segunda-feira, 30 de maio de 2016

Plano ambiental da gestão Haddad pode reduzir área verde em São Paulo


Bruno Santos/Folhapress
A Praça Roosevelt é um exemplo de aridez da cidade
A Praça Roosevelt é um exemplo de aridez da cidade


O plano ambiental da gestão Fernando Haddad (PT) aprovado em março na nova lei de zoneamento exclui a região central de São Paulo e deixa margem para reduzir as áreas verdes da cidade. A região excluída engloba todo o centro velho e novo de São Paulo, nos arredores das praças da Sé, da República, da Bandeira e Roosevelt, vale do Anhangabaú e outras.

O princípio da cota ambiental é obrigar os empreendimentos a ter um percentual mínimo do terreno com cobertura vegetal -o que melhora tanto o microclima quanto a drenagem da área.
Editoria de Arte/Folhapress
"Como assim? Onde a cota é necessária, ela não se aplica?", questionam os autores do Manifesto Ambiental, escrito por um grupo de arquitetos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP para debater a nova lei. A necessidade de mais verde no centro da capital se deve ao fato de esta ser a área mais "cinza" da cidade.

Apesar de considerar a cota um instrumento inovador e importante do ponto de vista conceitual, ele poderá ser aplicado em cerca de 30% do território urbano construído hoje em solo paulistano, segundo o grupo de arquitetos da FAU.

Pelas contas da Prefeitura de São Paulo, ela poderia ser aplicada em 50% do território. "Não adianta ter [a cota ambiental] e ser ruim. A cota não resolve", afirma Joana Gonçalves, chefe do departamento de Tecnologia da FAU e uma das autoras do manifesto.

TAMANHO
Além da exclusão da região central, outra limitação da nova lei diz respeito ao tamanho dos terrenos. Em lotes com menos de 500 m² de área, a aplicação da cota ambiental é opcional. De acordo com as contas dos arquitetos da USP, de 70% a 80% das áreas que têm construção são formadas por esses lotes menores.

Nesses locais, segundo a interpretação desse grupo da USP, a área verde paulistana poderá até ser reduzida. Um exemplo hipotético, montado pelos arquitetos com os dados da lei, ilustra a perda de verde. Num terreno de 250 m² em que o construtor mantenha uma árvore de porte médio, a área com cobertura vegetal mínima pode ser reduzida de 37,5 m² para 18,75 m².

"Como a árvore já existia na paisagem, e a porção de verde vai ser menor, não se trata de ganho ambiental nenhum", ressalta Joana. O fato de um empreendedor também poder usar mudas plantadas dentro de ações de compensação ambiental para garantir o cumprimento da cota é outro equívoco, afirma a professora da USP.

Na visão dos arquitetos da FAU, a lei está usando uma medida fruto de um dano ambiental para qualificar o verde da cidade de São Paulo. Em vez da cota ambiental, a legislação deveria ter criado um índice de vegetação, dizem os técnicos. O índice poderia exigir, por exemplo, áreas mínimas de gramado, arbustos ou árvores.

OUTRO LADO
Segundo a Prefeitura de São Paulo, a proposta de não aplicar a cota ambiental em lotes menores de 500 m² partiu de oficinas realizadas entre os técnicos públicos e pesquisadores de diversas instituições, inclusive da própria Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. 

A proposta inicial feita pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano era impor a cota em lotes de todos os tamanhos, mas, como as discussões da oficina mostraram que era inviável, foi acatada a sugestão dos técnicos, disse a prefeitura. 

Ainda segundo a gestão Haddad, a cota ambiental "consiste em inegável inovação na legislação urbanística, tanto brasileira quanto internacional" e é muito mais abrangente que a grande maioria das experiências existentes, inclusive em cidades como Berlim e Paris. 

A gestão foi questionada sobre a exclusão da região central da cidade no novo plano ambiental, mas não se manifestou. 

COTA AMBIENTAL EM SÃO PAULO
Lei de Zoneamento exclui a região central da obrigação de ter cobertura vegetal
O QUE DIZ A LEI
Novas construções com área acima de 500 m² têm que cumprir uma cota ambiental mínima. Os edifícios menores do que isso não são obrigados a ter essa cota

OBJETIVOS DA COTA
> Aumentar as áreas permeáveis (que absorvem água) da cidade, reduzindo risco de enchentes
> Atenuar as ilhas de calor formadas pelo excesso de concreto

DESCONTO
Cumprindo a cota, o construtor tem desconto na outorga onerosa (pagamento para construir acima dos parâmetros básicos definidos por lei)

Fontes: Prefeitura de SP e Manifesto Ambiental 

Mendoza.Empreiteiras são suspeitas de matar animais do zoologico para "liberar" a área para projetos de construção civil.







Se agrava la crisis en el zoo de Mendoza: denuncian que balearon y tajearon a un hipopótamo

Hubo más de 60 animales muertos en lo que va de 2016; buscan que la Justicia separe de su cargo a los veterinarios
PARA LA NACION
Jueves 26 de mayo de 2016 • 01:00
6940
La crisis que vive el zoológico mendocino ingresó en un terreno más pantanoso y peligroso. A la seguidilla de muertes que se produjeron en lo que va del año, las cuales superan los 60 fallecimientos, se suma ahora la denuncia por un ataque al hipopótamo hembra, que apareció con marcas de haber sido baleado y tajeado, además del deceso de otros tres animales.






Mendoza no deja de asombrarse por lo que ocurre en este sitio, enclavado en el reconocido Cerro de la Gloria, a unos cinco kilómetros del microcentro de la Ciudad. En la tarde de este miércoles la nueva noticia sacudió a los ciudadanos, luego de una recorrida por el paraje faunístico que realizó la directora, Mariana Caram, quien se sorprendió por el estado del animal.


De ahí que la Secretaría de Ambiente decidió acudir a la Justicia para denunciar el ataque contra uno de los hipopótamos hembras que habitan el zoo local, ya que la funcionaria detectó lesiones con sangrado en su cuerpo y un orificio, que sería de un arma de fuego. Esta situación ya fue analizada, a pedido del Gobierno, por dos médicos veterinarios, quienes avalaron la presentación judicial. Sin embargo, hay especialistas que no descartan que se trate de una herida producida por un insecto.






Por eso, para dilucidar qué fue lo que sucedió, el caso comenzó a ser instruido por la fiscal especial Claudia Ríos, quien tomará medidas en las próximas horas. Al mismo tiempo se espera para hoy el arribo a la provincia de un veterinario de Nación, dependiente de la Unidad Fiscal para la Investigación de Delitos contra el Medio Ambiente (Ufima) para realizar una pesquisa general de la situación de los animales del paseo.




A su vez, desde Ambiente buscan que la Justicia separe de su cargo a los seis veterinarios, de los cuales tres son delegados del sindicato, por considerar que ocultaron información.


