segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Eduardo Cunha Presidente? Dilma está frozen...


domingo, 16 de novembro de 2014


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Por que o espertíssimo parlamentar peemedebista Eduardo Cunha investiu pesado em sua reeleição para lutar pela Presidência da Câmara dos Deputados? Porque ele sabe que este é o atalho mais seguro para chegar à Presidência da República, em uma excelente hipótese, ou para exercer hegemonia política sobre sua inimiga pessoal Dilma Rousseff, em uma outra visão pragmaticamente concreta e muito possível de se tornar real, em curto prazo.

Eduardo Cunha aposta abertamente que é inviável a governabilidade de Dilma Rousseff no segundo mandato. Intimamente, avalia que é muito alto o risco de impeachment da Presidenta, por variados motivos, agravados pela incompetência em solucionar a crise econômica agendada para se agravar em 2015. Dilma pode cair pelos escândalos do Petrolão - que podem arrasar a Petrobras? Dilma pode ser impedida por crime de responsabilidade contra a Lei de Responsabilidade Fiscal? Ou ela pode ser engolida pelo próprio PT de cujos corruptos ela tenta se desvincular?

O negócio anda tão horrível para o lado da Dilma que ela deveria trocar seu marketeiro baiano por um bom pai de santo de lá da boa terra... Eduardo Cunha já é saudado como salvador da pátria na guerra contra o PT. Sexta-feira, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o poderoso líder do PMDB foi festejado como herói pelos passageiros. Cunha recebeu apoios populares para continuar sua guerra contra os petistas pela conquista da presidência da Câmara dos Deputados. Do jeito que o avião desanda, Dilma acabará obrigada a pedir um autógrafo ao popstar Eduardo Cunha...

Eleito, em fevereiro, para o posto que deseja, Eduardo Cunha se transforma no terceiro na linha de substituição presidencial em caso de emergência, ausência do País ou vacância do cargo. Imagina se algo de errado também acontecer com o amigo dele, o justo e perfeito maçom inglês Michel Temer - que é o substituto eventual da Dilma? Eduardo Cunha está na boca do gol, torcendo pelo massacre alemão... Ninguém no PMDB aposta que a velha guerrilheira Dilma consiga suportar tanta pressão interna e externa que vai acuá-la (com chances de evacuá-la) do poder.  

Os políticos profissionais da republiqueta de Bruzundanga, sob corrupto regime capimunista, estão à beira de um ataque de caganeira com os novos episódios da Operação Lava Jato. O roteiro do filme de terror já indica que, depois da "colaboração premiada", seguida dos acordos de leniência firmados com as empreiteiras, os alvos serão os políticos - uns 40 ou mais ladrões que se beneficiaram de esquemas de corrupção apenas na Petrobras. Imagina se o supremo ministro Teori Zavascki resolver divulgar o nome deles antes do fim do ano? Já pensou se a informal AJA (Associação dos Juízes Anticorrupção) conseguir avançar muito além do Mensalão e da Lava Jato, fisgando até molusco blindado em aquário de barril de cachaça ou de petróleo?

Voltemos ao problemão da Dilma. Seus aspones podem repetir o mantra de que ela está blindada porque tem a poderosa varinha mágica que assina o Diário Oficial e porque foi reeleita pela "vontade popular" (manifesta no sistema eletrônico de votação tão auditável quanto o do Cassino do Al Capone). Não adianta... Dilma foi a "presidente" do Conselho de Administração da Petrobras quando grandes roubos do Petrolão aconteceram. Se de nada sabia, foi "incompetenta". Se de algo desconfiou, mas não deu ordem para apurar ou anular (como a compra superfaturada da refinaria texana de Pasadena), Dilma pecou por responsabilidade.

Nos Estados Unidos, já tem juiz querendo comer o fígado dela. Imagine o vexame institucional para o Brasil de ter a primeira mulher a ocupar nossa Presidência da República sendo processada, civil ou criminalmente, pelos desmandos na Petrobras contra investidores e contra as leis anti-corrupção norte-americanas. O caso Pasadena é um Passadilma. E se a turma do Tio Sam resolver mexer em outros contratos menos votados, como o da Gemini, sobre o qual Dilma foi oficialmente alertada em vários documentos enviados, com protocolo, ao Palácio do Planalto e à Petrobras, a coisa pode ficar ainda mais preta que ouro negro.

Concretamente, contra Dilma, os tribunais norte-americanos podem usar argumentos comprovados pelo economista Fabio Fuzetti, gestor do fundo Antares Capital e conselheiro da ANA (Associação Nacional de Proteção dos Acionistas Minoritários), em recente entrevista à Folha de S. Paulo: " A credibilidade da Petrobras já estava arranhada havia muito tempo. A defasagem dos preços dos combustíveis queimou mais de R$ 130 bilhões da empresa desde 2002. É mais do que a capitalização da empresa em 2010. Fizemos contas que mostram que os atrasos e os aumentos de custo nas obras das refinarias tiveram um perda adicional entre R$ 40 bilhões e R$ 48 bilhões. Todos esses números foram apresentados ao conselho da Petrobras e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários)".

O filme de Dilma está queimado lá fora. Ontem, deu no New York Times: "A possibilidade de que as denúncias de corrupção na Petrobras sejam a faísca inicial para desencadear um incêndio maior no Brasil não pode ser descartada". O mais famoso jornal dos EUA destacou que "os problemas na Petrobras, com denúncias de corrupção e prisão de executivos da companhia e de empreiteiras prestadoras de serviços, levantam preocupação mais ampla nos investidores estrangeiros, que detêm boa parte das ações e bônus da petroleira brasileira".  


A fragilidade mais urgente contra Dilma nem é a avalanche de corrupção e incompetência gerencial na Petrobras, mas sim sua incapacidade de indicar soluções para a crise econômica no Brasil. O risco de tudo piorar é tão evidente que até Judas está recusando as sondagens dela para assumir o Ministério da Fazenda. A missão indigesta pode sobrar para algum burocrata sem força política ou prestígio diante da banqueiragem transnacional. O poderoso Lula insiste que Dilma bote Henrique Meirelles no (en)cargo. Além de não querer dormir com o inimigo pessoal, e tentar se desvencilhar de seu Chefão-Criador Dilma quer dar as cartas na economia - na ilusão de que tem capacidade para tal.

A pobre Dilma nem pode apelar para o Grande Arquiteto do Universo, porque o mestre maçom Temer já faz isto antes dela, naquelas reuniões secretas em que a turma do ritual de emulação faz um intervalo para saudar a Rainha da Inglaterra com uma talagada do melhor whisky escocês (não importa se antigo e aceito). Até o Temer teria muito a temer, porque já tem gente poderosa falando mal dele. Certamente é intriga com os gastos da bela Marcela com cartão de crédito nas viagens - assunto até de futricas, nas altas madrugadas, entre as maravilhosas meninas do Jô Soares...

Dilma está frozen... Se cantar "Let it go", Michel Temer não vai querer ir com ela. Mas Eduardo Cunha vai amar a cantada... E, se o economista, radialista e evangélico virar mesmo presidente da Câmara, assume o Palácio do Planalto numa boa, mesmo sem ter sido eleito para isto... "Afinal de contas, o povo mereeeeeeeeeeeece respeito" - bordão que ele usa no rádio... A turma da piscina do Golden Green está na torcida pelo sucesso dele... O baixo clero do Congresso nacional, também... E os inimigos rezam para o Jim Jones do PMDB se ferrar...

E a Dilma, numa frozen, lá no G-20, em Brisbane, na Austrália, conseguiu trocar umas breves palavrinhas com o Barack Obama. Mas a Presidenta preferiu não falar do rumo que dará à economia brasileira... Na prática, ela foi coerente com o discurso do partido que psicologicamente rejeita... Comprovou que não sabe de nada mesmo, nada falou de relevante e pt saudações...
O fato concreto é que a frozen Dilma terá de fazer como a princesa Elsa do desenho animado: terá de deixar as fileiras da tempestade, sair de seu reino de isolamento e romper com o passado... Como vai fazer isto nem ela sabe... Aliás, não sabe de nada mesmo...

