sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Depois de isolar Delcídio, PT tenta se descolar de José Dirceu


Paula Pacheco
 iG São Paulo


Encurralado pela falta de credibilidade, o Partido dos Trabalhadores aproveitou a prisão de Delcídio do Amaral (líder do governo no Senado, eleito por Mato Grosso do Sul), para reforçar a estratégia de uma faxina geral na imagem.

O comunicado do PT, assinado pelo presidente nacional Rui Falcão, tenta descolar o partido do escândalo envolvendo o parlamentar, suspeito de tráfico de influência com o objetivo de facilitar a fuga de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, condenado na Operação Lava-Jato. Dias antes, a legenda já tinha decidido desembarcar do apoio a Eduardo Cunha (PMDB/RJ), presidente da Câmara dos Deputados, envolvido em denúncias e que será julgado por falta de decoro parlamentar por mentir aos colegas de uma CPI.


Agora, além da provável expulsão de Delcídio, que rapidamente vem ganhando força e que será decidida pela Comissão Executiva Nacional do PT, há um movimento interno entre os líderes do partido para negociar com José Dirceu, preso em Curitiba, sua desfiliação.
Para interlocutores que acompanham de perto a tentativa do partido de voltar às origens, a expulsão de Dirceu seria traumática demais por causa da relação histórica dele com o PT. Por isso, o melhor caminho seria o acordo para que ele peça o desligamento do Partido dos Trabalhadores.

O movimento cirúrgico envolvendo Dirceu será parecido com o que foi feito com o ex-deputado federal André Vargas, que se desfiliou do PT após condenação na Operação Lava-Jato, em setembro passado.


ESTRATÉGIA DA VIRADA
A nova configuração do partido, pilotada por Rui Falcão e o alto comando do PT, passa pela reaproximação com os movimentos sociais e críticas ao ministro Joaquim Levy, da Fazenda, e a condução da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff.


Os críticos acham que o endurecimento do PT em relação a Delcídio do Amaral e a Cunha ainda é insuficiente para recuperar a imagem e ajudar tanto na crise que engole o governo da presidente Dilma quanto no desempenho nas urnas nas eleições municipais de 2016. Para tal, o partido deveria se afastar de outros petistas envolvidos em denúncias, como o tesoureiro da campanha presidencial, João Vaccari Neto. Além disso, teria demorado muito para sair de perto de Cunha na esperança de garantir um aliado que barrasse os pedidos de impeachmet de Dilma na Câmara.


CRÍTICAS A FALCÃO
A decisão do PT de não apoiar Delcídio do Amaral, se por um lado agradou aos militantes que esperam pela faxina no partido, por outro houve quem achasse que a nota assinada por Rui Falcão foi precipitada. Segundo a nota assinada pelo presidente do partido, as negociações envolvendo Delcídio, o advogado Edson Ribeiro e Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, responsável por denunciar o esquema, não têm relação com a atividade como senador.


O trecho mais criticado entre os parlamentares no dia da prisão do senador, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é o que isenta o PT da responsabilidade na ação de Delcídio. “O PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade”, informou o partido horas depois da prisão do líder no Senado.


A liderança do PT saiu em defesa de Falcão. “Ele merece a solidariedade, o apoio e o aplauso, apesar de ser doloroso. A militância não está mais disposta a baixar a cabeça e quer resgatar a dignidade”, classifica Marco Aurélio de Carvalho, coordenador jurídico do partido. “Trata-se de um movimento de reencontro com uma bandeira histórica do PT.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG O PT e o governo estão completamente perdidos, desnorteados, não sabem o que fazer nem como fazer. Expulsar o Delcídio é uma coisa, pedir a José Dirceu para se desfiliar é outra coisa. Se Dirceu se aborrecer e fizer delação, acaba com Lula, com Dilma e com o próprio PT. Somente isso. (C.N.)

Cunha diz que todos os pedidos de impeachment já têm parecer técnico


26/11/2015 19h17 - Atualizado em 26/11/2015 19h54


Presidente da Câmara ainda tem de analisar sete pedidos de afastamento. 


Ele afirmou que poderá decidir na segunda-feira (30) se acolhe solicitações.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, concede entrevista coletiva no Salão Verde (Foto: Nathalia Passarinho / G1)O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, concede entrevista coletiva no Salão Verde (Foto: Nathalia Passarinho / G1)
 
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (26) que todos os sete pedidos de abertura de impeachment da presidente Dilma Rousseff que ainda não foram analisados já receberam pareceres técnicos da área jurídica da Casa. O peemedebista disse que poderá decidir na próxima segunda (30) se acolhe ou não as solicitações.

Desde o mês passado, o presidente da Câmara tem afirmado que decidiria sobre os pedidos de impeachment em novembro. Questionado se cumprirá o prazo, ele destacou que ainda não está "inadimplente", já que este mês só termina no início da próxima semana.

“Quem sabe segunda-feira [eu decida]. Não estou ainda inadimplente. Vocês podem cobrar a partir de segunda. É possível [que haja decisão na segunda]. [...] Todos nessa altura já têm parecer”, disse Cunha.

Deputados contrários ao presidente da Câmara afirmam que ele está segurando a decisão sobre o impeachment para negociar um acordo com o governo federal, pelo qual deputados do PT votariam por sua absolvição no processo a que responde por suposta quebra de decoro parlamentar.

Em troca, Cunha rejeitaria a abertura de processo para investigar Dilma. O peemedebista e deputados petistas negam qualquer tipo de negociação.

Entre os pedidos de impeachment pendentes está um de autoria do ex-fundador do PT Hélio Bicudo e do jurista Miguel Reale Junior, que se baseia nas chamadas “pedaladas fiscais” do governo Dilma, que consistiu no atraso de pagamentos do Tesouro Nacional a bancos públicos a fim de cumprir metas parciais da previsão orçamentária.

