terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A previsão é de que amanhã o Supremo Tribunal Federal decida sobre o rito do processo de impeachment da presidente Dilma, anulando ou não a votação incompleta da semana passada na Comissão Especial da Câmara


Carlos Chagas
NUNCA ANTES DE MARÇO


A previsão é de que amanhã o Supremo Tribunal Federal decida sobre o rito do processo de impeachment da presidente Dilma, anulando ou não a votação incompleta da semana passada na Comissão Especial da Câmara.

Ou a tomada de votos continuará de forma secreta ou, se aberta, precisará ser refeita pelos seus 65 integrantes. Ignora-se como o ministro Edson Fachin se pronunciará, bem como o plenário da mais alta corte nacional de justiça. A decisão poderá demorar até o final da semana. Só então começará o processo, mas são longas as etapas, daí se imaginando que apenas depois de março haverá o desenlace, em favor ou contra Madame.


Caso a Comissão Especial opte pela abertura do impeachment, precisará notificar a presidente Dilma, que terá o prazo de dez sessões para "defender-se''

Abrir-se-á então o período de mais cinco sessões até que a Comissão elabore o relatório final, contra ou a favor. Nesse caso, após a publicação, o plenário da Câmara decidirá.


Serão necessários 342 votos pelo afastamento por 180 dias da presidente, devendo ela ser comunicada da decisão, substituída interinamente pelo vice Michel Temer.


Enquanto isso, no Senado, a ser presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, começará o julgamento final, com tempo para acusação, defesa e oitiva de testemunhas. Para a condenação serão precisos 54 senadores. Se absolvida, Dilma reassume. Se condenada, Michel Temer será efetivado na chefia do governo.


Vale repetir, já estaremos em março ou mais adiante, com o país, até lá, paralisado. Nem governo nem Congresso cuidarão de outros temas, muito menos do combate à crise econômica ou da recomposição política.


Michel Temer, em sua interinidade, poderá mudar o ministério e, na teoria, elaborar planos e programas de governo, mas a cautela recomendará pouco movimento. Sem a condenação definitiva, sempre haverá o risco de tudo voltar atrás por decisão do Senado.


Até aqui alinha-se um roteiro político, sujeito às mutações decorrentes de acordos, entendimentos e desavenças. Saber mesmo o que vai acontecer, nem com bola de cristal, a partir da reunião de hoje no Supremo Tribunal Federal. O confronto é evidente, não apenas entre situação e oposição. Michel Temer tomou posição ostensiva pelo impeachment, ainda que o PMDB se encontrem dividido. 


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, trafega em faixa própria, mas contra Dilma. Renan Calheiros por enquanto apoia a permanência da presidente, mas poderá mudar, de acordo com o desenrolar das acusações contra ele. 

Imagina-se ser salvo pela presidente, mas se não puder salvá-la, perderá condições de sobrevivência.

Operação Catilinárias Sede do PMDB em Alagoas está entre os alvos de buscas da PF


PF cumpre mandados na sede do PMDB-AL, presidido por Renan
Publicado: 15 de dezembro de 2015 às 09:46 - Atualizado às 11:35


Policial federal realiza busca de documento, na sede do PMDB-Al. (Foto: Robison Barros/Gazetaweb)
A sede do PMDB em Alagoas é alvo da Operação Catilinárias, da Polícia Federal, nesta terça-feira, 15. O presidente da sigla no Estado é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Também foi alvo da operação o ex-vice-governador de Alagoas José Wanderley Neto - 1º tesoureiro do partido no Estado. Há também informações sobre a presença de policiais federais no edifício Tartana, em Ponta Verde, onde reside Calheiros e outras autoridades locais. 
 A ação também faz buscas em residências do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ministros e parlamentares, entre eles o deputado Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).


A Operação Catilinárias deflagrada hoje evoca a série de discursos do cônsul Marco Túlio Cícero contra o nobre conspirador Lúcio Sérgio Catilina, que planejava derrubar o governo romano em 63 antes de Cristo. As "catilinárias" são consideradas obras primas da retórica. Um dos trechos mais célebres, revisitado hoje, parece ter profetizado o Brasil de Eduardo Cunha e Dilma Rousseff.


Investigado na Operação Lava Jato, Cunha é o principal articulador do processo de impeachment da presidente. Na Câmara, manobra sucessivamente para evitar o andamento de seu processo de cassação, em curso no Conselho de Ética. É criticado por usar o cargo para evitar a perda do mandato e de trair a confiança dos pares.

"Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós? A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?", diz um dos trechos mais conhecidos das catilinárias.


Nos discursos, Catilina é descrito como um homem desmascarado, mas que resiste em sua campanha anarquista e supostamente contrária ao interesse público.

No Conselho de Ética, Cunha é acusado de mentir aos pares ao dizer aos pares que não mantinha contas na Suíça. As investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) mostram que parte do dinheiro mantido no exterior teria sido desviado de um contrato da Petrobras.

A operação Catilinárias cumpre ao todo 53 mandados de busca e apreensão - na Câmara dos Deputados, sede do PMDB em Alagoas, na residência dos investigados, endereços funcionais, sedes de empresas, escritórios de advocacia e órgãos públicos - expedidos pelo STF, referentes a sete processos instaurados a partir de investigações da Lava Jato. Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF Teori Zavascki.



Diário do Poder
 
Catilinárias
 
Nome da operação faz alusão a senador corrupto em Roma
“Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?", diz texto
Publicado: 15 de dezembro de 2015 às 10:26 - Atualizado às 11:16

Nos discursos, Catilina é descrito como um homem desmascarado, mas que resiste em sua campanha anarquista e supostamente contrária ao interesse público (Foto: Wilson Dias/ABr)
A Operação Catilinárias, nova fase da Lava Jato deflagrada nesta terça-feira, 15, contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é em referência a quatro discursos do cônsul romano Marco Túlio Cícero, em 63 a. C., contra o senador Lúcio Sérgio Catilina, que planejava dissolver o Senado e tomar o poder em Roma.
 A frase que abre o discurso de Cícero e uma das mais conhecidas é "Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós? A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?”



Nos discursos, Catilina é descrito como um homem desmascarado, mas que resiste em sua campanha anarquista e supostamente contrária ao interesse público. “Nem a guarda do Palatino, nem a ronda noturna da cidade, nem o temor do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te? Não te dás conta que os teus planos foram descobertos?”, questiona outro trecho.

De fato, o texto cai como luva no momento atual da política brasileira. Investigado na Lava Jato, Cunha é o principal articulador do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na Câmara, o peemedebista manobra sucessivamente para evitar o andamento de seu processo de cassação, em curso no Conselho de Ética – ele é acusado de mentir aos pares sobre suas contas na Suíça. É criticado por usar o cargo para evitar a perda do mandato e de trair a confiança dos pares.

A operação Catilinárias cumpre ao todo 53 mandados de busca e apreensão, inclusive na casa de dois ministros, um senador e mais um deputado.


ESPERANDO O JAPONÊS-Fernando Gabeira


Quando voltava da padaria, empurrando a bicicleta, fui abordado, de forma simpática, por um leitor. Por que escrevia apenas sobre Dilma e o governo? Não é um simpatizante do PT, muito menos de Dilma. Mas fixar-se nisto, de uma certa forma, reduz o vasto horizonte cultural, disse. 


Respondi que concordava com ele. Mas, no momento, não conseguia me esquecer da crise em que nos metemos. No caminho de casa, pensei: poderia estar escrevendo sobre Clarice Lispector, Frida Kahlo ou mesmo Simone de Beauvoir. Para ficar apenas nas que voltaram à evidência.

 

Clarice foi uma das admirações literárias da juventude, e agora seus contos são reconhecidos nos Estados Unidos. Frida Kahlo, cuja casa, transformada em museu, na Cidade do México, tornou-se um ícone popular. E a velha Simone reapareceu no vestibular do Enem. Hoje tenho algumas divergências. Mas seu livro “O segundo sexo” inspirou um artigo que publiquei no “JB”, na década dos 1960, com título “Amélia não era mulher de verdade”. Isso posso deixar para o próximo Enem.

 

Falar do Brasil e da crise tem prioridade para mim. Dilma, o leitor que me desculpe citá-la de novo, é presidente. É impossível ignorá-la, nesse momento. Felizmente, outros colunistas escrevem sobre a cultura mais ampla. Isso me enriquece como leitor. Pessoalmente, no entanto, não consegui achar a porta de saída da política.

 

É possível abandonar com gosto campanhas eleitorais, tramas partidárias, gravatas e mandatos. Difícil para mim é esquecer a política, sobretudo no momento em que o país, de uma certa forma, se desintegra. Escrevo artigos depois de trabalhar ao ar livre, filmando temas como o desastre de Mariana ou o surto de microcefalia. Isso faz sentido para mim. 


No entanto, à noite, diante da tela em branco, não resisto ao desejo de buscar um sentido maior, uma esperança. Sonho com o tempo de uma democracia madura, que me permita cuidar de todas as outras coisas, não diretamente ligadas à política.

 

Isso não virá tão cedo. Terá de ser conquistado. No momento, ainda há uma hesitação em encarar a realidade. A crise sanitária que vivemos é uma das mais sérias de nossa história. Houve outras, mas as pessoas ainda não viviam tão próximas e tão precariamente nas regiões metropolitanas. 
Estou pronto para esquecer divergências quando se trata de uma frente para encarar as novas ameaças que o vírus do zika revelou. Ou mesmo uma frente para encarar as ameaças ambientais que o desastre de Mariana dramatizou.

Tudo se passa com um governo paralisado. Mesmo os que apoiam Dilma sabem que é fraca. E não é apenas fraca como é fraco um governo que não deu certo. É também vulnerável. Se o impeachment não vier com as pedaladas fiscais, outros fronts vão se abrir. No TSE serão julgadas suas contas, certamente entrelaçadas com os recursos do mensalão. Na Lava-Jato, Cerveró está revelando como se comprou Pasadena.

 

Que tipo de arranjo o Brasil precisa encontrar para chegar a 2018 e inaugurar uma nova etapa, a partir das eleições presidenciais? Em Brasília, para sentir o clima do impeachment de Dilma e a cassação de Cunha, senti na verdade um clima de fim de mundo. Colhido por um tumulto e empurrões em pleno trabalho de documentar a tentativa de votação da deputada Mara Gabrilli. Ao vê-la indefesa na cabine, com meus óculos voando do bolso, compreendi que a crise chegou aqui de forma devastadora.

 

Minha hipótese é de que o vírus que reduz cérebros em Brasília nasce de uma doença fatal: distância do país, das pessoas que trabalham e sofrem.

 
Depois do quebra-pau, alguns diziam: mas na Coreia do Sul também brigam. No Estado Islâmico se fuzila, em alguns países da África amputam clitóris, se o cérebro continuar se estreitando, chegaremos lá. Tudo isso é o fruto da cultura dos últimos anos. 
A história passa a ser um álibi: no governo anterior também se roubava. Agora é a geografia: na Coreia do Sul também brigam.

 

Dia seguinte: chovia dinheiro no Recife, lançado das janelas da Hemobras. O que seria isso? Uma forma de combater o mosquito atropelando-o com maços de notas? Trabalham com o suprimento de sangue e acumulam fortunas. 
O que fazer? Está no DNA do aparelho petista. Saio de Brasília com a impressão de que, antes do carnaval, nada será decidido a respeito de Dilma e Cunha. Talvez tenha sido por isso que alguns deputados no plenário cantaram a marchinha do Japonês da Federal, aquele que aparece prendendo os corruptos em suas casas. “Aí meu Deus, me dei mal, bateu à minha porta o Japonês da Federal”.

Lama jorrando das barragens, mosquitos roubando a chance de plena vida a uma geração de brasileiros, rubro dinheiro do sangue jorrando pelas janelas de Recife. 
Apesar disso, não perdemos o humor. Mas, às vezes, bate uma tristeza. A experiência, no entanto, me consola. Na campanha das diretas também entramos num ritmo morto, fomos derrotados na votação parlamentar. Mas as diretas chegaram.

Como dizia Guimarães Rosa: “O que tem de ser tem muita força”. Bem que podia ser mais rápido.

14 de dezembro de 2015

HANGOUT SENSACIONAL COM LOBÃO, JOICE HASSELMANN E RODRIGO CONSTANTIVO DEBATENDO O MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO.

Problema com mau tempo (tempestade com trovoada aqui em Florianópolis) obrigou-me a desligar o computador por questão de segurança. Isto impediu que colocasse este hangout aqui ao vivo desde seu início. Lobão, Joice Hasselmann e Rodrigo Constantino comentam e analisam o momento político que o Brasil está vivendo com os cidadãos sendo seviciados pelos psicopatas do PT aliados a mega empresários ladravazes e mafiosos. Ambos os atores dessa ópera de terror comunista se merecem.

Aí está a gravação completa deste hangout que vale a pena ver. 

https://youtu.be/wAKzIp6OSaU

Depois de passar um bom tempo enfurnado em seu estúdio trabalhando em suas produções artísticas e escrevendo seu novo livro que está à venda aqui no blog na coluna ao lado acima, Lobão retornou com seus hangouts para trazer ao debate os assuntos políticos, principalmente, culturais e econômicos.

Lobão tem o meu apoio irrestrito. É das poucas personalidades artísticas brasileiras que dá o exemplo. Sim, Lobão está utilizando todo o seu prestígio como artista, pioneiro do rock no Brasil, músico multi-instrumentista, cantor, compositor e escritor para ajudar o povo brasileiro na sua luta para se ver livre do PT e de todo o seu séquito de impostores, ladravazes e vigaristas.

Grande Lobão! Como grandes também são a Joice Hasselmann e o Rodrigo Constantino que igualmente se colocam ao lado do Brasil decente.
 

FIESP, A MAIS IMPORTANTE FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO BRASIL, FORMALIZA APOIO AO PROCESSO DE IMPEACHMENT DA DILMA.



Fiesp participou da manifestação de domingo na Av Paulista, distribuindo balões infláveis simbolizando a campanha contra a criação de novos impostos e da volta CPMF. Nesta segunda-feira, formalizou o apoio da poderosa entidade industrial pró-impeachment da Dilma. Foto de Veja
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) formalizou nesta segunda-feira apoio ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Com isso, torna-se a primeira grande entidade empresarial a se manifestar favoravelmente ao processo que pode resultar no afastamento da presidente. A decisão se segue a uma pesquisa interna realizada pela Fiesp apontando que grande maioria do empresariado paulista é a favor do impeachment.
"O país está à deriva, e não há atitudes para solucionar os problemas", disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, segundo comunicado da entidade. "É chegada a hora de ter a visão de onde está o problema. Na minha visão, o problema ficou todo na parte política."
Skaf é filiado ao PMDB, partido que tem sete ministros no governo Dilma e que é presidido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, de quem o presidente da Fiesp é aliado. Em caso de afastamento de Dilma, Temer é o primeiro na linha de sucessão.
Pesquisa com 1.113 empresas do Estado apontou que 91% dos empresários entrevistados são pessoalmente a favor do processo de impedimento, enquanto 5,9% são contra e 3,1% não responderam.
Quando questionados sobre o posicionamento das empresas, ainda de acordo com a entidade patronal, 85,4% das companhias se manifestaram favoravelmente ao impeachment, enquanto 4,9% foram contra e 9,7% não souberam responder.
"Essa pesquisa foi endossada por todos os fóruns da Casa", disse Skaf, que negou estar condenando a presidente e defendeu que o processo de impedimento ocorra dentro do "encaminhamento legal". O levantamento da Fiesp apontou também que 91,9% dos empresários queriam que a entidade se posicionasse sobre o impedimento de Dilma.
A Fiesp participou no domingo das manifestações contrárias ao governo Dilma levando como bandeira a campanha promovida pela entidade contrária ao aumento de impostos, principalmente à proposta do governo federal de recriar a CPMF. Do site de Veja.com.

"Daqui não saio, daqui ninguem me tira". O Carnaval da Vergonha


Flávio Faveco Corrêa

Até parece carnaval o que está acontecendo na política brasileira. Alguns jovens como eu hão de se lembrar da famosa marchinha de 1950 “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”.

Parece que a Dilma e o Eduardo Cunha estão aí para protagonizar esta moderna e infeliz ópera bufa, este circo, no qual os palhaços somos nós que temos que assistir as barbaridades perpetradas por esta senhora e por este senhor que menosprezam nossa inteligência.


Ainda que não tenham pulado nas ruas 66 anos atrás, Dilma e Cunha sabem a letra de cor e a transformaram em seu hino de guerra, que provavelmente cantam todos os dias na frente do espelho imitando os Vocalistas Tropicais


Como tudo no Brasil é carnaval, é bom lembrar que antes de 50, mais precisamente em 1937, Carmen Miranda havia imortalizado a marchinha de Jararaca e Vicente Paiva “Mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar”, retrato do Brasil moderno.



O carnaval de 2015 ainda não terminou. Não querem perder a boca nem deixar de mamar nas tetas gordas da nação.


Segundo as pesquisas de opinião, a maioria dos brasileiros quer o impedimento de Dilma e a saída de Cunha da presidência da Câmara.


A primeira, acusada de pedaladas fiscais e o outro de ter contas secretas na Suíça para esconder os milhões que recebeu do esquema do petrolão.


Há quem diga que as pedaladas fiscais não seriam suficientes para defenestrar Dilma que, na verdade, deveria ser acusada de Pedaladas Mentais, muito mais vergonhosas dos que as fiscais.

Um novo pedido de impeachment foi ou será protocolado no Congresso, baseado na Lei 1.079/50, que tem no capítulo 5º, artigo 9º, inciso 7 o seguinte texto: “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Alguma dúvida de que a Presidente deva ser impedida, mesmo que ela se disponha a lutar contra “diuturna e noturnamente”?


O segundo, o Cunha, vai perder a boca por ser mentiroso e corrupto, ferindo de morte a dignidade parlamentar, se é que ainda existe alguma, a julgar pelos últimos e deprimentes  acontecimentos no plenário, recheado de cenas de pugilato, ofensas verbais e baixarias por todos os lados.

Aliás, a marchinha de carnaval preferida dele deve ser, com certeza, “Me dá um dinheiro aí”, composta em 1959 por Ivan, Homero e Glauco Ferreira, e que foi uma dos “hits” de 1960 nas vozes de Moacir Franco, Marlene e Elizeth Cardoso, hoje na do tenor Eduardo Cunha.


E ainda perguntam, cinicamente, porque os brasileiros não confiam nos políticos. Dá para encarar uma pergunta dessas?


Mas o fato é que ambos vão resistindo bravamente, contra tudo e contra todos, barganhando apoios e comprando votos, certos de que, como geralmente acontece, a santa impunidade prevalecerá.

É uma vergonha.


Uma saudando a mandioca e lamentando que não podemos estocar ventos, o outro desfilando de Porsche e viajando de primeira classe com a família, cuspindo na cara de todos nós, inclusive na da incauta maioria que os elegeu.


Mas, como diria minha tia Fifina, deixa estar jacaré que a lagoa há de secar.


A Operação Lava Jato que o diga.


E está secando mesmo, inclusive em vias de deixar o sapo barbudo sem oxigênio para respirar à beira do pantanal de roubos e infâmias que orquestrou.


Tudo indica que Dilma, Cunha e Lula não vão resistir por muito mais tempo. Dilma provavelmente será impedida, Cunha será cassado e Lula ficará cada vez mais complicado com a justiça. Acaba de ser quebrado o sigilo fiscal do caçulinha do ex-presidente, que embolsou 2,5 milhões de reais de lobistas para produzir um relatório chupado da internet.


O clamor das ruas nas manifestações programadas para o dia 13 vai exigir mudanças.
O destino de Dilma será voltar para casa de cabeça baixa e tentar ser a dona de casa que  nunca foi, já que comerciante não tem competência para ser, como ficou demonstrado na sua falida experiência com a lojinha de bugigangas que teve em Porto Alegre.

O destino de Eduardo Cunha será a cadeia, onde já estão muitos dos seus companheiros de trabalho.

Neste momento voltaremos a ter orgulho de ser brasileiros.


Mesmo porque não dá mais para aguentar tanta vergonha.

Faveco Corrêa é jornalista e presidente da Brandmotion Consultoria
Blog: www.faveco.com.br


"Na própria carne" . Corte salarial da cúpula do GDF deve ficar para 2016. Projeto define redução de 20% nos salários do primeiro escalão


Diário do Poder
Publicado: 14 de dezembro de 2015 às 17:38

Após três meses o projeto ainda não foi analisado na Câmara Legislativa Foto: José Cruz/ ABr
Em um ano de grave crise financeira no Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg fez em setembro um pacote de medidas para “equilibrar as contas”. 
Entre as medidas está o corte salarial de 20% da cúpula do GDF, que pelo jeito, vai ficar para 2016, já que ainda não foi analisado pela Câmara Legislativa. 

Rollemberg declarou em setembro que as medidas causariam sacrifícios a população, mas que abriam caminho para a retomada da normalidade, “estamos fazendo um esforço enorme para superar a crise, cortando na própria carne, com a redução dos nossos salários”.


O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 56/2015,define a redução de 20% nos salários do governador, vice-governador, secretários e administradores regionais, sempre que estourar o limite máximo de gastos com a folha de pagamento.


Com essa medida o salário bruto do chefe do executivo passa de R$ 23.449,55 para R$ 18.759,64; do vice-governador de R$ 20.743,83 para R$ 16.595,06; dos secretários passa de R$ 18.038,12 para R$ 14.430,49 e dos administradores regionais de R$ 14.430,49 para R$ 11.544,39. Ou seja, uma economia mensal para os cofres públicos de R$ 15.332,41.


Existe a possibilidade de que o projeto só seja analisado no próximo ano, isso porque, a previsão é que o recesso da Câmara Legislativa comece nesta terça-feira (15) e acabe no dia 1 de fevereiro.


Entretanto a Casa ainda precisa votar a Lei Orçamentária de 2016 antes da pausa nas atividades. A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT) foi procurada para esclarecer se o PDL será analisado ainda em 2015, entretanto após diversos contatos durante uma semana, não obtivemos nenhuma resposta.


Pacote de maldades
Em setembro quando o GDF ultrapassou o limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) o governador anunciou o pacote com as seguintes medidas: Suspensão do reajuste dos servidores,  Tarifas de ônibus, Tarifa de metrô, Restaurante comunitário, Ingresso no zoológico, Corte de salários do primeiro escalão, Elevação do IPTU,ICMS de TV por assinatura, ICMS sobre bebidas e tabacaria.

PF se preveviu contra resistência armada da segurança de Cunha. PF acionou sua força tática para enfrentar resistência de Cunha

Lava Jato

Publicado: 15 de dezembro de 2015 às 08:19

Os policiais do COT, da PF, são treinados para o enfrentamento armado com criminosos. (Foto: Divulgação)
A Polícia Federal acionou o Comando de Operações Táticas (COT), para auxiliar no cumprimento do mandado de busca e apreensao na residência oficial da Câmara dos Deputados, como sinal de que previa eventual resistência armada à operação ordenada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).
 Os policiais do COT da PF, que usam roupas camufladas, formam um grupo tático especial que somente apóia mandados de busca e apreensão em caso de informação de possível resistência armada. isso significa que o delegado que liderou a opreação pode ter considerado uma possível resistência da segurança da presidência da Câmara.

Os agentes do COT somente foram acionados para o cumprimendo do mandato na casa de Cunha em Brasília. 


Eles chegaram à Península dos Ministros, onde fica a residência oficial do presidente da Câmara, às 5h50, e a operação começou às 6h. Mas, ao contrário de resistir, a Polícia Legislativa apenas acompanha os trabalhos da Polícia Federal.

Vai chover dinheiro

Vai chover dinheiro



São 53 mandados de busca e apreensão, referentes a sete processos da Lava Jato.
Repetindo: 53.


Vai chover dinheiro.



PF na Câmara

A PF está revistando também a Diretoria Geral da Câmara dos Deputados.

Alô, Cunha

Alô, Cunha


A coluna Radar diz que a PF apreendeu o telefone celular de Eduardo Cunha.


Cunha e sua mulher na Lava Jato



O Jota informa que a PF faz busca neste momento na empresa de Eduardo Cunha e de sua mulher, a C3 Produções Artísticas, no 29º andar de prédio de 40 andares na Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro.

O PMDB não existe mais (Ôba!)

PMDB não existe mais

O governo Dilma Rousseff não existe mais.


A PF pegou dois ministros, Celso Pansera e Henrique Alves: o primeiro é ligado à turma governista de Luiz Fernando Pezão e Jorge Picciani, o segundo é ligado a Michel Temer.

A PF pegou também Eduardo Cunha e os operadores de Renan Calheiros e José Sarney.

A cúpula do PMDB se desfez.

Com quem Dilma vai governar?

A Lava Jato está aniquilando o PMDB.

Mas Dilma Rousseff também vai se estrepar.

Além de perder dois ministros, ela não tem mais com quem governar.

Lagartixa é um animal útil, não a mate!

lagartixas2

Governo da Bahia amplia ações para combater incêndio na Chapada Diamantina




  • 14/12/2015 22h27
  • Brasília
Da Agência Brasil
As ações de combate ao incêndio no Parque Nacional da Chapada Diamantina se intensificaram hoje (14), segundo o governo da Bahia, com a chegada de mais um helicóptero e mais brigadistas. Nos próximos dias, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e 47 bombeiros do Distrito Federal viajarão à região para ajudar no combate às chamas.
Bombeiros, Brigadistas e Força Aerea Nacional combatem Incendios na Chapada Diamantina.
Ao menos 50 mil hectares foram queimados nos incêndios, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia Roberto Viana/AGECOM
“A situação é crítica e extremamente preocupante”, disse o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Splengler. Ontem (14), a Justiça Federal na Bahia determinou que o governo do estado e a União adotem medidas para combater o incêndio que atinge o parque. Segundo o secretário, no entanto, as ações de hoje já estavam previstas.


Seis aviões air tractors, capazes de transportar até 3,8 mil litros de água; quatro helicópteros equipados com material para lançamento de água (incluindo o que chegou hoje); 60 bombeiros militares da Bahia e mais de 70 brigadistas voluntários da região da chapada trabalham para debelar as chamas. O incêndio no parque começou em setembro e desde novembro as chamas ganharam força.


Trilhas foram fechadas devido ao fogo, atrapalhando o turismo na região. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ainda não tem uma estimativa da área destruída, mas ao menos 50 mil hectares (um hectare equivale à área de um campo de futebol) foram queimados, de acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.


“Os focos estão em regiões muito difíceis, onde o controle do fogo é uma atividade complicada. O acesso é muito complexo. São vários focos diferentes. A gente apaga um e começam outros em várias regiões. Na última semana houve chuvas na região e raios provocaram novos focos”, disse César Gonçalves, um dos gestores do parque nacional.


A preocupação está concentrada nas áreas do Vale Capão (onde a preocupação principal é não deixar que o fogo atinja a cidade de Lençóis), da Cachoeira da Fumaça, do Morro Branco e do Morro das Paridas. Na sexta-feira (11), o incêndio chegou perto das comunidades e das residências, segundo a Defensoria Pública do estado.


“São localidades de difícil acesso, muitas fendas e fendas profundas, muita matéria orgânica, dificuldade de operar com aeronaves para lançamento de água. Tem uma série de dificuldades, associadas à baixíssima humidade do ar, clima muito seco”, disse o secretário do Meio Ambiente.


Decisão da Justiça
Bombeiros, Brigadistas e Força Aerea Nacional combatem Incendios na Chapada Diamantina.
Os focos de incêndio estão em regiões muito difíceis, onde o controle do fogo complicado, segundo César Gonçalves, um dos gestores do parqueRoberto Viana/AGECOM
A decisão da Justiça foi tomada em resposta a um pedido da Defensoria Pública da União e da Defensoria Pública do Estado da Bahia. No entender desses órgãos, o estado vinha disponibilizando pessoas, aviões, helicópteros de forma insuficiente para controlar o incêndio.

“Agora existe uma decisão determinando que o estado disponibilize toda a estrutura e, inclusive, a mantenha após o término dos incêndio, porque às vezes o incêndio termina, só que por debaixo da terra, continua pegando fogo, e aí é necessário manter uma estrutura mínima de brigadistas até que isso acabe completamente”, disse o defensor público federal Átila Dias.

Segundo o secretário Eugênio Splengler, o governo da Bahia está elaborando um relatório para mostrar à Justiça, a defensoria e à comunidade que as ações tomadas pelo governo do estado no combate ao incêndio são suficientes.

O ICMBio não respondeu sobre a decisão da Justiça. Em nota divulgada na última sexta-feira (11), informou que está mobilizando todos os recursos disponíveis para combater os incêndios. “Porém, o fogo só será completamente debelado quando chover na região.”


Edição: Fábio Massalli

Parlamentares do PT prometem ir às ruas quarta-feira contra o impeachment


  • 14/12/2015 23h34
  • Brasília
Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
Deputados e senadores do PT prometem ir para as ruas na próxima quarta-feira (14) engrossar as manifestações a favor da presidenta Dilma Rousseff. Parlamentares petistas confirmaram que vão se dividir entre apoiar o ato encabeçado Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do procedimento de impeachment na Câmara dos Deputados.


“Nossa bancada vai entrar em peso [na manifestação] e vai participar ativamente. Acreditamos que faremos um ato significativo aqui em Brasília também. Vamos pra rua, a bancada inteira, Câmara e Senado, e vamos acompanhar”, disse o líder do PT na Câmara, Sibá Machado. O deputado Wadih Damous enfatizou que o presidente do partido, Rui Falcão, pediu mobilização.


“[Rui Falcão pediu] que estejamos mobilizados, que mobilizemos pessoas, nossas bases, que exortemos os militantes a estarem nas ruas democraticamente, pacificamente, defendendo o mandato presidencial. Todas as informações que recebemos das diversas regiões do país dão conta da animação e da disposição para mobilização da militância”, disse Damous.


Parlamentares petistas se encontraram no fim da tarde de hoje (14) no diretório nacional do partido com Falcão e representantes da CUT, do MST e da Contag para definir a estratégia para o dia 16. Para os petistas, a sociedade não aprova o impeachment de Dilma, mesmo que não esteja satisfeita com seu governo.


“Tem uma mobilização grande de juristas, artistas e da igreja se posicionando contra o impeachment. É uma parte da sociedade que, mesmo não estando satisfeita com o governo, não é favorável a uma ruptura dessa”, disse o deputado Marco Maia. “Na nossa avaliação, o povo não está concordando com o que está acontecendo. Fazer um impeachment eminentemente político porque não gosta de uma governante? Isso vai virar moda no Brasil?”, disse Sibá Machado.


O partido também aguarda na próxima quarta-feira uma definição do STF sobre o rito de impeachment. Na semana passada, o ministro Edson Fachin suspendeu a tramitação do pedido de impeachment de Dilma até o julgamento da Corte sobre a validade da Lei 1.079/50, que define as regras do procedimento de impeachment.


“O que se quer (da decisão do DTF) é um rito seguro, com base no devido processo legal. Estamos pedindo ao Supremo é que defina claramente qual é o papel da Câmara e do Senado. O impeachment é uma intervenção traumática na vida política brasileira. 
 Então não pode ser como se estivesse julgando um mero funcionário público”, disse Damous


“Precisa haver um rito formal e seguro porque, senão, a guerra jurídica não vai acabar nunca. Esperamos que o Supremo tire essas lacunas, que nem a lei nem a Constituição dizem. E não pode ser o regimento da Câmara a preencher essas lacunas. E como tal, precisa ter um juiz, e esse juiz é o STF”, completou Machado.





Edição: Jorge Wamburg

PF faz operação de busca e apreensão na residência de Eduardo Cunha


  • 15/12/2015 07h13
  • Brasília
Da Agência Brasil
 
 
A Polícia Federal (PF) está na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Lago Sul em Brasília. Três viaturas da PF, com cerca de 12 agentes, isolam o local e fazem operação de busca e apreensão.

Informações preliminares indicam que novos mandados estariam sendo cumpridos em outros locais de Brasília e em alguns estados.

Hoje, o Conselho de Ética da Câmara pode votar o parecer sobre a representação contra Eduardo Cunha por suposta quebra de decoro parlamentar. O novo relator da representação movida pelo PSOL e pela Rede, o deputado Marcos Rogério (PDT-RO), apresenta o parecer favorável ao prosseguimento das investigações.


Edição: Graça Adjuto