporais de novembro não terem tido capacidade para controlar a queda do Cantareira e de outros sistemas provou que a recuperação dos reservatórios vai muito além da pluviometria.


Leia mais:
Especialistas alertam: chuva será insuficiente para recuperar Cantareira
"A comunidade científica é unânime em ressaltar a necessidade de um mínimo de mata nativa em propriedades de Áreas de Preservação Permanentes [APPs] ao longo dos rios. É possível, necessário e urgente recuperar a Mata Atlântica, pois temos bons avanços em técnicas de restauração. Além disso, sem as florestas não só não chove como, quando chove, os reservatórios não são afetados", diz Leandro Tavares Azevedo Vieira, doutor em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor de Ciências Biológicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


"Nova York também passou por um problema de abastecimento recentemente e em vez de fazerem reservatórios ou outras obras paliativas, como o governo paulista tem feito, a cidade investiu na proteção das áreas das nascentes que já a abasteciam. E é o que precisamos fazer."

PF suspeita de elo entre tráfico de drogas e esquema de desvios na Petrobras


IG

Por Wilson Lima , iG Brasília |



Investigações apontam que contas de posto de gasolina controlado por aliado do doleiro Alberto Youssef fazia pagamento a traficantes bolivianos de entorpecentes

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investigam a possibilidade de que contas utilizadas para lavar dinheiro do tráfico de drogas, descobertas na Operação Lava-Jato, também eram usadas para abastecer pagamentos a políticos envolvidos no esquema de desvio de recursos da Petrobras.

Jeso Carneiro/Agência Senado
Em depoimento, Alberto Youssef disse que repassava valores por meio de envolvido com tráfico

Em depoimento prestado nesta semana, o doleiro Alberto Youssef, acusado de ser o comandante do esquema de lavagem de dinheiro da Lava-Jato, afirmou aos investigadores que repassava valores a “agentes públicos” por meio do Carlos Habib Chater – também indiciado na operação –, a pedido do ex-presidente do PP José Janene. Parte do dinheiro entregue a políticos por Chater vinha de empreiteiras que tinham contratos com a administração pública federal.


Carlos Habib Chater, também conhecido como Habib, é dono de um posto de gasolina de Brasília chamado Posto da Torre LTDA e, durante a fase inicial da Operação Lava-Jato, a PF descobriu que algumas transferências bancárias eletrônicas originárias da empresa foram destinadas ao pagamento de carregamento de cocaína. As drogas, vindas da Bolívia, tinham como alvo o consumo interno brasileiro.


Agora, os investigadores apuram se as contas utilizadas pelo Posto da Torre para transferência de recursos a traficantes também foram utilizadas para alimentar cofres de partidos envolvidos tanto no mensalão quanto no esquema de desvio de recursos da Petrobras.


Leia mais:Caso Petrobras abre devassa em empreiteiras e em outras estatais
Um exemplo do uso das contas da empresa controlada por Habib para o pagamento de drogas ocorreu no dia 13 de setembro de 2009, data na qual foi registrada uma transferência bancária do Posto da Torre LTDA a um boliviano identificado apenas como Navo, no valor de R$ 40,5 mil. Os investigadores acreditam ser esse o pagamento de um carregamento de drogas da Bolívia.
A mediação dos depósitos foi feita por Rene Luiz Peirera, o “Rene”, auxiliar de Habib. Essa transferência falhou, o que obrigou Rene a realizar outro depósito três dias depois, no mesmo valor. No pagamento dos carregamentos de drogas a PF detectou o uso de cheques no valor de R$ 85 mil, também oriundos do Posto da Torre LTDA. Esses valores (R$ 125 mil ao todo) seriam referentes ao pagamento de 55 kg de cocaína pura.


“O Posto agrega um ‘complexo empresarial’ gerido por Chater (o ‘Habib’), que abrange Posto de Combustíveis, loja de conveniência, lavanderia, shawarma, pastelaria, etc, bem como, para não fugir a regra, uma casa de câmbio. Sediado ali também o ‘escritório’ de Chater, onde o mesmo atende com frequência seus clientes, quando não se encontra no flat que ocupa no complexo hoteleiro localizado em frente ao posto de combustíveis”, apontam os investigadores do Ministério Público Federal na denúncia relacionada ao tráfico de drogas da Operação Lava-Jato.