Exames do Novembro Azul

Passeata da concórdia


O pedido de intervenção militar, nos cartazes de SOS Forças Armadas, dividiu as opiniões na passeata de ontem contra Dilma, o PT e a corrupção.

Apesar dessa discórdia, todos concordaram na oposição ao governo Dilma, com novas manifestações nas ruas das principais cidades do País.

O resto é divergência que faz parte de uma democracia a ser construída, de verdade, no Brasil...

Pega o que quiser

Quem trabalha voluntariamente...

Nem só de maus exemplos, graças a Deus, vive o Brasil...

Um programa de Qualificação Profissional em São Paulo comemorou ontem 20 anos oferecendo serviços gratuitos à comunidadepara aproximar os jovens da escolha profissional e abrir portas para o futuro.

Na Expo QP, feira que a Liga Solidária promoveu no feriadão de 15 de novembro, no Jardim Educandário (zona oeste de São Paulo), alunos apresentaram seus trabalhos pedagógicos e prestaram serviços à comunidade com trabalhos de penteados, esmaltação, maquiagem, além de degustação de alimentos preparados por eles.

Os cursos da Liga Solidária, com alta empregabilidade, com selo e certificação do Senai, são: Suporte Técnico em Informática, Assistente Administrativo, Cabeleireiro, Manicure e Gastronomia (garçom, chocolateiro, confeiteiro, salgadeiro, padeiro, pizzaiolo e chapeiro).

E quem milita por um bom salário...


Circula na internet este contracheque de militante profissional do PT, referente ao mês de fevereiro de 2014.

O profissional de militância no mundo virtual ganha nada menos que R$ 7.500 (brutos) - e recebe R$ 6.510.61 (descontados os assaltos a mão armada do INSS e do Imposto de Renda sobre o salário, um escroto confisco na fonte de renda de qualquer trabalhador).

Imagina do que este servidor político é capaz se alguma revés na conjuntura lhe tirar o confortável ganha pão?

Eis o triste Brasil Capimunista do aparelhamento estatal partidário e das bolsas vagabundagem que desvalorizam a produção e o empreendedorismo necessários ao real crescimento e desenvolvimento de uma nação.

Moleza demais

Ordens de Menritinha

Piada do século

Dilma já era! Será sem nunca ter sido...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Os jornalões, como o Estadão, já escancaram na primeira página e em editoriais a tese sabida pela maioria dos brasileiros com um mínimo de bom senso. É impossível que o Presidente Lula da Silva e a Presidenta Dilma Rousseff não tenham sabido dos escândalos na Petrobras. Duas razões simples justificam a tese: nada se decide naquela empresa sem o aval do controlador majoritário, a União Federal, comandada pelo titular do Palácio do Planalto (ou controlada pela governança do crime organizado?). Assim, Lula e Dilma ficam na inevitabilidade de serem denunciados por responsabilidade.

A situação de Dilma é ainda mais grave. Ela foi "presidente" do Conselho de Administração da Petrobras, durante a gestão presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno Presidentro. Se insistir na tese inacreditável de que não sabia de nada, assina o atestado de que pecou por incompetência gerencial e tem responsabilidade solidária, com a diretoria da empresa, pelos desmandos de corrupção. Só por milagre Dilma escapará de processos movidos nos Estados Unidos. Uma chefe de Estado acionada civil e criminalmente não tem condições morais de permanecer no cargo. Seu impeachment é inevitável pelo Petrolão.

