sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dilma faz de tudo para que a crise não cole em seu governo

Estação da Noticia
10 de janeiro de 2014

Governo faz plano anticrise para blindar Dilma e Roseana e evitar intervenção

Preocupada com a situação da segurança pública no Maranhão, a presidente Dilma Rousseff pôs ontem em prática uma estratégia para blindar o Palácio do Planalto, esvaziar o possível pedido de intervenção federal no Estado e manter o apoio da família Sarney à campanha pela reeleição. Após encontro entre a governadora Roseana Sarney e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi lançado um plano anticrise.

Sob pressão da comunidade internacional e da ONU, que denunciou o “estado terrível” das prisões no Brasil, Dilma faz de tudo para que a crise não cole em seu governo. Enfrenta, porém, uma situação delicada, porque o senador José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, é um importante aliado.

Por ordem da presidente, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, havia embarcado à tarde para São Luís, para garantir o aval do Planalto às ações da governadora. O plano emergencial tem como ponto principal a criação de um comitê gestor unindo órgãos do Ministério da Justiça e Executivo, Legislativo e Judiciário estadual, Legislativo e Poder Judiciário, sob o comando de Roseana. “Algumas dessas ações já foram adotadas em Alagoas, São Paulo, Santa Catarina, Rio e Paraná e deram certo”, afirmou Cardozo.
Há ainda a remoção de detentos para presídios federais, aumento do efetivo da Força Nacional, ampliação de mutirões carcerários e uso de videoconferências e monitoramento eletrônico. Na apresentação à imprensa, Roseana fez questão de dizer que o Estado já vem agindo – com investimentos de R$ 131 milhões para o reaparelhamento do sistema penitenciário, construção e reforma de unidades. Segundo ela, essas e outras medidas vão fazer com que, até dezembro, o déficit carcerário do Estado seja zerado, após o reforço de 2.800 vagas.

A curto prazo, o pacote anticrise seria uma solução para reduzir a possibilidade de uma intervenção federal. O governo já havia reforçado a presença da Força Nacional em Pedrinhas, mas, na avaliação do Ministério Público Federal, a medida não é suficiente. No fim de 2013, após a morte de 62 presos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou pedido de informações ao Maranhão. Para o MP, porém, as explicações enviadas, com promessas de construção de novos presídios e redução da superlotação, não indicaram nenhuma solução urgente nem garantia de que não haverá novos casos de assassinato.

Um pedido de intervenção federal está praticamente pronto no Ministério Público e o procurador-geral, Rodrigo Janot, avalia os termos do processo e o momento certo de encaminhá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

Janot se reuniu na quarta-feira com Cardozo para tratar do assunto.

Dilma não quer intervir no Estado controlado pela família Sarney. Mesmo porque, a depender da extensão do pedido do Ministério Público, o governo poderia ficar responsável pela administração do sistema prisional e teria até de afastar secretários estaduais.

No governo federal, informa-se que qualquer passo em falso de Dilma para ajudar a conter a onda de violência no Maranhão pode provocar uma crise, desta vez com o PMDB e a família Sarney, com impacto sobre a campanha da reeleição presidencial

Em 2010, Dilma obteve no Maranhão o segundo melhor resultado do segundo turno: 79% dos votos, atrás apenas dos 80% obtidos no Amazonas.

Até a viagem de Cardozo a São Luís, era o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão – indicado por Sarney – quem fazia a “ponte” com o Planalto e o Ministério da Justiça. Antes de embarcar em sua missão, ontem, Cardozo teve longa conversa com a presidente. Anteontem, a crise foi tema do almoço do ministro com a presidente e as colegas Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Maria do Rosário (Direitos Humanos), no Alvorada.

Trocando em miúdos: o PT não pode sair culpando o clã Sarney pelo caos do sistema prisional no Estado porque não pode se dar ao luxo de comprar briga com a turma do Maranhão. Assim, arriscaria perder dezenas de votos que podem levar o PMDB a tomar decisões que contrariem os interesses do Partido dos Trabalhadores em ano eleitoral. Até porque, há muitos problemas ainda para resolver com a sigla aliada em Estados também muito representativos, como Rio, Ceará e Bahia.

Até agora, Maria do Rosário foi a única a responsabilizar o governo do Maranhão pela “barbárie” e a dizer que cabe ao Estado a retomada do controle da situação. Dilma pediu a ela cautela com as palavras.

COLABOROU RAFAELA LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO

Magela atrapalha...

Blog do Cafezinho

Postado por Márcio Poli
jan 10
Mudança de Secretários e administradores na pauta de Agnelo.
No retorno de suas férias, o governador Agnelo Queiroz já terá que movimentar o xadrez político do Distrito Federal para enfrentar um verdadeiro desmanche na estrutura administrativa de seu governo. 

Por enquanto, nada menos do que vinte e três auxiliares diretos do 1º. e 2º. Escalões do GDF já anunciaram publicamente que irão disputar as eleições de outubro deste ano. 
A legislação eleitoral prevê que a desincompatibilização dos ocupantes de cargos públicos que desejam se candidatar deve ocorrer no prazo limite de 06 meses que antecedem as eleições, portanto, os postulantes deverão estar completamente fora do governo até o dia 05 de abril desse ano.
A expectativa no meio político local é de que o governador Agnelo promova essa grande reforma no secretariado e nas administrações regionais ainda nesse mês de janeiro.
Um dos fatores que deve contribuir para a antecipação da reforma é o fato de que o atual secretário de Habitação do DF, deputado federal Geraldo Magela, que hoje também acumula o cargo de Secretário Geral do Partido dos Trabalhadores, já estaria impedido de exercer o cargo no executivo local, de acordo com o que estabelece o Estatuto do PT. 
Segundo o Estatuto Petista, Art. 33, qualquer ocupante de cargo ou função pública está impedido de participar da Comissão Executiva do Partido, portanto, Magela ou exerce suas atribuições partidárias como Secretário Geral do PT e sai da SEDHAB ou deixa sua função na Comissão Executiva do PT e fica na SEDHAB.
Alguns integrantes do governo acreditam que a reforma já poderia de sido anunciada, assim como aconteceu no Governo de Goiás, quando Marconi Perillo mudou todo seu staff no primeiro dia deste ano. 
No entanto, a insistência de Magela em esticar ao máximo sua permanência no cargo de Secretário de Habitação, tem atrapalhado o desejo de Agnelo em implementar as mudanças.


Será que esse banho vira moda no DF???



Blog do Odir
Quinta-feira, 09 de janeiro de 2014 | 17:21 



A professora britânica Rosie Morrison, que mora em Mpumalanga (África do Sul), decidiu fazer um protesto inusitado para chamar atenção das autoridades para o péssimo estado da rodovia R36, entre as cidades de Machadodorp eMashishing. Rosie pôs o biquíni e tomou banho em um buraco cheio de lama na estrada. A professora levou livro, vinho, touca de banho, sabonete líquido e xampu.

O crime se organizando no DF



O Governo de São Paulo por muito tempo negou a existência de uma organização criminosa no estado, que comandava crimes de dentro das cadeias, começou com uma sutileza invejável e deu no que deu, o PCC se alastrou pelo país e virou produto de exportação, temos informações seguras de que algo semelhante está acontecendo em Brasília, crimes orquestrados por mentores presos com dia e hora marcados, ataques a policiais e instituições.


A facção criminosa paulista está se organizando no DF e o Governo tem feito a mesmíssima coisa que outrora vimos no estado de São Paulo, forjando pesquisas e estatísticas e subestimando o aumento da violência nas cidades do DF, aceitar que existe um problema para enfrenta-lo não é sinal de fraqueza, ainda há tempo de reverter o nebuloso clima da perca do controle da segurança pública no DF.

Por Douglas Protázio

A violência no DF que não dá mais para esconder...
Blog do Odir ---Quinta-feira, 09 de janeiro de 2014 | 11:28




Os meios de comunicação não conseguem mais se omitir e esconder da sociedade a informação do patamar absurdo que chegou a violência no Distrito Federal.

Só nos primeiros dias do ano foram 17 assassinatos, com média de 2,4 mortes, segundo fontes do Portal G1(http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/01/df-tem-24-homicidios-por-dia-na-primeira-semana-do-ano.html).
Em pesquisa feita pelo blog junto à comunidade, situações corriqueiras como ir a um supermercado ou pagar uma conta em banco ou casa lotérica, tornaram-se um martírio para a população.
Assaltos e roubos são ações que a cada dia continuam a aumentar e os planos de ação desencadeados pela secretaria de segurança, como o Ação pela Vida, parecem não estar mais apresentando resultados satisfatórios. Os números apresentados pela secretaria foram contestados pelo DFTV 1ª Edição do dia 07 passado, o que fez a própria secretaria a enviar um comunicado confirmando os números reais.

Evidente que alguma coisa está errada dentro do sistema de segurança pública do DF e uma das razões apresentadas pode estar diretamente ligada à desmotivação policial que acabou desencadeando a Operação Tartaruga/Padrão pela PM, que desde 2011 cobra do governador o cumprimento de 13 promessas de campanha feitas à categoria.

Segundo policiais ouvidos pelo blog os mesmos declaram que não estão em greve já que a Constituição veda esse direito, mas serviços antes feitos pelos mesmos e que não eram funções institucionais da corporação deixaram de ser executados, tais como preservação de locais de crimes (PCDF), derrubada de barracos (AGEFIS), local de acidente de trânsito (DETRAN). "Temos plena consciência de que não podemos fazer greve e não estamos em greve, estamos apenas deixando de executar o trabalho de outras categorias", disse um policial que pediu para não ser identificado.

Uma coisa parece ser consenso no seio da população: Esse problema tem que ser resolvido custe o que custar e ninguém mais indicado para isso do que o próprio governador Agnelo Queiroz que se prometeu tem que cumprir. A sociedade quer sua paz e tranqüilidade de volta, usufruir do seu direito de ir e vir e as autoridades não podem mais continuar se omitindo.


As eleições estão chegando e esse pode ser um duro golpe nas pretensões políticas de muita gente. É sentar e conversar.
Fonte: Blog do Tenente Poliglota

Secretaria no Brasil solicita dados sobre anuncio online de negros a R$ 1

Brasil & Política-Mino Pedrosa

Secretaria no Brasil solicita dados sobre anuncio online de negros a R$ 1
10/01/201411:27
 
 A Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, vinculada à Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), informou nesta quinta-feira (9) ter solicitado ao site de vendas MercadoLivre informações sobre o autor de uma postagem que anuncia a venda de negros por R$ 1. Segundo Carlos Alberto Silva Júnior, ouvidor nacional, a intenção é encaminhar os dados ao Ministério Público Federal para que seja oferecida denúncia.

Por meio da assessoria de imprensa, o MercadoLivre disse que ainda não recebeu o pedido de informações, mas está à disposição da ouvidoria. O site informou que entregou os dados cadastrais e de acesso do usuário à Polícia Civil do Rio de Janeiro, após notificação oficial, para que o autor seja investigado.

Em nota divulgada à imprensa, a empresa de vendas diz que o conteúdo foi retirado do ar na segunda-feira (6), após denúncia dos usuários do site. O anúncio repercutiu nas redes sociais no domingo (5). A nota do MercadoLivre diz que o site de vendas repudia o conteúdo da postagem e que todos os anúncios publicados têm um botão de denúncia. "Os usuários que infringem as regras do MercadoLivre têm seu cadastro cancelado. Reiteramos que o MercadoLivre está sempre à disposição para colaborar com as autoridades", declara o texto.

Silva Júnior explica que quem fez a postagem pode ser enquadrado no Artigo 20 da Lei n° 7.716/1989, que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos e multa para quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Ele destaca que quem compartilhar o material ofensivo em blogs ou redes sociais com intenção de denegrir ou discriminar pode responder pelos mesmos crimes.

Além da penalização de quem cria ou compartilha o conteúdo, Silva Júnior defende a responsabilização dos sites que, na avaliação dele, deveriam ter dispositivos de segurança para barrar material preconceituoso.

"Não é possível que uma plataforma dessa não consiga oferecer nenhum tipo de filtro. É preciso que seja oferecida denúncia para responsabilização da plataforma, o que, por enquanto, não aconteceu", diz. Segundo ele, a prerrogativa de responsabilizar plataformas que deixam passar conteúdo discriminatório é do Ministério Público. "É uma ofensa à sociedade como um todo. [A legitimidade para denunciar] cabe ao Ministério Público", destaca Silva Júnior.

No ano passado, um anúncio semelhante, vendendo pessoas negras, foi postado no MercadoLivre. Na ocasião, a Ouvidoria da Igualdade Racial também solicitou os dados do usuário, que foram fornecidos. De acordo com Silva Júnior, o Ministério Público ofereceu denúncia contra o autor da postagem.

UOL/Folha

A vanguarda, quem diria, foi parar na Faixa de Gaza.

Nasce o Brasil talibã

O Brasil virou, definitivamente, um lugar esquisito. A última onda de manifestações reuniu professores em greve (e simpatizantes) por melhores salários para a categoria.

Aí os professores cariocas receberam a adesão dos tais black blocs – nome pomposo para um bando de almas penadas em estado de recalque medieval contra tudo. Os professores não só acolheram os depredadores desvairados nas suas passeatas, como declararam, por meio de seu sindicato, que aquele apoio era “bem-vindo”.

Deu-se assim o casamento do século: a educação com a falta de educação.

Nem a profecia mais soturna, nem a projeção mais niilista, nem as teses do maior espírito de porco conceberiam esse enlace.

O saber e a porrada, lado a lado, irmanados sob o idioma da boçalidade.

Mas o grande escândalo não está nessa união miserável. Está na cidade e no país que a cercam. Se o Rio de Janeiro e o Brasil ainda tivessem um mínimo de juízo, o romance entre profissionais do ensino e biscateiros da violência teria revoltado a opinião pública. 

As instituições, as pessoas, enfim, a sociedade teria esmagado esses sindicalistas travestidos de educadores. O saber é o que salva o homem da barbárie. Um professor que compactua, ou pior, se associa ao vandalismo é a negação viva do saber – é a negação de si mesmo. Não pode entrar numa sala de aula nem para limpar o chão.

E o que diz o Brasil dessa obscenidade? Nada. O movimento grevista continuou tranquilamente – se é que há alguma forma tranquila de estupidez – bloqueando o trânsito a qualquer hora do dia, em qualquer lugar , diante de cidadãos crédulos que acreditam estar pagando pedágio pela “melhoria da educação”. Crédulos, nesse caso, talvez seja um eufemismo para otários.

A confusão de valores está espalhada por todo o debate público. Nas ruas, depredação é confundida com civismo; na internet, pirataria é confundida com liberdade.
 
Claro que uma sociedade saudável logo desconfiaria dos métodos desses professores. E os desautorizaria a lutar por melhores condições de ensino barbarizando as ruas. 

Os salários dos professores de verdade são uma tragédia brasileira, mas esses comparsas de delinquentes mascarados não merecem um centavo do contribuinte para ensinar nada a ninguém. O problema é que a sociedade está revelando, ainda timidamente, a sua faceta de mulher de malandro. Apanha e gosta.

Na entrega do Prêmio Multishow, o músico Marcelo D2 apareceu no palco com sua banda toda mascarada, com uma coreografia simulando uma arruaça aos gritos de “black bloc!” Não se registrou nenhum mal-estar, reação ou mesmo crítica ao músico que fazia ali, ao vivo, um ato veemente de apoio ao grupo fascistoide que quebra tudo. Está se formando uma opinião pública moderninha que não admite abertamente ser a favor da violência, mas que se encanta e sanciona essa rebeldia da pedrada. A vanguarda, quem diria, foi parar na Faixa de Gaza.

Caetano Veloso também posou com o figurino da máscara negra. Declarou ser a favor da paz, mas disse que a existência dos black blocs “faz parte”. Quando um artista da magnitude de Caetano emite um sinal tão confuso como esse, não restam dúvidas de que os valores andam perigosamente embaralhados. Tem muita gente acreditando que a revolução moderna passa por esse flerte com o obscurantismo. O nome disso é ignorância.

A confusão de valores está espalhada por todo o debate público. Nas ruas, depredação é confundida com civismo; na internet, pirataria é confundida com liberdade. A suposta “democratização da cultura” legitimou o assalto aos direitos autorais de grandes compositores brasileiros, com a praga do acesso gratuito às músicas.

De impostura em impostura, chegou-se à inacreditável polêmica sobre a proibição de biografias não autorizadas – uma resposta obscurantista dos próprios artistas assaltados pela liberdade medieval da internet.

O dilema entre liberdade de expressão e direito à privacidade tornou-se o grande tema do momento. Um dilema absolutamente falso. Ambos são direitos sagrados e podem conviver tranquilamente, ao contrário da paz e da porrada. É aterrador que gênios como Caetano Veloso e Chico Buarque estejam confundindo pesquisa séria e literatura biográfica com voyeurismo, fofoca e curiosidade mórbida. Guarnecer a fronteira entre esses dois campos é muito fácil – numa sociedade que não tenha desistido do bom senso, da justiça e da educação.

Mas numa sociedade que tolera educadores adeptos do quebra-quebra, não haverá mordaça legal que dê jeito. Não existe meio-obscurantismo. Entre os talibãs, por exemplo, a carta magna é o fuzil. E aí tanto faz a maneira de lidar com livros e músicas, porque eles não têm mais a menor importância.

É complicado acompanhar o funcionamento de um neurônio permanentemente em pane.


08/01/2014-Coluna do Augusto Nunes

O delírio sobre crianças e cachorros ocultos amplia o mistério: como é que um candidato consegue ser derrotado por Dilma Rousseff?

tarja-an-melhores-do-ano-2013
PUBLICADO EM 15 DE OUTUBRO

O que disse a presidente no Dia da Criança, durante a visita ao Rio Grande do Sul, foi tão espantoso que até antigos leitores da coluna ficaram desconfiados: seria alguma brincadeira do jornalista Celso Arnaldo Araújo, o descobridor do dilmês? É tudo verdade, prova o áudio do Implicante. Ouçam o dedilhar da lira do delírio:

Parece mesmo mentira, mas é isso aí, confirma a transcrição do texto publicado pelo Blog do Planalto:

“Se hoje é o Dia das Crianças, ontem eu disse que criança… o dia da criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante”.

Há sempre alguma lógica por trás de qualquer loucura, certo? Errado, vem reiterando Dilma Rousseff desde 2007, quando virou Mãe do PAC e desandou a falar em público. Seus palavrórios amalucados são apenas coisa de hospício.

Já é estranho enfiar pai, mãe e professoras numa discurseira sobre o Dia da Criança. Se é que deu na telha da, oradora evocar figuras associadas à garotada, por que não incluir parteiras, obstetras, pediatras, babás, Papai Noel,avós, fabricantes de brinquedos e colegas de escola, fora o resto?

Levada às cordas já na abertura da salada retórica, grogue com a entrada em cena da bicharada. a lógica foi nocauteada pela aparição do cachorro oculto.

Por que um cachorro? Por que oculto? Por que atrás da criança, e não à frente, à esquerda ou à direita? Isso só o neurônio solitário sabe. E não vai revelar a ninguém porque, mesmo que quisesse e tentasse, de novo não diria coisa com coisa.

É complicado acompanhar o funcionamento de um neurônio permanentemente em pane.

É muito difícil imaginar o que se passou na cabeça presidencial naqueles 31 segundos inverossímeis. Mais difícil ainda é entender como é que um adversário consegue não ganhar um debate na TV com Dilma Rousseff  ─ e perder a eleição para quem vê, por trás de toda criança, um cachorro. Um cachorro oculto.

E se o Brasil perder na COPA?

O Planalto monitora

Ameaça

Temor de novos protestos durante a Copa

O governo continua monitorando cada ensaio de manifestação desde que foi surpreendido pelo urro das ruas no meio do ano passado. De meados de 2013 para cá, nada preocupante.

Os protestos convocados não levaram mais de um ou outro gato pingado a fazer barulho. Mas e na Copa?

A atenção será redobrada. E Dilma Rousseff e sua equipe torceram como nunca por Luiz Felipe Scolari.

No Palácio do Planalto, até a chave do Brasil e os eventuais cruzamentos foram analisados. E preocupam.

Avalia-se que uma eventual eliminação precoce, nas oitavas ou quartas de final – é bem possível que nessas etapas o Brasil já tope de frente com uma pedreira, como a seleção holandesa, por exemplo – pode entornar o caldo.

O receio é que a revolta pela derrota dê ânimo à população para voltar à rua e criticar os altos gastos com estádios e promessas de melhorias em infraestrutura que não foram entregues.
Por Lauro Jardim

A moda agora é ser Deputado Presidiario (e essa moda pode pegar!!!).

João Paulo tentará inaugurar estilo ‘deputado presidiário’


qua, 08/01/14
por Gerson Camarotti |
categoria Mensalão
 
A determinação de João Paulo Cunha (PT-SP) de não renunciar ao mandato de deputado federal já preocupa integrantes da Mesa Diretora da Câmara.

Isso porque, como Cunha cumprirá pena no regime semiaberto, parlamentares já identificaram que a estratégia dele será a de tentar manter as atividades na Câmara durante o dia e retornar à noite para o presídio da Papuda.

Com isso, seria inaugurado pela primeira vez o estilo “deputado presidiário”. O caso de João Paulo é diferente do de Natan Donadon, porque este cumpre pena em regime fechado.

Diferente dos demais presos no mensalão, João Paulo já tem emprego, o que poderia facilitar essa solicitação ao juiz da Vara de Execuções Penais. Essa condição diferenciada deve funcionar como incentivo para João Paulo enfrentar um processo de cassação, apostam deputados petistas ouvidos pelo Blog.

“Ele não tem mais nada a perder. Por isso, vai enfrentar esse processo de cassação”, observa um interlocutor de João Paulo.

Já para integrantes da Mesa da Diretora da Câmara, a possibilidade da presença diária de um deputado presidiário nos corredores do parlamento pode causar forte desgaste à imagem do Congresso Nacional.

Casas do Minha Casa Minha Vida estão desabando.Parabens SEDHAB!!!

Gastos Públicos

Minha Casa gasta mais do que o Bolsa Família no 4º ano de existência

Blog do Sombra
 
Criado em 2009 e posto em prática no ano seguinte, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal chegou ao seu quarto ano de atividades superando em gastos o Bolsa Família, principal trunfo do PT em sua administração. ...
Foram mais de R$ 14 bilhões em pagamentos de obras do Minha Casa no ano passado. Mesmo com os valores corrigidos pela inflação, eles superam, de acordo com o blog Dinheiro Público & Cia., da "Folha de S.Paulo", os gastos de seis anos antes com o Bolsa Família, que, proporcionalmente, passariam pouco de R$ 12 bilhões.

Salto

Para efeito de comparação, em 2010, último ano da administração de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo destinou R$ 1,6 bilhão ao Minha Casa, Minha Vida.

Já em 2013, o programa habitacional federal superou o orçamento total de 30 dos 39 ministérios da presidente Dilma Rousseff, incluindo algumas pastas tradicionais, como as da Justiça, da Agricultura e do Planejamento.

O grande aporte de dinheiro não garantiu boa qualidade das residências. Em Niterói (RJ), por exemplo, dois prédios de um condomínio do Minha Casa que custou R$ 22 milhões não puderam nem ser inaugurados porque corriam o risco de desabar. Também no Rio, 300 casas foram inundadas em dezembro, em Queimados, na Baixada Fluminense.

Já no interior da Bahia, casas foram inauguradas, também no ano passado, sem água.

Com financiamento da Caixa Econômico Federal e subsídio do Tesouro Nacional, o programa Minha Casa, Minha Vida foi lançado em 2009, em meio aos efeitos da crise econômica internacional, a fim de conceder crédito para casa própria a famílias com até três salários mínimos de renda.

A meta é de fechar este ano com 3 milhões de casas e o governo tem esse número de obras contratadas, mas, em quatro anos, não se construiu nem metade.

Fonte: Jornal Destak - Brasília - 10/01/2014

Mais invasões e grilagens feitas por servidor do GDF!Parabens PT!

Área Pública

 

 

Servidor do GDF é preso por demarcar lotes em área pública em Samambaia

00:14:00

 

Presos em regime semiaberto estavam com ele e também foram detidos. Secretaria de Transportes diz que aguarda notificação para se manifestar.

 

 

Um servidor público da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), cedido à Secretaria de Transportes do Distrito Federal, foi preso na manhã desta quinta-feira (9) suspeito de demarcar lotes em área pública, para venda posterior, nas quadras 603 e 605, em Samambaia Norte. Na mesma ação, foram detidos quatro presos beneficiados por um programa de inclusão social – que permite trabalhar fora do presídio durante o dia e retornar ao local à noite. ...
A Secretaria de Transportes informou que aguarda uma notificação oficial para se manifestar sobre o assunto.
A TCB é uma empresa pública de transportes do DF. Entre as atribuições da companhia está o gerencimento dos ônibus do grupos Amaral e Viplan. As duas empresas sofreram intevenção do GDF recentemente.
Segundo o delegado-chefe da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), Richard Valeriano Moreira, os policiais identificaram os suspeitos depois de constatar a presença de uma caminhonete com timbre do GDF no local. O veículo oficial também foi apreendido.
“Nossa equipe verificou durante a diligência que um servidor da TCB estava demarcando os lotes com a ajuda dos beneficiados da Funep [Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso]. O servidor desviou a finalidade os quatro presos, que estão sendo autuados. Já enviamos um comunicado ao juiz, que pode determinar uma regressão de pena”, diz Moreira.
 
Caso o juiz decida por reavaliar a condenação dos detentos, eles podem perder o benefício e ter de cumprir a pena dentro do presídio em regime fechado. O servidor preso pode ser liberado após pagamento de fiança.
A área invadida pertence a Terracap e mede o equivalente o três campos de futebol, de acordo com avaliação preliminar da polícia. Em alguns trechos, muros e casas já estão sendo erguidos. O local tem até nome: “Condomínio Renascer”.
Segundo Moreira, a ocupação fugiu do controle dos primeiros invasores, que estavam parcelando a área para venda.
 
“As pessoas que iniciaram o processo das vendas perderam o controle. Outras pessoas estão entrando espontaneamente para demarcar lotes, ou seja, estão acontecendo novas invasões”, diz o delegado.
 

Fonte: Portal G1 - 10/01/2014

Quem pariu Sarney que o embale...


Blog do Sombra

Opinião

Quem pariu Sarney que o embale…

10:12:28
 
Maranhão é prova solar de como miséria e violência se retroalimentam. Sob influência da família Sarney há quase meio século, o Maranhão disputa com Alagoas os piores indicadores sociais do país. 

O Maranhão tem o segundo pior índice de desenvolvimento humano do Brasil.

O Maranhão tem o segundo maior índice de mortalidade infantil, é um desastre na Educação, um campeão no analfabetismo, e tem o segundo maior déficit habitacional do país…
Não faltam índices, histórias e história. Presos degolados são a face mais visível e chocante nesse quadro de horror e dor.

Sarney é um símbolo. Mas não apenas do poder, injustiça e miséria no Maranhão. Sarney é símbolo, representação e representante de um certo Brasil.

Sarney é do PMDB. Ele nasceu para a política há 60 anos. Nasceu no velho PSD, mas logo pulou para a UDN. Sarney foi da Arena e foi do PFL.

Sarney presidia o PDS quando rompeu com a ditadura e pulou na Arca da Nova República, de Tancredo Neves. No dia do rompimento, em junho de 1984, foi à reunião, em Brasília, com um revólver na cintura.

Sarney tomou posse da presidência bancado pelo general Leônidas da Silva, o ministro do Exército no governo que substituiria a ditadura. E tomou posse com apoio de tantos que temiam Ulysses Guimarães.

Dono de um império de Mídia, como tantos outros do mesmo grupo, o Sarney presidente distribuiu mais de mil concessões de rádio e TV.

Com a farta distribuição de emissoras, ganhou mais um ano na presidência.

Com as concessões, Sarney inflou e consolidou poderosos grupos regionais. Grupos que se renovam ao se alimentar da simbiose entre mídia e política, política e mídia.
Isso com apoio decisivo de ACM, o Antonio Carlos Magalhães. E de tantos que só depois descobririam que Sarney é… Sarney; ACM que presidiria o Congresso e seria homem forte da Era Fernando Henrique Cardoso.

Sarney presidiu o Congresso no governo de Fernando Henrique. Sarney presidiu o Congresso nos governos de Lula e Dilma, dos quais segue aliado.

Sarney defendeu, e cabalou votos, para tornar Fernando Henrique seu colega; como membro da Academia Brasileira de Letras.

Os degolados de São Luis são uma metáfora da Era Sarney no Maranhão. O Maranhão é, têm sido dos Sarney. Mas Sarney não é só do Maranhão, ou do Amapá.
Sarney é símbolo, representa estruturas de poder enraizadas no Brasil há décadas. Senão há séculos.

Quem pariu Sarney que o embale. Ou desembale, nas urnas.

Fonte: Terra - Bob Fernandes - 10/01/2014


Para Roseana , onda de violência ocorre porque Maranhão está mais rico.

Para Roseana, onda de violência ocorre porque Maranhão está mais rico

Governadora, que se disse surpreendida com atrocidades, participou de reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo
Juntos, eles anunciaram transferência de presos para unidades federais, criação de comitê de gestão e mutirão da Defensoria Pública

CHICO DE GOIS (O GLOBO) – ENVIADO ESPECIAL
Reunião entre José Eduardo Cardozo e Roseana Sarney Hans von Manteuffel / O Globo
Reunião entre José Eduardo Cardozo e Roseana Sarney Hans von Manteuffel / O Globo

SÃO LUIS – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reuniu-se nesta quinta-feira com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, para discutir uma ação conjunta para tentar amenizar a situação nos presídios do estado, onde foram registradas 60 mortes de detentos.

Em sua primeira aparição pública em entrevista depois que criminosos atearam fogo em ônibus, causando a morte de uma menina de seis anos, a governadora disse que foi pega de surpresa pelas atrocidades e fez uma análise curiosa para justificar o aumento da violência no estado e nos presídios: para ela, isso vem ocorrendo porque o Estado, um dos mais pobres do país, está ficando rico.

- O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes – justificou a governadora.

Roseana disse que em 2012 foram registradas quatro mortes no sistema penitenciário maranhense e, até setembro do ano passado, 39.

- Até setembro estava dentro do limite que se esperava – declarou, argumentando que as mortes ocorreram apenas em uma unidade do complexo de Pedrinhas, onde duas facções disputam o domínio do tráfico e da cadeia, matando seus rivais, inclusive decepando cabeças.

De acordo com a governadora, sua administração investiu em novas unidades prisionais e na melhoria ao atendimento ao preso.

- Nosso sistema de saúde é muito bom para os presos – afirmou, para complementar: – Nosso presídio feminino é um exemplo para todo o Brasil.(!!)

Roseana, assim como o ministro da Justiça, fizeram questão de lembrar que outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Alagoas e Rio Grande do Sul também enfrentaram uma onda de violência comandada por detentos e que o governo federal ajudou os outros governadores.

Segundo a governadora, apesar das mortes, seu governo não cometeu nenhum ato contra os direitos humanos. A ONU, porém, pede uma investigação sobre o assunto.

- Não cometemos nenhum crime de direitos humanos por parte do governo. Mas temos de ser mais atentos – admitiu.

Ao ser perguntada sobre a intenção do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de pedir a intervenção no Estado por conta da violência, Roseana afirmou que não acredita nessa hipótese e passou a enumerar uma série de obras e ações que sua gestão tem feito.

- Eu não acredito que ele vá pedir a intervenção porque estou cumprindo meu dever. O Maranhão está indo muito bem. Talvez seja o único estado do Brasil que vai ter todas as suas cidades interligadas por asfalto.

Ela se irritou quando uma repórter perguntou ao ministro José Eduardo Cardozo por que a presidente Dilma Rousseff e mesmo ele não haviam se manifestado até o momento sobre os problemas no estado administrado pelo clã Sarney.

José Eduardo disse que o governo se manifesta de forma concreta e procura ajudar Estados administrados pela oposição e por políticos que apoiam o governo. Mas Roseana, exaltada, disse que não é certo falar em família.

- Não existe família. Eu sou a governadora. Quem manda aqui não é a família, sou eu. Vocês querem penalizar a família, mas eu, Roseana, sou a responsável pelo que acontece no Maranhão – afirmou, sendo aplaudida por parte da mídia que apoia seu governo.

As ações anunciadas pelo ministro da Justiça e pela governadora, porém, não têm um impacto imediato – exceto pela transferência de presos para penitenciárias federais, que José Eduardo recusou-se a dizer quando se dará, quantos serão transferidos e para onde.

Entre as ações está prevista a criação de um comitê de gestão, comandado por Roseana, mutirão da Defensoria Pública para ver os presos que podem deixar os cárceres, interligação do sistema de inteligência, criação de um núcleo de atendimento prisional, melhoramento no atendimento à saúde, capacitação de policiais e implantação de alternativas penais e monitoramento eletrônico.



Apesar da intervenção da ONU o Governo do Maranhão continua gastando mais com comida do que com segurança:

BRASÍLIA - Mesmo tendo adiado a compra de gêneros alimentícios, que incluía 70 quilos de lagosta fresca, para abastecer a despensa da governadora Roseana Sarney (PMDB), o cerimonial da chefe do Executivo realizará na sexta-feira, 17, uma licitação para contratar uma empresa para organizar eventos e serviços de buffet para atos públicos em todo o Estado ao longo de 2014. Com custo estimado em R$ 1,4 milhão, o pregão prevê pagar R$ 103,61 por convidado em almoços e jantares e exige, em um dos cardápios, servir canapé de caviar.

Os gastos com a despesa do cerimonial do governo maranhense são superiores, por exemplo, ao que o Ministério da Justiça, através do Fundo Penitenciário Nacional, investiu em três presídios federais no ano passado: Catanduvas (PR), R$ 1,2 milhão; Mossoró (RN), R$ 1,1 milhão; Porto Velho (RO), R$ 1,3 milhão. 

A gestão Roseana Sarney está sob pressão desde que foi revelado o descalabro na Penitenciária de Pedrinhas, a cadeia da capital maranhense onde foram registradas 60 mortes de presos no ano passado, inclusive com decapitações de detentos. A Organização das Nações Unidas e a Anistia Internacional cobram a atuação do Estado brasileiro diante das atrocidades.

Na quarta-feira, 8, o governo estadual adiou, sem prazo para relançar, duas licitações, que ocorreriam hoje e amanhã, para a compra de alimentos para as residências oficiais. Estimadas em R$ 1,1 milhão, as concorrências listavam, entre os itens para aquisição, 2,4 toneladas de camarão, 80 quilos de lagosta fresca, 750 quilos de patinha de caranguejo, 50 potes de foie gras e 300 unidades de panetone.

A lista de exigências para contratar os serviços do cerimonial não difere das concorrências públicas que foram adiadas. Cobram-se cinco tipos diferentes de buffet de almoços e jantares, dois de coquetel, um de coffee break e um de brunch. Neles, têm de ser servidos como bebidas uísque escocês 12 anos, vinho importado "de primeira qualidade", tendo de ser francês, italiano, chileno, espanhol ou português, e champagne também de primeira qualidade. Os copos e taças, todos, precisam ser de cristal.

No cardápio de almoços e jantares, constam como entradas canapés de caviar, salmão ou presunto, patinhas de caranguejo e, como pratos principais, bacalhau com natas, pato com laranja, cabrito ao vinho, risoto de camarão, lagosta e caranguejo. Nos eventos classificados de "alta importância", a empresa terá de servir Roseana e os convidados com réchauds e talheres de prata. A governadora e os demais convidados vão se sentar em cadeiras de madeira estilo Tiffany, Dior ou similares e as mesas precisam ser forradas com toalhas novas de linho e de fibras sintéticas.

Os eventos de visita aos municípios terão de contar com ampla estrutura de organização, semelhante à de campanhas eleitorais. Somente com os almoços e jantares, os 6 mil convidados devem consumir R$ 622 mil. O edital prevê ainda gastos de R$ 43 mil com mestre de cerimônias, R$ 21,5 mil com recepcionista bilíngue, R$ 51 mil com cantores e outros R$ 46 mil com músicos.

Na justificativa para a licitação, a Casa Civil do governo maranhense, responsável pela concorrência, disse que cabe a ela assistir "direta e imediatamente" a governadora no desempenho das suas funções.

"Em sua estrutura administrativa, a Casa Civil conta com o Cerimonial do Governo que dentre suas atribuições está a de organizar e agendar os eventos públicos e políticos além das cerimônias em que participará a governadora e o vice-governador, tanto na capital quanto no interior do Estado", afirmou.

Humor

A arte de Antonio Lucena



Quando crescer quero ser garçon do Senado para ganhar 14,6 mil por mes!

Congresso vai gastar R$ 12 mil por mês com lanches para parlamentares No último dia de 2013, a Casa assinou um contrato para que uma empresa forneça nos próximos quatro meses 20 gêneros alimentícios aos senadores em uma copa que funciona ao lado do plenário

Estado de Minas
Publicação: 09/01/2014 15:56 Atualização:
 

O ano ainda não começou no Congresso Nacional, que só volta a funcionar no início de fevereiro, mas o Senado não descuidou da alimentação dos parlamentares durante as votações. No último dia de 2013, a Casa assinou um contrato para que uma empresa forneça nos próximos quatro meses 20 gêneros alimentícios aos senadores em uma copa que funciona ao lado do plenário. A expectativa é gastar no período R$ 47,6 mil com os itens, quase R$ 12 mil por mês.

O edital anterior, revogado em junho, previa um gasto 62% maior, de R$ 32,1 mil mensais. O contrato antigo foi revogado em junho pela diretoria-geral após matérias na imprensa apontarem o gasto. Na época, a própria diretoria alegou que o certame era “inviável em termos orçamentários”. O novo edital cortou nove dos 29 itens, entre outros, suco de goiaba e de acerola, queijo tipo lanche, chá sabores mate com limão e boldo, adoçante (tamanhos pequeno e médio), achocolatado e café solúvel.

Mas os parlamentares ainda terão a seu dispor, além da água e do tradicional cafezinho, objetos de outros contratos, 1.680 pacotes de biscoito de dois tipos, 3.340 caixinhas de quatro tipos de chás, 2.500 caixinhas de cinco tipos de suco, cerca de 1 mil litros de leite integral e leite em pó, 670 pacotes de pão de forma, outros 670 de torrada “levemente salgada”, 400 quilos de presunto magro, 340 unidades de manteiga, 600 quilos queijo mussarela e 500 unidades de requeijão cremoso.

Pela licitação, a empresa tem 24 horas para fornecer as quantidades requeridas pela administração Senado. Na justificativa constante do edital, a Casa defende a compra dos alimentos: “Trata a presente aquisição de gêneros alimentícios, para uso diário, comprometido com o bom desempenho das atividades do plenário do Senado Federal”.

Garçons

O cafezinho funciona todos os dias, sempre durante as sessões, deliberativas ou não. Pelo espaço, cheio de poltronas e mesas redondas, circulam senadores, assessores, jornalistas e convidados, todos servidos por garçons.

Outras reportagens publicadas no ano passado revelaram que garçons do Senado ganhavam até 20 vezes o piso da categoria em Brasília. Sete deles recebiam entre R$ 7,3 mil e R$ 14,6 mil e todos teriam sido nomeados por atos secretos editados em 2001 pela diretoria-geral da Casa. Logo em seguida, o Senado divulgou nota em que negou a existência dos atos secretos, ressaltando que todos os atos de nomeação estão “devidamente regularizados e publicados”.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Um Brasil tão ocupado com passeatas que não presta atenção a escândalos.

Manifestantes de olhos vendados

Se você, seu distraído, ainda não entendeu o que dizem as ruas, aqui vai, numa palavra: nada

GUILHERME FIUZA
Época

Agora o recado das ruas está claro. O 7 de Setembro trouxe uma nova onda de protestos às capitais brasileiras, e ninguém mais pode dizer que paira alguma dúvida sobre o que essas manifestações vieram dizer ao Brasil, olhos nos olhos. Se você, seu distraído, ainda não entendeu o que as ruas estão dizendo, aqui vai um resumo numa palavra: nada.

O destino épico do gigante adormecido não falha. Justamente na semana em que celebra sua Independência, o país viu estourar o novo escândalo do Ministério do Trabalho. Se bem que, quanto a isso, pairam dúvidas. Não sobre o escândalo (que é cristalino), mas sobre o fato de que o país o tenha visto. O Brasil anda muito ocupado com passeatas para ficar prestando atenção a escândalos.

Vamos insistir mais um pouco, por pura teimosia. Afinal, os revolucionários das ruas também devem ir de vez em quando ao dentista. Vai que algum deles abre a revista na sala de espera e, por puro tédio, começa a ler esta coluna? Sonhando com essa incrível coincidência (sonhar não custa nem 20 centavos), contemos aos heróis modernos, sem anestesia, o que acontece neste exato momento no Brasil.

Uma ONG acusada de desviar a merreca de R$ 400 milhões do Ministério do Trabalho – do dinheiro que o revolucionário, o dentista e o colunista entregam para o governo governar – foi milagrosamente anistiada. Numa manobra montada nos altos escalões do ministério (se é que usina parasitária tem alto escalão), a tal ONG, chamada Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania, foi reabilitada para voltar a receber verbas do governo, apesar dos indícios de malversação de recursos encontrados em suas operações.

A manobra foi descoberta e, com uma coleção de flagrantes da cópula entre o ministério e a ONG, provocou a exoneração do secretário executivo do ministério (o segundo na hierarquia) e a decretação da prisão de um assessor direto, que trabalhava no gabinete do ministro Manoel Dias. O ministro, é claro, não sabia de nada. Várias outras prisões foram feitas pela Polícia Federal nessa quadrilha montada entre o governo e a ONG. Nada, até aí, é importante a ponto de cansar a beleza do manifestante que espera pacientemente sua vez na cadeira do dentista.

Nosso bravo revolucionário não poderia ter perdido de vista é que essa quadrilha é velha. As peripécias do Instituto Mundial foram reveladas em 2011, no escândalo que culminou com a queda do então ministro Carlos Lupi. Na ocasião, já era grave, muito grave, que Dilma Rousseff tivesse tentado segurar Lupi no cargo, mesmo depois de divulgadas as denúncias. E mesmo depois de ele próprio declarar que só sairia do cargo a bala.
Pois bem: a proteção presidencial ao ministro suspeito se tornou insustentável quando a própria Comissão de Ética da Presidência da República recomendou seu afastamento. Dilma demitiu Lupi cobrindo-o de elogios publicamente. Logo que o assunto esfriou, ela bombardeou a Comissão de Ética – mandando embora o membro que relatara o parecer contra o ministro. Para completar a sinfonia, manteve o Ministério do Trabalho nas mãos de Lupi – no início dissimulada, depois escancaradamente. O ministro Dias obedece ao líder irremovível do PDT, Lupi, que mora no coração de Dilma.

Prezado manifestante revoltado, peça a seu dentista exemplares antigos desta revista (eles às vezes demoram a jogar fora). Você lerá neste mesmo espaço a constatação óbvia: que Dilma Rousseff atuou em defesa da boquinha (suja) dos companheiros do PDT, que lhe dão sustentação política. Você lerá que Dilma, a faxineira, a dona da vassoura contra os malfeitos, era cúmplice – repetindo, caso você tenha cochilado: cúmplice – de um esquema parasitário que continuaria assaltando os cofres públicos, com seus convênios de capacitação do nada, e sua tecnologia de institutos mundiais da empulhação.

E aí está. O novo escândalo do Ministério do Trabalho é o velho escândalo do Ministério do Trabalho. Acalentado ao longo dos anos pelo governo popular, o mesmo que acaba de enterrar a CPI da Copa, do mesmo partido que omitiu repasses do esquema de Valério para o segurança pessoal de Lula.

Nada disso aparece no “recado das ruas”. Esses dentistas devem estar exagerando na anestesia.