terça-feira, 23 de junho de 2015

A ditadura da Venezuela precisa ser expulsa do Mercosul




Dilma Rousseff Nicolas Maduro
A Venezuela faz parte do Mercosul, o “Mercado Comum do Sul”, o que garante ao país uma série de privilégios comerciais, inclusive com o Brasil. Mas, para fazer parte do acordo internacional, é preciso que o país seja uma democracia. Não é o caso da Venezuela, e isso foi observado desde que o país foi admitido.


Agora, para piorar, uma comitiva de senadores brasileiros foi atacada naquele país, com a anuência e a ajuda as autoridades locais. Segue trecho de reportagem da Folha, por Samy Adghirny:
“Um dos agentes da Polícia Nacional Bolivariana admitiu nesta quinta-feira (18) haver uma ação orquestrada para bloquear a passagem de um micro-ônibus destacado para acompanhar uma comitiva de senadores brasileiros que viajou a Caracas para se reunir com opositores do governo. “É evidente que é uma sabotagem. Quando vem uma autoridade estrangeira, nós os escoltamos em fluxo, contrafluxo ou em qualquer circunstância”, afirmou sem se identificar, dando a entender que a escolta poderia passar por qualquer eventual bloqueio.” (grifos nossos)
Vale lembrar que justamente Dilma Rousseff LIDEROU a suspensão do Paraguai do bloco (e o país era um dos fundadores), por alegar que houve um procedimento antidemocrático no país vizinho.


A Venezuela precisa ser EXPULSA do Mercosul, e todos os empréstimos e ajudas do Brasil àquele país devem ser suspensos, revistos e até mesmo cobrados. Mas sabemos que Dilma jamais contrariará os “amigos” bolivarianos de seu chefe.

Está aberto o caminho para o impeachment de Dilma

22 de junho de 2015


é tóis
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Segue trecho de reportagem de hoje na Folha, por Eduardo Cucolo:
“Reprovada pelo Tribunal de Contas da União, a prática da “pedalada fiscal” continua em uso pelo governo Dilma Rousseff em 2015.


Uma das manobras consiste em atrasar o repasse do Tesouro, para os bancos públicos, do dinheiro necessário para pagar benefícios sociais ou financiar investimentos com juros mais baixos. Para manter os desembolsos, os bancos acabam usando seus próprios recursos. O TCU considera que, dessa forma, eles financiaram seu controlador (o governo), o que é proibido pela lei.



O tribunal condenou essa e outras práticas ao analisar as contas de 2014 do governo, e exigiu explicação por escrito de Dilma em 30 dias. Se não se der por satisfeito, recomendará ao Congresso que rejeite as contas da presidente, algo inédito e que, se confirmado pelo Legislativo, poderá embasar uma ação de impeachment.” (grifos nossos)
Já escrevemos sobre a existência de fundamento jurídico para impeachment. Agora, com mais isso, cabe à oposição tomar as tribunas e pedir oficialmente o afastamento de Dilma Rousseff.

21 de junho de 2015

DILMA REPROVADA!

dilma-fundo-azul-original
Segue reportagem do G1, voltamos em seguida:
“Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” indica os seguintes percentuais sobre como os eleitores avaliam o governo da presidente Dilma Rousseff (PT):
– Ótimo/bom: 10%
– Regular: 24%
– Ruim/péssimo: 65%
– Não sabe: 1%
Segundo a “Folha”, no histórico de pesquisas nacionais de avaliação presidencial do Datafolha, a atual taxa de reprovação da presidente da República (65%) só não é pior que os 68% de “ruim” e “péssimo” registrados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992, poucos dias antes de ele sofrer um processo de impeachment.”
A hora é agora, o governo Dilma já acabou, não há força política para continuar. Notem, aliás, que até pesquisa presidencial já se faz com três anos de antecedência, outro recorde, e algo que comprova de forma definitiva o sepultamento político deste governo.


O momento, mais do que nunca, é de união das oposições. Que em 2016, ano de eleições municipais, as candidaturas petistas saiam totalmente derrotadas. Isso porque as prefeituras são sempre as bases para a campanha de dois anos depois (presidencial).



Fora, PT! Fora, Dilma! O povo brasileiro reprova vocês!
 
 
20 de junho de 2015

Lula é o próximo?

lula lava jato
A revista Época (por Filipe Coutinho, Thiago Bronzatto e Diego Escosteguy) fez reportagem bombástica com declarações atribuídas ao patriarca da construtora Odebrecht. Trechos a seguir, mas voltamos:
“A exemplo dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, outros dois poderosos alvos dos procuradores e delegados da Lava Jato, Emilio Odebrecht acredita, sem evidências, que o governo do PT está por trás das investigações lideradas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Se prenderem o Marcelo (Odebrecht, filho de Emilio e atual presidente da empresa), terão de arrumar mais três celas”, costuma repetir o patriarca, de acordo com esses relatos. “Uma para mim, outra para o Lula e outra ainda para a Dilma.”” (grifos nossos)
Lula, que foi chamado de Brahma em documentos da Lava Jato, não parece menos alarmado. Segue trecho de reportagem da Folha (por Catia Seabra, Bela Megale, Valdo Cruz, Andréia Sadi e Natuza Nery):
“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato. Lula também reclamou nesta sexta-feira (19) do que chamou de inércia da presidente Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação.” (grifos nossos)
Estamos na torcida.
 