Por causa dos atrasos na transferência, Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES tiveram que desembolsar recursos próprios para custear programas sociais, como o Bolsa Família. Essa prática resultou em parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) pela rejeição das contas de 2014 do governo Dilma.

O pedido de impeachment assinado por Bicudo também traz cópias de decretos presidenciais assinados por Dilma que liberam créditos extraordinários sem o aval do Congresso, o que, segundo o jurista, reforçaria a tese das "pedaladas fiscais".


Arte Rito do Impeachment (Foto: Editoria de Arte / G1)

Confirmam-se “Furos” veiculados. Lula surtou. PT acabou. Dilma já era.

26/11/2015


O que vem sendo anunciado a meses , começa a ser veiculado na Grande Mídia.  

Lula surtou de vez. Razões não faltam e foram cansativamente repetidas aqui: Medo de prisão. Desprestigiado no Partido. Desmoralizado por Dilma. Ver ruir certeza de disputar Eleição 2018 pelo PT. Desmascarado diante à Opinião Pública. Acusações contra família. Agravamento da Doença na Laringe e efeitos colaterais de fortes remédios, transformaram o "Cumpanhero" numa Bomba Relógio. 

Imprevisível, prejudicial e nocivo a interesses, é hoje um mal que todos querem manter distância.

O PT virou salada. Ruy Falcão mostra não ter capacidade de comando. Na verdade foi sempre figura decorativa, quando chamado a assumir, emite uma nota desastrosa, demonstrando o Lema do Partido, ensinado por Lula: Pra se manter, trair e abandonar. Amigo é quem traz vantagem. Lealdade é coisa pra Burguês. Socialista de Shopping, garante o seu. Partido simplesmente chutou a cabeça de Delcídio e a entregou ao carrasco.
No meio da Turbulência, Gleisi, Humberto e Lindemberg, totalmente enrolados no lamaçal, votaram pela libertação do Parceiro de Infortúnio. Tentativa clara de tentar mostrar união do PT, já implodido, sem nenhuma condição moral de governar e busca de tábua de salvação.
Nomes de Dilma e de Ministro do STF, citados na gravação de Delcídio, foram ignorados, pelo menos por enquanto, pela Polícia federal. Demonstração de estratégia inteligente e saber com quem mexe. De nada adiantaria arrolar os dois. O Office Boy Cardozo agiria igual a rolo compressor, Teori, Levandowski & Cia também. Pelas leis Brasileiras, não haveriam provas. Tiro no pé a favorecer acusados, que sairiam igual Delcidio saiu no passado. Fortalecidos e alardeando honestidade. Vale a citação no ãmbito moral. Mais uma pulga atrás da orelha, de MilitantE e MilitantA, que morre por essa GentA.
No frigir dos ovos ficam três certezas. Dilma não tem mais condições de permanecer, por total incapacidade de administrar. O PT acabou como partido e as Fontes do Sofá não jogam conversa fora. Ouvimos piadinhas, deboches e rotulações. Sem problemas. Nada como um dia depois do outro e um Lula no meio.
(Via Sofá de pobre) Blog

PT quer aumentar o auxilio reclusão para cada PTRALHA preso.Enquanto isso os brasileiros honestos ganham salário minimo.


PT QUER 10 MIL POR MÊS DE AUXÍLIO RECLUSÃO, POR JOSELITO MULLER

AUXILIO RECLUSÃO
Dono do melhor do jornalismo humorístico, Joselito Muller apanha muito bem a atual situação vexatória da política no Brasil…

BRASÍLIA – A bancada do Partido dos Trabalhadores na câmara dos deputados apresentou projeto de lei, que deverá tramitar em regime de urgência, aumentando o auxilio reclusão para dez mil reais.

A medida, segundo os autores, visa garantir às famílias dos presidiários “uma melhor condição financeira enquanto um ente querido cumpre pena.”

De acordo com o projeto, “a dignidade da pessoa humana é um princípio que está escrito na Constituição. Como falar em dignidade, se os familiares daquele que está preso não têm dinheiro para viver dignamente?

O projeto, no entanto, não prevê a aplicação do valor para todos os presos, mas somente para aqueles que já ocuparam “cargo público para o qual foram alçados por meio do voto popular”.

http://www.joselitomuller.com/apos-prisao-de-mais-um-petista-bancada-quer-aumentar-auxilio-reclusao-para-r-10-00000/

Comentário

Eu acho que essa informação é falsa.Dez mil é muito. Deve ser mais uma brincadeira do Joselito Muller. Leia abaixo o que diz outra noticia a respeito desse assunto:

N.B



Mamãe Dilma acaba de anunciar o aumento de auxílio reclusão, para cada petista preso cerca de R$ 1.200,00. Só ai, de acordo com as prisões já concluídas e as que ainda vão acontecer, o PT pode ser “Como nunca na história desse país” o maior arrecadador do beneficio.


A medida, segundo os autores, visa garantir às famílias dos presidiários “uma melhor condição financeira enquanto um ente querido cumpre pena.”



De acordo com o projeto, “a dignidade da pessoa humana é um princípio que está escrito na Constituição. Como falar em dignidade, se os familiares daquele que está preso não têm dinheiro para viver dignamente?


O projeto, no entanto, não prevê a aplicação do valor para todos os presos, mas somente para aqueles que já ocuparam “cargo público para o qual foram alçados por meio do voto popular”.




Contagem regressiva ‘LULA e FILHOS’ na CADEIA, PF acaba de indiciar 19 por ‘venda’ de medidas provisórias


A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (26) 19 pessoas no inquérito que investigou a suspeita de "compra" de medidas provisórias em benefício do setor automotivo, incluindo a ex-secretária de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e da Receita Federal, Lytha Spíndola, e o ex-diretor de comunicação do Senado Fernando Cesar Mesquita por suposta corrupção passiva.

Também foram indiciados representantes das empresas Caoa, da montadora Hyundai, e MMC, da Mitsubishi, por suspeita de corrupção ativa.

