domingo, 7 de junho de 2015

A droga da inteligencia sem limites.


Modafinilo: la droga de inteligencia sin límites

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Seguro alguna vez has deseado simplemente tomar una píldora que te motive y te de la energía necesaria para hacer todo lo que tienes que hacer y aprender todo lo que necesitas estudiar para tus examenes finales. Seguro, también, alguna vez deseaste que sea legal...


¿Recuerdas la película Limitless de Bradley Cooper? Bueno, si no la viste te ahorraré el esfuerzo de desperdiciar 105 minutos de tu vida y te contaré brevemente de qué se trata antes de hablar del Modafinil, la droga de la inteligencia ilimitada.

Bradley Cooper y 200 miligramos de inteligencia en una píldora

Modafinilo-la-droga-de-inteligencia-sin-limites-02.jpg Limitless

 
La película solo nos sirve de preámbulo para hacernos una idea de lo que son las llamadas píldoras de inteligencia. En la película, el personaje de Cooper es un escritor fracasado en medio de un vacío de creatividad que se encuentra con un viejo conocido, ex dealer de droga, que le ofrece una nueva sustancia (NZT-48) supuestamente legal que promete incrementar el funcionamiento cerebral al 100%.


Lo que sucede inmediatamente después es impresionante. Tan solo una dosis de la píldora hizo que el protagonista no solo pueda volver a concentrarse en su escritura, sino que le permitió desarrollar todas sus habilidades físicas y mentales de una forma increíble. Digamos que se convirtió en un superhombre. Mira esta escena de película solo para hacerte una idea un poco más gráfica.

El NZT-48 de la vida real se llama modafinil

Lamento desilusionarte tan rápido, pero el NZT-48 no existe tal como en la película.

Lo que sí existe es el modafinil, o modafinilo, que es un neuroestimulante indicado para algunos problemas de somnolencia excesiva o apnea de sueño, así como en algunos casos de esclerosis múltiple.


El modafinilo es un nootrópico de bajo nivel de adicción, sin embargo, los especialistas advierten que sí puede resultar muy adictivo en algunas personas, debido a su acción sobre la dopamina en el centro de placer del cerebro.


Este tipo de drogas también son conocidas como drogas inteligentes, estimulantes de la memoria o potenciadores cognitivos. Y aunque no es claro exactamente cómo funciona, sí se conocen algunos de sus efectos secundarios entre los que se encuentran fuertes dolores de cabeza, náuseas, ansiedad, nerviosismo, diarrea y fuertes dolores musculares.
Modafinilo-la-droga-de-inteligencia-sin-limites-03.jpg vidguten/iStock/Thinkstock

 
Algunas personas que la consumieron aseguran no haber sufrido ninguno de esos efectos adversos de la droga. A su vez, sostienen haber conseguido niveles de concentración y energía física nunca antes experimentados.
"I took my first dosage of 200 mg in the morning, around 8 am. I didn’t feel smarter, but I soon felt a sort of focus that is hard to describe. I did not get any work done but I become obsessed with finding watches on Ebay.

Later that evening I went to the gym to have my workout. The workout that evening was one of the most intense, most focused gym experiences I have ever had. The weight was flying up, the rest periods were nil. The focus was absolutely insane, I may as well have been the only person in the gym, or whole world. It wasn’t a workout, it was a mission"Victor Pride

También mira este interesante testimonio de Christian Eaves. No se trata de un médico certificado, pero asegura conocer los efectos y potencialidades de esta droga. Recuerda activar los subtítulos en la parte inferior derecha del video.

“Onda conservadora” veio para ficar (Ufa!Estava demorando!)


 
  24-02-2015
 
 

 

“Onda conservadora” veio para ficar
 

 
Gregorio Vivanco Lopes  
 
 
 
À medida que o caos no mundo contemporâneo vai se aprofundando – e talvez por causa desse mesmo caos – assistimos em sentido contrário a uma “onda conservadora” no Brasil e no mundo. Ninguém com um mínimo de razoabilidade o contesta, seja de direita, de centro ou de esquerda. O fato está aí, e tudo indica que veio para ficar.
Convém ter presente que essa “onda conservadora” corresponde, em ponderável medida, a uma reafirmação do bom senso, profundamente ferido pelo caos e pelas chamadas “conquistas” da modernidade.
*                          *                          *
Vejamos, a título de exemplo, alguns setores nos quais ela se verifica:
— No campo político-social, uma rejeição às diversas formas de socialismo, seja o do PT, no Brasil, seja o do PS, na França, e de outros ainda. E nos Estados Unidos, onde não se pode falar propriamente em partidos socialistas, no entanto é o partido mais à direita que vem se afirmando na preferência popular.
— Em matéria de artes, chama a atenção a falta de público para a dita “arte moderna”, como a apresentada na Bienal de São Paulo. Esta já apela para representações tendentes ao satanismo, a fim de tentar atrair pelo bombástico, pela irreverência e pelo sacrilégio, aqueles que não consegue atrair pela arte. Pobres crianças de colégio, que constituem o público habitual dessas exposições, são obrigadas por diretores de muitos estabelecimentos de ensino a se submeterem a essa inglória peregrinação através de salões aborrecidos e tenebrosos.
— Em matéria de filosofia de vida, não está colando essa pregação descabelada e absurda de uma igualdade buscada a todo preço, antinatural, que a pretexto de combater desigualdades injustas, o que seria louvável, leva de roldão, sob o rolo compressor da mídia e de certos políticos, as desigualdades legítimas e proporcionadas, necessárias para o reto e ordenado convívio humano.
— Em matéria de religião, os desmandos da esquerda católica e do progressismo em geral vão produzindo reações em série a favor da tradição. Em alguns casos, infelizmente, afastando dos sacramentos e da prática religiosa os que não se conformam com a presente autodemolição da Igreja, que abre portas e janelas para que no Templo de Deus entre a fumaça de Satanás, constatada por Paulo VI.
Muitos se perguntam se o mundo virou um manicômio, o que os leva a reagir ou pelo menos a retrair-se. É a onda conservadora que se afirma.
(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM
  
 

 
 
 
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

As empresas que mais recebem verba do BNDES, e seus maiores escândalos. O BNDES, quando despido de toda a propaganda ideológica, não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas.




por , terça-feira, 12 de maio de 2015



bndes-capa-636x395.jpgNota do IMB O BNDES, quando despido de toda a propaganda ideológica, não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas.

Uma vez que você entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo.


Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador — fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial).  Só que, dado que os recursos do FAT advêm das arrecadações do PIS e do PASEP, na prática os recursos do BNDES eram originados dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento das empresas.  Esse dinheiro era então direcionado para as grandes empresas a juros subsidiados.


Este arranjo, por si só, já denotava um grande privilégio.  Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas?

O problema é que essa matriz, já ruim, foi alterada para pior a partir de 2009.  Se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, a partir de 2009 ele passou a se financiar também via endividamento do Tesouro, o que significa que ele se financia via inflação monetária.

Funciona assim: como o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo queria destinar a seus empresários favoritos — como o multifacetado Senhor X —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro para complementar os empréstimos.


E quem compra esses títulos?  Majoritariamente, o sistema bancário.  Como ele compra?  Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias.  Ou seja, a atual forma de financiamento do BNDES é inerentemente inflacionária.  Ela aumenta a quantidade de dinheiro na economia.


O gráfico a seguir mostra a evolução dos empréstimos do BNDES, atualmente com um saldo de R$ 638 bilhões.  Observe a guinada ocorrida em meados de 2009, quando essa nova modalidade foi implantada.
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Evolução dos empréstimos concedidos pelo BNDES. A linha vermelha (que foi descontinuada em 2013) representa a soma da linha azul (empresas) com a linha verde (pessoas físicas).


Portanto, além de aumentar o endividamento do governo, este mecanismo utilizado pelo Tesouro para financiar o BNDES também aumenta a quantidade de dinheiro na economia.  E, como mostra o gráfico acima, desde 2009, o BNDES já jogou quase R$ 500 bilhões na economia.


(Todos os bancos estatais em conjunto despejaram na economia, nesse mesmo intervalo de tempo, R$ 1,100 trilhão, o que significa que apenas o BNDES responde por 45% desse valor).


Além de ter causado uma grande inflação monetária — algo que, por si só, pressiona a carestia —, esse mecanismo de financiamento do BNDES, via endividamento do Tesouro, também ajudou a deteriorar o quadro fiscal do governo.  A dívida bruta está em 63,4% do PIB.  (Para que se tenha uma ideia, no final de 2013, a dívida bruta do Brasil estava em 56,7% do PIB.)


Esse valor da dívida bruta — mais ainda, essa tendência —, além de ameaçar o grau de investimento (investment grade) conferido ao país pela Standard & Poor's, ajudou a acelerar a depreciação do real, o que turbinou ainda mais a inflação de preços.



Logo, o BNDES espolia duplamente os mais pobres: destrói o poder de compra da moeda e ainda utiliza os impostos dos pequenos para financiar empresários ricos.
O artigo a seguir traz um excelente compêndio de todas as empresas que foram agraciadas por esse mecanismo de espoliação às avessas, em um perfeito exemplo do corporativismo que tomou conta do Brasil.  E ajuda a entender por que — com subsídios garantidos e ausência de concorrência — seus serviços são ruins.
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Criado por Getúlio Vargas, em 1952, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), que mais tarde agregaria a palavra "Social" ao seu nome — passando a se chamar BNDES —, é uma instituição pública com o objetivo de fomentar o crescimento do país por meio do crédito — geralmente com juros subsidiados e condições mais atrativas do que as propostas pelos bancos privados — e do investimento direto.
Após diversos anos atuando no mercado, o banco se tornou fonte de polêmicas, e não por acaso: só em 2014, 62% de seus desembolsos foram destinados a empresas de grande porte, o que põe em cheque o título de fomentador "do desenvolvimento" — não seria mais adequado "fomentador do corporativismo"?

As polêmicas em torno do BNDES e de seu questionável sistema de repasse de verbas levaram a Câmara dos Deputados a criar uma CPI para investigar o banco e suas relações com empresas envolvidas no escândalo Lava Jato, que, mesmo em situação irregular, receberam seus aportes bilionários.


Em 2013, antes dos escândalos de corrupção estourarem, a Petrobras havia sido a empresa mais beneficiada pelo BNDES: foram R$ 11,6 bilhões em verbas. A lista continuava com diversas empresas que mais tarde se envolveriam em escândalos dos mais diversos tipos: TIM (5,7 bi), Eletrobras (2,5 bi), JBS (2,4 bi, desde 2005), Sabesp (1,7 bi), Copel (1 bi), Braskem (863 mi), Light (276 mi) e várias outras empresas dos mais diversos setores da economia.


Agora, no início deste ano, o banco divulgou os valores dos contratos assinados em 2014. Só as grandes empresas receberam, apenas em 2014, um montante que soma os 117 bilhões de reais, de um total de 187 bilhões de dinheiro distribuído pelo banco.
Mas os problemas com o BNDES vão muito além dos valores: praticamente todas as maiores beneficiadas pelas linhas de crédito concedidas pelo banco financiaram campanhas políticas ou estão envolvidas em algum tipo de polêmica.


Para ilustrar o tamanho do escândalo em torno da instituição, separamos uma lista com as 14 empresas mais beneficiadas pelo banco no último ano e uma pequena descrição de seus problemas.


Eis seus escândalos.
14º - Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA): R$ 859 milhões
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A COELBA é parte do holding Neoernegia, terceiro maior grupo privado do setor de energia elétrica do país. A Neoenergia tem como acionista o Banco do Brasil e controla mais de 80% da COELBA.

holding está envolvida em escândalos de corrupção junto à Petrobras e à empreiteira Camargo Corrêa, que constam na lista de empresas investigadas pela operação Lava Jato.

No Rio Grande do Norte, a usina de Termoaçu, que pertence parcialmente ao grupo, possuía falhas de construção e negociou pagamentos suspeitos com a empreiteira.

13º – Ambev: R$ 935 milhões 640px-Ambev_logo.svg_.png
Maior empresa da América Latina, o conglomerado Ambev controla diversas empresas da área de bebidas.


A empresa nasceu da fusão de três grandes cervejarias nacionais por meio de um contrato que, mais tarde, se provou fraudulento: a empresa havia subornado o Cade durante o processo de fusão. [Nota do IMB: neste quesito específico, não há nada de errado; empresas devem ser perfeitamente livres para se fundirem, sem terem de se sujeitar a um órgão regulador.  Para evitar oligopólios, basta abrir totalmente o mercado à concorrência externa  Veja mais detalhes este artigo].

O grupo ainda aparece como um dos maiores financiadores de campanha durante a corrida presidencial do ano passado: foram R$ 6,7 milhões de reais em doações para os 3 maiores candidatos que participaram da disputa.


Dilma recebeu 4 milhões de reais, enquanto Aécio Neves e Eduardo Campos ficaram com 1,2 e 1,5 milhão, respectivamente.

12º – Concessionária BR-040: R$ 965 milhões limpeza-fernando.jpg
A concessionária que administra a BR-040 também não escapa dos escândalos: a rodovia é controlada pela Invepar, uma empresa que possui como acionista a Construtora OAS, investigado na Operação Lava Jato.


Além da OAS, que espera operar obras na BR-040, a Invepar ainda conta com capital público: também são acionistas da empresa a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), a Petros (Fundação Petrobras de Seguridade Social) e a Funcef (Fundação dos Economiários Federais).

11º – Global Village Telecom (GVT): R$ 1 bilhão logo-gvt.jpg
A GVT não está — até o momento — envolvida em nenhum grande escândalo, mas figura nas listas do Procon como uma das empresas com o maior número de reclamações do país e já chegou a sofrer com processos e multas por conta de problemas no cumprimento de velocidades de internet.

10º – Renova Eólica Participações: R$ 1,044 bilhão upload_20140502101616parqueeolico_3789cf240112-684902.jpg
Líder do setor de energia sustentável no país, a Renova é dona do maior parque eólico da América Latina. Mas não se deixe enganar: a empresa não parece tão sustentável quando analisada mais de perto.


Suas relações com o poder são bem explícitas: o empreendimento tem como acionista a Cemig e a Light, que hoje detém a maior parte das ações da companhia.



Em 2012, a empresa foi alvo dos noticiários após construir um parque eólico na Bahia que permaneceu por anos parado, sem gerar sequer um megawatt. De acordo com as reportagens, o problema era a Chesf — outra empresa campeã em receber verbas do BNDES — que não cumpriu o acordo de ligar o parque à rede elétrica.



Neste mesmo ano, a empresa também mostrou que possuía ligações estreitas com empresas não tão limpas como a energia que sai de suas usinas — nomeou como presidente de seu conselho executivo o engenheiro Otávio Silveira, então diretor presidente da Galvão Energia, uma das subsidiárias do grupo Galvão, que hoje é investigado na operação Lava Jato.


Como se não bastasse, a Cemig também é envolvida em escândalos de corrupção e negociações suspeitas com Alberto Youssef, figura central dos escândalos da Petrobras.

9º – Concessionária das Rodovias Centrais do Brasil S/A (Concebra): R$ 1,060 bilhão ViewImage.jpg
Parte do grupo Triunfo, a Concebra pode não ter nenhum escândalo relacionado ao seu nome, mas não é possível dizer o mesmo sobre as outras empresas que fazem parte do Grupo.


A Triunfo Econorte, concessionária que administra diversos trechos de rodovias do norte do Paraná, tem um dos pedágios mais caros do estado e foi favorecida politicamente: ano passado, o Ministério Público Federal descobriu um caso em que a Econorte teria recebido aditivos contratuais, expandindo assim o trecho sob sua administração, apesar de seu trabalho ineficiente e caro.



Além disso, a Triunfo também realizou diversas doações de campanha, totalizadas em mais de 12 milhões de reais, para diversos candidatos (incluindo Dilma Rousseff), no nome de sua construtora.


8º – Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S/A: R$ 1,106 bilhão Galeao1.jpg
A concessionária que controla o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi uma das empresas que mais recebeu crédito do BNDES no ano passado, mas isso não significa que ela seja exemplo de transparência.


Desde 2013, o consórcio tem participação da Odebrecht, mais uma construtora envolvida nos escândalos de corrupção em torno da Petrobras e que agora também está sendo investigada por um suposto envolvimento em esquemas de corrupção durante a construção do metrô do Panamá, em 2010.



Ironicamente, a construção do metrô do Panamá também foi patrocinada pelo BNDES.
Para piorar, existem indícios de que a construtora foi beneficiada pelo governo durante os leilões para a concessão do aeroporto ainda em 2013.
 
7º – Braskem S/A: R$ 1,189 bilhão braskem-industria-petroquimica-20130119-0059-original.jpeg
Gigante do segmento de produção de resinas plásticas, a Braskem sempre teve como meta se destacar como a maior empresa das Américas no setor — objetivo que já conquistou várias vezes. A companhia também já foi eleita pela revista Você S/A uma das melhores para começar a carreira, mas isso não isenta a empresa de envolvimento em esquemas, no mínimo, duvidosos.


Desde sua origem, a Braskem conta com capital da Odebrecht, outra empresa envolvida em escândalos já citada nesta lista, além de também ter a Petrobras como uma de suas principais acionistas — o que já nos dá algumas pistas sobre suas relações com o governo.


Mas os problemas da empresa vão muito além de rumores: em março, ela foi incluída na lista de empresas investigadas pela Operação Lava Jato, após Alberto Youssef afirmar que seus executivos pagavam propinas para diretores da própria Petrobras, em troca de matérias-primas mais baratas.


Os laços da empresa com o poder ficam ainda mais explícitos quando observamos os valores gastos em doações a políticos na última eleição: 8,44 milhões de reais.

6º – Aeroportos Brasil – Viracopos S/A: R$ 1,496 bilhão fotos-532.jpg
Localizado em Campinas, o aeroporto de Viracopos é controlado majoritariamente pela Aeroportos Brasil, concessionária que conta com participação da Triunfo Participações, citada anteriormente nesta lista, e da UTC Participações, empresa envolvida no escândalo da Petrobras.


A UTC é um caso que chama a atenção: três de seus executivos foram indiciados por corrupção no final do ano passado. Para piorar a imagem da empresa, dados do TSE mostram que a empresa gastou mais de 14 milhões de reais em doações a campanhas políticas nas últimas eleições.


Além dos casos individuais envolvendo as empresas que fazem parte do consórcio, a Aeroportos Brasil também está envolvida em polêmicas: durante as investigações da operação Lava Jato, a polícia encontrou indícios de corrupção no contrato do consórcio e uma possível ligação entre o doleiro Youssef e o consórcio do Aeroporto.


5º – LLX Açu Operações Portuárias S/A: R$ 1,805 bilhão lista-empresas-llx-20121024-01-original.jpeg
A antiga empresa de Eike Batista, que hoje atua sob o nome Prumo, também está entre as que mais recebem financiamento do BNDES.


As polêmicas em torno da empresa estão todas envolvidas com seu antigo dono, Eike Batista. Além de ter mentido sobre os números de seu conglomerado, o EBX, o empresário ainda escondeu informações durante o fechamento do capital da empresa, em 2012, antes da venda para o grupo EIG, que posteriormente alteraria o nome LLX para Prumo.


Apesar de a nova empresa não estar envolvida em nenhum escândalo de corrupção, seus números não são lá muito bons — ela acumulou prejuízos de mais de R$ 50 milhões nos últimos 12 meses, depois de sucessivos prejuízos.


O tamanho da verba concedido pelo BNDES também chama a atenção: é muito maior que o valor de mercado da empresa, avaliada em R$ 1,194 bilhão.

4º – Caixa Econômica Federal: R$ 2 bilhões caixa.png
A Caixa Econômica foi a maior empresa estatal a receber dinheiro do banco no último ano — de uma vez só, recebeu uma linha de crédito no valor de 2 bilhões de reais. O valor, entretanto, contrasta com a transparência da empresa.


Diversos foram os escândalos envolvendo o banco: pagamento de prêmios a bilhetes falsos de loteria, funcionários envolvidos em esquemas de financiamentos imobiliários fraudulentos e até casos de empréstimos no nome de laranjas, feitos por agentes bancários menores.


Mas a alta cúpula da empresa também não escapa das páginas dos jornais: novas investigações da Operação Lava Jato sugerem que a empresa esteve, junto com o Ministério da Saúde, envolvida num longo esquema de desvio de corrupção e favorecimento por meio de campanhas publicitárias e empresas de fachada.

3º – Grupo B2W e Lojas Americanas: R$ 2,658 bilhões americanas.png
O grupo B2W Digital controla as lojas Americanas.  Ambos — B2W Digital e Lojas Americanas — receberam uma linha de crédito que totaliza quase 2,7 bilhões de reais no último ano.


Segundo dados divulgados pelo BNDES, o montante, que equivale a quase 40% do valor de mercado do grupo, ficou divido em duas partes: 1,2 bilhão no nome das Lojas Americanas S/A e 1,5 bilhão no nome do grupo, que afirmou ainda que usará parte desse dinheiro para expandir a rede de lojas.


Além das Lojas Americanas, o grupo também controla o Submarino, o Shoptime e a Ingresso.com.


As empresas do grupo já sofreram diversas ações do Procon por propaganda enganosa, indisponibilidade das lojas e falta de cumprimento de prazos. O grupo também já esteve envolvido num caso de vazamento de dados de clientes da Ingresso.com e sofreu baixas avaliações do Banco HSBC em 2013, baseando-se em seu histórico de problemas.


Outro dado apontado pelo HSBC foi o lucro do grupo: análises do banco mostraram que cada dólar incremental na receita reduzia o lucro do grupo em um valor muito maior. De lá pra cá, a recuperação da B2W não tem sido muito otimista: nos últimos 12 meses o grupo acumula perdas líquidas de mais de 164 milhões de reais.


Todos esses problemas, no entanto, não impediram o BNDES de conceder o empréstimo ao grupo — que provavelmente foi considerado "grande demais para quebrar".

2º – Klabin S/A: R$ 3,370 bilhões 5i0uo145snv1145wxyorobeyu.jpg
Gigante do setor de papel e celulose, a Klabin cultiva relações muito próximas com o ex-presidente Lula.


Em 2009, quando ainda estava à frente do poder, Lula visitou uma fábrica da empresa durante a comemoração dos seus 110 anos e ainda discursou por mais de meia hora no local.


Aparentemente, as relações próximas com o poder deram grande vantagem à empresa, que recebeu, só no ano passado, mais de 3 bilhões de reais para a construção de uma nova fábrica.


Apesar da relativa amizade de seus executivos com o ex-presidente, é importante ressaltar: a Klabin é uma das únicas empresas dessa lista que não tem envolvimento nos escândalos de corrupção da Petrobras nem possui denúncias recentes de corrupção.


Nas últimas eleições, a empresa gastou 850 mil reais com políticos, porém, não destinou nem um centavo para os candidatos à presidência.
  
1º – Vale S/A: R$ 6,163 bilhões safe_image.png
Isso mesmo: a menina dos olhos de ouro do governo Fernando Henrique Cardoso aparentemente tornou-se uma queridinha do governo Dilma.


Além de ter concedido crédito no valor de 6 bilhões de reais para a mineradora, ano passado a página oficial da presidente não mediu elogios à empresa, que frequentemente é alvo de críticas por parte do PT.
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As críticas dirigidas à empresa dizem respeito a seu processo de privatização, ocorrido em 1997: na época, o controle estatal da empresa foi vendido para empresas privadas pelo valor de R$ 3 bilhões, mas os números são questionados.


Dados mostram que, apenas dois anos após a privatização, os lucros saltaram para R$ 1,251 bilhões — fato que foi usado por oposicionistas do governo tucano como prova de que a companhia havia sido vendida "por preço de banana", sem considerar o potencial de lucro da empresa no futuro.


Por outro lado, existe a alegação de que era impossível prever o valor real da empresa e de que seus resultados otimistas são uma prova de que o setor privado conduziu a mineradora melhor que a mão estatal, sendo o responsável por fazer a companhia atingir o pódio das maiores do mundo — já é a terceira maior do planeta.
Mas as polêmicas em torno da empresa não ficaram só nos anos 1990.

Ano passado, a Vale envolveu-se num escândalo de corrupção na Guiné, após acusações de que a empresa brasileira teria se beneficiado de um esquema de propinas para obter o direito de exploração de uma reserva mineral. Desde então, o governo do país revogou os direitos de atuação da Vale e de outras companhias na região.


Apesar da polêmica, as investigações apontaram que a brasileira não participou de nenhuma negociação ilegal, mas como participava de uma joint-venture com empresas do país denunciadas no escândalo, acabou perdendo também sua fatia na exploração mineral.


De volta ao Brasil, a empresa deixa explícitas suas relações com o governo Dilma na página de consultas sobre doações do TSE: nas últimas eleições, a candidata petista recebeu R$ 2,5 milhões da companhia para sua campanha eleitoral.


Além de Dilma — única da lista que concorria ao cargo de Presidente da República —, a empresa também doou outros 3,2 milhões para candidatos a senador e deputados federal e estadual, a maioria do próprio PT.

Nota final do IMB
Em meio a tantos privilégios e subsídios concedidos pelo estado a essas empresas — e cuja consequência foi destruição das contas públicas e a perda do poder de compra da nossa moeda —, é de se estranhar que os serviços por elas apresentados sejam ruins?  É de se estranhar a promiscuidade entre o público e o privado que se tornou tão corriqueira no Brasil?


É difícil entender que haja pessoas que defendam essa combinação perversa: contas públicas destroçadas, moeda desvalorizada, empresas protegidas, subsidiadas e que prestam serviços insatisfatórios.


Por isso o IMB faz uma defesa incansável do livre mercado e da redução máxima do estado.  Apenas uma economia totalmente aberta à entrada de empresas e capitais estrangeiros, sem barreiras governamentais e sem a concessão de privilégios e subsídios estatais para as empresas favoritas do governo, pode realmente oferecer serviços de qualidade.


E com um proveitoso adicional: a moeda não seria destruída e as contas públicas não seriam esfrangalhadas.  Nosso padrão de vida seria sensivelmente maior.
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A única solução realista para o problema fiscal é obrigar o governo a cortar na própria carne, abolindo ministérios, secretarias, autarquias, agências reguladoras, deputados e senadores. E, no mínimo, congelando os salários de funcionários públicos. E não realizando Copas e Olimpíadas. O crescimento econômico que possibilitado por esse corte de gastos seria espantoso.


Aumentar impostos sobre os ricos e sobre os lucros é uma medida economicamente destrutiva
por , sexta-feira, 5 de junho de 2015



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Joaquim Levy cede sobre tributação de ricos e propõe ao Planalto taxar herança













"Penso que é muito mais justo o imposto progressivo sobre grandes fortunas. Haveria um fato gerador anualmente, sem depender da morte do contribuinte", disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma das defensoras da tributação dos mais ricos.
Já Lindbergh Farias (PT-RJ) gostaria de ver taxados lucros e dividendos, incluindo remessas ao exterior. O senador diz que muitos empresários exercem funções executivas em suas companhias, mas, no lugar de receber salários, são remunerados sob a forma de distribuição de lucros.
Técnicos da Fazenda e do Planejamento se debruçaram nos últimos meses sobre quatro possibilidades. Além de grandes fortunas, heranças e lucros e dividendos, a equipe econômica estudou também taxar altas somas doadas em dinheiro, hoje praticamente isentas de impostos.
E outra:
Taxação sobre lucro líquido é aposta do governo para equilibrar contas públicas

Para aumentar a arrecadação e conseguir equilibrar as contas públicas no final do ano, o governo continua estudando diversas alternativas. A principal aposta do Palácio do Planalto, no momento, é a taxação sobre o lucro líquido.


De acordo com interlocutores do Planalto, a medida não seria simplesmente a penalização dos mais ricos. A ideia do governo é criar um mecanismo que obrigue o segmento a reinvestir as fortunas em projetos no País. Os defensores da proposta afirmam que o objetivo é fazer que parte desse dinheiro cumpra uma função social.


Auxiliares da presidente Dilma Rousseff afirmam que a intenção é mostrar a disposição do governo em dividir o bolo das classes atingidas pelo ajuste fiscal. O governo tem sido acusado durante as negociações das medidas provisórias que alteraram os direitos trabalhistas que estaria poupando o "andar de cima" em detrimento dos trabalhadores.


Não são poucos os brasileiros que acreditam que obrigar os mais ricos a pagar mais impostos seja uma política "socialmente justa" e "boa para o país".  Com efeito, não seria exagero afirmar que, no geral, as pessoas ficariam contentes se terceiros pagassem suas contas.  E o governo é ótimo em insuflar este sentimento.
Só que a encrenca é que há vários problemas inevitáveis gerados por um aumento de impostos.


Um por todos
O aspecto mais importante a ser observado é que é impossível isolar os custos de qualquer imposto.  No caso dos impostos indiretos — os quais absolutamente todas as pessoas pagam —, isso é explícito.  Mas o que poucos entendem é que isso também é válido para os impostos diretos, principalmente sobre a renda.


A maioria das pessoas pensa que cada indivíduo paga, sozinho, seus impostos diretos.  Mas essa crença é demonstravelmente falsa.



Se, por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais altas fosse elevada em 20%, os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a isso negociando um aumento salarial.  (Dado que a esquerda quer muita gente pagando mais imposto, então creio ser correto dizer que ela defende maior imposto justamente sobre pessoas mais produtivas; caso contrário, seria na prática impossível elevar impostos permanentemente.  Logo, por se tratar de pessoas produtivas, não é incorreto dizer que elas têm poder de barganha junto a seus empregadores).



Se essas pessoas conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 10%, isso significa que praticamente metade do aumento de 20% da carga tributária foi repassada aos seus empregadores.


Essa maior alíquota do imposto de renda reduziu os salários líquidos; o consequente aumento nos salários elevou os salários brutos.  Neste ponto, a exata divisão do fardo tributário entre empregados e empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado de trabalho.  O que interessa é que os empregados de maior renda irão repassar uma parte, se não a maior parte, de qualquer aumento em seu imposto de renda para seus empregadores.



Consequentemente, estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar oferecendo salários bem menores, algo difícil —, e irão tentar repassar esse aumento havido nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços maiores.  Esse aumento, no entanto, vai depender do relativo poder de barganha entre o vendedor e seus clientes, bem como do nível de concorrência no mercado.



Os empresários irão repassar estes maiores custos aos consumidores até o ponto em que possam elevar preços sem sofrer uma relativamente grande perda no volume de vendas.  Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a estes preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que supostamente deveria afetar apenas os "ricos".



A direita está errada ao alegar que os mais pobres não pagam imposto de renda.  Além de absolutamente toda a população pagar os impostos indiretos que estão embutidos nos preços dos bens e serviços, a classe média e os pobres também acabam pagando parte daquele aumento do imposto de renda que visava a atacar apenas os ricos.



A esquerda, por sua vez, também está errada ao crer que todo o fardo de uma elevação de impostos pode ser confinada exclusivamente aos "ricos".  A classe média e os pobres sempre acabarão pagando por um aumento de impostos sobre os ricos através dos maiores preços dos bens e serviços.



Qualquer aumento no imposto de renda da camada mais rica da população — seja o 1% mais rico ou os 5% mais ricos — irá acabar por elevar os impostos que toda a população paga indiretamente.



É possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda seria muito pequeno.  Talvez apenas uma pequena porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços maiores.  No entanto, caso isso ocorra, o efeito de longo prazo será ainda pior.



Se os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens de lucro diminuirão.  Redução nos lucros significa menos investimentos.  E menos investimentos inibem um maior crescimento econômico.  Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos salários e na renda de toda a população.  Os efeitos dos impostos sobre o crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina.



Primeira conclusão: ao menos alguma porcentagem dos impostos que foram aumentados sobre os ricos serão repassados a todos os consumidores — e isso prejudicará majoritariamente os mais pobres.  Qualquer aumento de impostos sobre um grupo acabará sendo compartilhado por todos.  E não há nada que as autoridades estatais possam fazer quanto a isso.  Os indivíduos de mais alta renda irão arcar com apenas uma fatia do aumento ocorrido em suas alíquotas.  E essa importante constatação quase nunca é reconhecida.  E é dessa maneira que um imposto sobre um se transforma em um imposto sobre todos.


Tributar lucros - uma medida asinina
Para uma economia enriquecer e melhorar o padrão de vida de sua população, ela tem de produzir bens e serviços de qualidade.  Quanto maior a abundância desses bens e serviços de qualidade, menor o preço deles e maior a qualidade de vida da população.  O nível de riqueza de um país é proporcional à quantidade e à variedade de bens disponíveis em sua economia.


Porém, para que eles sejam produzidos, é necessário haver capital.  Capital, no caso, refere-se aos ativos físicos das empresas e indústrias.  Capital são as instalações, os maquinários, as ferramentas, os estoques e os equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma empresa qualquer.  Ou seja, capital é tudo aquilo que auxilia um modo de produção



Quanto maior a quantidade desse capital, maior será a intensidade, a abundância e a qualidade dos produtos criados.  Portanto, para uma economia crescer e melhorar o padrão de vida das pessoas, ela precisa ser intensiva em capital.



Já impostos sobre o lucro das empresas afetam diretamente esse processo de formação de capital.  Os lucros são exatamente o que possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva. Outro "efeito colateral" dos lucros é que são eles que possibilitam a contratação de novos empregados ou até mesmo a concessão de aumentos salariais.


Ou seja, são os lucros que permitem que as empresas façam novos investimentos, intensifiquem seu capital produtivo, contratem mais pessoas e paguem maiores salários.
Tributar lucros significa fazer com que capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.


Ainda há quem acredite que os lucros das empresas são integralmente utilizados pelos capitalistas para seu consumo próprio.  Isso é de uma ignorância atroz.  Se os lucros realmente fossem utilizados pelos empreendedores para consumir "produtos e serviços em benefício próprio", então simplesmente não haveria mais empresa nenhuma.
Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos salariais. Se os lucros fossem consumidos em produtos e serviços, as empresas simplesmente não seriam capazes nem de repor seus estoques. A padaria da esquina não teria nem como comprar farinha para fazer mais pão.



Por tudo isso, impostos sobre o lucro representam a medida mais destrutiva para a formação de capital, algo que seria ainda mais prejudicial para os mais pobres no longo prazo.



O dinheiro dos ricos e das empresas não está parado dentro de uma gaveta.  Em nosso atual sistema monetário e financeiro, todo o dinheiro está inevitavelmente em algum depósito bancário.  Não importa se o rico comprou ações, papeis, títulos, CDBs, aplicou em fundos de investimento ou em fundos de ações: no final, este dinheiro caiu em alguma conta bancária, e será emprestado pelos bancos para financiar investimentos.  Portanto, se a preocupação é dar um direcionamento útil ao dinheiro dos ricos, não há por que se preocupar.



Se o governo tributar esse dinheiro, fará apenas que o dinheiro que antes estava investido em coisas produtivas seja direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.  Por isso, impostos que recaem sobre a produção, sobre a renda dos mais ricos e sobre o lucro são um enorme obstáculo à formação de capital.  É deste dinheiro que vem a poupança necessária para os investimentos produtivos.  Aumentar impostos sobre este dinheiro será ainda mais prejudicial para os mais pobres no longo prazo, pois se trata de uma medida extremamente destrutiva para a formação de capital, impedindo o consequente aumento da oferta de bens e serviços na economia, que é justamente o que beneficia os mais pobres.

A fuga
Um terceiro problema com um aumento de impostos sobre as rendas mais altas, sobre as fortunas e sobre os lucros é que algumas pessoas irão simplesmente deixar de pagar esses impostos.


Gerard Depardieu abandonou a França para não ser obrigado a pagar a nova alíquota de 75% instituída pelo governo socialista.  E, dois anos após anunciar a nova alíquota, o governo francês se viu obrigado a revogá-la, pois o aumento da arrecadação foi ínfimo (a alíquota afetava apenas mil pessoas e proporcionava somente 250 milhões de euros a mais de arrecadação.  Para se ter uma ideia, 250 milhões de euros não representam nem 0,4% do déficit fiscal do governo espanhol de 2013, e não chegam nem a 0,05% de todo o gasto público da Espanha, que é um país mais pobre).



O que ocorreu com Gerard Depardieu não foi o primeiro e nem será o último caso de um auto-imposto exílio tributário.  Nas décadas de 1960 e 1970, o parlamento britânico elevou os impostos incidentes sobre os britânicos mais ricos.  A alíquota máxima sobre o imposto de renda foi elevada para 83%.  O governo britânico também elevou os impostos sobre ganhos de capital em 15%.  Qual foi o resultado?



Ringo Starr e Roger Moore se mudaram para Mônaco. David Bowie se mudou para a Suíça.  Os Rolling Stones começaram a perambular pelo mundo em busca de paraísos fiscais.  Phil Collins, Michael Caine, Pink Floyd, Led Zeppelin, Freddy Mercury, Sting, Frederick Forsyth e Sean Connery deixaram o Reino Unido, pelo menos temporariamente, como exilados fiscais.


Apenas o principado de Mônaco abriga milhares de exilados fiscais britânicos.  Nos EUA, vários americanos começaram a renunciar à cidadania americana para evitar impostos.
Trata-se de uma constatação empírica o fato de que as pessoas com os maiores potenciais de ganhos — ou seja, as mais produtivas e que geram mais valor — são também as mais propensas a se mudarem.


Como bem explicou Thomas Sowell:
No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.
Na indústria, no comércio e nos serviços, as pessoas também não são objetos inertes. Os industriais, por exemplo, e ao contrário dos agricultores, não estão amarrados ao solo de nenhum país.  Os financistas são ainda menos amarrados à sua terra, especialmente hoje, quando vastas somas de dinheiro podem ser enviadas eletronicamente, a um simples toque no computador, a qualquer parte do mundo.
Aqueles que sabem que serão o alvo preferencial dos futuros confiscos podem imaginar o que está por vir e, consequentemente, agir de acordo — normalmente, enviando seu dinheiro para o exterior ou simplesmente saindo do país.
E conclui:
Entre os ativos mais valiosos de qualquer país estão o conhecimento, as habilidades práticas e a experiência produtiva — aquilo que os economistas chamam de "capital humano".
Quando pessoas bem-sucedidas e com um grande capital humano deixam o país — seja voluntariamente, seja por causa de governos hostis ou por causa de multidões bárbaras que foram intelectualmente excitadas por demagogos que exploram a inveja —, haverá um estrago duradouro na economia desse país.
As políticas confiscatórias de Fidel Castro fizeram com que vários cubanos bem-sucedidos fugissem para a Flórida, vários deles deixando grande parte da sua riqueza física para trás.  Mesmo refugiados e completamente destituídos, eles cresceram e voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das comunidades mais ricas daquele estado.  Já a riqueza que eles deixaram para trás em Cuba não impediu que as pessoas de lá se tornassem indigentes no governo de Fidel.  A riqueza duradoura que os  refugiados levaram consigo era o seu capital humano.  A riqueza material que ficou para trás foi consumida e não foi replicada.

Qualquer tentativa do governo de jogar o fardo tributário exclusivamente sobre os ricos fará apenas com que cada vez mais ricos deixem o país.  E fará com que os mais pobres, que trabalhavam para estes ricos, fiquem desempregados. Os Rolling Stones podem se mudar para onde quiserem; já os técnicos de som e as pessoas que trabalhavam nos estúdios da banda permanecem no país original, e agora sem trabalho.


Em nenhum país ocidental os ricos arcam exclusivamente com os impostos; quem realmente fica com o grande fardo é a classe média.  Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais.  É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.


Gastos do governo
O quarto problema com o aumento de impostos é que isso simplesmente gera uma reedição Lei de Parkinson: o professor Cyril Northcote Parkinson afirmou que, em uma burocracia estatal, "os gastos sobem de encontro à receita."



E, com efeito, sempre que o governo eleva impostos, ele concomitantemente eleva seus gastos correntes.  Os gastos do governo sempre sobem junto com o aumento das receitas.  E isso é uma empiria observada ao redor do mundo.  Veja o gráfico para o Brasil (valores nominais mensais):
cewolf.png
Fonte: Banco Central
O gasto público sempre cresce concomitantemente à receita, como mostra o gráfico acima.  Não há nenhum motivo para crer que "desta vez será diferente", e que um aumento dos impostos sobre os ricos será efetivo em cobrir o rombo nas contas públicas.


No que mais, dado que a base do financiamento do gasto público é a tributação — que, como explicado acima, recai sobre as classes médias e sobre os mais pobres —, todo aumento de impostos inevitavelmente se traduz em mais benesses para políticos e burocratas, sem nenhum benefício líquido para o povo, que agora estará com menos dinheiro no bolso.  Não há absolutamente nenhum motivo para crer que um aumento de impostos sobre os ricos será direcionado exclusivamente para o fim anunciado, qualquer que seja ele.



E vale repetir: não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais.  É ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.


O governo federal vem notoriamente desperdiçando dinheiro tanto em corrupção quanto em programas ineficientes que só servem para beneficiar determinados grupos de interesse.  Por que alguma classe social deveria pagar mais impostos apenas para que os funcionários do estado continuem esbanjando dinheiro como se não houvesse amanhã?



O desperdício de dinheiro público jamais deveria ser tolerado por uma sociedade minimamente civilizada.  No Brasil, o desperdício já chegou a níveis calamitosos.  Propostas para elevar impostos sobre indivíduos ricos equivalem, na mais educada das hipóteses, "a rearranjar as espreguiçadeiras do Titanic".


Conclusão
Os quatro problemas supracitados gerados pelo aumento de impostos têm pelo menos duas implicações importantes:


Primeiro: todo e qualquer esforço para "fazer os ricos contribuir com sua fatia justa" é fútil.  Para os ricos, não apenas é fácil compartilhar suas alíquotas de impostos com terceiros, como eles também podem simplesmente evadir esses impostos.  Algumas pessoas querem se auto-iludir dizendo que impostos podem ser utilizados para alcançar uma quimérica "justiça social".  Só que a realidade é que é impossível saber antecipadamente quem realmente arcará com o novo fardo tributário e como isso ocorrerá; sabemos apenas que os mercados sabem como compartilhar fardos de acordo com seus relativos poderes de barganha.


O conceito de justiça social é, por si só, algo indefinido e arbitrário.  No entanto, mesmo se todos nós de alguma forma concordássemos com uma ideia de redistribuição "socialmente justa", simplesmente não haveria como estruturar a carga tributária (ou os gastos do governo) de maneira a alcançar este objetivo.  A imposição de novos impostos altera preços e salários de maneiras impossíveis de serem previstas e difíceis de serem mensuradas mesmo após o fato já consumado.  Tentativas de "fazer os ricos pagarem sua fatia justa" irão apenas aumentar o fardo tributário mutuamente compartilhado por todos, por meio de uma maior tributação indireta e oculta.



Segundo, tentativas de resolver os problemas fiscais do governo por meio de aumento de imposto são fúteis.  A carga tributária no Brasil não é baixa; os gastos é que são altos demais.


A única solução realista para o problema fiscal é obrigar o governo a cortar na própria carne, abolindo ministérios, secretarias, autarquias, agências reguladoras, deputados e senadores.  E, no mínimo, congelando os salários de funcionários públicos.



O crescimento econômico que possibilitado por esse corte de gastos seria espantoso.

Sabe aquele seu primo merda?

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Sabe aquele seu primo merda?

by fernaslm
primo17
Sabe aquele seu primo merda que sempre que rolava uma rusga entre a molecada gemia um "Vou contar pra mamãe"? Aquela tia megera que se metia em briga de criança pra fazer um lado ganhar sem ter de lutar?
Pois é...
É isso que vai resultar desse paternalismo patético e racista da chuva de processos por "injúria racial".
primo14
Como se a humanidade precisasse de razões para injuriar e as outras injurias, sem raça nem gênero no meio, fossem menores que essa!
Que a máfia política explore isso atrás de gente tornada difícil por esse paternalismo fácil, de inspiração comercial, a serviço do produto voto, compreende-se.
O problema é a escola e a imprensa invertendo conceitos, incentivando esse tipo de comportamento e tonando elogiavel tudo que sempre foi vergonhoso...
primo12
fernaslm | 4 de junho de 2015 às 12:30 |

Mata Atlântica? Tá salva não!

em VESPEIRO

Mata Atlântica? Tá salva não!

by fernaslm
pup4
A Rede Globo anda espalhando por aí que "a derrubada de Mata AtIântica caiu 24% em 2014". Bom, televisão a gente sabe como é. Essa "informação" era, na imediata sequência, diluída em imagens de uma anta albina "tida como assombração", e por aí afora...
Mas a Rede Globo sabe fazer bom jornalismo quando quer e, assim, deveria ter mais cuidado com esses números sempre rescendendo a absurdo que passa adiante sem investir uma grama de raciocínio para checar a sua credibilidade quando o assunto é sério como este é e os possíveis prejuízos potencialmente irreversíveis como estes podem ser nos limites a que já chegamos.
Da até "gastura" falar dessas coisas com o país arrebentado como o PT o deixou, mas não dá pra ficar quieto. Vamos lá...
pup0
Eu frequento regularissimamente o maior pedaço de Mata Atlântica que sobrou neste planeta, no Vale do Ribeira, há mais de 40 anos. Vejo com meus olhos o que está acontecendo por lá quase metro por metro. A situação em São Paulo esteve mais ou menos estabilizada durante uns bons anos enquanto em Santa Catarina o pau comia solto. 

Até a predação "a tesourinha" dos palmiteiros, que mina na sua base a capacidade daquela floresta de produzir a fauna que trabalha para semea-la e mantê-la e que, toda ela, tem na semente da palmeira jussara uma fonte essencial de alimentação, tinha diminuído no Vale. Não em função da repressão da atividade mas, como sempre, do esgotamento que eles próprios conseguiram produzir no objeto da sua cobiça graças à falta dessa repressão. 

O de sempre: somos um país sem lei onde não ha crimes, só "atos infracionais" ou menos que isso, e ninguém vai preso por nada, de modo que correr atrás de palmiteiro é só se arriscar a ter de se enfrentar com ele porque, ainda que preso, será solto em poucas horas...
pup12
As tentativas de adaptar o açaí da Amazônia á região não funcionaram. Surgiu naturalmente, por polinização, um híbrido dessa palmeira com a jussara nativa (Euterpes edulcis) que é estéril e ainda pode virar um problema enorme se não houver um esforço rápido para eliminá-las da região. E por tudo isso a febre palmiteira foi baixando. 

O Vale vivia da banana, os ladrões de palmito ficaram do tamanho do que restou para roubar, os processadores do produto do roubo, que tooodo mundo conhece, seguiram impunes como sempre, e por aí foi-se ficando.
De uns cinco a sete anos para cá, algo começou a mudar, e em velocidade crescente. A pupunha é uma palmeira amazônica que nasce em touceiras de quatro, cinco troncos por planta, e produz um palmito de boa aceitação no mercado. E esta se adaptou ao Vale às mil maravilhas. 


Cresce mais rápido lá, onde chove mais que na Amazônia na média anual; não requer tanto trato assim depois de plantada e dá vários cortes em ciclos mais curtos que os anuais se bem manejada.
pup5
É, em resumo, um sucesso econômico, o que a arma da força que o dinheiro tem. E as derrubadas recomeçaram. Cada vez que vou lá vejo mais e mais encostas peladas encrespando de pupunha; a grilagem de áreas de parques e reservas ganhou novo impulso; não há diferença nenhuma na velocidade e na explicitude desse processo mais perto ou mais longe das sedes locais dos guarda-parques e reservas florestais. Há dinheiro para fechar olhos ao que quer que seja...


O pau está comendo, ao contrário do que diz a Globo. A crise da Dilma reduziu, sim, um pouco desse ímpeto, porque o povo está comendo menos pizza e pastel de palmito que é a porcaria em que se transforma a força da Mata Atlântica neste país sem pulso, mas isso é questão de tempo. 


O fato é que existe agora uma nova e poderosa força econômica empurrando a devastação da Mata Atlântica e se o ambientalismo brasileiro continuar insistindo em fechar os olhos -- a pupunha vai comer, já, mais um pedaço considerável do futuro dos nossos filhos e netos.
pup2
fernaslm | 6 de junho de 2015 às 12:53 |