Fenômeno pode gerar inundações e criar novas falhas geológicas
Uma pesquisa, realizada pela agência
United States Geological Survey (USGS), revelou que o peso de grandes
metrópoles tem feito com que elas afundem, aos poucos, na crosta
terrestre. O geofísico Tom Parsons confirmou sua tese ao realizar um
estudo de caso na cidade de São Francisco, Estados Unidos.
foi feito na região,
reunindo o peso de todos os edifícios da cidade. Os cálculos apontaram
uma carga de 1,6 trilhão de quilos, o equivalente a 8,7 milhões de
Boeings 747. A estimativa sequer considera as demais infraestruturas,
veículos ou o peso dos 7,75 milhões de pessoas que moram na cidade, o
que faria o valor aumentar.
Mesmo assim, somente o peso retratado já
pode ser suficiente para entortar a litosfera, camada sólida externa do
planeta Terra, e causar novas falhas geológicas, responsáveis por
terremotos.
De acordo com os cálculos, foi
constatado que, ao longo de seu crescimento, a cidade afundou cerca de
80 milímetros na crosta. Esse índice, aliado ao aumento do nível do mar,
representa uma preocupação para os cientistas, já que inundações podem
ser geradas futuramente. De acordo com as estimativas dos pesquisadores,
a área da baía deve sofrer 300 mm de aumento do nível do mar até 2050.
– À medida que as populações globais se
movem desproporcionalmente em direção às costas, essa subsidência
adicional, em combinação com o aumento esperado do nível do mar, pode
exacerbar o risco associado à inundação – conta Tom Parsons.
O pesquisador acredita que os resultados
de seu estudo em São Francisco podem ser aplicados a qualquer outro
centro urbano litorâneo, desde que com gravidades variadas.
Para ele, as zonas de
inundação deveriam ser cuidadosamente analisadas à medida que o nível do
mar se eleve. Assim, estudos, fotos de satélite ou imagens aéreas
poderiam ser utilizadas para subsidiar planos de risco.
Cerrado
é o bioma mais ameaçado do Brasil atualmente.
Um artigo científico publicado nesta semana por
pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e da
Universidade de Brasília propõe uma nova abordagem para mapear as marcas do
fogo no Brasil. O trabalho, publicado
na revista especializada “Remote Sensing Applications: Society and Environment”,
utiliza deep learning para facilitar o processamento de
imagens sem perda na qualidade e na confiança da informação, e com uma
sensibilidade melhor às cicatrizes de queimadas deixadas no solo. Com isso, é
possível obter o mapeamento da área queimada com mais detalhe.
Com acurácia de 95%, o novo método detectou 115% mais áreas
queimadas no bioma do que o método utilizado pelo INPE (Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais), e 57% mais área queimada do que o Modis Burned Area, da
Nasa. Essa diferença se deve ao uso de todas as imagens disponíveis do Landsat
(com resolução de 30 metros e frequência de 16 dias), que ainda têm melhor
resolução das obtidas com o sensor Modis (com resolução de 500 metros), e a
possibilidade de processar um grande volume de dados em um curto espaço de tempo.
Deep learning é uma forma de “ensinar” máquinas
a partir de redes neurais artificiais. Para desenvolver e validar o método, os
cientistas usaram imagens do satélite Landsat-8, amostras de treinamento e
algoritmos de deep learning, implementados no Google Earth Engine,
para avaliar quanto foi afetado por queimadas e incêndios florestais no Cerrado
em 2017, além de descobrir onde o fogo aconteceu: em vegetação nativa ou em
áreas com atividades agropecuárias.
“O desenvolvimento de uma nova metodologia para mapeamento
de áreas queimadas com uso de sensoriamento remoto e aprendizado de máquinas
permite um alto potencial para a construção de longas séries temporais de áreas
afetadas por fogo”, explica a pesquisadora do IPAM Vera Arruda, que liderou o
trabalho. “Essa linha de trabalho pode ser útil para estimar emissões de
carbono, impactos ambientais, analisar as interações entre o clima e as causas
ecológicas do fogo e desenvolver modelos preditivos de risco de incêndios,
fornecendo assim informações espaciais que auxiliam nas políticas públicas, no
manejo do fogo e em ações para a conservação.”
A nova abordagem já foi utilizada para calcular a evolução
da área queimada no Brasil entre 2000 e 2019, lançada
em dezembro pela iniciativa MapBiomas Fogo (http://plataforma.mapbiomas.org).
Segundo a análise, nos últimos 20 anos 1,5 milhão de quilômetros quadrados do
Brasil, ou cerca de 17,5% de seu território, queimou pelo menos uma vez.
O primeiro episódio da série OCAA Webinários (Observatório de Comércio e Ambiente na Amazônia) foi ao ar na última sexta-feira (19) aprofundando o debate sobre as possíveis consequências do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia para a floresta amazônica. O documento, assinado em 2019, após duas décadas de negociações, ainda precisa ser ratificado pelos 31 Estados envolvidos para entrar em vigor. Questões ambientais que envolvem a Amazônia estão entre os principais entraves para sua confirmação.
O programa debateu dois estudos sobre o tema, que chegaram a conclusões diferentes sobre a relação desflorestamento e desenvolvimento econômico — Is the EU Mercosur Agreement Deforestation Proof?, publicado pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), e Sustainability Impact Assessment, da London School of Economics.
Conforme destacou a especialista sênior em análise ambiental da universidade britânica, Stefania Lovo, entre 2003 e 2012, houve uma queda no desmatamento no Brasil. No período seguinte, de 2012 a 2018, foi registrado um leve aumento, enquanto em 2019, o país teve um “aumento significativo” em áreas devastadas.
Ela destacou que a queda foi uma resposta a iniciativas politicas apropriadas e defendeu evidências de que o aumento na produção de soja e carne não está necessariamente atrelado à perdas ambientais.
Lovo salientou que o acordo deve aumentar o crescimento do setor agrícola e que o futuro do meio ambiente no Brasil depende mais de políticas públicas do que do acordo em si. A pesquisadora rebateu críticas de que o país poderia afrouxar regras de sustentabilidade. “Sem o acordo, como seria? Ficaria melhor?”, indagou.
Por outro ângulo Paulo Barreto, pesquisador sênior do Imazon, uma das organizações membro do OCAA, apresentou o estudo Is the EU Mercosur Agreement Deforestation Proof.
Ele destacou um levantamento que observou aumento significativo no desmatamento em 189 países, três anos após acordos comerciais internacionais serem firmados e entrarem em vigor. O estudo traça uma geografia da perda ambiental, avaliando diferentes cenários e a elasticidade comercial dos produtos comercializados nessas regiões.
Cauteloso sobre os desdobramentos do pacto comercial, Barreto afirmou que “de fato, o Brasil poderia produzir sem desmatar”. Ele acrescentou, porém, que as atuais condições políticas do país indicam um risco real de um efeito contrário, produzindo um aumento no desmatamento.
O webinário foi mediado pelo coordenador de comunicação do Observatório do Clima, Claudio Angelo, e pode ser acessado, na íntegra, no canal do OCAA no Youtube.
Para mais estudos como esses e para acompanhar o debate sobre comércio e Amazônia, conheça o site do OCAA.
Controlar el clima mundial para 2035: el objetivo que China ya puso en marcha
China tiene años ensayando cómo provocar o detener lluvias, lo logró en el año 2008 durante la clausura de los Juegos Olímpicos en Pekín para evitar cancelar la ceremonia
Leyenda: China usa aviones cargados con yoduro de plata para bombardear nubes y provocar las lluvias. (Twitter)
Los planes de China para consolidarse como potencia mundial cubren varias aristas. Mucho se ha hablado de su incursión en la tecnología, la política, la economía y la salud, pero otro tema está en marcha sin que se hable demasiado al respecto: el control del clima.
Aunque raya en una película de ficción, el país asiático lo viene practicando desde hace algunos años. El mundo vio un adelanto en los Juegos Olímpicos del 2008 en Pekín. Los meteorólogos alertaban posibles lluvias durante la ceremonia de clausura y para no dañar la fiesta, ocho aviones cargados de químicos despegaron de una base en la ciudad de Zhangjiakou, provincia de Hebei. Al mismo tiempo se lanzaron nueve tandas de cohetes (241 en total) con químicos, según el reporte de EFE. La ceremonia transcurrió sin contratiempos. Ese año Pekín aseguraba que podía provocar lluvia artificial en un tercio de su territorio.
La apuesta se redobla para 2025, cuando el régimen espera cubrir 57 % de su territorio para provocar lluvias o nieve. Si quiere eliminar granizo, podrá hacerlo en 580.000 kilómetros cuadrados.
El año 2035 pinta de otra manera: la modificación del clima desde China debería llegar a un nivel mundial «avanzado» en términos de operación, tecnologías y servicios, según una nota publicada por el Consejo de Estado de ese país.
«Robo de agua»
Aquella nota de EFE detallaba que los químicos utilizados suelen ser diatomita (una sustancia secante) para frenar la lluvia, o yoduro de plata si lo que se desea es acelerar la llegada de precipitaciones.
Una iniciativa similar fue usada por Estados Unidos en el Proyecto Stormfury de 1962 a 1983 para calmar los ciclones tropicales sembrándolos con yoduro de plata hasta que el proyecto fue cancelado. En la misma década de los años 60, China habría comenzado sus propios ensayos.
El régimen chino enumera planes como proteger la agricultura, estimación de desastres como la sequía y caída de granizos o controlar incendios forestales. Pero tal como ocurre con muchos planes de China, las suspicacias están a la orden del día.
Hasta el momento no hay evidencia de «robo de agua» hacia otros países, pero tampoco ha habido «siembras» tan grandes que sean capaces de comprobarlo. Por ello se genera un debate sobre hasta dónde llegará el plan de China. El razonamiento pertenece a Andrea Flossmann, copresidenta del grupo especializado en modificación del clima de la Organización Meteorológica Mundial. «Deberá monitorizarse”, declaró la experta a La Vanguardia.
Flossmann reseña que otros países como Israel también lo hacen. Mientras que Francia, Rusia, Rumania o Moldavi trabajan en programas para la prevención del granizo por el cambio climático.
La amenaza para países vecinos
Desde 2012 a 2017 China había asignado 8800 millones de yuanes (1340 millones de dólares) para apoyar programas de modificación del clima, indicó en ese momento la agenciaXinhua.
La nota de La Vanguardia menciona otro punto para tener en cuenta dentro del plan chino y son las técnicas que está usando incluso en la cordillera del Himalaya, donde nacen sus tres grandes ríos, el Yangtsé, el Mekong y el Amarillo.
En torno al río Mekong gira un problema que tiene años. Las enormes represas chinas limitan la cantidad de agua a las poblaciones vecinas, secan los cauces cercanos dejándolos sin pesca y matan a las especies acuáticas. Un reportaje de The New York Times retrata las penurias de los pobladores.
Esto, sumado a que las lluvias podrían abarcar otros países sin que las necesiten, se convierten en un serio problema hídrico para esa región según Xulio Ríos, director del Observatorio de la Política China que declaró el medio español.
La India es un claro ejemplo de esta situación, el monzón de verano es un evento clave porque pone fin a meses de sequía y es recibida con alegría entre los hindúes. Más lluvias solo podrían traducirse en tragedia.
«Uno de los factores impulsores del monzón es la diferencia de temperatura entre la meseta tibetana y el océano Índico. Así que si realizaras cambios significativos en la meseta tibetana, como están planeando algunos (…), creo que eso sí podría tener efectos bastante drásticos», explicó Dhanasree Jayaram, experta en clima de la Academia Manipal de Educación Superior en Karnataka, en declaraciones a BBC.
Otro problema es la poca claridad de quién está «sembrando de nubes». Lo que sí es evidente es que China apuesta por cubrir todo el planeta para 2035, según el comunicado de sus autoridades emitido en diciembre de 2020.
Meio ambiente: Quando mudar pode deixar as coisas piores do que já estão
Com informações da New Scientist - 23/07/2018
Faca de muitos gumes
Todos conhecem as questões ambientais e sua urgência, e muitos já concordam em fazer sua parte.
Infelizmente, aderir à última moda no movimento ambientalista nem sempre é o caminho adequado para salvar o planeta.
Por exemplo, cortar a carne e os laticínios da sua dieta é uma abordagem válida para reduzir sua pegada ambiental, mas afastar-se do mundo animal não parece ser a melhor opção quando se trata do seu guarda-roupa.
Acontece que as alternativas para as peles e o couro podem simplesmente redirecionar os danos para as criaturas marinhas, porque essas alternativas são feitas de outro ecovilão: o plástico. Os indícios ainda são iniciais, mas apontam que, para o vestuário, alguns tecidos animais podem ser a escolha menos prejudicial para o meio ambiente.
Já se demonstrou também que trocar as sacolas plásticas descartáveis por uma sacola de algodão reutilizável só passa a fazer diferença depois que você a usar 131 vezes. Isso se deve à grande carga ambiental do algodão, que também é o grande responsável pela pegada ambiental das roupas, sem contar seu histórico devastador no uso de agrotóxicos.
Os biocombustíveis também têm sido largamente aclamados como uma alternativa ambientalmente correta aos derivados do petróleo, mas os dados mostram que cultivar plantas para transformá-las em combustível para carros leva ao desmatamento e ao aumento das emissões de carbono.
Trocamos as lâmpadas incandescentes, que gastavam muita energia, por lâmpadas fluorescentes compactas, mas nunca houve um estudo sobre o ciclo de vida dessa substituição, o que deveria ter incluído reciclar seu material eletrônico - o que já sabemos é que "democratizamos" o perigoso mercúrio por todo o planeta.
Guerra contra o plástico está nos distraindo de ameaças mais urgentes, alertam especialistas
Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/11/2020
Guerra contra inimigo errado
Uma equipe de importantes especialistas ambientais lançou um
alerta de que a "guerra contra os plásticos" sendo atualmente travada
no mundo todo está eclipsando ameaças muito maiores ao meio ambiente.
O painel de 13 especialistas afirma que, embora os resíduos
de plástico sejam de fato um problema, sua proeminência na preocupação da mídia
e do público em geral com o meio ambiente está ofuscando ameaças maiores como,
por exemplo, as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade.
O argumento é que muito do discurso em torno dos resíduos
plásticos é baseado em dados que nem sempre são representativos dos ambientes
que foram amostrados - por exemplo, recentemente se comprovou que não há tanto plástico nos oceanos quanto se temia.
Os autores alertam que a poluição do plástico passou a
dominar a preocupação do público com o meio ambiente e tem sido explorada
politicamente, por exemplo, por meio de imagens emotivas da vida selvagem
envolvida com lixo plástico e de manchetes alarmistas.
A equipe destaca que o plástico não é o único tipo de
material poluente oriundo da atividade humana que contamina o meio ambiente.
Outros exemplos incluem as fibras têxteis naturais, como algodão e lã,
partículas carbonáceas esferoidais (restos de combustíveis fósseis) e
partículas de desgaste dos freios de veículos - todas presentes em locais
diferentes, onde podem ter efeitos ambientais adversos.
Esses materiais são frequentemente muito mais abundantes do
que os microplásticos e alguns, como vidro, alumínio, papel e fibras naturais,
estão associados a "plásticos alternativos" que são comercializadas
como soluções para a poluição do plástico tradicional, mas na realidade são um
passo para o lado, que não muda as práticas de consumo que estão na raiz do
problema. Os impactos ecotoxicológicos de alguns desses materiais são menos
conhecidos do que a poluição por plásticos e microplásticos, mas podem ter
impactos significativos, diz a equipe.
Os autores do artigo apelam à mídia para garantir que as
realidades da poluição do plástico não sejam deturpadas, particularmente na
divulgação pública do problema, e exortam os governos a minimizar o impacto
ambiental do consumo excessivo, por mais inconveniente que seja, por meio do
projeto dos produtos, e da gestão de resíduos verdadeiramente circular.
"Estamos vendo um engajamento sem precedentes por parte
do público com as questões ambientais, particularmente a poluição do plástico,
e acreditamos que isso representa uma oportunidade em uma geração para promover
outras questões ambientais potencialmente maiores. Este é um momento chave para
destacar e abordar áreas como a 'cultura de jogar fora' da sociedade e
reformular a gestão dos resíduos. Porém, se continuarmos a priorizar o
plástico, essa oportunidade será perdida - e com grande custo para o nosso meio
ambiente," ressaltou o professor Tom Stanton, da Universidade de
Nottingham, no Reino Unido.
Veja um bilhão de anos do movimento tectônico da Terra em 40s
Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/02/2021
Tectônica de placas acelerada
Uma
equipe internacional de geólogos criou um ídeo que mostra em 40
segundos o movimento ininterrupto das placas tectônicas da Terra no
último bilhão de anos.
O
vídeo revela um planeta em movimento constante conforme as massas de
terra se movem ao redor da superfície do planeta, por exemplo, mostrando
que a Antártica já esteve no equador.
"Apresentamos,
pela primeira vez, um modelo de placa inteira contínua abrangendo 1
bilhão de anos [atrás] até os dias atuais, incluindo um modelo revisado e
melhorado para o Neoproterozóico-Cambriano (1000-520 milhões de anos)
que se conecta com os modelos do Fanerozoico, abrindo assim os tempos
pré-Gondwana para análises quantitativas e outros refinamentos
regionais," escreveu a equipe.
Mais
do que uma curiosidade educativa, o trabalho fornece uma estrutura de
pesquisa para a compreensão da habitabilidade do nosso planeta e até
mesmo para localizar recursos metálicos críticos para viabilizar um
futuro de baixo carbono.
"Em
uma escala de tempo humana, as coisas se movem em centímetros por ano,
mas, como podemos ver na animação, os continentes estiveram em todos os
lugares no tempo. Um lugar como a Antártica, que vemos como um lugar
frio,inóspito e gelado hoje, na verdade já foi um ótimo destino de
férias no equador," disse Michael Tetley, da Universidade de Sydney, na
Austrália.
"O
planeta Terra é incrivelmente dinâmico, com sua superfície composta de
placas que se chocam constantemente de uma forma única entre os planetas
rochosos conhecidos. Essas placas se movem na velocidade do crescimento
das unhas, mas quando um bilhão de anos se condensam em 40 segundos o
que se revela é uma dança hipnotizante. Os oceanos se abrem e fecham, os
continentes se dispersam e se recombinam periodicamente para formar
supercontinentes imensos," acrescentou seu colega Sabin Zahirovic.
Berço que balança
Este
modelo de um bilhão de anos permitirá que os cientistas entendam melhor
como o interior da Terra se convecta, se mistura quimicamente e perde
calor por meio do espalhamento do fundo do mar e do vulcanismo.
O
modelo também ajudará a entender como o clima mudou, como as correntes
oceânicas se alteraram e como os nutrientes fluíram das profundezas da
Terra para estimular a evolução biológica.
"Colocando
em termos simples, este modelo completo ajudará a explicar como nosso
lar, o planeta Terra, se tornou habitável para criaturas complexas. A
vida na Terra não existiria sem as placas tectônicas. Com este novo
modelo, estamos mais perto de entender como este lindo planeta azul se
tornou nosso berço," disse o professor Dietmar Müller.