"Caram se comunicó con la jefa del cuerpo Médico Veterinario del Zoológico para realizar las consultas correspondientes y dar a conocer la situación del animal, pero la veterinaria ya estaba al tanto y minimizó el asunto manifestándole que eran heridas leves y pequeñas", informó Ambiente mediante un comunicado, donde se informó además los decesos de dos ovejas somalí y una cría, los cuales según las autoridades, tampoco fueron notificadas por los veterinarios.


Además, el organismo está investigando el deceso de tres animales reportado por el personal de Seguridad del zoo.


En medio de la pérdida de las especies, siguen los cruces de acusaciones entre el Gobierno y los empleados del paseo, entre ellos los veterinarios, nucleados en el gremio estatal ATE.


Desde el Ejecutivo apuntan contra los trabajadores y a un posible boicot o sabotaje interno, mientras que el personal asegura que se trata de descuido y desinterés político en mejorar las condiciones de hacinamiento en las que viven los ejemplares y en apuntalar las instalaciones.


Asimismo, en el centro de la discusión esta el futuro del paraje, ya que el Gobierno pretende, mediante una ley que está frenada en la Legislatura, convertirlo en un Ecoparque, mientras que los profesionales del sector, empleados del zoo y legisladores de la oposición aseguran que no "será la solución" y que se trata de una maniobra para montar "un negocio inmobiliario".

O que é economia sustentável?

Uma economia só é sustentável quando respeita os princípios da ecologia

Por Marcus Eduardo de Oliveira

Foi o mercado que formou o atual e devastador modelo econômico que, por se sustentar numa escala de produção crescente para “satisfazer” níveis de consumo exagerados, dilapida os principais serviços ecossistêmicos, exaurindo recursos ambientais acima da capacidade de regeneração do sistema ecológico.

Mesmo tal nível de consumo não sendo extensivo a todos, visto estar concentrado em poucas mãos, fere substancialmente o patrimônio natural. Os números que conformam esse argumento são ilustrativos: pouco mais de 250 pessoas, com ativos superiores a US$ 1 bilhão cada, têm, juntas, mais do que o produto bruto conjunto dos 40 países mais pobres, onde vivem 600 milhões de pessoas. 


 Os 16% mais ricos do mundo são responsáveis por 78% do total do consumo mundial. E 92 mil pessoas acumulam em paraísos fiscais mais de US$ 20 trilhões. As 500 milhões de pessoas mais ricas do planeta são responsáveis por 50% da emissão de dióxido de carbono, agravando o efeito estufa.


De acordo com o relatório “O Estado do Mundo” (elaborado pelo Worldwatch Institute), em 2008 foram vendidos no mundo 68 milhões de veículos, 85 milhões de refrigeradores, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de telefones celulares. O consumo da humanidade em bens e serviços saiu de US$ 4,9 trilhões, em 1960 (calculado em dólares de 2008); para US$ 23,9 trilhões (1996), chegando em US$ 30 trilhões (2006) e, em US$ 41 trilhões, em 2012.


O consumo suntuoso, conspícuo, no “idioma economês”, grassa aceleradamente, “consumindo” o capital natural do planeta. Os gastos com cosméticos ao ano -somente nos EUA- chegam à importância de US$ 9 bilhões. A Europa (com 740 milhões de habitantes) gasta com cigarros, também ao ano, mais de US$ 50 bilhões, e mais US$ 105 bilhões são gastos em bebidas alcoólicas.


O gasto mundial anual em armamentos e equipamentos bélicos se aproxima de US$ 900 bilhões, enquanto apenas US$ 9 bilhões (portanto, 1% do que as grandes potências gastam para matar gente inocente) seriam suficientes para levar água e saneamento básico para toda a população mundial.

Esse modelo econômico de elevada produção “alimentado” com exagerado consumo, como dissemos, é destruidor dos serviços ecossistêmicos. Basta atentar para o estrago generalizado nos quatro ecossistemas que fornecem nosso alimento – florestas, pradarias, pesqueiros e terras agrícolas.
Especificamente, nesses dois últimos, a atividade econômica tem se manifestado ao longo do tempo de forma muito invasiva. 


Das 17 reservas pesqueiras oceânicas conhecidas no mundo, 11 delas possuem taxas de retirada maior do que a capacidade de reposição. Das terras firmes do mundo, quatro bilhões de hectares encontram-se deteriorados. Os últimos 50 anos de atividade econômica respondem pela depredação de 60% dos ecossistemas.


Relacionado a isso, o crescimento populacional e, logo, de suas “necessidades”, se apresentam num ritmo mais acelerado do que a natureza é capaz de suportar. Descontadas as mortes, a cada dia 220 mil novas pessoas nascem no mundo – são 80 milhões ao ano. Nos últimos 112 anos, a população cresceu mais de 350%; passou de 1,5 bilhão, no ano 1.900, para os atuais 7 bilhões. Por isso, de 1980 pra cá, o consumo mundial dos recursos aumentou 50% – a cada ano são extraídas 60 bilhões de toneladas de recursos.


Quando o consumo material excede o nível necessário, o bem-estar consequentemente declina. Talvez isso explique a necessidade de se criar uma nova economia, um novo modelo econômico projetado para a Terra – e não para o mercado -, sendo considerado sustentável, na acepção do termo, somente se praticar o imprescindível respeito aos princípios ecológicos. Para alcançar esse novo estágio de modelo econômico é necessário, antes, mudar o modus operandi do sistema econômico.

É inaceitável mantê-lo da forma como está, criando cada vez mais necessidades fúteis. É assim que esse modelo se sustenta, pouco se importando em satisfazer plenamente as necessidades da população, mas sim em continuar criando novas produções para alimentar um consumismo, em geral, de futilidades, mantendo sempre em nível elevado essas “necessidades”. Para isso, estimula-se em ritmo alucinante a produção econômica, “oferecendo”, como espécie de “recompensa”, à biosfera mais poluição, mais degradação ecológica.

A obsolescência programada (mecanismo para diminuir a vida útil dos produtos forçando assim novas vendas) ocupa considerável espaço nessa dinâmica. Apenas para ilustrar: somente em 2012, a população brasileira descartou (jogou no lixo) 200 milhões de telefones celulares.

Junto à insidiosa indústria da publicidade (o segundo maior orçamento mundial, perdendo apenas para os gastos bélicos) a dinâmica capitalista “surfa” cada vez mais nessa onda consumista. Quem sofre com isso é o planeta que fica arranhado em sua textura principal pelas garras afiadas desse consumo voraz, ainda que restrito para poucas mãos.

Marcus Eduardo de Oliveira é professor de economia. Mestre em Integração da América Latina (USP). Contato: prof.marcuseduardo@bol.com.br.


Antibióticos aumentam emissão de metano do esterco de animais

France Presse25/05/2016 10h28 -


Gás Metano contribui com efeito estufa, que eleva a temperatura do planeta.
Uso de antibióticos trazem consequências para saúde humana e ambiental.

