sábado, 24 de outubro de 2015

TCU ENFIM VAI INVESTIGAR RELAÇÃO ENTRE DÍVIDA PÚBLICA E BNDES



O Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu sugestão do líder do Democratas, senador Ronaldo Caiado (GO), e vai realizar uma auditoria para apurar causas e consequências do aumento da dívida interna federal no período de 2011 a 2014. O documento também traz questionamentos sobre operações do BNDES com títulos públicos.

De acordo com o parecer do ministro do TCU Raimundo Carreiro, a ação é necessária porque “em vista da condução da política fiscal expansionista, a dívida pública ganhou uma trajetória de crescimento preocupante que pode afetar a sustentabilidade das contas para os próximos anos”.

O montante destacado é o equivalente a um aumento de 14% na dívida interna de 2014 em comparação a 2013, fazendo com que a dívida ultrapasse R$ 2,6 trilhões, ou 48,35% do PIB. “Os valores são absurdos em termos de crescimento da dívida, principalmente entre 2014 e 2013, um ano eleitoral. Isso caracteriza o total descontrole do governo e da utilização da máquina pública para uma campanha eleitoral. No final, isso recai sobre todos os cidadãos brasileiros, que serão responsáveis por quitar esta dívida.”, avalia o senador Caiado.

FAVORECIMENTOS
Em sua solicitação, Caiado também faz menção ao impacto das operações com títulos públicos emitidos diretamente ao BNDES, de 2008 a 2014, nos custos da dívida pública mobiliária federal. “O BNDES tem sido usado para beneficiar algumas empresas selecionadas por critérios políticos. Esse custo tem sido repassado ao Tesouro, que, por sua vez, acaba passando a conta para a população”, disse o senador.

De acordo com o relatório do TCU, o assunto é abordado em dois processos de auditoria operacional e fiscalizações já estavam em andamento. Tão logo os processos sejam apreciados, cópias das deliberações serão enviadas ao senador Caiado e ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).


24 de outubro de 2015
Isabela Bonfim
Estadão

PARA FHC, OS LADRÕES SÃO ETERNOS COMO OS DIAMANTES DE 007



Sem dúvida vai ser um grande sucesso o lançamento de Memória do Poder, livro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no qual focaliza os bastidores políticos, as articulações, as pressões exercida sobre ele até para que nomeasse ladrões o que é vergonhoso – acrescenta – mas é assim. Portanto, deixa claro, como destaca a reportagem entrevista de Renato Onofre, Sílvia Amorim, Tiago Dantas e Bruno Rosa, O Globo de quarta-feira, que os ladrões na política são tão eternos como os diamantes para James Bond, o fantástico 007.
 
O título, a meu ver, ajusta-se bem ao tema. Tanto assim que, logo ao início de seu primeiro governo, em 95, foi avisado pelo empresário Benjamin Steinbruch, então membro do Conselho da Petrobrás, de que a empresa (pelo que se passava nela) constituía um verdadeiro escândalo. 
 
O efeito multiplicador, como se constata hoje, foi exponenciado pelo menos por 100, talvez 1000, no espaço de mais ou menos 12 anos. Steinbruch terá sido profético? O fato é que a corrupção se alastrou em ritmo alucinante de Fórmula 1. Quanto mais os ladrões roubam, mais querem roubar. Um prazer econômico e sensual. Se vale Freud vale Marx, digo eu.
 
INFINDÁVEIS REUNIÕES
“Estive naquelas infindáveis reuniões – narra FHC -, exaustivas discussões sobre nomeações, alguns indicados são ladrões e disso nós temos algumas provas”. Esta afirmação se destaca no contexto e se encontra (na narrativa) bem próxima dos nomes que expõe sobre os autores dos pedidos mais insistentes e constantes. Não quero dizer com isso que os “pedidores” de sempre sejam os padrinhos de ladrões de várias características e matizes. Mas me chama atenção a proximidade entre atores e personagens ocultos nas sombras das tramas e do passado recente.
 
PRÓXIMOS AO PODER
Fernando Henrique faz um destaque histórico: é preciso cuidado com os que estão próximos ao poder.
 
De fato são mais perigosos, os mais prestativos, os que mais elogiam também o mais capazes de montar negócios escusos e ilícitos em nome dos presidentes, dos governadores, dos prefeitos, dos dirigentes das empresas estatais. Tornam-se seres perigosíssimos. Às vezes praticam extorsões ou tentam chantagem em nome dos que detêm o poder e, muitas vezes, estes sequer ficam sabendo.
 
