domingo, 25 de dezembro de 2016

Antes de Cabral

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Pedro Álvares Cabral foi o comandante da primeira expedição portuguesa que chegou ao território que mais tarde receberia o nome de Brasil. As 13 caravelas lideradas por Cabral chegaram no dia 22 de abril de 1500.

chegada de cabral
Dizem que este grande território foi descoberto nesse dia e para muitas pessoas a história do Brasil começou aí. É assim que muitos livros didáticos ensinam. Mas iremos aprender que muita história acontecia por aqui antes da chegada dos portugueses...

O Brasil foi descoberto ou ocupado pelos colonizadores?
 
 
Os portugueses chegaram, ocuparam um território que já existia, fizeram os habitantes desse território aceitar seu jeito de viver, de falar, de acreditar em Deus, sem ao menos perguntar se eles estavam interessados nisso.

    O que você acha mais adequado dizer? 
     
     
  1. Os portugueses descobriram o Brasil.
  2. Os portugueses ocuparam o Brasil.

Você escolheu a melhor alternativa se optou pela alternativa b: "Os portugueses ocuparam o Brasil". Se usamos a palavra descobrimento, ou expressões como "o Brasil foi descoberto", "os portugueses descobriram o Brasil", estamos cometendo um erro. E estamos demonstrando desconhecimento sobre as populações indígenas, que já existiam no Brasil, e suas histórias. Esse jeito de falar dá a impressão de que não havia ninguém no imenso território que veio a se chamar Brasil. Ou mostra que achamos que as culturas que existiam aqui antes não valiam nada e que aquela que se instalou depois lhes era superior. Achar isso é demonstrar preconceito!

O que é preconceito?

 

Preconceito é uma ideia já pronta, que alguém nos passa e que a gente aceita sem refletir se ela é verdade ou não. É geralmente um julgamento de grupos ou pessoas que percebemos como diferentes e essa diferença é vista como algo negativo.



O preconceito surge de uma afirmação genérica feita sem nenhum conhecimento. É dizer, por exemplo, que "todos os índios são preguiçosos" ou que "lugar de mulher é na cozinha". Achar que a cultura de um povo é melhor que a cultura de outro povo também é preconceito. A ideia de que todo mundo tem de ser, pensar, viver de um mesmo jeito leva ao preconceito. Por isso é preciso conhecer as diferenças e respeitá-las!

Outra ideia muito comum e nada adequada: indígenas vivendo em pequenas aldeias isoladas na floresta, sem qualquer contato, mudança ou inovação, como se estivessem parados no tempo.


Como se essas populações não tivessem um passado, não tivessem história. Mas hoje já se sabe, e você pode até ensinar para quem ainda não aprendeu, que os povos indígenas que habitam o continente sul-americano descendem de populações que chegaram aqui e ocuparam toda a extensão desse continente há dezenas de milhares de anos.


Qual era o número de habitantes à época da chegada dos portugueses?
 
 
 
Não se sabe ao certo, mas muitos estudos indicam que no início do século XVI havia entre 2 e 4 milhões de índios. Se compararmos com o número de indígenas que existem hoje no Brasil, cerca de 800 mil, notamos que houve uma enorme diminuição dessa população.  


E como o número de indígenas diminuiu tanto? Muitas foram as causas, mas um número enorme de indígenas morreu por causa das doenças trazidas pelos colonizadores europeus, como por exemplo a gripe, o sarampo, a coqueluche, a varíola e a tuberculose.  


O que significa "doenças trazidas pelos colonizadores europeus"? Significa que essas doenças existiam entre esses colonizadores, mas eram completamente desconhecidas pelos índios. Ao atingirem os indígenas, elas o faziam de uma forma muito forte, porque eles ainda não tinham desenvolvido anticorpos. Anticorpos são as defesas que nosso organismo vai criando, ao longo do tempo de convivência com as doenças, para se defender delas. Essas doenças, sem encontrar essas defesas, viravam epidemias, isto é, passavam rapidamente de uma pessoa para outra e atingiam populações inteiras.


Quais foram as primeiras populações atingidas pelas doenças?
 
 
 
Foram as populações que viviam nas áreas onde a ocupação teve início: no litoral.  


Os indígenas que habitavam o interior estavam livres dessas doenças? 
Não, as populações que moravam no interior do Brasil também foram atingidas, pois os portugueses chegaram nesses lugares mais afastados, através dos rios e dos caminhos abertos na mata. Além disso, as doenças eram transmitidas às populações que não tinham contato direto com os europeus pelas relações de troca e comércio. Essas redes ocupavam grandes áreas. Isso possibilitou a transmissão de doenças.
 
 
Fontes de informação
Parceria com o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP)

As cinco etapas da morte do Park Way (ou de qualquer bairro exclusivamente residencial na atual conjuntura politica)




Embora eu não seja contra comercio tenho de admitir que, na atual conjuntura política em que vive o Brasil, o comercio será o fim do Park Way (ou de qualquer bairro exclusivamente residencial e de proteção ambiental) como ele é agora. Vejam só:

Os ambulantes da quadra 14 vão continuar existindo, uma vez que achar que comercio legalizado acaba com ambulante é um ledo engano.Provavelmente vão triplicar de numero uma vez que ambulante gosta de se instalar em áreas comerciais onde o afluxo de clientes é maior.Basta verificar o numero de ambulantes que tem o Núcleo Bandeirante.

Primeira etapa: Devido ao tamanho do Park Way--- uma área comercial não será suficiente. Vão ser preciso varias. Varias áreas comerciais vão afetar o transito e vai aparecer o problema de estacionamento e de congestionamento das vias internas que são estreitas, etc...As ruas serão alargadas para facilitar o transito, as áreas verdes virarão asfalto e na 14 circularão ônibus e caminhões.O congestionamento na 14 vai piorar e muito.

Tem gente querendo colocar um comercio mais expandido na 14, na frente da Vila Cahuy. O resultado será o mesmo.Obviamente esse comércio expandido atrairá os moradores daquela Vila, bem como aquelas pessoas que circulam pela EPIA diariamente.Pessoas que pouco tem a ver com o perfil do morador do Park Way.

Segunda etapa- Para cuidar das lojas que vão ser implantadas, vai ser preciso contratar mão de obra assalariada. Essa mão de obra vai precisar de ônibus para se locomover e lugar para morar. Como os ônibus são escassos, provavelmente essa mão de obra vai querer morar no trabalho, isso é, nas lojas e vão surgir os puxadinhos... Quando essa mão de obra quiser trazer a família, vão surgir as quitinetes e as invasões que, com toda a certeza, serão, depois de algum tempo, regularizadas pelo Governo. Mesmo que seja aumentada a frota de ônibus, os trabalhadores provavelmente ainda vão querer morar no emprego por ser mais conveniente e mais barato. As tarifas de ônibus estão caras e morar no emprego fica mais fácil e mais barato.

