quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

JOAQUIM LEVY DESBANCA LULA EM WASHINGTON


Sem dúvida o Joaquim Levy será um dos agraciados com o Colar Grão Petralha, comenda conferida pelo Foro de São Paulo a personalidades que se destacam no seu trabalho de contribuir para a cubanização do Brasil e de todo o continente sul americano. 
 
 
Esta expectativa é reforçada pela atuação de Levy à frente do ministério da Fazenda e, mais ainda, pelo seu desempenho em tentar provar que vai tudo bem com a Petrobras. Aliás foi o que andou fazendo Levy numa reunião com os representantes do mercado em Washington, nesta terça-feira carnavalesca segundo relata esta matéria do site Diário do Poder.
 
 
Pelo que se nota Joaquim Levy é realmente um sujeito inteligente. Aprendeu rapidinho a mentir sem ruborizar e sem perder a fluência no seu economês. Lula, que se atribui a condição de metaformose ambulante, que se cuide. Tem pela frente um páreo duro.
 
 

FESTIVAL DE ROUBALHEIRAS CONTINUARÁ IMPUNE: EDUARDO CUNHA ARTICULA PARA IMPEDIR AS CPIs DO BNDES, SETOR ELÉTRICO E DOS FUNDOS DE PENSÃO.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015


Eduardo Cunha gosta de bater no peito que não brecou a instalação da CPI da Petrobras. Pena que não pode dizer o mesmo de outras três CPIs propostas pela oposição na Câmara: do BNDES, do setor elétrico e dos fundos de pensão.
 
 
Cunha pediu a pelo menos dois deputados do PMDB que não assinassem os pedidos de instalação das CPIs. A outro, que foi consultá-lo sobre como proceder, disse que não era interessante dar assinatura para que essas comissões fossem criadas.
 
 
Foi atendido.
 
 
Dos 67 deputados da bancada peemedebista, apenas três concordaram em assinar o pedido de instalação da CPI dos fundos de pensão, que investigaria denúncias envolvendo o Postalis e a Petros, por exemplo.
 
 
Módicos cinco peemedebistas toparam assinar o pedido da CPI do BNDES, que investigaria, por exemplo, os empréstimos do banco a frigoríficos, a exemplo do JBS, e a Eike Batista.
 
 
Na do setor elétrico, só 11 assinaram o pedido de instalação. O objetivo era discutir o impacto da redução das tarifas de energia no setor elétrico, mas poderia ser uma brecha para que se investigasse os laços do esquema de Alberto Youssef no setor elétrico. Sabe-se lá por quê, Cunha não quis nada disso. Da coluna de Lauro Jardim/Veja
 
 

Dois na goela de Lula


Lula acompanha a movimentação dos ministros que compõem o núcleo político mais chegado a Dilma Rousseff e, se pudesse, afastaria dois, de cara. Aloizio Mercadante, da Casa Civil, é o primeiro: o ministro tem dito que, no terceiro trimestre deste ano, a economia brasileira estará em ordem, o ex-presidente sabe que não será assim e que ele fala muito – e erra metade do que fala; o segundo é José Eduardo Cardozo, da Justiça, enfiado agora nesse affair de encontros com advogados de empreiteiros presos. Por Lula, nunca teria sido nem ministro.

Olha o companheiro "esquentando" dinheiro aí, gente!




O companheiro Moch vai iniciar uma campanha de arrecadação junto a militância. Quem acredita?



O PT é mesmo uma sofisticada organização, capaz de lances inusitados. Pesquisas Datafolha mostram que, desde 2013, o partido do Mensalão, do Petrolão e da Corrupção caiu na preferência do eleitor de 29% para 12%. Para substituir as arrecadações da sua tesouraria, Vaccari Neto(foto), envolvido até o último fio de cabelo na Operação Lava Jato, resolveu lançar uma campanha de arrecadação junto à militância. O companheiro Moch tem certeza que vai dar certo!


Segundo Vaccari Neto declarou ao Estadão, as doações de empresas privadas ao partido simplesmente deixaram de existir. “Os empresários não querem nem saber de conversa”, disse ele recentemente a petistas. “Estão tentando forçar a compreensão de que qualquer doação é propina”, defende o tesoureiro, que nega qualquer participação no esquema. O PT, segundo ele, ainda não calculou o impacto da Lava Jato e da pulverização de legendas nas contas partidárias. Alguns dirigentes falam em uma perda de R$ 1 milhão ao mês, correspondentes a cerca de 10% do orçamento petista, que foi de R$ 123 milhões em 2013.

No mundo inteiro, organizações mafiosas que roubam, desviam dinheiro e sonegam, quando chegam tempos difíceis como estes para o PT,  pegam o dinheiro frio depositado em contas secretas no exterior e o "esquentam" por meio de atividades que parecem normais. Carregar mochilas e cuecas recheadas, sob vigilância da PF,  passa a ser operação de alto risco.

 Por isso, as sofisticadas organizações criminosas usam truques contábeis, como por exemplo: a organização mafiosa é dona de um hotel que fica vazio, mas declara 100% da sua ocupação. Traz o dinheiro de fora, paga os impostos do faturamento fictício  e "esquenta" a dinheirama. Já a sofisticada organização do PT quer nos fazer crer que a militância vai doar R$ 1 milhão por mês ao partido, assim como fez com as doações para pagar as multas de José Dirceu, cuja lista de companheiros solidários jamais divulgou. Quem acredita?

FALA, CARDOZO!


A Última Arcádia

Pois é, meus amigos. O carnaval acabou e 2015 de fato começa no Brasil e com isso, o show de bobagens ditas pelo governo. A mais recente pérola foi dita pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. 

Ao rebater as criticas recebidas por ter se encontrado com representantes dos envolvidos na Lava Jato, o ministro afirmou que tais criticas são coisa de autoritários. 

Leiam.

CATIA SEABRA DE SÃO PAULO
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou como autoritários os que criticaram seus encontros com advogados de empreiteiras que viraram alvo da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga um vasto esquema de corrupção na Petrobras.
Evitando responder diretamente ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que criticou os encontros e chegou a defender sua demissão, Cardozo afirmou que "só na ditadura não se admite" que um ministro receba advogados.
Em entrevista nesta segunda (16), ele atribuiu a problemas técnicos as omissões identificadas pela Folha em sua agenda oficial no site do Ministério da Justiça, que não registra atividades em 80 dias úteis desde março de 2014. 

Voltei

Eu gostaria de saber em qual faculdade o ministro estudou. Melhor, quem foram seus professores? Quer dizer então que criticar é algo tipico da ditadura? 

Certamente que na ilha cubana, dominada por Fidel Castro, cujo partido do qual Cardozo faz parte, adora idolatrá-lo, a principal característica do regime cubano são as abundantes criticas que os membros da justiça daquele país recebem. 

Aconselho Cardozo a ficar quieto e pedir que a OAB saia em sua defesa, assim, nós, brasileiros, seremos poupados de ler e ouvir asneiras. 


Pacote anticorrupção de Dilma é só uma fantasia de Carnaval


Carnaval 2015Carlos Newton


Nunca antes, na História deste país, um governante (no caso, governanta) torceu tanto como Dilma Rousseff para que Carnaval chegasse logo e em Aratu ela pudesse mergulhar num provisório esquecimento, que lhe desse um mínimo de alívio. Mas acontece que a mídia é como o relógio, nunca deixa de funcionar.


E já surgem más notícias sobre o chamado pacote anticorrupção, bolado pelo marqueteiro João Santana, que julga estar num circo e vai tentar convencer o respeitável público de que Dilma Rousseff se tornou a grande guardiã da ética e dos bons costumes, enfrentando até seu próprio partido, o PT.


Santana é um publicitário especializado em factóides. Ou seja, inventa pseudos fatos e os apresenta como se fossem verdadeiros. Assim,  o marqueteiro agora quer nos convencer de que lutar contra a corrupção é o forte deste governo, no exato momento em que Dilma é atingida uma enxurrada de acusações de corrupção na Petrobras e nomeia para presidi-la justamente um executivo de notória ficha suja, que dirigiu o Banco do Brasil e fazia poupança no colchão, comprou apartamento em dinheiro vivo, foi denunciado pelo próprio motorista e ainda usou dinheiro público do próprio BB para patrocinar a carreira de uma bela amigona (digamos assim) na televisão.


NADA DE NOVO…
O tal pacote anticorrupção é bem conhecido, porque já foi anunciado num longo e enfadonho discurso, escrito pelo marqueteiro e que a presidente leu na reunião de seu Ministério. No ardiloso pronunciamento, constaram como de autoria de Dilma Rousseff alguns projetos apresentados há anos ao Congresso por parlamentares de diversos partidos e que estão parados, porque o governo da própria Dilma jamais fez o menor esforço para aprová-los.
Agora, por obra e graça de João Santana, que é uma espécie de Rasputin do Planalto, Dilma Rousseff mais uma vez  tentará assumir a autoria dessas propostas de parlamentares, cometendo uma usurpação política jamais vista na História deste país, registre-se.


Ao agir com tamanha deslealdade e falta de ética, tanto Santana quanto Dilma se utilizam de uma estratégia fantasiosa de fazer inveja a quem desfila no Sambódromo. Em seu carnavalesco delírio de Poder, Santana e Dilma agem como se todos os brasileiros estivessem vestidos de palhaços e impedidos de raciocinar. Mas é óbvio que a farsa será facilmente desmentida. Basta que se confiram os projetos e emendas apresentados ao Congresso, e logo surgirão os verdadeiros autores das propostas que Dilma tenta usurpar.


É TUDO MENTIRA
Ao contrário do que dizia Orson Welles em seu documentário filmado no Brasil, “é tudo mentira” no caso de Dilma e seu marqueteiro, incluindo o carro-chefe do pacote anticorrupção – a suposta criação de uma Secretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST), que existe desde 1979 e foi substituída em 1990 pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), até hoje subordinado ao Ministério do Planejamento.


A única novidade que pode ser atribuída à criatividade de Santana, que tem tido preciosa ajuda do ministro Aloizio Mercadante nesse tipo de tarefa ilusória, é subordinar a nova SEST à Controladoria-Geral da União. Mas acontece que a CGU está à míngua, conforme denunciou recentemente o então ministro Jorge Hage, que se demitiu revelando que a Controladoria não tem recursos para desempenhar suas próprias funções, mas agora passará a suportar ainda mais despesas com falsa criação da SEST.


Do jeito que vai, a CGU se arrisca a ficar como as embaixadas e consulados, sem verbas para pagar nem mesmo as contas de água, energia, telefone e internet. Mas Dilma, Santana e Mercadante não estão nem aí, o único interesse deles é seguir enganando a opinião pública com factóides que propaguem a ilusão de que Dilma Rousseff não tem nada a ver com a corrupção do PT e que, pelo contrário, não faz outra coisa a não ser lutar contra os “malfeitos” do partido e da base aliada.


SÓ FALTA A NOMEAÇÃO
Para culminar, só falta Dilma nomear para a nova SEST o petista Sérgio Seabra, secretário-adjunto de Controle Interno da CGU. Ligado ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, Seabra chegou a ser investigado por vazamento de informações, sua casa foi alvo de um mandado de busca e apreensão em 2013, mas estranhamente a investigadora da Controladoria responsável pelo caso acabou recuando. Segundo o repórter Gabriel Castro, da Veja, Seabra é braço-direito de Francisco Bessa na CGU e está cotado para assumir a SEST.


“Ambos trabalharam com Mercadante quando ele foi ministro da Educação. Bessa ainda esteve ao lado do ministro na Casa Civil. A dupla se junta a Valdir Simão, o ministro-chefe da CGU, outro nome de confiança do ministro. Para quem conhece Mercadante, não chega a ser novidade seu gosto pelo controle”, assinala o jornalista.


E ainda acham que impeachment é golpe?

Piada do Dia: PT vai processar ex-gerente da Petrobras


Rui Falcão contou a nova piada, mas ninguém riu…

Deu em O Tempo
O PT promete processar judicialmente o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, que acusa o partido de ter recebido propinas em contratos da Petrobras, de 2003 a 2013, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.


A ação do partido – que ainda não está pronta – será protocolada após o período do Carnaval, segundo o presidente do PT, Rui Falcão. As informações são da Agência Brasil.

Barusco confirmou, em depoimento da Operação Lava Jato, que ele e Renato Duque (ex-diretor de Serviços da Petrobras entre 2003 e 2013) recebiam propina para facilitar que empresas assinassem contratos de grande porte com a estatal, como os da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

O PT disse também que irá acionar o comando da Polícia Federal, o Ministério da Justiça e o Ministério Público Federal, pedindo que sindicâncias sejam feitas para apurar “vazamentos seletivos” de informações dos depoimentos da Operação Lava Jato, que implicam apenas o partido.


###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O ex-diretor Renato Duque também bancou o ridículo e processou o colega Paulo Roberto Costa, pagando o mico do ano. Agora, a suposta ação do PT será apresentada depois do carnaval, assim que os dirigentes do partido tirarem as máscaras e rasgarem as fantasias. Vamos esperar. Sentados, é claro. Com um presidente como Rui Falcão, que não trabalha e vive às custas do partido, o PT nem precisa de inimigos. (C.N.)

O envolvimento suspeito do Ministro da Justiça com os bandidos do PETROLÃO.Conheça as justificativas “técnicas” do ministro da Justiça



Cardozo insiste que advogado tem “direito” de ser recebido

Catia Seabra

Folha
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou como autoritários os que criticaram seus encontros com advogados de empreiteiras que viraram alvo da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga um vasto esquema de corrupção na Petrobras. Evitando responder diretamente ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que criticou os encontros e chegou a defender sua demissão, Cardozo afirmou que “só na ditadura não se admite” que um ministro receba advogados. Ele atribuiu a problemas técnicos as omissões identificadas pela Folha em sua agenda oficial no site do Ministério da Justiça, que não registra atividades em 80 dias úteis desde março de 2014.


