quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

PSDB quer investigar a propina angolana do PT

Antonio Imbassahy disse que o PSDB vai requerer à Procuradoria-Geral Eleitoral investigação sobre o recebimento de recursos de origem estrangeira por parte do PT, com base em denúncia de Nestor Cerveró, que acusou a campanha de Lula, em 2006, de ter sido financiada com 50 milhões de reais em propina de Angola. 

Imbassahy acrescentou:

"Comprovada a prática ilícita, o PT poderá se extinto".


Comentários


Leila 
A "oposição" vai agir? Vou tirar uma sesta.

Brasileiro Comum 
Se vcs estão desempregados hoje, não é culpa do PSDB.
Somente pessoas profissionais podem arrumar essa bagunça, criada pelos populistas.
Fora acusarem o FSP, eu não vejo nenhuma ação para reverter nossa situação. OC fala fala, mas não aponta soluções, por ele, vcs já teriam sidos presos ou mortos, ou vcs acham que invadir o Planalto com violência, não teriam consequências?
É fácil falar, difícil é fazer!
Hoje precisamos nos unir!
Falar mal do PSDB, não ajuda o Brasil, ajuda os populistas.


luciana fellows 
http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4817&Itemid=478&cod_pais=AGO&tipo=ficha_pais&lang=pt-BR
http://www.angonoticias.com/Artigos/item/3727/presidente-jose-eduardo-dos-santos-convidado-a-visitar-o-brasil
http://www.esquerda.net/dossier/perfil-josé-eduardo-dos-santos-o-déspota-discreto/30611


Marcelo171 
INTERVENÇÃO MILITAR É LEGAL
VEJAM
https://www.google.com.br/search?q=ives+gandra+martins&oq=ives&aqs=chrome.2.69i57j0l2j5.5158j0j4&client=ms-android-hms-tef-br&sourceid=chrome-mobile&ie=UTF-8#q=ives+gandra+martins+interven%C3%A7%C3%A3o
z
PT e PP são partidos menores e devem mesmo ser extintos, agora o PMDB vai demorar um pouco mais por que é um partido maior!
z
Resumindo! Os Partidos mais corruptos apontados pela Polícia Federal:
- PT
- PMDB
- PP
z
E o PSDB quer que o PT seja extinto? A ver.


Caco 
5 pessoas que fazem muito bem ao Brasil: 1-Os Antagonistas, 2-Reinaldo Azevedo, 3-Sergio Moro, 4-Demétrio Magnoli, 5-Gilmar Mendes. Timaço!

Júnior 
Resumindo! Os Partidos mais corruptos apontados pela Polícia Federal:
- PT
- PMDB
- PP

#UNIAOBRASIL
Os PETISTAS vão falar para a Rainha Louca:
- Patroa tá difícil! Tá faltando argumentos para defender o PT!
 

Felippe 
O problema do PSDB (sobre o qual assumo votar, reiteradamente há décadas) é não querer (ou não saber) sujar as mãos. "Se" o PT dos anos "90" tivesse a "matéria prima" para detonar os adversários, que tem hoje o PSDB, não ficaria pedra sobre pedra. Mas o PSDB parece ser formado por "mauricinhos" que não aproveitam as fraquezas dos adversários. Parecem até exageradamente "puros". E, em política, "ser exageradamente puro" beira o ser " ingênuo". Creio que é o momento de um choque de realidade e ir com os dois pés no peito do PT. Senão... (como dizem os malandros: quem não bate leva).

Caco 
As 5 coisas que fazem mal ao Brasil: 1-Lula, 2-Dilma, 3-PT, 4-Mauro Paulino, 5-PSDB.

Brasileiro Comum 
Caco vai arrumar alguma coisa útil para fazer!
Vcs são iguais ao pt nas décadas de 80 e 90.
É fácil falar, difícil é fazer!
Chorem bolsomitos!

Márcia 
Hummmm...Angola, é? O chicotinho queimado está esquentando.

Brasileiro Comum 
Ignorante é falar o que não se sabe.
O PSDB é o único partido que conta com uma ótima equipe, e levantará o país novamente.
Chorem petralhas!
Chorem bolsomitos!

Araújo 
E o Foro de São Paulo? Comprovando a ligação do PT com o Foro de São Paulo - o que não deve ser nada difícil - já basta para cassar o registro do PT. O deputado Antônio Imbassahy e o PSDB são ignorantes ou fingem não saber da existência dessa guadrilha.

Guglielmo 
"PT tá morto"; "PT vai ser extinto"...
Isso já cansou

#UNIAOBRASIL
Segundo a Polícia Federal os partidos mais sujos do país são:
- PT
- PMDB
- PP






Cinismo puro. ‘Não tem uma viva alma mais honesta do que eu’, afirma Lula


Fausto Macedo

Repórter


Por Julia Affonso e Fausto Macedo


20/01/2016, 11h01 

 

Ex-presidente, que já depôs na Operação Lava Jato, afirmou em conversa com blogueiros nesta quarta, 20, que 'o governo criou mecanismos para que nada fosse jogado embaixo do tapete nesse País'
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Atualizada às 12h22

Em café da manhã com blogueiros na manhã desta quarta-feira, 20, no Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ‘não tem uma viva alma mais honesta’ do que ele. O petista começou a responder perguntas a partir das 10h. Na primeira resposta, Lula falou sobre investigação de corrupção.

“Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste País, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido”, disse.

Foto: Reprodução
Lula participou de café da manhã com blogueiros. Foto: Reprodução


Oficialmente, Lula não é alvo da Operação Lava Jato, a maior investigação contra a corrupção já realizada no País e que pegou antigos aliados seus, quadros históricos do PT, como José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido – ambos estão presos em Curitiba, base da missão Lava Jato.

Lula já depôs na Polícia Federal na condição de ‘informante’. “Não existe nenhuma ação penal contra mim, o próprio (Sérgio) Moro (que conduz as ações da Lava Jato na 1ª instância) disse que eu não sou investigado”, afirmou. “Em respeito ao depoimento que eu fiz na Polícia Federal e no Ministério Público, não acho que existe nenhuma possibilidade de ação penal, a não ser que seja uma violência contra tudo o que existe neste País.”