Se não cair pelas maracutaias na Petrobras, Dilma tem enormes chances de sofrer impedimento ao ser denunciada por crime de responsabilidade (na verdade, irresponsabilidade) por descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. A base governista terá imensa dificuldade, mesmo sendo maioria no Congresso, para aprovar uma ilegal mudança das regras do jogo na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Será temerário autorizar o governo a usar sua "contabilidade criativa" para esconder um rombo nas despesas federais. Se isto ocorrer, o Congresso terá cometido um GOLPE - no pior estilo do socialismo bolivariano.


Os mesmos parlamentares que podem dar o golpe estão apertadinhos. Uns 70 deles temem que seus nada santos nomes apareçam nas delações premiadas e acordos de leniência da Operação Lava Jato. Os executivos de empreiteiras presos pelo juiz Sérgio Fernando Moro, o Homem de Gelo da 13a Vara Federal, vão dedurar seus colaboradores políticos na corrupção bilionária. Exatamente diante do risco de o parlamento ter de passar por uma faxina imediata é que Dilma Rousseff pode aproveitar o momento de tensão e medo para propor aos "companheiros do Congresso" uma salvação golpista, no melhor estilo bolivariana. Eles salvam ela de cair por irresponsabilidade fiscal e o governo (não se sabe como) fará de tudo para salvá-los de futuras punições judiciais.

Nesse cenário absolutamente imoral, Dilma perdeu completamente as condições mínimas de governabilidade. A incapacidade de lidar com a crise econômica que seu desgoverno criou será  a tampa do caixão. Dilma já era! Seu segundo mandato já acaba antes mesmo de começar. A ingovernabilidade é um fato objetivo. Só um golpe em estilo bolivariano pode salvar a cúpula da República Sindicalista de acabar sem direitos políticos ou, na pior hipótese para a nazicomunopetralhada, até na cadeia.

Dilma entrará para a História como a Presidenta Porcina. Aquela que foi sem nunca ter sido.

Prato indigesto do momento


Mas tem a turma da AJA querendo comer o fígado de molusco...

Frozen Dilma


Dilma indo...

Empreiteiras tinham um "clube VIP" da corrupção. Mas o nome certo é máfia.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014



Clube VIP das empreiteiras que roubavam a Petrobras para terem mais lucro e  corromper políticos lembra a clássica cena da reunião da "família" de Don Corleone, em O Poderoso Chefão.
 


A alta cúpula das empreiteiras tem participação direta no cartel dos fornecedores da Petrobras investigado na Operação Lava-Jato. O “clube”, apelido dado pelos próprios integrantes, tinha coordenador, reuniões periódicas e até uma divisão interna, onde apenas as gigantes (Camargo Corrêa, UTC, OAS, Odebrecht e Andrade Gutierrez) eram “VIP”. Segundo o executivo Julio Camargo, da Toyo Setal, que colabora com as investigações, esse grupo tinha poder sobre os demais integrantes do cartel e agia de forma conjunta “até o limite da persistência” para fazer valer suas vontades.

Para desvendar o funcionamento do cartel foram fundamentais os relatos de dois delatores que faziam parte dele. Os executivos da Toyo Setal Julio Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto contaram como eram feitas as negociações entre os altos dirigentes das empresas e os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato de Souza Duque, ambos presos na operação.

Depoimentos de Costa, que também virou delator e está em prisão domiciliar, e do doleiro Alberto Youssef, outro em colaboração premiada, ajudaram a reforçar as acusações contra os empreiteiros. Além disso, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, considerou que os pagamentos milionários a empresas de fachada do esquema corroboram o envolvimento dos altos executivos

Presidente da UTC Engenharia, Ricardo Ribeiro Pessoa era quem fazia a organização do cartel. Ele e Youssef eram próximos. Uma troca de mensagens entre ambos, em 31 de dezembro ressalta essa amizade. Às 23h01m, Youssef escreve: “Amigo Ricardo que 2014 você e família realize (sic) todos os desejos e projetos com muita saúde paz amor felicidade prosperidade bjo no seu coração do seu primo”. E, às 23h57, Ricardo responde: “Amigo Primo. Queria lhe agradecer pela parceria e lealdade. Desejo para você e sua família o maior sucesso e muitas felicidades e muita saude em 2014. Grande abraco. Ricardo.”

