domingo, 14 de setembro de 2014

Em primeiro discurso, Frejat prega união



Jofran defende legados de Arruda e Roriz, elogia candidata a vice e diz que campanha vai reparar injustiça
Carla Rodrigues
carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

Quando foi anunciado por Arruda como o novo candidato do PR ao cargo de governador do Distrito Federal, Jofran Frejat fez questão de devolver os elogios e mostrou-se consciente da responsabilidade. “Estou aqui ao lado das maiores lideranças que a capital já teve. Arruda é uma delas. Por isso, discordo quando ele diz que é o fim de sua carreira política. Não. Nós não nos conformamos com a decisão. Respeitamos apenas”, afirmou Frejat. 

O nome de Flávia como vice, salientou, é uma homenagem ao ex-governador. “Vamos resgatar a dignidade de Arruda. Chegamos até aqui com um trabalho realizado e devemos isso a ele”, disse Frejat, que é conhecido pela construção  de vários hospitais regionais no DF.

Injustiça  
 O novo candidato ao GDF lembrou ainda que não pretendia mais disputar nenhum cargo, porém, “a injustiça que fizeram com Arruda o fez repensar a decisão”. “Por isso, estou aqui e resolvi me candidatar”. 
Para ele, ressaltou, “estão fazendo com Arruda a mesma coisa que fizeram com Roriz”. Por isso, “essa é a hora de mostrarmos que a coligação, o partido não vai se conformar com a decisão”. 

Ele ainda lembrou das obras que foram iniciadas no governo de José Roberto Arruda e ressaltou seu compromisso de continuar o trabalho do ex-governador. “Não tenho outro compromisso senão com o povo. Temos muito trabalho à frente e Arruda fez o melhor trabalho no DF”. 

 Sempre ressaltando a presença de Flávia Peres como sua vice, o médico piauiense ainda brincou: “O nosso número, quer dizer, o número de Flávia Arruda é o 22. Juntos, vamos mostrar que somos competentes”. 

Jofran Frejat, que  acompanhava Arruda durante todas as caminhadas e comícios, afirmou ainda que não teme perder as eleições para outro candidato. “Não temos medo não. Quem faz justiça é o povo. E o povo está com a gente”.

Currículo extenso na política e saúde
Jofran Frejat foi o nome escolhido para substituir Arruda por ter potencial de votos no Distrito Federal. Cinco vezes eleito deputado federal, quatro vezes secretário de Saúde do DF, o candidato, que tem 77 anos, é conhecido por ser médico, político e gestor.

 Pós-graduado pela Universidade de Londres em 1972, é titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Internacional de Cirurgiões.

Em seu currículo, carrega a responsabilidade pela construção de vários hospitais da capital, como o Regional da Asa Norte (Hran), do Guará, do Paranoá e o Hemocentro de Brasília. Também participou, em 1986, da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988.

Além disso, Jofran Frejat, durante suas gestões à frente da Secretaria de Saúde, foi responsável pela implantação de grande parte dos centros de saúde do DF.
Também foi secretário-geral do Ministério da Previdência Social, além de ocupar uma cadeira no conselho diretor da Fundação Hospitalar do Distrito Federal.

Duas perguntas para Frejat

 Como o senhor pretende levar a campanha? Durante seu discurso, o senhor falou muito no nome de Flávia, como sucessora de Arruda. Afinal de contas, a nova candidatura representa o nome de quem? 

Ela me representa. Se eleito, quem vai governar sou eu. Quem me conhece, sabe do que eu estou dizendo. Nas minhas gestões, eu tomo as decisões. Eu que trabalho. Falei no nome da Flávia e salientei o nome como vice em homenagem a Arruda apenas. Mas, agora, o candidato é Jofran Frejat. A campanha é minha. 

A equipe de campanha, assessores, comunicação, isso deve ser mudado? 
Não. Na verdade, ainda nem cheguei a avaliar isso. Tudo é muito recente. Ainda vamos nos sentar novamente, conversar e avaliar. Temos 20 dias pela frente. 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Para especialistas, reformas serão aprovadas se fatiadas


O próximo presidente da República terá condições de ver aprovadas pelo Congresso partes de reformas estruturais, como a tributária e política, desde que eleja pontos específicos mais urgentes, pois propostas muito abrangentes têm risco de não prosperar, avaliam acadêmicos e especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, durante esta semana. Por exemplo: em vez de dedicar muita energia para viabilizar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em 2015, ano em que a economia terá também muitas dificuldades para crescer, uma alternativa seria a simplificação da legislação, incluindo o ICMS e IPI, por exemplo.

