sexta-feira, 8 de abril de 2016

Dormir com animal de estimação faz bem à saúde, diz pesquisa


Super Incrível
10 de dezembro de 2015
 
 
No ano passado a clínica Mayo revelou que metade de seus pacientes que tiveram o sono analisado reclamavam do fato de seus animais de estimação os acordarem e atrapalharem o descanso no meio da noite. No entanto, um estudo lançado recentemente indicou que, apesar das interrupções, ter um bichinho por perto na hora do sono pode sim ser muito benéfico.


Uma pesquisa foi realizada com 150 pessoas a respeito de seu sono e dos seus animais e o resultado revelou que aqueles que dormem com seus gatos ou cães sentem-se mais seguros e protegidos. Os números mostraram que 56% dos pacientes que visitaram o Centro para Medicina do Sono, no Arizona, EUA, têm o hábito de compartilhar o colchão com seus amigos. Ao mesmo tempo, 20% ainda reclamaram sobre serem interrompidos pelos animais.


Entre a parcela que alegou ter o costume de ir para a cama com os 'pets', 46% diz que sente dormir melhor com a companhia especial. Pode ser só em cima da cama ou até mesmo embaixo da coberta, quem já sonhou ao lado de cães e gatos sabe que eles são aquecedores naturais.


"Diversos dos donos de bichos os veem como companhia, assim como membros da família. Dessa forma, eles gostam de incorporá-los nos costumes mais corriqueiros, inclusive na cama", comentou o autor do estudo Dr. Lois Krahn, em matéria do Daily Mail. "Quando pessoas têm problemas de sono, uma boa indicação poderia ser sugerir a adoção de um companheiro animal", completou.


Por outro lado, um fator preocupante neste costume é a possibilidade dos bichos transmitirem algum tipo de doença. No caso dos cães, raramente, eles podem ser transmissores de tuberculose caso eles comam carne infectada com a doença ou briguem com animais que já portam a bactéria. Porém, os casos são bastante remotos. 


No caso dos gatos, a doença mais comum é a conjuntivite felina. Em ambos os casos, as infecções podem ser evitadas com idas regulares ao veterinário.

Gato abandonado espera o retorno de sua família todos os dias no mesmo lugar

O conto de um gato que se senta todos os dias no local onde foi abandonado esperando por sua antiga família sensibilizou muitos corações ao ser divulgado na Internet.



A história foi postada no Vkontakte (Facebook russo) pelo usuário Ostap Zadunayskly, que comparou a lealdade do gato à de Greyfriars Bobby, um Skye Terrier que passou 14 anos guardando o túmulo de seu dono.
Ver as imagens 
Ostap viu o gato pela primeira vez em Belgorod, no sudoeste da Rússia, no verão do hemisfério norte em 2015, e percebeu que o animal se sentava exatamente no mesmo lugar todos os dias.Ele perguntou na vizinhança e descobriu que os donos do gato viviam na região, mas venderam tudo e se mudaram há algum tempo.A história fica um pouco exagerada neste ponto; alguém disse a ele que viu o gato correndo atrás do carro quando a família foi embora (um comportamento que não se assemelha ao dos felinos) e que o animal estava esperando por eles no mesmo lugar “há anos”.
Ver as imagensOs moradores locais passaram a alimentar o gato, o que pode ser um motivo mais coerente para explicar por que ele não sai daquele lugar.


O Sr. Zadunayskiy disse: “Este é um grande exemplo da maldade humana e da verdadeira lealdade dos animais.”Muitos comentários deixados na postagem exaltaram a frase do livro ‘O Pequeno Príncipe’, escrito por Antoine de Saint-Exupery, dizendo, “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”Ou pelo que você começou a alimentar.Yahoo News










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Rock in Rio vai incentivar plantio de árvores e fazer show na Amazônia

quarta-feira, 6 de abril de 2016


Com uma apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, o Rock in Rio anunciou o projeto Amazônia Live, que será abordado em todas as edições do festival ao redor do mundo até 2019.

Com parte da venda de ingressos e com a ajuda de parcerias, o festival pretende plantar, pelo menos, um milhão de árvores para a restauração de áreas na cabeceira e nascentes do Rio Xingu. Para chamar a atenção para a causa, um grande show acontecerá em um palco montado nas águas do Rio Negro.

A apresentação da OSB contou com a regência do maestro Roberto Minczuk, aliado à nomes que participaram do festival, como o guitarrista Andreas Kisser, e o tenor Saulo Lucas, que é cego e sofre de autismo, mostrando como a música pode mudar a vida das pessoas.

Rumo aos três milhões – Para Roberto Medina, criador do festival, a ideia do projeto é extrapolar a meta inicial de um milhão de árvores replantadas na floresta.

“Estamos garantindo o plantio de um milhão de árvores e, com a ajuda de marcas parceiras e dos fãs do festival, queremos chegar a três milhões de árvores na região. Com esta ação, vamos chamar a atenção do mundo para um problema urgente e mostrar que é possível plantar, sobretudo, esperança”, afirmou Medina.

O criador do evento lembrou ainda que a Amazônia é o “grande palco do mundo”, cuja obrigação de cuidar é de todos. Além dos patrocinadores regulares, o Banco Mundial se comprometeu a apoiar o projeto com o plantio de outro milhão de mudas.

Palco Mundo na Amazônia – O ponto alto do projeto acontecerá no dia 27 de agosto, quando o festival promoverá um espetáculo em um palco flutuante no Rio Negro, com transmissão ao vivo pela internet. O evento terá uma apresentação do tenor espanhol Plácido Domingo, acompanhado pela OSB e pelo temor Saulo Lucas.

A abertura será de Ivete Sangalo que, na mesma data, fará um show gratuito para 200 mil pessoas em Manaus. A ideia é chamar a atenção para a necessidade de preservar o meio ambiente. A data também marca a contagem regressiva para um ano da edição de 2017 do Rock in Rio, no Rio de Janeiro. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, compareceu ao evento para apoiar a iniciativa.

“Sou a favor de pensarmos que temos um futuro para salvaguardar, onde temos que usar tecnologias que respeitem os limites ambientais”, explicou Virgílio, que contou que nenhum dinheiro público será aplicado no projeto.

O palco será montado nas águas do Rio Negro com o tamanho do Palco Mundo, onde se apresentam as estrelas do evento. Ele terá o formato de uma grande folha.

A iniciativa tem custo previsto de mais de R$ 28 milhões, entre gastos com logística do show e plantio de mudas.

Apoio de artistas – Vários artistas fizeram questão de comparecer ao lançamento para apoiar o evento. A cantora Baby do Brasil, intérprete de “Todo dia é dia de índio”, fez questão de usar uma maquiagem com referência indígena para mostrar seu apoio ao projeto.

“Soube da iniciativa no Backstage do último Rock in Rio, pelo Roberto Medina, que me fez um convite para participar do show. Falei pra ele que era um sonho sendo realizado, porque eu sempre quis participar de uma iniciativa na floresta, para ajudar quem vive lá”, contou a cantora.

Outros nomes conhecidos da música brasileira, além de nomes que se consagraram no festival também compareceram ao lançamento do projeto, como Roberta Sá, Mart’nália, Pedro Baby, Lenine, Di Ferrero, Badauí, Rogerio Flausino e Dinho Ouro Preto também compareceram.

Fonte: G1

Esponjas e a cura da leishmaniose.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Antigas e muito valiosas

Esponjas são animais (do filo Porifera) sem sistemas nervoso, digestivo ou circulatório. Como não se movem, dependem da água que passa por elas para obter alimentos e oxigênio. São organismos bastante simples, mas que se destacam por certas peculiaridades.


Uma delas é o pioneirismo. Esponjas são os primeiros animais a habitar a Terra, de acordo com diversos estudos, incluindo um feito por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology e publicado na edição de março da Proceedings of the National Academy of Sciences.

Por meio de análises genéticas, o grupo confirmou a existência de esponjas há 640 milhões de anos, cerca de 100 milhões antes da explosão do Cambriano, quando os animais passaram a dominar o planeta.

Outra peculiaridade também faz com que as esponjas sejam atraentes como objeto de pesquisa: o fato de terem importante potencial medicinal. Isso se deve à presença nesses animais de compostos químicos que poderão ser usados na produção de medicamentos para combater vírus, bactérias e até mesmo tumores.

A descoberta e o desenvolvimento de produtos naturais com potencial bioativo a partir de organismos marinhos é um dos principais focos da pesquisa do grupo do professor Roberto Gomes de Souza Berlinck no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP).

“Há muitos organismos marinhos que são fontes de grande diversidade de pequenas moléculas que chamamos de metabólitos secundários, uma vez que não são essenciais para a sobrevivência desses organismos”, disse.

“Apesar de não serem muito importantes para esses animais, os metabólitos secundários são fundamentais para a sobrevivência de diversas espécies, nas quais apresentam, por exemplo, função de defesa química ou de proteção contra bactérias”, disse o pesquisador, que coordena o Projeto Temático “Componentes da biodiversidade, e seus caracteres metabólicos, de ilhas do Brasil – uma abordagem integrada”, apoiado pela FAPESP.

O grupo de Berlinck descobriu metabólitos em esponjas que resultaram na produção de compostos com atividade contra leishmania e tripanossoma, parasitas causadores, respectivamente, da leishmaniose e da doença de Chagas.

“É importante encontrar novas drogas contra essas doenças, pois as disponíveis atualmente contra a leishmaniose, por exemplo, estão sendo utilizadas há muito tempo e são bastante tóxicas”, disse.

“Estudamos detalhadamente vários dos compostos antiparasitários que descobrimos, como alcaloides, e temos realizado análises in vivo e in vitro sobre os mecanismos por meio dos quais esses compostos apresentam atividades farmacológicas”, disse Berlinck.

Metabólitos encontrados pelos pesquisadores na esponja da espécie Monanchora arbuscula, coletada na costa sudeste do Brasil, levaram ao isolamento de uma série de alcaloides – guanidinas e pirimidinas – com ação antiparasitária contra Trypanosoma cruzi e Leishmania infantum.

“E é importante ressaltar que esses compostos afetam especificamente esses parasitas e não o organismo humano, o que é uma vantagem no tratamento das doenças causadas por eles”, disse Berlinck.

Resultados dos estudos, feito pelo grupo do IQSC-USP em cooperação com cientistas do Instituto Adolfo Lutz, da University of British Columbia (Canadá) e de outras instituições, foram publicados no ano passado no Journal of Natural Products.

Novos materiais

Berlinck foi um dos palestrantes na FAPESP Week Michigan-Ohio, realizada nos Estados Unidos de 28 de março a 1º de abril. No painel “Materials and Manufacture”, no último dia do evento, em Columbus, Berlinck participou junto com Chris Hammel e Carlos Castro, da Ohio State University, Marcelo Knobel, do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Holmer Savastano Junior, da USP.

No laboratório que coordena no Departamento de Física da Ohio State, Hammel e seu grupo desenvolvem sistemas para produção de imagens em escala nanométrica e tentam compreender as interações dinâmicas em estruturas magnéticas.

Os pesquisadores estudam, por exemplo, o comportamento em diferentes materiais da eletrônica baseada em spin (que explora a propensão quântica dos elétrons de girar) e fenômenos que ocorrem em estruturas magnéticas e microscópicas e de diversos tipos de materiais complexos.

Knobel falou sobre pesquisas que coordena, particularmente sobre propriedades magnéticas de nanocristais. Em estudo publicado na Scientific Reports, do grupo Nature, Knobel e colegas da Unicamp e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) descreveram um novo método com aplicação potencial na área de saúde.

Os pesquisadores descobriram como interromper o processo de decomposição térmica do ferro com a presença de partículas de prata, que resultou na formação de um tipo de nanopartícula com propriedades interessantes.

Segundo Knobel, o método é relativamente fácil de implementar e poderá contribuir para o desenvolvimento de nanopartículas que poderão ser usadas para o transporte de medicamentos.

Castro, nascido em El Salvador, apresentou trabalhos que conduz no Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da Ohio State para o desenvolvimento de dispositivos nanométricos com base em DNA.

O objetivo é produzir sistemas capazes de se montar sozinhos de acordo com a estrutura do DNA e que possam ser programados e controlados para aplicações diversas, como transportar medicamentos.

Savastano, professor na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos e coordenador do Núcleo de Pesquisa em Materiais para Biossistemas da USP, falou sobre o uso de materiais sustentáveis no setor industrial.

O pesquisador coordena o Projeto Temático Agrowaste, apoiado pela FAPESP, que investiga o uso de resíduos agroindustriais em materiais para a construção civil e de infraestrutura (estradas, por exemplo).

Savastano destacou em sua palestra o estudo feito com o curauá (Ananas erectifolius), cujas fibras demonstraram propriedades mecânicas superiores às de outras plantas e podem se mostrar uma alternativa importante na construção civil, como reforço em compostos à base de cimento.

O estudo foi conduzido em colaboração com Victor Li, do Departamento de Ciência de Materiais e Engenharia da University of Michigan, e foi financiado pela universidade norte-americana em conjunto com a FAPESP.

Mais informações sobre a FAPESP Week Michigan-Ohio: www.fapesp.br/week2016/michigan-ohio.

Fonte: Fapesp

STF suspende fornecimento da pílula do câncer pela USP

quarta-feira, 6 de abril de 2016


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, determinou nesta terça-feira (5) a suspensão da distribuição da fosfoetalonamina sintética, mais conhecida como “pílula do câncer”, pela USP (Universidade de São Paulo). A instituição só poderá repassar o estoque que ainda resta da substância para pedidos antigos.


O pedido analisado pelo STF foi apresentado pela própria USP. Nele, a universidade afirma que as decisões judiciais que liberaram a substância “cuja eficácia, segurança e qualidade são incertas” colocam em risco a saúde dos pacientes e interferem na atividade de pesquisa dos docentes, com o total comprometimento do laboratório didático da instituição.

Semana passada, a USP decidiu fechar o laboratório em São Carlos (SP) que vinha produzindo a fosfoetanolamina. Ela estava sendo fabricada no Instituto de Química e era entregue a pacientes que obtiveram na Justiça liminar para o uso da substância, que não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na decisão, o ministro ressaltou que “a inexistência de estudos científicos que atestem que o consumo da fosfoetanolamina sintética seja inofensivo ao organismo humano” e o desvio de finalidade da instituição de ensino, que tem como atribuição promover a educação, são justificativas à suspensão de seu fornecimento pela USP, após o término do estoque já existente.

Lewandowski lembra ainda que, além de não ter o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o uso da substância como medicamento não é autorizado em nenhum outro país, por agências reguladoras similares à brasileira, e que não existem estudos publicados sobre os benefícios de sua utilização na cura do câncer e nem a comprovação de que seu consumo seja inofensivo à saúde humana, segundo os protocolos legais.

Fonte: UOL

Pesquisa do ICMBio aponta contaminação por metais pesados em peixes no litoral do ES

segunda-feira, 4 de abril de 2016


Uma pesquisa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apontou que o mar e os animais marinhos no litoral do Espírito Santo estão contaminados por metais pesados como arsênio, chumbo e cádmio.
Os dados do estudo foram divulgados pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta sexta-feira (1º). Em função dessas informações, o procurador Jorge Munhós de Souza recomendou a ampliação da área de proibição da pesca.

Apesar de comprovada a contaminação, não há dados que permitam afirmar com segurança que ela é decorrente da chegada ao oceano dos rejeitos de mineração que se espalharam pela bacia do Rio Doce, após o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG). O ICMBio estuda diversas hipóteses. É possível, por exemplo, que estes metais já estivessem depositados no fundo do Rio Doce antes da tragédia e tenham sido espalhados pela força da lama.

Peixes e camarões
O peixe linguado registrou o quadro mais preocupante. As 14 amostras analisadas trouxeram níveis de cádimo e chumbo acima do permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e 12 delas também superaram os limites estabelecidos para o arsênio. Mais quatro espécies foram estudadas: peixe roncador, peixe proá, camarão rosa e camarão sete barbas. Todas elas também apresentaram resultados que levantam o alerta.

As amostras pesquisadas foram coletadas em dois períodos: de 25 de novembro a 4 de dezembro do ano passado e de 27 de janeiro a 3 de fevereiro deste ano. A contaminação foi observada em Barra Nova, pertencente ao município de São Mateus (ES); no Banco de Abrolhos, ao litoral norte do Espírito Santo; na Unidade de Conservação Costa das Algas; e no Refúgio da Vida Silvestre de Santa Cruz.

O levantamento envolveu pesquisadores do ICMBio, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo (Iema), das universidades federais do Espírito Santo (UFES), do Rio Grande (Furg), de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Entre abril e maio, o ICMBio fará uma nova expedição para coleta de amostras, que permitirá dar continuidade aos estudos.

    Proibição da pesca

Com o objetivo de resguardar a saúde da população e o meio ambiente, o MPF recomendou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e ao Ministério do Meio Ambiente a ampliação temporária da área de proibição da pesca. A medida deveria ser adotada em caráter preventivo até que os órgãos do poder público, em um prazo de 15 dias, apresentem relatório conclusivo que indique se há necessidade de manter a atividade proibida.

Se for adotada a medida, a Samarco deverá garantir reparações aos pescadores que atuam na área atingida. Conforme consta no Termo de Compromisso Socioambiental assinado em dezembro de 2015 entre a mineradora e o MPF, os afetados deverão receber um auxílio-subsistência no valor de um salário-mínimo, com acréscimo de 20% por integrante da família.

O MPF também recomendou que, no prazo de 48 horas, a Samarco, o ICMBio e os demais órgãos de fiscalização ambiental do governo federal e do governo do Espírito Santo deem publicidade aos estudos, tanto por meio da internet como em informativos emitidos pela televisão, rádio e veículos impressos.

Samarco
A Samarco informou que ainda não teve acesso ao documento com as recomendações do MPF e destacou que os estudos apresentados pelo ICMBio são preliminares e não conclusivos. “O que chama atenção até o momento é que os próprios pesquisadores não apontam uma relação entre os resultados encontrados e o episódio de Mariana. Inclusive os metais encontrados não estão associados ao tipo de rejeito que havia na barragem”, diz o gerente de engenharia ambiental da mineradora, Paulo Cezar de Siqueira.

Segundo Siqueira, a mineradora também vem desenvolvendo estudos em toda a extensão do Rio Doce. As amostras de organismos vivos coletadas estão sendo analisadas em laboratórios da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

“Estamos observando que os níveis de metais nas espécies são iguais aos que haviam antes da chegada dos rejeitos. Importante destacar, também, que algumas amostras coletadas em pontos mais distantes da foz do rio apresentaram teores mais elevados de determinados elementos, o que evidencia que não há essa relação entre a contaminação e os rejeitos”, diz Siqueira.

Fonte: EcoDebate

Discutir as cidades, sem perder tempo

segunda-feira, 4 de abril de 2016


Seremos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, dois terços dos quais em cidades.


Por Washington Novaes*

Só pode ser bem-vinda a realização nesta semana, em São Paulo, do evento “Caminhos para as cidades”, já que estimativas calculam em 30% a população de zonas urbanas brasileiras que só se desloca a pé todos os dias e consome para isso mais de uma hora e meia, em média, nas maiores cidades. Para essa parcela e para deficientes físicos que se deslocam em cadeiras de rodas a situação e as regras da “caminhabilidade” são decisivas.

Um dos caminhos em discussão é o uso de aplicativos para registrar problemas como buracos, postes mal sinalizados, calçadas muito estreitas, rampas de saída de garagens, degraus e outros obstáculos que impedem ou dificultam a mobilidade de quem se move a pé ou em cadeiras de rodas, assim como problemas nas áreas de seguranças, sinalização e outros – de modo a orientar ações públicas. Só na Região Metropolitana de São Paulo, com 20,9 milhões de habitantes (Unicamp, 22/3), registram-se diariamente 43,7 milhões de deslocamentos. Isso pode ser traduzido para cerca de 15 milhões de deslocamentos por pedestres.

E embora praticamente não se ouça falar de macroplanejamentos para essas questões, a Prefeitura de São Paulo tem mencionado um “novo zoneamento” para a cidade que permita em certas áreas altura máxima de 40 metros (14 andares) para prédios que hoje só podem ter, no máximo, 28 metros (8 andares). Uma “ideia aloprada”, como qualificou editorial deste jornal (2/3, A3). Da mesma forma que poderia ser qualificada a tese lançada pelo prefeito de “derrubar o Minhocão” ou de fechá-lo por um , dois ou três meses para verificar a “resposta de pedestres e condutores de veículos” (18/3, A3).

Vai-se considerar, por exemplo, ao discutir a expansão urbana, que São Paulo tem hoje mais de 2 milhões de metros quadrados em imóveis sem uso – um número equivalente a duas Heliópolis, como lembrou este jornal (22/3) ? Ou ainda que 15 bairros da cidade “encolhem” há duas décadas, por motivo variados (Folha de S.Paulo, 27/3)? Como se pretende encarar as duas questões? Trabalho recentemente discutido na Universidade de Campinas (24/3) por Aparecido Soares da Cunha tratou da tese de que São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Campinas e as cidades do Vale do Paraíba tendem a formar um grande e único aglomerado.

Quando se discutem esses temas, um dos primeiros embaraços está no problema de 40% dos domicílios urbanos brasileiros não estarem conectados a redes de esgotos; e dos esgotos coletados, nem metade é tratada. Grande parte das fezes humanas produzidas (15 milhões de toneladas/ano) vai ser despejada em rios. Segundo o IBGE, menos de 50% dos municípios dispõem de sistemas de coleta e tratamento eficientes, que recebem cerca de 400 mil metros cúbicos diários. O déficit é enorme: pode-se lembrar que cada ser humano gera 200 gramas diários de fezes, total de cerca de 40,8 mil toneladas diárias. Só que apenas 40,8% dos esgotos são tratados, segundo o Ministério do Meio Ambiente (24/3). O restante – esgotos coletados, mas não tratados – vai, juntamente com os esgotos não recolhidos pelo sistema, poluir os cursos d’água.

Pouco se faz também ou se planeja para enfrentar o alto nível de poluição do ar nas zonas urbanas – muito acima do máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde –, principalmente por causa de combustíveis usados em mais de 80 milhões de veículos que já circulam. E agora, apesar da recessão, planeja-se para este ano a venda de mais 1,68 milhão de novos veículos – no ano passado foram vendidos 2,56 milhões; em 2012, mais de 3,8 milhões (Estado, 5/3).

O problema das águas torna-se ainda mais grave quando se lembra a advertência do Programa Hidrológico Internacional: se nada for feito para conter a crise que já está aí, teremos uma queda de 20% no suprimento mundial de água potável, com uma progressão sempre que se registrar o aumento de um grau Celsius na temperatura mundial.

Menos água e mais poluída. E ainda continuamos desperdiçando 36,4% da água disponível no País. A principal causa – encanamentos velhos – ocorre antes mesmo de a água chegar às casas e a outros consumidores. Uma consulta pública está em andamento sobre o Plano Nacional de Recursos Hídricos para 2016-2020, que se debruçará também sobre a gestão adequada de metais pesados – para evitar problemas na água e no ar –, assim como sobre a segurança de barragens. E ainda sobre a dessalinização de água no Semiárido brasileiro, que já beneficia mais de 480 mil pessoas.

É preciso lembrar igualmente a questão dos resíduos. Segundo a associação das empresas de limpeza (Abrelpe), no ano passado foram coletados 164 milhões de toneladas (pouco mais de 450 mil por dia), quando outras estimativas de produção de lixo domiciliar têm sido de cerca um quilo por dia por pessoa – o que significaria mais de 200 mil toneladas diárias. Mas grande parte disso vai para mais de mil lixões no País todo. Brasília, a capital da República, tem um dos maiores, próximo da Esplanada dos Ministérios e da sede do governo distrital. O Congresso Nacional marcou para 2012 a data final para a extinção dos lixões, mas o ultimato não foi ouvido. E mesmo onde não há lixões, a coleta costuma ser deficiente, lixo e sujeira atravancam ruas – até mesmo com lixo orgânico, que responde por metade do lixo total.

Já são muitos os estudos que apontam para um forte crescimento das populações em áreas urbanas. Seremos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, dois terços dos quais em cidades. Até 2030 haverá no mundo 41 megacidades, cada uma delas com mais de 10 milhões de pessoas (Estado, 20/3), incluídas São Paulo e Rio de Janeiro. Pode-se tentar imaginar a dimensão dos problemas, partindo da gravidade de hoje. (O Estado de S. Paulo)

* Washington Novaes é jornalista (wlnovaes@uol.com.br).

Fonte: Envolverde

Greenpeace faz campanha contra construção de hidrelétrica no Rio Tapajós

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Greenpeace faz campanha contra construção de hidrelétrica no Rio Tapajós

Os planos do governo incluem a instalação não apenas de uma, mas de 43 hidrelétricas na região.


O Greenpeace, através da campanha Tapajós Vivo, tem coletado assinaturas para impedir projetos de construção de hidrelétricas no Rio Tapajós, um dos últimos grandes rios a correr livremente na Amazônia.

A hidrelétrica de São Luíz do Tapajós será construída no coração da floresta, em uma região de imensa biodiversidade e extrema importância para a conservação. Os planos do governo incluem a instalação não apenas de uma, mas de 43 hidrelétricas na região do Tapajós, além de outras centenas na Amazônia brasileira, o que pode comprometer o bioma como um todo. O projeto total tem capacidade instalada de 30 MW. Mas, os custos sociais e ambientais desta ideia são muito altos.

De acordo com o Greenpeace, entre os impactos já observados estão: aumento no desmatamento, redução da biodiversidade, deslocamento forçado de comunidades indígenas, abertura de estradas ilegais, problemas gerados por mineração ilegal. Além disso, obras deste porte geram aumento populacional e urbano sem planejamento, tráfico de drogas, prostituição e aumento na violência.

Diante destes impactos, a organização ambiental faz um apelo para que os brasileiros se mobilizem e mostrem que existem outras opções energéticas além das hidrelétricas.

“Você pode ajudar a manter o Tapajós vivo ao juntar sua voz em favor deste ecossistema único e frágil para protegê-lo antes que seja destruído. Precisamos combater a construção do complexo hidrelétrico do Tapajós e exigir mais investimentos em fontes renováveis e verdadeiramente limpas de energia, como a solar. Além de não destruir a Amazônia, elas podem garantir a todos nós mais autonomia na geração de energia”, diz a campanha do Greenpeace.

Para participar é muito simples, basta acessar a página do protesto e assinar a petição virtual. Mais de 65 mil pessoas já se manifestaram contra as hidrelétricas do Rio Tapajós.

Clique aqui para fazer parte deste movimento.

Fonte: Ciclo Vivo

Degelo antártico pode dobrar subida do mar

segunda-feira, 4 de abril de 2016


Colapso de partes do manto de gelo do continente austral pode, sozinho, elevar o nível global dos oceanos em 1 metro até 2100 caso emissões não sejam cortadas, e em mais de 15 metros até 2500

Por Claudio Angelo, do OC –

Quando projetou, em 2013, que a elevação do nível do mar neste século poderia chegar a 1 metro caso não cortássemos emissões de carbono, o IPCC, o painel do clima da ONU, fez uma ressalva importante: isso tudo aconteceria caso a Antártida não mudasse radicalmente seu padrão de degelo. O comitê de cientistas, porém, não conseguiu estimar quanto a mais o continente austral poderia contribuir para a subida dos oceanos. Um novo estudo acaba de fazer essa conta. E o resultado é assustador.

O colapso de porções do manto de gelo antártico, segundo a pesquisa, seria capaz de elevar o nível do mar em mais de 1 metro até 2100 e em mais de 15 metros até 2500. No pior cenário de emissões de gases-estufa, portanto, o mar subiria cerca de 2 metros no planeta até o fim do século, extinguindo nações insulares e reconfigurando algumas das maiores cidades do mundo, como Rio, Bancoc e Nova York.

Os americanos Robert DeConto, da Universidade de Massachusetts em Amherst, e David Pollard, da Universidade do Estado da Pensilvânia, produziram um modelo de computador que simula o esfacelamento de plataformas de gelo no litoral da Antártida, em especial na chamada Antártida Ocidental. Essas plataformas são imensas línguas de gelo flutuante, que funcionam como barragens ou “rolhas” e garantem que as geleiras a montante delas – as maiores do mundo – não lancem gelo em excesso no oceano, aumentando o nível do mar. A perda dessas plataformas teria o efeito do proverbial rompimento de um dique, despejando sobre o Oceano Austral gelo suficiente para aumentar o nível dos oceanos em vários metros. Só a Antártida Ocidental tem 5 metros de nível do mar equivalente armazenados em suas geleiras. A Antártida Oriental, mais fria, mais alta e menos sensível à mudança do clima, tem outros 55 metros acumulados.

Ocorre que vem sendo muito difícil prever em que velocidade a Antártida responderá ao aquecimento global. Sem muita certeza, o IPCC usa uma frase surpreendentemente vaga em seu Quinto Relatório de Avaliação: diz que a Antártida poderia contribuir “várias dezenas de centímetros” para o nível do mar.

Nos últimos dois ou três anos, alguns estudos vêm mostrando que as geleiras ocidentais já podem estar em colapso irreversível, devido à maior quantidade de água quente do mar atingindo as plataformas de gelo e derretendo-as de baixo para cima. Como a região antártica é em geral muito mais fria que o Ártico, o degelo superficial no verão (de cima para baixo, por assim dizer) é mínimo. Um estudo publicado em 2014 pelo glaciologista Ian Joughin, da Universidade de Washington, estimou que, na ausência de derretimento superficial, o colapso da geleira Thwaites, uma das quatro maiores da Antártida Ocidental, se completaria em 200 a 900 anos.

Pollard e DeConto, porém, olharam para o passado e viram que as contas não batem. Há 125 mil anos, no último período quente antes da Era do Gelo, o nível do mar subiu cerca de 10 metros no mundo – com uma contribuição substantiva da Antártida Ocidental. No Plioceno, há 3,5 milhões de anos, a elevação foi de dezenas de metros, talvez 20 metros ou mais. No interglacial, os níveis de CO2 na atmosfera jamais ultrapassaram 300 partes por milhão, e nós já estamos em 400, nível semelhante ao do Plioceno – a uma taxa anual de emissões que é a mais alta dos últimos 66 milhões de anos. Seria lógico esperar que algo fosse capaz de desestabilizar grandes porções da Antártida com essa concentração de carbono na atmosfera. Mas o quê?

Entra em cena o glaciologista Richard Alley, também da Pensilvânia. Há alguns anos, ele propôs que mesmo um degelo superficial pequeno em um ano excepcionalmente quente seria capaz de fraturar plataformas de gelo, graças à água acumulada em poças que escorre por fendas naturais. Isso acontece corriqueiramente na Groenlândia e ocorreu pelo menos uma vez na Antártida: em 2002, quando a plataforma de gelo Larsen B se rompeu em pouco mais de um mês. Em algumas geleiras, esse derretimento superficial pode criar instabilidades que levam toda a geleira a desmoronar.

Ao incluírem esse mecanismo num modelo de computador, DeConto e Pollard viram era possível replicar com mais fidelidade o aumento do nível do mar no Plioceno e no último período interglacial. O modelo foi, então, usado para projetar o degelo da Antártida até 2100 e até 2500 segundo três cenários de emissões do IPCC: o otimista, o mediano (considerado atualmente o mais provável) e o pessimista.

A dupla verificou que, no cenário médio, a Antártida contribui com 58 cm para o nível do mar em 2100, e 114 cm no cenário pessimista no mesmo ano. Em 2500, o aumento a contribuição chega a 17 metros.

“O derretimento superficial provavelmente pode acelerar o ritmo de retração do manto de gelo e de quebra de plataformas de gelo”, diz Ian Joughin. “Acho que ainda é preciso fazer muita coisa para criar parâmetros melhores no modelo nos processos que levam à quebra de plataformas de gelo. Então, embora haja potencial para causar a desintegração mais rápida da geleira Thwaites, eu acho que nossos resultados que indicam 200 a 900 anos ainda são válidos, embora [o novo estudo] provavelmente aponte para o prazo mais curto desse intervalo.”

Fonte:: Envolverde

A arte de redesenhar a paisagem perdida


Esta é a segunda de uma série de reportagens sobre restauração florestal, em parceria da Página 22 com o projeto MapBiomas.


Por Sérgio Adeodato, da Página 22 –

Castigada desde o período colonial, a Mata Atlântica reinventa-se por meio da restauração florestal voltada para a oferta de recursos hídricos.

Ao alto, as imagens de satélite processadas por tecnologia do Google retratam a Represa de Itaipu e seu entorno em 1985 e 2015. Abaixo, mostram a região Noroeste do Paraná e a cidade de Umuarama. São exemplos de como o projeto MapBiomas estudará as várias paisagens brasileiras, ano a ano. “O objetivo é entender de forma mais clara e rápida a relação entre o uso do solo e as emissões de carbono, estimando, por exemplo, os impactos da perda ou recuperação de floresta”, explica Marcos Rosa, diretor da empresa de geoprocessamento ArcPlan. O método permite detectar áreas de solos expostos e o nível de qualidade da floresta.

As imagens de satélite não deixam dúvidas. No pedaço mais a oeste do território paranaense, na fronteira com o Paraguai, o tom verde que contorna os meandros de um grande lago de 1,3 mil quilômetros quadrados tornou-se bem mais intenso e robusto, em relação ao que se via há 30 anos. O atual traçado encorpado retrata o esforço de reconstrução da paisagem natural em território já bastante alterado pelo agronegócio – um exercício que tende a avançar no País, em razão do cumprimento do Código Florestal e das metas decorrentes do combate à mudança climática, e tem na Mata Atlântica, o mais rico e populoso bioma brasileiro, uma peculiaridade vital: a conservação da água.

Em campo, constata-se de perto a realidade dos dados de satélites, processados pelo projeto MapBiomas [1] para o entendimento sobre as dinâmicas de uso da terra nas diferentes regiões do País. Estamos na margem da Represa de Itaipu, a principal usina hidrelétrica [2] brasileira, situada no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu (PR), ponto central de uma iniciativa de restauração florestal que abrange 29 municípios e comprova que o desafio vai muito além do plantio de mudas em larga escala.

 

De lado a lado nas estradas percebe-se o resultado de um trabalho de visão holística em silvicultura, integrado à mobilização de prefeituras e da sociedade civil, com planejamento baseado em microbacias hidrográficas [3]. “A estratégia a partir desses territórios permite recuperar nascentes e reflorestar a beira de rios de forma mais eficiente, respeitando o modo natural de como a paisagem está originalmente planejada para manter o equilíbrio ecológico”, explica Nelton Friedrich, diretor de coordenação e meio ambiente da Itaipu Binacional.

No projeto “Cultivando Água Boa [4]”, foram plantados até o momento cerca de 20 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica para a reposição de uma faixa de 1,4 mil quilômetros de mata ciliar [5], em parceria com municípios e produtores rurais, grande parte da agricultura familiar, dentro do princípio de que a responsabilidade deve ser compartilhada por todos. “Não se trata apenas de plantar, mas de quebrar paradigmas da educação formal, desenvolver valores éticos e compreender o contexto e o potencial da restauração”, ressalta o diretor. “Mais do que conquistar e acumular, é preciso cuidar.”



Construída entre 1975 e 1982 durante o governo militar, Itaipu alagou uma extensa área onde existia floresta, fez desaparecer o belíssimo Salto de Sete Quedas e toda ação para compensar esses e outros impactos pode parecer pouca. Mas os olhares estão no futuro. Diante dos riscos da mudança climática, proteger a água pode ser garantia de sobrevida para o próprio negócio da geração hidrelétrica no longo prazo. Em paralelo, benefícios são gerados para toda a região, inclusive na geração de renda por pequenas atividades produtivas [6]. “Sem conflitos, estamos fazendo um resgate histórico frente os danos causados pelo modelo de desenvolvimento, principalmente o agrícola, que devastou o Paraná desde as décadas de 1960 e 1970”, diz Friedrich.

O agricultor Arnaldo Gamba, dono de 682 hectares de soja e milho no município de Santa Terezinha de Itaipu (PR), se recorda: “Quando comprei a terra já com os cultivos, em 1985, os vizinhos queimavam floresta e nem sequer aproveitavam a madeira; era um fogo só”. Nos últimos anos, o fazendeiro deixou a mata se regenerar para a recuperação de seis nascentes e espécies como jacu e jaguatirica retornaram à propriedade. “Antes tínhamos gado até na beira do rio”, conta Gamba, ao mostrar, ali ao lado, a torre do abastecedor comunitário de água.

Na lógica do ganha-ganha, os municípios fornecem o sistema hídrico e, em troca, os produtores abrem mão de terras produtivas para a regeneração do ambiente natural ou para o plantio de árvores, formando conexões entre fragmentos florestais. Dessa forma, com apoio de viveiros locais e o de Itaipu, que produz 900 mil mudas por ano, foi construído um corredor verde de 37 quilômetros interligando reservas ambientais e áreas recuperadas ao Parque Nacional do Iguaçu, com seus 1,8 mil quilômetros quadrados de Mata Atlântica. O objetivo é proteger nascentes que drenam para a unidade de conservação e favorecer tanto o trânsito da fauna como a dispersão vegetal, por meio dos polinizadores. “Há um potencial muito maior para ampliar a junção dessas peças”, afirma Veridiana Costa, engenheira florestal responsável pelo projeto. Falta ainda plantar entre 8 milhões e 10 milhões de árvores para recobrir o total do passivo rural mapeado na região.

Modelos de parcerias para a restauração florestal se multiplicam no Sul do País. “Em decorrência do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do debate sobre o Programa de Regularização Ambiental (PRA) [7], a procura por mudas cresceu muito por parte de produtores antes resistentes, mas a onda poderia ser maior se houvesse maior estímulo por políticas públicas”, enfatiza Miriam Prochnow, secretária-executiva do Diálogo Florestal, rede que agrupa empresas, organizações ambientalistas e movimentos sociais para ampliar a escala da conservação e da restauração de ambientes naturais. No Paraná e em Santa Catarina, uma área total equivalente a 320 campos de futebol recebeu mudas nativas do projeto Matas Legais [8], grande parte em terras de pequenos produtores que fornecem eucalipto para uma indústria de papel, a Klabin.



O tema avançou na agenda climática global [9]. “Além disso, o atual cenário brasileiro, com leis e regras mais claras, é favorável a uma mudança de escala na reposição de florestas”, avalia Beto Mesquita, diretor de estratégia terrestre da Conservação Internacional e integrante do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica. A iniciativa, lançada há seis anos, tem meta de recobrir 15 milhões de hectares até 2050. Até o momento, foram alcançados apenas 60 mil hectares, o que indica o grau do desafio pela frente. A falta de capacitação dos viveiros, na visão de Mesquita, é uma barreira. Ferramentas técnicas foram desenvolvidas como suporte à empreitada e agora, diante do potencial de crescimento, está sendo criado um protocolo de monitoramento para as áreas de restauração – referência destinada a instituições, promotorias de meio ambiente e governos estaduais, como o do Espírito Santo, que se destaca na atividade.

No Programa Reflorestar, voltado para a conservação do solo e da água, o governo capixaba aumentou a cobertura de vegetação nativa de 12% para 16% do território, em quatro anos, e pretende atingir 18% até 2018. A iniciativa tem como pilar o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) [10], em que os produtores rurais recebem insumos e são remunerados por restaurar e conservar a floresta em pé em áreas de importância ecológica, como a Bacia do Rio Doce, atingida pela lama da mineradora Samarco.

O método prevê plantio de mudas, adoção de sistema que alia silvicultura e pastagem e enriquecimento de capoeira, a vegetação secundária composta por gramíneas e arbustos. Os recursos provêm do Fundágua, fundo estadual que hoje tem R$ 60 milhões de royalties do petróleo para investimento em floresta. “Trata-se de uma importante referência para o País atingir suas metas climáticas e avançar na economia verde”, destaca Rubens Benini, coordenador de articulações em restauração da The Nature Conservancy (TNC), instituição que dá apoio técnico à iniciativa.

No Rio de Janeiro, o governo estadual mapeou neste ano as áreas estratégicas para o desenvolvimento da economia florestal. Hoje apenas 0,4% do território fluminense está coberto por árvores plantadas. Na Bacia do Rio Guandu, responsável pelo abastecimento da capital, 600 hectares estão em restauração. Há, no entanto, a necessidade de se encontrar métodos mais baratos e eficientes. Não há uma receita única e pronta; tudo depende do tipo de paisagem e do grau de degradação. “É alta a complexidade e, para ter sucesso financeiro e ambiental, o trabalho deve estar integrado à produção agrícola”, adverte Ricardo Rodrigues, professor da Esalq (USP), em Piracicaba (SP). Para o pesquisador, “a Mata Atlântica, ocupada sem nenhum planejamento ambiental e agrícola, deve agora contar uma nova história”.

E tudo indica que a ideia já chegou ao setor empresarial há algum tempo. Em Itu (SP), a fabricante de bebidas Brasil Kirin escapou da recente crise hídrica após reflorestar mais de 300 hectares ao redor de seus mananciais, nos últimos oito anos. O plantio de mudas, de quase 100 espécies nativas, produzidas no viveiro mantido na área pela Fundação SOS Mata Atlântica, recuperou 19 nascentes, aumentando em 5% a oferta de água superficial e em 20% a subterrânea. Também naquele município, as fazendas Ingazinho, Jequitibá e Capoava substituíram a pecuária de baixa produtividade por 300 hectares de floresta para exploração econômica de espécies frutíferas, ornamentais e, principalmente, madeireiras – caso em que a taxa de retorno do investimento chega a 12%, quatro vezes mais que a antiga criação de gado. Em quatro anos, o projeto, sob a liderança da empresária e socióloga Neca Setubal, mudou a paisagem da região e agora parte da área está sendo loteada e estruturada como um inédito condomínio florestal, destinado a moradores que queiram utilizar a madeira com fins econômicos.

Os investimentos em plantios florestais tendem a aumentar, devido ao apelo da mudança climática e às perspectivas de retomada do mercado voluntário de carbono. Em Porto Seguro, no Sul da Bahia, a novidade está na iniciativa financiada com recursos da loteria oficial da Suécia para a recuperação de 20 hectares em área de pecuária e eucalipto, em parceria com uma ONG local, a Natureza Bela. Embora pequena, a ação se integra à retomada do plano de formar um corredor ecológico ligando dois parques nacionais históricos: o do Monte Pascoal e do Pau-Brasil. Assim, quem sabe, a região onde no século XVI os portugueses começaram a ocupar – e a devastar – o território conquistado poderá tornar-se conhecida menos pelo “descobrimento” e mais pelo “recobrimento” do Brasil.

Referências

[1] Iniciativa do SEEG/Observatório do Clima que produzirá mapas anuais da cobertura do solo no Brasil, com dados desde 1985.

[2] A Itaipu Binacional é a segunda maior geradora de energia hidrelétrica do mundo (2,3 bilhões de MWh), atrás da Usina Três Gargantas, na China. Fornece 15% da energia consumida no Brasil e 75% no Paraguai.

[3] A Bacia Hidrográfica do Rio Paraná III abrange 194 mil microbacias em 8 mil quilômetros quadrados, com 1 milhão de habitantes.

[4] O projeto instalou mais de 1,3 mil quilômetros de cercas para proteção de nascentes e plantou 3,5 milhões de mudas em propriedades rurais da região, sem contar as cultivadas na borda da represa, o que representa a captura 733 mil toneladas de carbono por ano

.

[5] Vegetação nativa da beira dos rios que regula a erosão e tem a função de proteger a água, assim como os cílios em relação aos olhos.

[6] Baseado na promoção do associativismo, assistência técnica e extensão rural, o projeto resultou em 103 arranjos produtivos, como a produção de mel de abelhas que povoam as matas recuperadas.

[7] Regulamentado pelo Decreto nº 8.235/2014, trata da regularização das Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal mediante recuperação, recomposição, regeneração ou compensação

[8] Participam do projeto 931 produtores rurais paranaenses e catarinenses que recebem mudas e assistência técnica da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi).
[9] A mudança de uso da terra emitiu cerca de 30 bilhões de toneladas de carbono (51% do total nacional de emissões) entre 1990 e 2014, segundo o SEEG Brasil.

[10] Cada produtor recebe até R$ 220 por hectare ao ano, além do apoio para insumos que podem totalizar R$ 8 mil por hectare. Foram cadastrados 1,5 mil proprietários, o que representa 6 mil hectares de restauração.

Fonte: Envolverde

Pesquisadores tentam resgatar sementes de árvores ameaçadas de extinção

Quinta-feira, 7 de abril de 2016


A imbuia e a canela-sassafrás foram ameaçadas devido à intensa exploração entre as décadas de 40 e 70.


Pesquisadores da Universidade Positivo (UP) e Embrapa uniram-se em um projeto que tem como objetivo desenvolver um bioprocesso para a obtenção de mudas de canela-sassafrás e imbuia. A ação está sendo realizada na Mata do Uru, Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) localizada no Município da Lapa (PR).

A imbuia, assim como a canela-sassafrás, foram incluídas nas listas de espécies ameaçadas no Brasil e no Paraná devido à intensa exploração, principalmente entre as décadas de 40 e 70. A extração das árvores adultas (são espécies que apresentam desenvolvimento lento, demorando muitos anos para chegar a fase reprodutiva), associada ao desmatamento, levou à redução das populações naturais e teve como consequência o risco de extinção.

A bióloga e aluna do Programa de Mestrado em Biotecnologia Industrial da UP, Larissa Amanda Bett, explica que, além da redução das populações, essas plantas possuem algumas exigências reprodutivas. Das sementes que germinam, poucas se desenvolvem até a fase adulta. Isso afeta ainda mais seu frágil estado de conservação. “O objetivo da pesquisa é desenvolver uma forma de ajudar essas sementes a germinarem e essas mudas a se desenvolverem com maior vigor e potencial de sobrevivência”, resume. A pesquisa de mestrado da bióloga tem orientação da professora Leila Teresinha Maranho, coordenadora do Mestrado em Biotecnologia Industrial da UP, com co-orientação da professora Susan Grace Karp e do pesquisador da Embrapa Florestas, Celso Garcia Auer.

Benefício ambiental e econômico

As duas espécies são de grande interesse comercial e, dessa forma, a pesquisa colabora tanto com a conservação das espécies, como para o uso comercial das mesmas. Segundo Larissa, as mudas podem ser transferidas para locais que sofreram com o desmatamento e que estão em processo de revitalização. “Podem também serem utilizadas pra fins paisagísticos, ou até mesmo em atividades comerciais sustentáveis, como a extração do óleo essencial dos resíduos da poda da canela-sassafrás”, ressalta.

O corte das duas espécies é proibido por lei, porém, a exploração ilegal de madeira ainda ocorre. “O maior suporte fornecido pela população seria o auxílio na identificação e denuncia do crime, assim como consciência das consequências do desmatamento para a conservação das espécies de animais e plantas nativos”, explica a orientadora da pesquisa. “Além de contribuir para a conservação de espécies ameaçadas, o trabalho também vai estimular a produção de madeira e outros produtos de espécies nativas”, explica Leila. A professora conta que, com o projeto, os fazendeiros dos Campos Gerais podem substituir o cultivo de pinus e eucaliptos, espécies exóticas invasoras, por essas espécies nativas, agregando maior valor aos produtos gerados.

O pesquisador da Embrapa Florestas, Celso Garcia Auer, avalia o estudo como uma   importante iniciativa para projetos de Conservação da Natureza (por serem espécies ameaçadas de extinção) e enriquecimento de matas, além de uma possibilidade futura de uso comercial na silvicultura brasileira. “É um projeto ambicioso, pois contempla as etapas de coleta de rizosfera de árvores na Mata do Uru, de isolamento dos microrganismos, de avaliação dos principais efeitos de cada organismo isolado e a possibilidade da produção de um inoculante eficaz em escala de laboratório, para aplicação em viveiro”, finaliza.

Fonte: Ciclo Vivo

Número de adultos diabéticos se multiplicou por quatro em 35 anos

France Presse 06/04/2016 14h43


Doença afetava 422 milhões no planeta em 2014, diz OMS.
Houve aumento dos fatores de risco, como o sobrepeso e a obesidade.

Do G1, em São Paulo
Aumento dos fatores de risco, como o sobrepeso e a obesidade, fez com que o número de adultos diabéticos quadruplicasse desde 1980 (Foto: David Gray/Reuters)Aumento dos fatores de risco, como o sobrepeso e a obesidade, fez com que o número de adultos diabéticos quadruplicasse desde 1980 (Foto: David Gray/Reuters)
 
 
O número de adultos que sofrem de diabetes no mundo quadruplicou desde 1980, devido sobretudo à obesidade, afirma o primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre essa doença crônica.


A OMS calcula que 422 milhões de adultos sofriam de diabetes em 2014, contra 108 milhões em 1980.

O estudo, um dos maiores já realizados sobre tendências em relação à diabetes, também revelou que, em 2014, metade dos adultos com diabetes viviam em cinco países: China, Índia, Estados Unidos, Brasil e Indonésia.

Segundo os pesquisadores, o processo de envelhecimento da população mundial e níveis crescentes de obesidade em todo o globo fazem com que a diabetes esteja se tornando "um tema de saúde pública global incontornável".
Publicado no periódico científico "The Lancet" às vésperas do Dia Mundial da Saúde da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece em 7 de abril, o estudo usou dados de 4,4 milhões de adultos de regiões diferentes do mundo para estimar a prevalência de diabetes por faixa etária em 200 países.

A pesquisa revelou que, entre 1980 e 2014, a diabetes se tornou mais comum entre os homens do que as mulheres, e que as taxas de diabetes aumentaram significativamente em muitas nações de renda baixa e média, como China, Índia, Indonésia, Paquistão, Egito e México.

Vida mais saudável
  Granola com frutas: no máximo 10% das calorias diárias devem vir de açúcar adicionado aos alimentos, segundo novas diretrizes de alimentação dos Estados Unidos  (Foto: Kathy Hunt/Reuters) Alimentação saudável é um dos caminhos para prevenir a diabetes (Foto: Kathy Hunt/Reuters)

A diabetes tipo 2 é uma doença de longo prazo caracterizada por resistência à insulina. Os pacientes podem se tratar com medicamentos e dieta, mas muitas vezes a doença pode durar a vida toda e é uma importante causa de cegueira, falência dos rins, ataques cardíacos, derrames e amputação dos membros inferiores.

"A obesidade é o fator de risco mais importante da diabetes tipo 2, e nossas tentativas de controlar os índices crescentes de obesidade não se mostraram bem-sucedidas até o momento", disse Majid Ezzati, professor do Imperial College, de Londres, que conduziu a pesquisa da OMS.

Margaret Chan, diretora-geral da OMS, disse que a descoberta mostrou a necessidade urgente de abordar dietas e estilos de vida em todo o planeta.

"Se for para obtermos algum avanço na interrupção do aumento do diabetes, precisamos repensar nossas vidas cotidianas: comer de maneira saudável, praticar atividades físicas e evitar o ganho de peso excessivo", afirmou em declaração na sede da OMS em Genebra.


"Mesmo nos contextos de maior pobreza, os governos precisam fazer com que as pessoas tenham condições de fazer estas escolhas saudáveis e os sistemas de saúde sejam capazes de diagnosticar e tratar pessoas com diabetes".

O estudo mostrou que o noroeste da Europa tem a menor incidência de diabetes entre mulheres e homens, mas que nenhum país testemunhou uma redução relevante na prevalência da doença.



Diabetes - info (Foto: G1)



Como evitar
Se você tem excesso de peso ou cintura muito larga, pode evitar ou atrasar a diabetes tipo 2 mantendo uma dieta saudável e sendo mais ativo fisicamente. Estima-se que cada quilo a mais aumente o risco da doença em 16%.

Não foi comprovado que algum método de perda de peso específico seja mais efetivo do que os outros.

Recomenda-se uma dieta rica em vegetais, que tenha poucas calorias e muitas vitaminas e minerais, temperados com gorduras saudáveis como azeite de oliva, acompanhados de nozes, castanhas e peixes.

As proteínas também são importantes. Entre as boas fontes estão carne sem gordura e não-processada, lentilhas, iogurte grego, ovos, grãos e, novamente, as nozes, castanhas e peixes.

E frutas: ainda que as tropicais tenham muito açúcar, isso não quer dizer que precisam ser banidas.

Fazer exercício é essencial para ter uma boa saúde, mas lembre-se de que atividades comuns contam: caminhar, limpar a casa, brincar com as crianças - qualquer coisa que faça você se movimentar ajuda a controlar seu peso e pode reduzir o nível de açúcar no sangue, pois contribui para que o corpo use insulina mais efetivamente.


Beber água
Com frequência se confunde sede com fome e, por isso, é aconselhável se manter hidratado se você está comendo bem.
A melhor bebida é a água, que não tem calorias e não há nenhuma dúvida de que faz bem. Outras bebidas costumam ter muito açúcar ou contêm cafeína e aditivos.
Refrigerantes, bebidas energéticas e cafés com muito leite são particularmente ruins.
Considere as bebidas adoçadas com substâncias artificiais como um luxo que você se dá às vezes, pois há provas de que elas aumentam nosso desejo de consumir alimentos doces.
Se você não gosta de água, acrescente ingredientes como frutas cítricas, gengibre ou hortelã. Ou tome chá de ervas.
A quantidade de água que você precisa varia, mas a urina clara é bom sinal de que você está bebendo o suficiente.


Quanto é muito?
Em nosso mundo de porções extragrandes, é difícil saber qual o tamanho de uma porção sensata.
Não apenas o tamanho das porções cresceu nos últimos anos, mas também o dos pratos. A fórmula é simples: pratos menores = porções menores.
É mais fácil conseguir uma porção ideal em um prato menor, e muitos de nós enchemos os pratos sem nos importar com seu tamanho.


Use sua mão como guia
Sua mão é um ótimo medidor para o tamanho da porção ideal. Uma porção de proteína deve ser mais ou menos do tamanho da palma da sua mão; uma de cereal ou massa, do tamanho do punho; manteiga e azeites devem caber na ponta de seu dedo.


Congele o que sobrar
Cozinhar grandes quantidades é bom para economizar tempo, mas vira um problema se você não resiste e acaba repetindo.
Guarde as sobras imediatamente para deixá-las prontas para as próximas refeições. Se estiverem congeladas, e não na geladeira, é menos provável que você belisque.

Dieta rígida e reversão
Novos estudos mostraram que os níveis de açúcar no sangue de pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 podem se normalizar quando elas adotam uma dieta muito baixa em calorias durante oito semanas.

Os investigadores selecionaram indivíduos altamente motivados, que tinham mais possibilidade de seguir a dieta, e os mantiveram sob rígida supervisão médica.
O estudo indica que uma perda de peso significativa reduz a quantidade de gordura presente no fígado e no pâncreas.

Isso, por sua vez, causou um funcionamento melhor da insulina e o retorno a níveis normais de açúcar no sangue.

Os resultados foram menos animadores no caso de participantes que haviam tido diabetes tipo 2 durante mais de quatro anos.

Ainda que a pesquisa seja promissora, ainda é preciso obter mais detalhes. Além disso, a perda de peso tem que se manter para que os benefícios continuem.

Isso é difícil - e muita gente tem dificuldade em seguir dietas restritivas.

Por isso, uma mudança no estilo de vida que inclua exercícios e rotina pode ser preferível e mais fácil de manter.

Tentar uma dieta rígida sem assistência médica pode ser perigoso. Por isso, é importante consultar um médico antes de começar uma dieta.

Estudo sequencia cromossomo Y do homem de Neandertal pela 1ª vez

 07/04/2016 21h59

Genes do cromossomo Y do Neandertal diferem do humano moderno.
Genes desse cromossomo provavelmente não foram passados para nós.

Da AFP
Reconstrução de um homem de Neandertal (esq.) e mulher (dir.) no Museu de Mettmann, na Alemanha, em 2009 (Foto:  Federico Gambarini/DPA/Arquivo AFP)Reconstrução de um homem de Neandertal (esq.) e mulher (dir.) no Museu de Mettmann, na Alemanha (Foto: Federico Gambarini/DPA/Arquivo AFP)
O sequenciamento genético inédito do cromossomo Y do Homem de Neandertal revelou diferenças absolutas com o mesmo cromossomo do humano moderno, o que explicaria o motivo pelo qual as duas espécies se mantiveram separadas, segundo um estudo publicado, nesta quinta-feira (7), nos Estados Unidos.


Os cientistas sabem, desde 2010, que as populações de origem euro-asiática têm, aproximadamente, entre 2,5 e 4% de genes herdados dos Neandertais, como consequência dos cruzamentos entre as duas espécies há 50 mil anos, pouco depois do homem moderno chegar à Eurásia desde a África.


Os humanos e os Neandertais coexistiram até a extinção destes últimos, há cerca de 30 mil anos. O cromossomo Y, que fornece características masculinas, era o último grande componente do genoma neandertal ainda não analisado, afirmam os pesquisadores, cujo trabalho foi publicado na revista científica "American Journal of Human Genetics".


Todos os estudos anteriores haviam focado na sequência de DNA procedente de fósseis de Neandertais ou de DNA mitocondrial transmitido pelas mães aos filhos de ambos os sexos.


"A caracterização do cromossomo e do Neandertal nos ajuda a compreender melhor as divergências entre as populações que conduziram o Homem de Neandertal e o humano moderno", considerou Fernando Méndez, um dos principais autores e pesquisador da Universidade de Stanford, na Califórnia.


Da esqueda para a direita, crânio de neandertal de 38 mil anos, o osso de mandíbula estudado pela equipe britânica e crânio de 'Homo sapiens' de 35 mil anos  (Foto: Natural History Museum ) 
Da esquerda para a direita, crânio de neandertal de 38 mil anos e crânio de 'Homo sapiens' de 35 mil anos (Foto: Natural History Museum )
Esta sequência também fornece novas informações sobre as relações entre Neandertais e humanos modernos, além de certos fatores genéticos que poderiam separar as duas espécies.


Sua análise sugere que os neandertais e os humanos modernos divergiram há quase 59.000 anos, o que se encaixa com as conclusões anteriores.


Os geneticistas indicam que o cromossomo Y neandertal é completamente diferente de qualquer outro cromossomo Y de humano moderno analisado, o que sugere que esta linhagem genética se extinguiu.


Eles também descobriram algumas diferenças entre os códigos genéticos das proteínas nos cromossomos Y dos neandertais e na dos humanos. Três destas diferenças são mutações conhecidas nos genes humanos que provocam incompatibilidades específicas nos humanos do sexo masculino.


Assim, alguns antígenos derivados de um destes três genes são aparentemente responsáveis por uma resposta imunológica nas mulheres grávidas que ataca seus fetos, causando abortos.


Os pesquisadores acreditam que alguns destes genes incompatíveis no cromossomo Y do homem de Neandertal podem ter desempenhado um papel na separação entre os humanos antigos e os neandertais, impossibilitando o cruzamento.


No entanto, consideram que são necessários mais estudos para confirmar esta conclusão.


Os genes do cromossomo Y representam entre 1,5 e 2% do DNA total das células.