 
19 de junho de 2015

“Não queremos repetir meta de Copenhague”


Para ministra do Meio Ambiente, corte de emissão em relação à tendência já ocorreu com a queda do desmatamento e país quer “mudar coisas” em sua proposta para o acordo de Paris – 
Por Claudio Angelo, do OC –

“Você acha mesmo que eu vou te dar a INDC do Brasil?”
Sem desfranzir o cenho, Izabella Teixeira vai deixando claro antes de a entrevista começar que não pretende falar muito sobre sua principal tarefa do ano – a construção da meta que o Brasil apresentará às Nações Unidas até outubro para a conferência do clima de Paris.
A ministra do Meio Ambiente está em processo de consulta a atores de dentro e de fora do governo para elaborar a chamada INDC (Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida), o aguardado conjunto de compromissos que o país deverá adotar para combater o aquecimento global e adaptar-se a ele nas próximas décadas.
O governo tem feito segredo sobre a INDC. Sabe-se apenas que não há pressa para apresentá-la, já que o prazo oficial dado pela Convenção do Clima das Nações Unidas é 1o de outubro. Anúncios importantes de medidas que poderão compor a meta brasileira deverão ser feitos em dois momentos: no próximo dia 30, quando Dilma Rousseff encontra-se com Barack Obama, em Washington, e em agosto, quando a presidente se reúne com a chanceler alemã, Angela Merkel.
Enquanto isso, Izabella segue em conversas com o setor privado e com outras autoridades do governo – em especial o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com quem disse ter-se encontrado quatro vezes para tratar do assunto. “Estou parecendo caixeiro-viajante”, conta.
Sobre o que a proposta brasileira poderá conter, a ministra dá três pistas. Primeiro, que ela não deverá ser feita nos mesmos moldes da meta apresentada pelo Brasil em 2009, na conferência de Copenhague. Na época, o Brasil fez o que se chama de “desvio de trajetória”, ou “desvio de BAU (business as usual)”. Trata-se de um cálculo pelo qual se estimou qual seria a emissão em 2020 na ausência de políticas de controle de emissões e se propôs um conjunto de ações para colocar a emissão abaixo dessa tendência imaginária.
A diplomacia brasileira tem defendido que desvios de trajetória possam ser adotados como meta por países em desenvolvimento no acordo de Paris. Isso foi feito por países que já apresentaram suas INDCs, como Etiópia e México. Para Izabella, porém, o Brasil não deverá seguir o exemplo mexicano. “O Brasil já fez o desvio de BAU, pelo menos nos setores mais importantes de emissão. Nós possivelmente não vamos fazer o que o México está fazendo”, disse ao OC. “Queremos mudar coisas.”
A segunda pista é que há uma intenção de computar a regeneração natural de florestas na Amazônia e a recomposição prevista pelo Código Florestal à INDC. “Poderemos ter uma meta para isso”, diz. “É o que o Ministério do Meio Ambiente quer na sua proposta.” Segundo ela, somente na Amazônia há 17 milhões de hectares de florestas secundárias crescendo e capturando carbono. Inserir essas florestas na meta internacional, raciocina o MMA, poderá ajudar a captar dinheiro para reduzir os custos do reflorestamento no Brasil – uma barreira alegada pelos produtores ao cumprimento do código.
A terceira pista, já delineada pelo Itamaraty, é que o país vai querer uma compensação pelo desmatamento reduzido até 2020, que a ministra chama de “a maior redução de emissões do planeta”. O “saldo” que o Brasil diz ter em redução de emissões até 2020, que ela chama de “green air”, poderia entrar na ambição brasileira para permitir que setores mais conservadores, como a indústria, ganhassem tempo antes de cortar emissões. “O tempo que vai ser dado para a indústria é o tempo para mudar, não para permanecer do mesmo jeito”, esclarece.
Leia a seguir a entrevista .
*
O governo tem dito que nossa INDC vai ser apresentada mais para o final do prazo, porque há um processo de consulta sendo feito pela sra. e há reuniões bilaterais importantes com Alemanha e Estados Unidos. Eu queria saber como está esse processo de consulta interno e se há data para a meta sair.
A data é outubro. É a data da Convenção. O Brasil está construindo os seus números, nós somos um país em desenvolvimento no âmbito da Convenção e temos uma política de mudanças do clima, gostando ou não gostando, que é a maior redução de emissões do planeta. Ponto. Isso é uma coisa que tem que acabar no Brasil, de achar que o Brasil não está fazendo redução de emissões. Nós estamos fazendo mais do que todos os países do mundo que têm obrigação de redução até 2020 pela Convenção. Agora, eu não vi nenhum país estrangeiro chegar aqui e colocar dinheiro, por exemplo, para financiar mobilidade urbana.
Então, o que tem de diferente em relação às consultas é que em 2009 elas foram mais circunscritas a alguns grupos. Hoje esse movimento do Brasil em relação a mudanças do clima provoca discussões em vários segmentos, não mais em um grupo circunscrito. Eu estou parecendo caixeiro-viajante, conversando com todo mundo.
E como esses setores têm se posicionado em relação à adoção de uma meta mais, menos ambiciosa, de desvio de curva, de intensidade?
Não há uma convergência. Tem gente que diz que o Brasil tem que fazer a transição o mais rápido possível, mas esse mais rápido possível também não é claro. O que é o mais rápido possível? É 2050? O que eu cravo em 2030 para chegar a 2050 de um jeito? E obviamente há uma complexidade quando você tira o desmatamento como carro-chefe. O que o Brasil fez? O Brasil fez a opção da rota, que é o que o México está fazendo agora, mudar o “business as usual” [cenário tendencial de emissões]. Mas, claramente, no que diz respeito ao desmatamento, não é mudança do business as usual. Você está rumando para eliminar o desmatamento ilegal. Para acabar com o desmatamento na Amazônia. E, com a mudança no Código Florestal, o que você fez? Você colocou efetivamente na agenda que todo mundo começou a enxergar que tinha que ter reserva legal, que tinha que ter APP etc.