REUNIÕES NA QUEIROZ GALVÃO
A Camargo Corrêa teve três integrantes da alta cúpula presos: o presidente, Dalton dos Santos Avancini, o presidente do conselho, João Ricardo Auler, e o vice-presidente Eduardo Ermelino Leite. O presidente da empresa assinou contrato com uma empresa de fachada para repassar R$ 2,8 milhões a Costa depois deste deixar a estatal. Auler foi citado por Youssef como um contato seu na Camargo Corrêa e assinou contrato da refinaria Abreu e Lima com indícios de superfaturamento. Leite também é mencionado como integrante do cartel.


O presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, foi citado pelos quatro delatores como integrante do esquema. O vice-presidente da empreiteira Agenor Franklin Magalhães Medeiros teve a atuação no esquema citada por Youssef. O vice-presidentes da Mendes Júnior Sérgio Cunha Mendes, citado por Youssef, aparece numa planilha de Costa como “disposto a colaborar” e assinou um contrato pela Mendes Júnior resultante de uma licitação em que o ex-diretor da Petrobras disse ter ocorrido acerto prévio.

Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix, foi citado pelos delatores como representante da empresano cartel. Valdir Lima Carreiro, diretor-presidente da Iesa assinou contrato de fachada com a Costa Global, de Paulo Roberto Costa, para repassar dinheiro ao ex-diretor.

Várias reuniões dos empreiteiros foram realizadas na sede da Queiroz Galvão, no Rio de Janeiro. Em nota, a empresa “reitera que todas as suas atividades e contratos seguem rigorosamente a legislação e está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários”. A Andrade Gutierrez disse não ter acesso ao teor das declarações prestadas e “reafirma que não tem ou teve qualquer envolvimento com os fatos relacionados com as investigações em curso”.

A Camargo Corrêa “repudia acusações sem comprovação, vazadas de forma seletiva, que impedem qualquer possibilidade de defesa”. A Mendes Júnior informou que não se pronuncia sobre inquéritos em andamento. A Odebrecht “nega veementemente ter feito qualquer tipo de pagamento para executivos ou políticos para obter contratos com a Petrobras” e “repudia afirmações caluniosas feitas em suposta delação premiada”. As demais assessorias não responderam aos questionamentos. (O Globo)

Diante da enxurrada de provas da Lava Jato, o PGR Janot endurece a posição e limites para delação. Não era sem tempo.


Blog do Coronelsegunda-feira, 17 de novembro de 2014


 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, espera que a prisão de executivos e presidentes de grandes empreiteiras do país na operação Lava Jato faça com que muitos dos detidos busquem o instituto da delação premiada para tentar reduzir o tamanho de suas penas. "Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: Vai sobrar só para mim?'. E aí eles começam a falar mesmo."

Questionado sobre a possibilidade de haver uma quadrilha operando no desvio de recursos da Petrobras, Janot afirma que "em princípio sim, tudo indica que sim, mas está cedo para falar ainda".
À Folha, o procurador fez ainda um balanço de sua gestão no comando do Ministério Público e rechaçou críticas de que recomendou o arquivamento de muitos inquéritos no Supremo Tribunal Federal desde que assumiu o cargo, em setembro de 2013.

NOVAS DELAÇÕES
Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: Vai sobrar só para mim?', e aí eles começam a falar mesmo. Todos vão negociar. Se um abrir a boca, abre todo mundo. Um me perguntou: E se eu não tiver ninguém para entregar?' Eu disse: Sempre tem, você pode se entregar, se entregue, autodelação'. Eu só não aceito perdão judicial [no acordo de delação]. Se for um crime que tenha já semiaberto, sempre que for possível eu vou botar o aberto. Vá cumprir pena em casa, sem problema nenhum.

EMPREITEIROS
Em principio é fraude em licitação, lavagem de dinheiro, crime contra o mercado e corrupção ativa.
Elas [empreiteiras] diziam que eram alvo de concussão [exigência de dinheiro por parte de funcionários da Petrobras]: Eu sou obrigado a dar, senão eu não consigo participar desse negócio e eu morro à míngua'. Se puder me explicar como a fraude à licitação decorre de concussão, eu concordaria com a tese. Como a concussão te obriga a fazer um cartel, fraudar uma licitação e ganhar um dinheirão? Está sendo extorquido para ganhar dinheiro? Para ter que botar US$ 100 milhões no bolso? Vamos combinar, não é. A delação quebrou com essa ponte.


PRESÍDIOS
A gente ainda vai pegar esse dinheiro. Hoje são cerca de R$ 700 milhões bloqueados [dos empreiteiros]. Se as empreiteiras vierem [fazer delação], nas cláusulas do acordo, vamos colocar a exigência para a construção de presídios. Nós vamos ter que fazer licitação para construir? Não. Eles vão me dar é in natura'. 

POLÍTICOS
São muitos fatos e muitas pessoas. Há também muita gente que não tem foro, mas tem relação com o fato. O que estamos investigando? Pagamento de propina com dinheiro desviado da Petrobras. As empreiteiras faziam o retalho das licitações. Teu lote é aquele, teu lote é aquele outro. Eu pego meu lucro, engordo ele, os outros engordam mais. Essa diferença entre meu lucro e o que engordei vai irrigar o sistema. Desse dinheiro, pelo que entendi do [ex-diretor da estatal] Paulo Roberto Costa, você tem dinheiro destinado a caixa dois de campanha. 

INTERFERÊNCIA
Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo [governador] Beto Richa para a coisa de saneamento [Conselho de administração da Sanepar], tinha vinculação com partido. O advogado começou a vazar coisa seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação.

LEGADO DA LAVA JATO
O sistema republicano e a Justiça começam a mudar de paradigma. A Justiça de três, quatro anos para cá, não é mais uma justiça dos três Ps, de puta, de preto, de pobre. Ela está indo em cima de agente político e de corruptor. Acho que [essas novas operações e prisões] serão o grande propulsor da reforma política. E esse sistema é corruptor mesmo, se continuar esse sistema não vai mudar nada, pois vamos derrubar essas pessoas e outros virão ocupar esses espaços. O efeito que estou apostando é a reforma política. 

ARQUIVAMENTO
Eu arquivei 65 inquéritos, desses, cinco envolvem o senador Cícero Lucena (PSDB-PB). Em dias separados pegou uma motoca, botou caixa de som e começou a fazer propaganda eleitoral. Instauram-se cinco inquéritos, crime eleitoral, ambiental e de trânsito. Outros cinco da Kátia Abreu (PMDB-TO). Uso de armas da República em papel da CNA (Confederação Nacional da Agricultura).

Há caso de deputado que cometeu crime quando era prefeito, mas foi verificar e ele não era prefeito no período. Arquivei um do senador Fernando Collor (PTB-AL). Alguém num avião ouviu que o Collor havia mandado matar o PC Farias e abriram inquérito de homicídio. Você precisa ter um mínimo de elementos para abrir inquérito. No STF se perguntavam como esses casos poderiam estar lá, ocupando a pauta do Supremo. O que eu fiz? Tirei o que tinha de lixo. E mais vai sair. Dizem que eu arquivei só do PT. São 20 do PMDB, 8 do PSDB e 3 do PT.

INQUÉRITOS ABERTOS
Eu requisitei a instauração de 29 inquéritos. Coisas que têm fundamentos. Também apresentei 11 denúncias contra parlamentares. Isso sem contar o trabalho na Lava Jato, na operação Ararath [que apura crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro em Mato Grosso]. A atuação está visível.(Folha de São Paulo)

Tomara que rigor continue e que não termine tudo em pizza!! Petrolão. Empreiteiros dormiram em colchões no chão de celas



Sem espaço nas celas da sede da PF no Paraná, ricaços ficaram no chão
Publicado: 17 de novembro de 2014 às 11:24 - Atualizado às 11:30
(Foto: Marcos  Bezerra/AE)
Como vence nesta terça-feira o prazo das prisões temporárias, eles poderão ser soltos, caso não haja renovação dos pedidos de encarceramento (Foto: Marcos Bezerra/AE)


Os 23 presos da Operação Lava Jato estão, desde sua chegada à sede da Polícia Federal, em Curitiba, na área da carceragem onde ficam três celas. Alguns tiveram que dormir em colchões no chão e comeram a comida fornecida a todos os presos pela polícia.


Advogados de defesa, que no sábado chegaram a reclamar da falta de acesso imediato aos clientes, afirmaram que, apesar do espaço pequeno para tantos detidos, não houve reclamações por parte deles quanto às condições do local.


Hoje, os 23 continuarão a ser ouvidos pela PF. Como amanhã vence o prazo das prisões temporárias, eles poderão ser soltos, caso não haja renovação dos pedidos de encarceramento – o que inclui o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque – ligado ao PT – e executivos de várias das principais construtoras do País.


Pelo menos cinco dos presos nesta sétima etapa da Operação Lava Jato, entre eles Duque, foram levados na manhã de ontem para o Instituto Médico-Legal de Curitiba (PR) para fazer exame de corpo de delito e voltaram para a carceragem, onde foram instalados na madrugada do sábado.


Além de Duque, foram encaminhados ao IML o presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, e o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho. Além dos exames de corpo de delito, os presos foram ouvidos pelos delegados do caso, acompanhados de seus advogados.


Uma lista com a programação de depoimentos foi entregue aos advogados. O presidente da UTC – empreiteira acusada de ter se associado comercialmente ao doleiro e delator Alberto Youssef – tem depoimento marcado para amanhã. Seu advogado, Alberto Toron, foi um dos que visitaram seus clientes ontem.

A operação identificou estreito relacionamento de Pessoa com o doleiro Youssef. A Polícia Federal suspeita que Youssef seja sócio oculto do presidente da UTC.


A empresa executou algumas das maiores obras da área petroquímica do País, como o polo de Camaçari, além da usina nuclear de Angra 2 e das hidrelétricas de Tucuruí, Xingu e Itaipu.


De acordo com os delegados que cuidam do assunto na sede da PF paranaense, os envolvidos vão responder pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro. (AE)

(Tomara que seja condenado! Um corrupto a menos!!!) Roney Nemer não consegue suspender seu julgamento no TJDF


Deputado quer impedir o TJDF de julgá-lo por improbidade, mas STJ negou
Publicado: 17 de novembro de 2014 às 11:49

DESCRIÇÃO: Posse da nova administração do TRF4 Marga Inge Barth Tessler
Ministra Marga Tessler


A desembargadora convocada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marga Tessler rejeitou medida cautelar com a qual o deputado distrital Rôney Nemer pretendia suspender o andamento da ação de improbidade administrativa movida contra ele e que aguarda julgamento no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). O distrital – eleito deputado federal pelo PMDB-DF nas últimas eleições – foi condenado por improbidade em primeira instância, em decorrência das investigações da Operação Caixa de Pandora.


O processo no TJDF estava paralisado desde o dia 10, por decisão do STJ, aguardando a definição do relator definitivo da medida cautelar do deputado. Com a decisão da desembargadora convocada, o processo volta a tramitar, e a apelação interposta pelo político contra a sentença condenatória poderá ser apreciada.
arruda com roney nemer
Arruda com Roney Nemer, fisgados pela Operação Caixa de Pandora


Nemer alega que a sentença seria nula em razão de suspeição do juiz, reconhecida pelo STJ ao julgar recurso em uma outra ação de improbidade relativa à Operação Caixa de Pandora, movida contra Leonardo Prudente, ex-presidente da Câmara Legislativa do DF. Com base nisso, em julho, o deputado pediu a suspensão do julgamento da apelação no TJDF até a designação de novo juiz, mas o pedido foi rejeitado.

