sexta-feira, 22 de maio de 2015

Lava Jato toca a campainha do Palácio - Só o povo, com ou sem panelas, pode afrontar essa barricada no coração do Estado brasileiro e libertá-lo — exigindo que a Lava Jato siga o dinheiro até o fim. E levando a investigação até dentro desse Palácio que protege doleiros.

GUILHERME FIUZA

REVISTA ÉPOCA

O doleiro do petrolão afirmou, em delação premiada, que o Palácio do Planalto sabia do esquema. Citou pelo menos três ex-ministros de Dilma cujos nomes ouviu várias vezes nos momentos decisivos das operações criminosas. Alberto Youssef disse também aceitar acareações com qualquer um. O esquema bilionário que funcionou mais de década exatamente sob os governos do PT, operado por diretores da Petrobras nomeados ou protegidos pelo grupo político governante, chegou à sua hora da verdade.  



Ou o Brasil acredita que o doleiro Youssef botou a República debaixo do braço e fez o governo inteiro refém, ou o comando da quadrilha terá de aparecer.

Youssef afirmou, em seu depoimento à CPI da Petrobras em Curitiba, que se sentia “”mais seguro” em suas operações criminosas por saber que tinha a proteção do Palácio do Planalto. Marcos Valério não chegou a dizer literalmente a mesma coisa, mas o julgamento do mensalão mostrou que ele também era assegurado pelo Palácio – tanto que o então ministro-chefe da Casa Civil acabou condenado e preso. Nos dois megaescândalos, dois tesoureiros do PT presos, acusados de participar de desvios de dinheiro de estatais para o partido. 



E o Brasil, chupando o dedo, não liga lé com cré e se recusa a entender que esse é um padrão de governo.


 
Aliás, “a única forma de governar o Brasil” — como Lula teria afirmado a José Mujica, ex-presidente do Uruguai. Os dois ex-presidentes naturalmente negaram que se tratasse do reconhecimento do escândalo, mas o livro que traz essa passagem é absolutamente claro ao contextualizá-la como referência ao mensalão. Um dos autores do livro, Andrés Danza, declarou não ter dúvidas de que assim a fala de Lula fora entendida por Mujica — com quem, aliás, Danza tem excelente relação.  



Possivelmente o ex-presidente uruguaio, chapa de Lula, achou que expondo a confissão de “”culpa” do colega brasileiro em relação ao escândalo iria humanizá-lo. É um tipo de humanismo que passarinho não bebe. 


A tolerância do Brasil com os métodos escancarados do PT beira o masoquismo. 
A pessoa em quem Dilma Rousseff mais investiu para ser seu braço direito no governo chama-se Erenice Guerra, investigada em dois escândalos de tráfico de influência dentro do Palácio — este que Youssef diz que o fazia sentir-se seguro, o mesmo de onde foi engendrado o mensalão. 
É uma vertiginosa sucessão de coincidências.  
Ou então o Brasil gosta de apanhar.

 
Gosta porque não se mexe. Está esperando a Justiça capturar a quadrilha. E vai esperar sentado. A domesticação da corte máxima dessa Justiça apresenta neste exato momento mais um capítulo circense – talvez o de maior audiência, pelo que tem de bizarro. O país assiste à indicação de mais um soldadinho petista para o Supremo Tribunal Federal – um simpatizante do MST, para ter uma ideia do nível de aparelhamento a que está chegando a Justiça brasileira, esta que a platéia está esperando pegar os chefes do bando. O novo indicado por Dilma para o STF tem até site feito pela mesma pessoa que faz o do PT, provando que a independência não livra ninguém dos sortilégios da sincronicidade.

O Congresso Nacional teria a chance de devolver essa carta marcada ao Planalto, reprovando a indicação de Luiz Edson Fachin ao Supremo. Mas o Congresso é… o Congresso. E assim o país vai assistindo candidamente ao adestramento das suas instituições pelos companheiros progressistas, que conseguiram subjugar até as contas públicas — travestindo o balanço governamental através da contabilidade criativa e das já famosas pedaladas fiscais (tão famosas quanto impunes).  


Claro que a lavagem cerebral companheira já chegou forte a escolas de todo o país — sendo que até colégios militares andam sendo coagidos a ensinar o conto de fadas petista, coalhado de ideologias exaltando as pobres vítimas do capitalismo que mandam no Brasil (pelo visto, para sempre).
 

O Congresso Nacional está em cima do muro, o governo está atrás do muro e o Supremo está atrás do governo. 


Só o povo, com ou sem panelas, pode afrontar essa barricada no coração do Estado brasileiro e libertá-lo — exigindo que a Lava Jato siga o dinheiro até o fim. E levando a investigação até dentro desse Palácio que protege doleiros.
 

Terceira via - (Joaquim Barbosa ou Moro?)MERVAL PEREIRA O GLOBO - 21/05




À medida que a disputa política fica mais acirrada, com PT e PSDB buscando espaços para se firmarem como polos que se contrapõem, abre-se um caminho para uma terceira via que tanto pode ser de uma direita que começa a se organizar, quanto de esquerda, representada pela Rede de Marina Silva ou por dissidências mais radicais.

