quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dilma a sempre derrotada. Não tem coragem e sim um atrevimento descontrolado que evidencia crises de uma personalidade bipolar



Quem mal ama seus semelhantes é mal amada


A trajetória de Dilma foi marcada por confrontos. Sua natureza é áspera e autoritária. 

Ela nunca depôs armas. Está sempre pronta para o combate - não por coragem e sim por surtos de atrevimentos

Em menos de 48 horas, o governo pediu paz aos seus adversários e os provocou para que continuem a fazer a guerra.

Nada há de genial nisso, de planejado, de concebido com segundas ou mais intenções.  É resultado de um comando vacilante, confuso e errático como o de Dilma, e que acaba criando problemas para seus auxiliares. Anteontem, quando soube que o Supremo Tribunal Federal decidira emperrar o processo de impeachment, Dilma falou de paz.

 
Ou melhor: Dilma mandou propor a paz aos seus adversários por meio do ministro da Comunicação Social, Edinho Silva. Com cuidado para não parecer que celebrava uma vitória do governo, Edinho falou em diálogo várias vezes. E chamou o impeachment de “questão jurídica”.  - Nós queremos dialogar com a base e com a oposição. O que queremos é criar um ambiente de paz política e de estabilidade para que as divergências não paralisem o país – disse Edinho.

No mesmo dia, à noite, durante encontro com sindicalistas em São Paulo, Dilma chamou o impeachment de “golpe”. E disparou acusações contra a oposição. - O que antes era inconformismo por ter perdido a eleição, agora se transformou num claro desejo de retrocesso político, de ruptura institucional. E isso tem nome, isso é um golpismo escancarado – decretou Dilma.

E como se estivesse às vésperas de ser deposta por um golpe, conclamou:  - Ninguém deve se iludir, nenhum trabalhador deve baixar a guarda. É preciso defender a "legalidade" com toda energia (!!!NB).

Quis bancar o Leonel Brizola de saias, de quem foi discípula, por sinal. Só que Brizola resistiu a um golpe de verdade. O golpe de Dilma é de mentira. De resto, como boa parte do que ela diz.

A trajetória de Dilma foi marcada por confrontos. Sua natureza é áspera e autoritária. Ela nunca depôs armas. Está sempre pronta para o combate. Não tem um coração valente como a propaganda vendeu. Tem um coração onde falta espaço para a ternura.

Por mal amar seus semelhantes, é mal amada. 

Fonte: Blog do Noblat - Ricardo Noblat

Globalização, da ópera à corrupção



Não se pode dizer que as pessoas sempre foram tolerantes. Ocorre que a roubalheira ficava bem escondida


O combate à corrupção é um amplo movimento global. Comportamentos antes admitidos ou deixados para lá os políticos são assim mesmo, lembram-se? — agora são alvo de radical intolerância. O político italiano Ignazio Marino, um homem de esquerda, com as bandeiras progressistas, incluindo o casamento gay, perdeu a prefeitura de Roma quando foram exibidas contas elevadas de restaurante, que ele espetava no cofre municipal. Alguns dirão que foi exagero, mas a bronca agora é assim. Depois de tanta tolerância e impunidade, o pêndulo foi para o outro lado.
 
Há grandes e pequenas corrupções. Nas grandes, com frequência se trata de roubo em obras públicas, tecnologia dominada mundialmente. As pequenas vão desde contas de restaurante até gastos das primeiras-damas em cidades interioranas. E sem contar a história da Fifa. Na França, por exemplo, a imprensa está muito ocupada com o Mundial de Rúgbi e com as eliminatórias para a Eurocopa. Mas não passa dia sem notícia do caso Michel Platini, o presidente da Uefa, associação de futebol da Europa, candidatíssimo a moralizar a Fifa até ser apanhado recebendo um pagamento por consultoria mal explicada.
 
Aliás, esta é outra modalidade frequente: consultorias nunca feitas, mas formalizadas em contrato para lavar o dinheiro.
  Como se chegou a este ponto? Na verdade, não se pode dizer que as pessoas sempre foram tolerantes com a corrupção. Ocorre que a roubalheira ficava bem escondida. Isso acabou com duas providências básicas: leis exigindo a abertura, a transparência das contas públicas, regras bem aproveitadas pela imprensa; e novas leis para o sistema financeiro que praticamente acabaram com o sigilo das contas bancárias.
 