Folha- Por que sua agenda omite compromissos?
José Eduardo Cardozo – Não omite. Todos os compromissos oficiais são marcados regularmente. Muitas vezes, por força da dinâmica do ministério, atividades são alteradas. Percebemos agora que, por falha do sistema de registro, o agendamento alterado não foi recolocado no sistema. Há vários dias em branco. Alguns se referem a férias. Outros a essa falha.


Mas o sr. lembra das vezes em que conversou com advogados das empreiteiras?
Só tive uma audiência para tratar de questões relativas à Operação Lava Jato. Foi solicitada por advogados da empresa Odebrecht. Foi realizada dentro do estrito rigor formal. A empresa me narrou que dentro de seu ver haveria duas irregularidades em fatos relacionados à operação. Pedi que formalizassem através de representações. A empresa protocolou formalmente.


Qual o teor dessas petições?
Não posso responder. Tenho que zelar pelo sigilo legal. Sei que o fato de estar impedido de divulgar todas as representações faz com que pessoas maldosas especulem sobre o conteúdo dessa reunião. Não teria sentido que o conteúdo não fosse estritamente o que estou dizendo, até pelas cautelas formais que foram tomadas.


Por que maldosas?
Me espanta que, tantos anos depois do fim da ditadura militar [1964-1985], tantas pessoas achem equivocado que uma autoridade receba advogados. Como advogado e ministro da Justiça, eu afirmo: é direito de um advogado ser recebido e eu os receberei. Só na ditadura isso não se admite. Há pessoas que ainda têm pensamento ditatorial, que não perceberam que vivemos numa democracia, sob o império da lei.


O sr. se refere ao ex-ministro Joaquim Barbosa?
A todos que acham que receber advogados é um erro. Estou me referindo a todos que têm espanto no fato de o ministro da Justiça receber advogados. Aliás, outro espanto que tenho é desses advogados que ainda ficam quietos. Advogados que aceitam que a advocacia seja criminalizada. Como se fossem vilões. Que país seria esse em que o ministro da Justiça se recusasse a receber advogados? Há juízes que não recebem. Desrespeitam a lei.


O sr. acha que Joaquim Barbosa cometeu um erro?
O ministro Joaquim Barbosa tem direito de falar o que bem entende. Não vou polemizar. O que vou dizer é que as pessoas que têm mentalidade autoritária de criminalizar o exercício da advocacia não percebem que vivem num Estado de direito. Ao ministro da Justiça, pouco importa que opinião os cidadãos possam ter disso. Ele tem que cumprir seu papel. Pouco importa se acham revoltante que advogados tenham direito de postular. Talvez para alguns nem devessem existir contraditório, ampla defesa e advogados no mundo. Talvez preferissem o linchamento.


O sr. tem apoio da presidente?
A presidenta Dilma sempre me deu total liberdade.


E a confiança de seu partido?
Eu nunca vi orientação do PT para que ilícitos não devessem ser apurados. Há críticas de petistas? Há. Como há de tucanos por ter mandado investigar o cartel do Metrô em São Paulo. Não cabe a mim dizer quem deve ser investigado, amigo ou adversário. Há quem não goste. Vivo uma situação curiosa. Alguns petistas me chamam de “pelicano”. Vejo outros dizendo que sou “petralha”, manipulo para acobertar os desmandos do meu partido. É curioso que dois extremos se toquem numa leitura errada do que deve ser a postura de um ministro da Justiça.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Cardozo esta completamente desnorteado. Seus argumentos são patéticos e improcedentes. Não há obrigação (nem nunca houve) de ministro da Justiça receber advogados. Ele diz que só deu uma audiência, mas foram várias, em diversas oportunidades, relatadas pelos próprios advogados. As falhas em sua agenda não são técnicas e ele não tirou férias. Não há sigilo legal em petições feitas ao ministério,  toda petição tem de ser protocolada e ganha uma numeração. Ou seja, não houve petições. É tudo mentira. Uma vergonha nacional. Joaquim Barbosa tem razão, Cardozo deveria pedir para sair. Não tem a menor condição de continuar no ministério. (C.N.)

Dilma manda conta de luz com 53% de aumento para a indústria. É a treva!


(Estadão) Dois encargos setoriais poderão elevar a conta de luz da indústria em até 53% a partir do mês que vem e provocar protestos na Justiça. Além do custo da energia, cada empresa - localizada no Sudeste - terá de arcar com mais R$ 79 por megawatt-hora (MWh) para subsidiar programas sociais, pagar despesas do setor e custear a operação das termoelétricas. Essas usinas estão funcionando ininterruptamente para poupar a pouca água que restou nos reservatórios por causa da seca no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste . 
 
