segunda-feira, 14 de julho de 2014

Estadios vão virar "elefantes brancos"?





Copas anteriores dão pistas sobre possível legado do evento no Brasil

Japão, Coreia do Sul, Alemanha e África do Sul ainda têm efeitos da Copa.


Veja como os eventos afetaram estádios, transporte, cultura e economia.



Do G1, em São Paulo


Estádio de Yokohama na final da Copa de 2002: arenas construídas no Japão geram prejuízo até hoje (Foto: Toru Yamanaka/AFP)Estádio de Yokohama na final da Copa de 2002: arenas construídas no Japão dão prejuízo até hoje



Com o fim da Copa do Mundo de 2014, finalmente os brasileiros podem se debruçar sobre as heranças e consequências do mega-evento. Qual será o legado do Mundial no Brasil? As experiências de países que sediaram o campeonato em edições anteriores dão pistas do que um país pode ganhar ou perder ao receber o torneio. Veja o que aconteceu em quatro países que sediaram as últimas três Copas da Fifa antes do Brasil:

1) Os estádios viram 'elefantes brancos'?
Assim como no caso dos estádios de Cuiabá, Manaus e Brasília, os países que sediaram as três últimas Copas também construíram ou reformaram arenas em cidades sem times de primeiro escalão. Em 2002, a Copa foi jogada em um recorde de 20 estádios, dez no Japão e dez na Coreia do Sul – a maioria construídos do zero.

 
Segundo Noboru Nakashima, correspondente-chefe no Brasil da rede de televisão japonesa NHK, os estádios foram a parte mais negativa da Copa e continuam dando prejuízo ao Japão. "Até hoje o governo local gasta dinheiro para manter os estádios, contratar pessoas para cuidar da estrutura e do gramado", explicou. Como os times locais não têm dinheiro para manter um estádio próprio, os que foram construídos para o Mundial até hoje são administrados pelo poder público. O uso deles é esporádico, e a maioria das partidas leva apenas alguns milhares de torcedores, afirma Nakashima.

Na África do Sul, o esporte principal é o rúgbi e, por isso, o país já era bem servido de estádios voltados para este esporte antes de começarem a construir as arenas para a Copa do Mundo. A África do Sul construiu ou reformou dez estádios para receber o Mundial de 2010. Um dos mais bonitos, e também mais caros (US$ 600 milhões, segundo o governo municipal, ou mais de R$ 1,2 bilhão), é o da Cidade do Cabo. 



Erguido em uma área nobre, em Green Point, um parque foi instalado ao redor da arena, que tem capacidade para abrigar mais de 64 mil pessoas, mas não é usada constantemente para partidas de futebol.


O local virou um dos cartões-postais da cidade sul-africana, já que oferece visitações de terça a sábado, três vezes ao dia, e abriga grandes shows internacionais. Poucas partidas de futebol aconteceram no local depois que a Copa do Mundo terminou. O estádio representa, na opinião de muitos sul-africanos, o símbolo do prejuízo da Copa do Mundo ao país.

Outras arenas esportivas, como a de Durban e a de Nelspruit, quase não são utilizadas e viraram elefantes-brancos.



O Bayern de Munique, clube alemão, em foto de 2007 no Allianz Arena: estádio construído para Copa de 2006 é o mais utilizado (Foto: Oliver Lang/DDP/AFP)Time alemão Bayern de Munique, em foto de
2007 no Allianz Arena: estádio construído para Copa de 2006 é o mais utilizado, diz estudo




Já a Alemanha só construiu um estádio e reformou outros onze antes da Copa de 2006. No total, foram gastos US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões). Mas o país tem um caso de sucesso que poderia inspirar Cuiabá, Brasília e Manaus: o de Leipzig.


Única cidade da antiga Alemanha Oriental a sediar jogos da Copa, Leipzig ganhou um estádio totalmente remodelado que, depois do mundial de futebol, passou três anos totalmente vazio. Porém, uma empresa multinacional decidiu investir na criação de um time de futebol local, o RB Leipzig, que hoje já está na segunda divisão da Bundesliga (a liga alemã) e chega a atrair até 30 mil torcedores por partida.

Os alemães também encontraram uma forma de manter os preços dos ingressos baixos nas arenas reformadas e caras: uma área VIP dentro do estádio é financiada por torcedores corporativos a preços salgados e, assim, é possível vender os ingressos para as arquibancadas por valores mais baixos, garantindo o acesso de mais torcedores.



A Allianz Arena, em Munique, o único estádio construído do zero, possuía, em 2012, o melhor índice de ocupação de assentos em um estudo feito com 75 estádios de 20 países, segundo artigo publicado pelo Observatório das Metrópoles, dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT).


2) Que projetos de mobilidade ficaram prontos antes do evento?
A Alemanha também precisou investir pouco em grandes obras de infraestrutura de mobilidade para sediar o Mundial, já que sua malha ferroviária e aérea já era abrangente. Mas o país conseguiu apresentar melhorias das quais a população desfruta até hoje, oito anos depois. Uma delas foi o trem de alta velocidade que liga Berlim e Leipzig.