É óbvio que o desmatamento dialoga com o fim do crime e com a proteção da floresta. Uma coisa é tirar o que é crime, outra coisa é, vou olhar a floresta. O que eu quero dessa floresta? Vou parar de pressioná-la mesmo naquilo que eu tenho direito e vou por outro lado restaurar parte da floresta. O Brasil vai dialogar com redução do desmatamento e com restauração. Vai ter que fazê-lo, quer pelo Código Florestal, quer pela oportunidade econômica, oportunidade tecnológica de trabalhar questão de carbono com resultados de curto prazo.
Isso é uma coisa interessante: a restauração não estava considerada nas Namas, as metas voluntárias de Copenhague, em 2009.
Agora entra, como um possível caminho a ser explorado pelo país. Agora, vamos assumir que, além [da redução] do desmatamento, nós estamos perseguindo também a recuperação e a restauração florestal. Então isso é a cara do MMA, é o que o MMA quer na sua proposta.
Poderemos ter uma meta para isso?
Poderemos ter uma meta para isso. Qual é a linha de base que eu assumo? O Código Florestal é o primeiro caminho, com métrica, com verificação. Qual é o tamanho desta conta de restauração e reflorestamento com a base legal que o Brasil já oferece? O que eu tenho? 10 milhões, 12 milhões, 15 milhões de hectares de passivo? Isso é captura de carbono. Naquilo que é APP é captura e fixação. Naquilo que é reserva legal com floresta plantada, é captura e rodízio, portanto fixação-rodízio, que também é previsto nas regras internacionais para contabilização de uso da terra e florestas. Quanto custa fazer isso no Brasil? Eu vou nos Estados e ouço custo de R$ 20 mil a R$ 25 mil por hectare. É óbvio que, se você define a ambição, a meta, as trajetórias tecnológicas que você terá que construir no Brasil têm como objetivo a redução de custo, o incremento de competitividade. Então, como a gente vai fazer regulamentações que permitam soluções win-win? Naquilo que for cota, dirigir para unidades de conservação, que podem ter interesse por regularização fundiária, e obviamente dirigir para quem tem em excesso, no CAR está dando que temos mais de 22 milhões de hectares em excesso em propriedades privadas sem nenhum regime de proteção. Como você faz com que proteja além da lei na sua propriedade? Negocia cota.
É óbvio que dizer que vamos ter restauração de 10 milhões de hectares, em dez anos não quer dizer que eu não possa conciliar também com o que está em regeneração espontânea na Amazônia [segundo dados compilados pelo programa] Terraclass. Tem 17 milhões de hectares em restauração na Amazônia. E medidos.
Mas isso entraria no nosso composto de meta?
Querido, está capturando carbono! São 17 milhões de hectares crescendo com florestas secundárias capturando carbono! Entendeu? Eu posso chegar no Brasil e dizer, o Brasil vai ter 30 milhões de hectares em recuperação, sendo tantos plantados e tantos em regeneração… eu estou mandando a turma fazer os modelos, como é o monitoramento e a verificação disso, que terras são essas. Mas não são florestas em estágio inicial, são florestas mesmo, tá capturando. Se você quer fazer isso, sinalizar, tem que ir lá medir monitorar, ver quanto captura, para poder afirmar efetivamente que aquilo ali em 20 anos consolidará uma floresta em estágio avançado.
Para você oferecer um compromisso formal internacional você tem que ter todas as salvaguardas. Porque o acordo de Paris é um acordo que pressupões obrigação para todos e verificação. Não pode achar que a gente vai jogar para a plateia. Eu tenho muito cuidado de que o Brasil possa oferecer o melhor caminho para ele, Brasil, e que isso seja uma contribuição expressiva globalmente. Mas não nos esquecendo também que o que nós estamos fazendo hoje em relação a desmatamento é a maior contribuição em redução de emissões do planeta. Como é que o mundo vai internalizar isso como um ativo do Brasil? Nós ganhamos com isso pós-2020? Eu entendo que temos de ganhar.
Isso é uma virada em relação à posição do Brasil no Acordo de Copenhague. Porque lá dissemos que não apenas não precisamos de dinheiro, como também que podemos pagar…
Não é a posição no Acordo de Copenhague. Em Copenhague ninguém estava tentando fazer um acordo global com obrigações para todos. Um acordo global com obrigações para todos é agora, em Paris. O Brasil continua um país em desenvolvimento. A diferença é que o Brasil foi cobrar efetivamente dos países desenvolvidos uma postura mais agressiva em relação aos seus compromissos no âmbito da convenção. Que não aconteceu. O Brasil voltou e assumiu sua política voluntária, mas nacionalmente vinculante. É fato! Então é óbvio que o que está em jogo é você ter uma palavrinha: reconhecimento. E qual é o impacto disso para o Brasil nos próximos anos. A outra palavrinha é credibilidade. Você não pode colocar nada que não seja exequível, implementável, lembrando que os compromissos são para depois de 2020 e haverá um novo governo. Tem que ser o mais robusto possível do ponto de vista da interlocução não governo, e obviamente tem que ser transparente, tem que saber por que é desse jeito e não de outro jeito. E tem escolhas a fazer.
Que escolhas?