O indiciamento da PF não significa culpa formada, mas sim que a polícia encontrou indícios suficientes para atribuir a uma pessoa a autoria de um crime. As conclusões da PF serão agora analisadas pelo Ministério Público Federal, que tem a atribuição de apresentar ou não denúncia ao Judiciário. O caso tramita na 10ª Vara Federal de Brasília.

O inquérito é um desdobramento da Operação Zelotes, que desde março passado investiga venda ilegal de decisões no Carf, conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de empresas contra multas aplicadas pela Receita Federal. Além do inquérito agora concluído pela PF, tramitam pelo menos outros 19 sobre o mesmo tema.

A PF decidiu que ainda que toda a parte da investigação referente a um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luis Claudio Lula da Silva, será desmembrada e objeto de um novo inquérito específico, ainda sem prazo para acabar. Na mesma investigação entrarão os dados relativos ao ex-ministro Gilberto Carvalho.

Uma empresa do filho de Lula, a LFT Marketing Esportivo, recebeu R$ 2,5 milhões entre 2014 e 2015 de uma empresa do lobista Mauro Marcondes Machado, que tinha empresas automotivas como clientes. A PF considerou “contraditórias e vazias” as explicações de Luis Claudio sobre o objetivo desses pagamentos. O filho do ex-presidente alega ter prestado serviços na área esportiva.

Todos os investigados no inquérito sobre suspeita de “compra” das medidas provisórias negaram envolvimento com irregularidades.

Fernando César Mesquita disse à Folha nesta quinta-feira (26) que as suspeitas da PF são “um negócio meio delirante”. “Eu li todo o inquérito. Não tem absolutamente nada contra mim, ninguém me acusa de nada, não tem nada que possa me colocar como colaborador de qualquer grupo. É até risível dizer que eu fui corrompido para corromper senadores ou que eu poderia pedir a um senador para votar de um jeito ou de outro”, disse o ex-diretor de comunicação do Senado.

O advogado João Paulo Boaventura, que defende Lytha Spíndola, disse que recebe “com toda a tranquilidade” a notícia do indiciamento. “Ela vai provar nos autos da denúncia sua inocência, com muita tranquilidade e muita calma”, disse Boaventura. O advogado afirmou que os pagamentos feitos pelo lobista Mauro Marcondes à firma dos filhos de Lytha referem-se à prestação de serviços “que foram devidamente comprovados” no inquérito. O defensor lamentou que ainda não tido acesso a todos os documentos e provas que integram a Operação Zelotes.

Em notas divulgadas na época da deflagração da operação, no final de outubro, Caoa e MMC também negaram quaisquer irregularidades.
(Via Folha e agências)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Os palácios estão desabando



25 de novembro de 2015 § 2 Comentários

cart1

Cerveró é o cara que a Dilma atirou às feras dizendo que foi ele que levou-a a assinar a compra da “ruivinha” de Passadena. Esteves é o banqueiro que foi resgatar Bumlai, o amigo de Lula de 500 milhões de reais do BNDES depois de falido.  É também o grande agente das mega estrepulias de Lula na África.

Delcídio citou os nomes de todos os juízes do STF na gravação. Se não mandassem prender tavam desmoralizados.

Cheque mate de Moro e da Polícia Federal!

Os palácios estão balançando e vão desabar. O PT já sentiu o golpe e, como é do DNA do lulismo, exatamente por isso atirou Delcídio às feras.


Os palácios estão desabando – 2

by fernaslm
castelo+de+cartas
Cerveró é o cara que a Dilma atirou às feras dizendo que foi ele que levou-a a assinar a compra da "ruivinha" de Passadena. E, depois de um ano de cana, topou a delação premiada.
Bumlai é o cara a quem Lula presidente deu uma carteirinha com foto e tudo mandando dar livre trânsito onde quer que quisesse circular pelas dependências do governo. De fazendeirinho virou rei do gado, depois usineiro e aí estourou.
O cerco a gente tão próxima estava ficando perigoso demais e então a alta cúpula do PT vislumbra uma saída. Delcídio, que não é petista de origem, é simpático e afável, amigo de todo mundo, pra desatar esse nó. O "jeito" imaginado foi o que está descrito nas gravações ... que foram feitas e entregues à polícia por ninguém menos que o filho de Cerveró.
Queriam fritar o velho? Taí...
a3
André Esteves é o banqueiro que foi resgatar Bumlai, o amigo de Lula de 500 milhões de reais do BNDES depois de falido.  Comprou um latifúndio dele no Pantanal, sabe-se lá por que preço, e não deu nem pra começar a tapar o buraco. É também o grande agente das mega estrepulias de Lula na África e mais, muito mais...
Na gravação (ou serão gravações?), Delcídio citou os nomes de todos os juízes do STF. Se não mandassem prender os caras tavam desmoralizados. E isso botou na cara do Senado algo maior que o Senado. Nó que nem mesmo o imortal Renan Calheiros conseguiu desatar.
Cheque mate de Moro/Ministério Público/Polícia Federal!
A coisa mudou de prateleira!
Os palácios estão balançando e vão desabar. O PT foi o primeiro a entender isso. E, como é do DNA do lulismo, apressou-se em atirar Delcídio às feras pra dar a entender que não tem nada com isso, o que pode fazer com que também ele venha a abrir o bico.
O bicho vai pegar!
a3

Guardem os nomes dos senadores que votaram pela liberação do Delcídio.Boa coisa não são.

25/11/2015 23h03 - Atualizado em 25/11/2015 23h48

Nove dos 13 senadores que votaram por liberar Delcídio são do PT

Outros 4 que defenderam fim da prisão são do PSB, PDT, PMDB e PTB.
Apenas dois petistas votaram por manter a prisão do líder do governo.

Nathalia Passarinho e Laís Alegretti Do G1, em Brasília

Dos 13 senadores que registraram nesta quarta-feira (25) voto pela derrubada da prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo, 9 são do PT. 


Os outro quatro são do PSB, PDT, PMDB e PTB.

Apenas o PT orientou a bancada a derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas dois senadores petistas votaram por manter a posição do Corte – Walter Pinheiro (PT-BA) e Paulo Paim (PT-RS).

Ao todo, 59 votos foram favoráveis a manter a prisão e houve uma abstenção.


Dos 12 senadores que são alvos de inquérito no Supremo (sem contar com Delcídio Amaral) por suspeita de envolvimento nos crimes investigados pela Operação Lava Jato, quatro votaram pela continuidade da prisão: Benedito de Lira (PP-AL), Fernando Bezerra (PSB-PE), Valdir Raupp (PMDB-RR) e Romero Jucá (PMDB-RR).


 
Outros quatro defenderam a revogação: Fernando Collor (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE) e Lindberg Farias (PT-RJ). Três não participaram da votação: Gladson de Lima Cameli (PP-AC), Ciro Nogueira (PP-PI) e Renan Calheiros (PMDB-AL), que não votou por estar presidindo a sessão. Um dos investigados registrou abstenção – Edison Lobão (PMDB-MA).

Veja a lista:

Votaram por revogar a prisão:

Ângela Portela (PT-RR)
Donizete Nogueira (PT-TO)
Fernando Collor (PTB-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
Jorge Viana (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Lindberg Farias (PT-RJ)
Paulo Rocha (PT-PA)
Regina Sousa (PT-PI)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Telmário Mota (PDT-RR)

Abstenção
Edison Lobão (PMDB-MA)

Votaram por manter prisão
 
Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Ana Amélia (PP-RS)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Blairo Maggi (PMDB-MT)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Dalírio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Acolumbre (DEM-AP)
Douglas Cintra (PTB-PE)
Eduardo Amorim (PSC-SE)
Elmano Ferrer (PTB-PI)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Fernando Coelho (PSB-PE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Hélio José (PSB-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Capiberibe (PSB-AP)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Medeiros (PPS-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (PDT-RS)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lúcia Vania (PSB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Paulo Paim (PT-RS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Randolfe Rodrigues (REDE-AP)
Reguffe (PDT-DF)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
Ricardo Franco (DEM-SE)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Romário (PSB-RJ)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sandra Braga (PMDB-AM)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereisseti (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vanessa Graziotin (PCdoB-AM)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Walter Pinheiro (PT-BA)
Wilder Morais (PP-GO)
Zezé Perrella (PDT-MG)

Por segurança, Nestor Cerveró é transferido de presídio para cela da PF


26/11/2015 11h19 - Atualizado em 26/11/2015 11h47


Transferência ocorreu após pedido da Procuradoria-Geral da República.
Ex-diretor da Petrobras foi condenado em ações oriundas da Lava Jato.

Bibiana Dionísio Do G1 PR
Nestor Cerveró permanece em silêncio durante sessão de depoimento na CPI da Petrobrás, realizada na Justiça Federal, em Curitiba (PR), nesta segunda-feira (10) (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)Nestor Cerveró foi diretor da área Internacional da Petrobras (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
 
O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, preso pela Operação Lava Jato, foi transferido na quarta-feira (25) de um presídio na Região Metropolitana de Curitiba para a carceragem da Polícia Federal, na capital paranaense. De acordo com a Polícia Federal, a transferência foi um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) por questões de segurança.

Cerveró estava detido no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por envolvimento no esquema criminoso descoberto na Petrobras. Ele foi condenado em duas ações penais no âmbito da Lava Jato por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-diretor foi peça-chave para a prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), e do sócio do banco BTG Pactual André Esteves. Ambos são suspeitos, de acordo com a PGR, de tentar obstruir as investigações da Lava Jato e de planejar uma eventual fuga de Cerveró, caso ele conseguisse a revogação da prisão.

Também foi preso o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira. Há ainda uma mandado de prisão contra o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, que está nos Estados Unidos.

A obstrução
A Procuradoria-Geral da República relatou, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que Delcídio do Amaral ofereceu R$ 50 mil mensais ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada ou, se o fizesse, não citasse o parlamentar.

Parte dos valores prometidos a Cerveró seria repassada à família do ex-diretor da Petrobras a partir de honorários advocatícios pagos por André Esteves, ao advogado Edson Ribeiro. O banqueiro negou a acusação em depoimento à Polícia Federal.
O senador também teria prometido a Ribeiro, segundo o documento da PGR, mais R$ 4 milhões em honorários advocatícios.
Em diversos trechos, o relatório da PGR aponta tentativas de Delcídio de “embaraçar as investigações”.

Fala em “atuação concreta e intensa” do senador e do banqueiro para evitar a delação premiada de Nestor Cerveró, “conduta obstrutiva” e “tentativa de interferência política em investigações judiciais”.

A iniciativa de revelar a suposta tentativa de Delcídio de obstruir as investigações da Lava Jato partiu do filho e da advogada de Cerveró. Por conta própria e com ajuda da advogada Alessi Brandão, Bernardo Cerveró gravou uma conversa que teve no último dia 4 de novembro com o senador e outro advogado de seu pai, Edson Ribeiro.

A PGR teve acesso a gravações realizadas por Bernardo Cerveró de duas reuniões recentes – realizadas em 4 e 19 de novembro – com a participação de Delcídio do Amaral e André Esteves.

Chega de impunidade, chega de impunidade, chega de impunidade...Quando é que a IMPUNIDADE para crimes ambientais vai ACABAR, MESMO??

Gabriela Biló/Estadão ConteúdoLama de Mariana mostra o desmonte das leis ambientais

Mario Mantovani
Malu Ribeiro

Especial para o UOL

A lama de rejeitos de minério que cobre o rio Doce e o mar no norte do Espírito Santo, com seu rastro de degradação e impactos, reflete as trágicas consequências do desmonte gradativo da legislação ambiental brasileira e da sua não aplicação. Processo esse que teve início com a alteração do Código Florestal e se estende por diversas iniciativas que fragilizam a proteção ambiental, como projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional sobre o licenciamento ambiental e o novo Código da Mineração.


