O trabalho resultou no cumprimento de 48 mandados de prisão e afastamento de 13 servidores do exercício da função pública
A
Controladoria-Geral da União (CGU) informou na sexta-feira, 31, que no
primeiro semestre de 2015 realizou 14 operações especiais em conjunto
com a Polícia Federal, o Ministério Público, a Receita e outros órgãos
de controle federais e estaduais - esse trabalho resultou no cumprimento
de 48 mandados de prisão e afastamento de 13 servidores do exercício da
função pública.
Segundo a CGU, as investigações permitiram identificar e evitar a continuidade de prejuízos ao erário da ordem de R$ 37 milhões.
A CGU informou que o objetivo das operações é desarticular organizações criminosas especializadas em desvios recursos públicos.
As principais constatações da CGU foram fraudes em licitações e
contratos; além de sobrepreço e superfaturamento na execução de
programas de governo. Os envolvidos foram indiciados por peculato,
corrupção passiva e ativa, advocacia administrativa e lavagem de
dinheiro.
As áreas envolvidas nas investigações, segundo a Controladoria-Geral
da União foram: Saúde, Educação, Minas e Energia, Cidades, Agricultura,
Turismo, Planejamento, Integração Nacional e Transportes. As
investigações estão distribuídas no Distrito Federal e em nove Estados -
Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul,
Amapá, Rondônia, Minas Gerais e Mato Grosso.
A CGU destaca o caráter preventivo da Operação Caronte (MT) que
desarticulou organização criminosa antes mesmo que ocorresse a
transferência de recursos federais para os beneficiários. Na ocasião, as
prefeituras envolvidas (Rondonópolis, Cuiabá e Sapezal) suspenderam as
empresas fraudulentas dos processos licitatórios, evitando que elas
ganhassem contratos que ultrapassavam R$ 6,6 milhões.
Segundo a CGU, a partir da parceria estabelecida entre as
instituições com funções relacionadas à defesa do Estado - a própria
CGU, a Polícia Federal e o Ministério Público - , no período de 2003 a
2015, foram realizadas mais de 180 operações especiais.
A Assessoria de Comunicação Social da CGU informou que esses
trabalhos permitiram tanto o ajuizamento de ações judiciais (criminais e
cíveis) pelo Ministério Público, quanto, na esfera administrativa, a
adoção de medidas de responsabilização e de ressarcimento ao erário,
como declaração de empresas inidôneas, abertura de processos de Tomada
de Contas Especial (TCE) e apuração de responsabilidades dos servidores
públicos federais envolvidos.
Novidades em alimentos e diversão seduzem donos dos animais
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br
Eles
abanam o rabo quando estão felizes, abaixam as orelhas de vergonha e
fazem a festa quando os donos se aproximam.
Os animais de estimação
fazem parte da vida de quase metade da população brasiliense e ganharam
um dia no Eixão. Cerca de 350 bichos estiveram ontem no primeiro Pet
Day, evento inteiramente destinado aos bichos e seus proprietários, que
tiveram acesso a novidades do mercado que, com tanto carinho, não sente
impacto da crise. Como destaque, alimentos naturais feitos especialmente
para pets fizeram sucesso.
A capital é o terceiro maior mercado pet do País. Uma pesquisa da
Comissão de Animais de Companhia associada ao Sindicato Nacional da
Indústria de Produtos para Saúde Animal não deixa mentir: 42% das casas
do DF têm, pelo menos, um animal doméstico. No Eixão Sul, estiveram
pessoas de várias regiões administrativas, como Natália Alves, bancária,
31 anos, que saiu de Ceilândia para levar seu pequeno Alvin para
aproveitar o sol.
“Não tem muitos eventos para animais por aqui e é importante para
interação”, avaliou. Ontem, seu cachorro passeou pelo circuito de
brinquedos, ganhou ração e alimento totalmente natural, ainda
desconhecido pela dona: “Vou levar para ver se ele gosta. É mais
saudável”.
A possibilidade de oferecer alimentos feitos com ingredientes
integrais também chamou atenção de Carmem e Ester de Souza, de 46 e 13
anos. A funcionária pública e sua filha saíram do Guará para passear com
o Thor, adotado de um abrigo, e ficaram com vontade de fazer algo
especial pelo cão. “Os animais agora estão virando gente, ganhando um
espaço cada vez maior. Tem coisa para fazer festa de aniversário que eu
não conhecia”, exemplificou.
Saiba mais
A primeira edição do Pet Day reuniu tutores, bichos, expositores de
produtos para animais, veterinários, adestradores e organizações
não-governamentais.
Nos próximos dois meses, a expectativa é que ocorram duas caminhadas
com sup dog nos lagos Norte e Sul. A ideia é que donos e animais
percorram a orla do lado e façam stand up paddle juntos no Lago Paranoá.
Mercado oferece comida natural
A zootecnista Leilane Zanganelli, 31 anos, é responsável pelo
balanceamento de nutrientes e produção de petiscos naturais oferecidos
em uma das bancas do evento. Ela explicou que a comida é feita sem
conservante, sal, gordura ou açúcar. “Até os cachorros mais exigentes
adoram. Fazemos bolos, biscoitos cupcakes, tudo para uma festa de
aniversário para eles. Hoje, o cachorro é um filho”, revelou.
