terça-feira, 9 de maio de 2023

Desmatamento bate recorde no Cerrado e cai na Amazônia Legal, revela Inpe

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Desmatamento bate recorde no Cerrado e cai na Amazônia Legal, revela Inpe

O segundo maior bioma do Brasil em extensão, o Cerrado, bateu recorde de alertas de desmatamento de janeiro a abril, com 2.133 km² (equivale a duas vezes o tamanho de Belém do Pará aproximadamente), segundo a série histórica de medições iniciadas em 2019 pelo Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais com o Deter – Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (disponível na plataforma Terra Brasilis).

Esse valor é cerca de 14,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (1.886 km²). Considerando apenas abril, os alertas de desmatamento nesse bioma são 31% maiores este ano, na comparação com 2022. O pior mês foi fevereiro com 558 km², quase o dobro do que ocorreu no mesmo mês naquele ano. 

Os dados foram fechados em 27 de abril (portanto, podem aumentar até o final do mês) e divulgados em 5 de maio, apontando Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (região conhecida como Matopiba, principal fronteira de expansão agrícola no Brasil e uma das grandes frentes de destruição de biomas do mundo) como os estados mais devastadores no bioma. Lá, ocorreram cerca de 80% dos alertas de desmatamento.

Cerrado já perdeu mais de 50% de sua cobertura original

Nos últimos três anos, o Cerrado vem sendo muito castigado principalmente devido a expansão do setor agropecuário que é e continuará sendo um dos mais atingidos pelo aumento dos períodos de estiagem e de temperaturas altas, resultantes da devastação. 

Queimadas em área de Cerrado, no município de Alto Paraíso, Goiás / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com o MMA, nas últimas décadas, o Cerrado perdeu mais de 50% de sua cobertura vegetal original. E é bom lembrar que o bioma é o principal responsável pela segurança hídrica do país, pois abriga importantes bacias hidrográficas e os maiores reservatórios de abastecimento de água das grandes cidades.

O ministério informa também que o número de embargos de uso de área desmatada ilegalmente aumentou em 216% desde janeiro. E que a apreensão de produtos oriundos de infrações ambientais aumentou 210%!

“No Cerrado e demais biomas (exceto Amazônia) houve aumento de 169% dos autos de infração de janeiro a abril em relação à média na gestão anterior. O número de embargos de uso de área desmatada ilegalmente no Cerrado e demais biomas aumentou 198% e as apreensões de produtos oriundos de infrações ambientais aumentaram 154% no mesmo período”, destacou em nota divulgada pela Agência Brasil.

Redução de 41% no desmate

A Amazônia Legal – que abrange nove estados do Brasil – tem ‘causado’ preocupação e discussões devido aos índices de desmatamento registrados nos três primeiros meses deste ano, que só aumentou em comparação ao mesmo período de 2022, de acordo com dados do Inpe.

Mas, em abril, a devastação atingiu 1.132,45 km² na região somente este ano, com acumulado de alertas de 288 km², de acordo com o Deter (que considera dados até dia 28 do último mês). Ou seja, 41% menor em relação ao mesmo período do ano passado (1.967,69 km²), mas equivalente ao desmatamento ocorrido em 2021 (1,153,27 km²) e 2020 (1.204,15 km²).

Essa é a 3ª menor taxa da série histórica, que começou a ser registrada em 2015, mas não significa que esta será tendência daqui pra frente.

Nos últimos anos, o período de maior devastação tem ocorrido entre junho e outubro, quando a floresta é derrubada por fazendeiros, garimpeiros e grileiros para ser queimada no restante do ano. Além disso, a temporada da seca – que intensifica o desmatamento -, ainda não começou.

“Recebemos os números de abril como sinal positivo, mas infelizmente ainda não podemos falar em tendência de queda de desmatamento na Amazônia. Os números estão num patamar muito alto e a temporada da seca, favorável ao desmatamento, não começou”, comenta Mariana Napolitano, gerente de conservação do WWF-Brasil.

De todo modo, não podemos esquecer os esforços que têm sido empreendidos pelo novo governo, desde janeiro, com Marina Silva à frente do Ministério do Meio Ambiente e de Mudança do Clima e os órgãos de fiscalização sendo reestruturados, aos poucos, e voltando a funcionar. 

Além disso, certamente as homologações de terras indígenas, assinadas recentemente pelo presidente Lula, durante o Acampamento Terra Livre (contamos aqui), podem ajudar a alterar esse cenário.

Planos de Prevenção e Controle

De acordo com o governo federal, este mês será concluída a nova fase do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), restituído pelo presidente Lula e pela ministra Marina Silva.

E, em julho, o MMA deve iniciar a atualização do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado (PPCerrado), que “permitirá a ampliação e intensificação dos esforços do governo federal, em parceria com os governos estaduais e a sociedade, para combater o desmatamento no bioma”, destaca o MMA (via Agência Brasil).

