domingo, 23 de novembro de 2014

Governo reduz previsão de receita em R$ 38 bi e eleva despesa em R$ 32 bi



Por Dinheiro Público & Cia
21/11/14 19:03


A exatos 40 dias do final do ano, o governo Dilma Rousseff admitiu, na prática, que superestimou sua previsão de receitas e subestimou a de despesas -e deu dimensões mais precisas desse irrealismo.


Divulgado nesta sexta-feira (21), o relatório bimestral da execução orçamentária projetou que a arrecadação de tributos e outras fontes de recursos somará R$ 1,046 trilhão em 2014. Até setembro,  a área econômica previa um montante superior em R$ 38,4 bilhões.


Já a estimativa de despesas aumentou R$ 32,3 bilhões, para R$ 1,039 trilhão. Só com seguro-desemprego e abono salarial, a previsão de gastos cresceu R$ 8,8 bilhões; com benefícios da Previdência, R$ 8,1 bilhões; com subsídios para as contas de luz, R$ 1,5 bilhão.


Com as novas projeções, o Executivo assume formalmente que não cumprirá a meta de poupar R$ 80,8 bilhões para o abatimento da dívida pública. No documento publicado, a poupança calculada é de apenas R$ 10,1 bilhões -mas nem isso é certeza.


O governo enviou neste mês ao Congresso um projeto que sepulta a meta. O texto permite até que as contas federais fechem no vermelho, ou seja, com gastos acima das receitas.


A estratégia do Planalto neste ano reeleitoral foi trabalhar com uma projeção excessivamente otimista de receitas para, assim, evitar cortes de despesas.


Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, as despesas devem ser bloqueadas quando a arrecadação é reestimada para baixo nos relatórios bimestrais do Orçamento. Dessa forma, a legislação procura garantir o cumprimento da meta fixada para a poupança do ano.


O relatório bimestral ainda reduz as previsões para o crescimento neste ano, de 0,9% para 0,5%, e em 2015, de 3% para 2%. Ainda assim, trata-se de otimismo: o mercado prevê 0,2% em 2014 e 0,8% no próximo ano.


Leia mais: Veja como o governo driblou a lei para descumprir a meta fiscal

8 comentários

  1. John Smith comentou em 21/11/14 at 19:28 
    Olha ai, de onde vem o dinheiro que supostamente vai ser devolvido pelas empreiteiras, reduzimos e por baixo do pano vocês fazem de conta que devolvem.

  2. REINALDO comentou em 21/11/14 at 19:49  
    POR QUE NADA NESSE PAÍS É LEVADO A SÉRIO????

  3. Joao comentou em 21/11/14 at 20:35 
    Se o governo federal não tem necessidade de cumprir as metas fiscais porque os estados e municípios são obrigados a cumprir?

    • Dinheiro Público & Cia comentou em 21/11/14 at 20:42
      João,
      Estados e municípios também conseguem driblar as metas fiscais. O blog deverá tratar do tema neste fim de semana.

  4. leosilva comentou em 21/11/14 at 21:23 
    A Dilma vai falir o brasil. Igual a Cristina Kichiner fez com a argentina.

  5. Rasputin comentou em 22/11/14 at 3:44
    Governo??? Esses povo patetico frauda as urnas e quer ser reconhecido como governo? Essa mistura de incompetencia, desonestidade e feiura nao cola mais…O Brasil pode se considerar desgovernado…

  6. luiz paulol.de.santanna@bol.com.br comentou em 22/11/14 at 7:57 
    o Fernando não e desinformado e apenas um companheiro de escola do lula estudou economia no botequim e fez mestrado em enrolação.


  7. luiz paulol.de.santanna@bol.com.br comentou em 22/11/14 at 8:02 
    a dilma não vai falir o pais pois nem para isso ela tem competência ate porque os companheiros tem que ter de onde tirarem a merenda o que vai acontecer e que o pais e como criança com verminose nas áreas pobre deste imenso presunto, toma remédio mas continua brincando com terra.


15 Estados e o DF descumpriram as metas fiscais fixadas em lei


Dinheiro Público & Cia

Receita e despesa, economia e política



Folha


Por Dinheiro Público & Cia
23/11/14 11:32
2
O governo Dilma Rousseff teme possíveis sanções pelo descumprimento da meta para o saldo das contas do Tesouro Nacional, mas a maioria dos atuais governadores já estourou seus gastos sem maiores consequências.


Levantamento mostra que, só no ano passado, 15 Estados e o Distrito Federal pouparam menos que o previsto para o abatimento de suas dívidas.


Como a União, os governos estaduais precisam, a cada ano, fixar suas metas fiscais nas respectivas LDOs (Leis de Diretrizes Orçamentárias). Não está claro na legislação se o governante que descumprir a meta está sujeito a alguma pena, mas, para não correr riscos, o governo Dilma tentará nesta semana alterar a LDO federal.


A oposição ataca a manobra, mas seus governadores mais importantes também driblaram as promessas de austeridade.


Em São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin alterou a LDO em 2013 para reduzir a meta fiscal de R$ 5,7 bilhões para R$ 3,5 bilhão. Como atenuantes, a mudança foi feita em julho, não tão perto do final do ano, e a poupança efetiva chegou a R$ 4,4 bilhões.


Seu correligionário mineiro, Antonio Anastasia, teve ainda menos trabalho: iniciou o ano com o compromisso de conseguir um saldo de R$ 2,5 bilhões nas contas; terminou com gastos acima das receitas em R$ 86 milhões.


O precedente dos governadores pode indicar que são reduzidos os riscos de punição legal pelo descumprimento das metas, mas não alivia os impactos econômicos da derrocada das contas públicas.


É do governo federal a responsabilidade pelo equilíbrio fiscal do país. Até os resultados dos Estados, do Distrito Federal e dos principais municípios têm de ser negociados previamente com a União, que é a principal credora das dívidas regionais.


A disparada generalizada dos gastos no primeiro mandato de Dilma ajudou a reduzir o desemprego, mas acelerou a inflação, que ameaça estourar o teto legal de 6,5% ao ano e obriga o Banco Central a manter juros em alta.

Chuva não impede nova queda no nível dos principais reservatórios da Grande SP

Crise da água

Folha



A chuva que atinge a Grande São Paulo deste sexta-feira (21) foi insuficiente para interromper a queda no nível dos principais reservatórios de água que abastecem a região.


De acordo com dados divulgados pela Sabesp na manhã deste sábado (23), o Cantareira está com 9,5% de sua capacidade. O número é 0,1 ponto menor do que o de sábado.


Desde o último fim de semana, o sistema utiliza a segunda cota do volume morto. Em novembro, o Cantareira recebeu 99,5 mm de chuva, o equivalente a 61% da média histórica do mês.


De sábado para domingo, o Alto Tietê também perdeu 0,1 ponto e opera com 6,1% da capacidade. Já no Guarapiranga a queda foi de 0,3 ponto, chegando a 32,3%.
A maior queda foi registrada no Rio Claro. O sistema perdeu 0,7 ponto e está com 31,9% da capacidade. O Alto Cotia se manteve com 28%, enquanto o Rio Grande cedeu 0,2, alcançando 63,8%.


PREVISÃO DO TEMPO
A previsão dos meteorologistas é que os sistemas de abastecimento da Grande São Paulo tenham um alívio nos próximos dias. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Metorologia), há previsão de chuva no Cantareira até quinta-feira (27).


De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura, a chegada de uma frente fria causa nebulosidade na capital paulista e deve fazer chover no de forma isolada entre o fim da tarde e à noite deste domingo. A temperatura máxima não deve passar os 25ºC, e a umidade relativa do ar deve chegar até 92%.


Segundo os meteorologistas, as chuvas com maior intensidade devem atingir o sul de Minas Gerais, incluindo alguns reservatórios do Sistema Cantareira.

Cientistas criam "band-aid" inteligente que suga os germes do machucado


Do UOL, em São Paulo
Engenheiros médicos já usam fibras nanométricas, isto é, em tamanho igual ou inferior a um bilionésimo de metro, como alternativa para reparar tecidos em crescimento, como, por exemplo, a pele. Agora, eles estão desenvolvendo malhas de nanofibras --material não visível ao olho humano com superfície e diâmetros muito menores que um fio de cabelo-- capazes de "sugar" germes e bactérias de feridas e acelerar a cura.


Os avanços foram relatados em um simpósio anual sobre tecnologias médicas, que ocorreu em Baltimor, no Estado de Maryland (EUA).


Os cientistas injetaram o material em feridas para dar início à reparação dos tecidos, mas, para projetar um curativo verdadeiramente inteligente, eles precisam saber como acontece a interação com as bactérias.


Depois de testar nanofibras de vários tamanhos, os pesquisadores descobriram que os germes se transferem mais facilmente para os materiais com diâmetros que correspondem aos tamanhos das bactérias.


Quando os cientistas colocaram as nanofibras em um recipiente com Staphylococcus aureus, uma bactéria causadora de infecção crônica, as bactérias rapidamente se ligaram às fibras de 500 nanômetros de largura, mas dificilmente nas fibras com diâmetros maiores.


Os pesquisadores, que pretendem testar a descoberta em um material que se assemelha a pele humana, esperam desenvolver curativos inteligentes que poderiam impedir infecções. Os médicos, então, poderiam curar uma ferida apenas com o "pequeno" band-aid.

Humberto oferece abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico para provar que não recebeu R$ 1 milhão de desvios na Petrobras

"honradez e seriedade"

Publicado em 23/11/2014 às 7:38 por em Notícias
Foto: Agência Senado
Foto: Agência Senado



Em nova divulgada na madrugada deste domingo (23), o senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, nega que tenha recebido R$ 1 milhão do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras através do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, e coloca à disposição de todos os órgãos que atuam na investigação do caso a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.



“Tenho uma vida pública pautada pela honradez e seriedade, não respondendo a qualquer ação criminal, civil ou administrativa”, diz o senador no texto. Humberto Costa integra a CPI da Petrobras no Senado e a CPI Mista da Petrobras, que reúne deputados e senadores.



Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, afirma que Paulo Roberto Costa teria denunciado o pagamento de R$ 1 milhão a Humberto em um dos depoimentos que ele tem feito em seu processo de delação premiada.




“Sou defensor da apuração de todas as denúncias que envolvam a Petrobras ou qualquer outro órgão do Governo. Porém, entendo que isso deve ser feito com o cuidado de não macular a honra e a dignidade de pessoas idôneas. O fato de o sr. Paulo Roberto estar incluído em um processo de delação premiada não dá a todas as suas denúncias o condão de expressar a realidade dos fatos”, rebate o senador, na nota.


De acordo com o jornal, o dinheiro para o senador teria sido solicitado pelo presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra), Mário Barbosa Beltrão. Paulo Roberto Costa não soube explicar como foi feito o repasse e disse apenas que ele saiu da cota de 1% destinada a políticos do PP.
No texto, Humberto afirma que conheceu o ex-diretor da Petrobras em 2004, mas que sua relação com ele foi estritamente institucional, durante o processo de implantação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco. A Rnest é um dos focos de desvio da estatal.



O senador petista também afirma ser amigo de infância de Mário Beltrão, que teria ajudado a trabalhar pela instalação da refinaria. “Porém, em nenhum momento eu o pedi e ele muito menos exerceu o papel de solicitar recursos ao Sr. Paulo Roberto para a campanha ao Senado de 2010″, afirma.



Na nota, Humberto diz que a denúncia “padece de consistência” ao afirmar que a doação teria sido financiada pelo PP, por não haver razão que justificasse o apoio de outro partido à sua campanha. Ele também nega que tivesse influência para ameaçar demitir Paulo Roberto Costa da Petrobras, caso não recebesse o valor solicitado.



“Mais inverossímil ainda é a versão de que se o sr. Paulo Roberto não tivesse autorizado tal doação, correria o risco de ser demitido, como se eu, à época sem mandato e tão somente candidato a uma vaga ao Senado, tivesse poder de causar a demissão de um diretor da Petrobrás”, afirma o senador.



HISTÓRICO – Humberto Costa já foi alvo de denúncias de corrupção quando era ministro da Saúde no governo do ex-presidente Lula (PT). Durante a sua gestão, a Polícia Federal realizou a Operação Vampiro, que detonou um esquema de fraudes na contratação de hemoderivados pela pasta. Humberto chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), mas foi absolvido  em 2010 pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) por unanimidade.



Humberto Costa também foi citado no Escândalo das Sanguessugas, que desviava dinheiro da compra de ambulâncias pelo Ministério da Saúde. Como ministro, ele havia sido alertado pela Controladoria Geral da União (CGU) sobre os contratos. Na ocasião, o petista também ofereceu a abertura de seus sigilos telefônico, fiscal e bancário, para comprovar que não estava envolvido. O petista não chegou a ser denunciado pelo escândalo.



Os dois escândalos foram fartamente utilizados contra Humberto na campanha de 2006, quando ele disputou o Governo de Pernambuco e perdeu no primeiro turno, com 25% dos votos. O eleito naquele ano foi o ex-governador Eduardo Campos, falecido em agosto último enquanto disputava a Presidência da República pelo PSB.



Em 2010, com o apoio de Campos, Humberto foi eleito senador com mais de 3 milhões de votos. Dois anos depois, o petista concorreu à Prefeitura do Recife e ficou em terceiro lugar, com apenas 17,4% do eleitorado. Quem se elegeu foi o atual prefeito da cidade, Geraldo Julio (PSB), cuja candidatura marcou o início do rompimento de Campos com o PT em Pernambuco.



