terça-feira, 12 de maio de 2015

Hoje: dia D para Fachin - o Brasil das PESSOAS DE BEM espera que seja o fim político daquele que defende o PT, a Dilma, a corja petralha, o MST, o FIM DA FAMÍLIA






A dúvida Fachin

 

A justificativa do jurista Luiz Edson Fachin para acumular o cargo de procurador do Estado do Paraná com o trabalho de advogar causas privadas é muito ruim. Ele mostra que entrou em uma brecha e disse ter direito adquirido a fazer algo que obviamente não deveria ocorrer. Fachin explicou em vídeo que ele fez o concurso pouco tempo antes de a Constituição paranaense vedar o trabalho duplo.


 

O novo indicado para o Supremo, que hoje enfrenta a sabatina no Senado, pediu votos para a presidente Dilma. E isso não tem problema algum. Está no seu direito. É a favor da reforma agrária até em terras produtivas. E isso também não é problema, porque o Supremo é um colegiado e existem leis no país. Não é o voto — que todo cidadão tem o direito de escolher e, se for o caso, divulgar publicamente — nem mesmo suas ideias que causam desconforto. O problema é o risco de aparelhamento do STF. 



[o STF, infelizmente, já está aparelhado. Basta ver o caso MENSALÃO - PT e temos a certeza. Condenaram os bandidos mensaleiros mas logo encontraram uma forma de aliviar as penas. Todos estão soltos, os únicos presos foram os babacas não políticos. Outro exemplo é o PETROLÃO - PT, em que tudo é motivo para aliviar para os acusados. Ainda corremos o risco de suas excelências decidirem que a Emenda Constitucional da Bengala, rocem promulgada, é inconstitucional. Perdi a fé no STF desde que eles conseguiram transformar o bizarro 'casamento gay'  em 'família'. Fizeram a leitura do artigo 226 da Constituição Federal da forma que entenderam.] 


 É isso que assusta o país. Até porque essa não é uma decisão que se possa refazer a cada quatro anos. O país carrega por anos, e governos, a consequência de cada indicação.
Veja-se o caso do ministro Celso de Mello. Ele foi indicado pelo ex-presidente José Sarney e atravessou os governos Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula e Dilma.  

Aproxima-se dos 70 anos com uma coleção formidável de elogios à sua atuação. Toda pessoa que o admira já discordou de voto seu. Mas o que se sente é que o jurista Celso de Mello sustenta seu voto em conhecimento sólido das leis e da jurisprudência. Infelizmente, não se tem, em relação a alguns dos indicados mais recentes, a mesma certeza de que eles buscarão na lei, e não na carteirinha partidária, a inspiração para as decisões que tomam.


É isso que pesa sobre Fachin. Depois das demonstrações de independência dadas por ministros como Ayres Britto e Joaquim Barbosa, indicados pelo ex-presidente Lula, os critérios começaram a mudar. Por isso é natural que o país queira que os senadores tenham os cuidados necessários na sabatina e na votação. O Senado não existe para ratificar nomes. Ao longo da história dos Estados Unidos, 12 nomes foram recusados, e não entra na conta a advogada do então presidente George Bush II, Harriet Miers. Ele retirou o nome dela diante das resistências.



 
Há casos de ministros escolhidos que, em determinada situação, se declaram impedidos. Foi o que fez Marco Aurélio Mello no julgamento que envolveu o ex-presidente Fernando Collor, que o indicou e de quem é parente. Não tivemos o mesmo conforto com Dias Toffoli. Mesmo tendo sido advogado do PT, ele não se declarou impedido na votação do mensalão. [o ministro Marco Aurélio foi indicado para integrar o STF pelo primo Collor, por competência e independência; já o Dias Toffoli foi indicado para ser, por baixo da toga do Supremo, o advogado do PT.]
Fachin gravou vídeo, no último fim de semana, para a sua campanha em mídia social em que fez sua defesa no caso do duplo trabalho no Paraná. 



 Recorreu aos termos do edital do concurso que fez para justificar não cumprir a Constituição do Estado. O edital do concurso foi anterior à Constituição, mas ele assumiu após estar em vigor a proibição de que um procurador do Estado também atue na banca privada. Parece cristalino que um edital não se sobrepõe à lei maior do Estado e que essa acumulação é inconveniente. Fachin acha que tem direito adquirido de acumular as tarefas em tudo contraditórias.


O único problema da declaração de voto de Fachin em Dilma é que no conteúdo do manifesto ele mostrou ter certa dissonância cognitiva. Segundo disse: “o governo que queremos é o governo que preservou as instituições democráticas e jamais transigiu com o autoritarismo (...) Nestes últimos anos a liberdade de expressão fluiu no país, não houve um ato do governo que limitou esse direito.” O que ele tentou dizer? Que nos governos anteriores, como o de Fernando Henrique Cardoso, para citar um, não houve liberdade de expressão, respeito às instituições democráticas e intransigência com o autoritarismo? 



 O jurista elogia o governo petista por não ter escolhido para a Procuradoria da República alguém do seu “convívio e conveniência”. Seria bom se o governo seguisse essa mesma regra ao indicar os ministros do STF, porque eles permanecerão no cargo por muitos governos.



Fonte: Blog da Míriam Leitão

 

O governo no telhado



 


Sete meses depois da eleição, Dilma ainda não conseguiu formular um plano. Na escuridão gerencial, proliferam ‘ideias’, como a de limitar o uso da internet nos ministérios

Depois de dez horas de reunião, no sábado 25 de abril de abril, Dilma Rousseff constatou que andava em círculos, sem saber por onde começar o corte de investimentos em obras e a redução dos serviços de manutenção da infraestrutura. Era noite quando despediu-se de ministros e presidentes de bancos federais. Nos dias seguintes o Ministério da Fazenda começou a negociação dos cortes. 



O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, contou a senadores como foi: — Aconteceu uma coisa engraçada. Eu estava lá na Fazenda e me falaram: “Faça um corte linear de 25%.” Então, eu disse: “Ah, tudo bem. E na hora em que eu chegar a uma ponte, eu construo só 75% e ponho uma balsa para eles atravessarem?” 


 
O governo parou, antes de recomeçar. Sete meses depois de reeleita, Dilma ainda não conseguiu formular um plano administrativo consistente. Sequer definiu o tamanho dos cortes em despesas e investimentos que se vê obrigada a realizar, por incúria no primeiro mandato. Na escuridão gerencial, começaram a proliferar na Esplanada dos Ministérios ideias avulsas — algumas inócuas, outras malucas —, entre elas a imposição de limites ao tempo de uso da internet. 

 
Ontem, passados 130 dias da posse, não havia ministro que soubesse qual será o seu orçamento nos próximos sete meses. Quase todos renegociavam débitos de 2014 pendentes com fornecedores. Poucos devem chegar ao fim do mês com as dívidas de janeiro resolvidas. A escassez não é só de dinheiro. Na Saúde, caso exemplar é o projeto do Hospital do Câncer de Sergipe. Aliados locais de Dilma protestam porque, depois de cinco anos com “dinheiro na conta”, esse empreendimento não recebeu um único tijolo. Talvez continue no papel até a próxima eleição presidencial. 

 
Em Transportes, simbólica é a duplicação da BR-101 entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Lula “inaugurou” a obra três vezes nos últimos 12 anos, e Dilma renovou a promessa no ano passado. Até hoje não tem projeto definitivo e nem aparece na listas de prioridades governamentais. 

 
Na Educação, a confusão gerencial que redundou em agonia para milhares de estudantes foi produzida da seguinte forma, conforme relato feito no Congresso por Amábile Pacios, da Federação Nacional das Escolas Particulares: — No dia 9 de dezembro, nós tivemos uma audiência com o então ministro Henrique Paim (da Educação) e eu perguntei: “Ministro, vai haver mudanças no Fies?” Ele disse: “De forma nenhuma. 


A presidente prometeu, na campanha, não mexeremos no Fies.” No 26 de dezembro, recebemos um e-mail do MEC: “O gato subiu no telhado.” No dia 29, a gente soube da notícia. As regras foram mudadas exatamente nas férias escolares. 

 
No centro do poder há mais de uma década, Dilma permanece um enigma, prisioneira de uma nuvem de generalidades e posições óbvias, em geral a favor da luz elétrica, da água encanada, da erradicação da miséria e do analfabetismo. Atravessou quatro anos repetindo formulações rudimentares como “meu olhar principal não é para os números do PIB nem para a taxa de juros, é para as pessoas”. 

 
É compreensível seu estupor diante do desastre gerencial que construiu, mas precisa agir rápido para resgatar o governo que subiu no telhado e lá permanece, catatônico. 


Fonte: O Globo - José Casado
 
 

O que Fachin fez não foi ilegal. Foi imoral. E ele sabe disso - Rejeitar Fachin será derrota da Dilma, MAIS UMA entre tantas que ela já sofreu


terça-feira, 12 de maio de 2015


Está marcada para hoje a sabatina do jurista Luiz Edson Fachin na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Ele foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).  Quer seja aprovado ou não pela Comissão, o nome de Fachin terá ainda que ser submetido ao crivo dos 81 senadores. Se avalizado por 41 deles, aí, sim, Fachin ocupará a vaga que foi do ministro Joaquim Barbosa.

Nunca antes na história dos últimos 80 anos do STF, a indicação de um nome para ministro provocou tanta celeuma. É compreensível. Ministro algum foi indicado por presidente tão enfraquecido quanto Dilma. Antes não existiam as redes sociais onde qualquer pessoa pode dizer o que pensa a respeito de qualquer coisa. De resto, o resultado apertado na eleição presidencial do ano passado e o desastre dos primeiros 100 dias de governo Dilma acirraram os ânimos de derrotados e de vencedores. Há outra razão para isso – e não menos importante: Fachin é ligado ao PT e partidário de Dilma. Pediu votos para ela em mensagem gravada exibida na televisão.

O temor de muitos, parlamentares ou não, é que Fachin reforce no STF a bancada dos ministros que seguem mais de perto a orientação do governo. Como procurador do Estado do Paraná, ele acumulou o cargo com o de advogado de interesses privados. Havia uma brecha na Constituição que permitia isso na época. Mas ele sabe que o que fez não era moralmente defensável. Essa talvez seja a mais feia mancha que carrega no seu currículo.  A aprovação do nome dele pelo Senado virou uma operação de guerra para o governo. A maioria dos 39 ministros foi mobilizada para que isso aconteça.


Governadores de Estados e empresários que doaram dinheiro para a eleição de senadores, também. Dilma considera a eventual rejeição do nome de Fachin uma série derrota dela mesma. Em breve, o Senado acabará referendando a indicação, podem apostar. Afinal, político tem pavor a se indispor com juízes de tribunais superiores porque quase sempre responde a processos ali.

Fonte: O Globo - Ricardo Noblat

 

Dia das mães e a decadência moral do politicamente correto. Opinião de um leitor: "O conservadorismo não saiu do armario...ele é natural à sociedade.Quem saiu do armario foi a promiscuidade sexual, as perversões, a pedofilia, a zoofilia (!), a sexualidade doente e a insanidade mental que tomou conta dessa sociedade!"



Correio Braziliense e a politização do Dia das Mães

A edição dominical do Correio Braziliense é uma prova cabal de que a imprensa tem uma agenda política muito clara. Nada escapa da ferocidade ideológica da grande mídia, nem mesmo uma data inocente como o Dia das Mães.


No domingo, 10 de maio, o Correio Braziliense publicou uma longa entrevista com Maria Eugênia Martins, ex-companheira da cantora Cássia Eller e mãe de Francisco, que na verdade é filho biológico de Cássia com o músico Tavinho Fialho.


O texto é um case interessante que permite vislumbrar essa tentativa sistemática de politização totalizante da sociedade, empreendida pela grande mídia, os movimentos sociais e os lobbys políticos organizados. Nada pode escapar da sua agenda.


“Companheira de Cássia Eller fala sobre maternidade e vida ao lado de Chicão” é uma entrevista longa com Maria Eugênia. Fala-se de maternidade, litígios judiciais, tabus e, é claro, do terrível “conservadorismo” que “emerge” na sociedade brasileira.

Crédito: Daniella Goulart / Divulgação. Maria Eugênia Martins, ex-companheira da cantora Cássia Eller.

A cumplicidade entre o repórter e a entrevistada é notável. Em cada pergunta e sua respectiva resposta é possível verificar que o objetivo não é o de celebrar a o Dia das Mães, mas o de enquadrar os “carolas-moralistas-reacionários-conservadores”:
A adoção por homossexuais ainda esbarra em muita resistência…
Estamos atravessando um período estranho. Há uma onda conservadora que também saiu do armário. Eu tenho a sensação de que depois que a Cássia morreu, o país encaretou. Se nossa história acontecesse hoje, não sei se teríamos a mesma receptividade.
Aposto minha coleção de CD’s do Eminem que não há uma alma na redação do CB que já tenha lido um autor conservador na vida. Do editor de política do jornal ao entrevistador de Maria Eugênia, ninguém ali conhece Burke, Kirk ou Carpeaux.

Onda conservadora?
A frase sobre a onda conservadora que saiu do armário é uma pérola típica dos fazedores de frases-de-para-choque-de-caminhão que conhecemos por jornalistas, habituados a ligar o nada ao lugar nenhum para impressionar os impressionáveis.

Foi Maria Eugênia quem a disse a frase, mas o CB fez um carnaval com ela. Não por acaso, o jornal colocou como chamada para a entrevista em sua fanpage precisamente esta frase: “Há uma onda conservadora que saiu do armário”.

Sabemos há décadas que os brasileiros são socialmente conservadores.

Todas as pesquisas de opinião realizadas desde o século passado dizem que sociedade brasileira é socialmente conservadora – o que não significa conservadorismo politico, mas nem o dono do CB sonha com essa sutil diferença.

É simplesmente falso atribuir a histórica resistência dos brasileiros a novos arranjos familiares a uma suposta “onda” conservadora que escapou dos armários dos eleitores de Dilma. (Sim, até os eleitores do PT são socialmente conservadores).

É claro que o tema é válido para nortear debates e –como todo tabu – este merece ser explorado pela imprensa, pelas universidades e mídia em geral.

A escolha do Correio de fazê-lo justamente no Dia das Mães, contudo, foi calculada não apenas para causar polêmica, mas para transformar em espantalho (carola, conservador, moralista) quem não vê com bons olhos tais mudanças sociais.


Dia da Mães: o CB conseguiu o que queria

Dia da Mães: o Correio Braziliense conseguiu o que queria?

Ao invés de promover um debate franco entre os que aprovam e os que desaprovam a adoção de crianças por homossexuais, o Correio Brasilienze simplesmente fez um uso instrumental do Dia das Mães para celebrar um dos lados. Ao outro, restou as acusações e as caricaturas. É o modus operandi da grande mídia.



Um governo fracassado: acabou dinheiro do Pronatec, do FIES, do seguro-desemprego e agora acaba da casa própria. Mas para a Devastação Olimpica e para aumentar as regalias dos politicos sempre há verba!!!


 
(Estadão) A Caixa Econômica Federal orientou sua rede a suspender todos os novos pedidos de financiamento imobiliário com base em recursos da caderneta de poupança. Nos últimos meses, houve saque recorde da caderneta e a Caixa ficou sem recursos para emprestar. A informação sobre a suspensão dos empréstimos foi repassada ao Estado por fontes do banco e da construção civil e confirmadas pela reportagem nas agências pelos funcionários do banco. A Caixa precisa honrar os contratos assinados antes de aprovar novas operações. Segundo a reportagem apurou, apenas nos quatro primeiros meses do ano, R$ 8,9 bilhões foram retirados da poupança da Caixa, 37,5% dos saques totais do sistema (R$ 23,7 bilhões).



Agora a ideia tirada da gaveta é flexibilizar outras regras para ajudar no financiamento imobiliário. Entre elas, o aumento da faixa de financiamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Atualmente, o limite é de R$ 190 mil para imóveis nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio e no Distrito Federal. A sugestão é ampliar o teto para R$ 300 mil e cobrar nessas operações taxas intermediárias entre as que são cobradas nos financiamentos com recursos da poupança e as dos empréstimos com FGTS. Ou seja, vão mexer na poupança compulsória dos trabalhadores para tapar mais um buraco da incompetência petista.


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Para Lula, jornalismo investigativo, que divulga os podres do governo, é mídia golpista

Publicado por Revolta Brasil em 12 maio, as 10 : 06 AM
Para Lula, jornalismo investigativo, que divulga os podres do governo, é mídia golpista
Parece figurinha repetida, já que o que o PT e sobretudo Lula, o grande mestre da sigla, prega, é que todos aqueles que divulgam informações que prejudiquem o governo, ou que simplesmente critiquem as mazelas do governo petista e diretamente do próprio Lula, é “mídia/imprensa Golpista, o famoso PIG. 


Veja com atenção que Políbio Braga e o senador  Rubens Bueno dizem sobre o assunto:

Atenção, oposição: votar em Fachin será suicídio político.


O que houve com o senador Álvaro Dias? Por descrença no próprio, não sei responder. Apenas concordo com o jornalista Augusto Nunes: a defesa que ele faz de Luiz Fachin, o indicado por Dilma ao STF, é "uma forma desonrosa de suicídio político":

O que houve com Álvaro Dias?, perguntam-se os milhões de paranaenses que votaram em outubro passado num candente opositor do governo lulopetista e acabaram reconduzindo ao Congresso um aliado incondicional de Luiz Edson Fachin? Como entender que um porta-voz do Brasil decente no Legislativo se tenha transformado em cabo eleitoral do doutor escolhido por Dilma para tornar majoritária no Supremo a bancada dos ministros da defesa de culpados?
Decidido a instalar Fachin no gabinete prematuramente esvaziado por Joaquim Barbosa, o senador do PSDB assumiu sem explicões razoáveis (e sem ficar ruborizado) o papel de estafeta de um caçador de togas. Uma guinada e tanto para esse paulista de Quatá criado em Maringá que, desde a ascensão do lulopetismo ao poder, tem sido um dos raríssimos integrantes da oposição partidária em permanente sintonia com o país que presta.
Antes de escancarar-se a estranha parceria com Fachin, a bela voz de locutor de rádio, sempre afinada com a voz rouca das ruas, ensinou em centenas de pronunciamentos corajosos como falar com fluência a linguagem dos indignados. Aos 70 anos, Álvaro Dias mudou de rumo e de lado. O tribuno veemente deu lugar ao homem que murmura pedidos de votos para uma ameaça ambulante ao Estado Democrático de Direito.
Alguma coisa parece ter-lhe confiscado o instinto de sobrevivência. Em rota de colisão com centenas de milhares de manifestantes exaustos de corrupção e incompetência, Álvaro Dias se nega a compreender que o apoio a Fachin é uma forma especialmente desonrosa de suicídio eleitoral. É um pecado sem remissão. Como descobriram tarde demais os senadores Demóstenes Torres e Kátia Abreu, não existe uma segunda chance para quem acampa voluntariamente na catacumba dos que capitularam por tão pouco. Ou quase nada.
O surto de suicídios políticos assumirá dimensões endêmicas se a bancada oposicionista não enxergar a tempo a relevância da sabatina a que Fachin será submetido na Comissão de Constituição e Justiça — e, sobretudo, a importância histórica da votação no plenário que decidirá em última instância se o eleito por Dilma merece um lugar no Supremo. Não merece, saberá o Brasil se os senadores cobrarem respostas que dissipem pelo menos quatro zonas de sombra localizadas por VEJA na edição desta semana.
1) Por anos a fio, Fachin foi simultaneamente procurador-geral do estado e advogado militante. A esse acúmulo de funções, proibido pela Constituição paranaense e, portanto, ilegal, soma-se uma agravante só contornada por gente dotada do dom da ubiquidade: o duplo emprego não impediu que Fachin continuasse a dar aulas na universidade. A sabatina precisa esclarecer esse milagre da multiplicação do tempo.
2) Em numerosos artigos, entrevistas e discursos, Fachin deixou claro seu menosprezo pelo preceito constitucional que garante a propriedade privada no Brasil. Se é que mudou de ideia, por que nunca se desmentiu?
3) Fachin sempre foi ostensivamente simpático ao MST, uma velharia comunista que não tem existência jurídica. Os laços afetivos permanecem? Como estão no momento as ligações promíscuas entre quem deveria defender o cumprimento das normas legais e o bando comandado pelo fora da lei João Pedro Stédile?
4) Fachin sempre defendeu a desapropriação de terras produtivas para fins de reforma agrária, sem o pagamento de indenização aos proprietários lesados. Recuperou o juízo ou ainda é tripulante da nau dos insensatos?
Há mais, muito mais. Mas o que acima se leu informa que a presença de um Fachin no STF pode ser ainda mais ruinosa que a de um Dias Toffoli. Como ocorre agora, também os defensores do ex-advogado do PT, ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil e chefe da Advocacia-Geral da União garantiram que quatro ou cinco sessões do Supremo bastariam para que o novo ministro proclamasse a própria independência. Erraram feio, sabe-se hoje.
O Brasil de 2015 é outro. As multidões nas ruas avisam que não são poucos os providos do sentimento da vergonha. Contam-se aos milhões os que mantêm sob estreita vigilância os senadores eleitos para fazerem oposição. Quem trocar a oposição pelo amém ao governo não escapará do castigo reservado aos desertores.
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Bomba: Dilma se valeu de agentes cubanos para expulsar o Paraguai do Mercosul.


A foto do retardamento ideológico da América Latina
A biografia do ex-presidente uruguaio José Mujica tem revelações desabonadoras também para Dilma Roussef, além do tiranete Lula. Ela se valeu de espiões cubanos para convencer Mujica a expulsar o Paraguai do Mercosul. Resumindo, Dilma é uma
retardatária ideológica e autoritária pré-1989:



Um livro dos jornalistas uruguaios Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz revela que a presidente Dilma Rousseff interveio diretamente para punir o Paraguai depois que o congresso do país votou pelo impeachment do presidente Fernando Lugo, em 22 de junho de 2012. Uma Ovelha Negra no Poder, sobre o ex-presidente do Uruguai José Mujica, é a mesma obra que revelou confidências do presidente Lula sobre o mensalão.

Lugo sofreu impeachment por mau desempenho de suas funções a nove meses das eleições presidenciais no Paraguai. O posto passou a ser ocupado pelo vice-presidente, Federico Franco. Faz parte do jogo democrático ter instrumentos para afastar presidentes incompetentes, criminosos ou corruptos. No Paraguai, tudo ocorreu em obediência à Constituição, ainda que as votações no Congresso e no Senado tenham sido muito rápidas. Apenas um deputado e quatro senadores pediram a absolvição de Lugo. No total, 112 parlamentares votaram por "la condena", pela condenação. O prazo para o presidente apresentar sua defesa foi curto, mas não violou as regras para o impeachment.

Argentina e Brasil sustentaram que o processo significava uma "ruptura democrática", apesar de ter ocorrido em conformidade com as leis paraguaias. Para punir o governo interino, os governos dos dois países decidiram expulsar o Paraguai do Mercosul. Mas o uruguaio Mujica era contra a medida. O livro de Danza e Tulbovitz revela como o governo brasileiro o convenceu a mudar de ideia e como a presidente Dilma Rousseff foi fundamental para isso.

O trecho abaixo, contido no livro Uma Ovelha Negra no Poder, foi publicado no semanário Busqueda, do qual Danza, um dos autores da obra, é diretor de redação:

Quando Lugo foi destituído pelo Senado paraguaio e antes que se celebrasse a cúpula do Mercosul para resolver as sanções, uma das pessoas de maior confiança de Mujica recebeu uma chamada de Marco Aurelio García, mão direita de Dilma.

"Dilma quer transmitir uma mensagem muito importante para o presidente Mujica", disse o funcionário brasileiro em uma mistura de português e espanhol.

"Não tem problema, vamos estabelecer uma comunicação entre os dois presidentes", foi a resposta do uruguaio.

"Não, não pode haver comunicação nem por telefone, nem por email. É pessoalmente", argumentou o brasileiro.

Um encontro tão fugaz e repentino entre presidentes levantaria suspeitas, motivo pelo qual o governo brasileiro resolveu enviar um avião a Montevidéu para transportar o emissário de Mujica à residência de Dilma, em Brasília.

Assim foi feito, e quando uruguaio chegou, Dilma estava lhe esperando em seu escritório. A conversa formal sobre questões gerais durou apenas poucos minutos porque não havia muito tempo.

"Vamos ao que interessa", interrompeu Dilma e o emissário tomou uma caderneta e começou a anotar o que a presidente brasileira informava. "Sem anotações", disse ela e fez com que ele rasgasse o papel. "Esta reunião nunca existiu".

Durante a conversa, Dilma mostrou a ele fotos, gravações e informes dos serviços de inteligência brasileiros, venezuelanos e cubanos, que registravam como foi gestado um "golpe de estado" contra Lugo por um grupo de "mafiosos" que, a partir da queda do presidente, assumiram o poder. "O Brasil necessita que o Paraguai fique de fora do Mercosul para, dessa forma, acelerar as eleições no país", concluiu Dilma.

Na semana seguinte, no início do julho de 2012, todos os presidentes do Mercosul votavam, em uma cúpula na cidade argentina de Mendoza, a suspensão do Paraguai.

A Constituição Federal não deixa dúvidas. Em seu artigo 4°, estão previstos os princípios da política internacional brasileira, entre eles a autodeterminação dos povos e a não-intervenção. Esses valores são evocados como um mantra inclusive para justificar a apatia do governo petista frente a violações de direitos humanos em países admirados pelo partido, como Cuba e Venezuela. Se a revelação feita pelo livro estiver correta, Dilma não se sentiu constrangida em usar informações levantadas pelos espiões desses países para intervir numa questão doméstica do Paraguai. (Veja.com).
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COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO---“Confirmo.”Doleiro Youssef, na CPI, perguntado se confirma que Lula e Dilma sabiam do roubo à Petrobras

“Confirmo.”
 
Doleiro Youssef, na CPI, perguntado se confirma que Lula e Dilma sabiam do roubo à Petrobras



APÓS ABANDONAR FACHIN, GOVERNO TEME REJEIÇÃO

Após abandonar à própria sorte o advogado Luiz Edson Fachin, que a presidente Dilma indicou à vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal, “caiu a ficha” no governo. Agora, o Planalto avalia como “risco real” uma decisão desfavorável do Senado. Ontem, foram realizadas gestões para um novo adiamento da sabatina desta terça (12), a pretexto do falecimento do senador Luiz Henrique (PMDB-SC).

COMEÇA ÀS 10H

Apesar das tentativas, a sabatina de Fachin deve começar pelas 10h desta terça (12), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

MAU MOMENTO

Eventual rejeição do Senado não será a Fachin (as alegações contra ele são até risíveis), mas sim ao governo, ao PT e sobretudo a Dilma.

CORPO-A-CORPO

Ciente de que teria de se virar, Fachin passou a visitar senadores para esclarecer dúvidas a seu respeito, e aos poucos foi ganhando apoio.

SÓ SE RENAN QUISER

O vice Michel Temer tem conversado com senadores e já avaliou entre amigos que Renan influencia ao menos 70% dos votos dos senadores.

JANOT VAI DISPUTAR REELEIÇÃO SÓ PARA CONTRARIAR

Ciente de que não será referendado pelo Senado, ainda que venha a ser o escolhido, o procurador-geral da República Rodrigo Janot deverá se apresentar em julho como candidato à lista tríplice a ser votada pelos mais de 1.200 procuradores da República que indicarão os finalistas para chefiar o Ministério Público Federal. A pretensão dele é expor a tentativa de investigados na Lava Jato de excluí-lo do cargo.

QUANDO SETEMBRO VIER

O mandato de procurador-geral de Rodrigo Janot termina em 15 de setembro. Na última disputa, em abril de 2013, ele foi o mais votado.

FIM DA RECONDUÇÃO

Projeto de Paulinho da Força (SD-SP), deputado ligado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, veda a recondução do procurador-geral.

IMPEDIMENTO PROVÁVEL

Acusado de escolher denunciados e de arquivar 82 denúncias contra o governo Dilma, Janot pode enfrentar representações no Congresso.

PREPARADO

Aloysio Nunes (PSDB-SP) preparou um calhamaço de perguntas para a sabatina de Luiz Fachin, nesta terça. O tucano selecionou algumas sugestões que recebeu pelo Facebook. Diz que foram centenas.

TAQUES 2018

Com o pé fora da base governista, o PDT sonda nomes próprios para corrida presidencial de 2018. O presidente do partido, Carlos Lupi, tem indicado preferência pelo governador de Mato Grosso, Pedro Taques.

PRESSÃO TOTAL

O Planalto já conta com a “traição” do PDT, na votação da MP 664, e quer garantir os votos do PP. No pacote de promessas: cargos na repartição do ministro Gilberto Occhi (Integração).

GREVE DOS EXCLUÍDOS

Maltratados, desprestigiados e até empobrecidos pelo governo Dilma como nunca na História deste País, funcionários do Itamaraty decidiram fazer greve no Brasil e até no exterior.

FECHANDO O CERCO

Impressionado com a ousadia do dinheiroduto do BNDES para empreiteiras com obras no exterior, o senador Reguffe (PDT-DF) requereu cópias de todo os contratos desde 2003. Se ignorar o pedido, o presidente do banco pode ser acusado de crime de responsabilidade.

A FICHA DO DISTINTO

Derrotado na reeleição para deputado federal, Meriquinho Batista (PT-PA) está cotado para a Sudam, por indicação do senador petista Paulo Rocha. Na Justiça, há várias referências a “dano ao erário” contra ele.

PERÍCIA OFICIAL

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fará a abertura do encontro “A Perícia Oficial na garantia dos Direitos Humanos”, nesta terça, a partir das 9h, no auditório Nereu Ramos. A entrada é de graça.

CANTORIA

A Câmara realiza sessão solene em homenagem ao Dia da Voz, nesta terça. Entre os convidados está o deputado Sérgio “Menino da Porteira” Reis (PRB-SP), que prometeu dar uma canja e soltar o gogó.

PENSANDO BEM...

...num País em que até o intelectual Sibá Machado (PT-AC) dá palpites em política externa, quem precisa do Itamaraty?


PODER SEM PUDOR

VINGANÇA SUPREMA

O ministro Alcides Carneiro, paraibano da gema, foi assistir a um filme de suspense. Na saída, quase caiu com o esbarrão de um sujeito apressado para entrar no cinema. O ministro reagiu com bons modos:

- Não precisa pressa. A outra sessão ainda não começou.

- E daí? Não lhe perguntei. Não pedi desculpas, nem vou pedir.

Restou a Carneiro reagir à malcriação com a vingança suprema:

- Ah, é? Pois então fique sabendo, logo agora, que o criminoso do filme só aparece no último minuto. É o primo do mocinho.

Revelado o enigma do filme, o mal-educado deu meia-volta e foi embora.
 

A revolução através das togas - PERCIVAL PUGGINA


ZERO HORA - 10/05

Só não vê quem não quer: um STF onde não existam liberais nem conservadores, onde todos, num grau ou noutro, sejam progressistas ou marxistas, selecionados a dedo pelo mesmo partido, é uma revolução através das togas. Dispensa luta armada ou desarmada, dispensa Gramsci, movimentos sociais, patrulhamento. Bastam 11 homens e seus votos. E tudo fica parecendo Estado de direito.

A bússola das decisões normativas sobre a vida nacional, sobre os grandes temas, está saindo do Congresso, onde opera a representação proporcional da opinião pública. Aquela história dos três poderes, este faz a lei, aquele executa e aquele outro julga - lembra-se disso? - vai para as brumas do passado. Há mais de três décadas, estão sendo transferidas para o Judiciário deliberações que vão do acessório ao essencial, do mais trivial ao mais relevante. Já escrevi muito sobre tal anomalia e percebo que a migração prossegue, através dos anos, com determinação e constância.

A judicialização da política, braços dados com o ativismo judicial, causa imensas preocupações cívicas. Opera uma revolução silenciosa. Não usa barracas de campanha, não cava trincheiras e não precisa de arsenais. Ataca a partir de luxuosos gabinetes. Reúne-se em associações e congressos de magistrados militantes. Seu material bélico está contido em meia dúzia de princípios constitucionais que disparam para onde a ideologia aponta.

O QG dessa conspiração sofreu uma derrota, terça-feira, com a aprovação da PEC que postergou para os 75 anos a aposentadoria compulsória dos magistrados. Mas isso não resolve o problema diante do mal que atacou o caráter republicano da nossa democracia - o instituto da reeleição -, cortando o movimento pendular do poder. Se o Congresso, e especialmente o Senado, não reagir, se for aprovada a inacreditável indicação do Dr. Fachin (que até o Lula teria achado "basista" demais), se aprofundará o abismo entre o pluralismo como inequívoco princípio constitucional e a composição do STF.

É algo de que, aparentemente, ninguém se deu conta. Pluralismo é pluralismo. Dispensa interpretação. É um severo princípio impresso no preâmbulo da Constituição. Como pode ele ser desconsiderado quando se trata de indicar membros para a mais alta corte do Poder Judiciário (isso para não falar nos demais tribunais superiores)? É admissível que os membros desse elevado poder expressem o ideário e os interesses de uma mesma corrente política? O que a Presidência da República vem fazendo e o Senado aprovando é uma revolução branca, via totalitarismo Judiciário. Toleraremos, aqui, o que já aconteceu na Venezuela?


O valor do amor - LUIZ FELIPE PONDÉ- (Acho que o autor do texto ainda não encontrou o amor verdadeiro.O amor verdadeiro nasce nas favelas, cresce na miséria, despreza a futilidade, se intensifica nas dificuldades da vida.A paixão de uma mulher por um homem, paixão verdadeira, é fruto do respeito e da admiração mesclada por uma química favorável.O material resultante dessa fusão resiste à qualquer intempérie).

segunda-feira, maio 11, 2015



FOLHA DE SP - 11/05

As mulheres estarão emancipadas quando tiverem que pagar pelo amor, não apenas pelo sexo


Quanto custa o amor verdadeiro? Sábios dizem que o amor de uma garota de programa é sempre mais barato, porque você sabe exatamente quanto paga pela noite. Já o da mulher amada custa infinitamente, mesmo quando o amor acabou.

Palavras duras para uma segunda-feira, mas profundamente rodriguianas, e Nelson Rodrigues é um dos maiores pensadores em língua portuguesa, apesar de não ter ainda sido plenamente reconhecido como tal. Nelson deveria ser objeto de disciplina específica nos cursos de filosofia brasileira.

O problema do valor do amor é constante. A literatura romântica entende que o amor é uma das únicas saídas para o mal-estar da modernização burguesa.

Autores mais contemporâneos como Zygmunt Bauman chegaram a escrever livros identificando a utopia do amor como uma tentativa desesperada de enfrentar o caráter líquido dos vínculos.

O que sempre fracassa, porque o amor mesmo se tornou líquido diante da insustentável condição da vida que não seja pautada pelo dinheiro. E aí voltamos ao tema.

Nelson costumava dizer que dinheiro compra até amor verdadeiro. A frase, irônica, fala da condição profunda dos vínculos humanos, dependentes de condições materiais objetivas.

Onde você acha que nasceria um amor verdadeiro? Para trabalhar com clichês (a vida é um clichê), seria na Praia Grande, depois de oito horas de Imigrantes num carro 1.0 que, quando se liga o ar, anda como tartaruga ou então num fim de semana prolongado com viagem de executiva para Florença, na Itália?(não tem nada a ver...Amor de verdade curtiria cada minuto passado num carro na Imigrantes!Prefere um pão de queijo num boteco na esquina do que um jantar estilo cuisine moderne em Paris.Sem amor, Florença seria um acinte!N.B)

Não precisa responder em voz alta. Guarde pra si a constatação do seu preço. Todo mundo tem um preço. (O preço para quem ama de verdade pode ser ...reciprocidade?N.B) O do amor costuma ser um dos mais caros. Já o do sexo sempre foi mais barato e mais sincero.

Claro, dirão os bonitinhos, que a questão é tipicamente materialista e que já amaram profundamente em meio ao trânsito da Imigrantes. Acredito neles, mas por uns cinco minutos. (Não é verdade.NB)Esse é o problema. O ônus da vida cobra seu preço em tudo, seja em dólares, reais ou pesos argentinos.

A ideia de que dinheiro compra até amor verdadeiro não deve ser tomada como a única visão de Nelson sobre o amor.

No tocante à obra do autor, temos exemplos de personagens que sobrevivem ao peso da grana, o que demonstra uma certa dose de integridade. Mas integridade é milagre ou luxo (ou doença?), assim como amor verdadeiro que não se pode comprar com charme e mistério na Toscana.


E mais: para Nelson, resistir ao dinheiro nesse contexto poderia ser por si só uma forma de obsessão (doença?).

Logo, a "integridade" nesse campo poderia ser vista como mais uma forma de sintoma do que uma simples virtude. Amar sem dinheiro em sua obra muitas vezes é um modo de obsessão tal que a pessoa objeto dela preferiria alguém normal como amante, do tipo que se apaixona apenas por quem a leva para a Toscana.

Ou seja: "dinheiro compra até amor verdadeiro" pode também ser uma forma de normalidade afetiva.

Ruas lindas e silenciosas, antigas como o medievo ou o Renascimento, restaurantes pequenos, longe da CVC, hotéis charmosos e discretos. O amor, num cenário como esse, brota das paredes. Mas não é só isso.

Ao longo da vida, um amor perene também custa caro. Casas que devem se tornar mais lindas, carros mais novos, férias mais sofisticadas, uma casa de praia ou de campo, cursos para os filhos. Seguro saúde top. Enfim, tudo pode ser contabilizado na estabilidade que o amor exige para si mesmo.

Se falarmos da quase extinta classe média do Lula, a conta fica tão cara quanto a da Casas Bahia, no padrão contábil de cada consumidor.

Sim, tudo isso pode não garantir o amor verdadeiro ao longo dos anos. Mesmo a obsessão de que tudo isso garanta o amor pode ser apenas mais um sintoma na lista interminável de sintomas.

Mas, se o amor de alguém é mais caro do que isso tudo, talvez seja apenas sinal de que o amante não gastou o dinheiro da forma correta, e não que o dinheiro não seria capaz de comprar o necessário para a paixão.

As mulheres estarão emancipadas de vez quando elas também tiverem que pagar pelo amor e não apenas pelo sexo.
 

 

Comentários

1.Acho que o autor do texto ainda não encontrou o amor verdadeiro.O amor verdadeiro nasce nas favelas, cresce na miséria,  despreza a futilidade, se intensifica nas dificuldades da vida.A paixão de uma mulher por um homem, paixão verdadeira, é fruto do respeito e da admiração mesclada por uma química favorável.O material resultante dessa fusão resiste à qualquer intempérie!
Anônima


2.Um amor que brota em "ruas lindas e silenciosas, antigas como o medievo ou o Renascimento, restaurantes pequenos, longe da CVC, hotéis charmosos e discretos", não é amor verdadeiro e sim um itinerário turístico bem imaginado. 
Ana Lia

3.Concordo com a Ana.Casas cada vez mais lindas, carros novos, ferias mais sofisticadas são meros paliativos à dor de não ter encontrado o amor verdadeiro.Distrações para compensar o vazio da alma.
Maria Antonia SP

4.O texto denota um deslumbramento social dos mais superficiais.De uma superficialidade estilo Ibrahim Sued ou Tavares de Miranda.Pena! 
Era um escritor que eu respeitava.Resultado de imagen para ibrahim sued
Anônimo

Não era mesmo para valer - EDITORIAL O ESTADÃO

O estado de s. paulo - 12/05


Apresentada como a prova cabal do renascimento do PT e de sua “volta às origens”, a proibição imposta em abril pelo Diretório Nacional do partido ao recebimento de doações eleitorais de empresas não era para valer: passado menos de um mês daquele momentoso anúncio, noticia-se que diretórios estaduais petistas continuam a passar o chapéu entre pessoas jurídicas.

Não é que alguém tenha se iludido com mais um lance de marketing de um partido que se transformou em uma caricatura de si mesmo. Mas espanta a rapidez com que os embustes petistas vêm perdendo o viço, revelando sua verdadeira natureza.

Reportagem do jornal Valor informa que o diretório do PT da Bahia, por exemplo, pretende promover uma série de eventos, entre os quais dois jantares com empresários, ainda neste mês. O objetivo é conseguir dinheiro para quitar dívidas da campanha de Rui Costa ao governo do Estado no ano passado. O total chega a R$ 13 milhões, dos quais apenas R$ 500 mil foram pagos.

O presidente do diretório, Everaldo Anunciação, muniu-se de um argumento muito justo para ignorar a determinação da cúpula petista: a dívida tem de ser paga. Ele falou em “compromisso moral” de resolver o problema, “buscando contribuições dentro da lei”. Para Anunciação, a questão é simples: “Não podemos trazer prejuízo aos credores, que nos ajudaram nas eleições”.

Situação semelhante se observa no diretório do Ceará, que tem de lidar com uma dívida de cerca de R$ 6 milhões, remanescente da eleição de 2014, e no diretório de Mato Grosso, cujos débitos somam R$ 2,6 milhões. Em todos esses casos, a interpretação que os dirigentes petistas fazem da resolução do Diretório Nacional é a mesma: o veto a doações de empresas só vale para dívidas futuras, e não para as passadas. Já o Diretório Nacional, por meio de nota, explicou que os escritórios regionais “podem continuar a receber doações empresariais” até a realização do Congresso do PT, em junho.

Nada disso está na resolução de abril, concebida com o único objetivo de criar um factoide. Mas a realidade é bem mais árida que a ficção petista. Segundo o diretório baiano, é improvável que a mera arrecadação de recursos entre os militantes do PT, por mais bem-sucedida que seja, baste para cobrir o rombo do partido – ainda mais quando essas dívidas de campanha superam R$ 55 milhões, como no caso do PT de São Paulo. “Acredito na força da militância, mas não podemos ter hipocrisia nem ingenuidade para falar de um valor tão alto”, disse Anunciação.

“Hipocrisia” é, pois, a palavra adequada para definir a atual posição do PT. Justamente no momento em que seu partido aparece como protagonista do petrolão, depois de ter sido igualmente a estrela do mensalão, os petistas defendem o fim de doações por parte de empresas.

O escândalo do petrolão tem como centro o financiamento de partidos com dinheiro de grandes empreiteiras. O caso gerou enormes prejuízos financeiros e de imagem para essas companhias. Assim, é natural que tenha havido uma retração no fluxo de dinheiro para partidos.

Como a fonte está para secar, em razão dos escândalos que protagoniza, o PT quer posar agora de campeão da moralidade, anunciando que não aceitará mais os recursos de empresas – e sugerindo que os partidos que não fizerem o mesmo estarão sendo coniventes com a corrupção.

A malandragem petista corrompe um debate muito importante para o País. O financiamento de campanhas eleitorais por parte de empresas distorce o sentido da representação democrática – pois empresas não votam. Empresas fazem negócios. A doação de pessoas jurídicas resulta em um poder econômico impossível de ser equiparado pelo cidadão comum.

Há, portanto, bons motivos para abraçar essa causa, mas o PT dela se aproveita com fins oportunistas. “O partido revitalizará a contribuição voluntária, individual dos filiados, filiadas, simpatizantes e amigos”, diz a tal resolução do Diretório Nacional. Como é óbvio que apenas esses poucos recursos serão insuficientes para bancar a imensa máquina eleitoral em que se transformou o PT, a resolução não vale o papel em que foi escrita.
 
 

(Muito bem escrito!Não deixem de ler)O Brasil cansa - RODRIGO CONSTANTINO--"em nosso país ainda achamos que é o Estado que vai cuidar de todos, e que os sindicatos, esses antros de oportunistas, realmente se preocupam com os trabalhadores".



O GLOBO - 12/05

"Mais importante que as riquezas naturais são as riquezas artificiais da educação e tecnologia", disse Roberto Campos. Estava certo, como em quase tudo mais. O Brasil é um país rico em recursos naturais, mas isso não se reverte em riqueza efetiva para a população, em boa parte porque muitos acham que basta delegar ao governo a gestão desses recursos que tudo será uma maravilha. O petróleo é nosso! Ledo engano.



Estou morando na Flórida por um tempo, em Weston, uma cidade mais afastada criada do nada, bem ao lado de Everglades. Ou seja, vivo agora no pântano, sem recursos naturais, perto dos crocodilos. Não obstante, há muita riqueza aqui, as coisas funcionam extremamente bem, a ponto de eu me sentir no Truman Show às vezes. Como pode? Os antiamericanos de plantão repetirão as falácias de sempre: que a riqueza deles veio das guerras, ou da exploração de outros povos, ou de seu governo. Tudo falso. Os Estados Unidos são a potência que são graças ao livre mercado, à mentalidade que enaltece o lucro e o individualismo dentro de certos limites éticos, sem "malandragem" ou "jeitinho", e sim com amplo respeito ao império das leis. 



Os empreendedores fizeram esta nação, em um ambiente amigável a eles, e não hostil como no Brasil, que trata o sucesso individual como pecado e adora a vitimização.

Com Obama, as coisas mudaram para pior aqui, mas a cultura capitalista sobrevive. Os americanos nunca olharam para o governo, historicamente falando, como solução para tudo. Na maior parte das vezes, ele era o problema. Liberdade com responsabilidade individual e punição severa para quem descumpre as regras do jogo: eis o modelo que funciona. É por isso que posso deixar meu carro na rua e minha porta de casa destrancada, ou voltar de um jantar às 23h com o vidro do carro aberto sem preocupação.

 

"Segundo Marx, para acabar com os males do mundo, bastava distribuir; foi fatal; os socialistas nunca mais entenderam a escassez". Cito Campos novamente, pois o grande mal do Brasil é crer na riqueza como um jogo de soma zero, onde João é pobre porque Paulo é rico. É essa crença estúpida que leva a tanto intervencionismo estatal, a tanto imposto "distributivo", que acaba punindo quem cria riqueza e, com isso, todo o país, especialmente os mais pobres.

 
A faxineira diarista chegou aqui em casa dirigindo um carro que é considerado de luxo no Brasil. Ela não precisa do Estado-babá para protegê-la dos patrões "exploradores". Ela tem sua própria agenda de clientes, e fatura mais no mês do que muito médico no Brasil. Mas em nosso país ainda achamos que é o Estado que vai cuidar de todos, e que os sindicatos, esses antros de oportunistas, realmente se preocupam com os trabalhadores.

 

"No meu dicionário, 'socialista' é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros...". Mais Roberto Campos, pois ele estava certo. Em nome desse igualitarismo, o que construímos no Brasil? Um dos países mais desiguais do mundo, e não porque alguns têm mais mérito, e sim porque a casta no poder distribui privilégios de forma totalmente arbitrária.

 
Trabalhamos quase até a metade do ano só para pagar impostos e sustentar uma classe em boa parte parasitária. O que temos em troca? Absolutamente nada! Ou, por outra: temos um dos maiores índices de violência do mundo, uma infraestrutura capenga, péssima "educação" pública (doutrinação marxista) e falta de saúde básica para os mais necessitados. E o que pregam as esquerdas, que nunca aprendem com os fatos? Mais Estado! Mais impostos! 





Por isso digo que o Brasil cansa. Esse texto é um desabafo sim, mas não deve ser confundido com um fatalismo pessimista. Ao contrário: ao esfregar essas verdades incômodas na cara dos brasileiros, meu objetivo é mostrar que podemos mudar, que temos sido negligentes, pacatos, acomodados ao deixarmos essa esquerda destruir nosso país e inverter nossos valores. 

Vamos todos morar nos Estados Unidos agora? Ou vamos lutar para transformar o Brasil num país melhor, de primeiro mundo? 


Se é isso que desejamos, então teremos que mudar a mentalidade vigente, combater o excesso de "malandragem", o culto do coitadinho, esse ranço marxista que nos assola. E claro, apear essa quadrilha disfarçada de partido do poder, pois o PT pode não ser a causa de todos os problemas, mas é, sem dúvida, o maior sintoma desse câncer estatizante e populista que tomou conta do Brasil e parece em estágio de metástase.

O quebra-cabeça de Lula - MERVAL PEREIRA O GLOBO - 12/05


A cada dia que passa, o ex-presidente Lula vai perdendo sua aura de intocável. Surgem aqui e ali histórias envolvendo seu santo nome, quase nunca em vão. As mais recentes são exemplares de como os fatos acabam sendo revelados, mesmo que se queira escondê-los.

Na CPI da Petrobras, o doleiro Alberto Youssef reafirmou ontem a convicção de que o Planalto sempre soube do "petrolão". "Como não saber?", perguntou aos interlocutores. Para explicar sua certeza de que tanto Dilma quanto Lula sabiam, Youssef contou que entre 2011 e 2012, na gestão Dilma, houve uma divisão no comando do PP, e não se sabia quem estava no comando.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa consultou o Planalto e voltou com a orientação oficial: Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, e Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, eram os indicados para decidir quem no PP deveria receber as quantias em dinheiro desviadas da Petrobras.

Lula chegou a pedir desculpas ao povo brasileiro quando estourou o caso do mensalão, e se disse traído, não disse por quem, mas todos compreendiam a quem queria atingir, seu Ministro mais forte e próximo, José Dirceu, chefe da Casa Civil, que acabou preso em consequência do processo aberto no Supremo.

Mais adiante, quando a repercussão do escândalo já havia amainado, Lula passou a dizer simplesmente que o mensalão nunca existira, e garantiu até que se dedicaria a provar isso. Nunca fez um mísero gesto nesse sentido, mas em público manteve a postura de que o mensalão teria sido manobra contra seu governo.

Agora, vem a público um livro que revela a verdade de Lula que não poderia ter sido revelada. O livro sobre José Mujica, o ex-presidente uruguaio, a certa altura revela que Lula, em 2010, em uma conversa com ele, admitiu a existência do mensalão.

Segundo o relato dos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, "Lula teve que enfrentar um dos maiores escândalos da História recente do Brasil: o mensalão, uma mensalidade paga a alguns parlamentares para que aprovassem os projetos mais importantes do Executivo. Compra de votos, um dos mecanismos mais velhos da política. Até José Dirceu, um dos principais assessores de Lula, acabou sendo processado pelo caso. (...) Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros", disse-nos Mujica.

Ele contou, além disso, que Lula viveu todo esse episódio com angústia e um pouco de culpa. "Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens", disse Lula, aflito, a Mujica e Astori (vice-presidente eleito), semanas antes de eles assumirem o governo do Uruguai. "Essa era a única forma de governar o Brasil", justificou-se.

O que era para ser uma referência condescendente, quase elogiosa, a Lula desencadeou uma crise política que um dos autores do livro tentou conter, assumindo que descrevera de maneira equivocada o diálogo. "Lula estava falando sobre as "coisas imorais" [praticadas em seu mandato], e não sobre o mensalão. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é difícil governar o Brasil sem conviver com chantagens e "coisas imorais"", tentou explicar Danza.

Para azar dele e de seu companheiro de empreitada, a revista em que trabalham, "Búsqueda", publicou na edição que chegou às bancas na quinta-feira uma resenha do livro "Una oveja negra al poder", intitulada "Lula: el mensalão era la única forma de gobernar Brasil". O próprio Mujica, que já assinara o livro em noite de autógrafo, dando a ele um ar de legitimidade, teve que intervir, afirmando: "Lula jamais falou em mensalão nas conversas comigo. Uma vez me disse que, por ter uma minoria parlamentar, o chantageavam". E arrematou, para mal dos pecados dos autores do livro: "Se os jornalistas escreveram isso, é por conta deles".

Nada mais ridículo do que o papel de um ex-presidente tendo que assumir de público que seus biógrafos oficiais distorceram suas palavras, as únicas do livro que foram desmentidas, pelo que se sabe.

Talvez essas histórias não bastem para incriminar o ex-presidente Lula, mas o conjunto da obra - inclusive a ligação com as empreiteiras e os favores recebidos mesmo depois de ser presidente - acaba formando um quebra-cabeça que dificilmente deixa de ser montado por quem não é crédulo ou não faz parte do esquema político beneficiado.