O surgimento de potenciais candidaturas "de direita", como a do senador Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás, ou de direita radical, como o deputado Jair Bolsonaro, retiram do PSDB a pecha de "direitista" que o PT há anos tenta pespegar nos tucanos.

Candidaturas radicais de esquerda, como do PSOL, por exemplo, também tendem a colocar o PT mais para o centro, cujo eleitorado também será disputado pela Rede. Não surgiu ainda no horizonte político nenhuma terceira via sem filiação partidária, mas o ex-Ministro do STF Joaquim Barbosa permanece como uma alternativa que agrada a parte do eleitorado em busca de solução nova para a disputa entre PT e PSDB.
Apontar o juiz Sérgio Moro como aspirante à Presidência é apenas uma manobra rasa dos que querem inviabilizar seu trabalho. A verdadeira comoção que ele provoca ao aparecer em público, assim como os aplausos que a presença de Barbosa continua a estimular, mostram que há um público ávido por novas figuras, não comprometidas com o jogo político atualmente em disputa.

PT e PSDB, no entanto, continuam sendo os catalisadores da maioria do eleitorado brasileiro, e no momento a oposição, não apenas o PSDB, parece dominar o sentimento generalizado, levando a crer que o ciclo petista tende a terminar, se não antes do fim do mandato de Dilma, na eleição de 2018.

O próprio Lula já tem admitido, segundo relatos, que não tem condições de ser candidato à sucessão de Dilma caso seu governo não se recupere, e nada indica que isso vá acontecer a tempo de dar condições de disputa a um candidato petista, mesmo que ele seja um Lula já em franco desgaste.(UFA!!!N.B)

As diversificadas e permanentes revelações sobre a atuação governista no escândalo do petrolão, se não provocarem um processo de impeachment de Dilma, necessariamente manterão um clima político contrário à pretensão do PT de permanecer 20 anos ou mais no poder.

O programa do PSDB de terça-feira foi dos mais violentos já feitos pela oposição ao PT, e não é à toa que a direção petista anunciou que irá ao Tribunal Superior Eleitoral(TSE) contra o que classificou de "campanha suja, odiosa e reacionária dos tucanos e seus sequazes".

Não vai dar em nada, pois a democracia pressupõe que os adversários se debatam em campo aberto. O PT não está acostumado a sofrer esse tipo de ataque, só a desferi-lo, quando esteve fora do poder central. O ataque petista virá na mesma dimensão, pelo que anuncia a nota oficial do partido, que acusa o PSDB de diversos "malfeitos e ilicitudes".
Ambos os partidos tratam as denúncias como motivadas por disputas políticas apenas, mas o desgaste é inevitável. O perigo é que fique no eleitorado a ideia de que os dois têm razão.

A agressividade com que o PSDB vem atuando na oposição, e mais sua disposição de votar contra as medidas propostas pelo governo Dilma para o ajuste fiscal - mesmo quando algumas delas, como o fator previdenciário, eram defendidas pelo partido até pouco tempo atrás -, estão trazendo desconforto para eleitores tradicionais dos tucanos, que não se reconhecem mais no radicalismo assumido.

Outros, ao contrário, exigem posições mais firmes, como o apoio oficial a um eventual impeachment da presidente Dilma, ainda que sem provas que o sustentem. A tendência é que o embate entre as duas forças que polarizam a política brasileira há mais de 20 anos continue se adensando à medida que as investigações dos escândalos, e as crises políticas e econômicas, tendem a aumentar.

O caminho para uma terceira via está aberto, e até o PMDB começa a se enveredar por ele.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Depois de embolsar 57 milhões, UNE deixa de apoiar governo


Deu na Agência Brasil


Às vésperas de o governo federal anunciar o contingenciamento do Orçamento Geral da União deste ano, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, informou que os universitários de todas as regiões do país prometem se mobilizar nas ruas, em passeatas e protestos, caso haja cortes na área da educação.


Depois de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff na noite de terça-feira, Vic Barros disse que falou com ela sobre a mobilização que a UNE já vem fazendo em algumas universidades, inclusive com ocupação de reitorias.


“A gente não aceita nenhum centavo a menos para educação”, destacou a presidente da UNE. Segundo ele, o corte de verbas no setor vai na contramão da maior vitória da educação brasileira, que foi a vinculação dos investimentos na área ao PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país], chegando a 10% em dez anos.


“INTRANSIGENTES”
Vic Barros afirmou que a agenda de mobilizações será intensificada nos próximos dias, visando a atrair mais estudantes e se preparar para o 54° Congresso da União Nacional dos Estudantes, em junho. “Caso haja qualquer tipo de contingenciamento na educação, nós seremos intransigentes na reivindicação de que uma medida como essa seja revogada, para que a gente consiga, em vez de reduzir a verba educacional do nosso país, ampliar a meta educacional”.


