quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pátria educadora?

Vídeo. Governo Persegue Empresas Que Supostamente Apoiaram O Regime Militar?


Direita TV

Manipulação da mídia contra a PM?

E a mãe deixa???

https://www.facebook.com/kyleandjackieoshow/videos/909474072420835/


O bebe não se machuca mas se eu fosse mãe dele nunca deixaria ele fazer isso.

HORROR!!!!

Há uma crise ética no país, afirma o comandante do Exército




Comandante explica as preocupações do Exército


Tânia Monteiro
 
Estadão


Dois dias depois de se ver obrigado a demitir o Comandante Militar do Sul, general quatro estrelas Antonio Hamilton Martins Mourão, e transferi-lo para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília, por conta de declarações de cunho político nas quais pregou o “despertar de uma luta patriótica” e disse também que “a vantagem da mudança (da presidente da República) seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”, o Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, concedeu entrevista ao Estado na qual avisou que quem fala pela Força é ele.


Mas defendeu que “militar pode falar” e “tem de falar”, ressalvando, no entanto que “cada um na sua esfera de atribuição”. O general advertiu que “em questões institucionais, quem se manifesta é o comandante”.


O general Villas Bôas reconheceu que “há uma crise ética no País” embora ressalve que a chegada do PT ao poder “não tem responsabilidade nisso”. Disse também que “a corrupção está instalada no Brasil”, mas ressaltou que todas as instituições estão em pleno funcionamento e que “não há chance” de intervenção política dos militares.


A demissão do general Mourão foi uma punição exemplar?
Trata-se de um oficial reconhecido na Força, que tem todo o respeito do comandante. Mas esta questão não pode ser abordada de maneira simplista. Em momento conturbado, não é desejável nada que produza instabilidade ou insegurança. A nossa preocupação é cooperar para manutenção da estabilidade para que as instituições possam cumprir seus papéis e caminhar em direção à solução da crise em nome da sociedade. Foi isso que nos moveu, para que nenhum movimento venha gerar insegurança ou instabilidade. Essa movimentação (do general Mourão) teve o sentido de mostrar que toda e qualquer manifestação do Exército tem de ser institucional.


Se outros militares da ativa fizerem declarações como essa podem sofrer punições semelhantes?
Não há como estabelecer um parâmetro rígido de comportamento porque tudo depende do contexto, do teor, da conjuntura. Mas, de uma maneira geral, sim. Manifestações tanto em um sentido, quanto em outro, não são desejáveis. Institucionalmente quem se manifesta em nome do Exército é o comandante.


Militar não deve falar?
Militar tem de falar, pode falar. É lógico que, cada um na sua esfera de atribuição e nas questões institucionais, quem se manifesta é o comandante. A sociedade brasileira se desacostumou a ouvir os militares e sempre que os militares se manifestam isso causa alguma reação, repercussão, e não deve ser assim. O segmento militar faz parte da sociedade e do Estado e tem um papel muito importante.


Diante desta crise toda que vivemos no País, qual é o papel dos militares?
O Exército passou 14 meses como força de pacificação na Favela da Maré porque havia risco de crise social e o Exército foi chamado a intervir. Não há alarmismo nisso. É uma situação prevista na Constituição. Tanto é que fomos empregados, na Maré, no Alemão, em terra indígena em Mato Grosso.


E nos preocupa sim porque se a crise econômica prossegue, o desemprego, a falta de perspectiva, é natural que isso acabe se transformando em um problema social e problema social se se agrava, se transforma em violência, e se se transforma em violência, passa a nos dizer respeito diretamente. Este é o papel constitucional do Exército e isso não manifesta nenhuma intenção de quebra de institucionalidade. Nosso papel é manter a estabilidade e nos preocupa qualquer coisa que venha eventualmente a quebrar esta estabilidade


O presidente da CUT convocou a população a pegar em armas e ocupar trincheiras para defender o mandato da presidente…
Este tipo de manifestação nos preocupa porque se trata de incitamento à violência. Ela não contribui para a estabilidade do País e a normalidade do funcionamento das instituições. Mas é algo que diz respeito à segurança publica diretamente. Então nos preocupa mas, de maneira nenhuma, vai provocar nossa atuação.


O sr. teme que, caso o Congresso decida pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff haja uma convulsão social e o Exército tenha de entrar?
O Exército deve estar preparado para qualquer emprego previsto na Constituição.


Um presidente da Câmara dos Deputados acusado de vários crimes é um problema?
Esse é um problema que toca diretamente e deve ser solucionado no ambiente do Legislativo. Não faz parte das atribuições do Exército.


Há uma crise ética no País?
Há uma crise ética no País. Inclusive, eu acho interessante que está muito comum, muito mais do que se pensa, as pessoas nos demandarem, exigir que o Exército tome providências para solucionar a crise. Mas as pessoas estão demandando, na verdade, são os valores que as Forças Armadas encarnam e representam e que a sociedade está carente. E há a percepção que sem a restauração destes valores é difícil que o Brasil recupere trajetória de evolução, do progresso e do desenvolvimento.


A chegada do PT ao poder tem responsabilidade nisso?
Não, absolutamente. Essa crise ética da sociedade brasileira é um processo que não se instaura de um momento para o outro. Isso já vem de algum tempo. Nem mesmo a autoridade da professora na sala de aula está sendo mais reconhecida. A questão ética se agravou, mas paralelamente as instituições tem cumprido com muito mais eficiência e visibilidade os seus papéis.


O sr. concorda com a ideia de que a corrupção está instalada no Brasil ou não?
Concordo. Mas eu diria que este é um estado de coisas que nós vivemos. Durante a Operação Pipa, no Nordeste, 60% dos 6800 caminhoneiros que trabalham na distribuição de água tentaram algum tipo de fraude. Não se trata de estigmatizar os caminhoneiros. Não é isso. Os caminhoneiros fazem parte da sociedade brasileira. São práticas que se tornaram comuns na sociedade e isso é a base de uma pirâmide . A medida que vai subindo, vai se potencializando.

PMDB aproveita o vácuo do governo



Vicente Nunes
Correio Braziliense


Os investidores estão vendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff como um fato cada vez mais distante. Mas isso não impediu o mercado financeiro de se apegar, com todas as forças, ao programa de governo apresentado pelo PMDB, que critica o desequilíbrio fiscal e a indexação da economia — quase 60% do Orçamento da União são corrigidos pela inflação passada.


As medidas propostas pelo partido do vice-presidente Michel Temer são forte contraponto à inação do Palácio do Planalto para tirar o país do atoleiro e vistas como uma âncora em caso de os ventos voltarem a soprar contra a petista.


Durante o período mais crítico para Dilma, em que o mandato dela ficou realmente ameaçado, os investidores levantaram muitas dúvidas do que seria um governo de Temer, caso ele acabasse ocupando a Presidência da República. O PMDB é um partido de histórico ruim, com a imagem atrelada ao fisiologismo e à corrupção. Mas, ao propor iniciativas como a reforma da Previdência Social, fixando idade mínima para a aposentadoria, e mudanças na exploração do petróleo, a legenda acaba se aproximando do mercado.



A visão dos investidores é de que Dilma perdeu a capacidade de reconquistar a confiança no país. Como poucos acreditam que ela terá o mandato interrompido, projetam números cada vez piores para a economia. O pessimismo é tanto que nem a perspectiva de permanência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no governo até o fim de 2018 anima os especialistas a preverem uma reação consistente da atividade nos próximos anos.


AMBIGUIDADE
A razão é simples: Dilma continua dando sinais de ambiguidade em relação ao ajuste do governo. Ao mesmo tempo em que diz ser necessário arrumar as contas públicas, prega, de forma veemente, o aumento de gastos.


A presidente, por sinal, sentiu o baque do programa apresentado pelo partido de Temer. Mesmo não indo ao lançamento da pedra fundamental de uma empresa no interior de Mato Grosso do Sul, por causa da saúde da mãe, a petista obrigou a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, do PMDB, a ler seu discurso, no qual atacou a legenda do vice: “Não estamos prisioneiros da agenda de ajustes. Temos uma agenda consistente de estímulo ao desenvolvimento”, disse Dilma.


O discurso da presidente é esvaziado pelos fatos. Nada do que o governo propõe é levado adiante, seja porque os projetos não são viáveis, seja porque impera a incompetência. O caso mais gritante é o ajuste fiscal. A promessa de arrumar as finanças do país se transformou em um contundente fracasso, que praticamente tirou do Banco Central a capacidade de controlar a inflação.

Piada do Ano: “Vou provar que não menti na CPI”, afirma Cunha





Cunha se torna um dos grandes concorrentes da Piada do Ano

Daiene Cardoso

Estadão

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta terça-feira, estar tranquilo sobre o processo por quebra de decoro parlamentar instaurado nesta tarde no Conselho de Ética. Cunha evitou dar detalhes sobre os argumentos que serão usados em sua defesa, mas insistiu que não mentiu em seu depoimento à CPI da Petrobrás. “Vou provar que não faltei com a verdade”, afirmou.

O peemedebista é acusado na representação do PSOL e da Rede Sustentabilidade de ter mentido para os membros da CPI. Na ocasião, Cunha negou que tivesse contas bancárias no exterior.

Aos jornalistas, o presidente da Câmara disse não ter preferência por nenhum relator sorteado nesta tarde. Nesta quarta, o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), vai decidir entre Zé Geraldo (PT-PA), Vinícius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinato (PRB-SP). “Não tenho que contestar, não tenho de falar nada, tenho de me defender”, declarou.

Cunha pretende se reunir com advogados entre hoje e amanhã para formatar sua defesa na Câmara, mas adiantou que a atuação dos advogados será diferente da estratégia em andamento no Supremo Tribunal Federal. Ele desconversou sobre a possibilidade de antecipar sua defesa no colegiado. “Talvez sim, talvez não, ainda não pensei sobre isso”, tergiversou.

Questionado sobre a permanência no cargo mesmo com um processo que pode culminar com sua cassação, o peemedebista disse não ver “nenhum problema” na situação.


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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEsta é a primeira vez na História que o Conselho de Ética está instaurando um processo por quebra de decoro parlamentar contra um presidente da Câmara no exercício do mandato. Diante dessa declaração de Cunha, de início o Conselho precisa pedir um exame de sanidade mental dele,  que parece estar viajando, como se diz atualmente, ou estar desequilibrado, como se dizia antigamente. (C.N.)

Cederam à tentação, agora aguentem…




Carlos Chagas 


A pergunta é dirigida tanto à pessoa quanto ao partido: até quando o Lula e o PT suportarão o bombardeio que os atinge de todos os lados? O ex-presidente se exaspera contra as oposições, a imprensa, os empresários, os aliados e o governo, acentuando que vai resistir diante de toda a pancadaria. Os companheiros voltam a frequentar os microfones parlamentares e adotam a tática retórica de exaltar as virtudes do chefe e da sucessora.

Só que não tem adiantado. Estão perdendo a batalha. As virtudes do Lula são superadas por seus defeitos e o PT cai nas pesquisas. Fica difícil para ele explicar sua evolução patrimonial e de sua família, assim como, para os petistas, superar a incompetência do atual governo.

A pressão aumenta e nem será preciso argumentar com as eleições municipais do ano que vem para saber que a derrota será monumental. Pelas pesquisas, o Lula não conseguirá a reeleição de Fernando Haddad, muito menos o PT emplacará os prefeitos das grandes e até das pequenas capitais. Poupa-se o ex-presidente, não comparecendo a atividades públicas, preferindo refugiar-se nas reuniões do partido. Encolhe-se o PT quando se trata de aprovar projetos do interesse do palácio do Planalto.

AMARGURA E DESESPERO
Atravessam, ambos, período de amargura e desespero. Também, não haverá como desmentir, por culpa deles. A tentação foi grande demais. Um, por não resistir ao estilo de vida que nunca teve, mas invejava, entendendo que sua liderança e a sensação do dever cumprido permitiam o uso de mecanismos próprios das elites por ele beneficiadas. 

Outros, por abandonarem as raízes e os anseios populares em troca de benefícios inerentes ao poder.

O resultado aí está: um ex-presidente e um partido expostos ao bombardeio dos principais setores da vida nacional. Cederam à tentação. Agora aguentem…

Comissão pressiona e Planalto apresenta defesa das pedaladas




Carlos Newton

A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) cumpriu seu papel, ao protestar e advertir que já terminou o prazo de 15 dias para o governo apresentar defesa na Comissão Mista de Orçamento, que vai julgar a prestação de contas da presidente Dilma Rousseff, já rejeitada por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União.

Como presidente da Comissão que examinará se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade e deve ter as contas recusadas, a parlamentar denuncia que o Regimento do Senado não determina nenhum prazo para a defesa, pois isso deve ser obedecido o que determina o Código de Processo Civil. Ou seja, na form da lei o governo tem apenas 15 dias para se defender, dentro dos 40 dias que o relator da Comissão tem para apresentar seu parecer.

É claro que Rose de Freitas tem razão, mas no Congresso Nacional, quem manda e desmanda é o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e todos sabem que dele pode ser esperado qualquer tipo de patifaria, como os 45 dias de prazo que generosamente ele ofereceu ao Planalto.

RENAN FAZ O SERVIÇO
A presidente da Comissão Mista de Orçamento protestou repetidas vezes contra essa manobra de Renan e do Planalto visando a atrasando a análise das contas para fevereiro ou março do próximo ano. “Há uma clara intenção de jogar isso para o ano que vem. Votei no Renan, mas não posso concordar com isso. Exerço uma função e tenho que fazer o que me cabe”, afirmou a senadora peemedebista, acrescentando: “O que acho estranho é que não escutei em nenhum momento o governo falando que queria prazo”.

Na verdade, para um político como Renan Calheiros, esse tipo de favor nem precisa ser pedido pelo governo. Ele mesmo toma a iniciativa e se apressa em favorecer o Planalto, porque sabe que, assim, estará beneficiando a si próprio. Por isso, o inquérito contra ele, que dominou a Transpetro por 12 longos anos, está mais do que parado no Supremo Tribunal Federal e na Procuradoria-Geral da República, enquanto a investigação contra o deputado Eduardo Cunha avança numa velocidade impressionante, jamais vista.

MAIS PARECERES…
Segundo o jornal Estadão, o governo tenta fortalecer sua defesa de várias maneiras. De um lado, a Advocacia-Geral da União encomendou a juristas simpatizantes do PT a produção de pareceres com argumentos semelhantes à defesa do governo, que se apoia principalmente no instituto da segurança jurídica. Por outro, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, preparou junto às áreas técnicas do governo uma série de “defesas setoriais”, específicas para cada órgão federal, sobre as ações orçamentárias e fiscais do governo no ano passado.

Os pareceres de juristas tidos como “independentes” e as análises técnicas setoriais dos Ministérios também serão encaminhados pelo governo à Comissão Mista de Orçamento. O Planalto já acertou com Renan que ele aguardará a chegada de todos esses documentos ao Congresso antes de iniciar os processo de julgamento da prestação de contas. O governo chegou a anunciar que encaminharia a defesa nesta terça-feira, dia 3. Mas depois empurrou para hoje, quarta-feira. Resta saber se a documentação virá completa ou ficarão faltando os pareceres e as explicações ministeriais.

Mas a presidente da Comissão está atenta a essas jogadas: “Nós estamos prontos para analisar o parecer do TCU e os argumentos do governo. Já passou da hora disso tudo chegar na comissão”, diz a senadora Rose de Freitas.

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PSRecordar é viver. Em 124 anos, o TCU apenas uma vez reprovou as contas de um presidente. Foi em 1937, quando o governo era comandado por Getúlio Vargas. O parecer do TCU, 78 anos atrás, não foi referendado pelos parlamentares, e Vargas naquele mesmo ano instituiria a ditadura do Estado Novo. (C.N.)

Mensalão tucano continua parado na Justiça de Minas Gerais




José Marques
Folha


Nada mudou no processo do mensalão tucano contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) desde março de 2014, quando foi enviado do STF (Supremo Tribunal Federal) à Justiça de Minas Gerais. A ação já saiu do Supremo pronta para julgamento, mas demorou um ano até chegar às mãos da juíza substituta da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage. Na última sexta (30), o caso completou sete meses em suas mãos à espera de sentença.


O mensalão tucano, mais antigo e considerado um embrião do mensalão petista, é apontado pelo Ministério Público Federal como um esquema de desvio de R$ 3,5 milhões (cerca de R$ 14 milhões, corrigidos) de empresas públicas mineiras para financiar a fracassada campanha de reeleição de Eduardo Azeredo, em 1998.


Em 2014, ele era deputado federal e renunciou ao cargo para que o processo voltasse à primeira instância, onde é possível um número maior de recursos. Com 67 anos completados em setembro, Azeredo chegará aos 70 em 2018, quando as acusações apontadas pela Procuradoria-Geral da República prescreverão e ficarão impunes.


DIRETOR DA FIEMG
Desde março, o ex-governador é diretor executivo da Fiemg (Federação de Indústrias de Minas) e tem um salário de R$ 25 mil. Ele e os outros réus do caso sempre negaram as acusações.

A assessoria do Tribunal de Justiça mineiro diz que o próximo passo que a juíza tomará no processo será a sentença. Desde março, ela tem frisado a extensão da ação, com 52 volumes, e diz que a decisão será tomada após a leitura de cada um.

Outro réu no mensalão tucano que tinha foro privilegiado e seria julgado no Supremo, o empresário Clésio Andrade (PMDB), renunciou ao Senado em julho de 2014.


O processo de Clésio também está na 9ª Vara e pouco avançou – ainda falta ouvir uma testemunha de defesa e o próprio empresário.O depoimento do ex-senador estava marcado para julho, mas ele faltou à audiência sob a alegação de que só compareceria após o depoimento da última de suas testemunhas, que deve acontecer em dezembro.


O interrogatório do réu é a última fase do processo de instrução, e a juíza sabe disso”, afirma Eugênio Pacelli, advogado de Clésio.


TERCEIRO PROCESSO
Um terceiro processo do mesmo caso com oito réus, incluindo o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado no mensalão petista, foi desmembrado em dois após pedido da defesa do ex-presidente do Bemge (antigo banco estatal de Minas Gerais) José Afonso Bicalho.


Bicalho é acusado de ter liberado verbas para empresas de Valério. Em janeiro, ele foi nomeado secretário da Fazenda do governador Fernando Pimentel (PT) e, por causa do cargo, pediu para ser julgado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça.

Nesses processos, ainda falta ouvir os réus e as testemunhas de defesa. Bicalho também tem 67 anos.

Quando a denúncia desse terceiro processo foi aceita, eram 12 réus. Mas o ex-vice governador de Minas e ex-ministro Walfrido dos Mares Guia e o coordenador da campanha de Azeredo em 1998, Claudio Mourão, foram beneficiados com a prescrição ao completar 70 anos. Assim, numa conta que leva em consideração a data da acusação, não serão mais julgados.


ENTENDA O MENSALÃO/MG
O mensalão tucano, de acordo com o Ministério Público, foi um esquema ilegal para financiar a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas em 1998


COMO FUNCIONAVA – A Procuradoria aponta desvio de dinheiro de banco e empresas públicas. O caso é similar ao mensalão petista: tem como elo o operador Marcos Valério, preso após ter sido condenado pelo STF


A DENÚNCIA – A Procuradoria considerou que Azeredo teve papel no desvio dos patrocínios. No caso da Cemig, afirmou não haver provas


O QUE ELE DIZ – Azeredo afirma que não só não autorizou como desconhecia qualquer repasse irregular para sua campanha

Dinheiro de sobra. Marin dá R$ 56 milhões e apartamento para ficar em prisão domiciliar nos EUA

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Futebol Internacional

 

Em audiência, ex-presidente da CBF se declara inocente e vai aguardar julgamento em seu apartamento


José Maria Marin, o ex-presidente da CBF, dá uma garantia de R$ 56 milhões (US$ 15 milhões) e vai aguardar seu julgamento nos EUA em prisão domiciliar. Nesta terça-feira, ao desembarcar em Nova Iorque extraditado da Suíça, ele foi oficialmente acusado de fraude, conspiração e lavagem de dinheiro, com a possibilidade de ser condenado a 20 anos de prisão.

Mas, por um acordo, deu garantias milionárias, se declarou inocente e até sua esposa, Neusa Marin, teve de assinar documentos para garantir sua fiança. 


Seu filho também atestou na mesma direção. Além da garantia que apenas será confiscada se Marin violar o entendimento, o brasileiro teve de fazer um depósito de US$ 1 milhão e seu apartamento na 5ª Avenida em Nova Iorque, avaliado em US$ 3,5 milhões, também foi confiscado. Mas dormiu sua primeira noite em cinco meses em sua cama.



José Maria Marin - Julgamento
AP/Mary Altaffer
 
 
José Maria Marin, advogados, sua esposa e a polícia deixaram o tribunal a pé. Na corte, ele se declarou inocente e aguardará julgamento em seu apartamento, em Nova York

A garantia ainda foi organizada por quatro "amigos", que não tiveram suas identidades reveladas. Eles, porém, assinaram um compromisso de que Marin não fugiria. Nenhum seria do "mundo do futebol". A primeira audiência durou poucos mais de 20 minutos e um novo encontro foi marcado para o dia 16 de dezembro. Ele é acusado de ter recebido e compartilhado propinas para a Copa do Brasil e para a Copa América. 



Abatido, Marin chegou a pedir para se sentar e tomar água, o que fez o juiz o questionar se ele estava bem. A audiência teve de ser suspensa por alguns minutos, enquanto sua esposa, Neusa, o tentava tranquilizar. Ao retomar, ambos assinaram as garantias e o juiz insistiu que, se Marin não cumprisse o acordo, o dinheiro seria confiscado.
Ele apenas poderá sair de seu apartamento para ir ao advogado, médico, Igreja e comprar comida, sempre com o sinal verde da Justiça e com o acompanhamento de seguranças. 
 Diante do juiz, Marin viu sua mulher pela primeira vez em meses. Ao final da audiência, ambos choraram ao se abraçar longamente de forma emocionada. Ele vestia um casado azul e calça preta. Ela, apenas uma roupa preta. Durante a audiência, Marin apenas falou quando declarou seu nome. 

A trajetória de José Maria Marin
Reginaldo Manente/Estadão
Marin foi jogador profissional durante cinco anos antes de ir para a política, onde se filiou ao partido Arena e atuou do regime militar


O brasileiro terá de pagar por cada privilégio que solicitar. Em seu apartamento, usará uma tornozeleira eletrônica e terá de contar com seguranças privados 24 horas por dia. 


Mas a empresa contratada para prestar o serviço cobrará pelo uso do dispositivo e será o brasileiro quem pagará por ela. Em classe econômica, ele embarcou ontem mesmo em um vôo na cidade suíça, colocando um fim a mais de cinco meses de prisão, desde 27 de maio. O brasileiro, acompanhado por dois policiais em todo o voo, foi quase imediatamente levado à sua primeira audiência, com o juiz Raymond Dearie.  

Um intérprete local foi convocado e Marin passou parte da audiência apenas ouvindo o juiz. Mas terá de colaborar com a Justiça.  Por enquanto, Marin não teria obrigações de delatar ninguém, ainda que a Justiça americana garanta que voltará a colocar o assunto sobre a mesa. Um dos focos dos americanos é o de traçar o envolvimento de Kleber Leite, Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira.ão por acaso, Marin fica proibido de manter contato com eles. Ele também não poderá ter contatos com pessoas da Traffic e outras empresas envolvidas no escândalo.

Se violar esse princípio, irá imediatamente para uma cadeia em Nova Iorque. A meta dos investigadores é a de impedir que Marin possa repassar informações do processo aos ex-companheiros de comando na CBF. Marin foi o vice-presidente de Teixeira e, de forma constante, consultava o dirigente em Miami sobre os destinos da entidade.


Já Del Nero, atual presidente da CBF e que não deixa o Brasil desde que voltou daquele Congresso da Fifa em que Marin foi preso, era o homem que acompanhava diariamente as atividades de Marin e foi escolhido como o sucessor do dirigente. Marin foi o último entre os sete cartolas da Fifa presos em maio a ter seu caso avaliado pelos suíços. 


Ao terminar a audiência, Marin, advogados, sua esposa e a polícia deixaram o tribunal à pé e se perderam até encontrar o carro que o levaria ao apartamento. Tentando ensaiar um sorriso e acenando para as câmeras, ele não respondeu aos jornalistas e apenas fez uma declaração : "boa noite a todos vocês". Quando sua audiência terminou, outra começou no mesmo local, envolvendo alguns dos maiores mafiosos da Itália.
Futebol Internacional
Comentário

Enquanto o corrupto paga 56 milhões para ficar em casa, sem fazer nada,  dormindo na sua cama, os brasileiros honestos dariam tudo para ter um emprego que lhes permitisse ter uma casa onde morar.

Anônimo.




Finalmente um bom exemplo a ser seguido pelas demais mulheres.

Padrão Sergio Moro




A juíza Célia Regina Ody Bernardes, que teve a coragem de investigar Lulinhazinho, Gilberto Carvalho, Antonio Palocci e Erenice Guerra, finalmente ganhou uma boa reportagem na imprensa.

O mérito é de Jailton de Carvalho, de O Globo:


"Mestre em Filosofia, Célia Regina começou a atuar como juíza em Cuiabá em 2011. Em 2013, foi transferida para Brasília, onde passou a oficiar na 21ª Vara Federal. Em setembro, ela foi chamada para reforçar a 10ª Vara Federal, assumiu as rédeas da Zelotes e, desde então, mudou o curso da segunda maior investigação criminal do país num momento em que seu andamento parecia condenado ao fracasso. 


Numa linha de atuação diferente do juiz anterior, Célia Regina determinou as primeiras prisões de advogados e lobistas acusados de manipular decisões do Carf e comprar benesses em medidas provisórias para montadoras de carros.


No mesmo despacho, a juíza atendeu a um pedido de dois procuradores da República e autorizou busca e apreensão na sede da LFT Marketing Esportivo e de mais duas outras empresas de Luis Claudio Lula da Silva, um filhos de Lula. A medida causou forte reação nos meios políticos.


Ativistas políticos passaram a associar a decisão da juiz a um de seus irmãos, Napoleão Bernardes, prefeito pelo PSDB de Blumenau. Mas o rótulo de conservadora dificilmente colará na juíza. Célia Regina é ligada à associação Juízes para a Democracia, movimento de juízes mais afinados com ideias humanistas".

O risco, porém, é que ela seja afastada do caso:


"A chegada de Célia Regina à 10ª Vara Federal foi festejada por alguns procuradores e delegados. Há algum tempo alguns deles vinham pedindo 'padrão Sergio Moro' de decisão judicial em Brasília. 



Mas, mesmo com as boas-vindas dos investigadores, não é certo que a juíza permanecerá no caso até o final das investigações. Na segunda-feira, o juiz titular da 10ª Vara, Vallisney de Souza Oliveira, retorna ao cargo depois de passar um ano como juiz auxiliar no STJ. Ela deve, então, assumir a vaga do primeiro juiz substituto Ricardo Leite, que entrará em férias.


Quando Leite voltar ao trabalho, haverá um novo arranjo, e, a partir daí, não se sabe se a juíza continuará ou não à frente da Zelotes, disse a O Globo um dos auxiliares da magistrada".


A bela Célia Regina, em foto de O Globo

Ela nos representa.


Comentário

Acima quem Não nos representa e abaixo quem nos representa. Anônima.

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Contrabando.Sonegação nas fronteiras ‘sugam’ R$ 100 bilhões do Brasil TCU aponta sonegação de impostos nas fronteiras abandonadas

Diário do Poder.

Publicado: 04 de novembro de 2015 às 00:01 - Atualizado às 00:44

Posto de fronteira do Brasil com o Peru, abandonada: como se não existisse.

Fronteira abandonada com a Bolívia: irresponsabilidade. (Foto: Alexandre M. Lima)
Relatório preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU), sobre a auditoria que realizou nas fronteiras brasileiras, aponta uma fuga de R$ 100 bilhões dos cofres públicos, devido à sonegação decorrente do contrabando. O valor é mais do que o dobro do déficit já previsto pelo governo federal para o Orçamento de 2016.


Em resumo, isso ocorre porque faltam planejamento e coordenação, e sobra incompetência. De acordo com o TCU, o Brasil é vítima da desarticulação das políticas públicas e a pulverização de recursos em investimentos mal pensados.


O TCU avalia que as diferenças legais e socioeconômicas entre o Brasil e os países vizinhos contribuem para a “sangria” nas fronteiras.

Outro fator apontado pela auditoria do TCU é o valor destinado às políticas de fronteira, muito abaixo do que prevê o próprio Orçamento.

Em 2012, foram aplicados 80% do Orçamento; em 2013, 25%; em 2014, menos de 40%. O governo abandonou as fronteiras do Brasil. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto



Nas fronteiras desguarnecidas, nada impede a ação dos
contrabandistas.



Governo deve entregar hoje defesa sobre contas de 2014


01:27 Política, Notícias 04/11/2015 - 08h43 Brasília (DF) Embed


Priscilla Mazenotti

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, deve entregar hoje ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a defesa do governo sobre a rejeição das contas de 2014 pelo Tribunal de Contas da União.

O documento em que o TCU afirma que houve irregularidades e recomendou a rejeição das contas do ano passado foi aprovado pela corte em 7 de outubro.

A partir daí, a Comissão Mista de Orçamento vai usar como base o relatório do TCU e a defesa do governo para fazer um parecer sobre a aceitação ou rejeição das contas. Esse parecer será depois votado em plenário. No total, a comissão tem 40 dias para analisar o documento, 15 dias para o relator apresentar o parecer, mais 15 dias para apresentação de emendas e outros sete dias para aprovação.

Inicialmente, Renan Calheiros havia definido um prazo de 45 dias para a entrega da defesa, mas o governo resolveu antecipar a entrega do documento.

O TCU rejeitou as contas do governo por causa de vários pontos, entre eles, o atraso no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos para pagamento de programas sociais, como o Bolsa Família.

Na época, o próprio ministro Jacques Wagner chegou a declarar que haveria uma batalha no Congresso em torno do assunto.