Alertas do Inpe: diferentes objetivos

O programa de monitoramento da Amazônia realizado pelo Inpe dispõe de dois sistemas operacionais complementares: o Deter (do qual falamos acima e que também atua no Cerrado) e o Prodes – Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite. Os dois atendem a diferentes objetivos. 

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) destacou que o Deter faz um levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura vegetal na Amazônia e no Cerrado. E que esse levantamento é considerado o principal instrumento apoio à fiscalização e ao controle do desmatamento e da degradação florestal, realizados pelo Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e demais órgãos ambientais.

A partir dos dados do Deter, o Inpe divulga um mapa mensal de alertas com áreas maiores que 25 hectares, que indicam áreas totalmente desmatadas (corte raso) e áreas em processo de desmatamento por degradação florestal progressiva.  

Mas esse sistema não tem como objetivo medir com precisão as áreas desmatadas, o que é realizado com eficiência pelo Prodes, anualmente, por meio de monitoramento por satélites do desmatamento por corte raso, somente na Amazônia desde 1988.

“Não é possível, dada a escala da análise e a cobertura de nuvens que interferem nessas medições, assegurar que esses números sejam definitivos. Entretanto, constituem importante ferramenta de planejamento e aprimoramento das ações para combater o desmatamento ilegal nesses biomas. Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima determinou rigorosa apuração dos alertas identificados pelo Deter, a fim de verificar se foram desmatamentos autorizados pelos Estados, visto que compete a eles emitir autorizações de supressão de vegetação nativa“.

E completou: “O MMA determinou, ainda, a verificação das bases legais das autorizações emitidas, bem como a ação imediata do Ibama no sentido de autuar e embargar as áreas desmatadas sem autorização”. 

Por ser mais detalhado e depender de condições climáticas (estação seca) para a obtenção de imagens livres de nuvens – de maio a setembro – é realizado uma vez por ano e divulgado em novembro ou dezembro. 

É devido ao Prodes que sabemos que o desmatamento na Amazônia cresceu 59,5% durante o governo Bolsonaro. Esta foi a maior alta percentual num mandato presidencial desde quando se iniciaram as medições por satélite em 1988, no governo Sarney.
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Fontes: Agência Brasil, Inpe, G1

Foto (destaque): Moisés Muálem/WWF-Brasil (Cerrado)

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Proteção Animal Mundial participa do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais

 

Proteção Animal Mundial participa do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais

11/04/2023

Avanço gera boas expectativas para o bem-estar animal e maior inclusão de organizações voltadas para a causa.

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Instalada em 22 de março de 2023, a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais contou com apoio de mais de 210 deputados e deputadas federais para ser aprovada. O evento teve a participação de organizações ambientalistas e da causa animal.  

A Frente Parlamentar em Defesa dos Animais tem como objetivo unificar as agendas empenhadas na luta por leis mais severas, destinação de emendas parlamentares e reforçar o coro da urgência de uma demanda exigida pela sociedade. Além de aprimorar e propor inovações na legislação voltada à criação, implementação, promoção, divulgação, acompanhamento, a Frente também prevê o fomento e ampliação do apoio político à causa. 

Os membros da diretoria da Frente são: o deputado Célio Studart (PSD); vice-presidente, deputado Duarte (PSB-MA); secretário-geral, deputado delegado Matheus Laiola (União Brasil-PR); coordenador de relações institucionais, deputado Marcelo Queiroz (PP-RJ); coordenador de assuntos legislativos, Bruno Ganem (Podemos-SP) e coordenador de comunicação social, Felipe Becari (União Brasil-SP). 

Nos últimos anos, tivemos alguns avanços legais na proteção de cães e gatos no Brasil, como o aumento da pena para maus-tratos. Mas, infelizmente, os animais de fazenda e silvestres não foram incluídos no endurecimento da pena. 

Nossa coordenadora de campanhas de Sistemas Alimentares, Karina Rie Ishida, esteve presente na câmara dos deputados em Brasília representando a Proteção Animal Mundial. A expectativa é que, com essa Frente Parlamentar, a causa animal conquiste avanços nos próximos anos e que organizações de proteção animal sejam mais atuantes no Congresso Nacional.   

 

Proteção Animal Mundial apoia simpósio sobre bem-estar animal na América Latina

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Proteção Animal Mundial apoia simpósio sobre bem-estar animal na América Latina

18/04/2023

Evento reuniu organizações em prol da causa animal, empresas do setor de alimentação, pesquisadores e outras partes interessadas para debate.