Em resposta às reivindicações, Dilma Rousseff demonstrou sensibilidade na questão do financiamento da educação e disse que está estudando as possibilidades para que o setor não tenha nenhum dos seus programas comprometidos. “Ela [Dilma] não disse se vai ter corte ou não. Ela disse que está estudando toda essa questão de como será aplicado o Orçamento aprovado para o ano de 2015 e que a educação é a prioridade na agenda dela, para que possa se assegurar que não haja prejuízos para a educação no país através do Orçamento”, informou a presidente da UNE.


Além da UNE, reuniram-se com a presidente Dilma representantes da Associação Nacional de Pós-Graduandos e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Do lado do governo, participaram o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, e o secretário nacional da Juventude, Gabriel Medina.


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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Para comprar o apoio dos estudantes, na gestão de Lula o governo do PT deu R$ 57 milhões de reais para a UNE reconstruir sua sede no Rio, destruída no governo militar. Os estudantes embolsaram a grana, apoiaram o governo, não construíram nada e agora espertamente terceirizaram a obra do prédio, que será explorado pela empresa, construtora, com apenas uma parte do imóvel ficando como propriedade da UNE. E agora seus líderes acabam de avisar que vão deixar de apoiar o governo. São como ratos abandonando o barco que naufraga. (C.N.)

Lula quer punir procurador que pediu que o investigassem


Catia Seabra
Folha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com uma reclamação disciplinar contra o procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes. O procurador é o autor de uma notícia de fato contra Lula, no qual pede investigação da suspeita de que o ex-presidente tenha cometido tráfico de influência em favor da empresa Odebrecht.


Na reclamação disciplinar, Lula incluiu cópias de postagens do procurador nas redes sociais, incluindo manifestações de simpatia à candidatura Marina Silva (PSB) no primeiro turno e do tucano Aécio Neves no segundo. Os posts não estão mais disponíveis nas redes sociais.


Ex-presidente entrou com a representação no Conselho Nacional do Ministério Público sob o argumento de que o procurador feriu a legislação, que proíbe manifestação político-partidária de membros do Ministério Público.


Segundo integrantes da procuradoria, a representação foi apresentada na sexta-feira (15). Procurado, o Instituto Lula não quis se pronunciar alegando que o Ministério Público determinou que o processo corra em sigilo.


Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, por sua vez, disse que se manifestará depois de tomar conhecimento da representação. Mas nega que tenha pedido votos nas eleições.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO pior é a investigação sobre as ligações entre Lula e a Odebrecht está em curso, a pleno vapor, e tudo indica que ficará provado no inquérito que Lula realmente se transformou numa espécie de caixeiro-viajante da empreiteira, vejam a que ponto chegou sua necessidade de ganhar dinheiro fácil. (C.N.)

PSDB não pede impeachment porque não será o “beneficiário”


Catia Seabra e Natuza Nery
 

Folha
O PSDB desistiu de bancar, neste momento, um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Após receber parecer sobre sua viabilidade jurídica, o presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), admitiu nesta quarta-feira (20) que outras medidas devem ser adotadas antes que o partido apresente um pedido de afastamento de Dilma.


Nesta quinta-feira, Aécio apresentará aos demais partidos de oposição um relatório do jurista Miguel Reale Júnior. O parecer não traz elementos que sustentem um pedido de impeachment agora.
Na avaliação do PSDB, é melhor esperar o avanço da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e buscar outros elementos que sustentem um processo contra Dilma.


Em vez de impeachment, Aécio vai sugerir que a oposição entre com uma ação penal contra a presidente por causa das manobras fiscais usadas para fechar as contas do governo no seu primeiro mandato, que viraram alvo de questionamentos no TCU (Tribunal de Contas da União). ” Embora afirme que existem indícios fortes contra a petista, este “não é o momento para o movimento de impeachment”.


A mudança de tom no discurso de Aécio é significativa. Em abril, o tucano disse que já via “motivo extremamente forte” para impeachment nas denúncias de corrupção na Petrobras. Dias depois, o líder da bancada tucana na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que apresentaria um pedido de impeachment em uma semana.


Acabou prevalecendo no partido a tese de que é preferível desgastar a presidente do que propor uma ação de resultado incerto agora. Os tucanos reconhecem que não há adesão popular significativa à causa do impeachment, e que não há consenso sobre o tema nem mesmo no PSDB.


BENEFICIÁRIO
O senador José Serra (SP) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, não estão certos de que o PSDB será o beneficiário direto de um eventual afastamento da presidente.
Tucanos lembram que o PMDB, partido alinhado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiria o poder em qualquer circunstância, fosse com a posse do vice Michel Temer ou com a convocação de uma nova eleição, processo que seria conduzido pelos peemedebistas que hoje controlam o Congresso.


Parte da cúpula do PSDB, incluindo Fernando Henrique, acha que, apesar dos arranhões em sua imagem, Lula poderia voltar ao jogo eleitoral. Por isso, a estratégia preferida agora é explorar a atual vulnerabilidade do PT para atingir o líder do partido.


“Em 2016 [ano das eleições municipais], o PT estará nas cordas”, afirmou Aécio. “Até 2018, Dilma não vai recuperar a economia. O crescimento médio [do PIB] será de 1%”, disse o senador tucano.


GOVERNADORES
Na quarta, durante reunião em Brasília, governadores de oposição se mostraram resistentes às propostas de impeachment, porque temem os reflexos de um agravamento da crise político na economia de seus Estados.

Antes de entrar na reunião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “o país enfrenta uma recessão maior do que se imagina”. Segundo ele, a gravidade da crise é perceptível na economia de São Paulo.

Os tucanos acham que, com o PMDB à frente do Congresso, há mais chances de os Estados verem suas reivindicações atendidas. “Nunca tivemos um ambiente tão favorável”, afirmou o governador Marconi Perillo (GO).


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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAo enviar esta matéria ao blog, o jornalista Vicente Limongi Netto fez a seguinte pergunta: “Até onde irá a canalhice dos tucanos?”. Realmente, é impressionante, e parece que eles não têm limites. (C.N.)

3 comments

  • Francisco Vieira Brasilia - DF
    Caro Jornalista,
    Está cada vez mais deprimente ler algum noticiário sobre o Brasil, sobre os governantes nacionais e sobre a nossa realidade cotidiana. O que quer que você leia, encontrará a menção a algum ladrão ou a algum crime.
    Fez bem a brasileira que se classificou para a viagem à Marte, principalmente por ser só de ida.
  • Eita, se os tucanos pedem o impeachment são golpistas. Se não o pedem são canalhas. É preciso que haja uma decisão aí: são golpistas, ou são canalhas?
  • César - Fortaleza
    Bom, se o PSDB é canalha o PT é canalha elevado a n potência.
    Esse Limongi é aquele que chamou os comentaristas desta TI de porcos e porcas.

Lava Jato prende “operador” das propinas ligado a Duque


 Pascovitch foi preso pela Polícia Federal e levado para Curitiba


Flávio Ferreira
Folha
Em mais uma fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (21) Milton Pascowitch, apontado como operador da empreiteira Engevix em contratos da Petrobras e suspeito de repassar propina na diretoria de Serviços, que Renato Duque ocupou entre 2003 e 2012 na estatal.

Outra medida tomada foi a de condução coercitiva (ordem judicial para prestar depoimento às autoridades) em São Paulo para obter o testemunho do irmão de Pascowitch, José Adolfo, também apontado como operador no esquema.

O objetivo desta 13ª fase da operação é investigar crimes de dois operadores financeiros do esquema de corrupção na estatal. A força-tarefa da Lava Jato apura as ligações de Pascowitch com Duque e com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. A empresa de consultoria de Pascowitch, a Jamp Engenheiros Associados, fez pagamentos de R$ 1,45 milhão à JD Consultoria, firma de Dirceu, em 2011 e 2012.

ONZE OPERADORES
Pascowitch é apontado como um dos onze operadores da propina na diretoria de Serviços, comandada por Duque (indicado pelo PT). A Engevix é suspeita de integrar o cartel na estatal e também fez pagamentos à firma de Dirceu, no valor de R$ 1,1 milhão.

Tanto a Engevix quanto Dirceu negam que os pagamentos sejam propina disfarçada. O executivo Gerson Almada –ex-vice-presidente da empresa, preso em novembro–, afirmou que Dirceu prestou serviços prospectando negócios no exterior.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos irmãos, além de um no Rio de Janeiro e outro em Minas Gerais, em imóveis do empresário Henry Hoyer de Carvalho, que foi mencionado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa durante as investigações do esquema de corrupção na estatal.

Segundo Costa, Hoyer substituiu o doleiro Alberto Youssef no papel de interlocutor entre a diretoria de Abastecimento e integrantes do PP. Em depoimento de sua delação premiada, Costa disse que Hoyer passou a ocupar o posto de operador no início de 2012, pois os líderes do PP estavam insatisfeitos com atrasos nos repasses de propinas para o partido. Hoyer também é investigado pela CPI do SwissLeaks do Senado, criada para apurar supostas irregularidades praticadas pelo banco HSBC na abertura de contas ilegais na Suíça.

OBRAS DE ARTE
A PF suspeita que Pascowitch tenha repassado propina da Engevix para Duque até mesmo na forma de obras de arte. Em 16 de março, dia da prisão de Duque, a PF encontrou na casa do ex-diretor da Petrobras uma escultura do artista Franz Krajcberg comprada em 2012 por Pascowitch pela preço de R$ 212,5 mil, junto com outras 130 obras.

Em depoimento à Justiça Federal no dia 17 de março, Almada afirmou que Pascowitch atuava como lobista da empreiteira. Segundo o executivo, Pascowitch e o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, pediram que a empreiteira fizesse doações eleitorais ao partido. A construtora realizou as contribuições, disse.

“Como ele [Milton Pascowitch] tinha um relacionamento com o PT, na Diretoria de [Engenharia e] Serviços [da Petrobras], também ele trazia pedidos não vinculados a obras, mas vinculados a doações para o partido nas épocas de eleições ou em dificuldades de caixa do partido”, relatou no testemunho ao juiz Sergio Moro.