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A tragédia anunciada de Mariana –que teve início com o rompimento da barragem de rejeitos de minério da Samarco, pertencente às gigantes do setor Vale e BHP Billiton– pode ser considerada o estopim de uma bomba-relógio instalada no país.


A Agencia Nacional de Águas (ANA) tem cadastradas 520 barragens de rejeitos em regiões de cabeceira de grandes rios e bacias hidrográficas. Destas, 264 são de rejeitos de minério e 256 de atividades industriais. Ao todo, o Brasil tem cadastrados 13.529 reservatórios, que são licenciados individualmente de acordo com a demanda de cada empresa e setor. Portanto, não é feito um estudo estratégico do impacto cumulativo desses reservatórios e das atividades, tampouco da capacidade de suporte das bacias hidrográficas, da região ou dos biomas.


Minas Gerais –Estado popularmente chamado de caixa d'água do país por reunir as nascentes e rios formadores de grandes bacias hidrográficas que abastecem cerca 70% da população brasileira– tem cadastradas 361 barragens de rejeitos. A concentração de atividades econômicas de alto impacto e potencial risco em uma região tão estratégica para prover o país de água já evidencia a fragilidade e o despreparo dos órgãos públicos em planejar de forma equilibrada e integrada o uso e a conservação dos recursos naturais.

Danos ambientais decorrentes de problemas com atividades minerárias instaladas em Minas Gerais já resultaram em acidentes com impactos em bacias interestaduais, afetando a água e os ecossistemas que servem milhares de pessoas. Em 29 de março de 2003, o rompimento de uma barragem na cabeceira do rio Pombas, afluente do Paraíba do Sul, impactou toda a bacia e chegou ao mar no Rio de Janeiro.

Para evitar novos danos com a mesma empresa, em 2009, em decisão polêmica, mas conjunta com órgãos ambientais dos Estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, a ANA permitiu a liberação gradual de rejeitos sem tratamento no rio Pomba, afluente do Paraíba do Sul. Por cinco anos, até agosto do ano passado, os rios Pomba, Muriaé e Paraíba do Sul foram utilizados para diluir os poluentes gradativamente. Com isto, esses rios acabaram recebendo cerca de 1,4 bilhão de litros de lignina, rejeito da celulose com grande concentração de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), tornando a água imprópria para consumo.

Para os órgãos ambientais e de controle foi melhor aceitar o rio Pomba como receptor temporário desses rejeitos industriais, de característica orgânica, do que correr o risco de um novo desastre semelhante ao ocorrido em 2003.  Os Estados arcaram com o monitoramento da água ao longo do período de diluição e, assim, essa remediação foi considerada pelas autoridades um caso de sucesso para evitar acidente grave.

Utilizar rios para diluir esgoto por não termos tratamento adequado é uma prática recorrente no país, uma vez que o saneamento básico é responsabilidade do poder público e este por sua vez não prioriza o serviço ambiental. Agora, utilizar a água já escassa dos rios para diluir rejeitos porque mineradoras não têm recursos para trata-los já é demais.

Embora as barragens de rejeitos venham sendo monitoradas e as empresas busquem aperfeiçoar técnicas e padrão de gestão em virtude da pressão social decorrente de acidentes de grandes proporções, aqui no Brasil fica cada vez mais evidente a não aplicação da lei, o desmonte dos órgãos de fiscalização e controle e as continuadas anistias para devedores de multas por danos ambientais, com custos cada vez maiores para remediação de danos que poderiam ser evitados.

A lama do rio Doce precisa nos ajudar a denunciar e a repudiar a passividade do governo brasileiro e sua incapacidade de reagir, pronta e efetivamente, no sentido de defender a sociedade e zelar pelos patrimônios da nação.

Apesar da gravidade do dano e da incapacidade institucional do poder público para agir de forma preventiva na sua competência de licenciar atividades econômicas que lhe interessam momentaneamente, temos que somar esforços para recuperar o ambiente degradado, a bacia do rio Doce e para agir firmemente para conter a pressão do setor minerário junto ao Congresso Nacional. Atualmente, as mineradoras buscam fragilizar o Código de Mineração e o licenciamento ambiental justamente para agilizar e facilitar essas atividades.

Chega de impunidade. Precisamos usar o licenciamento ambiental como instrumento ágil e eficiente de planejamento integrado e estratégico, e não tornar o sistema refém da pressão econômica, de lobbies e incapaz de dar segurança à sociedade. É necessário o engajamento de todos para o aprimoramento das políticas ambientais.

ONU critica Brasil, Vale e BHP por resposta ‘inaceitável’ a desastre de Mariana

  • 25 novembro 2015
     AFP


Image copyright AFP
Image caption Texto afirma existir falta de transparência nas informações sobre riscos de contaminação

A Organização das Nações Unidas criticou duramente o governo brasileiro, a Vale e a mineradora anglo-australiana BHP pelo que considerou uma resposta "inaceitável" à tragédia de Mariana.
E em comunicado divulgado nesta quarta-feira, e que traz falas do relator especial para assuntos de Direitos Humanos e Meio Ambiente, John Knox, e do relator para Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas, Baskut Tuncak, a ONU criticou a demora de três semanas para a divulgação de informações sobre os riscos gerados pelos bilhões de litros de lama vazados no Rio Doce pelo rompimento da barragem, no último dia 5.


"As providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir danos foram claramente insuficientes. As empresas e o governo deveriam estar fazendo tudo que podem para prevenir mais problemas, o que inclui a exposição a metais pesados e substâncias tóxicas. Este não é o momento para posturas defensivas", disseram os especialistas no comunicado.


Em entrevistas, a presidente Dilma Rousseff tem negado negligência no caso. A Samarco, por sua vez, tem afirmado que suas operações eram regulares, licenciadas e monitoradas dentro dos melhores padrões de monitoramento de barragens.


Nesta quarta-feira pela manhã, no programa Bom Dia Ministro, os ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Gilberto Occhi (Integração Nacional) disseram que "desde o primeiro momento" o governo "atuou em uma força tarefa com todos os setores na busca de salvar pessoas".


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A ONU menciona a contradição nas informações divulgadas sobre o desastre, em especial a insistência da Samarco, joint venture formada por Vale e BHP para explorar minérios na região, de que a lama não continha substâncias tóxicas. E descreve com detalhes o desastre ecológico provocado pelo vazamento, incluindo a chegada da lama ao mar.

Image copyright ReutersReuters
Image caption ONU detalhou consequências do acidente, como chegada da lama ao mar
"As autoridades brasileiras precisam discutir se a legislação para a atividade mineradora é consistente com os padrões internacionais de direitos humanos, incluindo o direito à informação. O Estado tem a obrigação de gerar, atualizar e disseminar informações sobre o impacto ambiental e presença de substâncias nocivas, ao passo que empresas têm a responsabilidade de respeitar os direitos humanos", afirmou Tuncak.

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Os dois especialistas classificaram a tragédia como mais um exemplo de negligência de empresas em proteger os direitos humanos e traçam um quadro desolador pós-desastre para as comunidades afetadas.

"Poderemos jamais ter um remédio eficaz para as vítimas, cujos parentes ou ganha-pão podem estar debaixo dessa onda de lixo tóxico, e nem para o meio ambiente, que sofreu danos irreparáveis. Empresas trabalhando com atividades envolvendo o uso de material de risco precisam ter a prevenção de acidentes no centro de seu modelo de negócios."

A BBC Brasil entrou em contato com a Samarco, a Vale e a BHP. Até a noite desta quarta-feira, a Vale respondeu dizendo que não comentaria a nota da ONU mas que esclarece, em seu site, que os rejeitos de mineração não são tóxicos.

A Samarco afirmou que "respeita o direito de expressão da ONU, porém afirma que todas as medidas estão sendo tomadas para prestar assistência emergencial às famílias e comunidades afetadas e para a mitigação das consequências socioambientais desse acidente" e que "desde a ocorrência do acidente em sua Barragem de Fundão vem permanentemente informando à sociedade, autoridades e imprensa que o material proveniente das barragens não apresenta perigo à saúde humana".

Nem deu tempo de chorar': a difícil missão de salvar filhotes de tartaruga de 'mar de lama'

Foto: Divulgação Tamar/ICMBio

  • 25 novembro 2015

    Desde a chegada da lama da barragem da Samarco em Mariana (MG) ao Espírito Santo, biólogos em Linhares tentam evitar que filhotes de tartarugas marinhas entrem em contato com o mar contaminado após saírem dos seus ninhos.

    Nesta semana, uma equipe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar/ICMBio) abriu dois ninhos de tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), para retirar de lá filhotes recém-nascidos e transportá-los para um ponto mais ao sul da praia de Regência, afastado da foz do Rio Doce. "Eles já haviam saído de dentro dos ovos. Nós percebemos e resolvemos abrir o ninho de areia, como se fosse uma cesárea mesmo", disse à BBC Brasil a bióloga Jordana Freire, que participou da operação.

    "Eles estavam na iminência de sair na noite seguinte, mas nós os tiramos dos ninhos antes, para evitar que eles entrassem naquele mar cheio de lama", disse a bióloga referido-se ao movimento natural dos filhotes em direção ao mar.

    No domingo, segundo Freire, outros dois ninhos haviam sido abertos. Estes são os primeiros filhotes de tartaruga marinha nascidos na área afetada pelos rejeitos da barragem de Mariana.
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    O "tsunami marrom" chegou ao mar em Linhares pela foz do Rio Doce no último domingo, mas tartarugas continuam saindo das águas contaminadas pela lama para depositar seus ovos nas praias locais, segundo o coordenador nacional do Tamar, João Carlos Thomé. E é provável que elas sejam velhas conhecidas dos pesquisadores.

    "Estamos fazendo 30 anos do trabalho de proteger todas as desovas. Esse ano, reparamos que as fêmeas são menores que as dos anos anteriores. Isso quer dizer que os jovens filhotes que protegemos lá atrás estão começando a voltar para as praias onde nasceram. Estamos recebendo a segunda geração", disse o biólogo à BBC Brasil. 
      
    Depois de vencer desafios como o lixo jogado no mar e a pesca predatória, os biólogos consideravam bem sucedido o trabalho de conservação dos animais até aqui – esta temporada de reprodução teve o maior número de desovas em Linhares, segundo Thomé –, mas agora temem o impacto da lama no seu ciclo de vida.

    "A sensação é de impotência. Estamos numa instituição que luta há 35 anos e começava a ver resultados positivos, de uma possível recuperação das espécies de tartaruga marinha, e, do dia para a noite, a gente volta para a uma situação de incerteza", lamenta Jordana Freire.

    Segurança

    Desde o anúncio do rompimento da barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, que fez transbordar uma segunda barragem de rejeitos, a de Santarém, os pesquisadores do Tamar em Linhares intensificaram o deslocamento os ninhos das tartarugas para locais mais seguros, fora do alcance da lama, quando ela chegasse à foz do Rio Doce e ao mar.

    "Nem deu tempo de chorar, só estamos trabalhando", afirma Thomé.

    "Os ninhos já são depositados pelas fêmeas nas áreas secas da praia, onde a maré não banha. Mas estamos movendo porque a praia pode avançar, pode haver erosão natural. Preferimos fazer isso por segurança."

    Desde setembro, quando começou o período de reprodução das tartarugas, mais de 30 ninhos foram mudados nas praias de Regência e Povoação. No início, apenas para deixá-los fora do caminho da água do Rio Doce até o mar. E depois do dia 5 de novembro, para impedir o contato com os rejeitos de minério.

    A maior parte dos ninhos são de tartarugas-cabeçudas, que põem, em média, 100 ovos. De acordo com o biólogo, entre 70 e 80% destes ovos eclodem com filhotes e apenas um deles chegará à idade adulta, em cerca de 25 anos.

    Para proteger os filhotes, os biólogos redobraram a atenção sobre o rumo que a mancha marrom tomará por causa dos ventos e das correntes marítimas – na terça-feira, ela já se estendia por cerca de 15 km ao norte da costa, 7 km ao sul e 10 km mar adentro, segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo.

    O objetivo é garantir que as pequenas tartarugas tenham um trecho de mar limpo para navegar. Por isso, monitoram os ninhos para acompanhar a abertura natural dos ovos e levam os filhotes a trechos da praia que estão mais distantes da mancha.

    "Queremos que eles possam correr para o mar livres de lama. Esse percurso é importante porque eles o memorizam para voltar no futuro."

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    Peixes perdidos

    O bem-estar das tartarugas, no entanto, parece estar mais assegurado do que o dos peixes da região, diz Thomé, já que elas não respiram na água e se alimentam na superfície. "Ainda não sabemos o impacto que a lama pode ter nelas. Já os peixes estão morrendo porque os sedimentos são muito finos, entram nas brânquias (órgãos de respiração) e eles não conseguem respirar."

    Além disso, as tartarugas-marinhas não são espécies residentes. Elas visitam a região para depositar seus ovos e só retornam anos depois, para fazê-lo novamente.

    O rejeito de mineração de ferro é composto por terra, areia, água e resíduos de ferro, alumínio e manganês, provenientes das operações da Samarco (joint venture entre a Vale e a BHP).

    Desde que a lama atingiu o Rio Doce, toneladas de peixes mortos foram retirados de diversos trechos entre Minas Gerais e Espírito Santo, segundo pesquisadores.
    Foto: Divulgação Tamar/ICMBio

    Image copyright Divulgacao Tamar

Um desabafo por Mariana

Por Suzana M. Padua
O Rio Doce que estava doente, mas tinha chance de cura antes de ser destruído. Foto: Wikipedia
O Rio Doce que estava doente, mas tinha chance de cura antes de ser destruído. 


Foto: Wikipedia


Creio que nunca me senti tão impotente e com uma sensação de tamanha incerteza por não saber onde me apoiar.


O Brasil está passando por uma fase da qual não me orgulho. São tantas as decepções que nem consigo listar. Mariana chora assolada em lama que se arrasta até o oceano e carrega consigo uma imensidão de vidas (agora mortas), tendo que resta pouca perspectiva de recuperação.


Não há um plano que me convença. Não há determinação e vontade de resolver ou de buscar meios que minimizem os estragos feitos por um setor movido por lucro, e que parece ter “comprado” quem poderia fazer diferença neste momento. 


Políticos e mídia estão omissos, com exceções, afortunadamente,  além de matérias em O Eco. O que predomina é a inércia quando o momento implora por atenção, empenho e dedicação. Não sinto firmeza nas pessoas que estão em posição de mando. Muito pelo contrário, parece haver uma aceitação de que é assim mesmo. Uma banalidade frente ao caos.


A lama carrega nossas esperanças de um país sadio, belo e sustentável. Carrega a boa fé de pessoas que vivem da terra ou das águas de um rio que já foi doce. Carrega nossa vontade de mudar as realidades que consideramos indesejáveis. Isso porque nossa voz soa rouca diante do vazio inglório de gritos sem eco.

Se a tragédia de Mariana foi causada por empresas gigantescas e de muita riqueza, as pessoas que sofreram perdas precisam ser tratadas com toda a dignidade, colocadas em hotéis de luxo até que casas novas sejam construídas em locais seguros para reporem aquelas que perderam. As vidas que se foram também devem ser compensadas, já que não podem ser trazidas de volta. As famílias vítimas da enxurrada da lama tóxica, precisam, no mínimo, serem cuidadas com respeito, pois os danos sofridos são imensos.

Já a natureza não sei nem por onde começar, mas uma série de especialistas precisam ser ouvidos de modo que se possa elaborar planos que ajudem a reconstituir o que se foi, mesmo que saibamos que a região jamais será a mesma. O Rio Doce já necessitava de cuidados antes do desastre de Mariana, mas ainda havia chances de recuperação. Como pagar multas é mais barato do que tomar as medidas cabíveis de segurança, dependemos da seriedade das empresas envolvidas. E agora, é lidar com perdas inestimáveis e com a perspectiva de uma realidade desoladora, que pode levar anos para melhorar, mesmo sem a pretensão de voltar a ser o que já foi.


Desculpe leitor, mas utilizo hoje desse portal para o qual contribuo há uma década como um verdadeiro desabafo. Nunca fui de entregar os pontos e sempre achei que somos capazes de tudo mudar – bastando querer com vontade e determinação. Pois estou há dias dizendo a mim mesma que isso ainda é verdade e que preciso encontrar as faíscas da esperança dentro do meu ser para recomeçar a sonhar – ponto de partida para qualquer ação, para qualquer transformação.


Sonho com um Brasil resplandecente em suas riquezas naturais e regido por justiça social, sendo a sustentabilidade a base para um progresso que valha a pena. Este é o sentimento que preciso voltar a nutrir para que novamente acredite que foi para isso que vim a esse mundo – dar o que tenho de melhor, contribuindo para um planeta que merece ter suas belezas celebradas, já que estão em toda parte, do micro ao macro, em todos os detalhes que se encontram em nós e a nossa volta.


Devemos urgentemente reaprender a ver amorosamente, para que possamos despertar em nós mesmos um senso de proteção e cuidado que nesse momento falta no Brasil e no mundo. Só assim poderemos amar e valorizar a vida em sua plenitude. Se este for o sentimento predominante na humanidade muito do que estamos presenciando não aconteceria. Que o Rio Doce sirva de lição para evitarmos que outras tragédias voltem a acontecer.

Replantando o Park Way

Neste sábado(28), a Administração Regional do Park Way iniciará o projeto: 

Replantando o Park Way, que tem como objetivo o plantio de mudas de árvores nativas de cerrado, criação de jardins nas rotatórias e recuperar várias áreas degradadas da região.

A cerimônia de abertura do projeto será na quadra 28 do Park Way, conjunto 1, a partir das 8h. 


Durante o evento haverá café da manhã, troca de livros e o início do plantio de 60 mudas.
 


Faça sua parte pelo meio ambiente e venha plantar uma árvore conosco. 

‪#‎replantandooparkway‬ ‪#‎meioambiente‬ ‪#‎planteumaárvore‬

3 mil mudas do Cerrado serão plantadas em 12 regiões administrativas

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Iniciativa faz parte de programa lançado em setembro que visa promover ações continuadas de educação ambiental e mobilização

Áreas públicas de 12 regiões administrativas de Brasília receberão no sábado (21), a partir das 8 horas, o Mutirão de Plantio da Virada do Cerrado, iniciativa da Secretaria do Meio Ambiente. Três mil mudas de árvores típicas do bioma, como aroeira, ipê, jatobá e sibipiruna, serão plantadas em Brazlândia, em Ceilândia, no Gama, no Guará, no Itapoã, nos Lagos Norte e Sul, em Planaltina, no Plano Piloto, em Samambaia, em Santa Maria e no Sudoeste/Octogonal. Os locais onde haverá o plantio podem ser consultados no site da Virada do Cerrado — Cidadania e Sustentabilidade, programa continuado de educação ambiental e mobilização social iniciado em setembro.


As plantas foram doadas pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e produzidas no viveiro do Complexo Penitenciário da Papuda por meio de convênio assinado em 2012 entre a empresa pública e a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). Para semear mudas do Cerrado, com o objetivo de recuperar áreas degradadas em Brasília, o canteiro recebe investimento de R$ 1.519.104 para quatro anos. O valor é repassado mediante prestação de contas e comprovação das obrigações firmadas.

Segundo a coordenadora de Mobilização Socioambiental, da Subsecretaria de Educação e Mobilização Socioambiental, da pasta do Meio Ambiente, Cláudia Sachetto, a ação conta com apoio das administrações regionais e da população local. “Essa época é melhor para plantar porque estamos no período de chuva e isso contribui para que as mudas cresçam fortes e se sustentem no período da seca”, explica. Para quem quiser participar do plantio no sábado, Cláudia recomenda usar protetor solar, levar garrafa de água e ferramentas — cavadeiras e enxadas, por exemplo.

Ocupe o Lago
No domingo (22), o movimento Ocupe o Lago também promoverá plantio de mudas na QL 13 (conhecida como a Quebra da Treze), a partir das 8 horas. As plantas serão doadas pela administração regional que tem um canteiro com mais de 20 mil espécies, entre elas, cagaita, ipê, jatobá e pequi. Segundo o administrador da região, Leandro Casarin, o viveiro é mantido pelo próprio órgão, com apoio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), de moradores e de comerciantes.

Atletas e moradores plantam mudas para recuperar área degradada no Lago Norte

Plantas de 40 espécies diferentes foram doadas pela administração regional, que mantém um viveiro, pelo Colégio do Sol e pelo Viveiro Pau-Brasília
 
Jéssica Antunes
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br


As mãos sujas de terra de voluntários devolveram mudas de árvores ao local de onde elas nunca deveriam ter saído. Em uma degradada área de preservação do Lago Norte, conhecida como Quebra da Treze, 150 futuros pontos de sombra e frutos ganharam lugar, e cerca de 300 kg de lixo foram removidos.

Atletas, moradores das proximidades e de cidades como Ceilândia participaram do movimento. As pequenas Maria Clara, Ana Carolina e Ana Clara, de dez, cinco e nove anos, não se incomodaram em ficar sujas para plantar. “É a segunda vez que faço isso. Gostei muito”, confessou a mais velha.

Plantas de 40 espécies diferentes foram doadas pela administração regional, que mantém um viveiro, pelo Colégio do Sol e pelo Viveiro Pau-Brasília. Segundo Elvécio Dias, responsável pela produção das mudas, em dois anos, ipês, barrigudas, aroeiras e pequis já trarão boas consequências para o local.

“Vamos usar essas mudas para reflorestar o Lago Norte. A ideia é colocá-las na terra. Essa época de chuvas é ótima. É importante ver a sociedade civil se reunir para preservar uma área pública, e apoiamos isso”, destacou o administrador Leandro Casarin.

Voluntários criam vínculos com as plantas
“O propósito do movimento é promover o uso sustentável do Lago Paranoá e, mais que isso, o vínculo afetivo da comunidade com o lago, que gera carinho”, explicou Marcelo Ottoni, do movimento #OcupeOLago. “É um trabalho colaborativo. A recuperação ambiental é ótima, além de gerar uma relação com quem adotou a muda. A pessoa chega aqui daqui a 30 anos e vê que foi o responsável por aquilo”, exaltou.

O projeto colaborativo ocorreu pela segunda vez na região, muito usada por atletas. O nadador Tiago Sato, que atravessou o Canal da Mancha em 2010, é brasiliense e, com a equipe, treina frequentemente no local. Ele também colocou a mão na terra e plantou suas mudas adotadas.

Entre um mergulho e outro, 45 mergulhadores retornaram à margem com um saco cheio de lixo recolhido do fundo do lago artificial. “Tem de tudo. Isqueiro, garrafa, copo, pneu. Encontramos até uma vassoura”, contou Carlos Machado, instrutor, de 53 anos. Para quem mergulha, disse, isso atrapalha demais, inclusive visualmente.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília