quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pastor Everaldo domina JN e avisa: casamento é homem com mulher (ufa!) e Petrobras será privatizada.


O candidato à Presidência da República pelo PSC, Pastor Everaldo, afirmou nesta terça-feira (19), durante entrevista ao vivo no "Jornal Nacional, que irá privatizar a Petrobras, caso seja eleito. "Tudo o que for possível passar para a iniciativa privada, nós vamos passar, pegar os recursos e alocar na saúde, na educação e na segurança pública", declarou o pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus do Ministério Madureira. 

Na entrevista, Everaldo Dias Pereira, que prega em seu programa de governo o Estado Mínimo, foi questionado se fazia uma defesa "sincera" do liberalismo ou se era conveniência eleitoral, já que ele e seu partido apoiaram nos últimos anos candidatos mais à esquerda, caso de Leonel Brizola, Lula e a própria presidente Dilma. 

"Pra mim, que nasci menino pobre, essa proposta [de inserção social] era a melhor, mas no último governo da atual presidente eu vi que foi estabelecido um aparelhamento do Estado que contrariava os princípios que eu acredito, do empreendedorismo, da iniciativa privada." 

O candidato foi questionado sobre como governaria o país sem uma base aliada --na eleição de 2010, seu partido elegeu 17 deputados e 1 senador. Citando o governo de Itamar Franco como exemplo, ele disse que "quando você levar para a população com transparência o que você quer fazer, o Congresso Nacional jamais vai negar apoio para qualquer candidato". 

No final, ao falar de suas propostas, Everaldo prometeu isentar do Imposto de Renda trabalhadores que ganhem até R$ 5.000 e repetiu o que disse em sua propaganda eleitoral na TV: é contra o aborto e o casamento gay(Ufa!). E terminou com o slogan "Mais Brasil e menos Brasília". 

Segundo a TV Globo, o critério para a seleção dos candidatos a serem sabatinados no telejornal de maior audiência do país é o desempenho na pesquisa de intenção de voto mais recente, que deve ser igual ou superior a 3%. Everaldo atualmente é o quarto colocado, com exatos 3%, segundo o Datafolha. A prévia da audiência da entrevista foi de 19 pontos no Ibope. Cada ponto corresponde a 65 mil domicílios na Grande São Paulo.(Folha)
 

O que mais verdadeiro? Aécio estadista ou Dilma "humana"?



 
A imprensa analisa, hoje, os primeiros programas eleitorais levados ao ar, ontem, por Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Afirma que Aécio é mostrado como um estadista e que Dilma, pasmem!, foi "vendida" como um ser humano
 
Ora, depois de quase 4 anos de mandato e quase 12 anos de vida pública em cargos de projeção, esta senhora ainda tem que ser apresentada como uma figura humana. E precisa mesmo. 
 
 
A sua truculência, arrogância e deselegância são por demais conhecidos nas rodas palacianas. Seus gritos com ministros e assessores. Suas desfeitas e grosserias com ordenanças. Sua antipatia com os jornalistas que cobrem o Planalto. Colocaram a Presidente da República cortando tomates e fazendo macarrão, que foi o que conseguiram de mais humano por parte daquele trator vestido de gente. 
Aliás, nem um avental a Dilma usou. Estava com o mesmo casaco que usou em 3 de julho passado, no Paraná. O cachorro do Zé Dirceu, o Nego, herdado por ela, apareceu no programa, mas de longe, pois não conseguiram um take onde ele pulasse no colo da Presidente. 

Aécio, por sua vez, foi mostrado como um estadista. Aí fica fácil ver que o programa tucano foi mais verdadeiro. Quem duvida que descubra algum momento na vida de Aécio em que ele não tenha sido um hábil negociador e um político fora de série. Já Dilma, pobre Dilma, não é nem mesmo uma presidente "minimamente razoável", quanto mais uma dona de casa que consiga usar um vestido mais solto e um avental. 
 
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Bancada do PSB na Câmara endossa chapa de Marina e Beto Albuquerque


Do UOL, em Brasília*

  • Fernando Frazão - 19.ago.2014/Agência Brasil
    Deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) participa de missa de sétimo dia em homenagem ao ex-candidato à Presidência Eduardo Campos Deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) participa de missa de sétimo dia em homenagem ao ex-candidato à Presidência Eduardo Campos
Após se reunir pela manhã, a bancada do PSB na Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (20) endossar os nomes de Marina Silva na corrida presidencial e o do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) como vice. O parlamentar gaúcho é líder do partido na Casa.

A medida não interfere na escolha, uma vez que depende do aval da Executiva do PSB e dos outros cinco partidos que compõem a coligação partidária, mas mostra o fortalecimento de um consenso em torno das indicações.

Em nota assinada pelo deputado Dr. Ubiali (PSB-SP), vice-líder da sigla, a bancada diz entender que seja um "momento de composição e de soma de forças para manter a união programática".

Acrescenta ainda que, por unanimidade, "segue unida (...) para o alinhamento de campanha e otimização dos esforços regionais para a nossa vitória".

O comando do PSB anunciou ontem a nova chapa com Marina e Beto e deve se reunir hoje à tarde na sede do partido em Brasília para discutir a questão. As siglas da aliança devem ser ouvidas somente amanhã.


Campanha presidencial 2014 

19.ago.2014 - A viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, abraça dois de seus filhos durante missa de sétimo dia realizada em homenagem ao ex-candidato do PSB à Presidência na Igreja Matriz de Casa Forte, em Recife. O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, após encontro com lideranças locais, anunciou o nome de Marina Silva como candidata da aliança PSB-Rede em substituição ao nome de Campos. Amaral confirmou ainda o nome de Beto Albuquerque como candidato a vice Leia mais Agência Brasil

Carta

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), além do presidente do PSB, Roberto Amaral, redigiram uma carta que será entregue pela Executiva da legenda à sociedade durante a reunião marcada para a tarde de hoje. 

Além de apresentar a nova composição, o texto deve reafirmar a importância de Eduardo Campos para o partido e compromissos feitos por ele.

"Estamos apoiando integralmente a decisão que está se consolidando no partido que é a chapa Marina e Beto Albuquerque. Ele é um quadro importante no partido, é parte da história do partido, um militante da juventude do partido. Era um dos principais organizadores da campanha de Eduardo [Campos] e por todas essas razões é importante que ele seja o vice na chapa", disse a senadora baiana.

Lídice garantiu que, apesar de vários nomes terem sido cogitados para a vaga de vice, Beto Albuquerque foi aceito "com muita naturalidade" e sem qualquer resistência. Para compor a chapa, Albuquerque que era candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul teve que abrir mão da disputa no Estado.

O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), também reuniu a Executiva Nacional do partido hoje para debater a substituição da candidatura presidencial da coligação. 


No encontro que ocorreu na sede do Diretório Nacional do PPS, em Brasília, Freire lembrou que caberá ao PSB a indicação do vice na chapa e disse que o programa de governo de Eduardo Campos será mantido.

*Com informações da Agência Brasil

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Propaganda na TV: Dilma exibe Lula, Aécio ‘esquece’ FHC



Mário Magalhães

O maior contraste do primeiro dia da propaganda eleitoral na TV não foi entre o tempão de Dilma Rousseff (PT), o tempo de Aécio Neves (PSDB) e o tempinho do PSB, que logo mais anuncia Marina Silva como candidata.

A principal diferença foi a maneira com que petistas e tucanos parecem encarar o custo-benefício da imagem de seus ex-presidentes.

Os primeiros recorreram a Luiz Inácio Lula da Silva para pedir voto para a correligionária e se manifestar sobre a morte de Eduardo Campos.

Os segundos ignoraram Fernando Henrique Cardoso, como vai se transformando em tradição nas campanhas do partido.

Os marqueteiros ensinam que a comunicação de campanha deve tratar do futuro, e não do passado. Essa percepção não elimina o peso do que foi no que será. Noutras palavras, como a passagem de cada agremiação pelo Planalto pode indicar o porvir.

Na TV, cada um vende seu peixe da melhor forma, submisso à Lei de Ricupero: o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde. A decisão de mostrar um ex-presidente e esconder o outro é pragmática: as pesquisas de uma campanha sugerem que Lula rende voto e que FHC tira. 

Se não for isso, Fernando Henrique começará a aparecer nos programas de Aécio.

O traço comum na maioria das inserções desta terça-feira foi a reverência à memória de Eduardo Campos. No programa do PSB, Marina Silva apareceu ao lado do companheiro, mas não falou.

Não tem relevância política, mas registro que José Maria Eymael (PSDC) não colocou para tocar seu velho jingle. Revolução eleitoral.

Pastor Everaldo (PSC) é craque ao dar seu recado sozinho, sem interlocutor. No “Jornal Nacional'' de ontem, contudo, a confiança do horário dito gratuito se desmanchou diante das perguntas dos entrevistadores.

À tarde e à noite, o PCB escalou o dirigente Ivan Pinheiro para discursar. O candidato Mauro Iasi não falou.

Está só começando.

PT e PSDB usam estratégias distintas na TV



Dois dos principais candidatos ao Planalto investiram em estratégias opostas para fisgar o eleitor no primeiro programa do horário eleitoral, nesta terça-feira (19). 

Enquanto a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) buscou humanizar a figura da petista, a equipe de Aécio Neves (PSDB) compôs a imagem de um "estadista" ao apresentar o tucano. 

O programa de Dilma chegou a exibir imagens da presidente preparando uma macarronada e cortando tomates. O texto dizia que ela era "uma mulher que acorda cedo, trabalha muito e tenta aproveitar qualquer tempinho que resta para ter uma vida normal". 

A estratégia tenta aproximar Dilma do público e diminuir a rejeição da candidata que, em São Paulo, chega a quase 50% do eleitorado. Nesse intuito, a campanha também adotou tom menos ufanista ao falar da gestão. 

Como antecipou a Folha, o ex-presidente Lula, principal fiador de Dilma, pediu uma espécie de voto de confiança. Disse que ela faria um segundo mandato melhor. 

Ele usou sua gestão como exemplo, e disse que, reeleito, governou com mais "experiência". "Imaginou o prejuízo que o país teria tido se eu não tivesse um segundo mandato? Se outro qualquer chegasse querendo inventar a roda?", indagou Lula. 

Foram ressaltadas vitrines da gestão Dilma, enfatizando programas como o Pronatec e o Mais Médicos. 

O ataque aos adversários foi indireto. "O pessimista é eminentemente uma pessoa que desistiu antes de começar", disse Dilma. 

O PT investiu em imagens aéreas, mostrando um Brasil "grandioso", marca das últimas campanhas do marqueteiro João Santana. 