Da France Presse
Furtos de gado na região preocupam pesquisadores da USP (Foto: Reprodução/EPTV)Esterco de animais tratados com antibióticos emite 1,8 vezes mais metano que o de vacas não tratadas com o remédio (Foto: Reprodução/EPTV)
 
Cientistas descobriram uma ameaça potencial para o clima da Terra, à espreita em um lugar escuro e malcheiroso: o esterco do gado tratado com antibióticos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (25) na revista britânica de biologia Proceedings of the Royal Society B.

Análises de laboratório revelaram que as fezes de animais que receberam um antibiótico comum emitiam mais que o dobro de metano, um gás do efeito estufa, do que as das vacas que não tinham sido tratadas com o remédio.

A descoberta põe em evidência mais um perigo do uso rotineiro de antibióticos na pecuária, uma prática que já criou uma onda de resistência aos medicamentos nos seres humanos.

"Os antibióticos são amplamente utilizados na pecuária para promover o crescimento e para tratar ou prevenir doenças do gado, mas eles podem ter grandes consequências para a saúde humana e ambiental", afirmam os autores no estudo.

"Nós oferecemos a primeira demonstração de que os antibióticos podem aumentar as emissões de metano do esterco", acrescenta o artigo.

A equipe coletou fezes de dez vacas - cinco que tinham recebido durante três dias um antibiótico comum de amplo espectro chamado tetraciclina, e cinco que não tinham recebido nenhum remédio.

Posteriormente, eles dividiram o esterco em pedaços menores, que colocaram em baldes e levaram ao campo para medir e comparar os fluxos de gases emitidos, como o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso.

Os pesquisadores observaram que o tratamento com antibióticos "aumentou consistentemente as emissões de metano" em até 1,8 vezes.

A pecuária é responsável por cerca de um quinto das emissões de gases de efeito estufa no planeta.
O metano retém o calor solar cerca de 20 vezes mais que o dióxido de carbono, o gás de efeito estufa presente em maior quantidade na atmosfera, e corresponde a 40% das emissões agrícolas.

Ele é emitido em grande parte no arroto do gado e no cultivo de arroz.

Os pesquisadores estimam que os antibióticos podem alterar a atividade microbiana no intestino do gado. Isto sugere que os antibióticos podem estar aumentando também as emissões de metano nos arrotos, que são muito maiores que as emissões no esterco.

São necessários mais estudos para quantificar a contribuição do uso de antibióticos na pecuária para o aquecimento global, segundo os pesquisadores.

O uso rotineiro de antibióticos em animais de criação em países como os Estados Unidos é responsabilizado por contribuir para o aumento da resistência aos medicamentos em seres humanos - transformando doenças que são facilmente tratáveis em doenças potencialmente mortais.

As bactérias que adoecem os seres humanos e os animais podem desenvolver resistência quando os medicamentos são ministrados sem necessidade, por períodos curtos demais ou em doses insuficientes.
 

Onu alerta sobre 'escala industrial' do tráfico de flora e fauna

Agencia EFE24/05/2016 16h34 


Foram mais de 164 mil apreensões entre 1999 e 2015 em 120 países.
Relatório pede punições mais rígidas contra o tráfico.

Da EFE
O presidente queniano Uhuru Kenyatta segura uma tocha enquanto se prepara para atear fogo a 15 toneladas de presas de elefantes, apreendidas com traficantes de marfim, no Parque Nacional de Nairobi, na terça (3) (Foto: AFP Photo/Carl de Souza) 
 
Em 2012, mais de 35 mil elefantes foram mortos na África por conta do tráfico de marfim (Foto: AFP Photo/Carl de Souza)
 
A ONU alertou nesta terça-feira (24) que o tráfico de bens naturais, como o marfim dos elefantes, conduz à extinção de espécies inteiras e adquiriu "uma escala industrial".

"O tráfico de espécies é um problema de natureza global, de escala industrial, realizado por organizações criminosas transnacionais", declarou em Viena John Scanlon, o secretário-geral da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).

Scanlon fez essas declarações na apresentação de um relatório sobre o tráfico ilegal de bens naturais, junto ao diretor do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), Yury Fedotov.

Esse relatório indica que em escala global foram realizadas 164 mil apreensões entre 1999 e 2015 em 120 países de materiais como marfim, chifre de rinoceronte e madeiras tropicais, o que mostra que o problema afeta de uma ou outra maneira todo o planeta.

Fedotov ressaltou que este tipo de crime fomenta a corrupção, a instabilidade, a violência e inclusive a insurgência armada em algumas zonas, especialmente da África, onde as capacidades estatais são mais limitadas.

Por isso, uma das mensagens é a de apoiar "os países vulneráveis para que tenham um desenvolvimento sustentável" e, pelo outro lado, atuar para "reduzir a demanda" destes produtos naturais nos países compradores.

No texto não figuram números sobre a quantidade de dinheiro que movimenta este crime, algo que os especialistas da ONU esperam poder incluir em um próximo relatório.

O documento indica, por exemplo, que em 2012 morreram mais de 35,4 mil elefantes na África, em grande parte mortos por caçadores ilegais para utilizar seu marfim, enquanto a população total na África é de 473 mil exemplares.

Scanlon advertiu que populações inteiras de elefantes estão desaparecendo em zonas da África devido à caça ilegal, desenvolvida de forma organizada.

Para lutar contra a demanda destes produtos naturais, os responsáveis da ONU apostaram pela educação e a informação com o objetivo de desmentir supostas propriedades medicinais ou afrodisíacas que são atribuídas a alguns produtos, como o chifre de rinoceronte.

O relatório pede aos governos que adotem medidas legislativas para estabelecer o tráfico de fauna e flora como um delito e um problema sério, além de colaborar com a UNODC na proteção dos espécies ameaçadas.

"Temos que seguir apoiando os países para que lutem contra esta forma de comércio ilegal, que está unido à corrupção e afeta também à estabilidade das comunidades", concluiu Fedotov.
 

Gorila em extinção teve de ser morto após menino cair em área isolada de zoológico nos EUA

9/05/2016 14h33 - Atualizado em 29/05/2016 19h43


Garoto não teve ferimentos graves.
Espécie do animal está ameaçada de extinção.

Da ReutersFacebook
Gorila foi abatido após menino cair em área isolada de zoológico  (Foto: Cincinnati Zoo/Reuters)Gorila foi abatido após menino cair em área isolada de zoológico (Foto: Cincinnati Zoo/Reuters)
 
Um gorila do zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos, foi morto no sábado por tratadores após ter agarrado um menino de 4 anos que caiu em seu cercado de cativeiro, disse um representante do zoológico.
O menino passou por uma barreira e caiu de uma altura de cerca de quatro metros dentro do poço que cerca o habitat, onde Harambe, um gorila de 181 quilos, o agarrou, informou o diretor do zoológico, Thane Maynard, a repórteres.

