quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

INVESTIGADORES DA LAVA JATO SUSPEITAM QUE DELCÍDIO DO AMARAL AGIU POR ORDEM DE LULA PARA SILENCIAR NESTOR CERVERÓ


Uma das hipóteses ainda não descartadas, na investigação do crime de obstrução de Justiça, pelo qual o senador Delcídio Amaral (PT-MS) foi preso, é que o líder do governo Dilma no Senado pode ter agido a mando do ex-presidente Lula, na tentativa de silenciar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que negociava acordo de delação premiada na Lava Jato. A informação é de fonte com acesso às acusações.

O silêncio de Nestor Cerveró não interessava apenas a Delcídio, como revela o depoimento do ex-diretor implicando Lula na gatunagem.

Falastrão, Delcídio exagerava sobre sua ligação a Lula e ao Planalto. Mas isso mudou quando ele virou líder do governo Dilma no Senado.

Delcídio marcara sua reunião semanal com Lula para o dia seguinte à prisão, reforçando a suspeita de que agia a mando do ex-presidente.
Lula não queria Cerveró contando que sua diretoria na BR Distribuidora foi um prêmio pela negociata que fez com Bumlai e o Grupo Schahin. 


Leia mais na Coluna Cláudio Humberto

Chega de farsa



O editorial do Estadão de hoje, intitulado "Como não saber de nada?", vai direto ao ponto. Chega de farsa, senhores. O país não aguenta mais:

"Da enxurrada de novas revelações sobre o petrolão e similares, salta aos olhos uma questão politicamente delicada, mas cada vez mais incontornável: alguém pode acreditar de boa-fé que um escândalo dessas proporções possa ter ocorrido, se não com a participação direta e explícita, pelo menos com o tácito beneplácito ou o conhecimento do fato por parte das mais altas autoridades da República, a começar por quem chefia o Estado e o governo?

Assim não surpreende que, nos últimos dias, tenham se avolumado as referências de envolvimento direto ou indireto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escândalo do petrolão e, agora, seja a presidente Dilma Rousseff que apareça no noticiário – que é mais policial que político.

Em matéria de escândalos, Lula está escolado. Haja vista o mensalão, que o tempo se encarregou de rebaixar a astro de grandeza secundária numa constelação de atentados muito mais brilhantes à moralidade pública.


Na verdade, pode-se dizer que faz parte do charme populista do ex-presidente seu estilo blasé no trato daquilo que a esquerda, por convicção ideológica, e ele próprio, por conveniência, chamam depreciativamente de “moralidade burguesa”.


De resto, o ex-presidente parece não se importar com a máxima que recomenda considerar sempre com desconfiança quem faz fortuna material na vida pública."

(Governo da "inclusão social"?)A população de rua quase triplicou na região da Lapa, zona oeste da capital paulista, entre 2011 e 2015.



Crescimento da população de rua gera conflitos na zona oeste de São Paulo



  • 14/01/2016 07h53
  • São Paulo
Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil


São Paulo - Em meio a Avenida Rebouças, moradores em situação de rua sobrevivem (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Na Avenida Rebouças, em São Paulo, moradores em situação de rua sobrevivem Rovena Rosa/Agência Brasil

A população de rua quase triplicou na região da Lapa, zona oeste da capital paulista, entre 2011 e 2015. Os levantamentos da prefeitura indicam que o número dessas pessoas nos bairros da Lapa e Vila Leopoldina passou de 149 para 409. Atualmente, a região é a terceira com o maior número de moradores de rua fora de abrigos, com 5,6% dos 7,33 mil nessa condição. A região do centro, administrada pela Subprefeitura da Sé, concentra 52,7% (3,86 mil) das pessoas que dormem ao relento na capital.


O crescimento da população de rua tem levado a comunidade local, especialmente da Vila Leopoldina, a cobrar medidas do Poder Público. O bairro, onde está localizada a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), concentra grande parte das pessoas que dormem nas ruas da região. Os residentes das casas e apartamentos, no entanto, divergem sobre as ações que devem ser tomadas pela prefeitura.


O presidente da Associação Viva a Leopoldina, Umberto Sarti, diz que o aumento de pessoas vivendo nas ruas é na verdade o deslocamento de pontos de uso de crack. “Não é o morador de rua e sim o dependente químico”, afirma. Para ele, a melhor política seria buscar a internação desses usuários. “Acho que é preciso recuperar a dignidade deles, levar para um tratamento”, ressalta.


Por outro lado, a coordenadora do Fórum Social Leopoldina, Alexandra Swerts, diz que apesar de ter ocorrido uma migração nos últimos anos, já havia uma população de rua subnotificada no bairro. Por isso, ela acredita que a melhor maneira de lidar com a questão é a instalação de serviços públicos específicos na região, como um centro de acolhimento feminino e um Centro de Atenção Psicossocial. “As pessoas estavam aqui, existia essa vulnerabilidade e não havia um atendimento integrado de saúde e assistência social.”.


