Por que o PSDB de Aécio Neves não quer participar de um eventual governo Michel Temer?
A
verdade é que os tucanos aecistas gostariam que o TSE cassasse Michel
Temer, como vice ou como presidente, para que ocorressem novas eleições
em 2016.
Se não ocorrer a cassação, os tucanos aecistas se
esforçarão para deixar o PSDB fora do governo por causa de José Serra.
Temem que, como ministro de Temer, o senador paulista se cacife para
candidatar-se à Presidência da República em 2018, pelo PSDB ou outro
partido qualquer, inclusive aquele que venha a substituir o PMDB no caso
da extinção deste último. Para tanto, contam com o apoio pontual de
Geraldo Alckmin, que também quer o Planalto.
O Datafolha fez uma pesquisa sobre o impeachment com 315
deputados e concluiu que “nenhum dos dois lados já tem os votos
suficientes para sair vencedor”.
- 42% dos deputados entrevistados apoiam o impeachment.
- 31% são contrários.
- 27% não responderam à pesquisa.
Esses números não representam nada.
Se Michel Temer ganhar a disputa interna no PMDB, os deputados dos outros partidos vão apoiá-lo em massa.
O
único dado significativo da pesquisa do Datafolha é que Dilma Rousseff
só consegue arrebanhar o apoio formal de 159 deputados.
Nenhum dos dois lados tem votos suficientes para sair vencedor - mas já sabemos quem é o perdedor.
Depois do golpe do STF para barrar o impeachment, o PSDB passou a apostar todas as suas fichas no TSE.
Cássio Cunha Lima disse para O Globo:
"Com
essa nova realidade, o processo de impeachment fica indiscutivelmente
mais difícil e o caminho do TSE será a salvação. Em março e abril, a
crise será muito mais aprofundada, e o país vai precisar de uma saída
via eleição e respaldada pela Constituição".
Na semana passada, o PSDB pediu que o TSE ouvisse seis delatores, como Ricardo Pessoa e Júlio Camargo.
O advogado do partido, José Eduardo Alckmin, explicou:
"Com isso, acho que teremos condições de formar uma prova mais consistente. Havendo também uma produção de prova própria".
O impeachment de Dilma Rousseff susta a ação no TSE contra Michel Temer?
Não.
E se, na Presidência da República, Michel Temer for cassado?
Ocorrerão novas eleições.
É por esse motivo que Michel Temer corre para tentar se desvincular de Dilma Rousseff no TSE.
Ele conseguirá fazer isso?
Jamais
ocorreu de o TSE separar as contas de campanha de integrantes de uma
mesma chapa.
No entanto, isso poderá acontecer por conveniência política
-- se os ministros julgarem danoso para a estabilidade das instituições
a derrubada de dois presidentes da República em sequência.
Pelo resumo do noticiário de hoje de manhã, os leitores do
Antagonista devem estar se perguntando no que acreditam os políticos da
oposição, afinal de contas. Se em impeachment ou cassação de mandato.
Eles só acreditam que a situação vai piorar a tal ponto que será impossível que Dilma Rousseff continue na presidência.
Ainda
assim, para o impeachment, a decisão inconstitucional do STF de "dar"
poder ao Senado para engavetar o pedido da Câmara transformou Renan
Calheiros num obstáculo só superável pela ação da Lava Jato.
Quanto
à cassação de mandato, ainda é otimismo acreditar que, mesmo diante de
provas incontestáveis, Luiz Fux, Maria Thereza e Luciana Lóssio votem
com independência.
Mais: que o STF bolivariano deixará de aceitar e
julgar procedente uma ação do governo contestando uma eventual decisão
do TSE em favor da cassação. Outra vez, aqui, é a Lava Jato que fará
diferença, se conseguir pulverizar tanto o PT quanto o PMDB, anulando,
dessa forma, o bolivarianismo e outros interesses escusos dos ministros.
O PSDB ainda está tentando decidir qual é o melhor caminho para derrubar Dilma Rousseff.
Aécio
Neves, em entrevista à Folha de S. Paulo, mostrou que o PSDB ainda está
tentando decidir igualmente o que fazer depois dela:
Ele disse:
“Apoiamos
o impeachment porque estamos convencidos de que a presidente cometeu
crimes que o justificam, mas, acontecendo o afastamento e assumindo o
vice, passa a ser dele a responsabilidade de propor um novo projeto. A
posição da maioria do partido e a minha é de que não devemos nem sequer
pensar em cargos”.
Aparentemente, o PSDB prefere um governo Michel Temer formado por técnicos, e não por políticos:
“Não
nos negaremos a ajudar o Brasil naquilo que for essencial, mas será
muito mais confortável fazermos isso por meio de uma agenda, sem pensar
em participar de um governo que não sabemos de que forma se colocará. O
PSDB não pode perder a referência que tem hoje e não colocará a sua
determinação de construir um novo modelo de país para ocupar cargos.
Isso não significa que vamos virar as costas para um eventual governo do
vice”.
O Antagonista apoia um governo formado por técnicos, que
possa fazer uma ou duas reformas essenciais para o país sem pensar na
próxima rodada eleitoral.
Seria bom que Aécio Neves dissesse isso claramente.
O Globo foi a um shopping-center do Rio de Janeiro. Um lojista disse: “No ano passado foi ruim, mas neste ano nem parece Natal”. Outro lojista disse: “A meta da loja teve uma diminuição de 25%, mas ainda assim está complicado”. E o presidente do Clube de Diretores Lojistas completou: “Com o poder de compras do consumidor reduzido e esse clima de insegurança, o resultado foi essa queda tão drástica nas vendas”.
A
presidenta Dilma Rousseff dá posse hoje (21), às 17h, no Palácio do
Planalto, ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Antes, às 9h30,
Barbosa tem reunião com Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, e
às 12h participa de conferência por telefone com investidores nacionais
e internacionais para tranquilizá-los sobre a sua gestão e o
compromisso do governo com o ajuste fiscal.
Depois do anúncio de que substituiria Joaquim Levy
no comando da Fazenda, Barbosa informou que vai manter os compromissos
com o ajuste fiscal e prometeu tomar “todas as medidas necessárias” para
atingir a meta fiscal de 2016, de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto,
soma de bens e serviços produzidos no país).
Ontem, ele se reniuu
com integrantes de sua equipe. Pela manhã, o primeiro encontro durou
pouco mais de duas horas e ocorreu na sede do Ministério do
Planejamento.A reunião de transição começou por volta de 11h e se
prolongou por toda a tarde, com a presença de técnicos do ministério.
Presidente
da Casa traçou série de estratégias para arrastar o processo de
impeachment. Ideia é alongar a crise política do governo federal,
segundo aliados
Por: Marcela Mattos, de Brasília - Atualizado em
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - 15/12/2015(Valter Campanato/Agência Brasil)
O
presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já tem
engatilhada a estratégia que vai adotar para pressionar o Supremo
Tribunal Federal (STF) a desatar alguns nós, segundo ele, criados
durante a definição das regras que devem ser aplicadas durante o
processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Para o
peemedebista, ao questionar a aplicação do voto secreto e a
possibilidade de candidaturas avulsas, a corte acabou atingindo trâmites
normalmente seguidos pelos deputados. Será justamente a questão
regimental o argumento para paralisar a Casa e arrastar a ação contra
Dilma - e, por tabela, o desgaste da petista.
A votação da Suprema Corte desta quinta-feira foi considerada uma
derrota para Cunha. Os ministros derrubaram as últimas decisões da
Câmara, entre elas a chapa alternativa criada para disputar a eleição
para a comissão especial que analisará a ação, a possibilidade de voto
secreto na eleição dos membros do colegiado e a de candidatura avulsa,
isto é, sem a indicação dos líderes partidários.
A contragosto do
governo, os deputados elegeram na semana passada uma chapa considerada
rebelde e formada por integrantes com tendência a apoiar o impeachment
de Dilma.
No esboço já traçado por Cunha, segundo seus aliados, a ideia é
manter a Casa travada até que sejam saneadas todas as dúvidas
regimentais apresentadas por meio de recurso ingressado no Supremo.
Enquanto isso, a expectativa é a de uma deterioração da economia, com
índices de desemprego cada vez mais elevados, e o aumento da
insatisfação popular com a gestão petista.
O governo chegou a trabalhar
para enterrar a ação de impeachment já em janeiro, mas a ideia é
arrastar o processo para depois do Carnaval - quando se espera que as
manifestações pela deposição de Dilma ganhem força nas ruas. O
entendimento é o de que a Câmara, dessa forma, segura o encaminhamento
do processo ao Senado, formado por parlamentares mais alinhados ao
Planalto.
Outra possibilidade está na constante derrubada, durante votação em
plenário, da comissão "oficial" do impeachment, formada apenas por
indicações de líderes partidários. Como o STF vetou a possibilidade de
candidaturas avulsas, há o questionamento de qual procedimento seria
adotado se os deputados rejeitassem as chapas apresentadas, o que
exigiria novas eleições.
Em outra frente, Cunha estuda segurar as indicações das comissões
permanentes, dadas de forma proporcional ao tamanho das bancadas
partidárias. As eleições atualmente são feitas por voto secreto e
permitem candidaturas alternativas, justamente vetadas pelo Supremo para
a comissão do impeachment.
Dessa forma, todos os trabalhos
parlamentares seriam travados à espera do Supremo. "O governo alongou a
crise e a decisão, com todo respeito aos ministros do supremo, ajudou
isso. A Dilma não vai sair do 'corner', ainda mais em um governo sem
agenda e sem proposta", avalia o deputado Mendonça Filho (PE), líder do
DEM na Câmara.
A articulação, no entanto, pode não ter respaldo jurídico. O próprio
ministro Roberto Barroso, autor do voto vencedor, diz que não há pontos a
serem esclarecidos, apesar de embargos serem uma estratégia permanente
da parte derrotada do julgamento.
Economia
08:11
Só o afastamento de Dilma Rousseff pode impedir uma calamidade em 2016.
Diz Samuel Pessoa, na Folha de S. Paulo:
“No
front inflacionário, as notícias são terríveis. A prévia da inflação
deste mês veio acima do que se esperava e a inflação acumulada no ano
aproxima-se de 11%. Os núcleos e a difusão vieram muito fortes.
Tudo
sugere que a inércia do processo inflacionário brasileiro atingiu novo
patamar. É possível divisar forte estagflação em 2016, com a atividade
recuando 3%, a inflação acima de 8% e o desemprego atingindo 12% a 13%
no fim do ano.
O trabalho de década e meia de arrumação de casa
foi destruído nos seis anos da nova matriz econômica, também de
responsabilidade de Nelson Barbosa. A geração que viveu a esperança de
um Brasil como nunca antes na história deste país reencontra a sina do
fracasso. Para quem vivenciou o governo Sarney, não haverá novidades”.
Vinte detidos pela Lava Jato passarão o Natal nas celas
paranaenses. O Globo informa, no entanto, que, independentemente da
condição financeira dos envolvidos, a "comemoração" não pode constranger
os demais presidiários.
Presentes caros não entram, assim como
pratos refinados. E mesmo o cardápio permitido precisará ser
compartilhado com os companheiros de cela. Tudo para não causar
desconforto.
Assim deve ser o fim de ano de nomes como Marcelo Odebrecht, José Dirceu, João Vaccari Neto e José Carlos Bumlai.
Brasil
11:38
Renan Calheiros defendeu não haver "
uma franja, um indício, uma evidência, uma prova, nada" que
caracterizasse crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff.
Hoje, Vinicius Torres Freire desenhou três franjas que ficariam ótimas
na testa do presidente do Senado.
Leiam trechos do que o colunista da Folha publicou:
"Primeiro,
a presidente autorizou o governo a fazer despesas extras sem ter a
devida e específica autorização legal do Congresso para tanto.
(...)
Segundo, o governo é acusado de tomar dinheiro emprestado dos bancos
públicos. (...) O artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe
operação de crédito entre um banco estatal e o governo.
A terceira
acusação contra o governo é justamente essa: não registrou esse passivo
na dívida pública, outra maquiagem da contabilidade oficial."
E concluiu: "O
governo violou vários itens dos artigos 9 e 10 da lei 1.079, que
definem respectivamente os crimes de responsabilidade contra a probidade
na administração e contra a lei orçamentária."
Lula não soube dizer à Polícia Federal os nomes de suas noras. "Não declina os nomes completos das noras em razão de não recordá-los no momento". Daqui a pouco, Lula vai esquecer quem é.