A cidade de Leipzig ganhou um trem de alta velocidade três semanas antes do início da Copa de 2006 na Alemanha (Foto: Jan Woitas/DPA Picture-Alliance/AFP)A cidade alemã de Leipzig ganhou um trem de alta velocidade 3 semanas antes do início da Copa na Alemanha.



Segundo reportagem da BBC Brasil de maio de 2014, o trecho foi inaugurado três semanas antes da Copa de 2006. Mas, hoje, ele tornou possível que pessoas morem em uma cidade e trabalhem em outra.

No Japão, a situação do transporte público era semelhante à da Alemanha e, por isso, os governos do país e das cidades-sede não precisaram gastar muito dinheiro para construir grandes obras de mobilidade urbana.

Na África do Sul, Joanesburgo e Cidade do Cabo ganharam corredores expressos de ônibus (BRT), que ligam vários locais importantes da cidade, como as sedes do governo e aeroportos. A capital econômica da África do Sul (Joanesburgo) também recebeu um trem de alta velocidade, mas que favoreceu os moradores mais ricos da cidade.



Na Cidade do Cabo, grande parte da população que mora em favelas distantes da região central não é atendida pelo BRT e precisa pegar vans superlotadas para chegar em casa. A estação ferroviária da cidade foi reformada, mas os trens continuaram sucateados, com portas quebradas e pichações.


Os aeroportos sul-africanos, como o da Cidade do Cabo e de Joanesburgo, foram reformados para receber grande quantidade de turistas. A empresa responsável pelas obras é a mesma que realizou a ampliação do aeroporto de Guarulhos, a Airports Company South Africa (ACSA), em parceria com a Invepar.

3) A economia se beneficiou com a Copa?
Segundo a Forbes, o grande boom no turismo antecipado pelo país africano em 2010 não se concretizou: a África do Sul recebeu 309 mil torcedores estrangeiros, abaixo dos 450 mil esperados. Desde 2010, o custo e o benefício do mundial ainda é debatido.



Segurança, uma das grandes preocupações da Copa na África, foi reforçada apenas durante o evento (Foto: Gianluigi Guercia/AFP)Segurança, uma das grandes preocupações da
Copa na África, foi reforçada só durante o evento,dizem moradores 


De acordo com dados da firma de auditoria Grant Thornton, a África do Sul gastou um total de US$ 7,3 bilhões (mais de R$ 16 bilhões) para organizar o evento, o equivalente a 6% do orçamento anual do governo. Após o fim da Copa, estimava-se que a economia do país em 2010 teria um aumento de 0,4% – menos em decorrência do evento em si, e mais por causa das melhorias na infra-estrutura das cidades-sede.


Na Alemanha, o mundial teve tanto sucesso que a atração de visitantes continuou mesmo anos depois. Segundo a rede de televisão americana CNN, em 2010, quatro anos depois da Copa no país, cidades como Colônia ainda tinham índices de turistas até 10% mais altos do que antes do evento esportivo.


Mas a consultoria DIW, citada pela CNN na reportagem, calculou que, financeiramente, o efeito da Copa do Mundo na Alemanha foi mínimo na época do torneio. A estimativa é de que os turistas tenham gasto US$ 650 milhões (mais de R$ 1,3 bilhão) no país no mês em que aconteceram as partidas, um valor considerado pequeno para a economia alemã. A renda adicional com a venda de comida, bebida e produtos alusivos à Copa somou outros R$ 5 bilhões.


No Japão, apesar de os enormes gastos com estádios que continuam pesando nos cofres públicos, a Copa do Mundo teve efeitos benéficos que também duram até hoje, de acordo com o correspondente da NHK no Brasil. Nakashima afirma que os preços das passagens aéreas até o Japão ficaram mais acessíveis e o país começou a se abrir mais para outras culturas.


4) Os países tiveram alguma mudança cultural?
Ao receber um enorme número de turistas para a Copa de 2002, os japoneses tiveram um acesso inédito a diferentes culturas internacionais, explica Nakashima. "As pessoas locais conheceram muita gente nova, de países africanos, de países sul-americanos. Foi muito bom para as pessoas locais conhecerem pessoas internacionais", disse ele.

Além de fazer com que o Japão se abrisse mais culturalmente e se adaptasse ao mundo global, o jornalista japonês diz ainda que o país fortaleceu sua cultura do futebol. "Foi muito bom para o Japão mostrar que podemos promover a cultura do futebol, que as pessoas saibam que podemos sediar a Copa do Mundo, conhecer times internacionais."



O Japão se classificou para todas as Copas desde 2002 e chegou a se candidatar para sediar sozinho a Copa de 2022, mas não foi escolhido.
Coreia do Sul: desde 2002, um país cada vez mais apaixonado por futebol (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)Coreia do Sul: desde 2002, um país cada vez mais fã de futebol 

O mesmo aconteceu na Coreia do Sul, co-anfitriã da Copa de 2002 com o Japão, e que agora pretende sediar um novo mundial como protagonista. O êxito da seleção coreana, que conseguiu ficar em quarto lugar no torneio, mobilizou a população do páis, que agora torce avidamente pela equipe em qualquer competição. Assim como o Japão, a Coreia do Sul esteve presente nas três Copas desde a de 2002.


