Lima,
capital do Peru, vai sediar conferência climática da ONU a partir desta
segunda-feira (1º) até o dia 12 de dezembro
Começa nesta segunda-feira (1º) em Lima, no Peru, a COP 20, Conferência
das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Diplomatas e cientistas
reunidos até o dia 12 de dezembro têm em mente desta vez uma regra
clara: é preciso sair dali com o “rascunho zero” de um acordo
multilateral que obriga as nações a cortar emissões de gases a partir de
2020.
Em meio a velhos embates, como a briga de responsabilidades das
emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, as negociações
deste ano podem ter avanços significativos, principalmente depois que
grandes potências indicaram que terão um autocontrole no lançamento de
poluentes.
Em novembro, os Estados Unidos divulgaram que querem reduzir entre 26% e 28% suas emissões até 2025.
Já a China não apresentou números, mas se compromeu a cortar o total de gases-estufa emitido até 2030. Em outubro,
a União Europeia anunciou que vai diminuir em 40% suas emissões até 2030 e
32 países ricos destinaram mais de US$ 9 bilhões para o Fundo Verde do Clima.
“O acordo entre as duas potências, EUA e China, sinalizou que esses
países estão levando o processo a sério. É melhor que o business as
usual [jargão utilizado que significa situação sem mudanças]”, disse
Mark Lutes, especialista em mudanças climáticas do WWF-Brasil.
Mas o que está em jogo?
Os representantes de mais de 190 governos que integram Convenção Quadro
das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em
inglês) articulam por um documento que vai obrigar por força de lei seus
signatários a tomar medidas para frear a elevação da temperatura
global. O texto tem que ser aprovado e assinado até o final de 2015,
durante a COP 21, em Paris, e seu conteúdo passará a vigorar a partir de
2020.
Sua criação foi definida na COP 17, na África do Sul, em 2011, e terá o
objetivo de substituir o Protocolo de Kyoto, criado em 1997 para
obrigar nações desenvolvidas a reduzir suas emissões em 5,2%, entre 2008
e 2012, em relação aos níveis de 1990.
Kyoto é considerado ineficaz
para conter as mudanças climáticas por não compreender um dos maiores
emissores históricos de gases, os Estados Unidos (que não confirmaram
sua participação no acordo), e não abrigar potências emergentes, como
China, Índia e Brasil.
O que está em jogo agora não é apenas estabelecer quanto deve ser
cortado de emissões de cada país, mas definir assuntos que viabilizam o
funcionamento do futuro protocolo. São pontos ligados à adaptação dos
países à nova realidade climática, definição de metodologias para criar
defesas e resistir aos fenômenos extremos, além da questão dos meios de
implementação, tema considerado espinhoso porque envolve investimento
financeiro.
É dentro deste último tema que se debate de onde virá a verba e quanto
será destinado aos países pobres no enfrentamento da mudança do clima,
além de mecanismos ligados à transferência de tecnologia, capacitação
técnica e cooperação entre governos.
"É preciso saber como a ONU vai assegurar que esse processo terá a
ambição necessária para frear o aquecimento e fechar a conta do clima",
disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede
que engloba diversas organização da sociedade civil.
De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o
IPCC, é necessário cortar de 40% a 70% as emissões em relação ao nível
de 1990 para que, até 2050, termos chance de conter a elevação da
temperatura em 2ºC.
A temperatura média da Terra já subiu 0,85ºC com relação à era pré-industrial.
Extremos climáticos atuais
Vista
aérea da represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira, com margens
bastante expostas devido à seca no estado de São Paulo, em Nazaré
Paulista
Os debates em Lima acontecem em meio à possível confirmação de que 2014
pode ser o ano mais quente já registrado desde 1880 e à ocorrência de
fenômenos extremos do clima em diversas partes do mundo.
O Brasil, por exemplo,
enfrenta a pior seca em 80 anos que impacta severamente o Sudeste,
principalmente o estado de São Paulo, que articula maneiras de se
evitar um “apagão” hídrico na área mais populosa do país. No entanto,
prejuízos já são registrados, como na agricultura paulista,
que pode ter as maiores perdas em 50 anos, de acordo com o governo.
Por causa desses efeitos já sentidos, mesmo que ainda não tenha sido
comprovada cientificamente a ligação desses eventos climáticas com as
alterações com a elevação da temperatura do planeta, que causaria as
mudanças do clima, o negociador-chefe do Brasil na COP 20, embaixador
José Antonio Marcondes de Carvalho, disse ser “absolutamente
fundamental” conseguir o esboço inicial do acordo para que as
negociações sejam concluídas a tempo de dezembro de 2015.
"O nosso objetivo é que se avance na definição desses elementos do
acordo e nós tenhamos as condições de ter um rascunho já para o início
do ano que vem”, disse ele,
em entrevista concedida nesta semana, no Itamaraty.
Proposta do Brasil
O governo brasileiro chega à COP 20 defendendo a posição de que os
países desenvolvidos devem permanecer com as maiores responsabilidades
nos cortes de emissões em relação às nações em desenvolvimento –
mantendo o princípio das Responsabilidades Comuns, porém diferenciadas.
No entanto, pede que nações vulneráveis, como os Estados-ilha, não
sejam forçados a empreender ações, já que eles têm poucos recursos e sua
mitigação não teria impactos significativos.
Além disso, a diplomacia brasileira conseguiu submeter à UNFCCC a
proposta de precificação de ações antecipadas, conhecida como “moeda do
clima”. O objetivo do mecanismo é obter créditos por tudo que foi feito
antes de 2020 para reduzir as emissões de gases.
Na prática, se a ação
for reconhecida, o Brasil poderia adiar a implementação de medidas
dentro do novo acordo que entraria em vigor por já ter agido no
enfrentamento da mudança climática. “Isso é algo muito justo. Mas é uma
proposta que precisa de muita maturação”, afirma Rittl.
Autor: CLEITON PEREIRA DA SILVA
Quero aqui implorar para que a imprensa a mídia mostre o horror que é conviver em Sobradinho com uma estação de lixo a menos de 1km de distancia das casas e prédios.Espero que o Deputado MICHAEL eleito por nós faça algo sobre isso e tire de vez esse lugar da qui.Rolemberg tire isso de Sobradinho.
Autor: francisco DE PAULA rufino
Todos os políticos estão preocupados em aprovar o projeto da blindagem. Nem lembram mais do eleitores.
Autor: Leonardo Victor
Cadê o Toninho do Psol nessas horas? E o PV ??