Leia a íntegra da nota:


NOTA DE ESCLARECIMENTO


Em relação à publicação do jornal o Estado de São Paulo deste domingo que relata supostas acusações do sr. Paulo Roberto Costa dirigidas a mim em delação premiada, afirmo que:,

1. Todas as doações de campanha que recebi na minha candidatura ao senado em 2010 foram feitas de forma legal, transparente, devidamente declaradas e registradas em minha prestação de contas à justiça eleitoral e inteiramente aprovadas, estando disponíveis a quem queira acessá-las;
2. Assim, nego veementemente ter pedido a quem quer que seja que solicitasse qualquer doação de campanha ao sr. Paulo Roberto;
3. Tal denúncia padece de consistência quando afirma que a suposta doação à campanha teria sido determinada pelo Partido Progressista (PP) por não haver qualquer razão que justificasse o apoio financeiro de outro partido à minha campanha;
4. Mais inverossímil ainda é a versão de que se o sr. Paulo Roberto não tivesse autorizado tal doação, correria o risco de ser demitido, como se eu, à época sem mandato e tão somente candidato a uma vaga ao Senado, tivesse poder de causar a demissão de um diretor da Petrobrás;
5. Causa espécie o fato de que ao afirmar a existência de tal doação, o sr. Paulo Roberto não apresente qualquer prova, não sabendo dizer a origem do dinheiro, quem fez a doação, de que maneira e quem teria recebido;
6. Conheci o sr. Paulo Roberto em 2004 e minha relação com ele se deu no campo institucional, no processo de implantação da refinaria de petróleo em Pernambuco, do qual participei assim como vários políticos, empresários e representantes de outros segmentos da sociedade pernambucana o fizeram;
7. Conheço e sou amigo de infância do sr. Mário Beltrão, presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (ASSINPRA), que também foi partícipe da mesma luta pela refinaria. Porém, em nenhum momento eu o pedi e ele muito menos exerceu o papel de solicitar recursos ao Sr. Paulo Roberto para a campanha ao Senado de 2010.
8. Tenho uma vida pública pautada pela honradez e seriedade, não respondendo a qualquer ação criminal, civil ou administrativa por atos realizados ao longo de minha vida pública;
9. Sou defensor da apuração de todas as denúncias que envolvam a Petrobras ou qualquer outro órgão do Governo. Porém, entendo que isso deve ser feito com o cuidado de não macular a honra e a dignidade de pessoas idôneas. O fato de o sr. Paulo Roberto estar incluído em um processo de delação premiada não dá a todas as suas denúncias o condão de expressar a realidade dos fatos.
10. Aguardo com absoluta tranquilidade o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República sobre o teor de tais afirmações, ocasião em que serão inteiramente desqualificadas. Quando então, tomarei as medidas cabíveis.
11. Informo ainda que me coloco inteiramente à disposição de todos os órgãos de investigação afetos a esse caso para quaisquer esclarecimentos e, antecipadamente, disponibilizo a abertura dos meus sigilos bancário, fiscal e telefônico.


Recife, 22 de novembro de 2014,


Humberto Costa

Senador da República

SP oferece ao Rio "volume morto" de Paraibuna em troca de transposição

Nilton Cardin/Estadão Conteúdo

Em São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), quer criar uma reserva de 162 bilhões de litros de água para oferecer ao governo do Rio como forma de compensar a obra de transposição prevista para a Bacia do Paraíba do Sul.
A expectativa do Estado é de que esse "volume morto" funcione como uma espécie de "fiador" no processo de aprovação da medida, que visa a aumentar a capacidade hídrica das regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo.



De acordo com estudo formulado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em parceria com técnicos da Universidade de São Paulo (USP), a que o Estado teve acesso, a intenção é reforçar e aumentar os níveis de garantia do Sistema Cantareira, a partir de uma obra de interligação entre as Represas Jaguari e Atibainha.


Caso o projeto de Alckmin, que está avaliado em R$ 830 milhões, receba o aval da Agência Nacional de Águas (ANA), a Sabesp poderá captar, em média, 5.000 litros de água por segundo da Bacia do Rio Paraíba do Sul, dando fôlego ao Cantareira.


A autorização da ANA é necessária porque a Bacia do Paraíba do Sul tem gestão federal. O rio corta Minas Gerais e São Paulo, onde a água é armazenada na Represa de Paraibuna, na qual será assegurado o volume morto. Em seguida, corre para o Estado do Rio, onde posteriormente forma a Represa do Funil.


Na prática, a reserva representa a soma dos litros por segundo que serão revertidos para o Cantareira ao longo de um ano de transposição entre os mananciais.


A empresa desenvolveu o projeto segundo critérios de segurança para o abastecimento e também a geração de energia - os Rios Jaguari e Paraíba do Sul são usados pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp).
A Furnas, que produz energia para o Estado do Rio, também usa os mesmos recursos na divisa de Estados. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".




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Juiz da Operação Lava Jato divide opiniões de colegas e advogados


  23/11/2014 09h37


Para juízes, Sergio Moro é preparado; defensores falam em lado 'justiceiro'.
Reservado, juiz é elogiado pelos dois lados por não atuar politicamente.

Renan Ramalho Do G1, em Brasília*
O juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal, é o responsável pela Operação Lava Jato (Foto: J.F. Diorio/Estadão Conteúd) 
 
O juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal, é o responsável pela Operação Lava Jato 
 
 
Se para uns, ele é um juiz discreto e reservado, para outros é frio e seco. Se para uns é técnico e competente, para outros, é duro e autoritário. Assim se dividem as opiniões de magistrados e advogados ouvidos pelo G1 acerca do juiz Sergio Fernando Moro, 42 anos, titular da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba/PR, atualmente à frente daquele que já é considerado um dos maiores casos de corrupção no país: a Operação Lava Jato, que apura suposto cartel entre empreiteiras para fraudar licitações e obter contratos na Petrobras, mediante pagamento de propina a agentes públicos.


Iniciada em 2013, a operação se concentrou inicialmente em movimentações suspeitas de Alberto Youssef, um doleiro que já havia enfrentado Sergio Moro em 2004, na Operação Farol da Colina, que desmontou uma rede composta por mais de 60 doleiros que, segundo a acusação, remetiam dinheiro sujo para os Estados Unidos. A investigação foi um desdobramento do caso Banestado, em que apurou-se a evasão de US$ 30 bilhões de políticos para o exterior entre 1996 e 2002.


Juízes, policiais e procuradores consideram que essa ação anterior foi a preparação de Moro para o atual caso da Petrobras. Se para colegas de profissão, significou uma experiência ousada e inédita no combate à corrupção pela grandeza do esquema – o juiz chegou a decretar a prisão de 123 pessoas de uma vez –  para defensores de acusados, revelou um "justiceiro", que prende suspeitos ainda não condenados atropelando regras processuais.


Os dois lados, porém, reconhecem hoje em Sergio Moro um juiz extremamente capacitado, que alia o conhecimento acadêmico profundo com a habilidade técnica e estratégica para conduzir um processo judicial, tentando escapar de erros que podem derrubar uma investigação.


"É absolutamente técnico, com posicionamentos sempre ponderados", descreve o desembargador federal Fausto De Sanctis, que figura ao lado de Moro como um dos maiores especialistas no país no combate à lavagem de dinheiro. Ambos participaram ativamente da criação de varas especializadas na Justiça Federal contra crimes financeiros entre 2003 e 2004.


O colega acrescenta que Moro é "estudioso e vive se atualizando", inclusive com cooperação internacional na descoberta de crimes. "É também sério e trata os réus de forma equânime. Tenta materializar a lei, que é formal, dando efetividade à justiça. Tenta fazer o melhor, baseado na doutrina e na experiência", completa De Sanctis.


Formado pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, Moro fez concurso e tornou-se juiz federal um ano depois. Em 1998, cursou programa para instrução de advogados na escola de direito da Universidade de Harvard, considerada a melhor do mundo.


Mestre e doutor pela Universidade Federal do Paraná – com tese de 2002 sobre o papel de tribunais constitucionais, como o Supremo Tribunal Federal, no regime democrático – foi convidado em 2007 pelo Departamento de Estado americano para visitar agências de combate à lavagem de dinheiro nos Estados Unidos. Hoje dá aulas de processo penal na UFPR.


As coisas são do jeito que ele quer, pega para si um processo, fixa a competência do processo - porque nada indica que a competência seja de Curitiba, mas ele faz assim porque quer o processo para si"
Alberto Toron, advogado
 
 
Apesar de considerar Moro "extremamente bem preparado", o advogado Alberto Zacharias Toron, que defendeu acusados na Farol da Colina, também o vê como um "déspota esclarecido".


"As coisas são do jeito que ele quer, pega para si um processo, fixa a competência do processo – porque nada indica que a competência seja de Curitiba, mas ele faz assim porque quer o processo para si", critica Toron, um dos mais famosos criminalistas do país, em relação à atuação nacional do juiz, fora de sua jurisdição. "Decreta prisões a rodo, tratando as pessoas como se fossem presumivelmente culpadas" acrescenta o advogado.


Os meios usados por Moro para obter as provas são motivo de controvérsia no meio jurídico e alguns acabaram sendo derrubados por instâncias superiores. Toron relata que num caso que atuou, Moro mandou que um suposto doleiro entregasse uma conta no exterior, sob pena de cometer crime de desobediência. Foi derrotado pelo princípio de que um acusado não pode ser levado a se autoincriminar.


Entre 2004, Moro determinou escutas telefônicas por mais de dois anos em investigação contra donos da fábrica de bicicletas Sundown, suspeitos de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.


A lei manda que o grampo seja por apenas 15 dias, renovável por mais 15. Ao analisar o caso, em 2008, o Superior Tribunal de Justiça derrubou as provas das interceptações e mudou seu entendimento – se antes permitia mais renovações sucessivas, passou a considerar que ela deve ser limitada para não invadir a privacidade dos suspeitos.



Outros exemplos de medidas anuladas foram intimações por telefone e ordens para empresas aéreas localizarem advogados. Amigo desde a juventude, ex-colega de faculdade e revisor dos trabalhos acadêmicos de Moro, o juiz federal Anderson Furlan entende que medidas como essas não são "erros", mas interpretações diferentes sobre o que a lei permite ou proíbe, que eventualmente prevalecem em tribunais superiores.



Furlan acredita que alguns desses percalços processuais tornaram Moro mais preparado para tocar o processo da Lava Jato sem riscos de anulação da investigação.


Ele está tendo esse cuidado, de instruir regularmente o feito, para evitar que possíveis detalhes anulem qualquer fase do processo"
 
 
O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Antônio César Bochenek, concorda com Furlan, e explica que juízes federais criminais como Moro são habituados a questionamentos do processo e procuram se precaver no momento de conduzi-lo. "Em regra, os processos criminais são muito detalhados. Em muitas dessas grandes operações, um detalhe processual acaba prevalecendo em um tribunal superior, que acaba acolhendo algumas defesas processuais".


Apesar de não conhecer o processo da Operação Lava Jato, Bochenek nota, no entanto, que até agora, apesar de vários questionamentos por parte dos advogados dos suspeitos, nenhum ministro do STF ou do STJ anulou qualquer procedimento de Sergio Moro. "Revela que ele está tendo esse cuidado, de instruir regularmente o feito, para evitar que possíveis detalhes anulem qualquer fase do processo", afirma.



Delação
Na operação atual, ressurgiu no meio jurídico a polêmica sobre o uso da delação premiada, instrumento pelo qual um acusado se compromete a indicar onde e como obter provas contra outros envolvidos em troca da redução da pena. Até onde se sabe, ao menos 9 pessoas, entre doleiros, funcionários públicos e executivos, já aceitaram colaborar no caso da Petrobras.


Na decisão que levou à prisão de 23 executivos de empreiteiras no dia 14 de novembro, Moro rebateu alegações, nunca confirmadas, de que teria forçado depoimentos. "Nunca houve qualquer coação ilegal contra quem quer que seja da parte deste Juízo, do Ministério Público ou da Polícia Federal", escreveu, acrescentando que as prisões foram realizadas com "boa prova dos crimes e principalmente riscos de reiteração delitiva". "Jamais se prendeu qualquer pessoa buscando confissão e colaboração", completou em seguida.



Advogado de investigados da operação, Alberto Toron não é contrário à delação premiada, mas critica a forma como tem sido autorizada na Lava Jato. "É possível sim utilizar-se da delação, mas com todos os cuidados. Muita gente foi presa e acabou sendo solta porque se verificou depois que não tinha nada a ver com o caso. O método que acho mais adequado é, primeiro, chamar, ouvir, e, se for o caso, prender. Aqui não, estão primeiro prendendo, para depois ouvir, o que agride a dignidade da pessoa", criticou.



Ao justificar o uso da delação, Moro ponderou que os depoimentos devem ser vistos com precaução, por virem de criminosos. Mas ressaltou sua importância para investigar crimes complexos, como os de colarinho branco, desde que as provas confirmem os relatos. Ele diz que sem a colaboração de criminosos, "vários crimes complexos permaneceriam sem elucidação e prova possível".
Em seguida, citou o juiz americano Stephen S. Trott, em que explica que a máfia e os terroristas, por exemplo, usam subordinados para fazer o "trabalho sujo".



"Para pegar os chefes e arruinar suas organizações, é necessário fazer com que os subordinados virem-se contra os do topo. Sem isso, o grande peixe permanece livre e só o que você consegue são bagrinhos. Há bagrinhos criminosos com certeza, mas uma de suas funções é assistir os grandes tubarões para evitar processos", diz um trecho do artigo "O uso de um criminoso como testemunha: um problema especial", usado por Moro na decisão.


Em depoimentos não sigilosos de uma ação penal já em curso no Paraná, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disseram que contratos da Petrobras eram superfaturados para abastecer partidos e "agentes políticos" – autoridades com o chamado foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros, que só poderão ser julgados no Supremo Tribunal Federal, fora da alçada de Sergio Moro.



Reservado
Além do cuidado na condução do processo, colegas próximos de Moro afirmam que o jeito reservado, discreto e avesso à fama do juiz colabora para o sucesso das investigações.



"É uma característica positiva considerando ser juiz federal criminal, que atua em casos de grande repercussão, que exigem que o juiz se concentre no processo, atuando com base nos fatos, nas provas, e de não sair falando, opinando, falando sobre o caso concreto, fazendo 'publicização' da decisão para um lado ou outro", afirma o presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek.



Embora seja sério e competente, se sente meio justiceiro. Talvez um juiz apaixonado pelo que faz, e isso não é necessariamente coisa positiva"
Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado
 
 
 
Ex-defensor de Alberto Youssef, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, também reconhece em Moro a qualidade de não agir com interesse político ou partidário. Mas, assim como Toron, critica a pretensão do juiz de atuar em todo o país, fora de sua competência, na primeira instância do Paraná.
"Embora seja sério e competente, se sente meio justiceiro.



Talvez um juiz apaixonado pelo que faz, e isso não é necessariamente coisa positiva. […] Se apega aos processos, tem certa paixão. E o fato de que é extremamente duro, dá a impressão que acha que através da pena vai mudar o Brasil, isso não é bom", diz Kakay.


Amigo e colega no Paraná, o juiz Anderson Furlan, rejeita a ideia de um juiz "obstinado". "Simplesmente faz seu trabalho. Se fosse outro trabalho, faria bem da mesma forma […] É um cara que nunca comprou um CD pirata, e nunca vai comprar. Nunca vai pegar um jornal da caixa postal que não é dele", afirma.



Juiz e professor
Sergio Moro tornou-se em 2007 professor adjunto da UFPR, com uma carga horária de 20 horas semanais.


A dedicação às aulas chegou a lhe render problemas com a Faculdade de Direito. Em 2012, quando foi chamado pela ministra Rosa Weber para auxiliá-la no processo do mensalão, no STF, o juiz não quis abrir mão de dar aulas para seus alunos de processo penal. Como passava toda a semana em Brasília, ele propôs dar três aulas seguidas nas sextas-feiras, dia livre no STF, e uma quarta aula a combinar com os alunos, aos sábados, por exemplo.
A direção vetou por "motivos pedagógicos", por causa do tempo excessivo de lições no mesmo dia, sugerindo que Moro se licenciasse, sem receber salários. Com apoio de 50 dos 53 alunos da classe, ele levou o caso à Justiça para poder flexibilizar o horário das aulas, mas teve o pedido negado e acabou afastado da universidade durante o segundo semestre.



No processo, ele protestou, dizendo que sua experiência no STF teria relevância para a faculdade e que a dispensa era uma "ofensa ao interesse público do ensino". Sobre a suspensão dos salários, disse "poder passar muito bem sem a reduzida remuneração" de professor e que dava aulas "por amor à função".


*Colaborou o G1 PR
VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)
Lava Jato presos e soltos 21.11 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Veja donos passeando com cobra e outros animais exóticos na coleira

Animais exóticos passeiam de coleira; veja fotos (Vincent Kessler/Reuters)
G1  23/11/2014 07h00

Nos EUA, homem foi visto passeando com tartarugas na coleira.
Na Alemanha, Sascha Prehn foi fotografado desfilando com tigresa.

Do G1, em São Paulo


Cobra
Um palestino foi fotografado em setembro deste ano passeando com uma píton na coleira na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, nos Territórios Palestinos. O homem foi visto com cobra de mais de três metros de comprimento em uma avenida.
Palestino foi flagrado passeando com cobra enorme na coleira (Foto: Abbas Momani/AFP)Palestino foi flagrado passeando com cobra enorme na coleira 
Tartarugas
O americano Chris Roland foi fotografado enquanto passeava com suas tartarugas de estimação Cindy e Kuka em setembro em Nova York. Roland disse que tem os animais há quatro anos e caminha diariamente com eles.
Roland disse que tem os animais há quatro e caminha diariamente com eles (Foto: Carlo Allegri/Reuters)Roland disse que tem os animais há quatro anos e caminha diariamente com eles 
Esquilo
Daniel Urias foi visto em janeiro deste ano passeando com “Colita”, seu esquilo de estimação, na capital San Salvador, em El Salvador. Apesar de estar no ombro do dono, o roedor foi flagrado usando uma coleira.
De coleira, o esquilo 'Colita' foi flagrado no ombro de seu dono em El Salvador (Foto: Jose Cabezas/AFP) 
De coleira, o esquilo 'Colita' foi flagrado no ombro de seu dono em El Salvador 
Coelho
Um casal foi flagrado em julho de 2012 caminhando perto do rio Tâmisa, em Londres, na Inglaterra, com um coelho de estimação. O que chamava atenção de moradores e turistas é que o animal usava, inclusive, uma coleira.
Casal levava coelho de estimação com coleira em Londres. (Foto: Chris Helgren/Reuters)Casal levava coelho de estimação com coleira em Londres
Javali
O francês Christophe Lutz foi fotografado em agosto de 2012 passeando com seu javali de estimação na vila de Kolbsheim, perto de Strasbourg, na França. Na época, o animal chamado "Marcel" tinha dois anos e seis meses.
Christophe Lutz foi fotografado passeando com javali de estimação. (Foto: Vincent Kessler/Reuters)Christophe Lutz foi fotografado passeando com javali de estimação 
Tigresa
O treinador de animais Sascha Prehn foi visto em 2011 circulando com sua tigresa de estimação chamada "Sina" pelas ruas de Berkentin, no norte da Alemanha. Após reclamações, Prehn passou a levar "Sina" para passear em áreas menos povoadas.
Após reclamações, Prehn passou a levar 'Sina' para passear em áreas menos povoadas. (Foto: Wolfgang langenstrassen/AFP)Após reclamações, Prehn passou a levar 'Sina' para passear em áreas menos povoadas.

PT ainda resiste a indicação de Levy para a Fazenda



Assessores de Dilma Rousseff dizem que, apesar de já escolhido o nome do ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy para a vaga de Guido Mantega no Ministério da Fazenda, a presidente deixou o anúncio para esta semana, entre outros motivos, porque quer lidar com a resistência dos petistas em relação à indicação. O anúncio será feito até quinta-feira. 



Além de apaziguar as resistências internas no PT - alguns dirigentes chegam a chamar Levy de "mãos de tesoura" em razão de sua ortodoxia econômica - há ainda outra preocupação: o governo quer aprovar antes do anúncio o projeto que flexibiliza a meta de superávit primário, medida que é vista com ressalvas por parte dos economistas.


A escolha de Levy para a Fazenda, do ex-secretário executivo da Pasta Nelson Barbosa para o Planejamento e da manutenção do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para compor o triunvirato da equipe econômica, foi vazada por integrantes da equipe de Dilma na sexta-feira. Extraoficialmente, os repórteres foram informados de que o anúncio seria feito naquele dia. Depois o Planalto divulgou, oficialmente, que nada seria anunciado.


Dilma passou o dia de ontem no Palácio da Alvorada, onde mora. Ao contrário dos finais de semana anteriores, quando começou a tratar da escolha da nova equipe, não houve entra e sai de políticos e de auxiliares da presidente no Alvorada. O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, permaneceu em Brasília, à disposição da presidente, mas não foi chamado. Circularam informações de que Dilma fez algumas ligações, uma delas para Giles Azevedo, seu chefe de gabinete, que poderá ser escolhido ministro de Minas e Energia, no lugar do senador Edison Lobão, que é da cota do PMDB.


Entre os peemedebistas já existe a certeza de que o Ministério de Minas e Energia sairá do controle do partido. Conformados, eles esperam ser recompensados com o Ministério de Cidades, hoje com o PP. Um dos candidatos para a pasta é o atual ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. Outro é o deputado Elizeu Padilha (RS), que abriu em favor de Dilma uma dissidência no PMDB gaúcho, que apoiou o tucano Aécio Neves na disputa eleitoral.



O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), informou ontem que o partido ainda não tratou da ocupação da Esplanada dos Ministérios com Dilma. Ele está conformado com a perda das Cidades. Acredita que será contemplado com uma outra pasta forte, pois o partido manteve-se fiel ao governo tanto nas votações quanto na aliança que apoiou Dilma na sucessão presidencial.


O PTB, cuja cúpula apoiou a candidatura de Aécio Neves, e viu a base defender a petista, ocupará um ministério pela primeira vez na administração de Dilma. Ela convidou o senador Armando Monteiro (PE) para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Monteiro foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e será o canal de negociação com os empresários do setor.


A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), foi convidada para o Ministério da Agricultura. A ruralista deverá fazer a ponte com o agronegócio. Representantes dos movimentos sociais já tentam demover Dilma do convite. Os recados transmitidos à presidente carregam apelos do tipo "quem foi pra rua lutar por sua eleição não foi Kátia Abreu".


Oriunda do DEM, quando fez forte oposição ao governo do PT, Kátia Abreu se transferiu para o PSD de Gilberto Kassab e, depois, para o PMDB. Mas entre os peemedebistas ela ainda é vista como uma estranha no partido e os principais dirigentes da legenda não apoiam a sua indicação. Segundo os peemedebistas, o partido não ficará nem um pouco chateado se Dilma desistir do convite à senadora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Líder do PT teria recebido R$ 1 milhão



O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou, em depoimento à Justiça, que o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), recebeu R$ 1 milhão do esquema de fraudes envolvendo a estatal, informa a edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo.


Segundo o jornal, a citação foi feita em depoimento sigiloso que integra a delação premiada assinada pelo ex-diretor, por meio da qual ele espera ter sua pena reduzida.


O jornal afirma que, segundo Paulo Roberto, o dinheiro a Costa foi solicitado pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra).


Paulo Roberto teria dito que o dinheiro saiu da cota de 1% do PP. Segundo o jornal, o ex-diretor não soube informar como ocorreu o repasse do dinheiro, mas declarou que o empresário lhe confirmou o pagamento.
"fantasia"


Procurado pela reportagem, o líder do PT classificou de "totalmente fantasiosa" a acusação. "Como o PP mandou passar uma cota? Não tenho relação com ninguém do PP. A matéria não diz se é uma doação oficial, quem levou, de onde saiu".


Costa afirmou que ainda deve divulgar uma nota à imprensa rebatendo pontos da reportagem. O senador disse que recebeu, na campanha de 2010, R$ 150 mil em doações feitas pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, de quem é amigo desde a adolescência.


Beltrão, segundo o jornal, chamou as acusações de "leviandades" e negou ter pedido dinheiro à campanha para o ex-diretor da Petrobras.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Ministério da Pesca é suspeito de fraudar licenças para comprar votos



Um mês antes do início da campanha eleitoral, o Ministério da Pesca alterou norma interna e permitiu que carteiras de pescador, antes confeccionadas pela Casa da Moeda, fossem emitidas em papel comum. A medida permitiu que, desde junho, as próprias superintendências da pasta nos Estados, a maioria controlada pelo PRB, confeccionassem os documentos, que dão direito a salário durante os cinco meses do defeso e outros benefícios. 
 

As carteiras impressas em papel moeda tinham uma marca d'água para evitar fraudes - uma proteção que as confeccionadas em papel comum não dispõem. O PRB, ligado à Igreja Universal, comanda a pasta desde março de 2012, quando o senador Marcelo Crivella (RJ) foi nomeado ministro. Ele deixou o cargo para disputar o governo do Rio. O ministério é chefiado hoje pelo pastor Eduardo Lopes, também do PRB e suplente de Crivella. A sigla trabalha para manter a pasta no próximo mandato de Dilma Rousseff. Das 27 superintendências, 17 estão sob a chefia de filiados e dirigentes do partido.



No Acre, a Polícia Federal e o Ministério Público investigam denúncia de que houve um derrame de carteiras no período eleitoral para pessoas que não praticam a atividade pesqueira. A distribuição teria beneficiado Juliana Rodrigues de Oliveira e Alan Rick, respectivamente eleitos deputados estadual e federal pelo PRB. Até março, doutora Juliana, como é conhecida, foi superintendente estadual do ministério. Ela já havia, sem sucesso, disputado uma eleição, antes de ocupar o cargo.




A Polícia Federal já tomou depoimento de eleitores que receberam as carteiras cinco dias antes das eleições - parte deles assentados da reforma agrária. Eles disseram ter vendido o voto em troca do benefício. A investigação está sob sigilo. O registro do pescador é como um "cheque pré-datado". O seguro-defeso, que garante salário no período em que a pesca é proibida, só pode ser recebido um ano após a emissão da carteira. Há exigências como comprovação por meio de relatório da atividade pesqueira. O documento dá direito a linhas de crédito bancário e aposentadoria especial.




Dados do ministério mostram que, no Acre e no Maranhão, o número de carteiras emitidas no período eleitoral supera o dos demais meses. De agosto a outubro, foram confeccionadas 30.177 carteiras no Maranhão, mais que as 22.581 dos sete meses anteriores do ano.


A Polícia Federal tem 14 inquéritos abertos no Estado para apurar irregularidades no pagamento do seguro-defeso ou na distribuição de carteiras. O Ministério Público informou que tramita um recurso no Tribunal Regional Eleitoral relacionado à distribuição das carteiras, também sob sigilo. O número de pescadores artesanais registrados no País hoje é de 1.005.888.



Dados do Ministério do Trabalho mostram que, de abril a setembro, o número de requerentes do seguro da pesca chegou a 281 mil - foram 198 mil no mesmo período de 2013. A pasta não informou quais Estados tiveram maior crescimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo  Jornal de Brasília

Depoimento promete reviravolta no caso da Caixa de Pandora

Técnico de informática revela à Justiça que editou os vídeos filmados por Durval Barbosa

ludmila.rocha@jornaldebrasilia.com.br



Um depoimento revelador, mostrado na íntegra na coluna do Mino Pedrosa, na edição de ontem, no Jornal de Brasília, pode influenciar o andamento do processo que investiga réus do esquema deflagrado pela Operação Caixa de Pandora. As declarações são do técnico em informática Francinei Bezerra, que afirma ter editado, a pedido de Durval Barbosa, as imagens usadas como prova contra os réus.




No depoimento prestado ao juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública, Álvaro Ciarlini, na sexta-feira, Bezerra teria confirmado as modificações nos vídeos. Ele também  teria dito que já havia prestado depoimentos para a procuradora federal Raquel Dodge e para o promotor Wilton Queiroz, chefe do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em 2010 e neste ano. Tais relatos, no entanto, não teriam sido anexados ao processo.



Segundo Bezerra, o “trabalho” realizado nos vídeos tinha o objetivo de preservar as partes interessantes a  Barbosa, com cortes nas imagens, foco nas passagens julgadas importantes por ele, desfoque nas cenas que mostravam o local onde eram realizadas as reuniões e colocação de tarjas pretas, a fim de impedir a identificação de pessoas que teriam participado dos encontros. Ele garante, porém, que as edições não teriam provocado alterações significativas nos diálogos.  



As modificações teriam sido feitas tanto nos vídeos que contêm imagens do ex-governador José Roberto Arruda – inclusive na parte em que ele aparece recebendo um suposto maço de notas, que conteria R$ 50 mil em espécie - quanto  da deputada federal Jaqueline Roriz.



“Ações Sociais”
Para o advogado de Arruda, Edson Smaniotto,  uma parte primordial do vídeo também teria sido subtraída nas edições. “Ele retirou a parte que explica que o dinheiro recebido por Arruda era para ações sociais”.




Ele teria ido duas vezes ao MP
Se a Justiça já tivesse conhecimento das alterações nos vídeos, é possível que Arruda não tivesse tido a candidatura impugnada nas últimas eleições, argumenta Smaniotto: “Lamentamos o fato de Bezerra já ter prestado depoimentos anteriores que não foram anexados ao processo. Isso poderia ter modificado não só o processo judicial como a corrida eleitoral”.



Ele comemora, no entanto, a confirmação da manipulação das imagens. “Agora, temos certeza de que os vídeos foram alterados e vamos tomar as providências legais para que tal fato seja investigado”.


Para o  advogado de Jaqueline Roriz, Paulo Emílio Catta Preta, causou estranheza  o fato de Bezerra já ter prestado depoimentos  duas vezes sem que isso chegasse ao conhecimento das defesas dos réus e do  Judiciário: “A grande surpresa é o depoente ter afirmado que já esteve no MP duas vezes e isso não ter sido anexado ao processo, nem o Judiciário tinha conhecimento da existência dessas declarações”.


Sonegação de provas
Para o advogado, a omissão indica uma tentativa de sonegação de provas para a defesa. “Se tivéssemos conhecimento desses depoimentos antes,  faríamos outras inferências, que poderiam mudar os rumos do processo”, acredita.
A reportagem não conseguiu encontrar Barbosa para comentar o assunto. O MP também foi procurado, mas sem sucesso.



Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

PSB: Independência do governo Dilma

Do Alto da Torre 

 

Eduardo Brito

Publicação: Domingo, 23/11/2014


Independência do governo Dilma
A direção nacional do PSB reúne-se na quinta-feira para definir sua posição diante do novo governo Dilma Rousseff. Em função dos incidentes de campanha, dos ataques à sua candidata Marina Silva e principalmente do relacionamento com o PT, a tendência em alta era, até há pouco, a de fazer oposição ao Planalto. A posição que deve prevalecer, porém, é a do governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg. Ele propõe que o partido se declare independente.



Agenda voltada para a política local
O governador eleito Rodrigo Rollemberg aparece pouco no comitê da transição, no centro de convenções, mas está em plena atividade política. Teve ao menos três contatos relevantes com figuras do atual governo. Nos últimos dias chamou para conversas uma série de parlamentares, na maioria distritais. Nem todos os convidados o apoiaram nas eleições. Há até parlamentares que, ao menos oficialmente, não votaram em Rollemberg nem no primeiro, nem no segundo turno.



Basta às ousadias
Uma das frases ditas com maior frequência ao governador eleito é de alerta. Dizem-lhe que, se não der um basta às ousadias da Câmara Legislativa desde o início, terá problemas sérios mais tarde. O conselho parece dispensável. Rodrigo Rollemberg foi deputado distrital e, na essência, a Câmara Legislativa não mudou muito de lá para cá.



Desempenho na percussão
O governador eleito (foto) encontrou tempo para visitar a Escola Classe nº 8, em Taguatinga, onde foi recebido por alunos. Recebeu um desafio. E aceitou. Tocou na percussão de um trio composto por sanfona, triângulo e zabumba.



Nomes de projeção nacional
Ao menos dois interlocutores frequentes do governador eleito ouviram dele que pretende ter em seu secretariado nomes de projeção nacional. Rollemberg gostaria de ver figuras com esse perfil ao menos na educação, na saúde e na segurança pública.



Boas notícias para os professores
O senador brasiliense Cristovam Buarque concluiu seu trabalho de relator da comissão especial criada para examinar o financiamento da educação brasileira. Presidida pela senadora Ângela Portela, de Roraima, a comissão deve agora examinar o texto de Cristovam, reunido em dois volumes. A proposta é animadora para o sistema de ensino. Aposta na educação integral e pretende fixar para os professores um padrão salarial muito superior aos atuais.



Revelações sobre Stálin
Biografias de Stálin não são propriamente raridades. A biblioteca Harvard registra mais de 1.200 obras sobre o tirano russo. Mesmo assim, novo livro que acaba de ser lançado nos mercados norte-americano e europeu despertou grande interesse, principalmente pelo volume de material examinado. Seu autor Stephen Kotkin, professor de História na Universidade de Princeton examinou 3 mil textos, citados em sua bibliografia de 50 páginas, e analisou documentos originais, inclusive o famoso testamento em que Lênin recomendou o afastamento de Stálin do comando do partido.



Autenticidade contestada
A propósito, Kotkin descobriu que a autenticidade do documento nunca foi comprovada, o que facilitou os esforços de Stálin para que fosse ignorado. No texto, que surgiu quando Lênin já havia sofrido o segundo e violento acidente vascular cerebral, ele diz que se tornou intolerável a permanência de Stálin na Secretaria Geral do Partido Comunista e sugere não só sua transferência de posto como a substituição por alguém que tivesse "mais paciência, mais lealdade, maior cortesia, mais atenção aos camaradas e menos caprichos". Era tarde demais. O texto só foi conhecido na União Soviética trinta anos depois.



Fazia as coisas acontecerem
Stalin: Paradoxes of Power, ou seja, Paradoxos do Poder, cobre o período de 1878, quando o futuro ditador nasceu na Georgia, até 1928, quando já havia consolidado seu mando sobre a União Soviética. Kotkin avalia toda a segura ascensão de Stálin ao poder, rejeitando o retrato feito dele pelo rival Trótsky como "a ostensiva mediocridade de nosso partido". Ao contrário, diz, ele era letrado, leal e, principalmente, capaz de conseguir que as coisas fossem feitas. Mais, tinha um profundo senso político, com memória prodigiosa para nomes de interlocutores e para episódios biográficos. Mas era também uma pessoa prática. Contrastava com os outros integrantes do grupo próximo a Lênin, em geral intelectuais livrescos. Foi justamente a capacidade de organização que levou Lênin a impulsionar sua carreira.



Lá fora, nada de revolução
Nem sempre Stálin concordou com Lênin. Quando o maior líder bolchevique chegou a São Petersburgo e determinou a ruptura com o Governo Provisório que sucedera ao Tsar, Stálin manifestou suas reservas sobre a tese de que a Revolução se estenderia por todo o mundo industrializado. Kotkin identificou um texto em que Stálin diz que "não há movimento revolucionário no Ocidente, nada existe, só potencial, e nos não podemos contar com potenciais". Mesmo assim, ocupou no governo bolchevique o comissariado das nacionalidades posto-chave na medida em que mais da metade da população da futura União Soviética era já composta por não-russos.



Impulso de Lênin
A partir desse momento — e apesar de seus choques com o então poderoso Trotsky — Stálin fortaleceu-se na hierarquia. No final de 1921 já era ele quem fixava a agenda do Politburo e manipulava nomeações de quadros. A saúde de Lênin se deteriorava, o que o levou, no ano seguinte a indicar Stálin para a Secretaria-Geral, o posto mais poderoso do partido. Ficava claro quem seria o herdeiro de Lênin. Stálin era o mais assíduo visitante do chefe, mas sabia que seu poder estava assegurado. A partir daí, mesmo com as arestas que foram surgindo, tornou-se cada vez mais poderoso.

Eles sabiam!!

Isso é Mino Pedrosa

Publicação: Domingo, 23/11/2014



Se a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula (foto) têm o costume de dizer que não sabem de nada nos escândalos que vem à tona envolvendo o Partido dos Trabalhadores, desta vez, com a Operação Lava-Jato da Polícia Federal, será impossível.



O e-mail trocado em 2009 entre a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que tranquilizava Lula e Dilma quanto ao escândalo de desvio em obras da estatal e calava uma possível CPI articulada pela oposição no Congresso Nacional, agora faz parte do inquérito que apura corrupção na Petrobras, envolvendo políticos, empreiteiras e o doleiro Alberto Youssef.



A revista Veja traz, nesta edição, o documento que comprova que Dilma e Lula sabiam do problema na maior estatal brasileira desde 2009. A pergunta que não quer calar é por que não demitiu o então presidente Sérgio Gabrielli e a diretoria revelada hoje na Operação Lava-Jato. 



No mais, o discurso da presidente Dilma na campanha foi de que demitiu Paulo Roberto Costa, mas a oposição revelou uma ata da reunião da Petrobras tecendo elogios e agradecimentos a "Paulinho" pelos relevantes serviços prestados à maior empresa brasileira. A menção tem conotação dúbia e o agradecimento pode ser também a atuação de Costa na "operação abafa" da CPI em 2009.



Não engolindo sapo
A presidente Dilma provou a Lula que no seu segundo mandato, mesmo com toda crise do petrolão, ela não está disposta a abrir mão de seu poder. Resistiu e não aceitou a indicação de Henrique Meirelles, como queria o ex-presidente, para a Fazenda. Lula não passará recibo, mas disse aos mais íntimos que sua relação com Dilma está a cada dia mais esgarçada e sabe que irá piorar. Não reclamará publicamente, porque planeja sucedê-la em 2018, e, se romper, teme que a presidente vire uma presa fácil nas mãos da oposição e, nesse caso, nenhum candidato do PT, inclusive ele, teria qualquer chance nas urnas.



Euforia dos sem-votos
Ao emplacar o senador derrotado Armando Monteiro (foto) no Ministério do Desenvolvimento, a presidente Dilma abriu a porteira para uma extensa lista de políticos derrotados, em outubro, que sonham com uma vaguinha na Esplanada.



Quem mais comemorou essa nomeação foram os perdedores do PT, especialmente Alexandre Padilha. No PMDB, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves voltou a sonhar com o cargo do primo, senador Garibaldi Alves.



O problema é que, como Dilma não consultou ninguém para escolher Armando Monteiro, nunca se sabe se a regra que valeu para ele continuará em vigor para as outras vagas.




Jogo embolado
Ao bancar solitariamente a ida de Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura, a presidente Dilma terá dor de cabeça com o partido dela, o PMDB, e com a bancada de senadores, especialmente o presidente Renan Calheiros. Esse cargo não entra na conta do partido. É visto como uma indicação pessoal.



Os senadores contabilizam que terão direito a, no mínimo, três vagas, fora Kátia. Ao inflacionarem o pedido, sabem que vão levar dois ministérios. Integração ou Transportes e uma outra pasta que pode ser Turismo. A dificuldade da presidente será como resolver o impasse com a bancada peemedebista na Câmara, agora que ela tomou a Agricultura para dar ao Senado. Colocar Henrique Alves na Previdência pode não resolver a questão do favorito para suceder Alves na presidência da Câmara, Eduardo Cunha.



Fechando a porteira
Confiante de que pode chamar o Ceará de seu, os irmãos Gomes — Cid e Ciro — já se preparam para as eleições de 2016. E têm planos ousados. Ciro fala que vai, finalmente, trabalhar na iniciativa privada. Arrumou um emprego em São Paulo. Mas, será por poucos meses. Seu real objetivo é se candidatar a prefeito de Maracanaú – principal pólo industrial - para derrotar seu maior inimigo na política cearense, o ex-prefeito do município, Roberto Pessoa. E não satisfeito, os irmãos Gomes ainda querem eleger seus outros dois irmãos caçulas — Lia e Ivo Gomes — prefeitos respectivamente de Caucaia e Sobral, berço político da oligarquia. Se o plano for bem sucedido, a família irá controlar diretamente o governo e três das mais importantes prefeituras do estado, não esquecendo que, em Fortaleza, o atual prefeito Roberto Cláudio que concorrerá à reeleição é cria deles.



PT atrapalha Planalto
Os líderes petistas da presidente Dilma no Congresso — José Pimentel (foto), no Senado, e Henrique Fontana, na Câmara — tornaram-se uma unanimidade entre os líderes da base aliada e da oposição: essa dupla só atrapalha o Planalto. O ministro Aloísio Mercadante recebeu um apelo para que interceda junto aos dois parlamentares do PT, com o intuito de evitar tantos confrontos desnecessários nas negociações, pois, se insistirem na tática de enfrentamento alegando que o PSDB de Aécio Neves quer disputar o 3º turno, até mesmo partidos que são aliados da presidente Dilma reconhecem que ela será derrotada e não conseguirá aprovar as mudanças necessárias na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).



Quem perdeu a paciência com Pimentel e Fontana e não escondeu suas opiniões pela inabilidade deles foi o presidente do Senado, Renan Calheiros. Que, indignado, os enfrentou, acusando-os de quererem brigas e não resolverem o impasse que ameaça o governo Dilma.



Torresmo a tira-gosto
O escândalo envolvendo o fundo de previdência do Estado de Tocantins está sendo desenhado para uma segunda edição em fevereiro. Os empresários Pedro Paulo Leoni Ramos, Lúcio Funaro e Rogerinho e o turco estarão fazendo novos investimentos na rede Porcão. A mordida é parecida com a de R$ 400 milhões flagrada pelo Ministério Público e a Polícia Federal.



A rede Porcão, que recebeu esse dinheiro do fundo tocantinense a título de investimento, não investiu um centavo e o dinheiro sumiu pelo ralo. Agora, o governador de Tocantins Sandoval Cardoso prepara uma segunda operação antes da posse do novo governador eleito. Pelo que parece, o Papai Noel tocantinense vai estar de saco cheio neste Natal.