Disse ainda. “Estou muito tranquilo”

O petista disse que ‘o governo criou mecanismos para que nada fosse jogado embaixo do tapete nesse País’. Para Lula, a presidente Dilma Roussef um dia será enaltecida, pelo que ela criou condições para permitir que ‘neste país todos saibam que têm que andar na linha’. Segundo o ex-presidente, isto vale do ‘mais humilde ao mais alto escalão brasileiro’.

Afirmou. “A apuração de corrupção é um bem desse país.”

“Já ouvi que delação premiada tem que ter o nome do Lula, senão não adianta”, declarou. “Duvido que tenha um promotor, delegado, empresário que tenha a coragem de afirmar que eu me envolvi em algo ilícito.”

O ex-presidente afirmou que ‘tem uma tese que o Lula faz jogo de influência’. “As pessoas deveriam me agradecer. O papel de qualquer presidente é vender os serviços do seu País. Essa é a coisa mais normal em um país”, disse. “Como se o papel de um presidente fosse ser vaca de presépio.”


Comentários



MARIO HIDETO NAKAMOTO


Cara de pau e pergunte à aquela mulher que prometeu fazer TREM BALA no BRASIL é verdade, vai sonhando. . . .
Dr. Mundico


Por gentileza avisem ao coronel Lula que as almas pertencem ao mundo dos mortos.

Silvio Mendes


Falou o sujeito cujos amigos e pessoas mais próximas estão ou presas, ou investigadas por malfeitos! Sua casa cairá e não irá demorar!!
Sergio Ricardo Santilli


Me senti pessoalmente ofendido, pois a fala desse senhor dá a entender que eu sou mais desonesto que ele. Está decidido: vou processar! 
Oswaldo Moreno Filho


Alguém na história criou está frase:
Uma mentira repetida à exaustão se torna uma verdade. Foi na durante o III Reich na Alemanha nazista.
Dentro de uns 50 anos que sabe vamos acreditar nessa infalibilidade desse senhor.
Só o tempo dirá. Até lá, dependemos do Dr Moro.
V. Caldas


Assim disse o Criador: Não existe um só justo na terra. Veja só,aparece o criador da seita golpetista e proclama: Eu sou o único honesto sobre e sob a terra . É. arrogancia pura. vamos mantrar....Pela prisão do Pixuleko 13-17.Pela prisão do Pixuleko 13-171. Pela prisão do Pixuleko 13-171. Pela prisão do Pixuleko 13-171.
edson hayashi


Quando o Lula fala de sua honestidade, ela é tão real como as maravilhas do pré-sal da Petrobras.A minha única dúvida é saber quem mente mais se ele ou a Dilma!



Roderick Lockwood


O Sr. Lula disse: “Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste País, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido”! Ela esta realmente dizendo que todos os Brasileiros são menos honestos que ele??



Governo põe à venda 239 imóveis em 21 estados e no DF.Vários imóveis no Lago Sul.

Maior parte dos imóveis está no DF, dentre eles 30 imóveis funcionais e duas residências oficiais (estes ocupados pelos ministros da Casa Civil e da Fazenda)



Ministro do Planejamento, Valdir Moysés Simão: imóveis à venda

O Ministério do Planejamento divulgou um lote com 239 imóveis da União para venda. Os bens estão em 21 estados e no Distrito Federal. A maior parte encontra-se no DF (61), dentre eles 30 imóveis funcionais e duas residências oficiais (estes ocupados pelos ministros da Casa Civil e da Fazenda); e em Minas Gerais (58).

Confira a lista dos imóveis


“A venda será feita pela Caixa Econômica Federal que realizará os procedimentos de vistoria e avaliação de todo o lote e, posteriormente, lançará editais de licitação, na modalidade concorrência, contendo as regras da alienação. Os interessados na aquisição poderão utilizar recursos próprios, empréstimos, financiamentos, cartas de crédito ou quaisquer outras linhas de crédito obtidas no mercado financeiro”, explica o Ministério do Planejamento.


Comentários




  • Mais uma prova da incompetência dos "gestores públicos", afinal o que explica e justifica o PODER PÚBLICO adquirir terrenos com os recursos do contribuinte?, tendo uma péssima Educação pública, uma Saúde pública caindo aos pedaços e uma Segurança pública inexistente, o narcotráfico que o diga!.




    • Você está sendo injusto.
      A administração pública mantém esses imóveis para que os pobrezinhos dos nossos ministros e outros ocupantes de cargos decorativos tenham onde ficar nas escassas vezes que se dirigem à cidade onde deveriam morar, uma vez que lá labutam (ou deveriam labutar).
      Isso não é incompetência, como você classificou. É sacanagem mesmo...

        


  • Quanto será arrecadado?
    E quanto será desviado?


  • Vão vender para o Lula e o filho dele, talvez pro Dirceu, tudo através do Bancoop, igualzinho a um certo triplex...

PGR quer cassação de deputado do PT por 110 denúncias de crimes




Rodrigo Janot denuncia Vander Loubet 11 vezes por corrupção passiva e 99 vezes por lavagem de dinheiro

Rodrigo Janot aponta violação dos deveres dos denunciados

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que decrete a cassação do mandato do deputado Vander Loubet (PT-MS). O parlamentar é alvo da Operação Lava Jato, por suposto recebimento de propinas que somaram R$ 1,028 milhão em esquema de corrupção na BR Distribuidora. São 11 denúncias por corrupção passiva e 99 por lavagem de dinheiro.

Na denúncia, Janot pede “a decretação da perda da função pública para os condenados detentores de cargo ou emprego público ou mandato eletivo, principalmente por terem agido com violação de seus deveres para com o Poder Público e a sociedade”. Além de Loubet, a denúncia atinge outras pessoas, acusadas pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


“Criminoso”
Janot atribui a Loubet, no documento em que a denúncia por corrupção passiva (11 vezes) e lavagem de dinheiro (99 vezes), ligação com ‘grupo criminoso’ que repassava a ele valores ilícitos ’em função da ascendência que o Partido dos Trabalhadores exercia sobre parte da Petrobrás Distribuidora S/A’.

“O parlamentar, em conjunto com seus auxiliares, acabou aderindo à organização criminosa preordenada à prática de crimes de peculato, de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro no âmbito da BR Distribuidora”, continua o procurador-geral na denúncia, protocolada no STF em 17 de dezembro do ano passado.

Rodrigo Janot quer ainda que seja decretada a perda, em favor da União, dos bens e valores que foram objeto de lavagem de dinheiro no caso, no valor originário total de R$ R$ 1.028 milhão. Pede também que o petista e outros denunciados, inclusive familiares do parlamentar e o empresário Pedro Paulo Leoni, sejam condenados “à reparação dos danos materiais e morais causados por suas condutas”.

Segundo Janot, as investigações do Inquérito 3990/DF “evidenciaram que, para que o grupo criminoso em questão atuasse, era necessário o repasse de valores ilícitos para o deputado federal Vander Loubet, em função da ascendência que o Partido dos Trabalhadores exercia sobre parte da Petrobras Distribuidora S/A”.

Capítulo

Janot dedica um capítulo, na denúncia contra Vander Loubet, às diretorias da BR “controladas pelo PT”.

“Em razão de o Partido dos Trabalhadores deter praticamente metade da BR Distribuidora, Pedro Paulo Leoni Ramos tinha que repassar parte das vantagens indevidas também ao deputado federal petista Vander Loubet. Em compensação, Pedro Paulo tinha plena liberdade para implementar o esquema criminoso na Petrobras Distribuidora S/A, chegando a atuar inclusive nas diretorias politicamente indicadas pelo PT.”

As vantagens indevidas recebidas de Leoni Ramos por  Loubet aconteceram por intermédio do doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato, de acordo com Rodrigo Janot:

“Vander Loubet, agindo como representante do Partido dos Trabalhadores em relação à BR Distribuidora, recebeu significativas vantagens pecuniárias indevidas de Pedro Paulo Leoni Ramos, por intermédio de Alberto Youssef, entre 2012 e 2014, para deixar de exercer a função parlamentar de fiscalização sobre a administração federal e permitir a livre atuação da organização criminosa voltada à prática de crimes de peculato, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro no âmbito da Petrobras Distribuidora S/A”, assinala o procurador-geral da República.

A denúncia acrescenta que “para o recebimento dissimulado e disfarçado dos valores ilícitos, o deputado federal Vander Loubet utilizou seus familiares, especialmente sua esposa, Roseli da Cruz Loubet, e seu cunhado Ademar Chagas da Cruz, além da sócia desse último Fabiane Karina Miranda Avanci”.

“A estratégia de ocultação das quantias provenientes do delito de corrupção foi descoberta pelas investigações”, diz a denúncia.

Rastreamento
O rastreamento das propinas só foi possível a partir da quebra do sigilo bancário do parlamentar permitiu o rastreamento das propinas.

“As operações financeiras objetivavam em última instância o favorecimento do deputado com vantagens pecuniárias indevidas. Foram utilizadas pessoas interpostas, a maioria familiares do parlamentar, para ocultar e dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes de propina”.

“No entanto”, prossegue o documento, “o afastamento de sigilo fiscal indicou movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados do deputado federal Vander Loubet nos anos de 2012, 2013 e 2014, além de variação patrimonial a descoberto no ano de 2003, o que aponta no sentido da manipulação e utilização de valores ilícitos pelo próprio parlamentar.”

Segundo o site UOL, a assessoria de Vander Loubet informou que o deputado não iria comentar a acusação porque ainda não teve acesso à denúncia do procurador-geral da República nem à delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O site afirma também que a assessoria de imprensa de Pedro Paulo Leoni Ramos informou que ele não vai se manifestar por não ter tido acesso ao teor da denúncia.

Cerveró: “O negócio do Collor é dinheiro”."Uma tabela de valores mensais para Fernando Collor chega na margem de milhões de reais".




Ex-diretor da Petrobras destaca que o senador alagoano é “muito esbanjador”. Defesa de Collor afirma que vazamento parcial “é ilegal e busca covardemente verificar alvos escolhidos junto à opinião pública” 




Em declaração preliminar à delação premiada, o ex-diretor da área internacional da Petrobrás Nestor Cerveró citou o senador Fernando Collor (PTB-AL) nos seguintes termos: “O negócio do Collor é dinheiro, ele não arrecada para partido, mas para ele mesmo”. A informação foi publicada nesta quarta-feira (20) pelo Estado de S. Paulo.


O documento foi entregue ao Ministério Público Federal e também afirma que Cerveró estudou com Collor no Rio de Janeiro. “Sabe que o mesmo é rico de família e muito esbanjador.”


O ex-diretor da Petrobras aponta Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Collor, como operador de propinas do parlamentar alagoano.


“Soube através de Pedro Paulo Ramos, que foi pago propina e que foi repassado para Collor, pelo próprio Pedro Paulo Ramos, mas não sabe precisar o valor correto. Mas em certa oportunidade, Pedro Paulo Ramos mostrou uma tabela de valores mensais para Fernando Collor, que chegava, na margem de milhões de reais.”

Nestor Cerveró, que foi diretor financeiro da BR Distribuidora após sair da Petrobras, ainda destaca que foram realizadas licitações direcionadas para a UTC construir bases de tancagem e armazenamento para a subsidiária.

“Assim, aprovadas as construções, foram realizadas licitações – todas direcionadas – sendo que a UTC restou como ganhadora e construiu as bases de Porto Nacional /TO, base do Acre e uma reforma de outra base da qual não se recorda o nome. A diretoria responsável pela construção das bases era a diretoria de Engenharia e Serviços, cujo diretor era José Zonis, indicado pelo senador Fernando Collor”, afirmou.

“Zonis em outras oportunidades comentou que Collor sempre cobrava propina dos negócios relacionados a diretoria dele, sendo que inclusive Zonis foi substituído por Vilson por determinação de Collor, já que não atendeu a todas as demandas do senador”, informou Cerveró.

O senador Fernando Collor foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato. O parlamentar ainda é alvo de outros dois inquéritos sobre o tema.

Procurada pelo Estadão, a defesa de Collor afirmou: “O vazamento parcial de declarações atribuídas a Nestor Cerveró é ilegal e busca covardemente verificar alvos escolhidos junto à opinião pública. O senador Fernando Collor não teve qualquer participação ou ingerência em processos internos e licitações realizadas pela BR Distribuidora, bem como jamais recebeu recursos ilícitos da UTC, nem diretamente nem por interposta pessoa.”

Confira a íntegra da matéria do Estadão
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-negocio-do-collor-e-dinheiro-afirma-cervero/

Deputada quer júri de político que matou filho dela




Christiane Yared critica decisão de Lewandowski que adia julgamento do ex-deputado estadual Carli Filho, que provocou a morte de seu filho e um amigo enquanto dirigia embriagado em alta velocidade. “País que não pune, não educa”

Luis Macedo/Ag. Câmara
 
 
Christiane: “Não vamos desistir e vamos levar o senhor Luiz Fernando Ribas Carli Filho ao banco dos réus”


A deputada Christiane Yared (PTN-PR) disse nesta terça-feira (19) que “o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, foi induzido a erro por assessores” ao suspender, na semana passada, o júri popular do ex-deputado estadual paranaense Luiz Fernando Ribas Carli Filho. 
 
 
Christine teve seu filho Gilmar Yared, de 26 anos, e o amigo dele, Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, mortos num acidente de carro em 2009. O ex-parlamentar é acusado de participar de um racha, em alta velocidade e sob efeito de álcool, quando bateu no veículo em que estavam os rapazes. 
 Agora, a esperança de Christiane é que a ministra Carmem Lúcia, presidente em exercício do STF durante as férias de Lewandowski, já em curso, revogue a liminar e que Carli Filho vá a júri ainda esta semana.


“Ainda acredito que esse júri será um divisor de águas no país. País que não pune, não educa”, disse Christiane ao Congresso em Foco. “Nós não vamos desistir e vamos levar o senhor Luiz Fernando Ribas Carli Filho ao banco dos réus”, insistiu a deputada.


Na última quarta-feira (14), a parlamentar e seu marido, Gilmar Yared, receberam a notícia de que o ministro Ricardo Lewandowski, presidente d o Supremo Tribunal Federal, havia suspendido o júri popular do acusado, que estava marcado para esta semana.


Negado
Os advogados do ex-deputado tentam, no STF, por meio de recurso especial com agravo, desclassificar o crime para duplo homicídio culposo, recurso que, segundo Yared, já havia sido negado pelo ministro Gilmar Mendes. 


O ex-deputado estadual Carli Filho responde por homicídio doloso eventual. Um exame detectou 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue de Carli. O exame foi desclassificado pela Justiça porque o material foi colhido com o ex-parlamentar desacordado – portanto sem seu consentimento, o que contraria a lei. O acusado dirigia um carro blindado.


Na semana passada, a parlamentar conseguiu se reunir com o ministro Lewandowski, em Curitiba. Depois do encontro no Palácio da Justiça, sede do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Christiane disse esperar que o júri do ex-deputado seja marcado para daqui a dois ou três meses.


Yared entregou um memorial do caso para o magistrado, responsável pela liminar que suspendeu o júri de Carli Filho. A deputada disse que Lewandowski foi atencioso e explicou a ela que suspendeu o julgamento porque há recursos impetrados pela defesa do ex-deputado que ainda não foram avaliados. Se o júri ocorresse antes da avaliação desses recursos, o julgamento poderia ser anulado, disse o ministro.


Música
A deputada é uma empresária curitibana do ramo de alimentação que entrou para a política para buscar justiça contra a impunidade nos crimes de trânsito. Filha de desembargador, nasceu em Curitiba, onde estudou piano, tornou-se professora de música. Após a morte do filho, criou uma ONG de apoio a vítimas e familiares de acidentes de trânsito. Tornou-se a deputada mais votada no estado em 2014, em sua primeira eleição, com mais de 200 mil votos.

Multa
O marido de Christiane, Gilmar Yared, recebeu nessa terça-feira uma informação que pode mudar o rumo do caso. Um motorista que recebeu uma multa de trânsito emitida por um radar instalado a poucos metros do local das mortes enviou para a família uma cópia do auto de infração, registrado quatro minutos antes do desastre, o que contraria as informações da empresa responsável pelos radares de Curitiba.

Na época do caso, a empresa Consilux declarou que não podia fornecer as imagens do trajeto percorrido pelo ex-deputado Carli Filho, porque segundo ela os equipamentos estavam desligados naquele dia. A notícia reforça as suspeitas da família de que as imagens tenham sido removidas.
Abaixo a entrevista exclusiva da deputada Christiane Yared.

Congresso em Foco – Deputada, alguma novidade quanto à suspensão do júri do ex-deputado Carli Filho? 
 Estamos numa briga, aqui, para ver se conseguimos que a ministra Carmem Lúcia possa reverter essa situação. Porque esperaram o ministro Gilmar Mendes sair de férias, o ministro Lewandowski foi induzido a um erro, e vamos ver se a gente consegue reverter, de modo a manter o júri para esta quinta, ainda, se a ministra revogar a liminar.


Quem induziu o ministro Lewandowski a erro?
Ah, os próprios assessores. Você sabe como funciona isso, não é? Favor de um, favor de outro…



Mas, se tivesse sido mantida a data, o processo correria mesmo risco de ser anulado, conforme explicou o ministro Lewandowski?
Eu acho que não. Porque o pedido deles é para decidir se é culpa ou dolo. Mas se é doloso ou culposo é o próprio júri quem decide, não o STF. Esse recurso não suspende o júri. O MP do Paraná acredita que a reversão é possível, a depender do entendimento da ministra. O ministro Gilmar Mendes já havia negado esse recurso.


Como a senhora vê alguns tipos de manobras protelatórias que podem ser feitas junto a tribunais?
A Justiça precisa ser mais célere. A justiça, quando demorada, acaba prejudicando o país todo. Esse clima de impunidade que reina no país é uma coisa maligna. Já não é sensação de impunidade, é certeza mesmo. Isso acaba dando ao infrator o direito de que ele pode matar no trânsito que não será punido.


