sábado, 1 de fevereiro de 2014

Planalto prepara ‘ofensiva’ para frear protestos contra a Copa (inclui comentarios publicados no G1)



sex, 31/01/14
por Gerson Camarotti |
 
 
Após a saída da ministra Helena Chagas da Secretaria de Comunicação Social, o governo prepara uma “ofensiva publicitária” para tentar arrefecer o furor das manifestações populares contra a Copa do Mundo de 2014, informa a repórter Juliana Braga, do G1. 

 A ideia do Planalto é isolar ou reduzir a importância “daqueles que são ideologicamente contra a Copa”, diz uma fonte do primeiro escalão do governo.

O Planalto reconhece que a medida está um tanto atrasada. A demora em “reagir” às críticas contra o mundial da Fifa, explicou o auxiliar da presidente Dilma, foi atribuída a Helena Chagas. 

Segundo a fonte, havia descontentamento de áreas da administração federal com a suposta “falta de iniciativa” na publicidade do governo para minimizar as ofensivas contra o evento esportivo.

Com a substituição de Helena por Thomas Traumann, o governo irá remodelar a estratégia de comunicação para tentar esclarecer à população que o montante investido em obras de mobilidade urbana e infraestrutura foi superior ao valor gasto com a construção dos estádios. 

O objetivo do Planalto é tentar demonstrar que sediar a Copa do Mundo “vale a pena”.

O PT, ao brigar para trazer o mundial para o Brasil, ainda na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esperava creditar a iniciativa como um trunfo político, além de recolocar o país em uma posição de destaque no cenário internacional.

Dentro do PT, ninguém imaginava que a Copa entrasse na coluna dos “problemas da gestão”. “Acabaram associando nossa imagem à CBF e à Fifa. 

 Não estão destacando os empregos gerados, nem os investimentos feitos”,  diz a fonte do governo.

O plano de contra-ataque está sendo elaborado e ainda precisa ser submetido à presidente Dilma Rousseff para ela dar a palavra final. Ainda não há previsão de quando a operação de publicidade será deflagrada.


29 Comentários para “Planalto prepara ‘ofensiva’ para frear protestos contra a Copa”

  1. 1
    j. damião: Será que dona Dilma, também conhecida como a velhinha do Rastelo, vai dar um ministério para os manifestantes se esbaldarem em manifestações controladas por ela? Dessa mulher se espera tudo, menos que governe decentemente…
  2. 2
    Alexandre: Uma medida muito eficaz para mitigar os protestos durante a Copa seria uma redução drástica do número de ministérios do governo Dilma.
    Que tal uma redução para 10 ministérios?
    Adicionalmente, poderia também ocorrer uma redução do número de cargos comissionados!
    Que tal extingui-los?
    De resto, é só historinha do boitatá !
  3. 3
    Alexandre K.: Tem jornais que estão dizendo que o governo pretende contratar as torcidas organizadas. Para tanto já mandaram emissários, para mediante pagamento, as torcidas fazerem movimentos a favor da copa. E isto é um perigo …
  4. 4
    André: Mobilidade urbana? E a saúde e educação?
    Quer dizer então que fazer obras já previstas e discutidas muitos anos antes é investimento em mobilidade?
    Façam-me rir!!!!

  5. 5
    Julianna: As transparências não enganam. ( Georges Najjar Jr – livro Desaforismos )
  6. 6
    ELISMAR RAIMUNDO DE SOUZA: MEU AMIGO,NA VERDADE AS MANIFESTAÇÕES , NÃO TEM O FOCO PRINCIPAL NA COPA, MAS SIM NA POLÍTICA,O POVO ESTÁ EXAUSTO DE TANTA CORRUPÇÃO, E AINDA OS GOVERNANTES FAZEM DE SURDOS E TONTOS,EM NÃO QUERER ENXERGAR E OUVIR A VOZ DO POVO,ESTAMOS CANSADOS DE TANTA IMPUNIDADE E CORRUPÇÃO.
  7. 7
    César Guimarães: E o superfaturamento dos estádios? A fonte do governo deveria lembrar disto.
    A imagem do governo brasileiro só poderá ficar limpa depois que o PT sair do comando, pois o PT continua sujando a imagem do Brasil, não sai da minha memória os investimentos em Cuba.
  8. 8
    JOÃO VIANA: Apostar em propaganda, com o intuito de mudar a opinião daqueles que são contra a Copa, parece subestimar a inteligência das pessoas. O povo brasileiro, de há muito, carece do básico: hospitais públicos que funcionem efetivamente; transporte público que atenda a coletividade, pelo menos, com um mínimo de decência e dignidade; saneamento básico; moradia; segurança pública; etc. E esse básico, até agora, não foi, nem será contemplado pelos investimentos da Copa. Este evento se trata de uma iniciativa da elite voltada para os ricos que a fazem. Prova disso é que a Copa não é dos brasileiros. Basta que se veja se um assalariado tem condições de comprar um ingresso de um jogo. Acredito que os brasileiros saberão enxergar a enganação subjacente a essas propagandas, caso elas realmente venham a público. E não esqueçamos: com propaganda, também se gasta muito.
  9. 9
    Rubens: Se essa avaliação de que “Acabaram associando nossa imagem à CBF e à Fifa. Não estão destacando os empregos gerados, nem os investimentos feitos” for mesmo vigente no governo vão dar com os burros n´água. O problema é que estão gastando dezenas de bilhões em estádios e outras bobagens por conta da Copa/Olimpíada enquanto a vida do cidadão comum não melhora em nada e ele continua à mercê de hospitais péssimos, policiamento ineficaz, serviços públicos que parecem favores de má vontade, escolas de quinta, transporte público desumano e os preços mais altos do mundo em quase tudo que valha alguma coisa.
    Qualquer outra medida que não seja o enfrentamento desses problemas reais é não enfrentar a razão real dos protestos.
  10. 10
    André Snt: É bom que o governo deixe claro que em conjunto com a mídia manipulará toda uma sociedade que lutou muito para se tornar o que um dia já foi um sonho de Democracia e liberdade. Que vergonha desses políticos, que vergonha de nossa gente.
  11. 11
    Denise Marquez: Essa Dilma é esperta! Mas, o que ela não sabe é que os protesto agora não serão mais contra os gastos da Copa!
  12. 12
    Justiniano Gregorio: QUEREMOS HOSPITAIS , ESCOLAS E SEGURANÇA NAS PERIFERIAS DAS CIDADES E NÃO ESTÁDIOS MAJESTOSOS, QUE SE TRANSFORMARÃO EM ELEFANTE BRANCO, SEM NENHUMA SERVENTIA PRA POPULAÇÃO CARENTE.
  13. 13
    Rubens: Convocaram o maquiador oficial. Eta governo especializado em maquiagem da realizade.
  14. 14
    Rodolfo: Esse governo é ridículo, bisonho: ao invés de concentrarem esforços para terminar as obras dos aeroportos, vão concentrar esforços em “comunicação”, ou seja, para ludibriar o povão do Bolsa Família, porque a classe alta e a classe média não cairão nesse conto do vigário. Pelo contrário, ficarão ainda com mais raiva do PT e da PresidentA.
    O PT poderia usar o Padilha como garoto propaganda da Copa, já que adoram coloca-lo todo dia no Jornal Nacional.

  15. 15
    Guido: Partido trambiqueiro, pode esperar que a tua hora vai chegar. A copa vai valer a pena para quem cara pálida? Para o povo que não é. Esta porcaria de copa já está custando quatro vezes mais que o programado e pasmem as obras ainda não estão prontas. Obras de mobilidade então, nem prontas vão ficar. É tentar explicar o inexplicável.FORA PARTIDO TRAMBIQUEIRO, FORA DILMA. Pode esperar, a tua hora vai chegar.
  16. 16
    Murilo: Esses protestos estão fora de hora. Estão atrasados só 5 ou 6 anos. Querer impedir que as pessoas assistam os jogos é um absurdo. Ninguém tem o direito de impedir o direito de ir e vir das pessoas. Tem gente que diz que a hora é boa por causa da visibilidade mundial, como que esta visibilidade fosse ajudar em alguma coisa. Se a opinião crítica mundial, da ONU, da OMS e outras organizações sobre o Brasil resolvesse, seríamos um dos melhores países do mundo. Só vai servir para mostrar que somos uma republiqueta como Ucrânia, Egito e outros. Não acredito que trará nenhum benefício apresentarmos nossa violência nas ruas para o mundo inteiro ver. Não vamos ter mais escolas e nem mais hospitais. A hora de exigir isso era muito antes quando algo poderia ter sido feito com relação ao legado da Copa. Ninguém exigiu e nem protestou, e agora a Inês é morta. Quem viver verá! ainda acho que é melhor lavar nossa roupa suja em casa. Os políticos passam e a imagem do Brasil miserável é que fica.
  17. 17
    Leonisio Barroso: Enquanto isso Estocolmo retira candidatura das Olimpíadas de Inverno por achar um gasto elevado… Com certeza eles devem estar errados e “nosotros” certos…
  18. 18
    Carlos: É obrigação investir no país, afinal tudo foi voltado pra copa. O problema é que nada está pronto, só estádio, o resto é resto, simplesmente assim.
    Iniciativa privada… é cômico isso.

  19. 19
    Alvaro Queiroz: Não seria nenhum problema realizar a copa se o Brasil fizesse sua lição de casa. No meu entendimento País que não tem o minimo de estrutura para seus cidadãos não podem se dar ao luxo de realizar eventos que demandem altos valores de investimentos públicos. Não tem sentido gastar os bilhões anunciados em Estádios quando cidadãos morrem em filas de hospitais, não tem agua para beber, não conseguem comida para seus filhos, não tem educação decente, e tem um alto nível de desvios dos impostos pagos. Tanto é que recentemente, segundo uma noticia na internet, a Suécia declinou a realização de copa por eles, por ter este entendimento. Isto é pão e circo de governos populista.
  20. 20
    Lucas: E por quê foi necessário sediar uma Copa do Mundo para realizar esses investimentos, sendo que ano após ano o governo bate recordes de arrecadação? Fico me perguntando se as obras que não ficarem prontas até o Mundial serão concluídas, já que os gringos não as verão mesmo…
  21. 21
    Nilton: Mais dinheiro jogado no ralo e desviar parte para os malandros nesta campanha para tentar enganar os trocas do povo brasileiro.
  22. 22
    Ruan: É muito mais simples parar os protestos: por que não melhoram os serviços básicos ao invés de usar Propaganda?
  23. 23
    Flavio: Roubaram muito nessa copa o pais vai quebrar após a copa., aguardem, quando tirarem o lixo de baixo do tapete.
  24. 24
    João Paulo: Pois é, se tal ofensiva ocorrer de fato, o tiro pode sair pela culatra, como se deu com o próprio insidioso Mundial…
  25. 25
    Tanger Granja: Deixa ver se entendi bem, o governo emprestou uma montanha do nosso dinheiro para fazer estádios, que custaram o dobro do previsto inicialmente, e agora vao gastar mais um pouco do nosso dinheiro para dizer que não foi nada disso?
  26. 26
    Carlos: Resumindo: vão mentir para o povo novamente dizendo que a maior parte gastos será com infraestrutura. País da vergonha.
  27. 27
    Gianne: ESTE GOVERNO ACHA QUE PODE ESCONDER A SUJEIRA DEBAIXO DO TAPETE. ESTÃO PENSANDO QUE O POVO É TOLO? ESTÃO PENSANDO EM FAZER UM GRANDE MARKETING PRA ENROLAR O POVO, COM CHAMADAS BRILHANTES, MOSTRANDO APENAS O QUE HÁ DE BOM. CLARO QUE NOSSO PAÍS TEM MUITA COISA BOA, MAS A QUE CUSTO O POVO ESTÁ PAGANDO PELOS DESMANDO DESSA COPA. ESTÁDIOS HIPERFATURADOS, INFRAESTRUTURA UM CAOS, O TRANSPORTE É UMA GRANDE LATA VELHA, NOSSA SEGURANÇA SERÁ FEITA PELO EXERCITO? SEM FALAR NA SAÚDE QUE NÃO TEM COMO ESCONDER, A NÃO SER DEIXEM DE ATENDER OS POUCOS QUE CONSEGUEM “FICHAS” OU “MARCAÇÃO” PARA ATENDER OS TURISTAS.
    É PRESIDENTE, NÃO DÁ PRA VARRER A SUJEIRA PRA DEBAIXO DO TAPETE. NÓS, O POVO, SENTIMOS O QUE É A REALIDADE DE VIVER SEM SAÚDE, TRANSPORTE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA.

  28. 28
    Wladimir Silva Valladares: Você mente, com casuísmo Lacerdista, um assessor, a fonte, mente e joga para a torcida como se fosse verdade, e como não se tem como questionar quem te disse, passa a ser verdade, sua postura é bem nazista, se fosse a sua coluna uma vila, você seria a fofoqueira que inventa. Até provarem a verdade, muitas reputações já foram arranhada, vergonhoso.
  29. 29
    Joao: Helena Chagas deve estar aliviada. Quanto ao esforço do marketing, a massa critica esta formada e o point-of-no-return ja passou faz tempo. Considerar copa e eleicoes como dois eventos distintos segue a pratica de apaga-incendio que conhecemos do nosso governo. A agenda e as contas bancarias dos marketeriros devem estar lotadas. Comemora-se um PIB vergonhoso (com base na contabilidade criativa) enquanto a competitividade do pais agoniza e a arrecacao fiscal bate novo recorde. A oposição política brasileira se mantém covarde e vergonhosamente ausente. Que momento histórico. Viva 2014.

Bueiro explode e fere turista na Zona Sul do Rio.Vai ser assim na COPA?Tampões voadores atingindo turistas?


01/02/2014 09h44 - Atualizado em 01/02/2014 11h07

De acordo com a polícia, ele foi levado para o Hospital Miguel Couto.


Até 10h deste sábado, não havia informações sobre a causa do incidente.

Do G1 Rio

A Light trabalhava às 11h deste sábado (1º) para fazer reparo em caixa subterrânea após explosão em Bueiro na Rua Maria Quitéria. (Foto: Lívia Torres / G1)A Light trabalhava às 11h deste sábado (1º) para fazer reparo em caixa subterrânea após explosão em Bueiro na Rua Maria Quitéria. (Foto: Lívia Torres / G1)


Um turista de Santa Catarina ficou ferido na noite desta sexta-feira (31) após a explosão de um bueiro na Rua Maria Quitéria, altura do número 45, em Ipanema, Zona Sul do Rio. Até 10h deste sábado (1º), não havia informações sobre a causa do incidente.

Segundo policiais da sala de operações do 23º batalhão (Leblon), o turista foi levado com sangramento na perna esquerda para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, também Zona Sul.

O Corpo de Bombeiros informou que a explosão aconteceu às 22h55 e que o tampão foi arremessado.

A Light enviou técnicos ao local e o trecho da rua onde aconteceu a explosão foi interditado para verificar a ocorrência em caixa subterrânea da companhia. Ainda de acordo com a concessionária, que permanecia em torno de 10h na localidade, a explosão não afetou o fornecimento de energia na região.

Favelas com UPPs têm mais de dez tiroteios em 2 meses; E o Governo continua estimulando e regularizando invasões!


01/02/2014 07h29 - Atualizado em 01/02/2014 10h17

Na sexta (31), homem foi detido após lançar molotov em terreno de UPP.
Registros de tiroteios têm aumentado desde novembro de 2013.



Isabela Marinho Do G1 Rio

28 comentários

UPP no Morro do Alemão (Foto: Christiano Ferreira/G1) 
Suspeito foi detido após arremessar coquetéis molotov em terreno da UPP no Conjunto de Favelas do Alemão na sexta-feira (31) (Foto: Christiano Ferreira/G1)
O projeto de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), iniciado em 2008 pela Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro com o objetivo de devolver a segurança aos moradores da cidade, vem enfrentando uma série de problemas, principalmente após novembro de 2013. 

De lá para cá, o número de registros de tiroteios e ataque a sedes de UPP nas comunidades passou de 10, como contabilizou o G1, de dezembro e janeiro.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa das UPPs informou que as unidades “não estão em crise”. O Instituto de Segurança Pública (ISP) não divulgou o número de ocorrências nos últimos dois meses.

O mais recente aconteceu nesta sexta-feira (31) quando um suspeito foi detido por arremessar coquetéis molotov no terreno que abriga a UPP e a delegacia do conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio. Na mesma comunidade, na quarta-feira (29), um tiroteio assustou moradores e um policial da UPP morreu após ser baleado em uma troca de tiros em novembro de 2013.

No início de novembro, homens no Batalhão de Choque passaram a ocupar a Rocinha, na Zona Sul do Rio, e agentes do Batalhão de Operações Especiais voltaram para o conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte. Estas são as duas maiores favelas com UPPs, das 36 que possuem o projeto do governo.

Em dezembro, a UPP do Lins foi atacada por três vezes. No mesmo mês, a UPP São Carlos também foi atacada após um tiroteio entre traficantes. Ainda em dezembro, traficantes e criminosos trocaram tiros na área da UPP dos Macacos. Uma troca de tiros entre policiais da UPP Fallet-Fogueiro e criminosos foi registrada no dia 15 de dezembro. 
No último mês de 2013, em uma confusão durante uma abordagem, um policial matou um idoso na UPP de Manguinhos.

GNews - UPP da Rocinha (Foto: GloboNews) 

UPP da Rocinha: tiroteios assustam moradores desde dezembro (Foto: GloboNews)
No mês de janeiro, a UPP Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul do Rio, teve dois tiroteios. Ainda na Zona Sul, a Rocinha teve outra troca de tiros na segunda-feira (27). Na manhã do Natal de 2013, disparos assustaram moradores na favela na localidade Largo do Boiadeiro. 

No início de dezembro, um confronto de aproximadamente 12 horas deixou cinco pessoas feridas — dois policiais e três moradores — na comunidade. Também em dezembro, um policial militar foi baleado durante troca de tiros na Rocinha.

Segundo a assessoria de imprensa das UPPs, as ocorrências relacionadas aconteceram porque os policiais que patrulham as áreas pacificadas se deparam com focos de resistência de traficantes que querem retomar os territórios hoje sob controle do estado.

A assessoria disse ainda que o policiamento foi reforçado nas áreas citadas com policiais de outras UPPs e do Batalhão de Choque para garantir a paz de moradores e comerciantes.

Beltrame faz balanço positivo


Em dezembro de 2013, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou, em entrevista exclusiva ao G1, que ainda não havia motivos para comemorar [as UPPs] e que toda resistência encontrada pela polícia em locais que eram considerados grandes redutos do tráfico será enfrentada com extremo rigor. 


O secretário ainda admitiu a possibilidade de superar a meta inicial do programa, que era de 40 UPPs.

Cartazes espalhados pelo DF cobram promessas do GDF a policiais militares

A categoria divulga nas redes sociais uma espécie de orientações de procedimentos para atrasar os atendimentos e até deixar de atender ocorrências


Mirelle Pinheiro
Publicação: 31/01/2014 09:38 Atualização: 31/01/2014 21:42
 (Mirelle Pinheiro/CB/DA Press)


"Porque os policiais e bombeiros irão parar". Essa foi a mensagem que alguns brasilienses viram ao sair de casa na manhã desta sexta-feira (31/1). Cartazes explicando o motivo da Operação Tartaruga foram espalhados em muros e pontos de ônibus da capital.


 (Mirelle Pinheiro/CB/DA Press)

O folheto assinado pela Associação dos Praças (Aspra) e pelos blogs Espaço Livre PMDF e Jabasta aponta o governador Agnelo Queiroz como principal culpado pela escalada de violência no DF. As entidades justificam que o movimento começou devido à insatisfação da categoria com as condições de trabalho e ressalta que o atual governador não cumpriu 13 promessas da campanha eleitoral. Alguns militares têm divulgado nas redes sociais uma espécie de orientações de procedimentos para atrasar e até deixar de atender ocorrências.

Polícia Civil faz operação para deter criminosos envolvidos em homicídios 
GDF se reúne com a cúpula de segurança pública para discutir violência
 
Na manhã de quinta-feira (30/1), o governador Agnelo Queiroz criticou a mobilização dos militares: “A categoria tem todo o direito de reivindicar. O que não pode é colocar em risco a vida da população. O GDF vai tomar todas as medidas necessárias para que Brasília não se torne refém do medo”.

 No entanto, o governador não chegou a citar o que, de fato, será feito.

O Centro de Comunicação Social da Polícia Militar afirmou que não existe paralisação e que a categoria continua trabalhando normalmente patrulhando as ruas da cidade para diminuir a criminalidade.

Tudo sobre o Mensalão e sua repercussão na carreira politica de João Paulo Cunha.


João Paulo Cunha ainda acredita que pode escapar da cadeia

Condenado por corrupção, ele – que já ocupou a Presidência da República – viu sua ambição abatida no auge

 

ALBERTO BOMBIG E ALINE RIBEIRO
31/01/2014 20h58


A decoração do escritório político de João Paulo Cunha reflete suas devoções, paixões, memórias e aspirações. Há imagens de São Francisco de Assis, bibelôs do São Paulo Futebol Clube, retratos de família – e, em quadros devidamente emoldurados, páginas do Diário Oficial do período em que o deputado petista, então presidente da Câmara, ocupou a cadeira de presidente da República. Isso ocorreu duas vezes. 

Numa delas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpria uma agenda fora do país e seu vice, José de Alencar, estava internado com pneumonia. Na outra, ambos haviam viajado para o exterior. Ocupar a Presidência, ainda que como substituto, foi o ponto mais alto da carreira política de João Paulo. O mais baixo ele vive agora. 

O Supremo Tribunal Federal decretou sua prisão no dia 6 de janeiro. João Paulo continua em liberdade até que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, volte de suas férias – isso está previsto para esta segunda-feira, dia 3 de fevereiro. De camiseta polo vermelha, calça jeans e tênis Vans, João Paulo parecia relaxado na terça-feira passada em seu escritório em Osasco, um sobrado amarelo de frente para uma praça arborizada. 

Na manhã quente de verão – provavelmente seu último verão em liberdade –, João Paulo ainda achava que poderia escapar da prisão. “Acredito nas pessoas, né? O ministro pode aguardar a definição final da pena e só depois decretar minha prisão”, afirmou. O rosto dele, como se pode ver pelo retrato ao lado, misturava tensão à calma aparente.

João Paulo tem 55 anos e foi o primeiro político a ser condenado por corrupção na história brasileira. Foi também o primeiro a ser condenado no processo do mensalão. O escândalo truncou uma carreira política que parecia fulminante – e, entre os condenados, poucos estiveram tão intimamente ligados ao caso quanto ele. 

João Paulo foi o primeiro petista a contratar os serviços da SMP&B, a agência de Marcos Valério – para fazer sua campanha à presidência da Câmara dos Deputados, em 2003. Em 2004, quando tentou celeremente a reeleição ao mesmo cargo, ajudou a criar um clima de animosidade no Congresso, decisivo para as denúncias que trouxeram o mensalão à tona. 

Entre esses dois momentos, fundamentais para sua derrocada, João Paulo viveu seu auge. E sonhou com glórias ainda maiores. Ree­leito presidente da Câmara, seria um possível candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, em 2006. “Certamente teria um espaço grande”, diz. “Tinha condições de crescer bastante.” Tinha mesmo. Poderia ir ainda mais longe numa trajetória de ascensão constante, que começara 25 anos antes.   

>> STF rejeita recursos e autoriza prisão imediata de João Paulo Cunha
DERROCADA O deputado João Paulo Cunha. “Devia ter parado com tudo, mas enfim... Essas coisas não têm explicação” (Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA)

João Paulo participou da criação do PT em Osasco em 1981. Elegeu-se verea­dor no ano seguinte, na primeira eleição disputada pelo partido. Tornou-se deputado estadual em 1991. Por cinco vezes, ganhou o posto de deputado federal – nas últimas duas disputas, como o mais votado do PT em São Paulo. 

Em 1998, durante seu primeiro mandato como deputado federal, João Paulo sofreu um grave acidente de carro no Piauí. O automóvel caiu numa ribanceira, e João Paulo ficou quase 60 dias em recuperação, engessado do peito à cabeça. Lula acabara de perder a terceira eleição seguida para a Presidência da República. 

Abatido pelos últimos acontecimentos, João Paulo pensou em largar a política. Decidiu estudar Direito para abrir um escritório de advocacia. Em 2002, tornou-se líder da bancada em Brasília, e isso o animou novamente. Como líder, trabalhou na campanha do presidente Lula. “Com o Lula eleito, havia a possibilidade de eu me tornar presidente da Câmara”, afirma. “Devia ter parado com tudo, mas enfim... Essas coisas não têm explicação.”

Para chegar à presidência da Câmara, João Paulo contratou a SMP&B, agência de Marcos Valério, no início de 2003. O tesoureiro petista Delúbio Soares e o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) apresentaram Valério e João Paulo. Nascia assim a proximidade entre o PT e Marcos Valério, o principal operador do mensalão. 


Foi uma campanha vitoriosa, que custou R$ 150 mil – dinheiro pago pelo próprio PT, segundo João Paulo. Em outubro daquele mesmo ano, a SMP&B ganhou uma licitação e foi contratada como agência de publicidade da Câmara dos Deputados. A agenda de encontros de Valério registrou três encontros dele com João Paulo durante o período em que a licitação da Câmara estava em fase decisiva, uma delas no dia 3 de setembro.

 (Em depoimento posterior à Câmara, em 2005, Valério chegou a afirmar que foi João Paulo quem o apresentou ao ex-mi­nistro José Dirceu. João Paulo sempre negou essa afirmação, mas, também em depoimento aos deputados, confirmou ter mantido uma relação muito próxima com Valério.)
>> O cárcere que liberta a República

Em 2004, João Paulo quis se reeleger presidente da Câmara dos Deputados. Ele mirava longe. Permanecer no cargo era para ele uma plataforma de lançamento ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.  Os nomes tradicionais do PT em São Paulo estavam desgastados, e mais um ano à frente da Câmara daria a João Paulo a visibilidade necessária para uma candidatura. 


A emenda permitindo a reeleição no comando do Legislativo fora apresentada ainda em 2003 pelo deputado Benito Lira (PP-AL). Se aprovada, a medida beneficiaria João Paulo e José Sarney (PMDB-AP), então presidente do Senado. 

Os dois passaram a trabalhar juntos nos bastidores. O movimento rachou o PMDB, porque Renan Calheiros (AL) era o primeiro na linha sucessória de Sarney e não aceitava esperar mais dois anos. Lula não queria se indispor com a ala controlada por Renan e entregou João Paulo à própria sorte.
 

1. Durante viagem do  presidente Lula à Venezuela,  o então presidente da  Câmara, João Paulo Cunha, assume interinamente a Presidência da República.  2. Em 2004, João Paulo Cunha ajuda a eleger Emidio de Souza prefeito de Osasco e amplia o poder do PT na (Foto: Sergio Lima/Folhapress,  reprodução e Lula Marques/Folhapress)

Com a emenda derrubada em plenário, João Paulo foi o grande derrotado. Na tentativa de dar uma demonstração de força ao Planalto, pedira votos pessoal­mente para o projeto. O episódio terminou com o presidente da Câmara e o PT enfraquecidos, o PMDB dividido e a oposição vitoriosa. Foi também a primeira decepção de João Paulo com Lula. 

Foi nesse ambiente de animosidade política que, numa manhã de segunda-feira, 6 de junho de 2005, Roberto Jefferson afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que o governo comprava apoio político. Dias depois, Marcos Valério deixava as sombras para se transformar no pivô financeiro do escândalo. Começava o pesadelo.

As investigações do mensalão colocaram a contratação da SMP&B pela Câmara dos Deputados sob suspeita. Elas revelaram que, no dia 4 de setembro de 2003, a mulher de João Paulo, Márcia Milanesio, fora até uma agência do Banco Rural, envolvido no escândalo, e sacara R$ 50 mil na boca do caixa. 


Com a revelação, o mundo despencou para João Paulo no Congresso. “Exatamente no dia seguinte a essa reunião (entre João Paulo e Marcos Valério em setembro), o sr. João Paulo Cunha recebeu R$ 50 mil, em espécie, oriundos de cheque da SMP&B, disponibilizado pela agência do Banco Rural em Brasília. 

E, apenas onze dias depois do recebimento desse dinheiro, o presidente da Comissão Especial de Licitação, que havia sido constituída e nomeada pelo acusado, assinou o edital, datado de 15 de setembro de 2003, que resultaria na contratação da SMP&B pela Câmara dos Deputados em 31 de dezembro de 2003”, afirmam os autos da Ação Penal 470. “A alegação de que João Paulo não tinha conhecimento de que os R$ 50 mil por ele recebidos foram repassados pela SMP&B  também não pode ser aceita.”

Hoje, nove anos depois, João Paulo disse a ÉPOCA: “A gente precisava de R$ 50 mil para fazer pesquisas em quatro cidades: Jandira, Carapicuíba, Cotia e Osasco. Delúbio tornou viável esses recursos. As pesquisas foram feitas no segundo semestre de 2003. Delúbio disse que estava pedindo para disponibilizar no Banco Rural em Brasília e perguntou em nome de quem deveria enviar. 


Respondi que no nome da minha mulher. Ela se identificou, deu identidade, assinou o xerox, pegou o recibo, passou para outro companheiro chamado Gelso, que pegou o dinheiro para pagar os institutos. E as pesquisas foram realizadas. Para você ver como há muita maldade”. O STF não acreditou nessa versão. 

Condenado na Ação Penal 470 por corrupção passiva, peculato (desvio de recursos) e lavagem de dinheiro, João Paulo recebeu uma pena de nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado, além da obrigação de pagar uma multa de R$ 370 mil. Ainda não sabe se precisará renunciar ao cargo de deputado nem se seu mandato será cassado. 

Como a votação para o julgamento do crime específico de lavagem de dinheiro foi apertada no Supremo, os advogados do deputado apresentaram um tipo de recurso conhecido como “embargos infringentes”. Ele terá agora um novo julgamento e sua punição pode ser reduzida em três anos. Se isso ocorrer, migra do regime fechado para o semiaberto. “Estimo que, até abril deste ano, o Supremo analisará o recurso”, diz Alberto Zacharias Toron, advogado do caso.

“O ministro Joaquim Barbosa é um homem cruel”, diz João Paulo. De acordo com petistas, essa mágoa tem explicação. Ao longo dos sete anos em que se desenrolou a ação do mensalão, João Paulo acreditou até o último momento que seria absolvido. Prova disso foi ter se lançado candidato a prefeito de Osasco em 2012, no ano do julgamento, outra clara evidência de sua ambição. 


A candidatura contrariava vários setores do PT, convencidos de que João Paulo colocara seu projeto político acima do partido, já que Osasco é uma das cidades mais importantes da Grande São Paulo. Poderia também atrapalhar os planos de Fernando Haddad na vizinha São Paulo. Somente quando foi condenado, em agosto, a dois meses da eleição, João Paulo procurou o então prefeito de Osasco, Emidio de Souza, para comunicar sua desistência. 

Segundo seus amigos, esse foi o momento em que João Paulo mais esteve abatido desde a explosão do caso. Segundo disse numa entrevista, pensou até em se suicidar. Nesse momento, à mágoa com os ministros do STF se juntou à mágoa com o ex-presidente Lula. Quatro petistas ouvidos por ÉPOCA afirmaram que João Paulo esperava uma campanha movida por Lula, publicamente, em prol dos réus durante o julgamento. Ele imaginava que a popularidade de Lula pudesse acuar os ministros e pressioná-los pela absolvição. Lula, no entanto, permaneceu calado. Questionado por ÉPOCA, João Paulo nega ter mágoas e diz que Lula atuou internamente a seu favor no PT.
 

1. João Paulo recebe apoio em meio à  CPI que devassou  sua relação com  o empresário  Marcos Valério, um dos pivôs do mensalão 2. Depois de ter sido condenado e obrigado a desistir da candidatura à prefeitura de  Osasco, em 2012,  João Paulo chega para v (Foto: Lula Marques/Folhapress, Luiz Carlos  Murauskas/Folhapress e Juca Varella/Folhapress)

João Paulo nasceu em Caraguatatuba em 1958. Aos 6 anos, mudou-se com a família para um bairro periférico de Osasco. O pai trabalhava como vigia numa metalúrgica, a mãe era empregada doméstica. 

Ainda pequeno, vendeu picolé na rua, legumes na feira, engraxou sapatos e etiquetou embalagens de produtos de limpeza numa fabriqueta da patroa da mãe. Aos 14 anos, foi registrado como vendedor de uma loja de esportes. Seu primeiro contato com o universo político se deu na Igreja Católica, refúgio usado pelos jovens naquele período de repressão da ditadura militar para discutir questões políticas. 

A despeito de o objetivo inicial ser a espiritualidade, eram os temas sociais que dominavam os assuntos. “Eles tinham vontade de saber como era a questão da luta, perguntavam se eu tinha esperança de que o trabalhador seria um dia valorizado”, diz José Pedro, presidente do diretório do PT de Osasco, naquele tempo uma espécie de mentor de João Paulo na igreja e nos movimentos sociais. A partir daí, João Paulo se enveredou para a oposição sindical, até chegar à fundação do PT.

No primeiro ato de criação do partido em Osasco, em 1981, uma festa no ginásio de esportes com direito a forró, lambada, barraca de cachorro-quente e cerveja, João Paulo falou com Lula pela primeira vez. No ano seguinte, aos 24 anos, foi escolhido para representar o partido como candidato a vereador. 


“Ele era o membro do grupo com mais liderança e acabou eleito”, diz Valmir Prascidelli, vice-prefeito de Osasco, contemporâneo de João Paulo na formação do PT. A família não foi contra, mas o pai de João Paulo ficara preocupado com o envolvimento do filho na política. “A gente nunca imaginava que ele chegaria aonde chegou”, diz Maria Aparecida Cunha, irmã mais velha de João Paulo.

“Em sua última semana de liberdade garantida, João Paulo alterna sua rotina entre os cuidados com a saúde (fez uma série de exames da coluna), a divulgação de uma revista produzida para tentar provar sua inocência e a visita de familiares, amigos e até padres e pastores que vão até sua casa prestar algum tipo de conforto espiritual. Dentro do PT, sua influência vem diminuindo. Ele ainda controla cargos no diretório estadual e faz indicações para a Ceagesp, a maior central de abastecimento de alimentos do país.   

Não fosse o estouro do escândalo do mensalão em 2005, João Paulo, nome forte no PT, poderia ascender ainda mais em Brasília. Era essa sua vontade. Qual o limite? Dois caminhos se mostravam possíveis para ele após a candidatura ao Bandeirantes, caso vencesse a disputa pelo governo de São Paulo: a Vice-Presidência ou até mesmo a Presidência da República – únicos postos acima da presidência da Câmara. 


Sonhos que, hoje, parecem impossíveis. “Minha pretensão é ter paz”, diz João Paulo, diante das relíquias que lembram o tempo em que, pelo menos por alguns dias, foi presidente da República.



Brasileiros já pagaram R$ 200 bilhões em impostos em 2014


01/02/2014 04h56 - Atualizado em 01/02/2014 04h56


Marca foi atingida neste sábado (1) e registrada pelo Impostômetro.
No ano passado, valor foi alcançado 13 dias depois,

Do G1, em São Paulo

O valor pago pelos brasileiros neste ano em impostos federais, estaduais e municipais já soma R$ 200 bilhões. A marca foi registrada neste sábado (1), por volta de 4h30, segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

No ano passado, a mesma marca foi registrada 13 dias depois, em 14 de fevereiro, o que aponta para o aumento da carga tributária em 2014.

Segundo a ACSP, a tendência é de alta da carga tributária neste ano em razão da situação mais apertada das contas públicas.

"Nesta semana, recebemos a notícia de que os gastos do governo federal atingiram um recorde histórico em 2013 e que os investimentos cresceram muito pouco. Isso mostra que o problema das finanças públicas não está do lado da receita mas, sim, do lado do gasto, da despesa”, diz o presidente da associação, Rogério Amato.

O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.

O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro. Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos, e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

O Impostômetro encerrou o ano de 2013 com a marca recorde de R$ 1,7 trilhão. O IBPT estima que a carga tributária brasileira subiu para 36,42% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, ante um peso de 36,37% do PIB em 2012.

Impostos no Carnaval

A ACSP divulgou uma lista sobre a alta carga tributária nos produtos de Carnaval. Do preço da serpentina e do confete, 43,83% são de impostos. No spray de espuma são 45,94%. A máscara de plástico tem 43,93% e a máscara de lantejoulas possui 42,71%. Na cerveja em lata, o percentual de impostos é 55,60% e na cachaça, 81,87%.
veja também

Mulher cobra até R$ 1.200 por sessão profissional de 'dormir de conchinha'



31/01/2014 08h51 - Atualizado em 31/01/2014 08h51
 

Ali C fundou empresa especializada no serviço em Nova York (EUA).


Americana diz que, por mais que excitação seja 'normal', sexo é proibido.

 

Do G1, em São Paulo

Fundadora do “Cuddle U” em Nova York, nos EUA, Ali C tornou o ato de “dormir de conchinha” um verdadeiro negócio, e se considera a primeira profissional da região na arte de deitar ao lado de seus clientes e confortá-los com carinho e uma boa conversa.

Em entrevista ao jornal “New York Daily News”, a americana contou que começou seu negócio no fim do ano passado, e que pouco depois seu escritório começou a ficar cheio de clientes interessadas apenas em serem abraçadas por outra pessoa.


Ali C fundou empresa especializada em atender pesssoas que desejam dormir de conchinha (Foto: Reprodução/YouTube/New York Daily News) 

Ali C fundou empresa especializada em atender pesssoas que desejam dormir de conchinha (Foto: Reprodução/YouTube/New York Daily News)

Ali C afirmou que possui mais de 30 clientes, e que cobra a partir de R$ 144 pelas sessões, incluindo pacotes especiais de R$ 480 para ficar abraçadinho durante um filme, podendo alcançar R$ 1.200 para quem deseja dormir a noite inteira de conchinha. “É uma posição popular e confortável. Geralmente faço carinhos no cabelo, pescoço e rosto, o que os clientes acham muito confortável”, explicou Ali.


O objetivo do serviço, sublinhou a americana, é criar um ambiente com “energias amorosas, sem conotação sexual”, afirmando que seus clientes ficam “muito vulneráveis” quando são abraçados e conversam, principalmente quando passam por situações estressantes ou rompimentos amorosos.


A mulher deixa explícitas as regras em seu site oficial, destacando que conversas durante a sessão são encorajadas mas que contatos ou comportamentos sexuais são totalmente proibidos.

Governo anuncia concessão de quatro trechos de rodovias e da Ponte Rio-Niterói


  • 31/01/2014 14h30
  • Brasília
Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura
Brasília – A presidente Dilma Rousseff e o ministro dos transportes César Borges assinam convênio de concessão das Brs 060-153-262 (Antônio Cruz/Agência Brasil)

O ministro dos Transportes, César Borges, anuncia a concessão de cinco trechos de rodovias à iniciativa privada
O governo federal anunciou hoje (31) a concessão de cinco rodovias. Serão transferidos para a iniciativa privada 2.625 quilômetros (km) de rodovias e duplicados 2.282 km. O investimento estimado é R$ 17,8 bilhões. Serão leiloados trechos da BR-476, na Região Sul, e das BR-163, 364 e 153, no Centro-Oeste, além da Ponte Rio-Niterói. “Nossa intenção é a de não renovar [com a atual concessionária da ponte], porque [a concessão] foi feita com taxas e valores de pedágio muito altos”, disse o ministro dos Transportes, César Borges.

A concessão da Rio-Niterói terminará em maio de 2015. “Iniciamos o processo para concessão por meio de proposta de manifestação de interesse, para fazer [o leilão] neste ano. Vamos ligá-la à Linha Vermelha, e construir um mergulhão [na saída dela] em Niterói. Não tenho a menor dúvida de que conseguiremos modicidade tarifária”, acrescentou o ministro. Atualmente, a tarifa cobrada na ponte é R$ 4,90.

As demais rodovias serão concedidas por 30 anos, tendo como principal justificativa a necessidade de escoamento de produtos brasileiros para portos subutilizados. “Queremos estruturar os eixos da produção brasileira para chegarmos aos portos de forma desconcentrada, indo para o Norte e Nordeste [e diminuíndo o tráfego em direção aos portos das regiões Sul e Sudeste]”.

No caso da BR-163/230, concessão de 976 km, o ministro creditou aos produtores a escolha pelo Porto de Miritituba, no lugar de Santarém. “O Porto de Santarém é urbano e tem alguns problemas. Mas, nada impede que, futuramente, também direcionemos as concessões nesta direção”, disse. A concessão da BR-364/060, ligando Rondonópolis e Goiânia, terá extensão de 703,7 km; a da BR-364, 439 km; e o trecho das BR 476, 153, 282 e 480, no Sul, terá 493,3 km.

Primeira escola pública bilingue em português e espanhol é inaugurada no Rio

Geral


  • 31/01/2014 23h34
  • 01/02/2014 05h35
  • Rio de Janeiro
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
 
O Colégio Estadual Hispano-Brasileiro João Cabral de Melo Neto foi inaugurado hoje (31) no Méier, zona norte do Rio. No local, os 106 matriculados vão fazer os três anos de ensino médio em uma escola bilíngue da rede pública em que as aulas são dadas em português e espanhol. O horário é integral e vai das 7h às 17h.

“Nós queríamos resgatar aquele conceito do CIEP [Centro Integrado de Educação Pública, projeto educacional elaborado pelo antropólogo Darcy Ribeiro inaugurado no Rio de Janeiro, no governo Leonel Brizola, em 1983] de horário integral ”, explicou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.

Como as vagas são limitadas, os alunos precisaram passar por uma prova, classificada pelo secretário, como uma espécie de “vestibulinho”. Primeiro foi publicado um edital e logo foram feitas após a inscrição dos jovens. No processo seletivo, 95% das vagas são destinadas aos estudantes que já são da rede pública. 

“Não é uma cota, é uma justiça”, disse, informando ainda que no ano que vem haverá mais um grupo de 106 alunos para compor a segunda geração da escola, que teve um custo de R$ 1,6 milhão, incluindo as obras e a compra, em dezembro de 2013, do prédio que pertencia a uma escola particular.

Durante o turno da manhã, o aluno estuda com 90% do currículo em português e o restante em espanhol e, no turno da tarde, a situação se inverte. O secretário explicou que o modelo foi criado para atender à matriz curricular definida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e para que os alunos também possam participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para o conselheiro de Educação da Embaixada da Espanha no Brasil, Álvaro Laseca, o importante é que o aluno vai fazer um currículo integrado acompanhado por um assessor espanhol e, no fim, ele vai receber dois diplomas, um brasileiro e um espanhol. "A ideia é que eles tenham dois diplomas e, como o nível de espanhol vai ser muito bom, eles podem estudar em uma faculdade na Espanha", esclareceu.

O vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que representou o governador Sérgio Cabral na cerimônia, disse que não tem outra maneira do país avançar se não for por meio da educação. " A guerra não está vencida, ainda temos que fazer mais para avançar", disse.

Luiz, filho do poeta João Cabral de Melo Neto, estava presente na inauguração. Para ele, é fascinante ver uma escola deste porte com o nome do pai. “Garanto que, onde ele estiver, estará feliz por ter sido lembrado em um momento como esse e, para mim, é emocionante”, disse.

Para Christovam de Chevalier, filho da jornalista Scarlet Moon de Chevalier, morta em junho do ano passado, a cerimônia também representou uma emoção. Ele e as irmãs Gabriela e Theodora doaram para a biblioteca do colégio mil livros que faziam parte do acervo da jornalista. Com a doação, a escola prestou uma homenagem à jornalista dando nome dela à sala. “O conhecimento é para ser compartilhado. 

Não teria graça nenhuma eu ficar com uma parte dos livros e as minhas irmãs com outras”, disse, acrescentando que alguns exemplares são raros e autografados por autores como Rubem Fonseca, Nélida Piñon, Lígia Fagundes Teles. “São grandes nomes da literatura brasileira contemporânea”.

O Colégio Estadual Hispano-Brasileiro João Cabral de Melo Neto faz parte do programa Dupla Escola do governo estadual que inclui além de escolas bilíngues, colégios com especialização. Na quarta-feira (29) foi inaugurada no Ciep Governador Leonel de Moura Brizola, em Niterói, a escola que terá aulas em português e francês e ontem foi a vez do Ciep Carlos Drumond de Andrade, em Nova Iguaçu, onde as aulas serão ministradas em inglês e português.

Ainda em 2015 está prevista a inauguração de uma escola bilíngue português e mandarim. Os entendimentos com o governo chinês estão adiantados. Risolia informou que a premissa básica nessas escolas é o intercâmbio entre professores e alunos e já está rendendo frutos fora do país. “A nossa escola em parceria com o governo francês vai inaugurar [na França], em setembro, uma escola em francês e português do Brasil”, disse.

Agnelo garante efetivo policial nas ruas neste sábado mas não cumpre promessas de campanha

Após dois meses com policiais militares em "Operação Tartaruga" e uma elevação dos índices de criminalidade no início de 2014, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, interveio e garantiu, nesta sexta-feira, 31, que o efetivo militar retorna às ruas da capital federal a partir deste sábado, 1. 

Só no primeiro mês do ano, foram registrados mais de 70 homicídios em Brasília e cidades satélites - um aumento de 27% na comparação com o mesmo período de 2013, quando 53 pessoas foram assassinadas.

Em duas reuniões com a cúpula da Segurança Pública, Agnelo acertou o retorno do efetivo para as ruas hoje. O comandante-geral da PM, coronel Anderson Carlos de Castro Moura, garantiu que os policiais militares, inclusive de altas patentes, trabalharão todos os dias até que a ordem seja restabelecida nas ruas do DF. 

A PM afirma ainda que serão instaurados procedimentos disciplinares para apurar e, possivelmente, punir todos os policiais que participaram da Operação Tartaruga, que podem receber de advertência a demissão do cargo que ocupam. 

A principal reivindicação da categoria é aumento salarial.

Nesta sexta, o governador disse reconhecer o direito de se manifestar, mas sustentou a versão que o governo tem ventilado, ligando a paralisação dos policiais a uma briga política. "A vida é mais importante que a política. Por isso que a PM tem a obrigação de garantir a segurança pública do DF. Nossa PM tem comando. Não podemos admitir, em hipótese alguma, que meia dúzia de pessoas, com atitudes inclusive covardes, possam colocar em risco a segurança do nosso povo. Eles não têm direito de colocar a vida das pessoas em risco", disse Agnelo em pronunciamento à imprensa, referindo-se também a manifestações de alguns integrantes da corporação, que comemoraram o aumento nos índices de criminalidade nos últimos dias.


A motivação política alegada pelo governo local decorre da pretensão de vários membros da segurança local desejarem se lançar candidatos a algum cargo eletivo neste ano, inclusive o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, que almeja uma vaga na Câmara Legislativa do DF. Nos bastidores, contudo, fala-se em falta de "liderança" do governador e descumprimento de promessas de campanha feitas em 2010 - na campanha, Agnelo apresentou uma lista com 13 propostas para a Segurança Pública que, reclamam os militares, não foram cumpridas.

A situação no DF fez o governo federal ficar alerta. Hoje, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se colocou à disposição do GDF. "Se nos for feita solicitação de auxílio, dentro das nossas possibilidades, ela está obviamente deferida. Nós temos colaborado muito com o Estado de Goiás e com o Distrito Federal no entorno", afirmou.

A bancada do DF no Congresso Nacional também vai discutir a situação da segurança em reunião na próxima terça-feira, 4. Por iniciativa do senador Rodrigo Rollemberg (PSB), que deve concorrer ao governo do DF nas eleições deste ano, foram chamados o secretário de segurança, o comandante da PM, representantes da OAB-DF, além de especialistas da Universidade de Brasília (UnB) e associações da categoria. A OAB, inclusive, ameaçou acionar judicialmente o Governo do Distrito Federal pela situação de insegurança, mas recuou diante das medidas anunciadas por Agnelo nesta sexta.

Mesmo com o aumento dos índices de criminalidade no DF em janeiro, a Secretaria de Segurança Pública postou, na última quarta-feira, dia 29 de janeiro, uma notícia em que exalta o fato de o Distrito Federal não aparecer entre as capitais mais violentas do Brasil segundo um estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão.

 A matéria é intitulada "Enquanto capitais brasileiras chegam a registrar 79 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, o DF fechou 2013 com uma taxa de 25 mortes por grupo de 100 mil".
Fonte: Agencia Estado