Ainda de acordo com Almada, entre 0,5% e 1% dos contratos celebrados entre a Engevix e a Petrobras intermediados por Pascowitch, eram repassados ao lobista – o executivo, no entanto, disse não saber qual era a destinação final dos valores. Ele afirmou que Pascowitch teria posto como condição o pagamento a ele para que a Engevix “ficasse bem com o partido político”, referindo-se ao PT.

Joaquim Barbosa para 2018? Ele admite a possibilidade…Ele ou Moro? Meu coração balança.



Joaquim Barbosa admite candidatura à Presidência da República
Joaquim Barbosa admite candidatura à Presidência da República

Segue trecho de post do Radar Online, de Lauro Jardim:
“Barbosa terminou agora há pouco uma palestra na da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo, onde falou sobre a ética nos negócios. Foi uma chuva de palmas quando seu nome foi anunciado. E tome de aplausos ao final da última pergunta da plateia a que respondeu. O tema é recorrente: a possibilidade de virar candidato em 2018. Mas Barbosa, desta vez, ao menos admitiu a possibilidade, algo que não é do seu estilo.”
O que vocês acham?

A guerra contra a Lava Jato

sergio moro 

A reportagem da edição desta semana da revista Veja relata em detalhes a mais nova tentativa de anular a Operação Lava Jato: tentam provar que escutas clandestinas foram instaladas nas salas de inquérito.


A história está ganhando novos contornos. ProcuradoreS da Lava Jato divulgaram neste domingo uma nota a respeito. Leiam sobre ela neste post de Fausto Macedo para o Estadão:
Os investigadores identificaram o que chamam de ‘farto mercado de compra de dossiês’. Uma das investigações em andamento mira esses dossiês contra autoridades públicas encarregadas das investigações, e sua autoria.


“A Força-Tarefa do Ministério Público Federal no caso Lava Jato, diante das notícias publicadas na imprensa nacional (…) sobre o encontro de equipamentos eletrônicos na sede da Superintendência da Polícia Federal no Paraná, vem reiterar que as investigações na denominada ‘Operação Lava Jato’ são lícitas e livres de qualquer nulidade”, informa nota, divulgada neste domingo, 17.


Uma escuta clandestina encontrada no segundo andar da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba – sede das investigações da Operação Lava Jato -, há cinco dias e um depoimento do agente da PF Dalmey Fernando Werlang, tornado público na mesma semana, reforçaram as suspeitas dos investigadores.
Os editores de O Antagonista  explicam de forma mais sucinta:
Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato suspeitam que investigações da PF estão colhendo informações com “conclusões preordenadas” para tentar “criar falsas nulidades” nos processos. Segundo o Estadão, o objetivo é tirar o controle dos inquéritos dos delegados da Superintendência da PF em Curitiba.


Os nove procuradores assinaram nota pública dizendo que “acompanham de perto” o trabalho da Corregedoria da PF em Brasília para averiguar se havia escutas ilegais na cela de Alberto Youssef. A força-tarefa identificou “farto mercado de compra de dossiês”.
Em outro post eles deixam as coisas ainda mais claras:
Como se pode ler no post interior, está em curso uma manobra para conferir aparência de ilegalidade às investigações da Operação Lava Jato.

A manobra é conduzida pela banda podre da Polícia Federal, aquela mesma que atacou o procurador-geral Rodrigo Janot, deu entrevista a telejornais — e foi denunciada, aqui, na série de posts “A guerra suja da PF”.

A manobra é coordenada. Dela fazem parte a banda podre da PF, o governo do PT e advogados de defesa de empreiteiros que, além de atuar nos bastidores, atacam publicamente o juiz Sergio Moro.

É preciso que a sociedade e os políticos de bem, os que restam, repudiem imediatamente esse ataque à Justiça.
Esta não é, certamente, a primeira tentativa de atacar a Lava Jato e impedir novas descobertas mas é, certamente, a mais sofisticada. O desespero com os últimos avanços da Operação nos dão a dica de que grandes revelações estão por vir.

Como contradizer o comunismo ( No que se refere ao PT nem é preciso ser contra o comunismo.Basta ser contra a corrupção e a roubalheira!)


Como Não Fazer

Posted by in Citação, Política

Por G.K. Chesterton. Tradução por Renan Felipe dos Santos do artigo “How Not To Do It” publicado na GK’s Weekly Magazine em 16 de maio de 1935. Para ler o artigo original em inglês, hospedado no site da De Montfort University de Leicester, clique aqui.
como não fazer
Há duas formas conhecidas de discutir com um comunista; e ambas estão erradas. Há também uma terceira forma que é correta mas que não é conhecida. Agora tenho a noção de que, por um motivo ou outro, uma parte considerável do nosso tempo cedo ou tarde será consumida discutindo com comunistas. E vou descrever em poucas palavras o que considero ser a forma certa de fazê-lo.



Curiosamente, as duas maneiras mais comuns de contradizer o comunismo também se contradizem entre si. A primeira consiste em acusar o bolchevista de todos os vícios. A segunda, curiosamente, consiste em acusá-lo de todas as virtudes. Consiste realmente em contrapor os nossos vícios às virtudes, ou supostas virtudes, dele.



Este é o truque mais perigoso e até suicida dos dois, e sua natureza exige uma pequena explicação. O primeiro método, ou método convencional, é bastante simples. O capitalista diz ao comunista, “Você não entrará em minha casa, pois sei que você irá destruí-la; você não falará com minha família, pois sei que você a explodiria; você é um ladrão e assassino qualquer, eu sou uma pessoa moral e respeitável.


Não somo como os russos.” Eu não gostaria de falar assim com um bolchevista, porque eu não falaria assim nem com um ladrão. É portar-se como um fariseu; e o fariseu é um inimigo do cristão mais antigo que o marxista.


Eu prefiriria o outro método, o qual me parece extremamente comum entre aqueles que afirmam defender a propriedade ou o individualismo contra a heresia marxista. Consiste em dizer ao comunista que ele é um idealista, ou, em outras palavras, que ele está errado porque tem ideais. Neste segundo caso, o capitalista diz ao comunista, “Você acredita em um monte de bobagens sobre a irmandade entre os homens; mas eu digo, como um homem prático, que cada um quer obter o máximo possível para si, e agrediria o próprio irmão por um negócio se pudesse. Cada homem deve obedecer o seu instinto aquisitivo.”


(Eu li exatamente estas palavras em um ataque à teoria bolchevista.) “Não se pode manter as coisas funcionando sem empresas privadas; e não se pode produzir empresas privadas sem suborná-las ou recompensá-las com os louros oriundos da propriedade privada.” As pessoas usam estes argumentos contra o comunismo como se estes fossem argumentos somente contra o comunismo, e depois se surpreendem porque um grande número de jovens entusiasmados se tornam comunistas.


Eles não percebem que, para os jovens, o capitalista em questão parece estar dizendo simplesmente, “Eu sou um patife ganancioso, e proíbo você de ser qualquer coisa diferente disso.”


Mas o verdadeiro argumento final e completo contra o comunismo é que a propriedade privada é muito mais importante que a empresa privada. Um batedor de carteiras realiza um empreendimento privado, mas não se pode dizer que ele apoia a propriedade privada. A propriedade privada não é uma recompensa que existe para manter a empresa privada. Pelo contrário, a empresa privada é somente uma ferramenta ou uma arma, que pode às vezes ser útil para preservar a propriedade privada.


 E é necessário preservar a propriedade privada simplesmente porque ela é um outro nome para a liberdade. Não é meramente um respeito convencional. Pelo contrário, é somente o homem com alguma propriedade e privacidade que pode viver sua própria vida livremente. E tampouco é uma simples licença comercial, e menos ainda uma licença para a fraude. Pelo contrário, toda a questão da propriedade gira em torno do fato de que ela somente pode ser nutrida com o sentimento da honra.



Seria necessário mais espaço aqui para expor esta tese, e levaria mais tempo ainda para expô-la a um comunista.


Mas um comunista certamente a escutaria por mais tempo do que a um homem meramente gabando-se de sua própria retidão ou a um homem que se gaba da própria avareza.

OS PRESÍDIOS ESTÃO EM FESTA!Pobres agentes penitenciários!

COMUNICADO FLAVIO BOLSONARO
 

OS PRESÍDIOS ESTÃO EM FESTA!
 

 
Rio de Janeiro, 20 de maio de 2015.
 
            Meus Amigos,
 
            Por 49 x 2, sendo o meu voto um dos contrários, foi derrubado o veto e será promulgada a lei que proíbe a revista íntima de presos. Veja meu breve pronunciamento sobre a polêmica:
 
 
            Essa iniciativa não atende aos anseios da população ordeira, mas sim à população carcerária, de assaltantes, assassinos e estupradores que, a partir de agora, não podem mais sofrer revista íntima, o que, segundo os defensores da lei, "atenta contra a dignidade da pessoa humana".
 
            Temo pelas vidas dos agentes penitenciários, que terão ainda mais dificuldade de impedir que drogas, celulares e armas entrem nos presídios e acabem sendo usadas contra eles em possíveis rebeliões.
 
            Sem antes investir em tecnologia e com efetivo muito aquém do necessário, garantir mais esse direito aos criminosos é um tapa na cara da sociedade, que não aguenta mais ser vítima de bandidos cada vez mais audaciosos, encorajados e com defensores no Legislativo.
 
                           Mais uma vez, os vagabundos agradecem!
 
 
            Abaixo, como votaram os deputados:
 
 
 
FLÁVIO BOLSONARO
Deputado Estadual RJ
 

Continuam roubando e enganando o povo!Pedalada contábil infla em R$ 1,3 bi lucro da Petrobras no trimestre

Pedalada contábil infla em R$ 1,3 bi lucro da Petrobras no trimestre

O lucro da Petrobras de R$ 5,3 bilhões foi inflado em R$ 1,3 bilhão por um artifício contábil que registrou eventos ocorridos até 37 dias depois do primeiro trimestre do ano. Com a pedalada o lucro já tinha sido menor que o mesmo período do ano passado, retirada a pedalada, a situação da estatal se agrava.


Fonte: Folhapress
Fonte: Folhapress

Eles roubam e a gente paga a conta! É justo isso?


Câmara aprova aumento de mais um imposto, desta vez sobre produtos importados

Publicado por em 20 maio, as 20 : 58 PM 
Câmara aprova aumento de mais um imposto, desta vez sobre produtos importados
Por 323 votos a favor e 125 contra, a câmara aprovou na ultima terça (19), texto de Medida Provisória (668), que aumenta impostos sobre produtos importados, desde água, cerveja, até produtos farmacêuticos (remédios).


O aumento faz parte do ajuste fiscal do governo, que busca “encher o cofrinho” e, outro argumento, é que a oneração maior sobre produtos importados protege produtos nacionais, já que teoricamente motiva o consumidor a adquirir produtos nacionais.


O governo federal estima arrecadar por ano, iniciando em 2016, cerca de R$ 1,19 bilhão a mais, já em 2015 a estimativa é de R$ 694 milhões a mais arrecadados.
Com informações G1

Avacalhação total!!!!Brasil, um país onde Funk é patrimônio cultural e obra de Monteiro Lobato é banida por ser “racista”


Publicado por em 21 maio, as 10 : 35 AM
Brasil, um país onde Funk é patrimônio cultural e obra de Monteiro Lobato é banida por ser “racista”
Sim, aos que ainda não sabiam o funk já é patrimônio cultural do Rio de Janeiro e há projeto no legislativo federal para que o rítmo seja tipificado como patrimônio cultural nacional.


Projeto de Lei 4124 de 2008, do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) define Funk como forma de Manifestação Cultural



O projeto foi apresentado por Chico Alencar (PSOL-RJ), ainda no ano de 2008, e continua em tramitação na Câmara, mas já teve análise positiva na Comissão de Cultura da casa – O relator – Jean Wyllys.





A nova ministra da igualdade racial do governo Dilma já deu sinais de que o racismo vai ser tratado de forma generalizada e até mesmo o cúmulo de sinalizar pelo banimento de uma obra do consagrado autor Monteiro Lobato por  entender que seu conteúdo promove o racismo.


Ela é responsável pelo parecer enviado ao Conselho Nacional de Educação, que pede para que o livro Caçadas de Pedrinho seja banido do Programa Nacional Biblioteca na Escola por entender que a obra é racista.



Sem 342 votos na Câmara para aprovar o impeachment, Oposição vai entrar com ação penal contra Dilma.



Ação penal é o primeiro passo para comprovar a culpa de Dilma por improbidade administrativa e desencadear o processo de impeachment. 
 
 
(Estadão) O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) avalia que a decisão do PSDB de optar por um pedido de ação penal contra a presidente Dilma Rousseff pelas pedaladas fiscais (manobra que consiste em atrasar repasses do Tesouro Nacional aos bancos federais para o pagamento de benefícios sociais) em vez de pedir o impeachment no Congresso Nacional é o caminho "mais adequado".
 
 
 
"Hoje não há 342 votos na Câmara a favor do impeachment. Se a investigação que pleiteamos concluir pela culpa da presidente, esse quórum terá mais visibilidade política", disse o senador ao Estado. "Esse caminho (a ação penal junto ao Ministério Público Federal) evita a polêmica jurídica sobre se os fatos ocorreram nesse mandato ou no anterior" 
 
 
 
O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, recebeu nesta quarta-feira, 20, do ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Junior, um parecer recomendando que a legenda desista de pedir no Congresso Nacional a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A estratégia apresentada pelo jurista, que foi ministro da Justiça do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é entrar com um pedido de ação penal contra a presidente no Ministério Público Federal pelas pedaladas fiscais,
 
 
 
O parecer tentará demonstrar que a manobra contaminou a atual gestão. O documento foi debatido hoje em uma reunião em Brasília com os senadores Aloysio Nunes Ferreira (SP), Cássio Cunha Lima (PB), líder do PSDB no Senado, e os deputados Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara, e Bruno Araújo (PE), líder da minoria. O PSDB submeterá o parecer aos presidentes do partidos de oposição em uma reunião na manhã desta quinta-feira, 21, no gabinete de Aécio no Senado.
 
 
 
A opção escolhida pelo PSDB frustra a bancada do partido na Câmara, que pressionava a legenda por um pedido direto no Congresso. Essa tese perdeu força depois que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sinalizou que arquivaria o pedido. 
 
 
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Dilma não consegue aprovar corte no seguro-desemprego e abono salarial. Votação da "MP da Maldade" é adiada.


(O Globo) Depois de uma rebelião da base aliada e com risco de ser derrotado, o governo precisou pedir que o Senado adiasse a votação da Medida Provisória 655, que endurece as regras para o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial. Seria a primeira medida do ajuste fiscal analisada pelo Senado este ano. A votação ficou para a próxima terça-feira e a expectativa é que até lá o governo negocie com senadores para conseguir uma maioria segura para a votação. O Palácio do Planalto foi informado de que havia risco de derrota, já que o governo teria apenas de três votos a cinco votos de vantagem. O adiamento vai dar ao governo e aos líderes tempo para achar uma saída que evite uma derrota da presidente Dilma Rousseff em um dos pilares do ajuste fiscal.


O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), articula junto ao governo um recuo em relação ao abono salarial. Se for confirmada a existência de inconstitucionalidades na proposta, a melhor saída seria o veto do trecho que trata do benefício e a discussão de uma alternativa. Segundo a equipe econômica, a mudança levaria a uma perda de R$ 7 bilhões dentro do ajuste fiscal. 
Desde cedo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, hoje um dos maiores críticos do governo, havia avisado que havia risco de derrota. — Esse processo de formação das maiorias é muito complicado no Brasil. A gente nunca sabe direito o que é que vai acontecer. Tem que aguardar — disse o presidente do Senado.


Renan voltou a criticar abertamente a presidente Dilma, ao afirmar que o Brasil prometido na campanha não se tornou realidade. — Vamos fazer tudo que garanta o equilíbrio fiscal. O que lamentamos, e lamentamos muito, é que aquele Brasil de 2014, que era projetado, anunciado, era apenas um Brasil para a campanha eleitoral. Estamos vivendo a dura realidade de ajustarmos o Pacto Federativo — disse Renan.


Para corroborar a tensão, um grupo de 11 senadores, formado por senadores da base aliada e da oposição, anunciou que votaria contra a medida. Dois deles são do PT, um do PMDB, um do PDT, um do PRB e um do PSD, partidos da base aliada. Os outros são do PSB e do PSOL. Eles lançaram um manifesto contra o ajuste fiscal, assinado inclusive por ex-ministros do governos Lula e por entidades como CUT e MST. O senadores disseram que não se tratava de uma rebelião, mas avisaram que votariam contra a MP 665.


A sessão começou em clima tenso. Sindicalistas da Força Sindical vaiaram senadores do PT e jogaram notas falsas de dólar no plenário. Renan mandou esvaziar as galerias. Durante todo o dia, Delcídio conversou com aliados e detectou as resistências. Sondado sobre a hipótese de retirar o trecho sobre abono salarial ontem mesmo, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, não aceitou um acordo. O vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo, também foi informado da negociação.


A proposta defendida por Delcídio é voltar à regra antiga, que previa que teria direito ao benefício o trabalhador que recebe até dois salários mínimos e trabalha por pelo menos 30 dias no ano no emprego. O abono tem o valor de um salário mínimo e é pago uma vez por ano. O texto da MP aprovado na Câmara restringia o acesso ao benefício, determinando que o funcionário teria que trabalhar por pelo menos três meses para ter direito ao benefício e este passaria a ser pago de forma proporcional ao número de meses trabalhados. O governo queria inicialmente um prazo de carência de seis meses.


Apesar de ter pedido o adiamento, o governo tem pressa. A MP 665 perde a validade em 1º de junho. Em 2013, as despesas com abono salarial e seguro desemprego somaram R$ 31,9 bilhões e R$ 14,7 bilhões, respectivamente. Delcídio disse que recebeu de vários senadores a informação de que há pareceres jurídicos apontando que é inconstitucional pagar um abono inferior ao um salário mínimo.Vários senadores disseram que o texto é inconstitucional quanto ao valor do abono ser inferior a um salário mínimo. Então, me comprometi a conversar com o governo. Se o entendimento for de que há inconstitucionalidade, trabalharemos pelo veto. E há argumentos legítimos (quanto à inconstitucionalidade) — disse Delcídio.


O governo ainda sofreu outro revés ontem. O relator do projeto que reduz as desonerações na folha de pagamento, o deputados Leonardo Piccianni (PMDB-RJ), anunciou que a votação da proposta ficará para junho. A expectativa é que o texto possa ser apreciado pelo plenário da Câmara no dia dez do próximo mês.


A votação estava prevista para esta quarta-feira, mas precisou ser adiada porque Picciani ainda não concluiu seu relatório. O governo também já demonstrou que não tem pressa e irá avaliar cada detalhe do texto. O plenário da Câmara ao menos concluiu a votação dos destaques da Medida Provisória 668, que eleva as alíquotas de PIS e Cofins para produtos importados, que igualmente faz parte do ajuste fiscal.


Tucanos ironizam "indignação" do PT.



 
A intenção do PT de entrar na Justiça contra as verdades ditas no programa eleitoral veiculado na última terça foi ironizada por tucanos. O senador Cássio Cunha Lima (PB) declarou:

A verdade dói e, por esta razão, o PT não consegue esconder o incômodo com as verdades ditas pelo povo brasileiro (que foi, de fato, enganado e ludibriado na última eleição). O programa do PSDB, exibido ontem em rede nacional, tão somente ecoou a voz das ruas. E por isto mesmo doeu tanto. O Brasil não suporta mais tanta dissimulação por parte do PT. 


Por que, na nota que assinou, o presidente do PT, Rui Falcão, não se lembrou do seu companheiro João Vaccari Neto, para citar apenas um dos tesoureiros presos? Chega! Basta! Este é o verdadeiro clamor do povo brasileiro. Para dor e desespero do PT.

O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, atacado por Rui Falcão, presidente do PT, ironizou:

"Quem considera o João Vaccari inocente não merece minha resposta".