E o Congresso, o que se pode fazer? Quais as principais dificuldades que a senhora vê?
Nós, como legisladores, podemos rever algumas situações e fechar essas brechas. Reunir os legisladores que entendam do assunto e ver a necessidade da sociedade. Não adianta reunir notáveis que possam acabar criando uma legislação mais retrógrada ainda. O novo Código Penal, por exemplo, tem lá no artigo 21 uma emenda que a gente apelidou de “emenda Carli Filho”, porque foi proposta pelo próprio advogado defensor da família Carli, que é um ilustre jurista, chamado um dos notáveis.

É o artigo 121 do novo CP, um artigo que beneficia todo aquele que mata fazendo racha em alta velocidade, usando carro, jet ski, moto, ultraleve, essas coisas que pobre não tem. Propõe que o ato só seja considerado crime doloso se a pessoa confessar que assumiu o risco de matar. Ora, quem mata dirigindo em alta velocidade, drogado, bêbado, disputando racha, vai dizer que quis matar cinco pessoas num ponto de ônibus? Ora, não eu tenho mais dois filhos, tenho netos.


E no Legislativo, quais as dificuldades que a senhora vê, para acabar com a impunidade nos crimes de trânsito?
Precisamos fazer com que as leis sejam cumpridas. Tem muita brecha. Em maio, vai fazer sete anos da morte do meu filho. Tudo pronto para o julgamento. Aí a defesa arranja outro recurso. Essas brechas precisam ser removidas. Também não se pode garantir à pessoa que bebeu e matou no trânsito o direito de não produzir provas contra si.

O teste do bafômetro tem de ser obrigatório. Por que um crime contra um passarinhou ou uma árvore é inafiançável e o crime de trânsito, que mata filhos das pessoas, não? Também é preciso reduzir a quantidade de 0,06 ml de álcool permitida para motoristas pela Lei Seca. Dependendo da pessoa, isso tira sua saúde mental, incapacita o indivíduo para dirigir.


Como está sua vida depois dessa mudança de empresária, professora de música e filha de jurista, para o papel de parlamentar em busca de justiça?
Sou uma pessoa muito temente a Deus e sinto que para tudo na vida há um propósito. Nada acontece por acaso. Quando eu e meu esposo decidimos plantar o meu filho – não gosto de falar que enterrei, eu o plantei -, eu decidi deixar um legado para o meu país.

Eu sou mãe, estou deputada. E quero fazer com quer esses quatro anos valham para todos os meus irmãos brasileiros. Eu não conseguia compreender isso, que estamos todos ligados, até perder o meu filho. Cada vez que você acende uma luz para outra pessoa, você está iluminando o seu caminho também. O problema não é só na casa do vizinho, na Assembleia Legislativa, no Congresso, na presidente. O problema é de todos. O país que eu quero começa em mim.



E a possibilidade de uma reeleição?
Se as pessoas entenderem que posso ser útil em representa-las, estou à disposição, já falei. Não vou desistir de lutar pelas coisas em que acredito.  Já tive propostas, em Brasília, de empresas grandes, fabricantes de bebidas, me oferecendo recursos, propostas milionárias, em troca de parar de bater em certos assuntos. Sempre respondi que a conversa era muito desconfortável para mim. Se o meu país começa em mim, eu tenho de ser a primeira a dizer não. Não dá para eu deixar para o meu sucessor essa tarefa. A hora da mudança é agora.


Qual sua opinião sobre a propaganda de bebida na TV?
Estamos preparando um projeto visando a proibir a veiculação da cerveja. Como já não tem de cigarro. É uma briga enorme, vamos lutar contra gigantes. Então, é preciso dar o primeiro passo. O que não posso aceitar é o que vejo diariamente nos meios de comunicação: inocentes morrendo, filhos que enchiam as casas de alegria agora estão enchendo cemitérios. Precisamos de campanhas massivas de conscientização das pessoas. Informar que o crime de trânsito gera prisão. Esta luta não é só minha. É de todos nós, brasileiros.


Leia íntegra de matéria com cópia de multa

Lambuzados de óleo - GUSTAVO PATU


Folha de SP - 19/01

O país viveu para ver Fernando Collor, outrora belzebu do neoliberalismo e da corrupção, receber de Lula da Silva, seu antagonista nas eleições presidenciais de 1989, generosas fatias do comando de uma subsidiária da Petrobras em troca do apoio do PTB, a sigla trabalhista de Getúlio Vargas nos tempos da gênese da estatal.

Também se pode testemunhar, sob o governo da desenvolvimentista, intervencionista e estatista Dilma Rousseff, a gigante petroleira, depauperada, promovendo um plano de "desinvestimentos" –ou, em outras palavras, de privatização de parte de seu patrimônio.

Duas versões disputam, na arena política, a narrativa dos desmandos da administração petista. Do lado dos adversários, afirma-se que o partido instituiu uma inédita corrupção sistêmica, organizada a partir da cúpula, voltada a um projeto de poder hegemônico; de sua parte, o PT culpa os vícios do presidencialismo nacional, nos quais teria se lambuzado, para usar o termo do ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (ele próprio, agora, sob o fogo do noticiário).

Entre uma tese e outra, há circunstâncias a considerar. Uma delas, os governos Lula e Dilma foram contemporâneos, por mera obra do acaso, de preços historicamente elevados do petróleo, que permitiram investimentos recordes e, igualmente, oportunidades excepcionais para desvios e propinas na Petrobras.
Somem-se a isso os números ilusórios da autossuficiência de combustíveis e a descoberta das reservas do pré-sal, simbolizadas pelas fotos de Lula com as mãos lambuzadas de óleo, evocando Vargas.

Tratava-se de riqueza efêmera, mas farta o suficiente para tentar qualquer governo, independentemente das demandas de sua coalizão partidária. Mais que uma reforma política, faltaram padrões mínimos de governança para impedir a gestão irresponsável da estatal.
 
 

Renan perde força - MERVAL PEREIRA

O GLOBO - 20/01

A tentativa aparentemente frustrada do presidente do Senado, Renan Calheiros de se tornar presidente nacional do PMDB, ou indicar o substituto de Michel Temer, retira-lhe o trunfo político com que pretendia defender seu mandato, acossado por vários processos.

Tudo indica que o PMDB está se acertando por dentro para manter uma unidade pelo menos formal, que lhe permita negociar com o PT em condições de igualdade. Dono das maiores bancadas da Câmara e do Senado, o PMDB dividiu-se nos últimos meses diante da hipótese de impeachment da presidente Dilma, mas agora volta a se unir em torno de Temer para não perder a força política.

Hoje o vice se encontrará a sós com a presidente, num ambiente menos hostil de parte a parte, cada um com sua prioridade: Dilma precisa de apoio na Câmara para que o processo de impeachment não tenha prosseguimento, e Temer precisa da unidade para se manter na presidência do partido.

O senador Renan Calheiros, em mais um movimento para reforçar seu apoio à presidente Dilma, começou uma negociação interna para derrotar Temer na convenção de março, mas, além dos seis processos a que responde, Renan passou a ser citado em várias delações premiadas como receptador de propinas da Petrobras, da subsidiária BR Distribuidora e da Transpetro, onde um apaniguado seu, o ex-senador Sérgio Machado reinou por 12 anos.

 
As condições políticas para comandar o partido esvaíram-se diante da constatação de que novas denúncias devem ser apresentadas contra ele proximamente. No momento, ao que tudo indica, o presidente do Senado está mais empenhado em se defender das acusações do que em tentar aumentar seu poder dentro do partido, que, aliás, já foi maior. Mesmo por que a maioria do PMDB prefere se afastar do PT, e não se reaproximar mais dele, como pretende Calheiros.

O presidente do Senado, aliás, faz isso não por afinidades ideológicas com o petismo, mas em interesse próprio. Está convencido de que a proximidade com o governo lhe traz benefícios nos processos a que responde. Se se convencer de que não tirará vantagens concretas dessa aproximação, pode aderir ao impeachment se o ambiente político se alterar a partir do primeiro trimestre, quando o desemprego ameaça ser desastroso.

No processo mais perigoso para Renan, ele luta para se beneficiar da prescrição da pena. O Procurador-Geral da República de então, Roberto Gurgel, denunciou o senador Renan Calheiros pela prática dos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso, com base no inquérito nº 2593 do Distrito Federal, sobre o rumoroso caso de uma amante do senador que recebia pensão de uma empreiteira.

O inquérito data de 2007, quando Calheiros teve que renunciar à presidência do Senado para não ser cassado, mas a denúncia só foi apresentada em 2013. Gurgel alegou que a demora se deu devido estar assoberbado pelo mensalão, o que não parece razoável. Essa demora poderá redundar na extinção da punibilidade dos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, devido à ocorrência da chamada “prescrição retroativa”.

À época vigiam os parágrafos primeiro e segundo do artigo 110, do Código Penal, que rezavam, respectivamente: “§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação, ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada”, § 2º “A prescrição, de que trata o parágrafo anterior, pode ter por termo inicial data anterior à do recebimento da denúncia ou da queixa”. Mesmo a lei tendo sido alterada para definir que não pode, em nenhuma hipótese, "ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou da queixa”, vale o que ela dizia à época.

As penas previstas para os tipos penais de falsidade ideológica – tratando-se de documento público – e uso de documento falso, de natureza particular, são de um a cinco anos de reclusão, e se a pena de cada um daqueles crimes não exceder a quatro anos, será o bastante para a prescrição retroativa operar. Já a pena do crime de peculato é bem mais severa: dois a doze anos de reclusão. Se a pena aplicada for no máximo de quatro anos, o raciocínio é o mesmo. Resta saber qual será a atitude do Supremo Tribunal Federal, cujo plenário deverá julgá-lo por ser presidente do Senado.
 

Tudo mudou, menos Marina Silva - ELIO GASPARI


Folha de SP - 20/01
 
Marina Silva está de volta. Se o Tribunal Superior Eleitoral cassar os mandatos de Dilma Rousseff e Michel Temer, o Brasil terá uma eleição presidencial neste ano e Marina poderá lembrar que sua candidatura não contém pesticidas, glúten, nem menções na Lava Jato. Mesmo que isso não aconteça, o grau de deterioração do sistema partidário chegou a um ponto que Marina será uma candidata altamente competitiva em 2018. Seu novo partido é jovem e virgem, pois nenhuma roubalheira chegou a quilômetros de distância da ex-ministra do Meio Ambiente de Lula.

Depois de passar algum tempo em silêncio, Marina reaparece condenando o movimento pelo impeachment de Dilma (que empossa Temer) e defendendo a intervenção do TSE. Numa entrevista ao repórter Marcelo Leite, a professora expôs a concepção "marineira" dos problemas nacionais oferecendo uma esperança, ela. Reapresentou a barafunda retórica que contribuiu para a ruína de sua campanha em 2014.

Definiu-se como "sustentabilista progressista", condenou o uso de rótulos e classificou seu partido como um "experimento" de superação do PT e do PSDB, que rotula como social-democratas. A Rede seria um partido tradicional, de massas e de quadros. Ele busca "um modelo de desenvolvimento que seja sustentável nos seus aspectos econômico, social, ambiental, cultural, político, ético e até mesmo estético".

Essa construção pode dizer tudo, ou nada. Marina exercitou um velho hábito: diz o que não é, mas não diz o que é. Como o freguês que entra num restaurante, lê o menu e diz o que não quer comer. Não quer uma "perspectiva de terra arrasada" porque busca "uma nova síntese". Não quer "megaestruturas para ficar fazendo política como muitos vinham fazendo". Não quer hegemonia nem a sacralização do seu partido. Diante da confusão geral, Marina Silva diz que "o primeiro dever de casa que temos de fazer é trabalhar de fato no programa, de estabelecer prioridades".

Chega-se assim ao programa Marina.

Na eleição de 2014, em menos de três meses, ela teve um desempenho tão espetacular quanto melancólico. Depois da morte de Eduardo Campos, em agosto, conseguiu uma ascensão fulminante, ultrapassando Aécio Neves e liderando as pesquisas para o segundo turno com dez pontos de frente sobre Dilma Rousseff.

Teve duas adversidades: seu escasso tempo no horário gratuito na televisão (dois minutos) e a barafunda de seu programa de governo. Nele apresentava propostas econômicas racionais e saídas políticas visionárias, como a "democracia de alta intensidade" com a convocação de plebiscitos. Em setembro, os adversários começaram a atacá-la e, nos últimos dias da campanha, Aécio recuperou-se, deixando-a fora do segundo turno, mas com 20 milhões de votos.

Marina cometeu o erro de acreditar que poderia se eleger com propostas indecifráveis, vagas ou mesmo conflitantes. Foi obrigada a recuar, mas pode-se dizer tudo dela, menos que tenha mentido com a grandiosidade pertinaz de Dilma Rousseff.
Na sua versão Rede, a ex-ministra corre o risco de reviver um episódio ocorrido há décadas. Um sociólogo de fala desconexa terminou sua exposição e o divertido deputado gaúcho Temperani Pereira cumprimentou-o: "Saiba que diante de suas palavras estou incorrobúvel e imbafefe". 
 
 

Vai indo que eu não vou - VINICIUS TORRES FREIRE

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Folha de SP - 20/01
Em um texto menor que cinco tuítes, dez linhas, o presidente do Banco Central deixou ontem muita gente perplexa ou indignada. Pode ser também que tenha posto fogo no último mapa, ou GPS algo bichado, da política econômica.

Na véspera de uma decisão importante do BC, Alexandre Tombini meio disse "esqueçam o que escrevi" nos últimos meses sobre a taxa básica de juros. Ainda que não o tenha feito, causou um salseiro problemático.

Tombini insinuou que o aumento da taxa de juros, se algum, será menor do que o previsto pelos donos do dinheiro grosso e seus porta-vozes, crença baseada no que o BC afirmava fazia uns seis meses. O pretexto da nota foi a previsão do FMI para o crescimento da economia do Brasil, revisado para baixo, para o ritmo desastroso já sabido de todo mundo.

E daí? Faz diferença, no universo paralelo das pessoas que se ocupam das conversas sibilinas do BC, muitas das quais têm enorme influência no preço do dinheiro. Na falta de rumo certo, é mais provável que tenhamos mais inflação ou inflação mais resistente, difícil de abater.

A economia está desorientada. O governo tem uma meta de gastos em que ninguém acredita. Não há planos de médio ou longo prazo; os de curto prazo são rumores e causam desconfiança. Além de governo na pindaíba e do tumulto político, a economia mundial contribui para nos desnortear.

Em suma, não se sabe bem o que será de gasto público, juros, inflação e câmbio. Sim, é o que parece, estamos à deriva ou quase. E o BC com isso?

Pelo menos desde 2009, o BC vai e volta no anúncio do que pretende fazer de inflação e, pois, taxas de juros. É da vida e responsabilidade dos BCs adaptar-se a reviravoltas econômicas e financeiras. É boa hora para elevar juros rapidamente, causar desemprego e, em tese, baixar logo a inflação? É o caso de ir mais devagar com o andor?

Desde 2009, o BC em geral escolheu o jeitinho, anunciando que levaria a inflação à meta em prazo mais dilatado (dois anos, em vez de um, digamos, para simplificar). Estivesse ou não errado, seja lá o motivo, a inflação não voltou à meta. Uma reviravolta ou duas pode não dar muito problema. Sete anos de juras desfeitas causam descrédito, claro, e acomodação com inflação maior, mais difícil, custosa, de abater.

No início de 2015, o BC disse outra vez "agora vai": a inflação baixa à meta de 4,5% ao ano em 2016 nem que a vaca tussa (então esperava-se IPCA entre 7% e 8% em 2015). Dados os desastres da economia, IPCA viajando a 10%, aceitou-se outra mudança de planos BC: inflação na meta em 2017. Era sinal de aumento de juros.

Ao avisar por onde e em qual ritmo vai, o BC evita acidentes e, se tem crédito, até faz seu trabalho com menos custo (menos juros). O BC dizia até anteontem que estava indo por um caminho. Ontem sugeriu que talvez não vá, com pretexto bisonho.

É verdade que as estradas já estava arruinadas ou obstruídas. Temos uma recessão histórica de quase 4% e do PIB e inflação de 11%, rara combinação desastrosa. Há mesmo muita gente razoável, de ideias de resto divergentes, para quem elevar a taxa de juros agora é inócuo ou até piora a inflação.

Agora, a confusão é geral: inclui o BC, que não sabe o que faz ou passa essa impressão.
 

O FMI e o Brasil da propina - EDITORIAL O ESTADÃO


ESTADÃO - 20/01

A corrupção brasileira é destaque, mais uma vez, no cenário da economia global – uma realização indiscutível da administração petista. A Petrobrás é a única empresa citada nominalmente nas novas projeções econômicas do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas ontem. Pelos novos cálculos, a economia brasileira encolherá 3,5% neste ano e terá crescimento nulo em 2017. Para a atividade global, as estimativas indicam expansão de 3,4% em 2016 e de 3,6% no próximo ano. As previsões do FMI são agora piores que as do mercado nacional: contração de 2,99% em 2016 e crescimento de 1% em 2017, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central (BC).

Os economistas do FMI rebaixaram quase todas as projeções publicadas em outubro, mas as perspectivas do Brasil continuam entre as piores. Houve recuo de 0,2 ponto nas estimativas para o desempenho global neste ano e no próximo. No caso do Brasil, os cortes das previsões chegaram a 2,5 e 2,3 pontos. A mudança da percepção – para pior – também foi acentuada entre os analistas nacionais do setor privado e do governo. A mudança é explicável, em boa parte, pelo aumento das incertezas políticas e pelos tropeços da política econômica.

A piora das projeções globais foi em parte ocasionada pela observação de menor dinamismo entre os emergentes. “Em termos de composição por país, as revisões são amplamente explicadas pelo Brasil, onde a recessão causada pela incerteza política, no meio dos continuados efeitos da investigação sobre a Petrobrás, tem-se mostrado mais funda e mais prolongada do que antes se esperava”, escreveram os autores do relatório do FMI. O escândalo da Petrobrás já havia sido citado em documentos do FMI e do Banco Mundial. O assunto está virando lugar-comum nas avaliações da economia brasileira.

A situação brasileira é citada também de forma negativa quando se explica a piora das projeções para a América Latina e o Caribe. Pelos novos cálculos, o produto bruto da região diminuirá 0,3% em 2016 e crescerá 1,6% em 2017. Ou seja, agora se projeta contração econômica para os latino-americanos e caribenhos, “apesar do crescimento positivo na maior parte dos países”. Explicação: “Isso reflete a recessão no Brasil e em outros países em dificuldades econômicas”.

Os outros países são o Equador e a Venezuela. O primeiro sofre as consequências da desvalorização do petróleo e da alta do dólar, usado como moeda nacional. O segundo também é prejudicado pela redução dos preços do petróleo, mas seu principal problema é, obviamente, a política bolivariana.

A Venezuela está em recessão desde 2014, com números bem piores que os brasileiros, e sua inflação chegou à casa de 140% ao ano. Seu comércio interno foi desarranjado pela intervenção do governo, faltam dólares para a importação de bens de consumo essenciais e indústrias são forçadas a paralisar a produção, de tempos em tempos, por falta de matérias-primas e componentes. Também o desastre venezuelano afeta as estatísticas da região, mas o peso dos números brasileiros é muito maior.

Na reunião anual do FMI, em outubro, um dirigente do FMI mencionou de forma elogiosa, numa entrevista coletiva, o dinamismo recente da economia paraguaia, favorecido, segundo ele, por uma política econômica prudente. Entre os principais problemas enfrentados pelos paraguaios, nos últimos tempos, o funcionário incluiu as políticas dos maiores vizinhos, numa referência óbvia a Brasil e Argentina. Os dois países têm sido os grandes entraves à integração global do Mercosul. A derrota eleitoral do kirchnerismo, com a eleição de Maurício Macri para a presidência da Argentina, cria alguma expectativa de mudança na política do bloco.

Mas continua muito arriscado apostar na conversão do governo petista para uma diplomacia econômica mais pragmática, voltada para uma integração mais eficaz no comércio e nas cadeias internacionais de produção. Defensor dessa integração, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy deixou o governo em dezembro, pressionado pelo PT e desprestigiado pela presidente Dilma Rousseff.


Viva o companheiro da Al-Qaeda - GUILHERME FIUZA

quarta-feira, janeiro 20, 2016


REVISTA ÉPOCA

Há um colaborador da al-Qaeda dando aulas no ensino público brasileiro. Não, não é alguma figura misteriosa suspeita de alguma coisa. É um terrorista condenado - repetindo: condenado - na França por planejar ataques desses que esfacelam centenas de vidas. Pois bem: o professor de física Adlène Hicheur, argelino naturalizado francês, dá aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, como revelou a reportagem de ÉPOCA. Adivinhe o que fez o governo Dilma Rousseff diante dessa bomba?

Adivinhou: o governo popular informou que vai averiguar o caso, sem precipitações, para esclarecer exatamente do que se trata etc. Ou seja: vai proteger o exterminador. Quem deu a boa notícia foi o insubstituível José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e dos gatunos do petrolão e do mensalão. 
 
Joaquim Barbosa chegou a pedir a demissão do ministro, porque já estavam demais os flagrantes de sua coreografia com os réus da Lava Jato. Como é inocente, esse Joaquim Barbosa. Quem iria demitir Cardozo?

 
Não há ninguém para fazer isso. Quem teria autoridade para fazê-lo está sob proteção do próprio, no vistoso balé com o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República para segurar de pé um governo podre. Governo podre este que concedeu uma bolsa para o terrorista da al-Qaeda trabalhar no Brasil.

Novamente faz-se necessário repetir: o governo brasileiro concedeu uma bolsa do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ao companheiro explosivo. Veja o professor da UFRJ trabalhando pelo desenvolvimento científico e tecnológico com o membro da al-Qaeda Fênix da Sombra, aceitando montar uma unidade terrorista na França: "Se sua proposta se trata de uma estratégia precisa (como trabalhar no seio da casa do inimigo central e esvaziar o sangue de suas forças), é preciso então que eu revise o plano que havia preparado."

 
Como se vê, o Brasil não pode abrir mão de um cientista dessa categoria. É interessante observar que, em dado momento da conversa do valoroso professor da UFRJ com o companheiro Phenix Shadow (o nome original), é mencionada a estratégia de provocar a "recessão econômica" em seus alvos capitalistas. Aí fica tudo definitivamente claro. O governo Dilma não pode demitir um professor da al-Qaeda que faz exatamente o mesmo trabalho realizado pelo PT nos últimos 13 anos: provocar a recessão econômica. É bem verdade que o PT tem sido muito mais eficiente que a al-Qaeda, mas o terrorista está aqui para aprender.

Seria, portanto, uma total incoerência a demissão do professor Adlène Hicheur do ensino público federal. A Petrobras acaba de anunciar um corte orçamentário que causará perda de R$ 260 bilhões no PIB. Ou seja: o PT também trabalha para esvaziar o sangue das forças do inimigo -estão todos falando a mesma língua. A única diferença é que nas mensagens entre os companheiros da al-Qaeda tudo é "se Deus quiser" ou "graças a Deus", e entre os companheiros petistas é tudo graças a Lula (não precisam dizer se Lula quiser, porque ele quer).

O caso do acolhimento do professor terrorista pelo governo Dilma é altamente didático sobre o cenário político brasileiro. O negócio é este mesmo: espalhar células "anticapitalistas" pelo sistema (todos com crachá de bondade progressista) para esvaziar o sangue das instituições e tomar conta delas, para então depená-las. Como o Brasil está constatando, quanto maior a crise econômica provocada pelos companheiros, menor a força da sociedade para deter o avanço de seus crimes. A cereja do bolo é a crise orçamentária na Polícia Federa!: se a Lava Jato parar por falta de verbas, eles chegarão ao crime perfeito.

Enquanto isso, os delinquentes do bem vão para as ruas de São Paulo e outras capitais depredar os símbolos do capitalismo e paralisar as vias públicas — caminhando e cantando e esvaziando o sangue do inimigo, que não pode tocar nos pimpolhos porque eles carregam bandeirolas estudantis (falsas). Já têm até hino da MPB. Está clara a correlação?

Se não estiver, continue esperando eles terminarem o assalto. Lula e Dilma não são réus porque têm o manto protetor da lenda coitada. Não toquem no professor da al-Qaeda - ele também é um coitado lutando contra o monstro capitalista. Até que não exista mais sangue para ser chupado.