Representantes do setor industrial ainda tentam reverter a conta com a entrega de propostas à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Mas, por ora, esse é o custo extra que as empresas terão de pagar a partir de março - caminho oposto ao que setor reivindicava desde 2012 para devolver a competitividade à indústria. Naquele ano, vários empresários pediram à presidente Dilma Rousseff medidas para baratear a conta de luz e evitar que unidades fechassem as portas 
 
Com a MP 579, lançada no último trimestre de 2012, a tarifa de energia caiu, em média, 20% no País. Mas, dois anos depois, os valores já voltaram aos patamares de antes, seja por causa da seca que atinge o País ou pela forma atropelada com que o processo de renovação das concessões foi feito, deixando várias distribuidoras sem contratos para atender seus consumidores e provocando um rombo bilionário no setor.
 
Um baque. Hoje, segundo dados da comercializadora de energia Compass, uma empresa que consome 30 MW e tem um custo de R$ 150 o MWh passará a pagar R$ 229 - ou seja, um aumento de 53%. Ao final de um ano, a empresa terá pago a mais R$ 20,8 milhões de energia elétrica. "Para o setor industrial, que está com a margem comprimida, ter esse aumento de uma forma inesperada será um baque grande no caixa", afirma o sócio da Compass, Marcelo Parodi.
 
Segundo ele, muitas empresas ainda não se deram conta do aumento e podem levar um susto quando receberem a fatura em março. "Com esses valores o governo pode quebrar muitas empresas, pois vai acabar com o lucro operacional delas", afirma o diretor-presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria.  "Nesse ritmo, vamos acabar com a indústria nacional e com o País. Aí vai sobrar bastante energia para ser consumida", reclama o executivo. A previsão anterior da Anace era de um aumento médio de 40% na conta de energia. Hoje esse cálculo já supera os 50%.
 
 
3 comentários

Teremos direito de saber tudo sobre os políticos que roubaram a Petrobras ou haverá acordo para sigilo entre PGR e STF?



 
 
(Valor Econômico) O sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao suposto esquema de corrupção envolvendo contratos da Petrobras não cairá automaticamente assim que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar os pedidos de investigação ou denúncias contra políticos envolvidos. Cabe ao relator do caso, ministro Teori Zavascki(foto à direita), decidir sobre esse assunto.

 
Ao investigar a participação de autoridades com foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros, nos desvios de dinheiro público na estatal, o Ministério Público Federal (MPF) deve, logo após o Carnaval, dar sequência ao caso com base em informações dos depoimentos dos delatores da Operação Lava-Jato.

 
Dependendo do nível de indícios de irregularidades, poderá já denunciar supostos envolvidos no esquema, pedir abertura de inquérito para continuar investigando ou, então, arquivar as acusações se não houver material suficiente que comprometa determinado citado. Nos dias 11 e 12 de fevereiro, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, delatores do esquema, tiveram que depor mais uma vez para dar mais informações sobre o envolvimento de políticos.

 
 
A regra é que uma investigação (inquérito) não seja sigilosa. "Mas há casos excepcionais, como na Justiça comum para preservar o político", como explicou o ex-presidente do Supremo Sepúlveda Pertence. Por exemplo, parte do processo do mensalão - até então o maior julgamento da Corte - esteve sob sigilo por um tempo. Em abril de 2013, após intensa discussão, os ministros aboliram a regra em que os inquéritos penais envolvendo políticos eram apresentados apenas pelas iniciais das pessoas em investigação.

 
 
Já o processo em que o ex-presidente da República Fernando Collor e outros réus respondiam pelos crimes de corrupção passiva e outros previstos no Código Penal não teve fases sob sigilo, segundo informou o ex-presidente do STF Carlos Velloso, que participou do julgamento do caso, em 1994. "Em geral, se já foi formalizado [o inquérito ou denúncia] junto ao Supremo não se justifica o sigilo. Mas há certos inquéritos que estão no início e então o sigilo se impõe em benefício da autoridade com foro privilegiado", disse.

 
 
Apresentando os pedidos de investigação ou denúncias contra políticos supostamente envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot (foto à esquerda), pode pedir para que não haja sigilo nos processos ou em parte deles. Mesmo assim, o ministro Zavascki é quem dá a palavra final, ou seja, ele pode ou não aceitar a recomendação do Ministério Público.

 
 
A fatia do conteúdo das delações premiadas em que autoridades com foro privilegiado foram citadas foi encaminhada à PGR. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional que investigava o caso, Costa, revelou que "algumas dezenas" de políticos participaram das irregularidades. Sem dar nomes, ele informou a quantidade aproximada de autoridades citadas por ele à Justiça no acordo de delação premiada. A lista referente apenas à parte de Costa conta com mais de 30 nomes de políticos.
 
 
1 comentários

Estiagem no início do ano deixa pessimistas criadores de gado do DF

Correio Braziliense


Com o pasto baixo e o bovino magro, a previsão do setor é de que o consumidor passe a pagar mais pela carne e pelo leite

postado em 18/02/2015 06:15
Luiz Calcagno
Antonio Cunha/CB/D.A Press


Para enfrentar a seca, o pecuarista Fábio Brás da Costa, 55 anos, precisou se livrar de parte do rebanho. A intenção é garantir que haja pasto para manter o vigor do gado e, consequentemente, a produção de leite e o lucro nos negócios. Ele não é o único criador do Distrito Federal a tomar essa medida, que se repete no Entorno, como em fazendas nos municípios goianos de Girassol e Cocalzinho. A principal fonte de alimento dos bovinos (há 110 mil cabeças no DF) sofreu com o veranico estendido de janeiro e cresceu, em algumas propriedades, apenas 25% do esperado. A consequência é que, em algum momento, o consumidor sentirá no bolso o aumento do preço da carne e do leite.

As chuvas de fevereiro permitiram que parte do capim voltasse a crescer, mas não o suficiente. O gado se alimenta do broto, que não é tão nutritivo, e ainda impede a planta de se desenvolver. Outra boa fonte de alimentação para os bovinos — o milho — também revela dificuldade por causa da falta de precipitações em dezembro e em janeiro. A perda do grão pode chegar a 40% em toda a região. O preço do saco de 40kg da ração, com base no commodity, aumentou. Passou de R$ 38 para R$ 41. Os criadores acreditam que a silagem, feita com base no milho, mais uma alternativa para enfrentar a estiagem, será a próxima a aumentar de preço.

Ao caminhar pela propriedade, uma chácara na Colônia Agrícola Nova Betânia, em São Sebastião, Fábio Brás mostra o mato seco e abaixo do tamanho esperado. Segundo ele, o litro do leite, negociado pelo produtor por R$ 0,85, terá de subir a R$ 1 para que seja possível continuar com a criação. “Em breve, será difícil cobrir o preço do investimento na produção. Um dos problemas é que boa parte do nosso pasto já deu semente, o que significa que não crescerá muito mais do que isso”, relata.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.
publicidade

Avança investigação dos atentados de Copenhague, que deixaram dois mortos

Correio Braziliense

A comunidade judaica lamentou no jornal Jyllands-Posten que a segurança não tenha sido reforçada em torno de suas instituições em Copenhague após os atentados de janeiro em Paris

postado em 18/02/2015 10:49 

France Presse 

A investigação sobre os atentados de Copenhague seguia avançando nesta quarta-feira, no mesmo dia em que uma das vítimas será enterrada, um judeu de 37 anos morto a tiros pelo suposto agressor, cuja identidade foi confirmada.

A polícia indicou que se trata de Omar El Hussein, um dinamarquês de origem palestina, e deu mais detalhes sobre os atentados, que deixaram dois mortos e cinco policiais feridos.

Em seu primeiro ataque, o jovem de 22 anos invadiu - após tentar sem sucesso entrar no local por diversas portas - um centro cultural onde era realizado um debate sobre Islã e liberdade de expressão, segundo um comunicado da polícia.

No total disparou 28 balas com um M 95, um fuzil militar que os investigadores encontraram em Mjølnerparken, o bairro residencial onde o jovem cresceu. Nesse ataque deixou sua primeira vítima fatal, abatida em uma rua próxima.

Na madrugada de domingo, quando o atirador foi morto pela polícia, carregava pistolas de 7,5 mm e de 9 mm, as armas usadas horas antes em seu segundo ataque, em frente a uma sinagoga, segundo os investigadores. Segundo os meios de comunicação dinamarqueses, a polícia disparou 30 vezes contra Hussein.

'Esvaziou toda a arma'

Segundo a imprensa sueca, foram os dois policiais suecos encarregados de garantir a segurança de Lars Vilks - cartunista e inimigo dos islamitas desde que representou Maomé com o corpo de um cão, em 2007, e presente no debate - que reagiram no ataque ao centro cultural.

"Um deles esvaziou sua arma contra o criminoso, colocando fim ao ataque", indicou ao jornal Sydsvenskan um policial que pediu o anonimato.

Os dois agentes suecos "se comportaram de forma exemplar, estamos orgulhosos da forma como reagiram nesta situação tão difícil", declarou a este jornal um funcionário da polícia sueca, Jarl Holmstrom. Hussein, que possivelmente vestia um colete à prova de balas, conseguiu fugir de carro do centro cultural.

Já Dan Uzan, que morreu com um tiro na cabeça em frente à sinagoga no segundo ataque, será enterrado nesta quarta-feira em um cemitério judaico da capital francesa.

A comunidade judaica lamentou no jornal Jyllands-Posten que a segurança não tenha sido reforçada em torno de suas instituições em Copenhague após os atentados de janeiro em Paris, um deles contra um supermercado kosher no qual quatro judeus morreram.

No entanto, encorajados pelas manifestações de solidariedade, os judeus dinamarqueses não ouviram os chamados a emigrar a Israel lançados pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Somos judeus dinamarqueses, mas somos dinamarqueses e não é o terror que nos fará partir para Israel", declarou à AFP um representante da comunidade judaica, Jeppe Juhl.

Leia mais notícias em Mundo

Dirigindo-se aos judeus europeus, Netanyahu proclamou no domingo em um comunicado: "Israel é seu lar. Estamos preparados para acolher uma imigração maciça procedente da Europa".

Também foi criticada a atitude dos serviços de inteligência (Pet) dinamarqueses, que foram alertados em setembro para um risco de radicalização do suposto autor dos atentados, na época detido, mas consideraram que nada levava a crer que ele planejava um ataque.
publicidade

Reflorestamento é solução para salvar bacias hidrográficas do Rio.E a solução para as de Brasilia, tambem!



Para evitar a crise de desabastecimento, a Prefeitura do Rio de Janeiro criou um grupo de trabalho

postado em 18/02/2015 10:43
Agência Brasil
Tomaz Silva/Agência Brasil

Para preservar a água, o replantio de mudas é uma solução eficaz desde o século 19, no Rio de Janeiro. Diante da crise hídrica, o imperador Pedro II ordenou desapropriações na Floresta da Tijuca, onde hoje é Parque Nacional da Tijuca, devastado por plantações de café, e iniciou um amplo reflorestamento. A estratégia propiciou a recuperação natural da mata, que sofria com erosão e estava degradada, segundo a chefe do Laboratório de Geohidroecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ana Luiza Coelho Netto.

“Naquela época, o solo e as rochas não conseguiam armazenar tanta água, porque sem as florestas, a água acaba escoando na superfície do terreno, não entra no solo [vai para o mar]. Então, o nível de água subterrânea caiu muito, como nos dias de hoje”, lembrou a pesquisadora sobre a situação na floresta. Na época, a corte e as comunidades do entorno da Tijuca eram abastecidas por essas águas.

Com as medidas do imperador, acrescentou, sem a pressão da ocupação urbana, a área se recuperou e hoje é um dos maiores parque urbanos do país, com opções de trilhas e visitas a cachoeiras.

De acordo com Ana Luiza, embora a Floresta da Tijuca não tenha condições de abastecer toda a população carioca, de mais de 6 milhões, cumpre um papel importante no clima e na recarga dos lençóis freáticos. “A floresta ajuda a água da chuva a infiltrar [no solo] e lança no ar. Ela bebe 20% da água da chuva e o resto devolve por meio das raízes”, explicou.

Diante de uma maiores estiagens no estado, que baixou o nível dos reservatórios, a professora diz que a criação de corredores ecológicos – que facilitam o deslocamento de animais, a dispersão de sementes e aumento da cobertura vegetal – são fundamentais para a sustentabilidade das matas. Ela defende, ainda, a execução de projetos de reflorestamento comunitário, que pode empregar moradores de áreas em talude – plano de terreno inclinado que tem como função dar estabilidade a um aterro.

Leia mais notícias em Brasil

Para evitar a crise de desabastecimento, a Prefeitura do Rio de Janeiro criou um grupo de trabalho. O prefeito Eduardo Paes não descarta medidas para economia de água e energia.

Governo terá que administrar uma ressaca econômica monumental pós-carnaval

Correio Braziliense


Garantir a aprovação do ajuste fiscal, conter a inflação, equacionar os problemas do setor elétrico e de falta de chuvas estão entre os desafios que a presidente Dilma Rousseff vai enfrentar a partir desta quarta-feira de Cinzas

postado em 18/02/2015 06:11 / atualizado em 18/02/2015 08:26

O carnaval acabou e o governo vai ter que administrar uma ressaca monumental em 2015. Os desafios do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff não são poucos e passam pelo reequilíbrio macroeconômico. O ambiente externo não é dos melhores, com a economia mundial andando de lado, queda de preço das commodities e redução da liquidez internacional. É nesse cenário que o país terá que adotar medidas emergenciais para reduzir a inflação, os desequilíbrios das contas públicas e do balanço de pagamento, promover o ajuste fiscal e enfrentar uma provável recessão.

O governo ainda tem que se preocupar com a falta de chuvas, que coloca o país em risco de racionamento de energia e de redução na produção agrícola, e com a Petrobras. A maior empresa brasileira tem um impacto enorme na produção de riquezas e, assolada por denúncias de corrupção, afundou ao lado das maiores empreiteiras do país, o que também ameaça a continuidade das obras de infraestrutura necessárias para garantir crescimento do país.

Leia mais notícias em Economia

Na avaliação do ex-diretor do Banco Central Carlos Eduardo de Freitas, presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, o grande desafio do governo é reorganizar a economia com base nos fundamentos de ajuste fiscal. “O ministro Joaquim Levy terá que cumprir o superavit primário de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto), reequilibrar os preços internos com os externos, deixando o câmbio mais valorizado, em torno de R$ 3 o dólar, e alinhar os preços administrados”, destacou.

O problema, explicou Freitas, é como será feito o ajuste fiscal. “As medidas de redução de gastos podem não ser suficientes e só saberemos se elas serão para valer quando começarem as reclamações”, alertou. O funcionalismo quer reajuste, os empresários lamentam o aumento de impostos e a população já está sentindo no bolso a elevação da tarifa de energia e do preço dos combustíveis.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Suíça abre investigação sobre o HSBC e revista sede do banco em Genebra

Correio Braziliense

A filial suíça do banco HSBC está imersa em um escândalo de fraude fiscal e lavagem de capitais, o chamado SwissLeaks, revelado pela imprensa no dia 9 de fevereiro

postado em 18/02/2015 08:01 / atualizado em 18/02/2015 10:35 

France Presse 


O banco HSBC na Suíça, que está no centro de um vasto escândalo de fraude fiscal e lavagem de capitais, é objeto de uma investigação penal na Suíça e uma operação de busca em suas instalações.

O Ministério Público da Suíça anunciou a abertura de uma investigação penal contra o HSBC Private Bank por lavagem de capitais e uma operação de revista na sede do banco em Genebra.

Este anúncio prejudica ainda mais a reputação dos bancos suíços, alvos há vários meses de juízes estrangeiros, que abriram seguidos processos por fraude e evasão fiscal.

Em relação ao caso do HSBC (Suíça), o caso tomou um novo rumo com a intervenção da justiça suíça, 10 dias depois um escândalo de fraude fiscal e lavagem de capitais, o chamado SwissLeaks, revelado pela imprensa no dia 9 de fevereiro.

Até então, o banco suíço, filial do banco britânico HSBC, era alvo de processos apenas em instâncias estrangeiras e parecia seguro em seu território. Nenhuma investigação havia sido aberta pela FINMA, a autoridade de supervisão dos mercados financeiros suíços.

Em uma declaração publicada após a operação de buscas, o HSBC (Suíça) afirma "cooperar de maneira contínua com as autoridades suíças desde que tomou conhecimento do roubo de dados em 2008". No exterior, o HSBC (Suíça) foi processado judicialmente na França e na Bélgica.

Na Suíça, a investigação foi aberta contra o banco, mas "em função de sua evolução" pode envolver também pessoas físicas "suspeitas de ações de lavagem" ou de participação nas mesmas, segundo a promotoria.

O banco poderá ser condenado a pagar uma pesada multa. Sentenças de prisão também são possíveis, de até 5 anos de prisão.

A operação de revista acontecia na sede do HSBC em Genebra, sob o comando do procurador-geral do cantão, Olivier Jornot, auxiliado pelo promotor Yves Bertossa.

A imprensa internacional divulgou o caso SwissLeaks com dados que foram retirados do banco em 2007 pelo ex-técnico de informática do banco Hervé Falciani.

Estes dados revelam que durante novembro de 2006 e março de 2007, quase US$ 180 bilhões teriam transitado por contas do HSBC em Genebra, para fraudar o fisco, lavar dinheiro sujo ou financiar o terrorismo internacional.

Os bilhões de dólares pertencentes a mais de 100.000 clientes e 20.000 pessoas jurídicas teriam transitado por estas contas de Genebra, dissimuladas, entre outras, por estruturas offshore no Panamá e nas Ilhas Virgens britânicas.

Esta semana, em Paris, foi aberto um julgamento por sonegação fiscal contra a herdeira da casa de alta costura Nina Ricci, acusada de esconder mais de 18 milhões de euros no HSBC-Suíça.

Práticas antigas

Desde a publicação do SwissLeaks, o banco suíço defende que as práticas denunciadas ficaram no "passado". Também afirma ter mudado completamente de estratégica após 2008.

O HSBC (Suíça) não é o único na mira dos juízes estrangeiros. O banco UBS, o número 1 da indústria na Suíça e líder mundial de gestão de fortunas, está no olho do furacão na França. Juízes franceses emitiram um mandado de prisão contra três ex-executivos do banco acusados de lavagem e fraude fiscal agravada.

Leia mais notícias em Economia

O UBS é suspeito pela França por ter convencido ilegalmente ricos clientes franceses para abrir contas na Suíça, sem o conhecimento das autoridades fiscais. Os mandados de prisão foram emitidos já que os três ex-executivos não responderam a uma intimação.

Vivendo na Suíça, esses três ex-executivos eram, até o final dos anos 2000, responsáveis pela gestão de ativos para a Europa Ocidental e para a França. Como parte da investigação, o UBS precisou pagar uma caução de € 1,1 bilhão. O UBS nega as acusações de lavagem de fraude fiscal.