sábado, 13 de junho de 2015

Manifestantes protestam na sede do PT e taxam o Partido de “LIXO TÓXICO”


Publicado por em 12 junho, as 09 : 18 AM Print
Manifestantes protestam na sede do PT e taxam o Partido de “LIXO TÓXICO”
O manifesto foi protagonizado pelo grupo “Banda Loka Liberal” e aconteceu no ultimo domingo, 7, na sede do PT no Rio Grande do Sul.


Os manifestantes distribuíram folhetos mostrando mentiras do governo petista e vestiram roupas que lembram uniformes de proteção contra agentes tóxicos e colocaram adesivos nos muros e portas da entrada do local com os dizeres :



“Perigo, Partido Tóximo, Graves riscos a democracia” além de lembrar a morte até hoje não solucionada de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André, morto em 2002, e que membros do Partido são tidos como suspeitos pela morte de Celso para “queima de arquivo”, pois a época do fato, o então prefeito afirmava que iria delatar os podres e os apodrecidos do partido.


Veja o vídeo do manifesto:
Ministro do STF diz que povo tem razão ao desconfiar que Dilma e Lula fraudaram as urnas
Ex-secretário de Dilma e Lula, Gilberto Carvalho, é alvo de panelas, apitos e vaias em Faculdade de BH
“O Eduardo Cunha é a besta. O trabalho dele é destituir a Dilma”, diz pai de santo
Mesmo com negativa de Dilma, Cunha garante que Câmara vai votar redução da maioridade penal

Reconhecem o risco e a urgencia de evitar o desmatamento do DF mas não retiram as invasões.Então AGEFIS, de que lado você está? Dos grileiros ou da preservação ambiental? Dos moradores regularizados ou dos invasores?Mapeamento mostra a urgência de preservar recurso para evitar desabastecimento

Conforme o Conselho de Recursos Hídricos, vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, o enquadramento se divide em quatro classes, sendo 1 e 2 para rios ótimos e bons, respectivamente, e 3 e 4 para cursos ruins e péssimos
 
Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br


Na bacia hidrográfica do Distrito Federal, há dez grandes pontos gravemente comprometidos pela poluição.


Considerando a velocidade de crescimento da população em áreas urbanas e rurais, especialistas apontam que este é um sinal de que medidas precisam ser tomadas agora para evitar um caos hídrico da mesma proporção  sofrida recentemente por São Paulo.


A primeira resposta do GDF para esta questão é o programa de Enquadramento dos Cursos d'Água, cujo objetivo é recuperar e preservar os rios brasilienses.


 “Olhando a médio e longo prazos, a gente tem que começar ações importantes, porque a população de Brasília cresce numa velocidade muito grande.


São de 50 mil a 60 mil habitantes a mais ao ano. E, portanto, precisamos produzir, cuidar e disponibilizar a água para essa população que está crescendo”, explicou o secretário de Meio Ambiente, André Lima.


Conforme o Conselho de Recursos Hídricos, vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, o enquadramento se divide em quatro classes, sendo 1 e 2 para rios ótimos e bons, respectivamente, e 3 e 4 para cursos ruins e péssimos. Existe   a categoria especial para trechos de extrema qualidade da água.


Segundo o levantamento inicial do conselho, encontram-se no nível 3 os rios    São Bartolomeu, Sobradinho, Paranoá, Santo Antônio da Papuda, Alagado, Ponte Alta, Serra Olho d´Água, Descoberto. Em situação crítica, na classe 4, estão Vargem da Benção e Melchior.
Meta
De acordo com o secretário, o enquadramento prevê que todos os rios estejam pelo menos no nível 2 até 2030. Para tanto, o governo está elaborando um plano de metas para 2020 e 2025. “É preciso cuidar da qualidade de esgoto, da drenagem, das matas ciliares”, apontou Lima.


Um passo fundamental, ainda para 2015, é a criação da base hidrográfica comum do DF. Hoje, Brasília tem sete bases hidrográficas mapeadas, divididas entre Paranoá, Descoberto, São Bartolomeu, São Marcos, Corumbá, Rio Preto e Rio Maranhão. Cada órgão público trabalha com uma base distinta, o que acarreta   diversos entraves nas discussões para licenciamentos e ações de proteção.


“O ponto-chave é a gente unificar. Até o final do ano, a gente já vai ter esse mapa impresso para disponibilizá-lo   para a população e para os gestores públicos”, contou o subsecretário de Água e Clima, Sérgio Augusto Ribeiro.


Barragens
Além dos rios, o governo   irá trabalhar em projetos para a recuperação de mananciais na região da barragem do Descoberto e do São Bartolomeu. Nesse sentido, a pasta do Meio Ambiente tem como metas o cadastramento ambiental rural, o desenvolvimento do controle e a identificação de todas as nascentes e cursos d'água. De posse destes dados, a secretaria planeja ações para a recuperação das matas ciliares e, com isso, resguardar o potencial de produção de água.


Proteção de mananciais
Para o secretário de Meio Ambiente, André Lima, a recuperação da barragem do Descoberto é estratégica, pois  abastece 65% da população. Segundo o titular da pasta, o GDF deverá se espelhar em  ações bem-sucedidas pelo País. “O nosso desafio é garantir a qualidade da água. Cuidando das áreas de proteção de mananciais, das nascentes, dos reservatórios, contendo o crescimento desenfreado da cidade, tratando o esgoto”, enumerou.


O projeto envolverá parcerias com diversos órgãos do GDF. A lista inclui as pastas de Agricultura, Trabalho, Infraestrutura e Obras e a Caesb. “Precisamos  otimizar os esforços, reduzir custos, porque hoje a crise financeira não nos permite fazer diferente”, explicou Lima.


O projeto irá contemplar os produtores rurais. “Envolve o plantio de árvores. Para isso, tem que criar toda uma cadeia produtiva, que vai de sementes, mudas, plantio  à manutenção e ao cuidado com essas plantas”, detalhou.


“Risco real”
Especialistas em água consideram que, a médio prazo, existe o risco real de um severo “estresse hídrico” no DF. Segundo o professor especialista em sustentabilidade e recursos hídricos da UnB  Henrique Marinho Leite Chaves, hoje, a oferta dos mananciais beira os 12 mil litros por segundo, enquanto a demanda da população chegou a 11 mil litros por segundo. Caso o governo não intensifique as ações de conservação e racionalização do uso da água, a população poderá sofrer uma crise de abastecimento daqui a cinco ou dez anos.


“O problema do DF é a ocupação irregular em áreas vizinhas aos parques ambientais e dentro de áreas de proteção. Tudo isso graças às políticas populistas de governos   que toleraram a situação”, aponta Henrique. Nas palavras do professor, exemplos claros de grilagem podem ser vistos em condomínios do Jardim Botânico, Sobradinho e Planaltina.


De acordo com o especialista, grande parte do abastecimento do DF vem de rios de cabeceira com baixa vazão de água. Por isso, a ocupação desordenada sem tratamento de esgoto e a falta de medidas para prevenir erosões e demais danos causam efeitos   devastadores na qualidade da água.


Outro ponto fundamental é a preservação dos pontos de recarga. “Tínhamos três pontos no Gama. Mas um teve que ser desativado por causa da ocupação irregular”, completou. Sem essa preservação, os mananciais ficam ainda mais vulneráveis à poluição.  “É a diferença de se jogar uma colher de terra em um copo de água e em um recipiente de dez litros. É claro que os dez litros terão mais capacidade de diluir a terra. E, na   seca, a diminuição da recarga fica mais preocupante”, explicou.


Ocupação irregular preocupa
O professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UnB  Sérgio Koide  alerta para o crescente parcelamento de áreas na região do Descoberto. “Temos de evitar que o Descoberto vire um Vicente Pires”, alertou. Paralelamente ao problema, o especialista   observa um crescente uso de agrotóxicos.


Koide considera que é preciso cuidado especial com os novos projetos   para ampliar a oferta de água, a exemplo do estudo de captação no Lago Paranoá. Os cuidados não se limitam ao lago, mas também ao sistema de mananciais que o abastece. Por exemplo, o curso d’água do Riacho Fundo  está   comprometido por poluição de diversas formas, como os detritos de lava jatos.


Da perspectiva dos especialistas da UnB, por enquanto, as ações do atual governo estão no caminho correto.   A grande questão será como o GDF irá lidar com a  pressão  dos grupos favoráveis à ocupação desordenada, que frequentemente buscam a regularização   de  obras irregulares sem as devidas compensações ambientais. “O governo não pode ceder mais. Se o camarada comprou um lote irregular, a responsabilidade é dele. Deve ser igual ao caso de quem compra carro roubado”, afirmou o professor Henrique Marinho Leite Chaves.


Versão oficial
“Nossa cidade será referência no uso adequado e múltiplo das águas”, afirmou o governador Rodrigo Rollemberg. O DF vai sediar o 8º Fórum Mundial das Águas em 2018.

 “Nós queremos aproveitar o evento mais importante do mundo relativo às águas para criar uma mobilização de crianças e jovens para mudar a cultura em relação ao recurso”, declarou. Além da consciência para evitar o desperdício, o governador espera que a preservação das nascentes e recuperação das áreas de preservação permanente se tornem parte do pensamento coletivo. “Para termos uma compreensão de que a água é um bem que se confunde com a própria vida”, concluiu.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Policiais de folga reagem a assalto e atiram em menor .Parabéns aos policiais que mesmo durante os dias de folga nos defendem.Uma vaia à imprensa tendenciosa que procura vitimizar os bandidos!

Os outros dois suspeitos conseguiram fugir. Os policiais militares saíam de um bar na 108 Norte

 
Dois policiais militares de folga saíam de um bar, na madrugada desta sexta (12), quando foram abordados por três suspeitos armados que anunciaram o assalto, na 108 Norte. Os policiais reagiram ao assalto e houve trocas de tiro.


Durante o confronto, um dos suspeitos foi atingido no abdômen. Ele deu entrada no Hospital de Base de Brasília (HBB) em estado grave. O ferido é um adolescente de 15 anos que possui diversas passagens pela polícia pelos crimes de latrocínio, tráfico de drogas e homicídio.

A ocorrência está registrada na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Os outros dois suspeitos continuam foragidos.



Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Comentários


cosme
13 horas atrás
Parabéns aos policiais, mais infelizmente erraram o tiro.
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cosme
13 horas atrás
Eta país HIPÓCRITA, O PT já teve 12 anos no poder e nunca mudou o ECA "até o nome é nojento", agora que vai se reduzir a maioridade penal a presidenta dilma esta propondo mexer no ECA e aumentar as penas, fique quieta presidenta, pt nunca mais.
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Al
18 horas atrás
O menor "possui diversas passagens pela polícia pelos crimes de latrocínio, tráfico de drogas e homicídio". Conlusão: a culpa dele ter levado um tiro e estar correndo risco de morte é do ECA (e dos lunáticos que o defendem), pois se estivesse respondendo pelos crimes, estaria em segurança na cadeia.
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Alex Morgana Morgana
19 horas atrás
Os pais desse marginal,irão pra frente de uma emissora pedir justiça,os DH e o MP,vão exigir quê o policial justifique o tiro,e vão questionar se o vagabundo menor estava assaltando mesmo,e porque ao invés de atirar,porque o polícia num levou um papo legal com o vagabundim ?ou talvez o verme esteja passando por problemas em casa,o pai e alcoólatra e a mãe prostituta.
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Oclecio Aires
21 horas atrás
?Segurança pública começa nas fronteiras defendendo a entrada de armas e drogas, segurança pública começa com políticas de segurança primárias, secundárias e terciárias para os jovens". Na Alemanha e em outros Países Europeus o meliante marginal paga a sua estadia no Sistema Prisional, aqui eles recebem remuneração maior que o salário mínimo. Esse é o retorno pelo voto do Cidadão Honesto e Trabalhador deste País. Muda Brasil, País da Corrupção e da Violência.
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Cadê a oposição real? Lula adverte que PT está machucado, porém bem vivo para novos combates


Posted: 12 Jun 2015 03:46 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Ainda não notificado oficialmente sobre qualquer investigação oficial da Polícia Federal sobre ligações com os processos da Operação Lava Jato (coisa que pode até nem acontecer no Brasil da Impunidade ampla, geral e irrestrita para os poderosos de plantão), o palestrante Luiz Inácio Lula da Silva, aproveitou ontem a abertura do Quinto Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, em Salvador, para manter o mesmo discurso ofensivo de sempre, como se nada estivesse acontecendo de negativo para ele no noticiário policial ou na economia.

Lula incitou, novamente, o PT para a guerra, provocando o alvo manjado de sempre: a imprensa (que as verbas oficiais e mensalões petistas controlam tão direitinho). Lula desdenhou: "Há dez anos que os jornalistas decretam a morte do PT. O PT continua vivo e muito preparado para novos debates, novos combates. Machucado sim, mas bem vivo. Enfrentando a mais sórdida campanha de difamação que um partido político já enfrentou neste país".
O Presidentro abusou do ufanismo: "Enquanto o PT for a voz dos que nunca tiveram voz, enquanto nossa estrela simbolizar as conquistas e esperanças da maioria, que, pela primeira vez, tem a oportunidade de governar o país, o PT estará vivo no coração de milhões e milhões de brasileiros. É essa a perspectiva que não podemos perder, por maiores que sejam os desafios e mais difícil que seja a conjuntura política e econômica. O PT nasceu para ser porta-voz do futuro, e não pode se acomodar jamais. Por isso, temos de estar sempre vigilantes corrigindo nossos erros".

Sobre esses erros, Lula foi forçado a admitir os problemas econômicos que desgastam a imagem do governo Dilma Rousseff: "É claro que temos problemas, que país não tem? O desemprego aumentou um pouco se comparado a dezembro de 2014. A inflação subiu, também é verdade. Só que ninguém está mais preocupado com a inflação e com o emprego do que os trabalhadores, o nosso partido e a presidente da República".

Lula deu sua interpretação e recado para alguns petistas que cometem o sincericídio de atacar a política econômica de Joaquim Levy: "O povo brasileiro está nos dizendo, em primeiro lugar, que temos que manter um combate implacável à inflação. O povo está dizendo que temos que arrumar a casa como o governo da presidente Dilma está fazendo. Está dizendo ao PT e ao governo: não deixe o país parar de crescer, não se acomodem no governo. Pelo amor de Deus, não nos decepcionem".

Na hora de discursar no evento, Dilma foi na mesma pedalada de Lula: "O PT é um partido que foi forjado nas lutas de resistência dos trabalhadores. O PT é um partido preparado para entender que muitas vezes a circunstância impõe movimentos táticos para a obtenção dos objetivos mais estratégicos que, no nosso caso, é o desenvolvimento",

Dilma acrescentou: "Nos momentos de calmaria todo mundo quer ser parceiro das vitórias e realizações, mas, nas horas difíceis, quando medidas duras precisam ser tomadas, é que nós sabemos com quem podemos contar. Felizmente eu sei que posso contar com o PT. Eu preciso contar com o meu partido, um partido vivo. Que é livre pra fazer propostas, firme e construtivo nas críticas. Não precisamos andar no mesmo ritmo e pensar do mesmo jeito. Sei que o PT está engajado no governo que elegeu e esse governo não pode prescindir do PT".

Em resumo, as falas de Lula e de Dilma indicam, claramente, que o PT segue em frente, estruturalmente mais vivo que nunca, apesar do desgaste de imagem. Acreditar que o PT esteja morto - como alguns torcedores de oposição na mídia pregam diariamente, de forma precipitada, é tudo que interessa aos estrategistas do PT nesta fase de reorganização para as próximas batalhas politicamente sangrentas.

Todo cuidado é pouco, porque o PT, efetivamente, não tem oposição política organizada e de verdade contra si. Esta é a triste realidade no Brasil sob hegemonia do governo do crime institucionalizado.

Todos sempre juntos


Delta Idônea?

Quer mais uma prova de que o crime compensa - e muito - no Brasil?

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar para permitir que a Delta Construções volte a participar de licitações e contratações com a administração pública, apesar de declarada inodônea pela Controladoria Geral da União.

Mendes concordou com a tese do advogado da Delta, Antônio Fernando de Souza (aquele mesmo que foi Procurador-Geral da República), segundo a qual a CGU não permitiu que a empresa apresentasse provas para contestar a acusação.  

Freud explica...

A Delta, do empresário Fernando Cavendish, foi envolvida com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

A empresa foi acusada de pagar propina para assegurar contratos com o Ministério dos Transportes.

Cavendish era grande amigo do ex-governador Sérgio Cabral, parceirão de Luiz Inácio Lula da Silva...

Relevantes serviços prestados às Forças Armadas?