Dessa forma, tais personagens destroem reputações, mancham nomes alheios. Em alguns casos inventam pagamentos de subornos que não existiram e embolsam o dinheiro. No caso do gigantesco assalto à Petrobrás, por exemplo, quantas vezes devem ter sido feitas as famosas “doações” nas quais os valores não coincidiram com o desembolso original  e a entrega final das importâncias extorquidas e recebidas?
 
Inclusive porque, em tais “doações” não há recibo, e são realizadas em espécie, contrariando a legislação eleitoral que as condicionam a serem feitas em cheques cruzados ou através de depósitos bancários de origem e destino identificados.
 
LADRÕES ETERNOS
 
Os ladrões são eternos, roubam tudo. Compulsivamente buscam roubar cada vez mais e com maior frequência. Fernando Henrique Cardoso deixa nítido todo esse processo que, no Brasil, transformou-se numa endemia. A honestidade, especialmente na política, está passando de qualidade a representar um demérito.
 
Enfim, Memória do Poder vai ser lançado pela Companhia das Letras, também sob o nome Diários da Presidência, e logo estará nas livrarias. Vamos lê-lo para sentir a intensidade dos relatos. Já que a intensidade dos fatos é de conhecimento geral. E quase total.
24 de outubro de 2015
Pedro do Coutto

REVISTA 'ISTOÉ' REVELA OS CAMINHOS DO IMPEACHMENT E CONSTATA A MISÉRIA NO HORIZONTE DO BRASIL SOB O JUGO DO PT


sexta-feira, outubro 23, 2015



Embora a revista IstoÉ não faça da reportagem que publica em sua edição que chega às bancas neste sábado a chamada de capa, a verdade é que o assunto é explosivo e está na cabeça de todos os brasileiros. 


É uma exigência da Nação o impeachment da Dilma, sem falar que o acampamento dos movimentos de oposição levantado em frente ao Congresso Nacional além de oferecer um foto de alta plasticidade expressa o desejo de no mínimo de 90% dos brasileiros.

 

Todavia, esse inusitado movimento dos barraqueiros de oposição ao regime bolivariano e ladravaz do PT tem sido diligentemente escamoteado pela grande imprensa brasileira, mais preocupada em destruir o atual presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha. 


Editorialmente esta é uma saída confortável para o jornalismo do mainstream. Sim, porque ao tocar o pau em Cunha posa de combatente da corrupção e, ao mesmo tempo, atente ao que interessa a Lula e seus sequazes, fazendo rodar a máquina de moer reputações sempre usada pelo PT para escapar das malhas da lei. Petistas usam e abusam de acusar os outros daquilo que eles próprios estão fazendo.

 
Seja como for, ainda assim, a reportagem da revista IstoÉ, mostra os caminhos do impeachment, as fases que a lei determina que sejam cumpridas para a derrubada da "presidenta" e que são mostradas em diagrama mais abaixo.

 
Em contrapartida, a reportagem de capa da IstoÉ desta semana tem por manchete "A Volta da Miséria", afirmando que a crise econômica, recessão, desemprego e desaceleração das políticas sociais fazem crescer no país o número de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza. Além disso, como não poderia deixar de ser, a publicação também faz chamada de capa sobre os bastidores do jogo para salvar Eduardo Cunha.

 
Fazendo as contas bem certinhas estas são matérias de relativa importância porque escamoteiam o principal, a exigência da maioria da população brasileira que o Congresso Nacional, ou seja, seus deputados e senadores, honrem seus mandatos refletindo por inteiro o desejo nacional majoritário consubstanciado em duas hashtags que circulam à farta pelas redes sociais: #ForaDilma #ForaPT. 


O resto é tempero de pizza. Cumpre lembrar que as revistas semanais outrora avidamente consumidas nas bancas estão boiando pra valer sob a ação corrosiva das redes sociais e dos blogs independentes que sem o aparato dos grandes veículos de comunicação oferecem de graça um trabalho jornalístico alternativo abordando aquilo que é de real interesse das pessoas.


O ROTEIRO DO IMPEACHMENT



O que interessa, como disse é o impeachment da Dilma. Neste caso a edição de IstoÉ traz no miolo uma matéria que aborda os caminhos do impeachment e os bastidores da luta de alguns oposicionistas para que esse anseio da esmagadora maioria do povo brasileiro se torne realidade. Leiam:

 

Na quarta-feira 25, a oposição apresentou ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a mais completa peça jurídica já oferecida até agora para pôr em marcha o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O documento contemplou o argumento legal que faltava para enquadrar a presidente por crime de responsabilidade no exercício do atual mandato: as pedaladas fiscais de 2015, identificadas em parecer do Ministério Público junto ao TCU divulgado com exclusividade por ISTOÉ há duas semanas. 


O texto inclui os créditos suplementares autorizados de próprio punho pela presidente da República aumentando os gastos do governo em R$ 800 milhões sem autorização do Congresso Nacional, prática vedada por lei. Inicialmente, a oposição estudou fazer apenas um aditamento para incluir as novas manobras fiscais deste ano. 


Mas preferiu apresentar um novo pedido, após a decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender o rito previamente definido pelo presidente da Câmara para o processo. “Na verdade, fizemos uma reordenação. Não muda nada, os fatos estão aí, e os fatos são graves”, explicou Reale Júnior, um dos signatários do documento ao lado de Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.
Na quarta-feira 25, a oposição protocolou novo pedido de impeachment, preparado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal.
Mas se, para a oposição, o documento é definitivo e incontestável, o mesmo raciocínio não vale – até agora – para quem detém a prerrogativa de dar o aval para o andamento da análise do impeachment: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Até a última semana, Cunha dizia que “somente” as pedaladas não eram suficientes para iniciar um processo de afastamento da presidente. 

Tempo é a variável mais importante nos próximos dias. Segundo a Constituição, Cunha pode receber ou não o pedido. Ocorre que, abalroado por denúncias de envolvimento no Petrolão, o peemedebista pretende usar a poderosa carta política do início ou não do impeachment para administrar seu drama pessoal. Se ele deferir o impeachment, uma Comissão será constituída com representação de todos os partidos para produzir um relatório sobre o impedimento ou não da presidente. 

Se Cunha decidir não acatar o novo pedido, restarão duas alternativas à oposição: formular uma nova peça ou aguardar que um novo presidente a reconsidere. “Até novembro acredito que a gente vá ter notícias concretas com relação ao pedido protocolado”, afirmou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE). 

Nos corredores na Câmara, porém, a avaliação é a de que Cunha vai primeiro medir o comportamento de governo e oposição no Conselho de Ética, durante análise do processo que pede a cassação de seu mandato, para, aí sim, decidir como agir. A estratégia do governo é empurrar a discussão do tema para depois do Carnaval. Até lá, espera conseguir arrefecer a crise política. A oposição não joga a toalha. 

Avalia que a transferência da análise do impeachment para 2016 pode até vir a favorecê-la. Para os oposicionistas, a crise econômica ainda não atingiu o seu ápice, o que poderá ocorrer nos primeiros meses do próximo ano levando multidões às ruas novamente. A pressão popular num ano eleitoral – as eleições municipais estão marcadas para outubro – poderia sensibilizar o Congresso pelo impeachment da presidente, entendem os líderes da oposição.
Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
Palco do novo pedido de impeachment, a Câmara não é o único foco de preocupação do Palácio do Planalto. Na terça-feira 20, o Senado começou a analisar formalmente o processo do TCU que recomendou a reprovação das contas do governo federal de 2014. 

Se a conclusão do tribunal for chancelada pelo Parlamento, um eventual processo de afastamento de Dilma também poderá ganhar musculatura. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), concedeu ao Executivo prazo extra de 45 dias para se defender. Com isso, transferiu para março as discussões sobre as pedaladas fiscais. A decisão foi tomada debaixo alguns protestos, entre eles, o da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento.

Em uma reunião, em que estiveram presentes Rose, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e outros membros da cúpula do Senado, Renan ainda estava hesitante em relação a concessão do prazo extra. 

A presidente da Comissão colocou-se contra. Muito exaltado, Jader atravessou a conversa. “Isso aqui não é uma discussão de jardim de infância”, gritava o parlamentar dando tapas na mesa. A exemplo de Cunha, a Lava Jato também é problema para Renan e Jader. 


Os dois foram citados pelo lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, como beneficiários de dinheiro desviados da Petrobras. Para eles, ter o Palácio do Planalto sob controle neste momento é uma necessidade estratégica.  


Leiam tudo no site da revista ISTOÉ

Cunha detona: por que não pedem também a renúncia de Dilma?


Em entrevista ao Estadão, o presidente da Câmara Eduardo Cunha afirma que os que pedem sua renúncia deveriam pedir a renúncia de Dilma. Até parece que a Lava Jato virou Lava Cunha. Aproveito para perguntar ao deputado porque ele não aceita, imediatamente, o pedido de impeachment de Dilma. Vamos lá!


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ontem que aqueles que defendem sua renúncia também deveriam, pelo mesmo "parâmetro", pedir a saída da presidente Dilma Rousseff. "Eu acho graça de alguns que vêm aqui falar da minha renúncia, mas não pedem da presidente Dilma. Se for pelo mesmo parâmetro, você teria muitas e iguais motivações", disse ao Estado.

Em seu gabinete, Cunha conversou com a reportagem na manhã de ontem, antes da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki de sequestrar e bloquear os recursos de contas na Suíça onde ele figura como controlador, segundo a Procuradoria-Geral da República. Questionado no fim da tarde sobre o assunto, Cunha afirmou: "Sequestro de recursos que estão me atribuindo. Não vou comentar. Isso é com o meu advogado".
O senhor nega que tem contas no exterior. Como pretende provar que não é proprietário delas?
Eu reitero todos os pontos das notas públicas que divulguei. Sobre esse assunto, só vou falar por meio de nota ou por intermédio dos meus advogados na medida em que conheça aquilo que a gente está sendo acusado. Até o momento, eu não tenho todos os dados das acusações.
O senhor se arrepende de dado depoimento à CPI da Petrobrás?
Não. Fiz o correto. Aliás, fui o único político que foi a CPI e fui de forma espontânea. Ninguém foi à CPI. Pelo fato de eu ter tido respeito e ter prestado os esclarecimentos que eu entendi corretos, não significa que isso tem de virar contra mim. Cadê os outros 60 (parlamentares investigados)? Alguém foi lá na CPI?
Como o senhor vê os pedidos por sua renúncia?
Já haviam pedido o meu afastamento desde o início das denúncias. Eu tenho os mesmos adversários de sempre. Um deles perdeu a eleição para mim, assina a representação contra mim e, ao mesmo tempo, é investigado na Lava Jato (deputado Julio Delgado, do PSB-MG). São coisas incoerentes.
O senhor ainda mantém apoios importantes?
Não podemos analisar por esse lado. Se for fazer isso, a presidente da República teria de renunciar. Pois ela perdeu apoio popular.
A presidente e o senhor têm situações equivalentes?
Não quero fazer comparações ou críticas. Ter ou não apoio não é razão para renunciar. Ela tem o direito de exercer seu mandato mesmo sem apoio popular. Não existe recall. Eu acho graça de alguns que vêm aqui falar da minha renúncia, mas não pedem da presidente Dilma. Se for pelo mesmo parâmetro, você teria muitas e iguais motivações.
Quando sentiu haver agressividade do governo contra o senhor?
Não vou dizer agressiva. Antes da minha eleição como presidente da Câmara, foram muitos movimentos contra mim.
Poderia citar um exemplo?
A tentativa de me colocar como chefe do petrolão e dizer que o governo não tem nada a ver com a história já mostra efetivamente isso. É óbvio que todo esse processo do petróleo ocorreu quando eu era oposição ao governo (em 2006). E é óbvio que vários integrantes do governo estão envolvidos até o pescoço nesse processo.
Foi também quando o senhor passou a ter divergências com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Eu não tenho divergências com ele. Ele fez opções e passou a ter um comportamento isolado, como se a Câmara não existisse. Como o Senado não faz nada sem a Câmara e vice-versa, ele quis sinalizar, na prática, que estava com uma agenda separada. Só nesse momento eu o critiquei. Dentro do PMDB, ele é governista e eu sou oposição ao governo. Mas, em outros pontos, podemos ser aliados.
Na quarta-feira, o senhor recebeu novo pedido de impeachment contra a presidente. Pretende tomar uma decisão em que prazo?
Esse novo pedido tem uma grife melhor, pois foi apresentado por cidadãos que têm uma representatividade política, social e de respeitabilidade dentro do País. Então, consequentemente é preciso se ater com mais profundidade para que não cometa o erro da decisão. Eu pretendo proferir minha decisão no tempo mais célere possível.
Como foi a conversa do senhor com o ex-presidente Lula?
Não houve acordo entre as partes para divulgar. Falo com muita gente e em 90% das conversas quase nada se vaza. Se a gente for impedido de conversar reservadamente, fica difícil fazer política.
A entrada de Jaques Wagner na Casa Civil ajudou a melhorar sua relação com o Planalto?
É claro que foi bom para governo. Jaques Wagner é mais afeito ao debate e à política. Como presidente, não me furtei em nenhum momento a receber ou conversar com ninguém do Planalto. Mas, sem dúvida, a presença do Jaques Wagner melhorou a articulação política.
Qual a sua avaliação sobre a passagem de Michel Temer pela articulação política do governo?
Acho que ele foi sabotado. E se insurgiu contra isso. A partir daí, o governo se articulou com o Senado e, de certa forma, achou que estava resolvido o problema.

Farinha do mesmo saco, Dilma e Cunha continuam fazendo o diabo.


Editorial do Estadão examina as nefastas negociatas entre Dilma e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que, acertadamente, trata como "farinha do mesmo saco":

De um homem público capaz de negar evidências inquestionáveis e cometer perjúrio perante uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pode-se esperar toda sorte de transgressão de princípios legais e morais. Por isso não causou espanto que, mais uma vez se prevalecendo do poder que lhe confere a presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tenha assumido uma atitude que só pode ser interpretada como oferta ao Planalto de uma despudorada barganha, ao manifestar a opinião de que, “por si só”, o fato de o governo ter praticado as chamadas pedaladas fiscais “não significa que seja razão do pedido de impeachment” da presidente Dilma Rousseff. 
 
 
O bloqueio das contas da família Cunha na Suíça e o sequestro desse dinheiro determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acabaram levando o presidente da Câmara à óbvia tentativa de oferecer seu poder de barrar o impeachment em troca de apoio político do Planalto para obter no Conselho de Ética da Câmara e, se for o caso, no plenário da Casa, os votos necessários para impedir a cassação de seu mandato.
Na Suprema Corte não parece haver dúvidas sobre a existência das contas que Eduardo Cunha nega ter na Suíça, bem como da origem desses valores. A atitude do deputado, aliás, é indício claro de que a origem do dinheiro é suspeita, porque o simples fato de manter contas bancárias no estrangeiro não é crime. 
 
 
A não ser que elas tenham sido abertas em desacordo com a legislação brasileira e sirvam a propósitos espúrios. É exatamente disso que parece convencido o ministro Teori Zavascki, que ao decretar o sequestro de quase R$ 10 milhões de duas contas de Cunha na Suíça argumentou que há “indícios suficientes de que os valores eram provenientes de atividades criminosas”. Entendeu ainda o ministro que, uma vez que a investigação iniciada pela Justiça suíça foi transferida para o Brasil, havia “evidente risco de desbloqueio e consequente dissipação desses valores”. O dinheiro ficará agora bloqueado em conta judicial no País, até a conclusão do processo em que Cunha é réu.
 
Em mais uma demonstração de que o presidente da Câmara não poderá contar senão com o rigor do STF, o ministro Teori Zavascki também indeferiu, na quarta-feira, o pedido da defesa de Eduardo Cunha para que o inquérito sobre as contas na Suíça tramitasse sob segredo de Justiça.
O parlamentar peemedebista continua fazendo tudo o que está ao seu alcance, como presidente da Câmara, para protelar as decisões que não lhe interessam. Pelo Regimento Interno da Casa, cabe à Mesa, sem julgamento de mérito, protocolar todos os requerimentos encaminhados pelos deputados ou pelas bancadas, deferi-los ou indeferi-los ou ainda encaminhá-los, quando é o caso, para decisão plenária. 
 
 
Cunha tem sistematicamente esticado os prazos para essas medidas burocráticas da Mesa ao limite máximo permitido pelo Regimento. Isso retarda, por exemplo, o funcionamento do Conselho de Ética, que terá de se manifestar sobre o pedido de cassação do mandato de Cunha por quebra de decoro parlamentar.
Como já afirmamos, a desfaçatez com que o parlamentar peemedebista coloca a Casa que preside a serviço de seus interesses pessoais enodoa a imagem de todo o Poder Legislativo e agrava o descrédito dos brasileiros nas instituições políticas. Pior ainda quando essa manobra espúria envolve a chantagem política que faz com a presidente da República, sobre cuja cabeça pesa a ameaça de impeachment. 
 
E é absolutamente inaceitável, na perspectiva do respeito devido às instituições democráticas, que Dilma Rousseff esteja pronta, ansiosa mesmo, por fazer tudo o que estiver a seu alcance – fazer “o diabo”, como ela afirma – para se livrar da punição que seria o seu afastamento da Presidência da República. Essa medida, obviamente, exige estrita obediência aos preceitos constitucionais e à lei ordinária, ainda que corresponda ao desejo claramente manifestado, nas ruas e nas pesquisas de opinião, pela maioria esmagadora dos brasileiros.
Dilma Rousseff e Eduardo Cunha têm lá suas peculiaridades, mas são todos farinha do mesmo saco. Fizeram tudo de errado que podiam fazer no exercício de elevadas funções públicas que a Nação lhes confiou. Agora, esperneiam, tentando ganhar tempo, mas seu destino está selado. Deixá-los impunes equivaleria à decretação da falência de nossas instituições democráticas.

Dilma é hostilizada durante abertura dos jogos mundiais Indígenas e cancela discurso



Durante a abertura do evento,realizado em Palmas (TO), no ultimo dia 23, sexta-feira, Dilma esteve presente e foi recepcionada com bastante descontentamento dos populares presentes, que não pouparam vaias à presidente.

Ao ser anunciada pelo narrador oficial do evento, Dilma foi muito vaiada e, o discurso que estava programado para acontecer acabou sendo cancelado:

Confira o vídeo:




O locutor do evento repreendeu as vaias dizendo que “índios não vaiam” e que o evento não era um comício.

A libertação está nos fatos



24 de outubro de 2015 § 21 Comentários
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Artigo para O Estado de S. Paulo de 24/10/2015
Poucas vezes terá havido situação semelhante à deste nosso banquete de horrores no qual 90% dos comensais declaram-se com nojo da comida que lhes tem sido servida mas são obrigados a continuar a traga-la simplesmente porque não sabem pedir outro prato.


Na 2a feira, 19, O Globo publicou nova reportagem da série “Cofres Abertos” sobre a realidade do estado petista. O título era “Remuneração em ministério vai até R$ 152 mil”.
Eis alguns dados:


Lula acrescentou 18,3 mil funcionários à folha da União em oito anos. Em apenas quatro Dilma enfiou mais 16,3 mil. Agora são 618 mil, só na ativa. 103.313 têm “cargos de chefia”.


Os títulos são qualquer coisa de fascinante. Ha um que inclui 38 palavras. “Chefe de Divisão de Avaliação e Controle de Programas, da Coordenação dos Programas de Geração de Emprego e Renda…” e vai por aí enfileirando outras 30, com o escárnio de referir um acinte desses à “geração de emprego e renda”…
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O “teto” dos salários é o da presidente, de R$ 24,3 mil. Mas a grande tribo só de caciques constituída não pelos funcionários concursados ou de carreira mas pelos “de confiança”, com estrela vermelha no peito, ganha R$ 77 mil, somadas as “gratificações” que podem chegar a 37 diferentes. No fim do ano tem bônus “por desempenho”.

A Petrobras distribuiu mais de R$ 1 bi aos funcionários em pleno “petrolão”, depois de negar dividendos a acionistas. A Eletronorte distribuiu R$ 2,2 bilhões em “participação nos lucros” proporcionados pelo aumento médio de 29% nas contas de luz dos pobres do Brasil entre os seus 3.400 funcionários. Houve um que embolsou R$ 152 mil.


A folha de salários da União, sem as estatais que são 142, passará este ano de R$ 100 bilhões, 58% mais, fora inflação, do que o PT recebeu lá atrás.
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Essa boa gente emite 520 novos “regulamentos” (média) todo santo dia. Existem 49.500 e tantas “áreas administrativas” divididas em 53.000 e não sei quantos “núcleos responsáveis por políticas públicas”! Qualquer decisão sobre água tem de passar pela aprovação de 134 órgãos diferentes. Uma sobre saúde pública pode envolver 1.385 “instâncias de decisão”. Na educação podem ser 1.036. Na segurança pública 2.375!


E para trabalhar no inferno que isso cria? Quanto vale a venda de indulgências?


Essa conversa da CPMF como única alternativa para a salvação da pátria face à “incompressibilidade” dos gastos públicos a favor dos pobres não duraria 10 segundos se fatos como esses fossem sistematicamente justapostos às declarações que 100 vezes por dia, os jornais, do papel à telinha, põem no ar para afirmar o contrário.


Se fossem editados e perseguidos pelas televisões com as mesmas minúcia, competência técnica e paixão com que seus departamentos de jornalismo fazem de temas desimportantes ou meramente deletérios verdadeiras guerras-santas, então, a Bastilha já teria caído.


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Passados 10 meses de paralisia da nação diante da ferocidade do sítio aos dinheiros públicos e ao que ainda resta no bolso do brasileiro de 2a classe, com a tragédia pairando no ar depois do governo mutilar até à paraplegia todos os investimentos em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, a série do Globo é, no entanto, o único esforço concentrado do jornalismo brasileiro na linha de apontar com fatos e números que dispensam as opiniões de “especialistas” imediatamente contestáveis pelas opiniões de outros “especialistas” para expor a criminosa mentira de que este país está sendo vítima.


Nem por isso deixou de sofrer restrições mesmo “dentro de casa” pois apesar da contundência dos fatos, da oportunidade da denúncia e da exclusividade do que estava sendo apresentado, a 1a página do jornal daquele dia não trazia qualquer “chamada” para o seu próprio “furo” e nem as televisões da casa o repercutiram.


O tipo de informação sem a disseminação da qual o Brasil jamais desatolará da condição medieval em que tem sido mantido, tornou-se conhecida, portanto, apenas da ínfima parcela da ínfima minoria dos brasileiros alfabetizados que lê jornal que tenha folheado O Globo inteiro daquele dia até seus olhos esbarrarem nela por acaso e que se deixaram levar pela curiosidade página abaixo.



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É por aí que se agarra insidiosamente ao chão essa cultivada perplexidade do brasileiro que, em plena “era da informação”, traga sem nem sequer argumentar aquilo que já não admitia que lhe impingissem 200 anos atrás mesmo que a custa de se fazer enforcar e esquartejar em praça pública.


Do palco à platéia, Brasília vive imersa no seu “infinito particular“. Enquanto o país real, com as veias abertas, segue amarrado ao poste à espera de que a Pátria Estupradora decida quem vai ou não participar da próxima rodada de abusos, os criminosos mandam prender a polícia e a platéia discute apaixonadamente quem deu em quem, entre os atores da farsa, a mais esperta rasteira do dia.


Deter o estupro não entra nas cogitações de ninguém. A pauta da imprensa – e com ela a do Brasil – foi terceirizada para as “fontes” que disputam o comando de um sistema de opressão cuja lógica opõe-se diametralmente à do trabalho. Os fatos, substância da crítica que pode demolir os “factóides“, esses todos querem ocultados.
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Perdemos as referências do passado, terceirizamos a “busca da felicidade” no presente, somos avessos à fórmula asiática de sucesso quanto ao futuro. Condenamo-nos a reinventar a roda em matéria de construção de instituições democráticas porque a que foi inventada pela melhor geração da humanidade no seu mais “iluminado” momento e vem libertando povo após povo que dela se serve, está banida das nossas escolas e da pauta terceirizada pela imprensa a quem nos quer para sempre amarrados a um rei e seus barões.



Como o resto do mundo resolve os mesmos problemas que temos absolutamente não interessa aos “olheiros” dos nossos jornais e TVs no exterior que, de lá, só nos mostram o que há de pior…


A imprensa nacional está devendo muito mais à democracia brasileira do que tem cobrado aos outros nas suas cada vez mais segregadas páginas de opinião.
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Investigados se unem Lula sinaliza acordão para poupar Cunha, Dilma e ele próprio, claro PT pegaria leve com Cunha, que não mais atormentaria Dilma


Publicado: 24 de outubro de 2015 às 10:52 - Atualizado às 11:05

Para Lula, "não adianta" o PT hostilizar Cunha, que está adorando essa conversa. (Foto: Valter Campanato)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (23) que, em vez de querer "afundar" o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em função das investigações da Operaçao Lava Jato, espera "apenas" que o peemedebista coloque em votação projetos de interesse do governo. Para Lula, Cunha "tem que ter o direito de defesa" tanto quanto ele próprio ou a presidente Dilma Rousseff.

"Enquanto ele for presidente da Câmara, ele vai determinar a pauta do Congresso Nacional e nós temos interesse em aprovar não só parte do ajuste, aprovar a CPMF, o Orçamento, mas aprovar outras medidas que estão lá que são importantes (...) Ao invés de ficar querendo afundar ele, eu quero é que ele coloque em votação as coisas e deixe o processo seguir naturalmente. E quando for julgado, ele vai pagar o preço. É apenas isso que eu quero", afirmou o ex-presidente à Rádio Metrópole, de Salvador.

Lula defendeu o direito de defesa do peemedebista. "O Eduardo Cunha tem que ter o direito de defesa que eu quero pra mim, para Dilma, para todo mundo. Ele tem que ter apenas o direito de se defender. E se ele for culpado, ele vai pagar como todo mundo tem que pagar nesse País", disse.

O petista declarou não haver qualquer tipo de acordo com Cunha, como foi noticiado recentemente. Pelo acerto, o governo salvaria Cunha da cassação mesmo após revelação de contas secretas dele na Suíça e, em troca, o deputado frearia os processos de impeachment contra Dilma. "Não tem acordo, porque eu não tenho nem mandato para fazer acordo. O que eu tenho é liberdade para conversar com todo mundo", disse.

O ex-presidente destacou que estava reunido com a bancada do PT, em Brasília, discutindo a pauta de votações no Congresso, quando saíram as notícias de um acordo costurado por ele com Cunha. "E eu sou obrigado a responder isso? Alguém pergunta assim para mim: 'presidente, está pronto o acordo?' Mas que acordo? Eu estou cansado de ilações, não faço política por ilações."

Lava Jato

Ao ser questionado sobre as referências a seu nome em investigações da Operação Lava Jato, Lula disse estar "tranquilo". "O papel da oposição é tentar matar o seu adversário. Se não posso na política, vou tentar algum outro jeito. Antigamente, se esperava atrás de uma moita e matava."

O ex-presidente alegou que a possibilidade de ele ser candidato a presidente da República em 2018 preocupa seus adversários políticos. "Eles já estão preocupados com 2018, em evitar a possibilidade de o Lula voltar - e eu nunca disse a ninguém que vou voltar (...) Sou muito pragmático em Brasília, sinceramente gostaria que não fosse eu o candidato outra vez. Gostaria que nós tivéssemos uma pessoa mais nova, mais competente. O Brasil precisa de novas lideranças", afirmou.

Reiterou ainda que, apesar do que diga a oposição, o PT não está "morto" e fez uma referência indireta à disputa na capital paulista em 2016. "As pessoas são burras de não perceber que cada eleição é uma eleição. O cara não vai votar no prefeito pensando na presidenta não."

Estelionato

O ex-presidente falou à rádio que Dilma foi obrigada pelas circunstâncias a fazer o ajuste fiscal, mesmo depois de ter dito durante a campanha, que ajuste era "coisa de tucano". "Dilma dizia que ajuste era coisa de tucano e que ela não ia mexer nos direitos dos trabalhadores. E ela foi obrigada pelas circunstâncias políticas", disse.

Segundo Lula, "a presidente Dilma foi obrigada a manter uma política de subsídio importante para garantir o emprego e outra de desoneração muito grande. Chegou no fim do ano, você percebe que a despesa está um pouco maior do que a receita, então, você é obrigado a parar por uma questão de responsabilidade e a Dilma parou".

Bolsonaro protocola representação criminal contra Mauro Iasi, aquele que pregou morte aos conservadores





No ultimo dia 21, quarta-feira, o deputado Jair Bolsonaro (PP_RJ) e seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PSC_SP) protocolaram uma representação contra o ex-candidato à presidência do Brasil, Mauro Iasi, do Partido Comunista Brasileiro, que em evento da esquerda (2º Congresso Nacional da Central Sindical e Popular – CONLUTAS, em Sumaré-SP, no dia 7 de junho deste ano) pregou a morte aos conservadores. Nos argumentos da representação, Bolsonaro classificou o discurso de ódio do líder do PCB como “evidente prática de crime contra a segurança nacional e a ordem política e social”.

 

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Durante o discurso de Iasi no Congresso ele citou uma suposta obra literária para pregar explicitamente a morte a todos os contrários ao comunismo/socialismo: (Veja o vídeo)

“Nós sabemos que você é nosso inimigo, mas considerando que você como afirma é uma boa pessoa, nós estamos dispostos a oferecer o seguinte: um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda, com uma boa bala e vamos oferecer depois de uma boa pá, uma boa cova. Com a direita e o conservadorismo nenhum diálogo, luta”, disse Mauro Iasi.
Há uma petição na internet para pressionar a UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, do qual Iasi é professor, a demiti-lo. Para assinar a petição clique aqui

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