Terceira etapa. Essa mão de obra que será responsável pelas invasões, quitinetes e pelos puxadinhos vai trazer a família para morar no local de trabalho, pessoas muitas vezes sem ocupação definida.Esse fato, aliado ao aparecimento de lojas, poderá aumentar o índice de criminalidade no Park WAY. E o surgimento de flanelinhas e o aumento no numero de ambulantes.E moradores de rua, problemas esses que não temos agora.

Quarta etapa. Comerciante precisa de freguês para sobreviver. A baixa densidade demográfica do Park Way vai acarretar a mudança de destinação de inúmeras lojas. Por exemplo. A padaria simpática pode se transformar em boteco, ou em discoteca e os moradores daquela quadra que estavam satisfeitos por terem pão fresquinho do lado de casa vão ter de sofrer com a musica alta, o barulho, bêbados brigando às 3 da manhã, lixo, carros estacionados na frente do portão de casa. E a desvalorização dos seus lotes residenciais.

Quinta etapa. Comerciante precisa de freguês e gostaria de aumentar a densidade demográfica do Park Way. É claro que o aumento populacional irá agravar o problema de água, de transito, de estacionamento no Park Way. Mas comerciante não está preocupado com o conforto dos moradores e, sim, com o lucro que puder obter. A TERRACAP vai ficar feliz com a possibilidade de poder finalmente lotear as áreas verdes.

E comerciante vota e participa energicamente das conferencias e audiências publicas sobretudo daquelas com o objetivo de modificar a Lei de Uso e Ocupação do Solo. Na próxima Audiência Publica para o PDOT ou a LUOS , caso a regularização de comercio no Park Way seja votada, os comerciantes serão a maioria. Dez comerciantes para cada morador (porque morador não gosta de participar de audiências publicas). Os donos de casas de festas vão estar presentes.Em massa.E vão vaiar os moradores que se opuserem à regularização daquela atividade no Park Way.Morador,  segundo eles, tem de aguentar o barulho, a sujeira, o congestionamento de transito e as brigas de bebidos madrugada a dentro.E se reclamar é vaiado.


O Sindicato dos comerciantes vai ocupar todos os assentos. Representantes da TERRACAP vão estar presentes. E também vão votar em massa pela permissão de construção de edifícios no Park Way.

   Os empresários e comerciantes vão obviamente trazer sua claque. Os moradores     vão   ser   engolidos pelo sistema e só vão perceber o que perderam quando os tratores chegarem e começar o desmatamento.

Está provado: aquecimento derreteu geleiras



12/12/2016

Estudo detecta pela primeira vez impressão digital inequívoca de mudança climática na perda acelerada de glaciares de montanha; para cientistas, impacto do clima é “virtualmente certo”

Geleira em retração em Svalbard, Noruega (Foto: Claudio Angelo/OC)
Geleira em retração em Svalbard, Noruega (Foto: Claudio Angelo/OC)
CAMILA FARIA
DO OC

Uma nova metodologia sugere que o aquecimento global e suas causas humanas são realmente os grandes responsáveis pelo recuo de geleiras de montanha durante os séculos 20 e 21. Essas massas de gelo são fundamentais para o abastecimento de água em várias localidades, como a Bolívia, que vive sua pior seca em 25 anos e tem boa parte de seu fornecimento dependente dos Andes, e têm diminuído ao redor do planeta em regiões tão diversas quanto o Alasca e os trópicos africanos, a Patagônia e a Suíça.



O estudo é importante porque fornece pela primeira vez uma prova categórica daquela que é uma das consequências previstas mais imediatas de um planeta mais quente. Embora o elo entre a mudança climática causada por atividades humanas e o degelo esteja claro há anos, até agora os modelos computacionais usados para modelar o clima não conseguiam ligar o derretimento de geleiras individuais ao aquecimento global.



O relatório de avaliação do IPCC, painel do clima das Nações Unidas, por exemplo, afirmou em 2013 que era “provável” (conceito que representa cerca de 66% de possibilidade, no linguajar estatístico do IPCC) que os níveis de degelo monitorados no período tivessem sido de fato causados por mudanças climáticas.



O estudo da Universidade de Washington (EUA), publicado no periódico Nature Climate Change e apresentado hoje (12) durante evento da União Geofísica Americana (AGU), em São Francisco, eleva esse grau de confiança: o documento afirma que, para quase todas as geleiras contempladas, a influência de mudanças climáticas no derretimento é de mais de 90%, chegando, na maior parte dos casos estudados, a 99%. Isto equivale, na terminologia do IPCC, a dizer que é “virtualmente certo” que a causa do derretimento seja o clima alterado.


A análise do trio de cientistas foi realizada em 37 geleiras ao redor do mundo, com condições geográficas e ambientais diversas. Destas, 36 tinham 90% ou mais de probabilidade de terem tido seu degelo influenciado pela mudança climática. Em 21 delas, a chance era de 99%.



O grupo utilizou registros históricos e observação meteorológica das regiões para comparar variações naturais no tamanho das geleiras com mudanças observadas nos séculos 20 e 21 e calcular um coeficiente de variação desses dados. As alterações são então comparadas com um cenário sem mudanças no clima para calcular a probabilidade de relação de causa.



“Nossa pesquisa demonstra que a diminuição global de geleiras requer necessariamente uma mudança no clima de duração centenária e âmbito global”, afirmou ao OC o glaciologista Gerard Roe, pesquisador da Universidade de Washington e líder do estudo.



“É o estudo de atribuição mais abrangente até hoje sobre o recuo de geleiras. Esperamos que nosso trabalho possa facilitar conclusões mais assertivas sobre o tema para a próxima elaboração de relatórios do IPCC”, afirma.



Estudos de atribuição, como este, buscam estabelecer as causas mais prováveis para uma mudança ou evento, utilizando os níveis de confiança estabelecidos pelo IPCC. A técnica incorporada na publicação não exige o uso de modelos computacionais e pode ser aplicada em qualquer região que possua um registro de observações suficientemente extenso.



O glaciologista brasileiro Jefferson Simões, diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, reforça a importância da conclusão dos cientistas: “Os comportamentos das geleiras é demonstrativo de tendências nas escalas temporais de décadas e a retração observada ao longo do século 20 é uma resposta às tendências climáticas do século passado, não uma recuperação dinâmica de quaisquer condições antecedentes”, explica.



“Materiais midiáticos e educacionais utilizam muito a figura das geleiras, e nosso trabalho ajuda a fundamentar essa conexão. As observações que nos ajudam a compreender mudanças climáticas causadas pelo homem estão além de questionamentos”, pontua Roe, sinalizando também para a utilização da nova metodologia e suas implicações na formulação e continuidade de políticas públicas.



 “Qualquer político possui a responsabilidade moral de buscar compreender atentamente as informações de milhares de especialistas. Esse conhecimento não deve ser negado ou minimizado”, conclui.

Pataxó são ameaçados por reintegração de posse às vésperas do Natal



Liminar de reintegração concedida no final de novembro corre o risco de ser executada nos próximos dias em área visada por empreendimentos turísticos na TI Comexatiba 
 
 
O ano termina como começou para os Pataxó no sul da Bahia: sob ameaça. Uma reintegração de posse, expedida no dia 23 de novembro último, corre o risco de ser efetivada esta semana, às vésperas do Natal e da temporada de festas, quando a região de Cumuruxatiba se prepara para receber turistas de todo o mundo.


A tensão aumentou há quatro dias, quando a comunidade da Aldeia Kaí sofreu uma tentativa de expulsão por funcionários de um empreendimento turístico, que deseja realizar uma festa de final de ano nas proximidades da praia de Ponta do Moreira. Acontece que a área para a qual está previsto o evento Reveillon MAREH NYE 2017 faz parte da Aldeia Kaí e está dentro dos limites da TI Comexatibá (Cahy-Pequi), delimitada em meados de 2015 pela Funai e palco de violentos ataques no começo de 2016. Relembre.


“Quando nós chegamos ao local, já estava tudo cercado”, conta Xawã Pataxó. A comunidade foi informada sobre a reintegração por um dos funcionários do empreendimento, quando tratores e materiais de construção já estavam no local, destruindo a vegetação de restinga e um grande viveiro de ervas medicinais, nas proximidades de área de preservação mantida pelos estudantes da Escola Indígena Kijetxawê Zabelê. “Vocês vão ver se vocês não vão sair daqui”, ameaçou um dos funcionários, que, segundo Xawã, alegava ter autorização do município de Prado e um contrato com o proprietário da área.


Xawã conta que os Pataxó fizeram os funcionários se retirarem do local e elaboraram uma carta-denúncia enviada no início desta semana notificando o Ministério Público Federal (MPF), a Funai, o Iphan, a AGU e outros órgãos. Segundo Xawã Pataxó, as polícias Federal e Militar do Estado da Bahia já foram oficiadas e a comunidade teme que a ação seja executada em meio ao recesso de final de ano.

Local escolhido para reveillon pertence à aldeia Kaí, dos Pataxó


Índios flagraram madeiras e rolos de alumínio em área desmatada e foram ameaçados de expulsão

Retrocessos à vista

Tanto os Pataxó quanto a Funai desconheciam a decisão do juiz federal Guilherme Bacelar, de Teixeira de Freitas (BA), que deferiu a liminar de reintegração das fazendas Porta da Magia e Aldeia da Lua. Movida pela família Lessa de Moraes, a ação que originou a reintegração é uma das dez contestações judiciais de particulares contra a TI Comexatiba. Leia a decisão.


Xawã Pataxó conta que a ação da família Lessa de Moraes não tramitava desde setembro. Para ele, o fato de a liminar ter sido concedida há pouco menos de 30 dias não é acaso. Xawã lembra que o mesmo juiz que determinou a reintegração já havia multado Lucas Lessa de Moraes por ocupar irregularmente lotes no Projeto de Assentamento Cumuruxatiba, sobreposto à TI Comexatiba. Veja a decisão.


A perita em antropologia do MPF na Bahia, Sheila Brasileiro, explica que o órgão já havia solicitado a realização de uma perícia judicial na área, mas o juiz federal negou o pedido. “ Esse juiz tem sistematicamente dado decisões desfavoráveis aos índios”, revela Sheila, demonstrando preocupação com uma interpretação sustentada por magistrados da região de que as áreas só poderiam ser consideradas indígenas depois de declaradas pelo Ministério da Justiça.


A perita também chama a atenção para o fato de o processo de demarcação da TI Comexatiba ter sido pauta de um requerimento ainda não aprovado na Comissão Parlamentar de Inquérito da Funai e do Incra, protocolado pelo deputado federal João Carlos Bacelar (PR/BA) neste mês de dezembro. O texto do requerimento cita os supostos impactos da demarcação sobre a economia de Cumuruxatiba e a sobreposição da Terra Indígena com o Parque Nacional do Descobrimento. A sobreposição também é motivo de disputa judicial.

Grandes obras continuam estimulando desmatamento na Amazônia





Aumento da devastação em zonas e municípios tradicionais de expansão do desflorestamento expõe falha do governo na proteção à floresta
 
Um mapa elaborado pelo ISA com os dados oficiais mais recentes mostra que as grandes obras e municípios campeões do desmatamento seguem como centros irradiadores da devastação da floresta amazônica (veja abaixo). O mapa considera apenas o chamado “arco do desmatamento”, zona tradicional de expansão da fronteira agrícola.


O desflorestamento continua muito alto nas áreas de influência da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém), das usinas de Belo Monte (PA) e do Rio Madeira (RO). Ele também voltou a crescer em Altamira e São Félix do Xingu (PA), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO) – nesta ordem, municípios com as maiores áreas desmatadas, entre 2015 e 2016, e que também estão na lista do Ministério do Meio Ambiente (MMA) daqueles prioritários para o combate ao desmatamento. Foram devastados mais de 120 mil hectares de florestas no período só nesses quatro municípios – uma área quase do tamanho da cidade de São Paulo.
Clique para ampliar. Fonte Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
A permanência dessas regiões como zonas de expansão da destruição da floresta é um indicador do insucesso das ações de combate aos crimes ambientais, exatamente quando o desflorestamento volta a disparar.


No final de novembro, foi divulgada a taxa oficial preliminar do desmatamento na Amazônia: entre agosto de 2015 e julho de 2016, foram derrubados quase 8 mil quilômetros quadrados de florestas, um aumento de cerca de 30% em relação aos 6,2 mil quilômetros quadrados registrados entre 2014 e 2015. Trata-se do maior número observado desde 2009 (saiba mais). Com base nesses dados, o ISA produziu o mapa com as regiões mais devastadas.


Ambientalistas e pesquisadores vêm denunciando que a fragilização do Código Florestal, da fiscalização ambiental e de Unidades de Conservação (UCs) estimulou os desmates. O período 2015-2016 é o terceiro de alta dos índices do desmatamento desde a mudança da legislação, em 2012. Ontem (20/12), o governo alterou os limites de UCs na região da BR-163, cedendo às pressões de políticos, produtores rurais e grileiros.


“O sinal que deu o novo Código Florestal foi interpretado de maneira extremamente rápida em campo”, diz Juan Doblas, assessor do ISA responsável pelo mapa. Ele afirma que várias regiões sofrem uma “epidemia de desmatamento”: a impunidade dos desmatadores ilegais termina por estimular mais desmatamento. “As medidas de combate ao desmatamento e restrição das atividades econômicas nos municípios da lista do MMA não estão funcionando. Elas precisam ser reforçadas”, defende.
Áreas desmatadas na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, no oeste do Pará
Doblas chama a atenção principalmente para São Félix do Xingu e cobra operações mais efetivas de repressão aos desmatadores da parte dos governos federal e estadual na região, em especial com apoio de ações de inteligência.


O pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) Paulo Barreto acredita que o aumento do preço do gado também “fortalece a ameaça [à floresta], porque as pessoas ficam mais interessadas em desmatar". Para ele, "essa ameaça pode aumentar e não ter efeitos se a floresta não está vulnerável, se o governo está vigilante, se não muda as regras. Mas quando a ameaça aumenta e o governo enfraquece a proteção, essa combinação leva a essa situação de aumento".

Campeões do desmatamento

Pará, Mato Grosso e Rondônia continuam, nessa ordem, como os campeões da destruição da floresta: entre 2015 e 2016, eles registraram, respectivamente, 3 mil quilômetros quadrados (38% do total), 1,5 mil quilômetros quadrados (19%) e 1,3 mil quilômetros quadrados (18%) de desmatamento. O Amazonas, no entanto, apresentou a maior alta proporcional: entre 2014-2015 e 2015-2016, o desmatamento saltou de 712 quilômetros quadrados para 1099 quilômetros quadrados, um acréscimo de 54%.


André Tomasi, assessor do Instituto de Educação do Brasil (IEB), destaca que o sul do Amazonas tornou-se uma das frentes de desmatamento mais dinâmicas em função do esgotamento de parte dos remanescentes florestais em Rondônia, Acre e norte do Mato Grosso.


“É uma área tradicionalmente de baixa governança do Estado, que possui pouca capilaridade e atuação no campo”, ressalta. Ele lembra que muitos pecuaristas da região estão escoando gado por Rondônia, deixando de recolher impostos no Amazonas e evadindo divisas.

Oswaldo Braga de Souza
ISA
Imagens: 

Temer reduz área protegida por MP



22/12/2016

Governo federal cede a pressões de políticos e produtores rurais e, segundo ambientalistas, emite sinal de que invadir áreas protegidas vale à pena

Garimpo ilegal na Flona Jamanxim | © Badaró Ferrari - Ascom-Ibama
Garimpo ilegal na Flona Jamanxim | © Badaró Ferrari - Ascom-Ibama
 
O governo federal alterou os limites de quatro Unidades de Conservação (UCs) e criou uma nova no sudoeste do Pará, onde está uma das principais frentes de expansão do desmatamento da Amazônia.


Ambientalistas avaliam que, ao atender as pressões de políticos e produtores rurais com a medida, o governo emite um sinal para grileiros de terra de que vale à pena invadir essas áreas e apostar numa futura regularização.


Leia a matéria completa no site do Instituto Socioambiental.

Padariazinha simpática, pãozinho quente uma ova!




Prezados,

As propagandas sub- reptícias sobre comércio já começaram! O Governo, os especuladores imobiliários, alguns poucos habitantes mal intencionados, querem convencer a população a implantar comercio no Park Way a tempo de incluir na Lei de Uso e Ocupação do Solo- LUOS. 

Aqueles que trabalham com imobiliárias estão com saliva escorrendo pelo queixo, antegozando o lucro que tanta arvore, tanto verde vai poder trazer para seus bolsos ávidos de grana não importa se esse dinheiro vai ser criado com a morte de tanta vida. De tantos pássaros, animais, rios e, sobretudo da nossa qualidade de vida. Da nossa saúde, da nossa tranquilidade, do nosso silencio. Para disfarçar a cupidez e a ganancia falam manso.


Fazem-nos evocar memorias ternas da nossa infância.


A propaganda é sub-reptícia.

Fotos de vovós boazinhas, meigas, que afirmam à imprensa que adoram o Park Way, mas que gostariam de poder contar com um comerciozinho pequeno, básico, pertinho da casa delas, onde elas pudessem ir a pé comprar o leitinho dos netinhos, o lanchinho das criancinhas (vocês conhecem o engodo, a ladainha), já começaram a circular.

Um pãozinho, fresco, uma padaria pequena, limpinha, que mal pode fazer?
Se vocês procurarem na memória vão se recordar que as grandes destruições feitas pelo Governo começaram assim. No diminutivo.

No eufemismo.


Um pedacinho da Amazônia, um cantinho da Floresta Atlântica, um matinho do Cerrado, um prediozinho de poucos andares no Guará, ou em Águas Claras, uma invasãozinha apenas de catadores de lixo no Parque Nacional...


Comerciozinho, leitinho, lanchinho para as criancinhas, invasãozinha, e assim o monstro começa a ser gerado. A padaria se multiplica, seus donos querem mais lucro para tanto precisam de mais clientes, mas como fazer? As frações são poucas, os lotes gigantescos mas pouco habitados em nome da preservação ambiental. Mas comerciante não quer saber de preservação ambiental e pleiteia, junto ao Governo, o adensamento populacional do Park Way! 


Votam, com a ajuda do Sindicato da categoria, na Conferencia das Cidades, o GDF conforme o hábito, ajuda a manipular o resultado das votações permitindo que tragam ônibus cheios de representantes da classe para votar, para burlar os moradores, fraudar as eleições, superando, em número, os votos dos moradores contrários ao adensamento populacional, à construção de prédios, à licitação das areas verdes.

Denunciados pelos moradores escandalizados com o engodo, os comerciantes se fazem de vítimas, justificam a fraude sob a alegação de que precisam sustentar suas famílias, reclamam para o Governador..."afinal pagamos impostos!"
E não adianta querer “amarrar”, controlar o comercio. 


Moradores ingênuos,mal informados, ludibriados por aqueles que querem obter vantagens econômicas à custa da qualidade de vida no Park Way, insistem que o problema poderá ser resolvido através da imposição de normas, regulamentos, restrições, proibindo a mudança de destinação, proibindo a futura padaria de virar Casa de Chope, a farmácia de virar motel ou proibindo a construção de quitinetes sobre a futura pet shop. 


Ora, o Lago Sul não conseguiu controlar o comercio, nem o Lago Norte. Tampouco o Plano Piloto, apesar de ter sua área tombada pela UNESCO. Vejam a briga pelas pousadas nas 700!!


Houve ate  um projeto apresentado na CL-DF apontando, como sugestão de estacionamentos, as áreas verdes das 100, 200 300 e 400, desocupadas para facilitar o acesso aos usuários do comércio local. Já imaginaram a Ilha de Calor que essa iniciativa irá gerar?


Não existe no DF atualmente comercio controlado! Que obedeça aos regulamentos!. Sem Plano Diretor Local que o Governo Arruda nos tirou. Com a falta de fiscalização que existe. Sem participação ativa da sociedade no processo de governança. Sem haver um conselho da APA Gama Cabeça-de-Veado que seja deliberativo e não consultivo, quem de fato acredita em Comércio Organizado??? Parece até o termo usado pelo GDF quando fez o PDOT de 1997 e criou a pérola de "área prioritária para monitoramento". Como se apenas aquelas áreas precisassem ser monitoradas. 

Sabe o que ocorreu??? As áreas monitoradas são, hoje, ...os condomínios do Colorado!!!


Todos vocês estão cientes, as leis, as restrições, as normas, no Brasil, só servem para serem descumpridas. Violadas. E o exemplo é dado pelo próprio Governo, através de sua grileira oficial, a TERRACAP, que desmatou a área verde do conjunto 01, da quadra 14, apesar de decisão contraria do MP e do TJDFT. E a área, que era um corredor ecológico, virou estacionamento de taxistas.


Se leis, determinações, regulamentos no Brasil fossem levados a sério, fossem obedecidos, aquele boteco que vende bebida alcoólica localizado ao lado da feirinha da Quadra 14, já teria sido retirado. As invasões já teriam sido expulsas, o Setor Noroeste não existiria, na 901 não seriam construídos hotéis e os corruptos do Governo já teriam perdido o mandato. Mas não é isso que acontece, não é?



Se houvesse algum tipo de controle sobre as atividades comerciais, não haveria puxadinhos, o setor comercial  não estaria entupido de mendigos e de drogados que deixam seus detritos de TODO O TIPO INCLUSIVE HUMANOS nas calçadas. Se houvesse algum tipo de segurança os estabelecimentos comerciais não estariam fechando as portas como estão por medo de assaltos.


Infelizmente existem também os moradores mal intencionados, aqueles que querem lucrar com um eventual adensamento do Park Way, como os especuladores imobiliários que compraram vários lotes no Park Way não para morar, mas para especular, os proprietários de Casas de Festas e de Academias de Ginástica e ; --essa é a parte mais triste-- alguns arquitetos- urbanistas que gostariam de vender projetos arquitetônicos de centros comerciais à SEGETH denominados eufemisticamente de ” projetos arquitetônicos para realizar intervenções de infraestrutura na dinâmica urbana do Park Way”.  


Fui abordada por um deles durante a última Conferencia das Cidades. Esses são, em minha opinião, os mais cruéis pois, como urbanistas, sabem que a implantação de comercio significa o fim da qualidade de vida no Park Way, o fim do Park Way como conhecemos agora, mas insistem na implantação de um “comercio pequeno, fácil de ser controlado”, como se isso fosse possível, como se fosse possível controlar alguma coisa no atual Governo, que faz o que quer, que tem como meta agradar às empreiteiras a custo da qualidade de vida dos moradores do DF.

Se não manipula o resultado, não dá publicidade,  não informa a comunidade de sua realização e depois dizem que "o povo não compareceu"...para desculpar suas destruições ambientais.

Esses arquitetos que querem nos convencer a implantar um comerciozinho controlado querem na verdade lucrar com a venda de seus projetos ao Governo.

Amigos,

O GDF está querendo adensar o Park Way. Seus representantes ficam com água na boca quando pensam nos predios que poderão implantar nas nossas enormes e perfeitas áreas verdes que, mesmo sendo queimadas anualmente, conseguem se recuperar.

E comércio, então? Quantas centenas de lojinhas estilo W3 não poderão ser construídas aqui? Quanto imposto para enriquecer o governo e os governantes não poderá ser recolhido?

E quando tudo isso acontecer será que algum morador do Park Way ficará feliz? O que aconteceu com a vovó que queria uma padaria pertinho de casa para comprar  leitinho para os netinhos?

Ela não sai mais de casa porque ficou muito perigoso circular sozinha pelo Park Way. 

Sobretudo a pé. Afinal a média de assaltos a estabelecimentos comerciais no DF não para de aumentar.


Assim, no final, quem saiu ganhando?O Governo.

Quem saiu perdendo? Os moradores. 

Nós!

Pensem nisso!


Flavia Ribeiro da Luz
Presidente da Associação Park Way Residencial

sábado, 24 de dezembro de 2016

Equinácea: Planta Medicinal que reforça o Sistema Imunológico




Equinácea: Planta Medicinal que reforça o Sistema Imunológico
Flor da planta medicinal Equinácea, uma reforçadora do sistema imunológico.
[Imagem: Kelly Kindscher]


Cura para todos os males
Em 1805, quando os pioneiros avançavam rumo ao interior dos EUA, Meriwether Lewis e William Clark encontraram uma margarida arroxeada que os nativos das Grandes Planícies chamavam de "cura para todos os males".



A dupla aprendeu como a planta era usada para tratar de mordidas de cães loucos e serpentes até pequenos males do dia a dia. Os efeitos eram tão significativos que a dupla de exploradores enviou amostras da margarida para Thomas Jefferson, que era botânico e então presidente dos Estados Unidos - o que definitivamente ajudou a torná-la conhecida.
Hoje, conhecemos a afamada margaridinha como Equinácea (Echinacea angustifolia), uma das plantas medicinais mais populares nos Estados Unidos e na Europa devido à sua capacidade de combater gripes e resfriados e reforçar o sistema imunológico humano.



De acordo com o professor Kelly Kindscher, da Universidade do Kansas (EUA), a planta reforçadora do sistema imunológico passou recentemente por um ensaio clínico na Europa demonstrando que é tão eficaz quanto o medicamento Tamiflu, mas é mais segura.
Kindscher que acaba de lançar um livro sobre a Equinácea, chamado Echinacea - Herbal Medicine with a Wild History (Equinácea - Medicina Herbal com uma História Selvagem, em tradução livre), ainda não publicado no Brasil.



Equinácea
Além de repassar todo o saber científica sobre a Equinácea, o pesquisador lamenta que ela desperte tão pouco interesse entre os profissionais de saúde, que preferem receitar remédios que geralmente custam mais e trazem um maior risco de efeitos colaterais.



"A maioria das boas pesquisas sobre Equinácea vem de pesquisadores na Europa, embora ela seja nativa da América do Norte. Nos EUA, nós não temos interesse na medicina integrativa, nós apenas usamos produtos farmacêuticos. Na Alemanha, você encontrará Equinácea atrás do balcão da farmácia, aqui nos Estados Unidos você vai encontrá-la junto com Coca-Cola e Pampers, não atrás do balcão.



"Este é o problema com os medicamentos fitoterápicos - você pode falar sobre eles, mas os médicos não os prescrevem como remédio. Pode-se usar a internet ou ir a qualquer lugar e encontrar muitos produtos fitoterápicos bons (e alguns ruins também). A Equinácea é um dos bons e o melhor como uma tintura - um extrato de álcool e água - disponível em lojas de produtos alimentícios e farmácias," disse Kindscher.



Receitas de equinácea
Ocorre que a maioria dos médicos não aprende sobre produtos medicinais à base de plantas na escola de medicina.


"Os dados mostram que os médicos costumam prescrever medicamentos apresentados a eles pelos representantes farmacêuticos," disse o pesquisador. "Não é fácil para os médicos acompanharem toda a literatura médica - ela é muito volumosa - mas, principalmente, não há uma grande indústria pedindo aos médicos que prescrevam Equinácea".

Quando a busca pela saúde vira uma doença




Saudismo
A politização e a mercantilização da saúde na cultura ocidental está levando ao que os especialistas chamam de "saudismo" - uma ideia imperativa de comportamento, uma quase obsessão com a autopreservação.


Este modo de encarar o bem-estar, além de criticar tudo o que não se enquadra em normas glamourosas de um corpo bonito, jovem e magro, preconiza uma modalidade de "medicina preventiva" que pouco tem a ver com benefícios reais para as pessoas.


Os alertas são da Dra Evgenia Golman e seus colegas da Universidade Nacional de Pesquisas da Rússia, em um artigo publicado no Journal of Social Policy Studies.



Síndrome de Angelina Jolie
Em suas formas extremas, o saudismo se aproxima da eugenia, diz a pesquisadora, referindo-se à busca por uma hereditariedade "correta". Mas até mesmo preocupações simples sobre os padrões de condição física podem provocar comportamentos de "hipercorreção", ou seja, exageros na busca por ficar bem.


O que pesquisadora chama de "Síndrome de Angelina Jolie" tem sido frequente na mídia, o que implica uma maior atenção para a probabilidade - o "risco" - de doenças perigosas.
Isto leva a um acompanhamento vigilante da saúde, no lado benéfico, mas também leva ao extremo, com tentativas de impedir até mesmo doenças hipotéticas, o que inclui cirurgias em um corpo saudável. O famoso caso da atriz, que passou por uma mastectomia preventiva, é sintomático dessa obsessão e se encaixa no conceito de saudismo, diz Golman.


Assim, prossegue a pesquisadora, a história de Angelina Jolie é uma manifestação extrema de uma "nova compreensão da saúde", que inclui o boom nas dietas, academias, cirurgias plásticas e até aplicativos de celular para a vigilância da saúde. Esse "culto ao corpo" é amplamente apoiado pela mídia e por todos os negócios que passam a viver dessa busca, incluindo até mesmo funcionários dos órgãos de saúde em muitos países.



Prevenção de doenças hipotéticas
Para a pesquisadora, em muitos países a política pública de saúde desloca a responsabilidade pela saúde das instituições para os indivíduos, e desloca o foco do tratamento para a prevenção, incluindo a prevenção de patologias até mesmo puramente hipotéticas.



A medicina preventiva, sem dúvida, ajuda a prevenir muitas doenças e pode economizar uma grande quantidade de recursos para as famílias e o Estado, ressalta Golman. Mas se o cálculo de risco das doenças e a idealização da beleza e de padrões do corpo são compreendidos de forma inadequada, de uma forma puramente comercial, isso pode levar à neurose de massa e a uma obsessão social.


Nova genética e eugenia
É nesse ponto que a pesquisadora alerta que o saudismo pode se aproximar ainda mais da tão temida e banida eugenia, a busca por raças mais saudáveis, como no caso da eugenia nazista, que proclamava a superioridade da raça ariana, e hoje aponta para a manipulação genética em busca de "bebês saudáveis".


As semelhanças entre a "nova consciência de saúde" e a eugenia pode ser vista de forma particularmente clara, diz Golman, nas questões éticas da "nova genética", especialmente relacionadas com manipulações de embriões humanos. Para ela, o diagnóstico de doenças genéticas em embriões apenas aumenta a probabilidade de aborto.


"O problema é que a medicina está sob a ameaça de mudar seu foco de um 'papel terapêutico' para eliminar o que ela não consegue curar," diz a pesquisadora, citando David Le Breton, um sociólogo e antropólogo francês que tem criticado essa "nova genética".
O desenvolvimento da "nova genética" também abre a possibilidade da manipulação de "maus genes" responsáveis por determinadas doenças, prometendo excluí-los do DNA no futuro, diz a Dra Evgenia Golman.


Sabedoria social
A equipe conclui que é necessário incorporar uma "sabedoria social" ao discurso de saúde, sendo necessário estudar os efeitos controversos de tais ideias e promessas, destacando-se o elevado risco de que a propaganda de um "estilo de vida saudável" influencie negativamente os grupos demográficos socialmente mais vulneráveis, que passarão a ser discriminados por não se adequar ao novo modismo.

Em busca das melhores substâncias para combater envelhecimento



Em busca das melhores substâncias para combater envelhecimento
Algumas substâncias analisadas confirmaram os efeitos geroprotetores, mas outras não justificaram a fama.
[Imagem: Alexander Aliper et al. - 10.18632/aging.101047]


Protetores geriátricos
Cientistas russos desenvolveram um algoritmo de computador - que eles batizaram de Geroscópio - para identificar substâncias que prolongam a vida saudável das pessoas, os chamados geroprotetores.


Centenas de compostos foram rastreados para medir sua atividade geroprotetora utilizando simulações por computador com o novo programa. A equipe então conduziu experimentos de laboratório para avaliar na prática as 10 substâncias mais promissoras identificadas pelo algoritmo.


"O envelhecimento da população é um problema global. Desenvolver abordagens eficazes para criar geroprotetores e validá-los para uso no corpo humano é um dos desafios mais importantes para a biomedicina. Nós propomos uma possível abordagem que nos aproxima da solução deste problema," disse Alexey Moskalev, do MIPT (Instituto de Física e Tecnologia de Moscou).


Simulador do envelhecimento humano
A equipe começou analisando dados transcriptômicos (a informação que é lida do DNA e transcrita em RNA) em jovens (doadores com idades entre 15 e 30 anos) e em idosos (doadores com idade superior a 60 anos).


Os dados foram inseridos no programa de computador, projetado para identificar e reconstruir as vias moleculares associadas ao envelhecimento - o algoritmo é essencialmente um simulador do envelhecimento humano. O Geroscópio modelou as vias moleculares e analisou as reações celulares envolvendo várias substâncias previamente identificadas como promissoras quanto a seus efeitos protetores contra o envelhecimento.
As 10 substâncias selecionadas pelo modelo de computador demonstraram resultados variados nos ensaios feitos usando culturas de células humanas.


Geroprotetores
Por exemplo, o ácido nordi-hidro-guaiarético (NDGA), encontrado na planta medicinal Chaparral (Larrea tridentata), não revelou qualquer efeito no rejuvenescimento, e de fato diminuiu a sobrevivência celular a curto e a longo prazo.


A miricetina, um composto vegetal da classe dos flavonoides, considerados antioxidantes, teve um efeito rejuvenescedor suave, enquanto a epigalocatequina-galato (EGCG) mostrou um forte efeito rejuvenescedor. A acetilcisteína (N-acetil-L-cisteína) mostrou um efeito rejuvenescedor suave, mas aumenta drasticamente a sobrevivência a curto e longo prazo.
Já o PD-98059 apresentou um efeito rejuvenescedor muito forte e ainda aumentou a sobrevida a curto e a longo prazos.

Combinações rejuvenescedoras
Várias dessas substâncias já são vendidas como suplementos dietéticos individualmente. A análise mais aprofundada dos efeitos ao nível das vias moleculares destes compostos trouxe novas informações sobre as possíveis combinações que proporcionam efeitos cumulativos e minimizam os possíveis efeitos adversos.


O artigo descrevendo os resultados, que agora deverão ser utilizados por outros pesquisadores para testes em maior escala e in vivo, foi publicado na revista Aging (DOI: 10.18632/aging.101047).

Governo libera R$ 234 milhões para pesquisas na área de saúde







Não ficar para trás
O Ministério da Ciência e Tecnologia e a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) vão investir R$ 234 milhões em pesquisas na área de saúde.

Para as pesquisas especificamente voltadas para o combate ao vírus zika, os investimentos somam R$ 27,5 milhões. Cinco convênios, no valor de R$ 4,6 milhões, já foram assinados com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e seus institutos.

O presidente da Finep, Marcos Cintra, declarou que, mesmo em tempos de crise, áreas estratégicas, como a de ciência e tecnologia, não podem ficar sem investimentos.
"Qualquer paralisação nas nossas atividades nos colocará, em termos de distanciamento da fronteira de conhecimento, em situações que dificilmente poderão ser recuperadas no curto prazo", disse ele.

Ciência e tecnologia em saúde
Entre os projetos selecionados estão iniciativas de aperfeiçoamento de tecnologias para exame de imagens de diagnóstico precoce de alterações neurológicas, aprimoramento de tecnologias de criação de inseto estéril, de linhagens de mosquitos geneticamente modificados e desenvolvimento de vacinas.

A Finep vai oferecer apoio institucional, material de consumo, softwares, instalação, recuperação e manutenção de equipamentos, além de despesas de capital, operacionais e administrativas e bolsas.

O segundo edital, de R$ 193 milhões, foi destinado a laboratórios como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e o Observatório Nacional, para aquisição e manutenção de equipamentos e contratação de pessoal.

A chamada de apoio institucional, de R$ 14,3 milhões, destina-se ao desenvolvimento de áreas estratégicas de pesquisa científica e tecnológica. Serão beneficiadas as Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Saúde e amor trazem mais felicidade que dinheiro




Parceiro e emprego
Ter uma boa saúde mental e estar em um relacionamento estável deixam as pessoas mais felizes do que dobrar sua renda financeira.


Esta resposta foi dada por mais de 200 mil pessoas da Austrália, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, entrevistadas por pesquisadores da Escola de Economia de Londres (Inglaterra) quanto aos fatores que mais influenciam sua sensação de bem-estar.


Em uma escala de um a dez, dobrar o salário de alguém eleva sua felicidade em menos de 2 pontos, segundo o estudo.


No entanto, estar em um relacionamento elevou a felicidade em 6 pontos - perder um parceiro, seja por causa de uma separação ou de morte, teve o mesmo impacto no sentido contrário.


O maior impacto negativo foi gerado por sofrer de depressão e ansiedade ou perder o emprego. Na pesquisa, o nível de felicidade caiu 7 pontos. Estar desempregado teve o mesmo efeito.
Saúde mental da mãe
A pesquisa aponta ainda que o principal fator para prever a satisfação de uma pessoa com sua vida adulta é sua saúde emocional durante a infância.

"A maioria das pesquisas sobre o bem-estar infantil se concentra no desempenho acadêmico, que é muito afetado pela renda familiar", diz o estudo. "Mas a saúde emocional de uma criança é mais determinante no seu bem-estar no futuro. Isso pode ser impactado em alguma medida pela renda familiar, mas, acima de tudo, depende da saúde mental da mãe."

Governo da felicidade geral
Richard Layard, coautor do estudo, afirma que a pesquisa também pode apontar rumos para os políticos, sendo necessário que os governos desempenhem um papel diferente para contribuir para a felicidade dos cidadãos.

Em resumo, em vez de se preocuparem com a geração de riqueza, os governos deveriam se concentrar na geração de bem-estar.


"No passado, o Estado combateu incansavelmente a pobreza e o desemprego e problemas na educação e na saúde física. Mas é igualmente importante hoje fazer o mesmo com a violência doméstica, o alcoolismo, a depressão e a ansiedade, o isolamento dos jovens, entre outros. É isso que deveria estar no centro das atenções," afirma.



E isso pode ter um efeito positivo sobre a própria "felicidade dos políticos", uma vez que pesquisas anteriores, com base em eleições europeias desde 1970, mostraram que a satisfação dos cidadãos com suas próprias vidas é o melhor indicador para prever se um governo será reeleito ou não.

Argentina criará novo Parque Nacional em Tucumán


Por Sabrina Rodrigues
Mauricio Macri. Foto: Santiago Trusso/Flickr
Mauricio Macri. Foto: Santiago Trusso/Flickr

Durante uma cerimônia na residência presidencial de Olivos, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou a criação do futuro Parque Nacional Aconquija, que protege mais de 50 mil hectares na província de Tucumán. Na solenidade, estavam presentes também o governador de Tucumán, Juan Manzur, o Ministro do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sergio Bergman, o Ministro da Defesa, Julio Martinez e o presidente de Parques Nacionais, Eugenio Bréard.


"Este projeto desempenha um papel fundamental na protecção da biodiversidade da floresta Yungas, a grande esponja natural que regula os recursos hídricos para as atividades humanas relacionadas com o consumo de água. Da mesma forma, impulsionará o turismo aumentando as áreas destinadas para uso público e ampliará a proteção cultural dos sítios arqueológicos como La Ciudacita ", disse Bréard. Aconquija abriga cerca de 2 mil espécies de plantas vasculares e também espécies da fauna com grande quantidade de felinos, tamanduás, queixadas e uma grande diversidade de aves. O Parque Nacional Aconquija será o primeiro a possuir neve e floresta na mesma unidade de conservação.

Fonte: National Parks Administration, Argentina

* Editado às 18h25, após a observação do leitor Carlos L. Magalhães.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Retrospectiva de um ano de comprometimentos: 2016 e o avanço da sustentabilidade global

(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)


O ano de 2016 começou com expectativas otimistas após as diversas discussões e acordos ocorridos na Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP 21). O Acordo de Paris, que foi estabelecido ao fim de dezembro de 2015, entrou em vigor no dia 04 de novembro de 2016, muito antes do esperado, representando um marco inédito e recorde em todas as negociações internacionais lideradas pela ONU.


Entre tantas turbulências políticas e conflitos, o mundo parou ainda para assistir o Brasil falar sobre o aquecimento global na abertura das Olimpíadas. No fechamento de 2016, o TheCityFix Brasil faz uma retrospectiva do ano para lembrar as conquistas globais em direção a um futuro mais sustentável.



É possível afirmar que 2016 foi o ano para grandes e pequenas nações confirmarem seus compromissos assumidos em 2015 e que definirão a qualidade de vida do planeta. Hoje, 118 partes já assinaram o Acordo de Paris, o que representa 80% das emissões globais. Na COP 22, realizada este ano em Marrakech, foi o momento de pensar em como colocar em prática as ações que levarão ao cumprimento do acordo. O encontro permitiu que passos importantes fossem dados para a formatação de um roteiro com as regras e os processos para a implementação do tratado, incluindo o prazo final de 2018.



Em Marrakech também foi lançada a Parceria NDC (sigla em inglês para Contribuições Nacionalmente Determinadas), uma nova coalizão formada por países desenvolvidos e em desenvolvimento e instituições internacionais e dedicada a garantir que os países recebam o suporte financeiro e técnico necessário para alcançar as metas determinadas especialmente pelo Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.



Além disso, Alemanha, Estados Unidos, México e Canadá – que juntos representam 24% das emissões de gases de efeito estufa do mundo – apresentaram suas estratégias para profundas reduções nas emissões até 2050. Novas alianças foram formadas, incluindo a Iniciativa da Energia Renovável para a África (AREI, sigla em inglês para Africa Renewable Energy Initiative) e a Adaptação da Agricultura Africana (AAA).



Noticiado com menos repercussão, mas considerado por muitos o maior salto no combate ao aquecimento global depois do Acordo de Paris, o tratado de Kigali também foi assinado em 2016. Ao todo, 197 países assinaram o compromisso durante o 28º Encontro das Partes do Protocolo de Montreal, realizado em Kigali, capital de Ruanda, em outubro.


O acordo é uma emenda ao Tratado de Montreal e estabelece que os Estados Unidos e a União Europeia reduzam o uso dos hidrofluorcarbonos (HFCs) em 10% até 2019 (tendo como referência os níveis de 2001-2013), para chegar a menos 85% até 2036. Um segundo grupo de países, que inclui a China, o maior emissor mundial de HFC, e também os países africanos, comprometeu-se a iniciar a transição em 2024.


Uma pequena parcela de nações, entre as quais Índia, Paquistão e alguns estados do Golfo Pérsico, conseguiu adiar o início das ações para 2028. A meta é que o consumo total de HFC tenha caído de 80% a 85% até 2047. Os HFCs são os gases usados em refrigeradores e aparelhos de ar condicionado e têm uma potência de reter o calor mil vezes maior que o gás carbônico (CO2). Segundo especialistas, a redução do uso desses poluentes é o meio isolado mais rápido para diminuir o aquecimento global.


O acordo de Kigali é vinculativo – ou seja, os países são obrigados a cumprir suas determinações – e, portanto, tem o potencial de impedir a alta da temperatura atmosférica em 0,5°C até o final do século. “É provavelmente o mais importante passo que podemos tomar nesse momento para limitar o aquecimento do nosso planeta para as gerações que estão por vir”, exaltou o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry.


Quito foi palco para a Habitat III. (Foto: Adam Reeder/Flick-CC)
Quito foi palco para a Habitat III. (Foto: Adam Reeder/Flick-CC)

A sustentabilidade nas mãos dos líderes urbanos

De Quito, no Equador, foi lançado um documento que irá guiar as transformações urbanas para os próximos 20 anos. A Nova Agenda Urbana (NAU), adotada formalmente após a Habitat III, a Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, em outubro, foi acordada por 193 países após meses de trabalhos e revisões por parte de especialistas do mundo todo. Seu conteúdo incentiva todos os níveis de governo, assim como a sociedade civil, a tomarem parte dos compromissos pelo desenvolvimento urbano sustentável.



O documento trabalha pela promoção de um planejamento urbano e territorial que garanta o uso sustentável do solo e dos recursos naturais ao pedir por cidades compactas, policêntricas, com densidade e conectividade apropriadas e controle da dispersão urbana. O texto instiga a integração dos planos de mobilidade no planejamento urbano e apoia a priorização do transporte ativo sobre o transporte motorizado e o Desenvolvimento Orientado pelo Transporte Sustentável (DOTS), modelo de planejamento que reduz as necessidades de grandes deslocamentos e possibilita custos mais acessíveis.



Diferentemente do Acordo de Paris, a Nova Agenda Urbana não é um acordo legalmente vinculante, ela apenas oferece orientações para os atores envolvidos no desenvolvimento urbano construírem seus planos de ação. O desafio dessa nova ferramenta é justamente se fazer presente nos planos das cidades. Para isso, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) lançou o Quito Implementation Plan (QIT), um portal online para os diversos tipos de stakeholders – incluindo o setor privado, ONGs e organizações de base – apresentarem publicamente seus compromissos e iniciativas de implementação em um lugar centralizado. A ideia é chamar a atenção às diferentes atividades e oportunidades em andamento e suscitar colaborações.

Do Rio de Janeiro, a mensagem pela saúde do planeta

A cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016 neste ano assumiu a missão de fazer o resto do globo parar para pensar no futuro do nosso meio ambiente. Ao misturar a pauta do aquecimento global com a apresentação dos atletas, o espetáculo no Maracanã mostrou as mudanças pelas quais as cidades passaram ao longo dos séculos, números e consequências das mudanças climáticas.



A emissão de gases de efeito estufa, o degelo dos polos, a elevação do nível do mar e o aumento da temperatura foram retratados em um vídeo em que as atrizes Fernanda Montenegro e Judy Dench recitaram o poema “A Flor e a Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade.



Para lembrar o reflorestamento, cada atleta recebeu uma semente ao entrar no campo. As sementes, de 207 espécies diferentes, serão plantadas no local em que hoje está instalado o Parque Radical, no Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a Floresta dos Atletas.
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


O Brasil também deu um importante passo em 2016 no processo de adaptação às mudanças no clima e também do aprimoramento de ações de mitigação. O governo lançou, em maio, o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), que compila estratégias para 11 setores: agricultura, recursos hídricos, segurança alimentar e nutricional, biodiversidade, cidades, gestão de risco aos desastres, indústria e mineração, infraestrutura, povos e populações vulneráveis, saúde e zonas costeiras. O PNA ressalta, portanto, a importância de elencar esforços voltados para o desenvolvimento da resiliência e da capacidade de adaptação dos municípios.



Katerina Elias Trostmann, Analista de Pesquisa do WRI Brasil, destaca a importância de utilizar a adaptação como método para preparar as cidades brasileiras: “A publicação do Plano Nacional de Adaptação é um passo à frente para que possamos estruturar a capacidade de adaptação das cidades às mudanças do clima. O PNA caracteriza os riscos climáticos, identifica as vulnerabilidades das cidades e promove medidas concretas que as cidades podem tomar”, afirma Katerina.



O Plano Nacional de Adaptação terá metas com prazo de quatro anos, com suas respectivas revisões, conforme orientação legal para o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, e contará com um sistema de monitoramento e avaliação. “Essas metas fazem parte das contribuições que o Brasil enviou às Nações Unidas, dentro dos esforços globais de combate às mudanças do clima”, explicou Karen Silverwood-Cope, secretária de mudança do clima e qualidade ambiental do MMA, citando as contribuições nacionalmente determinadas pretendidas (INDC) que o governo brasileiro apresentou antes da COP 21 e que fundamentaram os compromissos assumidos pelo país para a redução de suas emissões no âmbito do Acordo de Paris. As informações são do Observatório do Clima.

Que venha 2017!

2016 foi desafiador em muitas esferas, mas chega ao fim com o mundo sinalizando o comprometimento com o desenvolvimento sustentável. A perspectiva que fica, com tantos acordos firmados em prol do clima, é a de esperança: os esforços e comprometimentos das nações nos colocam no caminho certo para reverter as mudanças climáticas.



As discussões e acertos ocorridos até devem seguir avançando. Para o novo ano que se anuncia, esperamos que os compromissos assinados em 2016 se concretizem, alavancando a sustentabilidade nas cidades e contribuindo para a construção de um futuro melhor para o planeta e as pessoas. Que venha 2017!