Na Alemanha, a Copa de 2006 também teve um efeito cultural, mas de outra ordem. O evento foi o primeiro que conseguiu reunir alemães de todas as partes do país em torno do sentimento de patriotismo e de torcida pela Alemanha unificada.


O sentimento de união foi fortalecido pelas Fan Fests, promovidas em algumas cidades para que a população acompanhasse as partidas por um telão. Foi a partir deste ano que a Fifa decidiu expandir as Fan Fests para todas as cidades-sede do país anfitrião, diz a CNN.


Já a África do Sul viu poucos ganhos efetivos na questão futebolística: depois de se tornar a primeira anfitriã a ser eliminada da Copa ainda na fase de grupos, o país não conseguiu se classificar para a Copa de 2014. Moradores locais também reclamaram do fato de o policiamento ostensivo visto nas cidades-sede durante a Copa ter desaparecido logo após o fim do evento – a segurança, assim como no Brasil, foi uma das principais preocupações dos visitantes em 2010.


Em uma reportagem que analisou o mundial pouco depois do seu fim, a revista britânica "The Economist" afirmou que o maior ganho para o país foi percebido na auto-estima da população: tanto entre os brancos quanto entre os negros, o sentimento foi de orgulho pelo evento organizado.


Embora localizado, um dos legados que ainda perdura na África do Sul é a escola de futebol da Fundação Johan Cruyff, inaugurada durante a Copa de 2010 e que hoje ainda é frequentada por jovens do bairro de Hillbrow, em Joanesburgo. Dois anos depois, o local foi visitado pelo jornal "The Voice of America". 

À publicação, o treinador John Sibeko afirmou que o local tem sido bem utilizado pelos jovens e que é possível notar uma melhora na concentração e na disciplina dos garotos.


Escola de futebol da Fundação Johan Cruyff em bairro pobre de Joanesburgo é um dos projetos sociais de sucesso na África do Sul (Foto: Thomas Coex/AFP)Escola de futebol da Fundação Johan Cruyff em bairro pobre de Joanesburgo é um dos projetos sociais de sucesso na África do Sul


O que deu certo e o que deu errado na Copa do Mundo 2014 no Brasil


14/07/2014 05h39 - Atualizado em 14/07/2014 05h39


Hospitalidade, festa e gols alegraram Mundial de brasileiros e estrangeiros.
Protestos e atrasos foram menores, mas houve trânsito, mortos e feridos.

 Do G1, em São Paulo

O Brasil voltou a receber uma Copa do Mundo após 64 anos e, apesar do pessimismo inicial - simbolizado pela frase "imagina na Copa", que virou bordão e piada nas redes sociais -, o Mundial acabou neste domingo (13) sob elogios de estrangeiros e dos brasileiros. 

Nem todos os preparativos foram finalizados, muitas obras ficaram inacabadas, houve brigas, alagamentos em cidades-sede, invasão de estádio, mas, diante da expectativa inicial e com uma disputa de alto nível entre as seleções e muita festa dentro e fora dos estádios, o evento termina melhor do que se imaginou.

Veja a seguir o que deu certo e o que deu errado neste Mundial:

O QUE DEU CERTO

Hospitalidade
A recepção foi tão boa que os gringos querem voltar. Os estrangeiros elogiaram a atenção, a simpatia e, principalmente, a alegria dos brasileiros em ajudar e ser prestativos. Leia mais
Acomodação
Não faltaram leitos nos hotéis, as caravanas de torcedores conseguiram acomodar seus carros e traillers e até as areias de Copacabana viraram abrigo para os sacos de dormir, sempre com bom humor. Leia mais
Alemães acompanharão a partida no Acampamento Farroupilha (Foto: Guilherme Pontes/G1)Alemães assistiram partida contra o Brasil no Acampamento Farroupilha no RS 
 
Comida
Farofa, pão-de-queijo, churrasco e outras comidas típicas fizeram sucesso dentro e fora dos estádios. Estrangeiros invadiram nossos restaurantes e bares e entenderam por que os brasileiros comem tanto. Leia mais
O norte-americano Craig Farlei aprovou o tacacá amazonense no 11º Fifa Fan Fest (Foto: Natacha Portal/ G1)O norte-americano Craig Farlei aprovou o tacacá amazonense no 11º Fifa Fan Fest 
 
 
Transporte
Apesar do trânsito para ir aos jogos em algumas cidades-sede, esquemas especiais montados pelas prefeituras conseguiram amenizar os congestionamentos, como em São Paulo. Leia mais
Avenida Bernardo Vieira tem trecho fechado para o trânsito no entorno da Arena (Foto: Fernanda Zauli/G1)Trecho fechado para o trânsito no entorno da Arena Corinthians 
 
Protestos
Os protestos que antecederam a Copa e nos primeiros meses do ano eram embalados pelo grito "não vai ter Copa" diminuíram com o início do Mundial. Em junho, o número de protestos em São Paulo, foi 61% menor do que em maio. Leia mais
Protesto contra a Copa na Avenida Paulista/GNews (Foto: Reprodução GloboNews)Protesto contra a Copa na Avenida Paulista no dia 24 de junho 
 
Greves
Paralisações às vésperas da Copa, como a dos metroviários em SP e a da PM na Bahia, não se repetiram durante o Mundial. Leia mais
Estudantes da Unesp protestam no Centro de São Paulo (Foto: Amanda Previdelli/G1)Estudantes da Unesp protestaram no Centro de SP no 1º de julho de forma pacífica
 
Gols
Um dos pontos positivos saiu dos pés dos jogadores em uma Copa que vai ficar marcada por uma média impressionante de gols nas partidas. A torcida se animou a cada bola na rede. Leia mais
Aeroportos
Teve turista que desceu no país errado. Teve torcedor que assistiu jogo do aeroporto.Os atrasos de voos ocorreram, mas dentro da normalidade, e não prejudicaram a festa. Leia mais
Trabalhando durante o jogo no aeroporto do Recife (PE), a garçonete Carol Gomes mantinha um olho na seleção e outro nos clientes (Foto: Katherine Coutinho/G1)Trabalhando durante o jogo no aeroporto do Recife (PE), a garçonete Carol Gomes mantinha um olho na seleção e outro nos clientes 
 
 
Fan fest
A boa organização, os telões e atrações da Fifa Fan Fest fizeram a alegria dos torcedores, que lotaram as festas para assistir aos jogos durante o Mundial. Todo mundo se divertiu. Leia mais
Multidão comparece à Fan Fest para o jogo do Brasil (Foto: Rafaella Fraga/G1)Multidão comparece à Fifa Fan Fest em Porto Alegre para o jogo do Brasil
 
Crianças
Os pequenos torcedores provaram que sabem se vestir, torcer e chorar pelo amor ao esporte. Leia mais
Turismo
A Copa do Mundo também trouxe dividendos. Apenas em São Paulo, a estimativa é que o Mundial tenha movimentado R$ 1 bilhão. O Ministério do Turismo ainda deve divulgar um balanço nacional. Leia mais
Estimulados pela Copa do Mundo no Brasil, 1.253 japoneses visitaram as Cataratas do Iguaçu entre os dias 1º e 17 de junho (Foto: Cataratas do Iguaçu S.A. / Divulgação)Estimulados pela Copa do Mundo no Brasil, 1.253 japoneses visitaram as Cataratas do Iguaçu entre os dias 1º e 17 de junho 
 
 
Segurança
Houve protestos na abertura da Copa, um atirador de elite chegou a pedir permissão para abater um suspeito -que era um membro do esquadrão do Gate- na Arena Corinthians. Mas não houve grandes incidentes. A Polícia Federal impediu 267 estrangeiros de entrar no país. Leia mais
Imagem feita por atirador foi enviada a  superiores; foto consta em relatório sobre o caso (Foto: Divulgação)Imagem feita por atirador foi enviada a superiores; foto consta em relatório sobre o caso
 
O QUE DEU ERRADO

Trânsito
Torcedores enfrentaram filas em São Paulo, Salvador e Manaus nos primeiros jogos da Copa. Os congestionamentos fizeram com que muitos tivessem que assistir aos jogos do carro. Leia mais
Trânsito antes e depois do jogo Brasil x México: Av. Pauista, Av. Sumaré, 23 de Maio e Marginal Tietê. (Foto: Estadão Conteúdo)Trânsito antes e depois do jogo Brasil x México: Av. Paulista, Av. Sumaré, 23 de Maio e Marginal Tietê. 
 
 
O bairro boêmio virou 'point' durante a Copa em SP. A festa começou bem, mas a grande quantidade de pessoas travou ruas, que viraram uma micareta fora de época, com direito a brigas, feridos, xixi pelas calçadas e tráfico de drogas. Leia mais
Alagamentos
 
 
Natal, Recife e Porto Alegre enfrentaram alagamentos e deslizamentos após chuvas intensas. A pior situação ocorreu na capital do Rio Grande do Norte. Leia mais
Chuva abre cratera em rua de Natal (Foto: Heloísa Guimarães/Inter TV Cabugi)Chuva abre cratera em rua de Natal 
 
 
Filas
No primeiro jogo da Copa em Brasília, parte do público não entrou a tempo da partida no Mané Garrincha. Também houve reclamações sobre filas para comprar lanches e cerveja em diversos estádios. Leia mais
Torcedores em fila antes de entrar no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para jogo entre França e Nigéria, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Foto: Natalia Godoy/G1)Torcedores em fila antes de entrar no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para jogo entre França e Nigéria, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 
 
Cambistas
Centenas de cambistas foram detidos nos estádios, e uma máfia de venda ilegal de ingressos, que teria atuado em quatro Copas, foi desbaratada em operação da Polícia Civil do Rio. Leia mais
Brigas
Tumultos e briga entre torcedores foram registrados pelo país, principalmente após a derrota do Brasil para a Alemanha na semifinal. Pelo menos 197 torcedores foram detidos. Leia mais
Protestos
 