A venda, que começou de forma tímida, já tem uma saída além do
esperado. “Vendemos mais o (produto) natural que o industrializado. A
procura é muito maior do que conseguíamos imaginar”, contou o
veterinário Lucas Rios, 30. Ele deixou de comprar alguns petiscos das
fábricas porque encalhavam nas prateleiras.
O crescimento de vendas desse produto acompanha a expansão do setor
pet que, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos
para Animais de Estimação, faturou R$ 16,7 bilhões no ano passado.
Isso representa um crescimento de 10% comparado a 2013, que teve R$ 15,2
bilhões de lucro.
Foi justamente visando o crescimento do mercado e a carência de
eventos destinados aos animais de estimação que os empresários Priscila e
Guilherme Daves resolveram realizar o primeiro do que deve se tornar um
evento semestral. Donos de uma rede de pet shops, eles criaram um
ambiente para que donos e cachorros interagissem com a participação de
parceiros.
“Divulgamos muito pela internet e tivemos gente de Brasília inteira.
Foi um público muito maior que o esperado”, comemorou a empresária.
Nenhum episódio de briga entre os animais foi registrado.
Integrantes
do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocuparam nesta segunda
(3), por volta das 5h20, o prédio principal do Ministério da Fazenda, em
Brasília.
Os manifestantes estenderam uma grande faixa com a frase
"Fora Levy". Eles protestam contra o corte de verbas para a reforma
agrária e o ajuste fiscal, anunciados no fim de julho.
De acordo com a organização, 2 mil manifestantes participam do ato.
Já nos cálculos da Polícia Militar, são 700 pessoas. No momento, a
entrada ao ministério está bloqueada para servidores.
A assessoria do movimento informou que os sem-terra só devem deixar o
local depois de se reunirem com representantes do governo. Integrantes
do MST em outros estados também se mobilizam hoje contra os cortes no
orçamento do governo.
A assessoria do Ministério da Fazenda ainda não se pronunciou sobre a ocupação.
Emnota
divulgada neste sábado,Fernando Henrique Cardoso explicou o teor de
entrevista concedida à revista alemã Capital. Nessa conversa, ele
atribuíra a Lula a responsabilidade política pela corrupção na
Petrobras. Mas soara contrário à prisão do rival petista.
Ao se
explicar, FHC disse que não costuma falar mal de políticos brasileiros
quando se dirige ao estrangeiro. E deixou claro que não exclui a
hipótese de Lula ser preso. “Se o merecer, quem dirá será a Justiça e é
de lamentar, porque terá jogado fora (coisa que vem fazendo aos poucos)
sua história.”
A entrevista à revista alemã circulou neste sábado. Mas em notícia reproduzida na véspera pelo UOL, a agência de notícias alemã Deutsche Welle
havia antecipado alguns trechos. Perguntou-se a FHC se acha que Lula
está envolvido na roubalheira da Petrobras. E ele: “Não sei em que
medida. Politicamente responsável ele é com certeza. Os escândalos
começaram no governo dele.''
Sobre a prisão de Lula, foram realçadas
duas frases:
1. “Para colocá-lo atrás das grades,
é necessário haver algo muito concreto. Talvez ele tenha que depor como
testemunha. Isso já seria suficientemente desmoralizante.''
2.
“Isso dividiria o país. Lula é um líder popular. Não se deve quebrar
esse símbolo, mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido.
É necessário sempre ter em mente o futuro do país.''
[é o uso exagerado do argumento 'não dividir o país' pelo PSDB e o
resto da oposição - argumento que parece sob medida para esconder a
covardia por omissão da oposição - que permitiu que a Dilma destruísse o
Brasil.
Foi
o mesmo FHC, que agora virou líder da oposição - aliás, uma oposição
que tem no comando um FHC e um Aécio Neves, tem tudo para não ser
oposição nenhuma e sim mera enrolação - que em 2005, quando o Lula
estava pronto para o abate, de 'quatro' e sangrando, que foi contrário
ao 'impeachment', alegando ser melhor deixá-lo sangrar do que promover
sua imediata eliminação política, via impedimento, para não causar
comoção social no Brasil.
Enquanto a oposição - em minúsculas mesmo - pensar assim Dilma e Lula vão continuar fazendo lambanças.]
As
declarações de FHC renderam-lhe críticas nas redes sociais. Houve
incômodo também no PSDB. Daí a nota divulgada neste sábado. Nela, FHC
insinua que suas declarações estão defesadas: “A entrevista foi dada há
algum tempo, não me recordo os termos que usei.” E alega que seu estilo é
diferente do de Lula e do PT: “Ao falar ao estrangeiro cuido sempre de
não ser agressivo com políticos brasileiros. Por outro lado, não falo,
ao estilo lulopetista, desconhecendo o passado e negando fatos.”
“Lula,
gostemos ou não dele e de suas políticas, foi o primeiro líder operário
a chegar à Presidência, o que tem inegável peso simbólico”, anotou FHC,
antes de tratar do tema que motivou a divulgação da nota: “Por que
haveria eu de dizer ao exterior que merece cadeia? Se o merecer, quem
dirá será a Justiça e é de lamentar, porque terá jogado fora (coisa que
vem fazendo aos poucos) sua história.”
Noutra referência ao estilo
agressivo de Lula, FHC escreveu: “Não se constrói o futuro com amargor,
nem desmerecendo feitos. Tampouco poderá ele se erigir tapando o sol
com a peneira. Mas nas democracias não é o interesse de pessoas ou de
partidos quem dá a palavra final. É a Justiça.
Podemos até torcer para
que ela atue. Mas o bom senso de cada líder deverá conter seus naturais
impulsos por ‘justiça já’, ou a qualquer preço, em favor da moderação e
do respeito às regras do jogo. O fato dos adversários não se comportarem
assim não deve nos levar a que nos igualemos com eles.”
Na
entrevista à revista alemã, FHC fizera comentários também sobre Dilma.
Indagado se acredita no envolvimento dela com corrupção, dissera: “Não,
não diretamente. Mas o partido dela, sim, claro. O tesoureiro está na
cadeia.'' Acrescentara: “Eu a considero uma pessoa honrada, e eu não
tenho nenhuma consideração por ódio na política, também não pelo ódio
dentro do meu partido, [ódio] que se volta agora contra o PT.'' Sobre
esses trechos, FHC não fez nenhum reparo em sua nota de esclarecimento.
Dilma está bombando! Prontinha
para cair por impeachment, intervenção constitucional ou renúncia a
contragosto,em plena véspera do mês do desgosto, que começou ontem com uma
linda "lua azul", a Presidenta Dilma Rousseff decretou mais uma
absurda inconstitucionalidade contra o direito de ir e vir do cidadão. O Diário
Oficial da União de ontem publicou uma indevida mudança no Código Nacional de
Trânsito, passando a considerar "infração gravíssima" trafegar pelo
corredor de ônibus, nos horários exclusivos, em todo o Brasil.
Existem
pelo menos dois fatos graves por trás da nova regrinha absolutamente que deverá
ser alvo de ações civis públicas e ou de arguição direta de
inconstitucionalidade. Primeiro, que a mudança no CTB é mais um reforço no
aparato de regramento excessivo do Estado Capimunista Brasileiro, cartorial,
cartelizado e corrupto, para causar dano psicológico ao cidadão. Gera mais
tensão no trânsito e causa mais engarrafamentos, com risco de provocar mais
acidentes. Também mexe no bolso de quem fica ainda mais sujeito a tomar uma
caríssima multa.
Segundo
fato, menos visível: a construção e caríssima manutenção dos tais corredores de
transporte, pelo Brasil afora, é uma das principais formas de arrecadação
ilegal de recursos para os "mensalões da vida", com o reforço da
grana arrecadada pela chamada "indústria das multas".
O valor
arrecadado entra nos cofres públicos como receita extraorçamentária - que não é
passível de fiscalização pelos conselhos ou "tribunais" de contas. Os
governos fazem com a grana o que bem entenderem.
A desculpa, esfarrapada, é
sempre a "melhoria da segurança e a educação no trânsito" - onde
morrem mais brasileiros que nas guerras convencionais pelo mundo afora...
Esses
são os motivos pelos quais Dilma e sua equipe resolveram agravar a penalização
para um dos "delitos"mais rentáveis cometidos no caótico espaço
urbano, onde a racional engenharia de tráfego passa longe, na maioria dos
municípios e grandes cidades. Desde ontem, o motorista que entrar no corredor,
fora do horário permitido, irá perder 7 pontos na carteira nacional de
habilitação. O rigor da punição é claramente desproporcional à qualidade da infração.
Além
disso,
para alegria dos prefeitos mensaleiros, o motorista infrator deverá
pagar multa de R$ 574 (novamente, um abusivo exagero).
Para piorar, ainda pode ter o veículo apreendido pelas verdadeiras
"gestapos" que são algumas guardas municipais. Será mais grana para
pagar o guincho e "estacionamento" no depósito de veículos
apreendidos...
Antes da lei entrar em
vigor, o tráfego na faixa exclusiva era considerado apenas infração
leve, nos
corredores à direita, e grave, nos corredores à esquerda. Nenhum dos
casos
previa a apreensão do veículo.A Presidanta Dilma, que dirige
o Brasil rumo ao caos, cometeu mais
inconstitucionalidade. O cidadão, motorista ou não, vai reagir! O mês
do desgosto está apenas começando para a petelândia e seus comparsas...
(Folha) A Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público arquivou
nesta sexta (31) reclamação do ex-presidente Lula contra o procurador da
República Valtan Timbó. Ele havia determinado abertura de investigação contra o petista por
suspeita de tráfico de influência em favor da Odebrecht. Para o órgão, a
ação do procurador não foi irregular. Cabe recurso da decisão.
Jacques Wagner é o ministro da Defesa do Brasil. Ele aproveita um
factóide para esconder o escândalo que emerge da compra de submarinos
franceses, com suspeitas de superfaturamento, contratação fraudulenta
sem licitação, projeto que teve a sua participação desde o início.
Isso
sim pode virar mais um ato terrorista contra os cofres públicos. Resta
saber se o ministro da Defesa fala em nome das FFAA ou apenas como mais
um baba-ovo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele será substituído por Léo Carlos Cruz, que tem 30 dias para tomar posse
Nesta quinta (30), foi publicado no Diário Oficial do Distrito
Federal o pedido de exoneração de Clóvis Antônio Barbará, diretor-geral
do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). O gestor será
substuído por Léo Carlos Cruz, que ainda não assumiu o cargo.
Em nota, a pasta afirmou que o novo diretor terá 30 dias para tomar
posse. Segundo o documento que publicou a exoneração, a decisão ocorreu
após pedido de Clóvis.
Léo Carlos Cruz, 53 anos, é servidor de carreira da Companhia de
Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) há 29 anos. Lá,
exerceu o cargo de diretor-presidente entre maio de 2012 e dezembro de
2014. Foi também subsecretário de Trânsito da prefeitura da capital do
Espírito Santo.
Um paciente do Hospital Risoleta Neves, em Venda Nova, região norte
de Belo Horizonte, foi assassinado a tiros na madrugada deste sábado,
1º, dentro do quarto onde se recuperava de um ferimento a bala. A vítima
foi identificada como Jackson Douglas Santos Ferreira, de 29 anos.
Segundo a Polícia Militar, quatro homens invadiram o hospital por
volta das 2h, renderam o porteiro, os seguranças e se dirigiram ao
quarto em que Ferreira estava internado, no quarto andar. Testemunhas
disseram que os homens afirmaram na entrada que iriam "resolver uma rixa
entre bandidos".
Ferreira morreu com sete tiros na cabeça. Ainda segundo a PM, a
vítima havia dado entrada no hospital no último dia 27 com ferimento de
arma de fogo. Ele relatou ter sido alvejado quando saía de casa, também
em Venda Nova, por homens que atiraram de dentro de um carro.
Até o momento ninguém foi preso. O hospital vai repassar à Polícia
Civil, responsável pelas investigações, imagens gravadas por câmeras do
hospital do momento da entrada do grupo na unidade de saúde.
Crises políticas, ao menos quando caminham para um desfecho,
costumam seguir roteiros. A de agora, que empareda o governo Dilma, não
foge à regra, mas qual seria ele? Quem está brigando com quem e por quê?
Até aqui a imprevisibilidade impera, favorecida pela fragmentação das
forças políticas. Quando estas se aglutinarem o jogo se decide, para um
lado ou para o outro, em futuro incerto.
Para os que tramam a saída de Dilma, agosto será um mês crucial. De
cara, duas novas CPIs entram no horizonte: as do BNDES e dos Fundos de
Pensão. O TCU deve anunciar o resultado de sua análise sobre as contas
do governo. E manifestações de rua estão convocadas. Temperando tudo
isso, a economia embicada para baixo e as “novidades” permanentes da
Operação Lava Jato, com mais delatores, mais delações, mais prisões e
novos eixos de investigação (esta semana ampliado para a Eletrobrás).
Para quem aposta no ‘quanto pior, melhor’, o céu é de brigadeiro, mas a qual custo e até quando?
Este é o roteiro aparente. Há certamente o invisível, operado nas
sombras, nos cochichos, nos tapetes dos gabinetes, dentro e fora de
palácios. Deste enredo saberemos provavelmente daqui alguns anos, quando
tudo já tiver virado História. Por enquanto o que prevalece é a guerra
de informações, na qual acusações de corrupção se transformaram em arma
principal.
No caso específico das CPIs, estas sempre foram e são importantes
para os embates políticos. O Brasil tem uma longa tradição nisso. Não é
de hoje. Entre 1984 e 1993, por exemplo, foram instaladas 120 CPIs na
Câmara dos Deputados. No Congresso, muitas deram resultados expressivos,
como as do PC Farias-Collor (1992), do Orçamento (CPMI, de 1993) e do
Judiciário (1999). Outras morreram na praia, como a CPI dos Bancos
(1999).
No Congresso atual há, de mais relevante digamos assim,
as CPIs da Petrobras, do HSBC (que deve ser concluída com recomendações
apenas) e a do Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que
investiga a manipulação de julgamentos de multas da Receita Federal, com
prejuízos aos cofres públicos na casa dos bilhões. Para esta última,
que corre no Senado, foram convocados recentemente executivos de
empresas nas áreas automobilística, de bancos e de comunicações (alguém
ouviu falar?).
Já a futura CPI do BNDES enreda-se ostensivamente no contexto da
guerra política. A que servirá exatamente? Há de fato elementos que a
justificam ou faz parte de (mais um) movimento para desgastar o governo?
Um oposicionista e um governista vão responder de modos opostos, é
claro. CPIs são, sobretudo, instrumentos da luta política e dependem da
correlação de forças (e fatos, evidentemente) para serem instaladas,
frutificarem ou não.
O telespectador que acompanha a novela da crise no país deve estar
atento a seu aspecto de espetáculo, quando a versão vale mais do que o
fato. É preciso queimar o adversário a qualquer custo. Ao espalhar
versões que não se sustentam, a corrupção como espetáculo gera uma
expectativa na plateia que depois não se cumpre. E mais arriscado ainda:
cria-se um cipoal de denúncias, um clima irrespirável, de modo a que se
favoreça um novo pacto de poder, e o que é escândalo hoje vira
torvelinho amanhã. É quando os cães ladram e a caravana passa.
