domingo, 8 de março de 2015

Não é brincadeira esta crise da Petrobras



Carla Kreefft
 
 
O Tempo


A crise provocada pelas denúncias de corrupção na Petrobras se estendem e situação de instabilidade política no país. Com suspeição sobre lideranças importantes, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, o impasse político ganha mais força e amplia a indignação da população.


À medida que os nomes que constam no relatório do procurador geral do Estado, Rodrigo Janot, vão aparecendo na mídia, é possível perceber que o esquema não estava restrito a um gueto político, como o governo federal tentou fazer parecer. A amplitude das irregularidades é grande, os partidos da base do governo e suas lideranças estão muito envolvidos.


A presidente Dilma Rousseff, que somente fica a repetir que os malfeitos serão investigados e seus responsáveis serão punidos, ainda não se deu conta de que não se trata de uma peraltice, uma travessura. A crise da Petrobras parou o país, está, a cada dia, derrubando a economia, destruindo uma imagem externa de confiança e credibilidade. E, como se tudo isso não bastasse, o patrimônio da empresa se esvai em uma velocidade que praticamente inviabiliza sua recuperação, pelo menos, em médio prazo.


NINGUÉM VAI FAZER NADA?
A pergunta que fica diante desse quadro é: “E ninguém vai fazer nada?”. Certamente, os políticos não estão fazendo nada além de cuidar de sua proteção. Quem não tem essa preocupação tem o desejo de ver o adversário em situação embaraçosa. Em resumo, quem tem telhado de vidro procura uma cobertura rápida, e quem não, quer é usar o estilingue o mais rápido possível.


Em meio a essa disputa insana, estão o Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário. Não são elementos políticos – não do ponto de vista partidário –, mas também têm suas posições ideológicas e interesses particulares. Onde é que fica, então, a isenção para uma apuração justa? Ao contrário do que anda circulando nas redes sociais, são essas instituições as únicas capazes de enfrentar o desafio de realmente passar a Petrobras a limpo. Elas têm a competência legal, a capacidade e os instrumentos necessários.


É preciso confiar e cobrar dessas instituições, que são as ferramentas que a democracia oferece. Qualquer tentativa diferente disso é golpe. Entretanto, a população tem o direito e até a obrigação de fazer um acompanhamento rigoroso. Assim, manifestações de rua são legítimos instrumentos de pressão e cobrança. Comissões parlamentares de inquérito também são legítimas.


O governo federal e quem mais for alvo dessas investigações e cobranças precisam suportar a situação dentro, também, da legitimidade. Qualquer atitude diferente é contragolpe. O teste é para valer. O Brasil tem a chance de fazer tudo pelas vias democráticas ou derrubar o pouco que construiu.



Belo Monte, bela roubalheira: PT e PMDB morderam 100 milhões.




A informação foi fundamental para fechar a delação premiada do diretor-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini. A obra tem um custo estimando em 19 bilhões de reais.


Ao prestar depoimento em delação premiada, o diretor-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, vai informar que a empresa pagou pouco mais de R$ 100 milhões em propina para obter contratos de obras na usina de Belo Monte. Segundo Avancini, o valor foi dividido entre PT e PMDB, com cada um dos partidos abocanhando 1% do valor dos contratos.

A informação, segundo fontes ligadas à negociação da empreiteira com o Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba, foi fundamental para fechar a delação premiada de Avancini. O executivo contou detalhes do esquema que funcionava em Belo Monte, e, só a partir daí, os procuradores aceitaram fazer acordo com o empresário.

No início da semana, surgiu a informação de que Avancini revelaria o esquema de pagamento de propina na construção da usina no Pará. A obra tem custo estimado de R$ 19 bilhões.

Os investigadores da Operação Lava-Jato acreditam que Avancini deverá detalhar o possível envolvimento do esquema de arrecadação de propina por parte de Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como lobista do PMDB. Ele nega as acusações, mas a especulação é que ele possa ter intermediado o repasse de vantagens indevidas entre a empresa e representantes do partido.

A Camargo Corrêa tem 16% dos contratos do consórcio responsável pela construção da usina, formado por dez empresas: Andrade Gutierrez, Odebrechet, OAS Ltda, Queiroz Galvão, Contern, Galvão Engenharia, Serveng-Civilsan, Cetenco e J. Malucelli, além da própria Camargo Corrêa. Seis destas são investigadas na operação Lava-Jato: Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, Galvão Engenharia e a própria Camargo Corrêa.

Os 16% representam R$ 5,1 bilhão. Esse é o valor do contrato da empresa em obras da Belo Monte. Com isso, teve de pagar, a título de propina, cerca de R$ 51 milhões para cada um dos partidos políticos.

Além de delatar a propina em Belo Monte, Avancini também vai confirmar a existência e atuação do "clube VIP", cartel de empreiteiras instalado na Petrobras e também em estatais do setor elétrico. (O Globo).
1 comentários

Bandoleiros do MST "canonizam" o tirano Chávez


As hordas chefiadas por João Pedro Stédile, braço armado do lulopetismo, destroem propriedades públicas e privadas, centros de pesquisa, universidades - tudo com dinheiro público. Pol-Pot Stédile, por exemplo, jamais trabalhou. 

Vive às custas do contribuinte, promovendo desordem e violência, em luta permanente contra o Estado de Direito e a democracia. Em qualquer país civilizado, apodreceria na cadeia. Aqui, é bem recebido nas universidades e recebe afagos do tiranete Lula, que convocou suas hordas a quebrarem pau nas ruas. É um escândalo o vídeo que o MST montou em homenagem ao sanguinário tirano Chávez. A propósito, surrupio o texto de Augusto Nunes na íntegra, acompanhado do execrável "documentário":



Se falta terra, sobra dinheiro à organização paramilitar que, embora não exista oficialmente, é contemplada com verbas do governo federal, financiamentos do BNDES e gordos adjutórios do Clube dos Comparsas Bolivarianos. Livre de aflições financeiras, o MST mantém aquarteladas nas barracas promovidas a quartéis os soldados do que Lula batizou de “exército do Stédile”. A fartura é tanta que a sigla agora produz documentários concebidos para canonizar farsantes liberticidas e estimular conspirações contra o estado democrático de direito.

A obra mais recente circula na internet desde quarta-feira, 4 de março. “Chávez vive no coração do Brasil”, garante o título da fraude que se estende por 16min36. “Chávez alimentou de novo, em nossos corações, o sentimento de união dos povos do nosso continente. Nossa pátria grande”, festeja no primeiro minuto a voz em off da narradora.

Do início ao fim da vigarice audiovisual, aparecem alternadamente na tela as estrelas do elenco. Stédile abre a discurseira num espanhol de fazer o argentino Francisco esquecer que é Papa e partir para a ignorância. Aparições de Chávez sublinham o desfile dos demais protagonistas: “O companheiro Chávez, na nossa América Latina, é de uma importância histórica extraordinária”, derrama-se Lula.

Aos 5min48, o bolívar-de-hospício que virou passarinho, o reprodutor de batina Fernando Lugo e Rafael Corrêa, o maior canastrão mexicano do Equador, assustam os espectadores com a reprise do numerito que fez muito sucesso no Fórum Social Mundial de 2009, realizado em Porto Alegre: em coro, a trinca assassina a letra e a música de “Comandante Che Guevara”.

Porta-voz da Aliança Bolivaria para as Américas (Alba), a coadjuvante Paola Estrada voa de volta ao século 19: “Nessa articulação de construir a articulação dos movimentos sociais da Alba”, derrapa espetacularmente já na decolagem. “E tentar impulsionar a partir desse processo pra além de ações do que a gente está acostumado de ter ações de solidariedade com este ou aquele país, mas de tentar construir processos de luta continentais contra o inimigo comum. Enfrentar o imperialismo”.

O teólogo Marcelo Barros entra em cena com uma única dúvida: deve despejar suas certezas em português ou portunhol? “Outra ação muito importante do presidente é esse apelo a uma radicalização da democracia, del democrácia”, vacila. “Una democrácia que pela constituição bolivariana é parlamentar, mas é também participativa. E outra é a esperança del socialismo. El hecho nu aún construído, nu aún realizado totalmente, pero en caminho. Que el socialismo és le hecho mais humano, mais espiritual do que o capitalismo”.

Lula de novo: “A Venezuela é um país muito parecido com o Brasil, tem um povo muito parecido com o Brasil e a Venezuela tem uma fronteira muito grande com o Brasil e, portanto, o Brasil teria que ter na Venezuela uma parceria estratégica grande. E muitas vezes a direita brasileira, os conservadores não acreditavam. Eles só sabiam ser contra o Chávez ideologicamente, mas não percebia o homem humano que estava dentro do Chávez”.

Stédile capricha no epílogo: “Chávez, que passou como um furacão na Venezuela, nesse curto espaço de vida pública nos deixou um legado que não é só para minha geração, é um legado histórico que atravessará as próximas gerações e marcará o futuro da América Latina”. Lula conta com o exército de Stédile na guerra a favor dos ladrões amigos. Stédile conta com a ajuda da Venezuela. A Venezuela conta com um milagre do comandante que virou passarinho.

O que pretende ser documentário é, simultaneamente, uma comédia sem graça e um faroeste cucaracha em que o bandido se fantasia de mocinho. Merece mais que os apupos da plateia. Merece uma investigação da Polícia Federal. De onde veio o dinheiro enterrado nesse besteirol bolivariano?
1 comentários

Palocci é a pedra no sapato de Dilma


Ao que parece, até agora tudo foi feito para poupar Dilma, mas a inclusão do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci na lista de Janot deixa aberta a possibilidade de questionamento. Afinal, ele coordenou a campanha na primeira candidatura da presidente:

Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Teori Zavascki afirmou em despacho de sexta-feira que as investigações sobre a suspeita de repasse de dinheiro do esquema da Petrobrás para a eleição presidencial de Dilma Rousseff em 2010 serão feitas “exclusivamente em relação” a Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil que coordenou a campanha da petista naquele ano.
Palocci é uma das 50 pessoas contra as quais Zavascki determinou a abertura de apuração criminal em razão de citações feitas pelos delatores da Lava Jato. No caso específico do ex-ministro, o ministro-relator determinou que a investigação seja feita em primeira instância. Ou seja, ela ficará sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal no Paraná, que cuida das suspeitas envolvendo pessoas sem foro privilegiado. 
Palocci foi citado em depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa como destinatário em 2010 de R$ 2 milhões saídos de propinas pagas por empreiteiros com contratos na estatal. Ainda segundo Costa, quem fez o pagamento foi o doleiro Alberto Youssef. Também delator, Youssef negou ter feito esse pagamento ao então coordenador da primeira campanha presidencial de Dilma. 
No despacho de sexta-feira, Zavascki escreveu: “Nestas situações, não havendo uma indicação com indícios mínimos de participação de eventuais agentes, na linha de reiterada jurisprudência do STF, o ordenamento jurídico e a necessária prudência impõem obstáculo a pleito de instauração de procedimentos perante o Supremo”, disse, referindo-se à presidente. 
“Dessa narrativa fática, constata-se que o procedimento foi instaurado exclusivamente em relação a Antonio Palocci Filho, porquanto em relação a ‘referência em envolvimento indireto’ da campanha da presidente da República, o próprio procurador-geral da República já adiantava excluir, dos elementos a vista, conclusão que conduzisse a procedimento voltado à chefe do Poder Executivo. Portanto, a rigor, nada há a arquivar em relação à presidente da República”, completou o ministro que relata a Lava Jato.
No Palácio do Planalto, o texto de Zavascki foi recebido com certo alívio, porque ele ajudaria a reduzir a pressão política dentro do Congresso contra a presidente. Mas na opinião de governistas e de autoridades do Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderia simplesmente não ter incluído as citações à chefe do Executivo, já que isso abre brechas para questionamentos. (Estadão).

O grito do Brasil indignado: renúncia já!


Artigo do jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior vai na jugular do governo: "Renúncia já: a única via em busca de pacto sério para reconstrução do País". É o que este blogueiro tem dito no twitter: Dilma faria um grande favor ao país se renunciasse. O lulopetismo apodreceu o Brasil, que precisa ser desinfetado:

A indignação em vista do descalabro moral e gerencial do governo veio à tona com a elevada rejeição da presidente. Fala-se cada vez mais em impeachment, cassação do seu mandato pelas vias legais.
Em entrevista concedida por José Dirceu em junho de 1992 ao programa Roda Viva, disse o então deputado: "Não se faz impeachment na Câmara e no Senado, ele acontece na sociedade; eu disse e quero repetir que o impeachment não se resolve no Congresso Nacional, se resolve nas ruas e se resolve com uma coalizão político-partidária".
Porém, além dos fatores sociais e políticos, consistentes no apoio das ruas e na expressiva maioria parlamentar, há de se ter, para o impeachment, a acusação de ação ou omissão enquadrável em algum dos 65 tipos de conduta descritos na Lei n.º 1.079, de 1950. Nos governos Lula e no primeiro mandato de Dilma, poder-se-ia encontrar a violação ao dever de probidade na administração pela ausência de zelo da moralidade administrativa, não se tornando efetiva a responsabilidade dos subordinados em face de delitos funcionais, tal como preceitua o artigo 9o, item 3, da Lei 1.079.
Primeiramente, entendo que as infrações políticas que podem levar ao impeachment são exclusivamente previstas na forma dolosa, ou seja, intencional. Assim, os fatos devem revelar a intenção do governante de não tomar providências em vista da improbidade cometida por subordinados, o que circunstâncias a seguir lembradas podem indicar.
Em 2009, sendo Lula presidente da República e Dilma chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, instalou-se no Senado a CPI da Petrobrás, tendo em vista, principalmente, relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) revelando sobrepreços na obra da Refinaria Abreu e Lima. No dia da instalação da CPI, Lula declarou que a comissão não era do Senado, era do PSDB, e só impatriotas punham a Petrobrás em investigação, tendo a certeza de não haver irregularidades na empresa e Dilma, "revoltada", afirmou que a Petrobrás tinha a contabilidade das mais apuradas do mundo.
Lula interferiu na composição da CPI, combinando com o líder do PMDB, Renan Calheiros, a indicação da relatoria para o sempre governista Romero Jucá, ambos possíveis beneficiários dos desvios, segundo o procurador da República. Fernando Collor fazia parte da CPI e foi cooptado por Lula em troca do poder de nomear dois diretores da BR Distribuidora, suspeita de repassar importâncias ao senador. Os diretores sugeridos por Collor foram aprovados pelo conselho de administração presidido por Dilma. Estava tudo armado para o ocultamento.
Romero Jucá, no relatório da CPI, concluiu que as indicações de sobrepreço na Abreu e Lima decorriam da aplicação equivocada de índices pelo TCU, certo de que o tribunal viria a concordar com suas assertivas.
Lula e Dilma trabalharam para o fracasso das investigações do Senado e sabiam de tudo, segundo o doleiro Alberto Youssef. Na CPI encobriram-se irregularidades que só vieram à tona em março de 2014, sem nenhuma contribuição do governo Dilma. Já presidente da República, Dilma manteve a diretoria que administrava a Petrobrás, deixando que continuassem a surrupiar quantias astronômicas, impossíveis de não ser percebidas, e em parte desaguadas na tesouraria do seu partido.
Mas mesmo que fique configurada conivência da presidente com os malfeitos, ao deixar sem apuração os desvios ao longo do tempo, tipificando-se, eventualmente, a conduta descrita no artigo 9o, item 3, acima lembrado, todavia, essa omissão dolosa teria ocorrido no período passado. A pena do impeachment visa a exonerar o presidente por atos praticados no decorrer do mandato. Findo o exercício da Presidência, não se pode retirar do cargo aquele cujo governo findou. Diz o artigo 15 da Lei do Impeachment que a denúncia deverá ser recebida se o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado o cargo. E Dilma deixara o cargo de presidente por ter terminado o mandato, tomando posse de outro, que se iniciou em 1o de janeiro com faixa presidencial e juramento.
Assim, se há manifestações nas ruas e grave crise de governabilidade, complicada por inflação e estagnação, falta, no entanto, fato concreto entre janeiro e março deste ano constitutivo de infração política a justificar o impeachment. Com tempo para agir, o governo repensa a não aplicação da Lei Anticorrupção às empresas, que poderia levar ao impeachment, como bem suscitou Modesto Carvalhosa. Se não há crime de responsabilidade, pode haver crime comum, por ora com pedido de arquivamento.
Na entrevista de 1992 ao Roda Viva, José Dirceu disse ser uma via a renúncia de Collor em razão de não ter "condições éticas e políticas de continuar governando o País". Tal sucede com Dilma. Há uma revolta em face da imoralidade do "desgoverno". Soma-se o amplo espectro político da corrupção revelado pelo procurador-geral da República, com ministros, presidentes do Legislativo e outros líderes do Congresso Nacional investigados no escândalo. Houve um ataque frontal à democracia com promiscuidade organizada entre Executivo e Legislativo. As bases da República foram corroídas no seu cerne. Apodreceram o Brasil.
No próximo dia 15, a passeata dos indignados deve clamar por patriótica e ampla renúncia. Dilma não tem condições éticas e políticas para governar, carente de qualquer credibilidade pelo passado nefasto e por ausência de autoridade moral: é apenas a triste condutora de sua herança maldita com um séquito de ex-ministros investigados.
A saída da crise é ainda mais estreita com representação do procurador-geral, pois Eduardo Cunha e Renan também devem renunciar à presidência de suas Casas. Malgrado a presunção de inocência, não contam com as imprescindíveis confiança e independência para desinfetar o Brasil.
Renúncia já: a única via em busca de pacto sério para reconstrução do País.
 
  1 comentários

Se os protestos ganharem força, diz Cunha, será impossível segurar o processo de impeachment.


Renuncie, Dilma, renuncie. Abrevie o inferno imposto aos brasileiros. Não espere pelo impeachment. A propósito, texto do Radar on-line:

Assim que eleito presidente da Câmara, Eduardo Cunha disse em entrevistas que não via “espaço para o impeachment” de Dilma Rousseff.
Embora de público não vá admitir nem que a vaca tussa, dias atrás afirmou a mais de um interlocutor ser impossível segurar o processo caso a possibilidade ganhe força a partir dos protestos de 15 de março.

Depois da lista, chega a hora das provas - ELIO GASPARI


FOLHA DE SP - 08/03

Qualquer lista sem Renan Calheiros e Eduardo Cunha será uma coroa sem brilhantes. Por mais que esse tipo de revelação estimule sentimentos e satisfações, listas sem provas valem nada. O processo dos marqueses do foro especial será confuso e demorado. Já o do juiz Sérgio Moro, em Curitiba, será rápido e até simples. Nele há 15 cidadãos colaborando com a Viúva na exposição das propinas passadas por empreiteiras a burocratas e políticos. Essa ponta da questão parece elucidada. Foram rastreadas transferências de dinheiro para o círculo de relações do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele diz que foi um empréstimo amigo. A ver. No caso dos marqueses do foro especial, ainda não se conhecem as trilhas do ervanário. Sem elas, pode-se caçar bruxas, mas não se pode levá-las ao fogo.

Percebe-se a essência da tarefa do ministro Teori Zavascki recuando-se para 2007. O senador Renan Calheiros tivera uma filha fora do casamento, e a namorada tinha contas pagas pela empreiteira Mendes Júnior. Sustentando que dispunha de meios para ajudar a senhora, Renan apresentou notas fiscais referentes a venda de bois de sua fazenda em Alagoas. Em 2007, como hoje, ele se dizia vítima de uma perseguição política. (O vice-presidente da Mendes Júnior está na carceragem de Curitiba, por outras empreitadas.)

Ainda não se sabe o que o procurador-geral, Rodrigo Janot, botou dentro daquilo que o ministro Marco Aurélio Mello chamou de “o embrulho”. Há provas de que o dinheiro saiu das empreiteiras e chegou aos políticos, mas falta a última milha da maratona, com a demonstração de que a mala chegou ao patrimônio dos marqueses. No lance da namorada, Renan contou que vendeu bois. Caberá a Teori Zavascki acreditar, ou não.

Há trinta anos, em três livros

No próximo domingo completam-se 30 anos do dia em que a democracia voltou ao Brasil e do início da agonia de Tancredo Neves, que morreria na noite de 21 de abril. Poucas vezes a vida política nacional teve tanta alegria, ansiedade e tristeza.

Quem quiser revisitar a construção da catedral arquitetada por Tancredo Neves, o melhor que tem a fazer é ir a um sebo em busca do livro O Complô que Elegeu Tancredo, dos jornalistas Gilberto Dimenstein, Roberto Fernandes, Roberto Lopes, José Negreiros e Ricardo Noblat. Poucas vezes os bastidores de uma trama política foram contados com tamanha precisão. Como bonificação, o livro mostra um governo em decomposição, com o presidente João Figueiredo sem rumo.

Quem quiser especular como seria a presidência de Tancredo dispõe de Diário de Bordo, do embaixador Rubens Ricupero. Ele estava na equipe do presidente eleito em sua viagem à Europa e aos Estados Unidos. No capítulo O Choque da Viagem, há oito páginas que podem ser lidas de joelhos. Ricupero conta a conversa de Tancredo com o secretário de Estado George Shultz, num dos momentos críticos da negociação da dívida externa brasileira. Shultz foi a Tancredo para dar-lhe um tranco. Tomou outro, monumental. A suavidade de Tancredo era da alma. Ele jamais latiu. Quando mordia, a vítima só sentia a dentada horas depois.

Passada a comemoração do retorno à democracia, começará a lembrança da agonia do grande homem. Tancredo foi para o Hospital de Base de Brasília na véspera da posse e morreu no das Clínicas, em São Paulo, 38 dias e sete cirurgias depois. Desde a primeira hora os médicos mentiram como mercadores de camelos. Essa história está completamente documentada no livro O Paciente – O Caso Tancredo Neves, do jornalista Luís Mir. Ele inclui 137 páginas com os registros hospitalares do presidente que só entrou no Planalto depois de morto.

Sinal de alerta

A cena em que o procurador-geral, Rodrigo Janot, deixou-se fotografar empunhando um cartaz que dizia “Janot você é a esperança do Brasil” leva desesperança aos brasileiros que confiam na sobriedade do Ministério Público.
Procurador-geral com adereço de mão é uma real novidade.

Três momentos

Primeiro tempo: Em 2005, quando a Polícia Federal varejou a sede da Daslu, templo do consumo do andar de cima, um dos grão-duques da Camargo Corrêa fazia pequenos comícios contra o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Dizia que ele traía “sua gente”.
Segundo tempo: Quatro anos depois, quando a Polícia Federal começou a Operação Castelo de Areia e varejou os escritórios da Camargo Corrêa, o grão-duque contratou Márcio Thomaz Bastos para defendê-la.
Terceiro tempo: O presidente da Camargo Corrêa está na carceragem de Curitiba e seu sonho de consumo é uma tornozeleira da grife que o “amigo Paulinho” usa em casa.

Maus modos

O senador Renan Calheiros recusou-se a atender dois telefonemas da doutora Dilma.
Faz tempo, o poderoso presidente da Câmara dos Estados Unidos, Newt Gingrich, recusou-se a atender uma chamada do presidente Bill Clinton. Por essa e por outras acabou definhando politicamente, deixou o Congresso e tornou-se uma celebridade periférica.

Taxa petista

Quando o PT estava na oposição, Lula dizia que o Congresso tinha 300 picaretas.
Depois de 12 anos de governos petistas, o ministro Cid Gomes diz que os achacadores são 400. Donde, a taxa de picaretagem aumentou em mais de 30%.

Falta de rumo

De um parlamentar oposicionista pra lá de light:
“O problema não é o que tratar com o governo, mas com quem tratar, seja lá o que for.”

Varejo

Se a doutora Dilma fizer a sua parte do serviço, as coisas melhoram.
No ano passado ela deixou 28 embaixadores estrangeiros esperando uma brecha em sua agenda para que lhe entregassem as credenciais.
Pura descortesia, pois resolveria o problema em duas manhãs.
Agora ela levou a pancada da PEC da Bengala, que lhe confisca cinco nomeações de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Essa emenda constitucional eleva a idade limite dos ministros para 75 anos. É casuística, mas a tese tem argumentos favoráveis e contrários.
Passaram-se sete meses da aposentadoria de Joaquim Barbosa e a doutora não escolheu seu substituto. Se ela não tem tempo para escolher ministros do STF, a PEC tem a virtude de tirar esse fardo de suas costas.

O Fed e o Copom

No mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou os juros para 12,75% ao ano, o Federal Reserve americano liberou as gravações de suas reuniões de 2009.
Enquanto o Copom brasileiro trabalha com o sigilo dos conclaves papalinos, o americano preserva os debates por cinco anos. Evita que sua divulgação seja operada pelo mercado, mas preserva a memória histórica.
O Banco Central jamais quis discutir a divulgação das reuniões do Copom. Não se trata de preservar sigilo. O que os sábios do BC querem é se livrar da responsabilidade pelo que dizem.
 
 

E Dilma com isso? - ELIANE CANTANHÊDE


O Estado de S. Paulo - 08/03

É sob o impacto da "lista do Janot" e do zunzum crescente de uma "conversa de estadistas" entre Lula e Fernando Henrique que a presidente Dilma Rousseff faz hoje um pronunciamento no rádio e na TV. Para dizer o quê?

Dilma não é de fazer mea culpa, nem caprichou na maquiagem só para falar de flores, mostrar os efeitos da dieta Ravenna e saudar o Dia Internacional da Mulher. Muito menos para falar da meia centena de políticos da lista, que pega de jeito sua base de apoio.

Sobra a Dilma uma única opção: assumir, finalmente, a responsabilidade pelo ajuste fiscal, fundamental para corrigir os erros do primeiro mandato e sinônimo de medidas amargas para empresas, contribuintes e consumidores.

Até aqui, Dilma se recolheu a uma zona de conforto, trancada em palácios com petistas que pensam exatamente como ela, sem contraditório, enquanto o ministro Joaquim Levy bota a cara para assumir os anúncios impopulares. E quem tem de aprovar é o Congresso.

Não está funcionando. Levy é uma ilha cercada de súditos do império petista no BC, BB, CEF, BNDES e Petrobrás, sem falar no Planejamento. Nem o mercado nem os parlamentares são bobos. Todo mundo nota. Também não funciona porque Dilma tem a maior base aliada do planeta, mas o Congresso está ferido e em polvorosa com os 49 políticos sob investigação do Supremo Tribunal Federal pela roubalheira na Petrobrás.

E há aquele problemão. O PMDB não aceita o desgaste com as empresas - que financiam suas campanhas - para aprovar o fim das desonerações e o aumento de 150% na folha de pagamento. E o PT não topa bater de frente com sua base sindical - a começar da CUT -, aprovando endurecimento de seguro-desemprego e pensões.

Resumindo a história: cadê o ajuste fiscal? O gato comeu. No mínimo, está mastigando, devagar, calmamente, enquanto o circo pega fogo.

É aí que entra a crescente ansiedade de líderes do PT por algum tipo de, senão negociação, pelo menos conversa com o PSDB. E veem nas declarações particularmente cautelosas do senador José Serra uma boa porta de entrada.

Possível é, porque os grandes homens públicos (eles existem!) têm obrigação de pensar mais, melhor e mais longe. A crise na economia, na política e na ética saiu do âmbito do governo e é do País, e ninguém melhor do que o sociólogo FHC para entender isso.

Não é fácil, porém, dar uma mão para o PT, que virou as costas para os três grandes pactos nacionais pós-ditadura - eleição de Tancredo, Constituinte e governo Itamar Franco. E, agora, quando ele é o alvo, vem falar de pacto.

Mais: por trás de um político, há uma pessoa. Ponha-se no lugar de FHC, que, mal ou bem, com erros e acertos, estabilizou a economia, arrumou a casa e garantiu uma sucessão segura para Lula, mas depois teve de engolir o slogan "herança maldita" - que, injustamente, colou. E, ainda hoje, tem de engolir o "Foi o FHC" - que, justamente, não colou.

É nesse contexto que Dilma vai hoje à TV e ao rádio, mas não custa lembrar que seu histórico de pronunciamentos no primeiro mandato deixa muito a desejar. Num, ela botou o dedo na cara dos bancos, vangloriando-se de ter baixado os juros na marra. Bem... eles dispararam de novo e acabam de bater em 12,75%.

Noutro, subiu no palanque e só faltou pedir votos explicitamente ao anunciar a bengalada na conta de luz. Bem... a conta das empresas e dos domicílios também disparou e, entre outras coisas, faz um baita estrago na inflação. (Sem contar que a bengalada desestruturou o setor pelos próximos muitos anos).

Então, temos Dilma sem ter o que dizer, com o Executivo em ritmo de barata tonta, o Congresso em pé de guerra e o Judiciário arregaçando as mangas para o petrolão. E o País, perplexo, à deriva, à espera de um pacto dos sonhos, mas de viabilidade prática extremamente difícil.


Partidos em xeque - MERVAL PEREIRA O GLOBO - 08/03

domingo, março 08, 2015


O PP foi praticamente dizimado nessa primeira etapa das investigações do petrolão, com 18 dos 40 deputados da bancada federal na lista de Janot, e mais dez ex-deputados, inclusive ex-ministros, dois senadores e um vice-governador, que, aliás, se destacou entre os citados pela maneira grosseira com que comentou sua inclusão na lista.

É provável que o mesmo aconteça com PT e PMDB quando vierem à tona as acusações e delações premiadas referentes aos ex-diretores Nestor Cerveró, indicado pelo PMDB, e Renato Duque, o homem do PT no petrolão. Os respingos da corrupção do PP atingiram fortemente o PT e o PMDB, e por tabela alguns outros partidos, inclusive o PSDB, imaginem quando a investigação for direta nos dois maiores partidos da coligação governamental.

Mesmo que Duque, como bom petista, não tenha aberto a boca e negue qualquer delito, seu subordinado Pedro Barusco já se comprometeu a devolver US$ 100 milhões de dinheiro desviado e descreveu, com planilhas e todos os detalhes possíveis, como era feito o repasse de dinheiro, calculando que ao longo dos anos, de 2004 a 2014, o tesoureiro do PT João Vaccari recebeu de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões em propina para distribuir ao partido.

Novas listas surgirão, e o que está em xeque não é o financiamento privado das campanhas eleitorais, mas o sistema de coalizão partidária que está montado sob as bases do tempo de televisão e das coligações proporcionais. A compra de apoio político, já demonstrada no processo criminal do mensalão, está sendo confirmada em escala muito maior no petrolão, e a depuração de nosso sistema político eleitoral é a tarefa mais urgente neste momento.

Não é possível termos 40 partidos políticos com direito a tempo de propaganda no rádio e televisão, nem é aceitável a criação de partidos para desvirtuar o voto dado nas urnas em interesses próprios de ocasião. Não é possível mais dividir o tempo de propaganda eleitoral no rádio e televisão pelas coligações montadas a toque de caixa, não na origem militar do termo, mas de caixa registradora mesmo, sem o menor contato programático entre si, mas apenas interesses pontuais que geram os petrolões e mensalões de nossa vida política.

Proibido o financiamento privado, todo esse dinheiro que roda por baixo dos panos continuará sua busca de receptadores dispostos a fazer negócios. O que precisa haver é uma rigorosa regulamentação das doações eleitorais, limitando as de pessoas físicas e jurídicas, e especialmente proibindo empresas que tenham negócios com governos, em todos os níveis, de serem doadores como pessoas jurídicas.

Com a redução de partidos com direito a atuação no Congresso, a campanha eleitoral já será mais barata naturalmente, e será bem-vinda a proibição dessas mágicas dos marqueteiros que encarecem a eleição, além de serem responsáveis por tornar quase verdadeiros os estelionatos eleitorais que os políticos costumam vender como realidade.

A instituição do sistema de recall, onde o eleitorado pode destituir seu representante que não cumpre o prometido, seria uma ótima decisão para uma reforma eleitoral que objetivasse uma reorganização séria de nosso sistema político, fragilizado pelos últimos acontecimentos.

A denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot, a exemplo do mensalão, acusou a existência de uma "complexa organização criminosa", o que afasta o perigo de se colocar toda a culpa do acontecido nas empreiteiras, como se para existir corruptores não fosse necessário existir o corrompido.

Ninguém é corrompido por pressão irresistível, como também não há cartel que se forme a pedido de políticos sedentos por dinheiro. Os esquemas que estão sendo desmontados mostram que se juntaram a fome e a vontade de comer para saquear os cofres públicos, num projeto criminoso onde todos ganhariam, e somente a sociedade brasileira sairia perdendo.

E Dilma com isso? - ELIANE CANTANHÊDE

O Estado de S. Paulo - 08/03

É sob o impacto da "lista do Janot" e do zunzum crescente de uma "conversa de estadistas" entre Lula e Fernando Henrique que a presidente Dilma Rousseff faz hoje um pronunciamento no rádio e na TV. Para dizer o quê?

Dilma não é de fazer mea culpa, nem caprichou na maquiagem só para falar de flores, mostrar os efeitos da dieta Ravenna e saudar o Dia Internacional da Mulher. Muito menos para falar da meia centena de políticos da lista, que pega de jeito sua base de apoio.

Sobra a Dilma uma única opção: assumir, finalmente, a responsabilidade pelo ajuste fiscal, fundamental para corrigir os erros do primeiro mandato e sinônimo de medidas amargas para empresas, contribuintes e consumidores.

Até aqui, Dilma se recolheu a uma zona de conforto, trancada em palácios com petistas que pensam exatamente como ela, sem contraditório, enquanto o ministro Joaquim Levy bota a cara para assumir os anúncios impopulares. E quem tem de aprovar é o Congresso.

Não está funcionando. Levy é uma ilha cercada de súditos do império petista no BC, BB, CEF, BNDES e Petrobrás, sem falar no Planejamento. Nem o mercado nem os parlamentares são bobos. Todo mundo nota. Também não funciona porque Dilma tem a maior base aliada do planeta, mas o Congresso está ferido e em polvorosa com os 49 políticos sob investigação do Supremo Tribunal Federal pela roubalheira na Petrobrás.

E há aquele problemão. O PMDB não aceita o desgaste com as empresas - que financiam suas campanhas - para aprovar o fim das desonerações e o aumento de 150% na folha de pagamento. E o PT não topa bater de frente com sua base sindical - a começar da CUT -, aprovando endurecimento de seguro-desemprego e pensões.

Resumindo a história: cadê o ajuste fiscal? O gato comeu. No mínimo, está mastigando, devagar, calmamente, enquanto o circo pega fogo.

É aí que entra a crescente ansiedade de líderes do PT por algum tipo de, senão negociação, pelo menos conversa com o PSDB. E veem nas declarações particularmente cautelosas do senador José Serra uma boa porta de entrada.

Possível é, porque os grandes homens públicos (eles existem!) têm obrigação de pensar mais, melhor e mais longe. A crise na economia, na política e na ética saiu do âmbito do governo e é do País, e ninguém melhor do que o sociólogo FHC para entender isso.

Não é fácil, porém, dar uma mão para o PT, que virou as costas para os três grandes pactos nacionais pós-ditadura - eleição de Tancredo, Constituinte e governo Itamar Franco. E, agora, quando ele é o alvo, vem falar de pacto.

Mais: por trás de um político, há uma pessoa. Ponha-se no lugar de FHC, que, mal ou bem, com erros e acertos, estabilizou a economia, arrumou a casa e garantiu uma sucessão segura para Lula, mas depois teve de engolir o slogan "herança maldita" - que, injustamente, colou. E, ainda hoje, tem de engolir o "Foi o FHC" - que, justamente, não colou.

É nesse contexto que Dilma vai hoje à TV e ao rádio, mas não custa lembrar que seu histórico de pronunciamentos no primeiro mandato deixa muito a desejar. Num, ela botou o dedo na cara dos bancos, vangloriando-se de ter baixado os juros na marra. Bem... eles dispararam de novo e acabam de bater em 12,75%.

Noutro, subiu no palanque e só faltou pedir votos explicitamente ao anunciar a bengalada na conta de luz. Bem... a conta das empresas e dos domicílios também disparou e, entre outras coisas, faz um baita estrago na inflação. (Sem contar que a bengalada desestruturou o setor pelos próximos muitos anos).

Então, temos Dilma sem ter o que dizer, com o Executivo em ritmo de barata tonta, o Congresso em pé de guerra e o Judiciário arregaçando as mangas para o petrolão. E o País, perplexo, à deriva, à espera de um pacto dos sonhos, mas de viabilidade prática extremamente difícil.