segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Oposição engoliu a mentira de Dilma que Cuba importou mais de U$ 800 milhões em produtos para construir Mariel. Não foi falta de aviso: foi falta de investigação.


Blog do Coronelsegunda-feira, 10 de novembro de 2014


Hoje, no Estadão, uma pesquisadora que faz uma defesa sem disfarce da política externa bolivariana do PT, continua construindo a mentira contada por Dilma sobre o Porto de Mariel. Leiam abaixo a pergunta e a resposta:

A questão do Porto de Mariel, em Cuba, foi um tema recorrente na campanha eleitoral. Como a sra. analisa esse debate? 

O porto virou um símbolo. Isso, na verdade, é como se fosse uma exportação de serviços. O BNDES não pode emprestar para países estrangeiros. Mas pode financiar um investimento brasileiro no exterior. Financia em reais e o governo (estrangeiro) vai pagar em dólares. Financia o serviço lá, o cliente compra produtos brasileiros, tem de importar e paga em dólar o investimento que foi feito em reais. Então, não é um gasto. Não é como se o Brasil deixasse de investir em um porto seu, é totalmente distinto. Isso é parte do processo de internacionalização das empresas brasileiras. 
É o PT contando uma grande mentira sem que a Oposição mostre a verdade. Basta chamar a ONG Contas Abertas e levantar as exportações que foram feitas para Cuba nos últimos anos, que poderiam ter sido utilizadas em Mariel. Este Blog fez isto em dois posts, publicados em 29 de janeiro de 2014. 

No primeiro deles, mostramos que não existem produtos lançados na pauta de exportações do Brasil que ultrapassem U$ 100 milhões em cinco anos e que possam ter sido usados na construção do porto de Mariel.  


No segundo post, tendo em vista este levantamento, pedimos ao Tribunal de Contas da União que investigue o fato. Nada disso foi feito.


Veio a campanha eleitoral, Mariel foi citado, mas ninguém juntou os dados que poderiam desmascarar mais esta mentira de Dilma e do PT. Ainda há tempo. Ou será que não existe um só parlamentar que não dependa de doações da Odebrecht?


Por que a "zelite" do PT despreza as crianças nordestinas?


09/03/2014 22h34 - Atualizado em 10/03/2014 12h00

Fantástico mostra situação precária de escolas públicas em Alagoas, em Pernambuco e no Maranhão

São escolas sem água potável, sem banheiro e até sem sala de aula.
O que não falta é a força de vontade de alunos, professores e pais.

Um retrato do abandono do ensino público no Brasil. São escolas sem água potável, sem banheiro e até sem sala de aula.


Durante dois meses, os repórteres Eduardo Faustini e Luiz Cláudio Azevedo percorreram escolas públicas dos estados que tiveram as médias mais baixas no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa).


“O percurso deles é em torno de 20, 30 quilômetros. Muitos acordam duas, três horas da manhã, para pegar um caminhão, para que esse caminhão leve até a rodovia, para da rodovia vir de um transporte fornecido pela prefeitura do município: o ônibus escolar”, conta um morador de Joaquim Gomes, em Alagoas.
“A rua é assim desse jeito. Os meninos, a gente atravessa eles no braço, porque não quer ver eles molhado. Caderno, eles não dão”, conta uma moradora de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.


“Essa água não é ideal para ser tomada e, principalmente dar ela para as crianças. Isso aí tem um germe total. Eu trabalho aqui, mas dela eu também não bebo”, revela um homem.


“Tem aluno que até cai da carteira, principalmente os menores, da educação infantil”, diz uma moradora de Codó, no Maranhão.

“Quando temos a necessidade de irmos para o banheiro, nós vamos para o mato. Os alunos e a professora”, afirma uma mulher.

O que a reportagem mostra são escolas em que falta tudo, escolas que nem de longe lembram uma escola. O que não falta é a força de vontade de alunos, professores e pais que sofrem com as péssimas condições de ensino. Sofrem e ficam indignados.

“Ei, quatro anos sem receber farda, aqui, ó”, conta uma mãe. “Sem receber farda, sem ninguém dar atenção para gente”, afirma uma outra mãe. “As crianças da gente são desprezada aqui dentro”, reclama.

O Fantástico mostra a situação da entrada de uma escola municipal, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

“Quando chove, a água invade, e chegam molhados, tudo sujo. Aí a situação. Aí não tem. Um bebedor bom não tem. Papel higiênico não tem”, afirma a mãe de aluno Maria Betânia dos Santos.
Revoltada, ela diz que as professoras pedem aos pais até material de limpeza: “Elas pedem à gente uma vassoura, pedem detergente. É o que for para botar aqui. Para ajudar aqui. E tem vez que as pobrezinhas passam quase um mês sem receber. Aí como é isso?”.

Isso é a realidade de escolas públicas em Alagoas, em Pernambuco e no Maranhão.

Na mais recente pesquisa brasileira do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), esses estados estão entre os que tiveram as notas médias mais baixas. Os repórteres do Fantástico passaram dois meses registrando as condições de escolas nesses estados.

Fantástico: Que horas você sai de casa?

Williana Soares (aluna): Quatro horas.

Everton Guedes Cavalcante (aluno): A hora que eu saio de casa, o máximo é 4h10, mas me acordo 3h50.

Só tem um jeito para o Everton e para a Williana irem à escola: de caminhão.

“Tem uma base de uns 55 alunos que nós vai (sic) nesse caminhão. Só que tem a dificuldade da estrada”, explica o motorista José Fernandes de Melo.

É uma estrada de terra. Depois dessa viagem, em Joaquim Gomes, em Alagoas, é que eles pegam o ônibus escolar da prefeitura. Mas e quando chove?

“Com dia de sol, nós consegue (sic). Quando choveu, não consegue chegar aqui”, conta o motorista.
O jeito então é ir... “Andando. Fora a ladeira que tem para subir”, conta Williana.

Ou então... “É ficar em casa mesmo, sem poder ir para a escola”, admite Everton.

Já em Lagoa Grande, em Pernambuco, quem não tem caminhão vai de charrete. Seu Francisco diz que a filha, a Rosileide, se queixa quando a escola não pode funcionar.

Em Codó, no Maranhão, o André e o primo dele, o Eduardo, são vaqueiros de manhã. De tarde, caminham 35 minutos até a escola.

Por lá, falta quase tudo. Não falta carinho. “Vocês são guardado no lado esquerdo do meu coração. Então, sejam bem-vindos mais este ano que nós temos aqui para trabalhar, para melhorar, para ver os nossos acertos”, anuncia a professora.

Em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, se chegar a uma escola assim não é fácil, entrar também pode ser bem difícil, como foi visto no início da reportagem.

Na frente de outro colégio da mesma cidade, a situação é pior ainda: o esgoto está aberto. E ainda uma terceira escola enfrenta o mesmo problema, no mesmo município.

“Está há seis anos assim. Agora, é o que a gente diz para as mães: nós como funcionários vamos entrar. Nós somos funcionários, precisamos preservar a escola aberta para o aluno”, diz a secretária escolar Maria Vieira de Araújo.

Fantástico: Como que a senhora chegou hoje para dar aula? Qual foi a situação que a senhora encontrou na sala de aula?

Auriele Galvão (professora): A escola toda estava alagada. Não é goteira, é chuva mesmo. Eu afasto todas as cadeiras, boto todo mundo pro canto, e coloca baldes aqui. A água desce todinha pela parede. Inclusive eu já perdi trabalhos que a gente realiza trabalhos com os alunos, coloca nas paredes em exposição, mas aí desce tudo, molha tudo.

Você pode pensar que é uma cidade muito longe dos grandes centros, mas não é: Jaboatão dos Guararapes fica a cerca de seis quilômetros do metro quadrado mais caro de Recife, na praia de Boa Viagem.

Finalmente, a aula começa, inclusive na escola indígena Pajé Miguel Selestino da Silva, em Palmeira dos Índios, em Alagoas. O que falta é a própria sala de aula.

Fantástico: Há quantos anos o senhor dá aula nessa situação aqui?

Jecinaldo Xucuru Cariri (professor): Há mais de dois anos que eu venho ministrando aula debaixo da mangueira. É bastante complicado, até porque de repente vem uma chuva, então tem que todo mundo correr e abandonar a aula.

Em uma galpão, funciona outra sala. É uma situação de improviso, porque a sede original da escola não tem mais condições de uso e está interditada. No galpão, os alunos ficam espremidos. Além do desconforto, tem o perigo.

A escola municipal em Codó, no Maranhão, se chama Divina Providência e espera providências há muito tempo.

Fantástico: Há quanto tempo essa escola está assim? Do jeito que está assim hoje.

Deusdet Oliveira Matos (comerciante): Está com mais de 15 anos.

O Deusdet é um comerciante que construiu a escola há 50 anos e, do jeito que pode, continua tomando conta dela.

Deusdet Oliveira Matos: Quando está gotejando, eu vou, tiro a goteira. Agora, esse ano eu ia fazer essa parede de tijolo, mas ainda não fiz.

Fantástico: O que leva o senhor a cuidar dessa escola?

Deusdet Oliveira Matos: O espírito de humanidade, para poder auxiliar os filhos dos moradores a não se criarem analfabeto.

“A situação, como vocês estão vendo, desde o ano passado que a gente está desse jeito. A falta de cadeira, sentam e não tem o braço da cadeira. Eles estão com dificuldade para escrever. E eu estou utilizando a minha mesa, para que eles fiquem mais à vontade. O que eu posso fazer eu estou fazendo”, diz Juciara de Souza, professora em Petrolina, Pernambuco.

Em uma das cadeiras é possível ver parafuso para fora.

“Eu gostaria que tivesse cadeiras boas e que não fossem quebradas”, afirma uma aluna.

“Já teve caso de criança perder aula, porque não tinha cadeira”, conta a mãe de aluno Edineide Helena da Costa.

“O piso da escola não é adequado para o tipo de carteira, porque as carteiras, como é você pode ver, é um cano. Então, elas afundam no chão. E aí tem aluno que até cai. Aí chora, devido ao chão batido, que aqui não sabe se aqui é uma subida, ou ali é uma descida. É um desnível total. Porque aqui era uma casa de moradia. Era uma pessoa que morava aqui. Aí montou essa escola aqui para eles”, conta Rosa Maria Pereira Cunha, professora em Codó, no Maranhão.

As escolas visitadas pelo repórter Eduardo Faustini ficam em regiões bem quentes. Nas salas, todo mundo se queixa do calor. “É quente. No calor não tem quem suporte”, reclama a aluna Mayara Nunes de Alencar, em Petrolina, Pernambuco.

“Tem um ventilador, mas na outra sala. Um ventilador não é suficiente para os aluno. É muito aluno”, diz a zeladora Josiane Barbosa da Silva, de Lagoa Grande, Pernambuco.

Em outras escolas, um, dois ou um monte de ventiladores, nada resolveria, porque elas não têm energia elétrica.

Rosa Maria Pereira Cunha (professora em Codó, no Maranhão): Quando chove, fica escuro.

Fantástico: Não tem luz.

Rosa Maria Pereira Cunha: Tem não. Não tem luz.

Como beber água nessas condições? E como fazer a merenda?

“Para beber água, a gente pega água com a dona da terra. Pega uma garrafa de água e trago para cá, porque também está faltando filtro”, conta a professora Eliete de Araújo Lobes.

“Eu trabalho aqui, mas dela eu também não bebo, porque a gente vê a situação da água. Isso aí tem um germe total. Até lá em cima tem um pisador de cavalo e um pisador de boi. Tem uns bois que ficam aí atrás que bebem dessa água aí em cima da barragem”, José Dionísio Justino, professor em Joaquim Gomes, em Alagoas.

Celso Selestino (agente de saneamento em Palmeira dos Índios, em Alagoas): Não tem tratamento. Do jeito que ela passa aqui, ela abastece a cidade e não tem tratamento nenhum.
Fantástico: Agora tem algum sistema de filtro para proteger essa água?

Celso Selestino: Não. O filtro que tem aqui só isso aqui, não tem filtro nenhum. O pessoal é que coa a água ali e dá para as criança beber.

“A fossa é dentro da cozinha, e o suspiro é dentro da cozinha. Aonde a merenda já chega pronta e a gente tem que servir a merenda neste setor”, revela um funcionário de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco.

“Geralmente a merenda só aparece de maio a junho. Geralmente é nesse período que a merenda aparece”, diz uma funcionária de uma escola na cidade de Codó, no Maranhão.

“Custa a chegar. E quando vem, a gente se junta lá com a vizinha aqui, que me ajuda demais, e aí a gente faz a merenda para essas criança. E, quando não, eles comem fruta da estação. Desse jeito”, conta a professora Maria do Amparo dos Anjos.

Professora de Lagoa Grande, em Pernambuco: Às vezes não tem aula porque não tem a merenda.

Fantástico: Difícil, não é?

Professora: É complicado.

Fantástico: Como é que você se sente, assim, cuidando dessas crianças nessa situação?

Professora: Assim, eu me sinto... pequena, né? Que seus alunos não tá crescendo. Você sente como se tivesse diminuindo, não tá aumentando.

E aí, se o aluno tem o que comer e faz sua refeição, é hora de escovar os dentes. Mas em que banheiro?

“A água que a gente tem para botar nas descargas. Ontem, quem fez a limpeza fomos nós, os professores. Ó, aqui não tem a torneira”, denuncia a professora Marilucia Gomes de Sá, professora em Petrolina, Pernambuco.

“O ano passado eles estudaram sem banheiro, não tinha banheiro”, conta Francisco da Silva, pai de um aluno em Lagoa Grande, Pernambuco.

Josiane Barbosa (zeladora em Lagoa Grande, Pernambuco): Ó, tem esse banheiro aqui. Não tem luz, todo esculhambado. Tão fazendo um ali fora, mas começaram e não terminaram ainda.
Fantástico: A descarga funciona?

Josiane Barbosa: Não.

Fantástico: Como é que faz o aluno quando precisa ir ao banheiro?

Funcionária: Os meninos vão para detrás da escola, e as meninas, do outro lado, assim como a professora também. Que nós não temos banheiro.

Fantástico: A senhora usa o mato quando...

Funcionária: Também.

Fim das aulas, hora de voltar para casa. Lama, viagem longa e perigosa, em mais um dia do ano letivo.

Essas escolas passam por inúmeras dificuldades. Para muitos professores, a situação é mais difícil ainda, porque eles têm que dar aulas para várias turmas ao mesmo tempo. É o chamado ensino multisseriado, bastante comum no Brasil.

Fantástico: Enquanto a senhora está dando aula para uma turma, a outra aguarda, é assim que é feito?

Professora: É. Sempre eu começo pela educação infantil, já tá aprendendo a coordenação motora. Eu passo primeiro. Aí vou para o outro que já está lá no quarto, quinto ano.

Algumas das escolas mostradas na reportagem oferecem aos alunos menos do que o mínimo do mínimo. Uma escola com infraestrutura elementar tem que ter água, banheiro, esgoto, energia elétrica e cozinha. Quase metade das escolas brasileiras é assim.

São 87 mil ou 44,5% do total de escolas no país, segundo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Brasília e da Federal de Santa Catarina.

“Escolas com estrutura precária em geral são escolas municipais e muitas dessas escolas são rurais. Se nós pegarmos escolas que atendem alunos com um nível socioeconômico equivalente, as que têm melhor estrutura tendem a oferecer melhor resultado”, diz José Joaquim Soares Neto, pesquisador da UnB.

A escola com a infraestrutura adequada tem sala dos professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva e parque infantil. Conta também com acesso à internet e máquina de cópias.

E a escola com infraestrutura avançada tem tudo isso e ainda laboratório de ciências e instalações para estudantes com necessidades especiais.

Das 195 mil escolas brasileiras, pouco mais de mil são avançadas. Isso representa 0.6% do total. “Em geral, essas escolas estão em regiões como Sul e Sudeste”, completa o pesquisador.

Diante disso tudo, o que é que leva todos esses brasileiros, alunos, professores e também os pais, a seguir em frente?

O professor Elias Ferreira da Silva passou por algumas dessas situações que você acabou de ver, chegou à universidade e hoje dá aula na Escola São José, em Alagoas, aquela dos alunos que precisam do caminhão para ir à aula.

“É justamente essa vontade que eles têm de um futuro melhor que fazem ele ter essa força de sair 30 quilômetros, 20 quilômetros, 15 quilômetros, para chegar até a escola”, destaca Elias Ferreira da Silva.

“Ano passado, quando cheguei aqui, estava tudo caído, aí eu me sentei e, sinceramente, eu chorei”, revela uma professora.

“Eu queria que ela fosse grande, que tivesse vários professores, apesar que eu gosto de todos os meus professores, eles me ensinam muito bem”, comenta uma aluna.

“Eu sempre digo isso, que eu acho que a gente que trabalha na Zona Rural, nós somos realmente heroínas”, afirma uma mulher.

“Apesar desses lugares mais longínquos possível, vocês são o futuro dessa nação, construindo a sua própria história, ajudando a erguer mais esse país tão grande”, afirma uma professora.

A Prefeitura de Codó, no Maranhão, diz em nota que vem melhorando a infraestrutura das escolas rurais. Afirma que, nos últimos cinco anos, foram construídas e equipadas 150 novas salas de aula. E que está prevista a construção de mais 28 escolas nos próximos 2 anos.

Veja o que os outros órgãos públicos têm a dizer:

A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou na sexta-feira (7) que o trabalho de recuperação está em andamento.

“Já recuperamos 51 escolas e temos um cronograma de execução até o final do ano. As três escolas visitadas, desde a produção das imagens até o presente o momento, já resolvemos mais de 90% do que vocês filmaram”, afirma secretário de Educação de Guararapes, Francisco Amorim.

A Secretaria de Educação de Joaquim Gomes, em Alagoas, informa que tem projetos junto ao Ministério da Educação para obter recursos federais para recuperar escolas rurais e também urbanas. Novas cadeiras já estão sendo compradas e reparos estão sendo feitos nas escolas.

O secretário de Educação de Lagoa Grande, em Pernambuco, diz que o município está trabalhando na recuperação das escolas em regime de urgência.

“Encontramos o município totalmente sucateado. Fizemos um levantamento emergencial onde a gente poderia intervir de imediato”, afirma o secretário de Educação de Lagoa Grande, Daniel Torre.
A Secretaria de Educação de Alagoas afirma que a ordem de serviço para recuperação da Escola Estadual Pajé Miguel Selestino já foi assinada. Serão instalados um laboratório de informática e uma biblioteca.

As cadeiras da escola Joaquim Francisco da Costa, em Petrolina, Pernambuco, foram substituídas cinco dias depois de o Fantástico visitar a escola.

Brasil do PT: Há 90 dias sem receber, terceirizadas ameaçam parar no governo do DF


Falência múltipla de órgãos
Alegam que não recebem pagamentosdo GDF há mais de 90 dias
Publicado: 10 de novembro de 2014 às 11:00

limpezaAs empresas que terceirizam serviços no governo do Distrito Federal divulgaram nota afirmando que estão chegando no limite de suas possibilidades para manterem os compromissos previstos nos contratos.
Segundo essas empresas, há mais de 90 dias o GDF não paga pelos serviços prestados, embora seus representantes insistam em dizer que os pagamentos são feitos normalmente. Somando só os valores a receber este ano em repactuações e faturas atrasadas, algumas empresas amargam prejuízos milionários, que em alguns casos chegam a R$ 30 milhões.


A denúncia é dos sindicatos patronais representantes das empresas de asseio, conservação, limpeza urbana, serviços gerais e vigilância privada. Elas alertam para uma iminente suspensão do pagamento dos salários de seus funcionários que atuam nos órgãos públicos, assim como dos tíquetes-alimentação e vale-transporte.


O presidente do  Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário e Serviços Terceirizáveis do DF, Antonio Rabello, classifica como “inverdades” as afirmações feitas por representantes do Governo de que os contratos estão sendo pagos.


Rabello relembra que esses problemas não são de hoje. “Nos últimos anos temos convivido com o atraso constante nos pagamentos das faturas, apesar de todas as tentativas de negociação que temos feito junto ao governo do DF. O resultado tem sido um rombo no caixa das empresas pois temos que recorrer a recursos próprios para mantermos serviços públicos e o atendimento à população”.



O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistema de Segurança Eletrônica, Cursos de formação e Transporte de Valores no DF, Irenaldo Pereira Lima, lembra que o problema se agrava a cada ano porque além do atraso no pagamento mensal dos contratos, as revisões previstas para cobrir aumentos de custos, também ficam para trás. Irenaldo explica: “As repactuações que deveriam ter sido feitas pelo GDF para 2014, estão paradas desde janeiro. E é exatamente nessa época de início do ano que nossos custos mais aumentam, com a assinatura das convenções coletivas de trabalho”.

Em crise Servidor reclama, mas Itamaraty vai manter políticas



A falta de recursos é apenas um dos reflexos da ausência de espaço e de importância que os diplomatas têm no atual governo.
Publicado: 10 de novembro de 2014 às 10:32 - Atualizado às 10:37

De embaixadores a oficiais de chancelaria, ninguém consegue negar que as Relações Exteriores estão em crise Foto: Arquivo EBCDe embaixadores a oficiais de chancelaria, ninguém consegue negar que as Relações Exteriores estão em crise

Os corredores e salas cheios de obras de arte do Palácio do Itamaraty, em Brasília, andam à meia-luz. Reflexo do regime de contenção de despesas a que a diplomacia brasileira está submetida e também do ânimo dos servidores do ministério.



De embaixadores a oficiais de chancelaria, ninguém consegue negar que as Relações Exteriores estão em crise, e nada indica que as luzes voltarão a brilhar com mais intensidade no início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

A falta de recursos é apenas um dos reflexos da ausência de espaço e de importância que os diplomatas têm no atual governo. O orçamento do ministério, hoje em torno de R$ 1 bilhão, representa 30% do que foi destinado há quatro anos – cerca de R$ 3,3 bilhões. O corte não tem reflexo apenas na meia-luz dos corredores, mas na própria atuação da pasta. As missões de promoção comercial do Itamaraty caíram de 180 no ano passado para 50 em 2014.

Missões empresariais não são tocadas por diplomatas há mais de dois anos – passaram para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Viagens foram reduzidas ao máximo dentro das possibilidades de um ministério cuja atividade principal está no exterior. Para evitar ficar de fora de encontros importantes, diplomatas passaram a aceitar passagens de órgãos internacionais, o que normalmente não era feito para evitar comprometimento. Um diplomata, que pediu anonimato, questiona o que fazer quando não se pode viajar, já que os encontros internacionais são uma das atribuições do ministério.

Um dos maiores cortes ocorreu na Agência Brasileira de Cooperação (ABC), sempre tratada como um dos braços mais fortes do “soft power” brasileiro. Os R$ 50 milhões de 2010 passaram para R$ 20 milhões neste ano. Acordos que se encerram não são renovados e novos termos não são iniciados. Diplomatas ouvidos pelo Estado reclamam que a situação da ABC é um dos maiores exemplos de que o espaço obtido em governos passados está sob risco.

Nos 16 anos dos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a atuação do Itamaraty era mais intensa e, consequentemente, o órgão se sentia mais prestigiado. Se o orçamento não era o adequado, pelos menos sobravam afagos, o que é supria a “carência” dos egos diplomáticos, como brincou um integrante de alto escalão do ministério. Com Dilma, os servidores do Itamaraty sentem falta de recursos, afagos e atenção.

Expansão
Há quem defenda que, apesar de ruim, é um período de ajuste depois de uma efervescência exagerada dos anos Lula, em que em apenas quatro anos foram admitidos 400 novos diplomatas e abertos mais de 100 novos postos no exterior. A expansão criou uma geração de servidores com pouca possibilidade de avanço rápido na carreira e embaixadas e consulados com dificuldade de manter pessoal.

O desânimo chegou a tal ponto que um grupo de diplomatas defende abrir mão do que até hoje era considerado um ganho: a escolha de um servidor de carreira para chefiar o Itamaraty. Há quem prefira um político, que tivesse a força de um partido, trânsito no Congresso e poder de negociação com a presidente. Comum entre os servidores da outra carreira de nível superior do ministério – os oficiais de chancelaria, que por terem menos peso político e salários menores são os mais atingidos pela falta de recursos -, essa visão chegou aos diplomatas.

A rebelião levou a cenas pouco comuns no Itamaraty, de servidores se dispondo a falar, ainda que reservadamente, contra a gestão do atual chanceler, Luiz Alberto Figueiredo. A defesa do ministro de alguns cortes que estão sendo feitos, que ele classificou de “boa gestão” e “economia de recursos públicos”, como publicado pelo Estado, revoltou diplomatas e outros servidores de todos os andares do Itamaraty.

Soluções
Figueiredo não reconhece que haja uma crise no ministério. Lembra, sempre, que está tentando encontrar soluções, como para o caso dos jovens diplomatas que têm poucas perspectivas de promoção, e que recentemente pediu a todos os servidores propostas para melhorar a situação na Casa.

Segundo conta um servidor, esse fato foi bem visto internamente e muitos colegas dele se reuniram para elaborar propostas. Porém, a resposta de Figueiredo não os agradou.

O ministro agradeceu, disse que eram muitas ideias e que seriam analisadas, mas ainda não se sabe o que será feito delas. Para um oficial da chancelaria, há coisas simples que podem ser melhoradas para aperfeiçoar o relacionamento dentro do ministério, como uma corregedoria independente e fim da reserva de mercado de cargos de chefia para diplomatas.

Apesar da crise interna e do desejo de vários de seus colegas de que o ministro não permaneça no cargo, por enquanto não há sinais de mudança. Pelo menos no próximo ano, Figueiredo deve continuar no posto. (AE)

Lava Jato: CGU não declara empresas inidôneas


Petrolão
Ao contrário de outros escândalos, CGU reluta em declarar inidôneas as empreiteiras do Petrolão
Publicado: 10 de novembro de 2014 às 0:10 - Atualizado às 8:04

Fachada da sede da Petrobras
Oito meses depois da deflagração da Operação Lava Jato, que revelou o esquema de corrupção na Petrobras, o baiano Jorge Hage, chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), curiosamente ainda não declarou inidôneas grandes empreiteiras enroladas no escândalo, entre elas a baiana Odebrecht. Ele foi mais ágil em outros casos.

Em 2012, cerca de dois meses depois da Operação Monte Carlo, ele declarou inidônea a empreiteira Delta, acusada de ligações ao bicheiro Carlos Cachoeira.


A CGU alega que não teve acesso à delação premiada de envolvidos no Petrolão e diz não ter “indícios suficientes” para punir os enrolados.Apesar da “falta de indícios”, empresários vinculados ao Petrolão já fizeram confissão de culpa, em acordos de delação premiada.


A CGU se omite, mas, além da Odebrecht, foram citadas no Petrolão a Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, UTC.

A CGU garante prosseguir “com suas próprias investigações” no caso da compra superfaturada da refinaria de Pasadena e da SBM Offshore.Leia na Coluna Cláudio Humberto.

“Não serei submisso ao Planalto”, diz Eduardo Cunha



Blog do Fernando Rodrigues


Fernando Rodrigues
Deputado do PMDB é candidato a presidente da Câmara em 2015
Cunha diz querer construir “relação de respeito'' com governo e oposição
Planalto tenta, mas fracassa seguidamente ao tentar frear peemedebista
Eduardo Cunha, em entrevista 15.out.2014 ao "Poder e Política" (foto: Sérgio Lima)
Eduardo Cunha, em entrevista 15.out.2014 ao “Poder e Política'' (foto: Sérgio Lima)


O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) declarou na manhã desta segunda-feira (10.nov.2014) que não pretende ser um candidato a presidente da Câmara submisso ao Palácio do Planalto.

“Não sou candidato de oposição nem quero ser candidato de oposição. Mas também não quero ser um candidato submisso ao governo. Quero apenas construir uma relação de respeito com o governo e com a oposição”, disse Eduardo Cunha ao UOL pouco antes de se encontrar hoje cedo com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que vai ajudá-lo na campanha para presidir a Câmara em 2015.

A Presidência da Câmara é um posto muito disputado por exalar poder político. É o terceiro cargo na República. Quando se ausentam a presidente e o vice, quem assume o Palácio do Planalto é o chefe da Câmara dos Deputados.

Além disso, o regime no Congresso é presidencialista. Os presidentes da Câmara e do Senado controlam orçamentos gigantes (maiores do que os de muitos Estados) e têm o poder absoluto para formular a pauta de votações da Casa.

Se há um pedido de cassação de mandato ou de impeachment presidencial, quem decide em grande parte o rito processual é o presidente da Câmara. Como se sabe, em 2015 deve eclodir, com toda a sua força, o escândalo revelado pela Operação Lava Jato, que identificou crimes de corrupção dentro do Petrobras com possíveis ramificações no Congresso e no Poder Executivo.

Os presidentes da Câmara e do Senado em 2015 serão os senhores do tempo e das atitudes quando uma CPI analisar os casos de corrupção na Petrobras. Inclusive se o cenário evoluir para algum pedido de impeachment da presidente.

O Palácio do Planalto tem reclamado da antecipação do processo de sucessão na Presidência da Câmara. Eduardo Cunha rebateu essa preocupação na sua conversa hoje cedo com o UOL:
“Uma vez terminada a eleição de 2014, não havia como ser de outra forma. Nas outras vezes, em 2006 e 2010, os candidatos do PT a presidente da Câmara começaram da mesma forma suas campanhas logo depois de garantirem seus mandatos nas urnas. Arlindo Chinaglia [PT-SP] e Marco Maia [PT-RS] fizeram isso. Agora, a diferença é que há um candidato do PMDB”.

Na avaliação de Cunha, interessa apenas ao governo e ao PT interromper agora o processo de sucessão na Presidência da Câmara. Imaginam que assim poderiam produzir algum outro candidato mais palatável ao Planalto. Mas ele, Cunha, não pretende interromper sua campanha.

Nesta semana, o peemedebista deve continuar a ser reunir com bancadas partidárias para tentar fechar apoios à sua candidatura.


RESISTÊNCIA NO PMDB
Cunha enfrenta, entretanto, um problema dentro do seu próprio partido. O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, que também é o vice-presidente da República, ficou irritado com uma entrevista que Cunha concedeu ao programa “Poder e Política”, em outubro.

Na entrevista de 15.out.2014, Cunha disse que Michel Temer, se perdesse a eleição presidencial na chapa com Dilma Rousseff, “dificilmente” teria “condição política de conduzir uma participação no governo [de Aécio Neves]. Mas também não teria condição dentro do PMDB de levar o PMDB para a oposição se a bancada está dividida, está rachada; se dentro dos Estados os apoios políticos estão rachados”.

Michel Temer interpretou a declaração de Cunha como uma tentativa de derrubá-lo da presidência do PMDB. Por essa razão, Temer teria iniciado um processo para tentar dinamitar a pretensão de Cunha de ser presidente da Câmara.


O vice-presidente da República escalou um de seus aliados mais próximos, o ministro Moreira Franco (Aviação Civil), cuja função no governo é quase nenhuma e passa parte dos seus dias telefonando para jornalistas e congressistas fazendo intrigas políticas. Essa já foi uma função ocupada por Moreira Franco no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando tinha uma sala no Palácio do Planalto apenas para “fazer política”.

A dupla Temer-Moreira se desdobra para tentar demonstrar fidelidade ao governo, derrubar Cunha e assim ter mais proeminência no 2º mandato de Dilma.

O Planalto fica espremido em meio a um dilema: avança mais para destruir as pretensões de Cunha (e se arrisca aí a ter um inimigo eterno no caso de vitória do peemedebista) ou tenta fazer algum acordo de procedimentos a partir de já.

Por essa razão, o ministro da Articulação Política, Ricardo Berzoini, foi ao seu perfil no Twitter ontem, domingo (9.nov.2014), para tentar debelar uma informação sobre a carga do Palácio do Planalto contra Eduardo Cunha:

Berzoini negou (de maneira dura, porém protocolar) que tivesse sido escalado por Dilma para fazer um alerta ao PMDB contra Eduardo Cunha. Após escrever essas notas no Twitter, Berzoini falou pelo menos com um cacique do PMDB para tentar minimizar a campanha anti-Cunha que o Planalto faz no momento.

Eis os tuítes do ministro de Dilma:
Bezoini-Twitter-9nov2014
CHANCES DE CUNHA

É impossível saber hoje quem será eleito presidente da Câmara logo após a posse das novas bancadas, em 1º.fev.2015.

Em tese, o cargo fica com o partido que tem a maior bancada. No caso, o PT. Mas essa regra já foi rompida muitas vezes.

O PT terá 69 deputados. Elegeu 70, só que a Justiça Eleitoral acaba de aceitar o recurso de um político do Paraná, do Solidariedade, e os petistas devem ter 69 cadeiras na Câmara a partir do ano que vem.

O PMDB terá 66 deputados. É uma diferença de apenas 3 cadeiras.

A favor de Eduardo Cunha há, neste momento, um sentimento forte anti-PT dentro do Congresso. Não há também na lembrança dos deputados mais antigos muito afeto pelos petistas que postulam o cargo de presidente da Câmara –Arlindo Chinaglia e Marco Maia. Tanto Chinaglia como Maia não foram presidentes populares da Câmara.

A esta altura, a única chance de o governo e o PT derrotarem Cunha é tentar miná-lo dentro do seu próprio partido, o que tem sido tentado. Mas o deputado peemedebista é diligente –como mostra a sua agenda. Hoje, segunda-feira (10.nov.2014), ele já estava com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, antes da 9h da manhã. Pezão é o governador mais forte do PMDB e um aliado tanto de Cunha como do Planalto.

No final do dia, Cunha já estará em Brasília para continuar sua rodada de conversas com deputados que podem elegê-lo em 2015.

Para complicar, o PMDB deve formalizar um bloco partidário que dará à legenda o comando de um grupo de deputados maior do que o da bancada do PT.

Cunha deve ser um candidato a presidente da Câmara “avulso”, como se diz no jargão do Congresso. Será bancado informalmente pelos votos do seu bloco partidário. Nesse caso, o PMDB não dirá que tem um candidato a presidente da Câmara (vaga que em geral cabe ao partido com maior número de deputados, o PT).

Como não terá candidato formal a presidente da Câmara, caberá ao PMDB fazer a primeira escolha na divisão dos cargos da Mesa Diretora da Casa. Os peemedebistas devem escolher a vaga de primeiro vice-presidente. Isso alijaria o PT do comando no caso de vitória de Cunha.



Comentarios


  1. GaloGalo


    A Câmara não pode ser comandada por um petista. As experiências passadas mostram claramente que o Congresso tem de assumir sua posição de Poder diante do Executivo. Além disso, o PMDB tem um projeto político de lançar candidato próprio nas eleições presidenciais, em 2018. Agora é a hora de começar a articular...
  2. Avatar de professor2

    professor2


    Esses Peemedebistas querem nada mais o que eles sempre quiseram; Poder para tentar barrar investigações de seus muitos membros corruptos espalhados por todo Brasil. Um partido tão incompetente e tão ruim que nunca vai ter um candidato à presidencia da República viável.
  3. Avatar de VIGHPA

    VIGHPA


    Jogada, depois qualquer "troca" muda de posição.
  4. Avatar de Dyu

    Dyu


    Saudades do MDB, SABIA FAZER POLÍTICA E OPOSIÇÃO. Já o PMDB não sei se é cego ou se faz de rogado pois, tem toda a condição política de peitar o planalto e se fazer o dono da situação, tenho certeza de que os outros partidos o apoiariam se ele SOUBESSE fazer o Brasil andar...............
  5. Avatar de Ronerto

    Ronerto


    queria saber como fica o pmdb nessa, não acredito que vão perder a mamata de ganhar, ganhar, ganhar e somente ganhar e ficar no muro como sempre.....
  6. Avatar de Pobre Coitado

    Pobre Coitado


    Não se iludam...Michel Temer vai ficar "falando" contra, mas vai apoiar Cunha por trás dos panos, que será o presidente da Câmara. Objetivo é um só: impeatchment da dilmona em 2015 por causa do PTrolão, e quem assume a presidência será o Temer......os PTebas foram engolidos pelo PMDB e ainda não entenderam...kkkkkkkkkk......
  7. Avatar de Sérgio Leôncio

    Sérgio Leôncio


    Pedir impeachment de Dilma é bolivarizar o Brasil. Tem de ser muito latino americano retrógrado para pensar assim. Já esse Cunha ACHA que sabe. Ele não sabe. Não votei e jamais votaria em Dilma, mas ela venceu democraticamente. Quem não é democrático que atire o impeachment nela.
  8. Avatar de nefelibata

    nefelibata


    Vamos lá Eduardo Cunha, vamos acabar com a farra desse partido vermelho. O PMDB já percebeu, é claro, que se sair da base, o castelo de cartas desmorona. E é hora de um partido da significância politica do PMDB, fazer justiça AOS BRASILEIROS.
  9. Avatar de RIO z sul

    RIO z sul


    O DEP CUNHA É O PIOR DO PMDB DO RIO,PRECONCEITUOSO E DE INDOLE DUVIDOSA
  10. Avatar de SP2014

    SP2014


    Este Berzoini tem um jeitão dos amigos do pt, me lembra o Palocci. Não confio neste cara, não sei porque. É só ficar de olho nele, não dar espaço.
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Tanzânia continua a acreditar em bruxas, e agora decidiu matá-las





Nairóbi, 10 nov (EFE).- Apesar de ter uma população majoritariamente cristã, a Tanzânia é um país onde a crença e a prática da bruxaria continuam enraizadas e ultrapassam as fronteiras da religião, mas onde a perseguição e o assassinato de bruxas causa anualmente uma média de 500 mortes violentas, segundo dados do Legal and Humans Rights Center (LHRC).

Em outubro pelo menos sete mulheres foram queimadas vivas em uma cidade do oeste de país após serem acusadas de participar de atos de bruxaria.

As vítimas, todas idosas, foram assassinadas por homens armados que foram casa por casa para golpeá-las antes de as incendiarem.

Os assassinatos de suspeitos de bruxaria não são um fato novo nem isolado neste país. São mortes com uma alta carga de violência, que incluem decapitações e esquartejamentos, segundo o relatório Human Rights Report (HRR) do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A novidade, desde 2013, é queimá-las vivas, explicou à Agência Efe Simeon Mesaki, da Universidade de Dar As Salam e especialista em bruxaria.

A Tanzânia é um país que se orgulha de ser uma democracia estável entre os convulsos sistemas do governo da região.

Sua sociedade, considerada como uma das mais "harmoniosas" da África oriental, possui uma forte identidade nacional, sendo um dos poucos países subsaarianos que emprega o swahili como primeira língua oficial.

No entanto, no ano passado, as Nações Unidas denunciaram o preocupante aumento de assassinatos relacionados à prática da bruxaria.

Em 2012, 630 pessoas foram assassinadas na Tanzânia por motivos relacionados à bruxaria, número que subiu para 765 em 2013, segundo dados da polícia reunidos no HRR.

A maioria das vítimas são mulheres (505, contra 260 homens em 2013), idosos e crianças, e a região mais afetada são as áreas rurais ao sul do Lago Vitória.

Maia Green, antropóloga e especialista em bruxaria da Universidade de Massachusetts, que escreveu sua tese de doutorado neste país africano, comentou que tanto o cristianismo como o islã são religiões com "fortes crenças no mal e nos espíritos, que coexistem e se misturam com estas crenças ancestrais".

A bruxaria é praticada tanto em zonas rurais como nas cidades, um meio para "encontrar bodes expiatórios para as desgraças, que explica e racionaliza acusações por inveja, ciúmes, cobiça, incompreensão ou desinformação", acrescentou Mesaki.

A exclusão social ou a expulsão da cidade é a resposta mais habitual diante da suspeita de bruxaria dentro de uma comunidade, assim como os assassinatos.

Em 1982 o governo tanzaniano aprovou uma Lei de Bruxaria que, além de criminalizar a prática, pretendia evitar que os cidadãos fizessem justiça pelas próprias mãos.

Mas, como denunciam o LHRC e o professor Mesaki, a legislação se mostrou incapaz de resolver os problemas derivados da prática da bruxaria.

Segundo ele, no artigo intitulado "Bruxaria e Lei na Tanzânia", a crença foi "reforçada e legitimada" pela existência da legislação.

Mesaki reforçou que a lei é um reflexo da percepção social de que a bruxaria é "indesejável", e que é necessário então "castigar aqueles que a praticam".


Mar avança sobre o Paraíba do Sul, no RJ, e água sai salgada da torneira




Do UOL, em São João da Barra (RJ)




Estiagem baixa nível do rio Paraíba do Sul e saliniza água

As águas do Paraíba do Sul abastecem vários municípios do estado do Rio de Janeiro, inclusive a capital. A estiagem no Sudeste vem causando a salinização da água e o assoreamento do leito. Em muitos pontos, é possível atravessar o leito do rio caminhando, em locais antes navegáveis Mauro Pimentel/UOL
A água que chega na torneira da casa do pescador Vitor Pereira, 38, há algumas semanas traz um gosto de sal. Em breve, planeja, será preciso comprá-la. Morador de Atafona, distrito de São João da Barra, no norte fluminense, ele acompanha há anos a briga entre o mar e o rio Paraíba do Sul, que encerra ali o seu percurso. Ao todo, as águas do Paraíba percorrem 1.100 quilômetros, três Estados e 184 cidades, desde a nascente, na serra da Bocaina, em São Paulo, até a foz, a poucas quadras da casa de Pereira. Com a seca que atinge a região e levou o volume do rio ao seu nível mais baixo já registrado, no entanto, a disputa, que parecia empatada, se inverteu.


Onde alguns meses atrás havia um cais de cinco metros de profundidade, há agora uma praia. Os pescadores são obrigados a esperar a maré cheia para poder partir sem risco de encalhar - a pesca é uma das principais atividades do município, localizado a 316 quilômetros do Rio de Janeiro.


"O mar tomou conta", diz Pereira, que calcula ter diminuído pela metade a sua produção. "Antes a gente saía o dia inteiro para pescar, agora só com a maré cheia. O peixe de água doce também não vem mais, tem que entrar cinco, seis quilômetros rio adentro para encontrar."


Junto com ele e outros pescadores, Aldair Gomes da Silva, 42, se apressava para preparar a rede e sair assim que o nível da água se elevasse. Ele perdeu um barco preso em um banco de areia há algumas semanas. "A gente agora trabalha com hora marcada", diz.


A falta de força do rio para impedir a entrada do mar, chamada de "língua salina", prejudica também o abastecimento da cidade, de 32 mil habitantes. Em muitos pontos, a Cedae (Companhia de Águas e Esgotos) não tem conseguido captar água, que passou a ser retirada de poços artesianos cavados emergencialmente pela prefeitura. Creches e escolas têm sido abastecidas por caminhões-pipa desde o fim de outubro.


A administração do município começou a dragar um canal de cerca de 400 metros no rio a fim de ampliar a sua vazão e, ao menos, amenizar o problema. Perto das máquinas, o Paraíba, que antes vertia água criando lagos em seu caminho até o mar, agora lembra um riacho.


O MPF (Ministério Público Federal) entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) a fim de que seja decretado estado de "calamidade hídrica" no Estado. No dia 7 de novembro, o nível dos reservatórios equivalentes do Paraíba do sul (que representa a média dos níveis das diferentes represas) chegou a 5,9% - na mesma época do ano passado esse número beirava os 50%.


"São João da Barra e outros municípios da região estão com problemas graves. Não se pode considerar que são situação isoladas", afirma o procurador Eduardo Santos de Oliveira, responsável pela ação, que defende uma ação imediata do governo. "O rio está seco. O que podemos fazer é tentar impedir que esta situação piore."



O secretário estadual do Ambiente, Carlos Francisco Portinho, enviou um ofício à ANA (Agência Nacional de Águas) no qual questiona a quantidade de água que existe no volume morto do reservatório de Paraibuna e qual percentual poderia ser utilizado. O secretário também pediu apoio da ANA na "elaboração e execução de um "plano de contingência".

O aposentado Lenilson Fernandes Braga, 65, que cresceu ao lado do Paraíba, diz nunca tê-lo visto tão baixo, e faz coro ao procurador. "Seca sempre teve, mas assim, com a água ficando salobra, não consigo lembrar. A situação da gente está muito triste."

Nível cai em todos os mananciais que abastecem a Grande São Paulo



Os níveis dos seis mananciais que abastecem a Grande São Paulo apresentaram queda nesta segunda-feira (10), segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O índice do maior e mais importante deles, o Sistema Cantareira, caiu 0,1 ponto percentual de ontem (9) para hoje, chegando a 11,3%. Esse percentual inclui as duas cotas do volume morto, água que fica no fundo das represas. O nível do Sistema Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas, passou de 8,3% para 8,2%, e do Guarapiranga, que fornece água para 4,9 milhões de pessoas na região, reduziu 0,2 ponto percentual, passando de 36,6% para 36,4%. O manancial que teve a maior queda no índice de armazenamento foi o Rio Claro, que caiu de 39,2% para 38,5% --0,7 ponto percentual. O nível do Sistema Alto Cotia chegou a 30,3% e do Rio Grande, a 66,8%.
Nível cai em todos os mananciais que abastecem a Grande São Paulo - Luis Moura/Estadão Conteúdo

Dilma e Alckmin discutem nesta 2ª pacote contra crise da água

A presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin se reúnem nesta segunda-feira (10 em Brasília para buscar uma saída para a crise hídrica em São Paulo. Os dois vão avaliar um pacote de medidas estimado em R$ 18,7 bilhões, segundo apurou o jornal "Folha de S.Paulo". Na campanha presidencial, o problema no fornecimento em São Paulo foi explorado pelo PT e pela então candidata como exemplo de fracasso em gestões tucanas. Agora, passada a disputa, ministros de Dilma falam em "política da mão estendida". Leia mais

Uma em cada 4 cidades do país decretou emergência em 2014 pela seca

O ano de 2014 é marcado por uma das das mais severas secas dos últimos anos, o que levou 1.246 dos 5.570 municípios brasileiros a decretarem situação de emergência. O levantamento foi feito com base nos decretos reconhecidos pela Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil) até a segunda-feira (3). Mais de 70% dos decretos estão no Nordeste (1.055). Apesar de viver uma crise hídrica, apenas um município do Estado de São Paulo teve decreto de emergência reconhecido pela Sedec até o último dia 3: Tambaú (a 256 km da capital paulista). Leia mais 

Pressão menor de água em SP é medida "para ficar", diz Sabesp

A redução da pressão no sistema de abastecimento de água da Grande São Paulo veio para ficar. "A gente não deve abandonar [essa medida] nunca mais. É uma condição que vai perpetuar-se dessa forma porque é a melhor condição para o aproveitamento da água sem desgaste da tubulação e sem desperdício. Essa é a herança que a crise nos trará", afirmou o superintendente de produção de água da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Marco Antonio Lopez Barros, em reportagem exibida na noite deste domingo (9) na TV Globo. A redução da pressão durante o período noturno é uma medida tomada, segundo a empresa, para diminuir o vazamento de água. Leia mais


Água volta a correr pela cachoeira de Salto (SP)

Depois de 120 dias com as pedras à mostra em razão da estiagem, as águas do Rio Tietê voltaram a correr na cachoeira de Salto, cidade paulista da região de Sorocaba, nesta sexta-feira, 7. A vazão no local que havia chegando a 20 metros cúbicos por segundo, chegou a atingir 200 m3/s. Leia mais

Na cidade sem água, contas continuam chegando; entenda o 'caos' em Itu (SP)

Em Itu, a cidade mais seca de São Paulo – a 102 km da capital -, água na torneira é uma raridade. Moradores têm se virado comprando água ou abastecendo suas casas enchendo galões nas bicas espalhadas pela cidade. A conta de água, no entanto, ainda chega alta para alguns ituanos. Leia mais na reportagem

Obras vão garantir água no Estado em 2015, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta sexta-feira (7), em Boituva, no interior de São Paulo, que o governo não depende apenas das chuvas para evitar que a crise hídrica se estenda até 2015. "Estamos fazendo obras. Além de interligar os sistemas que abastecem a região metropolitana de São Paulo, vamos ter a água do sistema São Lourenço, que iremos trazer de Juquitiba, a 80 quilômetros", disse. Leia mais

Após provocar estragos, chuva diminui em SP

Após provocar mais de 20 pontos de alagamento e derrubar árvores e um muro, a chuva que atinge a capital paulista diminuiu. Já não há mais pontos de alagamento na cdade. Leia mais
Itu (SP): Banho de caneca, filas na madrugada e até roubo de água: como é viver na seca - BBC

Itu (SP): Banho de caneca, filas na madrugada e até roubo de água: como é viver na seca

"É desumano. Chegou num ponto que a gente começou a ver situações inacreditáveis. Uma pessoa chegou na bica com uma arma e falou pro pessoal: 'passa a água!' Olha a inversão de valores que a gente tem". Cenas como a descrita acima assustaram Victor Tarraz, morador de Itu (102 km de São Paulo), a cidade mais afetada pela seca que assola o Estado de São Paulo. Assim como os outros 163 mil ituanos, ele tem sofrido com a falta de água na região, que já está há nove meses em racionamento. Leia a reportagem 

Chuva forte provoca pontos de alagamento em SP

Há 18 pontos de alagamentos na capital paulista, quatro na avenida Nove de Julho, na praça da Bandeira; quatro na rua São Paulo, na Liberdade; quatro na avenida Alcântara Machado (radial leste), no cruzamento com a avenida Alvaro Ramos; dois na praça Ciro Pontes, na zona leste; e um na avenida Rangel Pestana, na altura da rua José de Alencar.A chuva é mais forte na Mooca e no centro. O CGE informa que a tendência é de que as áreas de chuva se desloquem gradualmente para outros bairros da zona leste, bem como para a região de Guarulhos, perdendo intensidade. Leia mais

Justiça dos EUA investiga denúncias de corrupção na Petrobras, diz 'FT'

10/11/2014 08h52 - Atualizado em 10/11/2014 08h52

Autoridades querem saber se companhia ou funcionários pagaram propina.


SEC também estaria investigando a estatal.

Do G1, em São Paulo
VALE ESTA 2 arte youssef lava jato (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra a Petrobras por conta das denúncias de corrupção na companhia, segundo o jornal britânico “Financial Times”. De acordo com a reportagem, as autoridades dos Estados Unidos estão investigando se a estatal ou funcionários da empresa receberam propina.

Além da investigação criminal, a Petrobras também seria alvo da Securities and Exchange Comission (SEC) dos EUA, órgão que regula o mercado de capitais e que, no Brasil, seria correspondente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Petrobras tem papéis negociados nos mercados de Nova York, por isso o interesse dos EUA nas denúncias.

Ainda segundo o “FT”, as autoridades dos EUA querem saber se a Petrobras, seus funcionários ou intermediários violaram o Ato de Práticas Corruptas Estrangeiras, um estatuto anti-corrupção que considera ilegal subornar oficiais estrangeiros para conseguir ou manter negócios.

A publicação aponta que o Departamento de Justiça, a SEC e a Petrobras foram procurados, mas não responderam aos pedidos da reportagem para comentar o assunto. Em resposta a questionamentos feitos anteriormente pela Comissão de Valores Mobiliários brasileira, a Petrobras informou que criou comissões internas para averiguar “indícios ou fatos contra a empresa”.

Denúncias
A Petrobras está no centro das investigações da operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O esquema, segundo a PF, foi usado para lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, e movimentou cerca de R$ 10 bilhões. De acordo com a PF, as investigações identificaram um grupo brasileiro especializado no mercado clandestino de câmbio.

Os principais contratos sob suspeita são a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que teria servido para abastecer caixa de partidos e pagar propina, e o da construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, da qual teriam sido desviados até R$ 400 milhões.




Ibovespa abre em alta; investigação externa derruba Petrobras


O Ibovespa abre em alta nesta segunda-feira, seguindo os ganhos na Europa e na China. O índice subia 0,91% às 10h29, para 53.709 pontos. Números positivos da China e uma melhora de sentimento na zona do Euro ajudam nas cotações.

Na China, o saldo da balança comercial atingiu US$ 45,41 bilhões em outubro. O resultado veio acima do registrado no mês anterior (US$ 30,966 bilhões) e do esperado pelo mercado (US$ 42,0 bilhões). As exportações subiram 11,6% na comparação anual, ante uma alta esperada em 10,6%. As importações, por outro lado, aumentaram 4,6% na comparação interanual, enquanto a expectativa era de 5,0%.

Na Europa, diz o banco Mizuho, o índice de confiança do investidor cresceu inesperadamente para -11,9% em novembro, depois de tocar a mínima em 17 meses em outubro, de -13,7%.

As ações da Petrobras, após abrirem em alta, viraram e passaram a cair. A perda era de 1% para as PN e de 0,73% para as ON. Notícia publicada pelo jornal Financial Times informa que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais americano, estão investigando o envolvimento da Petrobras e de seus funcionários em um suporto esquema de pagamento de propinas.

As investigações tentam apurar se a empresa ou seus funcionários, intermediários ou prestadores de serviços violaram a Lei de Práticas Corruptas no Exterior, uma lei anticorrupção que torna ilegal subornar funcionários estrangeiros para ganhar ou manter negócios.

Cidade do Canadá tem mais ursos do que moradores


09/11/2014 21h03


Churchill e suas redondezas são monitoradas por câmeras e guardas. Brasileira conta que, por segurança, casas e carros devem ficar abertos.

Urso preto, urso pardo e os imensos ursos polares. O Fantástico foi até a área deles, uma cidadezinha canadense que tem mais ursos do que moradores, atrás desses bichos que encantam e surpreendem, que são extremamente agressivos, mas podem ser dóceis e fofos.


Para chegar até a região dos ursos, nossa equipe pegou um trem que atravessa boa parte do país. O vagão todo envidraçado garante uma vista privilegiada das paisagens belíssimas do caminho. Veja aqui: 16 fatos sobre a cidade que tem mais ursos que gente


O Canadá é o segundo maior país do mundo em extensão. Só para fazer o percurso de Vancouver a Jasper, foram mais de 20 horas de trem, e ainda mais três de carro até a primeira parada: Banff.


A cidade fica dentro de um parque nacional, que tem mais de 6,6 mil quilômetros quadrados e é tombado pela Unesco como patrimônio histórico da humanidade. Cercada por montanhas, florestas e lagos glaciais azuis, os cenários de Banff são de tirar o fôlego.


Circular de carro pelas vias que cortam o parque exige atenção. A todo momento nos deparamos com animais na beira da pista, e fica bem claro que nós somos os intrusos. Estamos no ambiente deles. A recomendação é manter distância, mas, às vezes, fica difícil obedecer.


Os alces com chifres enormes são os machos e, nessa época do ano, ficam mais agressivos porque é época de acasalamento.


Encontramos alguns ursos pretos no meio da montanha. Esse tipo de urso só existe na América do Norte. É a espécie mais comum e também a de menor tamanho. Seus movimentos calmos e lentos enganam. Eles são rápidos e traiçoeiros. Por isso, só conseguimos vê-los à distância.


Mas a aventura atrás desses animais está só começando. Partimos em direção a um lugar que é um dos únicos do mundo onde é possível chegar perto dos ursos no seu ambiente natural: Churchill, cidade mais conhecida como a capital dos ursos polares, os maiores carnívoros terrestres do planeta.


Lá, vivem 900 pessoas e cerca de mil ursos. Os moradores costumam dizer que tem mais de um urso por pessoa. Nessa época do ano, eles estão escondidos nas pedras ou circulando pela natureza ao redor de Churchill. E muitas vezes, especialmente à noite, aparecem na cidade.


O nativo Paul Kasuratsiar conta que ele costuma usar a luz do celular para assustar e afastar os ursos que encontra pelo caminho. “O perigo é você tropeçar neles quando estão dormindo na neve, porque os dois são brancos e você não vê”, diz.


A cidade e suas redondezas são monitoradas por câmeras e guardas ambientais. Logo que chegamos, flagramos uma perseguição: um guarda tenta impedir um urso de entrar na área urbana de Churchill.


O coordenador de segurança, Duane Collins, diz que recebeu o alerta da presença de um urso na área pelo rádio. O local é um observatório de ursos.
Para impedir a entrada dos ursos na cidade, ele explica: “Usamos esta arma de efeito moral. Ela só faz barulho. O último ataque que resultou em morte aconteceu há mais de 30 anos”, conta.


Os ursos polares chegam em Churchill pelo mar. Durante o verão, a camada de gelo que cobre o oceano derrete. Eles chegam nadando e ficam por lá até a chegada do inverno, quando, novamente, o mar congela e eles podem voltar para o seu ambiente de caça.


Os ursos polares se alimentam principalmente de focas durante a temporada do gelo, que dura cerca de sete meses. O problema é que, com o aquecimento global e o aumento das temperaturas na região da Baía de Hudson, o inverno está cada vez mais curto e os ursos chegam ao continente mais magros e famintos. Isso talvez explique por que cada vez mais eles têm sido vistos na área urbana.


Apesar do medo, a vida em Churchill gira em torno desses animais, que atraem turistas do mundo inteiro nesta época do ano.


Para chegar perto dos ursos, um mecânico da cidade inventou até um veículo. Ele foi todo pensado para causar pouco impacto na natureza e muita segurança aos turistas. Por isso, tem pneus enormes.


O guia explica que nada pode afetar o ambiente dos ursos. Por isso, os pneus são tão largos, para diminuir a pressão sobre o solo. A calibragem deles também ajuda a distribuir o peso.


A aventura atrás dos ursos continua. Uma hora depois, eles começam a aparecer. Qualquer barulho pode assustá-los. Eles têm um olfato tão sensível que são capazes de sentir a nossa presença pelo cheiro em uma distância de até 30 quilômetros.


A pesquisadora explica que as fêmeas são menores do que os machos e têm um comportamento desconfiado. Como elas são bem menores, também são mais cautelosas com a própria segurança.


A idade máxima de um urso é por volta de 20 anos e, normalmente, chega a 600 quilos.


Um urso se aproxima, rodeia o veículo e tenta alcançar a janela. Depois, sorrateiramente, vai indo para parte de trás do carro e arranca, com a boca, sem esforço algum, a lanterna traseira.


Na área urbana de Churchill, ninguém quer saber das brincadeiras dos ursos, não. A brasileira Vera Romano é chef de cozinha e acabou de chegar para trabalhar na cidade. “Estou apavorada. Tem que andar na rua olhando tudo quanto é beco. Você não pode trancar seu carro, por lei. Porque se você está andando na cidade e você vê um urso, você tem que correr para dentro do carro para não ser comida. Aqui não se tranca a porta de casa também”, conta.



Antônio da Silva é dono da padaria da cidade, e diz que não precisa ter medo. Basta ter atenção. “Quando saio de casa olho para os dois lados, olho para o lado direito, para o norte, para o sul, olho para onde puder olhar, tudo que eles possam estar. Se estamos em uma grande cidade podemos ser esfaqueados por outra pessoa qualquer, e não é um urso, é um humano”, afirma.


Os ursos também vão para a prisão. Nossa equipe não pôde entrar, mas fotos mostram como eles ficam do lado de dentro. São 28 celas, cinco com ar-condicionado.


Um guarda ambiental diz que a prisão recebe cerca de 45 ursos por ano. Muitos deles são capturados com armadilhas espalhadas pela cidade. Pedaços de foca são colocados em um saco do lado de dentro. Quando o urso puxa o saco, a armadilha se fecha

Acompanhamos o dia de colocar um urso em liberdade. Ele sai sedado da prisão e começa toda uma operação. São necessários cinco homens para amarrá-lo dentro da rede. Tudo acontece muito rápido e ele é levado para o seu ambiente natural.

Tantos cuidados com os ursos polares de Churchill se justifica: nos últimos dez anos, com o aquecimento global, o gelo derrete cada vez mais cedo. O inverno, que é a temporada de caça e alimentação dos ursos, já está quase um mês mais curto. Os animais chegam ao continente cada vez mais magros e famintos.


Muitos, de tão fracos, não conseguem sobreviver. E, para salvar esses animais, só tem um caminho: a preservação do meio ambiente.

Irresponsabilidade total!!Bebê é internado após ingerir droga que seria traficada pelo pai em SP


10/11/2014 07h54 - Atualizado em 10/11/2014 07h54


Menina de um ano e oito meses ingeriu uma porção de maconha.


Criança foi internada em Praia Grande, SP, e não corre riscos.

Andressa Amorim Do G1 Santos

Bebê ficou em observação na UPA do bairro Samambaia, em Praia Grande (Foto: Andressa Amorim/G1)Bebê ficou em observação na UPA do bairro Samambaia, em Praia Grande 
 
 
Uma menina de um ano e oito meses foi internada em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após ingerir, acidentalmente, uma pequena quantidade de maconha dentro de casa, no bairro Jardim Real. A criança recebeu alta algumas horas depois de ter sido atendida na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Samambaia. O Conselho Tutelar vai investigar o caso.

De acordo com a polícia, os pais da garota são dependentes químicos e deixaram a droga em um local de fácil acesso. Durante depoimento, a mãe da menina afirmou que o marido esqueceu a maconha em um canto e a criança acabou a encontrando. Ela também confessou que o marido recebe as drogas para que, posteriormente, faça a venda.

Após o depoimento da mulher, a polícia fez uma diligência até a casa da família para tentar encontrar o rapaz, mas ele havia desaparecido. Durante revista, os policiais também não encontraram nada de ilícito dentro da casa. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Sede da cidade.


PT e PSDB já preparam disputa por Prefeitura de SP

A disputa eleitoral pela Prefeitura de São Paulo em 2016 começa a pautar as conversas nos partidos protagonistas da recém-encerrada campanha presidencial, a mais acirrada em 20 anos de enfrentamentos entre PT e PSDB. 
 
 
Dentro das duas legendas já circulam listas de nomes interessados nas indicações das siglas, enquanto pré-candidatos de outras legendas tentam, a exemplo do que ocorreu na corrida pelo Planalto, ser uma alternativa a essa polarização.

A capital paulista foi palco de fenômenos importantes para PT e PSDB na campanha encerrada no mês passado. Os tucanos avançaram sobre redutos que até eleições passadas eram predominantemente petistas nas periferias das zonas sul, como Capela do Socorro, e leste, como Itaquera. O resultado fez acender a luz de alerta no PT, partido que em 2012 obteve a terceira vitória na disputa municipal, mas a primeira superando um adversário do PSDB.


Poucos dias depois do 2.º turno da eleição presidencial, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, procurou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dizer que está disposta a enfrentar o prefeito Fernando Haddad em prévias no PT. Lula não se posicionou contra nem assumiu qualquer compromisso com a ex-prefeita, que administrou a cidade de 2001 a 2004.


Entretanto, o ex-presidente lembrou que é natural os gestores buscarem a reeleição e citou a escolha de Dilma Rousseff como candidata neste ano - Marta foi entusiasta do Volta, Lula, o que a desgastou no Planalto.


No PT, o aviso é visto com desconfiança. Parte dos petistas crê que Marta está mesmo disposta a sair candidata, diante da baixa aprovação da gestão Haddad. A ministra - que já anunciou sua saída da pasta - pretende explorar o receio dos vereadores de verem a bancada ficar menor caso o desempenho do partido na disputa pela Prefeitura seja ruim.


Outra parte do PT acredita que Marta tenta se cacifar. Embora tenha sido bem avaliada no MinC, o desgaste com Dilma e com dirigentes do partido durante a campanha isolou a ex-prefeita. Ela poderia repetir a tática de 2012, quando levou a decisão de disputar prévias contra Haddad até a garantia de que seria nomeada ministra.


Seja quem for o candidato, o PT sabe que a disputa será difícil. "O PT está diante de uma esfinge e, se não souber responder suas perguntas, pode ser devorado", diz o presidente municipal do partido, vereador Paulo Fiorilo.


A pergunta é: por que o PT perdeu os votos da periferia que sempre o apoiou?


Para a direção partidária, responder a essa questão é a principal tarefa para os próximos meses, antes de abrir o processo de escolha do candidato. Uma das respostas é melhorar a imagem da gestão Haddad, operação já em curso.
A avaliação do prefeito desabou após os protestos de 2013, mas se recuperou e teve 22% de ótimo e bom em setembro, segundo o Datafolha. É pouco, porém, para um candidato à reeleição.
Esses índices, associados ao desgaste do governo federal, ajudam a entender a ampliação da vantagem do PSDB sobre o PT no eleitorado paulistano. Em comparação com 2010, Dilma perdeu 14 pontos porcentuais entre os votos válidos no 1.º turno: foi de 38% há quatro anos para 24% em 5 de outubro. No 2.º turno, perdeu para Aécio Neves (PSDB) por 64% a 36%.


Na disputa estadual, Alexandre Padilha (PT) ganhou em 4 das 58 zonas eleitorais da cidade, abaixo das 21 vencidas pelo correligionário Aloizio Mercadante contra Geraldo Alckmin em 2010.


Prévias
Na seara tucana, o senador eleito José Serra avisou a aliados que não pretende disputar o cargo novamente. Com isso, os pré-candidatos que em 2012 abriram mão das prévias e o deputado José Aníbal - de quem agora é 1.º suplente, mas há dois anos foi o único a enfrentar Serra na votação interna - são novamente citados para a disputa interna.


"A ideia é que o partido realize prévias se mais de um nome se apresentar", disse o presidente do PSDB municipal, Milton Flávio. Ele avalia que a disputa por sua sucessão no diretório, em abril, vai iniciar esse processo. Por ora, os tucanos preferem a discrição e dizem que ainda é cedo para esse debate.
Em 2012, colocaram-se para a disputa interna, mas abriram mão em favor de Serra, o vereador Andrea Matarazzo e os deputados Bruno Covas e Ricardo Tripoli.

O primeiro é ligado a Serra e o segundo, a Alckmin, que terá papel crucial nessa definição. Parte dos tucanos defende que o pré-candidato seja escolhido o quanto antes e nomeado secretário estadual, para ganhar visibilidade.


Tripoli, por sua vez, aposta em atrair o apoio de Aécio. Seus "trunfos" são justamente não ser ligado nem a Serra nem a Alckmin - ele era próximo de Mário Covas - e ter sido o deputado federal mais bem votado na capital. Para Aécio, ter um nome de confiança na principal disputa de 2016 será importante para o papel de líder da oposição ao PT. (Colaborou Fábio Brandt). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília