quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Câmara aprova MP que aumenta progressivamente IR sobre ganhos de capital




  • 03/02/2016 23h13
  • Brasília
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
Na primeira sessão deliberativa do ano, os deputados aprovaram hoje (3) a Medida Provisória (MP) 692/15, que aumenta progressivamente o Imposto de Renda (IR) sobre ganhos de capital - a diferença entre os rendimentos recebidos com a venda de um ativo (como ações e imóveis) e o custo de aquisição dele. Hoje o tributo é cobrado em alíquota única de 15%.

Os deputados aprovaram o texto, com base no relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), por 205 votos favoráveis, 176 contrários e duas abstenções. A MP também fixa regras para a quitação de dívidas tributárias com a doação de imóveis em pagamento. O PSDB e o DEM tentaram obstruir os trabalhos, mas a tentativa não conseguiu êxito.

O texto proposto pelo senador estabelece uma progressividade no pagamento do tributo.

Pela proposta a alíquota de 15% permanece para os ganhos que não ultrapassarem R$ 5 milhões. A partir daí, ela aumenta progressivamente para 17,5% sobre a parcela dos ganhos acima de R$ 5 milhões e que não ultrapassar R$ 10 milhões; 20% sobre a parcela dos ganhos acima de R$ 10 milhões e abaixo de R$ 30 milhões; e, por fim, 22,5% sobre a parcela dos ganhos que ultrapassar R$ 30 milhões.

A oposição pediu a rejeição da medida alegando que ela aumentava impostos e que oneraria principalmente as micro e pequenas empresas. “As micro e pequenas empresas, em vez de pagar 15%, passarão a pagar 22% e elas são as responsáveis por 90% dos empregos gerados no país”, disse o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM).

O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), rebateu afirmando que a MP traz uma faixa de isenção para as micro e pequenas empresas. “A tabela que estamos propondo mantém os 15% da tabela atual. Ela não atinge microempresário e a pequena e média empresa, só atinge aqueles que têm grande ganho de capitais”, disse.

A MP segue agora para o Senado.
As outras medidas que também trancam a pauta e que estavam na ordem do dia não foram votadas em razão do encerramento dos trabalhos. Não foram votadas as MP 695/15, que reabriu o prazo para clubes de futebol aderirem ao parcelamento de dívidas previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (Lei 13.155/15); e 696/15, que reorganiza e diminui ministérios e órgãos da Presidência da República, reduzindo de 39 para 31 o número de ministérios. O governo ainda tentou votar a MP 695/15, mas a votação foi adiada por falta de quorum.

Edição: Fábio Massalli

Ronaldo Caiado, um senador contra as listas vermelhas de espécies ameaçadas

Por Daniele Bragança
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Senadora Ana Amélia é relatora de duas das três propostas de Caiado (no centro) que derruba lista vermelha de espécie. À esquerda, está o secretário-geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.
Senadora Ana Amélia é relatora de duas das três propostas de Caiado (no centro) que
derruba lista vermelha de espécie. À esquerda, está o secretário-geral da Mesa,
Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.


Em junho de 2015, em meio a batalhas do setor de pesca para derrubar a lista vermelha de peixes e invertebrados marinhos, o senador Ronaldo Caiado entrou com três projetos de decreto legislativo (quase) idênticos para tornar letra morta cada uma das novas listagens vermelhas publicadas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) seis meses antes: a de fauna, a da flora e a dos peixes marinhos.


No dia 03 de junho, o senador entrou com o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 158, para derrubar a lista vermelha de espécies da flora brasileira ameaçada de extinção. Seis dias depois, mais dois projetos foram apresentados, dessa vez para sustar a de peixes marinhos (PDS 183) e a da fauna (PDS 184).

Todas as propostas tem a mesma justificativa. De acordo com Caiado, o Ministério do Meio Ambiente extrapolou suas atribuições pois cada espécie classificada nas categorias Extintas na Natureza (EW), Criticamente em Perigo(CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU) receberam proteção de modo integral “incluindo, entre outras medidas, a proibição de captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização”.


Ainda segundo o senador, “a determinação de que as espécies listadas encontram-se sob proteção integral e as restrições, obrigações e condicionantes inovadoras ao sistema normativo ambiental são contraditórias ao princípio da sustentabilidade preconizado nos arts. 170 e 225 da Constituição Federal, que visa promover o desenvolvimento sustentável do País de modo a equilibrar os seus aspectos ambientais, sociais e econômicos.


Tais proibições podem gerar a paralisação de atividades agrícolas, já que na lista anexa à portaria constam espécies incluindo insetos e aracnídeos, além da imposição de barreiras comerciais não tarifárias às exportações brasileiras, causando prejuízos sociais e econômicos incomensuráveis ao País", afirma, na proposta contra a lista vermelha de espécies da fauna.

O mesmo argumento se repete nas propostas para derrubar a lista de flora e de peixes, com apenas algumas palavras trocadas no final:

“(...) Tais proibições e restrições podem gerar a paralisação de atividades agropecuárias, além da imposição de barreiras comerciais não tarifárias às exportações brasileiras, causando prejuízos sociais e econômicos incomensuráveis ao País” (Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção).
“(...) Tais proibições podem gerar a paralisação de atividades pesqueiras e prejudicar produtores rurais, causando prejuízos sociais e econômicos incomensuráveis ao País” (Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção – Peixes e Invertebrados Aquáticos).
Peixes
A Portaria nº 445, que reúne a lista de peixes e invertebrados marinhos, sofreu oposição desde o momento que foi publicada, em dezembro de 2014. Após protestos e uma batalha judicial, a Justiça Federal suspendeu a Portaria em junho. A lista proibia a captura, o transporte, o manejo, armazenamento e comercialização de 475 espécies de peixes ameaçadas no país.

O Projeto de Decreto Legislativo nº 183 está parado na Comissão de Constituição e Justiça, única comissão que precisa passar antes de ir a plenário. O senador Jorge Viana (PT-AC) é o relator da matéria e desde julho não apresentou o relatório.

Flora e Fauna
Os Projetos de Decreto Legislativo nº 158 (Flora) e nº 184 (Fauna) estão prontos para serem votados a qualquer momento na Comissão de Constituição e Justiça. Ambos têm como relatora a senadora ruralista Ana Amélia (PP-RS), que deu parecer favorável e já apresentou os relatórios uma semana antes do fim do recesso parlamentar.

