sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Quem diria, hein Dilma?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014


Depois de acusar de forma mentirosa Aécio Neves, dizendo que ele empregou sua irmã, Andrea Neves, no seu governo, hoje o Brasil ficou sabendo que Dilma mandou Fernando Pimentel empregar seu irmão como funcionário fantasma na prefeitura de Belo Horizonte. Nunca trabalhou. Ganhou sem fazer nada. Ao contrário de Andrea Neves que trabalhou como voluntária, sem perceber um único centavo dos cofres públicos. Dilma foi desmentida diante de milhões de telespectadores. Obrigado, Aécio Neves.

33 comentários

Dilma pode fugir do debate da Globo, indo só à Record, depois da derrota “sob pressão” no SBT

sexta-feira, 17 de outubro de 2014




Chinfrim


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
A gorda é chinfrim.

Parece um blimp usado na segunda guerra mundial.

Ultimamente tem evitado a roupa vermelha.

Engana trouxa.

Está preocupada às pampas. Parece que o genro de uma amiga vai virar nora. Uma tal de Maria já rezou um rosário mas foi em vão.

O traseiro já está esperando o pezão. Não se salva nem o protegido do tempo de Salomão ?

Só resta assustar criancinhas dizendo que o bicho papão vai tomar os brinquedos.

Chama às pressas um marqueteiro português. Pede um milagre mas ouve um “Ai Jesus !” Pensa que é um novo modelo de tablet e manda comprar três  no estilo do velho pregão dos cobradores de bonde: “ Tim, Tim, dois pra Light e um pra mim”.

Este saudosismo vem quando lembra que os carris vermelhos eram chamados de “camarões”.

Sempre teve predileção por frutos do mar; mas agora lula lhe dá ânsias.
Deve estar contaminada por vazamentos no pré sal.


Carlos Maurício Mantiqueira é Livre Pensador e torcedor emérito do Ibis

Nem Dilma nem Aécio, vote em Anderson Silva



Josias de Souza



Debate UOL/SBT/Jovem Pan com Aécio e Dilma - 

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Pelo segundo debate consecutivo, Dilma Rousseff e Aécio Neves emboscaram a audiência. Quem se pendurou na tevê, na web e no rádio à procura de ideias desperdiçou tempo. No confronto eleitoral mais desqualificado desde a sucessão de 1989, os presidenciáveis exibiram apenas os punhos. Ninguém esperava por uma troca de perguntas florais. Mas se porrada resolvesse os problemas da nação, Anderson Silva seria um candidato bem mais competitivo.

O desempenho da economia é medíocre, a inflação é alta, os juros são elevados, o déficit externo bate recorde, a deterioração fiscal é alarmante, a dívida pública cresce e os investimentos definham. Sobre isso não se falou com a profundidade desejável. Mas ficou-se sabendo que Dilma, embriagada pelo marketing, acha que Aécio fugiu do bafômetro em 2011 porque estava bêbado. E Aécio revelou à nação que Dilma terceirizou o nepotismo, empregando o irmão na prefeitura companheira de Fernando Pimentel, em Belo Horizonte.

O presidencialismo de cooptação produziu na Petrobras uma roubalheira sem precedentes. Quando os depoimentos prestados em regime de delação puderem soar em público, o mensalão parecerá um desses casos que transitam pelos juizados de pequenas causas. Cutucada por Aécio, Dilma respondeu que sabe o que o PSDB fez no verão passado. E o tucano: por que, em 12 anos, não mandaram 
investigar?

Nesse lero-lero, nenhum dos dois abordou o essencial: o modelo político adotado por PT e PSDB faliu. O fisiologismo deixou de ser parte do sistema. Passou a ser o próprio sistema. Está tão integrado ao cenário brasiliense quanto as curvas da arquitetura de Niemeyer. O empate nas pesquisas e o nanismo dos debates impedem a antecipação do nome do próximo inquilino do Planalto. Mas já se pode assegurar, sem margem de erro: o PMDB e seus vícios serão os esteios da governabilidade.



Debates entre Dilma e Aécio no segundo turno

16.out.2014 - Os candidatos à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam de debate do segundo turno, promovido pelo UOL, SBT e Jovem Pan, nesta quinta-feira (16), em estúdio do SBT, em São Paulo Ricardo Trida/Diário do Grande ABC/Estadão Conteúdo
As duas grandes encrencas nacionais —os desajustes econômicos e a hecatombe da delação— já fizeram de 2015 um ano miserável. Em relação à economia, Aécio faz o diagnóstico sem esmiuçar a terapia. E Dilma finge não enxergar nem a doença. Quanto à breca do sistema político, não se ouviu uma mísera palavra nos dois debates já realizados no segundo turno.

Já está claro que o atual modelo de debates precisa ser reformulado. O caso é de menos marketing e mais sobriedade. Se havia alguma dúvida sobre a decadência da fórmula, foi eliminada na noite desta quinta-feira, nos estúdios do SBT. Mas não há o que fazer nos dez dias que faltam para a eleição. Estão programados mais dois debates. De duas, uma: ou Dilma e Aécio levam meio quilo de ideias à bancada ou os telespectadores mais antigos terão saudades das baixarias encenadas por Fernando Collor em 1989.

Eleições: Economist endossa Aécio Neves para presidente

BLOG do SOMBRA


A revista manifesta apoio ao candidato do PSDB e diz que "a maior ameaça aos programas sociais é a má gestão da economia por parte do PT"

Economist endossa Aécio Neves para presidente

A revista britânica The Economist (parceira de CartaCapital), publicou nesta quinta-feira 16 um editorial no qual manifesta apoio à eleição de Aécio Neves (PSDB) para a Presidência da República do Brasil. Intitulado "por que o Brasil precisa de mudança", o texto se concentra em pontos negativos do mandato de Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. Segundo a Economist, a promessa da era Lula de unir crescimento com redução da pobreza "desapareceu" sob o governo Dilma, e são as reformas prometidas por Aécio, que o Brasil "necessita urgentemente", que podem tirar o País da "deriva"...

Para a publicação, que em setembro do ano passado fez duras críticas ao governo em uma reportagem de capa, o principal trunfo de Dilma é "a gratidão popular pelo pleno emprego, salários mais altos e um punhado de programas sociais eficazes", que são "feitos reais", mas acompanhados por "fracassos maiores e menos palpáveis" na economia e na política.

A Economist ecoa as críticas de economistas das campanhas de Aécio e Marina Silva (PSB), e afirma que a "constante intromissão" de Dilma nas políticas macroeconômicas e a tentativa de "microgerenciar" o setor privado fizeram o investimento cair. Ao mesmo tempo, afirma a revista, "ela fez poucos esforços para lidar com os problemas estruturais do Brasil", entre eles a infraestrutura ruim, os altos custos, o sistema tributário e a rígida legislação trabalhista.

A revista afirma ainda que Dilma "prejudicou" a Petrobras e a indústria do etanol simultaneamente, reviveu o "estado corporativo" e deu benefícios a quem tem laços com o governo. Há críticas também ao alto número de ministérios (39) e ao escândalo da Petrobras que revela, afirma a publicação, que o comando da "joia nacional não pode ser confiado ao PT".

A Economist lembra o caso do aeroporto construído por Aécio, enquanto governador de Minas Gerais, em Cláudio (MG), em uma propriedade de um familiar, mas foca, no fim do texto, no que considera serem os pontos positivos da candidatura tucana: o "histórico" do candidato, que "transformou Minas Gerais em um exemplo de boa administração", e no do PSDB, que "venceu" a inflação e "lançou as bases do recente progressos do Brasil". A revista elogia ainda Arminio Fraga, já nomeado pelo tucano como seu futuro ministro da Fazenda, e as promessas de "cortar o número de ministérios", "simplificar o sistema tributário" e "impulsionar o investimento privado em infraestrutura". Por fim, a revista conclui que "Aécio merece vencer" e que "a maior ameaça aos programas sociais é a má gestão da economia por parte do PT".

Os apoios da "Economist"

A Economist faz recomendações de voto no Reino Unido, onde está baseada, desde 1950 e, desde 1980, manifesta a apoio a candidatos nos Estados Unidos. Em outros países, a revista faz endossos ocasionais, "quando há muito em jogo, normalmente porque acreditamos que um dos candidatos poderia ser redentor ou desastroso". No passado, a revista, conhecida por seu forte viés pró-mercado, apoiou nomes em países como Austrália, África do Sul, Canadá, Chile, Egito e França. Não raramente, os apoios são acompanhados de uma saraivada de críticas à revista por interferir em assuntos internos de outros países.

Fonte: CartaCapital - 16/10/2014 - - 12:30:23

Pedro Simon: “O PT foi pior que o governo militar em termos de ética”

BLOG do SOMBRA


Após quatro mandatos como senador, um como governador e quatro como deputado estadual, Pedro Simon (Caxias do Sul, 1930) está deixando a vida pública. O que era para ser uma aposentadoria por vontade própria, transformou-se em um “exílio” forçado

Simon, em um evento no Rio em 2011 
 
Simon (PMDB) havia decidido, no ano passado, que não iria concorrer a mais nenhum cargo eletivo. Seria a primeira eleição em 41 anos que ele só pediria votos para os outros. Foi forçado a mudar de ideia com a morte de Eduardo Campos (PSB), no dia 13 de agosto. O nome que ele apoiava ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, virou o candidato a vice-presidente na chapa derrotada de Marina Silva. Coube a Simon assumir uma candidatura, que diz ele, não tinha chances de vitória. Teve 16% dos votos para o Senado e acabou em terceiro lugar na disputa. mais informações...

Na primeira entrevista após a derrota nas urnas, o expoente do PMDB gaúcho analisa as eleições deste ano dizendo que os ataques do PT e a falta de comando do PSB resultaram na derrota de Marina Silva no primeiro turno. Elogia a gestão Itamar Franco (1992-1994), afirma que até a ditadura militar tinha mais ética e moral do que o Governo petista e que o PMDB vive há mais de duas décadas, às custas de migalhas. Uma curiosidade, ele até hoje chama o seu partido de MDB, as siglas de Movimento Democrático Brasileiro, a legenda dos opositores do regime militar que deu origem ao PMDB em 1980. A seguir os principais trechos da entrevista.

Pergunta. O senhor esperava que Aécio e Dilma se enfrentariam no segundo turno?

O que aconteceu com a Marina foi inesperado

Resposta. Não. O que aconteceu com a Marina foi inesperado. Ela tinha uma vitória quase irreversível, mas enfrentou uma campanha de uma brutalidade principalmente por parte do PT. Foi algo radical, violento. O Governo usou as redes sociais, contrataram jovens, fizeram uma espécie de faculdade para que esses jovens atacassem a Marina. Diante disso tudo, a Marina sucumbiu. Por outro lado, houve uma reação à ação do PT que favoreceu o Aécio. Além disso, no último debate do primeiro turno, ele se saiu muito bem. Teve uma parte dos eleitores da Marina que acabou migrando para o Aécio.

P. O senhor está dizendo que o jogo foi sujo. É isso?

R. Mais que isso. Foi algo insuportável. Foram tantos absurdos que quase ninguém suportaria. Ficou fora do terreno da racionalidade. Na verdade, a candidatura da Marina era quase um estado de espírito. Ela queria fundar um partido, a Rede, a Justiça eleitoral não deixou, ela caiu em um partido que a recebeu rapidamente e por um acaso do destino virou candidata. Quando ela surgiu como concorrente, ela tinha uma firmeza tão grande que parecia que a vitória seria irreversível. Eu achava que ela estaria eleita. Em todos os meus anos de vida pública, não me recordo de ter visto algo parecido com o que a Marina sofreu. Na primeira eleição após as Diretas Já, houve o embate do Fernando Collor com o Lula [da Silva]. Eu era governador do Rio Grande do Sul e estava com o Lula. Ele estava empolgando a população. A vitória dele era dada como certa por alguns setores. No último debate o Lula agiu de uma maneira tão violenta que ele perdeu feio. Me lembro de estar assistindo o debate e reconhecemos que ele perdeu o debate, mas isso não alterava o resultado da eleição. No dia seguinte, a Globo, no Jornal Nacional, montou uma edição, cinematográfica, pinçando trechos do debate que mostravam que o Collor era um gênio e o Lula, um idiota. Esse Jornal Nacional derrotou o Lula mais do que o próprio debate.

P. Na sua opinião, esses ataques pelas redes sociais são hoje, pra Marina, o que o Jornal Nacional foi em 1989 para o Lula?

O Aécio esteve a ponto de jogar a toalha

R. Não sei se tiveram o mesmo peso. Mas além das redes sociais, houve todo o uso da máquina institucional. A mobilização contra a Marina foi impressionante. Com o início da propaganda vamos ver outros ataques, mas como isso já ocorreu no primeiro turno, acho que há grandes chances do Aécio ganhar a eleição. Custo a crer que o governo não intensifique os ataques. O Aécio esteve a ponto de jogar a toalha e dizem que foi o Fernando Henrique [Cardoso] quem o estimulou a continuar na disputa. [O candidato tucano já disse que não pensou em desistir da campanha].

P. E por que o senhor confia na vitória de Aécio?

R. O PT está há doze anos no Governo. Se ficar mais quatro anos vai a 16. Não há regime ou ditadura no Brasil, excluindo a militar, que durou tanto tempo. Nem Getúlio Vargas, que ficou 15 anos no poder ficou tanto tempo. Sem contar que de 1934 a 1937 viveu um momento de democracia. Acho que o Governo da Dilma está sentindo o que aconteceu com a Marina e estão preparados para atacar cada vez mais o Aécio.

P. Voltando ao assunto Marina, o senhor acha que ela não fez nada de errado para não ir ao segundo turno? Foi só culpa dos ataques?

O PSB não tem tradição de governo. É um partidinho pequeno, que não tem nada

R. Fazer, ela fez. Faltou um comando mais positivo. O PSB não tem tradição de governo. É um partidinho pequeno, que não tem nada. É gente ingênua, um governadorzinho aqui, outro lá. E a Rede, da Marina, tem menos experiência ainda. Quando estavam com o Eduardo Campos como candidato, era uma campanha normal, tranquila, não se esperava grande coisa. Quando ela entrou, que houve aquela evolução, explodiu o apoio, e veio a guerra do PT, eles não tiveram condições de reagir. Um dos exemplos de coisas erradas foi a questão dos homossexuais, que eles não revisaram o programa de governo e ficou parecendo que ela voltou atrás de um posicionamento que já havia dado. Faltou preparo na formulação do programa do partido. Outra coisa foram as declarações desnecessárias. Por que ela foi discutir a autonomia do Banco Central? Era uma questão que não estava em discussão. Não era ela, ou seu assessor, um economista que quis dar uma de bacana, quem deveriam trazer esse assunto para o debate.

P. Por que seu partido, que está com a Dilma nacionalmente, no Rio Grande do Sul apoia o Aécio? Não há um contrassenso?

R. Temos um problema existencial com o MDB nacional. Nós entendíamos que deveríamos ter uma candidatura própria. Se está lá o PSDB, o MDB entra no governo. Se está o PT, o MDB entra no governo. Tudo isso em troca de dois ou três cargos de quinta categoria. E há uma série de restrições do MDB do Rio Grande do Sul com relação ao MDB nacional. Então, todas as causas que nos levaram a apoiar primeiro o Eduardo, depois a Marina, nos levaram agora a apoiar o Aécio. Nós não nos identificamos com a linha do Governo Dilma.

P. Como o Aécio deve atuar para ganhar na região Sul do país?

Fui reforçar as fileiras do partido. Mas eu não tinha a mínima chance de vitória

R. O Aécio terminou lá em cima no Rio Grande do Sul. Há uma restrição do Rio Grande do Sul ao PT. E essa restrição se manifestou pelos votos da Marina e do Aécio.

P. E aí no Estado, o candidato de vocês, José Ivo Sartori, era o terceiro nas pesquisas e passou para o segundo turno em primeiro lugar. Como isso foi possível?

R. Foi sensacional. Ele começou com 3%, os primeiros programas de televisão eram bem lúcidos, mostrou a história dele como filho de colonos, gente humilde, e mostrou muita competência que veio vindo, crescendo e agradou o Rio Grande todo. No final, enquanto o Tarso Genro [o atual governador petista] se firmou com os ataques, com a radicalização, e a Ana Amélia [candidata derrotada do PP] respondeu, o Sartori não tomou conhecimento da briga e apresentou propostas. Não teve preocupações em questões pessoais. Os dois perderam.

P. O senhor chegou a anunciar sua aposentadoria e acabou mudando de ideia no último momento.

Estive lutando contra o fim da tortura, participei de vários momentos sempre do mesmo lado. Nunca mudei.

R. Eu determinei, resolvi que não iria concorrer. Escolhemos um candidato a senador, o Beto Albuquerque (PSB). Eu estava deixando a vida pública. Com a morte do Eduardo, a Marina virando candidata a presidente, o Brasil inteiro pediu que o Beto fosse o vice dela. Aí, faltava trinta e poucos dias e não tínhamos candidato a senador. A rigor, eu não me candidatei, me meteram, na marra. Eu praticamente não saí de Porto Alegre, da região metropolitana, não fiz propaganda. Tanto é que a colinha para a votação continuava aparecendo o nome do Beto. Não tinha material de campanha.

P. O senhor foi forçado?

R. Todos nós sabíamos que eu não queria. Fui reforçar as fileiras do partido. Mas eu não tinha a mínima chance de vitória. Sabia disso. Eu meditei muito quando decidi encerrar uma vida pública. Poderia encerrar perdendo uma eleição ou encerrar no alto da carreira. Mas eu não podia encerrar. Na hora que me botaram a faca no peito eu tinha de reagir. Eu aceitei, sabendo que não ganharia.

P. Foi um sacrifício que o senhor fez pelo partido?

R. Todo mundo acha isso. Eu prefiro não fazer essa avaliação direta.

P. E qual o balanço que o senhor faz dos seus anos de vida pública?

R. Como diria São Paulo, “combati o bom combate”. E eu sobrevivi. Não posso analisar todas as posições que eu tive. Quem me conhece desde guri sabe que até hoje eu fui uma pessoa que teve uma linha de ação sem se desviar dela. Sempre respeitei a democracia, a seriedade a credibilidade e a minha história mostra isso. Quando eu estava em São Borja, no enterro do Getúlio Vargas [em 1954], eu estava lutando pela manutenção do João Goulart que foi deposto pela ditadura, eu estava nas fileiras do MDB na sustentação contra a ditadura. Estive lutando contra o fim da tortura, participei de vários momentos sempre do mesmo lado. Nunca mudei.

P. O senhor gosta de fazer citações bíblicas. Na sua última campanha o senhor fez mais uma.

R. Sim. Eu sou franciscano. Eu citei que Moisés, com 80 anos, conduziu o povo judeu, então eu, aos 84, também poderia ajudar o meu povo na caminhada.

P. Qual foi o momento de sua vida pública que mais lhe marcou?

O MDB virou essa dolorosa realidade de se contentar por meia dúzia de carguinhos e deixa de lutar pelo o que é necessário.

R. [Simon respira fundo e se cala por 32 segundos]. Eu diria que foi a caminhada do MDB para derrubar a ditadura. Eu me senti um cruzado. O MDB era um grupo de homens puros buscando lutar contra a ditadura, estabelecer uma democracia. A história do Brasil, quando for escrita desse nosso atual período, deve dizer que os nossos partidos políticos não têm biografia. A única história positiva foi a do MDB nas Diretas Já. Foi um partido que esteve ao lado da sociedade, não se dobrou, não se virou para o lado da ditadura militar, era um partido que buscava a transformação. Por outro lado, acho que na hora que o MDB foi à Constituinte, elegeu o Tancredo Neves, dando um passo para o fim daquele período, foi um momento de enorme significado. Infelizmente, o negativo que eu vejo é que com a morte de Tancredo, e esse Sarney aí assume o Governo, surge aquela divisão, entre os que não o apoiam e os que querem pegar as migalhas do Governo. Aí o MDB saiu da linha. Virou essa dolorosa realidade de se contentar por meia dúzia de carguinhos e deixa de lutar pelo o que é necessário. O MDB se transformou em algo muito triste.

P. Desde então o senhor não identifica nenhuma outra iniciativa positiva dos partidos?

R. Houve um momento que acreditei que o PT teria uma garra, uma coragem de um grande partido. Eles pareciam as comunidades de base que existiam no MDB. A luta que eles tinham quando eram oposição era qualquer coisa de notável. Quando chegaram ao poder, foi o pior partido do poder. Na história brasileira não há um período tão doloroso como em dois momentos nos últimos anos: o mensalão e a corrupção na Petrobras. O PT chegou ao governo e se tornou o partido mais triste, mais vergonhoso de nossa história. Foi pior até do que a ditadura militar, no campo da ética, da seriedade.

P. Como assim, pior do que a ditadura?

O PT chegou ao governo e se tornou o partido mais triste, mais vergonhoso de nossa história

R. Sim. No campo da ética foi. Esses escândalos de corrupção foram vergonhosos. O PT tem um lado positivo. Houve avanços na área social. O Bolsa Família e outras coisas foram extremamente positivas. Mas no que tange à ética e à moral, não há no mundo escândalos maiores do que o mensalão e a Petrobras, com a cúpula do PT envolvida.

P. Na avaliação do senhor, qual foi o melhor governo que o país já teve?

A imprensa, infelizmente, levou o Itamar Franco para o lado folclórico

R. Itamar Franco (1992-1994). Porque o Itamar assumiu no pior momento. O impeachment afasta o presidente eleito [Collor]. Uma CPI dos Anões do Orçamento. Ele assume sem partido, sem apoio, sem nada. Nós montamos o governo ao lado dele. Fizemos uma reunião com todos os presidentes e líderes de partidos. E fizemos uma cópia do pacto de Moncloa, na Espanha [termo assinado em 1977 diante de uma grave crise financeira e social após o fim da ditadura Franco]. O Itamar não tinha o povo do seu lado. O povo não votou nele, o povo votou no Collor e o Congresso votou [pelo impeachment] do Collor. O Congresso botou o Itamar no Governo, então o Congresso era o responsável pelo Itamar. Fizemos um grande acordo envolvendo desde o menor até o maior partido. Ele disse que se houvesse uma crise nacional, “convoquem a mim e eu respondo a vocês”. E a recíproca foi verdadeira. Ele governou com uma grande coalizão. Ele lançou o Plano Real, o plano mais sério, mais importante, que na verdade vem salvando esse país. No Governo dele, não houve uma vírgula de corrupção. Não teve deputado, senador, que ganhou dois mil réis para comprar coisa nenhuma. Absolutamente nada. O Real foi negociado em debates acalorados, mas foi votado sem nenhum cheiro de corrupção. Quando o chefe da Casa Civil foi citado na CPI, na mesma hora o Itamar mandou ele se afastar do cargo e só voltou quando se comprovou que não havia nada contra ele. Governo da maior dignidade.

P. Por que poucas pessoas fazem essa avaliação?

R. A imprensa, infelizmente, o levou para o lado folclórico. Ele era caipira, era não sei o quê e botou nele uma marca que não devia. Na minha opinião ele fez o Governo mais sério e correto do Brasil.
Fonte: Portal Gama Livre / Jornal Bahia em Pauta / Jornal El Pais. Por AFONSO BENITES. Foto: Estadão Conteúdo/EL PAIS - 17/10/2014 - - 08:11:22

Debate do SBT: Aécio fez picadinho de Dilma

:02:27


Aécio Neves deixou de ser tucano

Aécio Neves e Dilma Rousseff, debate do SBT

Na versão política, tucano é uma ave que, apesar do bico grande, bica com delicadeza. É capaz de perder a vida para não perder a elegância. Foi assim, por exemplo, com Serra no primeiro debate do 2º turno contra Dilma em 2010...

De certa forma foi assim também com Aécio no debate da última terça-feira contra Dilma na Rede Bandeirantes de Televisão.

Quem imaginou que ele, ontem, no debate do SBT, ofereceria a outra face para apanhar, enganou-se.

O instinto de sobrevivência empurrou Aécio para cima de Dilma, e dessa vez foi ela que não estava preparada para enfrentar tamanha fúria.

Marqueteiros costumam dizer que o eleitor detesta troca de ataques entre candidatos. Lorota.

O eleitor diz que detesta para aparecer bem na foto – mas ela gosta de ataques, sim. Os ataques só não podem resultar em baixarias.

Se alguém quase se rendeu a baixarias foi Dilma quando tentou aplicar uma pegadinha em Aécio. Perguntou o que ele achava da lei que pune motoristas que dirijam bêbados ou drogados.

Uma vez, no Rio, Aécio foi surpreendido por uma blitz da Lei Seca. E se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Se Dilma sabe que ele estava bêbado ou drogado deveria ter dito. É uma grave acusação que não pode apenas ser insinuada. Ela preferiu insinuar. Leviandade.

No debate da Band, Dilma impôs a Aécio sua agenda de discussão. Acuou-o com perguntas sobre o governo dele em Minas. Aécio saiu derrotado.

No debate do SBT, Aécio impôs sua agenda. E rebateu os ataques de Dilma com calma, lógica e argumentos bem pensados. Foi impiedoso.

Dilma voltou a perguntar pelos parentes que Aécio empregou no governo de Minas. Aécio respondeu sobre apenas um deles – sua irmã, Andrea, que trabalhou no governo sem nada ganhar.

Em seguida, Aécio perguntou a Dilma pelo irmão dela, “que ganha sem trabalhar” da prefeitura de Belo Horizonte. Dilma fugiu da resposta. E começou a falar em "dilmês"

Aécio carimbou na testa de Dilma que ela não conhece direito Minas Gerais. Dilma passou recibo da acusação.

O debate acabou com Dilma nocauteada. Não é força de expressão.

Desorientada, como se não soubesse direito onde estava e o que lhe aconteceu, Dilma perdeu a voz ao responder à pergunta de uma repórter do SBT. Esqueceu que estava ao vivo. E, aparentemente grogue, pediu para recomeçar.

Não conseguiu. Alegou então que estava passando mal. Uma queda de pressão. Foi socorrida com um copo de água. Arranjaram-lhe uma cadeira.

Quis voltar à responder à repórter. Como seu tempo acabara, se irritou com ela. Chamou-a de "minha querida".

Desfecho perfeito para uma luta que perdeu.
Fonte: Blog do RICARDO NOBLAT. Foto: O Globo - 17/10/2014 - - 10:02:27
 

Avaliação: debate do SBT em 16/10


dilmecio
O debate do SBT desta quinta-feira foi o dia em que a jurupoca piou. E com certeza será um dos eventos mais comentados desde o último debate do primeiro turno, que decididamente fez a campanha de Aécio subir como um rojão.

A verdade é que na guerra política o lado mais combativo (ou “agressivo”) geralmente prevalece. O eleitorado sabe disso, pois percebe que o seu candidato realmente combate o “mal”, que está, neste caso, na situação. Este aliás, não é nem um juízo de valor, mas uma constatação técnica.


O que podemos dizer é que foi realmente um massacre de Aécio para cima da atual presidente, que em certo momento foi avisada pelo tucano que “a partir de primeiro de janeiro terá que procurar emprego”.

Como eu havia comentado há poucos dias, a campanha de TV de Aécio não está sendo assertiva o suficiente. Nos debates, porém, Aécio tem se transformado em um leão. Se no anterior, ele ganhou por uns 7×5, hoje a coisa fica bem por uns 9×4 em favor dele.

Dilma fugia das propostas o tempo todo, enquanto Aécio definiu sua estratégia de debate de forma simples: apresentou-se para o debate limpo, para falar de propostas, mas, assim que Dilma ia para as acusações, ele rebatia a maior parte delas, e lançando bons ataques. Aí é claro que ele também passava a usar perguntas mais contundentes.

Para que você tenha uma ideia, Dilma falou de maneira indireta sobre pessoas que provocam acidentes de trânsito. Até neste ponto de vulnerabilidade, ele conseguiu se sair razoavelmente bem ao falar para a presidente parar de “rodeios” e dizer as coisas diretamente.


Em seguida, ele confessou que cometeu um erro no passado a respeito da questão do bafômetro, desculpando-se. Ele poderia também ter dito que a presidente já foi pega dirigindo uma moto no Palácio da Alvorada sem habilitação, e que o presidente Lula era conhecido por gostar de uma branquinha. O repórter Larry Rother virou persona non gratta por ter apontado este fato, em um caso gravíssimo de censura. Mas não se pode ter tudo.

De resto, Dilma lançava ataques dizendo que Aécio “não estava informado” ou “não estudou o assunto”, sendo que alguns desses ataques atingiram o alvo. Mas nada de muito impactante.

Um momento grotesco foi quando Dilma disse o seguinte: “Ora, é importante que a dona de casa que está nos escutando saiba, vou falar para ela, o que acontecerá se ela for para 3%? Nós vamos ter uma taxa de desemprego de 15%. Ele está se queixando de uma taxa de desemprego de 5%”. Como lembrou Reinaldo Azevedo, é uma afirmação de estupidez galopante, que deve ser desconstruída no horário eleitoral.

Lá pelas tantas, quando Aécio se indignou com as distorções de Dilma ao tentar jogar sobre Minas Gerais uma situação muito pior do que o estado realmente tem. Ela deu uma estocada razoável ao dizer que “falar de Aécio não é falar de Minas”. Em um próximo debate, pode valer a pena citar os elogios de Dilma a Aécio feitos a algum tempo atrás.

Em outro momento, Aécio comentou sobre uma frase absurda de Dilma em outra ocasião, na qual ela disse que “corrupção pode ocorrer com todo mundo”. Aécio demonstrou que esse discurso é descabido e inaceitável, já que não podemos aceitar a ideia de que corrupção é algo comum. Dilma até que fez um discurso empolgado, mas as frases de Aécio serão poderosas se usadas na propaganda.
Mas foquemos agora em Aécio.

Ele acertadamente foi contundente ao apontar o caudal absurdo de mentiras da propaganda de Dilma. Ele citou várias mentiras da campanha da presidente, como, por exemplo, usar cenas de uma escola no fim de semana para fingir que estava inativa, ou dizer que Aécio foi contra reajustar o salário mínimo para R$ 545, quando na verdade ele queria um aumento maior, ou mesmo quando ela disse no Twitter que Minas Gerais teve a menor redução da taxa de mortalidade infantil do Brasil, quando ele mostrou que os índices foram os melhores do Sudeste. Dilma não rebateu nenhuma dessas acusações de que mentiu. Acertadamente, Aécio usou o termo “fraude”.

Quando ela levou à mesa o assunto do nepotismo, a rebatida foi um espetáculo. Veja: “Agora, candidata, a senhora conhece Igor Rousseff, seu irmão foi nomeado pelo prefeito Fernando Pimentel no dia 20 de setembro de 2003, e nunca apareceu para trabalhar, candidata. Essa é a grande verdade, lamento ter que trazer esse tema aqui, a diferença entre nós é que a minha irmã trabalha muito e não recebe nada, o seu irmão recebe e não trabalha nada, infelizmente agora nós sabemos por que a senhora disse que não nomeou parentes no seu governo. A senhora pediu que os seus aliados o fizessem.”

A grande mensagem que ficou neste debate é que Dilma é uma candidata mentirosa, desonesta e que pratica uma campanha suja. Com certeza a pior da história da política nacional. Como disse um leitor, hoje foi um dia de shaming jogado sobre Dilma. Em uma próxima ele poderia usar o termo “do nível do esgoto” para a campanha, citando as coleções de mentiras refutadas pela Internet, lembrando que isso é tática do nazismo, como ele disse em outra ocasião ainda hoje.

Nas considerações finais pós-debate ocorreu um momento até patético: Dilma passou mal enquanto falava com a repórter. Há pessoas que mencionam a tese de que foi tudo fingimento, para que ela arrume uma desculpa para fugir dos dois últimos debates. Também existe a tese de que ela tenha passado mal de verdade. Independentemente do que for, os memes já estão se multiplicando pela Internet, com um resultado péssimo para Dilma.

Mas se você quiser ter uma verdadeira noção de como Aécio goleou Dilma neste debate, basta saber que vários blogueiros da BLOSTA estão dizendo que neste debate “ambos perderam”. Ora, se quando Dilma perde por pouco eles dizem que ela trucidou o adversário. É óbvio que quando dizem que foi empate, podemos ter mais uma evidência de que Aécio se deu muito bem.

O machismo vergonhoso de Rui Falcão

Rui-Falcão-Ricardo-Weg (1)
Nunca se viu na história deste país uma campanha tão suja quanto a do PT nestas eleições.

Como disse Aécio ontem, 16/10, o nível é o da campanha nazista. É um redemoinho de mentiras, distorções, edições convenientes, fingimentos e até sensibilidade artificial histérica.


Especificamente sobre sensibilidade artificial histérica temos uma notícia mostrando Rui Falcão, o presidente do PT, fazendo um papelão digno da idade da pedra lascada.


O truque é o seguinte: desde que Aécio começou a rebater as mentiras de Dilma, os petistas estão dizendo que “Aécio é machista”.

Em São Paulo, temos um calor que provavelmente bate o recorde do ano. Talvez o calor esteja fazendo mal para a cabeça de Rui Falcão.

Sobre o tal “machismo”, Falcão disse: “Ele já fez isso várias vezes. Chamou a presidente de leviana, de mentirosa. Embora pareça ser normal isso dele, haja visto que já tinha demonstrado esse tipo de comportamento durante o debate da Rede Globo, quando foi abordado pela candidata Luciana Genro”.

Ele diz mais: “Vocês se lembram que ele apontou o dedo para a Luciana?”.

Agora na ótica desse sujeito você não apontar o dedo para uma mulher, mesmo que ela aponte o dedo para você. Você também não pode apontar leviandades e mentiras de uma mulher, mesmo que uma delas jogue um caminhão de acusações sobre você. Já é o suficiente para saber que estamos diante de uma picaretagem.

Lembremos de quando Dilma contestou Marina Silva, chegando a constrangê-la pelo fato dela ter chorado durante a campanha, dizendo até que ela não tinha estabilidade emocional para ser presidente da república. Uma baita de uma grosseria. Dilma bateu em Marina igual se bate em cachorro ladrão.


Obviamente para o PT estava tudo muito bem, sem problema algum. Na ótica petista, Dilma ser desonesta e agressiva com Marina tudo bem, mas Aécio ser incisivo, sem agressividade, contra Dilma não pode. É mais um caso de duplo padrão.

O machismo de Rui Falcão, presidente do PT, é de estarrecer. Segundo ele, não podemos levantar o dedo para uma mulher. Agora não podemos chamá-las para o debate. Como uma mente transtornada dessas pode falar uma afronta tão grande contra as mulheres e ainda acusar o oponente de “machista”?

Depois do iluminismo, as mulheres tiveram tantas conquistas e agora podem concorrer na política. De igual para igual. Quando Falcão diz que Aécio não pode encarar de frente Luciana Genro nem Dilma Rousseff tenta manter as mulheres sob uma super-proteção que não cabe mais no século 21.


As mulheres precisam ser respeitada e devem poder participar do debate de igual para igual.

Qualquer desigualdade de tratamento no debate, conforme pregado por Falcão, é um machismo odioso que precisamos repelir.

Mesmo que tenha desmascarado várias mentiras de Dilma, elegantemente, mas com contundência, Aécio respeitou sua adversária por tratá-la como igual, em termos de participação no debate.


Em debates políticos, não podemos diferenciar um homem de uma mulher, um homossexual de um heterossexual, um branco de um negro, e daí por diante. Essa conquista civilizatória, onde a liberdade de contestação existe para todas as partes, independente de gênero, cor ou opção sexual, é um valor que não devemos perder, quer queira a mente tacanha de Rui Falcão, quer não queira.

Dilma adia dados sobre o desmatamento da Amazônia


 


out 15th, 2014 Folha de S. Paulo:
Madeira - torasO governo Dilma Rousseff adiou a divulgação de dados parciais do desmatamento na Amazônia para depois do segundo turno da eleição presidencial. Em 2013, a derrubada de florestas voltou a crescer (29%), após uma década em queda.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), reunião realizada nesta terça (14) definiu que os números referentes a agosto e setembro serão publicados provavelmente só em novembro.
O normal é que os dados do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real) sejam divulgadas mês a mês de maio a outubro. Nessa época do ano há menos nuvens para bloquear a visão de satélites.

O último relatório publicado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que opera o Deter, se refere a julho. Foi divulgado na internet no dia 6 de agosto.

A assessoria de imprensa do ministério afirma que não se pode falar em divulgação atrasada porque o Deter é um instrumento de fiscalização e seus dados devem ser usados para ajudar as equipes do Ibama no combate ao desmatamento. Não serviriam, assim, para indicar de maneira segura a quantidade acumulada de desmatamento.

Com efeito, o Inpe ressalva que o Deter captura só parte das derrubadas ocorridas, devido à menor resolução das imagens e dos sensores utilizados e às restrições de cobertura de nuvens.
O monitoramento mais fino de áreas com corte raso da floresta cabe a outro sistema, o Prodes. Ele emprega sensores de satélite mais potentes, mas apresenta a totalização apenas uma vez por ano, em geral em novembro.


No entanto, o próprio Inpe afirma que, embora o Deter tenha sido desenvolvido como um suporte à fiscalização, o sistema pode ser usado como indicador de tendências do desmatamento anual.


O MMA informa que os dados dos meses ainda não divulgados serão anunciados com o chamado Novo Deter, um aprimoramento do sistema que usará imagens de satélite com resolução melhor (6,25 hectares, contra 25 hectares da versão anterior). O anúncio deverá coincidir com a divulgação do Prodes
 


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PESQUISAS: CONFIAR DESCONFIANDO


Carlos Chagas
Publicado: 17 de outubro de 2014 às 0:48 - Atualizado às 0:57

Com todo o respeito e as devidas escusas, mas é melhor seguir os conselhos de Floriano Peixoto e “confiar desconfiando”. Fala-se do resultado das duas recentes pesquisas sobre o segundo turno das eleições, apresentado pelo Ibope e a Datafolha. Tem-se a impressão de que os dois institutos não quiseram comprometer-se nem correr riscos, evitando repetir o vexame do primeiro turno.


Nada melhor para escapulir de outra arapuca do que concluir pelo empate técnico e empurrar com a barriga a hipótese de novos erros. Assim, os números coincidiram milimetricamente: 51 a 49. Caso as urnas falem outra linguagem, pelo menos até a eleição os institutos estarão preservados. Claro que a disputa pode estar mesmo empatada, mas se não estiver, só saberemos dia 26. Mesmo nessa hipótese, sempre haverá a desculpa de que o eleitorado só se decidiu na hora extrema ou de que o povo mudou. Não serão deixados, porém, rastros de outros erros.

A verdade é que pesquisa é pesquisa. Não ganha eleição. Ainda mais quando fica impossível esquecer as lambanças do primeiro turno, que não vale à pena lembrar, no mínimo por uma questão de caridade. De qualquer forma, estamos vivendo o fim do ciclo da ditadura dos institutos. Menos porque eles faturaram dezenas de milhões de reais, até agora, mais porque sempre será uma temeridade atribuir a cinco ou dez mil consultados a opção de 143 milhões. Para as próximas eleições, será preciso reformular métodos e meios de aferição da vontade popular. Por enquanto, só temos os atuais institutos para tentar vislumbrar o futuro. Devemos considerar seus números, na falta de outros instrumentos, mas sabendo que a verdadeira pesquisa verifica-se apenas no dia da eleição. Ninguém garante que Dilma ou Aécio não estejam desde já com percentuais muito maiores do que os divulgados. Só saberemos daqui a dez dias.

APENAS UM BLOCO DE MÁRMORE
Vamos imaginar um bloco de mármore, daqueles bem grandes que são tirados das jazidas e levados para uma oficina. Será apenas um bloco de mármore antes que o escultor comece a manobrar martelo, formão e cinzel. De lá poderá sair o David, se Michelangelo estiver por perto, ou a Venus de Milo, no caso de Fídias. Por enquanto sem forma alguma, mas quem negará que aquelas duas maravilhas da escultura universal já não estavam lá dentro do bloco de mármore, à espera de quem as revelasse? Ou, em se tratando de aprendizes incompetentes, que nada sairá senão pedaços informes da pedra?

Assim também a sucessão presidencial. São tantas as promessas de Dilma e de Aécio, mas ambos ainda estão diante de um bloco de mármore, no caso, o Brasil. Caberá ao vencedor dar forma real aos seus discursos, mas estarão eles inspirados por Fídias ou Michelangelo?

Fipe confirma alta da inflação puxada pelo grupo de alimentos

Piorou

Publicado: 17 de outubro de 2014 às 8:27 - Atualizado às 8:28

INflacao-subindo-por-SponholzO Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação da cidade de São Paulo, registrou alta de 0,34% na segunda quadrissemana de outubro. Na primeira leitura deste mês, o IPC havia apresentado avanço de 0,32%.


O resultado apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) ficou dentro do intervalo das estimativas de 12 instituições do mercado financeiro consultadas pelo AE Projeções, que iam de +0,29% a +0,43%, e abaixo da mediana, de +0,40%. Na comparação com a segunda quadrissemana do mês anterior, o IPC registrou aceleração. Naquela leitura de setembro, o índice tinha apresentado avanço de 0,17%.

Os preços no grupo de Alimentação tiveram a maior inflação da segunda quadrissemana deste mês, de 1,03%, ante 1,11% na leitura anterior.

Outras cinco das sete categorias do IPC também registraram inflação no período. Os preços em Vestuário subiram 0,49%, ante alta de 0,38% na primeira quadrissemana, e em Saúde, avançaram 0 41%, mesmo nível da leitura anterior.

O grupo de Despesas Pessoais apresentou alta de 0,33%, de 0,36% na leitura anterior, e Educação, subiu 0,19%, ante +0,17% no período anterior.

A menor alta ficou por conta da categoria de Transporte, que registrou inflação de 0,10%, levemente superior à alta de 0,09% da 1º quadrissemana de outubro.

Já a categoria de Habitação foi a única a ter deflação no período, com redução de 0,05% nos preços, uma redução menor do que a queda de 0,18% da leitura anterior.