O conflito surgiu, na avaliação de Alexandra, com a construção de condomínios de alto padrão que substituíram os antigos galpões e a vocação industrial de parte do bairro. À medida que os residentes recém-chegados descartavam restos de obra, caixas de eletrodomésticos e outros resíduos, os materiais eram aproveitados pela população de rua para melhorar as moradias improvisadas. “Foi um choque para esses novos moradores: chegar aqui e, ao mesmo tempo em que eles estavam reformando a casa, o pessoal da rua estava construindo novas casas com o material deles”, diz para mostrar a relação entre os dois grupos.

A influência do Ceagesp
O Ceagesp, entreposto comercial por onde circulam 12 mil veículos e 50 mil pessoas por dia, é apontado como um dos fatores que têm impulsionado o crescimento da população de rua no bairro. “Na Vila Leopoldina há um aumento [no número de moradores de rua], principalmente por causa do Ceasa [Central de Abastecimento] e outros serviços, outras facilidades de circulação que a população de rua encontra”, ressalta o coordenador da Pastoral do Povo de Rua, padre Júlio Lancelloti.


São Paulo - Agentes do governo em meio a operação de retirada de moradores em situação de rua, na Praça da República (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Agentes do governo fazem operação de retirada de moradores em situação de rua, na Praça da República Rovena Rosa/Agência Brasil

Com a expansão no número de moradores de rua, Lancelloti diz que também aumentaram as ações contra essas pessoas. “[A Vila Leopoldina] é hoje um dos lugares com maior repressão à população de rua”, diz em referência não só às ações da Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana, mas também à segurança particular contratada pelos condomínios.
Nesse sentido, Alexandra Swerts diz que o Fórum Social Leopoldina, que reúne não só a sociedade civil local, mas membros do Poder Público, tem trabalhado para integrar as ações de segurança pública ao trabalho de saúde e assistência social. “Acho que essa é a nossa maior preocupação, a política social aqui”.


Em 2009, Norival Aparecido foi carregador no Ceagesp. Atualmente, com 43 anos, vive sob uma lona no canteiro central da Avenida Gastão Vidigal, onde estão os portões principais do entreposto. “Eu sempre trabalhei em serviço pesado”, diz ao contar que colhia laranjas com 12 anos de idade, abandonando a escola na 4ª série. Apesar do tempo longe dos cadernos, ainda acredita que pode retomar os estudos. “Nunca é tarde para recomeçar”, diz com otimismo.


Viver na barraca improvisada é, até certo ponto, uma opção de Norival. “Por incrível que pareça, não chove lá dentro”, afirma, com orgulho, sobre a moradia que construiu no gramado. Ele prefere permanecer no local a ir ao abrigo oferecido pela prefeitura. “O albergue vai ser melhor. Vai ter chuveiro para tomar banho e a sua cama”, diz em referência ao Centro de Acolhida Zancone, que oferece atendimento para 150 pessoas, a cerca de um quilômetro dali. “Mas tem horário para chegar”, pondera em seguida, sobre as regras de disciplina do lugar.

As instalações do abrigo são criticadas pelo padre Lancelloti. “É muito insalubre. Tá com problema de água, de esgoto”, afirma, ao destacar que os problemas são comuns a outros albergues. Na opinião do padre, a oferta de serviços em massa dificulta a adaptação das pessoas em situação de rua ao atendimento. “Não se pode 'absolutizar' a resposta, a população de rua é heterogênea”, ressalta.

Soluções para 15 mil pessoas
As soluções que não levam em consideração as especificidades dos diferentes grupos acirram ainda, na avaliação de Lancelloti, outro problema que deve se enfrentado. O padre chama a atenção para o fato de que grande parte das pessoas que vivem nas ruas passou pelo sistema carcerário. “As ações devem levar em conta essa peculiaridade e levar em conta o não reforço dessa simbologia [do sistema penitenciário]. Isso a gente quebraria trabalhando em pequenos grupos e ainda a vinculação com as pessoas”, defende.


São Paulo - Agentes do governo em meio a operação de retirada de moradores em situação de rua, na Praça da República (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Agentes do governo, durante retirada de moradores de rua em São PauloRovena Rosa/Agência Brasil
Lancelloti critica ainda a ação da Guarda Civil Metropolitana que age para evitar a instalação de moradias em locais públicos. Segundo ele, muitas vezes esse tipo de operação atrapalha outros tipos de trabalho, como o desenvolvido por ações de saúde. “Temos tido vários casos em que o próprio rapa [operação de retirada de moradores de rua] acaba tirando os medicamentos”, reclama, ao lembrar que existe uma política nacional pelo enfrentamento da tuberculose nessa população.

O trabalho com uma visão mais individualizada também é importante, na opinião do padre, porque a situação de rua é provocada justamente pela quebra de vínculos pessoais. “Desde perdas de raiz, de relacionamentos. A rua aumenta por uma sucessão de perdas. A pessoa que fica na rua por um determinando tempo vai perdendo tudo. Vai perdendo até a força de vontade”, explica.

“Perdi o chão”, diz Adauto Venâncio sobre como foi perder o emprego e os pais em um período de um ano. Ex-lutador, ele conta que chegou a trabalhar como segurança de cantores sertanejos famosos. Mas, desestruturado pela sucessão de problemas, acabou até passando um período preso. “Inventei de furtar. Entrei nas Lojas Americanas e saí pegando tudo”, lembra, entre lágrimas. Com 40 anos, Adauto dorme na Praça da Sé, centro da cidade. Vive da venda de guarda-chuvas e outros bicos.

