segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Resumo da ópera (3) (4)

Resumo da Ópera (4)



O fator que vai determinar o futuro - no STF, no TSE, no Congresso Nacional - é a pena de prisão contra Lula.

 
 

Resumo da ópera (3)



Por que o PSDB de Aécio Neves não quer participar de um eventual governo Michel Temer?


A verdade é que os tucanos aecistas gostariam que o TSE cassasse Michel Temer, como vice ou como presidente, para que ocorressem novas eleições em 2016.

Se não ocorrer a cassação, os tucanos aecistas se esforçarão para deixar o PSDB fora do governo por causa de José Serra. 


Temem que, como ministro de Temer, o senador paulista se cacife para candidatar-se à Presidência da República em 2018, pelo PSDB ou outro partido qualquer, inclusive aquele que venha a substituir o PMDB no caso da extinção deste último. Para tanto, contam com o apoio pontual de Geraldo Alckmin, que também quer o Planalto.

A agenda do governo Temer


Aécio Neves declarou que o PSDB vai apoiar o governo Michel Temer “por meio de uma agenda”.

Segundo o Estadão, é exatamente isso que as fundações de PMDB, PSDB, DEM e PPS estão elaborando neste momento: uma “agenda programática”.

Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães e aliado de Michel Temer dentro do PMDB, disse:

“O impeachment, que antes era uma queda de braço entre o presidente da Câmara e a presidente da República, agora é uma realidade”.

O tucano José Anibal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, completou:

“Precisamos conversar com as forças políticas sobre o que podemos fazer em uma eventual saída dela (Dilma)”.

Dilma é a perdedora



O Datafolha fez uma pesquisa sobre o impeachment com 315 deputados e concluiu que “nenhum dos dois lados já tem os votos suficientes para sair vencedor”.

- 42% dos deputados entrevistados apoiam o impeachment.

- 31% são contrários.

- 27% não responderam à pesquisa.

Esses números não representam nada.

Se Michel Temer ganhar a disputa interna no PMDB, os deputados dos outros partidos vão apoiá-lo em massa.

O único dado significativo da pesquisa do Datafolha é que Dilma Rousseff só consegue arrebanhar o apoio formal de 159 deputados.

Nenhum dos dois lados tem votos suficientes para sair vencedor - mas já sabemos quem é o perdedor.

O governo acabou.


TSE é a salvação

TSE é a salvação


Depois do golpe do STF para barrar o impeachment, o PSDB passou a apostar todas as suas fichas no TSE.

Cássio Cunha Lima disse para O Globo:

"Com essa nova realidade, o processo de impeachment fica indiscutivelmente mais difícil e o caminho do TSE será a salvação. Em março e abril, a crise será muito mais aprofundada, e o país vai precisar de uma saída via eleição e respaldada pela Constituição".

Na semana passada, o PSDB pediu que o TSE ouvisse seis delatores, como Ricardo Pessoa e Júlio Camargo.

O advogado do partido, José Eduardo Alckmin, explicou:

"Com isso, acho que teremos condições de formar uma prova mais consistente. Havendo também uma produção de prova própria".

Resumo da ópera (1) e (2)

Resumo da ópera (2)





O impeachment de Dilma Rousseff susta a ação no TSE contra Michel Temer?
Não.

E se, na Presidência da República, Michel Temer for cassado?

Ocorrerão novas eleições.

É por esse motivo que Michel Temer corre para tentar se desvincular de Dilma Rousseff no TSE.

Ele conseguirá fazer isso?

Jamais ocorreu de o TSE separar as contas de campanha de integrantes de uma mesma chapa.

No entanto, isso poderá acontecer por conveniência política -- se os ministros julgarem danoso para a estabilidade das instituições a derrubada de dois presidentes da República em sequência. 



Resumo da ópera (1)  




Pelo resumo do noticiário de hoje de manhã, os leitores do Antagonista devem estar se perguntando no que acreditam os políticos da oposição, afinal de contas. Se em impeachment ou cassação de mandato.

Eles só acreditam que a situação vai piorar a tal ponto que será impossível que Dilma Rousseff continue na presidência.

Ainda assim, para o impeachment, a decisão inconstitucional do STF de "dar" poder ao Senado para engavetar o pedido da Câmara transformou Renan Calheiros num obstáculo só superável pela ação da Lava Jato.

Quanto à cassação de mandato, ainda é otimismo acreditar que, mesmo diante de provas incontestáveis, Luiz Fux, Maria Thereza e Luciana Lóssio votem com independência. 


Mais: que o STF bolivariano deixará de aceitar e julgar procedente uma ação do governo contestando uma eventual decisão do TSE em favor da cassação. Outra vez, aqui, é a Lava Jato que fará diferença, se conseguir pulverizar tanto o PT quanto o PMDB, anulando, dessa forma, o bolivarianismo e outros interesses escusos dos ministros.

O próximo governo


O PSDB ainda está tentando decidir qual é o melhor caminho para derrubar Dilma Rousseff.
Aécio Neves, em entrevista à Folha de S. Paulo, mostrou que o PSDB ainda está tentando decidir igualmente o que fazer depois dela:

Ele disse:

“Apoiamos o impeachment porque estamos convencidos de que a presidente cometeu crimes que o justificam, mas, acontecendo o afastamento e assumindo o vice, passa a ser dele a responsabilidade de propor um novo projeto. A posição da maioria do partido e a minha é de que não devemos nem sequer pensar em cargos”. 

Aparentemente, o PSDB prefere um governo Michel Temer formado por técnicos, e não por políticos:

“Não nos negaremos a ajudar o Brasil naquilo que for essencial, mas será muito mais confortável fazermos isso por meio de uma agenda, sem pensar em participar de um governo que não sabemos de que forma se colocará. O PSDB não pode perder a referência que tem hoje e não colocará a sua determinação de construir um novo modelo de país para ocupar cargos. Isso não significa que vamos virar as costas para um eventual governo do vice”.

O Antagonista apoia um governo formado por técnicos, que possa fazer uma ou duas reformas essenciais para o país sem pensar na próxima rodada eleitoral.

Seria bom que Aécio Neves dissesse isso claramente.

Nem parece Natal



O Globo foi a um shopping-center do Rio de Janeiro.

Um lojista disse:

“No ano passado foi ruim, mas neste ano nem parece Natal”.

Outro lojista disse:

“A meta da loja teve uma diminuição de 25%, mas ainda assim está complicado”.

E o presidente do Clube de Diretores Lojistas completou:

“Com o poder de compras do consumidor reduzido e esse clima de insegurança, o resultado foi essa queda tão drástica nas vendas”.


Dilma dá posse hoje ao novo ministro da Fazenda. Adeus Barbosa.


  • 21/12/2015 08h11
  • Brasília
Daniel Lima - Repórter da Agência Brasil

Nelson Barbosa, novo ministro da Fazenda
Nelson Barbosa, novo ministro da FazendaWilson Dias/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff dá posse hoje (21), às 17h, no Palácio do Planalto, ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Antes, às 9h30, Barbosa tem reunião com Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, e às 12h participa de conferência por telefone com investidores nacionais e internacionais para tranquilizá-los sobre a sua gestão e o compromisso do governo com o ajuste fiscal.


Depois do anúncio de que substituiria Joaquim Levy no comando da Fazenda, Barbosa informou que vai manter os compromissos com o ajuste fiscal e prometeu tomar “todas as medidas necessárias” para atingir a meta fiscal de 2016, de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços produzidos no país).


Ontem, ele se reniuu com integrantes de sua equipe. Pela manhã, o primeiro encontro durou pouco mais de duas horas e ocorreu na sede do Ministério do Planejamento.A reunião de transição começou por volta de 11h e se prolongou por toda a tarde, com a presença de técnicos do ministério.


Edição: Graça Adjuto



Adeus, Barbosa

A pesquisa Focus dá boas-vindas a Nelson Barbosa.

Queda do PIB, em 2015, de 3,70%. Queda do PIB, em 2016, de 2,80%.

Mas ele não deve durar nem até a metade do ano.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Cunha vai travar a Câmara para pressionar o STF – e prolongar desgaste de Dilma

Presidente da Casa traçou série de estratégias para arrastar o processo de impeachment. Ideia é alongar a crise política do governo federal, segundo aliados

Por: Marcela Mattos, de Brasília - Atualizado em


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - 15/12/2015
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - 15/12/2015(Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já tem engatilhada a estratégia que vai adotar para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a desatar alguns nós, segundo ele, criados durante a definição das regras que devem ser aplicadas durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Para o peemedebista, ao questionar a aplicação do voto secreto e a possibilidade de candidaturas avulsas, a corte acabou atingindo trâmites normalmente seguidos pelos deputados. Será justamente a questão regimental o argumento para paralisar a Casa e arrastar a ação contra Dilma - e, por tabela, o desgaste da petista.

A votação da Suprema Corte desta quinta-feira foi considerada uma derrota para Cunha. Os ministros derrubaram as últimas decisões da Câmara, entre elas a chapa alternativa criada para disputar a eleição para a comissão especial que analisará a ação, a possibilidade de voto secreto na eleição dos membros do colegiado e a de candidatura avulsa, isto é, sem a indicação dos líderes partidários.


A contragosto do governo, os deputados elegeram na semana passada uma chapa considerada rebelde e formada por integrantes com tendência a apoiar o impeachment de Dilma.


No esboço já traçado por Cunha, segundo seus aliados, a ideia é manter a Casa travada até que sejam saneadas todas as dúvidas regimentais apresentadas por meio de recurso ingressado no Supremo. Enquanto isso, a expectativa é a de uma deterioração da economia, com índices de desemprego cada vez mais elevados, e o aumento da insatisfação popular com a gestão petista.


O governo chegou a trabalhar para enterrar a ação de impeachment já em janeiro, mas a ideia é arrastar o processo para depois do Carnaval - quando se espera que as manifestações pela deposição de Dilma ganhem força nas ruas. O entendimento é o de que a Câmara, dessa forma, segura o encaminhamento do processo ao Senado, formado por parlamentares mais alinhados ao Planalto.


Outra possibilidade está na constante derrubada, durante votação em plenário, da comissão "oficial" do impeachment, formada apenas por indicações de líderes partidários. Como o STF vetou a possibilidade de candidaturas avulsas, há o questionamento de qual procedimento seria adotado se os deputados rejeitassem as chapas apresentadas, o que exigiria novas eleições.


Em outra frente, Cunha estuda segurar as indicações das comissões permanentes, dadas de forma proporcional ao tamanho das bancadas partidárias. As eleições atualmente são feitas por voto secreto e permitem candidaturas alternativas, justamente vetadas pelo Supremo para a comissão do impeachment.


Dessa forma, todos os trabalhos parlamentares seriam travados à espera do Supremo. "O governo alongou a crise e a decisão, com todo respeito aos ministros do supremo, ajudou isso. A Dilma não vai sair do 'corner', ainda mais em um governo sem agenda e sem proposta", avalia o deputado Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara.


A articulação, no entanto, pode não ter respaldo jurídico. O próprio ministro Roberto Barroso, autor do voto vencedor, diz que não há pontos a serem esclarecidos, apesar de embargos serem uma estratégia permanente da parte derrotada do julgamento.

De que adianta termos Museus do Amanhã...

A sina do fracasso



 

Só o afastamento de Dilma Rousseff pode impedir uma calamidade em 2016.

Diz Samuel Pessoa, na Folha de S. Paulo:

“No front inflacionário, as notícias são terríveis. A prévia da inflação deste mês veio acima do que se esperava e a inflação acumulada no ano aproxima-se de 11%. Os núcleos e a difusão vieram muito fortes.

Tudo sugere que a inércia do processo inflacionário brasileiro atingiu novo patamar. É possível divisar forte estagflação em 2016, com a atividade recuando 3%, a inflação acima de 8% e o desemprego atingindo 12% a 13% no fim do ano.


O trabalho de década e meia de arrumação de casa foi destruído nos seis anos da nova matriz econômica, também de responsabilidade de Nelson Barbosa. A geração que viveu a esperança de um Brasil como nunca antes na história deste país reencontra a sina do fracasso. Para quem vivenciou o governo Sarney, não haverá novidades”.

Pelo menos esse gostinho de vitoria nós vamos ter.

Sem ostentação na cadeia



Vinte detidos pela Lava Jato passarão o Natal nas celas paranaenses. O Globo informa, no entanto, que, independentemente da condição financeira dos envolvidos, a "comemoração" não pode constranger os demais presidiários.

Presentes caros não entram, assim como pratos refinados. E mesmo o cardápio permitido precisará ser compartilhado com os companheiros de cela. Tudo para não causar desconforto.

Assim deve ser o fim de ano de nomes como Marcelo Odebrecht, José Dirceu, João Vaccari Neto e José Carlos Bumlai.


Três franjas para a testa de Renan



Renan Calheiros defendeu não haver " uma franja, um indício, uma evidência, uma prova, nada" que caracterizasse crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff. Hoje, Vinicius Torres Freire desenhou três franjas que ficariam ótimas na testa do presidente do Senado.

Leiam trechos do que o colunista da Folha publicou:

"Primeiro, a presidente autorizou o governo a fazer despesas extras sem ter a devida e específica autorização legal do Congresso para tanto.

(...) Segundo, o governo é acusado de tomar dinheiro emprestado dos bancos públicos. (...) O artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe operação de crédito entre um banco estatal e o governo.

A terceira acusação contra o governo é justamente essa: não registrou esse passivo na dívida pública, outra maquiagem da contabilidade oficial."

E concluiu:
"O governo violou vários itens dos artigos 9 e 10 da lei 1.079, que definem respectivamente os crimes de responsabilidade contra a probidade na administração e contra a lei orçamentária."

Vídeo: Depoimentos de Lula






Lula será chamado a prestar mais dois depoimentos "em breve". A informação é da coluna Expresso, da revista Época.

Um depoimento será dado à operação Zelotes. O segundo, no inquérito que aborda irregularidades do Grupo Schahin.

Ele decorará os nomes das noras até lá?


Problemas de memória



Lula não soube dizer à Polícia Federal os nomes de suas noras.

"Não declina os nomes completos das noras em razão de não recordá-los no momento".
Daqui a pouco, Lula vai esquecer quem é.


Explicando, de forma simples, o que o STF fez com a constituição esta semana