Tanto é assim que o combate à corrupção é mais forte, e bem-sucedido, nos países democráticos, com imprensa livre. Na Rússia e na Turquia, por exemplo, denúncias têm dado cadeia para jornalistas nos últimos dias. Outro fator crucial é a globalização do sistema financeiro. No primeiro momento, essa internacionalização ajudou os corruptos a esconder dinheiro, pulando com as contas de país para país. Agora, as autoridades fazem o caminho inverso, seguindo o dinheiro pelo mundo afora. Ainda bem.
 
VIAJANDO POR AÍ E por falar em globalização, tem Uber em São Petersburgo, lá no alto da Rússia. É um enorme conforto para o estrangeiro. Você entra no aplicativo e a página aparece na sua língua, exatamente no formato em que foi feito o registro original. Elimina estresse com o idioma, mapas, sistema de táxis, tarifas, câmbio etc.
 
Já a internet engasga. Perguntei aqui e ali, e parece que é o seguinte: uma mistura de problemas técnicos — redes de alcance limitado — com alguma censura. Acontecem umas coisas estranhas quando se entra seguido em várias páginas de noticiário. A conexão cai e, às vezes, o seu próprio notebook simplesmente apaga. Já em Paris, a internet é bala, mas não tem Uber. No país das corporações, os taxistas espalharam protestos, e o aplicativo foi proibido por lei, como está acontecendo no Rio e em São Paulo. Azar para quem vem para a Olimpíada.
 
Por outro lado, tanto em Paris quanto em São Petersburgo o sistema de compra de ingressos para espetáculos é totalmente globalizado. É como se fosse o Uber do entretenimento. Pode-se fazer tudo pela internet, da compra ao pagamento no cartão. Não precisa nem emitir o bilhete — você passa na catraca com o código de barras recebido por e-mail no seu celular.
 
Tirante para os pequenos gastos, nem é preciso sacar dinheiro local. Vai tudo no cartão. Muita gente reclama que as cidades ficaram muito iguais — e essa é mesmo a primeira impressão. Dos aeroportos aos carros, as lojas, os restaurantes — tudo parece familiar. Ainda mais quando se vê todo mundo com celular na mão. No Museu Hermitage, por exemplo, estão à disposição aplicativos da Apple e do Google pelos quais o visitante faz seu roteiro.
 
Não facilita só para o estrangeiro. Essa globalização dos serviços é amigável para todos. Não elimina as identidades locais, muito menos as culturais. Dois pequenos mas interessantes exemplos. São Petersburgo é conservadora. O Teatro Mikhailovsky apresenta uma “Tosca” e um “Lago dos cisnes” absolutamente clássicos. E na ópera, as legendas aparecem apenas em russo.
 
Já na Ópera da Bastilha, as legendas estão em inglês e, claro, francês. E apresenta um “Don Giovanni” contemporâneo. Os cantores são verdadeiros atores, estão de terno e gravata — aqueles ternos moderninhos, de paletó curto e calça apertada. O cenário os coloca numa Paris de hoje, com prédios de apartamento e o conquistador fugindo de elevador.
 
Na famosa ária em que Leporello, o empregado de Don Giovanni, relata a série de conquistas de seu patrão, ele saca um celular para ler o número de mulheres seduzidas. E mais: há uma rápida cena de nu frontal de uma das moças. A globalização é assim também: entrega o clássico e o revolucionário, no caso, ambos espetáculos de classe mundial.



 
Por: Carlos Alberto Sardenberg, jornalista

Dilma, com medo do impeachment, adia dispensa de 3.000 petistas comissionados - aqueles que nunca trabalharam e são analfabetos funcionais


Por apoio, Planalto adia corte de 3.000 comissionados

Dilma quer evitar mais insatisfações da base em meio a já grave crise política. Medida anunciada como parte da reforma administrativa pouparia 200 milhões de reais

 

O Palácio do Planalto decidiu adiar o corte de 3.000 cargos comissionados anunciado pela presidente Dilma Rousseff como parte da reforma administrativa. A ideia é esperar passar este momento de crise para desencadear a dispensa de pessoal. 


A avaliação é de que isso poderá abrir novo flanco de insatisfação da base parlamentar no Congresso, em um momento em que o governo busca evitar o impeachment da petista. [o que Dilma cortou - redução de telefonemas,  do uso de carros oficiais e outras ninharias, tudo somado, não alcança os R$200.000.000,00 que seriam economizados com a dispensa dos 3.000 aspones.]

 
Ainda não há nova data fixada para a extinção dos cargos, tecnicamente chamados de Direção e Assessoramento Superior (DAS). Neste momento, o Palácio do Planalto discute com os partidos as nomeações de segundo e terceiros escalões, após a reforma ministerial que extinguiu pastas e ampliou a presença do PMDB na Esplanada dos Ministérios. A liberação dos cargos é uma das exigências dos partidos para garantir o apoio da base governista à presidente, que está ameaçada pela possível abertura de um processo de impeachment.


 
Para assessores de Dilma, seria temerário anunciar a demissão de possíveis afilhados de políticos que ocupam DAS quando o governo está justamente tentando reconstruir a sua base parlamentar.  Pelo anúncio inicial, o governo esperava economizar 200 milhões de reais com o corte de 3.000 dos 22.600 cargos comissionados, com a extinção de ministérios e de 30 secretarias.


 
A reforma, contudo, segue onde não afeta muito a política. Viagens de primeira classe bancadas com dinheiro público passaram a ser, desde ontem, exclusividade do presidente e do vice-presidente da República. Em viagens de trabalho, os ministros e os comandantes das Forças Armadas, que antes tinham direito a essa regalia, só poderão embarcar agora na classe executiva. Todos os demais agentes públicos e dependentes só terão direito a bilhetes da classe econômica. A medida foi publicada na quarta-feira em decreto no Diário Oficial da União.



Transporte - O governo federal também restringiu o uso de carros oficiais a ministros e chefes das Forças Armadas. A norma diz que dirigentes máximos de autarquias e fundações, ocupantes de cargos comissionados, chefes de gabinete de ministros e dirigentes estaduais ou regionais de órgãos da administração pública federal, que tinham direito ao uso individual de carros oficiais, só poderão usar "veículos de transporte institucional de modo compartilhado".


 
Segundo o Ministério do Planejamento, 280 pessoas perderão direito ao uso exclusivo de veículos oficiais. A regra se aplica a presidentes de todas as agências reguladoras - como a Aneel (energia), ANS (saúde), Anatel (telecomunicações) e Anvisa (vigilância sanitária) -, reitores de universidades federais, presidentes do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre outras autarquias.

 
Dilma manteve o privilégio do uso de carros oficiais para familiares do presidente e do vice "se razões de segurança o exigirem" e para ocupantes de cargos de natureza especial, como ministros de Estado. O Ministério do Planejamento informou que, no curto prazo, a previsão é de que haja compartilhamento dos carros entre os ministérios.
 


Na terça-feira, o governo também fixou medidas para reduzir em 20% despesas com a contratação de bens e serviços e com o uso de telefones corporativos. Foi limitado a 500 reais o valor que ministros poderão gastar por mês com a conta de celular.
 


Com Estadão Conteúdo

 

Postura Pró-Prostituição da Anistia é Desafiada

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O QUE FAZER PARA DEIXAR OS DESEJOS OU A PRÁTICA HOMOSSEXUAL !

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O QUE FAZER PARA DEIXAR OS DESEJOS OU A PRÁTICA HOMOSSEXUAL !

POR QUE PEDIR "AJUDA" PARA DEIXAR A HOMOSSEXUALIDADE?
RESPOSTA: "Porque é mais FÁCIL você aceitar quem você é físicamente do que aceitar psicologicamente o que você não é.


Para uma pessoa ser feliz ela tem que aceitar o que ela realmente é físicamente, por exemplo, a etnia, o tamanho, o sexo, etc. Nada disso pode ser mudado sem trazer sérios transtornos em algum momento da vida, porém o comportamento sempre pode. Enquanto não aceitamos o que somos desde que nascemos não podemos encontrar a verdadeira felicidade. 


Toda mudança que é contrária à nossa natureza física é maléfica e nos trará resultados negativos, mais cedo ou mais tarde. Tanto isto é verdade que nos casos de pessoas que nascem com os dois sexos, um deles desenvolve bem e prevalece sobre o outro".
Ismael Vieira. 

From:
 D. M.
Sent: Wednesday, December 26, 2012 3:01 PM
To: defesa_hetero@yahoo.com
Subject: Salvação

Olá, gostaria de sair dessa vida de gay, como faço?

D.M.

A pergunta acima, feita por D.M. (para não mostrar a identidade de quem escreveu o email acima), também foi-nos feita centenas de vezes nos últimos anos quando nos dispomos a não sómente escrever contra a prática homossexual, mas estender mais nossas mãos para ajudar muitos a deixarem esta prática maléfica que tem escravizado milhares de pessoas. 

Devido a crescente onda de proselitismo dos Ativistas Gays, fazendo um forte e apelo dizendo que o que vale é o prazer, vem enganando milhares de nossas inocentes crianças, adolescentes e jovens.

O leitor pode conferir no artigo: VOCÊ PRECISA DE AJUDA PARA DEIXAR DE SER GAY OU CONHECE ALGUÉM QUE PRECISA...CONTACTE-NOS !
postado no link: http://defesa-hetero.blogspot.com/2012/12/voce-precisa-de-ajuda-para-deixar-de.html#.UNuhdm_hrls, centenas de emails com pedidos de ajuda para saberem como fazer para deixar a prática homossexual já nos chegaram e foram respondidos.

Desejando, voluntáriamente, deixar a prática da homossexualidade ou mesmo apenas os desejos, postamos um artigo que traz DOZE PASSOS que poderão ser seguidos fielmente, e desde já, ir ajudando aqueles que desejam deixar esta prática maléfica, e superá-la completamente. Aos que NÃO pensaram nisto ainda, vale a pena fazer uma boa reflexão sobre sua volta a uma vida normal, heterossexual, pois ninguém nasce gay! Esta foi uma história inventada pelos "cartolas" Gays que lucram e muito com os homossexuais desatentos.

Antes de mais nada, para todos que desejam deixar os pensamentos ou a prática homossexual entendam que como normalmente sofreu fortes influências para decidir-se por ela, também poderão deixá-la. Deus é fiel! Alguns poderão até duvidar, mas veja este vídeo e depois continue a ler este artigo e ver os demais vídeos nele contidos. Nele contém DOZE PASSOS iniciais que precisam ser observados por aqueles que querem deixar esta prática para trás. Veja agora:
http://www.youtube.com/watch?v=pucqgDWsJ6s


Alguns detalhes importantes precisam ser observados nos aconselhamentos. Primeiramente, todo aconselhamento e ajuda deve ser feita reservadamente, ou seja, tudo tem de ficar confidencial entre conselheiro e aconselhado.

Temos absoluta certeza de que se seguir os passos que lhe informamos e se prontificar a ouvir atentamente um de nossos Conselheiros, você sera, absolutamente, mais um das centenas de gays que deixaram esta prática maléfica á saude e tem causado muitas pessoas praticantes sofrerem.

Enviamos abaixo, antecipadamente, algumas palestras já para ir lhe fortalecedno e a seguir ONZE CONSELHOS que se forem seguidos com grande seriedade, com certeza, esta prática degradante ficará no seu passado e Deus lhe ajudará para que não a deseje mais, ou seja, acontecerá um verdadeiro milagre, como ocorreu com os mais de 130 ex-gays documentados no nosso blog: http://exgaysfalam.blogspot.com.
Esteja com seu coração aberto para Deus transformar seu presente e futuro, porque o passado ele colocará num mar de esquecimento, dependendo apenas de vc confessá-lo e pedir-Lhe perdão.

Desejamos desde já que esta busca de uma saída não seja interrompida por nada, pois para Deus não há nada impossivel.

SIGA, estimado amigo/amiga, os seguintes passos:

Primeiramente gostariamos de dizer-lhe que você agiu muito bem quando abriu seu coração e veio em busca por ajuda.

Óbviamente para você abandonar este mal que lhe domina é preciso você romper espiritualmente com ele. Deixo-lhe alguns conselhos que certamente irão ajudá-lo. Não existem fórmulas para deixar qualquer tipo de prática pecaminosa, porém estamos absolutamente certos de que sómente Deus poderá livrar-nos destes males. Como centenas deles venceram através da ajuda espiritual oferecida por cristãos, você vencerá também.

Alguns pontos essenciais que se observados por você, acabará por deixar este mal que lhe atormenta para trás e estará para sempre livre dêle. Disse Jesus : “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente series livres”.  Deixo-lhe DOZE PASSOS que se forem praticados, Deus fará a boa obra de libertação completa em sua vida. Basta vc entrar neste link e seguir passo a passo cada conselho. Deus te abençoe, sucesso em sua nova caminhada. Mesmo que venham lutas, saiba que Deus não lhe abandonará em sua jornada. 

Clique aqui e leia atentamente os DOZE PASSOS PARA DEIXAR OS DESEJOS OU A PRÁTICA HOMOSSEXUAL: http://defesa-hetero.blogspot.com/2012/12/doze-passos-para-ajudar-gays-que.html#.Vh51UPlViko

Agora, veja quantos já alcançaram esta vitória no 
http://exgaysfalam.blogspot.com.

Deus te abençoe, 

Rev. Alberto Thieme

Do Estado Maquiavélico ao Estado Marginal


 
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão


Os contrastes mundiais expostos pela globalização elevaram o grau de tensão mundo afora, desde a brutal concentração de riqueza nas mãos de grandes corporações, passando pelos detentores do poder e bilionários excêntricos. O Estado Maquiavélico que tudo podia em torno do fim perseguido, agora se transformou no Estado Marginal que tenta ludibriar, enganar e engodar a população mediante artimanhas e discursos de inclusão e tudo pelo social.

Diferentemente do que se enxerga, nossos governantes foram longe demais. Cogitamos do executivo e do legislativo, já que oposição é para inglês ver, todos estão no mesmo barco alguns com motor e outros a remo. Mas essa a triste realidade de insolvência de empresas, do descalabro e total submissão do jugo do Estado babá, que produziu uma sociedade amorfa e não crítica do momento oportunizado.

Sem vestir camisa ou defender qualquer ideologia o Brasil é um País fora do mapa mundial, com participação minúscula nos negócios, e diante do acordo transpacífico praticamente desaparece com o nanico Mercosul. Adiante, indo direto aos fatos, o crucial problema está na famigerada carta constitucional de 1988 que consagra direitos mas não destaca obrigações.

Explica-se o estado marginal. Ele obriga ao cidadão tudo, desde o seu comportamento na rua, no carro, no trabalho, altos impostos e nenhum serviço público. No entanto,o Estado brasileiro não é detentor de qualquer obrigação, ruas esburacadas e calçadas mutiladas, um completo desserviço, mas quando se trata de cobrar ao indefeso cidadão o estado mostra a sua cara.

Coloca milhares de radares nas ruas, avenidas, estradas e fiscaliza o transito exigindo velocidade máxima sem se obrigar à mínima. Mas porque não multam ao Estado e seus administradores públicos, movem ações e pedem que paguem pelas suas irresponsabilidades, gastos supérfluos, modismos de faixas inócuas, e um repertório do estado marginal à vontade da sociedade.

Não se perquire ou investiga o que deseja o cidadão de bem, já revivemos o velho ditado absolutista "L´Etat c´est moi" que muitos apregoam como se fossem os próprios representantes da população e seus comandos devessem ser obedecidos cegamente. Essa anomia pratica em todo o País a falta de lideranças, de movimentos pacíficos e consistentes, numa evolução silenciosa mas que frutifique para marcar presença e destruir aqueles que matam gerações e destroem sonhos de milhões de brasileiros.
A crise exponencial que atravessamos deixará profundos sulcos e sequelas. A apuração das responsabilidades é inadiável e o dissipar da corrupção do fator estatal indispensável. O paquidérmico estado brasileiro que somente sobrevive mediante arrecadação de impostos, cpmf, e multas, tudo para gasto inútil de cartões corporativos não penaliza somente cidadão de bem, mas empresas que estão arrebentadas pela falta de dirigismo e por uma série canhestra de intervenções no domínio econômico. 

Basta vermos o setor elétrico, de óleo e gás, enfim uma catástrofe,
como se um tsunami passasse pelo Brasil de norte a sul e não soubéssemos reconstruir a destruição que imobiliza a cidadania e coloca em risco eventual ruptura institucional.

Quadro desalentador que erigido no primado maquiavélico passou ao efeito marginal de buscar na delinquência sua razão de ser, de ter e sobreviver. Enquanto a sociedade civil não combater sem tréguas e de forma incessante essa patologia que criminaliza a própria realidade de todos os negócios públicos e privados, viveremos desasosegadamente, em berço não esplêndido e apartados do mundo desenvolvido.

Nascemos para o progresso com ordem. Vivemos a pura recessão e completa desordem. Até quando catilina abutere patienta nostra? O amanhã dirá.

Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.


Postado por Jorge Serrão às 07:28:00