Na avaliação de Marcos Troyjo, diplomata e professor da Universidade de Columbia, caso Dilma Rousseff (PT) consiga se reeleger, ela não promoveria grandes reformas, pois não as fez no primeiro mandato e não dá sinais de querer fazê-las entre 2015 e 2018. No caso de Marina Silva (PSB), ele aponta que podem surgir problemas políticos. A defesa da reforma trabalhista, por exemplo, poderia ser interpretada por muitos como uma espécie de "traição à classe trabalhadora". E isso poderia motivar o PT a unir-se com sindicatos para compor uma base de resistência ao seu governo. Entretanto, uma vitória expressiva no segundo turno de Marina poderia dar à candidata do PSB grande capital popular, com o qual teria melhores condições para avançar nesse projeto.

Ele acredita que Aécio Neves (PSDB) reúne as melhores condições para promover as reformas estruturais, já que tem bons diagnósticos sobre os problemas, vontade política, um plano de voo e capacidade de execução.
Troyjo explica que a ineficiência do Estado é um dos principais elementos que levam à elevada carga tributária e ao engessamento da legislação trabalhista, o que gera um "efeito multiplicador de ineficiência". Ele acredita que a complexidade e abrangência das reformas são tamanhas que geram a necessidade de um novo pacto federativo, o que consumiria muita força política do governante.

Mas, para o professor de Economia da USP Simão Davi Silber, não se pode falar em reformas tributária e administrativa no Brasil enquanto o governo não fizer um ajuste importante para que as despesas cresçam, no máximo, no mesmo ritmo do Produto Interno Bruto (PIB).

Na avaliação do diretor do Instituto de Economia da Unicamp, Fernando Sarti, o próximo presidente terá muitas dificuldades para conseguir a aprovação da revisão do sistema tributário e talvez uma estratégia factível seria defender junto ao Congresso leis mais simples para alguns impostos mais relevantes, como o ICMS e IPI.

Para ele, a reforma só seria aprovada em 2016, com algum otimismo. Isso porque 2015 será um ano duro para o crescimento, dadas as medidas que o próximo governo deverá adotar para corrigir distorções da política macroeconômica, sobretudo nas contas públicas. "Com uma expansão baixa do PIB e da arrecadação para o Tesouro Nacional, isso reduzirá o interesse da União, Estados e municípios de negociar mudanças nesta área, pois temerão perder receitas em tempos difíceis", comenta.

Ele também duvida que a reforma tributária contará com o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), independente de quem chegar ao Palácio do Planalto, por causa das divergências entre os entes da Federação e a dificuldade de viabilizá-lo no Parlamento. Sarti acredita que Dilma defenderia uma proposta mais pesada sobre o setor financeiro, com impostos sobre os lucros e IOF. "Aécio é uma grande incógnita, pois ele namora o lado financeiro e quer ao mesmo tempo melhorar o ambiente de negócios", diz. "Marina está mais presa à agenda do setor financeiro, portanto seria mais flexível para este segmento."


Reforma política
No caso da reforma política, José Márcio Camargo, professor da PUC-RJ e economista-chefe da Opus Gestão de Recursos, aponta que Marina, eleita, poderia propor a possibilidade de candidaturas avulsas, de pessoas que não são vinculadas a partidos. O acadêmico também acredita que ela vai sugerir ao Congresso o fim do voto de coligação em eleições proporcionais. "Isso acabaria com diversos pequenos partidos que não têm representatividade no Parlamento", comentou.

Em relação a Dilma, Camargo acredita que ela proporia manter o voto proporcional, mas numa lista de candidatos de cada partido nos Estados. Uma outra sugestão que ela defenderia seria o financiamento público de campanha, com recursos do Estado, com o objetivo de coibir excessos de poder econômico no processo eleitoral. Quanto a Aécio, o acadêmico acredita que ele defenderia o voto distrital misto, uma ideia há muito tempo encampada por vários líderes do PSDB.

