quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Segunda corrida espacial quer conquistar a Lua

Segunda corrida espacial quer conquistar a Lua
Hoje a Rússia é líder na exploração espacial, mas a China está acelerando rápido. [Imagem: Roscomos]
Exploração Espacial
Há décadas existe a promessa de uma base na Lua. Colocamos um pé lá, e parou por aí - nossa presença no satélite natural da Terra se resume a pegadas.

No entanto, estão surgindo cada vez mais iniciativas públicas e privadas que não só anunciam um retorno à Lua, mas planos ambiciosos de colonização lunar.

A China já revelou que pretende pousar no lado oculto da Lua (que não pode ser visto da Terra) em 2018, enquanto a Rússia prepara o pouso de sua primeira nave tripulada para 2031.

Os Estados Unidos não se manifestaram como governo, mas em julho deste ano deram permissão para a empresa privada Moon Express ir à Lua. E a NASA convocou recentemente companhias do setor privado a enviarem sugestões de experimentos que possam ser feitos por lá.

A que se deve tanto interesse na Lua?

Segunda corrida espacial
Para Leon Vanstone, da Universidade do Texas, o principal motivo é o mesmo da Guerra Fria: poder. "Devemos lembrar que foram os russos (então União Soviética) os primeiros a enviar um homem ao espaço - eles queriam militarizar o espaço - e os Estados Unidos se apressaram então em colocar um homem na Lua", disse ele.

Essa demonstração de poder custou bilhões de dólares e, segundo Vanstone, as potências perceberam que o melhor para todos era realizar iniciativas conjuntas em que os gastos e responsabilidades são compartilhados.

Mas o tabuleiro do xadrez geopolítico mudou.

A China está crescendo como uma potência espacial, e os Estados Unidos já não têm o mesmo status, dependendo dos russos até mesmo para mandar astronautas para a Estação Espacial Internacional. E, conforme lembra a especialista em Direito Espacial Jill Stuart, da Escola de Economia de Londres, "há muita tensão entre os Estados Unidos e a Rússia. Então, há sempre uma política complicada por trás."

Além disso, diferentemente da maioria das agências espaciais do mundo - como a NASA (EUA), ESA (Europa) ou Roscosmos (Rússia) -, o programa espacial chinês é dirigido por militares. "Os Estados Unidos não querem dizer que o seu programa é estatal. Na sua política capitalista, preferem dizer 'vamos deixar nossas empresas privadas à frente do programa espacial'," afirma Stuart. Ocorre que essas empresas não são de todo privadas, uma vez que são financiadas com dinheiro do estado e devem operar sob a tutela da NASA.

Segunda corrida espacial quer conquistar a Lua
Depois de meio século longe da Lua, agora há pelo menos seis projetos que prometem animar a exploração espacial. [Imagem: NASA]
Mineração espacial
Para Naveen Jain, um dos fundadores da Moon Express, as possibilidades de negócios na Lua são ilimitadas. Uma licença de uso e exploração permitiria a ele dar início a atividades de mineração, oferecer pacotes turísticos ou vender pedaços de rochas lunares como pedras preciosas.

"Parafraseando JFK (ex-presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy) 'escolhemos ir à Lua não porque era fácil, mas porque era um bom negócio', e é disso que se trata, de fazer um bom negócio", disse o fundador da Moon Express, que vê a comercialização da Lua como um negócio "grandiosamente genial".

E a tecnologia agora barateou em relação à corrida espacial dos anos 1960. "A primeira vez que o homem foi à Lua precisou de foguetes gigantes que custaram centenas de milhões de dólares," disse Jain. "Estamos usando um foguete menor, impresso em 3D, que custa menos de US$ 5 milhões."
E a sonda não-tripulada que ele planeja enviar à Lua no ano que vem custará outros meros US$ 5 milhões, algo que a NASA costuma gastar apenas nos estudos iniciais - sempre pagos a empresas privadas.

"A Lua é extremamente rica em recursos. Tudo pelo que brigamos na Terra está em abundância no espaço", afirma o empresário. "Cada vez mais pessoas estão interessadas em metais raros, e esse é o interesse de fazer a mineração na Lua."

A questão é que seria muito mais caro trazer esses minerais para a Terra do que continuar a explorar o que temos aqui, ou mesmo encontrar novas minas. Assim, parece haver outros elementos na equação do negócio que não estão totalmente claros.
Segunda corrida espacial quer conquistar a Lua
Minerais extraídos na Lua ficariam muito mais caros do que os explorados na Terra. [Imagem: BBC/Divulgação]
Bases lunares
Com o avanço da tecnologia e com a capacidade de chegar cada vez mais longe, a Lua se torna apenas um pequeno passo para a exploração do espaço.

Assim que a meta não for mais o nosso satélite, será Marte. E, se um dia chegarmos lá, então o desafio vai além.

Mas, para que isso aconteça, é preciso resolver um problema antes: combustível para viajar. Afinal, a maior parte do peso das naves lançadas ao espaço é de combustível.

Por isso, a Lua poderia ser uma parada estratégica para abastecimento. E não apenas os Estados Unidos acreditam nisso. A China também está de olho em Marte e anunciou recentemente que, em 2020, pretende visitar o Planeta Vermelho.


Direito espacial
Segundo o tratado sobre a exploração e utilização do espaço, assinado por 103 países em 1967, "o espaço, incluindo a Lua e outros corpos celestes, não deve ser objeto de apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso, ocupação ou de qualquer outra forma".


Como os governos poderiam então planejar operações na Lua e conceder concessões a empresas privadas se, a princípio, ninguém tem o poder de fazê-lo?


Embora o acordo internacional afirme que o espaço é um território neutro e ninguém pode se apropriar dos corpos celestes, há diversas interpretações, e as empresas estão de olho em brechas na legislação de quase 50 anos para abocanhar uma fatia do negócio no espaço: "Primeiramente, o tratado especifica que nenhuma nação deve se apropriar de qualquer corpo celeste," diz a especialista Jill Stuart. "Mas há dúvidas se as entidades não-estatais poderiam fazer essas reivindicações."


Em segundo lugar, o fato de que você não pode reclamar a propriedade, não significa que não possa ocupar o espaço. "É como a Antártida", diz a especialista. "Você pode ter uma base lá, contanto que diga que o que está sob seus pés não é seu."
Segunda corrida espacial quer conquistar a Lua
As bases na Lua são um sonho antigo. Mas a pergunta que permanece é: Para quê? [Imagem: BBC]
Privatização do espaço
Mas os Estados Unidos parecem estar indo além, a começar pela autorização dada à Moon Express, um direito que o país não teria e, portanto, não poderia conceder. E, em novembro de 2015, aquele país aprovou uma lei que permite aos cidadãos norte-americanos explorar comercialmente e reivindicar a posse de recursos obtidos no espaço.


"Isso me perturba um pouco", admite Stuart. "Essa lei tem o potencial de minar o acordo internacional que já está em vigor para o espaço."


Said Mosteshar, do Instituto de Direito e Política Espacial de Londres, concorda que essa lei norte-americana atropela os tratados internacionais. "Parece que os Estados Unidos estão concedendo a seus cidadãos um direito que o próprio país não tem. Você não pode dar um direito nacional que não pode exercer".


Em 1979, antecipando uma futura exploração lunar, a ONU redigiu o Tratado da Lua, estipulando as condições para essa atividade. A questão é que apenas 13 países assinaram o acordo - e nenhum deles tem recursos para participar de uma corrida espacial.


Talvez a exploração da Lua seja inevitável. E a possibilidade de haver bases de diferentes países, como ocorre na Antártida, não está tão distante de acontecer. Mas, para Jill Stuart, a pergunta que devemos fazer é: quem nós queremos que nos represente no espaço?



"Em breve teremos diferentes entidades pousando em corpos celestes, e acho que devemos nos perguntar quem a gente quer que vá para o espaço e nos represente. Eu não quero acordar daqui a 100 anos e descobrir que a Lua é da Coca-Cola," finalizou.

Ibama embarga 2.155 hectares de áreas degradadas ao longo da BR-319



Última atualização em Sexta, 23 de Dezembro de 2016, 13h18
Ibama embarga 2 mil hectares ao longo da BR-319
Foto:Ibama
Foto:Ibama 
 
 
Manaus (21/12/2016) - O Ibama embargou 2.155 hectares de áreas degradadas na floresta amazônica ao longo da BR-319. A operação foi realizada na primeira quinzena de dezembro com o objetivo de combater desmatamentos e queimadas no entorno da rodovia. Os 48 locais identificados equivalem a aproximadamente 2.200 campos de futebol. Foram aplicados autos de infração que totalizam R$ 275 mil.


Investigações são realizadas para punir os infratores não identificados, que serão responsabilizados e deverão reparar os danos ambientais. A estimativa é que o valor de multas ultrapasse R$ 1 milhão após o encerramento da ação. Durante a operação, foi autuado o responsável por uma invasão em estágio inicial, próxima ao km 140 da rodovia, sentido Manaus/Porto Velho, no município de Careiro (AM).


O Ibama realiza o monitoramento permanente na região da BR-319, que concentra áreas de floresta nativa. Segundo o chefe da Divisão Técnica do Instituto no Amazonas, Geandro Pantoja, serão realizadas outras ações de fiscalização para impedir a degradação do meio ambiente ao longo da rodovia.


O licenciamento da BR-319 é realizado pelo Ibama. O Instituto emitiu Licença de Instalação para obras de manutenção válida até abril de 2017. Também foi elaborado Termo de Referência para elaboração dos estudos de pavimentação da rodovia. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deve apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para continuidade do processo.


Assessoria de Comunicação do Ibama


imprensa@ibama.gov.br
(61) 3316-1015

Veadeiros inova no plantio de sementes do Cerrado

Publicado: Sexta, 23 de Dezembro de 2016, 16h08 

 
Ação no parque nacional em Goiás faz parte de projeto que busca disseminar espécies nativas, por meio da semeadura direta, recuperando áreas antes ocupadas por capim exótico

1Semeadura mecânica no Plantio de 2016

Brasília (23/21/2016) – Doze toneladas de sementes de espécies nativas do Cerrado foram plantados em uma área de 58 hectares no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no nordeste de Goiás. A ação faz parte de um projeto inovador que tem como objetivo de desenvolver técnicas de restauração mais baratas para regenerar áreas do bioma convertidas em plantações e dominadas por gramíneas africanas.

O projeto teve início quando a equipe do parque percebeu que os incêndios florestais na unidade ganhavam grandes proporções ao atingir áreas dominadas por capim exótico.

4claudomirono parqueClaudomiro Almeida Cortes, filho de agricultor e garimpeiro, entrou para a brigada anti-incêndio do parque em 2007 e conta como tudo começou: “A gente vinha trabalhando nos combates dentro do parque e foi percebendo que era mais fácil combater os incêndios em áreas com gramíneas nativas. Quando o fogo chegava na gramínea exótica, perdia o controle, era como uma bomba”.

Em 2009, o analista ambiental do parque José Fernando dos Santos Rebello juntou-se a Claudomiro e Valdeci Carvalho, outro brigadista, para iniciar o plantio de espécies arbóreas em linhas através da semeadura direta, com três quilos e meio de sementes distribuídos em uma área de poucas dezenas de metros quadrados.

Em 2012, a ação tornou-se um projeto de pesquisa financiada pelo ICMBio. Desde então, teve apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em 2012 e 2013 e da Rede de Sementes do Cerrado em 2014. Já em 2015 e 2016, foi financiado pela Norte Brasil como reposição florestal de uma linha de transmissão de energia.

Métodos inovadores

As técnicas empregadas são inovadoras e estão em desenvolvimento contínuo. Alexandre Sampaio, pesquisador do Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga (Cecat), do ICMBio e coordenador do projeto, enfatiza que esta ação foi uma das pioneiras em considerar o estrato rasteiro do Cerrado.

2Voluntariodo PNCV no Plantio a lanço em 2016“Após quatro anos de experiência, sabemos que se as gramíneas exóticas forem eliminadas adequadamente por meio do uso do fogo e revolvimento do solo com trator, e espécies determinadas forem semeadas na quantidade suficiente, é possível estabelecer uma comunidade de plantas nativas”, afirmou ele.

Para monitorar os resultados, várias pesquisas estão sendo realizadas na área de restauração. Há dissertações de mestrado e uma tese de doutorado em andamento, feitas por alunos da Universidade Nacional de Brasília. Entretanto, segundo Alexandre Sampaio, ainda há inúmeras oportunidades de pesquisas com foco na fauna, solo, ecossistemas e reprodução de plantas nativas.

O projeto também utiliza uma técnica menos explorada nos projetos de restauração em geral, que é a semeadura direta. Sampaio ressalta que a produção de mudas de espécies do Cerrado é dificultada pelo fato de as plantas típicas apresentarem crescimento expressivo das raízes que não comportam nos sacos ou tubetes.

Essas plantas, segundo Sampaio, desenvolvem muito as raízes pois isso é fundamental para torná-las capazes de sobreviver às oscilações de umidade do Cerrado. Também há o fato de que o uso de mudas para restauração no Cerrado traria uma diversidade muito menor, pois a oferta de espécies produzidas em viveiros é pequena, devido ao alto custo de produzi-las.

Em função disso, são utilizadas nesse projeto sementes minimamente beneficiadas para comporem a muvuca (mistura de sementes) lançada nas áreas. Este ano o plantio contou com uma variedade de 66 espécies, incluindo capins nativos.

Benefícios sociais

3Equipe antes de iniciar o plantio a lançoAs toneladas de sementes utilizadas no plantio foram compradas de 66 famílias da região e envolveu o trabalho de muitas pessoas. “Temos coletores em vários lugares, tem famílias da comunidade Kalunga, dos assentamentos, em Colinas do Sul, em Sertão, em Alto Paraíso de Goiás e em São Jorge”, disse Claudomiro.

De acordo com ele, os coletores são treinados para garantir a integridade da planta, coletando somente um percentual adequado de sementes. “Com a parceria que fazemos com os coletores, estamos preservando a natureza. Eles se preocupam em manter as plantas nativas para poder vender as sementes. Tinha um agricultor, que possuía na propriedade dele alguns pés de barbatimão. As vacas dele comiam as sementes e o queijo não ficava bom. Ele tinha resolvido cortar os pés, mas como compramos as sementes, ele não cortou. Eu vi, pela minha própria experiência, que se começar a trabalhar com meio ambiente, a gente muda mesmo”, afirmou Claudomiro.

Inspiração para outros projetos

Além de gerar renda para muitas famílias, o projeto já apresenta alguns resultados práticos. “Quando a gente chega à parcela de 2012, já vê a diferença. Antes, só se via capim exótico e era uma solidão, não tinha nenhum 4Fazendo a mistura para a semadura mecanicaanimal. Hoje, a gente entra debaixo das árvores e vê muito capim nativo, e, com as espécies que dão fruto, tem bastante animal aparecendo por lá”, constata o brigadista.

Para Alexandre Sampaio, do Cecat, essa experiência mostra que é possível restaurar o Cerrado “Ficar parado diante de um grande problema só faz com que ele aumente, qualquer esforço por menor que seja é sempre válido”, reforça ele, com o apoio de Claudomiro: “O ponto fundamental para começar a plantar é a força de vontade”.

Restam ainda centenas de hectares de áreas para restaurar dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Para garantir sua continuidade, o projeto necessita de maquinário para o preparo do solo e plantio de sementes, além de apoio financeiro para custear o trabalho dos coletores treinados. Qualquer interessado em apoiar o projeto pode entrar em contato com a equipe do parque pelos telefones .

Comunicação ICMBio – (61) 2028-9280 – com informações do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Laís Aquemi Ohara, voluntária da unidade)
 
registrado em: ,

Área de Proteção Ambiental do Marajó



A Área de Proteção Ambiental (APA) do Marajó é uma Unidade de Uso Sustentável, criada a partir do Art. 13, § 2º, da Constituição do Estado do Pará de 1989. É considerada a maior Unidade de Conservação na costa norte do Brasil, com 5.904.322 ha. Pertence ao Arquipélago do Marajó, situado no litoral amazônico, constituído por ilhas que formam o Estuário da Baía do Marajó. É banhado pelas águas salgadas do Oceano Atlântico ao norte e pelas águas fluviais da foz do Rio Pará e Tocantins ao sul, formando um complexo fluviomarinho.


A APA Marajó abrange os municípios de Afuá, Anajás, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, São Sebastião da Boa Vista e Soure.


No interior do arquipélago estão inseridas outras Unidades de Conservação de uso sustentável: a Reserva Extrativista Mapuá, no município de Breves; a Reserva Extrativista Marinha de Soure, no município de Soure; a Reserva Extrativista Terra Grande-Pacuúba, nos municípios de Curralinho e São Sebastião da Boa Vista. Além de uma unidade de proteção integral, o Parque Estadual Charapucu, em Afuá.


A APA Marajó representa uma das regiões mais ricas do país em recursos hídricos e biológicos. A dinâmica das correntes de marés e fluviais, juntamente com outros fatores bióticos e abióticos colabora para a ocorrência de espécies altamente adaptadas a região.


A vegetação do Arquipélago do Marajó tem influência direta da hidrografia, constituído por: Floresta ombrófila densa (aluvial e terras baixas); área de formação pioneira (várzea, campos salinos, manguezal e restinga); savana ou campo; área de tensão ecológica (savana/floresta ombrófila). Possui espécies representantes típicos da Amazônia como a piquiarana (Caryocar glabrum), cedro (Cedrela odorata), tauarí (Couratari multiflora), jatobá (Hymenaea courbaril), maçaranduba (Manilkara huberi), castanheira (Bertholletia excelsa), ucuúba (Virola surinamensis), açaí (Euterpe oleraceae), buriti (Mauritia flexuosa), entre outras. A paisagem e a rotina de vida das populações marajoaras são alteradas durante o período chuvoso, quando as várzeas e campos baixos do Marajó são inundados por 3 a 4 meses.

A fauna marajoara destaca-se por abrigar espécies marinhas e de água doce, apresentando grande diversidade de animais terrestres e aquáticos. Destaca-se a coexistência de duas espécies de peixe-boi, o marinho (Trichechus manatus) e o amazônico (Trichechus inunguis), fenômeno que ocorre em poucos lugares do mundo. Sendo que as duas estão na lista de espécies ameaçadas de extinção. Ressalta-se também a presença de espécies exóticas, como o búfalo, que se tornou símbolo da ilha.

O Arquipélago do Marajó apresenta diversos atrativos turísticos, como os campos com vegetação nativa, as florestas ombrófilas com frutas típicas, grande diversidade de espécies de fauna. Além dos sítios arqueológicos já encontrados, que representam elevada importância histórica, cultural e científica.

Dentre os objetivos da UC estão proteger a diversidade biológica, desenvolver e melhorar a qualidade de vida da população marajoara, organizar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

42 mil tartarugas nascem nas areias do Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal

Foto: Ideflor-bio
Foto: Ideflor-bio


Na semana que antecedeu o Natal, cerca de 42 mil tartarugas da amazônia nasceram no Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal (PA), às margens do Rio Xingú. Desde setembro deste ano, os ovos vinham sendo monitorados por técnicos do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) e parceiros da iniciativa privada e acadêmicos.


Tão logo foi constatado o início do processo de desova das tartarugas, a fiscalização e o monitoramento foram reforçados na unidade de conservação (UC) para garantir a preservação dos ninhos até o momento da eclosão dos ovos.


Além de percorrer toda a área do Refúgio e da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Vitória de Souzel (PA), unidade próxima, as equipes também estiveram em áreas de ocorrência de desova da espécie na região: as ilhas de Juncal, Peteruçu, Peteruçuí, Embaubal, Jenipaí, Carão, Ponta do Miricituba, bem como o entorno das UCs.


Durante a fiscalização, uma rede de 400 metros foi apreendida pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). O trabalho da polícia ambiental na área é de extrema importância para a preservação das tartarugas. “O trabalho de fiscalização do BPA é fundamental para que estas ocorrências diminuam. Temos cardumes de tartarugas adultas chegando no Tabuleiro do Embaubal. Por conta disso é necessário reforçar ainda mais a nossa fiscalização no área, junto ao Batalhão,” conta a Gerente da Região Administrativa do Xingu do Ideflor-bio, Maria Bentes.


27122016
Foto: Ideflor-bio

*Com informações da Comunicação Ideflor-bio

Até 2020, APA Costa dos Corais receberá investimentos de R$ 1 milhão


Foto: IMA-AL
Foto: IMA-AL
Até 2020, a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (PE) receberá investimentos de R$ 1 milhão para um projeto de pesquisa capitaneado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O estudo inédito vai enfocar questões relacionadas à atividade pesqueira e o ecoturismo, e buscará respostas para garantir tanto a sustentabilidade ecológica como a socioeconômica e cultural da unidade de conservação. Ao todo, participarão deste ambicioso projeto 52 pesquisadores de diversas instituições parceiras, federais e internacionais.


Uma das participantes é a professora Ana Cláudia Malhado, docente da Ufal e doutora em Ecologia de Ecossistemas e Biogeografia pela Universidade de Oxford, Inglaterra. Ela explica que o objetivo maior do projeto é “suprir dados e informações que apoiem a gestão da APA Costa dos Corais”.
São financiadores do projeto a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenadoria de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes) e o British Council (Conselho Britânico).


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Parque norte-americano estuda espécie que mais gera problemas na natureza: humanos

Meio Ambiente


A lista que ações inapropriadas inclui selfies com animais selvagens e até pessoas que levam filhotes embora.
27 de junho de 2016 • Atualizado às 16 : 30
Parque norte-americano estuda espécie que mais gera problemas na natureza: humanos
Muitas infrações são estimuladas pelas redes sociais, com as pessoas buscando a foto ou vídeo perfeito. | Foto: Pedro Sala/iStock by Getty Images

Yellowstone é um dos parques nacionais mais famosos dos Estados Unidos. São quase nove mil quilômetros quadrados de área preservada, que abriga uma imensidão de espécies selvagens. Nos últimos anos, no entanto, o parque tem sofrido com os estragos feitos por uma espécie específica: os humanos.
 
 
O rastro de destruição e comportamentos inadequados fizeram as autoridades do parque contratarem um sociólogo que trabalha em tempo integral para analisar o comportamento dos turistas que visitam Yellowstone. A lista que ações inapropriadas inclui selfies com animais selvagens, afogamentos de adultos em áreas cuja entrada é proibida e até mesmo pessoas que levaram filhotes de animais embora por acharem que eles estavam perdidos.
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images


Para tentar minimizar a incidência de comportamentos que afetam a biodiversidade, a administração do parque aumentou a qualidade de placas e informativos espalhados pela reserva e os agentes de segurança também passaram a aplicar multas para quem for pego desobedecendo as regras locais. Mas, isso não é suficiente para acabar com as condutas inadequadas.


“A espécie menos estudada entre os animais do Parque Yellowstone é a experiência do visitante humano”, explicou superintendente do parque, Dan Wenk, ao site Mother Nature Network. Ele ainda completou dizendo que muitas infrações são estimuladas pelas redes sociais, com as pessoas buscando a foto ou vídeo perfeito, mesmo que isso inclua colocar em riso a vida selvagem ou a própria segurança.


O estudo do comportamento social de humanos no parque deve ajudar a administração a desenvolver novas maneiras de apresentar regras e informações, na esperança de que os turistas realmente as respeitem.



Redação CicloVivo

Veja as melhores fotografias de natureza de 2016

O concurso fotográfico recebeu mais de 50 mil inscrições de fotógrafos de 95 países.
25 de outubro de 2016 • Atualizado às 11 : 55
Veja as melhores fotografias de natureza de 2016
O fotógrafo norte-americano Tim Laman registrou a busca por alimentos de um orangotango ameaçado de extinção na Indonésia. | Foto: Tim Laman (EUA)
O concurso fotográfico de vida selvagem do Museu de História Natural de Londres é um dos mais famosos e prestigiados do mundo. Na edição deste ano, a competição recebeu mais de 50 mil inscrições de fotógrafos de 95 países.

Os vencedores foram divulgados na última semana e as cem melhores fotografias serão expostas no museu. Veja abaixo quais foram as imagens vencedoras em cada categoria.
  1. Vencedor Geral – “Vidas entrelaçadas”, Tim Laman (EUA)
    Foto: Tim Laman
    Foto: Tim Laman
  2. Jovem fotógrafo (até 17 anos) – “A Lua e o Corvo”, Gideon Knight (Reino Unido)
    Foto: Gideon Knight
    Foto: Gideon Knight
  3. Fotojornalismo – Imagem Única – “Cova dos Pangolins”, Paul Hilton (Reino Unido/Australia)
A imagem mostra quatro mil tatus pangolins enviados a China e Vietnã para abastecer o mercado de carnes não-convencionais e para a medicina tradicional local.
Foto: Paul Hilton
Foto: Paul Hilton
  1. Sob as águas – “Festa de pargos”, Tony Wu (EUA)
    Foto: Tony Wu
    Foto: Tony Wu 
  2. Urbano – “O gato do beco”, Nayan Khanolkar (Índia)
    Foto: Nayan Khanolkar
    Foto: Nayan Khanolkar
  3. Detalhes – “Tela de areia”, Tudi Sebastaian (Alemanha)
    Foto: Tudi Sebastaian
    Foto: Tudi Sebastaian
  4. Preto e Branco – “Sossego para uma coruja”, Mats Andersson (Suécia)
    Foto: Mats Andersson
    Foto: Mats Andersson
  5. Plantas e Fungos – “Composição dos ventos”, Valter Binotto (Itália)
    Foto: Valter Binotto
    Foto: Valter Binotto
  6. Impressões – “Astro”, Luis Javier Sandoval (México)concurso_fotografia_10
  7. Aves – “Tentativa de despejo”, Ganesh H Shankar (Índia)concurso_fotografia_11
Redação CicloVivo

Comparativo mostra quanto vale a natureza e quanto valem os negócios

Negócios


Esses números nos fazem refletir se realmente estamos valorizando aquilo que mais nos importa.
28 de novembro de 2016 • Atualizado às 17 : 53
Comparativo mostra quanto vale a natureza e quanto valem os negócios
Investir em conservação ambiental também pode ser um negócio muito rentável. | Foto: iStock by Getty Images

 O recrsos naturais podem ser mensurados de diferentes maneiras e existem características impossíveis de serem quantificadas, como a beleza, por exemplo. No entanto, como quase tudo no mundo gira em torno de dinheiro, o Dr. Tony Juniper, em parceria com a ONU, monetizou parte da natureza para que ficasse mais fácil para nós entendermos quanto vale aquilo que estamos destruindo, preservando ou priorizando.
 
 
Os números mostram que investir em conservação ambiental pode ser um negócio muito rentável. No entanto, essas informações também nos fazem refletir se estamos realmente valorizando o que mais nos importa.


Veja abaixo algumas comparações divulgadas pela BBC:


Recursos Naturais:
Água Potável
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Árvores
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Recifes de Corais
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Plânctons
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Abelhas e outros polinizadores
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Tubarões
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Grand Canyon
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images

Recursos artificiais:
EUA
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Walt Disney
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Starbucks
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images
Cristiano Ronaldo
Foto: iStock by Getty Images
Foto: iStock by Getty Images



Redação CicloVivo 

 

Mercados financeiros estão perdendo rapidamente a confiança nos combustíveis fósseis

Negócios


A indústria de petróleo e gás está atualmente experimentando um nível sem precedentes de fatores negativos.
26 de dezembro de 2016 • Atualizado às 12 : 50
Mercados financeiros estão perdendo rapidamente a confiança nos combustíveis fósseis
O desinvestimento nos combustíveis fósseis ultrapassa US$ 5 trilhões. | Foto: iStock by Getty Images

 O investimento global dos combustíveis fósseis dobrou nos últimos 15 meses, com o comprometimento assumido por instituições e indivíduos que controlam US$ 5.197 trilhões em ativos. De acordo com uma nova análise divulgada no início de dezembro por Arabella Advisors, 688 instituições e 58.399 pessoas em 76 países já se comprometeram a alienar seus investimentos em combustíveis fósseis.
 
 
Os setores que historicamente impulsionaram o movimento – incluindo universidades, fundações e organizações religiosas – respondem por 75% dos novos compromissos. Representantes de finanças, filantropia, fé, entretenimento, educação e outros anunciaram esses números e mostraram seu apoio ao movimento em uma conferência de imprensa internacional simultânea em Nova York e Londres – incluindo o ex-executivo da Mobil Oil, Lou Allstadt, que ajudou a implementar a fusão da Exxon-Mobil.

“Um ano após a adoção do histórico Acordo Climático de Paris, está claro que a transição para um futuro de energia limpa é inevitável, benéfico e em andamento, e que os investidores têm um papel fundamental a desempenhar”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
“Eu elogio o anúncio de que um número crescente dos investidores está apoiando o afastamento das fontes de energia mais intensivas em carbono em favor de fontes energia seguras e sustentáveis. Investir em energia limpa é a coisa certa a fazer – e a maneira esperta de construir a prosperidade para todos, protegendo o nosso planeta e garantindo que ninguém seja deixado para trás. ”



“No momento em que o ano mais quente na história chega ao fim, torna-se inegável o sucesso do movimento mundial de desinvestimento dos combustíveis fósseis. O que começou em alguns campus universitários nos Estados Unidos se espalhou para todos os cantos do mundo e diretamente para o mainstream financeiro. O desinvestimento tem permeado todos os setores da sociedade: desde universidades e fundos de pensão, até instituições filantrópicas e culturais, cidades, grupos religiosos, companhias de seguros e muito mais. Agora, ao atingir US$ 5 trilhões, o movimento não poderá ser detido. As instituições e os investidores devem escolher se estão do lado certo da história”, disse May Boeve, diretora executiva da 350.org, a organização cujos membros lideraram a campanha de desinvestimento.


O apoio ao movimento pelos early adopters está sendo cada vez mais equiparado pelo apoio de instituições voltadas para o lucro, como grandes fundos de pensão, seguradoras privadas e bancos, que representam US$ 4,5 trilhões em ativos, citando riscos climáticos para suas carteiras de investimento.



À medida que mais instituições financeiras se comprometem a desinvestir, a indústria enfrenta um escrutínio maior. “A indústria de petróleo e gás está atualmente experimentando um nível sem precedentes de fatores negativos – de lucros reduzidos a um aumento de empréstimos para pagar dividendos – enquanto os custos de energia solar, eólica e baterias continuam a cair.”, declarou Lou Allstadt, ex-vice-presidente executivo da Mobil Oil.


“Os mercados financeiros estão rapidamente perdendo a confiança nos combustíveis fósseis. Uma revolução tecnológica está em andamento nos setores de energia e transporte, com a energia solar e os carros elétricos mais baratos cortando a demanda por carvão e petróleo.”, disse Mark Campanale, fundador e diretor executivo da Carbon Tracker Initiative.
Esses compromissos globais e sem precedentes dos setores público e privado estão cimentando ainda mais o apelo para uma transição de energia limpa – e desafiam a política energética norte-americana do governo Trump, que está ganhando contornos que favorecem a expansão dos financeiramente arriscados e ambientalmente destrutivos combustíveis fósseis.



Para obter mais informações sobre o anúncio e para baixar o relatório de Arabella Advisors, visite www.divestinvest.org

Ameaças e impactos ambientais persistem com garimpo no Rio Madeira


Por Vandré Fonseca
*Texto originalmente publicado no Blog do Infoamazonia, por Vandré Fonseca
Desova de quelônios, como as tartarugas, ocorre em diversos pontos da bacia do Rio Madeira. Nesta imagem, elas estão no Rio Guaporé. Foto: Rosinaldo Machado/Secom-RO
Desova de quelônios, como as tartarugas, ocorre em diversos pontos da bacia do Rio Madeira. 
Nesta imagem, elas estão no Rio Guaporé. Foto: Rosinaldo Machado/Secom-RO


O garimpo continua a causar danos no Rio Madeira, no Amazonas, enquanto autoridades ainda definem o que fazer. Em um sobrevoo realizado novembro, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente confirmou presença de um grande número de balsas de extração de ouro na área, mas aguarda a definição de órgãos federais para agir, pois se trata de um rio de jurisdição federal. Além dos resíduos da atividade, como óleo e mercúrio, o garimpo causa danos às praias de desova de quelônios.


A atividade já é antiga e conhecida na região de Novo Aripuanã, onde balsas estacionadas sobre a água retiram o cascalho do leito do rio, em busca do metal. Mas o estrago neste ano tem sido muito maior. A fofoca, notícia que corre entre garimpeiros sobre a descoberta de outro, atraiu também dragas, com uma capacidade maior de processamento de cascalho e estragos ao meio ambiente. E pior: o ouro está no limite da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Madeira.

"Este ano vamos ter menos filhotes nascendo nas praias"
 
 
“Encontraram um local com grande concentração de ouro na unidade de conservação e, nessa seca, vieram garimpeiros de vários locais, que entraram nos limites da reserva”, conta Miquéias Santos, gestor da reserva. As dragas estavam trabalhando nas praias usadas por tartarugas-da-amazônia e tracajás para a postura, o que, segundo Miquéias Santos afastou muitas fêmeas que aguardavam o momento de subir à praia para deixar os ovos enterrados. “Este ano vamos ter menos filhotes nascendo nas praias”, lamenta. Depois que o gestor recebeu a notícia, em outubro, foi montada uma operação com apoio de policiais de Novo Aripuanã.

Confira mapa da região
Ameaçado de morte
As dragas saíram dos tabuleiros, mas Miquéias passou a ser ameaçado e teve de deixar a região por questões de segurança. Ele já conhecia a pressão sofrida por quem atua em favor do meio ambiente no interior da Amazônia. Mas, desta vez, a situação ficou bem mais séria.


Miquéias conta que foram passados “recados” de terceiros e ele chegou até a receber uma visita no escritório da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, em Novo Aripuanã. Porém, o gestor da reserva prefere não dar muitos detalhes sobre as ameaças, que afirma estarem sendo investigadas tanto pela secretaria quanto pela polícia.


Difícil regulação
Tanto as cooperativas de balsas quanto as dragas possuem áreas no espelho d´água para operar no Rio Madeira concedidas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), mas nem sempre elas respeitam esses limites. Além disso, o garimpo no Rio Madeira foi regulamentado pelo Amazonas em 2012 por uma resolução do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CEMAAM).


A resolução prevê, entre outras coisas, licenciamento das balsas e uso do cadinho, uma ferramenta que impede a emissão de vapores de mercúrio e o despejo do metal no rio. Além de reduzir os impactos no meio ambiente, o equipamento é economicamente atrativo por evitar o desperdício do mercúrio, usado para separar o ouro do material retirado do fundo do rio. Porém, mesmo garimpeiros que estão há anos na região ainda trabalham irregularmente, sem o licenciamento exigido.


A Marinha também acompanha a situação, por se tratar de de uma hidrovia federal. De acordo com informações do Nono Distrito Naval, responsável pela Amazônia Ocidental, são realizadas operações mensais ao longo do Madeira. Em novembro, segundo informações do comando do Distrito Naval, 20 balsas foram notificadas e 12 apreendidas por oferecerem risco ao tráfego de embarcações, já que estavam bloqueando a passagem de barcos.
Balsa apreendida em operação policial no Rio Madeira. Foto: Cecoms/PMRO
Balsa apreendida em operação policial no Rio Madeira. Foto: Cecoms/PMRO


Mais de duas mil balsas trabalham este ano no Rio Madeira, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Amazonas. A situação se agravou recentemente com a chegada das dragas de garimpeiros de Rondônia e Pará, que têm capacidade de provocar um impacto muito maior do que as balsas. É que as dragas, além de serem muito mais potentes, podem trabalhar o ano inteiro, já que alcançam uma profundidade maior e, assim, não dependem do nível do rio. Por conta da profundidade, as balsas em geral só trabalham metade do ano.


As balsas costumam ser equipadas com motores de caminhões adaptados. O garimpo geralmente é feito por duas pessoas, que se revezando no mergulho para fazer a sucção de sedimentos a profundidade de poucos metros. As dragas não necessitam de mergulhadores e têm uma potência muito superior, mas significam também um investimento bem maior, de cerca de R$ 2 milhões.
O secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Antonio Stroski, comenta que as cooperativas de garimpeiros reclamam de dificuldades para a regularização e acreditam que o decreto que regulamenta a atividade deveria ser atualizado. A legislação está em discussão e já foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa do estado. Mudanças devem ocorrer no primeiro semestre de 2017.
Antonio Stroski: “Queremos que as balsinhas se regularizem porque existe um componente social”. Foto: SEMA
Antonio Stroski: “Queremos que as balsinhas se regularizem porque existe um componente social”. Foto: SEMA

Um dos pontos em discussão é o comércio de mercúrio, obtido pelo garimpeiro a um alto custo, de cerca R$ 1.000/kg em um mercado informal, segundo o secretário. Mas, segundo ele, não adianta impor regras que deixam de ser respeitadas, mas buscar uma solução que reduza os impactos. No caso do mercúrio, é importante que seja gradativamente retirado da atividade, de acordo com Stroski.


“Queremos que as balsinhas se regularizem porque existe um componente social: eles conseguem uma renda maior com ouro do que com agricultura ou extrativismo”, defende o secretário. “Mas tem também uma questão e um desafio ambiental, a preocupação com os resíduos acompanhada com a qualidade da água e os impactos sociais”, completa o secretário.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Agropecuária é responsável por 69% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016


O setor de transportes é o segundo maior emissor de gases, com 11% do total.



O setor agropecuário é responsável por 69% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil, segundo balanço divulgado pelo Observatório do Clima – rede que reúne 40 organizações da sociedade civil. Estão incluídos nesse percentual os poluentes decorrentes do processo digestivo dos rebanhos, o uso de fertilizantes e o desmatamento para abertura de novas áreas para a atividade econômica.



O setor de transportes é o segundo maior emissor de gases, com 11% do total. Em seguida vem a indústria (em especial a metalurgia), com 9% e a produção de energia, incluídos a geração de energia e fabricação de combustíveis, com 7%.



Em 2015, as emissões brutas do país chegaram a 1,927 bilhão de toneladas de CO2, 3,5% mais do que o 1,861 bilhão de toneladas registrado em 2014. Os números são do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg) do Observatório do Clima.




Mudança de perfil
Nós últimos anos, o Brasil tem apresentado uma mudança no perfil das emissões. Apesar das mudanças do uso da terra terem crescido 11,3% em 2015, sendo o fator principal da elevação das emissões, ao longo dos últimos dez anos as relações com o solo têm perdido importância como fonte de poluentes. O lançamento de poluentes decorrentes do desmatamento, em especial para abrir terreno para pasto e plantações, caiu 69% entre 2005 e 2015. No mesmo período, os gases gerados pelo uso de energia cresceram 44%.





“O Brasil tem um padrão de crescimento das emissões muito parecido com outros países em desenvolvimento”, ressaltou o coordenador do Seeg, Tasso Azevedo. Para comparação, ele mencionou que no mesmo intervalo as emissões mundiais de gases estufa cresceram 15%. Ou seja, fora a redução do desmatamento, que segundo Azevedo aconteceu principalmente entre 2005 e 2010, o lançamento de poluentes no Brasil tem crescido.




Na análise por atividade econômica, 82% das emissões do ano 2000 estavam relacionadas à agropecuária, percentual que ficou em 69% neste ano. No mesmo período, os poluentes ligados aos transportes passaram de 6% para 11%.



Em relação às atividades agrícolas e criação de gado, que totalizaram 1,3 bilhão de toneladas de CO2 em 2015, 33% das emissões estão concentradas o Centro-Oeste. Em seguida, vem o Sul, com 20 % do lançamento de poluentes do setor e o Sudeste, com 19%. O estado com maior percentual de poluição desse tipo é o Mato Grosso (12%), seguido por Minas Gerais (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

Fonte: Ciclo Vivo

1a usina eólica offshore das Américas começa a funcionar e abastece 17 mil casas

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016


A fazenda conta, incialmente, com cinco turbinas e capacidade para produzir 30 megawatts.


A fazenda eólica de Block Island, no estado norte-americano de Rhode Island, entrou em funcionamento neste mês. A estrutura, que conta com turbinas instaladas no mar, próximo à costa, é a primeira usina eólica offshore das Américas.


Conforme informado pela Deepwater Wind, empresa responsável pelo sistema, a fazenda conta, incialmente, com cinco turbinas e capacidade para produzir 30 megawatts de energia limpa. Segundo eles, este montante é suficiente para abastecer 17 mil residências.


A energia produzida pelas turbinas, instaladas a oito quilômetros da costa, é transportada até uma central via cabos submarinos. Depois disso, ela é injetada na rede e distribuída, da mesma forma como acontece com outras fontes de eletricidade.


Os norte-americanos acreditam que o projeto piloto seja um divisor no setor e ajude a promover novos investimentos em energia eólica. Segundo especialistas, seria possível usar este tipo de usina para garantir toda a energia necessária para abastecer as populações que vivem na costa do EUA, entre os estados de Massachusetts e Carolina do Norte.


Fonte: Ciclo Vivo

Aplicativo conecta pessoas que querem trocar ou doar alimentos orgânicos

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016


A tecnologia descarta as barreiras e custos criados por intermediários e traz de volta o conceito do escambo.

Você tem uma horta ou pomar em casa e a produção é muito grande para abastecer apenas a sua família? Talvez uma solução seja compartilhar esses alimentos com outras pessoas ou trocá-los por variedades que lhe interessem. O aplicativo FarmSquare faz justamente essa ponte entre quem tem disponibilidade e quem tem interesse.
A ferramenta funciona de maneira muito simples. Após se cadastrar, basta apresentar os alimentos que você tem à disposição e esperar que pessoas interessadas na sua região apareçam oferecendo uma troca ou doação.
O aplicativo é gratuito, assim como as interações promovidas por ele. O interesse, neste caso, é incentivar a produção de alimentos livres de agrotóxicos, já que é preciso que tudo seja orgânico, e a interação entre pessoas como forma de estimular a agricultura e as comunidades.


A tecnologia descarta as barreiras e custos criados por intermediários e traz de volta o conceito do escambo, em que os próprios produtos são usados como moedas no lugar do dinheiro.
Clique aqui para acessar a plataforma e ter mais informações.
Fonte: Ciclo Vivo