Mesmo em pouco número, as manifestações e a truculência da polícia viraram notícia durante a Copa. Duas jornalistas da CNN se feriram após serem atingidas por estilhações de bomba de efeito moral no dia da abertura. Leia mais
CNN destaca jornalistas feridas durante protesto em São Paulo (Foto: Reprodução) 
 
CNN destaca jornalistas feridas durante protesto em São Paulo 
 
 
Mortes
Um jornalista argentino morreu em um táxi atingido por uma viatura em perseguição policial em São Paulo, e uma jornalista também argentina foi vítima fatal de um acidente em Minas. Em Belo Horizonte, duas pessoas morreram após a queda de um viaduto que fazia parte das obras de mobilidade para a Coopa. Leia mais
Invasão
Chilenos sem ingresso invadiram área restrita do Maracanã, derrubaram divisórias, televisões e armários. Governo federal e Comitê Organizador local admitiram a falha. Leia mais
Seleção
O Brasil começou bem, mas acabou tomando a maior goleada de todos os tempos da Alemanha, 7x1. A derrota virou piada na internet, mas também houve tumultos, brigas e ônibus foram incendiados pelo país depois da partida. Leia mais
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Incêndio em garagem de ônibus na zona sul de São Paulo destruiu, no início da noite desta terça-feira, pelo menos 20 veículos  (Foto: Daniel Teixeira/ Estadão Conteúdo)Incêndio em garagem de ônibus na zona sul de São Paulo destruiu, no início da noite de terça-feira (8), pelo menos 20 veículos
 

Buenos Aires tem depredação, saques e violência após jogo


  14/07/2014 00h58


Tumultos ocorreram na região central em meio a festa da torcida.


Polícia usou bombas de gás e canhões de água para conter torcedores.



Do G1, em São Paulo


Buenos Aires registra tumultos após final da Copa. (Foto: Daniel Garcia/ AFP)Buenos Aires registra tumultos após final da Copa.
A cidade de Buenos Aires registrou uma série de depredações, saques e episódios de violência, em meio ao clima de festa que tomou conta das ruas após a final da Copa do Mundo neste domingo (13), informaram veículos de comunicação argentinos.

Apesar da derrota da seleção por 1 a 0 para a Alemanha, milhares saíram às ruas para dar apoio à equipe que chegou a uma final de Mundial após 24 anos.



No entanto, foram registrados tumultos no centro da cidade e a polícia foi chamada para conter os distúrbios. Um grupo de torcedores violentos, conhecidos como 'barra-bravas' na Argentina, provocou incidentes nos arredores do Obelisco.


As tropas usaram bombas de gás e canhões de água para dispersar os torcedores. Oito policiais ficaram feridos e 40 pessoas foram detidas nos incidentes que fizeram da famosa Avenida 9 de Julho o centro de uma verdadeira batalha campal, indicou a imprensa argentina.

Um grupo de pessoas depredou ao menos dois carros de emissoras de televisão, informou o jornal Clarín. Já a TN relatou saques e assaltos na Rua Florida, na região central.



Dezenas de vândalos desafiaram a polícia, arremessando tudo o que encontravam pela frente, enquanto os agentes respondiam com balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos d'água.


A grande maioria das pessoas que se reuniram neste centro emblemático das celebrações argentinas se dispersou após o início da confusão. Muitos até se diziam orgulhosos com a seleção de Alejandro Sabella.


Famílias com crianças tiveram que se refugiar em restaurantes ou entrar nos halls dos hotéis da área para se proteger do efeito do gás lacrimogêneo.
Torcedores entram em confronto com a polícia em Buenos Aires (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)Torcedores entram em confronto com a polícia em Buenos Aires
Policial monitora detidos por saques no Centro de Buenos Aires após final da Copa. (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)Policial monitora detidos por saques no Centro de Buenos Aires.
Torcedor é preso pela polícia durante tumultos registrados após jogo em Buenos Aires. (Foto: Andres Stapff/Reuters)Torcedor é preso pela polícia durante tumultos em Buenos Aires.

A CBF aceitou o pedido de Felipão e confirmou a demissão de Luiz Felipe Scolari, Carlos Alberto Parreira e de toda a comissão técnica que trabalhou na Copa do Mundo.

- Atualizado em

Após vexame na reta final da Copa, Felipão não é mais técnico da Seleção

Pressionado pelas goleadas sofridas contra Alemanha e Holanda, treinador deixa o comando do Brasil após um ano e meio no cargo e o quarto lugar no Mundial do país

Por Rio de Janeiro

Luiz Felipe Scolari não é mais técnico da seleção brasileira. A derrota vexatória para a Alemanha, por 7 a 1, nas semifinais da Copa do Mundo, e o outro revés em seguida, na disputa pelo terceiro lugar, por 3 a 0, para a Holanda, decretaram a queda do comandante. Felipão assumiu no final de 2012, meses antes da Copa das Confederações, em 2013, onde o Brasil conquistou o título em cima da Espanha, vencendo por 3 a 0 no Maracanã. Foram 29 jogos no comando da Seleção, com 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas. Na Copa do Mundo deste ano, foram sete jogos, com duas derrotas, três vitórias e dois empates.
Luiz Felipe Scolari Felipão jogo Brasil x Colômbia (Foto: Getty Images) 
Luiz Felipe Scolari não é mais técnico da seleção brasileira




Após a derrota para a Holanda no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, na coletiva de imprensa, Felipão entregou o cargo para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), como, segundo o próprio, já havia ficado acertado com a entidade. A CBF aceitou o pedido de Felipão e confirmou a demissão de Luiz Felipe Scolari, Carlos Alberto Parreira e de toda a comissão técnica que trabalhou na Copa do Mundo. 


A CBF ainda não oficializa a queda do treinador, o que irá acontecer nesta segunda-feira. Assim, o Brasil parte em busca de um novo técnico para assumir o projeto que terá como ponto alto a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, passando pela Copa América do Chile, em 2015, e das Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial, que o país volta a disputar após ser sede do evento.


Substituto de Mano Menezes
Felipão substituiu Mano Menezes, aposta da CBF para começar o processo de reformulação da seleção brasileira. A derrota para o México na decisão da medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres 2012, porém, começou a minar o treinador, que acabou sucumbindo em novembro de 2012. Chamado por José Maria Marin, presidente da CBF, Luiz Felipe Scolari, campeão do mundo com o Brasil em 2002, aceitou, e no primeiro ano como treinador do país conquistou a Copa das Confederações, com campanha que colocou a Seleção novamente como uma das favoritas ao título mundial em casa.


A Copa do Mundo, porém, começou com um susto. Marcelo marcou contra na estreia, diante da Croácia, mas a Seleção virou para 3 a 1. Em seguida, o país empatou com o México em 0 a 0, com grande atuação do goleiro rival Ochoa. 


Fechando a primeira fase, o Brasil venceu Camarões por 4 a 1 e se classificou com o primeiro lugar do Grupo A. Nas oitavas de final, no Mineirão, o Brasil sofreu para bater o Chile, nos pênaltis, depois de levar pressão na prorrogação. Nas quartas de final, em atuação melhor, o time venceu a Colômbia por 2 a 1, mas perdeu Neymar com uma lesão na terceira vértebra lombar. Foi aí que Felipão recebeu seu mais duro golpe. 


A Seleção, novamente no Mineirão, foi goleada por 7 a 1 pela Alemanha, no que o técnico classificou como uma pane inexplicável. Em seguida, na disputa pelo terceiro lugar, no sábado, foi novamente derrotada, agora pela Holanda, por 3 a 0.

Com volta às aulas, trânsito fica intenso nas principais pistas do DF

Motoristas devem seguir com calma e atenção redobrada aos limites de velocidade


Publicação: 14/07/2014 06:34 Correio Braziliense



O fluxo de veículos em direção ao centro da capital federal deve aumentar nesta segunda-feira (14/7) por conta do retorno às aulas nas escolas do Distrito Federal, após o fim da Copa do Mundo. Segundo a Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRv) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os motoristas devem ter atenção aos limites de velocidade nas pistas, além de trafegar com distância segura do veículo à frente e evitar freadas bruscas, principalmente nas áreas escolares. Não há registro de acidentes. 
Confira:

Descida do Colorado: trânsito intenso, mas sem retenções;

Epia Sul: tráfego já está bastante intenso. Sem acidentes;

BR-070: condutores enfrentam trânsito intenso na saída da rodovia, pelo excesso de veículos no acesso à Estrutural;

Estrutural: pistas Sul e Norte registram trânsito bom, mas bastante movimentado;

EPTG: tráfego intenso no sentido Plano Piloto. Movimentação é maior nas saídas de Águas Claras e Vicente Pires;

BR-040: trânsito muito intenso. Sem registro de acidentes;

BR-060/EPNB: tráfego já está intenso para quem segue rumo ao centro da capital. Há lentidão na altura do Riacho Fundo I;


Lago Sul: trânsito intenso, mas fluindo bem;

Ponte do Bragueto: motoristas avançam em trânsito movimentado, mas com fluidez;

Eixo Monumental: chegada ao centro da capital ocorre sem transtornos, com retenções pontuais nos semáforos;

Prejuízo da Samsung, após roubo em São Paulo, é de R$ 20 milhões


Balanço da companhia sul-coreana mostrou que 34.602 telefones celulares, tablets e notebooks foram levados

 
12/07/2014 10:05

Imagens mostram suspeitos do crime ( Reprodução/G1)
Imagens mostram suspeitos do crime


O assalto à fábrica da Samsung, na última segunda-feira (7/7), em Campinas (SP), gerou um prejuízo para a companhia de R$ 20 milhões, de acordo com a Polícia Civil. A informação preliminar era de uma perda de R$ 80 milhões. Também foi corrigido o número de itens roubados, antes estimados em 40 mil.


Balanço da companhia sul-coreana mostrou que 34.602 telefones celulares, tablets e notebooks foram levados pelos assaltantes. O delegado Luís Segantin, que cuida do caso, informou que a lista com todos os produtos, incluindo os respectivos números de série, foi entregue pela empresa e está sendo analisada pela polícia, sem previsão de quando essas informações serão divulgadas.

Legado da Copa não beneficia o transporte público, aponta especialista

Segundo especialistas, só o transporte público não se beneficiou da passagem do Mundial pelo DF. Mas o potencial como polo de visitação nos próximos anos e a cooperação das forças contra a violência foram pontos positivos
 

Publicação: 13/07/2014 08:04 

Os torcedores não tiveram problemas para chegar à arena, mas poucas mudanças ocorreram para o dia a dia (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press - 19/6/14)
Os torcedores não tiveram problemas para chegar à arena, mas poucas mudanças ocorreram para o dia a dia

O clima de “Não vai ter Copa” não chegou a assustar os moradores de Brasília. Mas havia muito receio e ansiedade sobre o término de obras, o funcionamento de transporte e segurança, as possíveis filas quilométricas na frente do estádio, entre outras questões. Principalmente, a pergunta que os brasilienses faziam era que tipo de legado o Mundial deixaria para a capital. Um mês depois do início do torneio, a hora é de avaliação do que deu certo e do que deu errado.



A pedido do Correio, especialistas em turismo, transporte, segurança e urbanismo fizeram uma análise inicial da herança deixada pelo campeonato. A mais evidente, sem dúvida, tem a ver com o potencial turístico da capital brasileira. A Secretaria de Turismo apresentou números preliminares que mostram a visita de mais de 500 mil pessoas, entre as quais 100 mil estrangeiras, superando as previsões de cerca de 200 mil turistas.

O entusiasmo não se aplica quando o assunto é transporte público e mobilidade urbana. Pelo menos é assim que interpreta o especialista em transportes da Universidade de Brasília Flávio Dias. 




O esquema especial para que os torcedores chegassem ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha — com ônibus, metrô e bicicletas — funcionou bem. Mas, para Flávio Dias, a Copa não trouxe um legado positivo ou mudanças significativas para o trânsito no dia a dia da cidade. 

O veículo leve sobre trilhos (VLT) poderia ser considerado uma herança do Mundial para Brasília, principalmente para a melhoria do tráfego na W3. Mas a proposta não evoluiu. “O projeto nem existe. O que tem é um rascunho. Outra solução desse tipo de problema seria melhorar a qualidade dos ônibus”, afirma.

Autor: Jose Oliveira
A responsabilidade pelo transporte coletivo municipal é das prefeituras, no caso do DF, do GDF. É o GDF pelo abre pistas, alfalta, contrata empresas etc 



Autor: José A. S. Neto
Será se estes """"""especialistas""""""" utilizam ou já utilizaram transporte coletivo ? ? ? 


Autor: inacio nascimento
Tenho consciência que um dos problemas centrais do DF e o transporte coletivo, porem, ninguém de negar que primeira vez o governo fez mudança importante no transporte. Como via exclusiva e a licitação publica. Falta e ter mais ônibus e fiscalização e punição para a empresa infratora. Agnelo parabens!



Autor: José Morais
Nunca prestou, e vai continuar sem prestar.



Autor: GILMAR PEREIRA
então não beneficio em nada o resto não funciona segurança , saúde , educação e inss 



Autor: Guaracy Vieira
Então não é possível que aqueles que dependem de busão todo dia pra chegar ao trabalho ainda pensem em reeleger a "titia", né? 



Autor: Vaneide Martins
É vergonhoso o transporte público de Brasília. O governo e outros são contra o transporte pirata. Há 17 anos atrás eu trabalhava na Esplanada dos Ministérios e só usava o transporte pirata. Nessa época já era muito ruim o transporte legal como diz eles.



Autor: Aurelina barbosa
ACABOU O CIRCO. Agora é curar a ressaca e pagarmos a conta dos superfaturamentos,das roubalheiras que predominou para que o circo fosse aberto.E o palhaço sou eu?Somos nós!! 


Autor: romulo pinto
Transporte público?? onde??? só se for na Europa! no DF é aperto público. 


 
Autor: osmar mata
Quer dizer que a esperança do transporte publico depende das obras faraônicas da copa? Se esse dinheiro fosse investido diretamente nos serviços públicos teríamos melhorado bastante em todos os sentidos. 

"Se alguém tem que ter vergonha, são os brasileiros", dispara argentina

Advogada que morou no Brasil não desmerece o segundo lugar e cutuca os vizinhos

13/07/2014 20:29
Arquivo pessoal

Após a derrota da Argentina para a Alemanha na final da Copa do Mundo, a advogada portenha Florencia Gobbi, 26 anos, que já morou em Franca, no interior de São Paulo, disse que não há motivos para se envergonhar e acirrou a rivalidade com os vizinhos. "Se alguém tem que ter vergonha, são vocês, brasileiros", disparou.

Torcedora fanática do San Lorenzo (mesmo time do papa Francisco), ela exalta a seleção de Messi, Mascherano e Di Maria e avalia que o time perdeu na final fazendo um "bom jogo". "No primeiro tempo (contra a Alemanha), vocês perderam de 5 a 0. A gente levou um gol no segundo tempo da prorrogação. Sinto muito pelo Brasil, fiquei com muita vergonha por vocês", completa a argentina.

Conformada com o segundo lugar no Mundial, Florencia relembra a trajetória difícil da Alemanha, até enfrentar o Brasil nas semifinais, quando massacrou a equipe de Felipão por 7 a 1. "Chegamos à final da Copa que era para ser de vocês. Não temos que nos preocupar com zoação", acrescenta.

Os argentinos prometem lotar o aeroporto de Buenos Aires para recepcionar os jogadores. "Não brilhamos, mas não passamos vergonha", afirma Florencia, em mais uma alfinetada nos brasileiros.

SELEÇÃO BRASILEIRA Felipão não é mais técnico da Seleção Brasileira



Técnico já comunicou sua decisão à CBF



 14/07/2014 01:27




CBF/divulgação

Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico da Seleção Brasileira. Neste domingo, dia em que se encerrou a Copa do Mundo, ele comunicou à Confederação Brasileira de Futebol que não permaneceria no cargo. Também sai toda a comissão técnica formada pelo auxiliar Flávio Murtosa, o preparador de goleiros Carlos Pracidelli e o preparador físico Anselmo Sbragia. Outro que deixa a Seleção após o fracasso na Copa é o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira.

A informação é da Rede Globo. A saída de Felipão deverá ser oficializada pela CBF nesta segunda-feira.

Felipão assumiu o comando da Seleção em novembro de 2012, no lugar de Mano Menezes, que fora demitido pela CBF na ocasião.

Nessa passagem, Luiz Felipe Scolari venceu a Copa das Confederações disputada no país em 2013, mas fracassou no projeto de conquistar a Copa do Mundo, ficando apenas com o quarto lugar. A campanha no Mundial foi marcada por atuações ruins, a histórica goleada por 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, pela semifinal, e ainda o revés para a Holanda, por 3 a 0, em Brasília, na decisão do terceiro lugar.

Foram 29 jogos, com 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas. Sob o comando do gaúcho, o Brasil marcou 70 gols e sofreu 26.


REUTERS/Ueslei Marcelino

O aproveitamento muda um pouco em partidas contra seleções campeãs do mundo. Foram 8 encontros, com quatro vitórias (França, Itália, Uruguai e Espanha), duas derrotas (Inglaterra e Alemanha) e dois empates (Inglaterra e Itália). O rendimento contra as principais forças foi de 58,33%, com 18 marcados e 15 sofridos.

Apesar de duas duras derrotas na Copa, Felipão não fez um balanço ruim de sua segunda passagem pelo cargo. “Em um ano e meio, nós tivemos situações muito boas, eu não posso ver e não sei como todos podem ver o trabalho por apenas um jogo. O que interessava era chegar à final, não cheguei e estou em débito, mas não vejo como negativo, a não ser um resultado que foi catastrófico de 7 a 1”, pontuou.

Cotados

Um dos nomes mais cotados para assumir a Seleção Brasileira é o de Tite, que está sem clube desde que deixou o Corinthians no fim do Campeonato Brasileiro de 2013. O gaúcho tem carreira vitoriosa e levou o clube paulista, por exemplo, aos títulos do Brasileirão de 2011, da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes de 2012.

Outra opção seria Alexandre Gallo, atual técnico da Seleção Brasileira sub-20 e provável comandante da equipe que disputará a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

Opine: no Brasil, qual o melhor técnico para assumir a Seleção?


Na Espanha, o jornal Marca chegou a noticiar uma consulta da CBF ao português José Mourinho, técnico do Chelsea da Inglaterra, o que não foi confirmado pela entidade. Apesar disso, ele não estaria disposto a deixar o clube londrino antes de 2017, quando vence seu contrato.

Opine: se a solução é um técnico estrangeiro, quem deveria ser contratado?

Próximos compromissos

Ainda sem saber quem será o seu novo técnico, a Seleção Brasileira já tem compromissos marcados para o restante da temporada. Em setembro, vai aos Estados Unidos enfrentar a Colômbia, no dia 5, em Miami, e o Equador, no dia 9, em Nova Jersey. No mês de outubro, o Brasil disputará o Superclássico das Américas contra a vice-campeã mundial Argentina em Pequim, na China. O último amistoso de 2014 será contra a Turquia, em Istambul, em 12 de novembro.

Em 2015, a Seleção jogará a Copa América no Chile entre 12 de junho e 4 de julho. Em setembro, começam as eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.


Comentario

Ouvi dizer que é de praxe os tecnicos da seleção brasileira colocarem seus cargos à disposição da CBF depois de uma Copa.Caberá à CBF aceitar ou não o cargo dele de volta.Na minha opinião deveria ser contratado um técnico estrangeiro, europeu, de preferência o alemão para treinar nossa nova seleção.

Anonimo