terça-feira, 25 de julho de 2023

Ilha do Bananal tem redução de 30% na área alagada e pode deixar de ser uma ilha, diz pesquisador

 

Por Ana Paula Rehbein e Patrício Reis, TV Anhanguera e g1 Tocantins

 





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Ilha do Bananal no TO pode deixar de ser a maior de água doce do mundo; entenda

As chuvas na Ilha do Bananal eliminaram os focos de incêndios que atingiam áreas de preservação permanente desde julho. Só que o volume ainda não é suficiente para recuperar os rios da região. Especialistas alertam para o risco da região perder o título de maior ilha fluvial devido ao avanço da estiagem nos últimos anos e a perda da área alagada.


Desde domingo (26) as pancadas são recorrentes na Mata do Mamão, que concentra a maior área de floresta nativa e onde tinham sido destruídos mais de 37 mil hectares neste ano. Com isso a força-tarefa que contava com homens do Ibama, ICMBio e Funai começou a ser desmontada. Em alguns locais chegou a ser registrado 51 milímetros de chuva nos últimos dias.


Só que os rios Javaé e Formoso, ainda estão em estado crítico com o nível de profundidade em torno de 25 e 30 centímetros em muitos pontos, de acordo com o sistema de monitoramento da Universidade Federal do Tocantins.


Segundo pesquisadores da UFT, desde 2004 não há registro de transbordamento nos rios que formam a Ilha do Bananal. As chuvas não são suficientes para encharcar o solo, durante o ano todo.


"É um processo cumulativo, ou seja, você pode ter uma sequência de anos que chove abaixo da média, mas não muito abaixo, provocando uma crise hídrica. A gente vê que como a seca é mais severa a gente precisa que no período chuvoso tenha chuva acima da média de forma mais uniforme, mais bem distribuída, para que a gente tenha uma situação um pouco mais confortável para o próximo período de estiagem, que é certo", comentou o doutor em recursos hídricos Fernan Vergara.

Seca tem reduzido a área alagada da Ilha do Bananal nos últimos anos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Seca tem reduzido a área alagada da Ilha do Bananal nos últimos anos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Ilha do Bananal é cercada pelos rios Araguaia e Javaés. Um gráfico desenvolvido pela organização Mapbiomas mostra a tendência de redução de superfície de água, desde 1985. No início do período analisado, eram cerca de 170 mil hectares de água.



Em 2020, a área está em torno de 115 mil hectares. Especialistas calculam uma estimativa de perda de 30%. "Aumento da agricultura aceleradamente, que leva a uma retirada de água do rio de forma rápida, o desmatamento que não permite infiltrar água na planície, provocando mais seca e favorecendo o fogo. É uma bola de neve gigantesca", disse o pesquisador da UNB, Ludgero Vieira.


A Ilha do bananal é uma reserva ambiental brasileira desde 1959, com cerca de 20 mil quilômetros quadrados de área. O território é considerado reserva da biosfera pela Unesco, mas para o pesquisador o título de maior ilha fluvial do mundo esta prestes a acabar.



"O avanço da perda de água na região é muito acelerada, começa um processo lento, mas se intensifica conforme a gente intensifica a ocupação humana. Então a ilha corre risco de deixar de ser a maior ilha do mundo. Em alguns momentos ela já deixa de ser, perdemos já esse título em alguns momentos como hoje deixa de ser ilha, o riu deixa de correr", explicou.



Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Maior e mais poderosa turbina eólica do mundo entra em operação na China

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Maior e mais poderosa turbina eólica do mundo entra em operação na China

Maior e mais poderosa turbina eólica do mundo entra em operação na China

China é de longe o país do mundo com a maior capacidade eólica global. Deu um salto gigantesco entre 2022 e 2023 e projeções apontam que continuará a investir nesta fonte de energia limpa e renovável. Para isso, acaba de contar com um enorme impulso: a entrada em operação da maior e mais poderosa turbina já construída.

A MySE 16-260, instalada numa usina eólica offshore (no mar) na costa da província de Fujan, tem uma torre de 152 metros de altura e o diâmetro do rotor é de 260 metros. Já a área de rotação de suas pás chega a 53 mil m2.

potência de uma turbina eólica está diretamente relacionada à área “varrida” por suas pás. Quanto maior o diâmetro delas, mais potência ela é capaz de extrair do vento. E quanto maiores as pás, “mais fortes elas precisam ser para suportar os níveis mais altos de cargas gravitacionais variáveis centrífugas e cíclicas”.*

A nova e gigantesca turbina tem capacidade anual de geração de energia de 67 gigawatts/hora, volume esse que pode atender a demanda de 80 mil consumidores e evitando as emissões de 56 mil toneladas de dióxido de carbono.

MySE 16-260 foi especialmente projetada para suportar ventos extremos, sobretudo, tufões. Na verdade, a turbina já passou pela primeira prova, pois o tufão Talim passou pela China e por aquela região em específico na semana passada, com a força do vento chegando a 136 km/h e deixando mais de 200 mil pessoas desabrigadas.

“A maior parte das áreas costeiras da China está em zonas de tufão e, se não houver turbina eólica que resista a tufões, pode-se dizer que a energia eólica tem pouco futuro na China”, afirmou Qiying Zhang, diretor de tecnologia da Mingyang Smart Energy, empresa responsável pelo desenvolvimento da MySE 16-260.

Maior e mais poderosa turbina eólica do mundo entra em operação na China

Gráfico mostra a capacidade de produção de energia eólica onshore (terrestre):
a China lidera o ranking global
(Imagem: IEA Wind)

*Fonte: David Darling

**Com informações do site Science Alert

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Foto de abertura: China Three Gorges Corporation

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Decreto do governo reduz número de armas e munições para caçadores, (os animais agradecem!)

 

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Decreto do governo reduz número de armas e munições para caçadores, atiradores e colecionadores

Decreto do governo reduz número de armas e munições para caçadores, atiradores e colecionadores no Brasil

*Por Pedro Peduzzi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (21) um conjunto de atos e medidas em prol do fortalecimento da segurança pública do país, no âmbito do Programa de Ação na Segurança (PAS). Entre os atos assinados, um decreto com medidas visando o controle responsável das armas e mais de R$ 3 bilhões em recursos para os estados.

“Estamos trazendo para o governo federal a responsabilidade pela segurança pública desse país, junto com estados e municípios. Não queremos ocupar o papel dos estados porque quem cuida da polícia estadual é o governador do estado. O que queremos é ser parceiro, é contribuir para que a gente possa, tanto nas cidades como na Amazônia, diminuir a violência desse país”, disse o presidente em discurso durante a assinatura dos atos.

Segundo o Ministério da Justiça, o decreto determina a redução de quatro para duas a quantidade de armas e de 200 para 50 o número de munições por arma/ano acessíveis a civis. Será também necessária a comprovação de “efetiva necessidade” das armas para terem seu uso permitido.

CACs

No caso dos caçadores, atiradores e colecionadores (CACs), está também prevista redução sensível do número de armas e munições a serem autorizadas. A quantidade varia de acordo com o tipo de uso; o tipo de arma; e, no caso dos atiradores esportivos, o nível do atirador, bem como a quantidade de competições e treinamento.

O decreto põe fim ao porte de trânsito municiado de armas para os CACs, exceto nos casos em que tenha sido emitida guia de tráfego; estabelece restrições às entidades de tiro desportivo; e reforça o “caráter excepcional” da caça, com a necessidade de documentos comprobatórios, bem como a especificação da arma apropriada para o abate.

Uma outra medida é a diminuição da validade dos registros de armas de fogo, que até então era de dez anos, passando para três ou cinco anos, dependendo da motivação de uso.

O decreto define, ainda, uma “migração progressiva das competências” referentes às atividades de caráter civil envolvendo armas e munições. Essa competência deixa de ser atribuição do Exército, passando a ser exercida pela Polícia Federal.

“Uma coisa é um cidadão ter uma arma em casa, para sua proteção. Tem gente que acha que ter arma em casa é uma segurança. Mas a gente não pode permitir que haja arsenais de armas na mão de pessoas”, disse Lula ao ressaltar que, “em geral, não se tem nenhuma informação de que essas armas estariam sendo vendidas a pessoas decentes e honestas”.

“A gente vai continuar lutando por um país desarmado. Quem tem de estar armado é a polícia brasileira. São as Forças Armadas. O que temos de fazer é baixar o preço dos livros. É baixar o preço das festas e das coisas culturais que as nossas crianças não têm acesso”, defendeu Lula, referindo-se à frente de ações que buscam usar manifestações culturais como alternativa aos jovens, no lugar da violência.

Cultura para reduzir a vulnerabilidade social

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também anunciou nesta sexta-feira a publicação de um edital de chamamento público para seleção de projetos e manifestações culturais em territórios com alto índice de violência e vulnerabilidade social. O chamamento será feito no âmbito do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2).

O edital foi um dos pontos destacados pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante a cerimônia. “Esse edital sobre a cultura tem o dever de ser como as mães e pais das periferias desse país, que não desistem dos seus filhos. O Estado brasileiro não pode ser menos do que as famílias do povo mais pobre, simples e humilde. Temos de chegar perto das pessoas que precisam, e a cultura é uma forma de disputar com o mundo do crime a juventude brasileira”, argumentou o ministro.

Investimento para combater a violência

O governo anunciou também a antecipação do repasse de mais de R$ 1 bilhão aos estados, por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) ; e de R$ 170 milhões para o Programa Escola Segura a estados e municípios.

O rateio do FNSP entre os estados e dos recursos destinados ao Programa Escola Segura para estados e municípios pode ser conferido no site do Planalto, bem como todas as ações e medidas anunciadas pelo governo federal, entre elas, os projetos de lei que serão apresentados no Legislativo.

Um dos projetos de lei pretende tornar as violências praticadas contra escolas crime hediondo. Outros dois projetos de lei compõem o chamado “Pacote da Democracia”. Eles preveem medidas como apreensão de bens, bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros nos casos de crimes contra o Estado Democrático de Direito; e o aumento das penas àqueles que cometerem esse tipo de crime.

Ainda no âmbito do PAS está prevista a publicação de uma portaria da PF que autoriza a instalação de cinco novos Grupos de Investigações Sensíveis (GISEs) nos estados do Acre, Amazonas, Pará, Ceará e Santa Catarina; e de 15 novas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), de forma a totalizar 27 unidades no país. O investimento adicional previsto é de R$ 100 milhões.

Plano Amas

Também foi assinado decreto instituindo o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas), que prevê investimento de R$ 2 bilhões em recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para a implantação de estruturas e compras de equipamentos como viaturas, armamentos, helicópteros e outros veículos.

O governo vai instalar 28 bases terrestres e seis fluviais para o combate a crimes ambientais e infrações correlatas. Com isso haverá, na região, um total de 34 bases integradas de segurança. O Plano AMAS prevê, ainda, a implementação da Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança Pública, que terá sede em Manaus.

“Estamos preocupados com a Amazônia porque em seus quase 5 milhões de quilômetros quadrados está sendo fomentado o crime organizado, o narcotráfico e tudo o que é ilícito. Precisamos trabalhar junto com os governadores. E vamos redefinir o papel das Forças Armadas”, disse Lula.

Segundo o ministro Flávio Dino, o PAS fortalecerá a atuação da PF. “A ação na Amazônia é um desafio nacional. Organizações criminosas ocuparam o território lá, e os indicadores de violência cresceram. Por isso precisamos combater o garimpo, o narcotráfico e combater o desmatamento”.

*Texto publicado originalmente em 21/07/23 no site da Agência Brasil

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Foto de abertura: pixabay/creative commons