quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O Globo – Bolsonaro quer usina na Amazônia; Haddad defende energia eólica


Equipe do candidato do PSL é a favor de hidrelétrica com reservatório. Campanha do PT adotaria modelo de Belo Monte

DANIELLE NOGUEIRA

Caso seja eleito, Jair Bolsonaro (PSL) pretende retomar estudos para construção de hidrelétricas na Amazônia. Se forem viáveis, elas serão construídas com grandes reservatórios. O argumento é que, apesar de alagarem mais a floresta, dão mais segurança ao sistema. Nos últimos anos, o país deu preferência às hidrelétricas a fio d"água, que não têm reservatório, como Belo Monte. Elas alagam menos, mas praticamente perdem sua capacidade de "estocar" energia para períodos de seca.

A expectativa do núcleo duro da campanha de Bolsonaro é que o país volte a crescer a taxas anuais de 3% a 4% ao ano, o que demandaria mais oferta de energia. Na avaliação do general Oswaldo Ferreira, conselheiro de Bolsonaro para a área de infraestrutura, o Brasil é um país privilegiado em termos de recursos hídricos e, por isso, não faz sentido desperdiçar esse potencial. Especialistas em energia apontam que entre 50% e 70% do potencial hídrico a ser explorado no país estão na Região Amazônica.

— Nossa sensação é que a resistência a Belo Monte foi tão grande quanto a uma usina com reservatório. Você abriu mão do reservatório, que traz segurança energética, para atender o pessoal do meio ambiente. E o pessoal do meio ambiente continuou com restrições. Se é assim, então, vamos fazer com reservatório — diz Paulo César Coutinho, coordenador do grupo de infraestrutura da campanha de Bolsonaro e braço direito de Ferreira.

De outro lado, integrantes da campanha dizem que devem tirar incentivos à geração de energia eólica e solar, embora o programa de governo dê destaque a essas fontes.

Indagado pelo GLOBO sobre projetos de hidrelétricas na Amazônia, o economista Ricardo Carneiro, coordenador de infraestrutura da campanha de Fernando Haddad (PT), diz que a hipótese não está descartada, e, caso sejam erguidas, serão afio d"água. Segundo ele, "o modelo já está consolidado". O candidato do PT avalia que a oferta adicional de energia virá prioritariamente da geração de energia eólica, solar e de biomassa.

QUESTÃO AMBIENTAL

Essas três fontes seriam incentivadas, com o objetivo de zerar as emissões de gases de efeito estufa da matriz elétrica brasileira até 2050. Os subsídios às energias solar e eólica também serão mantidos, "para consolidar essas fontes", diz Carneiro. A energia solar ainda representa apenas 0,8% do total da matriz. A eólica já responde por 7,9%, mais que o gás natural (7,5%). No entanto, a dependência brasileira em relação à energia hídrica é grande: 61% do total.

O tema das hidrelétricas na Amazônia é polêmico e está longe de ser um consenso entre especialistas do setor. Para Roberto Schaeffer, professor de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, o custo ambiental das hidrelétricas — com ou sem reservatórios — não compensa na região. Ele avalia que o fato de a Amazônia ser uma área plana faz com que a área alagada tenha que ser muito extensa para viabilizar queda d"água suficiente para gerar energia.

Além disso, diz, como os centros consumidores estão no Sudeste, trazer energia da Amazônia exigiria a construção de linhões de transmissão, com desmatamento nos corredores por onde passariam.

Para ele, o novo presidente deveria buscar ganhos de eficiência energética e expansão de fontes distribuídas, como painéis solares nos telhados, para elevar a oferta de energia.

— O que dita a política energética no mundo hoje é a questão ambiental, as mudanças climáticas — afirma Schaeffer, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC) da ONU.

Já o Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) do Instituto de Economia da UFRJ recebeu bem os planos de retomada de hidrelétricas com reservatórios na Amazônia. Para Nivalde de Castro, coordenador do grupo, elas dão mais estabilidade ao sistema: — O reservatório é a maneira mais eficiente de mitigar o risco de instabilidade.

O Globo – Trump afirma que especialistas climáticos têm ‘agenda política’


KEVIN LAMARQUE/REUTERS

Apesar das evidências gritantes em todo o mundo, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a minimizar as mudanças climáticas. Em entrevista, ontem, ao programa “60 Minutes”, da CBS, ele sugeriu que o clima pode “mudar de volta” e acusou os cientistas climáticos de ter uma “agenda política”.

Por outro lado, o republicano reconheceu pela primeira vez que o aquecimento global não é um boato, mas disse que ainda duvida que ele seja provocado pela ação humana.

— Eu acho que alguma coisa está acontecendo. Algo está mudando e vai mudar de volta — afirmou Trump. — Eu não acho que (o aquecimento global) é um boato. Acho que provavelmente existe uma diferença, mas não sei se é causada pelo homem. Eu digo isso: não quero dar trilhões e trilhões de dólares. Não quero perder milhões e milhões de empregos.

Os comentários foram feitos dias após a Costa Leste do país ser atingida pelo Furacão Michael, o mais poderoso a afetar a Flórida, e o Leslie, o piorcicloneem76anosaatingir a Europa. Na semana passada, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas(IPCC,nasiglaeminglês) divulgou relatório alertando que o tempo para salvar o planeta de uma catástrofe climática está se esgotando.

Os cientistas afirmam, quase em consenso, que as emissões de gases–estufa pela ação humana estão provocando o desequilíbrio do planeta, com a elevação das temperaturas, alterações nos climas locais e aumento da frequência de extremos climáticos, como furacões, secas severas e inundações.

Questionado, Trump afirmou que “você teria que me mostrar os cientistas, porque eles têm uma agenda política muito grande”.

—Na semana passada tivemos mais um relatório mostrando os riscos que estamos correndo e o quão mais caro e doloroso será se demorarmos a agir. Se há uma agenda política é a do presidente Trump, os cientistas só estão fazendo o seu trabalho— criticou o coordenador do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima , Tasso Azevedo.

O governo Trump já anunciou que os EUA irão se retirar do Acordo de Paris, um pacto global para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. E internamente atua para reverter medidas adotadas por administrações anteriores para o controle da poluição e dificultar os trabalhos científicos sobre o tema.

Durante a campanha presidencial de 2016, ele afirmou que as mudanças climáticas eram um “boato” e, no ano passado, ironizou dizendo que os EUA poderiam “usar um pouco do velho e bom aquecimento global” para amenizar uma onda de frio.

Valor Econômico – País troca negociadores na área ambiental


Por Daniela Chiaretti | De São Paulo

Há uma mudança em curso no comando dos negociadores climáticos brasileiros.

O embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho, que desde 2013 é subsecretário–geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia e chefe dos negociadores brasileiros nas conferências internacionais da ONU, foi nomeado embaixador do Brasil na Áustria.

O posto deve ser ocupado pelo embaixador Everton Vieira Vargas que já foi chefe da divisão de Meio Ambiente de 1998 a 2001.

Vargas é embaixador do Brasil junto à União Europeia, baseado em Bruxelas, desde 2016. Foi embaixador em Buenos Aires e Berlim e serviu em Tóquio e Bonn, e na missão do Brasil junto à ONU, em Nova York.

Em Brasília, foi subsecretário–geral, chefe de gabinete do secretário–geral das Relações Exteriores e diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais.

Sob sua gestão o Brasil poderá sediar a conferência do clima da ONU de 2019, a CoP 25. O Brasil apresentou sua candidatura em 2017 e a decisão agora depende do novo governo. O candidato à Presidência Jair Bolsonaro disse que, se vencer, tirará o Brasil do Acordo de Paris. Um evento desta magnitude e de R$ 400 milhões não pode, contudo, ocorrer em país com governo hostil à temática.

Foi sob o comando do embaixador Marcondes de Carvalho que o Brasil foi um dos protagonistas na construção do Acordo de Paris, em 2015. Ele havia sido embaixador na representação do Brasil junto à FAO e em Caracas. Advogado, entrou na carreira diplomática em 1975. Sua nomeação para a Áustria foi aprovada pelo Congresso em agosto. Gaúcho, como é conhecido no Itamaraty, deve chefiar os negociadores brasileiros na reunião de dezembro, na Polônia.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Cientistas alertam: é preciso reduzir o uso de carnes na dieta

Cientistas alertam: é preciso reduzir o uso de carnes na dieta
Por Amelia Gonzalez
12/10/2018 12h20  Atualizado há 4 dias

Barcos no lago Poopo, na Bolívia, região afetada pelas mudanças climáticas — Foto: Reuters/David Mercado

Barcos no lago Poopo, na Bolívia, região afetada pelas mudanças climáticas — Foto: Reuters/David Mercado


Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) não é apenas um conjunto de dados frios que vêm sendo publicados periodicamente para alertar o mundo sobre os efeitos do aquecimento global. Mais do que isso, a publicação deste estudo, feito por cientistas que trabalham voluntariamente, consegue inaugurar uma espécie de onda de reflexões a respeito do clima, o que é sempre muito bem-vindo. Instituições e pessoas físicas que ainda resistem a conectar o plano de desenvolvimento sob o qual estamos imersos aos eventos extremos que têm causado mortes e danos materiais, sempre que o IPCC lança seu relatório, começam a coçar a cabeça e a perceber que algo precisa ser feito, de verdade.


Começamos a semana com o lançamento do último relatório do IPCCque, infelizmente, aqui no Brasil, teve uma repercussão abaixo do que eu esperava. Entende-se: estamos imersos em outras reflexões, vivendo um clima eleitoral que já tem esquentado as discussões.


Mas, mundo afora, os estudos dos cientistas foram parar, por exemplo, na mesa de reunião da União Nacional dos Agricultores da Grã-Bretanha. Responsável por pelo menos 20% das emissões de carbono, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), a agricultura agora percebe que ela também pode ser impactada. As safras deste ano no Reino Unido foram severamente atingidas pelo frio mais severo e a pior seca do verão desde 1976.


Assim sendo, e diante da situação iminente de que os consumidores passem a diminuir o uso da carne vermelha (vou falar mais abaixo sobre isto), a ideia dos agricultores é de se organizarem para lançar mão de tecnologias que possibilitem a redução da pegada de carbono da agricultura. Criariam uma espécie de "vaca diet". Mais parece aquele aluno que não fez os deveres nem estudou o ano todo e, no dia anterior à prova, corre para tentar recuperar tudo em 24 horas.


Bem, mas segundo o "The Guardian", entre as possíveis correções tecnológicas mencionadas pelos agricultores, estão os maiores usos de satélites e robótica para aumentar a quantidade de matéria orgânica absorvente de carbono no solo e, assim, ajudar a criar novos rebanhos que emitem menos metano.

É incrível imaginar isso mas, sim, há vacas cujos gases que emitem são menos perigosos do que outras. Se as vacas que – desculpem o termo, leitores, mas não me resta outro – soltam puns menos letais forem criadas umas com as outras, acreditam os agricultores, o problema estaria resolvido. Pesquisadores de outros países também estão ajudando, segundo ainda a reportagem do jornal britânico. Eles estariam criando uma ração diferente para dar menos gases no gado.

De novo: tais iniciativas podem ser consideradas por ambientalistas mais radicais como "mudar para continuar tudo do jeito que está". O problema é maior do que os metanos produzidos pelas vacas, e é só dedicar um tempo maior na leitura do relatório para se perceber isto.

O vice-presidente na União dos Agricultores, Guy Smith, está se adiantando ao Relatório do Uso da Terra que vai ser lançado no ano que vem pelo IPCC, e que poderá trazer notícias mais preocupantes para os cidadãos comuns e para o setor que ele ajuda a organizar. Mas não, ele não quer saber de reduzir terras produtivas na Grã-Bretanha e usa, para isso, o exemplo do Brasil e da Argentina, "onde as safras e a carne bovina são produzidas em condições bem mais destrutivas do ponto de vista ambiental, o que leva a uma pegada de carbono muito maior".

Desta forma, deixou de focar no tema principal do relatório do IPCC deste ano, que imprime uma urgência em mudanças radicais na produção e no consumo.

Pensando, de fato, em propor mudanças, outra equipe de pesquisadores se dedicou a estudar o consumo da carne pelos cidadãos comuns e divulgou o resultado de seu relatório na revista "Nature". Sob o animador título: "Opções para manter o sistema alimentar dentro dos limites do meio ambiente", mais de 20 estudiosos se debruçaram sobre dados e concluíram, de cara, que o consumo de carne bovina precisa cair 90% e ser substituído por mais grãos e leguminosas.


"Alimentar uma população mundial de 10 bilhões de pessoas é possível, mas apenas se mudarmos a maneira como comemos e a maneira como produzimos alimentos". As opções são duas, segundo disse o professor Johan Rockström, do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático na Alemanha, que fez parte da equipe de pesquisa, à reportagem do "The Guardian": "Esverdear o setor de alimentos ou comer o nosso planeta."

Rockström ficou verdadeiramente impactado com o resultado dos estudos dos quais participou e que apontam para uma necessidade de que as pessoas – aquelas que estão foram dos 860 milhões de famintos do mundo, é preciso dizer – mudem completamente suas dietas básicas. Saem carnes e ovos, entram outros produtos que causam menos impacto ao meio ambiente. E ele também acredita que soluções tecnológicas mágicas (como imagina Guy, da agricultura do Reino Unido) não vão resolver o problema.


Já que nosso país foi citado, sinto-me à vontade para sugerir que entrem em contato com o Atlas do Agronegócio feito por estudiosos de duas Fundações internacionais (a Heinrich Boll e a Rosa Luxemburgo) e lançado aqui no Brasil há um mês. Além de terem levantando sérias questões sobre o uso abusivo e pouco respeitoso das terras para plantar alimentos, eles também levantam alternativas bem viáveis, longe da necessidade de se empregar mais dinheiro em máquinas, que podem ajudar na questão.

De quebra, levaram Bela Gil para o debate no dia do lançamento do Atlas. E a chef de cozinha, como sabemos nós, que acompanhamos sua produção em livros e na televisão, sabe indicar alternativas bem viáveis para o uso da carne no dia a dia. Vai dar mais trabalho, porque sair do hábito exige sempre mais energia. Mas também há de ser mais saudável e prazeroso. Mundo afora há outras pessoas dedicadas a tornar menos impactante nosso ato de comer.

Como eu disse no início deste texto, os relatórios do IPCC são sempre bem-vindos porque provocam uma boa tsunami de debates e reflexões. Pena que o Brasil está em dias de se dedicar a outros pensamentos. Mas não seria demais sonhar com a possibilidade de que este tema, tão crucial para a sobrevivência da humanidade no planeta, estivesse à frente. Que se cobrasse dos candidatos a ocupar a cadeira de presidente nos próximos quatro anos um plano vigoroso para encabeçarmos – eu disse que era sonho – uma mudança radical em hábitos de produção e consumo que pudesse vir a ser exemplo mundial, seguido por várias nações.

Diverse wild species vital for healthy agricultural production

Diverse wild species vital for healthy agricultural production

Photo by Pexels
 
World Food Day on 16 October reminds us that 821 million people in the world are undernourished and that sustainable agriculture requires mainstreaming of biodiversity.

Farmers across the world are facing difficult times. Unpredictable weather patterns make it difficult to know exactly when to plant and when to harvest crops. Big commercial farmers are also coming under fire for “monoculture” – the cultivation of a single crop over vast areas, often using harmful pesticides, which can drastically reduce the variety of plants, insects and animals across a landscape.
For land to be productive and agriculturally sustainable in the longer term, maintaining and supporting its natural biodiversity is important. UN Environment and partners are working to promote the latest science and best practices in sustainable agriculture, in line with the 2030 Sustainable Development Agenda.
“It’s vital that we extend our knowledge of how plants, insects and animals interact so that agriculture can produce enough food for everyone in a sustainable way. Protecting our biodiversity is an important part of the equation,” says UN Environment biodiversity expert Marieta Sakalian.
For too long, biodiversity on agricultural land has been undervalued or neglected. The diversity of crops and livestock, including their wild relatives, sustain production systems, provide nutrition and enable adaptation to climate change. For example, without a diverse range of pollinators – a vast array of insects and animals – crop production would decline quickly.

UN Environment has been working with the Global Environment Facility (GEF) and other partners for 17 years on projects designed to support and mainstream agricultural biodiversity in agriculture production sectors. 

One project arising from this collaboration, The Conservation and Sustainable Use of Cultivated and Wild Tropical Fruit Diversity project, documented the diversity of four globally important fruits and their wild relatives, and associated knowledge. The book published through the project, Tropical Fruit Tree Diversity: Good practices for in situ and on-farm conservation, reviews the status, potential threats and new opportunities in the conservation of tropical fruit diversity. It was written for both researchers and farmers to help them identify and fill knowledge gaps in tropical fruit tree research. 

A UN Environment publication summarizing this and other projects and tools – titled Mainstreaming Biodiversity in Production Landscapes – is to be launched at the next meeting of the Convention on Biological Diversity in Egypt in November 2018.

“Production landscapes” are areas where humans grow crops, breed livestock, or manage forests, but where biodiversity has been undervalued or neglected for too long.
image
Photo by NPS Photo/ Junelle Lawry
Integrating biodiversity conservation into best practices
The publication focuses on different components of agricultural biodiversity: crops and their wild relatives, domestic animals, wild plants, pollinators and soil biodiversity. All the projects highlighted in this publication sought to integrate biodiversity conservation into practices, strategies and policies in partner counties. 

For instance, The Conservation and Management of Pollinators for Sustainable Agriculture through an Ecosystem Approach project created a global knowledge base that integrates traditional and scientific knowledge on pollinators and pollination services. A Pollination Information Management System was developed to organize and deliver information on managing pollination services of key crops to farmers, farm advisers and land managers.

The Crop Wild Relatives project, on the other hand, created a global portal that provides access to national inventories and information on crop wild relatives at the global level. The portal includes results of the assessments of the distribution, conservation status and values of crop wild relatives. The assessments cover 36 priority genera. 

The importance of ensuring the conservation and sustainable use of biodiversity in production systems has been recognized as a part of the Convention on Biological Diversity’s Strategic Plan and the Aichi Biodiversity Targets, especially Target 7 (sustainable management of production systems) and Target 13 (maintenance of genetic diversity of crops, animals and other socio-economically important species).

Lastly, the Central Asia Fruit Tree Diversity project established 73 demonstration plots/matrix orchards and 59 nurseries for multiplication of local varieties of target fruit crops and promising forms of wild fruit species. Twelve of these demonstration plots have been established in forest sites to conserve in situ wild relatives of target species. These sites contain 436 local varieties of fruit crops and 117 promising forms of wild nut-bearing and fruit species. Over the last few years the nurseries have produced 1.5 million saplings of local fruit tree varieties to ensure their availability to farmers and others throughout Central Asia.

For more information, please contact Marieta Sakalian

Abundantes em iogurtes, leites fermentados e em alguns queijos, conheça as ‘bactérias do bem’, importantes no auxílio da manutenção da saúde


Abundantes em iogurtes, leites fermentados e em alguns queijos, conheça as ‘bactérias do bem’, importantes no auxílio da manutenção da saúde



Iogurte. Foto: Sindileite

Como auxiliar nosso corpo com as ‘bactérias do bem’

Por Adriano Vizotto
Quando o assunto é bactéria, nossos primeiros pensamentos são sujeira e doença. Isso porque, no geral, elas são vistas como vilãs e causadoras de moléstias. Porém, o que nem todos sabem é que no nosso corpo existem mais bactérias do que células e grande parte delas, as chamadas “bactérias do bem”, tem papel fundamental no processo de saúde e doença.
Essas bactérias encontram-se no nosso intestino e recebem o nome de flora ou microbiota intestinal. Atuam no processo de digestão, imunidade, funcionamento cerebral e até influenciam no ganho ou perda de peso, com consequentes benefícios para o nosso corpo.
“Entre os milhões de bactérias existentes na flora intestinal, existem as inofensivas, chamadas do bem, com baixa possibilidade de prejudicar a saúde, e outras que podem causar doenças, as denominadas do mal, mas que se encontram em pequeno número e permanecem controladas. Se a imunidade estiver prejudicada ou se ocorrer o uso de antibióticos de forma desnecessária, as bactérias do mal se proliferam e causam diversas enfermidades que podem ir desde problemas urinários, até infecções generalizadas, quando as bactérias se multiplicam na corrente sanguínea”, explica a Dra. Daniela Gomes, nutróloga do Hospital Albert Sabin.
Uma das principais formas pelas quais as bactérias benéficas podem exercer efeitos positivos está em alterar a microbiota intestinal. Isto pode ser feito através da introdução de novas espécies no trato gastrointestinal ou promovendo o crescimento de bactérias benéficas já existentes.
Suas maiores fontes estão nos leites fermentados, iogurtes, kefir, chucrute, alguns queijos e molho de soja fermentado. Também podem ser obtidas na forma de cápsulas, pó e soluções, os chamados probióticos.
Os benefícios dos probióticos, ou bactérias do bem, são combater e prevenir doenças intestinais, melhorar a digestão, aumentar a absorção de nutrientes como vitamina B, cálcio e ferro, fortalecer o sistema imunológico, impedir a proliferação de bactérias ruins, prevenir problemas como obesidade e alergia, entre muitos outros.
“É importante lembrar que, além do consumo de probióticos na forma de suplementos ou de alimentos ricos nessas bactérias, é de fundamental relevância para a saúde manter uma alimentação saudável, rica em fibras e nutrientes. Também é indispensável cultivar o hábito da atividade física regular e evitar o fumo e o excesso de álcool”, conclui a Dra. Daniela.

Colaboração de Adriano Vizotto, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 15/10/2018
"Abundantes em iogurtes, leites fermentados e em alguns queijos, conheça as ‘bactérias do bem’, importantes no auxílio da manutenção da saúde," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 16/10/2018, https://www.ecodebate.com.br/2018/10/16/abundantes-em-iogurtes-leites-fermentados-e-em-alguns-queijos-conheca-as-bacterias-do-bem-importantes-no-auxilio-da-manutencao-da-saude/.

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]