Na opinião de Camargo, contudo, dois fatores são essenciais para que o Brasil possa adotar uma reforma política densa. "Uma delas seria a cláusula de barreira. Se um partido não conseguir 5% das cadeiras no Congresso, não há razão para estar no Parlamento", diz. 

Ele também defende o Orçamento Federal impositivo. Isso significa que, depois de debates entre os parlamentares sobre as receitas e despesas da União, o que for aprovado pelo Congresso tem de ser cumprido em detalhes e não pode ser alterado. Esta é uma prática que ocorre em vários países, entre eles os Estados Unidos. "Hoje, o Orçamento é autorizativo. Isto dá margem de manobra para ocorrerem negociações políticas entre o governo e segmentos de parlamentares para a aprovação de projetos do Poder Executivo em troca de liberações de verbas", explica.

Sobre a reforma previdenciária, na avaliação de Silber, uma alteração importante que ajudaria a tornar as contas mais sustentáveis seria retirar o BCP-Loas (Benefício de Prestação Continuada, regulamentado pela Lei Orgânica de Assistência Social), um benefício assistencial destinado aos idosos, em especial trabalhadores rurais, do guarda-chuva do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

De acordo com Silber, trata-se de uma política de renda mínima e por isso deveria estar incluída no Orçamento do governo federal. O economista ressalta também que o nível atual de benefícios trabalhistas no Brasil é insustentável, com um sistema bastante suscetível a fraudes, como mostra o crescimento exponencial dos gastos com o auxílio-doença nos últimos anos.

Além das fraudes, o governo também economizaria muito dinheiro com um combate mais sério à corrupção. O professor da USP reconhece que foram feitos avanços institucionais na administração do PT, como o maior papel da Controladoria Geral da União (CGU) e a aprovação da lei que pune também o corruptor, mas diz que existe uma "regime de impunidade" que acaba incentivando a corrupção.
Fonte: Estadao Conteudo Jornal de Brasilia

Lula se une à frente de ataque contra a antiga aliada Marina



Publicação: Domingo, 14/09/2014 às 10:13:11


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu ontem a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) e disse que ela não precisa criar "inverdades" sobre ele para chorar.
Em ato na zona leste de São Paulo ao lado do candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, Lula afirmou que Marina, sua ex-aliada, "pode chorar por outros motivos".

Razões para chorar
A fala do ex-presidente foi uma resposta às declarações de Marina Silva, que chorou ao ser questionada  sobre Lula. Explicou depois que ainda não acredita no que Lula vez fazendo contra ela após seu crescimento nas pesquisas.
"Primeiro, dona Marina não precisa contar inverdades a meu respeito para chorar. [Ela] pode chorar por outros motivos", respondeu Lula.
"Nunca deixei de ter relação de amizade por desavenças políticas. Nunca falei mal de dona Marina e vou morrer sem falar mal dela", afirmou.
Em comício organizado em cima de uma caminhão no bairro de Sapopemba, ao lado de políticos como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o senador Eduardo Suplicy (PT), Lula elogiou Dilma Rousseff, voltando a dizer que ela era o melhor nome para sucedê-lo na Presidência. "A bichinha é inteligente e aprendeu muito", disse, sobre a sucessora.
Oito dias antes, em plenária do PT em São Paulo, Lula disse que a ex-ministra hoje é a principal adversária de Dilma e fez críticas ao programa de governo do PSB.

Crítica ao PT é rejeitada
Em vários momentos durante sua participação na campanha, ontem , ainda que não fizesse referência direta a seu nome, Lula espetou a agora adversária Marina Silva, por ser apontada como a principal ameaça à reeleição de Dilma Rousseff.
"Um verdadeiro líder não muda de partido, não muda de opinião. Ele evolui", disse o ex-presidente.
"Ela que precisa explicar o motivo de ter nascido e crescido no PT, ter ganhado cargos do PT, e agora fala mal do PT".
"Não vou ter divergência pessoal com a Marina. Mas governar um país não é um clube de amigos, é a gente saber com quem vai governar e para quem, qual a orientação econômica deste País", disse. 
"Não sei se a companheira Marina leu o programa que fizeram para ela. Se ela leu, significa que não aprendeu nada nas discussões que fizemos quando ela estava no partido", disse Lula.
O presidente vinha evitando atacar a ex-ministra. Até ontem.
saiba mais
Durante o evento de ontem, Lula reclamou da voz, precisando interromper algumas vezes o discurso para beber água. "Antes, quando tomava um conhaquezinho, não tinha problema na garganta. Agora, depois do câncer [na laringe, já curado], dá uma coceirinha", justificou.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Adversários repercutem saída de Arruda


Agnelo evita comentários. Rollemberg e Toninho não creem em mudanças e Pitiman comemora
Suzano Almeida
suzano.almeida@jornaldebrasilia.com.br

Após a renúncia de José Roberto Arruda (PR), os candidatos ao Buriti, que durante toda a campanha eleitoral o chamaram de “ficha suja”, se dividiram ao opinar sobre a desistência do ex-governador, que será substituído por Jofran Frejat (PR) na corrida eleitoral. 
Com isso, o objetivo dos adversários de Arruda é não transformá-lo em vítima de perseguição e assim evitar uma possível transferência de votos para Frejat.
Único a comemorar a saída do adversário abertamente, Luiz Pitiman (PSDB) acredita que começa agora uma nova eleição. “Eu era do mesmo campo político que o Arruda e, como ele estava com a totalidade dos votos desse eleitorado, eu não tinha perspectiva de crescimento. Agora eu tenho chances reais de vencer, pois devo crescer mais que os meus adversários”, declarou Pitiman, que não acredita na transferência de votos de Arruda para Frejat.
Otimismo
Visivelmente incomodado em falar sobre o assunto, o governador Agnelo Queiroz (PT) preferiu se furtar a novos ataques. “Eu não tenho nada a ver com isso. Da minha parte não muda nada, vou continuar minha campanha mostrando o que fiz. Acho que a lei foi aplicada. A pessoa deve à Justiça e a Justiça tomou as medidas que tinha que tomar”, resumiu o governador.
Rodrigo Rollemberg (PSB) também disse que nada mudará na sua campanha e que Frejat entra para disputar com Agnelo quem irá para o segundo turno com o pessebista. “A saída de Arruda não muda nada, pois o nosso crescimento nas pesquisas é natural, tanto que num segundo turno eu já estava à frente dele. Agnelo e Arruda brigavam para ver quem iria comigo para o segundo turno, agora acontecerá o mesmo com o Frejat”, afirmou.
Já Toninho do PSOL afirmou que a lei foi cumprida. “Eu não comemoro a renúncia do Arruda, porque desde o início dissemos que ele não poderia ser candidato. O Arruda foi longe demais, pois tínhamos convicção que ele não deveria concorrer às eleições por ser ficha suja”, declarou.
Campanha nas ruas
A campanha de Agnelo Queiroz (PT) foi ontem ao setor Sol Nascente, em Ceilândia, onde conversou com moradores. Depois, reuniu-se com movimentos sociais, na Câmara Legislativa, e participou de carreata no Eixo Monumental, que reuniu cerca de mil veículos, segundo os organizadores.
O governador prometeu no Sol Nascente que, caso reeleito, irá fazer obras de infraestrutura na região, que não possui serviços básicos, como esgoto e asfalto.
À tarde, o candidato participou de uma roda de conversas com representantes de movimentos sociais, onde apresentou políticas desenvolvidas durante a atual gestão e foi cobrado em outras, como mobilidade urbana e disponibilidade de banda larga gratuita.
Agnelo afirmou que para reduzir o número de carros na área central de Brasília é necessário, antes, melhorar o transporte público. Ele defendeu ainda que construirá estacionamentos subterrâneos, mas que os motoristas terão que pagar por eles.
Rodrigo Rollemberg (PSB) reuniu-se com militares do Corpo de Bombeiros e da Polícia e se comprometeu, caso eleito, a valorizar as categorias.
No Recanto das Emas o senador caminhou com militantes e conversou com moradores sobre suas propostas de governo.
A agenda foi encerrada em reunião com artistas, onde ouviu e apresentou propostas para o desenvolvimento da cultura no Distrito Federal.
Toninho do PSOL andou e conversou com eleitores nas cidades de Ceilândia, Gama,  Santa Maria e Vicente Pires. Nesta última, o socialista reuniu-se com artesãos, onde falou sobre o apoio ao segmento.
Luiz Pitiman (PSDB) participou de “adesivaços” pela campanha do presidenciável Aécio Neves nas feiras dos Importados do SIA e da Torre de Televisão.
À noite o tucano foi a São Sebastião, onde se reuniu com lideranças comunitárias para debater sobre problemas como segurança e transporte público da região.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

sábado, 13 de setembro de 2014

Petrobras: O PT sob chantagem-Blog do Sombra


O PODER E O CRIME - 


Marina fala em 'dia de trégua' ao lembrar um mês da morte de Campos

13/09/2014 12h57 - Atualizado em 13/09/2014 20h34


Candidata do PSB disse que data é 'dia simbólico' para os partidos.
Acidente que vitimou Eduardo Campos completa um mês neste sábado.