A listagem vermelha de espécies ameaçadas da flora lista 2113 espécies ameaçadas. Já a da fauna protege 698 espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres.

Um projeto de decreto legislativo necessita de maioria absoluta pra ser aprovado -- ou seja, o voto de pelo menos 257 deputados e 41 senadores --, e é sancionado pelo presidente do Congresso. Não existe possibilidade do Poder Executivo vetar um decreto legislativo.

Chefe de gabinete de Rollemberg deixa cargo e troca PSB pela Rede



Rômulo Neves pretende divulgar carta aberta pelas redes sociais explicando os motivos desta decisão
 
Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Depois do Carnaval, o diplomata Rômulo Neves deixará a Chefia de Gabinete do governo de Rodrigo Rollemberg.

Trata-se de um posto estratégico do Palácio Buriti:

embora distante dos holofotes, é próximo das decisões dos bastidores. Por questões políticas, Neves também se desfiliou do PSB e ingressa na Rede Sustentabilidade.


Ainda hoje, Neves pretende divulgar carta aberta pelas redes sociais explicando os motivos desta decisão.


“Quero participar de uma construção partidária em que eu esteja 100% envolvido, projeto mais horizontal, mais participativo, mais democrático. A Rede me parece a opção mais viável no Distrito Federal”, afirmou ontem.

O “namoro” político do PSB com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pesou na decisão do diplomata.

A legenda e o grupo político do tucano avaliam uma composição para a disputa do Palácio do Planalto. Segundo  Neves, este é um indicativo relevante de uma construção política da que ele não quer fazer parte. Afinal, para 2018, Neves pretende apoiar o nome de Marina Silva.

“O projeto da Rede é algo que vai muito além dessa dicotomia entre direita e esquerda. E é, certamente, mais progressista. Hoje existe um pensamento de Fla x Flu na política, do qual sou contra. Há elementos na esquerda que não aprovo, assim como há elementos na direita. Um projeto político deve pautar-se pelo que é correto, que atenda à população e que seja progressista”, argumentou Neves.

Candidatura a deputado vai para a agenda
Fora do Buriti e do PSB, mas não da base do governo, Rômulo Neves pretende continuar apoiando  Rodrigo Rollemberg. Sem as implicações da função de chefe de gabinete, o diplomata planeja entrar na discussão política  sobre os rumos do DF, sendo potencial candidato a ddeputado em 2018.

“O mais importante é participar do debate público. O governo apanha por algumas coisas que considero que estão sendo feitas corretamente. E às vezes não apanha fazendo a coisa errada. Candidatos são conhecidos pela vaidade. Mas meu nível de vaidade é bem menor do que a média”, comentou o diplomata.

Desde meados do ano passado, Neves sinalizava que pretendia deixar o cargo no Buriti. Na reforma administrativa do segundo semestre, seu nome era dado como certo para uma diretoria de peso na Terracap. Mas seu potencial substituto, o ex-secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, não aceitou a função.


Na avaliação de Neves, naquele momento o governo estava fragilizado e cargo não poderia ficar em aberto. “Hoje a Casa Civil está estruturada, a comunicação caminha bem e a situação fiscal e financeira está sendo equacionada pela Fazenda”, concluiu.


Mudança de perfil

1 - Com o discurso de uma nova política, norteada pela competência técnica, Rollemberg montou um núcleo de governo composto por Rômulo Neves, na Chefia de Gabinete; Hélio Doyle, na Casa Civil; Leonardo Colombini, na Fazenda; Leany Lemos, no Planejamento; Marcos Dantas. nas Relações Institucionais; Carlos Tomé, na Mobilidade;  e  Antônio Paulo Vogel na Gestão  Administrativa. Cinco deles já trabalhavam há anos com Rollemberg, no Senado.  Com saída de Neves, deste grupo apenas Leany permanecerá na linha de frente.    

2 - Marcos  Dantas continua com um posto de destaque no Exevutivo à frente da pasta de Mobilidade, mas perdeu participação  política na condução do Buriti. Em função das pressões e necessidades políticas, a cota pessoal original de Rollemberg foi erodida no decorrer do governo. É fato que o governador colocou novos nomes neste postos, muitos que ainda se pertencem a sua cota pessoal.


Mas, em praticamente todos os casos, os novos personagens conjugam a gestão da máquina pública com a política de forma mais intensa, a exemplo do atual chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


Delator diz que Dilma participou de reunião sobre divisão política de estatais




O empresário Fernando Moura, ligado ao PT, afirmou ao juiz federal Sérgio Moro - da Operação Lava Jato - que a presidente Dilma Rousseff participou da reunião no início do governo Lula, em 2003, em que foi definida as indicações políticas de diretores de estatais que ficariam responsáveis pela arrecadação de valores para o partido.

"Foi feita uma reunião ao lado da sala do ministro da Casa Civil entre o José Eduardo Dutra (morto em 2015), que foi indicado presidente da Petrobras, o Luis Gushiken, que era da Secretaria de Comunicação, o Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), a Dilma Rousseff, que era ministra de Minas e Energia, o Sílvio Pereira (ex-secretário-geral do PT) e foram analisados todos os nomes que seriam indicados para cargos de diretoria", afirmou Moura.


O encontro era para "definição de mais ou menos cinco diretorias de estatais para poder ajudar a nível de campanha posteriormente". "Foi conversado sobre Petrobras, sobre Correios, Caixa Econômica Federal, Furnas e Banco do Brasil. Isso em novembro de 2002.


O lobista, que é delator da Lava Jato, relatou que houve um impasse na indicação de Duque. "Existia uma indicação do Edimir Varela, que era o antigo diretor, e o Renato Duque. Quando foi questionado quem estava indicando Varela, o Delúbio não podia falar que era ele e disse que foi indicação do Aécio Neves." Duque está preso desde março de 2015, em Curitiba, acusado de ser um braço do PT indicado pelo ex-ministro da Casa Civil no esquema de corrupção da Petrobras.


Segundo o delator, foi então que Dirceu atuou como árbitro decidindo pela nomeação de Duque. "Chamara então o ministro José Dirceu para decidir quais dos dois seria. Na reunião, ele disse ‘Aécio já foi contemplado com Furnas, fica o Renato Duque", segundo Moura. Ele diz que foi Sílvio Pereira quem lhe detalhou a reunião.


Reinterrogado
Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, em que admitiu ter mentido em seu primeiro interrogatório feito ao juiz Sérgio Moro, Moura afirmou que Dilma indicou Rodolfo Landim para a Diretoria de Exploração & Produção, antes da definição de que ele assumisse no início do governo Lula a presidência da BR Distribuidora.


A mudança de posto do indicado ocorreu por conta da decisão de Dirceu. "No computador do PT foi colocado o Renato (Duque) como indicado para a Diretora de Exploração e Produção, não tinha sido para a Diretoria de Serviços", afirmou o delator, em depoimento no dia 28 aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato.


"(Duque) só se transformou em Diretoria de Serviços, porque quando foi feita a indicação dos diretores, tinham duas pessoas disputando a Diretoria de Exploração e Produção, um o Rodolfo Landim, que era indicado pela Dilma, que era ministra de Minas e Energia, e outro era o Guilherme Estrela, que era indicado pelo sindicato com petroleiros, e quem tava indicando era o José Eduardo Dutra", contou Moura.


Segundo o delator, acabaram optando pela indicação do Estrela para Exploração e Produção "e foi transportado o Rodolfo Landim para a presidente da BR". "E o Duque foi acomodado na Diretoria de Serviços."


Fonte: Estadao Conteudo

Jornal de Brasilia

Desmotivação generalizada compromete atuação da PM em Brasília

Policiais militares reclamam de promessas não cumpridas, de falta de equipamento básico para o trabalho e da falta de perspectiva para o futuro

Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

Uma insatisfação latente na Polícia Militar do DF tem desmotivado a tropa. Embora ninguém assuma oficialmente que os policiais estejam em Operação Tartaruga, praças e oficiais reconhecem que há certa má-vontade generalizada no cumprimento das funções.


Menor agilidade no cumprimento dos deveres e a velocidade reduzida das viaturas são apenas algumas das medidas que a tropa tem tomado.


Policiais militares reclamam de promessas não cumpridas, de falta de equipamento básico para o trabalho e da falta de perspectiva para o futuro.


Militares ouvidos pela reportagem alegam que há munição e colete salva-vidas vencidos nos quartéis e que não veem preocupação do comando em substituí-los.


Procurados, os coordenadores de grupos articulados de militares se negam a falar oficialmente sobre o tema. E temem, além de represálias, que a discussão do assunto atrase as negociações com a atual gestão e, principalmente, com o comandante que assumiu há pouco mais de 20 dias a corporação.

Têm esperança de que, ao contrário do que prometera o ex-comandante Florisvaldo Ferreira Cesar, o coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira encampe uma luta em defesa da categoria.


Redução do interstício
A redução do interstício - tempo  mínimo que cada policial militar deverá cumprir no posto ou graduação - para promoção de militares é a principal reivindicação da categoria. Reclamam de constantes promessas não cumpridas de reduzir, conforme prevê a lei, em até 50% este tempo, sempre que houver vagas não preenchidas.


A redução de interstício, diz  a Lei 12.086/2009 deve ser efetivada mediante ato do governador, por proposta do comandante-geral, para as promoções de oficiais;  do comandante, por proposta do titular do órgão de gestão de pessoal, para os praças.


De acordo com o presidente em exercício da  Associação dos Praças Policiais e bombeiros Militares do DF (Aspra-DF), Manoel Sansão, o governo está sensível à questão. “Estamos discutindo uma forma para que os policiais não precisem mais ficar pedido, mendigando todos os anos”, explicou.

Sansão  desconversa sobre a possibilidade de policiais militares, de forma individualizada, trabalharem em esquema de Operação Tartaruga no DF. “Não estou participando disso não”, esquiva-se.


Oficialmente, por meio de nota, o comando da  PMDF diz que “todos os serviços continuam funcionando normalmente”. Os coletes e munições não estão vencidos,  mas próximos do vencimento. De acordo com a corporação, já há um processo de licitação para a aquisição dos novos. A não redução de interstício, diz a PM, “está dentro do previsto na legislação e possibilidade orçamentária”.


A Secretaria de Segurança Pública e Paz Social, por meio da assessoria de imprensa, informou  que, apesar de acompanhar,  não comentaria o caso, porque “não tem gerência sobre estas questões”.


Expectativa para promoção em abril
Nas redes sociais, circulam comunicados em forma de ameaça de que os militares estão na iminência de deflagrar uma Operação Tartaruga geral, de forma institucionalizada. Chegaram até a aprovar, em assembleia realizada em dezembro do ano passado, que se começasse já a reduzir o policiamento ostensivo. A categoria se dividiu e o movimento enfraqueceu.


Uma parte dos policiais defende que o esquema seja iniciado em abril, quando devem ocorrer as próxima promoções. Está na Lei 12.086/2009 que  as graduações de militares devem ser efetivadas anualmente, sempre nos dias 22 de abril, 21 de agosto e 26 de dezembro, para as vagas abertas até o décimo dia útil do mês anterior.

A pressão para reduzir o prazo não deve funcionar, já que tanto o Governo do DF quanto o comando da PM justificam que as altas  despesas  e os limites com gastos de pessoal  impostos pela  Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) sejam o motivo principal para não se reduzir o interstício - principal reivindicação da categoria -, já que representa aumento de despesas.

Ainda sobre promoção
Tramita na Câmara dos Deputados uma proposta, de autoria do deputado federal Alberto Fraga (DEM)  - e relatoria do deputado Rôney Nemer  (PMDB) - para permitir que os militares do DF  sejam reformados com salários da graduação imediata. Assim, um tenente-coronel, por exemplo, ao se aposentar, já seria automaticamente alçado à patente de coronel.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Dilma é alvo de 'panelaço' durante pronunciamento sobre zika vírus

A presidente Dilma Rousseff foi alvo de uma nova onda de panelaços na noite desta quarta (3) ao fazer o pronunciamento em cadeia nacional de televisão e rádio sobre o zika vírus.


Mas as manifestações foram mais fracas em comparação com as convocadas no auge da crise política.


Aqui em Brasília, panelaços foram ouvidos na Asa Norte, Sudoeste e também em Águas Claras. Em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Salvador também tiveram manifestações.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


Governo da Flórida declara emergência pelo vírus da zika



O governador da Flórida (EUA), Rick Scott, declarou emergência de saúde em quatro condados após pelo menos nove casos de infecção pelo vírus da zika serem relatados no Estado.

Oficiais de saúde acreditam que todos os casos foram de pessoas infectadas em viagens a países afetados pelo vírus.

"Podemos garantir que a Flórida está preparada e se mantém à frente contra a disseminação do vírus da zika em nosso Estado", disse o governador". "Nós devemos estar preparados para o pior e esperar pelo melhor possível".

Scott assinou uma ordem de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor do zika, nos condados de Miami-Dade, Lee, Hillsborough e Santa Rosa, onde foram detectados os casos da doença.

A ordem permite ao departamento de agricultura o uso de spray com repelentes contra o mosquito, e ainda dá poder de decisão sobre o zika ao Departamento de Saúde da Flórida.
O serviço de saúde de Dallas, no Estado do Texas, nos Estados Unidos, relatou o primeiro caso local de transmissão do vírus no país.

Com alta de dengue, cidades 'caçam' médicos e improvisam hospitais:""Para mudar, só o combate efetivo ao transmissor. Isso já deveria ter sido feito há muito tempo, com medidas como cuidar do lixo nas ruas", afirma.



Com o avanço da dengue e o medo da zika, prefeituras pelo país estão buscando médicos e montando hospitais de campanha para tratar pacientes infectados pelo mosquito Aedes aegypti, que transmite as duas doenças. 


A medida está sendo adotada em cidades de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e do Paraná, que tentam atender à alta demanda de pacientes com sintomas de dengue na rede pública.


Para tentar convencer os profissionais a atuar de forma temporária, há prefeituras que oferecem até R$ 1.200 por dia de trabalho. 


Cidades com epidemia ou em estado de emergência têm dificuldade para encontrar médicos –inclusive para repor os quadros habituais. 


É o caso de Ribeirão Preto (SP), que registrou 927 casos só nos primeiros 15 dias do ano, decretou emergência e prevê gastar R$ 15,8 milhões para conter a doença.
Com a procura diária de mais de cem pacientes nos postos de saúde, a prefeitura implantou um polo exclusivo e passou a contratar médicos, enfermeiros, técnicos e recepcionistas temporários.

"Um contrato mais flexível tem sido o mecanismo. E estamos pagando R$ 1.200 por plantão de 12 horas", disse Darlene Mestriner, secretária-assistente da Saúde.

PROCURA-SE
Os hospitais de campanha foram criados em Paranaguá (PR) e Campo Grande (MS). Na cidade paranaense, até o Carnaval foi afetado pela epidemia –e adiado para julho, no aniversário da cidade.

"Estamos com uma dificuldade enorme para contratar médicos. Abrimos vagas para 20, mas ainda temos cinco abertas", disse Osvaldo Capetta, porta-voz da sala de situação da dengue. 

São 931 casos desde dezembro e outros 1.063 em análise. A proposta para cada médico é de R$ 3.100 por 20 horas semanais.


O hospital de campanha para 14 pacientes atua há duas semanas e dá suporte ao local que concentra casos suspeitos e em tratamento.


Já em Campo Grande, a dengue acelerou a contratação de 120 médicos para repor perdas após uma greve ocorrida entre 2014 e 2015. Por 12 horas de serviço, eles ganham R$ 1.200.

Em emergência, o município usa o hospital de campanha desde dezembro.

Em Ubá (MG), que vive situação de emergência por dengue, com mais de mil casos notificados, o valor oferecido por médico é de R$ 700 (dia) e R$ 781,65 (noite).

A contratação é por aviso de seleção –basta o médico comprovar experiência.

Além da dengue, a cidade tem uma ocorrência de gestante com o vírus da zika.

Juiz de Fora (MG), também em emergência, vai criar dois centros de hidratação e está contratando médicos. Já são 796 casos de doenças causadas pelo Aedes neste ano.
Em pronunciamento nesta quarta (3), a presidente Dilma pediu engajamento de toda a sociedade contra o mosquito e disse que o combate à zika é uma "luta urgente".

O vírus está associado ao surto de microcefalia no país, que já tem 404 casos confirmados e 3.670 em análise. 


Editoria de Arte/Folhapress
É MAIS EFICIENTE AGIR EM PREVENÇÃO
Instalar hospitais de campanha e contratar médicos ameniza a situação de pacientes com dengue, mas está longe de ser a solução para o problema, na opinião de especialistas ouvidos pela Folha. 


Segundo eles, só profissionais de saúde mais bem preparados e o combate ao mosquito Aedes aegypti conseguirão tratar melhor os pacientes de dengue e reduzir a transmissão da doença e também da zika. 


Para o infectologista Juvencio Furtado, docente da Faculdade de Medicina do ABC, as medidas ajudam a desafogar o sistema de saúde, mas não alteram o rumo da epidemia.

"Para mudar, só o combate efetivo ao transmissor. Isso já deveria ter sido feito há muito tempo, com medidas como cuidar do lixo nas ruas", afirma. 


Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, diz que as medidas têm o objetivo de mostrar que algo está sendo feito.

"Colocar soldado na rua para atender em barraca é como jogar para a torcida. A situação está caótica." 

Segundo Timerman, um agravante é que parte dos médicos do país está despreparada para atender casos de dengue e não recebe treinamento adequado. 


"Tivemos mais de 800 mortes por dengue no ano passado. Cada uma revela insuficiência do atendimento", afirma. 

SETE ERROS HISTÓRICOS NO COMBATE À DENGUE
País completa 30 anos de epidemias e surtos da doença
  1. Quase 30% dos municípios brasileiros não têm água potável, tratamento de esgoto e coleta regular de lixo
  2. O uso continuado de larvicidas e inseticidas tem levado à resistência do mosquito aos produtos
  3. Gastos com ações educativas cresceram sem corresponder a uma redução nos casos da doença
  4. problemas na comunicação entre os níveis de governo e programas são descontinuados
  5. Falta de transparência e fiscalização dos recursos federais repassados aos municípios
  6. Falta de ação permanente de ministérios
  7. Despreparo e falta de capacitação da rede básica e de emergência

Onde está o mosquito?
Principais depósitos de larvas, por região

NorteNordesteSudesteCentro-oesteSul0102030405060708090100
Armazenamento de água
Depósito domiciliar
Lixo

Dólar tem maior queda do ano e fecha próximo a R$ 3,90


  • 03/02/2016 18h16
  • Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*
Em um dia de tranquilidade no mercado financeiro, a moeda norte-americana aproximou-se de R$ 3,90 e fechou no menor nível do ano. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (3) vendido a R$ 3,918, com queda de 1,7% (-R$ 0,068). A cotação está no menor valor desde 29 de dezembro (R$ 3,877).


A moeda norte-americana operou em queda durante toda a sessão. O recuo, no entanto, acentuou-se a partir das 13h30. Com o desempenho de hoje, o dólar inverteu a tendência no acumulado do ano e agora registra queda de 0,75% em 2016.
No mercado de ações, o dia foi de recuperação. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, que caiu 4,87% ontem (2), fechou esta quarta com alta de 2,82%, aos 39.685 pontos.


As ações da Petrobras, que também tinham despencado ontem, voltaram a se valorizar. As ações ordinárias, que dão direito a voto em assembleia de acionistas, encerrou o dia com alta de 2,66%, em R$ 6,18. As ações preferenciais, que dão preferência à distribuição de dividendos, subiram 4,65%, fechando em R$ 4,50.


O dia foi marcado pelo otimismo no mercado internacional por causa da alta dos preços do petróleo. O barril do tipo Brent disparou 7% e fechou pouco acima de US$ 35 depois de o ministro das Relações Exteriores da Rússia afirmar que o país está disposto a se reunir com os países da Organização dos Países Produtores de Petróleo para discutir o reequilíbrio no volume mundial de produção.


Nas últimas semanas, o preço do barril de petróleo chegou aos menores níveis desde 2003, chegando a ser vendido abaixo de US$ 30. Isso ocorreu após a divulgação de dados que comprovam a desaceleração da economia chinesa.


Como a segunda maior economia de planeta é grande consumidora de matérias-primas, a redução do crescimento do país asiático afeta países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.


* Com informações complementares da Agência Lusa


Edição: Armando Cardoso

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Estudo comparativo entre crianças criadas por casais gays e crianças criadas por casais hetero.


O estudo é do sociólogo Mark Regnerus na Universidade do Texas em Austin e apresenta diferenças significativas do desenvolvimento das crianças de acordo com o tipo de família onde são criadas.  Regnerus lidera uma equipe de pesquisadores do NFSS (Estudo de Novas Estruturas Familiares) da Universidade do Texas e conseguiram entrevistar em 2011 uma amostra de 2988 adultos. 

A pesquisa é original em três aspectos:

- Compara a renda familiar de casais gays, de casais lésbicos e casais hetero. A maior parte dos estudos anteriores comparava indistintamente gays ou lésbicas com famílias monoparentais ou divorciadas e não levavam em conta os diferentes extratos socioeconômicos.

- A amostra considera apenas jovens adultos (18 a 39 anos) que falaram sobre suas infâncias. Os outros estudos se concentraram nas respostas que os casais davam sobre como suas famílias homo ou hetero educavam seus filhos. Uma diferença notável.

- O novo estudo se apoia numa mostra representativa da população dos EUA, em cima dos dados obtidos no censo de 2010. Os estudos anteriores se apoiaram em amostras que não podem ser aplicadas ao país como um todo. 

Esclarecendo

Antes de falar dos resultados, dois pontos importantes precisam ser esclarecidos. A pesquisa não pretende analisar a relação sobre o tipo de educação que um casal dá e o desempenho das crianças, mas uma comparação entre os resultados obtidos com casais gays ou lésbicos versus casais hetero. 


Por exemplo, quando o estudo conclui que as crianças que tiveram um pai gay são muito mais propensas a sofrer de depressão quando adultas do que as crianças que vêm de lares hetero, este não afirma que o pai gay foi a causa da depressão do seu filho ou da sua filha, mas simplesmente que essas crianças têm em média mais casos de depressão por razões não identificadas pelo estudo. 


O estudo controlou variáveis ​​como idade, sexo, raça, nível de escolaridade da mãe, renda familiar, o tipo de legislação gay no estado de origem do entrevistado e a experiência de ter sofrido bulling quando jovem. Esses controles foram usados para evitar extrapolações nas conclusões. 

Em segundo lugar, o estudo descobriu que as crianças que foram criadas por um casal gay ou de lésbicas há pelo menos 15 anos atrás, eram geralmente concebidas dentro de um casamento heterossexual, que, em seguida, passou por divórcio ou separação, deixando a criança com uma mãe ou pai solteiro. 


Esses pais ou mães tiveram pelo menos um relacionamento romântico com alguém do mesmo sexo, às vezes fora de casa da criança, às vezes dentro. Para ser mais específico, entre os entrevistados que disseram que sua mãe teve um relacionamento com alguém do mesmo sexo, uma minoria, 23%, disseram ter passado pelo menos três anos vivendo na mesma casa com a sua mãe e sua parceira. 


Apenas dois dos 15 mil pré-selecionados passaram um período de 18 anos com as mesmas duas mães. Entre aqueles que disseram que seu pai havia tido um relacionamento homossexual, 1,1% relataram passar pelo menos três anos, juntamente com os mesmos dois homens.

Isto sugere que as relações do mesmo sexo dos pais eram muitas vezes de curta duração, um achado consistente com uma pesquisa realizada sobre os níveis elevados de instabilidade entre os parceiros de mesmo sexo. 


Apesar de usar uma amostra grande, representativa da população dos EUA, e apesar de usar táticas de triagem visando aumentar o número de entrevistados, um segmento muito pequeno relatou ter sido criado pelos mesmos dois pais ou duas mães por um período mínimo de três anos. 


Estudos de diferentes nações mostram também que, em média, relacionamentos de casais do mesmo sexo são mais curtos do que os dos casais hetero.
Resultados da pesquisa 

(confira em: http://www.prc.utexas.edu/nfss/publications.html)

- 48% dos filhos de gays e 43% dos filhos de lésbicas se declaram negros ou hispânicos, um número muito maior do que anteriormente encontrado nos estudos baseados em amostras de conveniência. Crianças criadas por lésbicas tiveram quase quatro vezes mais probabilidade de usar atualmente a assistência pública do que os filhos de heteros. 

Como jovens adultos, os filhos de homoafetivos tinham também 3,5 vezes mais probabilidade de estar desempregados do que os filhos de heteros.

- Os filhos de gays mostraram maior propensão para se envolver com a criminalidade. Na média, tem mais registro de prisões e condenações do que os filhos de hetero. Os filhos de lésbicas registraram o segundo maior nível de envolvimento em crimes e prisões.

- Os filhos de lésbicas foram molestados sexualmente por um dos pais onze vezes mais e os filhos de gays três vezes mais do que filhos de heteros. Quando a pergunta era sobre ser forçados a ter intercurso sexual contra a vontade, os filhos de lésbicas disseram quatro vezes mais “sim” do que os filhos de heteros. Os filhos de gays disseram “sim” três vezes mais do que os filhos de heteros.

- Quanto à presença de doenças sexualmente transmissíveis (DST), os filhos de gays registraram o problema três vezes mais, os filhos de lésbicas 2,5 vezes mais do que os filhos de hetero (os filhos criados com padrasto tiveram 2 vezes mais do que o caso de filhos criados com pai e mãe biológicos).

- Sobre o uso de maconha, os filhos de pais divorciados tiveram o pior registro: 1,5 vezes mais do que os filhos de pais que permaneceram casados.

- Quanto à percepção emocional de se sentirem seguros na infância, os filhos de lésbicas tiveram os menores índices, seguidos dos filhos de gays. Na questão de acudir a um terapeuta devido à ansiedade, depressão, etc. os filhos adotados tiveram o pior índice, seguido dos filhos de lésbicas.

- No diagnóstico de depressão como adultos, os filhos de homoafetivos registram índices muito maiores do que os filhos de héteros. Os filhos de gays tiveram 2 vezes mais pensamentos de suicídio do que os filhos de lésbicas e 5 vezes mais do que os filhos de héteros.

- Quanto à qualidade do relacionamento que possuem atualmente com outros adultos, as respostas apontam que os filhos de lésbicas tiveram o pior desempenho, seguidos dos filhos adotados, filhos com padrasto e filhos de gays.

- Quanto à infidelidade, filhos de lésbicas tiveram 3 vezes mais casos enquanto casados (ou coabitando) que os filhos de heteros. Os filhos de gays tiveram 2 vezes mais casos.

- Na questão da orientação sexual, filhos de lésbicas são os que registram maior inclinação para relacionamento com pessoas do mesmo sexo, bissexualidade e assexualidade. Filhas de lésbicas tiveram em média uma mulher e quatro homens como parceiros ao longo da vida. Filhas de heteros tiveram 0,22 mulheres e 2,79 homens parceiros no mesmo período. Filhas de gays são as que mais registraram assexualidade.

Mais dados também em: www.familystructurestudies.com.
Conclusões

Estatísticamente, o estudo mostra evidências de que há diferenças profundas em ser criado por casais heteros ou ser criado por casais LG. Mais ainda: ser criado pelo pai e pela mãe biológicos, num lar sem separação ou divórcio, parece ser o que mais traz vantagens para uma criança.

Crescendo com duas mães: um testemunho
Roberto Oscar Lopez foi um dos entrevistados no estudo de Mark Regnerus. Ele também quis publicar o seu testemunho pessoal.
As crianças de pais de mesmo sexo terão um caminho duro pela frente. Eu sei disso porque eu fui uma delas. Entre 1973 e 1990, quando minha mãe faleceu, ela e sua parceira me criaram.  


Elas tinham casas separadas, mas passavam quase todos os fins de semana juntos comigo em um trailer escondido discretamente em um parque a 50 minutos de distância da cidade onde morávamos. Como o mais novo dos filhos biológicos de minha mãe, eu fui o único que teve uma infância sem o pai por perto.

Crescer com mães lésbicas foi muito difícil e não por causa do preconceito dos vizinhos. As pessoas em nossa comunidade não sabiam realmente o que estava acontecendo em casa. Para os de fora, eu era uma criança normal, bem educada e inteligente, terminando o colégio com notas excelentes. 

Por dentro, no entanto, eu estava confuso. Quando a sua vida doméstica é tão drasticamente diferente, você cresce meio estranho. Eu não tenho problemas de saúde mental ou físicos. Apenas cresci em uma casa tão incomum que eu estava destinado a existir como um ponto fora da curva. 


Meus colegas aprenderam todas as regras não escritas de comportamento e de linguagem corporal em suas casas; eles entenderam o que era apropriado para dizer em determinadas situações e o que não era; eles aprenderam tanto dos tradicionais mecanismos sociais masculinos como dos femininos. Eu não.

Mesmo quando os pais dos meus colegas eram divorciados, e muitos deles eram, eles ainda assim cresceram vendo modelos sociais masculinos e femininos. Eles aprenderam como ser duros e inflexíveis, abordagem típica da figura masculina, e como dizer obrigado e ser sensível a partir da figura feminina. São estereótipos, é claro, mas os estereótipos vêm a calhar quando você inevitavelmente tem que deixar a segurança do trailer da sua mãe lésbica e tem que trabalhar e sobreviver em um mundo onde todo mundo pensa em termos estereotipados, até mesmo os gays.

Eu não tive nenhuma figura masculina para seguir, e minha mãe e sua parceira tampouco eram um pai tradicional ou uma mãe tradicional. Dessa forma, eu tinha muito poucos sinais sociais para oferecer a potenciais amigos ou amigas, já que eu não era nem confiante nem sensível para os demais. 


Eu afastava as pessoas e raramente tive amigos. Os gays que cresceram em famílias de pais heterossexuais podem ter lutado com a sua orientação sexual, mas quando chegaram ao vasto universo social sabiam como agir, como falar, como se comportar, porque tiveram a vantagem de aprender em casa. Muitos gays não percebem a bênção de ser criado em um lar tradicional.

 Minha vida doméstica não era tradicional nem convencional. Eu me tornei estranho até mesmo aos olhos de gays e bissexuais que tinham pouca paciência para alguém como eu. Eu era tão estranho para eles como para os heterossexuais. A vida é difícil quando você é estranho. Mesmo agora, eu tenho muito poucos amigos e muitas vezes sinto que não entendo as pessoas. Embora eu seja um trabalhador sério e capaz de aprender rápido, tenho problemas em ambientes profissionais, pois os colegas me acham bizarro.


Em termos de sexualidade, gays que cresceram em famílias tradicionais se beneficiaram de pelo menos ver algum tipo de ritual de namoro ao seu redor. Eu não tinha ideia de como me tornar atraente para as meninas. Quando eu pisava fora do trailer das minhas mães, eu estava imediatamente marcado por causa dos meus trejeitos de menina, roupas engraçadas e modos estranhos. Não é surpreendente que eu tenha terminado a escola virgem, sem nunca ter tido uma namorada.


Quando cheguei à faculdade, acionei o “radar” de todo mundo e o grupo LGBT do campus rapidamente se aproximou de mim para me dizer que era 100% certo de que eu era um homossexual. Quando me tornei bissexual, disseram a todos que eu estava mentindo, apenas ainda não estava pronto para sair do armário como gay. Assustado e traumatizado pela morte de minha mãe, eu saí da faculdade em 1990 e cai no que pode ser chamado de submundo gay. Ali aconteceram coisas terríveis comigo.

Quando eu tinha 28 anos me vi em um relacionamento com uma mulher, o que chocou a todos que me conheciam e surpreendeu até a mim mesmo. Eu me chamo bissexual porque levaria muito tempo para explicar como acabei me acertando depois de quase 30 anos como gay.

O pesquisador Mark Regnerus mereceria crédito da comunidade gay, mas tem sido silenciado. Ele fez um estudo identificando adultos que foram criados como eu. As respostas não são favoráveis à agenda do casamento gay e dizem que ser criado num lar desse tipo oferece um grande risco para os filhos crescerem desajustados, para o álcool e outras substancias perigosas. Cada um desses casos são histórias humanas, com muitas complexidades. Tal como é o meu caso, merecem ser contadas, mas o movimento gay está trabalhando para que elas não sejam ouvidas.

Quero bem a minha mãe, mas não meço palavras quando tenho que dizer quão duro foi crescer num lar gay. Os primeiros estudos sobre o tema abordam crianças que ainda vivem num desses lares e, portanto, ainda não tem liberdade para falar. Honestamente, eu fui reprimido, literalmente, durante décadas.

Como um homem, apesar de ser bissexual, eu não consigo ver a mãe do meu filho como se ela fosse uma incubadora descartável. Tenho que ajudar a minha esposa através das dificuldades da gravidez e da depressão pós-parto. Devo atender a suas necessidades sexuais. Uma vez que me tornei pai, deixei de lado meu passado homossexual e jurei nunca me divorciar da minha esposa ou ficar com outra pessoa, homem ou mulher. Eu escolhi esse compromisso, a fim de proteger os meus filhos de um drama doloroso. Quando você se torna pai, questões éticas giram em torno de seus filhos e você tem que deixar de lado os seus próprios interesses.

“Muitas pessoas têm rejeitado a minha história com quatro simples palavras: “Você é um conservador". Sim, eu sou. 

Porque isso aconteceu? Mudei para esse lado, porque eu vivia precisamente o ambiente antinormativo, marginalizado e oprimido que a esquerda celebra: Eu sou um intelectual latino bissexual, criado por uma lésbica, que experimentou a pobreza no Bronx quando jovem. Eu sou perspicaz o suficiente para perceber que as políticas sociais liberais não ajudam as pessoas nessas condições. 


Condeno especialmente a atitude liberal de não fazer julgamentos sobre a sexualidade das pessoas. No mundo gay do Bronx, eu limpei um número suficiente de apartamentos de homens que tinham morrido de AIDS e entendi que a resistência à tentação sexual é fundamental para qualquer tipo de sociedade humana. 


O sexo pode ser prejudicial não só por causa de doenças infecciosas, mas também porque nos deixa vulneráveis ​​e mais propensos a se apegar a pessoas que não nos amam. A esquerda não entende nada disso. É por isso que eu sou conservador.

Robert Lopez é professor assistente de inglês na California State University-Northridge.

Os direitos dos professores de serem protegidos por não aceitarem impor a ideologia de gênero na escola. ‪

https://www.facebook.com/MarisaLobo/videos/10208462257700115/





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‪#‎Alerta‬ aos professores e pais. Dr.Gulherme Shelbb esclarece sobre os direitos dos professores, de serem protegidos por não aceitarem impor a ideologia de gênero na escola. ‪#‎compartilhem‬

Dirceu quer receber aumento na pensão por ter sido preso na ditadura


Ex-ministro condenado no mensalão e preso na Lava Jato acionou advogados para lutar pelo direito de receber uma pensão que incluiria o tempo em que esteve preso ou afastado do país durante a ditadura militar, informa Mônica Bergamo, na Folha
Dirceu nega envolvimento em esquema de corrupção na Petrobras e diz que foi remunerado com valores "irrisórios" pelos serviços prestados


Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação no mensalão e investigado na Operação Lava Jato, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu acionou advogados para lutar pelo direito de receber uma pensão que incluiria o tempo em que esteve preso ou afastado do país durante a ditadura militar. Caso seu pedido seja atendido, o petista receberá R$ 10 mil mensais da Previdência, segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.


No ano passado, a Comissão de Anistia reconheceu o direito de Dirceu de incluir na contagem do serviço prestado para aposentadoria os cerca de dez anos em que esteve preso ou fora do Brasil. A colunista afirma ainda que Dirceu estaria passando por dificuldades financeiras por não poder movimentar nenhum recurso.


Preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, Dirceu é suspeito de ter recebido R$ 11 milhões de propina do esquema de desvio de recursos da Petrobras por meio de falsos contratos de consultoria.


Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações em Curitiba, Dirceu afirmou que não cometeu qualquer irregularidade e que não entende sua prisão. Segundo ele, os valores recebidos por seu trabalho eram “irrisórios”. “Sem falsa modéstia, R$ 120 mil [por mês] é irrisório”, declarou a Moro na última sexta-feira (29).


O petista disse que emprestava seu nome e prestígio às empresas investigadas na Lava Jato. “Quero aproveitar para declarar que estou sendo alvo de notícias, que eu enriqueci. [Dizem] Que eu tenho um patrimônio de R$ 40 milhões. A minha empresa faturou R$ 40 milhões, 85% são despesas, são custeios. Eu ganhei o que ganha qualquer consultor ou advogado, R$ 60 mil, R$ 80 mil por mês”, afirmou.


A defesa de Dirceu entrou com pedido de perdão da pena de 7 anos e 11 meses a que ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mensalão. Ele estava em regime domiciliar quando teve sua prisão decretada pela Lava Jato.

Delcídio diz ser vítima de “armação” e pede anulação de provas ao STF


Preso desde novembro, senador diz que filho de Cerveró atuou como “agente infiltrado” ao gravar conversa em que ele sugeriu rota de fuga e ofereceu R$ 50 mil à família de ex-diretor da Petrobras

Wilson Dias/ABr
Delcídio do Amaral está preso desde 25 de novembro


Edson Sardinha e Gustavo Pontes Os advogados do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que anule as provas que o levaram à prisão em novembro do ano passado.


Os defensores do parlamentar querem anular a gravação feita pelo filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró em que o petista é flagrado tentando impedir o executivo de fazer um acordo de delação premiada.


O áudio foi feito pelo ator Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da estatal. A entrega da defesa, feita ontem (2), foi confirmada ao Congresso em Foco pelo gabinete do senador.


No documento, Delcídio alega que foi vítima de uma “armadilha” e que Bernardo agiu como um “agente infiltrado”, sem ter autorização judicial para fazer a gravação, na qual o parlamentar oferece R$ 50 mil mensais à família de Cerveró e chega a traçar uma rota de fuga, pelo Paraguai, até a Espanha. O ex-diretor da Petrobras está preso desde janeiro de 2015.


A defesa do senador pede ao STF que, caso as provas não sejam anuladas, o tribunal arquive a denúncia apresentada pela PGR. Em dezembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou Delcídio por impedir e embaraçar a investigação de infrações penais que envolvem organização criminosa (com pena de 3 a 8 anos).


O senador e seu chefe de gabinete são acusados ainda de exploração de prestígio (com penas de 1 a 5 anos). Janot defende, ainda, a cassação do mandato do ex-líder do governo no Senado.


Mais sobre Delcídio do Amaral

Militar do Exército é torturado e morto por traficantes na Zona Norte

- Atualizada às


Jorge Fernando Souza foi assassinado no interior do Complexo do Chapadão na noite do último domingo. Um ex-soldado também morreu e outra vítima conseguiu sobreviver

Adriano Araújo e Paulo Henrique Gomes
Rio - Um agente do Degase e um cabo do Exército e um ex-militar foram sequestrados e torturados por traficantes do Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte. Segundo informações, o caso aconteceu na noite do último domingo e o agente conseguiu sobreviver, mas o militar, identificado como Jorge Fernando Souza, de 30 anos, e o outro, que não teve o nome revelado foram assassinados.


O delegado titular DH, Fábio Cardoso, disse que a polícia já identificou alguns homens como suspeitos do crime. Inicialmente, foi divulgada uma versão de que as vítimas teriam sido torturadas, mas o delegado desmentiu essa informação.


"Os traficantes confundiram os dois como informantes, os famosos x-9. A investigação da DH mostra isso. Eles desapareceram no Parque Esperança e foram mortos no Final Feliz, ambos no Chapadão. Sabemos que usaram o Fox Preto de um deles para desovar os dois corpos. Não teve tortura, eles foram mortos a tiros", contou.


Elias Souza, pai de Jorge Fernando, diz que eles trabalhavam como taxistas em um ponto no Village Pavuna, na Zona Norte, e foram pegos por se recusarem a transportar traficantes em fuga. "Durante uma operação policial no domingo à noite, os bandidos deram uma ordem para que os taxistas os retirassem da comunidade. Não foi a primeira vez que isso aconteceu. O meu filho e outros recusaram a ordem e eles levaram os motoristas a um determinado local do Chapadão. Balearam três. Um sobreviveu e outros dois morreram", diz.


Segundo Elias, assim como sempre fazia, seu filho recusou a transportar traficantes no táxi. "Queremos achar pelo menos o corpo do meu filho. Sabemos que foi executado e não vai voltar", lamenta.


Inicialmente, o registro foi feito na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) e transferido para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), já que o corpo de Jorge Fernando ainda não foi localizado. No entanto, agora o caso está sendo tratado na Divisão de Homicídios da Barra da Tijuca. "Apesar de ainda não termos o corpo dele, o delegado já considera como um homicídio por causa de todas as evidências", afirma Elias Souza.
Cabo do Exército, Jorge Fernando Souza, de 30 anos, foi assassinado após ser torturado por traficantes da Favela Gogó da Ema
 
Foto: Reprodução Facebook
A família de Jorge Fernando afirma que o corpo dele ainda está dentro de um veículo que se encontra no interior do conjunto de favelas. "As pessoas que viram disseram que o corpo do meu filho está dentro da mala do carro. Foi passada essa informação para a delegacia, mas a polícia ainda não foi lá. 


Eles (bandidos) afirmaram que se a polícia e a imprensa fossem envolvidas, sumiriam com o corpo. Falaram também que ao longo da noite de segunda-feira iriam liberar o meu filho, mas como até às 9 da manhã ninguém nos passou nada, resolvemos falar", desabafa.


O pai lembra que além de ser lotado no 25º Batalhão Logístico Escola, em Magalhães Bastos, Jorge Fernando era estudante de administração e praticava esportes. Elias Souza disse que pediu auxílio ao Exército, mas que não recebeu nenhum tipo de ajuda. "A minha esposa, mãe dele, foi no quartel onde meu filho serve. A informação foi passada para eles e não tivemos suporte algum do Comando Militar", finaliza.


O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), João Luiz Rodrigues, contou que o agente levou coronhadas na cabeça e nas costas, depois rolou uma ribanceira e caiu na rede de esgoto, onde se escondeu por sete horas.


"No momento da queda, cerca de dez bandidos atiraram contra ele, mas não foi atingido por sorte. Ele se escondeu no córrego de esgoto porque conhecia o local, já que mora perto dali. Ele ficou cerca de duas horas em poder dos traficantes. Está apavorado", disse o presidente.


O Departamento Geral de Ações Socioeducativas informou que, por meio da Coordenação de Saúde do Departamento, prestará o auxílio necessário ao agente do Degase envolvido na ocorrência. Segundo o departamento, o servidor não sofreu ferimentos graves e receberá atendimento de psicólogos e assistentes sociais.


Procurado, o Comando Militar do Leste ainda não se pronunciou sobre o caso. Já a PM afirmou ter feito operações constantes na região, mas garante não ter recebido informações sobre nenhum corpo encontrado na comunidade.


Amigos lamentam pelas redes sociais
Pelas redes sociais, amigos lamentaram a morte brutal do militar: "Apagaram seu sorriso mano, amigo de infância e depois de alguns anos amigos de trabalho, irmãos de farda. Descanse em paz meu parceiro, a ficha ta custando a cair". "Até quando mais irmãos vão ir embora desse jeito ? Que raiva pelo que fizeram com ele, era novo e um grande parceiro e teve um fim assim. Irá deixar saudades, Jorge Fernando Souza. Adeus, amigo e que Deus possa te encaminhar para o paraíso".