Contra essa decisão, entrou com recurso especial no STJ – o qual ainda não foi admitido pelo tribunal de origem – e, na sequência, com a medida cautelar pedindo a suspensão do processo até a decisão final.

Relator
min Napoleão Nunes Maia Filho
Ministro Napoleão Nunes Maia Filho

Rôney Nemer requereu que a medida cautelar fosse distribuída por prevenção ao ministro Napoleão Nunes Maia Filho, relator do recurso de Leonardo Prudente e também de outro processo sobre a Caixa de Pandora, envolvendo o ex-governador José Roberto Arruda.

Ao analisar o pedido, a desembargadora Marga Tessler disse que a questão da prevenção apontada pelo deputado já foi superada. A Primeira Turma, na sessão da última terça-feira (11), em julgamento de questão de ordem, definiu a competência da desembargadora para a análise da ação cautelar.
Marga Tessler destacou ainda que as Súmulas 634 e 635 do Supremo Tribunal Federal (STF), aplicáveis por analogia ao STJ, determinam que a competência para o exame de medida cautelar que pede atribuição de efeito suspensivo a recurso especial ainda não admitido é do tribunal de origem.

Improcedente
Ela observou que não houve, por parte do TJDF, nem mesmo o julgamento da apelação na ação de improbidade. O recurso especial interposto pelo deputado se refere a um incidente processual que, para a desembargadora, mesmo que fosse cabível, estaria sujeito a retenção, conforme prevê o disposto no artigo 542, parágrafo 3º, do Código de Processo Civil.

Segundo Marga Tessler, “o incidente provocado nos autos é manifestamente improcedente”, pois o deputado nem sequer opôs exceção de suspeição na ação de improbidade administrativa ajuizada contra ele, mas quis obter os efeitos de recursos propostos por partes diversas, “sem se atentar que a suspeição pressupõe uma relação subjetiva que se estabelece entre uma das partes e o juiz”.

Para a magistrada, não se sustenta juridicamente a tese segundo a qual o reconhecimento de suspeição do juiz em um processo diferente, com outras partes, acarretaria a nulidade de sentença proferida antes mesmo dessa afirmação de suspeição.

Marga Tessler manifestou ainda “certa perplexidade” com o fato de que a ação cautelar pretendia suspender o julgamento de apelação proposta pela defesa da própria parte.

MEC cria programa 'Idioma Sem Fronteiras' para alunos e professores



Em São Paulo

O Ministério da Educação instituiu nesta segunda-feira, 17, o programa Idioma Sem Fronteiras para ajudar na capacitação e proficiência em línguas estrangeiras. Vinculado ao Ciência Sem Fronteiras, o programa é voltado para alunos e professores que precisam melhorar a proficiência. A portaria foi publicada nesta segunda-feira, 17, no Diário Oficial da União.

O Idioma Sem Fronteiras vai dar bolsas de estudos a estudantes, docentes de instituições públicas e privadas do ensino superior, professores de ensino básico, além de ensino de língua portuguesa para estrangeiros. As seleções serão feitas por editais específicos do MEC, assim como acontece no Ciência Sem Fronteiras.

Ainda não há informação de quantos idiomas serão fornecidos no programa, que serão especificados nos futuros editais de convocação. Segundo a portaria, as aulas serão disponibilizadas presencialmente e pela internet.

Para executar o projeto serão firmados convênios, acordos de cooperação com órgãos de governo, além de utilizar parcerias já existentes do Programa Ciência Sem Fronteiras e de outros programas de internacionalização para educação superior.

O programa já existente, Inglês Sem Fronteiras, passa a partir desta segunda-feira a fazer parte do guarda-chuva do Idioma Sem Fronteiras. De acordo com o MEC, o projeto será custeado por recursos da União, mas ainda não há valores definidos no orçamento.

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