Elas dizem respeito a outros dois setores que são fontes de emissão. Um é a agricultura e outro é a energia, que hoje são responsáveis pelas maiores emissões do Brasil. E, à medida em que você aumenta a população, a tendência é que você seja mais eficiente em plantar e produzir carne, evitando emissões associadas ao desmatamento, mas você tem também que ter eficiência na logística de transporte. Entra uma discussão que não é muito falada no Brasil, que é a infraestrutura de baixo carbono. A gente vê o boi, a palha etc., mas não vê a logística associada a isso. Isso está também em discussão, não é contabilizado na ambição brasileira, mas o Brasil, diferentemente de um país europeu, não tem sua infraestrutura toda implantada. E ninguém discute isso.
Como a gente chega em 2030?
É isso que eu estou tentando dizer para você. Estou dizendo que tem três carros-chefes: você quer que eu discuta geração de energia elétrica no Brasil com renovável, voltam as hidrelétricas para a mesa, então. É, ué: o Brasil vai ter que crescer, querido! Ou cresce para discutir como gente grande [bate na mesa], ou então vamos discutir o quê? Tenho um terço implantado e dois terços para implantação. O que eu vou levar para ser viável de implantação no país nos próximos anos. Eu, Izabella, prefiro discutir hidrelétrica a nuclear. Eu, pessoalmente. Nuclear, do ponto de vista do carbono, é uma beleza.
Foi até uma esperteza da declaração do G7: eles falaram de sair dos fósseis, mas não falaram em renováveis.
Do G7 e da China. Fica todo mundo soltando foguete, ah, porque a China, e o cara fala: “não-fóssil”. Ou seja: vai trocar carvão por nuclear. No fundo, são vários modelos, várias entradas. Por exemplo, o carro flex: eu terei um momento de entrada do carro flex para o carro híbrido ou o carro elétrico? Eu acho que sim. Em algum momento isso vai acontecer. Eu me lembro de uma época aqui neste ministério, nos anos 1990, que a gente discutia como fazer para o álcool ter mercado. Que a frota pública poderia ser a álcool. Aí veio o carro flex, temos a mistura. A discussão do álcool ficou ligara ao preço da gasolina depois. Aquelas anomalias que tem de conta álcool etc. foram outras circunstâncias. Estou falando de ter ou não ter. E, por conta do Proconve, um programa ambiental, tivemos a mistura do álcool na gasolina. Você tem que entender quais são as trajetórias e quais são os passos a serem dados.
Tenho ouvido coisas interessantérrimas que o próprio setor elétrico traz, como caminhos em que você aumenta a emissão, mas chega num patamar no qual o Brasil não estaria aumentando emissões globalmente. Agora, você tem atividade econômica e aumento de população em 2030 e imaginar que você não vai ter aumento de emissões por habitante? Tem. Agora, você muda o perfil desse aumento de emissões, de fóssil para renovável…
Ué, se é renovável, não tem emissão.
Tem. Claro que tem. Por que não? Biomassa não tem emissão?
Não, ela desconta do crescimento das plantas.
Não necessariamente. Tudo tem emissão. Biomassa, hidrelétrica. Não é na magnitude… mas tudo tem emissão. Mas diesel, combustível, tem emissão associada à mobilidade. E é tudo na conta do setor de energia. Quando a gente vê o número da energia, a gente tem que compreender o que é: uma coisa é a geração de base, outra coisa é o consumo da indústria, outra coisa é o que você ganha de eficiência energética… a gente roda um programa excelente de eficiência energética no Brasil, quanto isso faz diferença nas suas emissões. Eu mandei rodar esse modelo.
Então nós não estamos considerando uma meta absoluta para esse setor de energia.
Eu não posso dizer que estamos ou não estamos. Estamos explorando cenários. Quem me deu número absoluto? Qual país deu redução absoluta?
Todos os países desenvolvidos que botaram número na mesa: EUA, União Europeia…
Deu redução absoluta? Você tem certeza?
Sim, deu redução absoluta em relação a um ano-base.
Ah, o ano-base 2005! Por que não é 1990?
A União Europeia fez 1990. Eu não estou dizendo que as metas são boas, veja.
Tá bom. Qual é a redução de energia da União Europeia? Ela te deu o geral. Eu tenho os números. A União Europeia não fala que vai reduzir 40% na energia. Assim até eu, querido.
Deixe-me reformular a minha pergunta: o secretário Carlos Klink diz que possivelmente a nossa INDC não será mais uma meta de desvio de BAU (“business as usual”, ou trajetória).
Isso é uma ambição. Estamos vendo se é viável. O Brasil já fez o desvio de BAU, pelo menos nos setores mais importantes de emissão. Nós possivelmente não vamos fazer o que o México está fazendo. Eu posso chegar e dizer, o Brasil vai reduzir 20% de suas emissões globais em dez anos. Para quem reduziu já 36% a 38%… eu considero isso na minha conta? É adicional? É por setor? Eu capturo quanto? Eu reduzo aqui e capturo mais ou aumento e seguro no reflorestamento e o resultado líquido é esse? Isso tido depende dos modelos. Eu vejo vários cenários de gente de ONG, que a turma traz, eu ouço Deus e todo mundo. Primeiro teste: submeto isso a um cenário macroeconômico, se as variáveis macroeconômicas ficam de pé.
Mas as variáveis macroeconômicas das nossas Namas foram chutadas.
Por isso… é um aprendizado. Quer ver uma pergunta que eu estou fazendo há dois meses e ninguém me responde? Qual é o papel das prefeituras, dos prefeitos e das cidades nisso? O prefeito do Rio de Janeiro chamou algum debate sobre isso? O prefeito de São Paulo chamou algum debate sobre isso? Se eu imponho metas aqui, como é que isso rebate lá na ponta? Olhando 2030, 2050, se o Brasil vai ser um país 93% urbano, qual é o papel das cidades em mitigação e em adaptação? A sensação que eu tenho às vezes é que muita gente se acomodou com a história do desmatamento.
É inclusive o que a sociedade civil acha que é a posição do governo, que ele se acomodou nessa história do desmatamento.
