domingo, 20 de dezembro de 2015

Cunha vai travar a Câmara para pressionar o STF – e prolongar desgaste de Dilma

Presidente da Casa traçou série de estratégias para arrastar o processo de impeachment. Ideia é alongar a crise política do governo federal, segundo aliados

Por: Marcela Mattos, de Brasília - Atualizado em


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - 15/12/2015
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - 15/12/2015(Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já tem engatilhada a estratégia que vai adotar para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a desatar alguns nós, segundo ele, criados durante a definição das regras que devem ser aplicadas durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Para o peemedebista, ao questionar a aplicação do voto secreto e a possibilidade de candidaturas avulsas, a corte acabou atingindo trâmites normalmente seguidos pelos deputados. Será justamente a questão regimental o argumento para paralisar a Casa e arrastar a ação contra Dilma - e, por tabela, o desgaste da petista.

A votação da Suprema Corte desta quinta-feira foi considerada uma derrota para Cunha. Os ministros derrubaram as últimas decisões da Câmara, entre elas a chapa alternativa criada para disputar a eleição para a comissão especial que analisará a ação, a possibilidade de voto secreto na eleição dos membros do colegiado e a de candidatura avulsa, isto é, sem a indicação dos líderes partidários.


A contragosto do governo, os deputados elegeram na semana passada uma chapa considerada rebelde e formada por integrantes com tendência a apoiar o impeachment de Dilma.


No esboço já traçado por Cunha, segundo seus aliados, a ideia é manter a Casa travada até que sejam saneadas todas as dúvidas regimentais apresentadas por meio de recurso ingressado no Supremo. Enquanto isso, a expectativa é a de uma deterioração da economia, com índices de desemprego cada vez mais elevados, e o aumento da insatisfação popular com a gestão petista.


O governo chegou a trabalhar para enterrar a ação de impeachment já em janeiro, mas a ideia é arrastar o processo para depois do Carnaval - quando se espera que as manifestações pela deposição de Dilma ganhem força nas ruas. O entendimento é o de que a Câmara, dessa forma, segura o encaminhamento do processo ao Senado, formado por parlamentares mais alinhados ao Planalto.


Outra possibilidade está na constante derrubada, durante votação em plenário, da comissão "oficial" do impeachment, formada apenas por indicações de líderes partidários. Como o STF vetou a possibilidade de candidaturas avulsas, há o questionamento de qual procedimento seria adotado se os deputados rejeitassem as chapas apresentadas, o que exigiria novas eleições.


Em outra frente, Cunha estuda segurar as indicações das comissões permanentes, dadas de forma proporcional ao tamanho das bancadas partidárias. As eleições atualmente são feitas por voto secreto e permitem candidaturas alternativas, justamente vetadas pelo Supremo para a comissão do impeachment.


Dessa forma, todos os trabalhos parlamentares seriam travados à espera do Supremo. "O governo alongou a crise e a decisão, com todo respeito aos ministros do supremo, ajudou isso. A Dilma não vai sair do 'corner', ainda mais em um governo sem agenda e sem proposta", avalia o deputado Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara.


A articulação, no entanto, pode não ter respaldo jurídico. O próprio ministro Roberto Barroso, autor do voto vencedor, diz que não há pontos a serem esclarecidos, apesar de embargos serem uma estratégia permanente da parte derrotada do julgamento.

De que adianta termos Museus do Amanhã...

A sina do fracasso



 

Só o afastamento de Dilma Rousseff pode impedir uma calamidade em 2016.

Diz Samuel Pessoa, na Folha de S. Paulo:

“No front inflacionário, as notícias são terríveis. A prévia da inflação deste mês veio acima do que se esperava e a inflação acumulada no ano aproxima-se de 11%. Os núcleos e a difusão vieram muito fortes.

Tudo sugere que a inércia do processo inflacionário brasileiro atingiu novo patamar. É possível divisar forte estagflação em 2016, com a atividade recuando 3%, a inflação acima de 8% e o desemprego atingindo 12% a 13% no fim do ano.


O trabalho de década e meia de arrumação de casa foi destruído nos seis anos da nova matriz econômica, também de responsabilidade de Nelson Barbosa. A geração que viveu a esperança de um Brasil como nunca antes na história deste país reencontra a sina do fracasso. Para quem vivenciou o governo Sarney, não haverá novidades”.

Pelo menos esse gostinho de vitoria nós vamos ter.

Sem ostentação na cadeia



Vinte detidos pela Lava Jato passarão o Natal nas celas paranaenses. O Globo informa, no entanto, que, independentemente da condição financeira dos envolvidos, a "comemoração" não pode constranger os demais presidiários.

Presentes caros não entram, assim como pratos refinados. E mesmo o cardápio permitido precisará ser compartilhado com os companheiros de cela. Tudo para não causar desconforto.

Assim deve ser o fim de ano de nomes como Marcelo Odebrecht, José Dirceu, João Vaccari Neto e José Carlos Bumlai.


Três franjas para a testa de Renan



Renan Calheiros defendeu não haver " uma franja, um indício, uma evidência, uma prova, nada" que caracterizasse crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff. Hoje, Vinicius Torres Freire desenhou três franjas que ficariam ótimas na testa do presidente do Senado.

Leiam trechos do que o colunista da Folha publicou:

"Primeiro, a presidente autorizou o governo a fazer despesas extras sem ter a devida e específica autorização legal do Congresso para tanto.

(...) Segundo, o governo é acusado de tomar dinheiro emprestado dos bancos públicos. (...) O artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe operação de crédito entre um banco estatal e o governo.

A terceira acusação contra o governo é justamente essa: não registrou esse passivo na dívida pública, outra maquiagem da contabilidade oficial."

E concluiu:
"O governo violou vários itens dos artigos 9 e 10 da lei 1.079, que definem respectivamente os crimes de responsabilidade contra a probidade na administração e contra a lei orçamentária."

Vídeo: Depoimentos de Lula






Lula será chamado a prestar mais dois depoimentos "em breve". A informação é da coluna Expresso, da revista Época.

Um depoimento será dado à operação Zelotes. O segundo, no inquérito que aborda irregularidades do Grupo Schahin.

Ele decorará os nomes das noras até lá?


Problemas de memória



Lula não soube dizer à Polícia Federal os nomes de suas noras.

"Não declina os nomes completos das noras em razão de não recordá-los no momento".
Daqui a pouco, Lula vai esquecer quem é.


Explicando, de forma simples, o que o STF fez com a constituição esta semana


Ruth de Aquino O rito, a ressaca e a esperança

Nossos votos são para que não se proteja nenhuma autoridade em dívida criminal ou moral

RUTH DE AQUINO

18/12/2015 - 20h32 - Atualizado 18/12/2015 20h32





Adeus, ano legislativo de 2015. Agora, nós devemos cumprir nosso rito de verão com nossas famílias, em clima de paz e na maior leveza possível, respeitando as divergências e data venia, já que juízes, senadores e deputados decidiram manter o recesso e empurrar as grandes decisões para depois das festas de Momo. Não deveriam. O momento é grave e exigiria a volta dos trabalhos em janeiro, mas os Três Poderes ainda pensam que Deus é brasileiro.


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o maior sobrevivente do ano, o mais manchado por denúncias de roubo e propinas, com o nome carimbado em contas e gravações, permanece onde sempre esteve, ileso, frio, tranquilo e impassível como Bruce Lee.


O Supremo Tribunal Federal o esganou de um lado, cancelando a sessão mais maluca da Câmara, que buscava impedir a presidente Dilma Rousseff em voto secreto e atabalhoado. Mas, para compensar, deu a Cunha Chikungunya um balão de oxigênio até fevereiro.



A presidente Dilma Rousseff comemora a virada abraçada à ala peemedebista do presidente do Senado, Renan Calheiros – exemplo de honradez pessoal e política como era seu padrinho, José Sarney. E também apoiada pelos movimentos sociais de esquerda que tanto criticam seu modelo econômico e que cobrarão a conta em 2016. Dilma acende a vela a deus e ao diabo, faz promessa e reza para os santos das causas impossíveis. Pede com fervor, entre uma pedalada e outra, que sua impopularidade não suba para 80% até fevereiro, com a economia do país em frangalhos.


O vice-presidente e presidente do PMDB, Michel Temer, fecha o ano como o maior derrotado, um abajur decorativo retrô no Palácio do Planalto, sem saber ainda em que tomada conseguirá acender sua retórica. Temer termina 2015 acossado por Renan como “coronel de partido” e “ajudante de pedalada fiscal”. Deprimente para quem achava que tinha o PMDB na mão. Temer tem de suportar calado (aliás, como quase sempre) o desafio do deputado federal Leonardo Picciani, líder na Câmara, do PMDB da D.


Vamos torrar no sol e brindar com água, caipirinha ou champanhe nacional o fim de um ano histórico, em que os podres de políticos e empresários vieram à tona em jatos. Faltou água, sobrou lixo tóxico. Foi um ano em que a TV Justiça transmitiu um seriado que parecia inverossímil, com delatores, heróis e vilões se alternando nos papéis.


Cada episódio, chamado de “Operação”, ampliava as quadrilhas e suas ramificações.

Começando pela Lava Jato, os nomes foram criativos, literários, irônicos e simbólicos.
Operação My Way. Operação Que País é Esse. Operação A Origem. Operação Erga Omnes. Operação Conexão Mônaco. Operação Politeia. Operação Radioatividade. Operação Pixuleco. Operação Nessun Dorma. Operação Corrosão. Operação Passe Livre. Operação Crátons. Operação Vidas Secas. Operação Catilinárias. Operação Sangue Negro. O Brasil acompanhou com brigas ferozes nas redes sociais as delações, os mandados de busca e apreensão e as prisões feitas pela Polícia Federal.


A grande represa de Brasília se rompeu. Como deviam rir os corruptos, quando a imprensa denunciava mordomias como passagens aéreas e outras! Tudo fichinha. O rombo real era de outra ordem, milhões e bilhões de dólares, passados de mão em mão, de conta em conta, de estatal a governo, de governo a empresário e vice-versa, e até de país a outro país. Bons pagadores de propinas.

Mestres no achaque e no desvio de recursos públicos.

Escolham sua fantasia para brincar o Carnaval – porque até lá nenhuma peça no tabuleiro deve ser trocada, a não ser o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que lutou em vão para o Brasil não perder o selo de bom pagador. Perdeu, Levy. Perdeu a pose e o sorriso. Perdeu a meta e a voz. Perdeu o ajuste e o rumo.

O Brasil teve um choque de realidade em 2015, mergulhado na delação e na depressão, com gosto de ressaca. Podemos, por isso mesmo, insistir na esperança. Porque o povo não quer casuísmo nem ditadura fascista ou venezuelana. O povo também não quer uma democracia rebaixada. O populismo latino-americano incompetente está com os dias contados.

A esperança é que o Brasil, com a sociedade civil e as instituições, tenha a grandeza de punir de verdade os responsáveis por escândalos, desvios e crimes orçamentários. Os mandachuvas, e não só os paus-mandados. Os que deixaram na penúria, sofrendo com a inflação e o desemprego, uma grande fatia da população, que rejeita vilões de qualquer ideologia.

Nossos votos são para que não se proteja nenhum partido e nenhuma autoridade em dívida criminal ou moral. Que não vençam, em 2016, mais uma vez, o corporativismo e a impunidade. E que, antes do apagar das luzes do verão, a Samarco tome vergonha na cara e abrigue e indenize as vítimas do crime ambiental de Mariana. É pedir muito?


 

GUILHERME FIUZA Uma banana para a patrulha racial

Guilherme Fiuza


Helio de La Peña e Daniel Alves trocaram o rancor pela inteligência, ao zombar do preconceito

 
23/11/2015 - 08h20 - Atualizado 23/11/2015 08h20
A humorista Ju Black Power contou nas redes sociais que foi processada porque disse que era preta. Ou seja: foi alvo de uma ação judicial por preconceito racial contra si mesma. Ju faz sucesso com as características físicas que a natureza lhe deu, não tenta parecer o que não é, apenas trata com irreverência os tabus relacionados à cor da pele. Qual é, então, seu pecado? Seu pecado é não ser uma militante racial – imperdoável para a indústria cada vez mais poderosa do politicamente correto.

Vamos repetir: trata-se de uma indústria. Um mercado que não para de crescer, proporcionando gordos lucros da política às artes, da notoriedade ao voto. Ou talvez seja melhor falar em vultosos lucros, porque “gordos” pode ofender alguém. Juliana Oliveira, a Ju Black Power, que trabalha com Danilo Gentili, respondeu assim à inacreditável acusação de racismo contra si mesma: “Pô, preto é f... mesmo, hein?”. O bom entendedor sabe que Ju não está atacando os negros. Está atacando a hipocrisia da patrulha, com ironia. Infelizmente, bons entendedores estão em falta, e ironia só com tradução simultânea.

Nesses tempos estranhos, em que você é a bandeira que carrega, a atriz Taís Araújo foi à delegacia dar queixa de comentários boçais no Facebook. O racismo e os racistas não poderiam conseguir publicidade melhor. Sempre haverá meia dúzia de espíritos de porco arremessando suas idiotices a esmo. Num jogo do Barcelona, com todo o aparato de punições para condutas impróprias nos estádios europeus, um torcedor arremessou uma banana na direção do jogador Daniel Alves. Ele se preparava para cobrar um escanteio e, sem perder o tempo do jogo, sem pausa solene, apanhou a banana, descascou, comeu e fez a cobrança. Em cinco segundos, Dani Alves devolveu o racista a sua insignificância, e mostrou ao mundo que o melhor a fazer com um idiota é condená-lo a ficar a sós com a sua idiotice.

Toda a solenidade que o jogador do Barcelona negou aos idiotas, Taís Araújo lhes concedeu. Redigiu um comentário sentido, grave, dizendo que não vai baixar a cabeça, entre outros brados estoicos. Baixar a cabeça? Taís Araújo? Por causa dos parasitas do Facebook? Há algo errado aí. No mínimo um erro de proporção. A atriz disse que sente o julgamento pronto para qualquer atitude sua que desagradar. Vão dizer: “Aquela neguinha metida”. Taís Araújo, neguinha metida? Onde?

No Brasil, Taís Araújo não é uma neguinha metida. É uma atriz talentosa, linda e consagrada. Em 2004, protagonizou Da cor do pecado, novela de João Emanuel Carneiro em que fazia par com Reynaldo Gianecchini. A Globo não só ganhou a aposta numa protagonista negra fora dos estereótipos raciais, como o sucesso gerou um dos produtos da emissora mais vendidos no exterior. O público aprovou totalmente Taís Araújo como mocinha. E lá se vão mais de dez anos de carinho e reverência dos brasileiros por essa atriz. Seu lugar na cultura brasileira hoje não é o de uma atriz negra, é o de uma atriz excelente.

Numa entrevista anos atrás ao programa Roda viva, depois de meia dúzia de perguntas sobre racismo, o cantor e compositor Seu Jorge indagou: “Será que nós podemos falar de música?”. Em 20 anos de sucesso com o Casseta e planeta, o humorista Helio de la Peña satirizou Obama, Michael Jackson e grande elenco. Respondeu ao preconceito que sofreu na vida da forma mais eficiente possível: ridicularizando o preconceito. Substituiu o rancor pela inteligência – como fez Daniel Alves. Ainda teve de convencer o movimento negro de que o disco Preto com um buraco no meio era apenas a descrição do vinil – episódio que já tem mais de um quarto de século. O Brasil parece mesmo um disco arranhado.

Taís Araújo ressalvou, em seu desabafo, que preferia não estar falando disso ainda em 2015. É realmente lamentável. Mas a série de TV que ela protagoniza com Lázaro Ramos está falando disso. Ninguém de boa-fé quer supor que a atitude da atriz ao amplificar os boçais de seu Facebook – e todas as entrevistas em jornais e TV decorrentes disso – seja uma forma de divulgação. Mas a essa altura do campeonato, com ações bizarras como a que acusa uma humorista de discriminar a si mesma, é o caso de se perguntar: quem ganha cavando trincheiras?

Depois do noivado com Renan, a fantasia de Mulher Honrada está em frangalhos

8/12/2015 às 17:02 \ Direto ao Ponto


Neste crepúsculo do primeiro ano de um segundo mandato que nem começou, Dilma Rousseff passou a ter como principal parceiro o senador Renan Calheiros. Aquele mesmo. O Renan que, em 2007, foi forçado a renunciar à presidência do Senado para não ser cassado e perder as imunidades parlamentares.

As anotações no prontuário são de impressionar escroque internacional. Três delas informam que 1) Renan pagou com dinheiro de empreiteira a mesada e as contas da amante com quem teve uma filha, 2) fantasiou-se de comerciante de gado para falsificar notas fiscais e 3) fez o suficiente, enquanto o Petrolão durou, para ser acordado às seis da manhã pelo famoso japonês da Federal.

A presidente da República está disposta a fazer o que Renan quiser. E ainda se atreve a persistir na pose de mulher honrada.

Defesa do Consumidor STJ: Vício oculto



BLOG do SOMBRA

Como o nome sinaliza o vício oculto, vem a ser aquele que existe no produto ou serviço, mas que, ainda não se manifestou

 

Por Ildecer Amorim - 20/12/2015 - 10:54:09

Temas dos mais relevantes e que causa dúvidas, quando de sua ocorrência, o vício oculto vem contemplado no Código de Defesa do Consumidor, como um direito a ser perquirido, quando constatada a sua existência. ...


De acordo com o CDC (Código de Defesa do Consumidor), quando o produto não atinge o fim a que se destina, se encontra com vícios - mais conhecidos como defeitos e avarias decorrentes de sua fabricação, e não do mau uso ou desgaste natural.


Como o nome sinaliza o vício oculto, vem a ser aquele que existe no produto ou serviço, mas que, ainda não se manifestou.


A dificuldade que o consumidor encontra com relação a esse tipo de vício é saber diferenciá-lo do desgaste natural. Caso o produto ou o serviço tenha a sua função comprometida pelo efeito do tempo ou de seu uso, não se pode considerar a existência de vício oculto.


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu um precedente muito bom para os consumidores. Os julgadores da 4ª Turma decidiram, por unanimidade, que o consumidor pode reclamar o defeito oculto de um equipamento durante toda a vida útil do produto. É o que os especialistas chamam de garantia legal.


O caso julgado pelo STJ envolvia uma empresa catarinense de máquinas e equipamentos e um cliente que comprou um trator agrícola por R$ 43.900,00 (quarenta três mil, novecentos reais). Em apenas três anos de uso, o equipamento apresentou um problema e precisou ser reparado.


Como a garantia havia expirado, a empresa cobrava R$ 6.800,00 (seis mil, oitocentos reais) pelo conserto. Porém, em depoimento, o técnico que fez o reparo e um funcionário da empresa alegaram que a vida útil do trator é de, pelo menos, 12 anos.


Com o entendimento de que “pouco importa que ele tenha se exteriorizado depois de esgotado o prazo de garantia contratual, desde que dentro do que se esperava ser a vida útil do bem durável”, o ministro Luis Felipe Salomão, relator do caso, cancelou a cobrança.


Os ministros da 4ª Turma determinaram ainda que a loja deverá ressarcir o consumidor pelo tempo em que a máquina ficou indisponível para uso em razão da manutenção.


Evidencia-se, portanto, que esse tipo de vício, sempre esteve no produto, fruto de uma característica oculta que se manifesta em determinado momento.


Importante destacar que a identificação do vicio oculto não é de fácil percepção. Contudo, uma perícia tem condições de afirmar se o defeito do produto ou serviço decorre de um vício oculto ou de um desgaste natural.

Lembrando que o prazo para reclamar é o da data do surgimento do problema.

Qualquer dúvida procure um advogado.

Impeachment de Dilma: Cuidado, Senhor Parlamentar, você ainda vai prestar contas ao eleitor



BLOG do SOMBRA

Poucos dos que votaram a favor de Collor conseguiram sobreviver politicamente

Por Mel Bleil Gallo - revista istoé - 19/12/2015 - 11:36:46 
Como em 1992, sociedade estará atenta ao comportamento dos parlamentares durante o processo de impeachment de Dilma. ...

Cunhado da ex-primeira dama Rosane Collor, Vitório Malta (PDS-AL) havia sido o deputado mais bem votado em seu Estado, nas eleições de 1990. Dois anos depois, ele se tornaria um dos 38 parlamentares a votar contra o impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Dirigindo-se ao então presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro, Vitório ajeitou o microfone, durante a sessão aberta transmitida ao vivo para todo o Brasil, e não titubeou: “Senhor presidente.

Pelo Brasil, por Alagoas e pelo direito de defesa, meu voto é não”. A decisão na contramão dos clamores populares selaria o seu destino político. Por 22 anos, Vitório colecionou derrotas. Não conseguiu mais se eleger para nada. Em 2010, um pequeno consolo: conseguiu uma vaga na Câmara de Vereadores do pequeno município de Maravilha.


O processo de impeachment de Dilma Rousseff ainda está em seu início e o desfecho, em meio a um cenário de crise política e econômica, não deve ocorrer antes de março do próximo ano. Mas se o destino político da presidente será definido apenas depois do primeiro trimestre, uma certeza se impõe de maneira inexorável antes mesmo do resultado da refrega política: como em 1992, a população estará atenta ao comportamento dos parlamentares que participarão do processo de afastamento.

A conta fatalmente será cobrada nas eleições seguintes. Essa preocupação já ronda o Congresso Nacional, especialmente em um contexto em que 70% dos brasileiros avaliam o atual governo como ruim ou péssimo, segundo pesquisa divulgada pelo Ibope na última semana.
 

A história mostra que o caso de Vitório não foi isolado. O destino foi implacável para os que se colocaram contra a opinião pública no ano do impeachment de Collor. Entre os que defenderam a permanência do ex-presidente, apenas uma minoria conseguiu sobreviver politicamente.


Outro que amargou na pele os efeitos do voto favorável a Collor foi o então deputado federal Elísio Curvo. Amigo pessoal do ex-presidente e também filiado ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), Curvo tentou se reeleger por diversas vezes mas o máximo que alcançou foi uma suplência, nas eleições de 1994, pelo PTB. Na época, ele classificou o processo de impeachment contra o alagoano como um “cruel e traiçoeiro linchamento” e disse que se recusava a ceder ao apelo popular e dar um “voto de covarde”.

Futuro parecido teve o baiano Ângelo Magalhães (PFL). Ao concluir seu quarto mandato, em 1994, o deputado federal tentou uma nova reeleição, mas perdeu a disputa e teve de se contentar com a suplência. A influência exercida por seu irmão no estado, o senador Antônio Carlos Magalhães, não fora suficiente para o seu triunfo eleitoral e Ângelo passou a depender de indicações de aliados locais para se manter na vida pública, onde permaneceu até sua morte, em 2005.


Primo do ex-presidente, o então deputado federal pelo PRN de São Paulo Euclydes Mello dependeu da recuperação política do familiar para retornar ao Congresso. Regressou apenas em 2003, desta vez como suplente de Collor, pelo PRB. Sem sucesso, Euclydes havia tentado uma candidatura a governador de Alagoas, em 1998. Já como suplente no Senado, ele tentou novamente se reerguer e disputou, em 2008, a prefeitura de Marechal Deodoro. Ficou em terceiro lugar.

Defensor da permanência de Collor, o gaúcho Carlos Sá Azambuja chegou a se lançar na briga pelo Senado nas eleições seguintes, mas amargou o oitavo lugar na corrida.

Entre os integrantes da tropa de choque de Collor, houve quem conseguiu uma sobrevida política. Entretanto, parte desse grupo enfrenta problemas com a Justiça. É caso do delator do Mensalão Roberto Jefferson (PTB-RJ), preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em 2014. Hoje, sua filha e presidente nacional da sigla, Cristiane Brasil (PTB-RJ), ao contrário do pai no caso Collor, trabalha arduamente pelo impeachment de Dilma Rousseff.

O empresário do ramo imobiliário Paulo Octávio (PP-DF) também esteve entre os 38 escudeiros do alagoano, em 1992. Apoiado em sua fortuna pessoal, ele não enfrentou muitas dificuldades para se manter na política.


Reeleito como deputado federal em 1994, ele ainda venceu a disputa ao Senado e, em 2006, foi eleito vice-governador de José Roberto Arruda no Distrito Federal. Com a deflagração a operação Caixa de Pandora, Arruda e Paulo Octávio renunciaram.

Reynaldo Rocha: De onde menos se espera é que não sai nada mesmo

19/12/2015
às 18:56 \ Opinião

REYNALDO ROCHA
Com a rapidez de sempre e a ironia demolidora que poucos possuem, Augusto Nunes comparou o novo ministro da Economia ao gandula do jogo de futebol. Peço licença para discordar. Nelson Barbosa é o auxiliar técnico (aquele que é funcionário do clube e somente assume a função de treinador quando não há mais ninguém para ocupar o posto) de Dilma Roussef.




A biografia de Barbosa é um amontoado de cargos públicos, sempre por indicação. Mesmo o ponto que imaginei fora da curva – alguns anos de magistério na Universidade de São Paulo – foi (leio hoje) planejado por Lula. Acolhido no instituto das consultorias e palestras milionárias, Barbosa foi empurrado pelo Supremo Líder para o que finalmente conseguiu: ser ministro.


Gandulas são reconhecidos pelo trabalho que fazem. Auxiliares pensam pela mente de outros. Barbosa é um auxiliar de Dilma, mesmo contando com o padrinho que ainda crê que manda no país.


Se Mantega foi piada mundial por aceitar o papel de boneco de ventríloquo de Dilma Roussef, a mestra e doutora que é sem nunca ter sido, Barbosa aceitou ser objeto da piada.


Dificilmente conseguirá superar Mantega, que errou 100% das previsões que fez por ordem da economista-chefa.


Mas pode tentar o empate. Para tanto, basta ser subserviente à economista de RS$ 1,99.


Dilma assumiu o Ministério da Fazenda. Barbosa topou ser o canal de saída das idiotices e dos erros gestados no Planalto. Estranho governo esse formado por gente muito esquisita.


Em troca de um cargo, eles se tornam servos de uma rainha louca. Como afirmou sem rodeios Jaques Wagner, a política econômica é de Dilma. E ela não erra.


Dilma voltou à zona de conforto. Se a situação melhorar (a chance é infinitesimal), dirá que consertou os erros do Brasil e do mundo. Se der errado (alguém duvida?), culpará o mundo que não ajudou e demitirá Barbosa durante uma entrevista.


Pensando bem, qual ministro tem alguma autonomia no Império do Lulopetismo? São caricaturas de dilma distribuídos por prédios e postos distintos. Isso ajuda a entender o caos. Quem não consegue sequer se expressar de modo inteligível jamais se fará entender. Se é que ela pensa.


Enfim, Nelson Mantega ou Guido Barbosa é mais do mesmo. Mais de Dilma.

 

O que a polícia buscava na casa de Renan


Por: Severino Motta
Argumento frágil
Argumento frágil

O pedido de busca e apreensão na casa de Renan Calheiros visava procurar documentos que comprovassem participação do presidente do Senado em desvios na Transpetro.

Investigadores que atuam no caso consideraram frágeis e sintéticas as razões do ministro Teori Zavascki para negar a busca.

Exército vê situação alarmante com crise econômica





Vera Magalhães Radar on-line

Radar on-line

Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Severino Motta e Natalia Viri

Por: Vera Magalhães

Exército: Orçamento em xeque
Exército: Orçamento em xeque


Relatório produzido pelo Exército faz previsões tétricas sobre os reflexos da crise econômica sobre a força. “A tendência é de agravamento”, diz o texto, segundo o qual os cortes de verbas podem “comprometer o nível mínimo de operação”.

O documento interno destaca a “simultânea fragilidade fiscal e política” do governo Dilma e prevê que o esperado aumento da inflação resultará na “redução do poder de compra da família militar”.