Ao todo, a cidade de São Paulo tem 15 mil moradores de rua, segundo os dados de 2015. Desses, 8,5 mil dormem em abrigos oferecidos pela prefeitura. Em 2011, eram 14,4 mil pessoas nessa situação, sendo que 7,7 mil estavam abrigadas. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência de Desenvolvimento Social, existem 75 centros de acolhida na capital paulista, oferecendo 10 mil vagas.

De acordo com a secretaria, o crescimento do número de moradores de rua acompanha a expansão demográfica da cidade, representando 0,1% da população total. “Especificamente na região da Lapa, as equipes de abordagem às pessoas em situação de rua identificaram que boa parte dessa população está cada vez mais nessa situação devido aos índices de desemprego, a problemas de saúde mental, à drogadição e a conflitos familiares”, acrescenta a secretaria em nota.


Edição: Graça Adjuto

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Vídeo: Estão detonando nossas crianças!

https://www.facebook.com/FelipaoOficial/videos/1011648968847994/




-1:49


 1,474,866 Views
Se não fizermos nada a tempo, se não clamarmos pela misericórdia de Deus, o Brasil vai pagar MUITO CARO por isso!

Se você é Cristão (católico ou evangélico) e defende a família, faça algo contra essa palhaçada do governo, ou no mínimo use suas redes sociais para defender e espalhar a fé que você acredita!

Comentário:

E onde fica o amor, o romantismo, nesses livros, nessa aprendizagem?

N.B

O que nossas filhas aprenderam na escola hoje?

https://www.facebook.com/tvrevolta/videos/912197282177053/




ALUNAS DANÇAM FUNK EM SALA DE AULA, DETALHE ESSE É O TRABALHO ESCOLAR FEITO EM GRUPO.

LEMBRO DO TEMPO QUE ALUNOS IAM PARA ESCOLA ESTUDAR, APRENDER E FICAREM PREPARADOS PARA TER UM BOM FUTURO.


QUAL O FUTURO ESPERADO POR ESSAS ALUNAS AI ?


O SOM NESSA ALTURA NÃO INCOMODOU AS OUTRAS TURMAS ? SERÁ QUE O DIRETOR NÃO ESCUTOU OU APROVOU O TRABALHO ?

 

ACORDA BRASIL


Enviado por Mara Barias

Pátria educadora? kkkkkkkkkkkkkkkkk Enem: 53 mil candidatos tiveram nota zero na redação

11/1/2016 às 17h05 (Atualizado em 11/1/2016 às 17h51)


Mais de 5,8 milhões de candidatos prestaram a prova do 
Enem Eduardo Enomoto/R7

Dos mais de 5,8 milhões de candidatos que prestaram a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2015, apenas 104 candidatos obtiveram nota máxima — 1.000 — na redação, enquanto 53 mil receberam zero. 


Neste dado, não estão incluídos os que não compareceram ao segundo dia de provas ou não elaboraram a redação. Houve uma maior concentração de candidatos na faixa de nota entre 501 e 600 pontos, um desempenho considerado "satisfatório".


Nesta edição da prova, o tema do texto foi "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". O balanço do exame foi divulgado na tarde desta segunda-feira (11) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.


Ainda segundo o ministro, das mulheres que escreveram a redação do Enem no ano passado, 55 deram "depoimentos contundentes" sobre o tema violência contra a mulher — seja como vítimas ou como testemunhas. O Ministério da Educação vai publicar, em seu portal, orientações para que elas tomem iniciativa de procurar o Ligue 180, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres.


— Como temos o compromisso do sigilo, queremos evitar o contato direto com as mulheres que relataram preocupantes situações de estupro e violência, principalmente porque o agressor pode ser uma pessoa muito próxima. Por isso, as recomendações serão divulgadas publicamente.


MEC estuda separar Enem entre prova de certificação e vestibular


Segundo ele, o tema foi importante não só por levar milhões de participantes a refletirem sobre a violência contra a mulher, mas para reforçar o combate a essa prática — que, só no ano passado, resultou em 634.862 denúncias ao Ligue 180.

Sisu
Até as 16h desta segunda-feira, primeiro dia de inscrições no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), 974.151 pessoas haviam se inscrito para concorrer às 228.071 vagas disponíveis em 131 instituições. De 2014 para 2015, houve um crescimento de 12,3% em relação ao número de cursos incluídos na plataforma. O porcentual é de 379% quando comparado a 2010, ano de lançamento do Sisu.


A estimativa é que as inscrições alcancem 1 milhão até o fim desta segunda-feira. Segundo o MEC, está sendo registrada uma média de 100 mil acessos por minuto.


O prazo final de aplicação no Sisu é quinta-feira. Candidatos que não zeraram a redação podem escolher até duas alternativas de vagas. A partir de terça, 12, as notas de corte serão calculadas e divulgadas sempre ao fim de cada dia, podendo o aluno alterar suas opções quantas vezes quiser. O resultado sai no dia 18.

Abram o link abaixo e riam!!Ou chorem.


https://www.facebook.com/NaSarjeta/videos/532527193580798/?theater

Irracionais?


Talitha Camargo
Uma alcateia (lobos): os 3 primeiros são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contacto com a alcateia. Em caso de emboscada serão sacrificados. 

Seguem-se os 5 mais fortes. No centro seguem os restantes membros da alcateia, e no final do grupo seguem os outros 5 mais fortes. Em último, sozinho, segue o lobo alpha. Controla tudo desde a parte traseira. 

Nessa posição consegue controlar todo o grupo, decidir a direcção a seguir e antecipar os ataques dos adversários. A alcateia segue ao ritmo dos anciões e sobre o comando do líder que impõe o espírito de entre-ajuda não deixando ninguém para trás.

Barbara Hermel Bach

Foto: Cesare Bray

Plano macabro: Como matar um deputado.

Prof Neto

Dizem que o amor faz milagres.Veja a prova!



Os animais foram fotografados no momento em que foram encontrados, abandonados, doentes, famintos e depois de recuperados em seus respectivos lares adotivos.

De Mariana a Abrolhos, a pedagogia da lama em dez lições

Por Nurit Bensusan
A lama da destruição em Mariana (MG). Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A lama da destruição em Mariana (MG). Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil


Desde o dia 5 de novembro do ano passado, temos uma inusitada professora a nos dar lições sobre como o meio ambiente é tratado no Brasil: trata-se da lama despejada no Rio Doce por causa do rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais.


A primeira das lições que a lama nos deu é sobre o licenciamento ambiental. Esse processo, fragilizado e negligenciado ao longo dos últimos anos, é o cerne do desastre de Mariana. Ali, o licenciamento ambiental foi, mais uma vez, desrespeitado e as condicionantes que deveriam ser cumpridas, como o estabelecimento de um plano de emergência, foram deixadas de lado. Apenas uma amostra do que vem acontecendo pelo país afora. Como se isso fosse pouco, há iniciativas tramitando no Congresso Nacional que fragilizam ainda mais o licenciamento ambiental, como o projeto de lei do Senado (PLS) nº 654/2015, que cria um procedimento acelerado e simplificado para o licenciamento de grandes obras, como hidrelétricas, estradas, ferrovias, portos e instalações de telecomunicações.

A segunda lição da lama versa sobre o descumprimento histórico dos códigos florestais, tanto o que estava em vigor até 2012 como o novo código. A região da Bacia do Rio Doce estava, já antes da passagem da lama, muito degradada: Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais não vinham sendo respeitadas há anos, como tem sido a regra em diversas partes do Brasil. O resultado se traduzia em muitas áreas desmatadas, o comprometimento da recarga dos aquíferos da região e o assoreamento dos rios, elementos que dificultam a regeneração dos danos ambientais produzidos pelo rompimento da barragem.


A terceira lição é uma derivação da segunda: o descumprimento da lei florestal se reflete também sobre a integridade das Unidades de Conservação que estão na Bacia do Rio Doce. Seus entornos, e em muitos casos também suas áreas, têm sido alvo de desmatamento e de especulação imobiliária. Tudo isso acontecendo no Cerrado e na Mata Atlântica, biomas que, mesmo sem as lições da professora lama, sabemos que estão bastante ameaçados.


A quarta lição pode ser resumida como o binômio “forte reação e fraca ação. Está relacionada com as duas anteriores, mas é, talvez, uma lição ainda mais amarga. O Rio Doce já não chegava mais em sua foz, em Linhares, no Espírito Santo. Ou seja, não conduzia mais água até a foz, por causa do comprometimento de sua vegetação e da devastação da bacia. Quando essa situação se deu, em julho do ano passado, houve uma grita geral: reportagens, protestos e indignação. Apesar disso, pouco ou nada foi feito para resolver a situação. Esse binômio, refletido nessa lição, pode ser visto em diversos casos onde o meio ambiente é o foco. Um resumo possível dessas últimas três lições é que as questões ambientais não são prioritárias, sempre perdem para outros interesses como os da mineração, da especulação imobiliária, do agronegócio e da siderurgia.


A quinta lição que a lama nos deu ao passar pelos diversos municípios é que a existência de saneamento básico não é a regra e sim a exceção. Diversas cidades, como Governador Valadares, jogam esgoto ‘in natura’ no Rio Doce. Vale dizer que as projeções recentes dão conta de que mantido o ritmo atual, os serviços de saneamento básico serão universalizados, no país, só em 2053...


Caminha junto com essa lição, a sexta, que trata da poluição da bacia. Todo tipo de rejeitos eram jogados historicamente no Rio Doce e em outros rios da bacia. A fiscalização era e ainda é deficitária; ainda assim, alguns poluidores foram multados, mas em agosto do ano passado, o Estado de Minas Gerais aprovou uma lei anistiando as multas ambientais. Essa lição não precisa nem de mais explicações, nem de resumo: trata-se de um convite ao descaso com o meio ambiente.


A sétima lição se relaciona com a forma pela qual o Estado brasileiro trata as populações que vivem diretamente dos recursos naturais, como os pescadores que foram prejudicados pela passagem da lama. Calcula-se que a quantidade de peixes mortos superou 10 toneladas. Mas vale perguntar: será que, mesmo antes da lama, numa bacia tão degradada, os pescadores conseguiam tirar seu sustento das águas e viver bem? E os índios Krenak, cuja terra indígena é banhada pelo Rio ex-Doce? Rio sagrado para esse povo que afirma que “morre o rio, morremos todos”? Como viverão? Fala-se em pelo menos 10 anos para o rio começar a se recuperar... ainda assim, em condições favoráveis...


A oitava é uma lição de complacência. Ou seja, de como o Brasil lida com esse tipo de situação. Uma amostra disso está nas campanhas para que o resto do país enviasse água potável para a região do desastre. Ora, é, certamente, ótimo que as pessoas se engajem e colaborem, mas quem tinha que obrigatoriamente garantir a água para as populações afetadas pelo desastre é a empresa responsável pela catástrofe, a Samarco, sendo que ao estado caberia obrigá-la a fazê-lo. O mesmo vale para as medidas técnicas que deveriam ter sido adotadas para evitar, ou pelo menos para mitigar, suas graves consequências. Infelizmente, parece que o Estado brasileiro não quer se indispor com as empresas mesmo diante de um desastre de tais proporções.

A nona lição é sobre nossa ignorância: pouco sabemos sobre nossa biodiversidade marinha e pouco sabemos sobre quais serão os impactos das partículas de lama, diluídas na água do mar, sobre corais, crustáceos, moluscos, peixes e mamíferos. Como a pluma (termo usado para designar as partículas de lama diluídas no mar) não é tão facilmente visível como a lama concentrada, as pessoas continuam nadando nas praias e comendo frutos do mar, um mar cheio de lama e talvez de metais pesados.

Quem sabe quais serão as consequências... Essa ignorância, para piorar, guarda uma arrogância: não sabemos o que fazer? Por que não procuramos especialistas, pesquisadores, estudiosos, gente de qualquer lugar do planeta que poderia nos ajudar a conter a lama ou pelo menos seus impactos?

Por fim, a décima lição é sobre a inconsequência. Não estão claros, nem são divulgados, quais são os reais impactos dessa lama e seus elementos sobre as populações humanas. É conveniente esquecer que a lama ainda está vazando da barragem para o falecido Rio Doce e que a previsão é que isso ainda aconteça por mais dois meses.

Nos últimos dias, apesar das constantes negações do governo, a lama, ou a pluma, parece ter chegado ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos e certamente vai causar grandes impactos por lá... No país em que não há consequências para autoridades que dão declarações inverídicas, a ministra do Meio Ambiente afirmou que isso não aconteceria. E se aconteceu?

*Nurit Bensusan é assessora do Instituto Socioambiental (ISA) e especialista em biodiversidade. 

Este artigo foi publicado originalmente no site do Instituto Sociambiental (ISA) e republicado em O Eco.

Pusilânime - ALEXANDRE SCHWARTSMAN


FOLHA DE SP - 13/01

Há alguns anos, 2008 ou 2009, não me lembro bem, estive na Argentina com um amigo para visitar autoridades e economistas locais. Na ocasião, no jantar com um desses economistas, meu amigo perguntou sua opinião sobre o então presidente do BCRA (banco central), Martín Redrado. Ele suspirou, olhou para nós e, caprichando no insuperável sotaque portenho, confidenciou: "Martiiiin... ¡Martin es un pusilánime!".

Não pude deixar de me lembrar disso ao ler a Carta Aberta do presidente do nosso BC ao ministro da Fazenda, explicando as razões pelo estouro espetacular da meta de inflação (10,7%, ante 4,5%, muito além dos dois pontos percentuais de tolerância). Aqueles com paciência para encarar 5 páginas e 38 parágrafos do que, em meu tempo de escola, era conhecido como "encher linguiça" podem até ficar com pena da atual diretoria do BC, que se coloca como impotente e surpresa diante do choque inflacionário, mas, se for o caso, terão sido devidamente enrolados.

A narrativa do BC é a mesma desde 2014: a inflação refletiria dois processos de mudança de preços relativos, isto é, o ajuste dos preços administrados (como energia ou combustíveis) vis-à-vis preços livres, assim como a elevação dos preços de bens afetados pelo dólar (normalmente exportados e importados) em comparação àqueles cujo preço depende essencialmente das condições domésticas (tipicamente, mas não apenas, serviços).

Diante desses choques, caberia ao BC apenas evitar sua propagação aos demais preços, por exemplo, reduzindo a demanda para que empresas não repassassem integralmente o aumento das tarifas de energia sobre o preço dos seus produtos, ou o custo das matérias-primas importadas.

Ao atribuir a culpa pela inflação de 2015 aos preços administrados, porém, o BC deixa de lado algumas informações importantes. Em primeiro lugar, deveria reconhecer que tanto em 2013 como em 2014 a inflação só se manteve dentro dos limites de tolerância graças à prática (irresponsável) de contenção artificial dos preços públicos. Sua negligência inicial no trato com a inflação se encontra, portanto, na raiz da política de controle de preços entre 2012 e 2014 e, por consequência, da necessidade do ajuste em 2015.

Já no que se refere ao efeito do dólar, vale praticamente o mesmo ponto. O BC, por meio de suas intervenções, represou o ajuste da moeda e é, ao menos em parte, responsável pela forte desvalorização do real no ano passado.

É verdade, reconheço, que o dólar saltou de patamar após o infeliz anúncio do Orçamento para 2016 e dos sinais cada vez mais claros da incapacidade do governo no que se refere ao controle de seus gastos.

No entanto, enquanto agora o BC culpa o desempenho fiscal, em todas as suas manifestações oficiais anteriores afirmara que, "no horizonte relevante para a política monetária, o balanço do setor público tende a se deslocar para a zona de neutralidade e não [se] descarta a hipótese de migração para a zona de contenção", ou seja, sem maiores críticas à política fiscal, muito ao contrário. Hipocrisia pode ser a homenagem que o vício presta à virtude, mas um pouco mais de sutileza não faria falta.

Trata-se, enfim, de um documento pusilânime, em que o BC foge da responsabilidade pelo problema que criou. Que use de mais coragem na Carta do ano que vem.
 

NEM UMA PALAVRA SOBRE A IMPUNIDADE-Carlos Chagas




Nunca se viu sujeira igual à que escorre das delações premiadas dos últimos meses, dentro da Operação Lava Jato e adjacências. Dos delatores mais recentes, não escapa a acusação sobre nenhum presidente da República, exceção dos anos em que Itamar Franco exerceu o cargo. Os maiores beneficiados dessa operação tem sido os delatores, por sinal os formadores de quadrilha, os mais ladrões, com raras exceções.

O último exemplo é o tal Cerveró. Não dá para entender porque ele e o bando dos assaltantes dos cofres públicos gozam de tantas regalias, como prisão domiciliar, férias de Natal e Ano Novo e regime prisional especial para os que ainda não se livraram das grades.


A Polícia Federal, o Ministério Público e até certas instâncias do Poder Judiciário fazem o dever de casa, mas são tantas as brechas da lei que a maioria dos meliantes sob processo situa-se em patamar especial.


Odebretches e Dirceus ainda respondem pelo mal praticado, mas no mundo político sobram acusações óbvias de crimes sem punição para os autores denunciados. Pelo contrário, eles disputam ainda maiores espaços de poder, debaixo da complacência do poder que deveria abrir investigações e puni-los.


Essa seria a primeira mudança institucional de vulto a ser promovida para o país sair do lamaçal onde se encontra. A lei precisa não apenas ser dura, mas igual para todos. Do ladrão de galinha ao assaltante e o assassino, quem respondeu a processo e foi condenado costuma sofrer as penas correspondentes. Exceção, é claro, daqueles capazes de comprar a liberdade pelo dinheiro ou a influência.


Por que, então, essa nova classe de bandidos mantém-se à margem da correnteza? Porque são eles não apenas a fazer as  leis, mas a valer-se de suas brechas que há muito precisariam ter sido vedadas. Encontram-se imunes até ex-presidentes da República, atuais presidentes do Senado, na Câmara, parlamentares, ministros e ex-ministros, sem esquecer antigos e atuais governadores.


Seria constrangedor citá-los, mas basta ler os jornais do dia. Enquanto a impunidade continuar encontrando  espaços para manter-se e até expandir-se, continuaremos uma nação dupla: a dos que pagam e a dos que se mantém imunes.


Agora que começam a ser antecipadamente discutidas as preliminares da sucessão presidencial de 2018, com tantas especulações vãs e inconsistentes, torna-se necessário indagar porque não apareceu, até agora, um pré-candidato disposto a sustentar que lugar de ladrão – qualquer ladrão – é na  cadeia. Nenhum dos nomes sugeridos disse uma única palavra a respeito do que fazer para interromper a impunidade. Se a falha está na complacência da lei, que se mude a lei. De preferência pelo voto.


O que fará Aécio Neves se porventura eleito? Protegerá tucanos envolvidos nas tramoias do período em que Fernando Henrique governou o país? Geraldo Alckmin terá coragem para denunciar e mandar punir correligionários mergulhados em negociatas ainda hoje denunciadas em São Paulo? E José Serra, continuará preocupado em recuperar as finanças nacionais sem atingir políticos e empresários dispostos ao redor de sua candidatura?


O Lula, ele mesmo arcabuzado na família e nos fiéis companheiros, permanecerá recomendando olhar o futuro e esquecer o passado? Michel Temer insistirá na proteção aos membros da quadrilha que forma ao seu lado? Ciro Gomes irá poupar líderes corruptos de seu novo partido empenhados em fazê-lo candidato?


Marina Silva poupará os ambientalistas favoráveis à depredação da natureza, desde que apoiando sua nova tentativa de levá-la ao Planalto?


A relação parece não ter fim, quando se  chega a Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado e outros pretendentes que se disponham a transformar o Brasil sem transformar suas concepções.

Permanecem mudos. Uma palavra que seja para extirpar a impunidade bastaria para destacá-los dos demais, mas qual deles se dispõe?

AVALANCHE DE MELADO

 


Por Maria Lucia Victor Barbosa (*)
Nos noticiários as TVs  apresentam amenidades, acidentes, notícias do exterior, poucas notas políticas. Tudo repetido à exaustão. O Brasil de férias quase não toma conhecimento dos recorrentes assaltos à coisa pública, que vão sendo descortinados por delatores loucos para salvar a pele. Eles vendaram a alma ao “diabo” do PT e agora estão pagando com juros e correção monetária.


Enquanto isto o melado com o qual o PT se lambuzou continua a percorrer distâncias e vai envolvendo figuras do alto escalão governamental. Parece a lama sinistra que se abateu sobre o distrito de Mariana soterrando tudo, matando gente, invadindo lonjuras, contaminando rios, confiscando o azul dos mares. 


Foi a maior catástrofe ambiental já havida no País, assim como a avalanche de melado da corrupção da era PT não tem comparação com as roubalheiras do passado, tal seu grau de institucionalização e volume.


Interessante é que o autor da frase, “o PT se lambuzou”, ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, agora se encontra lambuzado, sendo que outros ministros comeram também bastante do melado. 


Pelo menos é o que se lê no O Estado de S. Paulo, de 8 de janeiro de 2016:


“Lava Jato – Além de Jaques Wagner, Edinho Silva (Comunicação) e Henrique Alves (Turismo) são citados em diálogos do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, condenado a 16 anos de prisão”.


Também é mencionado no respectivo jornal o atual presidente da Petrobras, Aldemir Bendine. Ao mesmo tempo, o notório Cerveró, ex-diretor da Petrobras, menciona Jaques Wagner em algumas grossas, como diria Lula da Silva, maracutaias.

Nada acontece com o presidente de fato, que depôs pela quarta vez na Polícia Federal sobre uma generosa medida provisória que beneficiou um de seus filhos. E enquanto seus outrora “amigos íntimos”, aqueles que privaram de sua intimidade, que festejaram juntos em magníficos banquetes, que se divertiram com Brahma em suntuosas viagens estão vendo o sol nascer quadrado, “o pobre operário” segue indiferente à desdita dos companheiros de partido e “das zelites”


Não sei se esse traço de personalidade é próprio da humanidade como um todo ou mais acentuado em certos indivíduos sem caráter.

Em todo caso, o espertíssimo ex-presidente da República, grande beneficiado da locupletação geral não sabe de nada, não viu nada e, se duvidar, não conhece nenhum imbecil que caiu na esparrela, conforme taxou o senador petista e ora detento, Delcídio Amaral.

Lula da Silva foge dos “imbecis” como o diabo da cruz. Eles podem contaminar seu projeto de poder. Afogá-lo no pote de melado. No momento vislumbra-se apenas um fiozinho de melado a lhe escorrer pela barba. 

Foi posto por Cerveró que o mencionou quase que de passagem, a lembrar de que até a sorte acaba um dia nesse mundo de finitudes. Nada, porém, de previsões açodadas porque Brahma ou Boi até agora escapou. Ele conta com proteções internas e possivelmente externas, como as do Foro de São Paulo.

Há de se convir que o PT ainda detém força suficiente para evitar males piores. Exemplo disto foi o anteparo do STF que evitou por duas vezes o impeachment de Rousseff, com evidente e indevida intromissão no Legislativo. Ela ficará por mais três anos sem nenhuma condição de governabilidade, fazendo discursos que são peças de propaganda enganosa a se desmanchar na primeira ida das donas de casa ao supermercado. 

 Enquanto isso o País afundará cada vez mais na recessão e na sua insignificância de potência regional sul-americana, a ser suplantada pela Argentina sob a presidência de Mauricio Macri.

Seguem-se outros exemplos do poder petista, como aqueles que tentam torpedear a extraordinária e inédita Operação Lava-Jato. É o caso do chamado desmonte da PF através do corte de R$ 133 milhões no seu orçamento. Foi votado no Congresso, mas tem evidente dedo do Executivo. Outro exemplo foi o da medida provisória assinada por Rousseff, que altera as bases da Lei Anticorrupção. 

Desse modo, se aprovada no Congresso empresas corruptas poderão fazer acordos de leniência com a CGU sem precisar colaborar com as investigações nem prestar contas ao TCU. Também poderão fechar contratos com o governo e receber verbas públicas. Não faltam também investidas do ministério da Justiça contra o competente e ilibado juiz Sérgio Moro.

Sem dúvida, o PT resiste diante do mar de melado que o submerge. Seu grande teste, porém, será nas eleições municipais desse ano. Se o povo achar que são lícitas as doçuras corruptas do poder, enquanto amarga a inflação, o desemprego, a inadimplência, ótimo para os petistas. Se não Lula terá, em 2018, que pensar em outro plano B.

No passado escolheu José Dirceu, depois Antonio Palocci e deu no que deu. Agora Jaques Wagner era (ou é?) o plano B, mas comeu muito melado. Dilma, a “faxineira”, vai mantê-lo no cargo? Certamente, mas nem tomando banho de ervas e sal grosso, Jaques Wagner, codinome compositor, se livrará do melado.

(*) Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. www.maluvibar.blogspot.com.br

PAREM DE REPETIR QUE AUMENTOS DE IMPOSTOS É IGUAL AO AUMENTO DA ARRECADAÇÃO


 
O artigo que segue é de Alexandre Borges, diretor do Instituto Liberal e foi escrito no ano passado, quando o Levy ainda era o ministro da Fazenda da Dilma. 
 
Entretanto, não perde a validade porque continuamos a viver no país dos petralhas. Lembrem-se que o projeto da CPMF está engatilhado e a grande mídia está fazendo um esforço danado para dar a impressão que tudo segue às mil maravilhas. Leiam:
 
 
Por favor, parem de repetir que aumento de impostos é igual a aumento de arrecadação. Simplesmente parem.
 
 
Tenho lido até comentaristas fora da esquerda repetindo essa estupidez de que uma elevação de uma alíquota de impostos em “x” leva a um aumento de “y” na arrecadação do governo, como se fosse assim que funcionasse no mundo real.
 
 
Imagine que você mora num país hipotético comandando por uma ex-sacoleira que faliu uma lojinha de produtos importados de R$ 1,99. É como se estivessem dizendo “se tivesse aumentado os preços para R$ 2,99 ela não teria falido”. Será mesmo? Se você tem um restaurante que vende refeição por R$ 20,00 e está no prejuízo, a solução para dobrar o faturamento é aumentar para R$ 40,00? 
 
Acreditem, é assim que estão fazendo a conta.
 
 
Vamos desenhar: quando os burocratas aumentam alíquotas tributárias, o país afugenta ou adia novos investimentos, incentiva a informalidade, diminui o consumo e a arrecadação pode até cair. Além disso, você aumenta o poder dos fiscais, o que também pode levar a mais corrupção. Baixar impostos não é favorecer os ricos, bestas! Menos impostos e um sistema tributário racional, simples e transparente favorece a sociedade inteira, até porque quem mais paga imposto, em qualquer lugar, não são os milionários.
 
Outro argumento inacreditável, dito pelo próprio Ministro da Fazenda e PhD em economia pela Universidade de Chicago (Milton Friedman teria um enfarte se ouvisse isso), é que temos uma alíquota pequena para imposto de renda, com “apenas” 27,5% para a faixa mais alta. Que um bobo da corte como Jô Soares diga isso, vá lá, mas Levy?
 
O que o ministro não disse:
 
– A faixa mais alta de rendimentos mensais para cobrança dessa alíquota de 27,5% é R$ 4.664,68, ou US$ 1.200. Explique para um americano, por exemplo, que no Brasil quem ganha US$ 1.200 por mês é considerado rico! Os EUA debatem hoje o salário mínimo de US$ 15/hora e, considerando 40 horas de trabalho por semana, dá o dobro disso, ou algo como US$ 2.400. O que se considera rico no Brasil recebe, numa conta aproximada, metade de um salário mínimo americano.
 
– A carga tributária no Brasil vai muito, mas muito além do Imposto de Renda, e é por isso que a conta que interessa é o impacto dela no PIB. A carga tributária brasileira é de 35,9% do PIB e a média dos países da OCDE é de 34,1%. A do Chile é de 20%, por exemplo. A da Suécia é de 44% mas já foi de 60% e está caindo. Quem ele pensa que engana?
 
– Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil é o pior país do mundo em retorno dos impostos. E a solução é mais impostos? Leia aqui:http://glo.bo/1JYF6YC
 
O Brasil está cada vez mais parecido com a Grécia: quanto mais afunda, mais busca soluções à esquerda. Não há uma única chance de dar certo, mas o país continua caminhando por esse beco sem saída e dobrando a aposta.
 
Estamos indo para o buraco, não se enganem.
 
– “A equação econômica mais conhecida no mundo ainda não chegou ao Brasil”http://www.institutoliberal.org.br/…/a-equacao-economica-ma…
 
– “A Curva de Laffer – Impostos Altos, Receita Baixa”https://youtu.be/zxo_Ivy5RKw
 
 

EMPREITEIRAS DO PETROLÃO CONTINUAM MAMANDO. EMBOLSARAM MAIS DE R$ 1,2 BILHÃO EM RECURSOS PÚBLICOS EM 2015.


Apesar de enroladas até o pescoço nos crimes apurados na operação Lava Jato, nove empreiteiras embolsaram mais de R$ 1,2 bilhão em recursos públicos no ano passado. Nem a crise econômica impediu o governo da presidente Dilma Rousseff de manter contratos milionários com as construtoras, mas os petistas elegeram uma nova preferida: a Queiroz Galvão recebeu sozinha R$ 421,3 milhões em grana pública.
 
Com o presidente Marcelo Odebrecht preso há mais de seis meses, a empreiteira caiu para segundo lugar e recebeu ‘só’ R$ 269,6 milhões.
 
O governo Dilma provou que não abandona amigos. A mãozinha de R$ 24,8 milhões vai ajudar na recuperação judicial da OAS.
 
A Galvão Engenharia recebeu R$ 42 milhões no ano passado, mas é apenas 10% do que foi repassado à irmã rica Queiroz Galvão. Da coluna do Cláudio Humberto/Diário do Poder