sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Solução ou engodo




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana


A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) enviou ofício a Dilma Rousseff pedindo a federalização da segurança pública e a criação de um ministério para fazer frente à violência no País.[1] Mais um ministério! Mais CENTRALIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, MAIS CONCENTRAÇÃO DE PODER EM BRASÍLIA, mais gastos com a burocracia, mais "cargos comissionados" para militantes, a ampliação da máquina estatal, quando já temos um Estado mastodôntico.
A OAB tenta enfiar na cabeça dos incautos um raciocínio malicioso: "se é a União que tem dinheiro, é ela que deve resolver o problema." Pior, muitos cairão nessa!


A armadilha da OAB parte de um fato: a arrecadação de impostos no Brasil ultrapassou folgadamente DOIS TRILHÕES de Reais em 2015.[2] Dessa fabulosa montanha de dinheiro, em torno de 70% fica para a União. Apenas cerca de 30% são divididos entre Estados e municípios. 



Em suma, por uma aberração na distribuição dos tributos (apenas por isso), é a União que acumula dinheiro. E a OAB tentando piorar as coisas...

Brasileiros acuados

O temor é generalizado, eis que generalizada e crescente é a violência no país. Aí, a OAB mira no pavor dos brasileiros e dispara o seu raciocínio: "se é a União que tem dinheiro, é ela que deve resolver o problema." Uma armadilha! 



Como em histórias de bruxas, a OAB oferece um chá com veneno: o PRETEXTO é solucionar o problema da violência, mas o real PROPÓSITO é centralizar o poder e potencializar o controle estatal, o que significa, entre outros, fracasso econômico e ameaça às liberdades individuais. É o modelito venezuelano, se alguém não percebeu!

Macabra estratégia

 
Concentrar tudo em Brasília e acabar com a configuração federativa é um projeto de poder conforme as diretrizes do nefasto Foro de S. Paulo. A iniciativa da OAB é apenas parte de uma orquestração. Dou apenas mais três exemplos.

1. O Sen. Cristovam Buarque, que enfeitiça os desavisados com seu blá-blá-blá sobre educação, propõe a federalização do ensino fundamental. Belo projeto de ditadura! "Áh, mas ele é defensor da educação..." Bem se vê! Ele imagina que, de um mundo de fantasia, perdulário e fora da realidade, isto é, de Brasília, sairão ideias iluminadas para conduzir a educação em todo o território nacional, como se acúmulo de dinheiro garantisse lucidez e respeito.

2. Tramita no Congresso o Projeto de Lei 186/14, que legaliza o jogo no Brasil, dando, à União, o monopólio para credenciar, outorgar e, óbvio, arrecadar com os jogos legalizados. Os Estados ficam apenas com o ônus e o custo da fiscalização. Sérgio Ricardo de Almeida, presidente da Loterj (loteria do RJ), recentemente advertiu que aqueles Estados que têm loterias estaduais, se aprovada a lei, deixarão de arrecadar bilhões.[3] Só mais um artifício para Brasília sugar dinheiro!

3. Em janeiro de 2007 Lula sancionou a Lei do Saneamento Básico. Aproveitou para fazer seu discurso populista e chamar de irresponsável a administração de FHC. Passados nove anos, Brasília não fez avançar um milímetro sequer no saneamento básico.[4] O Aedes Aegypti agradece...

O grande imbróglio

Por comodismo, ignorância ou má-fé, a maioria dos brasileiros ajuda a manter este modelo de Estado paternalista - que arrecada uma fábula em impostos e não dá solução satisfatória a coisa alguma. Tudo está montado para que, aqueles que chegam ao poder, lá se perpetuem. Entende-se, pois, por que são raros os que têm a grandeza de pensar no melhor para o país: é difícil renunciar a privilégios legalmente instituídos.

A OAB, o Sen. Cristóvam Buarque, os 513 deputados federais, os 81 senadores e todos os brasileiros decentes, em vez de suplicar a tutela da União para problemas locais, deveriam empenhar-se em restaurar o pacto federativo, garantindo maior grau de autonomia aos entes federados, reduzindo a concentração de poder e de dinheiro em Brasília, ou seja, deveriam reformar o Estado. Mas quem se dispõe a fazê-lo?

Uma certeza há: se os cidadãos comuns (contribuintes escorchados, mas eleitores de cujo voto políticos dependem) não buscarem um mínimo de esclarecimento e compreensão do quadro atual, nada vai mudar. Contrário senso, se a sociedade tiver esclarecimento e consciência da própria legitimidade para exigir mudanças, então o Brasil começará a aprumar-se. Ainda vivemos num regime em que a opinião pública é levada em consideração.

[1] Leia post anterior:

http://www.alertatotal.net/2015/10/o-braco-diplomado.html

[2] Leia a respeito no Alerta Total:

http://www.alertatotal.net/2016/01/nossa-carga.html

[3] Leia seu artigo em:

http://oglobo.globo.com/opiniao/parar-de-perder-18388082

[4] Leia o que escreveu o Jornalista José Casado em:

http://oglobo.globo.com/opiniao/enquanto-isso-18500721

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Lula e a arte de só negar, no carnaval da vida...


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Evoluindo do status incômodo de "Informante" para "Investigado" na Operação Zelotes, Luiz Inácio Lula da Silva vai passar um carnaval dos infernos. O promotor paulista Cássio Conserino, que intimou Lula e a dona Marisa a prestarem depoimento no próximo dia 17 sobre o triplex do Guarujá e o demais rolos com a cooperativa dos bancários, espera que ambos compareçam ao Ministério Público.

Para piorar, a Força Tarefa da Lava Jato e o MP paulista se juntam para identificar os responsáveis pela reforma do sítio de Atibaia, que, oficialmente, pertence a dois sócios de um dos filhos de Lula: Fernando Bittar e Jonas Suassuna. As empreiteiras Odebrecht, OAS e Usina São Fernando se recusam a admitir que tenham bancado qualquer reforma na propriedade constantemente frequentada por Lula e seus familiares.

As ligações perigosas ficam evidentes a cada nova revelação. Documentos apreendidos pela Polícia Federal no escritório do pecuarista José Carlos Bumlai, em Campo Grande (MS), reforçam a tese de que ele pagou parte da reforma em sítio. Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, um representante da empresa Anjos & Porto Montagens de Estruturas Metálicas disse ter recebido R$ 40 mil de Bumlai por serviços na reforma do sítio. Uma planilha revela pagamentos de R$ 550 mil...

As escrituras de compra e venda do sítio em Atibaia indicam mais ligações íntimas entre os negócios de Lula, amigos e familiares. O negócio foi formalizado em 29 de outubro de 2010, no escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, no 19º andar de um edifício de escritórios na Rua Padre João Manoel, no bairro dos Jardins, na capital paulista. Este é o endereço do escritório de Teixeira, que é amigo de Lula desde os anos 1980 e padrinho de Luís Cláudio, o filho caçula do ex- presidente.
O imóvel sítio custou R$ 1,5 milhão, dos quais R$ 100 mil foram pagos em espécie. Pelo documento, Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar, pagou R$ 500 mil, e Jonas Suassuna, primo do ex- senador Ney Suassuna, arcou com R$ 1 milhão. Dos R$ 500 mil pagos por Bittar, R$ 100 mil foram “recebidos em boa e corrente moeda nacional”.
Suassuna é dono, em sociedade com os filhos, Bianca e Caio, do Grupo Gol, conglomerado que reúne editora e empresas de tecnologia da informação e criação de aplicativos, como o “Bíblia no celular”, com trechos do livro sagrado na voz de Cid Moreira. Certamente por amizade, durante alguns anos, o Grupo Gol pagou o apartamento onde Lulinha morava, nos Jardins, em São Paulo. Agora, Lulinha mora em apartamento em Moema, de propriedade do empresário, pagando aluguel.

Mais ligações? Lulinha e Suassuna são sócios na empresa Gamecorp. Na versão dos advogados de defesa de Lula, Suassuna e Fernando Bittar, também sócio de Lulinha, compraram na mesma época dois terrenos contíguos, mas com matrículas diferentes na prefeitura de Atibaia. Os defensores alegam que eles não são sócios na propriedade.

Até agora, Lula tem sido um craque na arte de só negar... Nega tudo o tempo todo, embora seus opositores reclamem que ele sonega a verdade o tempo todo. Lula só não deve ter a mesma sorte do jogador Neymar, que ontem foi salvo pela Justiça Federal da acusação de sonegação fiscal em um processo que nem chegou ao fim, na esfera administrativa, na Receita Federal. O gênio do Barcelona passa um carnaval mais aliviado. A cada jogada da Polícia Federal ou do Ministério Público, Lula fica cada vez mais longe da mesma tranquilidade.

Como diria o imortal Nelson Rodrigues, são coisas do futebol da vida...

No mais, feliz carnaval para quem não tem triplex, nem sítio e nem recebeu propina em troca da venda de medidas provisórias, na carnavalesca roubalheira institucional de Bruzundanga...

O negócio é vestir a fantasia de mosquito, tomando cuidado com a "picadura" - a ditadura das picadas...

Pedindo passagem


Estilo Triplex


Cunha Jedi


A dupla


Bronca energética


Tudo normal


A ONU é arbitrária




Um painel da ONU, composto por cinco ativistas de direitos humanos do México, Benin e Ucrânia, decidiu que a prisão de Julian Assange, acusado de estupro pelo Ministério Público sueco, é arbitrária.

A ONU tem de ser desmantelada.


Comentarios


José Renato 
Estou de pleno acordo, a onu, como a liga das nações, nunca cumpriu a função para a qual foi criada. A vantagem da liga das nações foi a sua vida curta. Ao contrário, a onu não só não impediu nenhum conflito entre nações como o estimulou e até referendou invasões feitas pelas potências nucleares. Já é de longa data que ela está infiltrada por todo tipo de agentes interessados em desestabilizar e destruir democracias. Ela é a principal responsável pelo avanço da agenda comunista. 



Máfia 
Isso, e as denuncias do Wikileaks são mera coincidência. Canalha ou não, não é por assédio que os EUA estão atras dele. Me admiram antagonistas com visão tão pouco investigativa num caso que envolve prisão de jornalista (com diploma ou não, exerceu melhor que a maioria) e censura de liberdade de expressão.

alberto santo andre 
este painel da onu e exatamente a cara da credibilidade que a unu , hoje tem ,esta mais para um circo manbembe , que para uma instituiçao de altissimo nivel que era quando foi criada , hoje e um painel de mediocridades a começar pelo seu secretario geral
 
Rui 
David Rockefeller (ainda está vivo!) e George Soros. Essas duas múmias são responsáveis por tudo isso.

Adriana 
A ONU foi uma boa intenção, que extrapolou, virou cabide de emprego de esquerdistas, e passou a buscar objetivos estranhos aos povos.
Como assim 'ativistas de direitos humanos' de países onde ocorrem crimes bárbaros, se disporem a defender estuprador, assim considerado em país de IDH elevado? Os direitos humanos que essa gente defende é o dos bandidos! Em escala mundial! 


Sideshow Bob 
O leitor José Carlos anuncia que o estupro de duas jovens " é algo secundário".
Típico pensamento petralha.
Afinal tudo é culpa duz americanu marvaduz como insinô us cumpanheiros do DCE de Humanas.

"Herrar é umanas"
 
Alex Wie 
A ONU é ridícula

Everton 
A ONU é o Conselhão da Dilma em escala global.

Renan Calheiros enterrou a CPI da Copa do Mundo a mando da OAS.

A Copa de Renan



Renan Calheiros, segundo relatório da Lava Jato obtido pela IstoÉ, enterrou a CPI da Copa do Mundo a mando de Léo Pinheiro, dono da OAS.


Uma mensagem de 24 de julho de 2013, trocada por executivos da empreiteira, dizia:


“O requerimento teve assinatura de 186 dep e 28 sen, das 171 e 27 mínimas necessárias. Agora é preciso a leitura em sessão do Congresso prevista para 20/08, mas depende de decisão de Renan. Os parlamentares podem retirar assinatura até meia noite do dia da leitura. Eu já mandei o requerimento anteriormente por email. Abs.”.
Resultado?


Renan Calheiros "articulou no Senado a retirada de assinaturas, o que acabou se consumando em 20 de agosto, quando quatro parlamentares recuaram".



Comentários

minha opinião 
Atentem para a nossa linha sucessória:
Dilma/Temer/Cunha/Renan/Levandovswky.
Estamos ou não F.U.D.I.D.O.S ?



Tereza 
Tem reconhecimento do Guiness para Congresso mais prostituto do mundo?
 

netofer 
Quatro parlamentares cúmplices e co-autores de toda roubalheira da copa. Exige-se das autoridades abrir investigação imediatamente sobre esses criminosos, encabeçado pelo Renan Calheiros, chefe mor, que há muito escarra impunemente na cara de cada brasileiro honesto. Punição exemplar para bandidos que inviabilizaram o Brasil no momento mais esperançoso dos últimos 100 anos, roubando os sonhos de uma geração inteira. PF e poder judiciário, instituições que podem resgatar o pais das garras malignas desses excrementos.
 
Fabio 
Esse Renan Calheiros é outro sujeito que precisa ser banido da política brasileira... Alô alagoanos, borá colaborar ae né!!!!

Tirreno 
Renan com a Copa e Lula com a cozinha.


José Adelmo 
..., veja no site http://www.itatiaia.com.br/, na CENTRAL DE ÁUDIO na parte inferior do site onde tem uma fala do jornalista sobre a LAVA JATO... 

O MESMO de SEMPRE 
Muito boa:
http://www.joselitomuller.com/petista-diz-que-foi-assaltar-na-argentina-porque-no-brasil-nao-tem-mais-o-que-roubar/

Urtigão 
Até minha cachorra sabe que é renan.... E ela também sabe que entre PT, PMDB,PSDB ,PCdoB, PDT e outros lixos que se dizem socialistas só não tem em comum o office boy que recolher a propina... Estão todos jogando para a torcida ignara, com o resultado do jogo previsto a mais de quinze anos e o unico interesse é a bilheteria ( quem vai levar mais! )

Renato 
"Aos brados, Gilmar Mendes chama Lula de bêbado"
http://polibiobraga.blogspot.com.br/2016/02/aos-brados-gilmar-mendes-chama-lula-de.html

Márcia 
O comunismo, incapaz de criar, inovar e competir, é um regime que vive de chantagem.

 
Tirreno
Renan com a Copa e Lula com a cozinha.

José Adelmo 
..., veja no site http://www.itatiaia.com.br/, na CENTRAL DE ÁUDIO na parte inferior do site onde tem uma fala do jornalista sobre a LAVA JATO...
 
O MESMO de SEMPRE 
Muito boa:
http://www.joselitomuller.com/petista-diz-que-foi-assaltar-na-argentina-porque-no-brasil-nao-tem-mais-o-que-roubar/
 
Urtigão 
Até minha cachorra sabe que é renan.... E ela também sabe que entre PT, PMDB,PSDB ,PCdoB, PDT e outros lixos que se dizem socialistas só não tem em comum o office boy que recolher a propina... Estão todos jogando para a torcida ignara, com o resultado do jogo previsto a mais de quinze anos e o unico interesse é a bilheteria ( quem vai levar mais! )
 
Renato 
"Aos brados, Gilmar Mendes chama Lula de bêbado"
http://polibiobraga.blogspot.com.br/2016/02/aos-brados-gilmar-mendes-chama-lula-de.html
 
Márcia 
O comunismo, incapaz de criar, inovar e competir, é um regime que vive de chantagem.
 
mmm
Até aí nada de errado, faz parte da articulação política enterrar investigações e é assim no mundo inteiro.
Mas... o nosso problema é o foro privilegiado, usado para pressões políticas por um canalha como esse Janot, que em matéria de ferrar com o Brasil é muito pior que Renan Calheiros.
Explico: Renan como político e bandido está no papel dele. Janot, como procurador geral, deveria usar a lei para punir e não para achacar bandidos e políticos.
 
PaulaNina
Acho q o Cunha tem q responder pelas seus crimes e mentiras, mas nao aguento essa pancadaria em cima dele e o Renan em parceria afinadiasima com a organizacao criminosa, escancarando na nossa cara. Nao faz muito tempo, Janot declarou nao ter nada contra Renan. Como nao, gente?!?! 

André 
O Renan mergulhado no lamaçal

Herdeiros de políticos ocupam metade da Câmara



Estudo da Universidade de Brasília mostra crescimento da bancada dos parentes na Casa. Todos os deputados do Rio Grande do Norte, por exemplo, são de família de políticos, informa reportagem da Agência Pública



Felipe Maia (DEM-RN) é filho do senador José Agripino Maia (DEM-RN), cujo pai e tio também foram políticos

Étore Medeiros, da Agência Pública

Conhecida por debates acalorados quando se trata de discussões sobre a “família tradicional”, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara foi cenário de um debate inusitado sobre outros tipos de famílias – as de políticos – no fim de outubro, durante a votação do Projeto de Lei nº 6.217, de 2013.


Proposta pelo deputado Esperidião Amin (PP-SC), a iniciativa pretende chamar a BR-101 em Santa Catarina de Rodovia Doutora Zilda Arns, excluindo naquele trecho a homenagem ao ex-governador Mário Covas. O nome do paulista batiza todos os quase 5 mil quilômetros da estrada desde setembro de 2001, seis meses após o falecimento do político.

O clima ficou tenso na CCJ. Ninguém diminuía a importância de Zilda Arns, brasileira indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1999, mas muitos se mostravam incomodados com a retirada do nome de um político de uma obra. Durante as discussões, houve exemplos – críticos ou elogiosos – de pontes no Piauí e em Santa Catarina com dois nomes: cada sentido da via para um cacique local.

 “Há certamente novas rodovias, novas obras que serão construídas em Santa Catarina e a que, de forma consensual, o nome da Zilda Arns poderia ser definido. Se começarmos a abrir aqui um precedente de ratear uma rodovia, uma estrada, para homenagear vários nomes, vai se criar, além de uma atitude desagradável, até um conflito para quem vai pegar o endereço”, protestou o deputado Mainha (SD-PI).


José de Andrade Maia Filho, o Mainha, é filho de José de Andrade Maia, que foi prefeito de municípios do Piauí e suplente de senador. Em Itainópolis, a herança paterna na prefeitura garantiu a Mainha o início da carreira política, em 1996, quando também se elegeu prefeito do município, aos 22 anos. 

Mas, justiça seja feita, ele não foi o único membro da CCJ a protestar, o que levou ao adiamento da apreciação do projeto. Deputado mais votado na Paraíba em 2014, aos 25 anos, Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), filho do ex-governador e hoje senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), foi um dos que também se posicionaram contra a medida.


A discussão ilustra um mecanismo muito antigo da política nacional e especialmente significativo na atual legislatura na Câmara. De teor fortemente conservador, ela é também a que possui maior porcentual de deputados com familiares políticos desde as eleições de 2002.


Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) publicado no segundo semestre de 2015 analisou os 983 deputados federais eleitos entre 2002 e 2010 para concluir que, no período, houve um crescimento de 10,7 pontos percentuais no número de deputados herdeiros de famílias de políticos, atingindo 46,6% em 2010 – número próximo aos 44% encontrados pela Transparência Brasil no mesmo ano.

Logo após a última disputa eleitoral, a ONG divulgou outro levantamento que concluiu que 49% dos deputados federais eleitos em 2014 tinham pais, avôs, mães, primos, irmãos ou cônjuges com atuação política – o maior índice das quatro últimas eleições.


Atualmente, o estado que ilustra melhor o poder das dinastias nas eleições é o Rio Grande do Norte, onde 100% dos oito deputados eleitos se encaixam no perfil das pesquisas.

A lista contempla

Fábio Faria (PSD), filho do atual governador do estado, Robinson Faria (PSD);

Felipe Maia (DEM), filho do senador José Agripino (DEM);

Antônio Jácome (PMN), pai de Jacó Jácome (PMN), eleito deputado estadual em 2014 aos 22 anos;

Rogério Marinho (PSDB), neto do ex-deputado federal Djalma Marinho (UDN, Arena, PDS);

Zenaide Maia (PR), esposa do prefeito de São Gonçalo do Amarante,

Jaime Calado (PR);

Walter Alves (PMDB), de um dos clãs mais tradicionais do estado, com ex-ministros, ex-governador e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB);

Rafael Motta (PSB), filho do deputado estadual Ricardo Motta (Pros); e


Betinho Segundo (PP), da família Rosado, que domina a segunda maior cidade do estado, Mossoró, é neto de governador e bisneto de intendente – nome que se dava aos prefeitos até 1930.

José Bonifácio, o Patriarca da Independência, é o nome mais famoso do clã Andrada, família que está no Congresso há 190 anos


E os elos familiares com o poder podem ser, em alguns casos, ainda mais antigos. A descendência de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), por exemplo, se sucede em postos nas estruturas de poder desde o período colonial e conta, até hoje, com um representante na Câmara, o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), no décimo mandato consecutivo.


Coordenador do levantamento que analisou as três primeiras eleições deste século, o professor de ciência política da UnB Luis Felipe Miguel observa que em diversas áreas é comum que os filhos sigam a carreira dos pais. O problema no caso da política é que ela não deveria ser considerada uma profissão.

 “Na política, isso é mais sério, pois ela deveria ser uma atividade aberta a todos os cidadãos”, diz.


Diferentemente de outras áreas, continua o professor, nem sempre há isso de os filhos se aproximarem pela familiaridade com as profissões dos pais.

 “Há, sim, estratégias das próprias famílias para manter os espaços de poder, com filhos ou parentes que são muitas vezes empurrados para ocupar essas posições, quem sabe até contra as próprias inclinações. Isso é sim ruim pra democracia.”

Para Miguel, as estratégias de manutenção dos clãs no poder acabam por torná-los uma espécie de empreendimento – uma vez que a política também é vista em muitos casos como forma de enriquecimento pessoal –, com projetos bem definidos para a ocupação até mesmo de espaços que credenciam para a disputa eleitoral.


Um exemplo é a carreira de Paulo Bornhausen (PSB-SC), filho do ex-governador e cacique do DEM catarinense Jorge Bornhausen.

“O Paulo, que seria o herdeiro, foi deputado estadual, federal, candidato a senador [derrotado em 2014], mas antes de ser lançado candidato ele ocupou durante alguns anos um programa de rádio de apelo popular numa rádio de bastante audiência de Florianópolis”, explica Miguel.

Para o professor da UnB, como o processo eleitoral brasileiro é marcado pela desinformação e despolitização, pontos como o discurso e as propostas dos candidatos e mesmo a reputação ou a probidade do familiar que pede os votos não fazem diferença.

 “O que as famílias políticas controlam e legam na verdade são os contatos com financiadores, com controladores de currais eleitorais, com uma teia de apoiadores que disputam outros cargos, esse savoir-faire e esses recursos que dão aos herdeiros uma série de vantagens nas disputas eleitorais”, explica Miguel.

Conservadorismo
Nas eleições de 2002, 2006 e 2010, a diferença do número de beneficiados pelo parentesco na direita e na esquerda aumentou.

Os herdeiros conservadores ampliaram a margem numérica sobre os progressistas, antes de 13 pontos percentuais, para quase o dobro (22,5 pontos porcentuais) em 2010, acompanhando o progressivo aumento de bancadas como a ruralista e a evangélica na Câmara no mesmo período.


Em 2014, segundo uma análise feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), os brasileiros elegeram o Congresso Nacional mais conservador desde 1985 – o que acabou resultando, em 2015, no avançar de pautas como a redução da maioridade penal, o Estatuto da Família e a revogação do Estatuto do Desarmamento, todas na Câmara.


Para Ricardo Costa Oliveira, cientista político e sociólogo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os elos de parentesco “são um fenômeno social e político do atraso” e estão intimamente ligados ao conservadorismo. “É uma relação direta.

A maioria dos deputados federais com menos de 40 anos é de família política. Eles herdam não só o capital, mas a visão de mundo e as pautas conservadoras. Assim, temos jovens que defendem o que os avôs já defendiam”, explica.


Em 2010, segundo o estudo da UnB, mais da metade (52,1%) dos deputados que ocuparam na Câmara o primeiro cargo público da carreira tinham o capital político familiar como herança. E, em 2014, apenas 15% dos deputados que chegaram à Câmara com até 35 anos não receberam o empurrãozinho de um sobrenome político, segundo a Transparência Brasil.


“Historicamente essas dinastias políticas tendem a se formar mais à direita do que à esquerda. Aqueles que ocupam posições na elite política pertencem aos segmentos privilegiados da sociedade, estão numa posição de elite, com as vantagens materiais e simbólicas associadas a isso, e quem ocupa essas posições tem mais incentivos para ser conservador”, analisa Miguel.


Quando as novas gerações tentam se adaptar aos novos tempos, em geral não fazem nada mais do que modernizar velhos discursos. “Vamos supor que em 2018 elejamos uma Câmara mais arejada, mais progressista. Ela não terá metade dos integrantes oriundos de famílias políticas, como é hoje.”


Mais que isso, o sistema eleitoral e político é estruturado de tal forma que muitos partidos novos acabam se moldando ao modo de funcionamento das velhas oligarquias. “O perfil de representação parlamentar petista, por exemplo, mudou muito. As primeiras bancadas eram compostas em grande parte por lideranças vindas diretamente dos sindicatos. Depois, chegou o padrão de carreira eleitoral mais gradativa – com eleições sucessivas de um candidato a vereador, depois deputado estadual e federal. E já começam a surgir famílias políticas no PT.”


Entre as dinastias que começaram a se organizar no partido nas últimas décadas estão a dos irmãos Viana, no Acre, Jorge – duas vezes governador e hoje senador – e Tião, recém-reeleito para o governo estadual; do clã paulista dos Tatto, com Jilmar, Ênio, Arselino, Jair e Nilto, que acumulam cargos como vereadores, deputados estaduais e federais; dos Dirceu, com o ex-prefeito de Cruzeiro do Oeste (PR) e hoje deputado federal Zeca Dirceu, filho de José Dirceu, nome histórico do PT e condenado por integrar o núcleo político do mensalão; os Genro, com o ex-governador gaúcho Tarso Genro e a filha Luciana, que migrou para o Psol; os irmãos José Genoino, ex-deputado federal e ex-presidente da sigla, condenado no mensalão, e José Guimarães (CE), líder do governo federal na Câmara; e os Lula, com a neta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bia Lula, na secretaria de juventude do PT em Maricá (RJ).


Na Câmara, ainda de acordo com o levantamento da Transparência Brasil, o Nordeste encabeça a lista das regiões com mais herdeiros (63%), seguida pelo Norte (52%), Centro-Oeste (44%), Sudeste (44%) e Sul (31%). No Senado, entretanto, Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão à frente (67%), seguidos pelo Nordeste (59%) e Centro-Oeste (42%). “Esse é um fenômeno nacional.

Tenho um doutorando pesquisando o poder no Paraná. Acham que aqui, como o estado é novo, de imigração europeia, poderia ser diferente; mas constatamos a mesma estrutura hereditária de mandonismos familiares que vemos na Paraíba ou no Maranhão”, comenta o professor Ricardo Oliveira, da UFPR.


Apesar de se evidenciar em locais de difícil acesso a posições eleitorais privilegiadas por outros meios – como a mídia, os sindicatos e as igrejas –, os índices de parentesco no Senado mostram que a transferência de votos entre familiares é um fenômeno generalizado.

 “Nos Estados Unidos, onde o sistema eleitoral é por voto distrital, as taxas de reeleição são altíssimas, na casa dos 90%. É muito frequente, quando um deputado morre, a vaga ser ocupada pela viúva. Também lá, tivemos pai e filho na Presidência nos últimos 30 anos [George H. W. Bush e George W. Bush] e agora uma candidata [Hillary Clinton] que é esposa de outro ex-presidente”, observa Miguel. Para o pesquisador, as dinastias se enfraquecem onde os debates são mais programáticos, como em algumas democracias europeias, embora também lá as famílias contribuam, em menor escala.


Tentáculos
Estudioso de genealogia e poder há duas décadas, Oliveira diz que a oligarquização da política se reflete não só no Congresso Nacional, mas em assembleias estaduais, câmaras de vereadores, nos poderes Executivo e Judiciário e na mídia. “Aí você fecha o cerco. É aquela rádio no interior onde você [o candidato] tem a sua base garantida”, diz.


O estudo coordenado por Luis Felipe Miguel, da UnB, constatou que, entre 2002 e 2010, um em cada quatro dos eleitos (23,6%) que tinham parentes políticos apresentava vantagem também no capital midiático, quase 50% a mais do que entre aqueles sem elos familiares (16,5%).




Como esse cenário atinge todas as esferas de poder da sociedade, o professor da UFPR não crê em mudanças senão no longo prazo. “Precisamos rediscutir o sistema político e partidário. Escrevi há 20 anos que haveria essa concentração de poderes familiares”, afirma.


Miguel defende como mais necessárias mudanças em dois dos principais sustentáculos da política e do modo de praticá-la pelas dinastias. “A sua relação com o poder econômico – não só o financiamento eleitoral de campanha [derrubado pelo Supremo Tribunal Federal e que já deixa de valer para os pleitos municipais de 2016], mas também os lobbies e a corrupção – e a questão dos meios de comunicação de massa. Se a gente não mexer nisso, podemos virar o sistema eleitoral do avesso que os grandes eixos de enviezamento e manipulação estarão presentes”, diz.

Leia a reportagem na Agência Pública


Em 2011, o Congresso em Foco fez uma série de reportagens sobre o assunto:


Quase 300 deputados têm parente na política

Dois terços dos senadores têm parente na política
Os senadores e seus parentes na política

Filho de ministro do TCU recebeu R$ 2,2 milhões de empresa da Lava Jato



É o que aponta tabela entregue à PF pelo delator do esquema e dono da UTC, Ricardo Pessoa. Ele apresentou registros de 151 entradas de Tiago Cedraz na sede da corporação. Advogado nega irregularidades



Eletronuclear
Angra 3: desdobramentos da Lava Jato chegam à usina nuclear fluminense


Um dos delatores da Operação Lava Jato, o dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, repassou à Polícia Federal uma tabela com indicação de pagamentos ao advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz, que chegaram a R$ 2,2 milhões. De acordo com o depoimento de Pessoa, o dinheiro foi uma forma de comprar de Tiago informações privilegiadas, com a devida antecipação, sobre investigações e julgamentos em curso na corte de contas envolvendo a UTC.
 A tabela foi anexada a um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar indícios de irregularidades em obras da Usina Angra 3. Constam entre os investigados nessa ação, além de Tiago Cedraz, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e outros dois senadores do partido – Edison Lobão (MA), ex-ministro de Minas e Energia, e Romero Jucá (RR), ex-líder dos governos Lula e Dilma Rousseff na Casa legislativa.


Intitulada “Thiago BsB”, referência à capital federal, a tabela aponta 24 pagamentos de R$ 50 mil cada um, entre 2012 e 2014, e outro de R$ 1 milhão em fevereiro de 2014. As informações são da TV Globo e do portal G1. Segundo o delator, a UTC se valia das informações privilegiadas produzidas por especialistas do TCU para se preparar, técnica e politicamente, “acionando os meios necessários para que parlamentares intercedessem junto ao Comitê de Obras Irregulares [do Congresso]”. No termo de declaração de Pessoa que acompanha a tabela, registra-se cada uma das 151 entradas de Tiago Cedraz na sede da UTC no período acima mencionado.

Consórcio
O escritório Cedraz Advogados, de propriedade de Tiago, alega ter prestado serviços de advocacia para o Consórcio Una 3, mas fora do âmbito do TCU. O Una 3 tinha interesse no empreendimento de Angra 3 e era formado, entre outras corporações, pela UTC.

O filho do ministro vem negando, desde que seu nome surgiu no noticiário sobre o assunto, ter recebido dinheiro para defender interesses da UTC junto ao TCU. Ele deveria ter falado à PF sobre o assunto em 27 de outubro de 2015, mas alegou que só prestaria depoimento depois de ter acesso aos autos da investigação e foi liberado. O advogado ainda não foi ouvido pelos investigadores.


Mais sobre Operação Lava Jato

???!!!!!Brasil doa US$ 1,3 milhão para ajuda humanitária a sírios


  • 04/02/2016 21h30
  • Brasília
Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil
O governo brasileiro anunciou a doação de US$ 1,3 milhão para ações de assistência aos atingidos pelo conflito na Síria. O dinheiro será enviado por meio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). O anúncio foi feito hoje (4) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma conferência internacional em Londres para discutir a ajuda humanitária à Síria.


Na mesma reunião, a Alemanha anunciou o repasse de US$ 2,5 bilhões para a causa; o Reino Unido, US$ 1,75 bilhão; e os Estados Unidos, US$ 890 milhões. Ao todo, os líderes mundiais anunciaram ajuda de US$ 11 bilhões para a Síria até 2020.
Além da doação financeira, o Brasil pretende colaborar com 4,5 mil toneladas de arroz, o equivalente a US$ 1,85 milhão. A logística dessa doação ainda está em estudo e depende de um país-parceiro que auxilie o transporte.


De acordo com o Itamaraty, o dinheiro da doação provém de órgãos brasileiros como a Secretaria Nacional de Justiça e a Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores. Já o arroz será fornecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura.


A Conferência Internacional de Apoio à Síria e Região foi organizada pela Alemanha, Noruega e Kuwait, além do Reino Unido, e teve o apoio da Organização das Nações Unidas. O principal objetivo do evento é angariar recursos emergenciais para a população síria que mora no país e os refugiados que estão acolhidos na região.


Durante discurso em que anunciou o valor da doação brasileira, Vieira ressaltou a necessidade de uma solução política e não militar para a crise síria. Segundo o ministro, é preciso lutar contra o terrorismo, aliviar os sofrimentos da guerra, manter a Síria unida e reconstruí-la como nação.


O chanceler brasileiro destacou que não basta apenas auxiliar os que sofrem com o conflito, mas é preciso conceder abrigo aos refugiados. Vieira também citou as políticas humanitárias do Brasil que já permitiram o acolhimento de mais de dois mil sírios desde 2013.

Edição: Luana Lourenço

Dilma aproveita-se da epidemia para voltar ao blablabá


Jorge Oliveira

Maceió - No final do ano, como é de praxe, o presidente da república normalmente se dirige à nação para fazer um balanço do ano que se encerra. Em 2015, com  medo da reação dos brasileiros que tem reagido com panelaço, a Dilma não se apresentou em cadeia de TV.

Com uma aprovação de apenas 5%, o pior da história do país, a presidente preferiu prestar contas pela rede social. Nesta quarta-feira, no entanto, ela usou a televisão para falar do mosquito aedes aegypti e do zika vírus que promete bravamente exterminá-los para frear a epidemia que se alastra pelo país.

O pronunciamento da Dilma é oportunista e demagogo. Ela tenta fazer o papel de paladina da nação aproveitando-se de uma situação de calamidade pública que o seu governo, por incompetência, não consegue evitar. O mosquito da dengue e o zika vírus se espalham pelo país sob os olhares indiferentes do seu governo. É bem verdade que a população também tem sua parcela de culpa quando relaxa no combate a proliferação. Mas o fato é que até agora o governo mostrou-se incapaz de uma política séria de combate ao mosquito.

O Ministério da Saúde, a quem estaria afeto o problema, foi sempre usado como um órgão de barganha pelos partidos de olho nos recursos que dispõe. O critério de escolha do ministro é feito por políticos medíocres que se alternam no comando da Pasta como aves de rapina de olho no cofre. Nos últimos anos, os escândalos se sucederam dentro do ministério. O maior deles, denominado de Operação Vampiro, tinha entre os seus personagens o então ministro, Humberto Costa, senador, um dos políticos mais influentes do PT.

O depoimento da Dilma sobre o mosquito é mais uma retórica alienígena do seu governo despreparado e ineficaz. Com exceção de alguns anúncios mal ajambrados na mídia, não se conhece uma ação concreta do governo para combater o mosquito antes que o zika vírus virasse epidemia. Para eximir-se da reponsabilidade pela tragédia, a Dilma disse não saber a origem do mosquito. Ou seja, ele não é brasileiro, portanto, estamos combatendo invasores estrangeiros. Talvez, por isso, ela tenha apelado para o Barak Obama, presidente do EUA, antigo desafeto, para enfrentar a batalha.

Ora, os brasileiros assistem todos os dias pela televisão milhares de pessoas em busca de atendimento nos hospitais. Muitos morrem sem assistência e outros nem conseguem marcar consultas. Não se sabe, por exemplo, até hoje a contribuição dos médicos cubanos à saúde do Brasil vendidos, durante a campanha eleitoral, como os salvadores da pátria.

Dilma, na televisão, quer tirar proveito da tragédia, fazer uma média com os brasileiros. Aparece como o general da guerra contra o mosquito. Quer esmagá-lo com a retórica de que “ele não nos vencerá, somos mais forte”, como enfatizou no pronunciamento. Uma bobagem para vender a imagem de uma mulher valente, guerreira, obstinada, preocupada com o bem estar da população.

A epidemia no Brasil não se restringe apenas ao mosquito da dengue. Ela também chegou aos órgãos público na forma de corrupção. O país vive um dos seus piores momentos. Perdeu a credibilidade internacional e precisa recuperar a sua economia em frangalhos, destroçada por um governo tonto e desmiolado tão nocivo ao povo brasileiro como o próprio mosquito da dengue e o zika vírus.

Não é aparecendo na televisão, depois de ser vaiada na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, conclamando o povo para o mutirão contra a dengue e o zika vírus, que a presidente vai se isentar da responsabilidade pelo fracasso na prevenção do combate ao aedes aegypti

A Dilma precisa descer do palanque eletrônico que lhe permite aparecer sob efeitos especiais. Os brasileiros querem menos blablabá e mais ação.

Caixa de Pandora TJDFT nega pedido de habeas corpus de Arruda



Defesa diz que houve quebra de imparcialidade do magistrado
Publicado: 03 de fevereiro de 2016 às 11:51 - Atualizado às 12:12
Francine Marquez