David Reimer, vítima das loucuras dos ideólogos de gênero. Suicidou-se em 2004.
Uma peça publicitária só pode ser bem-sucedida se souber cativar o
público com as palavras e as imagens certas. A linguagem simbólica
exerce enorme influência sobre o homem. Todas as grandes empresas,
partidos políticos e meios de comunicação têm, por de trás de sua figura
pública, um afiado esquema de marketing.
"Um bom governo sem propaganda
dificilmente se sai melhor do que uma boa propaganda sem um bom
governo",
dizia o ministro da comunicação nazista Goebbels.
É fato.
E a experiência do último século é a prova cabal de como
ideologias malignas podem conquistar o apoio das massas, apelando a
jargões risíveis porém populares.
A Ideologia de Gênero é uma grande peça publicitária.
Apoiada pelo discurso dos "direitos sexuais", da "tolerância" e da
"misericórdia", palavrinhas politicamente corretas e além de qualquer
suspeita, muitos são levados a considerá-la algo inofensivo ou mesmo um
grande progresso para a civilização. Aquele que a ela se opõe, por outro
lado, é visto como pessoa antiquada, de visão obtusa e reacionária,
ainda que salte
"aos olhos a profunda falsidade dessa teoria".
Foi também assim que rotularam a imprensa judia quando esta denunciou as obscenidades do nacional-socialismo,
logo que Hitler subiu ao poder. Ora, quem, em sã consciência, se
posicionaria contra um projeto político que apenas visava a
"reconstrução" da Alemanha? De maneira análoga, como é possível se opôr à
felicidade daqueles que desejam a mudança de sexo?
Uma boa propaganda não somente convence, como também modifica a história. O passado secreto da
Ideologia de Gênero está longe de ser misericordioso,
tolerante e feliz. Tudo começou na década de 1950, nas clínicas
universitárias.
Neste período, inúmeras cirurgias de mudança de sexo
(precisamente de homem para mulher) foram realizadas de forma
experimental. Na década de 1970, quando vieram os resultados científicos
de todas aquelas experiências, não havia qualquer índice de que o
procedimento fosse seguro. Pior. As evidências de que se tratasse de
algo nocivo eram gritantes. As clínicas decidiram não mais realizar
aquele tipo de operação.
But where there's a will there's a way.
Três pesquisadores decidiram levar adiante o projeto:
Dr. Alfred Kinsey,
Dr. Harry Benjamin e o psicólogo
John Money. O currículo destes três paladinos da
Ideologia de Gênero não é nada honroso.
Dr. Alfred Kinsey, um biólogo e sexólogo cujo legado dura ainda hoje,
acreditava que todos os atos sexuais eram legítimos — incluindo
pedofilia, bestialidades, sadomasoquismo, incesto, adultério,
prostituição e orgias. A fim de obter dados para suas pesquisas, Kinsey
autorizou experimentos horríveis em bebês e crianças pequenas. Seu
intuito principal era justificar a opinião de que crianças de qualquer
idade teriam prazer com o sexo — ele chegou a advogar a normalização da
pedofilia.
O transexualismo entrou em sua agenda quando foi apresentado
ao caso de um homossexual que queria tornar-se uma garota. Kinsey
consultou um conhecido seu, um endocrinologista chamado Harry Benjamin.
Benjamin conhecia bem os travestis (homens que se vestem de mulher).
Assim, ambos viram uma oportunidade para mudar aquele rapaz fisicamente,
para além da roupa e da maquiagem.
Os dois tornaram-se colaboradores
profissionais no primeiro caso do que Benjamin mais tarde chamaria
"transsexualismo".
Benjamin pediu a vários psiquiatras que avaliassem o rapaz quanto à
possibilidade de uma cirurgia para feminilizar sua aparência. Os médicos
não chegaram a um consenso. Mas isso não pôde pará-lo. Por sua própria
conta, Benjamin começou a dar hormônios femininos ao garoto. Levaram-no
para a Alemanha e lá o operaram parcialmente. Benjamin, por sua vez,
perdeu todo contato com seu paciente, tornando qualquer acompanhamento a
longo prazo impossível.
O terceiro co-fundador do hoje movimento transgênero foi o psicólogo
Dr. John Money, um dedicado discípulo de Kinsey e membro do grupo de
pesquisas transexuais, chefiado por Benjamin.
O primeiro caso transgênero de Money veio em 1967,
quando foi consultado por um casal canadense, os Reimers,
para que reparasse uma circuncisão mal-feita no filho deles de dois
anos, David. Sem qualquer razão médica, Money lançou-se em um
experimento para fazer fama por conta própria e avançar suas teorias
sobre gênero, não importando as consequências para a criança.
Disse
aos perturbados pais que o melhor caminho para assegurar a felicidade
de David era mudar cirurgicamente sua genitália de masculino para
feminino e educá-lo como uma garota. Como muitos pais fazem, os
Reimers seguiram a orientação do doutor, e David foi rebatizado de
Brenda. Money assegurou aos pais que Brenda se adaptaria a ser uma
menina e que ela nunca saberia a diferença. Ademais, pediu ao casal que
mantivesse aquilo em segredo. E assim se fez — pelo menos por um tempo.
Médicos ativistas iguais ao Dr. Money sempre buscam a fama primeiro,
especialmente se controlam a informação que a mídia divulga. Money jogou
um jogo de "prenda-me se for capaz", divulgando o sucesso da mudança de
gênero do garoto para comunidades médicas e científicas e construindo
sua reputação como um dos principais especialistas no emergente campo da
mudança de gênero. Levou décadas até que a verdade fosse revelada.
Na
verdade, a adaptação de David Reimer para ser uma garota foi
completamente diferente dos relatórios brilhantes inventados por Money
para os artigos dos jornais. Aos 12 anos, David estava
severamente depressivo e recusava-se a voltar a ver Money. No desespero,
seus pais quebraram o segredo e lhe contaram a verdade sobre a "mudança
de gênero". Aos 14 anos, David decidiu submeter-se a uma nova cirurgia
para viver como garoto.
Em 2000, aos 35 anos, David e seu irmão gêmeo finalmente expuseram os
abusos sexuais aos quais o Dr. Money os havia imposto na privacidade de
seu escritório. Os rapazes contaram como Dr. Money tirava foto deles nus
quando tinham apenas sete anos de idade. Mas fotos não eram o
suficiente para Money. O pedófilo doutor também os forçou a terem
relações sexuais incestuosas um com o outro.
As consequências dos abusos de Money foram trágicas para os dois
garotos. Em 2003, apenas três anos após seu passado de tortura ter se
tornado público, o irmão gêmeo de David, Brian, morreu de overdose.
Pouco tempo depois, David também cometeu suicídio. Money, por sua vez,
foi finalmente exposto como um farsante. Mas isso não ajudou a amenizar o
luto da família, cujos gêmeos agora estavam mortos.
Certamente, nenhum jornal secular ou programa de TV, quando estiver em pauta a chamada
Teoria de Gênero, revelará esses episódios expostos acima ao público. De fato, reina aquilo que Pio XI denominou, certa vez, de
conspiração do silêncio, pois
"não
se explica facilmente como é que uma imprensa, tão ávida de
esquadrinhar e publicar até os mínimos incidentes da vida cotidiana",
pode calar-se tão vergonhosamente sobre tais coisas.
Vários estudos feitos por ex-discípulos de Kinsey e Money comprovam a perniciosidade da
Ideologia de Gênero,
principalmente das cirurgias de mudança de sexo.
Charles Ihlenfeld, um
endocrinologista que trabalhou por seis anos com o Dr. Benjamin, chegou a
declarar publicamente: "Há muita insatisfação entre as pessoas que
fizeram a cirurgia... Muitas terminam em suicídio" — como no caso dos
gêmeos Reimers.
Não se iludam com propaganda, não se iludam com promessas, não se iludam com mentiras. A
Ideologia de Gênero é uma farsa. E das mais grosseiras.
7/03/2014 01:57 |
Conheça
a história de David Reimer, a primeira cobaia dos ideólogos de gênero e
a prova suficiente de que essa teoria é uma farsa
Está às portas de ser votado o Plano Nacional de Educação.
O projeto de
lei lança as diretrizes e metas da educação pública para os próximos 10
anos e, não obstante a clara oposição do povo brasileiro a um sistema
educacional permissivo e imoral, permanece firme o desejo de alguns
grupos políticos em firmar compromisso com a "agenda de gênero", tão
querida pelas organizações internacionais e por "intelectuais" engajados
em causas revolucionárias.
Só que a tão falada "identidade de gênero", embora receba financiamento
pesado de fora, não consegue sustentar-se cientificamente. Às vésperas
de um evento tão importante para o futuro das crianças e adolescentes do
Brasil, é oportuno recordar uma história recente que põe em xeque não
só a autenticidade da "agenda de gênero" como a própria honestidade de
seus propagadores.
Esta história começa na famosa universidade
Johns Hopkins, na cidade de Baltimore, Estados Unidos. É aí
que o médico neozelandês John Money e sua equipe se destacam por sua
pesquisa nas áreas de sexologia e por cunhar, em seus trabalhos, termos
como "papel de gênero" e "identidade de gênero".
A sua teoria é a de que
o sexo das pessoas, ao invés de ser dado pela
nature ["natureza"], é uma questão de
nurture
["educação"]. Assim, uma criança em tenra idade, mesmo com o aparelho
genital de um sexo, poderia ser criada e educada como sendo de outro
sexo. A biologia seria subvertida pela psicologia, ou, dito em outros
termos, o projeto do Criador poderia ser arbitrariamente transformado
pelo homem.
Até 1967, as ideias de John Money já eram mundialmente famosas, mas
permaneciam no papel. É quando a família Reimer decide recorrer ao
renomado médico: um de seus filhos gêmeos, Bruce, teve seu órgão genital
cauterizado durante uma circuncisão, e a sua mãe, Janet Reimer –
interessada após assistir a um programa de televisão sobre a teoria do
dr. Money – decide confiar ao médico o problema de seu filho.
Nas mãos de Money, Bruce, com apenas 22 meses de vida, sofre uma
intervenção cirúrgica e passa a chamar-se Brenda. Recebendo
acompanhamento constante do doutor, a família Reimer era a cobaia de que
Money precisava para provar de vez sua teoria. De fato, o médico
neozelandês escreve vários estudos usando o caso Brenda como "prova
dramática" de que sua "teoria da neutralidade" estava correta: se era
possível educar um menino como menina, homens e mulheres não eram mais
dados biológicos, mas meras "aprendizagens sociais".
No entanto, à medida que Brenda cresce, sua mãe nota algo de muito
errado. "Eu via que Brenda não era feliz como garota, não obstante o que
eu tentasse fazer por ela ou como eu tentasse educá-la, ela era muito
rebelde, era muito masculina e eu não conseguia convencê-la a fazer nada
que fosse feminino", conta Janet Reimer, em um documentário produzido
pela BBC. "Brenda não tinha quase nenhum, nenhum amigo enquanto crescia.
Todo mundo realmente a matava, chamavam-na de 'mulher da caverna'. Ela
era uma garota muito só" [1].
Aos catorze anos, já longe dos olhos de Money e cada vez mais isolada
socialmente, Brenda descobre, de sua mãe, que nascera como homem e tinha
sido criada como mulher à força. A partir de então, ela muda seu nome
para David e tenta, apesar de tantos percalços, levar uma vida comum,
como homem. No entanto, a morte de seu irmão por uma overdose de
antidepressivos, em 2002, aliada a um casamento conturbado, culmina em
uma tragédia: no dia 4 de maio de 2004, David deixa a casa de seus pais
pela última vez, vai a uma mercearia e comete suicídio.
Antes desse fim dramático, David Reimer expôs o seu caso à mídia, a fim
de tornar públicas a perversidade das ideias de Money e a farsa de sua
"teoria de gênero". "Era-me dito que eu era uma garota, mas eu não
gostava de me vestir como uma garota, eu não gostava de me comportar
como uma garota, eu não gostava de agir como uma garota", confessa
David[2].
"Eu não sou um professor de nada, mas você não acorda uma manhã decidindo se é menino ou menina, você apenas sabe".
"Não se acorda de manhã decidindo se se é menino ou menina": essa lição
foi aprendida a um alto custo pela família Reimer. É esse o mesmo custo
que as famílias brasileiras querem pagar, aceitando que a ideologia de
gênero seja implantada em nossas escolas?
Quando se combate a inserção do termo "gênero" no ordenamento jurídico
brasileiro, não se está a afirmar uma posição "discriminatória" ou
"preconceituosa", como insinuam alguns grupos. Ao contrário, o que se
pretende é que o Brasil seja livre de uma teoria comprovadamente
mentirosa e ideológica. Ou queremos, por acaso, copiar os experimentos
ridículos de Money e repetir o drama da família Reimer no seio de nossas
famílias?
"Você vai sempre encontrar pessoas que vão dizer: bem, o caso do Dave
Reimer podia ter tido sucesso. Eu sou a prova viva, e se você não vai
tomar minha palavra como testemunho, por eu ter passado por isso, quem
mais você vai ouvir?" [3]. Que a alma de David Reimer descanse em paz. E
que a sua conturbada vida lembre às pessoas o quanto é terrível
subverter o plano do próprio Criador inscrito na natureza humana.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Referências bibliográficas
-
The Boy who was Turned into a Girl. BBC: London, 2000. Texto disponível em: http://www.bbc.co.uk/science/horizon/2000/boyturnedgirl.shtml. Acesso em: 25 mar. 2014.
-
Dr Money and the Boy with No Penis. BBC: London, 2010. Texto disponível em: http://www.bbc.co.uk/sn/tvradio/programmes/horizon/dr_money_qa.shtml. Acesso em: 25 mar. 2014.
- Ibidem