quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Mudança climática: nascem menos meninos no Japão

BLOG GREENME

 

04 Fevereiro 2015


Uma investigação científica, que foi publicada no jornal Fertility and Sterility, revela que mudanças no clima global podem estar no cerne de uma questão bem particular: o decréscimo de nascimento de bebês do sexo masculino no Japão


O estudo, realizado pelo Dr. Misao Fukuda, liga esse contexto às fortes variações de temperatura verificadas na terra do sol nascente.


Foi utilizado, para a análise, o período temporal compreendido entre 1968 e 2012. Fukuda, então, partiu do pressuposto do verão de 2010 e do inverno de 2011, em paralelo a outro dado importante: o aborto espontâneo de bebês de até três meses de gravidez. 


Com o aumento da morte de fetos, pode-se, 9 meses depois, verificar uma diminuição no nascimento de bebês do sexo masculino. No inverno seguinte, observou-se o mesmo padrão. 


Entretanto, Fukuda não utiliza, em sua hipótese, apenas o clima como paradigma, mas também a poluição e os terremotos, tornando a análise ainda mais plural e complexa. 


Ao final do estudo, fica a sensação de que isso é possível pelo fato de que o organismo masculino, quando em estágios iniciais de desenvolvimento, apresenta uma vulnerabilidade superior em relação à vulnerabilidade apresentada pelos organismos femininos, no que se refere aos fatores externos, como a mudança climática e seus efeitos. 



Temer refuga conversas sobre o impeachment


Josias de Souza


Beneficiário direto do eventual impeachment de Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer foge do tema como gato de água fria. E não é por falta de oportunidade. Nas últimas 72 horas, o assunto se imiscui nas conversas de Temer pelo menos um par de vezes. Em ambas, o número 2 da linha sucessória cuidou de atalhar seus interlocutores.


Em privado, Temer afirma: se a tese do afastamento de Dilma ganhar fôlego, cuidará para que o PMDB sustente o que chama de “indenidade do sistema democrático.” No português das ruas, “indenidade” é a qualidade do que não sofreu perda ou dano. Quer dizer: para o vice de Dilma, não se enxerga no horizonte nada que justifique a ruptura do mandato que as urnas conferiram a Dilma.


Na noite de segunda-feira (2), em jantar oferecido por Temer aos caciques do PMDB, um índio do partido pronunciou a palavra proibida. Chama-se João Henrique de Alemeida Sousa. Foi ministro dos Transportes em 2002, último ano da gestão tucana de FHC. Mencionou à mesa um parecer do jurista Ives Gandra da Silva Martins. Na peça, Gandra sustenta que há, sim, no escândalo da Petrobras elementos suficientes para fundamentar um pedido de impeachment de Dilma.


Temer não ignorava a posição de Ives Gandra. Mas absteve-se de comentá-la. Diria mais tarde, sempre longe dos refletores, que, embora respeite o autor do parecer, discorda das conclusões dele. Realçou que um processo de impedimento de presidente da República depende muito mais de questões políticas do que de condicionantes jurídicas.


Algo que o próprio Ives Gandra reconhece.


Na véspera, reunido com correligionários no Palácio do Jaburu, sua residência oficial, Temer fora alertado para uma novidade que, se confirmada, tem potencial para eletrificar a conjuntura política. Informou-se ao vice-presidente que Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, tornou-se um delator premiado. Apontado como coordenador do cartel de empreiteiras que pagou propinas na Petrobas, o personagem teria envolvido Lula e Dilma no escândalo.


De novo, Temer recusou-se a dar asas à conversa sem ter conhecimento do teor dos depoimentos de Ricardo Pessoa. Suprema ironia: ignorado por Dilma, esquecido num gabinete do edifício anexo ao Palácio do Planalto, tratado pelo petismo como um vice cada vez mais versa, Temer exibe o comportamento de um aliado de mostruário.

Criminosos! Campanhas do PT foram pagas com dinheiro roubado da Petrobras.


(O Globo) O empresário Augusto Ribeiro Mendonça Neto (foto, à esquerda), do grupo Toyo Setal, confirmou em audiência na 13ª Vara Federal de Curitiba, realizada na segunda-feira, que o então diretor da área de Engenharia e Serviços da Petrobras, Renato Duque, mandou pagar parte da propina negociada nos contratos fechados com a Petrobras em forma de doação oficial ao PT. 
 
Segundo ele, no total, as propinas pagas em dois contratos fechados pela empresa somaram cerca de R$ 60 milhões. Os pagamentos de propina a Duque eram feitos em dinheiro vivo, remessas ao exterior e doações oficiais ao PT, explicou. O empresário entregou à Polícia Federal depósitos realizados ao PT no valor de R$ 4,26 milhões. — O diretor Duque me pediu que fizesse contribuições ao PT decorrente da comissão que havia negociado com ele — afirmou Mendonça Neto.
 
A Setal fechou dois contratos com a Petrobras nos quais foram pagas propinas. Um deles na Refinaria Duque de Caxias, em parceria com a MPE Montagens Industriais, e o outro na Refinaria Presidente Vargas, no Paraná, no qual a Setal integrou um consórcio com a empreiteira Mendes Junior e a MPE Montagens Industriais. Segundo ele, os contratos foram fechados em 2007 e a propina foi paga durante a execução do contrato, que durou até 2011.
 
As notas de depósitos depósitos em contas do PT mostram que R$ 600 mil foram "doados" ao diretório do PT de Salvador pela Setec, uma das empresas de Mendonça Junior. Outras duas empresas do Grupo, a SOG Óleo e Gás e PEM Engenharia, depositaram R$ 3,660 mil entre 2010 e maio de 2012 na conta do PT Nacional.
 
Mendonça Neto afirmou que nunca teve contato com um político do PT, embora negociasse diretamente e tenha sido pressionado por José Janene, do PP-PR, um dos condenados do Mensalão. O deputado faleceu em 2010. O empresário disse que Janene era bastante duro e que viu ele colocar um interlocutor a tapas para fora do escritório que mantinha na Rua Jerônimo da Veiga, no Itaim, em São Paulo.
 
— Ele tinha um jeito bastante duro de conversar. Sempre dizia: é uma coisa de vocês, vocês vão acabar tendo problema no contrato - disse Mendonça Neto, explicando que a ameaça era que o diretor de Abastecimento prejudicasse a empresa, como de fato ocorreu num contrato na Reduc.
 
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MINHA CASA MINHA VIDA dá calote no governo! Será que os funcionarios da COHAB ficaram sem dinheiro?Rs....





(Valor Econômico) A despeito da redução do déficit habitacional conquistado pelo Minha Casa, Minha Vida, a gestão dos créditos concedidos no programa está longe de ser eficiente. Na faixa 1 do programa, que reúne famílias com renda de até R$ 1.600, a taxa de inadimplência chegava a 20% ao fim de outubro de 2014, segundo estudo feito por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV). O percentual é alto, especialmente porque essa faixa representa 40% das contratações do programa como um todo.

Para realizar o estudo, o coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças da FGV, Lauro Gonzalez, e o pesquisador Lucas Ambrozio coletaram grande parte das informações junto à Caixa, principal intermediadora financeira do programa, e, em alguns casos, recorreram a outros órgãos como o Ministério das Cidades, gestor do programa.

Na análise, concluem que, ao cenário de calotes, soma-se ainda o fato de que grande parte das famílias tende a pagar valores abaixo da sua capacidade. Na faixa 1 do programa, as prestações ficam entre R$ 25 e R$ 80, mas há uma grande parte dos beneficiários inseridos na menor faixa.

Para Gonzalez, seria preciso ajustar as prestações nessa faixa do programa levando-se em consideração que a capacidade de pagamento das famílias não é uniforme. "Hoje existe uma espécie de tabelamento na análise de crédito", diz. Essa característica do programa acaba por trazer uma necessidade de maior subsídio por parte do governo. Nessa faixa, com os valores de prestação reduzidos, o subsídio ultrapassa, em muitos casos, 95% do valor do imóvel, ou seja, as famílias custeiam apenas 5% da residência.

Esse nível de subsídios é, na avaliação dos pesquisadores, excessivo dentro da atual situação fiscal da União, especialmente quando o emblema da nova equipe econômica é exatamente o ajuste das contas públicas. Fosse mais eficiente a gestão das concessões e financiamentos, o governo precisaria, segundo os pesquisadores, direcionar menos recursos para o programa ou poderia redirecionar a soma para a manutenção da política social no longo prazo.

Com o propósito de simular uma maior eficiência, os pesquisadores estudaram a aplicação de modelos do microcrédito na gestão do programa. Uma sugestão, por exemplo, seria utilizar o papel do agente de crédito para melhorar o processo de concessão e gestão dos crédito. Essa figura, muito usada no microcrédito, é responsável pelo levantamento de dados sobre tomadores, acompanhamento e auxílio a clientes, emissão e análise de relatórios técnicos e recuperação de crédito de inadimplentes.

Um agente cuida de cerca de 300 clientes e fica, portanto mais próximo dos tomadores. Dessa maneira, é mais fácil medir o quanto cada família pode pagar e acompanhar de perto a evolução das prestações, acompanhando o processo do início ao fim. Caso incorporasse o papel do agente de crédito no programa e supondo que as prestações fossem ajustadas à capacidade das famílias, seria possível o governo reduzir o nível de subsídio. Se um percentual maior das famílias pagasse uma mensalidade mais próxima ao teto de R$ 80, os pesquisadores calculam que o subsídio dado pelo governo poderia ser reduzido entre R$ 7 bilhões e R$ 15 bilhões, considerando as moradias já contratadas. 

Além disso, com a proximidade do agente de crédito e uma possível redução da inadimplência para cerca de 3% - média do sistema financeiro nacional e das outras faixas do programa - os pesquisadores avaliam que haveria uma economia potencial com os calotes, que poderia atingir cerca de R$ 1,5 bilhão. O cálculo foi feito considerando que na faixa 1 há cerca de 2 milhões de moradias já contratadas com prazo de pagamento de dez anos e prestações mensais entre R$ 25 e R$ 80.

Questionado sobre as medidas tomadas para reduzir a inadimplência, o Ministério da Cidades destacou, em nota, que desenvolve um conjunto de ações por meio dos agentes financeiros que operam o programa, o que inclui "notificações, cobrança via telesserviços e renegociação da dívida".

Na percepção dos pesquisadores, um dos entraves em torno da inadimplência na faixa 1 se dá porque o governo sempre viu os recursos alocados nesse extrato do programa como um subsídio e não como um empréstimo. Durante a realização do estudo, os pesquisadores entrevistaram representantes da Caixa e o controle da inadimplência apareceu como fator secundário na gestão. Um dos entrevistados destacou que "a inadimplência da faixa 1 do ponto de vista financeiro não tem relevância nenhuma". Segundo esse executivo, a decisão de cobrar uma prestação é muito mais política, para que haja um afastamento da ideia da doação por parte do governo. Procurada, a Caixa não concedeu entrevista. 

O Ministério da Cidades destacou que o governo tem investido em ações educativas para reforçar aos beneficiários que, mesmo que as prestações tenham um valor simbólico, é importante que se mantenha a pontualidade para que outras famílias possam continuar a receber o benefício. Mesmo assim, o governo confirma que na faixa 1 os recursos não são considerados empréstimo. "As contratações na faixa 1, destinada às famílias com renda de até R$ 1,6 mil, dado o seu caráter eminentemente social, não se constituem em operações de crédito e não expõem as instituições financeiras a risco desta natureza", afirma a nota. 

Essa ideia fazia sentido quando o programa foi lançado, segundo os pesquisadores. Na época, o governo tinha maior facilidade de alocação de recursos. Além disso, o Minha Casa, Minha Vida chegava para preencher uma lacuna histórica de inclusão da população de baixa renda. "Sabemos que a motivação era corrigir as falhas dos programas anteriores que nunca chegaram nos mais pobres, mas talvez o pêndulo tenha ido demais para o outro lado", diz Gonzales.

Para se ter uma ideia do peso do programa, os gastos com subsídios repassados pelo governo federal passaram de 0,25% para 1,05% do PIB entre 2010 e 2014. Desse universo, o Minha Casa, Minha vida representa um dos maiores pesos - o percentual saiu de 0,04% para 0,35% no período. Com esse percentual do programa pesando sobre as contas públicas, havia uma expectativa de que o governo fizesse algum ajuste. 

Segundo o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), Gabriel Leal de Barros, o peso dos gastos com o Minha Casa, Minha Vida é semelhante a todo o investimento dos ministérios da Saúde e da Educação, 68% de todo o gasto com o programa Bolsa Família e equivalente a toda a remessa de dividendos das estatais ao Tesouro. O custo também pode ser comparado a toda a compensação do Tesouro ao INSS pela desoneração da folha de pagamentos.

Questionado, porém, o governo voltou a afirmar que nenhuma mudança será feita no programa neste ano. "O Ministério das Cidades reafirma que o programa Minha Casa, Minha Vida não sofrerá cortes. Os recursos do MCMV-Empresas, provenientes do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), não serão afetados pelo decreto de contingenciamento. Além disso, o ministério conta com recursos oriundos do exercício anterior, que servirão para lastrear as operações do MCMV no início deste ano", afirmou o órgão em nota.


Postado por O EDITOR às 09:23:00 2 comentários

Apartamentos do Minha Casa, Minha Vida foram para funcionários da própria COHAB!!

Em São Paulo


Ao menos três familiares de servidores da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) e duas ex-funcionárias da empresa foram contemplados com unidades do programa Minha Casa, Minha Vida gerenciado pela Prefeitura de São Paulo, segundo auditoria feita pela Controladoria-Geral do Município (CGM). Os benefícios a essas pessoas foram suspensos.

Os nomes suspeitos constavam em uma lista maior, com 166 beneficiários, que foi auditada pela CGM. A investigação verificou que uma lista foi adulterada dentro da administração municipal. No entanto, os responsáveis pela fraude não foram identificados.

As ex-funcionárias trabalharam na Prefeitura entre 2011 e 2013, ocupando o cargo de estagiárias na Superintendência Social da Cohab - mesmo departamento onde trabalhava a funcionária Katia Cristina Poleti, demitida após acusação de venda de unidades habitacionais.

No caso dos parentes dos servidores, eles foram excluídos do programa porque não estavam cadastrados. Duas das beneficiárias eram filhas de uma mesma servidora, que foi demitida. O caso também já é investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE). As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo'.

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Sem apoio parlamentar, Dilma cedeu à pressão dos partidos e aceitou que eles indiquem os dirigentes de estatais e autarquias e outros órgãos ligados aos ministérios que dirigem. No jargão político, esse tipo de ocupação de espaço é chamado de "ministério com porteira fechada".





(Estadão) Na tentativa de recompor sua base de apoio no Congresso após a derrota que sofreu na eleição para a presidência da Câmara, a presidente Dilma Rousseff cedeu à pressão dos partidos e aceitou que eles indiquem os dirigentes de estatais e autarquias e outros órgãos ligados aos ministérios que dirigem. No jargão político, esse tipo de ocupação de espaço é chamado de "ministério com porteira fechada". 

De acordo com informações de bastidores do governo, Dilma pediu aos dirigentes partidários que se entendam e não queiram invadir o espaço do outro. Quando isso ocorrer, eles deverão levar até o Planalto a lista com os nomes dos indicados para os cargos de segundo e terceiro escalões. A Casa Civil fará, então, uma triagem entre as escolhas técnicas e políticas para depois anunciar os contemplados. 

Mesmo com a recomendações de Dilma, há disputa entre os partidos pelo controle de órgãos considerados importantes para a visibilidade das legendas. É o caso do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O PMDB, tendo à frente o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (RN), lutam para manter Walter Sousa à frente da autarquia. O PP, que controla o Ministério da Integração Nacional, exige nomear para a diretoria-geral d0 Dnocs o ex-deputado Paulo Henrique Lustosa, do Ceará. 

Compensação. O PP perdeu o Ministério das Cidades para o PSD de Gilberto Kassab e foi um dos primeiros a exigir a compensação da "porteira fechada" à presidente. Para dar o recado, a sigla apoiou a candidatura do peemedebista Eduardo Cunha contra o candidato oficial, o petista Arlindo Chinaglia (SP). Como Dilma saiu derrotada na Câmara, ela não perdeu tempo e mandou dizer ao presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), que atenderá às reivindicações do partido. 

As reclamações pela perda de espaço é grande também na tendência petista Construindo um Novo Brasil (CNB), à qual pertencem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão. Por ter recebido poucos ministérios, a CNB exige da presidente a nomeação de seus integrantes para cargos nas estatais. Um deles é a ex-ministra Miriam Belchior, que perdeu o Ministério do Planejamento. Os petistas querem que ela seja nomeada para a presidência da Caixa Econômica Federal. Outro é o ex-deputado Roberto Carlos Braga, que disputou e perdeu o governo do Espírito Santo. Dilma já recebeu da ala petista o pedido para que ele seja nomeado para a Companhia Docas do Estado (Codesa). 


Postado por O EDITOR às 10:10:00 3 comentários

Vergonha nacional: corrupção passou a ser a regra na Petrobras


Deu na Folha


Em depoimento ao juiz federal Sergio Moro na segunda-feira (2), o empresário Júlio Gerin de Almeida Camargo, que assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, disse que o pagamento de propinas é “a regra do jogo” na Petrobras e confirmou ter repassado R$ 12 milhões a fim de obter facilidades na obtenção de contratos a Renato Duque, ex-diretor de Engenharia e Serviços da estatal, e a Pedro Barusco, gerente da área.


Questionado pelo Ministério Público sobre três empresas de sua propriedade, usadas para prestar consultoria a companhias que mantinham contratos com a Petrobras, Camargo disse que elas “não foram feitas para essa atividade [pagamento de propina]”.


“Eu diria que ao longo do tempo, pela necessidade que era a regra do jogo, elas foram obrigadas a serem utilizadas”, afirmou. Instado a desenvolver o raciocínio, ele completou: “Havia uma regra do jogo, se o senhor não pagasse propina à área de Engenharia e de Abastecimento, o senhor não teria sucesso ou o senhor não obteria os seus contratos na Petrobras”.

COMPERJ E REPAR
Camargo admitiu ter atuado na intermediação de contratos em duas grandes obras da Petrobras, o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), em Itaboraí (RJ), e a Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas), na cidade de Araucária (PR). No primeiro caso, ele representava a Toyo Setal, empresa para a qual prestou consultoria e em que ocupou cargo executivo.

Já na obra da Repar, Júlio Camargo representava o consórcio CCPR, integrado pela Camargo Corrêa e pela Promon Engenharia. Os dois contratos do consórcio com a Petrobras, ambos assinados em 7 de julho de 2008, somam R$ 2,7 bilhões, de acordo com documentos da estatal.

Camargo afirma ter pago R$ 12 milhões em propinas, ou cerca de 0,4% do total dos contratos, a Renato Duque e Pedro Barusco. “Tinha como regra 1%, mas isso aí era muito flexível e muitas vezes isso aí era negociado. No meu caso sempre negociei para menor, nunca para maior”, disse o delator. A negociação, ainda de acordo com Camargo, foi feita diretamente com Barusco.

Duque foi preso em novembro, mas conseguiu um habeas corpus no início de dezembro e está solto. Barusco fechou um acordo de delação premiada e concordou em devolver R$ 252 milhões obtidos em propinas.

VONTADE DE SUCESSO
Júlio Camargo também foi questionado pelo advogado de defesa dos executivos Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, respectivamente diretor-presidente e presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa. Eles estão presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde novembro do ano passado e tiveram pedidos de habeas corpus negados.

“Pagava-se [propina] por medo?”, perguntou ao delator o advogado dos executivos. “O senhor me fez uma pergunta difícil de responder. Não é medo. Pagava-se pela vontade de obter sucesso”, disse Camargo.

Ele também voltou a falar sobre a “regra do jogo”, de que o pagamento de propinas era institucionalizado na Petrobras. “Chegou um determinado momento que essa conversa não era mais necessária. Era a regra do jogo. Então era simplesmente uma confirmação daquilo que existia.”

Deputado dos dólares na cueca será o líder do governo Dilma.A presidenta Dilma Rousseff (ou seria governanta?) parece ter o dom de não fazer nada certo. Em meio a tantos escândalos de corrupção, colocar na liderança do governo um político mais do que suspeito, cujo principal assessor foi preso num aeroporto com uma mala de dinheiro (reais) e 100 mil dólares na cueca, isso parece cena de comédia italiana dos bons tempos. E ela ainda pensa que é poderosa e manda no país… Precisa de terapia


Guimarães tem todas as qualidades para ser líder do governo

Deu na Folha
A presidente Dilma Rousseff decidiu trocar a liderança do governo na Câmara dos Deputado e convidou o deputado José Guimarães (PT-CE) para assumir o posto. O ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) foi quem fez o convite ao congressista.

Ele assume o posto após o governo sofrer uma derrota histórica na disputa pela presidência da Câmara com a eleição do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) –que foi contabilizada na conta da articulação política do Planalto – e vai substituir o deputado Henrique Fontana (PT-RS). Durante a disputa pelo comando da Casa, Cunha afirmou que o PMDB não negociaria mais com Fontana.


O peemedebista ficou incomodado com a defesa do petista pela participação de ministros na disputa pela presidência para viabilizar a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que foi derrotado.


A troca agrada a corrente majoritária do PT, a CNB, que reclama de falta de interlocução e cargos no governo Dilma. Os vice-líderes ainda não estão definidos.


DÓLARES NA CUECA


Guimarães foi líder do PT em 2013, quando o partido enfrentou o julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é irmão do ex-deputado José Genoino (PT-SP), condenado e preso no escândalo, e teve um assessor preso com dólares na cueca em 2005.


Segundo assessores de Dilma, o novo líder foi escolhido pelo trânsito com os partidos da base aliada e até com líderes da oposição. Com o novo líder, a presidente espera reconstruir pontes com Eduardo Cunha.


Fontana – ligado à Mensagem ao Partido, corrente de José Eduardo Cardozo e Tarso Genro – afirmou que colocou o cargo à disposição do governo nesta segunda-feira, depois que Cunha foi eleito.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A presidenta Dilma Rousseff (ou seria governanta?) parece ter o dom de não fazer nada certo. Em meio a tantos escândalos de corrupção, colocar na liderança do governo um político mais do que suspeito, cujo principal assessor foi preso num aeroporto com uma mala de dinheiro (reais) e 100 mil dólares na cueca, isso parece cena de comédia italiana dos bons tempos. E ela ainda pensa que é poderosa e manda no país… Precisa de terapia. (C.N.)

Tribuna da Internet: Finalmente uma boa noticia.

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Tudo pronto para o pedido de impeachment de Dilma Rousseff


Carlos Newton

Conforme o jornalista Carlos Chagas anunciou aqui na Tribuna da Internet, em absoluta primeira mão, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) vai pedir oficialmente ao Congresso Nacional o impeachment da presidente Dilma Rousseff. 


Desde o surgimento da Operação Lava Jato, vínhamos antecipando neste Blog da TI que o afastamento da chefe do governo inevitavelmente acabaria sendo solicitado, tal a gravidade da situação, porque desde o início ficou demonstrado que o mensalão não representara um fato isolado. Pelo contrário, logo se comprovou que o esquema de corrupção – montado pelo PT para se perpetuar no poder – envolve o governo como um todo, abrangendo não somente a Petrobras, mas também os fundos de pensão das estatais, o BNDES e o setor de energia, em especial a Eletrobras.


Portanto, o que faltava para o pedido de impeachment era apenas a fundamentação jurídica aplicável, pois a presidente Dilma Rousseff, embora já tenha sido diretamente citada em depoimentos, ainda não foi denunciada em nenhum dos inquéritos e poderia acabar escapando, como aconteceu com o então presidente Lula no julgamento do mensalão.


Acontece que a ansiada fundamentação jurídica acaba de ser apresentada por um dos maiores constitucionalistas brasileiros, o jurista Ives Gandra Martins, que estudou em profundidade as diversas leis que poderiam embasar a abertura de processo de impeachment presidencial por improbidade administrativa, não decorrente de dolo, mas apenas de culpa. E como se sabe, na Ciência do Direito, a culpa é caracterizada quando ocorre omissão, imperícia, negligência e imprudência.


NA FORMA DA LEI
Ives Gandra Martins elaborou seu parecer com base no artigo 85, inciso 5º, da Constituição (impeachment por atos contra a probidade na administração); nos artigos 37, parágrafo 6º (responsabilidade do Estado por lesão ao cidadão e à sociedade) e parágrafo 5º (imprescritibilidade das ações de ressarcimento que o Estado tem contra o agente público que gerou a lesão por culpa ou dolo), única hipótese em que não prescreve a responsabilidade do agente público pelo dano causado; no artigo 9º, inciso 3º, da Lei do Impeachment (nº 1.079/50 com as modificações da lei nº 10.028/00); nos artigos 138, 139 e 142 da Lei das SAs (responsabilidade dos Conselhos de Administração na fiscalização da gestão de seus diretores, com amplitude absoluta deste poder); no parágrafo 4º, do artigo 37, da Constituição Federal (improbidade administrativa); e, finalmente, no artigo 11 da lei nº 8.429/92 (improbidade administrativa que atente contra os princípios da administração pública ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições).


Ao interpretar o conjunto dos dispositivos citados, o jurista constatou que a culpa é hipótese de improbidade administrativa a que se refere a Constituição no artigo 85, inciso 5º, dedicado ao impeachment. À luz desse raciocínio, exclusivamente jurídico, Yves Gandra Martins concluiu que, independentemente da apuração final dos desvios, que ainda está sendo realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, já existe fundamentação jurídica para o pedido de impeachment por simples culpa (omissão, imperícia, negligência e imprudência), sem que tivesse havido dolo (intenção).


APOIO AO PARECER
Diante desse abalizado parecer, cuja fundamentação jurídica foi confirmada por dois dos maiores constitucionalista brasileiros (Modesto Carvalhosa, da USP, e Adilson Dallari, da PUC-SP), a situação da presidente Dilma Rousseff se torna desesperadora, pois sua culpa está configurada desde quando era chefe da Casa Civil do então presidente Lula e exercia remuneradamente a função de presidente do Conselho de Administração da Petrobras.


Quanto a Lula, por enquanto parece continuar com o corpo fechado, como se diz no linguajar das religiões afrobrasileiras, mas essa situação pode não durar para sempre, porque já existem acusações de seu envolvimento direto na corrupção da Petrobras. O assunto é apaixonante a amanhã a gente volta a abordá-lo.


Adivinhe que país é este??Um país que se prostitui em proporções demográficas; um país onde a moralidade não está mais sequer no vestíbulo, junto com os guarda-chuvas, mas foi levada embora na coleta do lixo orgânico; um país onde a virtude constrange e os vícios prosperam.

Lula, Dilma, Renan e Big Brother, símbolos de uma época

Percival Puggina

É inevitável que cada época tenha algo ou alguém que encarne seu espírito. Todos os reconhecemos esses símbolos à simples menção, seja porque topamos com eles nos livros, seja porque marcaram sua presença, pelo bem ou pelo mal, nas artes, na literatura, na política ou nas guerras. Eles existem nas pequenas e nas grandes comunidades humanas. Em todo o tempo e em todo lugar. Podem ser positivos ou negativos, mas são, inevitavelmente, símbolos de um tempo.


Assim, por exemplo, cá no Brasil, um dos símbolos de nossos dias é a perfeita correspondência de meios e fins entre um povo que elege Lula e Dilma e um Senado Federal que elege e reelege Renan Calheiros.

Símbolo também desta época é o Big Brother Brasil. O programa é a versão escrachada de um país que se prostitui em proporções demográficas; um país onde a moralidade não está mais sequer no vestíbulo, junto com os guarda-chuvas, mas foi levada embora na coleta do lixo orgânico; um país onde a virtude constrange e os vícios prosperam.

O que me espanta, nesses símbolos da nossa época é saber que o povo reelegeu Dilma, o Senado reelegeu Renan Calheiros e que os tipos do BBB foram meticulosamente selecionados pela TV Globo.