sábado, 8 de março de 2014

18 bombas em uma casa no Gama


7/3/2014 às 19h04

Polícia do DF recolhe 18 bombas em uma casa no Gama

Uma pessoa que estava no local foi encaminhada à delegacia

Do R7, com TV Record Brasília
Os explosivos estavam dentro de uma casa no Gama Divulgação
 
O esquadrão antibombas da Polícia Militar do Distrito Federal recolheu 18 bombas, em forma de bananas de dinamite, no Gama (DF)no fim da tarde desta sexta-feira (7). Os explosivos estavam dentro de uma casa e uma pessoa que estava no local foi presa.   

A perícia foi encaminhada até a casa e ainda não se sabe como as bombas seriam usadas. A apreensão dos explosivos é a maior registrada desde o ano passado.   

Segundo a polícia, os explosivos estavam em caixas com cinco e três unidades. Os policiais foram para o local após receber uma denúncia anônima.  

Leia mais notícias no R7 DF      
Suspeita de bomba interdita entrada da Superintendência da Polícia Federal no DF

Os explosivos, de acordo com a polícia, eram semelhantes aos que são utilizados em explosões de caixas eletrônicos em assaltos.

Banco do Nordeste perdeu milhões em operações consideradas irregulares


Investigações mostram que situação do banco é mais grave do que se supunha, com concessões de empréstimos sem análise de crédito adequada

MURILO RAMOS, DE FORTALEZA (CE), COM FLÁVIA TAVARES
21/02/2014 20h32
 



Numa tarde movimentada no Congresso, em 2007, o então presidente do Banco do Nordeste, o BNB, Roberto Smith, subiu ao 14º andar do Senado para conversar com o senador Gim Argello, do PTB de Brasília. Smith estava acompanhado por um assessor e por um deputado federal. 


Ele estava lá para conversar com um convidado e amigo de Gim, o empresário Walter Torre, dono de uma das maiores construtoras do país, a WTorre. 

Gim atuara ali como intermediário entre um empresário com um problema e um burocrata com uma solução. 


A partir daquele instante, um banco estatal, com orçamento de aproximadamente R$ 10 bilhões por ano para gastar e juros camaradas a oferecer, estava à disposição de Walter Torre. 


O momento em que Torre abordou Smith – ou Smith abordou Torre – não poderia ter sido mais oportuno. 

Com dinheiro saindo pelo ladrão, o BNB acabara de criar uma diretoria para capitalizar empresas que nem mesmo precisavam se envolver em projetos de desenvolvimento da região, contrariando a ideia inicial do ex-presidente Getúlio Vargas ao criar o Banco do Nordeste, em 1952. 


Era o caso da WTorre, uma empreiteira de São Paulo. Após o encontro no Senado e negociações subsequentes, a WTorre conseguiu levantar R$ 110 milhões ao vender títulos no mercado, comprados principalmente pelo BNB.
 
FORA DA NORMA Agência do Banco do Nordeste em Campina Grande (acima) e trecho do relatório interno. Os empréstimos eram concedidos sem garantias mínimas (Foto: Nelsina Vitorino/ÉPOCA)
FORA DA NORMA Agência do Banco do Nordeste em Campina Grande (acima) e trecho do relatório interno. Os empréstimos eram concedidos sem garantias mínimas (Foto: Reprodução)


O BNB é um velho conhecido dos brasileiros que acompanham o noticiário. Em 2005, ganhou fama quando um assessor de José Guimarães, irmão do mensaleiro condenado José Genoino e atualmente deputado federal pelo PT, foi preso no aeroporto de Congonhas com US$ 100 mil na cueca. 


Apurou-se que ele carregava a dinheirama para pagar propina a um executivo do BNB e, assim, acelerar um empréstimo para uma empresa do setor de energia elétrica. 

Dois anos depois, um aliado do ex-governador do Ceará Ciro Gomes foi afastado do banco por atuar na renegociação de uma dívida em condições para lá de vantajosas – não ao banco, claro. 


Em 2012, ÉPOCA publicou uma reportagem mostrando irregularidades na concessão de empréstimos pelo BNB. Parentes de executivos se esbaldaram ao conseguir financiamentos também para lá de vantajosos.

 Ao banco? Evidente que não. Para justificar despesas com o dinheiro recebido, as empresas beneficiadas apresentavam notas fiscais frias e recorriam a laranjas.

>> Os esquemas de corrupção do Banco do Nordeste podem ter desviado R$ 2 bilhões

A mamata com dinheiro público era tamanha que os principais órgãos de fiscalização do país, além da Polícia Federal, foram acionados. 



Começaram uma devassa nos balanços do BNB. Os primeiros resultados dessa investigação, a que ÉPOCA teve acesso, revelam que a situação do banco é ainda mais grave do que se supunha. 

Esquadrinhando as operações do BNB, os investigadores comprovaram que, em grande parte delas, o banco acabou lesado. 


Auditorias internas descobriram que o BNB, estranhamente, não fazia esforço para cobrar as dívidas que haviam sido contraídas. 


Um relatório concluído pelo Tribunal de Contas da União recentemente calcula que esse descaso causou prejuízos ao BNB, apenas até 2008, de R$ 500 milhões (valor não corrigido), quantia suficiente para construir mais de 8 mil casas populares. 


Essas operações, de tão toscas, não permitem que o banco cobre as dívidas na Justiça. Por múltiplas razões. 


Entre elas, como perceberam os auditores do TCU, está um fato prosaico: o BNB emprestou dinheiro sem sequer recolher as assinaturas dos devedores.

Os auditores do TCU, a PF e o Ministério Público Federal avançam agora na investigação sobre o tipo de negócio firmado por Walter Torre, o empresário amigo de Gim Argello. 



É um tipo de negócio que, no BNB, estava numa diretoria ocupada por Luiz Henrique Mascarenhas, ou simplesmente Lula. 


Servidor de carreira do Banco do Brasil especializado em mercado de capitais, Lula não deixou a desejar. Em três anos, sua diretoria liberou quase R$ 900 milhões na compra de títulos de empresas privadas. 

Tudo estaria dentro dos conformes... se a liberação do dinheiro estivesse dentro dos conformes. Um relatório confidencial do banco, obtido por ÉPOCA, afirma que o BNB liberou o dinheiro sem que as empresas apresentassem garantias suficientes (leia o documento acima). 


Na prática, o BNB desembolsava recursos sem saber se a empresa tinha dívidas na praça ou se advogados do próprio banco estavam de acordo. Foi assim que o empresário Walter Torre obteve seus R$ 110 milhões no BNB. 

Num trecho do relatório, os técnicos do banco afirmam que a empresa de Walter Torre obteve o dinheiro sem apresentar uma certidão negativa de débitos. 

Seria como se um cidadão desse um cheque numa loja sem que o comerciante verificasse se ele tem nome sujo na praça. 


No relatório, os técnicos precisam frisar o óbvio: empresas com possíveis dívidas não “poderiam fechar contratos com o governo”. 

Em situações análogas à da WTorre, de acordo com o documento do banco, estão as empresas OAS, Moura Dubeux e a Concessionária Auto Raposo Tavares. Todas negam irregularidades e afirmam ter quitado as dívidas com o banco.
 

INTERMEDIÁRIO O senador Gim Argello (PTB). Ele colocou o empresário Walter Torre em contato com o presidente do BNB (Foto: Adriano Machado/Ed. Globo)

Lula – o diretor do BNB – é amigo e foi indicado para o cargo por Francisco Cláudio Duda, também servidor de carreira do Banco do Brasil. 

Nos últimos anos, Duda ficou conhecido por zanzar em bancos ligados a governos petistas, como o Banco de Brasília e o Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul. 

Por sua competência nas operações do BNB, pelo respaldo político de Duda e do PT e pela afinidade com empresários, entre eles Walter Torre, Lula tinha um futuro promissor – até que tentou uma jogada ousada demais.

Uma empresa da área de energia eólica, da qual ele era presidente do Conselho de Administração – não como representante do banco –, pediu dinheiro emprestado ao BNB. Lula queria atuar nas duas pontas. Quando a tentativa foi descoberta, ele tentou negociar sua saída do BNB sem comprometer o pedido de empréstimo da empresa. Não adiantou. 

Diante do possível estrago à imagem do banco, Lula foi afastado, e o pedido da empresa de energia eólica foi derrubado rapidamente. 

Lula afirma ter saído do banco por motivos familiares. Diz, ainda, que todas as decisões passaram pela diretoria colegiada do banco e nega ter sido indicado pelo PT.

Num de seus primeiros atos quando assumiu a presidência do BNB em 2012, Ary Joel Lanzarin extinguiu a área que fora criada para abrigar Lula. 



Comentou com colegas que o BNB deveria se concentrar no que, afinal, sempre foi a vocação do banco: emprestar dinheiro a agricultores familiares e empresas que façam o Nordeste crescer. 

Também reforçou a análise de renegociações de dívidas com empresas, para evitar que continuasse como um dos principais buracos do banco. Uma operação em especial foi traumática para o BNB. 


Mesmo sem apresentar garantias suficientes de que a empresa honraria a dívida, o prazo de pagamento foi prolongado para a Rede Energia. 

Um relatório da Controladoria-Geral da União afirma que a renegociação com a Rede Energia expôs o banco a um “risco elevado sem o respaldo adequado de suas políticas de desenvolvimento regional”. 

Após a chegada de Lanzarin, a dívida foi finalmente renegociada em termos que a Rede Energia pudesse pagar. De acordo com a empresa, existe um débito de R$ 70 milhões com o BNB, mas as prestações para quitá-lo estão em dia.
 

IMPRUDÊNCIA Escritório da Rede Energia. O BNB emprestou dinheiro à empresa com “garantias insuficientes”, expondo-se a “risco elevado” (Foto: Reprodução)
IMPRUDÊNCIA Escritório da Rede Energia. O BNB emprestou dinheiro à empresa com “garantias insuficientes”, expondo-se a “risco elevado” (Foto: Reprodução)
Lanzarin imaginara que poria o banco no rumo certo. Com o aval do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ele começou a fazer mudanças no banco. 


Só não conseguia demitir diretores antigos, ligados a próceres do PT, como Paulo Ferraro, indicado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, e Luiz Carlos Everton de Farias, indicado pelo senador do Piauí Wellington Dias. 


Na metade do ano passado, Ferraro pediu à cúpula do Ministério da Fazenda para sair. 


Para não desagradar a Jaques Wagner, Mantega interveio e garantiu a permanência dele no cargo. Na metade de dezembro do ano passado, Lanzarin enxergou uma nova oportunidade para se ver livre dos diretores ligados aos petistas. 

Soube que Ferraro, Everton e outros nove dirigentes do banco – entre eles Lula – seriam denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) no Ceará por gestão fraudulenta. 

O entusiasmo de Lanzarin se dissipou pouco mais de um mês depois, quando o juiz responsável por acolher a denúncia excluiu o nome desses diretores. Agora, o MPF recorre da decisão. Os dois diretores indicados pelo PT negam quaisquer irregularidades.

O BNB afirma que o relatório obtido por ÉPOCA é preliminar, que as operações são regulares e que o banco lucrou com elas. 


O ex-presidente do BNB Roberto Smith respondeu por e-mail que a indicação de Luiz Henrique Mascarenhas “foi proveniente do Ministério da Fazenda e, assim como toda e qualquer indicação, foi aprovada pelo Conselho de Administração, no qual eu ocupava a posição de vice-presidente”. 


Smith disse ainda que pretende rebater as acusações de gestão fraudulenta “junto à Justiça, de forma afastada de qualquer sensacionalismo vão”. 

A WTorre informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “toda a operação de emissão de debêntures pelo BNB para a WTorre foi realizada estritamente dentro das normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do Banco Central, tendo sido as debêntures quitadas nos termos acordados com os tomadores dos títulos. 

A emissão de debêntures – não são empréstimos, portanto –, realizada em 2008, foi a única operação realizada pela WTorre com o BNB”. 


A OAS Empreendimentos informou, por meio de nota, que “o Banco do Nordeste adquiriu debêntures emitidas em 2010 pela empresa no valor total de R$ 60 milhões, sendo que quatro parcelas de R$ 12 milhões já foram liquidadas, ficando somente uma parcela remanescente, que será liquidada no seu vencimento em 15/7/2014”. 


A Concessionária Auto Raposo Tavares informou apenas que as operações com o BNB estão em dia. E a Moura Dubeux não respondeu aos questionamentos de ÉPOCA. 


Um cemitério de baleias e um mistério de 9 milhões de anos



Um cemitério de baleias no Chile, com cerca de 9 milhões de anos, intrigou cientistas por anos. Por que os animais teriam morrido? Um grupo de paleontólogos diz ter encontrado a resposta

REDAÇÃO ÉPOCA
26/02/2014 12h25 -



Parece uma cena de crime.  No Chile, a rodovia Pan-Americana, que corta o deserto do Atacama, é acompanhada por um imenso cemitério de baleias. Os fósseis de pelo menos 40 mamíferos e alguns animais menores se amontoam ali desde o período Mioceno, entre 6 e 9 milhões de anos atrás.

Descoberto em 2011, o cemitério intrigou cientistas pelos últimos três anos. O mistério consistia em entender o que teria ocasionado a morte de todos aqueles animais. 

Conhecido como Cerro Ballena, ou Colina das Baleias, o sítio arqueológico detém a maior concentração de baleias e outros mamíferos marinhos já encontrada. As evidências demonstravam que esses “encalhes em massa” haviam ocorrido diversas vezes ao longo de 16 mil anos. À medida que os animais morriam, seus corpos ficavam soterrados sob sedimentos.

Pelo menos 40 mamíferos, como baleias e golfinhos, ficaram soterrados nos sedimentos de Cerro Ballena, região do deserto do Atacama, no Chile. As razões de sua morte eram um mistério (Foto: EFE/Adam Metallo )




Em artigo publicado no Royal Society Journal, os cientistas dizem ter descoberto a causa das mortes: envenenamento. As pesquisas indicam  que os animais ingeriram ou respiraram algas venenosas. A principal pista para essa conclusão foi a posição em que os fósseis foram encontrados. 

 As baleias estavam com as barrigas para cima, um sinal, segundo os paleontólogos, de que a morte ocorrera em outro lugar: quando algumas espécies de baleias morrem, seus corpos se enchem de gás, o que as faz flutuar nessa posição. 

“Aquilo era um cemitério, não o local da morte”, disse Nick Pyenson, paleontólogo do museu Smithisoniano de História Natural e principal autor do estudo.  

Depois de serem envenenadas, as baleias foram levadas pela correnteza até Cerro Ballena.

>>Cientistas descobrem rocha mais antiga já encontrada na Terra
>>Diamante raríssimo de 29,6 quilates é encontrado na África do Sul

Aquela região do deserto do Atacama é conhecida há anos como um importante sitio arqueológico, por sua incomum concentração de fósseis. 

A descoberta do cemitério de baleias é mais recente e ocorreu justamente por causa da construção da estrada Pan-Americana, que corta a região.  

 Durante uma expedição arqueológica em 2011, Pyeson decidiu dar uma olhada nas camadas de sedimento que haviam sido revolvidas pelas obras da estrada. Foi pego de surpresa pela descoberta: 

“É incrível que nesses 240 metros cortados por estrada, tenhamos encontrado todos os superstars dos mamíferos marinhos que surgiram na América do Sul durante o Mioceno. É uma concentração muito densa de espécies”, disse Pyeson à BBC.

Cientistas especulam que algas tóxicas causaram a morte dos animais (Foto: EFE/Adam Metallo)
A maioria dos fósseis foi encontrada em perfeitas condições. Os esqueletos completos de duas baleias adultas foram encontrados sobre o fóssil de uma baleia jovem. Entre as descobertas, estão espécies extintas de baleia e uma espécie raríssima de golfinho, também já extinta. Pyeson acredita que os esqueletos encontrados até agora, embora numerosos, representem ainda uma pequena parcela do total. 



Casas, lojas e bares subterrâneos para driblar calor

08/03/2014 06h00 

Cidade na Austrália tem casas, lojas e bares subterrâneos para driblar calor

Construções peculiares da pequena Coober Pedy atraem turistas.


Tubos ventilam e iluminam ambientes; opala é a pedra típica da região.

Do G1, em São Paulo
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Cozinha no museu "Old Timers Mine", em Coober Pedy (Foto: Dozier Marc/Hemis.Fr/AFP) 
 
Cozinha no museu "Old Timers Mine", em Coober Pedy 
 
Com clima semidesértico que chega a 45°C no verão – mesmo na sombra --, a pequena cidade de Coober Pedy, no sul da Austrália, tornou-se atração turística graças a seu tipo peculiar de construção. Para driblar as altas temperaturas, várias de suas casas são construídas debaixo da terra.
Joias feitas com opala, a pedra típica da cidade (Foto: Dozier Marc/Hemis.Fr/AFP) 
 
Joias feitas com opala, a pedra típica da cidade

Além das residências, o município tem museus, igrejas, lojas, bares e galerias de arte subterrâneas.

Os mais antigos pertenceram a trabalhadores que chegaram lá no início do século 20, para construir uma ferrovia ou explorar minas de opala – a pedra preciosa típica da região, que se autodenomina “capital mundial da opala”.


No início, tudo era escavado a mão, com pás e picaretas, aproveitando buracos já abertos no arenito para a exploração desse mineral.


As casas iam se expandindo de acordo com a necessidade de seus moradores, que tinham apenas que cavar mais para adicionar mais um cômodo.


Ventilação

Hoje, a cidade tem 3,5 mil habitantes de 45 nacionalidades diferentes. Os quartos subterrâneos são ventilados por tubos que saem para fora da terra e que podem ser vistos da superfície. A luz natural também entra em alguns ambientes, como as cozinhas, por tubos mais largos.


Entre os pontos subterrâneos mais visitados por turistas estão o bar Desert Cave, a igreja sérvia ortodoxa, o museu e mina de opala Umoona e a galeria de arte subterrânea.

Além disso, uma das casas antigas, conhecida como Fayes Underground Home, é aberta à visitação. Ela foi construída manualmente por três mulheres e possui três dormitórios, sala, bar, adega, mesa de sinuca e piscina.


Igreja sérvia subterrânea em Coober Pedy (Foto: John Frumm/ hemis.fr/AFP) 
 
Igreja sérvia subterrânea em Coober Pedy 
 
Visitante em antiga mina de opala na cidade (Foto: John Frumm/ hemis.fr/AFP) 
 
 

R$ 6,9 bilhões por universidades descredenciadas

Galileo pede na Justiça R$ 6,9 bilhões por universidades descredenciadas

Ministério da Educação fechou Gama Filho e UniverCidade em janeiro.
Para Galileo, 'decisão foi desproporcional e demasiadamente gravosa'.

Do G1 Rio
 

 
A Galileo Educacional, que administra a Universidade Gama Filho e a UniverCidade, entrou com ação na 5ª Vara de Justiça Federal pedindo R$ 6,91 bilhões em reparação por danos materiais pelo descredenciamento das instituições de ensino. O caso ocorreu no dia 13 de janeiro. As informações foram divulgadas neste sábado (8) pela própria assessoria de imprensa da empresa.

De acordo com a assessoria, os réus do processo são a União, o ministro da Educação, José Henrique Paim Fernandes, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, além do secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Jorge Rodrigo Araújo Messias.


Ainda de acordo com a assessoria, para o Galileo Educacional, o MEC, "por meio de julgamento sumário e de natureza discricionária, em menos de 30 dias da  abertura de processo administrativo", proferiu "decisão desproporcional e demasiadamente gravosa" contra a UGF e a UniverCidade - o descredenciamento foi anunciado em janeiro, com o semestre ainda em curso.

A Galileo Educacional informou ainda que cálculo da indenização foi feito com base nas mensalidades dos cursos, considerando uma projeção futura de 15 anos de perda de receitas. A empresa acrescentou ainda que o descredenciamento provocou o desemprego de 2.600 pessoas.
 
Entenda o caso

No fim de 2012, o MEC instaurou um processo de supervisão na Gama Filho e na UniverCidade, motivado por denúncias de irregularidades, deficiência acadêmica e problemas financeiros. 

No início do ano passado, a crise se agravou, com a deflagração de greve de professores, funcionários e estudantes por falta de pagamento de salários nas duas instituições.

Diante desse cenário, o MEC criou em abril de 2013 uma comissão de acompanhamento para avaliar a situação, além de outra formada por professores, funcionários, estudantes, pais e sindicatos, entre outros, para identificar soluções e articular acordos.

Ao longo do ano passado, segundo nota divulgada pelo MEC, foram alternados na Gama Filho e na UniverCidade períodos de normalidade acadêmica e resolução de problemas apontados pelo ministério (incluindo o pagamento de professores) com períodos de agravamento da crise, com ocupação de alunos na reitoria, suspensão do fornecimento de água e luz, e ausência de serviços de segurança e limpeza, o que impedia o funcionamento das instituições. 

No dia 2 de agosto do ano passado, o MEC suspendeu o vestibular das duas universidades, impedindo o ingresso de novos alunos. Os estudantes matriculados ocuparam a reitoria. 

No dia 15 do mesmo mês, a mantenedora anunciou ter pago alguns meses de salários atrasados dos docentes.

No dia 2 de outubro, o grupo Galileo anunciou a demissão de 348 professores das duas universidades.
Protesto é contra descredenciamento da Gama Filho e da UniverCidade (Foto: Isabela Marinho / G1) 
 
Aunos chegaram a protestar contra o
descredenciamento da Gama Filho e
da UniverCidade 
 
 
No dia 8 de outubro, o grupo Galileo assinou um Termo de Saneamento de Deficiências (TSD) com o MEC, no qual se comprometia a realizar um conjunto de ações de curto, médio e longo prazos. 

O ministério, então, revogou a suspensão do vestibular, no dia 10 de outubro.

Ao longo de outubro e novembro, foram feitas visitas para acompanhar se o termo estava sendo cumprido. 


Segundo o MEC, o grupo Galileo não cumpriu as premissas firmadas no contrato, "especialmente na operação de captação de recursos que viabilizaria os aportes essenciais para a consecução das demais ações saneadoras, indicando a reinstalação da crise".

No dia 12 de dezembro de 2013, diante do descumprimento do que foi acertado, o MEC suspendeu novamente o vestibular da Gama Filho e da UniverCidade, os processos regulatórios das duas instituições e novos contratos para financiamento estudantil (Fies) e bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni). 

Além disso, houve restrição das instituições à participação no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Com a instauração do processo administrativo, as duas universidades tiveram um prazo de 15 dias para apresentação de defesa e de 30 dias para recorrerem das medidas cautelares impostas. 

As instituições se manifestaram no dia 3 de janeiro de 2014, e a proposta foi analisada pelo MEC, que optou pelo descredenciamento delas, com "o objetivo de preservar o interesse dos estudantes e da sociedade por uma educação superior de qualidade".

R$ 1,3 milhão encontrado em carro, tem dono, diz PF


08/03/2014 13h26 

Homem afirma ser o dono de R$ 1,3 milhão encontrado em carro, diz PF

Após se apresentar espontaneamente, homem foi liberado pela polícia.


Veículo com cédulas de real e dólar foi localizado no aeroporto de Goiânia.

Do G1 GO, 



Um homem se apresentou à Polícia Federal na sexta-feira (8) alegando ser o dono do R$ 1,3 milhão encontrado dentro de um carro, no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia

Depois de prestar depoimento, ele foi liberado porque, segundo a polícia, se apresentou espontaneamente e o inquérito não foi aberto oficialmente. 

Sendo assim, não há como fazer o pedido de prisão preventiva. A PF ainda continua investigando o caso.

As imagens do momento em que o veículo entrou no estacionamento foram divulgadas pela polícia.

No vídeo é possível ver que o carro passa pela barreira de controle, mas não é possível identificar o rosto do motorista. A data de entrada registrada pela câmera é o dia 26 de fevereiro.

Em depoimento ao delegado federal Marcel de Oliveira, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio, o homem declarou que o dinheiro é fruto de agiotagem, operações em casas de câmbio, compra e venda de imóveis e carros. 

Ainda de acordo com a polícia, ele disse ainda que deixou o veículo no local porque estava sendo perseguido e acreditava que o aeroporto seria um lugar seguro.


Abandonado no estacionamento do local, o veículo, uma Fiat Strada, estava aberto, com chaves e documentos quando foi encontrado pela Polícia Militar na terça-feira (4), após uma denúncia anônima feita de um orelhão. 

Para o delegado, está claro que o dinheiro teria uma finalidade. “Ninguém iria esquecer uma quantia dessas em um veículo aberto. Por isso, ainda não descartamos nenhuma possibilidade”, destacou.

Após contar as notas, a PF informou ao G1 que dentro da bolsa havia US$ 507 mil dólares. Já em real, foi contabilizado R$ 95 mil. 

Conforme a conversão feita pela polícia, o dinheiro somado corresponde a R$ 1.364.000,00. O dinheiro segue apreendido na sede da PF e será depositado em uma conta judicial, até que as investigações sejam concluídas.

O aúdio da denúncia feita à PM foi solicitado pelo delegado. “Já ouvi extraoficialmente que esse áudio não foi gravado, por conta de uma falha técnica. Eu lamento, pois ele poderia nos dar mais pistas, mas sei que problemas acontecem”, afirmou Marcel.

Por meio de nota, a PM informou que não vai se pronunciar sobre o caso.


Dólares encontrados pela polícia em carro estacionado no aeroporto de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) 
 
Dólares encontrados pela polícia em carro no
aeroporto 
 
 
Investigação

A polícia investiga sete pessoas suspeitas de ligação com o R$ 1,3 milhão. Uma delas é uma estudante, que já prestou depoimento. 


“Fomos até a casa dela que, inclusive, permitiu que fizéssemos uma busca e apreensão. Ela disse que só soube do caso pela imprensa”, relatou o delegado.


Segundo Marcel de Oliveira, a jovem foi identificada por meio de correspondências encontradas dentro do veículo. 

“Esses documentos também nos ajudaram a chegar até os outros seis nomes. 

Ainda não sabemos se todos os dados contidos neles são verídicos e continuamos investigando”, afirmou.

Também entre os investigados está uma mulher, que é apontada como sendo a proprietária do carro. “Os advogados se apresentaram e ela deve ser ouvida em breve. 

Aí ela terá que explicar porque seu carro estava no local e se sabe qual é a origem do dinheiro. Também ainda não está clara se há ligação entre ela e a estudante que já foi ouvida”, informou Marcel.


Marcel explicou que a primeira linha de investigação é a de que o dinheiro é fruto de explosões a caixas eletrônicos. 

“Algumas das notas têm manchas de tintas, mas a quantidade não é significativa. Além do mais, boa parte do dinheiro está em dólar e isso mostra que, se a hipótese for verdadeira, ele já foi trocado”, explicou.


Outras suspeitas da PF são de que as quantias sejam ligadas ao tráfico de drogas, crimes de evasão de divisas, pagamento de resgate e até crimes eleitorais. “Não temos nada de concreto ainda. As pessoas investigadas, a princípio, não têm ligações com políticos ou partidos”, disse o delegado.

Versão simplista: Mãe matou filho e namorada e se matou.


08/03/2014 09h58 - Atualizado em 08/03/2014 13h31

Caso da família achada morta foi homicídio e suicídio, diz boletim

Boletim de ocorrência indica que mãe matou filho e namorada e se matou.


Para investigação crime foi passional: mãe não aceitava namoro.

Kleber Tomaz Do G1 São Paulo



O caso da família encontrada morta na manhã de sexta-feira (7), dentro de um apartamento de luxo na Zona Oeste de São Paulo, foi registrado como ‘homicídio’ seguido de ‘suicídio’. A informação foi confirmada neste sábado (8) ao G1 pela assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe é suspeita de ter matado a tiros a namorada do filho, o rapaz e depois se matado.

De acordo com a investigação, a médica pediatra Elaine Moreira Munhoz, de 56 anos, matou a namorada do filho, Mariana Marques Rodella, de 25, e o rapaz, Giuliano Landini, de 25, ambos estudantes de medicina. Em seguida, ela se matou no apartamento da família, na Rua Passo da Pátria, na City Lapa.

Motivação

Para a Polícia Civil, a principal hipótese para explicar o crime é que a motivação tenha sido passional: a mulher não aceitava o namoro do casal. Segundo relatos de parentes, ela estava deprimida, um "pouco triste", fazia terapia e estaria tomando remédios.

 
saiba mais
Outra hipótese investigada é que o crime tenha sido premeditado. A polícia apura se Elaine atirou no banheiro antes de matar o filho e a namorada dele. Ela teria testado a arma e depois a recarregou para cometer o assassinato e se matar. Cartuchos teriam sido encontrados no local.

A polícia ainda quer ouvir a terapeuta, para saber se Elaine sofria de alguma doença,   os vizinhos da família, anexar o resultado dos exames periciais e saber o que as câmeras de segurança do prédio gravaram para concluir o inquérito. Mas isso não muda a versão com que a polícia trabalha até o momento para saber o que aconteceu dentro do segundo andar do prédio.

Os policiais chegaram a essa tese preliminar de assassinato seguido de suicídio depois de ouvirem testemunhas e examinarem a cena do crime. Após relatarem o inquérito, ele será submetido à Justiça, que deverá arquivá-lo, já que a autora do assassinato se suicidou.


Na sexta, o delegado Daniel Cohen, do 91.º Distrito Policial, Ceasa, declarou à imprensa que investiga a possibilidade de Elaine ter matado Giuliano e Mariana por causa de uma depressão causada por não aceitar o namoro dos dois. 

Testemunhas contaram que a mãe do rapaz era contrária ao relacionamento de seis anos do filho, pois achava que o namoro tinha piorado o desempenho acadêmico dele. Ela estaria com medo de o rapaz abandonar o curso de medicina. Giuliano estava no quinto ano da faculdade da Santa Casa.
Prédio onde mãe, filho e nora foram mortos (Foto: Roney Domingos/G1) 
Prédio onde mãe, filho e nora foram mortos
Elaine teria deixado diversos papéis escritos pelo apartamento que podem ajudar a elucidar o crime. "Neles estavam escritas frases desconexas", afirmou o delegado Cohen. De acordo com ele, a suspeita parecia querer conversar com alguém nas palavras que escreveu. Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) examinaram o apartamento para tentar reproduzir como o crime ocorreu.

O crime
Mariana estudava na Faculdade de Medicina Santo Amaro. Ela era filha de médicos de São José do Rio Pardo e sobrinha do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Luiz Campbell Marques. A jovem levou um tiro na cabeça e outro no braço, segundo a polícia.

Giuliano foi baleado no tórax, na cabeça e no braço esquerdo. Segundo a investigação, o rapaz saiu para passear com o cachorro na sexta pela manhã. Depois voltou ao apartamento e foi assistir TV. O pai dele, o cirurgião Alexandre Santos Landini, também médico, saiu para trabalhar.


Quando o primeiro disparo foi dado em Mariana, Giuliano estava na sala de televisão. Ainda de acordo com a polícia, a namorada foi baleada quando se deitava no quarto do jovem. Ao escutar o tiro, ele se levantou e ia em direção à mãe, mas acabou atingido.

A empregada da família, Eliete Silva, saiu correndo do apartamento ao ouvir os disparos. Vizinhos também escutaram os tiros e ouviram gritos de ‘não’, que seriam do filho. Eles telefonaram para a Polícia Militar, que ao chegar ao local, na Rua Passo da Pátria, no bairro City Lapa, subiu até o andar de onde partiram os tiros e entraram no apartamento.

Delegado Daniel Cohen, responsável pelo caso da morte de três pessoas no Alto da Lapa (Foto: Roney Domingos/G1) 
Delegado Daniel Cohen, responsável pelo caso da
morte de três pessoas no Alto da Lapa
(Foto: Roney Domingos/G1)
Os policiais encontraram os corpos de Mariana e Giuliano e depois arrombaram a porta do quarto do casal, onde encontraram Elaine. Ela teria trancado a porta por dentro. Estava caída no chão com um tiro na boca. Na sua mão direita, um revólver Taurus de calibre 38 sem registro, provavelmente a arma do crime, que foi apreendida.

Perícia

O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, e o delegado-geral, Maurício Blazeck, chegaram a ir ao apartamento na sexta para acompanhar o trabalho da perícia da Polícia Técnico-Científica. Grella conhece o ministro Campbell Marques, tio de Mariana.

Alexandre Santos Landini, marido de Elaine, e a empregada Eliete Silva foram submetidos a exames residuográficos para tentar indicar presença de pólvora nas suas mãos. O resultado dos exames não havia sido divulgado até a manhã deste sábado (8). À polícia, Alexandre disse desconhecer a existência da arma e falou ter sido avisado das mortes quando estava no trabalho.


Procurada pela equipe de reportagem para comentar o assunto, Eliete disse não ter "nada a declarar". Alexandre informou por meio de um amigo que também não iria falar. Segundo parentes, ele estaria em estado de choque.

Elaine era médica pediatra na Unidade Básica de Saúde (UBS) da prefeitura no Alto de Pinheiros, Zona Oeste.


Vizinhos da família contaram ao G1 que Elaine, seu marido e os filhos eram conhecidos no bairro.

Os corpos dos três mortos foram liberados na madrugada deste sábado pelo Instituto Médico Legal (IML). Mariana será enterrada neste sábado em São José do Rio Pardo. Giuliano e Eliane serão sepultados no cemitério do Morumbi, Zona Sul da capital paulista, a partir das 16h.
 

Comentarios


1.Eu não acredito nessa versão da policia.Já não é a primeira vez que eles, os policiais, vem com essa versão de homicidio com suicido.

Quando eles não sabem quem foi e estão com preguiça de procurar dão essa desculpa.A mãe podia estar deprimida e estressada mas não era uma ignorante. Matar um filho? Filho homem? Estudante de medicina? Ela deveria ter um orgulho imenso dele.Deveria ter um ciúme horroroso da nora ..

Acho mais provável a nora ter matado a sogra...

 

Avião desaparece a caminho da China.


France Presse 08/03/2014 10h20 -

Aviões envolvidos nas buscas acharam rastros no Mar da China.
Aeronave da Malaysia Airlines desapareceu com 239 pessoas a bordo.

Da France Presse

Imagem aérea mostra rastro de óleo encontrado por aeronave do Vietnã durante buscas por avião da Malaysia Airlines que desapareceu a caminho da China (Foto: Trung Hieu/Thanh Nien Newspaper/Reuters)Imagem aérea mostra rastro de óleo encontrado por aeronave do Vietnã durante buscas por avião da Malaysia Airlines que desapareceu a caminho da China
Aviões vietnamitas envolvidos nas buscas pelo Boeing da companhia aérea Malaysia Airlines, que desapareceu com 239 pessoas a bordo, identificaram rastros de combustível no Mar da China Meridional, segundo uma autoridade militar vietnamita.

"Dois de nossos aviões detectaram dois rastros de combustível de cerca de 15 a 20 km, em paralelo e a cerca de 500 metros um do outro", declarou ao vivo à televisão estatal o general Vo Van Tuan, acrescentando que navios foram enviados para o local.

As manchas têm similaridade com as quais deixaria o combustível da nave desaparecida.
O Boeing 777-200 no voo MH370 saiu de Kuala Lampur às 13h40 no horário de Brasília e deveria chegar às 19h30 (de Brasília) em Pequim. O avião teria perdido contato duas horas após decolar, segundo a empresa. A Malaysia Airlines ainda não falou sobre queda e prefere tratar o avião como desaparecido.

Mais cedo neste sábado (8), a Marinha do Vietnã informou que o avião teria caído próximo do litoral da ilha vietnamita de Tho Chu, no sul do país. O Alto Comando da Marinha vietnamita acrescentou em comunicado que o avião teria caído nas águas do Golfo da Tailândia, entre a Malásia e o Vietnã, a cerca de 300 quilômetros da ilha de Tho Chu, na província vietnamita de Kien Giang.

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mapa avião desaparecido malásia  (Foto: Arte/G1)

A companhia aérea informou que equipes de resgate da Malásia, Cingapura e Vietnã fazem buscas com navios na região onde o avião teve sua última localização conhecida. Buscas aéreas serão retomadas na manhã de domingo (início da noite de sábado no horário de Brasília).

A aeronave tinha 239 pessoas a bordo (227 passageiros, com 2 crianças, e 12 tripulantes).

 Todos os tripulantes eram da Malásia. 

Os passageiros têm 14 nacionalidades: 

153 da China ou de Taiwan (incluindo uma criança), 38 da Malásia, 
sete da Indonésia, 
seis da Austrália, 
cinco da Índia, 
quatro da França, 
três dos Estados Unidos (incluindo uma criança), 
dois da Nova Zelândia, 
dois da Ucrânia, 
dois do Canadá, um da Rússia, 
um da Itália, 
um da Holanda e 
um da Áustria.  

Veja a lista com os nomes dos passageiros.

O governo da Áustria, entretanto, afirmou que o cidadão austríaco listado como um dos passageiros não se encontrava no voo – ele teve seu passaporte roubado.

O governo da Itália também informou que nenhum cidadão italiano estava na aeronave. 

Luigi Maraldi, listado como sendo o italiano a bordo, também teria tido seu passaporte roubado – o fato teria ocorrido na Tailândia em agosto do ano passado.

O voo MH370 fez o último contato com controladores de tráfego aéreo quando estava a 120 milhas náuticas a leste da cidade malaia de Kota Bharu, na costa do país, disse o presidente da companhia aérea, Jauhari Yahya.

O site de rastreamento de voos flightaware.com mostrou o avião voando para nordeste sobre a Malásia, depois de ter decolado. 

O avião subiu para uma altitude de 35 mil pés e desapareceu dos registros um minuto depois, enquanto ainda estava ganhando altitude.