A equipe de Aécio adotou outra estética. O tucano foi filmado dentro de um estúdio, fazendo uma longa análise sobre o Brasil. Terno e gravata, semblante sóbrio, disse que o país está "pior do que há quatro anos" e se apresentou como gestor capaz de inaugurar um "novo jeito" de governar. 

Ele frisou a inflação e o baixo crescimento. "O que depende do brasileiro está dando certo. O que depende do governo, está dando errado." 

No filme, as imagens da fala de Aécio eram exibidas em ambientes diferentes, simulando a audiência dos eleitores, que ora viam o candidato na TV dentro de casa, ora o ouviam pelo rádio. 

A publicidade do tucano, capitaneada por Paulo Vasconcelos, planejou exibir o "discurso de um estadista". Queriam que Aécio fosse visto como o homem com capacidade de liderar o país. 

A abertura do programa do PSDB foi usada para fazer uma homenagem a Eduardo Campos (PSB), que morreu em um acidente aéreo na última quarta-feira (13).
O PSB foi o primeiro partido a exibir seu programa na TV. Toda a propaganda foi dedicada a Campos. Marina Silva, que assumirá a candidatura, só apareceu nas imagens. 

A propaganda embalou frases de Campos com a música "Anunciação", cantada por Alceu Valença. A homenagem do PT a Campos foi feita por Lula, que disse ter uma relação de "pai e filho" com ele. 

Durante o programa eleitoral, a Globo marcou 5,5 pontos no Ibope. Na segunda, no mesmo horário, a audiência foi de 11,5. 


Editoria de Arte/Folhapress

Beto Albuquerque pode ser vacina de Marina contra críticas do agronegócio


casamento de interesses


Publicado em 20/08/2014 às 0:39 por em Notícias
Deputado federal Beto Albuquerque é o mais cotado para assumir a vice-presidência. Foto: Agência Brasil.
Deputado federal Beto Albuquerque é o mais cotado para assumir a vice-presidência. Foto: Agência Brasil.

Por Jamildo Melo, editor do Blog

O deputado federal Beto Albuquerque pode servir como uma vacina às críticas que a candidata Marina enfrenta do setor de agronegócios. A exemplo de Lula, que chamou um empresário como José Alencar para reduzir a rejeição do empresariado nacional, o PSB colocou um aliado que tem boas relações com o setor produtivo, em um estado bastante conservador do Sul. O nome a ajuda de fato com os setores produtivos.

“O agronegócio brasileiro conhece nosso programa de governo”, comentou Beto Albuquerque, hoje no Recife. Aos 51 anos, de fato, o gaúcho tem trajetória de afinidade com o agronegócio. Empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas últimas duas campanhas e trabalhou pela soja trangênica que Marina era contra.

Sempre vestida com uma fantasia de avatar de deusa da floresta, a aceitação do deputado parece mostrar que Marina pode ter algum link, uma âncora com a realidade. Na semana passada, já se esperava dela a flexibilidade para entender e apoiar as alianças fechadas pelo partido, com as quais nunca concordou.

O nome do gaúcho não é forte no Nordeste, onde Marina também precisa crescer, mas deve ajudá-la a crescer principalmente no Sudeste, o que parece ser a principal aposta da chapa neste momento.

Na sua visita ao Estado, para falar com Renata Campos já como candidato a vice, o socialista deu a entender que os Estados não sofrerão solavancos com a nova situação.

“As alianças estão mantidas. Foi assim que pudemos fazer nessa conjuntura de muitos Brasis dentro do Brasil. Cada Estado tem sua realidade. Não há nenhum estresse sobre isso e a Marina está absolutamente engajada nesse projeto junto com a gente, então não há necessidade de qualquer tipo de documento”.

“Não há nenhuma necessidade nem houve proposta de qualquer documento que deva ser assinado pela chapa. Há um programa de governo que tem que ser honrado, há propostas apresentadas por Eduardo Campos que serão mais que honradas, executadas com a vitória que vamos construir nas ruas com apoio do povo”, comentou.

“A Marina e eu vamos reiterar esses compromissos. Não há necessidade de documento nenhum”.

“Não nos assusta os nossos adversários hoje já dizendo que vão centrar fogo na Marina. Nós temos que centrar fogo nos males que estão sendo feitos no Brasil. Vamos lutar contra os problemas do Brasil”.

“Não estranho que nossos adversários estejam nervosos porque na verdade estão sentindo que o Brasil quer mudança. Não quer nem voltar para o passado nem mais do mesmo que não ajudou o Brasil a melhorar mais ainda”.

Dilma mudou muito e não deixou endereço.



Josias de Souza


Divulgação
Com o passar dos anos, as pessoas mudam muito. Por exemplo: a Dilma que foi ao ar na noite desta segunda-feira no Jornal Nacional não tinha nada a ver com a Rousseff que prevaleceu na sucessão de 2010 como protótipo da eficiência gerencial. Em menos de quatro anos, a personagem perdeu o colorido e o discurso. Hoje, surpreende mais pelas perguntas que é obrigada a ouvir do que pelas respostas que não consegue dar.

Já na primeira pergunta, Willian Bonner pronunciou o vocábulo “corrupção” uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes. No seu governo houve uma série de escândalos de corrupção, disse ele. Houve corrupção na pasta da Agricultura, corrupção nas Cidades, nos Esportes… Houve escândalo de corrupção na Saúde, nos Transportes… Houve corrupção no Turismo, no Trabalho… A Petrobras é alvo de duas CPIs.

Bonner, finalmente, indagou: qual é a dificuldade de se cercar de pessoas honestas, que lhe permitam formar uma equipe de governo honesta, que evite esta situação que nós vimos de repetidos casos de corrupção? Não há uma sensação no ar de que o PT descuida da questão da corrupção?

A Dilma de 2010, durona e irascível, talvez colocasse o inquiridor petulante para fora da biblioteca do Alvorada a pontapés. A Rousseff de 2014, treinada para suportar o insuportável, repetiu o mesmo lero-lero ensaiado que vem recitando na série de entrevistas e sabatinas que a campanha eleitoral lhe impõe.

No meu governo e no do presidente Lula, a Polícia Federal ganhou autonomia, ela respondeu. Nos nossos governos, o procurador-geral não é chamado de engavetador-geral da República. Criamos a CGU e a Lei de Acesso à Informação, blá, blá, blá…

Antes famosa por mandar para o olho da rua ministros pilhados em malfeitos, Dilma agora defende o lixo que varreu. Muitos daqueles que foram identificados pela mídia como praticantes de atos indevidos foram posteriormente inocentados, declarou, abstendo-se de dar pseudônimo aos bois.

E Bonner: em quatro casos de corrupção, a senhora trocou um ministro por alguém que era do mesmo partido e do mesmo grupo político. Isso não é trocar seis por meia dúzia? Nesse ponto, Dilma citou como evidência do apuro ético de sua administração o caso da chantagem do PR. Em troca de 1min15s de propaganda no rádio e na tevê, o partido do mensaleiro preso Valdemar Costa Neto exigiu a demissão do ministro Cesar Borges (Transportes).

Fui muito criticada por ter substituído o César Borges pelo Paulo Sérgio, declarou a presidente-candidata. Ora, o Paulo Sérgio foi meu ministro e foi ministro do presidente Lula. Quando saiu do ministério, ele ficou dentro do governo noutro cargo importante, que é da Empresa de Planejamento Logístico. O Cesar Borges o substituiu. Posteriormente, eu troquei o César Borges novamente pelo Paulo Sérgio. E o César Borges também ficou dentro do governo, na Secretaria de Portos. Os dois são pessoas que eu escolhi.

Mas não foi exigência do partido?, estranhou Bonner. Dilma enforcou-se com a própria corda: os partidos podem fazer exigências, ela consentiu. Mas eu só aceito quando considero que ambos são pessoas íntegras, competentes, com tradição na área. Troquei porque eu tinha confiança nessas pessoas. Hummm… O telespectador ficou sem entender porque Dilma entregou o escalpo de Cesar Borges ao PR, partido de notória reputação, se o considerava um ministro assim, digamos, irrepreensível.
Na sequência, Bonner esfregou, por assim dizer, o mensalão na face da anfitriã. Seu partido teve um grupo de elite de pessoas corruptas, declarou. 

Comprovadamente corruptas, enfatizou. Foram julgadas, condenadas e enviadas à prisão, voltou a realçar. Eram corruptos, insistiu. E o PT tratou esses condenados por corrupção como guerreiros, vítimas de injustiça. Isso não é ser condescendente com a corrupção?

A exemplo do que fizera noutras entrevistas, Dilma recorreu à desconversa: eu sou presidente da República, afirmou, como se desejasse convencer-se a si própria de sua condição privilegiada. Não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal. Sabe por quê? Porque a Constituição exige que o presidente da República respeite a autonomia dos outros Poderes.

Mas a senhora condena o comportamento do PT?, insistiu o entrevistador. Eu tenho minhas opiniões pessoais, mas não julgo ações do Supremo, Dilma voltou a escorregar. Bonner perseverou: e quanto à ação do partido? Enquanto eu for presidente, não externo opinião a respeito de julgamento do Supremo, repetiu a entrevistada, como um disco de vinil arranhado.

Entre venenoso e generoso, Bonner ofereceu a Dilma uma derradeira oportunidade para distanciar sua presidência do escândalo que tisnou a gestão do padrinho-antecessor: mas candidata, a pergunta que eu lhe fiz foi sobre a postura do seu partido. Qual sua posição a respeito da postura do seu partido?

Mais lulodependente do que nunca, Dilma preferiu arrastar as correntes dos fantasmas alheios: não vou tomar nenhuma posição que me coloque em confronto com o STF, aceitando ou não. Eu respeito a decisão da Suprema Corte brasileira. Isso não é uma questão subjetiva. Para exercer a Presidência, eu tenho de fazer isso.

De duas, uma: ou Dilma concorda com Lula, que disse que o julgamento dos mensaleiros foi “80% político”, ou aprova as condenações e silencia apenas para não fazer a pose de um navio abandonando os ratos. O petismo não toleraria tamanha afronta.

Patrícia Poeta mudou de assunto. Corrupção não é o único problema, disse ela. A saúde continua sendo a maior preocupação dos brasileiros, segundo o Datafolha. Isso depois de 12 anos de governos do PT. Mais de uma década não foi tempo suficiente para colocar a saúde nos trilhos?

Convidada a fazer um balanço de três mandatos, Dilma falou do Mais Médicos, um programa improvisado em cima da perna, no ano passado, nas pegadas do ronco das ruas de junho. Nós enfrentamos um dos mais graves desafios que há na Saúde, a candidata afirmou. Nós tivemos uma atitude muito corajosa, ela acredita. Contratamos 14.462 médicos, incluindo os cubanos. Cinquenta milhões de brasileiros que não tinham atendimento médico passaram a ter.

A entrevistadora foi ao ponto: a senhora diria, então, diante dos nossos telespectadores, que enfrentam filas e filas nos hospitais, que muitas vezes são atendidos em macas e não conseguem fazer um exame de diagnóstico, que a situação da Saúde no nosso país é minimamente razoável depois de 12 anos de governos do PT?
Não, não acho, não acho, viu-se compelida a admitir Dilma, com a ênfase de três negativas. 

Quando se imaginava que ela serviria às câmeras uma autocrítica, a candidata dividiu as culpas com governadores e prefeitos. O Brasil precisa também de uma reforma federativa, porque há responsabilidades federais, estaduais e municipais, disse Dilma, antes de repisar a tese segundo a qual o Mais Médicos levou 50 milhões de brasileiros para o Éden da saúde.

Cutucada sobre a inflação alta e o PIB baixo, Dilma serviu o kit básico de desculpas: a crise internacional, o excesso de pessimismo e a perspectiva de melhorias neste segundo semestre. Convidada a utilizar os segundos finais da entrevista para enumerar seus planos para o segundo mandato, declarou o seguinte:

“Fui eleita para dar continuidade aos avanços do governo Lula. Ao mesmo tempo, nós preparamos o Brasil para um novo ciclo de crescimento. O Brasil moderno, mais inclusivo, mais produtivo, mais competitivo. Nós criamos as condições para o país dar um salto, colocando a educação no centro de tudo. 

E isso significa, Bonner, que nós queremos continuar a ser um país de classe média. Cada vez maior a participação da classe média, mais oportunidades para todos… Eu acredito no Brasil. Acho que, mais do que nunca, todos nós precisamos acreditar no Brasil e diminuir o pessimismo. E peço o voto dos telespectadores e…'' Acabou o tempo, interrompeu Bonner.

Restou a impressão de que, por mais que seus sucessivos entrevistadores tentem, Dilma nunca vai chorar pelo leite derramado durante o seu governo. O diabo é que os 35% de eleitores que a rejeitam parecem achar importante saber quem derramou o leite, por quê e em que circunstâncias… Até para que o fenômeno não se repita num eventual segundo mandato.

Dilma pede um voto de confiança. Mas um telespectador refratário à reeleição talvez pergunte aos seus botões: por que diabos eu deveria confiar uma bandeja com um copo de leite a uma presidente que se esquiva de explicar desastres que envergonhariam qualquer garçom de boteco? Aliás, se fossem repetidas num botequim, algumas das perguntas que soaram no Alvorada talvez terminassem numa troca de sopapos. Mas a Dilma de 2014 já não é a mesma Rousseff de 2010. Ela mudou muito. E não deixou endereço.

- Serviço: aqui, a íntegra da entrevista

PM e grevistas da USP entram em confronto na zona oeste SP



Policiais militares e grevistas da USP entraram em confronto na manhã desta quarta-feira, após servidores trancarem o acesso aos três da universidade. Segundo o diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) Magno de Carvalho um grande contingente de policiais da Força Tática da PM chegou logo nas primeiras horas da manhã. 

"Não houve negociação. Primeiro eles foram no portão 3 e já começaram a atirar bombas para dispersar os manifestantes. No portão 2 não houve confronto, mas no portão 1 onde havia uma maior concentração de pessoas houve resistência e bombas", afirmou. 

Para trancar o principal acesso da USP, os grevistas montaram barricadas na rua Alvarenga. Para dispersar, de acordo com o diretor do Sintusp, a polícia avançou com bombas de gás e tiros de borracha. O confronto ocorreu por volta das 6h30. 

Houve correria até na avenida Vital Brasil. Manifestantes tentaram resistir, mas a PM conseguiu dispersar os grevistas e liberar o acesso ao portão 1. Às 8h30, não havia nenhum foco de resistência por parte dos grevistas. 

Pessoas que não participaram do protesto passaram mal com os olhos lacrimejando devido as bombas jogadas pela polícia. A estação Butantã da linha 4-amarela chegou a fechar. De acordo com a assessoria de imprensa da concessionária ViaQuatro, manifestantes tentaram invadir o espaço. 

Para preservar o local, a empresa responsável pela estação trancou os portões de acesso por cerca de 30 minutos. 

A Polícia Militar ainda não se manifestou a respeito do confronto. 

Uma manifestação desse tipo já foi realizada no último dia 7, quando os carros e pedestres foram impedidos de entrar na unidade das 5h até por volta das 11h. Na oportunidade não houve confronto entre policiais e grevistas. 

Há duas semanas, os funcionários intensificaram as ações de protesto por conta do corte de salário. A reitoria tem sofrido piquetes desde então. 

PROTESTO
O protesto acontece por conta da proposta da reitoria de não conceder reajuste salarial à categoria, o que motivou a greve iniciada no final de maio. Há duas semanas, os funcionários intensificaram as ações de protesto por conta do corte de salário. A reitoria tem sofrido piquetes desde então. 

O sindicato da categoria divulgou em seu boletim e em seu site um chamado para que todos os funcionários que puderem optem por dormir no Sintusp e no acampamento da reitoria antes do "trancaço" previsto para esta quarta. 

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, afirmou na semana passada que uma das principais causas da atual crise financeira da escola foi um "erro de gestão" que "inflou" a quantidade de funcionários não docentes em vez de priorizar os que dão as aulas. 

Desde 2013, os gastos com folha de pagamento superam a totalidade do orçamento da universidade, que deve receber R$ 5 bilhões do Estado em 2014. Assim, a instituição tem sido obrigada a usar reservas.

Num 2º turno, Dilma empata com Marina, mas vence Aécio




Segundo o levantamento, Dilma tem 43% contra 47% de Marina
 
Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) está tecnicamente empatada com Marina Silva (PSB) em um eventual segundo turno. Segundo o levantamento, Dilma tem 43% contra 47% de Marina. Em um cenário contra o candidato Aécio Neves (PSDB), a petista venceria com 47% das intenções ante 39% do tucano. Em julho, Dilma tinha 44% contra 40% de Aécio, diferença dentro da margem de erro da pesquisa.

O levantamento do Datafolha foi feito entre 14 e 15 de agosto, com 2.843 eleitores em 176 municípios do País. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-00386/2014 e tem margem de erro máxima de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.

Rejeição
O instituto também apurou a rejeição dos três principais candidatos na disputa presidencial. A presidente Dilma Rousseff tem a maior taxa de rejeição: 34% dos eleitores dizem que não votariam nela de jeito nenhum. A taxa de rejeição de Aécio Neves (PSDB) é de 18% e de Marina Silva (PSB), 11%.

Na pesquisa anterior, divulgada no início de julho, quando Eduardo Campos (PSB) figurava entre os candidatos, a taxa de rejeição de Dilma era de 35%. Aécio tinha 17% e Campos, 12%.

O levantamento do Datafolha foi feito entre 14 e 15 de julho, com 2.843 eleitores em 176 municípios do País. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-00386/2014 e tem margem de erro máxima de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.

Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasil


Comentarios
 

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Define rápido CPI da Petrobrás e Abreu de Lima e prendam esses cânceres do governo q roubam o patrimônio do povo. Qual critério que o governo PT pra colocar diretores e funcionários de sua desconfiança dentro da Petrobrás. Por incrível q pareça o ladrão vai roubando e o pessoal fica sabendo e ñ denunciam os ladrões. Quando é pego nos grampos pela Polícia o governo aparece e fala q não sabe de nada. Fora Partido das Trevas
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Marina descarta campanha com PSDB em São Paulo e Paraná




A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, impôs restrições a alguns dos acordos regionais costurados com o PSDB por Eduardo Campos, seu antecessor na cabeça de chapa morto na quarta-feira da semana passada após a queda de seu avião em Santos, no litoral paulista. 

Dos 14 palanques estaduais que Campos articulou para sua campanha, Marina e seus aliados da Rede - partido que tentou criar sem sucesso no ano passado - decidiram que pretendem ficar longe de pelo menos dois: São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Paraná, com Beto Richa. A ideia é que ela faça campanha autônoma, descasada dos dois tucanos e transfira aos dirigentes regionais do PSB a agenda conjunta. 


Ficará permitido apenas que os candidatos a deputado federal e estadual utilizem material de campanha com imagens suas com os dois tucanos.

A premissa parte do pressuposto de que nesses locais estão sendo respeitadas as condições anteriores à morte de Campos.


Marina, que será oficializada nesta quarta-feira, 20, como candidata do partido, foi contrária às duas alianças e comunicou isso ao então candidato, que compreendeu sua posição. Tanto que nos locais em que ela não se opôs, como com a candidatura do tucano Paulo Bauer (PSDB) em Santa Catarina ou de Lindbergh Farias (PT) no Rio, a Rede aceita a campanha conjunta. 


'Liberdade'
Um dos principais aliados de Marina e um dos fundadores da Rede, o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-RJ) foi o que defendeu ontem mais explicitamente esse formato. Ele exemplificou que o próprio Campos não teve agenda com Alckmin nem com Richa. "Ela (Marina) tem que ter a liberdade de transitar de uma forma mais ampla do que os acordos regionais", afirmou ele, em entrevista após a missa de sétimo dia em homenagem a Campos e aos demais mortos no desastre aéreo


Para ele, a situação do Rio "é muito peculiar" porque ela tem boa aceitação no Estado e consegue se impor independentemente do cenário regional. "A potencialidade da Marina no Rio é gigantesca, ela teve 31% no primeiro turno (em 2010) e eu acho que ela pode crescer muito mais do que isso", afirmou.


O PSB concorda com essa linha de atuação. O líder do PSB no Senado e candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou que o partido não vai criar situações de desconforto para a ex-ministra Marina Silva nos palanques estaduais onde houve problemas na formação de alianças. "Alianças conjuntas só acontecem quando os candidatos se sentem confortáveis", disse. "Marina fará campanha com o partido. Não vamos obrigá-la a fazer algo que ela não se sinta à vontade."


Documento
O PSB vai entregar hoje a Marina um documento com todos os acordos firmados por Campos, mas pretende dar liberdade para atuar sobre eles. O presidente da legenda, Roberto Amaral, disse que o texto procura resguardar acordos, mas não pode ser encarado como uma condicionante para Marina.

 "Não há nenhuma carta de compromissos. Vamos conversar com ela sobre as novas condições que surgiram com a morte de Eduardo", disse Amaral, para quem, apesar das discordâncias de Marina, não é possível desfazer os acordos regionais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Estadão Conteúdo Jornal de Brasília

Empate deixa 2º turno no Distrito Federal indefinido



Exata mostra Arruda com 31%, Agnelo tem 15,1% e Rollemberg, 10,2%. Margem de erro é de 3,5%

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O ex-governador José Roberto Arruda (PR) permanece na dianteira quando o assunto é preferência do eleitorado, agora com 31% das intenções de voto. Agnelo Queiroz (PT) aparece em segundo, com 15,1%, e Rodrigo Rollemberg (PSB) em terceiro, com 10,2% das intenções de voto. Os dados são da Exata Opinião Pública, que fez o levantamento entre os dias 13 e 16 de agosto, portanto após a decisão do Tribunal Regional Eleitoral que deixou Arruda sub judice. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca o governador Agnelo e o senador Rollemberg em empate técnico.  

A pesquisa, que ouviu 1.240 pessoas em todo o Distrito Federal e foi divulgada ontem, está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) sob o número DF-000312014. 

Pelo cenário retratado, a disputa pelo comando do Palácio do Buriti vai ao segundo turno. Resta saber quem disputaria com José Roberto Arruda o pleito.
Toninho do PSOL é o quarto colocado na pesquisa estimulada, com 4,4% dos votos. O deputado federal Luiz Pitiman (PSDB) aparece em seguida, com 3,8% das intenções. 

Perci Marrara (PCO) tem 0,6%. Os três também estão empatados tecnicamente, considerando a margem de erro do levantamento.

O número de eleitores indecisos ainda é grande no Distrito Federal - segundo a pesquisa, 21% não sabem em quem vão votar para governador no próximo dia 5 de outubro e 13,9% declaram que vão anular o voto. A expectativa é que, com a propaganda eleitoral no rádio e na televisão, que começou ontem, estes números caiam. 

A partir de hoje, os candidatos ao Governo do DF, ao Senado e à Câmara Legislativa se apresentam no rádio, às 7h; e na televisão, às 13h.

Voto espontâneo
No mesmo levantamento, mas considerando as intenções  de voto espontâneo para o GDF, Arruda aparece com 22,7%; Agnelo Queiroz, com 10,4%; Rollemberg, 5,5%, Toninho do PSOL, 1,9%; Pitiman, 1,4%; outros, 0,2%. Nulos somam 15,1% e indecisos, 42,9%. O nível de confiança do levantamento da Exata é de 94%.

 Considerando apenas os votos válidos, o levantamento mostra Arruda com 36%, o governador Agnelo com 18% e Rodrigo Rollemberg com 12%. Toninho do PSOL soma 5%, enquanto Luiz Pitiman tem 4%. Perci Marrara aparece com 1%. Os cinco somam, portanto, 40%, quatro pontos menos que Arruda. O levantamento estimulado aponta que 24%  estão indecisos.

O último levantamento do Datafolha, divulgado na segunda-feira, já mostrava Agnelo e Rollemberg em empate técnico. Enquanto Arruda tinha 35% dos votos, os dois apareciam com 19% e 13%, respectivamente. Também em empate técnico estavam Toninho do PSOL, com 7%, e Pitiman, com 4%. Perci foi apontada com menos de 1%. Brancos e nulos somaram 12%, enquanto 10% não souberam ou quiseram responder. A margem de erro era de 4 pontos percentuais.
Candidatos ao Senado estão embolados
 
Na disputa ao Senado, três candidatos aparecem empatados, se for considerada a margem de erro, de 3,5%. O deputado federal Reguffe (PDT) tem 24,4% das intenções de voto, enquanto o  petista Geraldo Magela aparece com 19,4%. Em terceiro lugar, está o senador Gim  (PTB), que tenta a reeleição, com 18,1%. As tendências indicam afunilamento da disputa.
 
A candidata tucana Sandra Quezado (PSDB) tem 1,6%; Expedito Mendonça (PCO), 0,8%; Robson Raymundo da Silva (PSTU), 0,8%; Aldemário Araújo Castro (PSOL), 0,5%; Jamil Magari (PCB), 0,2%. Os eleitores que se declaram indecisos somam 22,3% e os que dizem que votarão nulo são 11,9%, de acordo com o levantamento.
 
Apenas um
 
Neste ano, apenas um terço do Senado será renovado.  Nesse caso, o DF elege apenas um dos candidatos. A cadeira  hoje é de Gim.  O Senado é composto por 81 membros, sendo três  representantes de cada estado e do DF. Em 2010, foram escolhidos dois senadores por estado, totalizando 54 — dois terços da composição total.
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Luos passará por reexame e voltará para votação



O presidente da Comissão de Comissão de Assuntos Fundiários, Cristiano Araújo (PTB), afirmou que hoje o governo divulgará a lista com o nome dos novos membros do Conplan

suzano.almeida@jornaldebrasilia.com.br


A Câmara Legislativa  voltará a debater a Lei de Ocupação e Uso do Solo (Luos) a partir da semana que vem. O presidente da Comissão de Comissão de Assuntos Fundiários, Cristiano Araújo (PTB), afirmou que hoje o governo divulgará a lista com o nome dos novos membros do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan),  escolhidos por meio de chamamento do governo a entidades sociais e ligadas à política de moradias. O projeto deve passar pelo Conplan.

O deputado afirma que o chamamento responde a  cobrança do Ministério Público. Pedia-se que o Conplan fosse formado não só por pessoas e entidades indicadas pelo governo, mas que se fizesse  chamamento público para quem, ligado à matéria, quisesse se apresentar.

“Na última sessão do primeiro semestre deste ano aprovamos o projeto de lei que definia que a escolha dos respresentantes  fosse feita a partir de um chamamento, que tinha prazo de 30 dias para que as entidades se manifestassem. Hoje (ontem) foi o último dia para que elas se manifestassem e amanhã (hoje) o governo divulgará a lista”, afirmou o presidente da comissão.

Proteção ao Cerrado
A Câmara Legislativa aprovou ontem o projeto que transforma em lei de proteção ao Cerrado, que sofre no período de seca com queimadas. “É o resgate  do código florestal e o reconhecimento do cerrado como patrimônio”, declarou Joe Valle (PDT).
Joe afirma que a lei abrirá precedente para que outros estados, possam criar leis de proteção ao cerrado.

Os deputados aprovaram ainda créditos enviados pelo Executivo. Entre eles, o que traz recursos para o Passe Livre.

Museu fica em área que iria para shopping
Após duas horas do início da sessão e da longa espera pela obtenção de quórum, os deputados votaram projetos e créditos que estavam na pauta.   Entre as matérias foi votado o processo que mudava a destinação da área na QL 24 do Lago Sul, antes destinada a construção de um shopping.

Com a mudança, será construído no local o Museu Nacional da Memória Afro, com a participação do Governo Federal, e um parque vivencial, além de  comércio para atender os visitantes.

Lei para redefinir
“Percebemos que seria precisa nova lei para redefinir a área. Por isso, o deputado Cristiano Araújo (PTB) e eu fomos à Terracap para pedir que o governo mandasse um projeto que mudasse a destinação. Hoje ele foi enviado a Casa e, enfim, conseguimos votar”, explicou o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Robério Negreiros (PMDB).

A matéria segue para sanção do governador Agnelo Queiroz, como pressuposto para início das obras.

Saiba mais
Durante a sessão de ontem, ao menos 20 deputados passaram pelo Plenário da Câmara Legislativa, mas, com o entra e sai dos parlamentares, apenas às 17h conseguiu-se o quórum mínimo para as votações.

Após 14 dias de internação, o distrital Doutor Michel (PP) voltou a participar de sessões, mesmo ainda estando em recuperação de um cateterismo.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


JBr. realiza sabatina com Agnelo Queiroz nesta quarta-feira, às 10h30



Você pode enviar sua pergunta em nossas redes sociais (twitter e facebook), email ou por WhatsApp (61) 9606-4199

 
O candidato ao governo do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) participará da sabatina JBr. na manhã desta quarta-feira (20), às 10h30.

O petista é o quinto convidado a participar da entrevista ao vivo do Jornal de Brasília com os candidatos ao Palácio do Buriti.
 
Você pode enviar sua pergunta em nossas redes sociais (twitter e facebook), por e-mail ou pelo WhatsApp do Jornal de Brasília: (61) 9606-4199. 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

 
2 Comentários 
 
Jaqueline Vieira

pergunta se ele não tem vergonha de disputar a eleição com ladrão?
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RUI TEIXEIRA

É UMA BUTINADA,PELA DESGRAÇA QUE ELE FEZ COM BRASILIA
 
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Fiscalização remove 28 edificações irregulares em três regiões do DF



O Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo erradicou, nesta quinta-feira (14), 28 edificações que haviam sido erguidas em áreas públicas de São Sebastião, Itapoã e Taguatinga. Cerca de 120 servidores participaram da ação, coordenada pela Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e pela Agência de Fiscalização (Agefis). Não houve resistência.

“De acordo com o nosso levantamento, as construções foram erguidas na última semana. Infelizmente, há quem ainda aposte na invasão de área pública, mas é bom que essas pessoas saibam que a fiscalização está presente”, alerta o subsecretário de Defesa do Solo e da Água da Seops, Nonato Cavalcante.

Ainda pela manhã, uma das equipes passou pela Rua 3 Chácara 33, no Assentamento 26 de Setembro, em Taguatinga, onde removeu um alicerce feito de alvenaria e uma cerca de 80 metros, usada para demarcar ilegalmente um lote.

No Itapoã, os órgãos do governo retiraram obras ilegais na Quadra 308, do condomínio Del Lago, onde 10 edificações feitas em madeira, 400 metros de cerca, um ponto clandestino de água e outro de energia foram removidos.

À tarde, a mesma equipe que realizou a ação no Itapoã foi deslocada para o Núcleo Rural Aguilhada, em São Sebastião. No local foram erradicadas 17 edificações feitas em madeira, outra feita em pré-moldado, 11 quilômetros de cerca e cinco fossas.
“A fiscalização de vigilância será reforçada nessas áreas para evitar o surgimento de novas construções ilegais”, garante o subsecretário Cavalcante.

Além de Seops e Agefis, estiveram presentes a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a CEB, a Caesb e a Terracap.

Legislação - O Código de Edificações do Distrito Federal (Lei nº 2.105/98) determina que toda construção deve ser previamente autorizada pelo governo. Essa licença é emitida pelas administrações regionais, que levam em conta a destinação da área prevista no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT).

As construções em área pública sem autorização podem ser removidas imediatamente. A Agefis pode, ainda, emitir advertências, multas, embargos, interdições e apreensão de materiais quando considerar necessário.

Fonte: Secretaria de Estado da Ordem Pública e Social do Distrito Federal