Militares encararam como uma piada a nota produzida pela Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que merece ser transcrita na íntegra (com a foto acima):

O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Pepe Vargas, recebeu nesta quarta-feira (10) a Ordem do Mérito da Defesa, em cerimônia realizada no Clube da Aeronáutica, em Brasília (DF).
“O diálogo permanente com a sociedade é o fundamento de uma estratégia de defesa democrática”, afirmou o ministro da Defesa, Jaques Wagner, durante a cerimônia.
Criada em 2002, a Ordem do Mérito da Defesa destina-se a premiar as personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que prestaram relevantes serviços às Forças Armadas, os militares que se houverem distinguido no exercício da profissão e, excepcionalmente, organizações militares e instituições civis, nacionais ou estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes.
Além de Pepe Vargas, foram agraciados com a honraria os ministros Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Juca Ferreira (Cultura), Carlos Gabas (Previdência Social),Ricardo Berzoini (Comunicações), Gilberto Kassab (Cidades), Miguel Rosseto (Secretaria-Geral) e Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres).

Chora, amor...


Gozadores na internet não perdem tempo neste 12 de junho...

Dia dos Namorados

Da jornalista Rosayne Macedo se sentindo livre, leve e solta no Facebook:

"Nem relacionamento sério, nem divertido, nem enrolado, muito menos desapegado? Nenhum encosto nem amor-bandido? Ninguém pra chamar de seu (nem das outras tb)? Sorriam, meninas, é o dia 12 de junho em tempos de crise! Ao menos nenhuma despesa a mais no cartão de crédito... Pior é encarar fila de cinema, restaurante ou de motel e ainda ter que fazer cara de apaixonada... Ou ganhar flor de despacho e perfume Jequiti e fingir que amou!!! ‪#‎12dejunhosemsofrência".

Nem precisa explicar



Brasileiro dono da Azul compra a portuguesa TAP



Governo de Portugal privatiza a empresa e entrega o controle a David Neeleman



Companhia portuguesa TAP foi colocada à venda em 2014. / A. F.  (AP)

Um consórcio encabeçado pelo empresário brasileiro David Neeleman, dono da companhia aérea Azul, será o novo dono da portuguesa TAP, a última empresa aérea europeia que ainda era 100% pública. O Governo português privatizou 66% da empresa, mas não receberá dinheiro pela venda. O compromisso do consórcio é assumir as dívidas, manter a sede da TAP em Portugal e renovar sua frota.


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Neeleman, paulistano de 55 anos, também tem nacionalidade norte-americana. Em 1999, criou a companhia low cost norte-americana JetBlue, da qual foi demitido em 2007, época em que fundou a brasileira Azul.
Por não ser cidadão da União Europeia, Neeleman não pode possuir mais de 49,9% da empresa, mas contornou essa restrição associando-se ao português Humberto Pedrosa, dono da empresa de ônibus Barraqueiro e 15º. indivíduo mais rico de Portugal.


O consórcio vencedor da concorrência promete incorporar 53 novos aviões à decrépita frota da TAP, reforçar as conexões com o Brasil e Estados Unidos e destinar 10% dos lucros aos seus mais de 13.000 funcionários.


O novo proprietário não poderá realizar demissões coletivas nos três primeiros anos e terá preferência para a compra dos 34% restantes do capital acionário, que deverá ser entregue pelo Governo nos próximos três anos.


No ano passado, a TAP teve prejuízo de 44 milhões de euros, com uma dívida de 1,06 bilhão de euros e um capital passivo de 511 milhões.


No ano passado, a TAP teve prejuízo de 44 milhões de euros (154,7 milhões de reais), com uma dívida de 1,06 bilhão de euros (3,7 bilhões de reais) e um capital passivo de 511 milhões (1,8 bilhão de reais).


A oferta de Neelman, segundo o que se sabia até agora, diferenciava-se muito pouco da outra finalista, a do colombiano Germán Efremovich, que há três anos esteve na iminência de assumir 100% da TAP. A falta de garantias complicou aquele processo de privatização.


Agora, Efremovich – proprietário da Avianca – oferecia 150 milhões de euros imediatos para capitalizar a empresa, além de 100 milhões na forma de 12 aviões já disponíveis para operar.



Ele também prometia a renovação da companhia Portugalia, que tem 38 aviões operando voos de curta distância. Seu plano estratégico passava por reforçar as operações de voos para a América do Sul e Estados Unidos, além de aproveitar o aeroporto de Beja como centro logístico do grupo. Também prometia distribuir 10% a 20% dos lucros para os funcionários.


A empresa Transportes Aéreos Portugueses (TAP) foi criada pelo Estado luso em 1945. Têm 13.268 funcionários, 500 a mais do que há ano, e uma frota de 77 aviões.
As regras da Comunidade Europeia proibiam a injeção de dinheiro público na empresa se ela não apresentasse um plano de reajuste de pessoal e eliminação de rotas.



Neste ano, a TAP já havia sofrido um golpe ao perder o monopólio dos voos para o arquipélago dos Açores, que desde março passaram a ser operados também por companhias low cost, reduzindo a fatia de mercado da estatal.


A privatização da TAP encerra quase 30 anos de tentativas nesse sentido. Em 1991, o então primeiro-ministro socialista António Guterres chegou a um acordo para vender 25% da empresa à extinta Swissair, mas o negócio não prosperou. Dez anos depois, houve uma nova tentativa de acordo com a companhia suíça, que acabou indo à falência. Os esforços para privatizar a TAP foram retomados na época do premiê José Sócrates e depois com Passos Coelho.



Agora, finalmente, o Governo português se desfez de 61% (mais 5% pertencentes aos funcionários), com o compromisso de entregar o restante em três anos.