BBC Brasil
Paulo Roberto Costa, um dos envolvidos: diretor de abastecimento da Petrobras durante 8 anos

“Tem-se assim os depósitos, em conta ‘laranja’, em 13/9/2013 e 16/9/2013, por Habib, com o auxílio de André (Catão Miranda, integrante do grupo de Youssef) e a favor de Rene e Sleiman (Nassim El Kobrossy, outro integrante do grupo de Yousseff), do restante do valor (dois cheques, no valor total de R$ 85 mil, e duas TEDs, no valor total de R$ 40,5 mil, respectivamente), seguidos da remessa do montante ao exterior – Bolívia - e de sua entrega a fornecedores ou produtores de drogas daquele país, em 17/9/2013 e 19/9/2013”, apontam os investigadores.


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“Rene e Sleiman integram uma organização transnacional dedicada ao tráfico de cocaína adquirida de produtores ou fornecedores da Bolívia e do Peru, droga essa geralmente embarcada no Porto de Santos com destino à Europa. Eles fazem parte do núcleo operacional e financeiro da organização, responsável pela circulação dos ativos ilícitos e seu ‘reinvestimento’ na aquisição de novas cargas de droga”, esclarecem os investigadores no inquérito da Operação Lava Jato.

Após demissão de Marta, ministros deixam cargos à disposição de Dilma



A saída de Marta Suplicy do Ministério da Cultura fez outros ministros do governo Dilma Rousseff colocarem seus cargos à disposição da presidente, antecipando um gesto político que estava previsto para ocorrer somente na próxima semana.


A Presidência havia solicitado que todos os ministros apresentassem na próxima terça-feira (18) cartas colocando seus cargos à disposição da presidente, como um sinal dos partidos políticos que apoiam Dilma de que ela terá toda liberdade para redesenhar a equipe para seu segundo mandato.


Nesta terça (11), no entanto, a assessoria da Casa Civil telefonou para os chefes dos ministérios pedindo que colocassem já seus cargos à disposição, numa tentativa de neutralizar o impacto da renúncia da ministra da Cultura, que enviou uma ríspida carta de demissão para a presidente, que está no exterior.


Dilma foi pega de surpresa. A presidente e seus assessores desembarcaram em Doha, no Qatar, por volta de 16h (11h, horário de Brasilia), pouco depois de Marta oficializar em Brasília sua saída.



Marta Suplicy (dir.) em cerimônia de entrega da medalha da ordem do mérito cultural 2014, ao lado de Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer
Marta Suplicy (dir.) em evento ao lado da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer

O Qatar foi a parada escolhida para a presidente dormir antes de seguir, nesta quarta-feira (12), para o encontro do G20 (grupo das maiores economias do mundo) na Austrália.

Membros de sua comitiva em Doha relataram à Folha que só souberam da carta de demissão de Marta quando desembarcaram.


Não se sabe se Marta ao menos telefonou para Dilma, de maneira privada, durante o voo. No entanto, assessores lembram que a presidente estava em Brasília até esta segunda (10), quando a carta de demissão poderia ter sido entregue pessoalmente –como costuma ser a praxe neste tipo de caso.


Em nota, a assessoria da Casa Civil afirma que o pedido para que os ministros entreguem seus cargos não é uma resposta à saída de Marta. "O ministro Aloizio Mercadante sugeriu aos demais ministros, desde a semana passada, que, a título de cortesia e de forma opcional, todos coloquem os respectivos cargos à disposição da presidenta Dilma Rousseff. O prazo de 18 de novembro, mencionado, é uma referência ao retorno da presidenta de reunião do G20".


ECONOMIA
No pedido de demissão, Marta afirmou que espera que a presidente escolha uma equipe econômica independente e experiente para resgatar a credibilidade do governo e garantir o crescimento do país.


"Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país", afirmou a ministra em sua carta de demissão, encaminhada nesta terça ao Palácio do Planalto.


Marta divulgou a carta em sua conta no Facebook.


A presidente só deve começar a definir os nomes de sua futura equipe na próxima semana. A definição mais esperada é o nome do substituto de Guido Mantega no comando do Ministério da Fazenda. A escolha pode sinalizar mudanças na condução da política econômica.


Entre os cotados para assumir a pasta estão o ex-presidente do Banco Central no governo Lula, Henrique Meirelles, e o ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa. Dilma tem sido orientada a escolher de forma rápida, ainda em novembro, um nome com boa interlocução com a iniciativa privada para atenuar as resistências do setor.


Dilma prometeu divulgar o nome do futuro ministro da Fazenda depois que voltar da reunião do G20.


SENADO
Marta retomará sua vaga como senadora por São Paulo, cujo mandato vai até janeiro de 2019.


"Volto para o Senado Federal para representar o Estado de São Paulo, por mais quatro anos, com muito vigor, energia e com o firme propósito de fazê-lo com amplitude, seriedade e grandeza", disse a ministra em sua carta de demissão.
Ela tomou posse na pasta da Cultura em setembro de 2012, no lugar da então ministra Ana de Hollanda. Já foi prefeita de São Paulo (2001 a 2004), deputada federal (1995 a 1998) e ministra do Turismo (2007 a 2008).


Sua substituta imediata na pasta é a secretária executiva Ana Cristina Wanzeler, que também já foi superintendente nacional de repasses da Caixa. Ainda não há nome para ser efetivado ao cargo de ministro.


A saída de Marta da equipe de Dilma já era esperada para as próximas semanas após as eleições.


Contra ela, pesava um jantar que ofereceu a partidários do lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. Marta foi porta-voz do "volta Lula".


Ela exonerou os petistas do Ministério para dar lugar ao PC do B. Um incidente, porém, foi decisivo para selar seu destino.


Durante uma carreata na zona sul de São Paulo, Marta se irritou ao saber que seu suplente no Senado, o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), era quem ocuparia o caminhão reservado à presidente Dilma Rousseff. Para Marta, estava destinado uma vaga no segundo carro alegórico.


O incidente ocorreu em setembro, em Santo Amaro, reduto de Antônio Carlos. Marta subiu no carro de Dilma mesmo assim. Antes bateu boca com o presidente do PT, Rui Falcão, dizendo que ela é quem tem voto na região. Não o presidente do partido.


Falcão –que já foi fervoroso aliado de Marta– levou o caso ao conselho da campanha de Dilma. Disse que a situação era insuportável.


Os petistas se queixavam ainda da tímida participação de Marta na campanha eleitoral. Segundo eles, uma atuação mais apaixonada poderia ter ajudado Dilma em São Paulo, Estado em que perdeu para o então candidato Aécio Neves (PSDB).


SERRA
De volta a seu gabinete no Senado, Marta deverá ser vizinha de José Serra (PSDB), senador eleitor por São Paulo, em uma das alas mais nobres da Casa.


O tucano herdou o escritório de Eduardo Suplicy (PT), que perdeu a cadeira na Casa para Serra após 24 anos de mandato. Nos últimos anos, o petista dividiu os corredores da Ala Dinarte Maris com Marta Suplicy.

Oposição quer explicações da presidência sobre aumento de gastos sigilosos



O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PA), pedirá explicações à Presidência da República sobre o aumento dos gastos secretos feitos com cartões corporativos em 2014.


A Folha mostrou nesta terça-feira que as despesas sigilosas da Secretaria de Administração do Palácio do Planalto neste ano bateram recorde do governo Dilma Rousseff.


Embora faltem dois meses para o fim de 2014, em novembro, o valor já chegou aos R$ 6,5 milhões, 9,2% maior do que os R$ 5,9 milhões consumidos durante os 12 meses de 2013.


Além de enviar um requerimento de informações ao Executivo federal, Rubens Bueno recorrerá à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.


O deputado paranaense pedirá, por meio do colegiado, que o TCU (Tribunal de Contas da União) abra uma auditoria nas faturas dos cartões corporativos da presidência.

"Queremos saber os motivos desse aumento de gastos em ano eleitoral. Se não quer explicar é porque tem algo esconder", criticou Bueno.


Em carta de demissão, Marta Suplicy faz crítica indireta à política econômica


11/11/2014 11h02 - Atualizado em 11/11/2014 19h37


Senadora petista assumiu o Ministério da Cultura em setembro de 2012.
Relação da ministra com Dilma Rousseff se desgastou nos últimos meses.

Filipe Matoso e Lucas Salomão Do G1, em Brasília
Ministra da Cultura, Marta Suplicy, anuncia 500 bolsas para interessados em áreas de humanas. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)A petista Marta Suplicy pediu, por meio de carta,demissão do cargo de ministra da Cultura.


A ministra da Cultura, Marta Suplicy, entregou na manhã desta terça-feira (11) carta de demissão ao Palácio do Planalto, informou a assessoria da pasta. No texto, a petista fez críticas indiretas à condução da política econômica no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.


A ministra demissionária escreveu no documento protocolado nesta terça na Casa Civil esperar que, em seu segundo governo, Dilma escolha uma equipe econômica que "resgate a confiança e credibilidade" da atual administração. Ainda segundo ela, os novos comandantes da economia, "acima de tudo", devem estar comprometidos com o crescimento do país.


"Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país. Isto é o que hoje o Brasil, ansiosamente, aguarda e espera", afirmou a petista na carta de demissão.


Com a decisão de deixar a Esplanada dos Ministérios, Marta Suplicy retomará sua cadeira no Senado. Eleita por São Paulo, ela tem mandato até 2018. A Presidência não comunicou quem sucederá a petista no Ministério da Cultura. Interinamente, informou a assessoria da pasta, assumirá a secretária-executiva do ministério, Ana Cristina Wanzeler.


A saída da ex-prefeita paulistana é a primeira mudança no primeiro escalão de Dilma depois da eleição presidencial. Marta chefiava a pasta da Cultura desde setembro de 2012. Ela havia substituído Ana de Hollanda no cargo.


Na última terça-feira (4), o Blog da Cristiana Lôbo informou que Marta tinha decidido se antecipar à reforma ministerial do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff e pedir demissão do Ministério da Cultura. No dia seguinte, a ministra admitiu a jornalistas durante evento no Palácio do Planalto que estava "conversando" sobre sua possível saída do ministério.


'Volta Lula'
No meio político, eram frequentes os comentários de que a relação entre Marta e Dilma havia se desgastado ao longo do ano. Segundo o Blog do Camarotti, o fato de a ministra da Cultura ter articulado no início do ano o movimento “Volta, Lula”, para defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição deste ano, gerou mal-estar com a atual chefe do Executivo.


Em outro trecho da carta de demissão, Marta agradeceu "a honra" de ter sido convidada a comandar a Cultura. Ela também destacou no texto que encerra sua gestão à frente da pasta com a sensação de "missão cumprida".


A senadora paulista ressaltou no pedido de demissão que "não se apequenou" durante o período em que foi ministra e que geriu a pasta "com coragem e determinação".


"Por esta oportunidade de servir nosso país nesta função tão especial, de conhecer melhor e conviver com o povo da cultura, estar mais próxima de nossos artistas e raízes profundas, lhe sou grata [...] Na condução do Ministério da Cultura, e como Senadora licenciada pelo PT, não me apequenei, o fiz com coragem e determinação", escreveu a ministra demissionária à presidente da República.


Leia abaixo a íntegra da carta de demissão de Marta Suplicy:


Brasília, 11 de novembro de 2014.

À Excelentíssima Senhora Presidenta da República Dilma Rousseff,

Presidenta Dilma,

Agradeço a honra a mim concedida com o convite para ser Ministra de Estado da Cultura do Brasil nos últimos dois anos de seu governo. Encerro hoje a presente etapa com minha missão cumprida, razão pela qual apresento meu pedido de demissão.

Ao lado de minha valorosa equipe, à qual sou muito grata, tivemos a possibilidade de construir caminhos e encaminhar soluções para nossas sete importantes instituições e fundações coligadas, assim como também pudemos apresentar um país diferente no exterior.

Em meio a inúmeras demandas e carências orçamentárias do Ministério da Cultura, focamos nosso trabalho em valores que nos são preciosos: inclusão da população na produção de cultura e ampliação do acesso aos bens culturais.

Para que o legado de Vossa Excelência viesse a ser sólido, nos dedicamos a viabilizar a aprovação, com êxito, de um conjunto de leis por anos pendentes no Congresso, que possibilitaram criar a coluna vertebral de políticas de Estado da Cultura.

Em dois anos aprovamos o Sistema Nacional de Cultura, o Vale-Cultura, a Lei da Cultura Viva, o Marco Civil da Internet, a Lei de fiscalização do Ecad, a PEC da Música, além de ter enviado à Casa Civil, onde aguardam encaminhamento, o Direito Autoral e a Lei da Meia Entrada.

Por esta oportunidade de servir nosso país nesta função tão especial, de conhecer melhor e conviver com o povo da cultura, estar mais próxima de nossos artistas e raízes profundas, lhe sou grata.

Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país. Isto é o que hoje o Brasil, ansiosamente, aguarda e espera.