A criança ficou por cerca de 10 minutos com o gorila, de 17 anos, e a equipe de resposta contra riscos de animais considerou a situação como uma ameaça à vida do menino.

“Foi feita a escolha de abater Harambe, então ele se foi”, disse.

Duas gorilas fêmeas também estavam no habitat no momento do incidente. Maynard disse que o menino, ainda não identificado, não ficou seriamente ferido pela queda. Em um comunicado, o zoológico disse que ele estava alerta e foi levado a um hospital.

Harambe nasceu no zoológico de Gladys Porter, no Estado norte-americano do Texas, e mudou-se para Cincinnati em 2014. Os gorilas das planícies ocidentais são uma espécie ameaçada, e Maynard disse que o zoológico esperava utilizar Harambe para reprodução.

Críticas
Mais de 2.000 pessoas assinaram uma petição no site Change.org criticando o Departamento de Polícia de Cincinnati e o zoológico por abaterem o animal e pedindo que os pais da criança fossem “responsabilizados por suas ações de não supervisionar seu filho”.

A polícia de Cincinnati disse neste domingo que os pais não receberam acusações, mas que elas podem eventualmente ser feitas pela promotoria local. Uma porta-voz da promotoria não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

Uma página no Facebook intitulada “Justiça para Harambe” já tinha mais de 3.000 curtidas na tarde deste domingo, um dia após o gorila de 180 quilos ter sido morto a tiros 10 minutos depois de ter encontrado e arrastado a criança. O animal, um gorila das planícies ocidentais, é de uma espécie ameaçada, e o zoológico disse que tinha a intenção de utilizá-lo para procriação.
“Se acharmos que é aceitável matar um gorila que não fez nada errado, não acho que a cidade deveria ter gorilas”, publicou Manvinder Singh na página do Facebook.

Testemunhas disseram a uma TV local que o garoto repetidamente expressou desejo de entrar na área reservada do gorila. Momentos depois, ele passou por uma grande e caiu de cerca de quatro metros de altura, para dentro do poço que cerca o habitat, onde Harambe o pegou, disseram representantes do zoológico.

Foi a primeira vez nos 38 anos de história da exibição de gorilas do zoológico de Cincinnati que uma pessoa não autorizada foi capaz de entrar no local cercado, disse o presidente da instituição, Thane Maynard, no sábado.

“Eles fizeram uma dura escolha e fizeram a escolha certa, porque salvaram a vida do menino”, disse ele, acrescentando que um membro da equipe de resposta a riscos animais do zoológico foi quem matou o gorila.

Maynard disse que a equipe decidiu usar força letal em vez de tranquilizantes para conter o gorila porque pode levar algum tempo para que a droga faça efeito quando um animal está agitado.

 

Dog lovers.

domingo, 29 de maio de 2016

Os animais podem ter sentimentos mais complexos que os humanos, diz pesquisador


24/02/2016 - 13H02/ atualizado 13H0202 / por Isabela Moreira
elefante (Foto: Flickr/Derek Hatfield)
Se você convive com um bichinho de estimação, sabe que, de alguma forma, eles percebem quando os humanos estão tristes ou felizes. Mas esse tipo de comportamento não se restringe aos gatos e cachorros: estudos mostram que os cavalos conseguem entender algumas emoções dos humanos e que os corvos conseguem "ler os pensamentos" de outros animais da espécie - coisa que até então se acreditava que só os humanos eram capazes de fazer.


Essa crença fez com que a pesquisa relacionada aos sentimentos dos animais ficasse estagnada. Ao supor que determinadas emoções eram restritas aos humanos, os cientistas deixaram de fazer perguntas (e, consequentemente, pesquisas) relevantes sobre como são os sentimentos no mundo animal.

Carl Safina, professor da Universidade de Stony Brook, nos Estados Unidos, foi contra a corrente e começou a levantar questionamentos sobre o assunto. As perguntas o levaram a realizar uma pesquisa que, por sua vez, resultou no livro Beyond Words: What Animals Think and Feel, lançado em julho de 2015.

"Acho importante sabermos com quem estamos na Terra. Nós discutimos a conservação de animais em números, mas eles não são só números", disse o pesquisador em entrevista à National Geographic. "Tenho observado animais durante toda a minha vida e sempre fico impressionado com as semelhanças entre eles e os humanos."

O professor acredita que o debate em relação à possibilidade de os animais terem sentimentos ou não nem deveria existir. "Se você observar mamíferos ou até mesmo aves, verá como eles respondem ao mundo. Eles brincam. Eles ficam com medo quando estão em perigo, relaxam quando as coisas estão bem", diz. "Não parece lógico pensar que os animais não estejam experenciando emoções como o medo e a o amor."
Quando os elefantes asiáticos veem outro animal da espécie bem agitado, tendem a tocá-lo até ficar mais tranquilo. "É uma espécie de 'shh, está tudo bem', muito parecido com o que os humanos adultos fariam para tranquilizar um bebê", explica o cientista Joshua Plotnik em entrevista ao Discovery.

Existem estudos que conseguiram confirmar, por meio do teste do espelho, a capacidade de algumas espécies de reconhecerem a si mesmos. Trata-se de um experimento bastante utilizado por cientistas em que os animais são colocados em frente a um espelho.  


Para "passar" no teste, os animais têm que ficar envolvidos com seus próprios reflexos, examinando a imagem de seus corpos, o que indica que reconheceram suas representações. Animais como macacos e golfinhos estão entre os que passaram na experiência.

Safina aponta ainda que pesquisadores que passam bastante tempo em campo conseguem perceber traços de personalidade nos animais que estão estudando. Assim como os humanos, os animais têm personalidades diferentes. De acordo com o professor, alguns são tímidos, outros agressivos ou tranquilos.

"Pode também haver uma leva de emoções que ocorrem com os animais e não com os humanos", disse Safine em entrevista ao Science of Us. Faria sentido se tais sentimentos fossem ainda mais complexos que os dos humanos. Afinal, como disse o pesquisador, não estamos sozinhos na Terra, não é mesmo?

Quietos!!Me deixem ver a novela!


Desmatamento Luiz Estevão é condenado por crimes ambientais


Empresário desmatou sem licença área de preservação permanente
Publicado: 27 de maio de 2016 às 17:34
Francine Marquez

sábado, 28 de maio de 2016

Primatas são as maiores vítimas do tráfico para exploração como animais domésticos

CONTEÚDO ANDA


28 de maio de 2016 às 6:00

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais
Reprodução/GRASP/CRPL
Reprodução/GRASP/CRPL

Diversos chimpanzés correm perigo e logo devem entrar na lista de espécies em extinção por causa do comércio ilegal de animais selvagens, que vai muito além da terrível caça de marfim.

Cresce em todo o mundo a demanda por macacos vivos, especialmente por filhotes de chimpanzés , gorilas e orangotangos que são capturados de seus habitats na África e na Ásia, informa a Aljazeera.

As cabeças e crânios de grandes macacos são destinados a vários mercados desde a Nigéria até os Estados Unidos e são considerados “troféus” ou usados em rituais de magia negra.
Juntamente com o desmatamento e com o comércio da carne de animais selvagens, a demanda por partes de macacos vivos e mortos tem dizimado e destruído as populações dos animais.

“Há algumas pessoas em lugares como os Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar que querem apenas um chimpanzé bebê ou um gorila em seu jardim, pois acreditam que isso é sinônimo de status. Na China, a demanda é de zoológicos e de safaris”, diz Doug Cress do grupo Parceria para a Sobrevivência de Grandes Macacos.

Cress explica que para que um filhote de chimpanzé seja capturado, muitos adultos são mortos. A cada filhote sequestrado de seu habitat, morrem cerca de 10 adultos.
Reprodução/Wildlife ConservationSociety
Reprodução/Wildlife ConservationSociety

Esses crimes contra vida selvagem arrecadam dezenas de bilhões de dólares anualmente, e, além de ameaçarem a própria existência das espécies, prejudicam os ecossistemas.

De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP), um gorila vivo gera um lucro anual de um milhão de dólares para o turismo da Uganda. Já em Ruanda, o ecoturismo arrecadou 300 milhões de dólares em 2014.

Em outros lugares, esses crimes abastecem os cofres de milícias armadas e aumentam a riqueza de chefes de cartéis.

Em 2013, calcula-se que três mil macacos foram roubados de seus habitats, o que significa que outros milhares morreram. As maiores vítimas são os orangotangos: 70% deles foram raptados.

Os filhotes vivos são normalmente contrabandeados na bagagem de mão em voos regulares e até mesmo colocados em sacos nos compartimentos superiores de aeronaves, explica Cress. Às vezes, eles são carregados como um bebê humano embrulhado no peito de uma mãe.

Para combater esses crimes, a Assembleia Ambiental das Nações Unidas em Nairobi, Quênia, lançou uma nova campanha, na última quarta-feira (25), chamada WildforLife que pretende estimular um movimento de protestos global.

Entretanto, alguns grupos dizem que a campanha é insuficiente.

“A ONU precisa vir com força e impor duras sanções prejudicar os chefes de organizações criminosas”, diz Winnie Kiiru do grupo Parem com a caça de marfim.

John Scanlon, da organização CITES, que dita a estrutura jurídica sobre o comércio da vida selvagem, ressalta que é preciso combinar leis e esforços consolidados para reduzir a demanda por esses produtos.

“O comércio é impulsionado por grupos criminosos transnacionais”, disse Scanlon.

#PEC65Não: em carta aberta, MPF/PA e MPPA alertam para ameaças ao licenciamento ambiental


Publicado em maio 27, 2016 por



#PEC65Não

Carta é dirigida à população e foi resultado de debate em Santarém sobre os riscos da PEC 65, que tramita no Senado Federal. Novo debate sobre o tema está marcado para o próximo dia 2, em Belém
#PEC65Não: em carta aberta, MPF/PA e MPPA alertam para ameaças ao licenciamento ambiental
Evento em Santarém foi realizado na Fit/Unama


Em carta aberta à população brasileira, membros do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) em Santarém (PA) alertam para as ameaças que tramitam no Congresso Nacional contra o licenciamento ambiental. 


A preocupação principal é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 65/2012, que tem entre seus dispositivos um parágrafo que efetivamente impede o controle público sobre obras e empreendimentos poluidores.


“A PEC nº 65/2012 fulmina a essência do artigo basilar para a proteção do meio ambiente na Constituição da República Federativa do Brasil ao impossibilitar qualquer controle administrativo ou judicial no licenciamento de obras, e tem como único objetivo promover celeridade e economia de recursos, a um custo inestimável e irreversível aos bens ambientais e sociais que devemos proteger para sobrevivência das presentes e futuras gerações”, diz a carta, assinada pelas procuradoras da República Fabiana Schneider e Janaina Sousa e pelas promotoras de Justiça Ione Nakamura e Lílian Braga. (veja íntegra)


A carta foi resultado de debate ocorrido em Santarém no último dia 20, o primeiro a ocorrer no Pará sobre o tema. Na semana que vem, no dia 2 de junho, Belém também vai debater o assunto em audiência pública realizada no auditório do MPPA. O debate e a audiência pública fazem parte de uma mobilização nacional contra a PEC 65 e outras propostas legislativas que buscar fragilizar e acelerar o controle social sobre empreendimentos econômicos com potencial poluidor.


Todos os cidadãos interessados também podem participar do evento em Belém. Esse convite geral, feito pela internet e pela imprensa, está sendo reforçado, com envio de convites específicos para autoridades federais, estaduais e municipais diretamente envolvidas no tema, conselheiros do Conama, operadores do direito, acadêmicos, pesquisadores e instituições especialistas no assunto.


Além da PEC, serão debatidas outras propostas de alterações de atos normativos referentes ao licenciamento ambiental em tramitação no Congresso Nacional (PLS nº 654/2015 do Senado Federal e PLC nº 3729/2004 e apensos da Câmara dos Deputados), bem como a proposta de alteração das Resoluções 01/1986 e 237/1997, em tramitação no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).


Repúdio – A PEC 65 foi aprovada Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado em 27 de abril. No último dia 19, após solicitação do senador Randolfe Rodrigues, a proposta foi retirada do plenário e voltou à CCJ para novas discussões.


Para o MPF, “a PEC 65/2012 subverte, a um só tempo, a função de um dos instrumentos mais importantes de atuação administrativa na defesa do meio ambiente – o Estudo Prévio de Impacto Ambiental – EIA, bem como fulmina a estrutura técnico-jurídica em que se fundamenta o devido processo de licenciamento ambiental, com suas indispensáveis etapas (viabilidade ambiental, instalação e operação) para obras com significativo impacto ambiental”. (Íntegra da nota aqui)


Para o MPPA, que publicou nota conjunta com os MPs do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia durante o 1º Encontro de Trabalho dos Procuradores-gerais de Justiça da Região Norte e Mato Grosso, a PEC está “divorciada da vontade popular, sendo necessário o efetivo esclarecimento das consequências práticas e da perda das garantias de controle atualmente existente na legislação ambiental, como a realização de consulta à sociedade e aos órgãos de proteção ao meio ambiente”. (Íntegra da nota aqui)


Mobilização nacional – Os eventos no Pará fazem parte de uma mobilização nacional do MP em defesa do licenciamento ambiental. Audiências públicas sobre o tema já foram realizadas em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e na Bahia e também estão confirmadas em Alagoas, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás e Acre. Nas demais unidades da federação as datas dos eventos devem ser anunciadas nos próximos dias.


A mobilização ocorre também na internet. Membros do MPF estão divulgando nas redes sociais vídeos com depoimentos sobre o tema, e o MP está divulgando a consulta pública promovida pelo Senado neste link.


Fonte: Ministério Público Federal no Pará


in EcoDebate, 27/05/2016

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Educação.O Brasil no Pisa: a base e o topo

Boletim IDados – O Brasil no Pisa: a base e o topo

Publicado em maio 27, 2016 por



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Um reexame dos resultados do Pisa 2012 apresenta duas informações que ainda não foram objeto de análise: o que acontece nos extremos, na base e no topo, com os melhores e piores alunos.
  • Em média nossos alunos estão 100 pontos abaixo da média dos países da OCDE.
  • Em média nossos melhores alunos – a elite acadêmica brasileira – estão 100 pontos abaixo da média das elites dos países da OCDE.
O estudo realizado pelo IDados, que integra o Instituto Alfa e Beto, revela que os 5% piores alunos têm melhorado significativamente o seu desempenho, e isso ajuda a explicar o aumento da média.

No entanto esse resultado precisa ser analisado com cautela por três razões apontadas no relatório.

Primeiro, há melhoria, mas ela se deve em grande parte à mudança nos critérios de avaliação da prova, que passou a ter mais perguntas muito simples. A esmagadora maioria dos brasileiros ainda se encontra abaixo do ponto de corte considerado mínimo adequado para alunos de 15 anos de idade.

Segundo, as melhorias se explicam sobretudo pela inclusão de mais alunos na Pré-escola, processo que já está praticamente concluído, e, portanto, não deverá contribuir para melhorar os resultados dos piores alunos.

Terceiro, já se nota uma inflexão nos últimos anos. Ou seja: houve melhoria no nível inferior, mas ela ainda reflete um sistema de ensino extremamente deficiente, tanto no nível inferior quando na média.

O dado mais importante refere-se ao comportamento dos melhores alunos, os 5% que se situam no topo da distribuição. Esse grupo de melhores alunos brasileiros se compara com o grupo do aluno médio dos países da OCDE.

Ou seja: o grupo de elite, no Brasil, se compara com o grupo médio dos países mais avançados.

Esses resultados também encontram-se estagnados, ou seja, o nível acadêmico de nossas elites não está avançando – ao passo que isso vem ocorrendo com velocidade cada vez maior em diversos países da Europa e da Ásia com os quais concorremos na economia globalizada.

O fato deve merecer atenção da sociedade na medida em que há fortes evidências que mostram a relação entre a qualidade das elites e o ritmo de crescimento do PIB e a estabilidade das instituições que viabilizam uma cultura de desenvolvimento e uma economia de mercado.


O Boletim do IDados apresenta três temas como sugestão para aprofundar esse debate. O primeiro refere-se à qualidade acadêmica das elites – por que elas apresentam resultados tão medíocres em relação ao resto do mundo e que políticas poderiam ser adotadas para mudar esse vetor?


O segundo tema refere-se às melhorias na base, ou seja, dado que não há mais fatores externos à escola para explicar a melhoria dos piores alunos, que bases teremos para esperar que os resultados no Pisa irão melhorar nos próximos anos?


A terceira questão vai além do Pisa, mas decorre da análise de seus resultados: a se manter o atual ritmo, o Brasil levaria até o ano de 2060 para alcançar o nível de desempenho atual dos países da OCDE. Que medidas o Brasil precisaria tomar para dar um salto de qualidade na educação?

Para mais informações e consulta a todas as edições do Boletim IDados da Educação acesse: www.alfaebeto.org/idados

in EcoDebate, 27/05/2016

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Aquecimento global e emergência climática, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Publicado em maio 25, 2016 por



“Não é a natureza que está ameaçando o ser humano.
O ser humano está se autodestruindo ao destruir a natureza”
ALVES, 27/04/2016

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[EcoDebate] O clima varia muito no espaço e no tempo. Para estudar a variabilidade climática – mudança das condições climáticas em torno de uma média climatológica – usa-se o termo “anomalia climática”, referindo-se à uma flutuação extrema de um ponto em uma série climatológica e que apresente desvios acentuados do padrão observado de variabilidade. Já mudanças climáticas designa uma tendência de alteração da média no tempo.


A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, possui uma série histórica que teve início em 1880 e que é atualizada todos os meses. O gráfico acima mostra que, em todos os meses de 1880, a temperatura ficou abaixo da média do século XX (nível zero para comparação). A temperatura média em 1880 foi -0,13oC. Cinquenta anos depois o aquecimento foi pequeno, pois a temperatura de 1930 ficou em -0,09oC, ainda abaixo da média do século XX. Somente o mês de novembro de 1930 ficou acima da média.


Cem anos depois do início da série, em 1980, a temperatura média subiu para 0,26oC em relação à média do século XX. Porém, nas décadas seguintes o ritmo se acelerou. O ano de 1998 foi o mais quente do século passado e ficou com uma temperatura de 0,63% acima da média. Ou seja, entre 1980 e 1998 o aquecimento foi maior do que nos cem anos anteriores.


No início do século XXI houve uma certa desaceleração, o que é chamado de hiato climático. Mas o aquecimento voltou forte na segunda década e, em 2015, a temperatura ficou 0,90oC acima da média. Para as noticias ruins não param por ai, os primeiros 4 meses de 2016 apresentaram temperaturas acima de 1oC.


O aumento da temperatura em relação à média do século XX foi de 1,04oC em janeiro, de 1,21oC em fevereiro, de 1,22oC em março e 1,10º C em abril de 2016. No primeiro quadrimestre de 2016 a anomalia foi de 1,14ºC, a maior desde 1880 e bastante superior aos 0,84º C de 2015, que já tinha batido todos os recordes.


O gráfico abaixo, da NOAA, mostra as anomalias anuais. Nota-se que, entre 1880 e 1940, todos os anos ficaram com a temperatura anual abaixo da média do século XX, mas depois de 1980 todos os anos ficaram no vermelho, com temperaturas cada vez mais altas. A reta de tendência de todo o período, indica que a temperatura aumentou em 0,07oC por década. Neste ritmo o aumento de 2oC seria atingido em 300 anos.

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Porém, o mesmo gráfico, mas com reta de tendência entre 1970 e 2015, mostra que o aumento da temperatura nos últimos 45 anos ficou em média 0,17oC por década. Neste ritmo o limiar de 2oC seria atingido por volta de 2070, contrariando as expectativas do Acordo de Paris, aprovado na COP-21, em dezembro do ano passado.

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O aquecimento global provoca mudanças climáticas e aumento dos eventos extremos como fortes secas, ou tempestades, ciclones, tufões, furacões, etc. Os ciclones Keith, Allison, Iris, Isidore e Michelle atingiram o Caribe e a América Central no início dos anos 2000. O furacão Katrina, em agosto de 2005, foi o desastre natural mais caro na história dos Estados Unidos. O furacão Sandy atingiu a Jamaica, Haiti e Cuba e atingiu Nova Iorque e Nova Jersey com grandes prejuízos humanos e econômicos.


O tufão Haiyan, que atingiu o leste asiático, alcançou velocidades máximas de ventos de 315 quilômetros por hora, sendo considerado o ciclone mais forte já registrado na história. O tufão causou destruição generalizada nas Filipinas, provocando a morte de cerca de 6 mil pessoas e deixando centenas de milhares desabrigadas. Estes são alguns exemplos de desastres climáticos e que devem ser agravados nos próximos anos e décadas.


No Brasil existem inúmeros casos de praias e construções costeiras invadidas pelo mar.


Diversas praias do Nordeste sofrem com o avanço do mar e a força das ondas. No Rio de Janeiro, em 2015, a ressaca e o avanço do mar provocaram a destruição da orla da Praia da Tataruga, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, na orla da Praia dos Cavaleiros em Macaé e no distrito de Atafona, na foz do rio Paraíba do Sul, no município de São João da Barra.



No dia 21 de abril de 2016, a ressaca e as fortes ondas derrubaram um trecho da ciclovia Tim Maia, ao lado da avenida Niemeyer (matando duas pessoas). No dia 27 de abril de 2016, uma forte ressaca atingiu várias cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, inundando ruas e construções e destruindo parte das tradicionais muretas de contenção da orla da praia de Santos. Aumentam os ciclones tropicais no Atlântico Sul e Santa Catarina é um dos estados mais afetados.


O aumento do nível dos oceanos é uma realidade e uma grande ameaça. Segundo Nicola Jones: “Noventa e nove por cento do gelo de água doce do planeta está preso nas calotas da Antártica e da Groenlândia. Agora, um número crescente de estudos está levantando a possibilidade de que, com os lençóis de gelo derretendo, o nível do mar poderia aumentar em seis pés (1,8 metros) neste século, e muito maior no próximo, inundando muitas zonas costeiras povoadas do mundo”. O mundo está caminhando para uma situação de emergência climática.


Neste mês de maio de 2016, a onda de calor na Índia quebrou o recorde de temperaturas no país. No dia 19/05/16, foram registrados 51 graus Celsius na cidade de Phalodi, no estado desértico do Rajastão, batendo todos os recordes anteriores. No dia 20/05, o ciclone Roanu deixou 23 mortos e 500 mil deslocados e desabrigados em Bangladesh.
Em artigo publicado mês passado no periódico Atmospheric Chemistry and Physics Discussion, o cientista James Hansen e colegas (2016) afirmam que o aumento da temperatura em 2ºC pode ser extremamente perigoso, pois pode gerar super-furacões e elevar o nível do mar, no longo prazo, em vários metros, ameaçando as áreas costeiras em geral, especialmente as mais povoadas.


Relatório do Banco Mundial, divulgado em maio de 2016, prevê que 1,3 bilhão de pessoas serão afetadas pelas inundações nas próximas décadas e o prejuízo material pode chegar a US$ 158 trilhões. Será um desastre para a população e a economia internacional. O relatório diz: “Tomorrow’s risk is being built today. We must therefore move away from risk assessments that show risk at a single point in the present and move instead towards risk assessments that can guide decision makers towards a resilient future” (p. vii).


O fato é que vivemos numa sociedade de risco, com negatividades crescentes. O sistema hegemônico só se sustenta em pé se atender os três pilares da sustentabilidade (econômico, social e ambiental). Mas é praticamente impossível atender o tripé em um processo de continuo crescimento demoeconômico, em num Planeta finito.


A utopia do Acordo de Paris e dos ODS pode se transformar em distopia, pois o que temos hoje é uma “orgia consumista”, nas palavras de Zygmunt Bauman, ou um “consumicídio” nas palavras de Josep Gali.


O efeito estufa e as mudanças climáticas podem fazer a humanidade regredir. Não é a natureza que está empobrecendo o ser humano. É o ser humano que está se apequenando ao empobrecer a natureza. O aquecimento global é a face mais visível deste processo. O desenvolvimento sustentável se tornou um oximoro e o tripé da sustentabilidade virou um trilema. Vejam os textos da REBEP que tratam deste assunto e outras referências:


Referências:
MARTINE, G. ALVES, JED. Economia, sociedade e meio ambiente no século 21: tripé ou trilema da sustentabilidade? R. bras. Est. Pop. Rebep, n. 32, v. 3, Rio de Janeiro, 2015 (português e inglês)
ALVES, José Eustáquio Diniz. Os 70 anos da ONU e a agenda global para o segundo quindênio (2015-2030) do século XXI. Rev. bras. estud. popul. [online]. 2015, vol.32, n.3, pp. 587-598. ISSN 0102-3098.
ALVES, JED. Dia da Terra, aquecimento global e emissões de carbono, Ecodebate, 27/04/2016
JONES, Nicola. Abrupt Sea Level Rise Looms. e360 Yale, 05/05/2016
Images Show Impact of Sea Level Rise on Global Icons
Entenda o impacto do aquecimento global, France Presse, 5/05/2016
HANSEN, J et. al. Ice melt, sea level rise and superstorms: evidence from paleoclimate data, climate modeling, and modern observations that 2°C global warming could be dangerous. Atmos. Chem. Phys., 16, 3761–3812, 2016
Has veteran climate scientist James Hansen foretold the ‘loss of all coastal cities’ with latest study? 24/03/2016
Samantha Page. The Past 30 Years Have Seen A 10-Fold Increase In The Cost Of Disasters. That’s Going To Get Worse. May 17, 2016
World Bank. The making of a riskier future: How our decisions are shaping future disaster risk,

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br



in EcoDebate, 25/05/2016
"Aquecimento global e emergência climática, artigo de José Eustáquio Diniz Alves," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 25/05/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/05/25/aquecimento-global-e-emergencia-climatica-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/.

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Brasil reduziu desmatamento, mas ainda enfrenta diversas ameaças à biodiversidade, alerta PNUMA

Publicado em maio 27, 2016 por



Mineração, atividades extrativistas, expansão econômica na Amazônia e pesca destrutiva são citadas em novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como riscos para os habitat naturais do Brasil. Mata Atlântica e Cerrado também estão ameaçados.


Mais de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos e água foram despejados sobre a região de Mariana, em Minas Gerais, com a queda das barragens. Onze pessoas morreram, 12 estão desaparecidas e milhões foram afetadas pela lama tóxica e pela falta de água em dezenas de cidades em dois estados brasileiros, com possibilidade de outros serem atingidos. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil



O Brasil tem apresentado avanços na redução do desmatamento da Amazônia e do Cerrado, mas precisa fortalecer a proteção da Mata Atlântica e combater ameaças — que incluem atividades da agricultura, mineração, geração de energia, pesca e extração de petróleo — a sua biodiversidade.


A conclusão é de um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), publicado no último domingo (20) — Dia Internacional para a Diversidade Biológica. O documento avalia os progressos da América Latina e do Caribe no cumprimento das Metas de Aichi de Biodiversidade, adotadas por mais de 190 países em 2010.


De 2005 a 2009, o Brasil registrou uma queda de 36% na taxa de desflorestamento da porção da Amazônia em seu território. Na comparação entre os anos 1990 e 2000, o índice anual de perda da cobertura vegetal do Cerrado caiu de 0,79% para 0,44%.


Apesar desses progressos, a análise do PNUMA estima que, de 1990 a 2015, o Brasil registrou uma redução de quase 55 mil hectares no tamanho de suas florestas. Até o ano passado, o maior compromisso de reflorestamento feito pelo país previa a restauração de cerca de 12 mil hectares.


A agência da ONU alerta para a situação da Mata Atlântica brasileira — que foi dramaticamente fragmentada e é, atualmente, composta por zonas separadas que não ultrapassam os mil hectares cada.


Segundo o PNUMA, a fragmentação de todos os tipos de florestas afeta negativamente não só a biodiversidade local, mas também a capacidade de a vegetação estocar carbono.



Ao lado da Caatinga e do Pantanal — região pantanosa mais extensa em todo o planeta —, o Cerrado também corre riscos associados a mudanças no uso das terras nas regiões onde a vegetação é encontrada. A expansão da agropecuária é citada como uma das ameaças ao bioma que, no Brasil, concentra a maior biodiversidade do mundo verificada em áreas de savana.



O incidente envolvendo a ruptura das barragens da Samarco em novembro de 2015 foi lembrado pelo PNUMA como exemplo de perigo associado à mineração para os habitats naturais brasileiros.


Segundo a agência das Nações Unidas, desde o final do ano passado, o Brasil enfrenta efeitos “devastadores” da liberação de substâncias tóxicas que já percorreram 850 km e se deslocaram de Minas Gerais até o Espírito Santo.


O PNUMA citou ainda outros casos de contaminações do meio ambiente provocadas por atividades mineradoras e extrativistas, como os vazamentos de petróleo em Loreto e o despejo de resíduos nocivos em córregos na Amazônia — prática realizada por décadas e suspensa apenas em 2009 por pressão de comunidades indígenas.


Investimentos trazem riscos para região da bacia Amazônia


O programa da ONU chama atenção também para os investimentos em infraestrutura na bacia Amazônica: 416 represas já estão operando ou estão em construção na região e outras 334 já foram propostas ou planejadas.


Brasil, Chile e Equador são citados como as nações que concentram o maior número desses projetos — que podem levar à ampliação de redes rodoviárias para porções da Amazônia antes intocadas. Comércio e busca por bens como madeira, minérios e petróleo podem motivar expansões capazes de provocar degradação ambiental, ressalta o PNUMA.


O relatório destaca a dependência dos estados latino-americanos e caribenhos de recursos oriundos de habitats naturais. Mais de dois terços do abastecimento de energia do Brasil, por exemplo, é fornecido por hidrelétricas — proporção que tende a aumentar devido a projetos já previstos para a bacia Amazônica.

 

 

Reservas privadas, parcerias internacionais e terras indígenas são destaques na proteção de habitats naturais


Ainda sobre a porção brasileira da bacia Amazônica, o PNUMA considerou como uma das
mais efetivas formas de proteção da natureza a categorização oficial de faixas do território como “terras indígenas”. Evidências indicam que florestas administradas por indígenas apresentaram taxas anuais de desmatamento menores e menos variáveis do que em outras regiões protegidas.


O relatório elogia o projeto Gestão Ambiental e Territorial Indígena (GATI), que já foi implementado em 32 terras indígenas desde 2010 — escolhidas para contemplar todos os biomas florestais brasileiros, mas também pelo fato de registrarem ameaças à biodiversidade que poderiam ser contidas pela iniciativa.
Exploração de madeira na Amazônia é um dos riscos associados à expansão da infraestrutura na região. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Exploração de madeira na Amazônia é um dos riscos associados à expansão da infraestrutura na região. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil


O programa busca fortalecer as práticas de uso sustentável e conservação dos recursos naturais através de capacitação e eventos de troca de informações.


A pesquisa do PNUMA também destaca o impacto positivo que propriedades privadas protegidas podem ter em meio aos esforços de conservação. No Brasil, a rede privada de reservas já alcança quase 480 mil hectares.


De acordo com a agência das Nações Unidas, essas terras podem conscientizar comunidades sobre os benefícios da preservação ambiental e complementar — mas não substituir — o papel das unidades de conservação do Estado.


O PNUMA revela ainda que um quinto da Amazônia brasileira está sob proteção de 300 unidades de conservação através de iniciativas como a Integração de Áreas Protegidas do Bioma Amazônico (IAPA) — uma parceria do programa da ONU, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o World Wildlife Fund e a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

 

Pesca excessiva e poluição ameaçam vida marinha


O Brasil também é citado no relatório — junto com a Colômbia e o Peru — por abrigar comunidades pesqueiras que poderão ser afetadas pelo colapso dessa atividade — causado por gestões não sustentáveis e ineficientes dos recursos naturais.


Em décadas recentes, a pesca continental registrou uma queda de cerca de 60% na produção, que está sob pressão de métodos tradicionais ignorados por políticas que visam à implementação de estratégias mais sustentáveis.


Outra ameaça à vida marinha no Brasil é a poluição. O país apresenta “zonas oceânicas mortas” onde a biodiversidade dos mares não consegue sobreviver devido aos baixos níveis de oxigênio da água. A maior parte dessas regiões estaria associada a áreas urbanas, como Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Brasil é um dos campeões da agricultura sustentável

 

Apesar dos diversos desafios à preservação da biodiversidade, o Brasil também foi destaque na análise do PNUMA por abrigar a terceira maior área de cultivo do mundo adequada ao Padrão da Rede de Agricultura Sustentável (SAN) — quase 236 mil hectares distribuídos por 339 fazendas, a maioria das quais é de cafeicultores.

 

Informação e monitoramento são pontos fortes de estratégias brasileiras


O país foi elogiado ainda por ser o único Estado que realiza um acompanhamento quantitativo da conscientização da população sobre a perda de biodiversidade. Em 2012, 50% dos brasileiros tinham conhecimento sobre o tema — índice que representa um aumento em comparação aos 43% de 2006.


Iniciativas para monitorar e projetar riscos para espécies também foram louvadas por 
preverem diferentes cenários de acordo com a execução plena ou não do Código Florestal brasileiro.



As estimativas indicam que a aplicação da lei poderá ter impactos negativos segundo a espécie analisada, pois o Código poderá instituir mudanças no uso da terra que vão diminuir o território que alguns animais — como o tatu-bola-da-caatinga — possuem atualmente como habitat.


Da ONU Brasil, in EcoDebate, 27/05/2016

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