A privatização sempre foi duramente contestada por sindicatos e movimentos sociais. No último ano, sucessivas greves contribuíram para o expressivo prejuízo operacional da empresa. Em maio, os pilotos realizaram 10 dias consecutivos de paralisação, sem obter nenhuma das suas reivindicações. Também na semana passada, um juiz expediu liminar suspendendo a privatização, mas o Governo alegou “interesse nacional”, e o processo foi retomado.

David Neeleman, o brasileiro que comprou a TAP

Empresário é mórmon e tem nove filhos, mais do que companhias aéreas


David Neeleman. / PAULO WHITAKER (REUTERS)

David Neeleman coleciona companhias aéreas. Com 26 anos criou a primeira delas, a norte-americana Morris Air. Foi só o começo. Agora, com 59, conseguiu a TAP, a linha de bandeira de Portugal.


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Embora tenha nascido em São Paulo, Neeleman estudou na Universidade de Utah, o único Estado confessional dos Estados Unidos. Em sua capital, Salt Lake City, fica a sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Para o comum dos mortais, a igreja dos mórmons. Neeleman é mórmon e tem nove filhos com sua –única– esposa, Vicki.


O novo proprietário da TAP só morou no Brasil até os 5 anos, quando se mudou para Utah, para onde o seu pai, jornalista da agência UPI, fora transferido. Ali continuou seus estudos até que aos 19 anos regressou ao país-natal em uma missão mórmon.



De volta a Utah, com 26 anos fundou sua primeira companhia aérea, a Morris Air, que logo foi comprada pela Southest Airlines por 130 milhões de dólares (392 milhões de reais). Sua empresa seguinte foi no Canadá, a WestJet, que continua em operação. Era o início da Internet, mas Neeleman, que tem déficit de atenção, ou seja, é hiperativo, viu a possibilidade de vender passagens pela web. Criou a OpenSkies e pouco depois a vendeu à HP por 20 milhões de dólares.


Mas o reconhecimento do setor chegou quando criou em 2000 a norte-americana JetBlue, pois revolucionou o mercado das passagens de baixo custo, e o salário também baixo de seu pessoal. Tinha 39 anos. Oito anos depois seria substituído em sua própria empresa, apesar dos lucros que obteve em um setor sempre em crise.



A religião, diz, tem sido fundamental em sua carreira profissional, que se baseia na proximidade com o cliente. Um dos costumes quando voa é pegar o microfone do avião e se apresentar aos passageiros. “Bem-vindos à minha empresa. Se querem dizer-me algo, estou à sua disposição”, anuncia. E o que ele exige para si, exige também para todos os empregados. Seu objetivo empresarial é oferecer bilhetes baratos, aviões novos e entretenimento grátis nas poltronas – por ora, parece que a fórmula lhe garante o sucesso.


Em 2008, um ano depois de ser despedido de sua própria empresa – ainda mantém dois milhões de ações da JetBlue– criou a Azul, no Brasil. No ano passado a empresa faturou mais de 3 bilhões de euros (10,5 bilhões de reais) e se transformou na terceira companhia aérea brasileira.


A TAP é mais um item em seu currículo, que lhe vai servir para completar rotas estratégicas entre a América e a África, passando pela Europa. Ao se apoderar da companhia portuguesa, consegue também no Brasil um centro de manutenção de equipamentos que, se com a TAP era uma fonte de perdas milionárias, com as sinergias da Azul se transformará em um ativo muito valioso.


Neeleman adquiriu a TAP graças ao consórcio Getaway, formado pelo dono da empresa portuguesa de ônibus Barraqueiro e fundos de investimento norte-americanos. Seu novo investimento não vai ser um caminho de rosas. Para muitos portugueses, a TAP faz parte de seu escudo nacional, é um de seus emblemas, um laço de união entre a lusofonia dispersa, de Angola a Macau.


O Partido Socialista, favorito para vencer as eleições de outubro, anunciou que revogará a venda, mas o Estado não pode injetar mais dinheiro nessa empresa pública que ultimamente aparecia no noticiário mais por suas greves e avarias do que pelos milhões de viajantes que transportava. No momento, Neeleman é proprietário de uma empresa com mais de um bilhão de dólares em dívida.

Estudo revela que jovens – negros, pobres e semianalfabetos – já são maioria nas prisões

Redução da maioridade penal será votada sem avaliações suficientes

Estudo revela que jovens – negros, pobres e semianalfabetos – já são maioria nas prisões


Jovens em um centro de internação, em Osasco (SP). / Fabio Braga (Folhapress)


Eduardo Cunha prometeu pressa e, ainda que indiretamente, cumpriu: começa a ser votada nesta quarta-feira, na Câmara de Deputados, uma proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para todos os tipos de crime.


O relatório, que ignora várias propostas alternativas à redução nua e crua, foi entregue antes de cumpridas as 40 sessões previstas anteriormente na Casa, ignorando posições contrárias e estudos realizados por especialistas nas área.


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Como é esse lugar aonde pretendemos levar jovens entre 16 e 18 anos, caso a proposta de redução da maioridade penal no Brasil seja aprovada pela Câmara dos Deputados e em seguida pelo Congresso? Essa é a pergunta que o Mapa do Encarceramento: os jovens no Brasil – recentemente lançado pela Secretaria Nacional de Juventude – é capaz de responder, ainda que tenha sido encomendado em 2012 pelo Governo para cumprir outra finalidade, a de dimensionar a violência que atinge a juventude brasileira.
Ele conclui: os (superlotados) presídios nacionais para adultos já estão povoados, em sua maioria, por jovens (54,8% têm de 18 a 24 anos, de acordo com o Sistema Integrado de Informação Penitenciária – InfoPen) do sexo masculino, negros, semianalfabetos e com poucas condições de reabilitação.


Estão também dominados por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, e o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. Por que, então, eleger esse como o destino de adolescentes em conflito com a lei, quando o país dispõe de uma legislação específica para sua reinserção na sociedade, que ainda por cima é referência mundial? Essa pergunta, feita pela responsável pelo estudo, Jacqueline Sinhoretto, permanece sem resposta.(SEM RESPOSTA?PORQUE ESSES ADOLESCENTES ESTÂO ASSASSINANDO PAIS DE FAMILIA TODOS OS DIAS.NÃO PODEM CONTINUAR SOLTOS!!NB)



O Brasil já está prendendo muito as pessoas jovens, e essa população carcerária está em crescimento. No entanto, quando cruzamos a taxa de encarceramento com as taxas de homicídio no país, percebemos que mais cadeia não corresponde a menos violência”, afirma Jacqueline, que é socióloga e coordenadora de Estudos sobre a Violência e Administração de Conflitos (GEVAC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).


Segundo a especialista, a exceção entre todos os Estados brasileiros é Pernambuco.


“No entanto, no período analisado, houve também um investimento do Governo pernambucano em uma política integrada para a diminuição da violência que incluía esforços de investigação, prevenção e melhoria da polícia”, diz.



A falta de dados e o jogo político

O Mapa do Encarceramento foi realizado com base em dados de 2005 a 2012 disponibilizados pelo Ministério da Justiça através do InfoPen, e também em números de 2011 e 2012 do Sistema Nacional Socioeducativo (Sinase) – e só com eles as conclusões tiradas já são alarmantes.


Mas Jacqueline alerta para a dificuldade de se realizar estudos desse gênero, já que “muitas informações não estão disponíveis” e “muitas não são plenamente comparáveis”. “É muito difícil trabalhar com as estatísticas. Elas existem, mas têm qualidade baixa, variam muito de um ano para outro e às vezes são díspares. Quando é assim, têm de ser desprezadas”.



Toda a discussão ao redor da redução da maioridade penal é carente de dados confiáveis, tanto contra como a favor. Um levantamento realizado pela Folha de S. Paulo, publicado no último domingo, questiona dados já divulgados sobre a participação de menores em crimes hediondos.


Um deles é o 0,5% que informa a Presidência da República com base em números do Ministério da Justiça, e outro é o 1% que se atribui ao Unicef (mas cuja responsabilidade o fundo nega, enquanto reforça a informação de que dos 21 milhões de adolescentes brasileiros, 0,013% cometeram atos contra a vida). Em sete dos nove Estados que contribuíram com informações para a Folha, esse índice “é igual ou superior a 10%”, segundo a reportagem.



O próprio Governo – que neste momento articula com a oposição um movimento contra a PEC 171/93 e seus defensores, entre eles o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha – já criticou a falta de dados sistematizados sobre criminalidade juvenil no país.



Nas mãos da polícia
Afastados da arena política, muitos especialistas continuam se posicionando contra a redução da maioridade penal, que será votada na Câmara dos Deputados até o fim de junho, para então passar ao Congresso, onde será votado em duas instâncias. Para Jacqueline Sinhoretto, “essa é uma medida populista e conservadora, que pode ter um efeito devastador na sociedade brasileira”.



A socióloga, que defende a plena aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente como solução para a criminalidade juvenil, se preocupa com um sistema de Justiça seletivo, que se baseia na prisão em flagrante e “põe a responsabilidade da segurança nas mãos da polícia”.


 “A polícia prende, e a Justiça não dá conta de julgar. E quem termina preso? São jovens negros e pobres, que são os que estão na rua, visíveis, como alvos fáceis. Não são prisões estratégicas, e sim feitas em grande parte porque os policiais têm metas a cumprir”, diz

A esquizofrenia de um partido

El Pais

Camisetas anti-Levy, palmas para Vaccari e protestos de rua da direita são contradições registradas no encontro do PT


Pelos saguões do hotel da praia do Rio Vermelho, em Salvador, onde acontece o V Congresso Nacional do PT, legenda de Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff, há militantes que passeiam com uma mensagem explícita na camiseta: "Fora o plano de Levy".




O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é um liberal alheio ao partido, mas escolhido por Dilma, em janeiro, para conduzir o ajuste fiscal e a política econômica de corte de gastos que, na opinião dos dois, são necessários para que o país volte a crescer no próximo ano (no momento flerta com a recessão).




As camisetas antiministro são um sintoma da peculiar esquizofrenia vivida pelo maior partido do Brasil, no poder há mais de 12 anos (oito com Lula e quatro com o primeiro mandato de Dilma).



Outro sintoma dessa contradição é a turbulenta redação do principal documento do congresso, a chamada Carta de Salvador, da qual foram retiradas, ao longo da semana, folha por folha, as críticas escritas em um primeiro momento contra a política econômica do Governo.



A própria presidenta, há poucos dias, mandou um aviso de que não se pode criticar o ministro da Fazenda por tudo ("não se pode fazer isso, criar um Judas”) em um pronunciamento que, para especialistas, foi dirigido especialmente aos que estavam preparando o congresso.



O terceiro sinal de esquizofrenia de que padece o partido apareceu quando o presidente Rui Falcão aludiu ao tesoureiro João Vaccari, acusado de pertencer à trama corrupta da Petrobras e ter angariado dinheiro para o partido proveniente dos subornos das empresas que alardeavam contratos.



Ao ouvir o nome de Vaccari, os participantes do Congresso aplaudiram. Entusiasticamente. Essa aclamação, que durou três minutos e serviu para redimir o tesoureiro, pelo menos aos olhos do partido, pode se compatibilizar mal com a promessa da presidenta Dilma Rousseff de perseguir a corrupção seja lá onde ela estiver.



Poderíamos falar de outra contradição: o PT, formação esquerdista de inspiração popular, perdeu o controle das ruas. As últimas manifestações de massa pertenceram aos adversários de Lula e Dilma Rousseff, que lotaram a Avenida Paulista



 As centenas de militantes e os quadros dirigentes buscam nesse Congresso recuperar a pulsação vital das pessoas comuns. Mas isso às vezes é difícil quando se detém o poder por tanto tempo e a questão é discutida no salão de um hotel.

‘Psicose da faca’ inflama debate sobre segurança e desigualdade no Rio


Moradores de bairros nobres vivem clima de terror após morte de ciclista a facadas

Brasil, protestas por los asaltos
Protesto pela morte assassinato do ciclista Jaime Gold no Rio. / FERNANDO FRAZÃO (Agencia Brasil)


No bairro nobre de Botafogo, no Rio de Janeiro, irremediavelmente engarrafado durante a hora do rush da tarde, o motorista de táxi sai da letargia e se levanta como um cão de caça. “Olhe, esses garotos são perigosos...



Eles estão olhando, procurando. Tenha cuidado”. Ele se referia a dois adolescentes que perambulavam com muita calma pelo meio-fio, observando as mesas colocadas numa calçada nas proximidades. Vários clientes colocam os telefones celulares no bolso. Ultimamente, não há um dia que não se comentem roubos com vítimas esfaqueadas no Rio e as pessoas não estão para brincadeiras.



Em janeiro, a epidemia foi de balas perdidas, mas neste outono abundam facadas, muitas vezes de surpresa e sem dizer uma palavra, talvez para não perder a calma ou para acelerar o assalto. Pode ser uma bolsa, um celular ou uma bicicleta, como aconteceu com o cardiologista Jaime Gold, de 57 anos, vítima mortal de dois garotos que lhe deram três facadas no abdômen e uma na mão quando pedalava tranquilamente em um dos lugares de lazer mais representativos do Rio, a Lagoa Rodrigo de Freitas, futuro palco olímpico e espaço privilegiado para milhares de cariocas que começam e terminam o dia praticando esportes.
A tragédia de Gold e o ataque a uma turista chilena, que recebeu um corte de faca no pescoço enquanto tomava sol na praça da Glória, perto do centro, voltaram a colocar o Rio à beira da psicose coletiva.


 “Antes, eles usavam a faca só para intimidar”, diz indignado o porteiro de um edifício imponente na Praia do Flamengo, “mas agora furam primeiro e falam depois”. Nos quatro primeiros meses do ano, 167 vítimas de armas brancas foram atendidas em quatro grandes prontos-socorros da cidade, de acordo com dados coletados pelo jornal O Globo.


A cifra, comparada com outras grandes cidades do mundo, é alta. E, no entanto, segundo as estatísticas, não há mais ataques de faca no Rio de Janeiro do que no ano passado, nem mais do que no resto do país.



“O que acontece”, diz o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em violência Ignacio Cano, “é que alguns ataques surpreendentes e infelizes aconteceram na zona sul, a região mais abastada da cidade”. O sociólogo admite que exista medo, especialmente entre as classes médias, mas culpa os meios de comunicação por “fazerem um acompanhamento exagerado de uns poucos casos que acabam se reproduzindo como notícia”.


O presidente da atuante ONG carioca Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, diz que a psicose é evidente e generalizada. “Não é uma criação da imprensa. São meninos muito novos que descem os morros com dois objetivos: roubar bicicletas ou roupas como símbolo de status e ganhar visibilidade na comunidade com suas proezas, como fonte de poder”.


Segundo ele, o Rio tem uma “química explosiva: desigualdade enorme e muito próxima entre si, tráfico de drogas, uma sociedade de consumo e um estado frágil [...] Mas as autoridades têm o hábito de agir sobre as consequências e não sobre as causas do problema.”Sylvie é um estudante francesa que veio ao Rio atraída pelas praias e pela natureza dessa “linda cidade”.




Desfruta da atmosfera boêmia do bairro de Santa Teresa, mas ela não se sente tão “livre” como se sentia quando chegou, há um ano. “Há algum tempo temos medo à noite e mudamos alguns comportamentos”. Ela e suas amigas sempre usam táxis à noite. Taxistas como Ricardo M., que detesta trabalhar à noite, começou a fazê-lo durante os fins de semana para compensar a queda da receita experimentada neste ano por causa da estagnação econômica. “Desde o início da onda de ataques é muito perceptível que as pessoas estão tendo cuidado: querem ir até a porta de casa, estão com mais medo”, diz.



Um dos grandes paradoxos do Rio é a relação da população com a polícia, a mais violenta do país. Só em 2013 ela matou 413 pessoas. Embora os crimes policiais tenham diminuído nos últimos cinco anos, o suposto equilíbrio de várias favelas pacificadas é extremamente frágil e praticamente não há semana sem alguma vítima da violência policial e de suas balas perdidas, às vezes crianças.



A repulsa dos intelectuais e dos ativistas à polícia continua sendo praticamente unânime, apesar dos esforços das autoridades. “A passagem de um Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE), com seus rifles colocados nas janelas, perturba os habitantes das comunidades tanto como o trânsito de uma patrulha de traficantes de drogas”, explica seriamente Angelica, uma assistente social “cansada de histórias que não correspondem à vida diária das pessoas”.

 

Mais presença policial

A morte de Gold voltou a expor as fraturas da sociedade carioca
“Desespero e aceitação resignada da violência da polícia brasileira” era a manchete semanas atrás do The New York Times. O professor Ignacio Cano afirma que “ninguém confia na polícia do Rio, mas a classe média pede mais presença”. O paradoxo, enfatiza, é que o número de crimes em áreas desfavorecidas da Baixada Fluminense é absurdamente maior do que na zona sul.




 “É natural que as classes médias peçam mais presença da polícia na zona sul”, diz Antonio Costa por sua vez, “porque nos bairros nobres do Rio o trabalho policial é exercido como os cidadãos gostam. Não cometem os crimes que cometem nas favelas”.



A morte de Gold voltou a expor as fraturas da sociedade carioca. Um grupo de ciclistas que se dirigiu à sede do governo para protestar contra o assassinato encontrou, ao chegar, cerca de quinze pessoas vindas do Morro do Dendê (na zona norte) protestando contra a morte de Gilson da Silva dos Santos (de 13 anos) e Wanderson Jesus Martins (de 23) em uma operação policial e o posterior esquecimento do caso. Não houve união entre os dois grupos.




“O caso do ciclista foi resolvido antes do nosso. Só porque ele tinha estudos têm mais direitos do que nós, que somos da comunidade?”, questionou Emerson Mello, 21, irmão de Wanderson, em declarações à imprensa. Entre 2007 e maio de 2014 morreram de forma violenta 50.181 pessoas no Estado do Rio. Quinze por dia.



As propostas recorrentes de redução da maioridade penal (de 18 para 16 anos) recrudesceram o debate ideológico exatamente durante a onda de esfaqueamentos e a prisão de alguns adolescentes, como um suposto assassino de Gold (três jovens estão presos) que aos 16 anos já foi preso e libertado 15 vezes, todas elas por furtos e roubos com violência nos bairros mais abastados na zona sul.



Aqueles que protestaram furiosamente contra os esfaqueamentos foram criticados por não darem a mesma importância às constantes mortes violentas que ocorrem em bairros pobres (também nas mãos da polícia). Aqueles que enfatizam as duras condições de vida das crianças da favela que descem os morros armados para roubar nos bairros ricos são às vezes acusados de justificar a violência e de relativismo moral.



O Governo considera que a redução da idade de responsabilidade criminal “não resolve nada”, de acordo com várias organizações sociais, e é resolutamente contra a medida.
A morte do ciclista aconteceu no mesmo dia em que autoridades cariocas e fluminenses realizavam com os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Rio 2016 uma das suas reuniões periódicas de acompanhamento. Os executivos reiteraram sua mensagem de apoio à cidade e mostraram confiança cega que a presença policial reforçada garantirá a tranquilidade durante as Olimpíadas.



A polícia já aumentou o número de patrulhas nas regiões turísticas, mesmo antes dos protestos. Neste mês foi permitido bloquear telefones celulares apenas com a notificação de roubo emitida pela Polícia Civil, para dissuadir os ladrões. Em poucos dias, a Assembleia Legislativa do Rio aprovou o projeto de lei que inclui o roubo de bicicleta nos registros como um crime específico.




O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), pediu enfaticamente a criminalização do porte de arma branca.


No início de junho, a violência parece ter se deslocado novamente para o norte da cidade. Uma das mais recentes vítimas de ferimentos de faca, a designer de moda Nathália Labanca, foi atacada por três menores na Tijuca. Ela diz que um deles tinha cerca de oito anos. Outras fontes insistem que os traficantes de drogas deram a ordem de interromper essas ações em algumas favelas porque atraíam a atenção da polícia para os territórios que eles dominam.



No Leblon, um dos bairros mais caros do continente, um cartaz anuncia cursos de defesa contra ataques de faca e seu proprietário explica que a ideia surgiu a partir de pedidos de clientes: “A filosofia da agressão mudou no Rio: hoje ferem você primeiro e depois levam seus pertences, mesmo que você não tenha nenhuma reação”. Memes irônicos circulam nas redes sociais com sofridos ciclistas vestidos com roupas de metal para evitar riscos.



No local exato onde morreu Gold, duas meninas contam que pararam de usar a bicicleta para ir ao trabalho para não terem de voltar para casa no escuro à noite, embora nestes dias a presença policial na área seja abundante. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse em entrevista a este jornal, em janeiro, referindo-se à crise das balas perdidas, algo que pode ser aplicado muito bem a essa onda de facadas:


 “Aumentaram de um mês para o outro, mas não na série histórica. É um pico. A segurança no Rio é um paciente em um estado de febre permanente”.

Que judiação!É uma criança...Vejam o que os pais estão fazendo com ele.Vocês acham que ele teve escolha?





Comentário

1. VEJAM SÓ O QUE OS GAYZISTAS ESTÃO FAZENDO COM NOSSAS CRIANÇAS!Anonimo

2.Gente, não explorem mais a imagem deste menino. Ele é uma criança e fez o que lhe permitiram fazer e ensinaram. Não façam isso. Essa criança está sendo ridicularizada pelo que os pais não lhe ensinaram. Vamos em cima do Jean Willys, mas deixem a imagem do menino em paz. Esse menino precisa de ajuda e não ser ridicularizado.Anonimo

3.  ESSA CRIANÇA.........DEVERIA SER PROIBIDA DE ESTAR AÍ NO MEIO DE ADULTOS.........AONDE TEM TODO TIPO DE GENTE..... UNS BEBENDO......OUTROS FUMANDO......MUITOS NUS......OUTROS FAZENDO CENAS DE SEXO EXPLICITAS......DESRESPEITANDO O NOSSO SENHOR JESUS.......COMO É QUE FICA A CABEÇA DESSA CRIANÇA GENTE........QUE PAÍS É ESSE...SERÁ QUE VAMOS DEIXAR A TURMA DA DESORDEM TOMAR CONTA DO BRASIL ASSIM? ACORDEM GENTE DO BEM!!!!!!!!!Anonimo