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Nos últimos dias 12 e 13 de abril, a Proteção Animal Mundial apoiou a realização do Simpósio “Definindo o futuro do bem-estar animal na América Latina”, realizado pela startup social Produtor do Bem. O evento teve como objetivo discutir as tendências e iniciativas para um novo patamar de bem-estar para os frangos de corte.

A urgência de melhores padrões de bem-estar animal com técnicas de manejo mais sustentáveis nunca esteve tão em pauta na América Latina como neste ano. Com o cenário sanitário exigindo muitos esforços na prevenção da Influenza Aviária, as discussões sobre as exigências de mercado e consumo, além das conversas sobre as constantes mudanças regulatórias nas articulações entre a cadeia produtiva, a academia, órgãos governamentais e a sociedade civil organizada, ganharam mais destaque.

Lisa Gunn, Diretora Executiva da Proteção Animal Mundial no Brasil, abriu o evento trazendo a perspectiva da organização. “Trabalhamos para garantir que os animais de produção vivam bem, transformando o sistema alimentar global e as atitudes em relação ao bem-estar dos animais de produção. Temos a responsabilidade conjunta de trabalhar por um mundo onde o respeito pelos animais e pela natureza esteja no centro de nosso sistema alimentar, que seja equitativo, sustentável, resiliente e capaz de alimentar o mundo", afirmou Lisa.


A Proteção Animal Mundial também foi representada por Daniel Cruz,  Coordenador de Bem-Estar Animal no Brasil, e Victor Yamo, Gerente de Campanhas de Sistemas Alimentares da no Quênia. Ambos abordaram a tendência dos consumidores atuais e ONGs frente ao bem-estar.

“Por anos, as práticas cruéis de produção animal prosperaram e contribuíram para baixos índices de bem-estar animal, danos à saúde pública e prejuízos ao meio ambiente. Muitos impactos antes estavam invisíveis à maioria dos consumidores, como o desmatamento causado pelas plantações de soja para produzir ração ou o uso exagerado de antibióticos nas produções pecuárias intensivas. Hoje, esses impactos são vistos como riscos à saúde única (pessoas, animais e ambiente), mas essa conscientização precisa ser ampliada", comenta Karina Ishida, Coordenadora de Bem-Estar Animal na Proteção Animal no Brasil. 

O evento também discutiu estratégias de sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa (ESG), ações corporativas e as iniciativas e colaboração da indústria no bem-estar de frangos de corte, promovendo debates saudáveis entre todos os elos da cadeia produtiva da avicultura: universidades, produtores, indústria, companhias de alimentação e organizações da sociedade civil. 

 

sábado, 6 de maio de 2023

Após dois anos de reabilitação em projeto pioneiro de conservação, lobo-guará Canelinha volta à natureza!

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Após dois anos de reabilitação em projeto pioneiro de conservação, lobo-guará Canelinha volta à natureza!

“Sabe aqueles momentos que nos colocam pra refletir, pra pensar no que fazemos, pra que fazemos? Quantas vezes indagamos se vale a pena tanto desgaste, tanto esforço, tantos quilômetros rodados, tantas ausências, tantos não posso ou não vai dar? Aqueles momentos que nos dão fôlego, força, aqueles projetos e/ou pessoas que nos enchem de orgulho? Pois é, na semana passada, vendo o Canelinha literalmente correr pra liberdade novamente, vivi um desses momentos”.

Este é apenas o início da reflexão tocante que Jorge Salomão Junior, médico veterinário e responsável técnico do Instituto Líbio (e do Ampara Silvestre), publicou em seu Instagram, relatando a emoção que sentiu com a soltura do lobo-guará Canelinha, em 27 de abril, na Fazenda Ambiental Fortaleza em Mococa, interior de São Paulo.

Foi nas proximidades dessa cidade que, em 2021, com apenas três meses, Canelinha foi salvo de um incêndio por um morador da zona rural. 

Vale ressaltar, aqui, que o local foi escolhido para a soltura não só por ser próximo do local onde ele foi encontrado, mas porque o projeto Sou Amigo do Lobo (do IInstituto Pró-Carnívoros em parceria com o CENAP – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do ICMBio) realiza, na região, um trabalho lindo de monitoramento dos lobos-guará, e também de educomunicação para sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação da espécie.

O convívio de Jorge Salomão com esse animal maravilhoso começou em dezembro do mesmo ano, no Mantenedor de Porto Feliz do Instituto Libio (segunda morada depois do resgate) onde foi acolhido num recinto construído especialmente para ele e passou a receber os cuidados de biólogos e veterinários da organização e do Instituto Pró-Carnívoros, com supervisão técnica do CENAP/ICMBio.

“Estamos mudando o mundo? Não! E não podemos ser hipócritas de dizer o contrário, mas estamos nos esforçando, fazendo nossa parte e, mesmo com todos os absurdos e as bizarrices aos quais nossa fauna é exposta, estamos tentando fazer algo, tentando fazer a diferença”, acrescentou o veterinário e ativista pela causa animal (vale muito acompanhá-lo no Instagram).

Canelinha, antes da soltura / Foto: Rogério Cunha/ICMBio

“De olho” no Canelinha

No início do mês passado, contamos, aqui no site, sobre os preparativos finais para a soltura do Canelinha (e da tamanduá-bandeira Aurora). Foram dois anos de reabilitação e treinamento para que o lobo crescesse saudável, ganhasse peso e aprendesse a buscar seus próprios alimentos, tornando-se apto a voltar à natureza. 

E agora, livre, ele está sendo monitorado pela equipe do Projeto Lobos do Pardo (outra parceria entre o Pró-Carnívoros e o CENAP), por meio de coleira GPS e monitor cardíaco. 

O objetivo dos pesquisadores é compreender como está se processando sua adaptação e, assim, garantir que ele adquira os hábitos dos lobos que vivem livres na região. 

“Caso seja identificada qualquer dificuldade de adaptação e sobrevivência, ele será recapturado, reconduzido ao recinto de treinamento e avaliado”, explica Rogério Cunha de Paula, biólogo e analista ambiental do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).“Cada bicho é especial e a gente faz de tudo para que eles tenham uma segunda chance e uma vida melhor”.

E Jorge Salomão revela: “A soltura do Canelinha foi superbem! Ele está andando bastante e tentando estabelecer seu território. Muito bacana!”.

Projeto pioneiro

A saída de Canelinha do recinto foi registrada e emocionou a todos (veja no final deste post), como relatou o médico veterinário Jorge Salomão:

“Ahhhh e o que é tão bacana nesse galope do Lobão é que mudamos, sim, o mundo: o mundo dele! Devolvemos a ele o seu mundo, demos mais uma chance e a sensação de ver o olhar de cada profissional envolvido. E a emoção que ali vivemos mudou o nosso mundo, o mundo dos profissionais que tanto fizeram por esse momento. Então, por hora, só por hora, nos basta”. 

E finalizou: “Vamos continuar trabalhando porque, se tem algo que todos nós testemunhamos é que, nossa bicharada não tem paz! Muito obrigado a todos os envolvidos, todos os esforços, a todas as instituições. E viva o Canelinhaaaaa!”. Viva!

O médico veterinário tem razão de estar tão emocionado e agradecido. Este é um projeto pioneiro para a conservação desta espécie, que só é possível graças à parceria de organizações como o ICMBio/CENAP, o Instituto Libio e o Instituto Pró-Carnívoros (foto abaixo), com o apoio de outras instituições e de órgãos governamentais:

  • Smithsonian Conservation Biology Institute (por meio do projeto Ritmos da Vida, coordenado pela professora Rosana N. Moraes, e associado às atividades do Projeto Lobos do Pardo desde 2022, com o monitoramento cardíaco de alguns animais acompanhados pela equipe das instituições); 
  • CeMaCas – Divisão de Fauna Silvestre, da Prefeitura de São Paulo,
  • Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de SP,
  • Fazenda Belo Monte,
  • Fazenda Ambiental Fortaleza,
  • Ampara Silvestre,
  • LogNature, entre outros parceiros.
Jorge Salomão Jr. (o segundo da esquerda para a direita) e Rogerio da Cunha (de jaqueta) com os profissionais das instituições envolvidas na reabilitação e na soltura do Canelinha / Foto: reprodução do Instagram

“Projetos de conservação desta natureza têm tornado possível o desenvolvimento de um protocolo para reintrodução de órfãos de lobo-guará no âmbito do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Canídeos Silvestres (PAN Canídeos)”, conta, em nota, o ICMBio.

“A criação desse protocolo vem sendo conversada e discutida entre as instituições envolvidas, mas ainda não há nada oficial. A ideia é termos um protocolo que deverá ser seguido por todos que trabalham com conservação, visando o sucesso da reintrodução do lobo-guará”, explica Jorge.

Enquanto o documento não fica pronto, ele explica que os pesquisadores seguem diretrizes como, por exemplo, “normativas epidemiológicas”, que exigem a realização de exames que certifiquem que “o animal que passa um tempo em cativeiro para reabilitação não leve qualquer tipo de doença para a vida livre”.

E ele ainda revela: “Em breve, também teremos acesso a protocolos para a reintrodução da onça-pintada e também do bugio (este está sendo elaborado pela Sociedade Brasileira de Primatologia)”.

A seguir, assista ao vídeo do galope do Canelinha ao sair do recinto, publicado por Jorge em homenagem ao lobo e a todos os profissionais envolvidos em sua reabilitação e volta à natureza:

Foto (destaque): Rogério Cunha/ICMBio