Gioras XerezDo G1 CE e do G1 PB
Marina Silva chega a evento em Sobral (CE) acompanhada de Beto Albuquerque (Foto: Gioras Xerez/G1)Marina Silva chega a evento em Sobral (CE) acompanhada de Beto Albuquerque (Foto: Gioras Xerez/G1)
A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou que quer "estabelecer um dia de trégua na campanha" ao lembrar da morte do então candidato do partido, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que completa um mês neste sábado (13).
A declaração da ex-senadora foi dada a jornalistas durante evento de campanha emSobral, no estado do Ceará, onde Marina Silva participou de palestra no Sesi.
''Hoje é um dia muito especial para todos nós. Neste dia, eu quero estabelecer um dia de trégua na campanha e quero falar somente das propostas para o Brasil. Nada de agressões", disse Marina.
Marina Silva, que substituiu Campos na cabeça da chapa liderada pelo PSB, também disse que é possível achar "pessoas de bem" em todos os partidos. Para ela, "foi preciso Eduardo Campos morrer para que todos os políticos e partidos reconhecessem o seu valor."
"Esse dia é um dia simbólico para os partidos, para os candidatos do mesmo partido e de partidos diferentes, simbolizar esse espaço em diálogo e respeito. Então, em memória de Eduardo Campos (...) ofereço neste dia a outra face. A face do diálogo, do respeito, de que acredito nas pessoas", completou.
Marina deixou Sobral ainda nesta tarde e seguiu para Campina Grande, no Agreste da Paraíba, onde fez comício. No Parque do Povo, a candidata do PSB voltou a falar sobre as críticas que está recebendo dos adversários, que ela chamou de "ataques raivosos".
"Não se pode usar os mesmos preconceitos que foram usados contra o Lula. contra mim. Nós queremos fazer o debate. Estamos pedindo para que parem com o embate, que apresentem seus planos de governo", disse Marina, que durante discurso também defendeu a reforma política e a educação em tempo integral.
Na Paraíba, a ex-ministra estava acompanhada do governador Ricardo Coutinho (PSB), candidato à reeleição, e do seu vice, Beto Albuquerque. Ela esteve na capital, João Pessoa, para visitar o hospital filantrópico Padre Zé, onde conversou com pacientes e visitou enfermarias.
A candidata falou que não vê "nenhuma contradição na aliança do PT com o PSB na Paraíba”. "Desde 2010 bato na tecla de que trabalho com o melhor dos partidos”, justificou-se. Na coligação nacional, PT recebe apoio do PMDB, partido que tem candidatura própria ao governo da Paraíba - com o senador Vital do Rêgo - e é adversário do PSB.

Mundo vive Terceira Guerra Mundial 'em partes', diz o Papa Francisco

13/09/2014 08h08 - Atualizado em 13/09/2014 08h08


Pontífice visitou cemitério de vítimas da Primeira Guerra na Itália.
Ele afirmou que as guerras são 'uma loucura'.

Do G1, em São Paulo
O Papa Francisco visita cemitério militar na Itália neste sábado (13) (Foto: AFP)O Papa Francisco visita cemitério militar na Itália neste sábado (13) (Foto: AFP)
O Papa Francisco disse neste sábado (13) que todas as guerras são "uma loucura", em uma cerimônia na Itália, para lembrar o centenário do início da Primeira Guerra Mundial.
"Depois de contemplar a beleza da paisagem de toda essa região, onde trabalham homens e mulheres, brincam as crianças e sonham os anciãos, só me ocorre uma coisa: a guerra é uma loucura que cresce destruindo e estragando tudo, até a relação entre irmãos e o mais formoso que Deus criou, o ser humano", disse o Papa no cemitério militar de Floriano Redipuglia.
"Ainda hoje, após o segundo fracasso de outra guerra mundial, podemos talvez falar de uma Terceira Guerra guerreada "por partes", com crimes, massacres, destruições", disse.
"Aqui há muitas vítimas, e daqui nos lembramos de todas as vítimas de todas as guerras. Ainda hoje continua havendo muitas vítimas. Como é possível? É possível porque nos bastidores há interesses, planos geopolíticos, avidez de dinheiro e de poder, está a indústria de armas, que parece ser importantíssima", disse.
O Papa também fez uma declaração contra a indiferença ao lembrar a resposta de Caim ao ser questionado por Deus pelo paradeiro de Abel: "A mim me importa? Acaso sou eu o guarda do meu irmão?".
"Com coração de filho, de irmão, de pai", o Papa pediu que a humanidade passe desse "A mim me importa?" para "o pranto, a reação contra o belicismo porque a humanidade tem necessidade de chorar, e esta é a hora".
Fogliano Redipuglia é uma cidade do nordeste da Itália próxima à fronteira com a Eslovênia que teve um dos mais violentos fronts da Primeira Guerra Mundial.
Ali estão dois cemitérios em que jazem combatentes dos dois lados em conflito naquele front: o império austro-húngaro e a Itália.
A intenção do Papa foi a de invocar a paz e orar pelos caídos em todos os conflitos bélicos e simbolicamente visitou os dois cemitérios para honrar os soldados mortos de todos os lados.
Em seguida ele celebrou a missa no sacrário de Redipuglia, uma colossal arquibancada de pedra coroada por três cruzamentos construída a mando de Benito Mussolini em 1938 e que hoje em dia constitui o maior monumento aos caídos de guerra de todo o país.

APÓS RENUNCIA ARRUDA AVISA QUE VAI DEIXAR A VIDA PUBLICA

Em discurso para confirmar sua renúncia à candidatura ao governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR) anunciou neste sábado (13) que a desistência marca também sua saída da vida pública. A afirmação foi feita em um discurso realizado na sede do PR em Brasília. No pronunciamento, Arruda alegou que promovia "seu último gesto na vida pública".
Arruda decidiu abandonar a candidatura após sucessivas derrotas na Justiça. Ele teve a candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa. Em seu lugar, assume o vice, Jofran Frejat (PR). A vice-candidata de Frejat será a mulher de Arruda, Flávia Peres. O rearranjo teve a bênção de Joaquim Roriz, principal aliado de Arruda na briga pelo governo do DF.
A desistência foi anunciada em um comício para militantes e contou com a presença do ex-governador Joaquim Roriz e do ex-senador Luiz Estevão, entre outros apoiadores que também disputarão o pleito de outubro.
Arruda tomou a decisão de desistir das eleições depois que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou, na quinta-feira (11), decisão no TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) que rejeitara sua candidatura.
A substituição também foi motivada pelo fim do prazo permitido pela Justiça Eleitoral para troca de candidatos, na próxima segunda-feira (15), 20 dias antes do primeiro turno.
O candidato antecipou-se ao julgamento de uma liminar, por meio da qual o Ministério Público Eleitoral (MPE) pedia que o presidente do TSE, Dias Toffoli, determinasse a suspensão dos atos de campanha.

Mensalão do DEM

Arruda foi enquadrado pela Lei da Ficha Limpa por ter sido condenado, em julho, por improbidade administrativa pela Justiça do Distrito Federal. O processo é referente ao suposto esquema conhecido como mensalão do DEM.
O caso veio à tona há quatro anos com a divulgação de vídeos de Arruda e de aliados recebendo dinheiro. À época, o ex-governador chegou a ser preso pela Polícia Federal.
No ato desta tarde, Arruda acusou o PT, partido do atual governador do Distrito Federal e candidato a reeleição Agnelo Queiroz, de tentar ganhar a eleição "no tapetão". "A história revela o uso de uma boa lei para fins mesquinhos. Hoje o que se vê é a excepcionalidade da aplicação da lei justamente no meu caso porque o PT resolveu ganhar no tapetão."
Ele alegou ainda que com a distribuição de seu caso no STF (Supremo Tribunal Federal) para a ministra Rosa Weber, o registro de sua candidatura foi definitivamente negado. "Não desisti e não me acovardei."
Também pesou na decisão, segundo o próprio Arruda, o fato de uma impugnação após a data limite para a substituição de candidatura afetar todo o grupo político que apoiava sua eleição. "Não seria apenas o fim da minha carreira política. Seria o fim de projeto que é muito maior do que eu."

Cuidar das crianças

Em entrevista hoje ao jornal Correio Braziliense, Arruda negou que participará de um eventual governo de seus aliados e de sua mulher e confirmou que deixará a vida pública para cuidar dos filhos e netos.
"A gente tem que saber a hora de parar. Eu agora vou cuidar da Maria Luiza, Maria Clara, minhas netas, meus filhos, da minha casa. E a Flávia vai ter a oportunidade dela de ganhar experiência e ajudar o Frejat e o Gim [Argello, do PTB, candidato da chapa de Arruda ao Senado]", disse.
"Eu me recolho, a partir da reeleição, à minha vida pessoal, e acho que mereço, inclusive, esse descanso. As circunstâncias fez (sic) com que a política desistisse de mim", afirmou. (Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

TAMBÉM FICHA SUJA, JAQUELINE RORIZ DESISTE DA CANDIDATURA À REELEIÇÃO


BARRADA NA JUSTIÇA, A DEPUTADA FEDERAL FILHA DE RORIZ DEIXA A VIDA PÚBLICA
Publicado: 13 de setembro de 2014 às 18:21 Diario do Poder

A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) adotou a mesma atitude do ex-governador José Roberto Arruda (PR), seu aliado, e protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua desistência de disputar um novo mandato parlamentar. Ela havia escapado de um processo de cassação na Câmara, durante o atual mandato, mas, como Arruda, foi também condenada por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito no mesmo processo.
Também como Arruda, Jaqueline Roriz foi enquadrada na Lei Ficha Limpa e teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a sentença foi confirmada pelo TSE.
O processo judicial que condenou Jaqueline Roriz e José Roberto Arruda foi motivado pelo vídeo em que ela aparece com o marido recebendo dinheiro sujo das mãos de Durval Barbosa, que presidia a empresa pública Codeplan nomeado pelo pai dela, Joaquim Roriz.
A Justiça deu credibilidade à denúncia de Durval, sob acordo de delação premiada, segundo a qual o dinheiro foi entregue a Jaqueline por ordem de Arruda, muito embora o fato tenha ocorrido no governo de Joaquim Roriz. Na ocasião, Arruda estava afastado do então governador e Jaqueline apoiava a candidata do pai ao goverbo do DF, Maria de Lourdes Abadia.

ELE AGREGARIA MAIS GIM PODE TER SIDO O MAIOR PREJUDICADO PELA ESCOLHA DE FREJAT-Diario do Poder


A DISPUTAR DO GDF PODERIA TER SIDO SAÍDA HONROSA DA LUTA PELA REELEIÇÃO
Arruda desiste de candidatura no Distrito Federal
A vice Flavia discursa ao lado de Arruda, Gim Argello, Luiz Estevão e Joaquim Roriz, aparentemente alheio
O senador Gim Argelo (PTB) parece ter sido o maior derrotado, no desfecho do caso José Roberto Arruda (PR), que anunciou neste sábado a decisão de desistir de insistir em sua candidatura, impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), em sentença confirmada duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Candidato à reeleição, Argello tem escassas possibilidades de êxito, por isso a escolha do seu nome para substituir Arruda o colocaria na disputa pelo governo do DF, em condições competitivas, e uma eventual derrota teria para ele o significado de saída honrosa. Seus partidários acham que a escolha de Gim poderia agregar mais que a de Frejat, politicamente.
Segundo as pesquisas, o senador Gim Argello não passa da terceira colocação. O mais recente levantamento do Ibope, divulgado esta semana, ele tem 10% das intenções de voto, bem atrás do segundo colocado, Geraldo Magela (PT), que tem 18%, e mais ainda do favorito, Antônio Reguffe (PDT), que soma 35%.
Apesar disso, 0 senador participou da decisão final, que apontou o ex-deputado Jofran Frejat (PP) como cabeça de chapa e Flávia Peres, mulher de Arruda, como vice. Também participaram desse processo o empresário e ex-senador Luiz Estevão, que chefia no DF o PRTB, e o ex-governador Joaquim Roriz, que foi levado ao ato em uma cadeira de rodas e às vezes parecia alheio ao que se passava.