sexta-feira, 8 de julho de 2016

Pó de carvão mata 23.000 por ano na UE

04/07/2016- 20h50min

O pó originado em usinas de energia movidas a carvão na União Europeia penetra nos pulmões, provocando cerca de 23.000 mortes por ano, e consumindo dezenas de bilhões de euros em gastos de saúde, segundo um relatório de uma ONG divulgado na terça-feira.
Embora a UE avance em direção às energias renováveis, como a eólica e a solar, o carvão foi responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa do bloco em 2014, e correspondeu a um quarto da eletricidade gerada no bloco em 2015, de acordo com o documento.

As emissões de 257 usinas, sobre as quais havia dados disponíveis, "estiveram associadas com 22.900 mortes prematuras em 2013", disse o relatório, intitulado "Nuvem escura da Europa: como países que queimam carvão deixam seus vizinhos doentes".

Há um total de 280 usinas movidas a carvão no bloco.

O estudo foi realizado por pesquisadores de quatro grupos de lobby de energias verdes: Health and Environment Alliance, WWF, Climate Action Network Europe e Sandbag.
Além das mortes, o relatório culpou a poluição das usinas de carvão por cerca de 12.000 novos casos de bronquite crônica e mais de meio milhão de ataques de asma em crianças na UE em 2013.

Os "gastos substanciais" com tratamentos médicos e com a redução da produtividade causada pela ausência do trabalho foram de entre 32,4 e 62,3 bilhões de euros, segundo o relatório.


Cerca de 83% das mortes (aproximadamente 19.000) foram atribuídas à inalação de partículas tão pequenas - menos de 2,5 micrômetros de diâmetro - que podem entrar profundamente nos pulmões e na corrente sanguínea.


Doenças cardíacas e câncer
"As causas de morte mais comuns ligadas à exposição de partículas são acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, doença pulmonar crônica e câncer de pulmão", afirma o relatório.


O texto alerta que as partículas viajam "por centenas de quilômetros e cruzam as fronteiras nacionais, afetando a saúde das pessoas dentro e fora do país de produção".
O relatório lista os piores infratores da UE, atribuindo 4.690 mortes prematuras a usinas elétricas a carvão da Polônia, 2.490 à Alemanha, 1.660 à Romênia, 1.390 à Bulgária e 1.350 à Grã-Bretanha.


Os cinco países mais afetados pela poluição foram a Alemanha, com 3.630 mortes, Itália, com 1.610, França, com 1.380, Grécia, com 1.050, e Hungria, com 700.
"A poluição do ar é responsável por milhões de mortes em todo o mundo", disse Roberto Bertollini, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a UE, em um comunicado.


"O aumento das temperaturas, devido às mudanças climáticas, vai agravar o problema", completou.

Um estudo similar feito nos Estados Unidos atribuiu mais de 13.000 mortes prematuras à poluição do carvão, enquanto uma pesquisa da Índia responsabilizou o carvão por 115.000 mortes prematuras e 20 milhões de casos de asma por ano.


Em Paris, em dezembro passado, 195 nações concordaram em reduzir as emissões de gases do efeito estufa provenientes de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás, em uma tentativa de limitar o aquecimento global "bem abaixo" de 2º Celsius em relação aos níveis pré-industriais.


mlr/mh/db/lr

Protocolada representação no MPDFT pedindo o cancelamento da Licença Ambiental para implantar a expansão do Setor Habitacional Taquari que ameaça toda a área de recarga de aquíferos da Serrinha do Paranoá !

Brasília é o Bicho



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Brasília é o Bicho with Parque Nacional de Brasília- #pnb.
A anta (Tapirus terrestres) é o maior mamífero terrestre brasileiro. Apresenta ciclo reprodutivo longo, com 13 a 14 meses de gestação e apenas um filhote, o que torna a espécie muito vulnerável a pressões. 

Foi considerada extinta na Caatinga e está Em perigo (EN) de extinção no Cerrado, já que, a partir da década de 70, uma enorme expansão agropecuária levou 67% das áreas de Cerrado a serem hoje consideradas alteradas. A anta brasileira é encontrada apenas em áreas preservadas.

Categoria EM PERIGO (EN):
Uma espécie é considerada Em Perigo (EN) quando as melhores evidências disponíveis indicam que se cumpre qualquer um dos critérios, como redução da população de uma espécie e por isso considera-se que está enfrentando um risco muito alto de extinção na natureza.

Principais ameaças:
Desmatamento e/ou alteração do habitat, monoculturas, fragmentação do habitat, isolamento, pequenas populações, baixa conectividade, pecuária extensiva, caça, fogo, atropelamento em estradas, doenças infecciosas provindas de animais domésticos, densidade humana, número e tamanho de áreas protegidas, mineração, extração de recursos, empreendimentos.


Fonte: ICMBio

MPDFT ajuíza ação contra permanência de pista de pouso no Parque Ecológico Burle Marx

Marx

  • Criado em 01 de Julho de 2016, às 14:21
Pista foi construída sobre adutoras da Caesb. Há risco de acidentes e desabastecimento
A Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) ajuizou, em 21 de junho, ação civil pública para a anulação do termo de compromisso firmado entre o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Associação dos Pilotos de Ultraleve de Brasília (Apub). O documento, assinado em 13 de maio de 2016, autoriza a permanência da pista de pouso construída no interior do Parque Ecológico Burle Marx. Na ação, a Prourb pede que o termo seja suspenso liminarmente até o julgamento definitivo da ação.


A área é ocupada ilegalmente pela Apub há mais de dez anos. Decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) proferida em julho de 2015 determina a desativação da pista e a demolição das construções irregulares, mas nenhuma providência foi tomada até o momento.


Em 9 de maio de 2016, auditores do Ibram visitaram o local e multaram a Apub em R$ 72 mil, além de determinar a interdição imediata da pista. Apenas quatro dias mais tarde, o Ibram e a Apub, de forma inesperada, firmaram termo de compromisso que desinterdita a pista de pouso, autoriza a ocupação da área pela Apub e concede desconto de 90% nas multas aplicadas.


Situação de risco
A Prourb também requisitou ao Ibram e à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) esclarecimentos sobre os motivos da permanência de pista de pouso no Parque Ecológico Burle Marx. O questionamento foi motivado por informação recebida da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) sobre irregularidades na construção da pista.


Segundo a empresa, a obra teria sido feita sobre trechos de quatro adutoras, que operam sob elevada pressão. A Associação dos Pilotos de Ultraleve de Brasília (Apub), responsável pela pista, não consultou ou solicitou autorização da Caesb para a construção. O rompimento dessas instalações pode causar, além de vítimas fatais e danos a equipamentos, o desabastecimento de água em parte do Plano Piloto e do Lago Norte.


A Caesb também informou que, desde 2011, a pista de pouso impede o livre acesso de equipes para operação e manutenção dos trechos das adutoras. A colocação de tapumes de chapas metálicas com postes de sustentação no local dificultaram a execução de serviços e inspeções técnicas. A empresa requereu ao Ibram e à Terracap a remoção imediata da pista de pouso, mas, até o momento, nenhuma providência foi tomada.


Clique aqui para ler a íntegra da ação.


Leia mais:
MPDFT questiona acordo entre Ibram e Apub para manter pista de pouso no Parque Ecológico Burle Marx Divisão de Jornalismo / Secretaria de Comunicação
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Pesquisadora da USP monta mapa da contaminação por agrotóxico no Brasil

By Carta Campinas / in Manchete, Meio ambiente, Saber & Saúde / on sexta-feira, 08 jul 2016 11:47 AM / 1 Comment
mapa da intoxica agrotoxico larissaOs mapas produzidos por Larissa Mies Bombardi são chocantes. Quando você acha que já chegou ao fundo do poço, a professora de Geografia Agrária da USP passa para o mapa seguinte. E, acredite, o que era ruim fica pior. Mortes por intoxicação, mortes por suicídio, outras intoxicações causadas pelos agrotóxicos no Brasil. A pesquisadora reuniu os dados sobre os venenos agrícolas em uma sequência cartográfica que dá dimensão complexa a um problema pouco debatido no país.


Ver os mapas, porém, não é enxergar o todo: o Brasil tem um antigo problema de subnotificação de intoxicação por agrotóxicos. Muitas pessoas não chegam a procurar o Sistema Único de Saúde (SUS); muitos profissionais ignoram os sintomas provocados pelos venenos, que muitas vezes se confundem com doenças corriqueiras. Nos cálculos de quem atua na área, se tivemos 25 mil pessoas atingidas entre 2007 e 2014, multiplica-se o número por 50 e chega-se mais próximo da realidade: 1,25 milhão de casos em sete anos.


Além disso, Larissa leva em conta os registros do Ministério da Saúde para enfermidades agudas, ou seja, aquelas direta e imediatamente conectadas aos agrotóxicos. As doenças crônicas, aquelas provocadas por anos e anos de exposição aos venenos, entre as quais o câncer, ficam de fora dos cálculos. “Esses dados mostram apenas a ponta do iceberg”, diz ela.


Ainda assim, são chocantes. O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, posto roubado dos Estados Unidos na década passada e ao qual seguimos aferrados com unhas e dentes. A cada brasileiro cabe uma média de 5,2 litros de venenos por ano, o equivalente a duas garrafas e meia de refrigerante, ou a 14 latas de cerveja.


Em breve, todo o material reunido por Larissa será público. O livro Geografia sobre o uso de agrotóxicos no Brasil é uma espécie de atlas sobre o tema, com previsão de lançamento para o segundo semestre. Será um desenvolvimento do Pequeno Ensaio Cartográfico Sobre o Uso de Agrotóxicos no Brasil, já lançado este ano, com dados atualizados e mais detalhados. No período abrangido pela pesquisa, 2007-2014, foram 1.186 mortes diretamente relacionadas aos venenos. Ou uma a cada dois dias e meio:


“Isso é inaceitável. Num pacto de civilidade, que já era hora de termos, como a gente fala com tanta tranquilidade em avanço de agronegócio, de permitir pulverização aérea, se é diante desse quadro que a gente está vivendo?”, indaga a professora ao programa De Olho nos Ruralistas.

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O papel do agronegócio
Larissa fala de agronegócio porque é exatamente esse modelo o principal responsável pelas pulverizações. Os mapas mostram que a concentração dos casos de intoxicação coincide com as regiões onde estão as principais culturas do agronegócio no Brasil, como a soja, o milho e a cana de açúcar no Centro-Oeste, Sul e Sudeste. No Nordeste, por exemplo, a fruticultura. A divisão por Unidades da Federação e até por municípios comprovam com exatidão essa conexão.


A pesquisadora compara a relação dos brasileiros com agrotóxicos à maneira como os moradores dos Estados Unidos lidam com as armas: aceitamos correr um risco enorme. Quando se olha para um dos mapas, salta à vista a proporção entre suicídio e agrotóxicos. Em parte, explica Larissa, isso se deve ao fato de que estes casos são inescapavelmente registrados pelos órgãos públicos, ao passo que outros tipos de ocorrências escapam com mais facilidade.


Mas, ainda assim, não é possível desconsiderar a maneira como distúrbios neurológicos são criados pelo uso intensivo dos chamados “defensivos agrícolas”, termo que a indústria utiliza para tentar atenuar os efeitos negativos das substâncias.
Soja, milho e cana, nesta ordem, comandam as aplicações.


Uma relação exposta no mapa, que mostra um grande cinturão de intoxicações no centro-sul do país. São Paulo e Paraná aparecem em destaque em qualquer dos mapas, mas a professora adverte que não se pode desconsiderar a subnotificação no Mato Grosso, celeiro do agronegócio no século 21.


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O veneno está na cidade

A conversa com o De Olho nos Ruralistas – durante gravação do piloto de um programa de TV pela internet – se deu em meio a algumas circunstâncias pouco alvissareiras para quem atua na área. Há alguns dias, a Rede Globo tem veiculado em um de seus espaços mais nobres, o intervalo do Jornal Nacional, uma campanha em favor do “agro”. Os vídeos institucionais têm um tom raríssimo na emissora da família Marinho, com defesa rasgada dos produtores rurais de grande porte.

“Querem substituir a ideia do latifúndio como atraso”, resume Larissa. Ela recorda que, além do tema dos agrotóxicos, o agronegócio é o responsável por trabalho escravo e desmatamento. E questiona a transformação do setor agroexportador em modelo de nação. “A alternativa que almejaríamos seria a construção de uma outra sociedade em que esse tipo de insumo não fosse utilizado. Almejamos uma agricultura agroecológica com base em uma ampla reforma agrária que revolucione essa forma de estar na sociedade.”

No mesmo dia da entrevista, o Diário Oficial da União trouxe a sanção, pelo presidente provisório, Michel Temer, da Lei 13.301. Em meio a uma série de iniciativas de combate à dengue e à zika, a legislação traz a autorização para que se realize pulverização aérea de venenos em cidades, sob o pretexto de combate ao mosquito Aedes aegypti. A medida recebeu parecer contrário do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, posição que foi ignorada por Temer.

Larissa considera que a medida representa um grande retrocesso e demonstra preocupação pelo fato de a realidade exposta em seus mapas ser elevada a potências ainda desconhecidas quando se transfere um problema rural para as cidades. “O agrotóxico se dispersa pelo ar, vai contaminar o solo, vai contaminar a água. O agrotóxico não desaparece. Ao contrário, ele permanece.” Em outras palavras: o veneno voa e mergulha. Alastra-se. E tem longa duração. (Por João Peres/ Do De Olho nos Ruralistas)

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Cientistas identificam neurônio que pode combater alcoolismo


06/07/2016 20h44 - Atualizado em 06/07/2016 20h46


Grupo conseguiu inibir vontade de '2ª dose' em ratos treinados para beber.
Tipo D2 é responsável por desencorajar a ação no cérebro.

Do G1, em São Paulo
Cerveja é responsável por diversos avanços sociais e tecnológicos. (Foto: Aliaksei Smalenski / Shutterstock)Estudo do Texas encontrou neurônio que inibe 'segundo copo'. (Foto: Aliaksei Smalenski / Shutterstock)
Pesquisadores do Texas, nos Estados Unidos, identificaram o neurônio capaz de avisar quando é a hora de parar de beber. O estudo foi publicado no jornal  “Biological Psychiatry” e divulgado nesta quarta-feira (6).

Neurônios específicos podem influenciar o comportamento do consumo de álcool, de acordo com os resultados. A prévia da pesquisa mostrou que o hábito altera a estrutura física dos neurônios espinhosos médios, localizados na região estriado dorsomedial do cérebro.

Eles descobriram que a ativação de um tipo de neurônio, chamado D1, conduz à segunda dose de bebida. Nesta fase da pesquisa, eles também descobriram um segundo tipo de neurônio que determina que o indivíduo pare de beber - o D2.

O tipo D1 é o que impulsiona o cérebro, enquanto o do tipo D2 segura as reações. Em outras palavras, quando os neurônios D2 são ativados, eles desencorajam a ação.

"Os neurônios D2 são bons pelo menos do ponto de vista do vício", disse Jun Wang, um dos autores da pesquisa. "Ativá-los é importante para prevenir problemas de comportamente com a bebida”, completou.
  
Segundo os pesquisadores, neurônios D2 tendem a ser desativados quando bebemos demais. Isso significa que não há nada no cérebro nos “dizendo” para parar de beber.

Os resultados do estudo fornecem uma visão sobre o mecanismo do alcoolismo. "Nossa pesquisa atual e a anterior são essencialmente dois lados da mesma moeda", disse Wang. "D1 e D2 são neurônios meio espinhosos e têm essencialmente papéis opostos no consumo de álcool".
  
Ao manipular a atividade desses neurônios, os pesquisadores foram capazes de mudar o consumo de bebidas alcoólicas nos ratos que haviam sido "treinados" para buscar álcool. Ao ativar os neurônios D2, o consumo de álcool foi diminuído.
  
Segundo Wang, ainda se está muito longe de testar o efeito em seres humanos. Mas, em teoria, a estimulação elétrica ou algum outro método de ativação dos neurónios D2 pode ser capaz de prevenir alcoólatras de querer sempre ingerir outra bebida. "Esse é o objetivo final", disse. "Espero que estes resultados sejam, eventualmente, capazes de serem usados para o tratamento da dependência de álcool."

Um em cada cinco brasileiros bebe refrigerante todo dia, diz pesquisa

7/07/2016 11h18 - Atualizado em 07/07/2016 13h07

Bebida é o sexto produto alimentício preferido de jovens de 12 a 17 anos.
Frutas não estão na lista dos 20 produtos mais consumidos nessas idades.

Gabriel LuizDo G1 DF
Empresas anunciam que deixarão de vender refrigerante à escolas para crianças de até 12 anos. (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)Refrigerante em copo com gelo; um dos alimentos que devem ser evitados, segundo o Ministério da Saúde (Foto: Suelen Gonçalves/G1)
Um em cada cinco brasileiros (19%) adultos que vivem nas capitais brasileiras consomem refrigerante ou sucos artificiais todos os dias, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira (7).


Refrigerantes são o sexto produto alimentício preferido por crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos, atrás de arroz, feijão, pão, suco e carnes. Na lista dos 20 produtos mais consumidos por essa parcela da população, as frutas sequer aparecem.
Segundo o ministério, somente 37,6% da população adulta das 27 capitais relataram consumir frutas e hortaliças regularmente – um aumento de 29,9% em comparação com 2010. Carnes com excesso de gordura são frequentemente consumidas por 31,1% da população.

Os dados apresentados pelo ministério são parte do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, que entrevistou jovens de 124 municípios, e da pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que entrevistou 54 mil adultos por telefone nas capitais brasileiras.


O estudo aponta que o feijão é parte da rotina diária de 64,8% dos brasileiros. Doces são consumidos quase todos os dias por 20% da população. Segundo a pesquisa, 15,5% dos brasileiros substituem o almoço ou jantar por lanches.


O ministério identificou que 56,6% dos jovens fazem as refeições em frente à televisão e 73,5% desse público passam mais de duas horas por dia em frente à tela do PC ou do videogame. Segundo a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição, Michele Lessa, a situação cria impacto para a rotina dos adolescentes, que acabam não prestando atenção ao que comem.


Outro dado que a especialista apontou é o fato de que menos da metade (51,8%) dos jovens bebe menos de cinco copos d’água por dia – quando o recomendado é de oito copos. “A gente observa que a água é substituída por suco, que é tão prejudicial quanto o refrigerante”, disse.

Ela também considerou preocupante o fato de que os adolescentes estejam se tornando cada vez mais dependentes de produtos industrializados. O motivo é a falta de conhecimento dos jovens em preparar a própria comida.
Entrevista coletiva no Ministério da Saúde (Foto: Gabriel Luiz/G1)Entrevista coletiva no Ministério da Saúde (Foto: Gabriel Luiz/G1)

Desafio
O estudo mostrou ainda que um em cada quatro adolescentes sofre de problemas com a balança – 17,1% têm sobrepeso e 8,4% são obesos. A maior parte desse grupo se concentra na região Sul do país. Entre adultos, 53,9% estão acima do peso e 18,9%, obesos. A maior parte desse grupo se concentra na região Sul do país.

A rede pública de saúde brasileira gasta mais de R$ 233 milhões com cirurgias bariátricas por ano, segundo o ministério. O dinheiro é equivalente ao gasto com a construção de 30 unidades de pronto atendimento e 60 unidades básicas de saúde, segundo o ministério.

O gasto em tratamentos contra obesidade no SUS é de R$ 458 milhões. Só o gasto por atendimento de jovens com diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e cirurgia bariátrica chega a R$ 126,4 milhões.

Decisão interna
Também nesta quinta, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assinou uma portaria proibindo a compra de alimentos não saudáveis com recursos do ministério. Ficam proibidos produtos como refrigerantes e salgadinhos em “coffee breaks” da pasta ou até mesmo na lanchonete. A intenção do ministro é estender a regra a outros órgãos do Executivo.

O ministro disse considerar que regra sobre publicidade de guloseimas pode ser “aprimorada”. Ao lembrar que já existem definições sobre propagandas desse tipo de produto para o público infantil, ele declarou que há espaço para mudança na situação atual.

Falta d’água é realidade e racionamento não está descartado no DF

Caesb/Divulgação
Caesb/Divulgação



Produtores rurais já enfrentam dificuldades e agência reguladora alerta que, se o quadro não se reverter, no futuro o brasiliense poderá conviver com restrições ao consumo, incluindo o aumento de tarifas



  
O órgão fiscalizador convocou uma audiência pública nesta quarta-feira (6/7) para esclarecer a atual situação dos mananciais do DF e anunciar possíveis medidas caso o panorama não se altere. O quadro é preocupante, porque a falta d’água já é realidade em algumas regiões do DF, prejudicando, especialmente, produtores rurais.

“A quantidade de chuvas abaixo do esperado no último ano trouxe consequências para agricultores da região leste do DF, abastecida pela Bacia do Rio Preto, por exemplo. Lá, estão sendo implementados programas para tentar minimizar a falta de água”, relata Salles.

A preocupação é reforçada pela promotora de Justiça do Meio Ambiente Marta Eliana de Oliveira. “O Distrito Federal conta com muitas nascentes e poucos rios caudalosos. Essa estrutura frágil é prejudicada pela ocupação irregular do solo. Nossos agricultores já sofrem com a seca e existe a possibilidade da falta de água para o restante da população”, afirma a jurista.