(Folha) A maioria dos deputados que lideram as bancadas de seus partidos na
Câmara declara ser contra o afastamento do presidente da Casa, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), mesmo se o Supremo Tribunal Federal abrir um processo
contra ele por causa da suspeita de que recebeu propina do esquema de
corrupção descoberto na Petrobras. Os líderes também dizem não ver motivo para que outros colegas
investigados pela Operação Lava Jato respondam a processo de cassação no
Conselho de Ética.
A Folha ouviu na semana que passou 20 dos 22 líderes das maiores
bancadas da Câmara. Desde que o lobista Julio Camargo afirmou que pagou
US$ 5 milhões em propina a Cunha, alguns parlamentares têm pedido seu
afastamento do comando da Casa. Mas a posição manifestada pelos líderes partidários mostra que ele
mantém sólido apoio entre seus pares –mesmo após as declarações da
advogada Beatriz Catta Preta, que representava Julio Camargo e acusou
aliados de Cunha na CPI da Petrobras de tentar intimidá-la.
Embora a enquete tenha sido feita antes da veiculação da entrevista da advogada ao "Jornal Nacional", da TV Globo, a Folha
apurou que a posição dos parlamentares em relação a Eduardo Cunha não
sofreu alteração significativa. Líderes de dez bancadas, que somam 294
deputados (57% do plenário), são
contra o afastamento de Cunha mesmo que ele seja denunciado pela
Procuradoria-Geral da República e o Supremo abra um processo contra ele,
transformando-o em réu.
"Não tem sentença ainda. Pode não dar em nada, e aí como faz?", diz Sibá
Machado (AC), líder da bancada do PT, partido hoje em pé de guerra com
Cunha. "Entendo que o presidente Eduardo Cunha deve exercer plenamente
suas atribuições constitucionais e ter garantido seu direito à ampla
defesa", reforça Rogério Rosso (PSD-DF).
Apenas o nanico PSOL e o PPS defendem o afastamento. "Vou questionar na
reunião de líderes a situação do presidente em relação às denúncias
gravíssimas que surgiram", diz Chico Alencar (PSOL-RJ). Com o fim do
recesso de julho, o Congresso volta ao trabalho nesta semana.
Além de Cunha, 21 deputados são alvo de investigação por suspeita de
envolvimento com a corrupção na Petrobras. A maior parte dos caciques
partidários da Câmara diz não ver razão para que eles respondam a
processo de cassação caso sejam denunciados pelo Ministério Público e
processados no Supremo.
"Denúncia não significa condenação não só para o parlamentar, mas como
para qualquer cidadão. Caso contrário, você está antecipando o
julgamento e tirando um mandato decidido pelo voto popular", diz o
deputado André Moura (SE), líder do PSC e um dos aliados de Cunha.
IMPEACHMENT
A enquete mostra também que a maior parte dos líderes partidários da
Câmara diz não ver motivo para que Cunha dê prosseguimento a um pedido
de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o que, nos
bastidores, o peemedebista ameaça fazer. "Não existe comprovação de cometimento de nenhum crime no exercício do
mandato", afirma o líder da bancada do PMDB, o partido de Cunha,
Leonardo Picciani (RJ).
Ao todo, 11 líderes de bancadas que somam 298 deputados (58% do total)
dizem ser contra a abertura do processo de impedimento da petista. "Não
pode comprometer o país, o povo brasileiro, a economia do país, o
capital estrangeiro investido aqui, falando uma coisa sem propriedade e
sem embasamento jurídico nenhum", diz Celso Russomanno (PRB-SP), que
comanda um bloco de 38 deputados formado pelo PRB com outros partidos
nanicos.
"O Brasil não é uma republiqueta que qualquer um desrespeita as bases
democráticas", diz o líder do governo, José Guimarães (PT-CE). De todos os partidos ouvidos, só o oposicionista DEM diz já ver
elementos suficientes. "São muitos fortes as comprovações de que ela
afrontou a Constituição e as finanças públicas", afirma Mendonça Filho
(DEM-PE).
Para
tentar barrar o impeachment, Dilma assedia o presidente do Senado,
Renan Calheiros, típico representante do patrimonialismo brasileiro, que
cobrará caro por eventual apoio (aliás, ele é um camaleão político). O
camaleão, no entanto, vai esperar as manifestações das ruas para tomar
uma decisão. Então, leitores, todos pra rua no dia 16 de agosto:
Tratado
pelo Palácio do Planalto como peça-chave para impedir o agravamento da
crise política, que pode culminar até no impeachment da presidente Dilma
Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem
sinalizado a interlocutores diretos que pode voltar a colaborar com o
governo da petista a partir desta semana, na volta do recesso
parlamentar. Renan, contudo, cobrará "faturas" nas áreas política e
econômica, em troca da ajuda.
Há
duas semanas, logo após o anúncio do rompimento do presidente da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governo decidiu reforçar uma operação
envolvendo ministros como Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa
(Planejamento) e lideranças políticas petistas para cortejar o
presidente do Senado. "Renan será o fiel da balança", definiu um dos
envolvidos na investida do governo.
O Palácio do Planalto quer retomar a relação que mantinha com Renan
durante o primeiro mandato Dilma, quando ele foi o principal
interlocutor do governo no Congresso. O peemedebista, que contou com o
apoio da presidente para se reeleger presidente do Senado em fevereiro,
afastou-se do Planalto no mês seguinte, na esteira da abertura de três
inquéritos contra ele no âmbito da Operação Lava Jato. Nos bastidores,
Renan acusa o governo de ter atuado para incluí-lo no rol dos
investigados.
O Planalto, porém, aposta no presidente do Senado para neutralizar os
efeitos de uma provável decisão desfavorável no julgamento das contas
de 2014 da gestão Dilma pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Caberá à
Casa presidida por Renan apreciar inicialmente o parecer analisado pela
corte.
Se tanto o Senado quanto a Câmara reprovarem as contas do governo,
esse seria o primeiro passo para que um processo de impeachment fosse
aberto contra a presidente. Por isso, dizem aliados, com a Câmara
liderada pelo oposicionista Cunha, Renan é tido como fundamental para
barrar no nascedouro um movimento pelo impedimento da presidente.
O peemedebista, porém, ainda não decidiu que papel vai adotar. É a
esse delicado cálculo político que ele tem se dedicado nos últimos dias.
Apesar da disposição de voltar a ajudar o governo, Renan deve investir
na tese de que a análise das contas de 2014 poderá ser feita antes das
contas de anos anteriores - ainda pendentes de julgamento - serem
apreciadas pelo Congresso. Não há nada no regimento do Congresso que
impeça isso e trata-se de uma decisão política.
Conta. Para
aliados do presidente do Senado ouvidos pelo Estado, contudo, Renan
está inclinado a assumir o papel de fiador da governabilidade de Dilma.
Mas vai impor condições. Segundo interlocutores, uma das principais
faturas do peemedebista seria que Dilma promovesse mudanças no seu
núcleo duro de governo, a começar pelo ministro-chefe da Casa Civil,
Aloizio Mercadante. O nome que conta com a simpatia de Renan é o do
ministro da Defesa, Jaques Wagner, considerado por ele um político
habilidoso. Desde a época em que eram colegas de Senado, Renan e
Mercadante nunca tiveram uma boa relação e o peemedebista não está
disposto a voltar a conversar com o Planalto se tiver o atual ministro
como interlocutor.
Em outra frente, o presidente do Senado aguarda um apoio financeiro
maior do governo federal a seu filho e herdeiro político, o governador
de Alagoas, Renan Filho (PMDB) - que comanda um Estado com graves
dificuldades econômicas. A expectativa no ano passado, quando Renan
Filho foi eleito, era de que ele teria total apoio de Brasília para
tirar de Alagoas o título de campeão em recordes negativos em
indicadores sociais.
Ajuste. Renan
também quer ter maior participação nas decisões do governo,
principalmente em relação à política econômica. O fato de Levy ter
consultado o senador antes do anúncio da redução da meta do superávit,
há cerca de dez dias, agradou o peemedebista. Crítico do ajuste fiscal
elaborado pela equipe econômica, que recentemente classificou como
“tacanho”, ele defende ainda que o governo corte despesas do próprio
Executivo, a começar pela redução do número de ministérios.
Assim como na crise de 2007, em que contou com o apoio do então
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o peemedebista espera
solidariedade do governo caso sua situação na Lava Jato venha a se
complicar.
O assunto tem preocupado o Planalto, que avalia que a 16ª fase da
operação, deflagrada na semana passada e que avança sobre as
irregularidades do setor elétrico, pode afetar diretamente o grupo
ligado a Renan na Casa e, assim, dificultar ainda mais a reaproximação.
Peemedebista espera para avaliar a 'pressão das ruas'
A disposição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de
ajudar o governo da presidente Dilma Rousseff vai depender também
principalmente da pressão que vier das ruas.
Para avaliar qual caminho vai seguir, o peemedebista tem, inclusive,
encomendado pesquisas para ver se os eleitores o relacionam como um nome
ligado à petista. Segundo auxiliares do presidente do Senado, os
resultados das pesquisas encomendadas por Renan mostram um descolamento
da imagem dele e da petista, o que facilitaria a construção de um
discurso caso ele decida romper publicamente com o governo.
O peemedebista tem dito a interlocutores que está aberto a uma
reaproximação com o governo, mas isso pode mudar caso as manifestações
que pedem o impeachment da presidente ganhem força. Os próximos
protestos estão marcados para o próximo dia 16.
Renan deixou engatilhado o discurso de que o governo tomou um rumo,
principalmente na crise econômica, com o qual não concorda. Por isso,
estaria livre para desembarcar da base aliada.
Para lembrar: O 'camaleão político'
Com mais de 36 anos de carreira pública, desde que se elegeu pela
primeira vez deputado estadual por Alagoas pelo antigo MDB, o atual
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), completa 60 anos no dia 15
de setembro, tendo passado por sobressaltos em sucessivos governos. É
um “camaleão político”, na definição de um aliado.
No governo Sarney, Renan foi um dos artífices da candidatura de
Fernando Collor (foto) à Presidência e, depois, integrante da tropa de
choque do governo dele no Congresso. Rompeu com Collor posteriormente e
contribuiu para sua queda ao acusá-lo de ter conhecimento do esquema PC
Farias. (Estadão).
Bene, respondo de antemão: eu não acredito em FHC, por quem jamais tive
simpatia, seja política ou intelectualmente. Ele nunca se penitenciou de
sua infame "teoria da dependência", que mereceu figurar no Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, de
Álvaro Vargas Llosa e outros. Pois é, aqui dentro, diante dos tucanos,
ele critica a presidente, e lá fora, com luvas de pelica, bota panos
quentes na corrupção petista. Por que não te calas, FHC?
No lugar das críticas que tem feito às gestões petistas de Dilma
Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso (PSDB) baixou o tom em entrevista à revista alemã de economia Capital e
disse que a atual presidente da República não está envolvida no
escândalo de corrupção na Petrobrás, investigado pela operação Lava
Jato. As informações sobre a entrevista foram divulgadas nesta
sexta-feira, 31, pela agência de notícias alemã Deutsche Welle.
De acordo com a DW, FHC disse na entrevista, publicada em alemão na
edição da revista deste sábado, 1º, que Dilma não está envolvida nos
desvios da estatal petrolífera, mas que o PT está. Ele lembrou que João
Vaccari, ex-tesoureiro da sigla, foi detido na operação. "Eu a considero
uma pessoa honrada, e não tenho nenhuma consideração por ódio na
política, também não pelo ódio dentro do meu partido, ódio que se volta
agora contra o PT", diz FHC, creditando a Lula a responsabilidade por
todo o escândalo.
Apesar das críticas ao ex-presidente petista, Fernando Henrique
ponderou, à publicação internacional, que, para ele seja preso, é
preciso que haja algo "muito concreto" e que isso dividiria o País, já
que ele é um líder popular. E disse que talvez Lula tenha que depor como
testemunha, "o que já seria suficientemente desmoralizante".
"Não se deve quebrar esse símbolo (Lula), mesmo que isso fosse
vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o
futuro do País", disse o ex-presidente tucano na entrevista. FHC chegou
até a elogiar o petista: "Ele certamente tem muitos méritos e uma
história pessoal emocionante. Um trabalhador humilde que conseguiu ser
presidente da sétima maior economia do mundo."
Junto com os elogios, o tucano fez questão de reiterar que Lula, que o
sucedeu na Presidência da República, apenas levou adiante a sua
política, ao citar que as pessoas viam o petista como uma espécie de
Cristo. "Eles fizeram dele um Deus, mas ele apenas levou adiante a minha
política."
O tom mais equilibrado de FHC se contrapõe às suas recentes
declarações rechaçando uma possível aproximação com Lula. "O momento não
é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo.
Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na
tentativa de salvar o que não deve ser salvo", declarou o tucano no
último final de semana.
Consciência. Em
fevereiro deste ano, quando a presidente Dilma afirmou que, se os
escândalos de corrupção na Petrobras tivessem sido investigados durante a
gestão de FHC, alguns dos funcionários corruptos não estariam mais
praticando atos ilícitos, o ex-presidente tucano rebateu a petista e
sugeriu que ela fizesse um "exame de consciência".
"A Excelentíssima Presidente da República deveria ter mais cuidado.
Em vez de tentar encobrir suas responsabilidades, jogando-as sobre mim,
que nada tenho a ver com o caso, ela deveria fazer um exame de
consciência. Poderia começar reconhecendo que foi no mínimo descuidada
ao aprovar a compra da refinaria de Pasadena e aguardar com maior
serenidade que se apurem as acusações que pesam sobre o seu governo e de
seu antecessor", afirmou o tucano, em nota divulgada à imprensa. O
ex-presidente se referiu à autorização da presidente pela compra de 50%
da refinaria, no Texas (EUA), quando era ministra da Casa Civil e
presidente do Conselho de Administração da Petrobras, em 2006.
Na época, FHC disse se sentia "forçado" a reagir, uma vez que "a
própria presidente entrou na campanha de propaganda defensiva, aceitando
a tática infamante da velha anedota do punguista que mete a mão no
bolso da vítima, rouba e sai gritando ''pega ladrão!", escreveu o
ex-presidente.(Estadão).
Molotov contra o cafofo do Lula? Quem ódio semeia, ódio colhe.
O desplante do Instituto Lula - construído em terras públicas - é dizer
que o ataque foi político. Ora, ora, isso bem pode ser coisa dos
próprios petistas, para chamar atenção. Vindo de onde vem, é bom
desconfiar: parece coisa de encomenda:
O Instituto Lula informou nesta sexta-feira, 31, que foi alvo de um
‘ataque político’. Em nota, a Assessoria de Imprensa do Instituto
destacou que um ‘artefato explosivo’ foi arremessado contra o seu
prédio-sede. O objeto foi atirado de um carro. O ataque, segundo o
Instituto, ocorreu por volta de 22 horas desta quinta, 30. Ninguém ficou
ferido.
A Secretaria de Segurança Pública confirmou que ‘uma pequena bomba de fabricação caseira foi lançada no Instituto Lula’.
A entidade foi criado pelo ex-presidente logo que ele deixou o
Palácio do Planalto, em 2003. O Instituto comunicou a ocorrência às
Polícias Civil e Militar, o secretário da Segurança Pública do governo
Geraldo Alckmin (PSDB), Alexandre de Moraes, e o ministro da Justiça,
José Eduardo Cardozo.
O Instituto disse que ‘espera que os responsáveis sejam identificados
e punidos’. Na última quarta-feira, 29, o PT divulgou que vai fazer uma
ampla divulgação do relatório sobre as atividades do Instituto Lula.
O documento foi produzido pelo próprio Instituto. “Em um momento onde
certos setores atacam a liderança do ex-presidente Lula e lançam
mentiras sobre suas atividades, vale conhecer o amplo trabalho no Brasil
e no mundo, e divulgar contra as mentiras espalhadas por certos setores
da imprensa”, diz texto divulgado pela Secretaria Nacional de
Organização do partido.
A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, constatou que a Camargo
Corrêa – empreiteira sob suspeita de ter participado de cartel para
fraudes em contratos da Petrobrás – repassou R$ 3 milhões para o
Instituto Lula, entre os anos de 2011 e 2013.
A informação consta do laudo 1047/2015, anexado no início de junho
aos autos da investigação. Na ocasião, o Instituto já esclareceu, por
sua Assessoria de Imprensa. “Os valores citados foram doados para o
Instituto Lula para a manutenção e desenvolvimentos de atividades
institucionais, conforme objeto social do seu estatuto, que estabelece,
entre outras finalidades, o estudo e compartilhamento de políticas
públicas dedicadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo.”
Lula e o Instituto não são alvos de investigação na Lava Jato. A
constatação do repasse de R$ 3 milhões se deu na quebra de sigilo da
empreiteira, medida que buscava identificar pagamentos à empresa de
consultoria do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil no Governo Lula).
“Vamos divulgar amplamente este material nas redes sociais”, anuncia o
PT em referência ao relatório das atividades do Instituto.
O relatório vai abranger as mais diversas frentes de atuação do
Instituto nos últimos quatro anos. “Desde a preservação do acervo
histórico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até o trabalho de
cooperação e intercâmbio com a África e a América Latina.”
O documento também conta a história de 25 anos do atual Instituto
Lula desde que era conhecido como IPET, na década de 1990, e depois como
Instituto Cidadania. “O ex-presidente, depois de dois mandatos,
retornou para a mesma residência que tinha antes de ser eleito e para o
mesmo escritório onde trabalhava antes de ser presidente.”
A Secretaria Nacional de Organização do partido destaca, ainda. “Para
resgatar num único documento o registro desse trabalho e possibilitar
que pessoas de boa fé conheçam esse histórico, divulgamos a
retrospectiva que você pode acessar e consultar através do link:
http://goo.gl/R4RWSO.
COM A PALAVRA, A SECRETARIA DE SEGURANÇA DE SÃO PAULO
Nessa madrugada, uma pequena bomba de fabricação caseira foi lançada
no Instituto Lula, na Rua Pouso Alegre, no Ipiranga, área do 17ºDP.
Houve danos materiais de pequena monta e não há feridos. O Secretário de
Segurança, Alexandre de Moraes, conversou pela manhã com o Ministro da
Justiça. A perícia já foi determinada e as investigações já começaram.
(Estadão).
Integrantes do Movimento Brasil Livre
protocolaram pedido de impedimento presidencial no dia 27 de maio, e
agora cobra que presidente da Câmara o coloque em votação
Movimento Brasil Livre se alia a Cunha contra a governabilidade
Integrantes
do Movimento Brasil Livre estão acampados em frente à residência
oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Os manifestantes pedem que o deputado coloque em pauta os pedidos de
impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
O grupo protocolou um pedido de impeachment no dia 27 de maio. “Agora
estamos aqui para exigir que ele coloque para votar esse pedido logo
após o final do recesso [parlamentar]”, disse Fernando Silva,
coordenador nacional do movimento. O recesso termina neste fim de
semana.
Na manhã de hoje (31), quando Cunha deixou sua casa em direção ao
aeroporto, os manifestantes gritaram: “Ô, Cunha, não me enrola, bota o
impeachment para ela ir embora”.
Até o momento, foram protocolados 13 pedidos de impedimento na
Câmara. Na semana passada, Eduardo Cunha pediu que os autores
reformulassem os documentos de acordo com os requisitos do regimento da
Câmara para que pudessem ser apreciados pela Mesa Diretora. Questionado
sobre a devolução dos pedidos para correção dos erros, Cunha argumentou
que fez o que entendeu que deveria ser feito. O deputado já disse que,
embora tenha anunciado o rompimento com o governo federal, analisará os
pedidos com base em fundamentos legais.
Os cerca de 30 manifestantes estão se revezando em seis barracas e
pretendem ficar acampados até a próxima terça-feira (4). “Conseguimos
falar com ele [Eduardo Cunha] na própria quarta -feira (29), quando ele
deu justificativas de que está analisando todos os pedidos
juridicamente. Mas queremos uma resposta mais enfática, uma resposta que
satisfaça de fato a vontade das ruas”, disse Fernando Silva.
Ministros e líderes do governo têm dito que não existem razões para
um possível impeachment da presidenta. Em entrevistas anteriores, Dilma
Rousseff disse que não teme o impeachment por entender que não há “base
real” para um eventual processo. A presidenta afirmou, ainda, considerar
que o assunto tem caráter de luta política contra seu governo.