O governo vai cumprir a meta da Política Nacional de Mudança do Clima. A meta vai ser cumprida. A sociedade civil é muito interessante: o Brasil fez uma política, virou lei, eu sou monitorada se cumpre, se não cumpre, e eu vou cumprir. Na ABC se coloca R$ 5 bilhões no crédito, não vou dizer se é suficiente ou se não é.
Não tem nem monitoramento ainda.
Aí o cara não faz, vai ser cobrado. Está sendo cobrado já. Tanto que o BNDES entrou com o Banco do Brasil para mudar o modelo. Então, é óbvio… aí você vai no PED (Plano Decenal de Energia) e tem os pressupostos de como fazer. Tira o ano de crise de energia, porque está faltando água. Você tem um pico. Você não mede ano, você mede período.
O PDE tem esse problema, não? Ele assume que o cenário tendencial é de 100% de fósseis na matriz.
E a premissa era de que você colocava muita hidrelétrica. Não se esqueça disso. E as hidrelétricas não estão acontecendo na magnitude que se esperava por conta de problemas socioambientais. Então vamos para a mesa. Eu prefiro viabilizar os problemas socioambientais. Porque a área ambiental combinou em algum momento que era fio d’água se não tem reservação e aumenta com térmicas quando tem a crise hídrica. São os trade-offs.
O secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, diz que não é viável tecnicamente fazer grandes reservatórios na Amazônia…
Não dá para fazer as novas, algumas do passado dava. Eu fui atrás disso. Eu não estou aqui defendendo A, B ou C. Sou obrigada a colocar algumas variáveis na mesa que têm trade-offs, e tem que ter um mínimo de governança para que seja tomada uma decisão. Eu concordo que tem uma zona de conforto em torno do desmatamento, já que 80% dos compromissos de redução estavam associados ao desmatamento.
A sra. disse que o Brasil apresentaria uma proposta de desmatamento líquido zero. Mas isso era a meta do Plano Nacional de Mudanças Climáticas de 2008 que era para estar pronta agora em 2015.
Não, senhor. Deixa eu explicar. O que é desmatamento líquido zero para você?
Desmatamento líquido zero é perda de floresta igualar o ganho. Mas isso não é necessariamente emissão líquida zero.
Aí! Primeira coisa é essa. Segundo. Se eu tenho lei no país que autoriza supressão de vegetação, tira a pressão econômica do malfeito. Vamos imaginar que a gente consiga ganhar em dez anos, sei lá, 60% da produtividade nas áreas de pastagem. Você vai diminuir a pressão. Mas, se você comprar uma terra em Tocantins, no cerrado amazônico, e resolver explorar, você vai explorar. E eu tenho expansão de fronteira agrícola, por mais que eu pessoalmente fique indignada. E você vai suprimir, tirar 65% daquilo ali. Isso eu terei que compensar? Não, né? Uma das teorias de desmatamento líquido zero é que eu teria de compensar mesmo do legal. Como faz isso? Eu terei que imobilizar. Se o cara tirou 65% eu vou na terra de alguém para colocar 65%. E aí os modelos não batem. Eu vou ter alguma emissão associada ao legal. Quanto é tolerável do legal? O que é novo, o que eu convenço o cara a suprimir menos para ser mais eficiente. Isso tudo custa dinheiro.
Isso é uma das premissas do ABC, que a expansão futura será em áreas já abertas de pastagens degradadas.
Aí você conversa com o setor produtivo e pergunta se isso é suficiente, e eles dizem não, nós vamos precisar de mais área.
Sim, mas é aí que entra o governo, né?
Mas vão precisar de mais área legal, não estou falando que é ilegal, não. Sempre que a gente olha o desmatamento, a gente vê do ponto de vista do ilegal. Mas existe uma discussão sobre o legal, expansão econômica e emissões que não tem nada a ver com o Código Florestal, regularização etc. Quando você crava uma tendência e uma estratégia, você vai ter que olhar esses caras. Pode ser que até 2030 a participação deles seja residual, e depois essa participação passa a ser mais expressiva naquilo que você contabiliza como zero.
Existe uma discussão sobre espaço de carbono? O Brasil está pronto para assumir um orçamento de carbono?
Não é uma coisa que o Brasil tradicionalmente recepciona, as cotas de carbono. Estou esperando o resultado da reunião de Bonn para ver isso. Tem que saber, mais do que o que foi escrito, aquilo que foi dito e não está escrito.
Qual é a nossa posição sobre emissão líquida zero em 2050?
É viável para os EUA e para os países desenvolvidos? Quero ver os números. É que nem você falar que vai ter pico de emissão ou falar que quer reduzir tal coisa em um setor e o resto não vale. Esses anos todos discutindo clima eu aprendi a querer ver os números.
A sra. disse que não vamos fazer como o México. Sobram duas opções… redução de intensidade de carbono ou metas absolutas. Ou um misto dos dois.
O desvio nós já fizemos. Nós queremos mudar coisas. São as rotas, as trajetórias tecnológicas. Todos os cenários estão na mesa. Todos. Tem intensidade para energia, eu já vi os números oficiais, que são contestados pelas empresas.
Outra coisa que estamos vendo é se os ganhos até 2020, a chamada política das early actions, nos permite ainda entrar na ambição brasileira e nos permitir, mesmo que num cenário mais conservador em algumas situações, como indústria. O tempo que vai ser dado para a indústria é o tempo para mudar, não para permanecer do mesmo jeito. Porque eu tenho um saldo a nosso favor, que eu chamo de “green air”.
Os governadores da Amazônia lançaram uma carta cobrando o governo federal pelo desmatamento que eles disseram ter reduzido sem receber compensações por isso.
Eu li a carta. A reivindicação é legítima, mas os Estados precisam ampliar seus esforços de fiscalização.
O que a presidente Dilma vai discutir com Barack Obama?
Está sendo construída uma declaração conjunta e clima é parte dela.

Rubens Harry Born

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Dilma desmente que tentou suicídio.


(Folha) A presidente Dilma Rousseff ironizou nesta segunda-feira (22) boatos que circularam nas redes sociais de que teria sido internada neste fim de semana após uma suposta tentativa de suicídio.Depois discursar na cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, no Palácio do Planalto, a presidente se aproximou de jornalistas apenas para comentar o assunto.


"Me disseram há pouco que correu um boato de que eu estava internada, vocês acham que eu estava?", questionou Dilma correndo a mão sobre a silhueta mais fina graças a uma dieta rigorosa. Antes de se afastar dos jornalistas, a presidente ainda sorriu e jogou um beijo para o alto, dirigindo-se para o seu gabinete.


Minutos depois da declaração, a avaliação do Palácio do Planalto era a de que Dilma "errou" ao falar sobre o tema publicamente. Segundo auxiliares da presidente, o assunto não foi divulgado pela imprensa "porque não tinha credibilidade", mas agora "a própria Dilma pautou os jornalistas".


Marcelo Odebrecht afunda Gleisi Hoffmann no Petrolão.



(Estadão) O empresário Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da maior empreiteira do País e preso pela Operação Erga Omnes, a mais nova etapa da Lava Jato, disse à Polícia Federal em depoimento de 18 de maio, que ‘desconhece qualquer ajuste voltado à prática de sobrepreço em contratos firmados pela Petrobrás’. Ele afirmou que o Grupo Odebrecht ‘nunca recebeu privilégios da administração pública direta e indireta, no que se incluem a Petrobrás e suas subsidiárias.’
 
 
 
Marcelo Odebrecht declarou ainda que ‘não se recorda’ de ter recebido solicitação da senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) para contribuição financeira à campanha da petista em 2010. Mas o empreiteiro fez uma ressalva: “Tal resposta não elimina a possibilidade de que tenha havido tal solicitação ao próprio declarante ou alguém ligado à Odebrecht.” 
 
 
 
Marcelo Odebrecht disse, ainda, que ‘não se recorda’ de ter recebido de Paulo Bernardo, marido de Gleisi e então ministro do Planejamento, pedido de doação à campanha da petista. A senadora é alvo de inquérito aberto por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República. 
 
 
 
O empreiteiro afirmou que ‘não mantinha relação pessoal com Gleisi Hoffmann e que não houve encontro encontro destinado à solicitação para campanha, uma vez que se tivesse ocorrido, o declarante possivelmente se recordaria’. Ele disse que ‘não dispunha do telefone de Gleisi, o que não impede de ter ocorrido contato telefônico ocorrido a respeito da campanha de 2010′. Esse depoimento de Marcelo Odebrecht no dia 18 de maio ocorreu na sede da PF em Brasília. Na ocasião, ele estava acompanhado dos advogados criminalistas Dora Cavalcanti. Conrado Donati e Maurício Roberto de Carvalho Ferro. 
 
 
 
O empreiteiro depôs nos autos do inquérito que investiga o suposto repasse de R$ 1 milhão para a campanha da petista ao Senado, no pleito de 2010. O delegado Thiago Machado Delabary, que integra o Grupo de Inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF), fez diversas perguntas a Marcelo Odebrecht, praticamente todas sobre a senadora do PT. O alvo maior da Erga Omnes disse que desempenha desde 2009 a função de diretor-presidente da Odebrecht S/A, holding que controla diversas outras empresas do grupo. 
 
 
 
Segundo o empreiteiro, antes de ir à PF naquele dia 18 de maio, ‘providenciou pesquisas acerca de doações à campanha de Gleisi Hoffmann na eleição de 201O, não tendo localizado nenhum registro’.Nessa pesquisa, afirmou o empresário, ‘foram localizados registros de doação de empresas do Grupo Odebrecht ao Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, o  que dá margem à hipótese de que esse diretório tenha repassado à senadora’.
 
 

Para livrar a cara para 2018, Lula tira o corpo fora e joga culpa em Dilma e no PT. Perdidos, petistas dizem amém.


(Globo) Dirigentes ouvidos pelo GLOBO nesta segunda-feira, que preferiram não se manifestar publicamente, disseram que o diagnóstico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o governo Dilma Rousseff é certeiro, mas o vazamento das críticas, sobretudo contra a presidente, no momento em que ela amarga a sua pior avaliação, serve para dar munição à oposição e aumentar o fosso entre Dilma e o partido. A interlocutores, Lula diz que nenhuma dessas críticas é novidade para a presidente, já que ele não esconde sua posição quando os dois se reúnem, de forma privada, em São Paulo.


As reclamações sobre Dilma, principalmente em relação às medidas que afetam direitos trabalhistas, são endossadas por dirigentes da sigla. No entanto, o congresso do PT, há menos de duas semanas em Salvador, eliminou do documento final até mesmo a expressão “ajuste fiscal”.


Para alguns petistas, essa narrativa pode ser um ensaio de Lula para iniciar um descolamento de Dilma. Já um dirigente diz que eles são inseparáveis como “a corda e a caçamba”. Em outra frente, as críticas de Lula encontraram ressonância em alas do PT que fazem esse debate interno desde as manifestações de junho de 2013. O problema é que, na instância do partido em que essas questões deveriam ser discutidas, Lula não foi por esse caminho.


— Eu acho que ele está certo. Isso já vem sendo discutido principalmente no âmbito das redes sociais, área que eu coordeno. A militância vem criticando o excesso de burocratização e de institucionalização do partido. Ele está vocalizando a militância. Há crítica muito grande à acomodação dos petistas. O partido precisa voltar-se mais para a juventude — disse um dos vice-presidentes do PT, Alberto Cantalice.


Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos líderes do grupo Mensagem ao Partido, o teor da fala de Lula é o mesmo de uma carta divulgada recentemente por 35 parlamentares, mais da metade da bancada, que pedia a renovação da legenda, inclusive com novas eleições internas. A carta foi rejeitada pela maioria do último congresso do PT, cuja corrente interna mais numerosa, a Construindo um Novo Brasil (CNB), é a de Lula.


— A gente esperava que o congresso decidisse por aí, mas decidiu por nada — reclamou o deputado.


No sábado, conforme O GLOBO revelou, Lula disse a religiosos católicos, em um encontro no seu instituto, que é um “sacrifício” convencer Dilma a viajar pelo país e defender o projeto petista. Ele afirmou que, em relação à popularidade, ele e ela estão no “volume morto”, enquanto o PT está “abaixo do volume morto”.


Lula voltou as baterias nesta segunda-feira para o PT, em uma nova autocrítica bastante contundente. Para o ex-presidente, o partido que fundou há 35 anos “está velho”, sem projeto e paralisado pela burocracia porque “só pensa em cargos”. A avaliação foi feita durante debate promovido pelo Instituto Lula, em São Paulo, com o ex-presidente de governo espanhol Felipe González. Para o petista, o PT “perdeu um pouco a utopia”.


O partido não reagiu diante das declarações. O presidente da legenda, Rui Falcão, que estava no mesmo debate, não quis falar com a imprensa na saída. Dirigentes petistas ouvidos pelo GLOBO dizem que o ex-presidente tem mostrado insatisfação nos últimos meses tanto com a acomodação da legenda quanto com o desempenho de Dilma no segundo mandato. O tom, no entanto, tem subido a cada desabafo.


— Eu lembro como é que a gente acreditava nos sonhos, como a gente chorava quando a gente mesmo falava, tal era a crença. Hoje, precisamos construir isso, porque hoje a gente só pensa em cargo, a gente só pensa em emprego, a gente só pensa em ser eleito, e ninguém hoje mais trabalha de graça — disse Lula.


O ex-presidente disse estar “cansado” e falou que o partido precisa se renovar com pessoas mais jovens e “mais ousadas, com mais coragem” — O PT está velho. Eu, que sou a figura proeminente do PT, já estou com 69 (anos), já estou cansado, já estou falando as mesmas coisas que eu falava em 1980. Fico pensando se não está na hora de fazer uma revolução neste partido, uma revolução interna — disse o ex-presidente, e completou: — Temos que decidir se nós queremos salvar a nossa pele e os nossos cargos, ou se queremos salvar nosso projeto.


Ao lado de González, Lula também voltou a reclamar da imprensa e acusou veículos de “fazer oposição pelo editorial”. — Aqui no Brasil nós reclamamos muito da mídia. A oposição é a imprensa. Em alguns jornais, eles fazem oposição pelo editorial. Ao invés de brigar com isso, temos de saber usar melhor a internet, as redes sociais — disse Lula, que defendeu mais uma vez a regulação da mídia.

HISTÓRIA DA DECADÊNCIA BRASILEIRA







Na sua obra Espanha Invertebrada escreveu José Ortega y Gasset: “A história de uma nação não é somente a do seu período formativo e ascendente, mas também a história de sua decadência”. Tudo indica que entramos na história de nossa decadência desde que o governo petista assumiu o cargo mais alto da República.

Lula da Silva reinou em seu primeiro mandato sobre as águas mansas do Plano Real, das políticas públicas do governo anterior. Viajou muito, tornou-se amigo dos piores ditadores mundiais, gozou como nenhum outro presidente das delícias do poder. Delícias, aliás, compartilhadas com os companheiros cortesãos.


No segundo mandato se iniciará a decadência, desenhando-se o que viria em termos econômicos enquanto escândalos de corrupção aumentavam de volume e velocidade. Entretanto, o endeusamento de Lula da Silva, o inocente que nada via, de nada sabia, se mantinha pela força de sua lábia e ele emplacou o “terceiro mandato” através da eleição de Dilma Rousseff.

Os quatro anos desta senhora podem ser descritos como descalabro total. Sob as ordens de Lula ela quebrou a Petrobras e outras estatais, destruiu a indústria, arrebentou o país como um todo. Mesmo assim, com pequena diferença sobre seu adversário Rousseff foi reeleita pregando que Aécio Neves seria o exterminador do futuro brasileiro.

Logo no início do segundo mandato de Rousseff emerge, porém, o inevitável resultado da incompetência governamental, dos truques contábeis, da distorção dos dados: aumento da inflação, do desemprego, da inadimplência, das contas públicas, dos juros, dos impostos. Situação que Joaquim Levy tenta consertar preparando a volta de Lula, mas jogando o peso dos erros do governo sobre as costas do povo. São tempos duríssimos que não acabarão tão cedo, em que pesem as otimistas e sempre erradas previsões dos economistas.


Mas não é apenas econômica a decadência em que o governo de Lula da Silva nos mergulhou. Houve perda de valores e uma crescente amoralidade.


Aqui darei apenas um exemplo dos muitos que poderiam ser apresentados nesse aspecto. Como atinge a formação de crianças desde a mais tenra idade considero criminosas as tentativas que vem sendo feitas pelo governo de se impor como manipulador educacional sexual. No momento ressurge a ideologia de gênero, elaborada através de documento que servirá para formulação de planos municipais, pelo Fórum Nacional de Educação. Nesta construção arbitrária não existe diferença entre menino ou menina, não são levados em conta dados biológicos e psicológicos da identidade humana. 



O ser humano é considerado como assexuado e deverá escolher se quer ser masculino ou feminino. Seria como revogar a lei da gravidade.

Em magistral artigo, Educação Sexual Compulsória, publicado no Estado de S. Paulo em 08/06/2015, analisa Carlos Alberto di Franco as distorções dessa, diria eu, deseducação:


1) “A confusão causada nas crianças no processo de formação de sua identidade, fazendo-a perder referências; 



2) a sexualização precoce, na medida em que a ideologia de gênero promove a necessidade de uma diversidade de experiências sexuais para a formação do próprio gênero; 



3) a abertura de um perigoso caminho para a legitimação da pedofilia, uma vez que a ‘orientação’ pedófila é considerada também um tipo de gênero; 



4) a banalização da sexualidade humana, dando ensejo ao aumento da violência sexual, sobretudo contra mulheres e homossexuais; 



5) a usurpação da autoridade dos pais em matéria de educação dos filhos, principalmente em temas de moral e sexualidade, já que todas as crianças serão submetidas à influência dessa ideologia, muitas vezes sem o conhecimento ou consentimento dos pais”.

Ao tratar desse grave tema que toda sociedade devia tomar conhecimento fatalmente serei tachada de conservadora, o mais novo xingamento utilizado pelo neoesquerda para desqualificar os que não rezam por sua cartilha. 


Quero lembrar que a tese conservadora, assim como a progressista evoluiu ao longo do tempo em seu significado, mas, em essência, o conservadorismo se refere à natureza humana não modificável pela ação prática, porquanto mergulha suas raízes em uma realidade sobre-humana, a vontade divina. Em outras palavras, somos dotados de uma consciência e sabemos distinguir o bem do mal, em que pesem as várias noções de moral de cada sociedade.


 
Ao mesmo tempo, o conservadorismo indica que o poder político confiado ao homem é intrinsecamente tirânico se não for controlado. Daí a constante preocupação dos conservadores com a existência de mecanismos de limitação do poder e, principalmente, pela supremacia da lei.



Nesse sentido assumo ser conservadora, sendo ao mesmo tempo uma entusiasta de todo progresso que traga benefícios à humanidade. Lamentável é a decadência em que os autodenominados progressistas da neoesquerda impingiram à nação brasileira.


23 de junho de 2015

Maria Lúcia Victor Barbosa


Comentário
Na época dos hippies fui taxada de alienada e careta.Agora virei coxinha e reaça.Que tédio!Anônima

Em tempos de crise, com falta de empregos, governo brasileiro continua financiando entrada ( e permanência) de milhares de haitianos no país


Publicado por em 23 junho, as 09 : 29 AM Print
Em tempos de crise, governo brasileiro continua financiando entrada de milhares de haitianos no país
Em mais nova ação facilitadora para entrada e permanência de haitianos no Brasil, o governo brasileiro vai pagar cerca de R$ 2 milhões para contratação de 43 ônibus, que devem seguir para diversos Estados brasileiros lotados de haitianos.


Segundo informam os portais Agência Brasil e Zero Hora, cerca de 23 ônibus vão seguir para a capital paulista e 20 ônibus terão como destino os estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Serão em torno de 920 haitianos desembarcados em São Paulo e 800 no sul do país.


Vale lembrar que o governo petista tem mantido uma missão militar no Haiti a vários anos a um custo bilionário para os cofres públicos. Enquanto isso, em terras brasileiras, vivemos com uma onda de violência que mata mais do que países em guerra.


Leia mais: Caos na segurança pública: Estudo aponta Brasil como 11º país mais inseguro do mundo


Veja o que falou o apresentador Ratinho sobre os gastos descontrolados do governo, entre eles a famigerada ação das forças armadas. O vídeo data do ano de 2014, quando as obras da copa ainda estavam em andamento:




Leia mais: Superfamentos e mentiras em 12 anos de governo petista

Para manter apoio dos deputados, Dilma aprova construção do tal shopping de R$1 bi na Câmara .E os hospitais publicos? Já têm lençóis?


Publicado por em 23 junho, as 10 : 09 AM Print
Para manter apoio dos deputados, Dilma aprova construção do tal shopping de R$1 bi na Câmara
Crise? Corte de gastos? Ajuste Fiscal? Nada disso afetou a aprovação por Dilma da Medida Provisória que tem até construção de shopping na Câmara, que deve custar R$  1 bilhão. Afinal de contas, o que mais interessa é o apoio político, não é?


Com baixa popularidade e até observando a maior voz do PT [Lula] se voltando contra ela, Dilma resolveu não vetar pedido de Cunha para construção do shopping da Câmara, tentando assim manter ou restabelecer o apoio dos deputados a seu governo.


Desta forma, Dilma sancionou o texto da MP 668 que permite à Câmara firmar uma parceria público privada para construir um complexo que inclui até um shopping nas instalações da Câmara Federal. (Com informações: G1)


No fabuloso mundo do poder:
Site informa compra de Iphones pela câmara por valor muito superior ao de mercado

BOMBA!! Wikileaks revela que Dilma aprovou a compra da refinaria de Pasadena
Na mamata do Poder – STJ gasta R$ 1,2 milhão com compra de poltronas para ministros


Câmara gasta quase R$ 50 mil com compra de aquecedores para apartamentos de deputados


Em livro sobre corrupção, juiz diz que eleições no país são compradas: ‘Pagou mais, levou’


Presidência da República vai gastar mais de R$ 10 mil com compra de porta-guardanapos de prata

Brasileiro já pagou R$ 973 bilhões em impostos este ano. Retorno continua sendo o pior do mundo


Publicado por em 23 junho, as 10 : 39 AM Print
Brasileiro já pagou R$ 973 bilhões em impostos este ano. Retorno continua sendo o pior do mundo
Pois é, 973 bi, 914 mi, 284 mil, 717 reias e 24 centavos, ou R$ 973.914.284.717,24. Esse é o valor pago  em impostos pelo brasileiro até hoje, 23 de junho de 2015 às 10:30 da manha, segundo o IMPOSTOMETRO.


Cada um dos mais de 200 milhões de brasileiros já pagou mais de 1200 reais de impostos este ano. E o retorno ? Brasil, o país do pior retorno dos impostos do mundo arrecada por hora R$ 188 milhões em tributos


Brasil pelo 5º ano consecutivo fica em ultimo no ranking de retorno de impostos. Pois é. Esse é o Brasil, o nosso amado país. Que tem riquezas magistrais, mas que é consumido pelos muitos parasitas que vem consumindo a passos largos nossas riquezas e mantendo seu povo.


Vale lembrar que este ano o governo federal fez cortes bilionários em serviços essenciais ao povo, como saúde e educação, mas por outro lado triplicou os recursos destinados a partidos políticos. É justo? É democrático? Corresponde aos anseios do povo ?


Dilma triplica recursos para partidos políticos, mas faz cortes profundos na saúde e na educação


Por outro lado, sonegação de impostos por hora no Brasil daria para pagar duas Copas do Mundo de 2014. Mas com um governo corrupto e que não devolve ao povo o imposto pago em benfeitorias sociais, quem é que vai jogar a primeira pedra no povo que tem como maior ladrão seu próprio governo?


Menos impostos significa mais consumo, mais dinheiro para o povo aplicar no próprio povo. Mas quem disse que o governo quer isso ? Impostos e mais impostos. Mais para os marajás do poder e sempre menos para o povo. Até quando?


Pra entender melhor a roubalheira, dê uma olhada nessa matéria: Você sabia que em média ao comprar algo, 50% do que é pago são impostos que vão para o bolso do governo? Mas o que é feito com esse dinheiro? Assista