Volto para o Senado Federal para representar o Estado de São Paulo, por mais quatro anos, com muito vigor, energia e com o firme propósito de fazê-lo com amplitude, seriedade e grandeza. Na condução do Ministério da Cultura, e como Senadora licenciada pelo PT, não me apequenei, o fiz com coragem e determinação. Não fugi à responsabilidade de meu compromisso público ao me posicionar e ter feito o que acreditava ser o melhor para o Brasil e para o povo brasileiro.


EUA e China anunciam acordo para reduzir emissão de gases poluentes


12/11/2014 02h36 - Atualizado em 12/11/2014 03h44


EUA pretendem cortar em 28% as emissões de gases em até 11 anos.
China reduzirá poluição a partir de 2030. Até lá, 20% será energia limpa.

Do G1, em São Paulo
Presidentes dos EUA, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, em Pequim. (Foto: Mandel Ngan / AFP Photo)Presidentes dos EUA, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, em Pequim. 
 
 
Os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, assinaram nesta quarta-feira (12) em Pequim um acordo para a luta contra a mudança climática, que incluirá reduções de suas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.

A iniciativa constitui o primeiro anúncio de corte das emissões de gases poluentes por parte da China e mais um pelos EUA.

Pelo acordo, os EUA pretendem cortar entre 26% e 28% as emissões de gases em até 11 anos, ou seja, até 2025, o que representa um número duas vezes maior que as reduções previstas entre 2005 e 2020.

Os chineses se comprometem a reduzir as emissões de carbono na atmosfera. O prazo limite para começar essa redução é 2030, embora possa começar antes.
Segundo presidente chinês, até lá 20% da energia produzida no país vai ter origem em fontes limpas e renováveis.

O acordo, que foi negociado durante meses pelos dois países, pretende promover um pacto em nível global, visando a Conferência sobre Mudança Climática que acontecerá em Paris no ano que vem.
Xi Jinping e Obama fizeram o anúncio durante uma entrevista coletiva após dois dias de reuniões, na qual repassaram todos os níveis de sua relação, com o acordo sobre mudança climática como principal resultado tangível.

Trata-se de um "acordo histórico", destacou Obama, que acrescentou que o objetivo dos EUA é "ambicioso, mas alcançável". Além disso, o chefe de estado americano comentou que o pacto é "um marco importante" nas relações entre Washington e Pequim.

O presidente da China, por sua vez, destacou que os dois países empreenderam "um novo modelo" para as relações entre potências e comemorou o nível de entendimento entre os dois governos.

Obama e Xi Jinping durante cerimônia em Pequim. (Foto: Greg Baker / AFP Photo)Obama e Xi Jinping durante cerimônia em Pequim. 
 
 
Esse foi um dos acordos estabelecidos entre os dois presidentes em um encontro bilateral em Pequim, durante o Fórum de Cooperação Econômica da Ásia pacífico (Apec).


Os dois países também vão estreitar as relações entre as forças armadas, aumentar o combate ao terrorismo e incrementar estratégias para ajudar no combate à epidemia de ebola na África Ocidental.

Solidariedade dá apoio à candidatura de Cunha na Câmara

Com 15 deputados eleitos, o Solidariedade (SD) declarou nesta terça-feira, 11, apoio oficial à candidatura do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), para a presidência da Câmara no próximo biênio. O líder da bancada do Solidariedade, Fernando Francischini (PR), também recebeu o aval de seus correligionários para negociar os termos da adesão do partido ao bloco parlamentar costurado por Cunha.

Para o ano que vem, o peemedebista articula um bloco que pode ser formado por PSC, PTB, SD e PMDB, que juntos possuem 118 deputados eleitos. O PR também flerta com o grupo, mas a cúpula da legenda tem atuado para afastar a bancada de Cunha para garantir uma melhor colocação no próximo mandato da presidente Dilma Rousseff.


Francischini disse que o apoio ao nome de Cunha tem por objetivo evitar a "hegemonia" do PT no Poder Executivo e na Câmara. "Um presidente do PT vai ser um despachante da presidente Dilma na Casa", afirmou.


O PT deve lançar um nome para enfrentar Cunha, desafeto do Palácio do Planalto por ter comandado este ano uma rebelião que derrotou o governo em votações importantes. Os mais cotados hoje para entrar na disputa são dois ex-presidentes da Câmara: Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Marco Maia (PT-RS).


Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília