domingo, 13 de julho de 2014

Ases de Copas, Alemanha e Argentina fazem tira-teima no Maracanã

A Copa do Mundo que os brasileiros tanto imaginaram chegará ao fim neste domingo. Sem a final esperada pelo público local, mas com a decisão que mais vezes se repetiu na história da competição. A partir das 16 horas (de Brasília) deste domingo, Alemanha e Argentina irão fazer um tira-teima no Maracanã para definir o verdadeiro "às de Copas" no Brasil.
Países que em português iniciam com a primeira letra do alfabeto, Alemanha e Argentina estão acostumadas a se enfrentarem em Copas do Mundo, mas fizeram campanhas distintas desta vez. Tricampeões, com o último título conquistado justamente em cima dos argentinos, em 1990, os alemães foram para o Rio de Janeiro credenciados por embaralhar a seleção anfitriã – derrotaram o Brasil por 7 a 1 nas semifinais. 


Os argentinos, que chegaram ao seu segundo troféu diante do oponente, em 1986, sofreram um pouco mais na fase anterior – bateram a Holanda nos pênaltis, após um empate sem gols com a bola rolando, e quase se tornaram cartas fora do baralho.

"É a nossa vez de ganhar a Copa do Mundo", avisou o atacante Miroslav Klose, com a experiência de quem alcançou o 16º gol em Mundiais contra o Brasil e tornou-se o maior artilheiro do torneio. Para melhorar ainda mais o carteado alemão, a equipe jogou no buraco a Argentina em seus dois últimos encontros: vitória nos pênaltis nas quartas de final de 2006 e por 4 a 0 na mesma fase em 2010.

Apesar da empolgação com a evolução da atual geração alemã, o técnico Joachim Low tentou manter a humildade às vésperas da final do Maracanã. "A Argentina mostrou rendimento excelente, foram organizados, bem compactos", observou o treinador, o mesmo que eliminou o rival no Mundial anterior. "Eles estão com uma defesa mais forte do que em 2010. 


E esse time não é só Messi. Quem acredita que é só Messi está cometendo um erro grave, porque esse time tem outros atacantes maravilhosos, como Higuaín, Di María, Aguero. É um time muito organizado. Vai ser uma final fascinante, vai ter muita briga", advertiu.

O respeito é recíproco. "Desde que a Copa começou, a Alemanha era favorita junto com o Brasil. Continua sendo assim, mas faremos o nosso jogo", disse o atacante Sergio Aguero, apesar de otimista. "Isso pode colocar pressão neles. Não chegamos até aqui por casualidade. Fizemos um grande Mundial, e final é final", completou.

Aguero se recuperou de uma lesão muscular na coxa direita, porém deverá seguir como opção para o segundo tempo. Assim como o também atacante Di María, que contundiu a mesma região e fez esforço para virar uma carta na manga do técnico Alejandro Sabella.

Na Alemanha, a principal dúvida foi Boateng. O defensor sentia dores na virilha, porém treinou na véspera, diminuindo a probabilidade de ceder lugar para Mertesacker. Hummels, que havia machucado o joelho direito, já vinha trabalhando normalmente antes de definir contra a Argentina qual dos "ases de Copas" dará as cartas no futebol mundial a partir de 13 de julho de 2014.

FICHA TÉCNICA

ALEMANHA X ARGENTINA

Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 13 de julho de 2014, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)
Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani (ambos da Itália)


ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng (Mertesacker), Hummels e Howedes; Schweinsteiger e Khedira; Muller, Kroos e Ozil; Klose
Técnico: Joachim Low


ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez e Messi; Lavezzi e Higuaín
Técnico: Alejandro Sabella


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

O que quer mesmo Boulos? - EDITORIAL O ESTADÃO





O ESTADO DE S.PAULO - 13/07


O perfil de Guilherme Boulos e a entrevista em que ele avança algumas de suas ideias, publicados pelo Estado (6/7), dão uma ideia mais precisa do que é e do que pretende o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), do qual é o coordenador nacional. Ele se transformou na vedete dos chamados movimentos sociais, depois de comandar numerosas e bem-sucedidas invasões - ou ocupações, como pretende - de terrenos na capital paulista. E o que se fica sabendo não é animador. Ao contrário, tem tudo para alimentar a inquietação que suas ações vêm suscitando.

Não são apenas os números que mostram a força que Boulos e seu movimento adquiriram. Presente em sete Estados, o MTST reúne hoje cerca de 50 mil famílias, 20 mil das quais em São Paulo. Jovem ainda, com 32 anos, Boulos - oriundo da classe média, formado em filosofia pela Universidade de São Paulo e que diz viver de seu salário de professor - já pode se vangloriar de ter dobrado à sua vontade e à de seu movimento tanto a presidente Dilma Rousseff como o governador Geraldo Alckmin, o prefeito Fernando Haddad e a maioria da Câmara Municipal de São Paulo.

Cada um em sua esfera de competência, todos estão colaborando para legalizar as invasões do MTST, dentro dos termos impostos por Boulos. Sem falar nas seguidas manifestações dos sem-teto, que - diante de uma polícia cheia de dedos, por ordem de governantes temerosos de serem acusados de repressores por cumprir seu dever de manter a ordem pública - paralisam ruas e avenidas, com reflexos no trânsito já caótico de vastas áreas da capital paulista. Manifestações que tiveram seu ponto "alto", se se pode dizer assim, com o cerco do edifício da Câmara, durante sete dias, para obrigá-la a aprovar a transformação das áreas invadidas em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) para a construção nelas de moradias populares.

Que há um sério problema habitacional no País, não apenas ninguém contesta, como todos acham que o poder público deve ajudar a resolvê-lo. Prova disso é que os governos federal, estaduais e de vários municípios, em especial das grandes cidades, mantêm programas habitacionais há muito tempo. O que o MTST quer não é dar sua colaboração. É impor sua vontade, invadindo terrenos escolhidos a dedo para conseguir a maior visibilidade possível a suas ações e para obrigar os governos a dar prioridade à construção de moradias neles. As quais devem ser distribuídas a seus militantes, furando a extensa fila de quem já está à espera de sua casa nos programas oficiais.

Segundo Boulos, isso de furar a fila é "uma falsa polêmica, porque 90% dos que ocupam (terrenos) fazem parte do 1 milhão que está na fila". Falsa e enganosa é a explicação. O fato de 90% dos ocupantes fazerem parte da fila não significa que ela está sendo respeitada - e não está. A verdade é que para Boulos a fila não vale, porque é determinada por critérios políticos. Supondo que isso seja verdade, é o caso de perguntar: e a fila elaborada pelo MTST para os terrenos invadidos, notoriamente com base no critério da militância, não é política? E os restantes 10% que ele mesmo reconhece não estarem na fila, de onde vêm?

Mas tudo isso é "uma falsa polêmica", para usar sua expressão, porque - é esse o ponto fundamental da entrevista - "o MTST não é um movimento de moradia". Vejam só como as palavras - a referência aos sem-teto - podem ser enganadoras. É o que, então? "É um projeto de acumulação de forças para mudança social." Boulos, de acordo com seu perfil traçado pelo repórter Pablo Pereira, "se diz um marxista com a missão de acumular forças políticas para a revolução socialista".

É um direito seu. Mas os que não pensam assim têm igualmente o direito de saber se a pretendida revolução socialista de Boulos inclui a rejeição das liberdades e leis "burguesas", como indica a forma como ele e seus companheiros se comportam. O jogo tem de ser claro. Se Boulos rejeita o Estado de Direito vigente, não socialista, o que quer pôr no seu lugar? Alguém acredita que a maioria dos brasileiros aceita a revolução socialista? Já que ele teve um vislumbre de sinceridade, deve ir até o fim.
 

O Brasil mostrou a sua cara - EDITORIAL O GLOBO


O GLOBO - 13/07


A Copa foi um sucesso naquilo que dependeu do futebol e do povo brasileiro, alegre, hospitaleiro, acostumado com a diversidade, fatores que cativaram os estrangeiros



Hoje chega ao fim uma jornada de sete anos, iniciada quando o Brasil venceu a disputa para sediar a Copa de 2014. Foi uma viagem cheia de percalços, com altos e baixos, e um desfecho muito ruim para o futebol brasileiro. A seleção não chegou ao hexa, e assim não pôde exorcizar 1950 no mesmo Maracanã da derrota histórica de há 64 anos. E os sete gols sofridos na semifinal com a Alemanha ficarão como dolorosa marca nos cem anos de seleção brasileira. O estádio, renovado, coloca, porém, no currículo a honra de passar a ser o segundo do mundo, ao lado do mexicano Asteca, a servir de palco por duas vezes a uma final de Copa. Adicione-se, ainda, a qualquer balanço de saldos do evento a enorme exposição que teve o Brasil nos meios de comunicação globais, ajuda incalculável na atração de viajantes. Vai caber à indústria do turismo cativá-los.

No muito que se disse sobre a catastrófica derrota da seleção no Mineirão, identificaram-se entre as raízes da humilhação imposta pelo time alemão algumas facetas observadas na comissão técnica, mas que também fazem parte da vida pública brasileira: a arrogância, a empáfia, o ufanismo, a autossuficiência. O projeto da Copa começou com alguma contaminação desses ingredientes. O então presidente Lula, lembre-se, desejava um número de cidades-sede superior às 12 do projeto final. E ficou provado que se a Copa de 2014 tivesse se limitado a menos estados, com melhores condições de infraestrutura, o custo final para o contribuinte teria ficado menor, sem que o evento perdesse o brilho que teve. Além de haver uma quantidade menor de obras, um flanco vulnerável da Copa, como se confirmou.

Animal político, Lula pode ter percebido as oportunidades que o torneio daria, em ano eleitoral, para que ele desfilasse ao lado da candidata à reeleição Dilma Rousseff em estádios novos ou reformados. Mas, antes, precisava eleger a ministra em 2010. Conseguiu. Trapaças da vida real não o deixaram dar o fecho neste plano de rara antevisão política. A inflação, a impopularidade em alta, as vaias impediram-no. E, no fim, a própria derrota da seleção, e da maneira como ocorreu, foi tremendo gol contra os planos de marquetagem político-eleitoral.

Mas a Copa foi um sucesso. Naquilo que dependeu do futebol e do povo brasileiro. Houve ótimos jogos, com alta média de gols — infelizmente, com a colaboração da defesa brasileira no jogo com a Alemanha — e, para injetar mais emoção, seleções sem maior tradição brilharam, como Costa Rica, duro adversário da forte Holanda nas quartas de final. Foi derrotada apenas nos pênaltis. A Colômbia, com folha corrida no esporte, terminou sendo difícil adversário do Brasil na disputa por uma vaga na semifinal. O Chile, com tradição, outro obstáculo à seleção brasileira, veio com a melhor seleção das últimas Copas. Perdeu nos pênaltis, mas quase eliminou o Brasil, também nas quartas, no último minuto da prorrogação. Ficou a percepção de que a emigração de atletas de todos os continentes para a Europa, o mais forte centro mundial do futebol, tende a nivelar a qualidade dos jogadores do ponto de vista do condicionamento físico, conhecimento de táticas, etc — africanos, asiáticos, de onde sejam.

O sucesso da Copa também foi devido à simpatia e hospitalidade dos brasileiros. O estrangeiro é recebido com alegria por uma cultura que gosta da diversidade — ela própria fermentada na miscigenação. As Fan Fests espalhadas pelas cidades-sede viraram caldeirões de confraternização.

Foi assim desde o começo. E os grupos minoritários radicais, donos da palavra de ordem “não vai ter Copa”, logo perceberam que o melhor seria recolher as faixas e guardar capuzes e máscaras.

A imprensa estrangeira, antes cética, passou a registrar a boa qualidade do evento. Simon Kuper, da revista do jornal inglês “Financial Times”, escreveu um artigo sob o título “Porque o Brasil já ganhou”. Veterano em Copas, Simon lembrou que antes de sair para a viagem recebeu o conselho da mulher: “Não vá ser morto”. Registrou saber das altas taxas de homicídio no país, mas saudou a segurança nas áreas em que transitavam os visitantes. “Esta é uma Copa sem medo”. Kuper gostou do que viu, de Manaus a Copacabana. Na Copa de 2002, recorda que, no Japão, todos eram bem educados. E no Brasil, mesmo o policial “afaga amigavelmente suas costas quando você passa”, se você for “um estrangeiro branco, de classe média”. Para ele, esta foi a melhor das sete Copas em que trabalhou, desde 1990. Deu certo, portanto, o plano de contingência montado pelos governos para criar seguras zonas de exclusão em estádios, adjacências e áreas de circulação de visitantes, Fan Fests, vizinhanças e bairros turísticos. Decisão correta.

Porém, a outra face de medidas como esta é que o Brasil, diante das deficiências que tem, as quais não consegue resolver — mesmo, no caso da Copa, com sete anos para equacioná-las — precisa se valer de grandes planos de emergência. Eles sempre são necessários em qualquer país do mundo, mesmo o desenvolvido, mas a diferença está na dimensão. A segurança continua precária? Exército nas ruas durante o evento. Virou registro histórico o carro de combate Urutu estacionado à frente da subida da Rocinha na Rio-92. Passado o evento, o tanque foi embora e os traficantes voltaram à rotina de violência.

Os aeroportos também foram uma surpresa positiva. O índice de atrasos chegou a 7,3%, contra 8,3%, em todo 2013, nos países da União Europeia. Também aqui, funcionou a improvisação, porque, diante de tamanha demora na passagem da administração de grandes aeroportos à iniciativa privada, por obtusidade ideológica, a saída, em vários casos, foi também o jeitinho — terminais improvisados, etc.

Já tinha sido previsto que não haveria maiores dificuldades nos estádios, apesar dos atrasos. Elas estariam fora deles. Dados do próprio Ministério do Planejamento: apenas 24 das 70 obras de mobilidade urbana financiadas com recursos federais ficaram prontas. Ou seja, só 30%. Grande parte do legado para a população ainda está pelo caminho.

Mais soluções “meia boca” para contornar o obstáculo: decretar feriado nas cidades-sede em dia de jogo. Com menos veículos e pessoas nas ruas, a falta de estrutura de transporte público condizente faz menos estragos. O Brasil mostrou a sua cara: festeiro, alegre e hospitaleiro, mas incompetente em planejamento, administração de custos — sem falar em superfaturamentos, outro esporte nacional — e em gerenciamento de obras. Resta uma tênue esperança de que alguma lição tenha sido aprendida com vistas às Olimpíadas do Rio, daqui a dois anos. Mas o tempo é curto.

Criou-se, durante um mês, uma espécie de Brasil da fantasia: segurança extrema, feriados, menos dias de trabalho. A Copa, indiscutivelmente, foi um sucesso. Mas, a partir de amanhã, volta a dura realidade do cotidiano.

Um país mais seguro - EDITORIAL ZERO HORA


ZERO HORA - 13/07


De todas as lições deixadas pela Copa do Mundo para o Brasil, talvez a principal seja a consciência de que podemos, sim, atenuar o maior fator de rejeição estrangeira ao nosso país e de incômodo para os próprios brasileiros, que é a insegurança das grandes cidades. O Plano de Segurança Pública da Copa, que custou ao governo federal pouco mais de R$ 1 bilhão com compra de equipamentos e custeio, funcionou satisfatoriamente mesmo com a movimentação extraordinária de pessoas em torno dos jogos. Os centros de comando e controle, com o sistema imageamento aéreo e plataformas de observação, instalados em nove capitais, ficam como um legado na área de segurança, assim como a integração entre a polícia federal e as polícias estaduais.

 
O Brasil encerra a Copa com a convicção de que podemos reduzir a sensação de insegurança, mesmo que nem todos os problemas tenham sido resolvidos. O saldo é tão satisfatório que os próprios brasileiros concederam a essa área algumas das melhores notas dos serviços avaliados durante a Copa, inclusive sob o ponto de vista de jornalistas e visitantes estrangeiros. O país superou as melhores expectativas, como resultado de um esforço reconhecido desde as primeiras providências. Merece reconhecimento a capacidade de articulação da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça, que pôs em funcionamento nas 12 cidades sedes o Sistema Integrado de Comando e Controle.

 
Combinaram-se, para o êxito da empreitada, os investimentos em tecnologia, em treinamento e integração das polícias, em todas as esferas. Brasileiros e turistas, além das delegações participantes, puderam experimentar o sentimento de que estavam de fato mais protegidos não só contra o crime organizado, mas contra ameaças cotidianas. As grandes cidades ficaram mais seguras, durante um mês, também pelo reforço operacional de policiais militares deslocados de comunidades interioranas, e o país foi apresentado a outra surpresa _ mesmo assim, não houve aumento de criminalidade nas regiões menos guarnecidas.

 
Não se espera que, após a Copa, se mantenha a mesma estrutura excepcionalmente montada para um evento com particularidades únicas. Mas muitas das referências de tecnologia, inteligência e pessoal devem ser aproveitadas pelo governo federal e pelos Estados. O país não pode desperdiçar o aprendizado de mais de 160 mil profissionais da segurança e da defesa civil. Aprendemos com especialistas de outros países e com as trocas entre o pessoal das polícias nacionais. O Brasil que se saiu bem com a segurança da Copa deve repetir o feito na Olimpíada de 2016. Até lá, terá de provar que as estruturas e as práticas de segurança são de fato um dos legados duradouros do Mundial.
 

Xingamentos e a estratégia do ressentimento - EDITORIAL GAZETA DO POVO - PR






GAZETA DO POVO - PR - 13/07


Insultos à presidente são inaceitáveis, e esperamos que não ocorram hoje. Mas Lula e outros petistas vêm cultivando o “nós contra eles” há muito tempo

Duas grandes perguntas envolvem a final que será disputada nesta tarde, no Maracanã – o grande templo do futebol mundial em que a seleção brasileira nem botou os pés, por arrogância da organização –, entre Alemanha e Argentina. A primeira é óbvia e interessa a todo o mundo: quem conquistará a Copa mais uma vez? A segunda diz mais respeito aos brasileiros: a presidente Dilma Rousseff, que já garantiu sua presença e deve entregar a taça ao capitão da equipe vencedora, será recebida com a mesma hostilidade que enfrentou em São Paulo, no dia da abertura da Copa?

Se a vaia até faz parte do jogo, xingamentos como o que Dilma ouviu na Arena Corinthians são inaceitáveis, indignos de uma sociedade que se pretende civilizada. Não há justificativa para esse tipo de atitude e esperamos sinceramente que o episódio não se repita hoje. Mas nem por isso deixaremos de lembrar que tal reação é fruto de um ambiente cultivado, em grande parte, por diversos membros do PT, inclusive por seu grande líder, o ex-presidente Lula, que se mostrou escandalizado com os insultos a Dilma apesar de ele ter feito o mesmo contra Itamar Franco em 1993.

A própria reação ao caso do Itaquerão mostrou como funciona o modus operandi dessas pessoas. Chefões do partido e até comentaristas esportivos alinhados com sua ideologia recorreram a clivagens de gênero, socioeconômicas e até raciais para condenar o ato. Em vez de dizer o óbvio e o certo – que o insulto é um desrespeito atroz, independentemente de quem o profere e de quem o recebe –, o discurso predominante condenava a “elite branca” que estaria no estádio e seria a responsável pelos xingamentos.

Ricos contra pobres, brancos contra negros, homens contra mulheres, em resumo, “nós contra eles” – a estratégia de fomentar o ressentimento é clássica. O próprio Lula, que mesmo na presidência não tinha exatamente o vocabulário polido que agora cobra dos demais, disse inúmeras vezes que os ricos não desejavam a prosperidade dos pobres. “As pessoas não estão perdendo nada, só não querem que os pobres cheguem igual a eles”, afirmou a militantes negros em 2007; “Eles se incomodam. Eles preferiam um avião vazio, com meia dúzia de ricos”, afirmou dias atrás, comentando os insultos a Dilma. A presidente, aliás, aprendeu bem a lição do mentor e rebateu os xingamentos com um vídeo no qual afirmava que o Brasil “é um país em que mulheres, negros, jovens e crianças, a maioria mais pobre, passaram a ter direitos que sempre foram negados. É isso que vaiam e xingam. É isso que não suportam”.

Além do vitimismo e do estímulo ao ressentimento, até a agressão física já fez parte do cardápio dos líderes petistas. “Eles têm de apanhar nas ruas e nas urnas”, gritava José Dirceu a grevistas em 2000 – o agora mensaleiro condenado se referia aos tucanos paulistas. O governador Mario Covas, dias depois, seria agredido com paus, pedras e laranjas ao tentar entrar na Secretaria de Estado da Educação, que tinha sua entrada bloqueada por professores em greve. “Covas sentou em cima de um formigueiro”, foi a reação de Lula à agressão, comprovando não só que o clima agressivo vem sendo cultivado há muito tempo, mas também que a indignação de Lula é seletiva, dependendo do alvo do ataque.

A mistura entre esporte e política não é exclusiva desta ou daquela corrente ideológica. As ditaduras argentina e brasileira se aproveitaram do futebol, e os regimes totalitários de Cuba, da Cortina de Ferro e da China sempre usaram o sucesso de seus atletas como ferramenta de propaganda do socialismo. Dilma quis embarcar na campanha do hexa, posou para fotos imitando Neymar e organizou até um chat com internautas sobre a Copa, tentando colar sua imagem a um evento que se tornou a “Copa das Copas” não por fatores políticos, mas pelo desempenho das seleções em campo e pela festa das torcidas. No bate-papo, chegou a igualar o pessimismo com a organização da Copa ao pessimismo com a economia. Claro, não é por isso, e nem pelo histórico lulopetista de fomentar a divisão, que se deve xingar a presidente da República. Mas posar de vítima inocente diante da grosseria alheia nada mais é que cinismo.

O descaramento como política - EDITORIAL O ESTADÃO


O ESTADO DE S.PAULO - 13/07


O programa de governo Dilma Rousseff 2014 é uma peça publicitária, com forte dose de ficção. Um dos tópicos, intitulado Os 12 anos que transformaram o Brasil, é constrangedor. Ali, a mentira parece adquirir status de verdade histórica.

O que primeiro choca é a incongruência entre o título do programa (Mais mudanças, mais futuro) e o conteúdo proposto. Era de esperar que, com resultados tão pífios - reconhecidos não apenas por analistas econômicos, mas, como as pesquisas têm indicado, pela população em geral, que já percebeu qual é a qualidade do atual governo -, o leitor do programa se deparasse com algo diferente do que viu nos últimos anos. Mas o que lá está é mais do mesmo, com a reedição de "programas" pontuais e desconexos, sem uma visão ampla do que o Brasil precisa. Vê-se logo que é um programa feito pró-forma, em que o País é um simples acessório.

Furtando-se de analisar os seus anos de governo - o que seria mais honesto -, sempre que pode Dilma inclui os oito anos de Lula nas suas comparações. Disso resultam afirmações que se chocam com a verdade. Por exemplo, "ao final de três mandatos, todos os indicadores do período são positivos e sempre muito melhores do que os vigentes em 2002". Haja criatividade nos números para tamanha miopia!

Em relação ao seu calcanhar de aquiles - a inflação -, não tendo o que apresentar, usa bravatas pouco convincentes. "Entendemos o poder devastador da inflação (...) e por isso jamais transigiríamos ou transigiremos com um elemento da política econômica com esse potencial desorganizador da vida das pessoas e da economia". Se de fato Dilma entendeu o poder devastador da inflação, seus anos de governo são um exercício explícito de má-fé. O que ela de fato compreendeu foi o efeito político da inflação, daí a manipulação de números e os preços e tarifas administrados.

Há passagens que são a mais deslavada mentira. "Os governos do PT assumiram a histórica tarefa de investir na infraestrutura logística brasileira. (...) O Brasil dos governos do PT e de seus aliados ficará marcado como o período da história recente com mais entregas de grandes obras de infraestrutura." Será uma piada de mau gosto? Se há um setor onde existe uma distância abissal entre o que o País necessita - e o governo prometeu - e a administração petista entregou, este é o da infraestrutura. É dessa forma que a Mãe do PAC vê os resultados pífios do seu mandato?

No programa, renova-se a "profissão de fé do PT" no seu modelo de desenvolvimento. Informa que ele está assentado em dois pilares - a solidez econômica e a amplitude das políticas sociais - e que ganhará no próximo governo um terceiro sustentáculo: a competitividade produtiva. Infelizmente, não houve, como afirma o documento, "defesa intransigente da solidez macroeconômica". É fato de domínio público. Sobre as políticas sociais, também é conhecido como o PT entende o seu maior trunfo: repasse de verba, sem acompanhamento de resultados efetivos. "Social", para o governo atual, é sinônimo de voto. Na sua lógica, se deu voto, houve transformação social. E o terceiro pilar é algo de que o PT pouco entende, como já se viu. No máximo, sabe dar incentivos pontuais, de alcance duvidoso, sem uma política de governo séria e responsável, que garanta a confiança no ambiente dos negócios.

Para aparecer bem na foto, o PT não tem escrúpulos de editar a imagem real. No programa, afirma-se que "a tarefa de combater a extrema pobreza (...) foi superada". Confundem o título de programa social, "Brasil sem Miséria", com a realidade vivida. Afronta a sensibilidade humana fazer campanha eleitoral ignorando a realidade de tantos brasileiros e brasileiras que ainda vivem em condições sub-humanas.

Não foi o PT quem inventou certa "flexibilidade" nos programas de governo. Já existia antes dele. Mas o atual governo pôs em outro patamar o nível de descaramento. Eleições merecem respeito, porque o cidadão merece respeito. Há limites até mesmo para o que se põe no papel, ainda que na ética petista tudo aquilo que o mantenha no poder seja visto como legítimo. O Brasil merece outra ética, outra política.

Site da Nike permitia camisetas personalizadas hostis às oposições, mas não a Dilma e ao PT. Empresa, até agora, não deu explicação convincente





Recebi ontem à noite este vídeo. Prestem atenção!



Imediatamente, tentei repetir a simulação que ali é feita. Já não era mais possível. Àquela altura, não tinha como ter a certeza de que se tratasse, realmente, do site da Nike, embora tudo indicasse que sim. Deixei para a hoje a confirmação. Está confirmado, como se lê em texto abaixo, publicado no Globo Online. Leiam. Volto em seguida.

A fornecedora de material esportivo da Seleção Brasileira, Nike, vetou a venda de camisas personalizadas com as palavras PT, Dilma Rousseff, Lula e mensalão. Contudo, até quinta-feira, era permitido personalizar dizeres com os nomes dos candidatos da oposição Aécio Neves e Eduardo Campos.

A restrição foi divulgada pelo usuários Twitter @CarlinhosTroll que tentou escrever “FORA DILMA” e “MENSALÃO” com o número 13 — usado pelo PT — e foi vetado pelo sistema. Contudo, era permitido comprar uma camisa personalizada com a expressão “FORA AÉCIO” e “FORA PSDB” até a quinta-feira. Qualquer frase contendo a sigla “CBF” também era barrada pelo sistema da personalização.

Após a viralização de um vídeo na internet mostrando a contradição, o nome do candidato tucano à Presidência da República e do PSDB também foram vetados. Na manhã desta sexta-feira, o GLOBO tentou personalizar uma camisa, mas o sistema não abriu a opção. 

Procurada, a fornecedora de material esportivo informou em nota que “não é filiada a nenhum partido político, não só no Brasil como no mundo todo”. Informou ainda que “o sistema do website nike.com, como descrito na própria página, não permite customizações com palavras que possam conter qualquer cunho religioso, político, racista ou mesmo palavrões”, e que “sistema é atualizado periodicamente visando cobrir o maior número de palavras possíveis que se encaixem nesta regra”.

Voltei Ok. É evidente que a Nike não é filiada a nenhum partido político, como diz a nota. Empresas não se filiam a partidos no Brasil — e, até onde sei, nas democracias mundo afora.

A resposta da empresa é amplamente insuficiente. Existe um programa por trás da ferramenta que permitia a personalização das camisetas. E ele permitia “Fora Aécio” e “Fora PSDB”, mas não “Fora Dilma” e “Fora PT”. Isso quer dizer que alguém programou para que as palavras “Fora” e “PT” não pudessem compor uma unidade, mas não viu nada demais em compatibilizar “Fora” e “PSDB”, por exemplo, o mesmo valendo para Campos.


Diz a empresa que “o sistema do website nike.com, como descrito na própria página, “não permite customizações com palavras que possam conter qualquer cunho religioso, político, racista ou mesmo palavrões”. Isso é que está escrito lá. Mas o fato é que permitia mensagens hostis à oposição, mas não ao governismo. Quando há uma flagrante contradição entre o princípio anunciado e a prática, alguma explicação tem de ser dada, não?


A questão é, aparentemente, irrelevante. Só aparentemente. Faz parte do processo de construção da hegemonia partidária, que busca a uniformização da opinião e a ditadura do partido único, a naturalização da discriminação de quem pensa diferente do partido que se pretende majoritário. No site da Nike, alguém achou que era natural e conforme os princípios vetar as palavras “Fora Dilma”, mas que não havia impedimento nenhum no “Fora Aécio”.


A resposta da Nike me lembra a que recebi, certa feita, de uma empresa de alimentos. Sou alérgico a gergelim — alergia do tipo que mata mesmo! Consumi um pão de forma certa feita e fui parar no hospital. Nos ingredientes, não constava a existência do dito-cujo. Não havia nem mesmo aquele “este produto pode conter resquícios de…”.


 Nada!  A empresa insistia em me dar a seguinte resposta: “Nossos produtos são feitos seguindo as mais rigorosas normas de etc. etc. etc”. Ah, disso, eu já sabia. Eu queria saber a razão da minha crise. Acabaram admitindo que, no processo industrial, o gergelim acabou se imiscuindo no pão que eu consumira. Vale dizer: era mentira que os produtos fossem feitos “segundo as mais rigorosas regras etc. etc. etc.”. Quando menos, as regras não eram rigorosas o bastante para impedir alguém de consumir involuntariamente algo que poderia matá-lo.

A Nike continua a dever uma explicação. Quando menos, está convidada a demonstrar o que há de errado no raciocínio que vai aqui. 

Por Reinaldo Azevedo

Imprensa estrangeira detona 'futebol ultrapassado' do Brasil


Para o jornal italiano Corriere dello Sport, seleção é "um amontoado de jogadores com fama, não um time"

Torcedora chora durante o jogo entre Brasil e Holanda no Mané Garrincha, em Brasília
Torcedora chora durante o jogo entre Brasil e Holanda no Mané Garrincha, em Brasília 


Após a segunda derrota consecutiva sofrida pelo Brasil, a imprensa internacional apontou problemas estruturais e de identidade no futebol brasileiro. 

Para o espanhol El País, torcedores e jogadores foram vítimas das artimanhas do "populista" Felipão. Segundo o jornalista Ramon Besa, a seleção pentacampeã mostra um futebol "fora de moda", em que até os zagueiros Thiago Silva e David Luiz pioram a cada dia. "O futebol do Brasil precisa ser repensado depois da ridícula família Scolari", afirmou.


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O italiano Corriere dello Sport viu na seleção "um amontoado de jogadores com fama, não um time". Na opinião do jornalista Alberto Polverosi, o time de Felipão não foi o pior time, mas a única "não equipe" da competição. Isso porque até times eliminados bem antes, como Uruguai e Grécia, tinham uma identidade.


Os holandeses Kuyt e Robben exibem a medalha de bronze após vencerem o Brasil no Mané Garrincha, em Brasília
Os holandeses Kuyt e Robben exibem a medalha de bronze após vencerem o Brasil no Mané Garrincha, em Brasília - 


Na marcação, afirma Poverosi, todos os jogadores pareciam prestar atenção à bola, em vez de cuidar dos rivais. No ataque, o desempenho "parece hondurenho (ou mesmo italiano), mas certamente não brasileiro". O jornal ainda questiona o que sobra do Brasil, fora Neymar.


Para o argentino Clarín, o Brasil terminou seu Mundial com outro pesadelo. O New York Times afirmou que qualquer esperança de a seleção brasileira salvar sua própria festa "se evaporou aos 2 minutos" do jogo com a Holanda. 


Para o espanhol Marca, este Mundial nunca acabará para o anfitrião. Será a Copa em que "o país não respeitou sua grandiosa história. O pesadelo será para toda a vida".

Partida contra a Holanda revela que Felipão perdeu o controle da equipe; jogadores da reserva tomam o lugar do técnico e instruem companheiros. Vexame chega ao fim com a defesa mais vazada da história da Seleção; Felipão insiste em ficar!!!



Júlio César pula mas não defende o pênalti chutavo pelo holandês Van Persie, no Mané Garrincha em Brasília - Ivan Pacheco/VEJA.com
Júlio César pula mas, não defende o pênalti cobrado pelo holandês Van Persie, no Mané Garrincha, em Brasília 


Como resta claro, não foi o acaso que levou a Seleção Brasileira a perder para a Alemã por 7 a 1. Também não foi um apagão, como se se tentou vender. Só pode apagar o que aceso está. E, de fato, nunca chegamos a ter uma equipe. 


O vexame teve continuidade hoje, na derrota para a Holanda por três a zero. Dez gols tomados em dois jogos! É a pior defesa das 20 jornadas de que o país participou.

Como se vê, até o sósia de Felipão, que trabalha no Zorro Total, estava certo, não é? Havia também um problema na… defesa! O conjunto da obra é patético. Num momento de paralisação do jogo para atendimento a um jogador da Holanda, todo o banco de reservas do Brasil se levantou para dar “instruções técnicas” a jogadores, inclusive Neymar, que assistia à partida. Felipão ficou sentado, apalermado, demonstrando que já não tinha, se é que chegou a ter, o comando da equipe.
No dia 23 de junho, depois da vitória contra Camarões, escrevi aqui:


Brasil conrra Camarões


Nesse texto, aliás, eu contestava a besteira que parte da crônica esportiva começou a dizer, repetindo Felipão, segundo a qual seria preferível o time brasileiro enfrentar a Holanda nas Oitavas de Final a enfrentar o Chile. O jogo deste sábado disse tudo.

Na primeira vez em que a Holanda conseguiu passar para o campo de ataque, com 1min30s, Thiago Silva fez falta e derrubou Robben. Foi fora da área, mas o juiz marcou o pênalti. Roubou para a Holanda? Bem, depende, né? O zagueiro brasileiro deveria ter sido expulso e não foi. Com menos de dois minutos decorridos, convenham: o primeiro gol holandês acabou sendo um preço barato. “Ah, no segundo gol, havia impedimento…” A ruindade do juiz não foi responsável pelo resultado melancólico. Aos 26 minutos do primeiro tempo, a equipe brasileira havia feito uma única finalização.


Os vexames foram se acumulando. Oscar levou um cartão amarelo por simular pênalti. E simulou mesmo! Enquanto os jogadores brasileiros insistirem nessa palhaçada — e isso também é resultado de um treinamento ruim —, não vamos muito longe. Insisto, ademais, num outro aspecto: o jogo da Seleção Brasileira, além de feio, não é dos mais leais. Não fiz a contabilidade, mas Fernandinho deve ser o jogador com mais faltas desse torneio. Mesmo Hernanes entrou pilhado. No primeiro lance de que participou, fez uma falta meio grotesca. No segundo, outra.

Nunca existiu um time. A contusão de Neymar revelou isso de forma cabal. Não acho que o Brasil tivesse ido adiante com ele em campo, mas o vexame talvez fosse menor porque levaria mais intranquilidade aos adversários, e sempre haveria a possibilidade de, num lance fortuito, fazer brilhar seu talento. Pode, no entanto, uma seleção depender de um único jogador?

A torcida resistiu o quanto pôde. Num dado momento, houve até uma disputa entre uma parcela que gritava “olé” quando a Holanda trocava passes, e outra que insistia em aplaudir a equipe. Ao fim, não teve jeito: o estádio, em uníssono, vaiou a Seleção.

Tchau, Felipão! Felipão não se dá por vencido. Mesmo tendo demonstrado neste sábado que não tem controle da equipe — afinal, os jogadores da reserva é que davam instruções a quem estava em campo —, não pediu demissão. Limitou-se a “entregar o cargo” à direção da CBF para que ela tome a decisão. Ora, isso é o mesmo que nada. O cargo sempre pertenceu à confederação, não é? A CBF não precisa da autorização de Felipão para demiti-lo.

O que o treinador quer dizer com esse gesto? Que pretende continuar; que continua cheio de ideias. Quais? Ora, ninguém diverge muito, com uma outra exceção, sobre o time que deve ser escalado. É mais ou menos esse que está aí, não é? Eu gostaria de ver esse mesmo grupo treinado por Pep Gardiola ou por Mourinho. Mas não verei. Parece que vem Tite por aí, que me parecia o nome óbvio em 2012, quando a CBF decidiu escolher Felpão, o homem que havia sido demitido do Chelsea e que havia ajudado a enterrar o Palmeiras… Que seja Tite, então! Ao menos há a possibilidade de a Seleção organizar a defesa… Pode não levar a Copa, mas também não leva uma surra.

Por Reinaldo Azevedo

Presidente egípcio alerta sobre risco de escalada militar na Faixa de Gaza


"O presidente advertiu sobre os riscos de uma escalada militar e as vítimas que provocaria entre os civis inocentes", disse o porta-voz de Al Sissi.



France Presse

Publicação: 12/07/2014 11:44 
 

Cairo - O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi alertou para o risco de uma escalada militar no conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, declarou seu porta-voz, ao informar sobre uma reunião com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. "O presidente advertiu sobre os riscos de uma escalada militar e as vítimas que provocaria entre os civis inocentes", disse o porta-voz de Al Sissi.


Tony Blair é o emissário do Quarteto do Oriente Médio, integrado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU.