terça-feira, 16 de abril de 2019

Meio Ambiente vira novo foco de crise no governo



Meio Ambiente vira novo foco de crise no governoO O clima está tenso no Ministério do Meio Ambiente
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HÁ 1 HORA POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA CLIMA


Apenas três meses após assumir o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o presidente Adalberto Eberhard pediu exoneração nesta segunda-feira, 15, acentuando o clima tenso e conflagrado no Ministério do Meio Ambiente. Ele vinha sendo cobrado pelos servidores do órgão a dar uma resposta às declarações feitas pelo ministro Ricardo Salles durante uma cerimônia pública no fim de semana.

Assim como a crise interna no Ministério da Educação derrubou o ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez e as desavenças na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) já causaram a demissão de dois presidentes, o Meio Ambiente também vive um momento tumultuado.

Além do embate no ICMBio, há outros focos de conflito no ministério de Salles. A então presidente do Ibama, Suely Araújo, pediu demissão depois que o ministro fez insinuações sobre o valor da contratação de carros oficiais no órgão. O governo também já criou polêmica no setor ao exonerar um funcionário do Ibama que havia multado o então deputado Jair Bolsonaro por pesca ilegal em área protegida.

Também no fim de semana, o pivô foi o próprio presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo divulgado pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), ele desautorizou os fiscais do Ibama que queimaram caminhões e tratores apreendidos numa operação contra o desmatamento ilegal em Rondônia. Essa ação dos fiscais, porém, é prevista em lei.

Adalberto Eberhard enviou carta a Salles alegando "motivos pessoais" para sua demissão do ICMBio - órgão responsável pela gestão de 335 unidades de conservação federais no País. A decisão, no entanto, foi tomada depois que o ministro, numa reunião conturbada com produtores rurais do Rio Grande do Sul, no sábado, se irritou com a ausência de servidores do instituto e ameaçou uma punição por "desrespeito à figura do ministro, do presidente do ICMBio e do povo gaúcho".

Salles e Eberhard visitavam a região do Parque Nacional Lagoa do Peixe. Após ouvir queixas de pescadores e produtores locais sobre o ICMBio, o ministro pediu para que os funcionários do órgão se juntassem a ele na mesa. "Não tem nenhum funcionário?", perguntou na sequência. "Vocês vejam a diferença de atitude: está aqui o presidente do ICMBio que, embora seja um ambientalista histórico, uma pessoa respeitada no setor, veio aqui ouvir a opinião de todos vocês. E na presença do ministro do Meio Ambiente e do presidente do ICMBio, não há nenhum funcionário aqui."

Salles, então, anunciou a abertura de processo administrativo disciplinar contra todos os funcionários. A plateia aplaudiu com entusiasmo. Eberhard manteve-se em silêncio. A resposta veio nesta segunda, quando ele foi até seu gabinete em Brasília, limpou as gavetas, despediu-se dos funcionários e entregou a carta de demissão ao ministro.

Funcionários relataram ao jornal O Estado de S. Paulo que não foram ao evento com o ministro e o presidente do ICMBio simplesmente porque não haviam sido convocados para a cerimônia, que foi acompanhada por políticos gaúchos, além de representantes do agronegócio. Alguns servidores chegaram a ir ao evento, mas apenas cerca de 20 minutos depois do início e só ao saberem que o ministro havia ameaçado puni-los pela ausência. O chefe do parque, Fernando Weber, se juntou à mesa, ao lado do ministro, mas não teve a chance de responder às críticas.

Fusão
A exoneração pode acelerar a proposta de Salles de fundir o ICMBio ao Ibama, que cuida do licenciamento ambiental e do controle do desmatamento, entre outras ações. Questionado, o ministro não negou a intenção, mas não citou datas. "Por enquanto, ainda não faremos isso", disse ao Estado. A mudança depende de projeto de lei. À reportagem, Salles afirmou que agradecia ao "grande trabalho que o Adalberto fez à frente do ICMBio num momento muito difícil e de reestruturação" e admitiu que ainda não tem um nome substituto.

Salles, agora, terá de enfrentar as reações à condenação de Bolsonaro à queima de caminhões e tratores em crimes ambientais, além de críticas recorrentes à sua atuação - como por ter determinado ao Ibama que liberasse a exploração de petróleo na área do santuário de Abrolhos (BA), contrariando pareceres técnicos do próprio órgão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Patrimônio da biodiversidade, Abrolhos precisa ser protegido

Patrimônio da biodiversidade, Abrolhos precisa ser protegido



13 Abril 2019   |   0 Comments
Por WWF-Brasil
O WWF-Brasil vê com profunda preocupação a decisão do governo federal, por meio da Agência Nacional de Petróleo e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), em incluir blocos das bacias de Jacuípe (3 blocos) e Camamu-Almada (4 blocos) na 16ª Rodada de Licitações para Concessões de Petróleo e Gás, anunciada esta semana. As áreas se localizam nas proximidades da Bacia de Abrolhos, reconhecido patrimônio da biodiversidade marinha brasileira.
O primeiro ponto de atenção se deve ao fato de que as análises técnicas do Ibama, contrárias à exploração, foram ignoradas pela direção do órgão cuja missão é “proteger o meio ambiente, garantir a qualidade ambiental e assegurar a sustentabilidade no uso dos recursos naturais, executando as ações de competência federal”.
Parecer técnico do Ibama, de março de 2019 (Informação Técnica nº 7/2019-COPROD/CGMAC/DILIC),  propõe a exclusão da totalidade das áreas a serem ofertadas nas bacias de Jacuípe (3 blocos) e Camamu-Almada (4 blocos) por riscos à biodiversidade da Bacia de Abrolhos.  

 

“Colocar em risco a Bacia de Abrolhos em nome de uma possível exploração de petróleo é uma decisão equivocada. Ao sobrepor o interesse econômico à proteção da biodiversidade se expõe uma visão de curto prazo sobre as riquezas que a natureza pode nos oferecer, sobretudo nos oceanos de onde retiramos alimentos e proteção. Além disso, ela traz a insistência em um modelo energético que privilegia os combustíveis fósseis, um caminho do qual deveríamos nos desviar”, afirma Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil. 

 

 

Com base em informações disponíveis no Relatório de Impacto Ambiental de Perfuração disponibilizado pela empresa, traz grande preocupação a possível emissão de uma licença para as atividades de perfuração, segundo manifestação de um conjunto de organizações ainda em 2013 (Conservação Internacional, Gambá, Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Instituto Baleia Jubarte, PANGEA, Projeto Coral Vivo, Fundação SOS Mata Atlântica). Ainda segundo esta manifestação, “as simulações de vazamento de pior caso indicam grande risco de impacto aos ambientes costeiros próximos - especialmente manguezais que possuem alta sensibilidade ao óleo e em toda a Região dos Abrolhos“.
Em segundo lugar, é preciso manter a proteção garantida por lei do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Criado por Decreto Federal 88218/1983, o Parque resguarda uma área de 87.943 ha no Banco de Abrolho, região reconhecida como o maior e mais complexo ambiente coralíneo do Atlântico Sul, abrigando a maior “bidoversidade marinha, o principal berçário das baleias jubartes, além de abrigar importantes áreas de reprodução e alimentação de aves e tartarugas marinhas”, segundo o próprio Ministério do Meio Ambiente.

Por último, mas não menos importante,  é preciso dar o devido valor e lugar das informações técnico-científicas e fortalecer os órgãos que têm como trabalho e missão fornecer informações objetivas para nos guiar para uma economia de baixo carbono, ambientalmente correta e socialmente justa.

“Coquetel” com 27 agrotóxicos foi achado na água de 1 em cada 4 municípios – consulte o seu

por Ana Aranha, Luana Rocha, Agência Pública/Repórter Brasil – 
 
Um coquetel que mistura diferentes agrotóxicos foi encontrado na água de 1 em cada 4 cidades do Brasil entre 2014 e 2017. Nesse período, as empresas de abastecimento de 1.396 municípios detectaram todos os 27 pesticidas que são obrigados por lei a testar. Desses, 16 são classificados pela Anvisa como extremamente ou altamente tóxicos e 11 estão associados ao desenvolvimento de doenças crônicas como câncer, malformação fetal, disfunções hormonais e reprodutivas. Entre os locais com contaminação múltipla estão as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis e Palmas.

Os dados são do Ministério da Saúde e foram obtidos e tratados em investigação conjunta da Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye. As informações são parte do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas de abastecimento.

Os números revelam que a contaminação da água está aumentando a passos largos e constantes. Em 2014, 75% dos testes detectaram agrotóxicos. Subiu para 84% em 2015 e foi para 88% em 2016, chegando a 92% em 2017. Nesse ritmo, em alguns anos, pode ficar difícil encontrar água sem agrotóxico nas torneiras do país.

Embora se trate de informação pública, os testes não são divulgados de forma compreensível para a população, deixando os brasileiros no escuro sobre os riscos que correm ao beber um copo d’água. Em um esforço conjunto, a Repórter Brasil, a Agência Pública e a organização suíça Public Eye fizeram um mapa interativo com os agrotóxicos encontrados em cada cidade. O mapa revela ainda quais estão acima do limite de segurança de acordo com a lei do Brasil e pela regulação europeia, onde fica a Public Eye.

Saiba o nível de contaminação da sua cidade clicando na imagem abaixo.

O retrato nacional da contaminação da água gerou alarde entre profissionais da saúde. “A situação é extremamente preocupante e certamente configura riscos e impactos à saúde da população”, afirma a toxicologista e médica do trabalho Virginia Dapper. O tom foi o mesmo na reação da pesquisadora em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará, Aline Gurgel: “dados alarmantes, representam sério risco para a saúde humana”.
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Entre os agrotóxicos encontrados em mais de 80% dos testes, há cinco classificados como “prováveis cancerígenos” pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e seis apontados pela União Europeia como causadores de disfunções endócrinas, o que gera diversos problemas à saúde, como a puberdade precoce. Do total de 27 pesticidas na água dos brasileiros, 21 estão proibidos na União Europeia devido aos riscos que oferecem à saúde e ao meio ambiente.

A falta de monitoramento também é um problema grave. Dos 5.570 municípios brasileiros, 2.931 não realizaram testes na sua água entre 2014 e 2017.



Coquetel tóxico
A mistura entre os diversas químicos foi um dos pontos que mais gerou preocupação entre os especialistas ouvidos. O perigo é que a combinação de substâncias multiplique ou até mesmo gere novos efeitos. Essas reações já foram demonstradas em testes, afirma a química Cassiana Montagner. “Mesmo que um agrotóxico não tenha efeito sobre a saúde humana, ele pode ter quando mistura com outra substância”, explica Montagner, que pesquisa a contaminação da água no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo. “A mistura é uma das nossas principais preocupações com os agrotóxicos na água”.

Os paulistas foram os que mais beberam esse coquetel nos últimos anos. O estado foi recordista em número de municípios onde todos os 27 agrotóxicos estavam na água. São mais de 500 cidades, incluindo a grande São Paulo – Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André e Osasco – além da própria capital. E algumas das mais populosas, como Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Sorocaba. O Paraná foi o segundo colocado, com coquetel presente em 326 cidades, seguido por Santa Catarina e Tocantins.

Os especialistas falam muito sobre a “invisibilidade” do efeito coquetel. As políticas públicas não monitoram a interação entre as substâncias porque os estudos que embasam essas políticas não apontam os riscos desse fenômeno. “Os agentes químicos são avaliados isoladamente, em laboratório, e ignoram os efeitos das misturas que ocorrem na vida real”, diz a médica e toxicologista Dapper.


Por isso, ela lamenta, as pessoas que já estão desenvolvendo doenças em decorrência dessa múltipla contaminação provavelmente nunca saberão a origem da sua enfermidade. Nem os seus médicos.


Questionado sobre quais medidas estão sendo tomadas, o Ministério da Saúde enviou respostas por email reforçando que “a exposição aos agrotóxicos é considerada grave problema de saúde pública” e listando efeitos nocivos que podem gerar “puberdade precoce, aleitamento alterado, diminuição da fertilidade feminina e na qualidade do sêmen; além de alergias, distúrbios gastrintestinais, respiratórios, endócrinos, neurológicos e neoplasias” (Leia a íntegra das respostas do Ministério da Saúde).

A resposta, porém, ressalta que ações de controle e prevenção só podem ser tomadas quando o resultado do teste ultrapassa o máximo permitido em lei. E aí está o problema: o Brasil não tem um limite fixado para regular a mistura de substâncias.

Essa é uma das reivindicações dos grupos que pedem uma regulação mais rígida para os agrotóxicos. “É um absurdo esse problema ficar invisível no monitoramento da água e não haver ações para controlá-lo”, afirma Leonardo Melgarejo, engenheiro de produção e membro da Campanha Nacional Contra os Agrotóxicos e Pela Vida “Se detectar diversos agrotóxicos, mas cada um abaixo do seu limite individual, a água será considerada potável no Brasil. Mas a mesma água seria proibida na França”.


Ele se refere à regra da União Europeia que busca restringir a mistura de substâncias: o máximo permitido é de 0,5 microgramas em cada litro de água – somando todos os agrotóxicos encontrados. No Brasil, há apenas limites individuais. Assim, somando todos os limites permitidos para cada um dos agrotóxicos monitorados, a mistura de substâncias na nossa água pode chegar a 1.353 microgramas por litro sem soar nenhum alarme. O valor equivale a 2.706 vezes o limite europeu.


O risco das pequenas quantidades
Mesmo quando se olha a contaminação de cada agrotóxico isoladamente, o quadro preocupa. Dos 27 agrotóxicos monitorados, 20 são listados como altamente perigosos pela Pesticide Action Network, grupo que reúne centenas de organizações não governamentais que trabalham para monitorar os efeitos dos agrotóxicos.

Mas, aos olhos da lei brasileira, o problema é pequeno. Apenas 0,3% de todos os casos detectados de 2014 a 2017 ultrapassaram o nível considerado seguro para cada substância. Mesmo considerando os casos em que se monitora dez agrotóxicos proibidos no Brasil, são poucas as situações em que a presença deles na água soa o alarme.

E esse é o segundo alerta feito por parte dos pesquisadores: os limites individuais seriam permissivos. “Essa legislação está há mais de 10 anos sem revisão, é muito atraso do ponto de vista científico” afirma a química Montagner. “É como usar uma TV antiga, pequena e preto e branco, quando você pode ter acesso a uma HD de alta definição”.

Ela se refere a pesquisas mais recentes sobre os riscos do consumo frequente e em quantidades menores, um tipo de contaminação que não gera reações imediatas. “Talvez certo agrotóxico na água não leve 15% da cidade para o hospital no mesmo dia. Mas o consumo contínuo gera efeitos crônicos ainda mais graves, como câncer, problemas na tireoide, hormonal ou neurológico”, alerta Montagner. “Já temos evidências científicas, mas a água contaminada continua sendo considerada como potável porque não se olha as quantidades menores”, afirma.

Em resposta a essa crítica, um grupo de trabalho foi criado pelo Ministério da Saúde para rever os limites da contaminação. “Estamos fazendo um trabalho criterioso”, afirma Ellen Pritsch, engenheira química e representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no grupo. Segundo ela, pesquisas internacionais e regulações de outros países estão sendo levados em conta. Criado em 2014, a previsão é que os trabalhos sejam concluídos em setembro.

Pelo menos 144 cidades detectaram o mesmo pesticida de modo contínuo durante os quatro anos de medições seguidos, segundo os dados. Mais uma vez, São Paulo é o recordista desse fenômeno de intoxicação. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam o uso de pesticidas na produção de cana de açúcar como a provável origem para a larga contaminação do estado. “A cultura da cana é a que tem mais herbicidas registrados. Como São Paulo é um dos maiores produtores de cana, isso justifica sua presença elevada [de pesticidas na água]”, afirma Kassio Mendes, coordenador do comitê de qualidade ambiental da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas.

O diuron, um dos principais herbicidas usados pelo setor, foi detectado em todos os testes feitos na água dos mananciais das regiões onde mais se cultiva cana no estado, segundo dados de 2017 da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A substância é uma das apontadas como provável cancerígena pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

De quem é a responsabilidade?
Depois de contaminada, são poucos os tratamentos disponíveis para tirar o agrotóxico da água. “Alguns filtros são capazes de tirar alguns tipos de agrotóxicos, mas não há um que dê conta de todos esses”, afirma Melgarejo. “A água mineral vem de outras fontes, mas que são alimentadas pela água que corre na superfície, então eventualmente também serão contaminadas”.

O trabalho preventivo, ou seja, evitar que os agrotóxicos cheguem aos mananciais, deveria ser primordial, afirma Rubia Kuno, gerente da divisão de toxicologia humana e saúde ambiental da Cetesb. “O esforço deve ser na prevenção porque o sistema de tratamento convencional não é capaz de remover os agrotóxicos da água”, afirma.

É grande o debate sobre a complexidade em se enfrentar o problema, mas é difícil encontrar quem está assumindo a responsabilidade.

A reportagem procurou as secretarias do Meio Ambiente, Agricultura e Saúde e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para entender quais ações são tomadas no estado com o maior índice de contaminação. As respostas foram dadas pela Sabesp e pela assessoria do meio ambiente com informações técnicas sobre o monitoramento. Nem as secretarias nem a empresa esclareceram o que está sendo feito para controlar ou prevenir o problema. (Leia a íntegra das respostas da Sabesp e da Secretaria do Meio Ambiente)


O Ministério da Saúde diz que a vigilância sanitária dos municípios e dos estados deve dar o alerta aos prestadores de serviços de abastecimento de água para que tomem as providências de melhoria no tratamento da água. “Caso os dados demonstrem que o problema ocorre de forma sistemática, é preciso buscar soluções a partir da articulação com os demais setores envolvidos, como órgãos de meio ambiente, prestadores de serviço e produtores rurais”, diz a nota enviada pelo órgão.

Questionado sobre quais ações estão sendo tomadas, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), que representa os produtores de agrotóxicos, fez uma defesa sobre a segurança dos pesticidas. Em nota, o grupo afirma que a avaliação feita pela Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura garante que eles são seguros ao trabalhador, população rural e ao meio ambiente “sempre que utilizados de acordo com as recomendações técnicas aprovadas e indicadas em suas embalagens”.

O sindicato afirma que a aplicação correta dos produtos no campo é um desafio e atribui a responsabilidade aos trabalhadores que aplicam os pesticidas. “O setor de defensivos agrícolas realiza iniciativas para garantir a aplicação correta de seus produtos, uma vez que alguns problemas estruturais da agricultura como a falta do hábito da leitura de rótulo e bula e analfabetismo no campo trazem um desafio adicional de cumprimento às recomendações de uso”.


Ao contrário do que ocorre em outros países, no Brasil as empresas que produzem agrotóxicos não se envolvem com o monitoramento da água, que é custeado pelos cofres públicos e pelas empresas de abastecimento.

Em Santa Catarina, que está entre os três estados com maior contaminação, o Ministério Público Estadual chamou a responsabilidade de prefeituras, secretarias estaduais, concessionárias de água, agências reguladoras e sindicatos de produtores e trabalhadores rurais. A iniciativa partiu dos resultados de um estudo inédito que encontrou agrotóxicos na água de 22 municípios. “Alertamos todos os órgãos públicos e privados envolvidos para buscar soluções, é preciso aplicar medidas corretivas para diminuir os riscos dos cidadãos”, diz a promotora Greicia Malheiros, responsável pela investigação. A iniciativa teve início em março desse ano e ainda não tem resultados.

Mais do que remediar a contaminação da água, a coordenadora técnica do estudo, a engenheira química Sonia Corina Hess, defende a proibição do uso dos pesticidas que oferecem maior risco. Das substâncias encontradas em seu estudo no estado catarinense, sete estão proibidas na União Europeia por oferecer risco à saúde humana. “Tem que proibir o que é proibido lá fora, tem que proibir o que é perigoso. Se faz mal para eles porque no Brasil é permitido?”, questiona.

Perigoso na Europa, permitido no Brasil
O controle da água feito pelo Brasil também está distante dos parâmetros da União Europeia. Com o objetivo de eliminar a contaminação, o continente fixou a concentração máxima na água em 0,1 micrograma por litro – valor que era o mínimo detectável quando a regulação foi criada.

Para descobrir como a água do Brasil seria avaliada pelo padrão europeu, a organização Public Eye classificou os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde segundo o critério daquele continente. Alguns dos agrotóxicos mais perigosos ultrapassaram os limites europeus em mais de 20% dos testes. Entre eles, o glifosato e o mancozebe, ambos associados a doenças crônicas, e o aldicarbe, proibido no Brasil e classificado pela Anvisa como “o agrotóxico mais tóxico registrado no país, entre todos os ingredientes ativos utilizados na agricultura”.

O glifosato é o caso mais revelador sobre as peculiaridades do Brasil na regulação sobre agrotóxicos. Classificado como “provável carcinogênico” pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, órgão da Organização Mundial da Saúde, o pesticida está sendo discutido em todo o mundo. Há milhares de pacientes com câncer processando os fabricantes nos Estados Unidos – e vencendo nos tribunais – além de protestos e petições pedindo a sua proibição na Europa. Não há consenso, entre as agências reguladoras, sobre sua classificação. No Brasil, que oficialmente colocou a substância em revisão desde 2008, o Ministério da Agricultura liberou novos registros para a venda de glifosato no início deste ano. O pesticida passou a ser vendido em novas formas, quantidades e por número maior de fabricantes.

Nos testes com a água do país, a controversa substância foi a que mais ultrapassou a margem de segurança segundo o critério da União Europeia: 23% dos casos acima do limite. Pela lei brasileira, o glifosato foi um dos que menos soou o alarme: apenas 0,02% dos testes ultrapassaram o nosso limite.


“Isso é um escândalo de saúde pública. Nós colocamos o limite alto, lá na estratosfera, e aí comemoramos que temos uma água segura”, questiona a pesquisadora Larissa Bombardi, professora de geografia na Universidade de São Paulo e autora de um atlas que compara a lei brasileira e europeia no controle dos agrotóxicos. Seu estudo revela como nossos limites chegam a ser 5 mil vezes mais altos que os europeus. O caso mais grave é o do glifosato: enquanto na Europa é permitido apenas 0,1 miligramas por litro na água, aqui no Brasil a legislação permite até 500 miligramas por litro.

Como o glifosato é o agrotóxico mais vendido no país, e também o que tem o limite mais generoso para presença na água, Bombardi lança suspeitas sobre os critérios usados: “no caso do glifosato é realmente difícil encontrar justificativa científica, parece ser mais uma decisão política e econômica”. O pesticida foi o mais consumido em 2017 no Brasil com 173 mil toneladas vendidas, segundo o Ibama. O volume corresponde a 22% das estimativas de vendas para esse químico em todo o mundo no mesmo ano – o que faz do Brasil um importante mercado para as fabricantes, entre elas as gigantes Syngenta e a Monsanto – comprada pela Bayer no ano passado.




Limites generosos
A larga diferença entre os limites fixados pela União Europeia e pelo Brasil é um dos principais argumentos dos críticos do uso da substância no Brasil. “Essa diferença só pode se dar por dois motivos. Ou porque nossa sociedade é mais forte, somos seres mais resistentes aos agrotóxicos. Ou mais tola, porque estamos sendo ingênuos quanto aos riscos que corremos”, provoca Melgarejo, da

Campanha Contra os Agrotóxicos.


A engenheira química Ellen Pritsch, representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no grupo de trabalho que reavalia os limites dos pesticidas na água, discorda. Para ela, os atuais limites são seguros e foram fixados com embasamento científico. “O critério brasileiro é dez vezes menor do que o efeito que geraria problema. Então, mesmo que seja encontrado um percentual acima esse valor, ainda assim seria menor [estaria abaixo do risco]”, afirma.

Antes de aprovar os registros dos agrotóxicos, as empresas fabricantes entregam estudos com testes feitos com animais em laboratórios. O Sindiveg, sindicato da indústria de fabricantes de pesticidas, defende que esses estudos são o suficiente para avaliar os riscos das substâncias. “São estudos de bioconcentração em peixes e micro-organismo, algas e organismos do solo, abelhas, microcrustáceos, peixes e aves”, afirma nota enviada pelo Sindiveg em resposta às perguntas da reportagem.

A principal reivindicação dos grupos que fazem campanha pelo controle dos agrotóxicos é por mais restrição e até pela proibição de alguns dos pesticidas hoje aprovados no país, como a atrazina, o acefato e o paraquate, que são campeões de venda no Brasil, mas proibidos na União Europeia.

Chamada à Câmara para explicar as liberações de novos registros de agrotóxicos, a ministra 
da Agricultura chamou de “desinformação” os estudos que apontam os riscos 
dessas substâncias
Mas o governo aponta na direção oposta. A responsável pela pasta da agricultura, ex-líder da bancada ruralista Tereza Cristina, foi presidente da comissão especial na Câmara que aprovou, em junho passado, o Projeto de Lei que propõe agilizar a aprovação de novos agrotóxicos no país. Apelidado pelos críticos como o “PL do veneno”, já gerou grande polêmica, sendo criticado em uma carta assinada por mais de 20 grupos da comunidade científica.


Sem previsão de conseguir maioria no Congresso para aprovar o PL, a estratégia parece ter mudado. Desde o início do ano, o Ministério da Agricultura publicou novos registros para 152 agrotóxicos, uma velocidade recorde de 1,5 aprovações por dia. Chamada para esclarecer as liberações em audiência na Câmara na última terça-feira (9), a ministra disse que “não existe liberação geral” e que longos processos de aprovação só atrasam o agronegócio brasileiro.


Ela chamou de “desinformação” os estudos que apontam os riscos dessas substâncias e, usando o mesmo argumento do sindicato dos produtores de agrotóxicos, declarou que as intoxicações ocorrem devido ao modo como os trabalhadores aplicam as substâncias. Um dia depois da audiência, o governo aprovou a comercialização de mais 31 agrotóxicos no Brasil.
Esta reportagem faz parte do projeto Por Trás do Alimento, uma parceria da Agência Pública e Repórter Brasil para investigar o uso de Agrotóxicos no Brasil. A cobertura completa está no site do projeto.
(#Envolverde)

Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse


 





O agito dos grandes centros urbanos prejudica a saúde física e mental. As poluições sonora, visual e atmosférica somadas ao enclausuramento do dia a dia contribuem com o desencadeamento de problemas pulmonares, cardíacos e emocionais. Diante deste contexto, a ciência vem mostrando que praticar atividades ao ar livre, em contato com a natureza, é o que precisa ser incorporado na rotina das pessoas como forma de tratamento preventivo.

Pesquisadores da Universidade de Chiba, no Japão, reuniram 168 voluntários e colocaram metade para passear em florestas e o grupo restante para andar nos centros urbanos. As pessoas que tiveram contato com a natureza mostraram em geral uma diminuição de 16% no cortisol (hormônio do estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial.

Para o neurologista e psicoterapeuta cognitivo Mário Negrão, é possível notar uma melhora significativa no aparelho digestivo, nas alergias e na resistência à bactérias e infecções, mas o mais importante é a sensação de bem-estar. “Quando você coloca um indivíduo em uma cidade sem muita natureza, você está colocando-o em um ecossistema hostil, onde tudo que o rodeia é artificial. É comprovado que isso gera um impacto imenso na saúde”, relata.

Na Austrália, um estudo produzido na Universidade Deakin mostra que a natureza oferece às pessoas momentos de liberdade e relaxamento, impactando positivamente o estado mental dos indivíduos e reduzindo sintomas de ansiedade e depressão. Na Holanda, pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã constataram que pessoas que vivem próximas da natureza reduzem em 21% as chances de desenvolverem depressão. Os benefícios também envolvem uma melhora na qualidade do sono, no desenvolvimento cognitivo, na imunidade, nos problemas cardíacos e pulmonares, além de uma redução na ansiedade, na tensão muscular e na possibilidade de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

Para a doutora em Ciências Florestais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Teresa Magro, a sensação de bem-estar está relacionada também ao que fazemos no ambiente natural. “Só o fato de olhar uma paisagem, fazer um passeio em um parque ou em uma área com menos barulho, já nos dá uma sensação de relaxamento”, afirma.

No país com a mais rica biodiversidade do mundo, o contato com a natureza pode ocorrer em diferentes espaços, como parques, praças, cachoeiras e ambientes costeiros e marinhos. “Os benefícios fornecidos pela natureza – como ar puro, água, regulação microclimática, redução de partículas poluentes, relaxamento mental e físico, entre outros – e sua conexão com a saúde das pessoas devem ser vistos pela sociedade e pelo poder público como uma prioridade. Ter espaços verdes acessíveis e bem cuidados próximos da população estimula a visitação e a prática de atividades, o que resulta em indivíduos mais relaxados e produtivos”, completa a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Sobre a Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Foto: Pixabay

Sertão ganhará um dos maiores parques de energia solar do Brasil


 

 O projeto tem capacidade de produção de 116, 86MW de potência.


Em alta no mundo pelo baixo potencial poluidor, a energia solar tem se tornado uma das melhores alternativas para geração de energia elétrica renovável. A cidade de Barreiras, que fica no oeste baiano, não ficou de fora e ganhará em breve um dos maiores parques de energia solar do Brasil.

O Sertão Solar Barreiras já está em fase de implantação nas proximidades do Aeroporto da cidade, em uma área de cerca de 300 hectares. A expectativa é gerar 500 empregos diretos e em torno de 2.000 indiretos. A Prefeitura de Barreiras, por meio do Projeto Desenvolve Barreiras, tem oferecido o apoio necessário para agilizar os procedimentos de emissão de alvarás e licenças, para que a cidade seja beneficiada o mais breve possível com o funcionamento do parque.

“Estamos em uma região de produção agrícola em expansão na área de irrigação e industrialização, esse investimento chega aqui em boa hora para reforçar a oferta de energia em nossa região. Além de alavancar o comércio, a geração de emprego e renda, a arrecadação municipal também ganhará com o funcionamento do parque por meio de impostos como o ICMS e royalties”, comentou o prefeito de Barreiras Zito Barbosa.

“Queremos aproveitar ao máximo a mão de obra local, e nesse sentido necessitaremos do apoio da Prefeitura. Nosso projeto em Barreiras tem capacidade de produção de 116, 86MW de potência, para se ter uma ideia a estrutura corresponde a 352.442 painéis de energia”, explicou o diretor de desenvolvimento da Atlas Renewable Energy, empresa responsável pelo empreendimento.

“Esse é um projeto de impacto ambiental muito pequeno, diferente das PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e Termoelétricas que nós temos na região”, concluiu o prefeito.
Com informações da prefeitura de Barreiras.

Poluição do ar afeta crescimento de árvores em São Paulo

Por Camila Maciel – Agência Brasil
 
Os efeitos da poluição do ar à saúde humana já são conhecidos. Uma pesquisa do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) identificou agora que as árvores também sofrem esses efeitos, o que interfere nos benefícios ambientais prestados por elas. Os pesquisadores utilizaram como modelo a tipuana (Tipuana tipu) – uma das espécies de árvores mais comuns em São Paulo – e mostraram que os poluentes atmosféricos restringem o desenvolvimento desse tipo de planta.

Diminuir temperatura, produzir vapor de água, mitigar o escoamento da água da chuva e, inclusive, filtrar a poluição são alguns dos benefícios das árvores no ambiente urbano que estão prejudicados. “Vamos precisar muito desses serviços ambientais para a gente se adaptar aos impactos das mudanças climáticas. É muito importante ter árvores na cidade. Quanto mais saudáveis elas forem, mais rapidamente a gente vai ganhar esse serviço [ambiental]. As árvores que estão crescendo neste momento estão, provavelmente, sofrendo com o efeito da poluição”, disse Marcos Buckeridge, professor do IB-USP e responsável pelo projeto.

Foram analisadas 41 tipuanas localizadas em diferentes distâncias do Polo Industrial de Capuava, em Mauá, uma das áreas mais industrializadas da região metropolitana de São Paulo. De acordo com os pesquisadores, o bairro é composto por áreas residenciais e comerciais e um polo industrial, formado por refinarias de petróleo e fábricas de cimento e fertilizantes, por onde circula grande quantidade de caminhões e carros.

Estudo

Com um instrumento semelhante a uma broca de furadeira, mas com o interior oco, chamado de sonda Pressler, os pesquisadores retiraram amostras das cascas e dos anéis de crescimento. Eles analisaram a composição química e o tamanho dos anéis e conseguiram medir a variação dos níveis de poluição do ar por diversos elementos químicos a que as plantas foram expostas durante o desenvolvimento e como esse fator influenciou o crescimento delas.

“Nós pegamos árvores que estão em posição onde há uma poluição muito forte e comparamos com árvores onde a poluição não é tão forte”, afirmou Buckeridge. Quando os anéis são muito grandes ou largos, isso indica anos de bom crescimento, ou seja, foram anos de menores níveis de poluição. Os anéis de crescimento menores ou mais estreitos, por sua vez, representam anos de crescimento ruim, quando os níveis de poluição foram maiores.

“As árvores mais próximas às vias de tráfego e expostas a concentrações mais altas de alumínio, bário e zinco, gerados pelo desgaste de peças de automóveis, tiveram menor crescimento ao longo dos anos”, mostra o estudo, que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

De acordo com a pesquisa, o material particulado (partículas muito finas de sólidos ou líquidos suspensos no ar) com tamanho de até 10 micrômetros (PM10), emitido pelo polo industrial, reduziu em até 37% a taxa de crescimento do diâmetro das árvores mais próximas à área.

Os resultados das análises da composição química das amostras das cascas foram confirmadas com dados obtidos por meio de séries temporais de emissões de material particulado na região de Capuava por cerca de 20 anos, elaboradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

O estudo revela que os metais pesados e o material particulado influenciam o desenvolvimento das árvores ao mudar as propriedades ópticas da superfície das folhas. “Dessa forma, aumentam a temperatura e reduzem a disponibilidade de luz para a fotossíntese da planta. Além disso, podem reduzir as trocas gasosas das árvores ao acumular nos estômatos foliares – um conjunto de células nas folhas da planta que permitem a troca de gases com o ambiente e a transpiração do vegetal”.

Buckeridge destaca que a pesquisa mostrou o impacto da poluição no desenvolvimento das tipuanas e, agora, em novas etapas do trabalho, será possível calcular os impactos para a cidade como um todo. “Agora vamos ter que integrar, fazer a modelagem da arborização em São Paulo e ver, no caso da tipuana tipu, quais são esses efeitos no nível macro, mas nós não temos esse número ainda”, explicou.

Ibram encontra espécies raras e ameaçadas no Parque Distrital Salto do Tororó

1/04/19 às 11h49 - Atualizado em 12/04/19 às 7h47

Ibram encontra espécies raras e ameaçadas no Parque Distrital Salto do Tororó

Thrichomys sp. ou punaré

A natureza dá mostra de resiliência em áreas que sofrem pressão fundiária no Distrito Federal. Espécies ainda não descritas, endêmicas e ameaçadas de extinção foram identificadas nos limites do Parque Distrital Salto do Tororó, localizado ao longo da DF-140. As descobertas fazem parte de etapa preliminar do Diagnóstico de Fauna do parque, prevista no Plano de Manejo da área e estão sendo analisadas pelas Diretorias de Fauna (DIFAU) e de Implantação de Unidades de Conservação (DIPUC) do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

A ocorrência das espécies indica que há um trânsito de fauna na região. “É provável que isso ocorra pela proximidade com áreas preservadas como o Jardim Botânico e a Reserva Ecológica do IBGE”, diz Carolina Lepsch, diretora da DIPUC.

Um mamífero da espécie Thrichomys sp. ou punaré (pequeno roedor) foi um dos animais encontrados.  Por não ter sido descrita, não há informações precisas sobre sua biologia, ecologia, dados populacionais, distribuição e estado de conservação.

No grupo das herpetofauna foram registradas duas espécies de importância ecológica. Aplastodiscus lutzorum, rã que tem a distribuição pouco conhecida, descrita apenas em 2017. A espécie é endêmica do Cerrado e seu grau de ameaça não é conhecido. A outra espécie foi o lagarto Enyalius capetingae, descrito em  2018, e apresenta distribuição conhecida apenas para o Distrito Federal e algumas localidades no estado de Minas Gerais.
Lagarto Enyalius capetingae

O trabalho registrou, ainda, a ocorrência de espécies ameaçadas de extinção como o Lobo Guará (Chrysocyon brachyurus) e aves como o Papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops); Tapaculode-brasília (Scytalopus novacapitalis) e a Campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens).

“Apesar do parque estar próximo à APA Gama e Cabeça de Veado, a área faz divisa com inúmeros condomínios e sofre com a pressão de novos parcelamentos. Nesse contexto, as informações do plano de manejo podem subsidiar ações de conservação e preservação para área. A fauna ainda respira em nossos parques”, comemora Rodrigo Santos, membro da Comissão Interdisciplinar de Análise do estudo.

O diagnóstico, realizado por empresa contratada, teve início no primeiro semestre do ano passado. A previsão é de que seja concluído no final de 2019. Depois do levantamento, serão realizadas as Oficinas de Planejamento Participativo (OPPs), zoneamento ambiental e os programas de manejo e gestão.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

127 países do mundo já têm leis com restrições ao plástico. O Brasil não é um deles

127 países do mundo já têm leis com restrições ao plástico. O Brasil não é um deles

127 países do mundo já tem leis com restrições ao plástico. O Brasil não é um deles
A cada ano, mais de 8 milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos, provocando prejuízos à vida marinha, à pesca e ao turismo. O custo desses danos aos ecossistemas aquáticos gira em torno de, pelo menos, US$ 8 bilhões por ano.
Só em 2016, a produção mundial de materiais plásticos foi de 280 milhões de toneladas, das quais cerca de 1/3 eram de uso único, aqueles descartáveis, que após poucos minutos de utilização, são jogados no lixo e raramente, reciclados.
Os dados acima são do estudo internacional “Limites Legais sobre Plásticos e Microplásticos de Uso Único: Uma Revisão Global das Leis e Regulamentos Nacionais, elaborado pela ONU Meio Ambiente, em parceria com o World Resources Institute (WRI).
O levantamento analisou legislações referentes ao plástico em 192 países. Em julho de 2018, 66% deles, ou seja, 127 nações já tinham aprovado leis e restrições, incluindo aí taxas e impostos, sobre o comércio e a distribuição de produtos fabricados com esse tipo de material.
Infelizmente, o Brasil não está entre os 127. Existe um projeto de lei que restringe uso de plástico no país, mas ele ainda está em tramitação na Secretaria de Apoio à Comissão de Meio Ambiente do Senado.
Algumas cidades e estados, entretanto, estão sendo mais rápidas do que o governo federal e implementando mudanças. É o caso do Rio de Janeiro, que foi o primeiro estado do país a proibir produtos com microesferas plásticas e Fernando de Noronha que baniu o uso e a venda de plásticos descartáveis.

#ChegaDePlástico

O estudo global das Nações Unidas foi dividido em três temas: sacolas plásticas, plástico de uso único e micropartículas plásticas. Estas últimas são esferas menores do que a ponta de um alfinete, praticamente invisíveis a olho nu. Adicionadas a produtos de beleza e cosméticos, as partículas são feitas principalmente de polietileno (PE), mas também de polipropileno (PP), polietileno tereftalato (PET), polimetilmetacrilato (PMMA) e nylon.
Não biodegradáveis, elas passam pelo ralo e vão parar direto no sistema de esgoto. Como as estações não conseguem filtrar estas microesferas poluentes, o plástico acaba tendo como destino final o mar.
Abaixo as principais constatações encontradas:

Sacolas plásticas

– A forma mais comum de regulamentação sobre as sacolas plásticas é a proibição de sua distribuição gratuita no varejo, o que já acontece em 83 países. Seguem-se as proibições de fabricação e importação, com 61 países adotando essa norma;
– Até julho do ano passado, apenas 27 países instituíram impostos sobre a fabricação e produção de sacolas plásticas, enquanto 30 cobravam taxas federais aos consumidores pelas mesmas;
– 43 países incluíram em sua legislação elementos de responsabilidade estendida do fabricante relacionados a sacolas plásticas;
– 51 países adotaram medidas legais para implementar metas de reciclagem.

Plástico de uso único

– 27 países promulgaram por lei algum tipo de proibição em referência ao plástico de uso único ou produtos específicos, como por exemplo, pratos, copos, canudos e embalagens descartáveis, e aqueles feitos com poliestireno (isopor);
– Pequenos Estados insulares (ilhas) têm sido muito mais propensos a legislar nacionalmente sobre o plástico de uso único. Eles soma dez países (37% do total analisado);
– 29 países promulgaram algum tipo de sobrecarga sobre plásticos de uso único, seja como imposto ambiental especial, taxas ou encargos de descarte de resíduos ou na forma de impostos mais altos para plásticos descartáveis;
– 63 nações adotaram medidas de Responsabilidade Estendida do Fabricante (EPR, na sigla em inglês), tais como esquemas de devolução de produtos, reembolso de depósitos e garantias de coleta e devolução de resíduos.

Micropartículas plásticas

Até meados de 2018, oito países estabeleceram proibições às micropartículas de plástico, por meio de leis ou regulamentos nacionais. Estes países são Canadá, França, tália, República da Coreia, Nova Zelândia, Suécia, Reino Unido e Irlanda do Norte e Estados Unidos.
– Bélgica, Brasil, Índia e Irlanda propuseram novas leis oque proíbem microesferas em nível nacional. A União Europeia também iniciou o processo para restringir a adição intencional de microplásticos a produtos de consumo e uso profissional.

Pressione o governo!

Se você acha que é hora do Brasil se juntar a tantos outros países e ter uma legislação mais moderna e sustentável, faça a sua parte!
Uma pesquisa realizada pelo DataSenado, com mais de 6 mil pessoas, revelou que os entrevistados são majoritariamente a favor da proibição do uso de sacolas plásticas, utensílios descartáveis, cosméticos com micropartículas de plástico e sobretudo, canudinhos. Das pessoas que participaram da enquete no site do Senado, 83% afirmaram que são a favor de banir canudos plásticos, conforme você confere abaixo.
Projeto de lei que restringe uso de plástico no Brasil ganha enorme apoio popular. Agora só falta virar lei!
É preciso pressão popular para que o projeto de lei no 263/2018 seja aprovado. Você pode dar sua opinião na consulta pública, no site do Senado, neste link.
Abaixo da pergunta “Você apoia esta proposição”, basta você clicar SIM, após fazer um breve cadastro.
Participe, compartilhe, chame outras pessoas a se engajar neste movimento para proteger o meio ambiente!
Foto: Jedimenta44/Creative Commons/Flickr

Em exposição e à venda, fotos inéditas de Sebastião Salgado e Araquém Alcântara irão ajudar na preservação do Pantanal


por Suzana Camargo – Texto publicado em   no site Conexão Planeta – 

Ele é um dos biomas mais mágicos e surpreendentes do país. É Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera.

E todos os anos, o ciclo das águas provoca mudanças drásticas no Pantanal, a maior planície alagável de água doce do mundo.

Esta savana seca e árida, de maio a novembro, torna-se um enorme pântano durante os meses seguintes. Jacarés, capivaras, ariranhas, onças e aves – incluindo a arara-azul-grande, o maior papagaio do mundo -, vêm e vão, seguindo o ritmo das águas. Vivem na região mais de 650 espécies de aves e 130 de mamíferos.

E dois dos maiores fotógrafos brasileiros – Sebastião Salgado e Araquém Alcântara -, fizeram uma viagem recente ao Pantanal para registrar toda essa beleza e biodiversidade. Eles foram mais especificamente para a Serra do Amolar.

A região fica encravada entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e a fronteira boliviana. Tem montanhas, rios, lagoas e campos alagados. E é habitat de uma grande população de onças-pintadas.

Rio Paraopeba está morto e perda de biodiversidade é irreversível

 





A sociedade precisa entender que, sem o ambiente, não tem como existir vida humana, afirma gestora ambiental

Análise da Fundação SOS Mata Atlântica afirma que o Rio Paraopeba está morto no trecho que corta Pará de Minas.

Trata-se de uma consequência do rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. Ana Paula Fracalanza, professora de Gestão Ambiental da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, comenta o caso, que afeta o abastecimento de água da região.
“Quando a Fundação SOS Mata Atlântica diz que o rio está morto, ela quer dizer que não há vida aquática”, afirma a especialista. Para determinar isso, a Fundação considerou alguns parâmetros enquanto realizou coleta de 22 pontos em 305 quilômetros do rio. Um deles foi o índice de turbidez, que aparece 6,83 vezes acima do limite máximo permitido por lei.

“A água estando turva faz com que haja dificuldade de um feixe de luz atravessar a água, isso prejudica a fotossíntese e resulta em um aumento de calor. Então, a vida aquática é prejudicada e a vida acaba não conseguindo seguir”, explica Ana Paula. Outro fator associado à turbidez é a taxa insuficiente de oxigênio dissolvido, fazendo com que não exista manutenção da vida aquática, porque animais não conseguem sobreviver. “Apenas alguns tipos de bactérias, que não precisam de oxigênio para viver, conseguiriam persistir no Rio Paraopeba.”

De acordo com a professora, mesmo se o rio conseguisse voltar a ter vida depois de muito tempo de recuperação ambiental, precisaríamos pensar quais usos eram feitos da água. Alguns eram agricultura, pecuária, abastecimento. Quanto a isso, “em 24 de fevereiro, a Secretaria de Estado de Saúde, Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais lançou uma medida de prevenção, proibindo o uso da água em qualquer finalidade por tempo indeterminado”.

Não há possibilidade de recuperação para abastecimento público. Um simples processo de purificação não basta para conter os metais pesados, “que, acima de alguns limites máximos, também são prejudiciais à saúde”. Como exemplos, temos: chumbo, mercúrio, ferro, cobre, manganês e cromo.

Para além da perda no uso da água, Ana Paula também ressalta o impacto ambiental: “Mesmo que houvesse a recuperação da vida aquática, não seria a mesma vida que havia anteriormente ao crime ambiental, porque a biodiversidade que havia antes não tem como ser recuperada. Não temos como avaliar todas as espécies que existiam previamente à ocorrência do crime ambiental. Não há como avaliar isso”.

A professora explica o posicionamento que o governo e a sociedade devem ter para evitar casos como o de Brumadinho. Em relação ao governo, o posicionamento deve ser sempre preventivo, de fiscalização e de importância ao cumprimento das leis ambientais. “O Brasil tem uma legislação bastante avançada em relação às questões ambientais, então nesse sentido é fundamental que nós não soframos um retrocesso, que as leis sejam cumpridas e que as penalidades sejam, de fato, aplicadas.”

Para ela, a sociedade deve pressionar e não apenas colaborar. “Fazer a sua parte de perceber que o ambiente é fundamental, que sem o ambiente não há vida. Sem as leis ambientais, sem o ambiente, não tem como existir a vida e nem o ser humano.”

Recentemente, no dia 15 de março, a Vale assumiu a elaboração, pagamento e execução de uma nova adutora, com extensão de 50 quilômetros, capaz de captar água do Pará e resolver o problema de abastecimento do município de Pará de Minas. Enquanto a obra não for finalizada, a construtora se comprometeu a perfurar novos poços artesianos que captem água do Córrego dos Moreiras, que será interligada na tubulação já existente do Rio Paraopeba. Não sabemos o risco ou o impacto que ambas as medidas podem gerar.
(#Envolverde)

A legalização da crueldade! STF decide que sacrifício de animais em cultos religiosos é constitucional



 

 

 

 

 




O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (28), por unanimidade, que é constitucional o sacrifício de animais em cultos religiosos.

O caso chegou ao Supremo em um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra uma decisão do Tribunal de Justiça gaúcho que autorizou a prática em relação a religiões de matriz africana, desde que sem excessos e crueldade.

O julgamento do caso começou em agosto do ano passado. O relator, ministro Marco Aurélio Mello votou a favor do sacrifício dos animais nos rituais de todas as religiões, não apenas as de matriz africana. Todos os ministros seguiram o mesmo entendimento.

Na ocasião, entretanto, Marco Aurélio condicionou o abate ao consumo da carne do animal, enquanto os demais não. O ministro Alexandre de Moraes pediu vista na oportunidade e o julgamento foi retomado nesta quinta-feira.

Voto-vista

Em seu voto, Moraes disse que a questão foi colocada de maneira “preconceituosa” pelo Ministério Público estadual, autor da ação, e pelos amigos da Corte, instituições que participaram das discussões no Supremo.

Moraes afirmou que houve confusão de rituais religiosos de sacrifício com práticas de magia negra, nos quais os animais seriam maltratados.

“O ritual não pratica crueldade. Não pratica maus tratos. Várias fotos, argumentos citados por alguns amici curie (amigos da Corte), com fotos de animais mortos e jogados em estradas e viadutos, não têm nenhuma relação com o Candomblé e demais religiões de matriz africana. Houve uma confusão, comparando eventos que se denomina popularmente de magia negra com religiões tradicionais no Brasil de matriz africana”, afirmou o ministro.

De acordo com Moraes, essa interpretação “preconceituosa” da prática estava levando à interdição de terreiros de Candomblé por autoridades administrativas e sanitárias. O ministro afirmou ainda que impedir a prática seria “manifestar claramente a interferência na liberdade religiosa”.

“A oferenda dos alimentos, inclusive com a sacralização dos animais, faz parte indispensável da ritualística das religiões de matriz africana”, afirmou Moraes.

O ministro também votou para estender a permissão a rituais de todas as religiões, mas não condicionou a prática ao consumo da carne do animal.

Os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e o presidente Dias Toffoli também votaram para autorizar a prática e reconhecer o direito de todas as religiões em sacrificar animais em cultos. Celso de Mello não estava presente à sessão.

Para o ministro Luís Roberto Barroso, há desconhecimento sobre como são conduzidos os rituais nas religiões de matriz africana.

“Não se trata de sacrifício ou de sacralização para fins de entretenimento, mas sim para fins exercício de um direito fundamental que é a liberdade religiosa. Não existe tratamento cruel desses animais. Pelo contrário. A sacralização deve ser conduzida sem o sofrimento inútil do animal”, disse Barroso.


“Me parece evidente que quando se trata do sacrifício de animais nesses cultos afros isso faz parte da liturgia e está constitucionalmente protegido”, afirmou Lewandowski.

A decisão foi tomada em um recurso com repercussão geral e deverá ser aplicada por todos os tribunais e juízes do país em casos semelhantes.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/03/28/stf-decide-que-e-constitucional-sacrificar-animais-em-cultos-religiosos.ghtml?utm_source=push&utm_medium=app&utm_campaign=pushg1

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Especialistas imploram aos jardineiros que procurem por ovos de beija-flor antes da poda


Especialistas imploram aos jardineiros que procurem por ovos de beija-flor antes da poda

Especialistas imploram aos jardineiros que procurem por ovos de beija-flor antes da poda

O Planeta Terra é lindo e abundante. Quando a primavera chega, os animais entram em um verdadeiro frenesi reprodutivo. Com a chegada do clima mais quente, é crucial que você aprenda o que fazer quando se deparar com um ninho de beija-flor.


O serviço de pesca e vida selvagem dos EUA emitiu um novo alerta no Facebook para ajudar a proteger os frágeis ninhos de beija-flores. Felizmente, as pessoas se importam o suficiente para preservar o meio ambiente e esta bela espécie, pois a postagem já foi compartilhada mais de um quarto de milhão de vezes.



A postagem exibe fotografias feitas por Kelly Campbell, que mostra um ninho beija-flor incrivelmente pequeno repousando de maneira precária entre os frágeis galhos de uma árvore. Os ninhos de beija-flor geralmente pesam menos de um décimo de 28 gramas.
O departamento de pesca e vida selvagem dos EUA pede às pessoas que sejam bem cuidadosas com a mensagem que acompanha a postagem:
“Os ovos de beija-flor são muito pequenos, quase do tamanho de uma jujuba! Por favor, lembrem-se de verificar a presença de ninhos com muito cuidado antes de podar as árvores e arbustos nesta primavera”.

O alerta é importante para todos nós, pois os beija-flores vivem em todas as Américas. Seja você um proprietário ou morador da cidade, você sempre terá a chance de se deparar com um local de nidificação quando estiver fora de casa.


Os beija-flores vivem desde lá em baixo no Chile até lá em cima no Alasca! Este pequenos, e durões, passarinhos, fazem seus ninhos em todos os lugares que podem. Eles gostam especialmente de construir os seus ninhos em jardins.

Se você tem seu próprio jardim, é provável que você o mantenha para admirar a sua bela flora e fauna. Os beija-flores são atraídos por qualquer jardim com plantas vibrantes, alimentadores de pássaros, e viveiros. Jardins são sonhos de consumo dos beija-flores, e sendo assim, não se surpreenda quando um casal dessa linda criatura escolher o seu jardim para iniciar uma família!

Beija-flores fêmea usam musgo, folhas, e até mesmo teia de aranha para construir seus pequeninos ninhos. Eles preferem se aninhar em galhos de árvores que possuem água corrente nas proximidades, mas eles podem fazer seus ninhos em todos os lugares que puderem. Eles se certificam que camuflar os ninhos com líquens para proteger os ovinhos dos predadores, mas isso os deixam mais vulneráveis aos jardineiros desavisados que estão apenas tentando cuidar de seus jardins.

Agora que você já sabe onde os beija-flores adoram se aninhar, tome um cuidado extra na próxima vez em que você visitar o seu jardim. Se você estiver podando, ou arrancando ervas daninhas, tire um tempinho para inspecionar a existência de qualquer ninho que possa estar escondido em seu jardim.


É claro, que se acontecer de você encontrar um ninho, deixe-o exatamente como você o encontrou. Não mexa em qualquer ramos ou ervas daninhas que o esteja rodeando. Confie em nós, vai valer a pena quando você começar a ver dezenas de lindos beija-flores voando ao redor de seu jardim.


Você conhece algum jardineiro ou amante da natureza? Certifique-se de que eles entendam mais sobre os ninhos de beija-flores mostrando-lhes este artigo!
Fonte: Apost