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles
Medidas de contenção
Para contornar a situação e evitar que os brasilienses vivam situação semelhante à de São Paulo que, nos últimos anos, decretou o racionamento do consumo medidas preventivas devem ser tomadas, como a intensificação das fiscalizações nos órgãos de abastecimento, a fim de evitar desperdícios, e a implementação de campanhas de conscientização voltadas para a população, a exemplo do site Naodesperdiceagua.com, da própria Adasa. A página conta com dados sobre o consumo de água no DF e dicas de como economizar os recursos hídricos.

População
A promotora Marta Eliana de Oliveira faz uma ressalva: as medidas por parte das instâncias governamentais são pequenas diante da importância da participação popular. “Dois pontos são fundamentais. Um é a economia de água em si. O nível de consumo, especialmente em áreas nobres, é absurdo. É preciso abandonar hábitos de desperdício e até de ostentação.”

Segundo Marta Eliana, a grilagem também é um problema. “A outra questão, ainda mais séria, é a ocupação das terras. Não se pode admitir as contínuas invasões em territórios de nascentes. A área de proteção do São Bartolomeu, por exemplo, deveria abrigar um reservatório, mas o projeto não foi concluído devido à ocupação irregular no local”.

Contas mais altas
Não se sabe se o racionamento chegará a se tornar realidade no DF. Antes de adotar a iniciativa, a população poderá sofrer no bolso. Caso o consumo não seja controlado e o clima continue desfavorável, podem-se adotar medidas para desestimular o consumo, como aumentar os valores da conta de água e aplicar a bandeira vermelha na tarifa de luz, usada em períodos de baixa produção energética por hidrelétricas, e que acrescenta R$ 5,50 por cada 100 kWh consumidos.


Até o momento, o clima não está ajudando. Já são 46 dias sem chuvas no DF, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). E, do início do ano até agora, foram registrados 648mm de chuva — quantidade 21% menor do que no mesmo período do ano passado.
 

Combater desmatamento é insuficiente para conservar a biodiversidade da Amazônia

Publicado em julho 7, 2016 por


Trabalho publicado na Nature tem como um dos autores o professor Silvio Ferraz, do Departamento de Ciências Florestais da Esalq

Esforços internacionais visando à conservação de espécies das florestas tropicais irão falhar se não levarem em consideração o controle da exploração madeireira ilegal, de incêndios florestais e da fragmentação de áreas remanescentes. Esta é a conclusão de um estudo inovador, que acaba de ser publicado na Nature, a principal revista científica internacional.


O estudo Anthropogenic disturbance can be as important as deforestation in driving tropical biodiversity loss (Perturbação antropogênica pode ser tão importante quanto o desmatamento na condução de perda de biodiversidade tropical) mediu o impacto geral das perturbações florestais mais comuns – o que inclui exploração madeireira, incêndios e fragmentação de florestas remanescentes – em 1.538 espécies de árvores, 460 de aves e 156 de besouros encontradas na Amazônia paraense.


Pela primeira vez, pesquisadores de 18 instituições internacionais, dentre as quais 11 brasileiras, foram capazes de comparar a perda de espécies causada por perturbações humanas com aquelas resultantes da perda de hábitat pelo desmatamento.


Amazônia – Foto: Wikimedia Commons
E o resultado desafia a atual concepção das estratégias de conservação, na qual prevalece o foco no combate ao desflorestamento: os cientistas demonstraram que, para a floresta tropical, os efeitos das perturbações causadas por atividades humanas resultam em perda de biodiversidade tão ostensiva quanto a causada pelo desmatamento.


Uma das principais pesquisadoras do projeto, Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, diz: “Conseguimos oferecer evidências convincentes de que as iniciativas de conservação amazônica precisam considerar as perturbações florestais e o desmatamento. Sem ações urgentes, a expansão da exploração ilegal de madeira e a ocorrência cada vez maior de incêndios causados pelo homem irão resultar em áreas de florestas tropicais cada vez mais degradadas, conservando apenas uma pequena fração da exuberante diversidade que já abrigaram.”


Quando analisado em conjunto, o efeito das atividades humanas resultantes em perturbações florestais no Pará é equivalente a uma perda adicional de mais de 139.000 quilômetros quadrados (km2) de floresta pristina (sem intervenção humana) e correspondente a todo o desmatamento no Estado desde 1988, ano que inaugurou o monitoramento oficial.

O pesquisador sênior do projeto, Toby Gardner, do Instituto Ambiental de Estocolmo (SEI), destaca: “As florestas tropicais são um dos mais valiosos tesouros biológicos do planeta. Ao focar exclusivamente as extensões de floresta remanescentes, sem levar em conta o estado de saúde dessas áreas, as atuais iniciativas de conservação estão colocando em perigo tal riqueza”.

Espécies raras são as mais ameaçadas

Os cientistas também descobriram que espécies sob o risco máximo de extinção foram as mais atingidas pelas perturbações causadas por atividade humana.


Ima Vieira, pesquisadora sênior do Museu Paraense Emílio Goeldi e uma das colaboradoras do projeto, diz: “O estado do Pará abriga mais de 10% das espécies de aves do planeta, muitas das quais endêmicas. Nossos estudos demonstram que são justamente estas espécies as que estão sofrendo o maior impacto da ação antrópica, pois elas não sobrevivem em ambientes com estes níveis de perturbação”.

É preciso ir além do combate ao desmatamento

Enquanto a redução do desmatamento é acertadamente o principal foco da maioria das estratégias de conservação em nações tropicais, a condição das florestas remanescentes não costuma ser avaliada ou mesmo controlada por políticas públicas.

“Ações imediatas são necessárias para combater as perturbações florestais em nações tropicais”, explica Silvio Ferraz, professor do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP. “No caso do Brasil, a situação é ainda mais crítica, já que 40% dos remanescentes de florestas tropicais da Terra se encontram aqui”, completa o pesquisador, que integrou a equipe do estudo. Ainda que donos de terras na Amazônia brasileira sejam obrigados por lei a manter 80% da cobertura primária em suas propriedades, a nova pesquisa demonstra que, em paisagens nas quais a lei é cumprida, a metade do valor potencial de conservação já pode ter sido perdida.

“Estes resultados devem servir de alerta para a comunidade global”, afirma Jos Barlow, o principal autor do estudo. “O Brasil demonstrou uma liderança sem precedentes no combate ao desmatamento na última década. O mesmo nível de liderança é necessário agora para proteger a saúde das florestas restantes nos trópicos. Do contrário, décadas de esforço de conservação terão sido em vão.”


Foto: Wikimedia Commons
Infelizmente, a rica biodiversidade do Brasil está mais uma vez ameaçada por novas tentativas de mudanças no Código Florestal. Luiz Aragão, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, também integrou a equipe do estudo e destaca: “O Senado brasileiro está propondo uma nova lei que vai permitir aos produtores se valerem de florestas plantadas, como as monoculturas de eucalipto, para atingir a meta legal de cobertura florestal. Propostas como esta, que ignoram as condições das florestas em questão, podem acelerar a perda de biodiversidade tropical”.



O estudo publicado é fruto da Rede Amazônia Sustentável (RAS), um consórcio de instituições brasileiras e estrangeiras, coordenado pela Embrapa Amazônia Oriental, Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade de Lancaster (Reino Unido) e Instituto Ambiental de Estocolmo (Suécia). A RAS é também parte do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia.


Do Jornal/Agência USP, in EcoDebate, 07/07/2016

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Fotos de animais selvagens em redes sociais expõem lado desumano do homem

 artigo de João Paulo Sangion

Publicado em julho 7, 2016 por


opinião

Eles não pediram para sair na ‘selfie’

[EcoDebate] No mês passado acompanhamos trágicas e tristes notícias envolvendo o Homem e algumas espécies de animais selvagens. O gorila morto em um zoológico de Cincinatti, EUA; o elefante morto no Camboja; e a onça Juma morta aqui no Brasil. Mortes naturais? Não. Mortes provocadas pela ação (des)humana.

Pelo resto do mundo escutamos, assistimos e lemos quase toda semana matérias sobre o impacto ambiental provocado pelo contato humano com as mais variadas espécies de animais selagens e silvestres. Nós, seres humanos, precisamos aprender a respeitar a importante condição natural dos animais (selvagem, silvestre, etc), e saber que alguns podem ser domesticados e outros não. E mais. Devem respeitar a condição de serem e ainda estarem selvagens e silvestres, evitando qualquer forma de aproximação e contato.

O contato dor ser humano com espécies selvagens ou silvestres é potencialmente lesiva e danosa, tanto a eles quanto para nossa espécie. No Brasil, diversas ONG’s e o IBAMA fiscalizam essa proteção, e são responsáveis pela readaptação e reinserção de algumas espécies, vítimas da ação humana, aos seus habitats naturais.

Nas palavras do sábio Gandhi, “o grau de evolução de uma sociedade pode ser avaliado pelo modo como essa sociedade trata suas crianças, seus idosos e seus animais. ” Quem sabe um dia as enciclopédias e a internet possam de vez substituir a medíocre “cultura” dos zoológicos e dos parques que escravizam orcas, leões, tigres e golfinhos.

Eles não pediram para sair na ‘selfie’. Eles não pediram, sequer, para estar em cena.
João Paulo Sangion, professor de Direito Ambiental e especialista em causa animal e criminologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

in EcoDebate, 07/07/2016


"Fotos de animais em redes sociais expõem lado desumano do homem, artigo de João Paulo Sangion," in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 7/07/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/07/07/fotos-de-animais-em-redes-sociais-expoem-lado-desumano-do-homem-artigo-de-joao-paulo-sangion/.
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Inteligência artificial derrota pilotos humanos em combate simulado

Inteligência artificial derrota pilotos humanos em combate simulado
O sistema utiliza uma técnica conhecida como lógica nebulosa genética. [Imagem: Nicholas Ernest et al. - 10.4172/2167-0374.1000144]
Briga automatizada
Um sistema de inteligência artificial para pilotagem de caças derrotou dois pilotos humanos em uma simulação de combate.

O piloto robótico, batizado de Alpha, usou quatro jatos virtuais para defender uma área litorânea dos dois caças e não sofreu perdas.

Desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, o sistema também venceu um instrutor de pilotos da Força Aérea Norte-Americana reconhecido por sua experiência.

Na simulação, os dois jatos que atacavam o litoral - chamada de equipe azul - tinham um sistema de armas mais poderoso que os jatos usados pelo Alpha, chamados de equipe vermelha.

Apesar da desvantagem, o sistema criado por inteligência artificial conseguiu se livrar dos inimigos depois de realizar uma série de manobras evasivas.


Lógica nebulosa
O sistema usa uma forma de inteligência artificial baseada no conceito de lógica nebulosa - também conhecida como difusa, ou fuzzy, com o programa analisando uma série ampla de opções antes de tomar a decisão.

Devido ao fato de um caça virtual produzir uma quantidade grande de dados para serem interpretados, nem sempre fica óbvio quais as manobras são mais vantajosas ou mesmo em que momento uma arma deve ser disparada. Sistemas que usam a lógica nebulosa podem pesar a importância desses dados individuais antes de tomar uma decisão mais ampla.


Bibliografia:

Genetic Fuzzy based Artificial Intelligence for Unmanned Combat Aerial Vehicle Control in Simulated Air Combat Missions
Nicholas Ernest, David Carroll, Corey Schumacher, Matthew Clark, Kelly Cohen, Gene Lee
Journal of Defense Management
DOI: 10.4172/2167-0374.1000144




Pet shops serão obrigados a instalar câmeras no DF


Petshops obrigados instalar cameras leiPet shops serão obrigados a instalar câmeras (Foto: Reprodução Internet)Foi aprovado em segundo turno o Projeto de Lei nº 801, de 2015, de autoria do deputado Julio César, que torna obrigatória a instalação de sistemas de monitoramento de áudio e vídeo em estabelecimentos comerciais destinados à exibição, tratamento, higiene e estética de animais domésticos, como pet shops, clínicas veterinárias e similares.


As câmeras deverão ser instaladas no local específico para tratamento, higiene e estética dos animais. Segundo a proposição, que agora segue para a sanção do governador Rodrigo Rollemberg, o sistema de monitoramento será acessado por meio de senha pessoal e intransferível entregue ao responsável pelo animal e ao órgão de fiscalizador de defesa de animais caso seja solicitada a senha.


As imagens e os áudios deverão ficar arquivados por pelo menos 15 dias. Os estabelecimentos que não se adaptarem a nova regra estarão sujeitos à notificação, multa entre R$ 1 mil e R$ 10 mil, interdição parcial ou total do estabelecimento, cassação de licença e alvará de funcionamento, entre outras penalidades. O prazo para a instalação das câmeras é de 90 dias a partir da publicação da lei.


Na justificativa do projeto, o autor argumenta que a medida vai ajudar as autoridades a punir casos de maus-tratos, agressões, mutilações e outras formas de violência que ocorrem, inclusive, dentro dos estabelecimentos. Além disso, vai permitir observar a estrutura dos lugares que, muitas vezes, estão longe do ideal para o tratamento dos animais, levando-os a situações de estresse.


Fonte: PB Agora (Redação com agência Câmara)

Aberração: Empresa que vai gerir Zoo do Rio não precisa ter experiência com animais

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Por Berenice Seara
RJ empresa gerir zoologico não experiencia animaisZoológico do Rio (Foto: Rafael Moraes/ Extra) 


A Prefeitura do Rio lançou licitação para a escolha da empresa que vai gerir o velho e bom Jardim Zoológico.


O processo foi preparado pela Cataratas do Iguaçu S.A., contratada pela administração municipal para preparar os estudos, o projeto e o edital.


Turismo
Segundo o edital, a empresa não precisa ter qualquer experiência em manejo de animais — mas em “gestão de uma única operação e/ou empreendimento de Jardim Zoológico, pontos turísticos, parques ou assemelhados, que possuam controle de acesso e visitação igual ou superior a 300.000 visitantes por ano”.

Basta ter administrado um parque de diversões...

Mas terá de provar, também, que irá contratar, caso vença a licitação, um “profissional de formação superior na área de Ciências Biológicas ou Medicina Veterinária ... que comprove a experiência de três anos na atividade de manejo de animais selvagens em cativeiro”.
Ou seja, não precisa saber nada do assunto, desde que indique um profissional (um só!), e garanta que vá contratá-lo no futuro, quando ganhar a disputa.

Fonte: Extra

Nota do Olhar Animal: Este é mais um fato para expor o pouco caso com a vida dos animais explorados em zoológicos. Não bastasse privá-los da liberdade e mantê-los em condições degradantes, querem submetê-los aos "cuidados" de pessoas sem experiência alguma na lida com os bichos.

A incrível lição que podemos todos aprender com um criador de suínos que decidiu parar de matar animais

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Por Jessica Sarter / Tradução de Alda Lima
EUA NewYork criador suinosFoto: The Last Pig


“Como um criador de porcos, vivo uma vida antiética, envolta nas armadilhas justificatórias de aceitação social. Há mais ainda do que simples aceitação. Há realmente a celebração da maneira com que crio os porcos. Porque dou aos porcos vidas tão próximas do natural quanto possível em um sistema não-natural, sou honrado, sou justo, sou humano — enquanto o tempo todo, atrás do manto, sou um senhor de escravos e um assassino”.


Estas palavras poderosas vêm de uma coleção de blogs que Bob Comis, um criador de porcos em Upstate New York, que começou a escrever para narrar sua vida como um agricultor de carne “humanitário” e sua crescente dúvida quanto a tal coisa existir mesmo.


Suas palavras foram destaque no The Huffington Post e atraiu o interesse de muitos leitores por sua descrição honesta da turbulência interna com a qual ele lidou enquanto tentava entrar em acordo com a vida que estava vivendo em meio a um conjunto de mudança de crenças morais. Os pensamentos de Comis quanto à criação de suínos não eram do agricultor médio, pelo menos não aquele que cria porcos pela sua carne, seu objetivo sempre foi criar porcos o mais humanamente possível.


Na verdade, ele começou a criação por ficar tão horrorizado depois de descobrir mais sobre a fazenda industrial, que quis tentar ser uma pessoa melhor, oferecendo uma solução mais amável. E, pelo que se sabe, as vidas que seus porcos levam foram as mais ideais que você poderia imaginar. Eles tinham muito espaço para se movimentar, tinham talos de milho para comer, abrigos quentes onde dormir e a oportunidade de desfrutar das relações sociais complexas que todos os suínos constroem quando lhes é dada a oportunidade. “Vi porcos mostrarem empatia, alegria, depressão e uma gama de emoções”,  ele disse. “Eles às vezes brincavam de dar susto um nos outros. A experiência dos porcos parecia cada vez mais com a minha”.


Olhando os porcos de maneira diferente
Comis viu o que qualquer um que já passou algum tempo com porcos já sabe. Ele descobriu que os porcos são animais individuais muito inteligentes, brincalhões, e também começou a sentir que suas vidas importavam muito, levando-o a questionar seu direito de tomar suas vidas. Por um tempo, ele tentou continuar com a sua criação, pois seu negócio estava indo muito bem.


Ele também continuou a comer carne enquanto os leitores o viam perguntando a si mesmo e ao mundo se era certo para qualquer um de nós fazê-lo. Felizmente, havia pessoas lá fora que não apenas ofereciam suporte, como também não julgavam. Ele explicou em uma entrevista: “Os comentários mais poderosos que recebi, e foi o que me ajudou a parar em última análise, foram, e de várias formas os que diziam ‘Se der um passo para trás e olhar para as coisas que está dizendo e olhar para as coisas que está pensando, verá que já tomou a decisão de parar, então apenas dê o próximo passo e pare’. E, assim, a ideia ressoou em mim, e dei o passo para trás e pensei: ‘Estas pessoas são legais’, e então decidi parar de criar porcos completamente, me tornei vegetariano, e depois vegano”.



O último porco
A representação honesta da busca da alma de Comis chamou a atenção da premiada cineasta Emmy Allison Argo. Depois de ler um de seus blogs “Happy Pigs Make Happy Meat”, (ou “Porcos felizes dão carne feliz”), ela quis contar sua história. Argo produziu muitos filmes sobre animais como Parrot Confidential e The Urban Elephant, e tem dedicado sua vida a ensinar as pessoas sobre os males de animais em cativeiro e em risco nas mãos de seres humanos.


Mas esta história era diferente. Esta não era uma outra história de abuso ou negligência, este era um lugar onde os animais foram bem tratados até o dia final. Esta história, como o próprio Bob Comis colocou, era uma questão de, se aquelas vidas eram significativas o suficiente para serem cuidadas e alimentadas, por que era aceitável acabar com elas para consumo humano? E quanto à ética daqueles momentos finais?


O consumidor que compra o mito da humanidade neste processo está fechando os olhos para o último dia, os momentos finais. Como Comis disse à revista Modern Farmer a respeito de sua experiência num matadouro, “Não é a visão do sangue que me incomoda, e sim a violência do processo da morte. A ciência nos asseguraria de que estas convulsões são um sinal de insensibilidade dos porcos, mas, como testemunha, é quase impossível acreditar que os porcos não estão se debatendo porque estão com dor.


E então aquela súbita falta de vida do corpo enquanto ele é mecanicamente içado no ar, algemado por uma única perna. Acho que nada poderia ser feito para tornar a morte dos porcos menos pesada para mim”.


Esperança de mudança
Mudar nem sempre é fácil, especialmente quando não são apenas seus hábitos alimentares, mas seu sustento financeiro também. “The Last Pig” segue Comis em seu último ano levando porcos para o abate (ele tinha mais de 200 que não tinha onde colocar) e dizer adeus aos oito que conseguiu realocar em santuários. Hoje ele Comanda a In Line Farming, uma fazenda vegana em homenagem à sua nova maneira de colocar suas ações “em linha” com suas crenças. 


E para provar ainda mais que as ações positivas de uma pessoa podem levar a outras, Argo virou vegana durante o processo de filmagem, depois de anos sendo vegetariana. Por mais que Bob Comis possa ser apenas uma pessoa, sua história pode inspirar milhares de outras. Tudo o que precisamos é apenas dar um passo para trás, um momento para questionar a forma como as coisas são, para fazer a diferença em nossas escolhas pessoais e impactar positivamente tantas outras vidas. 


Todos nós poderíamos aprender uma lição de compaixão deste homem amável. “The Last Pig” está em fase final de edição. A produção deste filme foi financiada através de doações e continua precisando de apoio. Para doar, saber mais sobre o filme, e ver como você pode ajudar, visite o site The Last Pig e acompanhe seu progresso no Facebook.


Fonte: One Green Planet

Holanda se torna o 1º país sem cães abandonados – e sem sacrificar animal algum

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A Holanda se tornou o primeiro país sem animais abandonados. Um dado considerável nesta notícia é o de que isso aconteceu sem a necessidade de sacrificar quaisquer animais ou colocá-los em um canil.

Resumidamente, isso ocorreu porque as leis holandesas são muito duras com as pessoas que abandonam cães.

Multas por abandono atingem a casa dos milhares de euros. Assim, as pessoas pensam duas vezes antes de abandonarem um cão nas ruas.

Embora houvesse campanhas de sensibilização para a causa e multas aplicáveis, as ruas da Holanda estavam cheias de cães. Isso se devia em grande parte ao fato de que as pessoas preferiam comprar cães de raça pura a adotarem um animal. Portanto, era necessário impedir que os cães que viviam nas ruas continuassem a se reproduzir.

Holanda se torna o 1º país sem cães abandonados
A Holanda se tornou o primeiro país sem animais abandonados. Isso aconteceu sem a necessidade de sacrificar quaisquer animais ou colocá-los em um canil. 

Foto: labioguia


O governo assumiu o custo de esterilização e organizou campanhas maciças para fazer isso aos animais de rua, e assim os proprietários de cães de estimação poderiam esterilizá-los gratuitamente, caso quisessem.